Newsletter#12 - Agrupamento Escolas de Marinhais

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Newsletter AEM #12 . jul ‘22

#12 jul . ‘22

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FICHA TÉCNICA Direção: Profª Isidora Saramago Coordenação e Design Gráfico: Profº Valdemar Lopes Redação e Planeamento: Profª Emília Alves | Profº Valdemar Lopes

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participam nesta edição: Alunos: Santiago Silva; Santiago Raposo Professores: Sandra Marques; Mónica Valada; Margarida Fernandes; Sandra Lourenço; Elisabete Martins; Ana Castro; Belmira Goulão; Sónia Benigno; Hélder Silva; Anabela Verde; Anabela Ferreira; Fátima Afonso; Filomena Neiva; Maria Custódio; Gabriela Santos; Sandra Martins; Rui Rosa; Emília Alves; Manuela Centeio; César Saramago; Patrícia Fernandes; Paulo Domingos (SPO)


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sumário bloco I notícias

bloco II galeria

bloco III

dinâmicas/ projetos

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Editorial JI + 1º Ciclo de Glória do Ribatejo Laço Azul O cão de Muge Visita à Falcoaria Real As aventuras de Ulisses Da Lezíria à Montanha Devolver à Terra A Internet nunca esquece Eu + a minha turma

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Santiago Raposo

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Orçamento Participativo de Escola Saúde + Clube do Mar Biblioteca Escolar Damos a Cara pela nossa Escola EB_Muve

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editorial

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Estamos na décima segunda edição da Newsletter do Agrupamento de Escolas de Marinhais, um projeto em constante reconfiguração e que já faz parte de uma longa história editorial da nossa escola. Ao longo dos últimos editoriais temos vindo a fazer algumas reflexões sobre a natureza, possibilidades e constrangimentos desta nossa aventura, razões que continuam a merecer a nossa atenção, no sentido de melhor entendermos a pertinência desta Newsletter no panorama da “escrita” na nossa comunidade educativa; uma questão em aberto. Nesta edição continuamos com os 3 Blocos de informação da Newsletter. No Bloco I, Notícias, encontramos textos que ilustram algumas atividades desenvolvidas no nosso Agrupamento, onde continuam em destaque ações ligadas à sustentabilidade ambiental, salientando-se o trabalho desenvolvido ao nível da educação pré-escolar e 1.º Ciclo neste domínio. No Bloco II, galeria, temos o prazer de partilhar a obra de Santiago Raposo, um aluno que transitou para o 7.º ano, com um dom para o desenho e a pintura. No Bloco III, projetos, além da participação constante da Biblioteca Escolar, nesta edição temos outras entradas, nomeadamente, o OPE (orçamento participativo de escola); Saúde +; Clube do Mar. Aqui, destacamos o ‘Diário de Bordo’ do projeto “Damos a Cara pela nossa Escola”, uma escrita reflexiva sobre 10 meses de vivência de uma dinâmica de pensamento/ ação que merece ser lida por todos. Por fim, encontramos o retrato da EB_muve, um projeto residente do agrupamento, que decorreu durante todo o mês de junho.

Esta edição sai mesmo no final do ano letivo, um presente para uma leitura, algures, durante o mês de Agosto. Umas boas férias a todos, com os nossos votos de um próximo ano letivo com muita energia — retemperada.

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notícia | alunos . coletivo

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Jardim de Infância e 1ª Ano do 1º Ciclo de Glória do Ribatejo -Vamos ajudar… queremos ajudar … o PLANETA TERRA. -Vamos RECICLAR… rolhas de cortiça, tampinhas…plástico. -Grão a grão, pouquinho aqui, pouquinho na outra escola, pouquinho em casa…vamos fazer a diferença!

-Vamos ajudar… queremos ajudar…o PLANETA TERRA. -Vamos SEMEAR, vamos PLANTAR… -Planta aqui, semente ali, em casa…na escola…vamos fazer a diferença!

Sementeira/plantação no dia 7 de abril -Atividade de articulação das 3 turmas do pré escolar com o 1º ano do 1º ciclo no JI de Glória do Ribatejo.

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J.I do Granho

Animais marinhos e sua preservação Um projeto desenvolvido pelo grupo do Pré-escolar do J.I do Granho, após uma proposta de um aluno ao visitar o Oceanário de Lisboa. Este foi o ponto de partida para toda a abordagem que foi desenvolvida com o grupo, ao longo de todo o ano letivo, na área do meio ambiente, visto ser um tema atual, extremamente importante e apelativo para as crianças. Ed. Sandra Martins

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As três turmas do Jardim de Infância e a turma do 1º ano do 1º ciclo da Glória do Ribatejo participaram com empenho e alegria no Projeto-Eco Escolas “O Mar Começa Aqui”. Pretendemos com esta atividade despertar para a preservação dos ecossistemas e da biodiversidade em geral e da qualidade da água doce e salgada em particular. De forma a implementar este projeto com sucesso e para despertar os valores supracitados nas crianças, realizámos uma pintura no asfalto junto de uma sarjeta ao lado do Jardim de Infância. As crianças tentaram reproduzir através de uma pintura os malefícios que o lixo provoca o mar. Foi nosso objetivo com esta atividade educar para uma cidadania ativa, incitando os alunos a passar a mensagem de que “tudo o que cai no chão, vai parar ao Mar.” Despertando e sensibilizando os nossos alunos para a poluição dos rios e dos mares. Com esta atividade, queremos também sensibilizar os pais, familiares e toda a comunidade envolvente, e ainda alertar e consciencializar a população em geral para as consequências, quer nos ecossistemas terrestres quer nos ecossistemas marinhos, da incorreta deposição dos resíduos.

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“O MAR COMEÇA AQUI”

A professora: Mónica Valada As educadoras: Margarida Fernandes, Sandra Lourenço e Elisabete Martins

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Laço Azul

No dia 29 de abril, no Agrupamento de Escolas de Marinhais, decorreu a atividade final no âmbito da Campanha

Laço Azul - Sensibilização para a Prevenção dos Maus-Tratos Infantis, uma iniciativa da Comissão Nacional de

Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens. Em todas as escolas, a comunidade escolar vestiu-se de azul, por uma causa nobre e por um futuro melhor!

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O Cão de Muge um amigo Pré-histórico No âmbito do PAA – História (3º. Ciclo), realizou-se no dia 28/04/22, no auditório da EB 2,3 de Marinhais, a atividade “Palestra sobre o Cão de Muge – um amigo Pré-histórico, com a investigadora Cleia Detry, da Faculdade de Letras, da Universidade de Lisboa. Esta descoberta deu origem a um filme de animação (curta metragem), a que assistiram os alunos do 7º. ano de escolaridade. Este filme reflete a feliz fusão entre o cinema e a ciência e conta a história de um cão com cerca de 7600 anos, cujo esqueleto quase completo é o mais antigo de que há registo na Península Ibérica. O seu esqueleto foi encontrado por arqueólogos no final do século XIX, em Muge. Recentemente, foi alvo de um estudo detalhado com as mais avançadas tecnologias ao dispor, que permitiram a interpretação da sua vida e morte. Pela forma como foi enterrado, pensa-se que o Cão de Muge era um fiel companheiro, estimado pela sua família com quem vivia, nas margens do Tejo, no período Mesolítico. As professoras, Ana Castro/ Belmira Goulão/ Sónia Benigno

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Visita à Falcoaria Real

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No dia 24 de maio, a turma L do 4º ano foi até Salvaterra de Magos conhecer a Falcoaria Real. Partimos da escola às 9h 30m, no autocarro da CMSM, e chegámos ao local a visitar às 9h 45m. Iniciámos a nossa visita com o visionamento de um vídeo sobre a vida dos falcões. De seguida, dirigimo-nos ao jardim onde tivemos oportunidade de observar e conhecer diversas espécies de aves de rapina: bufo, águia, falcão peregrino, falcão calçado… Todas estas espécies têm em comum o facto de serem carnívoras. Relativamente ao falcão, aprendemos que cada falcão tem cerca de 7000 penas, que sofrem uma muda, uma vez por ano. As penas têm diferentes formas e funções: algumas servem de aquecimento enquanto as do rabo ajudam o falcão na sua movimentação e equilíbrio. Antes de iniciarem o voo, os falcões sacodem-se energicamente para colocarem todas as penas no seu lugar. Os falcões não constroem os seus ninhos, aproveitam ninhos abandonados de outras aves ou depressões em zonas rochosas, para porem os seus ovos. Durante 30 dias, os falcões, macho e fêmea, revezam-se na tarefa de chocar os ovos. Quando nascem, os pequenos falcões têm o corpo coberto de penugem e permanecem no ninho por dois meses, até que saem para aprenderem a voar e a caçar. Um falcão pode viver até 30 anos. O falcoeiro é um homem que treina os falcões, preparando-os para a caça. É uma profissão em vias de extinção, pois atualmente existem poucos especialistas na arte de criar, cuidar e treinar falcões. Em 2010, esta arte foi classificada como Património Cultural Imaterial da Humanidade, pela UNESCO. A Falcoaria Real, em Salvaterra de Magos, está aberta para visitas gratuitas e guiadas, de terça a sexta, das 9h às 17h, com interrupção para almoço. Se ainda não conheces, marca já uma visita a este magnífico espaço!


As Sereias

No dia 16 de maio, as turmas do 6.º ano tiveram o prazer de assistir à peça de teatro, As Aventuras de Ulisses, dinamizada pela companhia de teatro Cultural Kids, sediada no Colégio Pedro Arrupe, no Parque das Nações. Os alunos tiveram a oportunidade de ver representada a obra, Ulisses, escrita por Maria Alberta Menéres. E como quem conta um conto, acrescenta um ponto… aqui ficam alguns pontos exemplificativos da criatividade dos nossos alunos…e quiçá se os pontos a acrescentar, a interrogar, a dançar, a brotar, a magicar, a interagir e a experienciar nos levarão ao trilho do conhecimento e da magia da arte de saber ser feliz! E a história continua…

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Certo dia, tal como todas as histórias começam…ou não…bom, aqui vamos nós… Numa noite gélida, em Ítaca, Ulisses contava ao seu neto as suas aventuras e desventuras passadas e quando começou a abordar o episódio das sereias…esperem pelo próximo livro… Não, não, não… estou a brincar! Vamos lá! Ulisses começou a contar ao seu neto as peripécias por que passou enquanto navegava pelo mar das sereias, e, de repente, lembrou-se do canto das sereias e autoencantou-se e começou a agir de forma estranha, como se estivesse desprovido de emoções e tivesse um único propósito: ir ao encontro das sereias. Foi, então que começou a caminhar e a repetir sempre a mesma lengalenga: venerem as sereias, venerem as sereias, venerem as sereias... O neto de Ulisses, assustado, e sem saber o que fazer, começou a chamar: - Pai, pai, pai! - O que foi, filho? – perguntou Telémaco. - O avô está estranhoooo! – exclamou Arthur. Ulisses, enfeitiçado por aquele doce canto, caminhava sem parar até que embarcou numa pequena caravela (será que já estamos na época dos Descobrimentos!?! Não, não, ainda faltam muitos séculos!) e seguiu em direção ao mar das sereias. Quando chegou lá, quis atirar-se para o fundo do mar e ir ao encontro destas divindades encantadoras, mas o que ele não sabia é que as sereias já tinham morrido há muito tempo… Já ninguém caía nas suas artimanhas e todos os que por ali passavam, colocavam cera nos ouvidos. Quando Ulisses quis atirar-se para o mar, Telémaco não deixou…mas entretanto, abriu-se um portal de viajantes do tempo e deram a Telémaco um apagador de memórias para erradicar as lembranças das sereias, para que seu avô nunca mais se lembrasse daquele encanto divino. E assim foi, Ulisses nunca mais se lembrou daquele maldito encantamento. Os viajantes do tempo tinham feito um bom trabalho! Esperem, afinal, aqueles viajantes do tempo eram apenas um grupo de alunos que acabara de viajar para o passado, durante a aula de História! Upps! Santiago Silva | 6.º C

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Da Lezíria à Montanha “Da Lezíria à Montanha” I

Inserido no projeto “Da Lezíria à Montanha”, desenvolvido pelas turmas dos 1° e 2° anos do Curso Básico de Instrumento, nos passados dias 28 e 29 de abril, os alunos da EPABI (Escola Profissional de Artes da Covilhã) foram maravilhosamente recebidos pelas turmas A, B e F do 6° ano do nosso Agrupamento. Dois dias de muitas trocas de experiências, novas aprendizagens e muita música. As turmas fizeram-se acompanhar pelo Quinteto de Metais e o Duo de Percussão da escola, bem como pelos professores Pedro Leitão, Francisco Luís Vieira e Ana Rogeiro.

Covilhã

Os dois dias foram vividos de forma muito intensa, contando com a visita ao Museu Etnográfico da Glória do Ribatejo, à Igreja de N. Sra. da Glória e ao Museu do Rancho da Casa do Povo da Glória. Os alunos visitaram ainda a Falcoaria Real, o Bico da Goiva e o Museu do Escaroupim, e ainda puderam usufruir de um passeio de barco pelo Tejo. O projeto tem na sua essência um intercâmbio de tradições e cultura entre os alunos das duas escolas.

Marinhais

Um agradecimento a todos pelo fantástico acolhimento e atividades proporcionadas! Um agradecimento ainda especial aos pais dos alunos pelo jantar, lembrança para a EPABI, e toda a colaboração; aos professores e diretora da Escola de Marinhais pelo empenho e extrema amabilidade.

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“Da Lezíria à Montanha” II Nos dias 12 e 13 de maio, as turmas do sexto ano, A, B e F, realizaram uma viagem à Serra da Estrela, no âmbito do projeto “Da Lezíria à Montanha – Uma Viagem Cultural”, que integrou um intercâmbio com a Escola Profissional de Artes da Covilhã (EPABI).

Depois do jantar, fomos para a sala de convívio da pousada, onde nos divertimos imenso a cantar e a dançar com os nossos colegas e professores e com os alunos No dia 12 de maio, visitámos a EPABI, onde fomos ama- e professores da outra esvelmente recebidos pelos professores e alunos envolvidos cola que também por ali se diretamente no projeto, tendo sido presenteados à chegada, encontrava. por um grupo de alunos, com um momento musical ao som de violinos e com uma degustação de petiscos serranos. No dia 13 de Maio, de auDurante a tarde, assistimos a uma aula aberta da orques- tocarro subimos a Serra, e, tra de sopros, que integra cerca de cinquenta músicos, bem acompanhados com um guia como da Big Band, mais vocacionada para a música Jazz. da EPABI conhecemos mais um pouco da Serra Da EsUm dos momentos mais entusiasmantes foi a experiência trela. Tivemos oportunidade de tocar os instrumentos musicais. Deram-nos liberdade de visualizar o poio do Jupara escolhermos qualquer instrumento e experimentar e, deu. Quando chegamos ao assim, sentir toda a magia e encanto que a música nos pode ponto mais alto da Serra, a proporcionar. Torre, adquirimos algumas lembranças no centro coSeguidamente, dividimo-nos em dois grupos e rumámos ao mercial que lá existe. centro da Covilhã, Pelourinho, para visitarmos dois locais: as ruinas, e o que resta delas, da antiga muralha, e cuja vista é De seguida, tivemos oporabsolutamente deslumbrante; e o Museu Municipal da Co- tunidade de dar um passeio vilhã que é um local muito interativo e interessante, onde pedestre, na zona próxima pudemos realizar uma viagem pelo passado e ligá-lo ao pre- das pistas de esqui, e conhesente. cer a paisagem.Almoçamos junto ao CISE (Centro de Pernoitamos na pousada da juventude, tivemos oportunida- Interpretação da Serra da de de conviver com alguns alunos de outra escola, também Estrela) e, após o almoço, eles alojados neste local. O alojamento foi adequado e a visitamos este centro carrecomida muito agradável. gado de História. Prof. Hélder Silva

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9º ANO EM AÇÃO!!

Projeto “Devolver à Terra” Horto das Aromáticas em folheto, com várias receitas das Ervas Aromáticas plantadas na nossa escola, pelos alunos dos 9ºA, B, C, D, E e 9F. Mais um projeto terminado!! (6 de junho de 2022) Parabéns a todos pelo grande empenho durante estes últimos 3 anos.

No âmbito do Plano de Turma e do projeto “Devolver à Terra”, os alunos do 9º ano tiveram oportunidade de finalizar o ano letivo com uma “Aula na Natureza” - PIICIE, no dia 7 de junho, ao centro de compostagem Ambitrevo e à Escola Profissional de Coruche.

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#aInternetNuncaEsqueceAEM No âmbito do projeto interno de sensibilização para os perigos presentes nas novas tecnologias, #aInternetNuncaEsqueceAEM , os alunos do 9ºA participaram, no dia 20 de abril, no SEMINÁRIO Violências Ser (IN) DIFERENTE, promovido pela CPCJ de Salvaterra de Magos. Muitos parabéns aos alunos envolvidos, à Diretora de Turma Filomena Neiva, ao Técnico Informático, Pedro Pinheiro, e ao jovem estagiário, Leonardo Jacinto, pelo excelente trabalho apresentado em vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=SmoEsGsAW6M

No dia 23 de junho, no âmbito do mesmo projeto, os alunos do 9°C deslocaram-se ao Centro Escolar de Marinhais, onde apresentaram um jogo que construíram em aula, o Jokernet. O principal objetivo era sensibilizar alguns alunos do JI e uma turma de 4ºano para os perigos da Internet. Chegaram, apresentaram, interagiram, despertaram a curiosidade dos mais pequenos. A brincar também se aprende! Obrigada a todos os envolvidos. Obrigada ao Técnico Informático, Pedro Pinheiro, e ao jovem estagiário, Leonardo Jacinto, pelo apoio/acompanhamento.

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. s a g e l o c 3 r o p e t i e c a o fi a s de Obrigado

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A Equipa Pedagógica Abraça Turma do

6ºD

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Não Existem dois Seres Humanos Iguais… Não existem duas turmas iguais… Cada Projeto de Turma é um desafio para nós docentes, pois há que conhecer a individualidade de cada aluno (tipos de inteligência - incluindo a emocional, interesses…) e criar condições para que esse ser humano único faça parte integrante de um coletivo/puzzle turma! Na primeira fase de elaboração do Plano Turma, a equipa pedagógica procurou conhecer essa individualidade (teste/ despistagem das inteligências múltiplas) e os interesses de cada aluno em temas/projetos a desenvolver (através de um Brainstorming na app “Menti.com”). A turma do 6ºD apresentou uma interessante diversidade de estilos de aprendizagem. 5 alunos apresentam um estilo de aprendizagem do tipo Linguístico-Auditivo (que se adaptam melhor ao nosso Sistema de Ensino), contudo 6 alunos são do tipo Linguístico-Visual e 3 alunos beneficiam mais com aulas do tipo Cinestésico, aprendendo melhor fazendo, experimentando e implicando-se ativamente. Como forma de Expressão (a ter em conta na avaliação individual), predomina o tipo Expressivo Oral (8 alunos), beneficiando de Apresentações Orais, do Teatro e da Música. No entanto, 6 alunos beneficiam mais com os trabalhos escritos (Expressivo-Escrito). 9 alunos (65% dos alunos) preferem o trabalho de grupo. A planificação de aulas passou por estes 3 tipos de estilos de aprendizagem e as formas de expressão, dando a todos os alunos a oportunidade de aprender de acordo com o seu estilo/inteligência e treinar competências de outros estilos. Os Projetos Turma a desenvolver foram de encontro aos interesses dos alunos, com uma forte parceria de coordenação pedagógica com as turmas do 6ºC e 6ºE. Como fundamentos de todo o Plano de Turma, estiveram os valores do Trabalho, da Verdade e do Respeito (avaliados semanalmente e comunicados à Família – principal responsável por incutir estes valores). Desde a 1ª reunião com os Encarregados de Educação e Alunos, houve o compromisso (alunos-famílias-equipa pedagógica) de melhorar as médias de avaliação finais globais da turma (projeto “Média Carter”). Tendo os alunos da turma concluído o ano letivo 2020/2021 com uma média global de 2,942, essa média evolui positivamente para: 3,208 (final do 1º Período 2021/2022); 3,221 (final do 2º Período) e 3,377 (Final do Ano Letivo 2021/2022). O Caminho do Sucesso, nem sempre é o mais Fácil… Não foi um ano Fácil, mas conseguimos! Parabéns a todos!

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9º C – a minha “encomendinha” Falar da minha turma, a do ano letivo que terminou, seria pouco, muito pouco porque, na verdade, foram 3 anos com eles, por e para eles, numa média de 7/8 horas por semana, lecionando 3 disciplinas e desempenhando, ainda, o cargo de Diretora de Turma. Muito haveria para dizer, acreditem, mas serei sucinta. A “encomendinha” (era assim que me referia ao 7ºC por ser uma turma heterogénea em vários aspetos; “Ui!” – pensava eu) passou a “prendinha”, uma prenda que me surpreendeu diariamente, estando perto, mais longe, em presencial, em regime online… Não consigo falar, escrever. Não consigo encontrar as palavras certas para descrever estes 17 meninos que, com algumas mudanças, ano após ano, foram sempre 17. Destaco simplesmente uma característica comum a todos: o lado humano, o coração enorme, gigante, movido por um espírito de entreajuda, partilha, preocupação/respeito pelo outro. Por muitos motivos, mas principalmente por me terem permitido partilhar tanto com eles, por me terem permitido acreditar que, de alguma forma, contribuí para que fossem uns seres humanos mais ricos (e não só no que aos saberes diz respeito), por me deixarem de coração e alma cheios. Mais palavras? Para quê? Ficam 2 fotos, as 2 últimas da Gala de Finalistas. Ficam, em mim e neles (vou acreditar que sim), memórias boas, as melhores, e a ideia de que C será C para sempre. 7ºC, 8ºC, 9ºC.

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Eu + a minha turma (9ºB)

Era o dia 13 de setembro de 2019. Depois de uma noite mal dormida, chegara o dia da receção e o dia de conhecer a minha nova turma: o 7º B! Um misto de emoções acompanhou-me durante o trajeto para a escola, mas, afinal, a receção não se realizou devido a questões de segurança. No dia seguinte, acompanhada do meu secretário, o colega João Fradique, lá fomos para a sala 26! Vinte crianças curiosas cujos olhitos tentavam descortinar como seriam estes dois professores que os iriam acompanhar. Eles já se conheciam desde o pré-escolar, mas eu comecei por conhecê-los através da primeira atividade em sala de aula, o “ABC da turma” e depois foi um crescente de momentos de partilha, de alegria, de atividades, de gostar de estar juntos. Esse ano letivo ficou marcado pelo início da pandemia - trabalhar via zoom não foi fácil, nem para eles nem para mim – e eu sentia, todos os dias, a falta da presença física, a falta da sua alegria, a falta, apenas, do toque! São, como costumo dizer, “a turma da pandemia” - a pandemia que perturbou o meu normal relacionamento com os alunos, a pandemia que me privou de muitos momentos de convívio e que nos obrigou a ver-nos, apenas, através do monitor. Ao longo destes três anos, vi as minhas meninas tornarem-se lindas borboletas e vi os meus rapazes desabrochar, mudar a voz e tornarem-se uns homenzinhos! Sei que nem sempre fui fácil: exigi, ralhei, controlei, mas sempre com um objetivo bem definido e sinto-me orgulhosa do resultado obtido! Na Gala de Finalistas, foi com emoção que olhei para as minhas princesas, quase saídas dos livros de fadas, e para os meus antes imberbes rapazes tornados príncipes nos seus lindos fatos! Consigo antever adultos extraordinários com um papel ativo na sociedade e desejo-lhes um FUTURO RISONHO coroado de SUCESSO e ALEGRIA! Profª Manuela Centeio

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Santiago Raposo

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Sou o Santiago

Raposo

Sou gentil, educado e porto-me bem nas aulas. Gosto de brincar com a minha irmã Sofia, de jogar PS4 e Nintendo Swtich. Eu gosto mais ou menos de pintar, mas o Professor Valdemar diz que eu sou um profissional do desenho e pintura. Yes! gostei de fazer este trabalho

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dinâmica dinâmica | n. f. fem. sing. de dinâmico di· nâ· mi· ca (feminino de dinâmico) nome feminino 1. [Física] Estudo das forças ou do movimento quantitativo dos corpos. 2. Conjunto de forças que visam o desenvolvimento ou o progresso de algo. 3. [Música] Relação entre os níveis de intensidade dos sons. Palavras relacionadas: dinâmico, dinamicamente, hidrodinâmico, aerodinâmico, cavalo-vapor, dinamomagnético, teledinâmica. di· nâ· mi· co adjectivo Relativo ao movimento e às forças. Palavras relacionadas: dinamicamente, dinamicidade, dinâmica, dinamomagnético, psicodinâmico, teledinâmico, termodinâmico. “dinâmica”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/din%C3%A2mica [consultado em 22-07-2021].

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dinâmicas agrupamento orçamento participativo de escola saúde + desportos gímnicos clube do mar biblioteca escolar damos a cara pela nossa escola ebmuve

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Orçamento Participativo das Escolas 2022 - DIA 0

No Dia do Estudante, 24 de março, os alunos do 3º ciclo puderam, mais uma vez, decidir o que queriam melhorar na nossa escola sede. Foi dia de votação nas propostas do Orçamento Participativo das Escolas. Das seis propostas a votação, saiu vencedora a da Recuperação dos Bebedouros com pinturas e frases a alertar para o consumo/poupança racional da água. Esta foi mais uma forma de darmos voz aos alunos, através de um processo democrático, valorizando as suas opiniões e mobilização coletiva. Todas os projetos/propostas são válidos e todos saíram vencedores. Os alunos ganharam na forma de se organizarem em grupo, de se envolverem na experiência democrática, nos princípios da representação e da construção de projetos para o bem comum. Muitos parabéns a todos os alunos! Muitos parabéns à proposta vencedora! Alunos: José Carvalho; Leonor Rabita; Mafalda Caneira; Miguel Neves e Rodrigo Burnay - 9ºC O Coordenador do OPE

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Saúde +

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Atividades desenvolvidas

Ao longo do segundo e terceiro períodos, o projeto Saúde + estabeleceu várias parcerias com entidades locais, no intuito de intervirem junto dos alunos, em áreas prioritárias da saúde e em problemáticas identificadas pelos conselhos de docentes / diretores de turma. A Unidade de Cuidados à Comunidade do Centro de Saúde de Salvaterra de Magos, promoveu sessões no âmbito da prevenção do tabagismo, do consumo de álcool e de substâncias psicoativas, de educação para a sexualidade e prevenção das infeções sexualmente transmissíveis, nas turmas dos sétimo, oitavo e nono anos. Com a Equipa Comunitária de Pedopsiquiatria, foi abordada a saúde mental e as consequências dos comportamentos autolesivos, no seio das turmas de sétimo ano. Ao abrigo do programa “Cuida-te mais”, do Instituto Português do Desporto e Juventude, a Associação Par-respostas sociais, promoveu a sessão “Alimentação saudável – Autoestima”, abrangendo os alunos das turmas C e E do oitavo ano. Os alunos do nono ano de escolaridade participaram em sessões de reflexão e prevenção da violência no namoro, por

intervenção das técnicas do Contrato Local de Desenvolvimento Social, do Centro de Bem-estar Social de Marinhais. O projeto Saúde + participou também na concretização do projeto EBMuve, no âmbito da iniciativa “Maio, mês do coração”, sensibilizando para as doenças cardiovasculares, na perspetiva da prevenção, deteção e remediação. Foi promovida a realização de uma exposição e de atividades lúdicas sobre hábitos alimentares saudáveis – Dieta mediterrânica, no decorrer das atividades do dia EBMuve-in. Em parceria com a Unidade de Cuidados à Comunidade do Centro de Saúde, foi efetuada a medição da pressão arterial na atividade “Caminhada ao Escaroupim”, a alunos, assistentes operacionais e docentes do Agrupamento. Foram ainda contactados os Bombeiros Voluntários de Salvaterra de Magos para a realização de duas sessões de formação sobre a cadeia de sobrevivência e o suporte básico de vida, conjunto de procedimentos adotados em situação de paragem cardiorrespiratória, destinadas aos alunos a frequentarem o nono ano.

Comemoração do Dia Mundial da Saúde

No dia 7 de abril, o projeto Saúde + comemorou o Dia Mundial da Saúde com uma exposição alusiva aos bons hábitos promotores de saúde. A exposição tentou abordar hábitos enquadrados nos quatro grandes eixos de promoção da saúde em meio escolar, nomeadamente, ao nível da saúde mental, alimentação saudável e promoção do exercício físico, prevenção de consumos aditivos e educação para a sexualidade. Através de imagens, girando e balanceando no teto da área de circulação dos alunos junto aos cacifos, pretendia-se que os alunos refletissem sobre os seus hábitos quotidianos e o impacto que possam ter na sua saúde, a curto e longo prazo.

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Encontro de Desportos Gímnicos do Desporto Escolar Realizou-se, no passado dia 23 de março, o primeiro encontro/ concentração de Desportos Gímnicos do Desporto Escolar, do ano letivo 2021/2022. Neste encontro, que contou com a participação de cerca de 70 alunos, para além do grupo/equipa de Desportos Gímnicos da nossa escola, participaram também os grupos/equipa da modalidade, das escolas: EB 2,3 de Fazendas de Almeirim; EB 2,3 Dr. Armando Lizardo, Coruche, e EB 2,3 Alexandre Herculano, Santarém. A nossa escola apresentou-se nesta competição, com 22 alunos, dos quais, 4 foram juízes árbitros e 18 foram participantes em competição. Relativamente aos resultados dos nossos alunos, destacamos os seguintes: 1º Lugar - Minitrampolim masculino - Dinis Carvalho - 6ºB 3º Lugar - Minitrampolim feminino - Manuela Silvestre - 6ºB 4º Lugar - Minitrampolim feminino - Carolina Pereira - 5ºD 5º Lugar - Minitrampolim masculino - Pedro Santos - 5ºD 4º Lugar - Minitrampolim masculino - Dinis Paraneta - 6ºB 7º Lugar - Minitrampolim feminino - Maria Leonor Pereira - 6ºA 2º Lugar - Circuito Gímnico - Equipa B (Maria Leonor Pereira- 6ºA/ Mónica Bráz, Manuela Silvestre e Dinis Paraneta - 6ºB) 4º Lugar - Circuito Gímnico - Equipa A (Lúcia Pilré, Dinis Carvalho e Maria Garcia - 6ºA/ Carolina Pereira - 5ºD) O ambiente que se vivenciou nesta competição foi extraordinário, com todas as escolas a cooperarem e a partilharem o gosto pela atividade física e, neste caso em particular, pela ginástica. Todos os alunos participaram com entusiasmo e ética desportiva, pelo que todos merecem o reconhecimento pelo seu esforço e pelos resultados que alcançaram.

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No dia 4 de maio, decorreram as finais distritais de desportos gímnicos do Desporto Escolar. Alguns alunos da nossa escola alcançaram um lugar no pódio, a saber: Maria Leonor Pereira 6A - 3 lugar em minitrampolim; Dinis Paraneta 6B - 3 lugar em minitrampolim; Dinis Carvalho 6B - campeão distrital em minitrampolim. O professor responsável pelo grupo/equipa de Desportos Gímnicos Helder Silva


https://ruidarosa.wixsite.com/escolaazulmarinhais

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Concurso Nacional de Leitura

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Os alunos do nosso agrupamento participaram no Concurso Nacional de Leitura. Passaram por várias fases e alguns chegaram à fase intermunicipal. Felicitamos todos os participantes, esperando que no próximo ano letivo continuem a representar as nossas escolas.

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Fase Municipal

Fase Intermunicipal

Concurso Uma Aventura... Literária 2022

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A edição deste ano, em que se assinalam os 40 anos da coleção Uma Aventura, voltou a ser um verdadeiro sucesso: 12.798 trabalhos recebidos! A nossa escola concorreu com 15 trabalhos dos alunos da turma B do 5º ano, na modalidade de desenho. Aos alunos Mariana Rodrigues, Adriana Correia, Afonso Guilherme e Rafael Simões foi atribuído um 3.º Prémio ex-aequo - Desenho. Estes trabalhos foram enviados separadamente, mas o júri premiou coletivamente pela qualidade do conjunto. Os alunos supracitados receberam um vale de 10€, relativo ao prémio e ofereceram-no à Biblioteca Escolar para compra de um livro para a mesma. Bonito gesto! Muito obrigada!


“Contos com reflexão” Os alunos dos 7° e 8° anos assistiram a sessões de motivação para a leitura, onde foram trabalhados os contos “Avó e neto contra vento e areia” e “O retrato de Mónica”, bem como os alunos dos 5º e 6º anos tiveram uma abordagem incidente nas obras “A Fada Oriana” e “As Naus de Verde Pinho”. Uma atividade que os levou à reflexão.

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Feira Solidária do Livro Usado A feira solidária do livro usado foi realizada na escola sede e no CEM, a qual teve o intuito de ajudar os alunos do nosso agrupamento, a Marta e o Tomás.

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Projeto “Marcas na História - Vamos Fotografar as nossas Tradições”

Entrega de prémios da fase municipal e inauguração da exposição do concurso de fotografia, na Biblioteca Municipal de Salvaterra de Magos. Parabéns a todos os participantes!

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Concurso “O Melhor Leitor”

No início do ano letivo foi lançado um desafio aos alunos, ser o melhor leitor da nossa biblioteca. Chegámos à reta final e, por isso, anunciamos os vencedores. Parabéns! Continuem com boas leituras!

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As obras de José Saramago

Na Semana da Leitura, a biblioteca convidou os alunos e professores do nosso Agrupamento a pintar/desenhar/ilustrar as capas dos livros de José Saramago. Aqui vos deixamos o resultado deste lindo trabalho. Obrigada a todos pela colaboração!

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Damos a Cara pela nossa Escola* «Cara-identidade: Do combate ao medo à expansão do conhecimento de si.»

Que haja espaço na escola para se continuar a jogar ao “quem somos”. Que tenhamos a resistência necessária para continuarmos a desenhar esta cara-identidade.

Diário de bordo

Motivo – Sentido ao medo

A ideia nasceu da tentativa conjunta com o professor Valdemar Lopes, de procurar sentido e tradução para o tempo de medo e incerteza, que a pandemia trouxe à sociedade e ao mundo escolar em particular. Todos passariam a usar máscaras, os contactos iriam ser condicionados, pais e professores manifestavam desconfiança e até susto com o regresso à Escola. O cenário não era de facto animador no início do ano letivo de 2020/2021. Estratégia 1 – Olharmo-nos comprometidos A confiança só floresce em terrenos de verdade e já dizem os antigos que ela nos chega pelos olhos, pelo olhar, que curiosamente iria continuar “à vista”. Talvez por isso, a primeira ideia que nos surgiu foi apresentarmos a “cara”. Uma cara destapada de máscaras, que olhasse de frente o medo que era de todos. Talvez para afirmar que por debaixo do poliéster se manteria a mesma humanidade, o mesmo mapa para chegarmos ao outro. Aliás, quando tudo parecia estar a mudar e nos inquietava a ideia de ficarmos sem referências, foi importante apontar para a continuidade. Apesar da adaptação a novas regras, sinaléticas e restrições, a Escola na sua essência continuaria a mesma e essa ideia parecia trazer-nos um certo apaziguamento. Assim, “Dar a cara pela Escola” seria assumir uma posição de força, de combate. Enquanto nos olhássemos e enquanto nos mantivéssemos comprometidos com a continuidade da sua essência, continuaríamos a encontrar na Escola o que precisávamos.

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Acção 1 – Sensibilizar a comunidade Era importante sensibilizar toda a comunidade. Era uma “guerra” de todos, pelo que desde o primórdio, agarrámos a emergência e a “empreitada” de agir sobre todo o Agrupamento. Decidiram-se criar 4 posters: um aluno, um professor, um assistente operacional e um pai assumiam a sua cara, o seu olhar e o compromisso para com a Escola. Combinou-se individualmente com as quatros pessoas, as primeiras que dariam a cara por este propósito, conversou-se com elas, apresentou-se-lhes a ideia, tiraram-se fotos. Entretanto foram concertados com todos os Estabelecimentos do Agrupamentos os dias e a ordem de saída de cada poster. Assim, num local de destaque, era afixado em todas Escolas, o mesmo poster, no mesmo dia (com um intervalo de quatro dias entre eles). No fim, perfariam os quatro visíveis em todos os Estabelecimentos. Importava atingir um impacto semelhante ao das notícias nefastas diárias sobre a calamidade. Como se quiséssemos criar um noticiário próprio, mas de combate e esperança.

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Estratégia 2 –

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Reerguer

Acção 2 –

Eles dão a cara e vocês?

A dinâmica de sensibilização iniciou, mas não viria a terminar, uma vez que alguns de nós foram mandados para casa. Em seguida fomos todos, sem regresso, até ao final do ano lectivo. Primeira batalha perdida.

Dia 1, manhã, EB2,3 de Marinhais.

Em Setembro de 2021 pensámos em reerguer esta luta. Sentíamos que haveria que “dar um jeito” ao já tinha sido pensado. Então, criámos um painel que integrou os 4 posters, lado a lado. Esta que era no fundo a imagem final do projecto, na sua primeira versão, seria agora o princípio de tudo o resto. Desta feita, o interesse não se ficava apenas pela sensibilização de “espectadores”. Tínhamos desanimado e, talvez por isso, precisávamos agora de “parceiros activos”, ou seja, pretendíamos provocar uma interacção. Numa fase em que a pandemia instalava novamente incertezas, queríamos que todos fossem surpreendidos com a questão sobre se pretendem dar a cara pela Escola enquanto lugar seguro e importante para aprender. Obviamente neste período, este seria um assunto sob o qual os pais e professores estariam a reflectir, umas vezes silenciosamente, outras vezes nem tanto, mas que estaria pelo menos meio-resolvido até ao dia que se iniciasse o ano lectivo. Assim, no fundo, o que queríamos era reforçar e tranquilizar a comunidade em relação a esta “decisão” de continuar a acreditar na Escola e de terem vindo. Surgimos então sem aviso e pais, alunos, professores e assistentes foram a chamados a responder de forma espontânea e criativa.

Guião: “Bom dia. Aquelas pessoas «apontando para o painel dos 4 posters» decidiram dar a cara pela nossa Escola. Acham que é segura e que continua a ser o sítio ideal para aprender. E vocês também dão a cara pela nossa Escola? «sorrindo, colocam à disposição um tabuleiro com folhas que têm desenhadas um contorno de rosto e apontam para uma mesa junto aos painéis, onde se avistam vários bouquets de lápis e canetas».

Professores primeiro, pais e alunos de seguida, dirigem-se às reuniões de apresentação. Entram na Escola e são surpreendidos por dois painéis situados junto à porta da frente (num os 4 posters agora agrupados e o outro em branco) e por duas figuras que se aproximam como quem vem vender a lotaria, uma mais reconhecível, outra nem tanto por aquelas paragens.

Trata-se de uma dinâmica de recepção, que representa um convite para um jogo. As pessoas foram chamadas a dar a cara pela Escola desenhando e pintando a sua numa folha. De seguida, colavam-na num painel em branco. Fomos de facto à procura da comunidade e recebemo-la de forma espontânea, diversa e às colheradas, tal foi a quantidade abordada. De uma maneira geral, a actividade pareceu bem recebida, gerou bom ambiente e descontracção perante um também tenso início de aulas. Interessante foi também perceber como um convite para um jogo, colocando uma questão mais ou menos consensual, gerou algumas respostas mais difusas de evitamento, negação ou até mesmo fuga. A título de evidência de outliers, deixo a seguinte resposta perante a proposta de desenhar a própria cara e colocá-la num painel: “Desenhar a minha cara? Não posso, isso é da protecção de dados”. A cara representa a identidade, e é como se jogar ao “quem somos” exigisse, de facto, máscaras mais robustas. Como se a brincadeira colectiva assustasse, a convivência não se tornasse bem-vinda e porque a escola é séria e não é brincadeiras. As principais barreiras são sempre internas. Do ponto de vista das famílias foi também interessante perceber a ligação com o jogo, com a brincadeira espontânea e como estes códigos são transmitidos na relação adulto-criança. Surgiram adultos que aderiram logo à possibilidade de todos se divertirem, adultos que não o conseguiram fazer logo, mas que, quando regressaram da reunião, vieram tentar perceber melhor, adultos mais assustados que fugiram do diálogo, adultos sem tempo (para brincarem?) e adultos que “atiraram” as crianças para a actividade. As crianças/alunos, regra geral, seguiram o mote introduzido pelo adulto significativo, e o que isto dá que pensar em termos de programas educativos.


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“Bom dia. Aquelas pessoas «apontando para o painel dos 4 posters» decidiram dar a cara pela nossa Escola. Acham que é segura e que continua a ser o sitio ideal para aprender. E vocês também dão a cara pela nossa Escola?”

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Vi. Eu sou aquilo. Espera aí, mas o que é aquilo? Estratégia 3 –

Foi quase visceral a ligação entre a reflexão acerca desta dinâmica e o desenho de próximos passos. Bion, W. diz-nos que devemos receber o outro (numa relação terapêutica) sem memória e sem desejo. Segundo ele, esta espécie de ausência de expectativa pessoal é o que verdadeiramente nos permitirá escutá-lo. A posição que fomos experimentando relativamente aos diferentes momentos deste projecto, talvez almejasse abranger um pouco essa ideia. Sem formato próprio, procurámos ir ouvindo o que as acções nos foram suscitando. Em associação (livre) de ideias.

Cidadania e Desenvolvimento a encorpar

Acção 3 –

Apreendemos que a dinâmica do desenho das caras Esta estratégia operacionalizou-se através da propospoderia desencadear acções que promovessem o pen- ta aos Directores de Turma da E.B. 2,3, para que no samento sobre a Escola e Bion, W. diz-nos que devemos receber o outro (numa relasobre a participação comunitária. Fez-nos sentido ção terapêutica) sem memória e sem desejo. Segundo ele, que agora que já nos olha- esta espécie de ausência de expectativa pessoal é o que mos e já houve quem decidisse dar a cara, que seria verdadeiramente nos permitirá escutá-lo. importante compreender o que isso significa. Portanto, deveríamos continuar para algo mais elaborado do ponto de vista da pro- âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento fundidade: como se dá a cara? E dar a cara pela nossa e na sequência da dinâmica do primeiro dia de auescola, o que é? O caminho nesta fase vislumbrava-se las, se detivessem acerca destes assuntos e pudesatravés da ideia de aproveitar o pretexto do medo, da sem construir com os alunos algum material que iluspandemia, de nos vermos afastados da escola, para trasse a sua reflexão. Todo o tipo de material seria nos conhecermos melhor, para pensarmos para que interessante: em cartolina, papel, canção, escrita serve a escola, como nos sentimos nela. Para afirmar poética, audiovisual, etc. Foi igualmente transmitido que posteriormente alguns alunos da EB2,3 teriam a a nossa Escola e a sua importância na comunidade. missão de apresentar as descobertas alcançadas aos Estas linhas identitárias são as que a partir daqui vão alunos do Centro Escolar de Marinhais. Sem que ainda consolidando o projecto até final e conduzindo-o nas soubéssemos, esta interacção entre Escolas deixa já antever o carácter de mobilidade, sendo que a disuas vertentes mais práticas. mensão da sua concretização final ainda seria aqui uma quimera, mas que constituirá um dos aspectos mais caracterizadores deste projecto. Outro aspecto que norteia o projecto desde o berço até ao fecho é o carácter voluntário de todas as acções. Acreditamos que pensar a Escola e pensarmo-nos é um lugar que não deve encontrar cronologias e está implicado na maior parte do nosso trabalho, enquanto agentes educativos. Assim, os convites, propostas que fomos fazendo foram sendo pensadas numa perspectiva de oportunidade de encontro, de inscrição fluida com o trabalho que foi sendo feito pelos colegas, no caso de fazer sentido para todos.

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Nós damos a

Cara pela Escola

Porque é única

Porque é o nosso refúgio

Porque desistir nunca será uma opção

8º B ESCOLA EB 2,3 DE MARINHAIS

Porque temos cá os nossos amigos

Porque aproveitamos SER CRIANÇA

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Acção 4 –

Foste convocada para o Damos a Cara!

À medida que fomos recebendo os trabalhos das turmas, fomo-nos inquietando acerca da forma de fazer chegar todo o espólio aos devidos destinatários. De resto, a questão de como honrar, dar continuidade ao que já foi construído anteriormente, parece ser a principal peça de alavanca que garante o avanço do projecto, como até aqui se tem visto. Em simultâneo, selecionaram-se quatro alunas da Eb2,3 em função dos trabalhos desenvolvidos e de conversas exploratórias com Directores de Turma. Após aviso dos professores e pedido para manterem segredo, as alunas foram convocadas para o projecto, perante a turma, no local onde estavam a decorrer a sua aula. «O Valdemar entrou pela sala, sem hesitações, e referiu a bom som para que fosse ouvido por to-

”Mafalda, foste selecionada para o “Damos a cara pela nossa Escola”! Acompanha-me!”» dos:

A Mafalda totalmente surpreendida sai da sala sob um coro de gritos e palmas dedicadas por colegas de turma incrédulos. Mais calma, conversa connosco e convidamo-la a ir à próxima sala chamar a Maria. A cena repete-se com o mesmo entusiasmo e por aí adiante até encontrarmo-nos no Laboratório de Aprendizagens Integradas, diante das quatro alunas. Voltam aqui a ser utilizadas cartas que começam a estar muito associadas à identidade do projecto: a espontaneidade, o apelo ao convite e à inclusão do outro e uma proposta de convívio, sempre que possível. O aspecto “em corrente” aqui presente nas convocatórias e já antes na afixação dos posters virá a marcar indelevelmente as acções que se seguem. Numa 1h20, através de uma conversa informal com as alunas acerca de todo o percurso alcançado e dos trabalhos por elas realizados na Direcção de Turma, é criado pelo grupo um guião de teatro, que reflecte a mensagem essencial a transmitir aos alunos do Centro Escolar. Marcou-se o dia da apresentação e mais dois ensaios, um deles decorreu na Sala do Aluno (bar) perante espectadores espontâneos.

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Estratégia 5 –

Apresentação, Dinâmica, Exposição!

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Com o aproximar desta apresentação e com a organização do material recebido, começou a tornar-se mais claro o plano de acções que 4 momentos-chave: viriam a ocorrer em 1. Montagem de Exposição; cada Escola. Assim 2. Apresentação do projec- que o projecto chegava à Escola, o que to por parte dos alunos da acontecia sempre escola anterior, que provo- de forma espontânea, informal e cava — descontraída, esta3. uma Dinâmica expressi- beleciam-se 4 mo1) va de reflexão por parte dos mentos-chave: Montagem de Expoalunos da Escola actual, que sição; 2) Apresentagerava também ela material ção do projecto por parte dos alunos da para a exposição seguinte. escola anterior, que provocava 3) uma Por fim, dava-se a — Dinâmica expressi4. Preparação da apresenta- va de reflexão por ção a realizar na Escola se- parte dos alunos da Escola actual, guinte. que gerava também ela material para a exposição seguinte. Por fim, dava-se a 4) Preparação da apresentação a realizar na Escola seguinte. Esta estruturação transmite a ideia de fazer navegar pensamento por entre as Escolas do Agrupamento, ou seja, proporcionar que a Escola se discuta a si mesma, através de um “projecto em crescendo e em corrente”! Cada Escola recebia, assim, como convite à participação, a carga energética de ideias cada vez mais debatidas e pensadas.

Damos a Cara pela nossa Escola

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Acção 5 –

EB2,3-Centro Escolar O trabalho desenvolvido pelas 4 alunas da EB2,3 surpreendeu-nos pelo seu empenho e entusiasmo. Foi concertada a montagem de um palco no recreio do Centro Escolar, articulado o sistema de som e organizada a presença de mais de 300 espectadores, entre alunos, professores e assistentes. No final da actuação, as alunas do 2º e 3º ciclo distribuíram cartolinas por todas as turmas, com vista a passarem-lhes o testemunho. A primeira exposição ocorreu no gabinete do Serviço de Psicologia do Centro Escolar. Aí, foram dinamizadas visitas para todas as turmas desta Escola. Os alunos puderam contactar com um lugar onde o conhecimento foi experimentado activamente, na palma da mão, de forma multissensorial: visual, auditiva, manipulativa. Acederam ao material produzido pelos alunos da EB2,3 e participaram na dinâmica do Mural das Caras.

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Acção 6 -

Centro Escolar-Glória

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Posteriormente, convidaram-se três professores do Centro Escolar para que dinamizassem junto de 4 ou 5 alunos uma apresentação do projecto no Jardim de Infância da Glória. Na Glória, os quatro momentos-chave ocorreram no mesmo local, no hall central da Escola, o que trouxe um grande impacto visual a este acolhimento. Ergueu-se uma estrutura de metal feita de andaimes, secundada por painéis de madeira que abrigaram a diversidade do material exposto. Esta configuração procurava desafiar os alunos do pré-escolar e do 1º ano a explorarem os diferentes recantos, descobrindo a informação aí presente. Os alunos do 1º ciclo do Centro Escolar apresentaram uma dinâmica teatral a uma plateia animada que os ouvia atentamente. Falaram da sua ligação com a escola e incitaram à alegria cantado e dançando. De seguida, todo o universo do JI foi convidado a decorar uma máscara, preenchendo aí todo o chão disponível que circundava a exposição. Esta era uma máscara diferente, uma máscara que não vedava sentimentos, pelo contrário, ampliava a sua expressão e ajudava-nos a ler que ligação têm estas crianças com a sua Escola: “Que cara trazes para a Escola?”.

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Acção 7 –

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Glória-Granho

Perante o constrangimento de transportar crianças de uma Escola para a outra, foi encontrada a solução de apresentar o projecto no Granho e em Muge através do recurso audiovisual. O espólio da exposição em crescendo atingiu nesta fase uma dimensão inadequada para os recursos de transporte disponíveis e para os espaços existentes nestas duas Escolas, pelo que se decidiu que a exposição, nestes casos, conteria apenas os dois ex-libris do projecto: Painel dos 4 posters e a “Cara”, uma estrutura em verguinha construída pelo Valdemar. O projecto chegou à EB1 do Granho através de um vídeo realizado pelos alunos da Glória, em que abordavam como se sentiam em relação à Escola e face à situação pandémica. Nesta sequência, os alunos do Granho vieram para o recreio, encheram balões, decoraram-nos e fizeram-nos assumir a sua voz no momento de afirmar para que lhes serve a Escola.


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Acção 7 –

Granho-Muge

O Painel e a Cara chegaram a Muge e criaram alvoroço no recreio. Muitas perguntas de curiosidade, muitos olhos a brilhar. A Escola do Granho tinha aproveitado a dinâmica dos balões para fazer dela a sua apresentação do projecto. A dinâmica na Escola EB1 de Muge incluiu a construção de uma casa, em que cada aluno entrava e aparecia à janela, dando a cara. Num segundo momento, esta casa-escola constituía o cenário perfeito para a descoberta de um conjunto de valores a ter em conta: Educação, Esperança, Resiliência, Igualdade, Honestidade, Curiosidade… Esta casa e o projecto fechavam aqui com chave de ouro.

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Considerações Foram 10 meses de caminho, 5 apresentações, 4 exposições itinerantes e em crescendo, que transformaram o espaço-escola, ao longo de mais de 30 kms percorridos que deixaram antever continuidades e assimetrias. Todas estas acções significaram um trabalho de comunicação, de mediação, de construção de pontes e de actividades articuladas. Nesse âmbito, a disponibilidade das Coordenadoras de Estabelecimento, de todos os professores e educadoras contribuiu imenso para a valorização do que foi acontecendo. Apesar do propósito das actividades se debruçar mais sobre o processo de reflexão, ou seja, o conteúdo e a experiência a que os alunos puderam aceder, do que propriamente um resultado estético final mais ou menos alinhado, o factor criatividade foi recorrentemente utilizado. Nessa continuidade, as exposições seguiram um compromisso estético que implicaram a construção de materiais e a visão artística do Valdemar. Em termos da montagem da exposição, também será importante destacar a destreza do Sr. Carlos Fernandes. A grandeza do que se estava a passar foi suportada em momentos importantes pelo apoio do Município no transporte e na cedência de materiais, que amavelmente nos foi permitido selecionar directamente do estaleiro municipal. Ainda relativamente ao transporte, uma palavra de grande apreço ao Professor Henrique Soares, que nos possibilitou velejar com “a Cara” por este Agrupamento fora. Estratégia 6 – Devolução Importa devolver à Comunidade o lugar que ela foi encontrando para a Escola e honrar a construção de pensamento efectuada. Acção 8 – O Fecho «Em processo...» Foram apalavrados o interesse e a possibilidade, a partir de Setembro de 2022, de o Mercado da Cultura de Marinhais acolher o espólio deste projecto, resultando numa exposição aberta a toda a comunidade.

Descobertas

- Parecia que havia de facto interesse em compreender medos e inseguranças acerca das mudanças do mundo (escolar).

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- A nível de conteúdo, as intervenções dos alunos parecem colocar a pertinência da Escola numa re-


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presentação urgente da expressão emocional, do pensamento e da integração num processo de jogo e socialização com os pares. Que a Escola saiba honrar estes propósitos encontrando as prioridades indicadas nas experiências programáticas que vai possibilitando. - Seja qual for a sua idade e escolaridade, as crianças demonstram entusiasmo quando são convidadas a fazer parte de algo novo. - Seja qual for a sua idade e escolaridade, os adultos, quando estão perante crianças entusiasmadas, entram em contacto com um tipo de contentamento, que parece necessário para que a aprendizagem aconteça. - Parece haver disposição de crianças, jovens e adultos para que a Escola seja mais “social”, no sentido de “conversada”, “partilhada”. Mais conhecedora do mundo externo, mas também do interno. - Continua a manifestar-se um factor de alavanca na aprendizagem a interacção entre alunos de diferentes idades. Será interessante continuar a promover actividades de educação pelos pares em diferentes contextos escolares, p.e. recreio, refeitório, conversa sobre conteúdos de aprendizagem formal. - Parece continuar revelante a dinamização criativa de recreios numa Escola, sobretudo de 1º ciclo. Que esta possibilidade não seja vista apenas como actividade pontual, mas como um princípio identitário da escola, uma estratégia de fundo para lidar com comportamentos e problemas sócio-afectivos. Que possa ter uma periodicidade regular, partindo, por exemplo da articulação com associações locais, que podem ficar responsáveis por um intervalo da manhã específico.

- Olhando para os diferentes Estabelecimentos parece emanar a vontade de se ser próximo, de fazer parte, e proporcionalmente o desejo de ser identificado na sua individualidade, especialidade. A filosofia do projecto (são várias exposições ou só uma?), a nossa abordagem e o trabalho produzido enfatizaram estes dois sentidos. - Enriqueceria este projecto ter tempo e espaço para uma recolha testemunhal dos diferentes professores e assistentes acerca de qual a pertinência de “Dar a cara pela nossa Escola” e que (outras) formas podem ser adoptadas. - Que pensamento e identidade queremos ver agrupado no nosso Agrupamento? - Reconhecemo-nos como agentes de educação e de aprendizagem. Qual é a nossa predisposição para cenários de incerteza e descoberta? De recepção do outro com o seu caudal de divergência? Qual é a nossa predisposição para cenários de surpresa e espontaneidade? De confronto com o desconforto e o desconhecimento? De necessidade de voltar atrás? De jogo? De esforço não programado? - O que a aprendizagem pede ao nosso cérebro é que ele brinque. É que ele possa participar de algo que inicialmente não reconhece e, por isso, no fim se expanda. São as experiências e as pessoas que nos garantem este salto sem rede que são aprendidas, portanto que ficam. - Que haja espaço na escola para se continuar a jogar ao “quem somos”. Que tenhamos a resistência necessária para continuarmos a desenhar esta cara-identidade. Julho 2022 Paulo Domingos – Psicólogo do Agrupamento

Reflexões para um futuro possível

- Porque pretendem trabalhar sobre a riqueza, diversidade e participação da comunidade-escola, não partindo de um formato prévio, mas de ajustes conforme vão crescendo, porque pretendem falar da “Cara” da Escola abordando as diferentes caras, estes projectos só se fazem com diferentes acessões do que se está a passar, o que leva a traços desalinhados e erros necessários. Estes projectos também só se fazem com amizade, com desconstruções de formalismos e descomplexados espíritos de missão. Foram essenciais as pessoas que eu e o Valdemar fomos encontrando, e que, como nós, andaram à procura de coisas comuns.

* Este texto não foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

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Em 2011, o pulsar do Agrupamento, levou-nos ao desenho do EBMuve, um projeto impulsionado pela iniciativa ‘Maio, mês do Coração’, na qual marcámos presença com um conjunto de palestras, exposições e muita atividade física.Alguns de nós ainda trazem na memória, entre outros, a ‘Caminhada ao Escaroupim’, o Refeitório em regime self-service com um bufet diverso e generoso. Um programa a culminar no dia 1 de junho, com a presença de todos os alunos, professores e funcionários do Agrupamento no Complexo Desportivo de Marinhais, dançando, jogando, pintando, vivendo a vida com muita alegria!

Neste 2022, resgatamos a essência deste projeto com oNewsletter AEM #12 . jul ‘22 mote ‘CUIDAR DE NÓS’, o fio condutor que nos impele a enfrentar este tempo difícil em que vivemos. Difícil porque ainda vivemos os resquícios de uma pandemia com uma guerra como pano de fundo, um cenário que tem implicações no nosso quotidiano, no qual temos de procurar o melhor de nós, para podermos continuar a construir sentidos nas comunidades onde pertencemos. Este EBMuve é uma ode à vida, vivida de uma forma saudável, tanto física, emocional como espiritual. Durante este mês, teremos palestras em diferentes formatos; exposições; aulas ao ar livre; viagens ao 1.º ciclo; caminhada + bike ao Escaroupim e, no dia 1 de junho, estaremos no CDM, numa manhã cheia de atividades e boa disposição.Viva a Vida!

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obrigado pela leitura!

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