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Leitura de Bordo

www.taxicultura.com.br

São Paulo: Futebol e muito mais Na festa da Copa, a cidade oferece um mundo de atrações aos visitantes

Toquinho

Ícone da MPB comemora 50 anos de carreira

Paranapiacaba Uma vila de clima londrino no meio da serra

Smartphones O mundo na palma da mão

Edição 19

Estádio Paulo Machado de Carvalho - o Pacaembu sede do Museu do Futebol


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TAXICULTURA|Novembro


Novembro|TAXICULTURA

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EXPEDIENTE

Diretoria Adilson Souza de Araújo Davi Francisco da Silva Fábio Martucci Fornerón (editora@portodasletras.com.br) Redação Editor Waldir Martins MTB 19.069 Edição de Arte Carolina Samora da Graça Projeto Editorial Editora Porto das Letras Reportagem Arnaldo Rocha, Cida Nogueira e Miro Gonçalves

Editorial

Colaboradores Adriana Scartaris , Elisângela Soares, Fernanda Monteforte, Fernando Lemos, Ivan Fornerón, Mery Hellen Jacon Pelosi, Vinnícius Balogh e Walkyria Ferraz Fotografia de Capa Hugo Takeyama

Futebol e muito mais A estrutura instalada e a força da indústria do turismo da cidade de São Paulo vão muito além da realização da Copa do Mundo 2014. Óbvio está que o evento em nossa cidade trará ganhos para as mais diferentes áreas de nossa economia, mesmo que não no volume alardeado pelos governantes, que estimam para São Paulo um número superior de visitantes do que o total que visitaram a África do Sul, na Copa 2010. Contudo, é importante dizer que São Paulo é muito maior do que a Copa. Não queremos com isso, de modo algum, desmerecer o evento que, se não é o maior encontro esportivo do mundo, sem dúvidas é aquele que mais mobiliza visitantes e a mídia nacional e internacional. Mesmo diante de toda essa imponência, a cidade de São Paulo conta com as condições necessárias para acolher e atender com conforto e qualidade todos que aportarem por aqui entre os meses de junho e julho. Acostumada com a realização de importantes eventos internacionais, como Fórmula 1, São Paulo Fashion Week, ou ainda a Bienal de Artes, grandes musicais da Broadway e a Mostra Internacional de Cinema, São Paulo já

faz parte do circuito das grandes metrópoles mundiais e conta com 42 mil quartos em 410 hotéis, além de 70 hostels e uma muito bem qualificada frota de táxi, com mais de 34 mil carros, todos em excelente estado e dirigidos por profissionais bem treinados e qualificados. Vale lembrar que quem vem para São Paulo, seja para realizar negócios ou assistir à Copa do Mundo, encontra na nossa diversidade cultural um diferencial capaz de tornar essa visita única e inesquecível. Desde o futebol e o samba, uma enorme rede de espaços culturais, museus, casas de espetáculos, teatros e bibliotecas, além dos seus incríveis restaurantes, revelam a vocação da cidade para o turismo cultural que, junto com o turismo de negócios, foram os principais responsáveis para que a cidade pudesse receber os seus mais de 13 milhões de visitantes em 2013. Com a Copa, serão mais de 14 milhões este ano. Que todos sejam bem-vindos e que a cidade receba como legado a divulgação que ela merece, como um dos melhores destinos turísticos do mundo. E que vença o Brasil.

Revisão Naira Uehara Publicidade Diretor Fábio Martucci Fornerón Assessoria jurídica Paulo Henrique Ribeiro Floriano Comercial Suporte Administrativo Ana Maria S. Araújo Silva Assinaturas e mailling (assinatura@portodasletras.com.br) Impressão Wgráfica Diagramação Agência Flavour’s - Soluções Criativas Tiragem 20.000 exemplares Distribuição Gratuita

TAXICULTURA é uma publicação da Editora Porto das Letras Ltda. Redação, publicidade, administração e correspondência: Rua Jaboatão, 142 - Casa Verde - São Paulo CEP: 02516-010. Telefone (11) 3392-1524, E-mail editora@portodasletras.com.br. Proibida a reprodução parcial ou total dos textos e das imagens desta publicação, exceto as imagens sob a licença do Creative Commons. As opiniões dos entrevistados publicadas nesta edição não expressam a opinião da revista. Os anúncios veiculados nessa revista são de inteira responsabilidade dos anunciantes.

Boa viagem e boa leitura! Os Editores

Dezembro|TAXICULTURA

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Novembro|TAXICULTURA

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SUMÁRIO | TAXICULTURA

08 Onde fica? A casa da Copa

Toquinho – A combinação de sensibilidade e paixão

18 08 Um Mundo Todo Paulistanos Uma Itália bem brasileira

28 22 Beleza

Agenda

10 Paulistanos

30 28

20 12 Especial Copa Tecnologia São Paulo: futebol e muito mais!

32 38 30

Qualidade Bandeira de vida Livre Da Periferia ao Centro Charme Tecnologia A econquista da metrópole Beleza

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ESPAÇO LEITOR

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Para nós, sua participação é fundamental. Para enviar suas críticas, elogios, sugestões ou comentários basta enviar um email para: leitor@taxicultura.com.br Assim que recebermos sua mensagem entraremos em contato para atender a sua solicitação.

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TAXICULTURA|Junho

14 Big Apple

Novidades da capital do mundo

16 Tecnologia

Dicas e sugestões

28 34 14 16 24 Bandeira Livre Design com estilo 16 18 36 38 42 32 40 36 38 Beleza Horizonte Vertical

São Paulo: um Capa Agenda Paranapiacaba – Londres Loft: um jeito mundo todo na serra do marQualidade diferente de morar Bandeira de Vida LIvre São Paulo Morar Tem Bem Morar Bempés à cabeça Mundo&Cia Capa Copa dos Um curioso mapa de geografia humana


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São Paulo: Futebol e muito mais Na festa da Copa, a cidade oferece um mundo de atrações aos visitantes

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Toquinho Ícone da MPB comemora 50 anos de carreiraa

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Smartphones O mundo na palma da mão

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Paranapiacaba

Uma vila de clima londrino no meio da serra

Junho|TAXICULTURA

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ONDE

FICA?

Por Miro Gonçalves

Um sonho antigo se torna realidade Palco do chute inicial da Copa é a nova casa de uma das maiores torcidas de futebol do País outro presidente, tinha um objetivo ainda maior: uma arena para 200 mil pessoas. Para isso, Matheus solicitou à Prefeitura de São Paulo um terreno no Itaquera para tirar o plano do papel. O então prefeito Olavo Setúbal, que concedeu uma área de 197 mil metros quadrados por 90 anos. A concessão foi renovada por 90 anos em 1988, mas sem financiamento, o projeto de Matheus foi arquivado.

C

asa própria é um dos principais, senão o maior, desejo dos brasileiros. Não é à toa que existem tantas políticas de financiamento, programas sociais voltados para esta finalidade. Até o ditado não foge à regra: quem casa quer casa. E em um relacionamento de tamanha paixão, as grandes torcidas de futebol também querem ter a sua casa. Recentemente, uma delas conseguiu consumar este casamento, depois de décadas de namoro com a ideia e a luta para conquistar o próprio estádio. A ideia de construir um substituto para o Estádio Alfredo Schürig, que tem capacidade inferior a 18 mil espectadores, surgiu em 1968, com a promessa pelo então presidente do clube Wadih Helu, que almejava uma arena com capacidade para 135 mil pessoas. Vicente Matheus,

Crédito: Creative Commons – ARTExplorer

Os primeiros 10 leitores que identificarem a localização da foto acima ganharão um par de ingressos para o teatro.

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O clube ainda fez outras tentativas para conseguir meios de construir a nova casa. Além dos esforços da diretoria, até os torcedores se mobilizaram: em 2007, a ONG Cooperfiel tentou arrecadar fundos para construção de um estádio através de doações e vendas de produtos, mas sem sucesso. Por fim, sob a presidência de Andrés Sanches, o clube conseguiu meios para dar início à construção do estádio próprio, graças ao apoio de políticos e também pela perspectiva de sediar a abertura da Copa do Mundo.

Sua resposta deverá ser enviada para o e-mail:

leitor@TAXICULTURA.com.br

O resultado sairá na próxima edição junto com os nomes dos ganhadores.

Presente da Comunidade Libanesa No desafio anterior, a obra Homenagem da Comunidade Líbano-Brasileira em comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil, esculpida por Odette Eid, está na Praça Professor Jairo de Almeida Ramos, na Avenida República do Líbano. No Brasil desde os três anos, a libanesa doou a escultura à cidade em 2000, como presente pelo aniversário de 500 anos de descobrimento do país. Homenagem faz referência à hospitalidade brasileira, que recebeu a comunidade libanesa de tal forma que aqui eles puderam criar raízes

Você sabia? Inaugurado em 18 de maio, ainda se estar completamente finalizado os ingressos custavam entre R$ 50 e R$ 500. Você já conhece este novo espaço? Então responda o desafio da Taxicultura: onde fica?

GANHADORES Salvador Nascimento

Sávio Gregório

Carlos Rodrigues

João Carlos da Silva

Sebastião Silva

Joana Bassic

Norberto Gallo

Aparecida Vicente

Silvana Lourenço

Sergio Bezerra

TAXICULTURA|Junho - Gostou da matéria? Você também a encontra em TAXICULTURA.com.br


PAULISTANOS Por Waldir Martins

Toquinho A combinação de sensibilidade e paixão

P

aulistano, nascido no Bom Retiro, onde viveu até os 21 anos, Antônio Pecci Filho, o Toquinho, é dono de uma das mais brilhantes trajetórias da música popular brasileira e não para de se renovar. Desde os primeiros contatos com o violão, orientado por ninguém menos que Paulinho Nogueira, passando pela imortal parceria com Vinícius de Moraes, até os mais recentes trabalhos realizados com jovens artistas, Toquinho sempre primou pela combinação de um incrível talento natural e técnica apurada. Atualmente no ar pela rádio Eldorado, com o programa Toquinho, Violão e Futebol, onde realiza entrevistas com personagens e personalidades da música e e do futebol, e em curta temporada na casa de show Terra da Garoa, na Avenida São João, 555, Toquinho conversou com a TAXICULTURA e trouxe um pouco da sua trajetória e dos trabalhos que tem realizado.

Taxicultura Onde você nasceu? Como foi a infância e a vida em família?

Toquinho Nasci em São Paulo, em 6 de julho de 1946. Sou descendente de italianos de pai e mãe. Tenho um irmão, João Carlos, nascido em 1942. Tivemos uma educação baseada em tradicionais princípios morais, mas sempre usufruindo de uma liberdade que proporciona trilhar caminhos com independência psicológica e determinação. Morei no bairro do Bom Retiro até os 21 anos. Vivi uma infância livre, brincando nas ruas e nos campos da várzea. Fiz o primário e o ginasial no Liceu Coração de Jesus, sempre com ótimo desempenho, me destacando entre os melhores alunos da classe.

Taxicultura Tinha música na sua infância? Quando e como a música entrou na sua vida?

Toquinho Minha mãe tocava violino. Mas depois que se casou nunca mais pegou no instrumento. Talvez a carga genética esteja aí. Mas foi meu pai o responsável pela minha aproximação com a música. Ele comprava discos de todos os gêneros, desde Luiz Gonzaga até Choppin. Jantávamos com música, aqueles discos pesados girando numa Telefunken enorme. Aí passei a curtir tudo, Nelson Gonçalves, Maysa, Dolores Duran, me sentia atraído pelas diferentes formas de interpretação, mas já direcionando minha preferência para o que surgia de mais sofisticado, como Carlos Lyra, Sérgio Ricardo, até que surgiu João Gilberto. Aí veio junto a decisão de aprender a tocar violão.

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TAXICULTURA|Junho- Seja gentil: deixe a revista a bordo para o próximo passageiro


Marcos Hermes

Quando comecei a me interessar pelo violão, meus objetivos se concentraram apenas na música. Larguei o curso secundário no 2º ano. O mundo se abria pra mim através do violão e tudo que compreende seu aprendizado e os vários atalhos para a realização profissional. E eu segui esse roteiro cada vez mais fascinado pelo prazer de exercê-lo.

Taxicultura Quando decidiu que a música seria a prioridade? Que seria o seu trabalho?

Toquinho Logo que comecei a ter aulas com Paulinho Nogueira, senti que dominava o violão com facilidade, até surpreendendo o mestre, que passou a me ver como um aluno incomum, dedicando-se ainda mais para minha evolução técnica. Nossa relação de aluno/professor se transformou numa forte amizade e já nos apresentamos juntos em colégios, faculdades e clubes. Então, Paulinho Nogueira me apresentou ao Walter Silva e eu comecei a participar dos shows do Teatro Paramount, produzidos pelo Walter, dos quais faziam parte os iniciantes daquela época, como Tayguara, Chico Buarque, Tuca, Yvete e outros que tiveram suas carreiras iniciadas em tais circunstâncias. Então, a música virou prioridade e o violão, definitivamente, meu instrumento de trabalho. Era época em que tinha muita gente surgindo. No Rio havia o Circo Voador, o pessoal do Asdrubal [trouxe o trombone], com a Regina Casé, o Evandro Mesquita, a Patrícia Travassos, o Luiz Fernando Guimarães e em São Paulo, um grupo que fazia a “Aurora da minha vida”, que tinha a Cristina Pereira, era o pessoal do Naum Alves de Souza.

Taxicultura Quais foram influências que te marcaram e ajudaram a compor o seu universo estético?

Toquinho Com Paulinho Nogueira, deixei de ser um simples acompanhante e me tornei um solista do violão. Mas me fascinava a vibração flamenca e Baden Pawell e, influenciado por isso fui adequando-a ao meu estilo. Depois, minha convivência com Oscar Castro Neves e as aulas que tive com Edgard Gianullo aumentaram meus conhecimentos sobre harmonia. Aprendi um

Fazendo dupla com Anna Setton, Toquinho comemora 50 anos de carreira

pouco do erudito com Isaias Sávio e orquestração com Léo Perachi.

Taxicultura Qual foi o ponto de virada na tua carreira, que permitiu alçar voos maiores e se consolidar como um artista reconhecido?

um operário do próprio talento. Garimpo cada acorde, cada estrofe, cada ideia, sem pressa, cultivando os detalhes com a lupa da simplicidade sofisticada.

Taxicultura Qual sua relação com a cidade São Paulo?

Toquinho

Toquinho

A parceria com Vinicius me confirmou como compositor capaz de alimentar musicalmente um grande poeta e um dos melhores letristas da música brasileira. Sem dúvida, um grande desafio e uma enorme conquista. E depois, o enorme sucesso de “Aquarela”, me valorizando internacionalmente.

Sempre morei em São Paulo, amo essa cidade. Convivi com sua transformação. Locais românticos, desfigurados pelo crescimento. Horizontes largos hoje entrincheirados pelo concreto. Para mim, a noite sempre escreveu a estrofe mais harmônica. Mas a madrugada foi ficando dissonante e o dia virou castigo para a alma dos líricos. Mesmo assim, cabe um mundo em sua magnitude plena de inquietações e incoerências. E procuro ajustar-me a esse universo sempre imprevisível, desvendando seus mistérios, arrancando deles prazeres deliciosos.

Taxicultura Você tem uma rotina de trabalho?

Toquinho Estudo violão todos os dias, procurando me aprimorar cada vez mais. As composições surgem na esteira da dedicação, do prazer de tocar e na observação do cotidiano. Sou

Taxicultura Como você avalia a canção brasileira hoje?

leitura de bordo dos taxis paulistanos - Junho|TAXICULTURA

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Taxicultura Dentro de tudo que vivemos politicamente hoje: o Brasil vale à pena?

Toquinho Apesar dos políticos, o povo consegue levar esse país, que parece caminhar no piloto automático, pela dignidade e pelo esforço individual do cidadão comum.

Taxicultura Quando nasceu a paixão pelo futebol?

Toquinho Desde criança, quando meu pai me levava aos treinos do Corinthians, e eu podia ver de perto meus ídolos daquela época, Gilmar, Cláudio, Luizinho, Baltazar...

Taxicultura Por que Corinthians? Como define sua paixão pelo Timão?

Toquinho A imortal parceria com Vinicius de Moraes, consolidou o nome de Toquinho dentro da MPB

Toquinho É difícil fazer uma avaliação exata diante de tantas tendências. Prevalece o dinamismo do ritmo, apesar da carência melódica, que torna a música sistemática e linear.

Taxicultura Das novas gerações, saberia indicar um jovem talento que considera interessante?

Toquinho

As composições surgem na esteira da dedicação, do prazer de tocar e na observação do cotidiano.

Haverá sempre o surgimento de novos valores revelando talentos. Dentre os instrumentistas, destacaria Yamandu Costa e Marcel Powell.

Taxicultura Uma canção – não sua – que te marcou?

Toquinho “Imagine”, de John Lennon. Um autêntico clamor do Planeta Terra.

Taxicultura Em 1989 tivemos a primeira eleição direta para presidente depois da ditadura militar. Você participou da campanha das diretas? Você ainda quer votar para presidente?

Toquinho Torci muito por ela, como todo brasileiro. Só o voto pode transformar a incompetência de nossos governantes em atitudes à altura da esperança de seu povo.

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Paixão não se define. Vive-se, sem condições ou limites. Nesse caso, é ir além de ser ou não ser o primeiro...

Taxicultura Poderia falar um pouco sobre o trabalho que vem realizando na Rádio Eldorado fazendo uma tabelinha entre música e futebol?

Toquinho São entrevistas com celebridades da música e do futebol, desenvolvidas em meio a um papo solto, livre, que leva a revelações incríveis das pessoas entrevistadas. Para mim significa uma realização pessoal poder conversar com pessoas admiráveis, que provocam emoções as mais variadas e inesquecíveis.

Taxicultura Como avalia todos os problemas e protestos que estão acontecendo em relação à realização da Copa do Mundo Fifa?

Toquinho São manifestações justas e, infelizmente, tardias. Superfaturamento e coisas essenciais como saúde e educação de qualidade ficam em segundo plano. Há, também, vandalismos injustificáveis, mas o direito ao protesto é legítimo.

Taxicultura A Copa do Mundo é nossa?

Toquinho Não sou otimista. Não será tarefa fácil. Temos excelentes adversários pela frente.

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BIG APPLE Por Vinnicius Balogh

Apaixonado por viagens e gastronomia, Vinnicius Balogh traz aos leitores da TAXICULTURA dicas e sugestões para curtir na metrópole mais badalada do mundo

O tradicional jazz também tem suas casas tradicionais em NY. Aqui, ter uma casa Jazz que seja sua favorita é o equivalente a um brasileiro ter o seu barzinho preferido. Para um turista, visitar uma casa, tomar uns drinks e ouvir um bom jazz antes ou depois do jantar ajuda muito. • Village Vanguard - 178 7th Ave South entre Perry Street e Waverly Place, West Village/ (212) 255-4037 / villagevanguard.com • Barbes - 376 9th Street entre 6th e 7th Ave, Park Slope, Brooklyn (347) 422-0248 / barbesbrooklyn.com • Smalls - 183 West 10th Street entre 4th Street e 7th Ave South, West Village (212) 2525091 / smallsjazzclub.com • Smoke Jazz Club - 2751 Broadway entre 105th e 106th Street, Upper West Side (212) 864-6662 / smokejazz.com • Jazz at Lincoln Center - Broadway 60th Street, West Side (212) 258-9800 / jazzatlincolncenter.org

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Jazz em New York

Kura Sushi

Vinnicius Balogh é administrador de empresas e atualmente mora em Nova York, onde está realizando um Executive MBA na Columbia University Twitter: @vibalogh

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Táxis Amarelos Todo mundo sabe que NY tem os tradicionais táxis amarelos, porém o motivo dessa escolha é bastante curioso. Os carros amarelos, que já são cartão postal da cidade, começaram a aparecer em NY em 1907, com os primeiros carros movidos a combustível circulando pela cidade. O que fez com que eles ficassem famosos foram as várias aparições em filmes de Hollywood. Mas a ideia de pintar os táxis de amarelo nasceu em Chicago com John Hertz. Depois de ler, em 1915, que a cor amarela era mais fácil de ser vista de longe, ele decidiu pintar sua frota na cidade (400 carros na época) nesse tom. Por conta disso, sua companhia de táxis virou a mais bem sucedida do ramo! Porém só em 1970 que a cor amarela virou lei para todos os carros que tivessem um taxímetro. (dica do site http://www.taxiamarelo.com.br/)

TAXICULTURA|Junho - É leitura de bordo dos taxis paulistanos

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Imagino que o melhor restaurante japonês do mundo está no Japão, mas com certeza o segundo melhor esta em NY! O Kura Sushi é um restaurante típico mesmo, não tem menu, serve somente o OMAKASE – ou seja, serve somente o que o chef quer, tem e pode servir no dia. São 3 tamanhos de Omakase ($85, $105 e $125) mais a taxa e a gorjeta, fora a bebida. E não se engane que são porções enormes não, o Omakase “médio” são 9 sushis e 2 entradas, é suficiente, mas longe da abundância de uma churrascaria. O Kura Sushi fica em um lugar minúsculo no East Village. O restaurante tem uma só mesa para seis pessoas e o balcão que acomoda aproximadamente outras oito pessoas. Reservar antecipadamente é obrigatório. Hoje espera-se em média 40 dias para um lugar no Kura. • 130 St Marks Pl, New York, NY 10009 / (212) 228-1010


TECNOLOGIA

Smartphones

O mundo na palma da mão

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Foi-se o tempo em que para saber as horas, olhávamos para o pulso. Assim como o relógio, diversos outros aparelhos e objetos que por tanto tempo fizeram parte do nosso cotidiano, como agendas, despertadores, câmeras, calculadoras, entre outros, foram substituídos pelos smartphones. Mas as inovações propostas por estes aparelhos vão ainda mais além e trazem uma série de facilidades para o nosso dia a dia: para realizar transações bancárias já não é mais necessário ir ao banco. Para fazer compras, também já não é necessário sair de casa ou encontrar o computador mais próximo. Hoje temos um mundo de possibilidades ao alcance do dedo. Diante de tantas funcionalidades, ter um smartphone hoje é essencial. Por isso, a Revista Taxicultura listou alguns dos principais modelos disponíveis do mercado, para que você possa identificar qual é o que melhor atende as suas necessidades.

Nesse caderno você encontrará dicas sobre o mundo da tecnologia para facilitar o seu dia a dia

Um mundo de inovação A cada nova versão do iPhone, a Apple agrega mais e mais funcionalidades a um dos smartphones mais desejados pelos consumidores. O grande diferencial do iPhone 5S é a segurança. Graças ao sensor digital Touch ID, o usuário não precisa mais proteger o telefone com senhas, mas usar a própria digital para desbloqueá-lo e até fazer compras nas lojas da Apple. Outra novidade do modelo é o chip A7, que faz com que o iPhone, além de veloz, apresente desempenho gráfico superior ao de uma CPU. Assim, a experiência com jogos neste celular será cada vez mais prazerosa. Câmera potente, funções de edição de vídeos e fotos e sistemas que permitem o envio de mensagens de texto e vídeo gratuitas entre os usuários são apenas outras funcionalidades que pode ser incrementado com milhões de aplicativos disponíveis na App Store.

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Por uma vida mais saudável Ideal para os praticantes de esportes, o Samsung S5 aposenta ainda outros dois aparelhos: o medidor de batimentos cardíacos e o pedômetro. Graças ao sensor localizado na parte traseira do aparelho, é possível acompanhar o ritmo de batimentos cardíacos após a prática de atividades físicas. O aparelho é capaz ainda de monitorar o seu desempenho nas suas atividades e apresenta a distância, velocidade média e duração do exercício. Assim como o iPhone, o Samsung S5 também tem sensor de digitais, usado não só para desbloquear o aparelho, mas também para autorizar compras realizadas na internet em que o pagamento é feito pelo PayPal. Com o potente processador Snapdragon 801, o S5 garante um dos melhores desempenhos gráficos do mercado, capaz de executar jogos e aplicativos sem a menor dificuldade. O Galaxy S5 é resistente a poeira e a água, tanto que pode ser mergulhado até um metro e meio de profundidade durante 30 minutos sem sofrer danos. Divulgação

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TECNOLOGIA

Programação 24 horas Com a tela de cinco polegadas do LG Dual D385, o consumidor tem toda a programação da TV digital à sua disposição, em qualquer hora e lugar. Para isso, o Lg Dual D385 tem bateria de alta densidade e antena digital embutida. Além da qualidade de imagem da TV, o modelo da LG oferece também fotos de maior qualidade à noite e em ambientes fechados, devido ao emprego da tecnologia BSI (Back Side Illuminated), que faz com que o sensor da câmera receba até 30% mais luz do que uma câmera normal. O aparelho oferece ainda o Fast Snapshot, em que o usuário ativa a câmera em apenas dois segundos apertando o botão de volume. Com poucos toques, o usuário desbloqueia o celular. Mais uma vantagem do LG Dual é a função de captura de páginas de internet, para que o usuário possa acessar o conteúdo mesmo se estiver desconectado.

Boa música

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Para os amantes de fotografia Uma câmera digital compacta. Este é o grande diferencial do Sony Xperia Z1, que permite ao usuário fazer fotos de excelente qualidade até embaixo d’água, com a resolução de 20.7 MP. Além da imagem perfeita, o aparelho oferece uma série de aplicativos que complementam a atividade da câmera, como o Info-eye – função que identifica o produtos, obras ou monumentos a partir de fotos e traz uma informações sobre o objeto pesquisado em instantes. O Xperia Z1 também tem receptor de TV digital Full HD, que permite que o usuário acompanhe partidas de futebol e seus programas favoritos de qualquer lugar.

Os aplicativos abrem um mundo de possibilidades aos usuários de smartphones. Além das já descritas acima, o Nokia Lumia 1520 inova com o Nokia Mixradio, em que o consumidor transforma-se em um DJ. Graças ao app, é possível criar e personalizar playlists e ouvi-las em streaming. As configurações do aparelho não deixam a desejar: o Nokia Lumia 1520 tem tela de seis polegadas, câmera principal de 20 MP com flash e processador de última geração – o Snapdragon™ 800. Mas a venda da Nokia para a Microsoft, em setembro de 2013, trouxe ainda mais facilidades aos usuários, que podem editar arquivos de Word, Excel e PowerPoint sem perder a formatação original no celular.

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SÃO PAULO

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Por Eduardo Sanches

Com um espaço interno intimista, charmoso e familiar, o restaurante Innominato tornou-se um símbolo de hospitalidade

Uma Itália bem brasileira Com uma experiência de 35 anos no segmento de restaurantes, o chef Paulo Zan, do Innominato Osteria, aposta no desafio de descobrir novos sabores Divulgação

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Tortelli recheado com queijo Minas, temperado com ervas frescas, molho de “pomodori pelatti” e rúcula

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aulo Zan Filho, 48 anos, chef e proprietário do restaurante Innominato Osteria, tem 35 anos de experiência no segmento de restaurantes. Neto de italianos, cresceu em uma família com vocação para a culinária. Aos 13 anos já atuava no Buffet e Rotisserie Esplanada. Depois, ainda com a família, passou a trabalhar no Buffet e Restaurante Viva Vida. Mesmo atuando neste empreendimento familiar, partiu para a carreira solo e abriu a Lanchonete do Centro Acadêmico de Física da USP (CEFISMA) e a Lanchonete DCE Livre, ambos na Cidade Universitária. Posteriormente, também se associou à Academia da Gula, um típico boteco português, administrado pela chef Rosa Brito, e especializado em diferentes receitas de bacalhau.

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SÃO PAULO

UM MUNDO TODO Divulgação

Já com uma grande bagagem e um excelente aprendizado prático, o chef decidiu partir para realizar um grande sonho e, em 1992, inaugurou o restaurante Innominato Osteria. Em seu restaurante, Paulo criou um espaço intimista, charmoso, familiar e, conforme o significado do nome retirado de um romance italiano, o Innominato Osteria se tornou símbolo de hospitalidade. Para atender o público com muita qualidade, o chef optou por andar na contramão do fast food, apresentando criações bem artesanais. Verticalizou a produção e todas as massas são elaboradas na casa. O prazer em desenvolver novos sabores

“Um prato clássico bem feito é imbatível. Por isso, existem receitas que foram criadas há centenas de anos e continuam fazendo sucesso junto ao público. No Innominato, além destes clássicos, também oferecemos muitas releituras saborosas, muitas releituras saborosas, acrescentando ingredientes tipicamente brasileiros”, explica o chef. Para se ter ideia, o restaurante acaba de renovar o seu cardápio, incorporando diversas criações do seu chef. Um exemplo é o Costeletão de Porco à Moda Fiorentina, acompanhado de arroz de palmitos grelhados ao forno, que traz um corte diferenciado da carne feito em parceria com o açougueiro da casa. A carne é assada no estilo fiorentino (diretamente no fogo) e temperada apenas com sal de ervas. O prato é um dos mais pedidos.

O Costeletão de Porco à Moda Fiorentina, acompanha arroz de palmitos grelhados ao forno

A banana caramelizada a Daniel Alves, com sorvete de canela, combina o sabor do ocidente com o oriente

Outra novidade é o prato de Lulas à Fiorentina com Tagliatelli Al Burro, Aglio e Brócolis, no qual uma lula inteira é fatiada e também assada no estilo fiorentino. Depois, é servida com alho e limão, sobre uma cama de massa de tagliatelli caseiro “puxado” com brócolis.

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Criativo, Paulo Zan foi buscar receitas da sofisticada culinária italiana clássica, mas como algumas delas nem sempre se adaptam ao clima do Brasil, instintivamente foi criando variações, acrescentando ingredientes tipicamente brasileiros. As inovações criadas agradam ao paladar dos clientes e têm sido o segredo do sucesso da casa. Atualmente, o Innominato Osteria conta com cerca de 150 opções em pratos - metade seguindo fielmente a gastronomia italiana mais tradicional e a outra metade apresentando interpretações exclusivas elaboradas por Paulo Zan.

Já o Tortelli de Minas Cremoso à Napolitana e Rúcula vem recheado com queijo Minas padrão temperado com ervas frescas, acompanhado de molho de “pomodori pelatti” e rúcula. Sobremesa contra o racismo Em uma criativa homenagem à campanha mundial contra o racismo, o Innominato inclui em seu cardápio uma nova sobremesa: Banana a Daniel Alves. A sobremesa inclui banana caramelizada com sorvete artesanal de canela, criando uma exótica e saborosa combinação de sabores. “É uma delícia que une ingredientes do ocidente, a banana, e do Oriente, a canela, reforçando os ideais de confraternização entre diferentes culturas e origens”, afirma o chef Paulo Zan Filho. A casa conta ainda com uma carta diversificada de vinhos, com mais de 60 rótulos escolhidos com cuidado pela sommelière Estela Farah Zan, esposa de Paulo.

O Chef Paulo Zan combina receitas clássicas da cozinha italiana com o clima brasileiro

Innominato Osteria Rua Joinville, 561 Vila Mariana (11) 5571-9839 www.innominato.com.br

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Especial

Copa

PorWaldir Martins

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Principal centro econômico, financeiro e cultural do Brasil, mesmo antes da Copa, São Paulo já é um caso de sucesso quando se fala em turismo

São Paulo: futebol e muito mais! A maior metrópole do país está preparada para receber os visitantes da Copa Fifa com uma estrutura de turismo que vai muito além do futebol

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scolhida como uma das 12 cidades-sedes que irão abrigar os jogos da Copa do Mundo FIFA 2014, São Paulo é a maior metrópole do Hemisfério Sul, com 20 milhões de habitantes em sua região metropolitana. Palco do jogo inaugural da competição, que acontecerá na Arena Corinthians, no bairro de Itaquera - e mais cinco jogos até uma das partidas semifinais do torneio -, a cidade conta com uma estrutura de turismo, lazer, cultura e gastronomia que pode proporcionar muito mais do que apenas futebol aos mais de 390 mil turistas que são esperados na capital paulista para o maior evento esportivo do planeta, que acontece entre os dias 12 de junho e 13 de julho. Principal centro econômico, financeiro e cultural do Brasil, mesmo antes da Copa, São Paulo já é um caso de sucesso quando se fala em turismo. Segundo dados do Observatório do Turismo, organismo ligado à SPTuris - Empresa de Turismo e Eventos da Cidade de São Paulo, a cidade recebeu aproximadamente 13,2 milhões de visitantes em 2013, entre os que vieram a negócios e/ou lazer e que se hospedaram na cidade, dos quais 16,5% estrangeiros e 83,5% brasileiros, injetando um total de R$ 10,9 bilhões na economia local. E não é para menos. Totalmente cosmopolita e globalizada, São Paulo é o maior destino turístico do Brasil, realiza mais de 90 mil eventos por ano e conta com mais de 70% do mercado das principais feiras de negócios. São mais de 15 mil restaurantes de mais de 50 tipos de cozinha, 20 mil bares e casas noturnas, 164 teatros, 282 salas de cinema, 125 museus, 39 centros culturais, 53 grandes shoppings centers, que superam a marca das 13 mil lojas apenas nos centros comerciais de maior expressão, 95 parques e áreas verdes, 42 mil quartos em 410 hotéis, 70 hostels, uma frota de 34 mil táxis, 3 aeroportos, 9 estádios de futebol, 4 grandes casas de espetáculos, 2 áreas de proteção ambiental (Capivari-Monos e Bororé-Colônia) além de um número incontável de baladas, lanchonetes, cafés, docerias e muito mais. A cultura e a cidade Incluída no circuito de grandes metrópoles mundiais, a maior atração que São Paulo reserva para seus visitantes – internacionais ou nacionais – é a sua fantástica diversidade cultural, que vão desde a preservação de manifestações genuinamente brasileiras, como o Carnaval, a Virada Cultural, ou ainda a paixão pelo futebol, que vai muito além dos estádios e se revela com toda

força em um museu moderno e interativo, exclusivamente voltado ao esporte – o Museu do Futebol. Ostentando o título de Capital Mundial da Gastronomia, apresenta diversos restaurantes ranqueados entre os melhores do mundo pela crítica especializada e conta ainda com uma vida noturna que não deixa a desejar a nenhuma outra grande metrópole do planeta. O universo da arte e cultura com sua criatividade e diversidade naturais, também é responsável por fazer da cidade um polo cultural único e original, com atrações para os mais diferentes públicos. A música, o grafite, a feijoada, a caipirinha, o brigadeiro, a coxinha, as frutas exóticas, os temperos, o samba, a MPB, o forró, as festas, a alegria... Estes são os ingredientes que fazem dessa metrópole tão brasileira e tão intensa. A capital do turismo no Brasil Cidade que mais recebe turistas de outras regiões do Brasil, São Paulo reserva aos seus visitantes uma agenda sempre repleta de shows internacionais, grandes musicais da Broadway e eventos de repercussão mundial, como a Fórmula 1, a São Paulo Fashion Week e a Bienal de Artes. A metrópole também abriga sedes das melhores grifes internacionais, além de lojas que são referência em moda e design, encontradas, principalmente, nas ruas Oscar Freire e Gabriel Monteiro da Silva. Conhecida por ser uma verdadeira selva de pedra, São Paulo surpreende pelos espaços e atrações que reserva para quem deseja um contato mais próximo com a natureza, com seus parques como o Ibirapuera, Aclimação, Burle Marx, Villa Lobos, do Povo, Guarapiranga, Cantareira e muitos outros. Locais onde, além do contato com uma flora e fauna nativas, o visitante desfruta uma programação cultural incrível e diversificada. Em resumo, o que não falta para quem visita São Paulo são alternativas para tornar a visita única e rica. É dentro desse cenário que, a partir do dia 12 de junho, a seleção brasileira de futebol irá começar sua jornada rumo ao Hexa, em seu jogo contra a Croácia, na Arena Corinthians. Para quem está na cidade para acompanhar essa nova conquista da nossa seleção, ou apenas é amante de arte e cultura, apresentamos um pouco de tudo de melhor que nossa cidade oferece. Desfruta e curta. A cidade só tem a agradecer.

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Especial

Copa

Exposições As Copas como você nunca viu Em cartaz no Museu do Futebol, a exposição As Copas como você nunca viu conta a história das 20 Copas do Mundo como nós gostaríamos que elas tivessem terminado: com o Brasil campeão de todas. Ao adentrar ao espaço da mostra, o visitante se depara com duas perguntas - por que ganhamos? por que perdemos? - que serão respondidas com uma história não oficial e muito bem humorada. Interativa, a exposição colherá depoimento dos visitantes sobre suas próprias experiências em relação às Copas, que terão um link direto para o canal “Brasil 20 Copas”, especialmente criado no Youtube para essa exposição.

Museu do Futebol Praça Charles Miller, s/n Data: até 07 de setembro Horário: do dia 13 de maio até 13 de julho, até 21h (bilheteria), permanência até as 22h. Entrada: R$ 6. Meia entrada para estudantes, profesores e idosos. Crianças até sete anos não pagam, mediante apresentação de documento. *Grátis às quintas-feiras (até 13 de julho), aos sábados,e todos os dias para pessoas com deficiência. Contato: (11) 3664-3848 www.museudofutebol.org.b As Donas da Bola Quem ainda pensa que mulher e futebol não tem nada a ver irá mudar de opinião com a exposição As Donas da Bola em cartaz no Centro Cultural São Paulo, de 18 de maio a 13 de julho, apresentando fotos que revelam a participação da mulher e suas relações com o futebol. As imagens foram produzidas em diversos locais do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Amapá e Bahia,

entre outros, mostrando, além das peculiaridades de cada região, que o fanatismo e o amor pelo time também pertencem ao universo feminino. São 121 imagens de 11 das mais representativas profissionais de fotografia do Brasil: Ana Araújo, Ana Carolina Fernandes, Bel Pedrosa, Eliária Andrade, Evelyn Ruman, Luciana Whitaker, Luludi Melo, Marcia Zoet, Marlene Bergamo, Mônica Zarattini e Nair Benedicto.

Centro Cultural São Paulo Rua Vergueiro, 1000 Data: até 13 de julho | Horário: terças, quartas, quintas, sextas e sábados, das 10:00 às 20:00 | Domingos das 10:00 às 18:00 Entrada: Grátis | Informações: (11) 3397-4002 | www.centrocultural.sp.gov.br

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Especial

Copa Esporte Movimento A Caixa Cultural São Paulo apresenta, de 20 de maio a 20 de julho, a exposição Esporte Movimento, uma seleção de aproximadamente dois mil itens da coleção de mais de 70 mil artefatos esportivos pertencentes ao colecionador Roberto Gesta de Melo. A mostra, inédita no Brasil, é gratuita e conta com o patrocínio da Caixa Cultural e do Governo Federal. Trata-se de um recorte da maior coleção privada de artefatos esportivos do mundo. Durante a exposição, os visitantes poderão apreciar selos, moedas, troféus, tochas, fotografias, vídeos, medalhas originais e demais

objetos relacionados ao esporte. Além disso, em uma área específica da exposição, o público poderá tocar em uma tocha. A ação visa a inclusão de deficientes visuais na mostra.

Caixa Cultural São Paulo Praça da Sé, 111 – Centro Data: até 20 de julho de 2014 Horário: de terça a domingo, das 09h às 19h. Informações: (11) 3321-4400 Classificação etária: Livre | Entrada Franca Acesso para pessoas com deficiência

50/64/14 - Futebol: ufanismo e resistência Partindo das relações entre futebol e política, a exposição traz ambiências sócio-históricas da década de 1950, do período da ditadura militar, iniciado em 1964, e do atual momento, enfocando a influência do futebol na história da sociedade brasileira.

Sesc Ipiranga Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga. De 12/06 a 27/07/14. | terça, quarta e sexta, das 10h às 21h; quinta, sábado e domingo, das 10h às 18h. | Grátis | Informações: (11) 3340-2000

Uma Reflexão Sobre Ciclos Irregulares

Iberê Camargo: Um Trágico nos Trópicos Em homenagem ao centenário de nascimento de Iberê Camargo, o Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo (CCBB-SP) e a fundação Iberê Camargo organizaram a retrospectiva inédita Iberê Camargo: Um Trágico nos Trópicos. A mostra toma o prédio do CCBB, no centro de São Paulo, com cerca de 145 obras do artista, entre pinturas e gravuras da coleção da Fundação Iberê Camargo e de colecionadores. Com curadoria de Luiz Camillo Osório, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e curador do Museu de Arte Moderna do Rio, a retrospectiva prioriza a fase madura de Iberê Camargo, que é considerado um dos mais importantes artistas brasileiros do século XX, com ênfase no tema do homem na arte, seu corpo e sua existência.

Centro Cultural Banco do Brasil Rua Álvares Penteado, 112 Data: até 07 de julho | Horário: de quarta a segunda-feira, das 9 às 21horas Informações: (11) 3113-3651 | Entrada Franca

A obra de Victor Leguy coloca em evidência as mudanças sociais estabelecidas, em grande parte, pelo crescimento acelerado de São Paulo. A instalação contorna o debate sobre as mudanças inerentes ao desenvolvimento econômico-social, levando em conta especificamente as modificações ocorridas na região de Pinheiros, dos bairros conjuntos e da própria capital. A pesquisa do artista envolve desenhos, videoprojeções, instalações e objetos. Em seu processo de trabalho, ele absorve histórias reais e ficcionais, aproximando realidades e acontecimentos pontuais no percurso histórico.

Praça Victor Civita Rua Sumidouro, 580

Prédio do Incinerador Data: até 27 de julho Hora: a partir das 08h Entrada gratuita Informações: (11) 3031-3689

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Especial

Copa Viewing the Same: Pôr do Sol de São Paulo e Nascer do Sol de Tokyo Entre 31 de maio, às 15h, e 15 de junho de 2014, acontece a primeira individual do artista japonês Koji Munemasa em São Paulo. Intitulada Viewing the Same: Pôr do Sol de São Paulo e Nascer do Sol de Tokyo, a mostra reúne uma série de instalações que utilizam a luz solar e espelhos para tratar da sensação de felicidade. O detaque da mostra é a instalação “Viewing The Same”, na qual o artista ocupa uma das salas da galeria com uma janela voltada ao lado oeste, representando um ponto de vista do sol nascente no Japão em uma parede. A obra deve ser visitada no entardecer, mais precisamente ao pôr do sol.

Galeria Deco Rua dos Franceses, 153 – Bela Vista Até 15 de junho | De segunda à domingo das 10h às 19h (11) 3289-7067 | Grátis

Música

Vinil: coisa do futuro

Sinamantes, Anelis Assumpção e Passo Torto participam da segunda edição da série de shows que mostra porque o famoso “bolachão” virou coisa do futuro.

Sinamantes Grupo que pesquisa a linguagem da música pop com influências diversas e ênfase no trabalho vocal. O recém-nascido disco homônimo é todo formado por composições próprias em português, inglês e espanhol e abordam temas como tempo, cotidiano, a cidade e o amor. A banda possui um sonoridade cativante e complexa, que lembra de Mutantes à Beach Boys. Dia 20 de junho, sexta, às 21h.

Passo Torto Os músicos e compositores Kiko Dinucci, Marcelo Cabral, Rodrigo Campos e Romulo Fróes lançam o segundo disco do projeto Passo Torto, intitulado Passo Elétrico. Se no primeiro álbum, foram privilegiados os instrumentos acústicos, agora, como o próprio título parece anunciar, o novo disco parte de uma busca por novas sonoridades. A nova formação inclui guitarras, conduzidas por Kiko Dinucci e por Rodrigo Campos, que mantém o cavaquinho, mas dessa vez processado por pedais de efeitos que foram incorporados. Dia 22 junho, domingo, às 18h.

Sesc Consolação

Rua Dr. Vila Nova, 245 Anelis Assumpção Anelis Assumpção canta não é de ontem. Filha de backing vocal de Itamar, integra a banda DonaZica desde 2000 e já trabalha seu repertório autoral há quatro anos. A banda que a acompanha junta diferentes gerações e estilos e ajuda a explicar também o resultado do trabalho. Dia 21 de junho, sábado, às 21h

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Dias 20, 21, e 22 de junho de 2014. Sexta e sábado, às 21h. Domigo, às 18h. Não recomendado para menores de 12. R$ 30,00, R$ 15,00, R$ 6,00. Teatro Anchieta. 280 lugares. Informações: (11) 3234-3000

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Especial

Copa nem-se para apresentações na Casa de Cultura de Santo Amaro, sempre às segundas-feiras. A roda de samba decidiu adotar a vela como marcador de tempo para que o evento não se estendesse noite adentro. Mais que um mero cronômetro, a vela é o símbolo do grupo. Neste show, o Samba da Vela, Samba da Vela criado no ano 2000 por Magnu A comunidade do Samba da Vela é um en- Sousa, Paquera, Maurílio de contro de músicos e compositores que, sem Oliveira e Chapinha, celebra espaço para divulgar suas composições, reú- seus 14 anos de existência.

Sesc Santo André Rua Tamarutaca, 302 Dia 13 de junho às 21h | Livre R$ 20,00, R$ 10,00, R$ 4,00. Informações: (11) 4469-1200

Cinema Cinema e Futebol no Sesc Ipiranga

Dossiê 50: comício a favor dos náufragos Fruto de uma reportagem de Geneton Moraes Neto, o filme é uma chance rara de ouvir todos os 11 titulares que disputaram o jogo mais dramático da história da seleção brasileira: a decisão da Copa do Mundo de 1950. Dia 19/06. Quinta, às 18h.

Linha de Passe A trama mostra a história de quatro irmãos da Cidade Líder, periferia de São Paulo que, com a ausência do pai, precisam lutar por seus sonhos. Um deles, Dario (Vinícius de Oliveira), vê em seu talento como jogador de futebol a esperança de uma vida melhor. O título é uma alusão ao futebol, que está no centro das atenções, Dario aspira carreira como jogador e são todos torcedores fanáticos do Sport Club Corinthians Paulista. Dia 17/07. Quinta, às 19h.

Maracaná Três anos e meio de pesquisa resultou no filme uruguaio Maracaná. A produção de 75 minutos é baseada no livro Maracanã a historia secreta, de Atílio Garrido, e traz imagens inéditas que quase se perderam com o tempo, mas foram recuperados por meio de um intenso processo de garimpagem de material em vídeo. Dia 03/07. Quinta, às 19h.

O Ano em que meus pais saíram de férias Em 1970, o Brasil e o mundo parecem estar de cabeça para baixo, mas a maior preocupação na vida de Mauro, um garoto de 12 anos, tem pouco a ver com a ditadura militar que impera no País; seu maior sonho é ver o Brasil tricampeão mundial de futebol. De repente, ele é separado dos pais e obrigado a se adaptar a uma “estranha” e divertida comunidade - o Bom Retiro, bairro de São Paulo, que abriga judeus, italianos, entre outras culturas. Dia 26/06. Quinta, às 19h.

Heleno O jogador de futebol Heleno de Freitas (Rodrigo Santoro) era considerado o príncipe do Rio de Janeiro dos anos 40, numa época em que a cidade era um cenário de sonhos e promessas. Sendo ao mesmo tempo um gênio explosivo e apaixonado nos campos de futebol, além de galã charmoso nos salões da sociedade carioca, tinha certeza de que seria o maior jogador brasileiro de todos os tempos. Mas seu comportamento arredio, sua indisciplina e a doença (sífilis) foram minando o que poderia ser uma grande jornada de glória, transformando-a numa trágica história. Dia 10/07. Quinta, às 19h.

Sesc Ipiranga Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga De 12/06 a 27/07/14. Terça, quarta e sexta, das 10h às 21h; quinta, sábado e domingo, das 10h às 18h. | Grátis - Retirada de ingressos com 1hora de antecedência na Bilheteria. 100 Vagas. Livre | Informações: (11) (11) 3340-2000


Especial

Copa Cinefoot na Galeria Olido Único festival de cinema da América Latina dedicado ao futebol chega ao Cine Olido em clima de Copa do Mundo. Entre os filmes exibidos estão “Memórias do chumbo - O futebol nos tempos do condor”, de Lúcio de Castro; “Ser campeão é detalhe: democracia corinthiana”, de Gustavo Forti Leitão e Caetano Tola Bias; “Gaúchos canarinhos”, de Renê Goya Filho; “1958 - O ano em que o mundo descobriu o Brasil”, de José Carlos Asbeg.

Galeria Olido Av. São João, 473. Centro De 6 a 29/6 – com sessões às 15h/ 17h / 19h | R$1,00 Informações: (11) 3331-8399 e 3397-0171

Teatro

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Jogando no quintal O espetáculo é realizado por palhaços-atletas divididos em dois times, um árbitro-palhaço e uma banda de músicos-palhaços, que cria sons e melodias ao vivo. O que torna cada jogo tão especial é o fato de todas as cenas serem criadas na hora, ao calor da situação, e com toda a anarquia e a irreverência de seus jogadores. Por esse motivo, cada partida de “Jogando no Quintal” é um espetáculo único, que jamais se repetirá.

Uma família muito doida A peça “Uma Família Muito Doida” é uma comédia de situação que aborda o dia a dia de uma família moderna. Traz à tona a exploração das classes menos favorecidas e apresenta como tema central o abuso da ignorância da empregada pelos patrões. Na trama, o marido é um empresário que passa por situação difícil. A esposa curte festas, jogos de pife no clube e roupas caras e o filho do casal é um jovem universitário que sonha surfar no Havaí. A família traz da fazenda uma moça sem cultura e muito ingênua para trabalhar como empregada. Esta acaba se tornando pivô de situações embaraçosas e muito engraçadas. Há traição, encontros e desencontros, chantagem e confusões, o que torna o espetáculo dinâmico, trazendo uma surpresa a cada cena, tudo isso sem nenhum apelo à vulgaridade ou uso de palavrões.

Sesc Ipiranga

Teatro Ruth Escobar

Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga.

Rua dos Ingleses, 209

Dias 15/06 a 06/07, domingos, às 18h. Grátis Informações: (11) 3340-2000 Ingressos: R$ 12,00 (inteira); R$ 6,00 (usuário matriculado no SESC). Livre.

Até 28 de junho de 2014 Sábados às 19h R$50,00 (inteira); R$25,00 (meia) Censura: 14 anos Informações: (11) 3289-2358

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BANDEIRA

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Por Cida Nogueira

Paranapiacaba: Londres na Serra do Mar A réplica do relógio Big Ben e a neblina que ainda prevalece no alto da Serra do Mar dão ares da Londres do século XIX

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ara curtir um dia de contato com a natureza e apreciar uma arquitetura fortemente inspirada no modelo inglês do século XIX, não é preciso tirar passaporte, comprar passagens internacionais ou trocar reais por libras esterlinas (moeda inglesa): basta ir à Paranapiacaba. Vila-distrito de Santo André, localizada a apenas 50 quilômetros da capital paulista, a região é acessível e culturalmente rica, proporcionando uma excelente opção de programa para o fim de semana. Resultado da construção da primeira ferrovia de São Paulo, em 1865, a vila surgiu para abrigar os operários da companhia ferroviária britânica São Paulo Railway, que, caprichosamente, reproduziram a arquitetura inglesa em seu novo local de trabalho e moradia. “É uma vila gostosa, acolhedora. O fato de ser uma construção da época dos ingleses faz com que ela seja muito rica, tanto histórica quanto culturalmente”, ressalta o taxista Jorge Spínola, que frequentemente reúne os amigos para explorar a vila. Verdadeira Viagem no tempo Para sentir o que era a vila há 150 anos, a TAXICULTURA recomenda o passeio de Maria-Fumaça, que é uma das atrações mais buscadas na vila. Durante 20 minutos, os visitantes percorrem, em um vagão de 1914, o trecho inicial da primeira linha férrea do País no pátio do Museu Tecnológico Ferroviário. O museu abre aos sábados e domingos, das 10h às 16h. A entrada para o passeio de Maria-Fumaça custa R$ 3 e R$ 5, valores destinados à manutenção do veículo. Outra boa pedida é Circuito Museológico na Parte Baixa, em que o visitante conhece os principais pontos turísticos do distrito, entre eles o Museu Castelo, principal projeto arquitetônico da vila que reúne mobiliário, quadros, relógios e fotos antigas de Paranapiacaba. O Antigo Mercado, empório que hoje funciona como centro cultural, também é uma das atrações do circuito, que passa também pelo Clube União Lira Serrano, palco de bailes e espetáculos musicais que hoje também é um centro cultural. O Cdarq (Centro de Documentação de Arquitetura e Urbanismo) completa o roteiro do circuito, em que o ingresso custa R$3. Ao atravessar a passarela metálica, o turista chega à área mais antiga e alta da re-

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gião, onde pode visitar a Igreja do Bom Jesus, construída em 1889. É na parte alta também que se iniciam diversas trilhas. Os desafios do Ecoturismo Mas nem só de arquitetura vive a vila. Hoje o distrito andreense atrai turistas apaixonados pelo ecoturismo de toda a região metropolitana de São Paulo. Há programação para todos os públicos e faixas etárias no Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba. Nas seis trilhas, o visitante confere toda a exuberância da Mata Atlântica, como exemplares de cedros, bromélias e orquídeas. É possível observar ainda espécies de animais raros, como beija-flores, pica-paus, tangarás e macucos. A unidade de conservação do Rio Grande, em que o visitante confere as nascentes que formam a Represa Billings, é outra atração que vale a pena ser conferida. Para curtir as trilhas é obrigatório o acompanhamento de um monitor credenciado pela Prefeitura de Santo André, serviço que custa R$ 12 por pessoa. As mais percorridas são a do Poço Formoso - a menor, com uma hora e meia de duração; a Volta na Serra, oito horas ida e volta; e a Raiz da Serra, que segue até Cubatão em travessia de oito horas, somente a ida. Aqueles que apreciam a natureza, mas não têm disposição para as trilhas também têm opções de conhecer melhor a Mata Atlântica no Centro de Visitantes, que fica na rua Direita, 371. O espaço reúne réplicas de plantas, animais e suas pegadas. Além disso, o visitante confere uma exposição de sementes, madeiras e ninhos de pássaros, um aquário com peixes da região, maquete da área do parque e banners com informações sobre a unidade de conservação. O Centro de Visitantes funciona de terça a domingo, das 9h às 16h. A entrada é franca. Polo cultural No mês de julho, a lista de atividades na vila fica ainda maior, graças à realização do tradicional Festival de Inverno de Paranapiacaba. Além de shows com nomes consagrados da Música Popular Brasileira, o evento oferece também também atrações de rua, cinema, fotografia, entre outras atrações.

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No mês de julho, a lista de atividades na vila fica ainda maior, graças à realização do tradicional Festival de Inverno de Paranapiacaba

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BANDEIRA

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Os shows são gratuitos e acontecem em vários palcos distribuídos pela Parte Baixa da vila. Os principais ficam no Clube União Lyra-Serrano e na Praça do Antigo Mercado. Haverá palcos menores na Praça de Alimentação, na Avenida Fox e na Rua Direita. Com público de 100 mil pessoas, o Festival de Inverno 2013 recebeu nomes como Ana Cañas e Arnaldo Antunes, Pedro Mariano, Guilherme Arantes, Zeca Baleiro, Ivan Lins e o espetáculo de tributo aos Beatles All you need is Love. A programação deste ano ainda não foi divulgada pela Prefeitura de Santo André, porém o evento já tem datas confirmadas: acontecerá em dois finais de semana, nos dias 19, 20, 26 e 27 de julho. O administrador de empresas Admir Toscano recomenda o programa que muitas vezes acontecem em um clima diferente. “Já fui para ao festival e gostei bastante. O palco era pequeno, mas muito aconchegante. Mas, por estar em um lugar de serra, a cidade tem muita neblina. A noite não dá para enxergar nada”, ressalta. Desde o ano passado a organização passou a privilegiar as diversas construções locais, tombadas como patrimônio histórico nacional, ocupando esses espaços para as atividades e liberando as ruas para a circulação do público. A estrutura conta ainda com praça de alimentação (no Viradouro), segurança e transporte do estacionamento até a Vila. Acessos

nal Rodoviário de Santo André, localizado na Estação Prefeito Saladino, e a estação ferroviária de Rio Grande da Serra contam com linhas de ônibus que atendem esta demanda de hora em hora. No entanto, a melhor maneira de chegar à vila é por meio do Expresso Turístico Paranapiacaba, projeto da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em que a viagem é feita em dois carros de aço inoxidável fabricados na década de 1950, tracionados por uma locomotiva construída também na década de 1950. Realizado apenas aos domingos, o percurso de 48 quilômetros dura 1h30 e o visitante pode embarcar na Estação da Luz às 8h30 ou às 9h na Estação Celso Daniel, em Santo André. A viagem no Expresso Turismo custa entre R$ 34 e R$ 85, dependendo do número de acompanhantes. Para comprar os bilhetes, o passageiro deve ir à Estação da Luz ou Estação Celso Daniel, com dinheiro, já que os demais meios de pagamento não são aceitos. E a viagem deve ser programada com antecedência, já que, por meio de consulta ao site da CPTM, a reportagem da Taxicultura percebeu que é preciso realizar a compra com um mês de antecedência.

Chegar à vila é simples. De carro, o visitante deve seguir pela Via Anchieta até o quilômetro 29, que dá acesso à SP 148, mais conhecida como Estrada Velha de Santos, até o quilômetro 33. O motorista então deve pegar a Rodovia Índio Tibiriçá até o quilômetro 45,5, onde seguirá pela SP 122 até a vila histórica. Também é possível visitar Paranapiacaba de trem, já que o Termi-

SERVIÇOS Passeio de maria-fumaça: saída da passarela que liga a Parte Alta à Parte Baixa da Vila, sábado e domingo, a partir das 10h. O passeio custa R$ 5. Parque Nascentes de Paranapiacaba: Centro de Visitantes Rua Direita, 371 – (11) 4439-0321: funciona de terça-feira a domingo, das 9h às 16h. As visitas só podem ser realizadas com o acompanhamento de monitores cadastrados. As trilhas custam a partir de R$ 12 por pessoa. Mais informações: Centro de Informações Turísticas – (11) 4439-0109 ou no site da Prefeitura de Santo André: http://www2.santoandre.sp.gov.br/index.php/paranapiacaba.

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Caminhar para se divertir, para conhecer ou ver, de form

Caixinha de surpresas aberta Há quem pense que as atrações de uma cidade estão escondidas, ao alcance de poucos. Mas a cidade é uma caixinha de surpresas aberta, a ser apreciada. Envolvidos pela correria, nem sempre temos como dedicar uma nesga de tempo, um fiapo de curiosidade ou um pingo de atenção a tanto que nos rodeia. O Projeto InterArtes, embalado pela obra de Eduardo Kobra, deixou isso patente: a algumas pessoas parecia incrível um mural gigantesco “ter estado oculto, quando terá sido o óbvio”, dando a impressão de ter sido plantado ali de véspera. Da Paulista, um Oscar Niemayer estilizado; na 23 de maio, um “mural da memória” com toques de outro tempo e história da cidade. Em Pinheiros e Vila Madalena, obras sobre artistas e sobre proteção animal; sobre brinquedos e sobre a cidade; sobre a história de cada um e sobre nossa história coletiva.

Informações e inscrições 32

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ma diferente, outros lugares, outras caras, outras tribos

Disposição para caminhar juntos, com sentidos aguçados para o que a cidade oferece: essa a receita do Clube da Caminhada para apreciarmos e nos apropriarmos do espaço público. A Copa bate à nossa porta junto com o friozinho do inverno que, para quem vem de países estações rigorosas, vai parecer verão. Nesse período, o Clube da Caminhada vai programar o segundo semestre e fazer algumas atividades adaptadas à festa do futebol. Siga-nos pelo Facebook/ clube da caminhada, envie-nos email para fale@clubedacaminhada.com.br para receber nossa programação e... BORA CAMINHAR!

Tel.: 11 3294-9373 E-mail: fale@clubedacaminhada.com.br www.facebook.com/clubedacaminhada http://tinyurl.com/clubedacaminhada Novembro|TAXICULTURA

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Por Adriana Scartaris

LOFT: um novo jeito de morar nas grandes cidades

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Nascidos na zona rural e urbanizados pelo arquiteto francês Le Corbusier, os lofts continuam como um sinônimo de estilo e inovação.

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O

Adriana Scartaris Designer desenvolve projetos de design de interiores aplicando técnicas acadêmicas e de terapias espaciais www.adrianascartaris.com.br

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conceito de loft urbano foi consagrado mundialmente quando, nos anos 70, grandes galpões industriais de Nova Iorque, particularmente no bairro SoHo, foram convertidos para uso residencial e passaram a abrigar diferentes artistas que buscavam morar com estilo, mas a um custo mais acessível. Apresentados em filmes de Hollywood, tais como Flashdance e Ghost, a repercussão foi tão forte que, ainda hoje, muitos dos apreciadores do Loft Living (vida em lofts), atribuem seu local de nascimento a NY, ignorando suas ori-

gens rurais, e que sua primeira versão urbana aconteceu na França, na década de 20, com os apartamentos da Cité Radieuse, do arquiteto urbanista Le Corbusier. O incrível sucesso desse espaço sofisticado, mas despojado, fez com que o mercado imobiliário rapidamente passasse a oferecer Soft Lofts e Loft Apartments, um tipo de residência menor - diferente dos grandes espaços que, originalmente, caracterizavam esse tipo de projeto - mas com quarto situado em mezanino, pé direito elevado (geralmente duplo), plano aberto, planta livre, sala e cozinha integrados, e na maioria dos casos, grandes áreas envidraçadas.

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ESTILO

Estante COBOGÓ Um módulo de 80 x 80 empilhado que gera muitas possibilidades de composiçã. Bela opção para dividir ambientes.

Terraço gourmet com deck modular em madeira. Uma prática opção para trazer charme à varanda. A mesa tem centro com nichos coloridos e émuito prática na hora de servir. Sidbey Doll

A proposta do loft continua evoluindo, incorporando novos elementos como, eficiência energética, sustentabilidade, design universal e acessibilidade. Tal é a quantidade e diversidade de adjetivos que estão sendo adicionados, que é provável que ainda demore para que o loft deixe de ser sinônimo de inovação. Por seu próprio conceito, um loft permite liberdade na hora de compor os espaços e um toque de ousadia em afinidade com o perfil do morador.

Como exemplo, apresentamos a seguir um projeto concebido para a sexóloga Laura Muller, caracterizado como um espaço para uma mulher contemporânea, muito ativa, que viaja muito, mantem uma agenda cheia de compromissos profissionais mas, que mesmo com tantos compromissos não abre mão do aconchego de seu lar. Sidbey Doll

O desafio permanente da inovação

O quarto com meia parede A cabeceira da cama mescla couro, tecido, espelho e madeira. Na parede, duas esculturas em papel arroz do artista Enrique Rodriguez.

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A Vila está de portas abertas para você!

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DA PERIFERIA

AO CENTRO Por Camila Silva

A conquista da Metrópole O Bixiga, tradicional reduto da cultura popular, recebe o Sarau Suburbano e fixa a cultura da periferia em uma região nobre da cidade

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“Não devemos restringir o nosso trabalho. O que precisamos agora é alcançar ainda mais gente” - Buzo

uem pensa que a realidade nas periferias se resume apenas à violência e marginalidade está muito enganado. Embora esses aspectos negativos ainda façam parte da realidade de milhões de paulistanos que vivem em comunidades, é possível perceber que muitas delas têm se transformado em polos culturais e celeiros de grandes talentos. Tanto é que a produção cultural da periferia ganhou a capital, graças à continuidade e insistência de agitadores culturais que, há décadas, se dedicam a promover saraus, apresentações teatrais, acesso à literatura, produção audiovisual, entre outros. Produção cultural efervescente São Paulo soma hoje cerca de 200 saraus, importante trabalho de incentivo à leitura, e 15 representantes deles foram convidados para levar a cultura marginal da periferia paulistana para a 40ª

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Feira do Livro de Buenos Aires, na Argentina, realizada entre os dias 28 de abril e 12 de maio. Um desses agitadores culturais foi Alessandro Buzo, que não só levou a poesia do Sarau Suburbano para nossos hermanos, mas também conquistou a capital paulista ao trazer a periferia para o centro de São Paulo. “A produção cultural na periferia é muito grande, seja de escritores, de músicos lançando seus CDs, entre outros. Tem muita coisa acontecendo e a periferia está muito em evidência. Mas essa evidência é fruto de um trabalho que há 10 anos vem acontecendo”, explica Buzo, agitador cultural, escritor e idealizador da Livraria Suburbano Convicto. O reconhecimento da cultura da periferia tem sido cada vez maior por toda metrópole paulistana: há dois anos, os saraus e demais

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DA PERIFERIA

AO CENTRO

A livraria montada pelo agitador cultural Buzo no bairro do Bixiga abre espaço para apresentação de jovens artistas da periferia

movimentos têm programação na Virada Cultural. O estabelecimento da Suburbano Convicto, livraria especializada em obras produzidas de forma independente por autores da periferia, em pleno bairro do Bixiga, na região da Bela Vista, foi outro marco importante na conquista desse espaço.

Já a mineira Cidinha da Silva produz suas crônicas a partir da forma como personagens negros são tratados pela mídia. “Do final dos anos 1990 para cá têm havido mudanças no trato do negro na TV, mudanças essas que são frutos da pressão social. Mas o que a gente precisa pensar é que 51% da população brasileira é negra e é nessa proporção que precisamos aparecer”, defende a escritora de Belo Horizonte.

“A ideia de montar uma livraria surgiu em 2000, quando publiquei meu primeiro livro, mas não tinha lugar para lançá-lo”, conta Alessandro Buzo. A princípio, a livraria ficava no Itaim Paulista, na zona leste, bairro de nascimento e criação do escritor. Mas há sete anos, ele decidiu trazê-la para o centro com uma nova proposta. “Nunca tivemos o foco apenas comercial, trouxemos a livraria para o centro também para ser um espaço cultural”, continua.

Momento de poesia

Atividades culturais Todas as terças-feiras, às 19h, na administração da livraria, Rua 13 de Maio, 70, poetas e espectadores dividem o espaço com centenas de livros durante a realização do Sarau do Suburbano, que conta com a presença de artistas dos quatro cantos de São Paulo. “É importante estar no centro porque temos mais visibilidade, mais circulação de pessoas. Não devemos restringir o nosso trabalho. O que precisamos agora é alcançar ainda mais gente”, explica Buzo. De fato, a produção cultural nas periferias é efervescente. Tanto é que, em apenas uma noite de sarau, três obras foram lançadas: o livro de poesia Família Periferia Novelando por Cima, de

ta Almerio Barbosa, de Vargem Grande Paulista, do motivo que leva as pessoas que moram nas comunidades serem tão tolerantes com as injustiças que sofrem, principalmente com a corrupção. “Antes eu achava que a tolerância era por causa dos ditados populares, pois a maioria deles acomoda as pessoas. Só conheço dois que os estimulam a lutar para reverter suas situações”, conta o escritor. “Mas a autoestima é baixa porque a imprensa só mostra coisas erradas [como tráfico de drogas e violência] da periferia. Então escrevi o livro para mostrar outra realidade, em que a maioria dos moradores é trabalhadora e que lá temos muitos talentos”, conclui Barbosa.

Almerio Barbosa; as crônicas de Cidinha Silva reunidas em Racismo no Brasil e Afetos Correlatos e o CD Não Desista de Lutar, da banda Pensamento Negro. Além da declamação de poesia de diversos poetas presentes, o sarau teve ainda a apresentação do grupo de dança Capulanas – Companhia de Arte Negra, que interpretou um trecho da peça Sangoma, também escrita por Cidinha Silva. Criadores populares O livro Família Periferia Nivelando por Cima nasceu do questionamento do poe-

Os temas presentes no Sarau são variados, mas apresentam um aspecto em comum: a perspectiva e o ponto de vista das periferias e suas comunidades. E tudo é pretexto para a criação, desde românticas histórias de amor, até contundentes críticas às injustiças sociais e o preconceito. O sarau abre espaço também para compositores e músicos, que, mesmo no espaço reduzido, conseguem mandar um som de primeira e agitar o público.

Serviço Sarau Suburbano Local: Livraria Suburbano Convicto Quando: terças-feiras, às 19h Endereço: Rua Treze de Maio, 70, 2ª andar - Bixiga Telefone:(11) 2569-9151

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Por Daniela Gualassi

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BELEZA

Copa dos pés a cabeça Adote as cores da seleção para fazer produções incríveis, sem perder a elegância

P

acessórios perfeitos e depois passar cheia de graça com as sandálias mais descoladas e comemorar sua vitória com o mundo aos seus pés. Confira essas dicas de maquiagens, unhas e acessórios para esta festa.

Seja como for, você estará preparada para fazer um make-up perfeito e garantir toda sua torcida com o máximo de charme. Poderá também colocar as garrinhas de fora com esmaltes da moda para afastar os perigos do gol brasileiro. Na hora de superar as defesas adversárias mais ferrenhas, fazer uso dos

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A maquiagem ideal é aquela com acabamento natural, que corrige pequenas imprefeições e protege a pele

reto, marrom, vinho e demais tons escuros são as cores que geralmente dominam todas as tendências de moda inverno. Mas nos próximos doismeses, as que estarão nas ruas serão o verde, amarelo, azul e branco, as cores da seleção canarinho.


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Makes para conquistar seus fãs Produção: Juliana Araujo, do blog Truque Feminino (www.truquefeminino.com.br)

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Produção: Raphaela Bacic, do blog Dicas da Raphinha (www.dicasdaraphinha.com.br) Produtos usados: Primer para olhos Make B- O boticário; Sombra camurça- Marcelo Beauty Trio de sombras “dream team” (coleção especial para copa do mundo 2014)- O boticário; Delineador em caneta – Natura Faces- Preto; Lápis The Colossal Kajal- Maybelline; Máscara de cílios Grow Luscious PlumpingRevlon- Blackest Black; Máscara de cílios The Colossal versão Cat Eyes- Maybelline; Batom: Viva Glam Gaga 2- Nude.

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Coloca a Copa em suas mãos com muito charme Produção: Juliana Araujo, do blog Truque Feminino (www.truquefeminino.com.br)

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Crônicas de uma São Paulo que ninguém vê

HORIZONTE

texto: Ivan Fornerón

VERTICAL

UM CURIOSO MAPA DE GEOGRAFIA HUMANA

Tomados como uma espécie de termômetro, essa nova população mundial, sem equívoco refletida no semblante dos atletas e na diversidade de seus nomes, revela, entre outras coisas e sem nenhuma ironia, que o mundo pode estar se tornando brasileiro.

M

eu sobrinho completou seu álbum de figurinhas da Copa do Mundo em impensáveis duas semanas. Nunca consegui completar um álbum de figurinhas em toda minha vida, e foram muitos os que colecionei. O último deles foi o da Copa de 2002, realizada na Coreia e no Japão. No entanto, o mais difícil e emocionante álbum que colecionei foi o da Copa de 1982, ocorrida na Espanha, com aquela Seleção mágica de Zico e Sócrates que o famigerado Paolo Rossi, da seleção italiana, fez voltar pra casa com uma desilusão que só seria aplacada em 1994, nos EUA, com a conquista do tetracampeonato. Esse mesmo álbum de 1982 o tenho guardado, incompleto, como parte da memória de um tempo e, de certa forma, como testemunho de mim mesmo às voltas com a ânsia de garoto que se entupia de chicletes e os mascava de olhos ávidos à espera das figurinhas desejadas. Por uma curiosidade espontânea comparo os três álbuns que perfazem um período de 32 anos. Fico mesmo encantado com as primeiras impressões, sobretudo com a composição étnica de cada país e sua mudança ao longo desse tempo. É extraordinário constatar a mistura de povos que hoje constitui o novo rosto representativo de algumas nações. Seleções como a França, Inglaterra, Alemanha e Bélgica, por exemplo, antes majoritariamente brancas e monocromáticas, agora também

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são negras e árabes com uma mistura de nomes e sobrenomes oriundos das mais diversas tradições, todas elas enriquecidas por essas novas cores que as tornam mais complexas e principalmente mais difíceis aos rotuladores de plantão que gostam de etiquetar tal e tal povo a fim de lhes atribuir hábitos pétreos e características imutáveis. As mudanças também se revelam em detalhes de penteados, barbas alternativas, pedaços de tatuagens e toda uma busca pela diferença, fazendo-nos imaginar que as mudanças serão cada vez mais abrangentes. Tomados como uma espécie de termômetro, essa nova população mundial, sem equívoco refletida no semblante dos atletas e na diversidade de seus nomes, revela, entre outras coisas e sem nenhuma ironia, que o mundo pode estar se tornando brasileiro. Isso nos traz outras tantas reflexões, muito mais positivas do que negativas, já que a diversidade, ao multiplicar os saberes, amplia os horizontes e mitiga as desilusões. Seja como for, esse álbum de figurinhas — um curioso mapa de geografia humana — também fala de um mundo mais apressado e violento do que há 32 anos. Um mundo no qual temos a sorte de uma feliz contradição, pois se não há dúvida de que é um mundo mais violento, é também um mundo com muito mais possibilidades e inegavelmente mais bonito. (e à espera da estrela No. 6)

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Revista Taxicultura Especial Copa