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Eu não me importava o quanto em perigo Nicholas estava. Ele era filho de Calliope, e não importava quão terrível pessoa que ela era, eu não podia imaginála matando o seu próprio filho. Mas ela ia matar o meu bebê sem pensar duas vezes, e Ava sabia o tempo todo. Mesmo que as nossas posições fossem invertidas, mesmo se fosse Henry que Calliope mantivesse refém, eu nunca, nunca faria isso com Ava. Eu nunca a trairia e permitiria Calliope matar seu filho. — Isso não foi muito legal, — disse Calliope em uma voz melodiosa, e meu estômago revirou. Ela não podia matar o bebê. Eu não iria deixá-la. — Preciso fazer xixi, — eu disse, empurrando-me para cima. Calliope fez um gesto vago e se ocupou com a descompactação da cesta. Cronus me ofereceu sua mão, mas eu desconsiderei. — Eu acho que posso ir ao banheiro sozinha, — eu disse. Cruzar o quarto não tinha sido fácil desde agosto, e meu corpo ficou tenso com cada passo que eu dava, mas eu fiz. Minha prisão não era exatamente chique, embora não fosse uma cela de concreto com um colchão fino e banheiro sujo também. Era um quarto simples, com um banheiro anexo, e estava a vários andares para cima, fazendo uma fuga pela janela impossível. Eu poderia ter sido imortal, mas eu não tinha a menor ideia se o bebê era. E se Calliope realmente tinha uma arma que podia matar um deus, não importava de qualquer maneira. Eu tentei fugir várias vezes quando eu ainda estava móvel o suficiente para ter uma chance, mas entre Cronus, Calliope e Ava, alguém sempre esteve lá para me parar. Eu tinha chegado até a praia uma vez, mas eu não sabia nadar e eles sabiam disso. O conselho podia ter pretendido esta ilha a ser prisão de Cronus, mas era a minha agora, também. Fechando a porta atrás de mim, sentei-me na borda da banheira e segurei minha cabeça em minhas mãos. Frustração subiu dentro de mim, ameaçando derramar em um grande soluço, mas eu o engoli. Eu precisava de um momento, e chorar só faria Calliope vir atrás de mim. — Henry, — eu fechei os olhos e tentei imaginar ele. — Por favor. Ajudenos. Finalmente eu afundei na minha visão. Depois de quase um ano neste buraco, eu tinha aprendido a controlá-las, mas eu ainda lutava para torná-lo o suficiente para vê-lo. Três paredes douradas se formaram em torno de mim, e o quarto virou um longo painel de janelas muito parecido com a sala no palácio de Henry. Mas em vez de rocha negra, eu vi o céu azul sem fim através do vidro, e a luz do sol derramando, iluminando tudo. — Você fez isso. — O som da voz de Henry me chamou a atenção, e eu me virei. Ele tinha Walter pelas lapelas, e seus olhos ardiam de raiva e poder que eu nunca tinha visto antes. — Tinha que ser feito, — disse Walter vacilante. Mesmo ele parecia com medo. — Nós precisamos de você, irmão, e se isso é o que é preciso para fazer você ver isso12

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Aimee carter goddess 03  

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