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JORNAL DO CENTRO UNIVERSITÁRIO VILA VELHA • UVV

ANO I • Nº 01 • SETEMBRO/2003

Eles adoram uma sala de aula Fique por dentro da UVV: Na seção “Em Pauta”, conheça tudo que acontece na UVV: cursos, eventos, novas instalações, mudanças no campus...

UVV implanta programa para erradicar a cola Medida compreende campanha educativa entre os alunos e treinamento com professores

Elas valem ouro: Conheça o perfil de Tayanne Mantovanelli e sua técnica Mônika Queiroz, da Ginástica Rítmica Desportiva (GRD)

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EM PAUTA EDITORIAL O lançamento do Jornal SABER, um veículo de divulgação dos principais acontecimentos da UVV, representa a realização de um sonho de toda a comunidade acadêmica. No SABER, haverá espaço para informações sobre eventos, pesquisas, prêmios e conquistas; dicas para os leitores sobre qualidade de vida; entrevistas interessantes; seção de classificados e de coluna social. Além disso, oferecerá um encarte para docentes e funcionários administrativos com notícias da área de Recursos Humanos.

Nessa primeira edição, a matéria de capa é dirigida aos mestres da Instituição em homenagem ao dia do Professor, 15 de outubro. Foi escolhido, para representar a classe, um grupo de professores - todos ex-alunos da UVV - que darão depoimentos sobre sua trajetória até alcançar a árdua, mas prazerosa carreira de educador. Conheça ainda o perfil da atleta Tayanne Mantovanelli, medalha de bronze nos Jogos Pan Americanos, na modalidade Ginástica Rítmica Desportiva, e de sua Técnica Mônica Queiroz. No mais, não deixe de conferir as outras matérias sobre o Prêmio Agulha de Ouro; a inauguração do

Prédio do Curso de Comunicação Social; a Semana do Livro e da Biblioteca; o paisagismo no Campus e outras. A UVV convida vocês a participar dessa jornada, enviando matérias sobre os assuntos que serão abordados no jornal. A busca pela interatividade com o leitor será um dos nossos objetivos principais. Participem: enviem e-mail, telefonem e dêem sugestões. Boa Leitura! Luciana Dantas da Silva Pinheiro Vice-Reitora

Funcionário da Biblioteca ganha concurso Flávio Boldrini Giro, funcionário da Biblioteca Central da UVV, foi o vencedor do concurso “Batize o novo jornal da UVV”. Com a sugestão “Saber”, Flávio venceu a concorrência de outros 143 nomes sugeridos e fez jus ao DVD que foi oferecido como premiação. “Pesquisei palavras até que cheguei ao Saber”, explica. Flávio não esperava ganhar o concurso. “Não pensei que teria chances. É gratificante ver um jornal com o nome que você sugeriu”, comemora.

Publicação interna do Centro Universitário Vila Velha (UVV) Ano I – Número 01 – Outubro/2003 Conselho Editorial: Humberto Rosa, Adriana Pessoa, Danielle Bresciani, Marinete Francischetto, Giulianno Bresciani, Angela Dantas, Adriana Moura, Jefferson Cabral, Luciana Dantas, Marlene Pozzatto, Cristina Dadalto. Edição: Gerência de Comunicação da UVV Jornalista responsável: Cintia Dias, Mtb 638/96 Textos: Cintia Dias, Francisca Pereira, Francine Dias Castro e Simone Patrocínio. Revisão: Zenóbia Hortência Leão Pires Fotografias: Simone Patrocínio Projeto Gráfico e editoração: Bios Ltda Fotolitos e impressão: Nono Tiragem: 10 mil exemplares

Centro Universitário Vila Velha (UVV) Reitor: Manoel Ceciliano Salles de Almeida Vice-reitora: Luciana Dantas da S. Pinheiro Pró-reitor acadêmico: Paulo Régis Vescovi Pró-reitor administrativo: Edson Franco Immaginário

Jornal Saber

Rua Comissário José Dantas de Melo, 21 Boa Vista, Vila Velha, 29.102-770 www.uvv.br • jornal@uvv.br (27) 3320.2089/2090 (27) 3229.1362 Filiado à

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OUTUBRO/2003

UVV apóia Congresso Brasileiro de Custos

Vest UVV 2004

Com o tema “Fornecendo informação de valor”, acontece, pela primeira vez no Estado, o X Congresso Brasileiro de Custos, entre 15 e 17 de outubro, no Sesc de Guarapari. A expectativa é da participação de cerca de 1,4 mil pessoas de todo o país, com presença dos principais pesquisado-

O anjinho da UVV adverte: escolher a faculdade errada faz mal para a vida profissional. Então, agende-se: o Vest UVV 2004 abre inscrições de 29 de setembro a 12 de outubro, com prova no dia 08 e/ou 09 de novembro. As inscrições, você já sabe, são gratuitas e podem ser feitas via internet, no site www.uvv.br.

res nacionais e internacionais. Esse evento terá o apoio da UVV, através do curso de Ciências Contábeis, cujo coordenador, Humberto Rosa, faz parte da comissão organizadora. Informações e inscrições no site www.congressodecustos.com.br ou no telefone 3200-3776.

UVV Guaçui muda para nova sede O dia 08 de setembro marca a mudança da UVV Guaçui para um novo espaço, no centro da cidade. Desde sua fundação, há dois anos, a faculdade funcionava nas instalações da Escola Agrotécnica Eugênio de Sou-

za Paixão. A partir de agora, ocupa sede própria e se prepara para o lançamento dos cursos de pós-graduação, além do curso preparatório para o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

UVV realiza II Semana do Livro e da Biblioteca

Relações Internacionais promove simulação

De 27 a 31 de outubro acontece a II Semana do Livro e da Biblioteca. Serão realizadas campanhas do silêncio e de preservação do acervo, além de minicursos e workshops, sorteio de livros e exposições de novas obras. E a Biblioteca disponibiliza mais um serviço aos seus usuários: todo o acervo de fitas de vídeo já está cadastrado no Sistema Pergamum, acessível para consulta no site da UVV.

O curso de Relações Internacionais da UVV promove, de 9 a 12 de outubro, a segunda edição do SOI – Simulação de Organizações Internacionais. O evento reproduz debates e rodadas de negociações diplomáticas e envolverá tanto os alunos do curso como estudantes do ensino médio, especialmente convidados. A estimativa é que 200 alunos participem desse projeto de extensão, sob a coordenação da professora Renata Barbosa Ferreira.

UVV participa do Agulha de Ouro A UVV participa pela segunda vez do Prêmio Agulha de Ouro, no dia 10 de novembro. Alunos de Moda, Marketing e Publicidade atuarão no evento. Os primeiros terão suas criações mostradas no desfile, e participarão da premiação Agulhinha de Ouro. Os alunos de Publicidade, através do Núcleo Avançado de Atividades do Curso de Comunicação Social (N@com), serão responsáveis pela comunicação do evento. A pesquisa de campo que indicará as marcas de destaque ficará sob a responsabilidade do curso de Marketing.


UVV apóia Escola de Informática

Laboratórios de comunicação com novo endereço

Acontece de 06 e 08 de outubro a III Escola Regional de Informática RJ/ ES, promovida pela Sociedade Brasileira de Computação, através da Secretaria Regional (RJ/ES), com o apoio da UVV. As inscrições – que variam entre R$ 50 a R$ 100,00 - podem ser feitas na internet pelo site www.inf.ufes.br/~eri2003 ou ainda pelo telefone 3321.1407. O evento acontece no auditório do Centro Tecnológico da Ufes.

O curso de Comunicação Social da UVV recebe novos espaços para acomodar as aulas práticas. Em cerca de 760 metros quadrados, o prédio abriga os equipamentos dos laboratórios de TV, rádio e fotografia, além da Rádio Cidade, que vai ocupar o último andar do prédio. O núcleo de atividades do curso de Comunicação, o Nacom, continua no mesmo en-

A UVV teve sete trabalhos científicos de professores e alunos do curso de Engenharia de Produção aprovados no Enegep 2003 (Encontro Nacional de Engenharia de Produção), que será realizado de 21 a 24 de outubro, em Ouro Preto (MG). Este ano, apenas 40% dos trabalhos encaminha-

dos foram aprovados, e a UVV conseguiu a aprovação de 50% dos trabalhos enviados. Para Patrícia Alcântara Cardoso, coordenadora do curso, esse resultado “mostra o crescimento do curso e a integração da base sólida em análise quantitativa e a aplicação em situações reais.”

Novidades na Rádio Cidade Com o espírito Rock’n Roll, há mais de quatro anos, a Rádio Cidade integra agora a Rede Rádio Rock e seus ouvintes ganham com promoções, shows e prêmios exclusivos, além de programas nacionais e segmentados. Uma equipe de qualidade forma a estrutura da rádio, que conta com a direção geral de Renan Effgen Faé. Muitos alunos da UVV marcam presença nessa equipe, como Madu Hakue, estudante de Jornalismo, Luciano Teixeira, de Marketing e Roberta Bertoani, do curso de Relações Públicas.

Plantas do campus ganham identificação científica Tornar o campus mais humanizado e mais bonito é o objetivo do projeto paisagístico que está sendo desenvolvido no campus desde fevereiro. A novidade no projeto de paisagismo são as placas de identificação que exibem os nomes científico e popular das plantas. O campus recebeu

mais de mil mudas de árvores e arbustos desde fevereiro. Entre as 50 novas espécies de plantas estão Ipê Rosa, Sibipiruna, Pau Brasil, Mulungú, Pau Ferro e Palmeira Imperial. “O critério de escolha das espécies foi pela coloração e pela floração. Queremos deixar o campus bem colorido”, comenta Radagasio Hugo Vervloet Filho, engenheiro agrônomo, responsável pelo paisagismo da UVV. Ele dará um tratamento especial aos outros campi da UVV. “Cuidaremos agora da Policlínica, na Praia da Costa e da Vila Olímpica, em Soteco”, anuncia Bruno Dantas, autor da idéia de paisagismo.

o fot

Minicursos de informática na UVV O curso de Ciência da Computação da UVV está oferecendo minicursos de informática, coordenados pelo professor Marcelo Camponez. Estão abertas até o dia 10 de outubro as inscrições para o minicurso de MatLab no Núcleo de Atendimento. O minicurso tem início em 17 de outubro e acontece às sextas-feiras, das 15 às 16h40min, no laboratório 6. O preço é de R$ 30 para comunidade e R$ 26 para alunos e funcionários da UVV, já incluído o material didático. Informações: 3320-2039.

Cipa zela pela segurança na UVV A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Cipa) da UVV tem como objetivo avaliar as condições de trabalho e sugerir ao empregador as melhorias necessárias para um bom desempenho funcional. Em menos de um ano de atividades, já promoveu um curso de primeiros socorros, organizou palestra sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), conseguiu cadeiras de rodas para ajudar na locomoção de necessitados em todos os prédios da instituição e planeja, para a segunda quinzena de outubro, a realização da Sipat – Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho. Em outubro, será realizado o curso de brigada de incêndio, entre todas as pessoas que transitam pelo campus, com a participação do Corpo de Bombeiros e Serviço Médico.

Jornal Saber

Trabalhos da UVV aprovados no Enegep

dereço, no térreo da Unidade Acadêmica II (prédio rosa). “São quatro pavimentos para os laboratórios, com estúdios, laboratório fotográfico, almoxarifado, camarim, ilhas de vídeo, sala de multimeios e ilhas de áudio”, explica Andréa Lins, coordenadora dos laboratórios. Os laboratórios funcionam das 7 às 23 horas, de segunda a sexta-feira. (foto)

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CAPA ESPECIAL

Das carteiras ao quadro e ao giz No dia 15 de outubro comemora-se, além do Dia do Funcionário da Administração Escolar, o Dia do Professor. Na UVV, são mais de 450 docentes que estão trabalhando com mais de 10 mil alunos. Para homenagear esses profissionais, que abraçam o ofício de ensinar, a UVV decidiu entrevistar os professores que construíram aqui a sua formação profissional e hoje prosseguem a vida acadêmica à frente das salas de aulas nas quais, antes, estiveram presentes como alunos. Parabéns, professores!

Humberto Rosa A UVV tinha apenas três anos de existência, em 1979, quando o professor e coordenador do curso de Ciências Contábeis, Humberto Rosa Oliveira, passou no vestibular para o curso do qual está à frente hoje. Começou a dar aulas na UVV em 1984, no curso de Ciências Contábeis. Para Humberto, a característica mais importante do professor é a segurança. “O professor tem que transmitir segurança. E para que consiga isso, é preciso ter conhecimento, que se obtém estudando muito, e com uma boa base profissional”, ensina. Humberto ressalta que não existe a figura do professor,

mas sim do educador, que acompanha, estimula, orienta, percebe os sentimentos do aluno e inicia com ele um processo de relacionamento. “É uma magia estar à frente da sala e ver o brilho nos olhos do aluno”, afirma. “O aluno para mim é como um filho, do qual a gente trata, exige e sofre com eles. Quando o aluno tira nota baixa, eu choro junto, ajudo a superar o limite, mesmo que seja fora do horário. É uma relação afetiva”, completa. Quanto à mudança de papéis, da carteira para o quadro e o giz, sempre na UVV, Humberto é enfático: ”Não me sentiria bem em fazer parte de outra instituição. Meu prazer é ser parte da UVV. Me sinto parte do curso desde a época em que era estudante, Dou aula por convicção.”

Dilson Gomes

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A sala de aula é um ambiente bem familiar para o professor Dilson Gomes, dos cursos de Ciências Contábeis e Administração da UVV. Aluno da primeira turma do curso de Ciências Contábeis da UVV e da primeira turma de pós-graduação em Contabilidade Comercial e de Custos da instituição. Dilson encontrou na sala de aula, além da esposa que conheceu no ambiente, o ofício de que gosta. Seu primeiro contato com a UVV foi em 1978, quando ingressou no curso de Ciências Contábeis, e prossegue até hoje, como professor, função que desempenha desde 1986 na instituição e desde 1974, quando começou a ministrar aulas. Para Dilson, o professor deve ter paciência, perseverança e, principalmente, gostar do que faz. “Quando você gosta do que faz, não fica indiferente, e a indi-

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ferença para mim é o pior dos sentimentos”, diz. Para ele, o professor é um orientador que auxilia os alunos a encontrar seu espaço. O que mais gosta no contato com os alunos é o fato destes apontarem sempre novos caminhos. “É uma forma de me manter jovem, atual”, sentencia. Dilson Gomes sempre teve vontade de ser professor. Fica satisfeito quando a aula conta com grande participação dos alunos. Aos 51 anos, 29 deles dedicados à docência, Dilson, que também é professor da pós-graduação, diz que sente falta de tempo para viajar. Mas não cogita resolver o problema. “Parar é difícil”, explica.


Renato Miranda Ele tinha apenas 11 anos de idade quando ensaiou seus primeiros passos como professor. Substituía a irmã, normalista, quando ela não podia dar aulas. Desde então, Renato Miranda, 42 anos, sabia que ia ser professor, profissão que abraçou em 1986. Formado em Administração pela UVV em 1985, entrou como professor na instituição em 1999. O que mais o atrai no ofício de professor é formar cidadão para o Brasil. “O professor dá as ferramentas para a molecada se virar. Dessa forma, ajudamos o país, as famílias e o mundo a serem melhores”, justifica. A paixão pela pro-

fissão é tão grande que Renato nem se imagina fazendo outra coisa. “Não trocaria por outra profissão nem mesmo se a remuneração fosse melhor. Sou feliz dando aulas. Gosto de conhecer as pessoas, ouvir os alunos, procurar novos livros”, relata. Ele diz que o professor deve ser humano, ter grande dose de empatia para compreender os alunos, ser um aprendiz e fazer o aluno pensar. “Gosto de deixar o aluno com três pulgas atrás da orelha. Quero colocar dúvidas para incentivar o aluno a refletir, discutir com alguém, aprender”, revela. Renato Miranda sente orgulho de dar aulas na instituição que o formou. “Me sinto como um co-participante do processo de crescimento da UVV. Aqui tenho o reconhecimento pelo meu trabalho, a instituição dá uma grande força”, conta.

Juliana Stein Apenas sete meses separam a Juliana aluna da Juliana professora. Juliana Rocha Stein, 23 anos, se formou em Turismo no final de 2002 e, em julho deste ano, iniciou sua experiência como professora, nos cursos de Turismo e de Comunicação Empresarial e Estratégia em Eventos da UVV. Ela já planejava ingressar na carreira docente, mas não esperava que fosse tão velozmente. Juliana conta que é comum ser confundida com alunos, devido a pouca idade. “Alguns alunos meus hoje já foram colegas de curso. Eles sempre me perguntam a idade, se interessam pela história e pela oportunidade que a UVV dá aos egressos e me pedem para me chamar pelo nome, e não como professora”, conta. Para Juliana, o professor deve ter

jogo de cintura, para entender o aluno, “assim como o aluno deve entender também o professor. Essa relação deve ser uma troca”, opina. Outras características desejáveis para o professor são estudar muito, “como se o estudo fosse o nosso trabalho”, e desenvolver a didática, ou seja, técnica de ensino. Por estar começando agora, não tem todas as aulas preparadas, mas acha isso positivo. “Tenho que estudar muito, mas eu gosto e me obrigo a isso. Traço metas e estou conseguindo cumpri-las”, avisa. “O aluno, para mim, não é só aquele que tem o hábito de estudar, mas aquele que persegue o conhecimento, com interesse”, reflete.

Mauri Rodrigues Prestes a completar dez anos de docência, o professor do curso de Administração da UVV Vitória, Mauri Rodrigues, 44 anos, não perdeu a capacidade de se impressionar com os alunos na sala de aula. Diz que cada dia aprende mais, não só sobre aspectos técnicos, mas sobre a vida. “Sou um eterno aluno”, informa. Para ele, dar aulas na instituição que o formou é gratificante. “A UVV é minha casa. Tenho orgulho em falar que me formei aqui para os alunos.” Sua história na UVV começou em 1979, quando iniciou o curso de Administração. Formou-se em 1982, quando iniciou sua carreira

no mercado. “Mas eu sempre quis ser professor. Quando surgiu a oportunidade na UVV, em 1994, não hesitei”, recorda. Uma experiência gratificante foi dar aulas para o filho Marcelo. “Foi uma oportunidade de mostrar ao meu filho o meu ofício, algo que provavelmente ele não conheceria tão de perto.” A característica que considera positiva em um professor é amar o que faz, “senão, nunca será um professor. Devido à proximidade com o aluno, se o professor não estiver motivado vai sofrer e fazer os outros sofrerem também”. Além disso, aprecia paciência, boa vontade, estar aberto a coisas novas, bem como ter conhecimento técnico. As obrigações do ofício de professor são, para Mauri, um prazer. “Adoro ler e estudar, então, consigo aliar deveres e prazer”, afirma.

José Renato Silva Martins proporciona através do contato com os alunos. “A sala de aula te faz crescer muito, aprender muito”, relata. A participação dos alunos nas aulas é um fator que José Renato aponta como algo que mudou, desde o tempo em que ele era aluno. “Antes os alunos eram mais tímidos, deixavam de fazer perguntas e de aprender. Hoje, eu tento estimular a classe para não acontecer o mesmo”, diz. Para o professor, ministrar aulas onde se formou é gratificante, ainda mais para quem sempre quis ser professor. O professor deixa uma mensagem para todos. “Nada é impossível, desde que você coloque como objetivo algo que quer alcançar e que seja vontade de Deus.”

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Jornal Saber

A primeira experiência como professor foi ministrando aulas de Química Orgânica e Citologia, no antigo Colégio Brasileiro, em 1980. Difícil de imaginar em se tratando do juiz José Renato Silva Martins, 46 anos, que construiu sua carreira no campo do Direito. Mas fácil de entender quando ele revela que a Medicina foi sua primeira paixão, daí o conhecimento dessas áreas. Formado em Direito pela UVV em 1982, José Renato ingressou como professor na instituição em 1998. Aprecia nos professores as seguintes características: postura, boa didática, bom conteúdo – “o que lhe dá segurança” - e a interação com os alunos. O que mais gosta na profissão é o crescimento que ela

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DE BEM COM A VIDA EDUCAÇÃO

UVV implanta programa para evitar cola A campanha de conscientização será desenvolvida pelos alunos de Marketing, e visa alertar sobre o prejuízo da cola no processo de aprendizagem. Já o workshop entre professores tem como objetivo disseminar a prática da prova coletiva como uma das formas de avaliação do aluno, orientando-os sobre como elaborar esse tipo de prova. O pró-reitor administrativo da UVV, Edson Immaginário, está à frente da iniciativa e explica que o uso de meios ilícitos na avaliação, embora seja uma prática observada em diversos cursos, é mais comum nas disciplinas com alto índice de reprovação. “Há registros de alunos que escrevem nos próprios corpos ou escondem papéis com o conteúdo da prova na carteira. Embora o professor tente inibir, nem sempre é possível manter o controle sobre toda a turma”, diz. Métodos para evitar a prática, como a utilização de provas diferenciadas, já são adotados, e o que se busca agora é o estabelecimento de uma conversa franca com o aluno. “Queremos educar o aluno. Estamos

A UVV vai implantar um programa para erradicar o uso de meios ilícitos nas avaliações, a popular “cola”, através de duas ações: uma campanha de conscientização entre os alunos e um workshop entre professores para auxiliá-los no trato com o problema e na elaboração de provas coletivas, através da Diretoria de Planejamento e Ensino (DPE).

Edson Immaginário se preocupa com a formação do aluno formando profissionais que serão exigidos a tomar decisões coletivas e individuais. Eles devem estar preparados para atuar individualmente também e não terão como consultar o colega ao lado. Pretendemos mostrar os prejuízos”, avisa Immaginário. O próreitor administrativo da UVV acredita que ao inibir a cola vai contribuir para aumentar o índice de aprovação nas disciplinas mais difíceis, à medida que forçará o aluno a estudar mais. A prova coletiva é uma modalidade de avaliação que reúne um determinado número de alunos, selecionados a partir de capacidades diferentes e en-

“Prova não é punição”

Jornal Saber

Para Rachel, a melhor opção é estudar mais

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Para a pedagoga Rachel Baião, da Diretoria de Planejamento e Ensino da UVV, é preciso rever o conceito de avaliação, distanciando-o da idéia de punição. “É preciso que as avaliações sejam vistas como um processo natural e não como um castigo ou recompensa”, afirma. Para Rachel, a cola é um problema que deve ser combatido, pois prejudica principalmente o aluno, que estuda menos, aprende menos e deixa de se preparar para o mercado e para a sua vida pessoal. “O argumento dos alunos de que colam em função de complicados conceitos e fórmulas não é válido. Colando, eles podem até ter nota, mas não vão aprender. Se a matéria está complicada, a solução é pedir mais explicações para o professor, estudar mais ou estudar com os colegas”, ensina a pedagoga. Rachel explica que

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os professores podem combater a cola aplicando provas dissertativas, que dificulta o uso de meios ilícitos, bem como provas objetivas com questões em ordens diferentes, provas de consulta, em grupo, dentre outros métodos. “Não sou contra a prova, sou contra a prova individual como forma única de avaliação. É preciso variar”, justifica. E é isso que a UVV vai fazer, resgatando junto aos professores a necessidade de conscientizar os alunos. “Vamos realizar reuniões e palestras com os coordenadores de cursos, que terão a responsabilidade de repassar a missão para os professores. Além disso, vamos enviar textos sobre o assunto e lembretes”, antecipa Rachel. Dessa forma, espera-se conscientizar o aluno, de modo educativo, sobre os prejuízos da cola e indicar a melhor forma de aprendizado.

volvidos em torno de questões que devem ser respondidas em conjunto. Essa modalidade não exclui as provas individuais, mas se soma a elas. “O aluno vai perceber que é melhor ele ter seus conhecimentos testados agora, pois, no futuro, passará pelo mesmo procedimento, como o Provão e o mercado de trabalho”, justifica o pró-reitor Edson Immaginário. Ele explica que há outras faculdades preocupadas em aperfeiçoar as avaliações, como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a PUC de Campinas. “Temos a função de complementar a formação da personalidade do aluno, formar o cidadão, daí nossa preocupação”, diz. Preocupação semelhante tem o coordenador do curso de Marketing da UVV, Renato Miranda, responsável por desenvolver, com professores e alunos, a campanha de conscientização do aluno. “A cola é uma forma de corrupção. O aluno, quando usa meios ilícitos, desrespeita não só as normas da escola como também ele mesmo, seu investimento, seu tempo, pois corrompe o produto que ele persegue – sua educação”, relata. A campanha será desenvolvida por alunos da disciplina Projeto Experimental, do 6º período de Marketing. Sob a supervisão dos professores Renato Miranda, Paulo Zanellato, Giulianno Bresciani e Gladson Dalmonech, os alunos vão elaborar um plano de marketing desde o planejamento até a execução. “É como um concurso. Os alunos serão divididos em grupos e aquele que apresentar o melhor plano terá sua ação implantada, além de valer nota”, revela Renato.


PROVA DOS NOVE PERFIL DO MÊS

Uma atleta que vale ouro... Beleza, dedicação e sucesso. Essas

ka Queiroz e ao médico. “Devo esse

são as palavras que caracterizam a gi-

resultado a todas as pessoas que me

Data de nascimento: 14 de fevereiro de 1987

nasta Tayanne Mantovanelli. Atleta

ajudaram até hoje. Isso é conseqüên-

Hobby: ler e ir ao cinema

desde os seis anos de idade, Tayanne

cia de um trabalho muito duro e mui-

está colhendo os frutos de sua dedica-

tas vezes doloroso. Só eu e minha fa-

ção ao esporte. Após conquistar o se-

mília sabemos o que preciso passar

Gosta de filme de...: suspense, drama e comédia romântica

gundo lugar no Estadual de Ginástica

para chegar a ter um bom resultado”,

Gosta de ouvir...: Pop e MPB

Rítmica Desportiva, aos sete anos de

diz Tayanne.

Signo: Aquário

Um lugar...: Cancún (México)

idade, a menina não parou de conquis-

Nascida em São Paulo, Tayanne se

tar títulos. As últimas vitórias rende-

diz capixaba de coração. “Apenas nas-

ram-lhe cinco medalhas, sendo uma de

ci em São Paulo. Meu coração é capi-

ouro e quatro de bronze. A última vez

xaba e tenho muito orgulho da ter-

Superstição: só entra em quadra com o pé direito e faz sempre a mesma maquiagem

que subiu no pódio foi no Pan-Ameri-

ra”, comenta. Com apenas 16 anos, a

Cor preferida: branco

cano realizado em Santo Domingo, na

ginasta tem como maior desafio con-

Qualidades: dedicada e tímida

República Dominicana, quando con-

ciliar o curso de Direito na UVV com

Defeitos: bagunceira e impaciente

quistou a medalha de bronze, o me-

os treinamentos e as constantes via-

lhor resultado brasileiro de GRD indi-

gens. “Procuro não faltar aula e estu-

vidual. “Com certeza, o dia 10 de agos-

do nos finais de semana. Não é fácil,

to de 2003 foi o dia mais feliz da mi-

mas também não é impossível. Estu-

nha vida”, relata a atleta.

dando e treinando na UVV fica bem

A conquista do bronze foi dedicada a Deus, à família, à técnica Môni-

mais fácil para eu conciliar os horári-

Gosto de comer...: massas

Não gosta de...: dar entrevistas Sonho (no esporte): participar das Olimpíadas Sonho (profissionalmente): ter sucesso da vida profissional e constituir um bela família

os”, comenta a atleta.

Uma fórmula de sucesso... do cursava Educação Física na Ufes. “Quando comecei a cursar a disciplina de ginástica rítmica na universidade, percebi que o que eu realmente queria era competir. A dança não me proporcionava a competição. Então, passei a me dedicar à ginástica”, comenta Mônika. Como técnica, Mônika já teve cerca de 300 atletas e muitos títulos. Os mais importantes são o Pan-Americano Juvenil, Torneio Internacional de Praga e o Pan-Americano de Santo Domingo. A dedicação é marca na carreira da técnica. “O esporte é a mi-

perfil

nha vida. Não consigo pensar em mim sem pensar no esporte. Hoje eu não consigo viver sem ele”, relata Mônika. Seu tempo é dividido entre treinamentos e aulas no curso de Educação Física, desde 2000. Apesar de respirar esporte, Mônika não faz investimentos em atletas que não se mostram dispostos a vencer. “Já dispensei muitas atletas porque não tinham disciplina e porque não conseguiam vencer as dificuldades”, comenta. A rigidez dos treinos transforma-se em uma amizade sincera e duradoura fora do ginásio. “Sou muito dura nos treinos, mas sou muito amiga fora deles”, diz Mônika.

Superstição: só entra no ginásio com o pé direito

Admira nos atletas: inteligência, perseverança e determinação

Não gosta de...: cor marrom

Uma palavra: inteligência

Hobby: ouvir música

Gosta de filmes de...: amor

Gosta de música de...: MPB, Rock e Clássica

Defeitos: impaciente com horários, faladeira, explosiva e não sabe guardar dinheiro

Comida preferida: moqueca capixaba de robalo com sururu

Qualidades: inteligente, pontual, sincera e gosta de ajudar

“Já dispensei muitas atletas porque não tinham disciplina e porque não conseguiam vencer as dificuldades”

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Mônika Mello Queiroz é professora no curso de Educação Física da UVV e técnica de ginástica rítmica desportiva (GRD) na Seleção Brasileira. O primeiro contato com o esporte aconteceu aos três anos de idade quando iniciou na dança, mas sua paixão por ginástica rítmica só aconteceu quan-

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Como pesquisar informações na Internet? Realizar uma pesquisa na Internet pode não ser tão fácil quanto parece. Sites como Google, Yahoo, AltaVista e outros são apenas alguns dos mecanismos de busca que nos ajudam a pesquisar informações. Porém, nem todos funcionam da mesma forma, sendo necessário compreender as suas diferenças para saber como pesquisar corretamente, aproveitando todos os recursos existentes. O conhecimento sobre algumas estratégicas de busca, como a utilização dos operadores booleanos (and, or, not), a utilização de palavras-chave adequadas e a consulta às orientações dadas pelas ajudas dos próprios sites, podem proporcionar uma pesquisa mais objetiva. Nos sites citados acima, podemos localizar muitas informações sobre como realizar pesquisas na Internet, inclusive dados que nos auxiliam até no momento da opção pelo endereço a ser usado, dependendo do tipo de pesquisa pretendida (assunto mais específico ou mais geral, por exemplo). A inclusão de sites pessoais como resultado da pesquisa nesses motores de busca é um fator que deve ser considerado ao se avaliar a qualidade da informação que se obtém. Pesquisas visando à elaboração de trabalhos acadêmicos devem ser realizadas em bases de dados, pois esses mecanismos oferecem literatura especializada, evitam a duplicação de trabalhos, poupam economia de tempo, de recursos materiais, humanos e também financeiros. Os principais tipos de bases de dados existentes são: a) Bibliográficas ou referenciais, incluem referências bibliográficas e resumos que podem ser de livre acesso e ou de acesso restrito;

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b) textuais, incluem textos completos de artigos de periódicos, jornais ou outras modalidades de documentos e podem ser de livre acesso (gratuitas) e ou de acesso restrito (assinaturas). A página da Biblioteca Virtual da UVV relaciona vários links a bases de dados textuais e bibliográficos de acesso livre e gratuito, periódicos e livros eletrônicos, divididos pelas principais áreas do conhecimento humano. No próximo número, exemplo de como realizar pesquisas em bases de dados. Texto elaborado pela bibliotecária Patrícia Pacheco de Barros

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OUTUBRO/2003

jornal saber 01  

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