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Ano II - Nº 21 - março de 2011

Revista

este exemplar é seu

Fim de Verão

Com perfume de primavera EDIÇÃO DIGITAL | www.peninsulanet.com.br

Estação Elevatória Mais saneamento para a região

Páscoa Vem aí o feriado mais doce do ano


editorial | Ex pediente

Presidente Carlos Felipe Andrade de Carvalho Diretor-Geral Joelcio Candido Gerente de Relacionamento Claudia Capitulino www.peninsulanet.com.br revistapeninsula@peninsulanet.com.br (21) 3325-0342 Revista Península é uma publicação

Diretor-Executivo Paulo Roberto Mesquita Diretora Administrativa Rebeca Maia

Estação Península

Comercial Victor Bakker | victor@utilcd.com.br (21) 7898-7623 Editora Responsável Tereza Dalmacio | terezadalmacio@utilcd.com.br

A

alta estação se despediu. São as águas de março fechando o verão...

Mas independente do calendário, as árvores da Península estão florescendo. Primavera tardia? Não importa. Fiquemos com as cores, o perfume e tanta beleza. A natureza aqui tem seu próprio caminho. E como escreveu Jaak Bosmans, “primavera não é uma simples estação de flores, é muito mais, é um colorido da alma.” Talvez esteja aí a explicação poética, esse conceito de cuidar do meio ambiente se traduz assim, como uma aquarela viva, que vibra, encanta e surpreende. E se o outono chega com ar de primavera, não deixa de cumprir seu papel: é a estação das colheitas, que nos lembra fruto maduro tirado do pé. E neste quintal você tem muito que saborear, são 26 espécies frutíferas, distribuídas harmonicamente no percurso da trilha ecológica. Aproveite.

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“Outono é outra primavera, cada folha uma flor.” Albert Camus

Editora Assistente Debora Rolim | debora@utilcd.com.br Colaboradores Ingred Lindbeck Kika Menezes Fotografia Bruno Leão Roberto Sousa Revisão Tatiana Lopes Estagiárias Camila Alves Riane Tovar Diretora de Arte Tati Piqué Rua Jornalista Ricardo Marinho, 360, sala 243 Barra da Tijuca, Rio de Janeiro-RJ contato@utilcd.com.br utilcomunicacao.blogspot.com (21) 3471-6799


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Sumário 08 Inauguração Elevatória 14 Península Legal 16 Xô, Cocô 18 Porta-Retrato 22 É de Casa 26 Conselheiro Comunitário 29 Páscoa Península 32 Saúde em Casa 36 Carnaval Península 38 Balsa

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ELE VATÓRIA | B ARRA

Da esquerda para a direita: Rogério Jonas Zylbersztajn, vice-presidente da RJZ Cyrela; Carlos Fernando de Carvalho, presidente da construtora Carvalho Hosken; Carlos Minc, secretário estadual do Ambiente; Wagner Victer, presidente da Nova Cedae; Domingos Brazão, deputado estadual; e Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, e demais convidados.

O futuro é agora

Mais saneamento para a Barra da Tijuca

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o final do mês passado, o governador Sérgio Cabral inaugurou a Elevatória de Esgotos do Entorno da Avenida Via Parque, na Barra da Tijuca.

O sistema de esgotamento sanitário da Bacia do Entorno da Avenida Via Parque tem capacidade para atender uma população futura de 100 mil pessoas. Com investimento da ordem de R$ 10 milhões, o acordo pioneiro do governo do estado – por intermédio da Nova Cedae – com as empresas de engenharia RJZ Cyrela e Carvalho Hosken antecipa em cinco anos a captação de esgotos da Bacia da Avenida Via Parque e áreas periféricas. A implantação do esgotamento sanitário evitará a geração de passivos ambientais, além de assegurar um nível de sustentabilidade adequado às atuais e futuras construções da região.

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O novo sistema é composto por uma Estação Elevatória de Esgotos, batizada de Estação Elevatória Península, com capacidade para transferir 450 litros de esgotos por segundo para o Emissário Submarino, evitando, assim, a construção de Estações de

Tratamento de Esgotos nos condomínios. Também foram instalados 980 metros de tubulação em polietileno de alta densidade nos diâmetros de 800 a mil milímetros e linha de recalque com 650 metros de extensão e 630 mm de diâmetro. Além de contribuir com o ecossistema, a obra agrega valor ambiental a diversos empreendimentos da Barra da Tijuca, como as construções da Península, Gleba F e do Complexo O2. O novo sistema também vai incorporar outros imóveis comerciais, como Via Parque, Tok Stok, Casa Shopping, Leroy Merlin, Kartódromo e o futuro Hospital Unimed. A Cedae construiu um túnel sob a Avenida Ayrton Senna, por método não destrutivo, para a passagem das tubulações até a ETE Barra.


Participaram da cerimônia de inauguração, além do governador Sérgio Cabral, o vice-governador e secretário de Obras do Estado do Rio de Janeiro (Luiz Fernando de Souza Pezão), o secretário estadual do Ambiente (Carlos Minc), o presidente da Nova Cedae (Wagner Victer) e o secretário-chefe da Casa Civil da Prefeitura do Rio de Janeiro (Luiz Antônio Chrispim Guaraná), representando o prefeito Eduardo Paes. Também estiveram presentes o presidente da construtora Carvalho Hosken (Carlos Fernando de Carvalho),

o vice-presidente da RJZ Cyrela (Rogério Jonas Zylbersztajn), o presidente da Câmara Comunitária da Barra (Delair Dumbrosck), o presidente da ASSAPE (Carlos Felipe Andrade de Carvalho), o presidente da ONG Lagoa Viva (Donato Velloso), que também é fundador e coordenador do movimento do pacto de resgate ambiente – projeto focado na revitalização do sistema lagunar – e vários outros convidados.

ELE VATÓRIA | B ARRA

A obra faz parte dos compromissos ambientais do país junto ao Comitê Olímpico Internacional para a escolha da cidade do Rio como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

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ELE VATÓRIA | B ARRA

Durante o evento, as autoridades, em seus discursos, firmaram compromisso com o crescimento sustentável da Barra da Tijuca e do Rio de Janeiro.

“Tudo que está acontecendo no Rio de Janeiro é fruto do entendimento, da busca de parceiras e também de qualidade de gestão. Havia um hiato muito grande entre o desejo do político de realizar e ao mesmo tempo a execução pela qualidade da gestão, e é exatamente a mudança na qualidade da gestão que está ocorrendo. Este ato é também uma demonstração de respeito de empresários como Carlos Carvalho e Rogério Zylbersztajn, a Cyrella e a Carvalho Hosken de amor ao Rio. São empresários que, assim como Eike Batista e outros, demonstram que unir forças é bom para o empresariado. E esse governo, assim como a prefeitura, não teme o lucro; pelo contrário, não há justiça social sem geração de emprego. E essa obra adiciona valor ao mercado, à saúde das pessoas, à qualidade de vida da população que mora e curte a Barra da Tijuca e adjacências.”

Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro

“Esta elevatória é diferente pela visão futura do Dr. Carlos Carvalho e Rogério Zylbersztajn, pois previne o problema. Ao contrário de outras que fizemos, em que tivemos que corrigir. Digo ao Dr. Carlos Carvalho e ao Rogério que os próximos empreendimentos na Península serão com sauna, academia, playground, e tudo conectado. Isto é, não haverá poluição, e esse diferencial tem que começar a ser vendido. Porque a percepção sobre o meio ambiente é fundamental para toda a sociedade.”

Wagner Victer, presidente da Nova Cedae

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“Esta obra foi uma visão que tivemos, pois foi verificado que as empresas não iriam conseguir se interligar ao sistema atual. Se isso fosse feito, a Península teria que se interligar à elevatória do Le Park. Então, invertemos, e em vez de conectar a essa estação – aumentando, assim, a capacidade para chegar mais esgoto –, foi construída essa elevatória, que não estava no programa. Ganhou a Cedae (uma obra de 10 milhões), ganharam os empresários, que deixaram de construir novas ETEs em seus empreendimentos, e ganhou a sociedade, que passa a ter uma lagoa mais limpa.”

Delair Dumbrosck, presidente da Câmara Comunitária da Barra


ELE VATÓRIA | B ARRA “Nesta parceria, o governador, que pacificou o Rio na segurança, pacificou também no saneamento, porque era uma dificuldade para se fazer obra aqui na Barra. Era uma confusão, a obra não saía por causa de pequenos detalhes. Com isso o povo sofria, o meio ambiente se ia se degradando. E quando há integração dos governos, das prefeituras, dos gestores, quem ganha é a população. Podemos constatar isso na melhoria da qualidade das lagoas e do mar, no tratamento do esgoto, em que os condomínios estavam à deriva das nossas redes. E avançamos a cada mês, a cada ano, em tudo no Rio de Janeiro, mais especialmente na área de saneamento.”

“Gostaria de parabenizar o governo também por essa onda positiva que envolveu o estado. Há algum tempo, o espírito era de guerra, em que o administrador achava que o empresário só queria saber de lucro e degradar a região. Hoje, consolida-se aqui uma parceria que transcende a parceria com governo Estadual, Federal e Municipal, e isso esta acontecendo em todas as instituições, sejam públicas ou privadas, em prol do benefício da população.”

Luiz Antônio Chrispim Guaraná, secretário-chefe da Casa Civil da Prefeitura do Rio

Luiz Fernando Pezão, vice-governador do Rio de Janeiro

“Saneamento, em geral, não é tema favorito dos políticos. E é natural que isso aconteça, já que é uma obra cuja maior parte fica escondida sob a terra. Mas o governo Sérgio Cabral não pensa assim, ele sempre se empenhou na solução dos dois principais problemas da cidade: a sensibilidade e o saneamento. E esta obra que estamos inaugurando – a estação elevatória da Península e uma subestação da Nova Cedae, modernizada e fortalecida, sob o comando de Wagner Victer – é modelo de solução através de parceria público-privada. É um passo decisivo e de pleno atendimento dos compromissos e encargos da cidade para se tornar olímpica. É um passo primoroso para a completa defesa das lagoas e de toda a região. Todo o esgotamento sanitário está sendo ligado ao emissário submarino da Barra da Tijuca, com a utilização das mais modernas técnicas, inclusive com um túnel sob a Ayrton Senna – um método não destrutivo para a passagem das tubulações. A Carvalho Hosken e a RJZ/Cyrella se orgulham de participar desta parceira com o poder o público, e felicitam a comunidade da Barra, na figura de um dos principais defensores: Delair Dumbrosck, presidente da Câmara Comunitária da Barra da Tijuca. Parabenizamos, também, nossos dirigentes do poder público, especialmente seu principal artífice, o governador Sérgio Cabral.“

Carlos Fernando de Carvalho, presidente da construtora Carvalho Hosken

“Este dia é um marco, pois ao contrário do que alguns políticos pensavam anteriormente, quando a iniciativa privada, a iniciativa pública e a comunidade andam juntas, todos se beneficiam. Os políticos, que tinham ‘alergia’ aos empresários, já mudaram de opinião. Hoje, todo mundo tem que estar junto, porque quando se faz 2 mais 2, em vez de ser 4, são 10 ou infinito. Então, eu e o doutor Carlos Carvalho somos parceiros da prefeitura, do governo e da comunidade.“

Rogério Zylbersztajn vice-presidente da RJz Cyrela

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ELE VATÓRIA | B ARRA

Carlos Felipe Andrade de Carvalho, Presidente da ASSAPE; Joelcio Candido, Diretor Geral da ASSAPE, Ana Paula Montanha, membro da Comissão de Transporte; Luis Eduardo Vasconcelos, membro da Comissão de Manutenção; e Alexandre Amaro, da Carvalho Hosken.

“Obra que fica debaixo da terra não aparece, mas um povo consciente enxerga que isso é extremamente necessário e salutar. Com essa elevatória, milhões de litros de esgoto não serão mais despejados na lagoa. Este consórcio da Cedae com os incorporadores foi muito positivo, e decisivo para acelerar o processo do tratamento de esgoto nesta área da Península, já que os condomínios poderão desligar as suas estações de tratamento no momento certo. Mas na verdade, quem ganha com essa elevatória é a Barra, é a lagoa, é a Península, são todos que moram nesta região.”

Joelcio Candido, Diretor Geral da ASSAPE “É muito importante o envolvimento da comunidade e do terceiro setor, com o intuito de agregar as autoridades locais, as lideranças comunitárias e o empresariado. E essa parceria público-privada, que foi um grande avanço e proporcionou a idealização desta obra, fundamental para a questão do esgotamento, é mais um passo importante para a recuperação do complexo lagunar da Barra da Tijuca e Jacarepaguá. E não tenho dúvida de que iremos reverter esse processo de degradação, que já ocorre há anos na lagoa.”

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Donato Velloso, presidente da ONG Lagoa Viva


Pe nínsu la legal | Controle de Velo ci dade

Trânsito livre para o cidadão

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ASSAPE, sempre atenta ao seu bem-estar e segurança, realiza sistematicamente campanhas para garantir a segurança no trânsito do condomínio, tanto para o pedestre como para o próprio motorista. A associação, além de esclarecer as normas de trânsito, colocou lombadas, faixa de segurança para pedestres e placas de sinalização

Para Renata, moradora do Atmosfera, é importante que a velocidade dentro do condomínio seja de 30 km/h. Porém, segundo ela, a maioria não respeita esse limite. Além disso, ressalta a importância de se colocar rampa em alguns pontos que têm faixa de pedestres, para facilitar a subida dos carrinhos de bebê, por exemplo. O acesso é difícil, e acaba se tornando perigoso para as mães e para os filhos, caso algum carro passe em velocidade mais alta.

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ao longo das avenidas. Mas nada disso funciona se você não fizer também a sua parte: respeitar a sinalização e o limite de velocidade determinado, que é de 30 km/h. O respeito a essas normas garante segurança a você, sua família e todos que aqui trafegam.


Pe nínsu la legal | Controle de Velo ci dade

Ana, moradora do Quintas, relata que a cada dia aumenta o número de moradores na Península, e a proporção de carros que não respeitam o limite de velocidade permitida, também. “Antigamente, costumava caminhar pelas ruas, mas aos poucos, fui desistindo, por medo dos carros, principalmente à noite.”

“Onde falta bom senso existe quebra-mola”, disse Alair Vidal, morador do Saint Martin. Para ele, não há motivo para se andar a 80 km/h, estando a 5 minutos de casa. E ainda, ele diz que as pessoas se preocupam mais em não prejudicar o carro e chegar em casa, do que com os pedestres.

Maria Dulce, moradora do Saint Martin, constata que, nos trechos onde não há quebra-molas, fica convidativo acelerar. No entanto não é justificativa para não respeitar o limite permitido, pois há muitas crianças no condomínio, pessoas andando de bicicleta e correndo.

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Pe nínsu la legal | Xô, cocô

A Península agradece

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Península é um oásis no meio de uma grande metrópole. São vários espaços legais: para piquenique, conversar relaxado nos gramados, caminhar, aproveitar a brisa e o verde. Mas esse paraíso é agredido pela falta de cuidado de algumas pessoas. Portanto, ao levar seu cachorrinho para passear, recolha as fezes de seu animal, para que todos possam aproveitar sem se preocupar se vai pisar numa

Zélia, moradora do Evidence, já sai de casa com o saquinho na mão para recolher as fezes de seus dois xodós, Lana e Pretinha.

Para facilitar e não esquecer, Felipe prende na guia de Bobbye o saquinho coletor. Segundo o morador do Excellence, recolher as fezes do seu animal de estimação é uma questão de higiene.

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“bomba” ou sentar sobre ela, como já aconteceu com alguns moradores. Então, siga o exemplo dessa turma que cuida não só do seu bichinho de estimação, mas também do lugar onde mora.


Pe nínsu la legal | Xô, cocô

Vânia trabalha para Margareth, moradora do Smart. Sempre que passeiam com o Bibo, tanto ela quanto a Margareth levam um saquinho em mãos, seja de manhã, à tarde ou à noite.

“Acho muito importante recolher as fezes, para não poluir o ambiente e o condomínio. Para mim, o ideal seria uma outra forma de coletar, até porque os sacos plásticos também contribuem para poluir o ambiente. Imagine só quantos saquinhos não vamos usar todas as vezes em que formos sair? Mas enquanto não há uma solução, o jeito é coletar com o saco plástico mesmo”, disse Joelma, que trabalha para Pedro, morador do Quintas e dono de Ozzy.

Para Jefferson, morador do Smart, recolher os dejetos de seus animais é uma questão de consciência. Até porque crianças brincam na grama, famílias fazem piquenique aqui, algo que a Península pode proporcionar com essa tranquilidade.

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por ta- r e tr ato | rotina

todo dia ela faz tudo sempre igual...

Mamãe Huang Rui e o filho João m Pedro aproveita a e e o chocolat na brisa da manhã to en om M Península. se e qu de família dias. repete todos os

“Caminhar aqui nesta beleza exuberante é um privilégio, cada fica dia o caminho se diferente, não disse cai na rotina”, ora ad Fernanda, mor e do Quintas, qu s se exercita todo os dias pelo condomínio.

da Olha Sophia to a m co contente ou nh ga e goiaba qu a nh ui ig de sua am ãe am m a e Rafaela, a o nd ja ru atrás co filhota.

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Eventualmente neste dia, Ana Paula passou a u tarde com o se . or ct Vi , filhote


por ta- r e tr ato | rotina

ãe Segundo a mam a en qu Bruna, a pe a or ad Emanuela on brincar no Lago e Park. Desd o pequena já sabe s do to e que gosta ita o os dias aprove espaço.

Relaxada na ela goiabeira, Rafa a m se delicia co a tin fruta. Uma ro da ar feliz no pom Península.

a de Depois de um di ho, estudo e trabal lta o caminho de vo ila m para casa de Ca do la é sempre emba a Um a. ic ús m pela doce rotina.

Todo dia depois que chega do trabalho, David ra leva Sansão pa r. passea

s

egundo o dicionário Michaelis, rotina é o hábito de fazer as coisas sempre da mesma maneira. Na maioria das vezes as pessoas encaram a rotina como algo chato e muito repetitivo. Mas nem sempre é assim, quer ver?

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Be be dou ros | Qu alidade da águ a

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E você, já bebeu água hoje?

O

s bebedouros da Península somam com todo o acervo cultural. São belos e imponentes, e cumprem a sua função: oferecer água potável de qualidade para quem circula pelas áreas externas. A nossa colaboradora, moradora do Quintas, Ingred Lindbeck Vieira, captou essa imponência e nos brinda com as suas fotos.

Portanto, enquanto estiver caminhando ou praticando qualquer outra atividade física, hidrate-se; perto de você há um bebedouro lindo de morrer e com água fresca e potável.


Ralph Waldo Emerson

Be be dou ros | Qu alidade da águ a

“A natureza está constantemente a misturar-se com a arte.”

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ENTRE VISTA | THELMA FRAGA

É de Casa

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este espaço, você vai sempre encontrar uma cara conhecida, pode ser o seu vizinho, alguém que tenha um trabalho relevante, que se destaque em sua atividade e que resida aqui na Península. E nesta edição, você vai conhecer a juíza Thelma Fraga, moradora do Evidence, mãe de dois filhos, e que nas horas de folga se aventura nas artes. Ela acredita em pequenas sementes, na geração de bons frutos e na transformação das pessoas. Por isso, criou em 2005 o projeto Grão, que tem encontrado terreno fértil para germinar. Revista Península: Conta pra gente como surgiu a ideia de elaborar esse projeto. Thelma Fraga: Sou juíza há 16 anos, sendo que durante 11 anos estive à frente da Vara Criminal de Jacarepaguá, com competência para a área da Cidade de Deus. Era a responsável por sentenciar as pessoas, porém em um determinado momento fiquei desiludida, porque a história da criminalidade do bairro não mudava. Eu tinha duas opções: deixava de ser juíza ou faria algo diferente para mudar aquele rumo. Como sou coordenadora de uma faculdade, levei essa questão para uma palestra na instituição, e o resultado foi uma pesquisa no bairro para a qual os alunos se voluntariaram. No estudo, que durou 2 anos e meio, analisamos as causas do desequilíbrio social de Jacarepaguá. Identificamos o perfil do réu e da vítima, as carências do bairro. Ganhamos até um prêmio em Portugal, pela pesquisa do perfil biopsicológico do réu, já que não se limitava somente ao estudo do crime cometido, mas também à origem familiar, escolaridade e acesso à cultura.

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Revista Península: E qual foi o resultado que vocês obtiveram com a pesquisa?

Thelma Fraga: Conseguimos verificar que a criminalidade local estava focada na questão patrimonial, ocasionada pelo desequilíbrio social. Dessa forma, o tráfico e o roubo supriam o desejo de “ter” daquela parte da população. Então, através do que mapeamos na pesquisa, fomos buscando soluções para esse desequilíbrio social. O resultado está nos índices de criminalidade na região, que diminuíram significativamente nos últimos 10 meses. Houve um mês em que a número de homicídios na região ficou em zero. O projeto Grão desenvolve atualmente 57 grupos de trabalho, o que ganhou mais notoriedade foi o de reinserção social de ex-detentos, que surgiu pela minha obstinação, ao ver que não havia reabilitação nem reinserção social dessas pessoas. Revista Península: E como foi a idealização desse projeto de reinserção social? Thelma Fraga: Para legitimar esse processo,


ENTRE VISTA | THELMA FRAGA

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era preciso que alguém que eu tivesse sentenciado aceitasse fazer um projeto-piloto de reinserção social comigo. Convidei o Leonardo Batista, que foi traficante de armas. Hoje são 33 histórias de sucesso, que acompanho diretamente e que me ajudam, totalizando 111 indiretamente. O resultado foi tão surpreendente que virou um programa dentro do protocolo de intenções assinado no Espírito Santo pelo Tribunal de Justiça local, Ministério Público, Universidade Federal do Espírito Santo e Secretaria de Justiça. E com essa repercussão, fui convidada neste ano para participar do TEDxRio, no bloco “Pequenos gigantes”.

tenha cumprido sua reposta social, por mais que o sistema prisional não seja o que anseio. Agora, imaginem se eu ainda estivesse como juíza criminal. Entraria em conflito. Por isso, fui para o Juizado Especial Civil em Jacarepaguá, para não parar o projeto. Revista Península: Vocês trabalham com as vítimas também? Thelma Fraga: Temos um grupo de atendimento às vítimas, mas no momento esse atendimento diminuiu porque a psicóloga voluntária que era do Tribunal de Justiça foi transferida. E algumas das vítimas também trabalham nos grupos como voluntárias.

Revista Península: Como é o processo de reinserção social dessas pessoas? Thelma Fraga: Há diversos fatores que levam o sujeito a praticar o crime, por desequilíbrio de natureza interna ou externa. Mas descobri um fator em comum que levava os jovens a se envolverem e ficarem seduzidos pelos crimes. Percebi que a grande questão do crime é que Revista Península: São 57 grupos de atuação. há um desenvolvimento e um valor de natureza filosófica, que é o Fale um pouco sobre alguns deles. “Ter”. A sociedade como um todo – até nós, que somos ditos como Thelma Fraga: A partir do mapeamento, para grupo incluído – confunde que estar incluído socialmente significa ter cada tópico do desequilíbrio, encontramos aquele carro, profissão, roupa, entre outros bens materiais. A socie- uma ação ou atividade que pudesse neutralizar dade cultua muito esse “Ter”. Se formos fazer um trabalho dirigido a causa. Dessa forma, abre-se um grupo com para este aspecto, não teremos sucesso. Porque com relação ao “Ter”, aquele tema. Por exemplo, implantamos hortas eles conseguem de uma maneira rápida, cometem um assalto, ven- em diversas áreas, atividade que foi desenvolvida em uma comunidade, e observamos dem uma droga e recebem um valor basque através dessa atividade lúdica, fotante substancial para condição de vida que “Então, o projeto ram gerados valores positivos. Assim, letêm. Obtêm recursos, mas sem construção, desenvolve o “Ser”, ou vamos para outras comunidades. No ano porque não têm capacitação, estudo e estrutura. Então, o projeto desenvolve o “Ser”, seja, desenvolve o que passado, conseguimos montar o CVT – Centro de Vocação Tecnológica da Faetec. ou seja, desenvolve o que você é, porque você é, porque o que Os cursos profissionalizantes são voltao que nós somos ninguém tira da gente. A nós somos ninguém dos para as necessidades da região. Aspartir desta perspectiva, passei a trabalhar tira da gente.” sim, conseguimos agregar todo mundo: com uma válvula motriz, que era o “Sonho”. os indivíduos da comunidade, a vítima, o Através das entrevistas com eles, descobri diversos sonhos perdidos pelo caminho, e que eles ainda tinham. Fui réu, os empresários locais e as autoridades púatrás de parceiros ou ferramentas que possibilitassem a construção blicas. O projeto passa por todo mundo, é uma desses sonhos. Por exemplo, há um rapaz no projeto que era do grupo verdadeira mobilização social, e acredito que da Candelária, e o que o destacou quando jovem dentro do grupo foi o pode dar certo em qualquer lugar que tenha um fato de ele saber ler, o que lhe deu status. Portanto, desde o início ele histórico de violência. percebeu que a educação de alguma maneira faria a diferença. Investimos nisso. Hoje ele faz pedagogia em uma faculdade. Temos outros Revista Península: A entrada da UPP – Unidade exemplos do projeto-piloto. Um deles é o lutador de muai thai Fábio de Polícia Pacificadora – influenciou no desenLeão, campeão carioca, vice pan-americano e terceiro no Brasil. Outro volvimento do projeto na região, sobretudo na Cidade de Deus? exemplo é o empreendedor de material reciclado Leonardo Batista. Não adianta realizar um trabalho igual e querer que eles se encaixem. Thelma Fraga: Somente com a UPP é que conMuitas pessoas podem até não gostar do que fazem, mas podemos seguimos entrar nessa comunidade. Além disso, ver que há resultados. E é bom ressaltar que já fui vítima de bandidos acredito na filosofia da UPP, pois o último papel na adolescência. Porque muita gente diz que faço isso porque nunca da polícia tem quer ser o repressivo. Nas sociedades em que a polícia da certo, a última ação passei por uma experiência de violência, o que não é verdade. é a repressão. O papel dela é ser mediadora de Revista Península: Vocês selecionam os egressos, ou são eles que conflitos. Mas em países onde há desigualdade, falta de estrutura e ausência do Estado, como procuram o projeto? Thelma Fraga: Não seleciono ninguém, eles vêm até mim quando o nosso, a polícia não pode ser outra senão redescobrem; mandam carta. Mas não tenho estrutura para acolher pressiva. O caminho é este, as UPPs. No entanas pessoas dentro do presídio, pois não há recursos para isso. Mas to, ainda estamos longe do ideal: a população o projeto é tão positivo que há 5 foragidos do sistema que querem confiando totalmente numa polícia completase entregar para poderem entrar nele. E nós vamos apresentá-los mente inserida e funcionando como mediadora. à polícia. Porque, para entrar no projeto, é preciso que a pessoa


Conselheiro Comunitรกrio

En tre vi sta | Saylo Pe drosa


Revista Península: De qual espaço mais gosta aqui na Península? Saylo Pedrosa: Gosto da área de lazer. Tenho uma filha, e ela adora andar de bicicleta pela trilha e pelos parques. Gosto também dos eventos, participamos de todos, porém o que minha filha achou mais legal com certeza foi a chegada do Papai Noel, de helicóptero. Adoro a Península, não saio daqui por nada. Não existe nada comparado a este espaço. Quando se está aqui dentro, parece que se está em outro mundo. Revista Península: É sua primeira vez como síndico e Conselheiro Comunitário? Não é muito comum um jovem exercer essas funções. Por que você escolheu se candidatar? Saylo Pedrosa: Sim, é a primeira vez que sou síndico de um prédio, mas já estou no segundo mandato, fui reeleito. Faço Administração, e adoro essa parte administrativa e financeira. Por isso me candidatei a síndico do prédio. Revista Península: Como você se tornou Conselheiro Comunitário? Saylo Pedrosa: Foi na assembleia, após a entrega dos apartamentos. Como havia poucas pessoas morando, me candidatei a síndico e automaticamente também fui eleito Conselheiro Comunitário. Revista Península: Qual a diferença entre as funções de síndico e Conselheiro Comunitário?

Saylo Pedrosa: Como síndico, você trabalha mais com a administração do prédio. Enquanto que no Conselho Comunitário, as decisões tomadas se relacionam com a área comum da Península. Os conselheiros se reúnem e expõem as suas sugestões, depois há uma votação para decidir qual item será prioritário para realização. Revista Península: E para você, o que é ser Conselheiro Comunitário? Saylo Pedrosa: Participo das reuniões, em que são colocados em pauta determinados assuntos, sugeridos pelos conselheiros, e opino sobre cada um desses assuntos, como por exemplo, gasto, orçamento. Além disso, como sou bem observador, quando vejo que algo está errado, comunico. Minha função é participar, para trabalhar junto com o Conselho e a ASSAPE para o bem da comunidade. É uma soma. Revista Península: Como percebe o interesse e a participação dos moradores em conhecer e saber como funciona o Conselho Comunitário? Saylo Pedrosa: Aqui no prédio, são bastante

En tre vi sta | Saylo Pe drosa

C

ontinuamos com a apresentação dos Conselheiros Comunitários da ASSAPE – Associação Amigos da Península. Em nossa 21ª Edição, você vai conhecer o empresário do ramo da importação Saylo Pedrosa. Casado, pai, morador há 1 ano e quatro meses e síndico do La Maison de Gauguin.


e ntr e Vis ta | saylo pe d r os a

participativos. Quando há assembleia, os moradores dão suas opiniões e sugestões, visando a melhoria da Península, e então, eu transmito essas opiniões nas reuniões da ASSAPE. revista península: E como os moradores poderão expor suas opiniões, sugestões e reclamações para que você, como Conselheiro, possa transmitir para o Conselho?

saylo pedrosa: Eles podem me comunicar durante as assembleias, ou então podem ir à Administração do prédio, que me encaminhará por e-mail, e assim, posteriormente, transmito à ASSAPE. Ou seja, o canal de comunicação pode ser pessoal ou por e-mail.

“Adoro a Península não saio daqui por nada. Não existe nada comparado a este espaço. Quando se está aqui dentro, parece que se está em outro mundo.”


pe níns u la | enC ontr o d e faMílias

Fotos de arquivo/Páscoa 2010

24.04

Vem aí a páscoa

a

assape prepara mais uma festa para você e a sua família. e vem com gosto de chocolate e muita alegria. reúna a criançada e divirta-se na páscoa península. esperamos você. participe!

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In ternet | Se gu rança

Como proteger as crianças na rede mundial de computadores

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oje a Internet colocou o mundo dentro da sua casa. A um toque das mãos, se tem acesso a informação, lazer, compras, enfim, o que sua imaginação mandar. É possível também fazer novas amizades, encontrar amores, ampliar a rede social. O outro lado também é real. Se não tiver cuidado, você pode acabar colocando dentro de casa traficantes, bandidos, pedófilos, toda espécie de crime, e isso tudo na frente das crianças. E como os pais podem proteger seus filhos desse perigo? A Internet está presente no dia a dia de crianças e adolescentes. Eles nasceram com o mouse na mão, em frente à tela. A tecnologia é uma extensão natural para eles. Várias instituições trabalham com essa questão, orientando os pais sobre como proteger os seus filhos. A Safernet Brasil, por exemplo, lançou campanha para o combate à pornografia infantil na Internet brasileira.

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Diversos órgãos governamentais e ONGs divulgam cartilhas com orientação para os pais ficarem atentos à navegação on-line de

seus filhos. www.fas.curitiba.pr.gov.br • Os pais e responsáveis devem orientar as crianças e adolescentes a não divulgar senhas, nome completo, endereços, número de celular e outros telefones, fotos, nome da escola em que estudam, número de documentos, e até mesmo preferências pessoais como atividades de lazer. Quando divulgamos informações pessoais na Internet, elas se tornam públicas. • A Internet pode ser prejudicial quando usada sem limites ou no lugar de outras atividades de lazer. Por isso, é importante planejar horários de lazer longe do computador, com toda a família. • Proibir não educa nem previne. O que vale é o diálogo e a orientação sobre o uso da Internet, em que a criança aprende, conversa


• O direito da criança e do adolescente de conversar com os amigos com privacidade deve ser respeitado, mas eles devem ser incentivados a compartilhar suas experiências com os pais e responsáveis. • Conversar e estimular a criança e o adolescente a desconfiar das intenções das pessoas que conhecem na Internet deve ser uma atitude constante, pois pedófilos e aliciadores passam identidades e informações falsas. • Crianças e adolescentes não devem aceitar ou marcar encontros com pessoas que conheceram na Internet, sem a permissão de pais ou responsáveis. Caso o encontro seja permitido, deve ser marcado em local público, com a companhia dos responsáveis. Mesmo assim, é conveniente avisar outras pessoas sobre o local e horário do encontro. • Pais e responsáveis precisam estabelecer regras razoáveis para o uso da Internet, conhecer os sites que as crianças e adolescentes frequentam, e propor opções de sites educativos e interessantes. • O computador deve ser mantido em uma área comum da casa e com a tela visível. Instalar programas que filtram e bloqueiam sites que possam oferecer perigo é uma boa medida de prevenção. • A Internet é um ambiente de fácil acesso para o abuso,

exploração sexual e pornografia virtuais. Mas não é a única forma para cometer esses crimes. Crianças e adolescentes devem ser orientados sobre os cuidados que devem manter na interação com as pessoas no seu dia a dia. • O diálogo e as orientações são essenciais para prevenir problemas. Criar um clima de confiança entre pais, responsáveis, crianças e adolescentes é fundamental para que essas orientações sejam compreendidas e observadas. Faça a sua parte, participe dessa luta. Oriente as crianças, fique atento, denuncie às autoridades competentes. O crime virtual tem levado a violência para dentro de casa. Proteja-se. Fonte: www.fas.curitiba.pr.gov.br

DENUNCIE Central de Denúncias de Crimes Cibernéticos Acesse o site www.denunciar.org.br

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com os amigos, e pesquisa informações culturais, científicas e lúdicas, sem correr riscos.


Saúde em Casa

ENTREV ISTA | V i to r Monteiro N ovaes Ju nior | Ig or e Andr é N ova es


Revista Península: Vocês são dentistas, mas cada um tem uma especialidade? Igor Novaes: Sou endodontista, ou seja, responsável pelo tratamento de canal. André Novaes: Sou ortodontista, faço a correção do posicionamento dos dentes e ossos maxilares com malformação. Vitor Novaes: Sou bucomaxilo, trabalho com traumas e cirurgias orais, como siso e implantes de uma maneira geral. Mas fazemos também reabilitação oral e atendimento clínico. Revista Península: Que fatores contribuem para a ocorrência de uma inflamação que, consequentemente, leve a um tratamento de canal? Igor Novaes: A cárie profunda, que acaba atingindo a polpa dentária, que é a inervação do dente. Além dos traumas ocasionados por pancada ou bruxismo (ranger e apertar os dentes). Revista Península: As pessoas olham a correção dos dentes mais pelo lado estético. No entanto, a malformação pode ocasionar também outros tipos de inflamações ou problemas de saúde? André Novaes: O posicionamento inadequado dos dentes pode gerar também problemas na articulação ou dor de cabeça, por exemplo.

Revista Península: Em qual idade a criança já pode colocar ao aparelho ortodôntico? André Novaes: Com seis ou sete anos, já é possível colocar o aparelho ortodôntico. Dessa forma, pode-se estimular ou conter o crescimento. O aparelho fixo só é posto na criança depois da troca de dentição. Não se coloca aparelho fixo em dente de leite. Vitor Novaes: No início do tratamento, usa-se o aparelho móvel, que posiciona os dentes na fase boa de crescimento ósseo. Revista Península: A boca pode ser uma porta de entrada para outras infecções? Vitor Novaes: Sim. Principalmente as doenças valvulares. No caso das pessoas que têm foco de infecção constante, a bactéria pode ir parar na corrente sanguínea, chegar à articulação e parar nas válvulas cardíacas, desenvolvendo as infecções valvulares.

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esta Edição, você vai conhecer o trabalho do cirurgião bucomaxilofacial Vitor Monteiro Novaes Junior, chefe do Serviço de Odontologia do Hospital Geral de Bonsucesso. A dedicação e a paixão pela profissão serviram de inspiração para os filhos Igor e André, que escolheram a profissão do pai. Vamos conhecer um pouco do trabalho dessa família que mora no Smart.


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Revista Península: Para manter a saúde bucal, a partir de que idade se inicia a higiene? Vitor Novaes: Normalmente, a mãe é orientada a fazer a higiene oral com uma gaze embebida em água filtrada depois das mamadas. Após o início da dentição, a higiene é realizada com cotonete. Somente mais tarde é que se começa a usar a escova. André Novaes: A limpeza oral no bebê é essencial, sobretudo depois das mamadas, porque algumas vezes, mães e pais dão a mamadeira e colocam a criança para dormir sem fazer a higiene. Revista Península: Com que frequência as pessoas devem ir ao consultório dentário? André Novaes: O recomendado é que a visita seja semestral, mas tem muita gente que some (risos). Mas há também aqueles pacientes que vão com mais frequência, só para garantir a prevenção. Revista Península: Vocês acham que a higiene bucal das pessoas está ideal? Vitor Novaes: Com a inclusão do flúor na água, diminuiu muito a incidência de cárie nas crianças. Além disso, elas estão mais informadas com relação à escovação. Igor Novaes: Mas ainda assim as pessoas acham que sabem escovar os dentes. Até mostram pra gente como fazem, e na maioria das vezes estão procedendo de forma inadequada. André Novaes: E muitas pessoas não utilizam o fio dental por preguiça, falta de tempo. Revista Península: Então, mesmo com essa melhora, a higiene bucal ainda não é a ideal em muitas pessoas? Vitor Novaes: Dizemos que a escovação antes de dormir deve ser a mais bem feita, pois a noite é o período em que ficamos mais tempo com a boca parada. E é nesse momento que há uma maior manifestação das bactérias. Durante o dia, é menos recorrente, porque como estamos comendo, principalmente frutas, acabamos fazendo uma autolimpeza na mastigação. Então, antes de dormir, a higiene bucal deve ser feita com uma boa escovação, usando fio dental e um líquido antisséptico. Revista Península: Quais as recomendações para se fazer um cla-

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reamento dental? Vitor Novaes: Dentro de um limite de tempo, que é de 6 meses. Igor Novaes: O problema do clareamento é o uso frequente da substância utilizada para esse procedimento. Vitor Novaes: Como muitas vezes um médico se recusa a fazer o clareamento com uma frequência menor, as pessoas acabam procurando outro profissional e acabam não respeitando o tempo recomendado. Isso pode causar o que chamamos de reabsorção cervical. Revista Península: E no caso da limpeza e do tratamento de gengivite e tártaro? Vitor Novaes: Varia de acordo com o paciente. Há pacientes que precisam a limpeza em um período de tempo menor, porque têm predisposição ao acúmulo de placas e tártaros. São pessoas que têm, por exemplo, um mau posicionamento dos dentes. Revista Península: O que ocasiona o tártaro e a gengivite? Vitor Novaes: Primeiro, a escovação errada; segundo, o Ph da boca; por último, conforme mencionei anteriormente, o posicionamento do dentes. A consequência varia de acordo com o grau da inflamação. À medida que se agrava, pode haver perda óssea, e, com isso, a perda do dente, pois é o osso que segura o dente. Dessa forma, a gengivite de repetição resulta na diminuição óssea. Isso tem outros fatores. Além disso, o fator hereditário e doenças como diabetes podem resultar em gengivites repetidas. André Novaes: No caso da má posição dentária, é difícil remover a bactéria daquele local durante a escovação diária, o que faz com que, dia a dia, haja um acúmulo, resultando na formação do tártaro.


c arnaval | Pe nínsu la

A alegria tomou conta...

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tarde, na Península, pairou no ar a magia do Carnaval... Alices, piratas, superheróis, princesas, roqueiras e os foliões mais animados evoluíram no Green Park, mostrando que têm muita ginga e samba no pé. As crianças se divertiram com as brincadeiras e a guerra de espuma.


c arnaval | Pe nínsu la

“Quem não gosta de samba bom sujeito não é É ruim da cabeça ou doente do pé Eu nasci com o samba, no samba me criei e do danado do samba nunca me separei”

No concurso de fantasia, a molecada foi 10 no quesito imaginação. Os moradores do Via Bella ganharam 10 nos quesitos criatividade e animação, com o bloco Tô K Nêga, uma singela homenagem à moradora Cristina, que no carnaval encara a personagem nega maluca e diverte a todos.

Olha o bloco da Tô K Nêga aí, gente.... “Você pensa que a coisa é preta Não se confunda Eu Tô K Nêga”

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pe níns u la | CaMinH o d a s u s te ntaBilid ad e

Balsa, transporte do bem São apenas 5 minutos de travessia, mas o suficiente para relaxar do a estresse do dia la be dia com essa o e ss paisagem”, di o ni arquiteto Anto sso e Félix. Apesar di ra se pa da facilidade as, ic ér chegar às Am bre so Antonio atenta a ur ut a falta de estr à to os no lado do op Península. A estudante de ina publicidade Mar a do or ad Teixeira, mor era a id ns co Atmosfera, ção op a im ót balsa uma ra se de transporte pa das a id en chegar à Av m acha bé m ta e Américas, s são muito que os horário mbém bons. Porém, ta ância rt po im ressalta a tura ru st ae fr de uma in lado no da ua mais adeq ping, op Sh do da margem a ermo, já que o local fic ite. sobretudo à no

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os dias de hoje, o planeta clama por proteção. E são as pequenas ações que irão devolver a saúde ao universo. Os efeitos das ações do homem ao longo dos séculos estão por todo lado. E o grande vilão da era moderna é a emissão de gases, que provoca o efeito estufa.

15 João Victor, de do anos, morador iliza Saint Martin, ut ando mais a balsa qu as M está de férias. u hoje, aproveito a facilidade do transporte para ir ao shopping ente comprar o pres do de aniversário irmão.

Três vezes na dante semana, a estu 16 de Carolina, a do anos, morador za ili ut , Green Star ao ir ra a balsa pa e ao ês gl in curso de g. in pp BarraSho

O mundo acorda, e iniciativas individuais brotam aqui e ali, como deixar o carro na garagem e usar meios de transporte mais ecológicos, como por exemplo, o uso de bicicletas.


pe níns u la | CaMinH o d a s u s te ntaBilid ad e

ita a balsa Gaylynn aprove mana aos finais de se de lazer es ad para ativid a. Já sua junto da famíli ém do filha Jordyn, al mbém ta za lazer, utili ra ir ao pa te o transpor r. lta vo colégio e

E a Península, moldada no conceito de sustentabilidade, faz a sua parte também nesse setor e amplia essa onda verde, oferecendo como alternativa de transporte a Ecobalsa. Para quem ainda não conhece o sistema, a Ecobalsa faz a

travessia até o BarraShopping em 5 minutos. Você pode ir até o píer de bicicleta, deixá-la no bicicletário e aproveitar a paisagem até o outro lado.

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Revista Península Nº21  

A Revista é uma ferramenta de interação e de comunicação para os moradores do condomínio Península.

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