Page 34

— Vamos lá, Milo. — Eu sussurrei enquanto eu me inclinei sobre seu berço. Pela enésima vez, tentei tocá-lo, mas mais uma vez os meus dedos passaram por sua bochecha. — Me desculpe, eu não estou aqui. Se eu tivesse escolha... — Minha voz ficou presa na minha garganta. — Eu sei que Calliope é horrível, mas você precisa comer. Você precisa ser saudável e forte para quando eu finalmente chegar a estar com você de novo. Finalmente, ele abriu os olhos azuis, e naquele momento, eu jurei que ele me viu. — Aí está você. — Eu lhe dei um sorriso aguado. — Você é lindo, você sabe. Você coloca Adonis na vergonha. Seu gemido se aquietou, e ele levantou os braços, como se estivesse chegando para mim. Eu tentei tocá-lo novamente, mas ainda não funcionou. Eu nunca pararia de tentar, no entanto. — Você poderia fazer isso por mim? — Eu murmurei. — Basta comer um pouco. Você pode ser tão infeliz como você quer. Eu não culpo você. Não vai durar para sempre, porém, eu prometo. — Não podia. Eu não iria deixá-lo. — Ele tem seus olhos. Meu coração quase parou. Lentamente, eu me virei, e apesar da pouca luz, pude ver todos os traços do seu rosto. — Henry? Ele sorriu tristemente e abriu os braços. Eu não pensei. Fui até ele, enterrando meu rosto em seu peito e inalando, mas ele cheirava a nada. Ele não estava aqui também. Eu podia tocá-lo, no entanto. Eu podia sentir sua camisa de seda e o calor que irradiava de seu corpo. Como? — Eu senti sua falta. — Ele murmurou, roçando seus lábios contra minha bochecha. Quando tentei virar a cabeça para beijá-lo corretamente, ele se afastou, apenas fora do alcance. Rejeição e dúvida tomou conta de mim. Ele estava zangado que eu tinha sido pega? Que eu não poderia salvá-lo? Será que ele sabia sobre meus planos para me entregar a Cronus em troca da sua vida? Quando eu segui o seu olhar, no entanto, eu relaxei. Milo. Eu me enfiei debaixo do braço dele, e, juntos, nos aproximamos do berço. Quando o bebê nos viu, ele chegou para nós. Para mim. E um pedaço do meu coração derreteu. Henry chegou para ele em troca, e antes que eu pudesse avisá-lo de que não iria funcionar, os dedos fizeram contato com Milo. Não persistente no espaço desocupado ao lado dele ou pairando um milímetro acima de sua pele e fingindo. Ele estava realmente tocando o nosso filho. — Olá, homenzinho, — disse Henry solenemente. — Ouvi dizer que você não tem comido. Produzindo uma mamadeira aparentemente do nada, Henry me soltou e pegou Milo. Eu fiquei para trás, atordoada, quando Henry ofereceu-lhe o leite. Alguns segundos se passaram, e, finalmente, Milo começou a comer.

34

Profile for Valentina

Aimee carter goddess 03  

Aimee carter goddess 03  

Advertisement