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Titulo

Desenvolvimento do ensino e performance em Videocirurgia Urológica

 Autor principal

Gilvan Neiva Fonseca

 CO-AUTORES

Dr. Mirandolino Batista Mariano, Dr. Marcus Vinicius O. Maroclo, Dr. Sidney Castro de Abreu.

 Instituição dos autores

Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás / Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre / Clinica Andros Brasília

 ESPECIALIDADE

LAPAROSCOPIA

 FUNDAMENTOS (INTRODUÇÃO)

A cirurgia por vídeo, com uma relativa longa curva de aprendizado tem suscitado aos urologistas a assimilação de novas tecnologias, exercitando treinamentos e procedimentos já padronizados. As cirurgias por vídeo têm se tornado práticas rotineiramente utilizadas em procedimentos urológicos. Analisamos o impacto e a performance de cirurgiões urológicos durante curso didático de imersão com instruções e treinamentos em caixa preta, procedimentos técnicos, práticos, padronizados em modelos animais (cães e porcos). Com a assistência de professores e monitores foram programados e executados os exercícios cirúrgicos de dissecções urológicas, nefrectomias, colecistectomias, nefrectomias parciais e prostatectomias radicais.

 OBJETIVOS

Promover qualificação em técnicas de cirurgias por vídeo, ministrando ensinamentos essenciais e atualizados. Ensinar, praticar passo a passo e maximar com segurança o tratamento minimamente invasivo em urologia. Envolver-se com o processo de educação continuada para a prática diária e a pesquisa. Os Serviços de Urologia multiinstitucionais envolvidos no projeto realizou Cursos de Imersão em cirurgias videolaparoscópicas oferecendo o treinamento seqüencial em etapas evolutivas. O presente levantamento e analises de questionários compreendeu o período de 2004 a 2009 foram desprezados e não computados na estatística geral formulários que se encontravam com falhas de preenchimentos e incompletos em algum setor de investigação.

 MATERIAL E MÉTODO


Foram catalogados 333 questionários do laboratório experimental com analises específicas da parte teórica e prática. As análises prospectivas englobaram o desempenho individual e equipes estáveis.Realizamos a correlação de desempenho, praticidade, conclusões dos exercícios de pequena, média e alta complexidade. Análises de motricidades, conclusões de práticas e incidência de complicações e soluções das mesmas. Treinamento em caixa preta com exercícios de coordenação, dissecção, sentido, apreensão, suturas, nós, 3D e profundidade. Laboratório animal (cirurgias Hands-on) programados 03 alunos por mesa cirúrgica, acompanhados por professores e monitores. Treinamento em caixa preta com exercícios de coordenação, dissecção, sentido, apreensão, suturas, nós, 3D e profundidade com análises de performance e documentação com cronômetros. Laboratório experimental, cirurgias praticas programados 03 alunos por mesa cirúrgica, acompanhados por professores e monitores. São planificados, analisados e monitorados o desempenho das equipes. A introdução de agulha de Verres, confecção do pneumoperitônio, introdução de trocartes (portais), inspecção da cavidade e programação sistemática dos exercícios básicos, intermediários e avançados. O grupo básico realizou exercícios de colecistectomias, nefrectomias e suturas de via excretora. O grupo avançado realizou exercícios de nefrectomias parciais, prostatectomias, suturas de vias excretoras, intestinais e vasculares. De acordo com os dados coletados pode-se observar que a idade dos participantes variou de 26 a 65 anos com média de 36 anos. A Figura 1 apresenta a distribuição dos participantes de acordo com a faixa etária de onde se nota que faixa etária mais freqüente foi a de 31 a 40 anos com 55% dos participantes. Com relação à experiência prévia em cirurgia por vídeo observou-se que 36 participantes do curso avançado referiram ter experiência prévia. Os procedimentos foram cronometrados por observadores, e com base nessas medidas pode-se observar que o tempo médio da introdução da agulha de Verres para acesso à cavidade foi de aproximadamente 3 minutos variando de 15 segundos a 8 minutos. A Figura 2 apresenta a distribuição dos tempos da introdução da agulha de Verres. De acordo com a Figura 2 nota-se que 51% dos participantes apresentaram tempo de até 2 minutos para introdução da agulha de Verres. O tempo médio para a introdução do primeiro trocarte foi de 2 minutos com uma variação de 10 segundos a 14 minutos. De acordo com a Figura 3 pode-se observar que 43% dos participantes gastaram até 1 minuto para a introdução do primeiro trocarte. O tempo de introdução do segundo trocarte variou de 15 segundos a 10 minutos com média de aproximadamente 3 minutos. De acordo com a Figura 4 pode-se observar que o tempo mais freqüente para a introdução do segundo trocarte foi de 2 a 3 minutos. O tempo médio de inspeção da cavidade foi de 5 minutos variando de 1 a 8 minutos.

Figura 1: Distribuição dos participantes de acordo com faixa etária.

Figura 2: Distribuição dos participantes de acordo com tempo para introdução da agulha de Verres 40%

60% 50%

50%

35%

55%

45%

35%

30%

40%

40% 30%

26%

20%

20%

25%

12%

15%

20%

21% 15%

15%

2%

31 a 40

41 a 50

51 a 60

<1

>60

8%

5%

0%

26 a 30

16%

10%

5%

0%

27%

20%

7%

10%

7%

1|--- 2

2|--- 3

3|--- 5

>5

<1

1|--- 2

Tempo (minutos)

Figura 5: Principais acidentes intraoperatórios

6%

40%

8%

41%

Cirurgias Urológicas x Tempo 7,00

6,30

14%

27% 19%

1,00

12%

5%

7%

6%

0%

<1

1|--- 2

2|--- 3

3|--- 5

Tempo (minutos)

>5

sangramento dissecção lesões parenquima hepático lesões de arteria renal óbitos animais por causa cirurgia

17%

lesões de vesícula biliar lesões veia renal lesões da artéria cística lesões de meso

3,30

3,00

mínimo

3,00 2,20

2,00

14%

10%

4,30 3,40

4,00

1,48

1,20 30'

máximo

1,15 1,05

média

30'

0,00

Nefrectomia

20%

5,00

Prostatectomia

21%

25%

Tempo (hora)

8%

30%

 CONCLUSÕES

>5

6,00

35%

15%

3|--- 5

Figura 5: treinamento em cirurgias urológicas x tempo

Acidentes Intra Operatórios

45%

2|--- 3

Tempo (minutos)

Idade (anos)

Figura 4: Distribuição dos participantes de acordo com tempo para introdução do 2º trocarte.

6%

0%

Sutura via excretora

10%

43%

35%

25%

30%

Figura 3: Distribuição dos participantes de acordo com tempo para introdução do 1º trocarte.

Colecistectomia

 RESULTADOS

Exercício

Inúmeros trabalhos, na literatura, enfatizam e evidenciam o crescimento dos procedimentos urológicos como um importante processo na prática e no currículo educacional dos urologistas. A curva de aprendizado relativamente longa com possibilidades efetivas de transferência da habilidade e performance adquiridas na experiência com o treinamento animal podem desenvolver táticas,


técnicas e habilidades para cirurgias em humanos. As observações evidenciaram que são fatores significantes para a prática de cirurgias por vídeo o conhecimento, o domínio técnico dos instrumentais, a habilidade, o treinamento, a freqüência de repetição dos exercícios programados e a interação prática com a equipe. A observação das cirurgias programadas em modelos animais evidenciou significativo crescimento técnico seqüencial evolutivo com os exercícios e os procedimentos realizados. A investigação do estudo constatou otimização do processo educacional, melhoria das habilidades e a performance prática em todos os níveis seqüenciais das cirurgias por vídeo, capacitando profissionais para exercer atividades competitivas e qualificadas na prática urológica.

Desenvolvimento do ensino e performance em Videocirurgia Urológica  
Desenvolvimento do ensino e performance em Videocirurgia Urológica  

Dr. Gilvan Neiva Fonseca

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