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Sumário 1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................... 3 2 DESENVOLVIMENTO.............................................................................................. 5 2.1 AGROFILME ......................................................................................................... 5 2.2 COBERTURA DE SOLO ...................................................................................... 6 2.3 TELADO ................................................................................................................ 7 2.3.1 Telas de sombreamento .................................................................................... 7 2.3.2 Telas como quebra-vento ................................................................................. 8 2.3.3 Telas coloridas (azul e vermelha)..................................................................... 8 2.4 TÚNEIS DE CULTIVO ......................................................................................... 9 2.4.1 Túneis Altos ..................................................................................................... 9 2.4.2 Túneis Baixos ................................................................................................... 9 2.4.3 Manejo dos Túneis ........................................................................................... 9 2.5 CASA DE VEGETAÇÃO .................................................................................... 10 2.5.1 GENERALIDADES ...................................................................................... 10 2.5.2 MODELOS DE CASAS DE VEGETAÇÃO................................................. 12 2.5.2.1 TETO PLANO ............................................................................................ 12 2.5.2.2 CAPELA ..................................................................................................... 12 2.5.2.3 TETO EM ARCO........................................................................................ 12 2.6 INSTALAÇÃO DA ESTRUTURA...................................................................... 12 2.7 MANEJO DA CASA DE VEGETAÇÃO ............................................................ 13 2.7.1 LUMINOSIDADE ......................................................................................... 13 2.7.2 TEMPERATURA .......................................................................................... 14 2.7.3 UMIDADE RELATIVA DO AR ................................................................... 16 2.8 DIFERENÇA ENTRE ESTUFAS E CASA DE VEGETAÇÃO ......................... 17 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................... 18 REFERÊNCIAS ............................................................................................................. 19


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1 INTRODUÇÃO Nas regiões tropicais, como o Brasil, a agricultura protegida e a plasticultura são a mesma coisa. O cultivo sob ambiente protegido surgiu no norte da Europa, com as orangeries, construídas por grandes casas aristocráticas com o objetivo de ter, no clima frio setentrional, disponibilidade das doces frutas tropicais ou subtropicais, como as laranjas, que deram nome às estruturas. Eram feitas de vidro que, ao capturar a radiação infravermelha no interior das estruturas, criavam o efeito estufa e permitiam calor suficiente para se cultivar. Isso deu origem à ainda hoje florescente agricultura protegida de países como a Holanda(GUEDES, 2015). Segundo Guedes (2015), o advento do polietileno de baixa densidade substituindo o vidro possibilitou, por sua vez, o surgimento e a adoção crescente da agricultura em ambiente protegido nos trópicos. O plástico ainda permite a criação do efeito estufa, mas em menor grau do que o vidro. O cultivo em ambiente protegido é um sistema de produção agrícola especializado, que possibilita certo controle das condições edafoclimáticas, como temperatura, umidade do ar, radiação, solo, vento e composição atmosférica (FIGUEIREDO, 2011). O cultivo mais conhecido é aquele realizado em estufas, mas pode se dar também em túneis e ripados, construídos com estruturas de madeira ou metálicas (SILVA et al., 2014). A produção de folhosas em cultivo protegido também vem chamando a atenção dos produtores, especialmente porque algumas espécies apresentam limitações em determinadas regiões e épocas do ano. O cultivo em ambiente protegido, por sua vez, tem tornado viável a produção com qualidade durante o ano todo. Apesar das vantagens expostas, muitos produtores que optaram pelo cultivo protegido acabaram retornando ao convencional por conta da redução da produtividade após alguns anos dentro das estufas (SILVA et al., 2014). Por ser uma tecnologia nova e mais complexa para os produtores paulistas de cultivos tradicionais, a plasticultura desempenha função social importante, viabilizando o desenvolvimento de regiões pobres, improdutivas e de cultivo limitado, tornando-se produtivas e ricas (FILGUEIRA, 2008). Porém, obteve alguns insucessos e levaram ao conceito errôneo de que, em estufas plásticas, não há ocorrência de doenças e pragas, o


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que é falso de se afirmar, pois a estufa propicia melhor controle desses problemas, porém não os elimina. Isso somente ocorreria em um ambiente completamente fechado, esterilizado e controlado, o que se torna possível apenas em laboratórios e não em grandes áreas, o que seria economicamente inviável (FIGUEIREDO, 2011). É preciso entender que o cultivo protegido tem apresentado uma série de vantagens, como aumento de produtividade; melhoria na qualidade dos produtos; diminuição na sazonalidade da oferta, conferindo maior competitividade pela possibilidade de oferecer produtos de qualidade o ano todo, inclusive na entressafra (FILGUEIRA, 2008). De acordo com Figueiredo (2011), planejar a implantação de um projeto de investimento com cultivo protegido envolve conhecimento sobre o assunto, análise de riscos do negócio e capacidade de empreendedorismo do produtor e, necessariamente, uma consultoria especializada. Muito utilizada para produção de hortaliças e plantas ornamentais, a técnica do cultivo protegido tem se expandido no Brasil, embora ainda não haja estatísticas oficiais sobre o total da área. Devido a sua dimensão continental, há diferentes razões para a prática do cultivo protegido no Brasil. No Sul, o objetivo é proporcionar temperaturas mais altas. Já na Amazônia, tenta-se criar o efeito guarda-chuva para evitar que a umidade excessiva aumente a incidência de doenças nas plantas (GUEDES, 2015). O pesquisador assinala que “hortaliças de maior valor agregado, como pimentão e tomate grape, são muito produzidas em cultivo protegido e asseguram um bom retorno financeiro”. O Tocantins tem um potencial imenso de produção de hortaliças e espécies da olericultura. Para se obter um maior controle, produzir variedades nas entressafras dos demais estados produtores, garantir o abastecimento do Estado com variedades que se adaptam tão bem ao nosso clima, é necessário que se faça o cultivo protegido (NASCIMENTO, 2014).


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2 DESENVOLVIMENTO 2.1 AGROFILME Os plásticos são materiais polimerizados, formados de resinas e aditivos. A resina polímero à base de carbono, é o material estrutural obtido a partir de compostos orgânicos extraídos do petróleo (FILGUEIRA, 2008). Na produção em ambiente protegido, buscam-se agrofilmes, onde o agricultor consegue evadir a proliferação de vírus (por impedir o vetor de agir) e pragas, controlar a temperatura, a disseminação de luz e de calor, entre outras tantas variáveis climáticas (RETO, 2010). Todo agrofilme sofre um processo de degradação, ao longo do tempo, resultando em determinado período de vida útil, em razão de fatores internos e externos. Os fatores do próprio filme, de competência do fabricante, estão relacionados com a qualidade do material utilizado e com o processo de fabricação e com o processo de fabricação, como tipo e qualidade das resinas, dos aditivos, dos materiais inertes da espessura e da uniformidade do filme, e qualidade do processamento. Todos esses itens devem ser adequadamente qualificados e quantificados para o sucesso do filme na produção agrícola (FILGUEIRA, 2008). Mesmo com a padronização, o setor agrícola ainda convive com plásticos fora das especificações. Geralmente, são os pequenos agricultores, sem conhecimento da tecnologia, que compram esses produtos nas lojas agrícolas, achando que plástico é tudo igual. No entanto, esses filmes com espessura menor que a declarada e meia aditivação, por sua baixa eficiência, frustram os usuários e freiam o desenvolvimento da plasticultura (idem). O agrofilme deve ser bem fixado e tensionado, evitando-se movimentação que facilite a ruptura. Todo ponto de contato do filme com a estrutura sofre a ação intemperizante do material utilizado, acelerando a degradação do filme nesses pontos. Portanto deverão ter a superfície lisa e receber tratamento isolante, evitando-se o contato direto do filme com essas partes da estrutura (FILGUEIRA, 2008). É ampla a degradação dos agrofilmes na olericultura. Ocorrem certas situações peculiares e limitantes, nas quais se podem recorrer, de forma criativa e original, a essa


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técnica. Entretanto, a olericultura tem se valido dos plásticos, como cobertura, principalmente nas seguintes: cobertura de solo, telado, túnel e casa de vegetação (idem). 2.2 COBERTURA DE SOLO É tão antiga e natural quanto as florestas, que deixam uma manta espessa de folhas sobre a superfície. As coberturas mais tradicionais são de matérias orgânicos vegetais: capim, palha, bagaço, casca e outros que estejam disponíveis. Existem também materiais inertes, como pedra, cascalho, carvão, papel tratado etc. Entretanto, nenhum desses supera a aplicação do plástico, devido a sua diversidade na composição, disponibilidade no mercado, facilidade no manejo e custo acessível (FILGUEIRA, 2008). Em ambientes protegidos a cobertura do solo é usual (mulching), evitando-se a capina. O plástico é colocado logo após o levantamento do canteiro, a adubação básica e a montagem dos gotejadores, tomando-se a precaução de cavar em volta do canteiro para enterrar as bordas do plástico. Contribui para restringir a aplicação de agroquímicos, (inibe o crescimento de ervas daninhas), impede a erosão, diminui a perda de adubo por lixiviação, retém água (reduz a perda de umidade por evaporação) e impede o contato de frutos e folhas com o solo – vantagens traduzidas em menor custo, maior produtividade e qualidade dos produtos (RETO, 2010). Os filmes para cobertura de solo são de polietileno, de baixa espessura e limitada largura, apresentando diversas cores: transparente, preta, branca, prateada, parda, verde, etc. O mais utilizado no Brasil é o filme preto não causa o efeito estufa, e controla as plantas daninhas, sendo mais resistentes. Absorve muito o calor absorvido, aquecendo-se e podendo provocar queimaduras nas partes mais sensíveis da planta, com as quais esteja em contato direto. Uma opção já oferecida pelo mercado é o filme de dupla face: preto na face interna -opaco e mais resistente- e branco ou prateado na externa –reflete a luz e não se aquece tanto (FILGUEIRA, 2008). A comercialização de filmes de qualidade ruim, tanto para cobertura de estufas como de solo, denegriu a técnica e manchou por muito tempo a imagem do uso de plásticos na agricultura. No caso do mulching, a proliferação de filmes processados com material reciclado, além de não conferir ao agricultor os benefícios esperados, dificultou a disseminação de avanços tecnológicos, como os filmes de dupla face. Desde então, as produções de filmes agrícolas para cobertura de estufas e de solo devem seguir padrão de


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certificação estabelecido por normas publicadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (RETO, 2010). A cobertura plástica é de fácil instalação e relativamente de baixo custo, podendo trazer bons retornos econômicos para o olericultor (FILGUEIRA, 2008). 2.3 TELADO O tipo de tela depende do que se cultiva e do que se deseja do microclima. Também há telas coloridas cuja resposta pode ser vantajosa para alguns cultivos e, ainda, há malhas térmicas que podem reduzir a temperatura da folha durante o dia e mantê-la mais aquecida à noite. É sempre importante atentar para a altura do telado para que as operações com tratores ou pessoas sejam possíveis. 2.3.1 Telas de sombreamento Podem ser brancas, escuras (pretas ou cinzas), coloridas (azuis ou vermelhas), termorefletoras (aluminizadas). Nesse caso, a finalidade do uso dessas telas está relacionada a fatores, como: redução da radiação fotossintética (excesso de radiação solar que, no verão, é prejudicial a muitas culturas de porte baixo); alteração da temperatura do ar e do solo; redução da evapotranspiração (consequente redução do volume de água na irrigação); melhora do rendimento da cultura e proteção contra chuvas fortes e de granizo. É preciso tomar certos cuidados no seu uso, pois, em algumas situações (telas muito escuras e com grande capacidade de sombreamento), podem afetar o desenvolvimento da planta, na assimilação de CO² pela fotossíntese (fotoinibição e fotorrespiração) e podem causar problemas de estiolamento da planta (crescimento da planta em altura mais do que deveria, gerando enfraquecimento). O uso de telados de proteção pode proteger contra geadas, causadas por radiação (FIGUEIREDO, 2011). O telado é adotado, frequentemente, na produção de mudas oleráceas. Sob elevada pluviosidade, o telado também atua culturas oleráceas, especialmente as hortaliças herbáceas, são mais sensíveis a tais efeitos, respondendo bem à proteção. O sombreamento diminui a temperatura interna, a evaporação e o consumo de água. Cria-se, assim, um microclima interno mais favorável, mesmo sob temperatura e luminosidade elevadas. Isso ocorre, seja em época seca, seja sob chuvas intensas, com


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efeitos positivos na fisiologia da planta, elevando-se a produtividade e a qualidade das hortaliças (idem). 2.3.2 Telas como quebra-vento Importantes em locais onde a incidência de ventos é muito forte e pode prejudicar o desenvolvimento da planta, pela perda de umidade. Seu uso promove um melhor controle da temperatura das folhas. Telas aluminizadas: promovem redu- ção da temperatura do ambiente e da planta, melhorando seu rendimento em regiões mais quentes e secas, também reduzindo a evapotranspiração. Em algumas condi- ções e desde que instaladas corretamente, podem reduzir em até 15°C a temperatura ambiente. 2.3.3 Telas coloridas (azul e vermelha) Agem sobre a planta, principalmente sobre as hortaliças folhosas, alterando o espectro de luz, transformando esta luz em produção agrícola, pois alteram a intensidade luminosa, a qualidade da luz e a quantidade de energia que chegam as plantas, de acordo com a cor utilizada e a cultura instalada, além de alterar a radiação, quebrando a radiação direta sobre a planta e convertendo-a em radiação difusa, que estimula a fotossíntese, favorecendo o crescimento. As telas vermelhas deixam passar pouca luz e reduzem o comprimento de ondas azuis, verdes e amarelas, e as telas azuis reduzem o comprimento de ondas vermelhas. Experimentos mostram que as telas vermelhas têm se mostrado boas para o cultivo de folhosas, como a alface, pois aceleram o seu desenvolvimento, proporcionando plantas com maior ganho de peso (FIGUEIREDO, 2011). A utilização de telas em olericultura é uma técnica funcional, prática e eficiente, de relativa adaptabilidade às mais diversas situações, que contribui para elevar a eficiência do produtor (FILGUEIRA, 2008). O telado pode ser uma estrutura de teto plano e resistente, construída com esteios de madeira, metal ou alvenaria, que são amarrados no topo por uma malha de arames ou cabos para sustentas as telas esticadas. A altura e a área coberta podem variar conforme a finalidade desejada (FILGUEIRA, 2008).


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2.4 TÚNEIS DE CULTIVO O tradicional túnel de cultivo forçado é construído por um abrigo abaixo de forma semicircular ou próximo a isso, recoberto com agrofilme sobre os arcos. Abriga canteiros ou linhas de plantio dos cultivos (FILGUEIRA, 2008). Têm como grandes vantagens: colheita fora de época, sem a necessidade de montar grandes estruturas com as estufas; proteção contra insetos e pássaros; economia de insumos, além de preservar a estrutura do solo, precocidade na colheita, aumento na produtividade e obtenção de produtos de melhor qualidade. Podemos basicamente dividir em dois tipos: túneis altos e túneis baixos. 2.4.1 Túneis Altos Possuem uma altura média de 1,70 a 2,00m de altura e são usados sobre dois a três canteiros. São ideais para culturas de porte baixo e muito utilizados para adiantar o ciclo em culturas tutoradas – vagem, berinjela, tomate, abobrinha, pepino e pimentão –, principalmente no inverno, pois, dependendo da cultura, podem adiantar o ciclo em até 60 dias. Têm menores gastos de instalação que uma estufa e são, em geral, de fácil manejo, pois é possível ficar em pé e caminhar dentro dele, porém a sua durabilidade é menor. Podem ser usados como estufas, aquecendo as plantas no inverno e protegendoas da chuva no verão. Materiais usados para a cobertura: telas de cores claras, escuras, aluminizadas, plásticos transparentes e tecido TNT aditivado (próprio para agricultura). 2.4.2 Túneis Baixos Possuem, em média, entre 0,80m e 1,00m de altura e são usados sobre um canteiro por vez. São fáceis de instalar e manejar, porém devem ser manejados pelo lado de fora, nas laterais do túnel de cultivo. São de menor custo de instalação que os túneis altos, sendo ideais para o cultivo de hortaliças folhosas, pois têm baixa manutenção, porém a sua durabilidade também é bem menor. Materiais utilizados para construção e cobertura: ferro de construção, arame galvanizado n.° 6, bambu, madeira, cano de PVC (a durabilidade da cobertura depende muito da estrutura utilizada na construção, chegando, no caso do bambu, a reduzir em 30% a vida útil do plástico). Para sua cobertura, podem ser usados os mesmos materiais para a cobertura do túnel alto. 2.4.3 Manejo dos Túneis


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É necessário promover, constantemente, a ventilação do ambiente, por meio do levantamento da lateral da cobertura dos túneis; a abertura deve acontecer logo no início da manhã, principalmente em dias de sol forte e com temperaturas elevadas, e também quando a umidade do ar no interior dos túneis for elevada (aparecem gotas na superfície do plástico), para evitar a condensação do ambiente. O fechamento deve acontecer quando há prenúncio de geadas, em dias nublados com possibilidade de chuva e nas manhãs com muita neblina (FIGUEIREDO, 2011). No Brasil, a utilização de túneis é mais difundida na região sul, principalmente em hortaliças herbáceas, como alface, e em algumas hortaliças-fruto, como morango e pimentão. Trata-se de técnica de fácil implantação e de baixo investimento (FILGUEIRA, 2008). 2.5 CASA DE VEGETAÇÃO 2.5.1 GENERALIDADES A casa de vegetação – uma estrutura popularmente e erroneamente conhecida no Brasil como estufa – é um abrigo que viabiliza o cultivo de plantas de porte alto e a circulação de pessoas em seu interior. As primeiras surgiram no hemisfério norte, como opção para o cultivo de plantas tropicais exóticas, passando a ser empregadas na produção comercial de diversas espécies limitadas pelo inverno rigoroso. Sendo o objetivo maior o efeito estufa, a estrutura recebeu o nome de estufa. Essa terminologia tornou-se restritiva e inadequada, devido à abrangência dos atuais objetivos, já que a utilização se tornou universal. Portanto, é preferível adotar o termo casa de vegetação, menos popular, porém mais condizente com a realidade agroclimática brasileira. Oliveira (1995) afirmou que há quatro tipos de estrutura de casa-de-vegetação: de vidro climatizadas; de vidro semi-climatizadas, produzindo o efeito estufa; casas de plástico semi-climatizadas, efeito estufa presente e casas de plástico tipo "guarda-chuva", as quais não são climatizadas. Inicialmente, as casas de vegetação eram cobertas de vidro. Entretanto, houve a possibilidade de serem utilizadas estruturas mais simples, leves e baratas, cobertas com tipos variados de filmes, que são adaptados às mais diferentes necessidades e oferecerem maior facilidade no transporte e manejo (FILGUEIRA, 2008). As casas de vegetação não-climatizadas estão bem próximas da realidade econômica brasileira, no entanto, conseguem controlar, parcialmente, o microclima


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interno, por meio do tipo de estrutura e dos agrofilmes adotados, do manejo destes e trocas com o ambiente externo. De acordo com a região e a época do ano, a casa de vegetação pode ter finalidades distintas. Quanto maior a latitude e mais intenso o inverno, maior é a busca do tradicional efeito estufa; inversamente, quanto menor a latitude e mais próximo do equador, maior busca do efeito guarda-chuva. Esse efeito tem como finalidade dissipar o calor por meio da máxima circulação de ar possível e das trocas com o ambiente externo. A casa de vegetação protege da erosão e lixiviação de nutrientes do solo, do excesso de insolação, da lavagem dos defensivos e nutrientes aplicados às folhas e dos danos mecânicos causados à planta, como queda de flores. Quanto a estrutura podem ser do tipo capela de duas águas, convectivo, em arco, túnel e túnel baixo (Zonier, 2004), construídas em madeira, aço, concreto (Reis, 2005) sendo o materiais de cobertura mais empregado o polietileno por apresentar ótimas propriedades físicas, alta transmissividade à radiação solar, facilidade de aquisição e baixo custo inicial (NETO et al., 2008). Normalmente na cobertura das casas de vegetação são empregados plásticos transparentes com aditivos e filtros diversos para proteção das plantas. Para climas mais quentes, são empregados plásticos agrotextil coloridos para que absorvam a radiação de infravermelho e de comprimentos de ondas longas (GOTO, 2004). As lonas nas cores azul (77,7% de absortividade) e amarela (59,7% de absortividade) oferecem melhores sombreamentos em ambientes como alta incidência de luz com é o caso da região do semiarido do Brasil (BAÊTA et al., 2011). Uma das vantagens do cultivo de hortaliças em casa de vegetação é propiciar condições de produção ao longo do ano, inclusive na entressafra, com ótima qualidade e excelente produtividade. Também favorece a precocidade das colheitas, a proteção do solo, o controle fitossanitário e a economia de insumos, além de melhorar as condições microclimáticas no interior das estruturas, beneficiando o desenvolvimento das plantas e protegendo-as das intempéries. Entretanto, no Brasil, os principais problemas têm sido o custo elevado na implantação; a instabilidade do mercado e a desorganização na comercialização; a ausência de uma política governamental para o setor de hortaliças; as poucas ações de “marketing” para o produto; o elevado custo de produção de muitas


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hortaliças; e a falta de agrotecnologia mais bem adaptada às diferentes regiões do País (FILGUEIRA, 2008). 2.5.2 MODELOS DE CASAS DE VEGETAÇÃO Não há modelo ideal de casa de vegetação, o que existe é aquele mais adaptado às condições econômicas, climáticas e técnicas do projeto. Os modelos estão diretamente relacionados com o tipo de teto que o abrigo exibe, sendo os mais adotados: teto plano, capela, em arco e túnel alto. 2.5.2.1 TETO PLANO Só é recomendado para regiões ou épocas de pouca chuva. Esse modelo de estufa foi desenvolvido na costa da Almeria, no sul da Espanha. A parte superior da estufa é plana e pode ser construída com maior caimento para facilitar o escoamento da água da chuva. No Brasil, foi desenvolvido o modelo Londrina, muito rústico, construído com bambu e arame, de baixo custo. Contudo, apresenta sérios problemas de durabilidade, resistência, segurança, vedação e ventilação, bem como baixo efeito estufa, elevada umidade do ar, excesso de calor nos dias quentes e curta duração do filme. 2.5.2.2 CAPELA Sua estrutura é semelhante a um galpão ou aviário. Possui duas abas inclinadas que formam um triângulo. Tem interesse de captar mais ou menos radiação solar, resistir às pesadas chuvas e aumentar a ventilação. 2.5.2.3 TETO EM ARCO O teto é abaulado, aproveita melhor a luz do Sol e é muito resistência ao vento, bem como o túnel alto, favorece a fixação do filme. Em contrapartida, a ventilação é prejudicada, podendo apresentar elevado aquecimento interno nos dias quentes, podendo resultar em consequências graves para as culturas. 2.6 INSTALAÇÃO DA ESTRUTURA Os sistemas possíveis de serem controlados são: ventilação (resfriamento), aquecimento, sombreamento, circulação do ar, injeção de CO2, umidificação e desumidificação, iluminação artificial, fornecimento de água + fertilizante. O objetivo


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dos controles, nesse tipo de produção, é promover o crescimento e o desenvolvimento das plantas de uma forma correta e otimizada. Beltrão (2002), relata que os aspectos construtivos estão intimamente ligados com os parâmetros ambientais de modo que em casas-de-vegetação e telados deve-se ter cuidado com a uniformização do ambiente, em termos do tipo de cobertura da estrutura, que deve ser de vidro ou plástico transparente, tamanho de vasos, mínimo de 20 L de capacidade por plantas anuais, cor de vasos (todos da mesma cor e pintados de prateado fosco), disposição dos vasos ao longo da bancada, sentido Norte-Sul verdadeiro e outros cuidados, para se reduzir o erro experimental e a variabilidade dentro dos tratamentos adotados. Diversos modelos de estruturas de proteção e de elementos construtivos têm sido comercializados. Entretanto, o pequeno produtor necessita de tecnologia diferenciada para a utilização de materiais alternativos, que estejam disponíveis na propriedade, como, por exemplo, o bambu, a fim de reduzir os custos de instalação. O bambu, por ser um material muito versátil, largamente utilizado nos países asiáticos e latinos como material de construção e encontrado comumente nas propriedades agrícolas, torna-se uma opção interessante como matéria-prima para o estudo e desenvolvimento de casas de vegetação. Possui ainda excelentes características mecânicas e pode ser destacado seu rápido crescimento e rusticidade. 2.7 MANEJO DA CASA DE VEGETAÇÃO Para se cultivar hortaliças em ambiente protegido é necessário antes de tudo, conhecer muito bem as espécies que serão cultivadas, principalmente quanto às exigências ambientais e nutricionais, ou seja, conhecer as necessidades fisiológicas das hortaliças. Também, o ambiente em que serão plantadas, não só em termos de região, mas de localização, coletando informações sobre temperaturas reinantes (máxima e mínima), período de maior chuva, predominância de ventos, culturas adjacentes e permanência de uma mesma cultura. 2.7.1 LUMINOSIDADE


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De acordo com Purquerio (2005), a radiação solar é o principal fator que limita o rendimento das espécies tanto no campo, como em ambientes protegidos, especialmente nos meses de inverno e em altas latitudes. No ambiente protegido a fração difusa da radiação solar é maior que no meio externo evidenciando o efeito dispersante do plástico, que possibilita que essa radiação chegue com maior eficiência às folhas das hortaliças no seu interior, principalmente as conduzidas na vertical, ou cultivadas em densidade elevada onde uma folha tende a sombrear a outra. Qualquer que seja a região de produção, não se pode ter estruturas construídas ao lado de árvores ou construções que projetam sua sombra sobre o ambiente protegido, mesmo que seja apenas por algumas horas durante o dia. Estruturas geminadas, também geram faixas de sombreamento sobre as culturas em seu interior. Outro ponto a ser observado é a deposição de poeira sobre o filme plástico, que reduz a luminosidade no interior da estrutura, causando o estiolamento das plantas. Quando o filme plástico se encontra em boas condições é recomendável sua lavagem (com uma vassoura de cerdas macias ou com uma espuma que pode ser envolvida num rodo). Pode-se fazer a lavagem antes do período de inverno. Para os cultivos sensíveis ao excesso de luminosidade, o uso de malhas sintéticas de sombreamento, com 30 a 50% de sombra, colocadas no interior da estrutura à altura do pé direito, soluciona satisfatoriamente o problema. O uso de iluminação artificial em ambiente protegido é uma prática cultural onerosa, sendo somente justificada para culturas de alto valor agregado e sensíveis ao fotoperíodo, como algumas flores e plantas ornamentais. Salienta-se que sempre que se altera a intensidade luminosa no interior do ambiente protegido, modificam-se, também outros parâmetros agrometeorológicos, como temperatura e umidade relativa do ar (PURQUERIO et al., 2005). 2.7.2 TEMPERATURA A temperatura é um fator agrometeorológico que exerce influência sobre as seguintes funções vitais das plantas: germinação, transpiração, respiração, fotossíntese, crescimento, floração e frutificação. Nos países do hemisfério norte, caracterizados por clima temperado com invernos muito rigorosos o ambiente protegido possui a finalidade de aquecimento, tornando-se uma verdadeira “estufa” para que a produção seja possível. Porém, nas condições climáticas brasileiras, consideradas tropicais e subtropicais, onde o


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cultivo de hortaliças é possível durante o ano todo, o aquecimento natural demasiado do ambiente pode causar problemas no cultivo das plantas (PURQUERIO et al., 2005). Para o manejo da temperatura do ar é indispensável a instalação de um termômetro de máxima e mínima a 1,5 m de altura, no centro do ambiente protegido, abrigado da luminosidade direta do sol. As leituras devem ser realizadas diariamente e sempre no mesmo horário. Atualmente, também se dispõe de equipamentos eletrônicos conhecidos como “microllogers”, que possuem sensores de temperatura e umidade do ar, que realizam automaticamente a leitura destas variáveis no momento desejado. O manejo da temperatura do ambiente protegido começa pela escolha do tipo de ambiente a ser utilizado, que está muito relacionado ao tipo de hortaliça que vai se cultivar. Cada hortaliça possui uma necessidade fisiológica diferente de temperatura, a qual pode não ser atingida em função do tipo de ambiente utilizado. Quando a temperatura é muito alta, é possível lançar-se mão de recursos para a redução da mesma. O posicionamento da estrutura pode favorecer a ventilação natural dentro do ambiente. Na instalação do ambiente, deve-se observar a inclinação do terreno, principalmente para “estufas” do tipo londrina, pois esta facilita a passagem do ar quente pela estrutura, com sua saída pela lateral que estiver na parte mais alta do terreno. A estrutura deve sempre ser instalada com a menor dimensão (frente), no sentido da corrente do vento predominante. Outro ponto a ser observado é as cortinas laterais que devem ser sempre móveis, para serem fechadas no caso da necessidade de retenção da temperatura através do aquecimento do ar, ou abertas para a saída do ar quente, quando se deseja o resfriamento. Saídas para o ar quente, na parte superior das estruturas, conhecidas como lanternim e janelas zenitais também possibilitam o resfriamento do interior do ambiente protegido. Estas podem ser fixas ou móveis, para serem abertas ou fechadas conforme a necessidade. Segundo Purquerio (2005), o uso de telas sintéticas de sombreamento (30 a 50%) e de pincelamento com tinta ou cal, embora sejam relativamente eficientes na diminuição da temperatura, também diminuem a luminosidade, o que nem sempre é desejado. No mercado também existe à disposição dos produtores uma tela aluminizada (40 ou 50%) que, instalada na altura do pé-direito de estruturas com 3,0 a 4,0 m de altura, proporciona redução da temperatura sem influir demasiadamente na luminosidade.


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2.7.3 UMIDADE RELATIVA DO AR A umidade relativa do ar no interior de um ambiente protegido é determinada diretamente pela temperatura, numa relação inversa entre ambas. Ela pode variar num período de 24 horas de 30 a 100%, sendo que diminui durante o dia e aumenta durante a noite. Ela está vinculada ao equilíbrio hídrico das plantas, onde um déficit pode alterar a evapotranspiração, alterando a capacidade do sistema radicular de absorver a água e o nutriente. Dessa forma, o manejo da umidade do ar, também vai depender da cultura visando se atender sua fisiologia de crescimento e desenvolvimento. Para o manejo da umidade dentro do ambiente protegido é necessária a instalação de um higrômetro ou um termohigrômetro, cujas leituras deverão ser registradas diariamente ao meio dia (12h). A localização desse instrumento deve ser a mesma citada para o termômetro de máxima e mínima. Com o monitoramento, o produtor poderá previamente estabelecer as estratégias a serem adotadas no transcorrer da cultura para manter a umidade relativa dentro dos limites da faixa ideal de cada cultura. Um efeito do excesso de umidade do ar no interior dos ambientes protegidos é a sua condensação na face interna do filme plástico de cobertura e consequente redução na transmitância da radiação solar (PULQUERIO, 2005). Portanto, através do manejo correto da umidade também se pode diminuir a incidência de doenças e consequentemente gerar redução no uso de defensivos agrícolas, diminuindo o custo de produção. Salienta-se que o correto manejo da umidade também se faz necessário para a aplicação de defensivos agrícolas e fitorreguladores, sendo que esses produtos não devem ser aplicados com menos de 55% de umidade relativa, pois sua eficiência pode ser reduzida. A alta umidade do ar também pode influir no aparecimento de desordens fisiológicas, como a deficiência de cálcio em folhas jovens em expansão, devido ao deficiente transporte desse elemento em função da restrição evapotranspirativa. Em algumas situações, o excesso de umidade dentro do ambiente protegido é proveniente da localização da estrutura. Isso ocorre quando ela é instalada em baixadas sujeitas ao acúmulo de neblina ou próximas aos lagos e represas.


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2.8 DIFERENÇA ENTRE ESTUFAS E CASA DE VEGETAÇÃO As estufas são úteis ao cultivo de plantas, principalmente ao controle de calor, pois, apresentam teto e paredes de vidro ou plástico transparentes à luz visível. Esses materiais são também sensivelmente transparentes às radiações infravermelhas de menor comprimento de onda que, então penetram na estufa juntamente com a luz visível e outras radiações. Parte da energia dessas ondas é absorvida por tudo aquilo que existe no interior da estufa – plantas, terra, ar etc., o que provoca o aquecimento do ambiente. Os corpos do interior da estufa emitem então radiações infravermelhas de comprimento de onda maior, para as quais o vidro e o plástico são sensivelmente opacos. Ocorre, assim, retenção de energia térmica, e o interior da estufa se mantém aquecido mesmo que a temperatura esteja baixa fora dela (BISCUOLA et al., 1996). Enquanto que as Casa de vegetação segundo CTNBio, é uma estrutura com paredes, teto e piso, projetada e usada, principalmente, para o crescimento de plantas em ambiente controlado e protegido. As paredes e o teto são geralmente construídos de material transparente ou translúcido para permitir a passagem de luz solar.


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3 CONSIDERAÇÕES FINAIS O cultivo protegido, principalmente em casa de vegetação, tem contribuído para a solução de alguns dos problemas que limitam a eficiente e constante produção de hortaliças no Brasil. Contudo, outros problemas podem advir da má implantação da estrutura e do manejo inadequado. Têm-se observado, ao longo do tempo, os efeitos negativos da má administração das casas de vegetação nas condições brasileiras. Podemse destacar os principais problemas relacionados ao solo (ocorrência de salinização e desequilíbrios); à atmosfera interna (temperatura baixa e umidade elevada no inverno e superaquecimento nas épocas mais quentes); à planta (ocorrência de distúrbios fisiológicos e doenças); e ao mercado (excesso de produção, baixa qualidade e falta de padronização). Alguns desses problemas podem ser solucionados por meio de assistência técnica agronômica especializada, aplicada com competência e regularidade. O sucesso do agronegócio da plasticultura depende de meticuloso planejamento do projeto, bem como de aprimorada execução, desde a implantação do sistema, passando pelo manejo, até à venda do produto final, sempre com visão empresarial voltada para um mercado cada vez mais exigente. O cultivo em ambiente protegido pode resultar, e isso tem ocorrido tanto no exterior quanto no Brasil, em privilegiado resultado para o olericultor. A plasticultura tem se firmado como uma alternativa valiosa à olericultura a céu aberto, tanto no meio rural como na olericultura urbana.


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