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PORQUE ESTAMOS EM LUTA Nós, trabalhadores, trabalhadoras e povos do campo das águas e das florestas lutamos para garantir a produção de alimentos saudáveis, em defesa da Reforma Agrária e contra o modelo do agronegócio!

O QUE QUEREMOS: 1.Exigimos que o governo deixe de ser refém do modelo do agronegócio! O governo precisa promover a Reforma Agrária, hoje completamente abandonada, e apoiar a agricultura camponesa, responsável por 70% dos empregos gerados no campo brasileiro! 2. Defendemos que as terras agrícolas de nosso país sejam destinadas, prioritariamente, para a produção de alimentos saudáveis. Queremos ainda o imediato banimento dos agrotóxicos já proibidos em outros países. Somente os camponeses conseguem produzir alimentos saudáveis e agroecológicos. 3. Reivindicamos que o governo institua uma política econômica de crédito para os camponeses, com a implantação de pequenas agrodindústrias junto aos assentamentos rurais. Isto gera renda e oferta de trabalho para a juventude do campo, além de promover a descentralização do desenvolvimento do país. 4. Lutamos para que todas as comunidades rurais e assentamentos de Reforma Agrária tenham escolas públicas e de qualidade, em todos os níveis. Os últimos governos promoveram o fechamento de escolas no meio rural. Trocaram as escolas por ônibus para levar os jovens para estudar nas cidades. 5. Queremos que o governo promova, em nível nacional, um amplo programa de recuperação e reflorestamento de todas as áreas degradadas e um rígido controle do desmatamento. 6. Defendemos os direitos dos povos do campo. Exigimos o reconhecimento e demarcação imediata das terras indígenas, quilombolas e dos direitos dos atingidos por barragens, territórios pesqueiros e outros. 7. Lutamos para que o país conquiste a Soberania Alimentar para o nosso povo. Não queremos ser dependentes da importação de alguns produtos básicos da nossa alimentação, cuja produção encontra favoráveis condições naturais e humanas em nosso país. 8. Lutamos pelos mares, rios, lagoas e iguarapés livres das cercas da aquicultura empresarial, onde milhares de pescadores e pescadoras extraem o pescado de forma sustentável, garantindo o pescado na mesa dos brasileiros, o acesso às praias e direito de ir e vir de toda sociedade. 9. Exigimos que o governo interrompa imediatamente o leilão do campo de libra. O petróleo do pré-sal é uma riqueza natural que pertence ao povo brasileiro e deve ser usada em seu benefício e não para a ganância dos capitalistas internacionais. JUNTE-SE A NÓS E TAMBÉM PROTESTE CONTRA O AGRONEGÓCIO NÃO SEJA CONVIVENTE COM AS PRÁTICAS CRIMINOSAS CONTRA A NATUREZA E OS CAMPONESES

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CUIDADO! A beleza da propaganda do agronegócio na televisão esconde os casos de destruição ambiental, trabalho escravo, desrespeito às leis trabalhistas e até assassinatos de trabalhadores e trabalhadoras rurais, religiosas e religiosos, agentes pastorais e lideranças sindicais promovidos por empreendimentos rurais ligados ao agronegócio.

PORQUE SOMOS CONTRA O AGRONEGÓCIO: 1. O agronegócio mente ao povo brasileiro sobre a riqueza produzida na agricultura dizendo que ela beneficia todo o país. Na verdade, 85% do que é produzido na agricultura brasileira está concentrado nas mãos de apenas 8,2% dos proprietários rurais. São apenas esses que ficam mais ricos com o modelo de agronegócio, que é financiado com dinheiro público em mais de R$ 100 bilhões. Usando a força dos parlamentares da bancada ruralista, dão o calote e não pagam os financiamentos feitos com dinheiro público. Dizem que produzem riquezas para o país mas, na verdade, assaltam os cofres públicos. 2. O agronegócio não consegue produzir alimentos sem usar uma gigantesca quantidade de veneno. Esse modelo de agricultura fez com que o Brasil se tornasse o maior consumidor mundial de agrotóxicos. Os pesticidas usados na agricultura se espalham para além das áreas do campo, destróem o meio ambiente, a biodiversidade e ameaçam a saúde dos produtores e dos consumidores dos alimentos. 3. A ganância das transnacionais em acumular cada vez mais riquezas faz com que o agronegócio se apodere das terras, florestas, manguezais e águas dos camponeses e camponesas, das pescadoras e pescadores, das comunidades quilombolas e dos povos indígenas, além de avançar sobre as reservas florestais e dos mananciais. Resta aos pobres do campo irem para as periferias das grandes cidades. 4. O agronegócio e o hidronegócio não geram empregos no campo. Apenas 23% dos empregos rurais estão ligados a eles. Empregam cada vez menos, uma vez que sua produção é toda mecanizada e em muitos lugares utilizam trabalho escravo. 5. O agronegócio produz apenas para atender as necessidades dos países ricos e não as necessidades do povo brasileiro. Usam as melhores terras para plantar eucalipto, cana e soja, forçando a diminuição das áreas destinadas ao plantio de alimentos como

Fonte: IBGE 2010 / DABRA

feijão, arroz, mandioca, trigo, milho etc. Destróem os manguezais e poluem as águas. Exportam nossas riquezas naturais às custas da destruição de nossa natureza e da exploração da população brasileira.

Esta jornada é internacional! Os cinco continentes do mundo se levantam em defesa da reforma agrária e da agricultura camponesa! ABEEF, CIMI, CONAQ, CONTAG, CPT, FEAB, FETRAF, MAB, MMC, MPA, MPP, MST, PJR

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Panfleto jornada 16  
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