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5 a 20 . outubro de 2013 . ANO I . Número 06 . Distribuição gratuita

On-line: www.urbhano.com.br

Fotos: Lucas Alexandre Souza

tudo que inteRessa no seu bairro está aqui

crianças

ao ar livre

Por causa dos parques e praças, muita área verde e espaço, os bairros Mangabeiras e Sion são ideais para os pais passearem com os filhos no dia das crianças

local

A preparadora vocal Babaya fala do início de sua carreira, do prazer em morar no mangabeiras e de sua relação com a música pág. 6

gastronomia o jornal urbhano lança O Duelo de chefs, que começa com duas receitas de brigadeiros para o dia das crianças pág. 10

Foto: 3K Studio

A falta de lugar para estacionar no próprio bairro é um transtorno e incomoda muito os moradores do Sion, que pedem providências pág. 3

entrevista

veículos

2º avantgarde motors weekend

ofereceu aos visitantes a oportunidade de ver os últimos lançamentos de veículos de luxo Pág. 4

esporte O torneio Presepeiros chega a sua 13ª Edição no mangabeiras, premiando os melhores e os piores da competição pág. 13


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URBHANO mangabeiras | sion Belo Horizonte, 5 a 20 de outubro de 2013

opinião frasesURBHANAS

Foto: Rafael Tavares

Foto: divulgação

Eu pedi para sair para cuidar da minha saúde e emagrecer. André Marques, sobre saída do programa Vídeo Show

Ronaldinho é insubstituível para nós. A batida na bola, a qualidade nas cobranças de falta e de pênalti, o respeito que o time adversário tem com ele, enfim, são muitas coisas que o tornam peça fundamental ao time. Sem ele, tudo muda. Cuca, técnico do Atlético, sobre a contusão do craque do Galo

Cilas Rosa (*)

TOLERÂNCIA ZERO CONTRA a CRIMINALIDADE A segurança pública é uma das principais preocupações de um governo. A cidade de Nova Iorque, no início da década de 1990, convivia com a corrupção policial, falta de integração entre os órgãos públicos, sistema penitenciário defasado, a impunidade... Problemas encontrados em situações semelhantes no Brasil. A partir de 1993, a megalópole norte-americana modificou sua atuação e, hoje, é considerada uma das cidades mais seguras dos Estados Unidos. A implantação de uma política de segurança pública aglutinou vários interesses em torno de um objetivo: garantir a segurança e melhorar a qualidade de vida da população. Temos muito a aprender com esse modelo. Com a eleição de Rudolph Giuliani para a prefeitura de Nova Iorque, foi adotada a política de segurança pública “Operação Tolerância Zero”. A iniciativa de Giuliani e do chefe do Departamento de Polícia William Bratton resultou na redução de 57% nos índices de criminalidade e de 65% nos índices de assassinato. A criação de estratégias e prioridades, conforme as especificidades de cada localidade, possibilitou o combate ao crime e restabeleceu uma relação de confiança e de cooperação mútua entre policiais e cidadãos. O Brasil está na 18º colocação no ranking mundial de países mais violentos, conforme levantamento do Instituto Avante Brasil (IAB). Também convivemos com outras tristes estatísticas, como a taxa de 20,4 homicídios para cada cem mil habitantes, além do crescimento, em mais de 370%, de mortes entre jovens com até 19 anos, desde a década de 1980. Observamos a ausência de ordem e de autoridade e descobrimos, na prática, que nossas leis estão incentivando ações dos bandidos, levando a população a se trancar dentro de casa. Será que a nossa cultura nos permitirá uma reviravolta na área da segurança pública? O que seria necessário fazer para implementar uma política desse porte no Brasil? Quem ignora, subestima ou se cala diante de alguém que pratica um ato criminoso ou ilícito coloca em risco toda sociedade e consente a ocorrência de novos crimes e vítimas. O cidadão deve ser parceiro da polícia nessa jornada. Precisamos entender como mobilizar a população, como aumentar a presença do estado de forma estratégica, como combater a corrupção nos órgãos de segurança e muitas outras coisas. Quando conhecermos a lógica da tolerância zero — a mesma implantada em Nova Iorque — e começarmos a agir profundamente dentro dessa perspectiva, conseguiremos uma retomada da sensação e da condição de segurança no Brasil. Cilas Rosa Coordenador-geral da Escola Superior de Justiça (*)

É difícil, a distância é grande, mas o amor também. É muita saudade, mas fazer o quê. Quero que saiba que você é muito especial para mim e para todos que te conhecem. Faustão, libera ela logo para vir pra cá. Te amo e parabéns por tudo. Neymar para a namorada Bruna Marquezine

O Paraguai está em um processo de volta ao Mercosul, tem o tempo deles. O Brasil tem todo interesse nessa volta. Dilma Rousseff em declaração no Palácio do Planalto. erramos Na última edição do Jornal UrBHano, cometemos um equívoco na matéria “Cidade das árvores”, na página 04. Informamos que um grupo de moradores da rua Correias tomou a iniciativa de criar um jardim quando, na verdade, a iniciativa foi somente do síndico Lúcio Flávio.

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Fotos | Lucas Alexandre Souza e Cinthya Pernes Revisão | Pi Laboratório Editorial Estagiárias | Daniela Greco e Renata Diniz


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local

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Não tem lugar Fotos: Lucas Alexandre Souza

Dor de cabeça | Falta de estacionamento incomoda moradores e frequentadores do Sion

A falta de lugares para estacionar gera transtornos para os moradores do bairro

Com o crescimento do comércio é comum a movimentação de novos carros em qualquer local, com a consequente falta de vagas de estacionamento nas ruas em horas de pico. O problema do bairro Sion, porém, é maior. A falta de vagas dura o dia todo. Os moradores e trabalhadores da região já não sabem mais o que fazer para solucionar o problema que tem atrapalhado cada dia mais a vida das pessoas.

A maquiadora Fernanda Jaber, moradora do bairro há dez anos, sente a dificuldade para estacionar na região. “Quem vai ao banco Itaú da Avenida Uruguai estaciona na minha rua. Ela tem dois quarteirões, é pequenininha, e você não consegue lugar para estacionar em nenhuma hora do dia. O fluxo de carros só piora, minha rua era super tranquila, não era uma rua de passagem, quase não passava carro. Agora que ela virou uma passagem pro bairro Anchieta, é um trânsito, fica engarrafado, estacionar é quase impossível”, reclama a moradora. Fernanda não consegue pensar em alguma solução para o caos instalado na região. “Não consigo imaginar o que pode ser feito, e tem que ser em curto prazo porque cada ano que passa piora muito”, finaliza. A situação é difícil não somente para quem mora na região, mas também para quem trabalha por lá. Cristiane Ladeira tem um salão de beleza no Sion e, segundo ela, a falta de estacionamentos é constante e começa cedo. “Normalmente é cedo, entre oito e nove horas, que é a hora que a gente abre e já está cheio”, comenta. Cristiane acrescenta ainda que o problema acompanha a região há muito tempo. “Sempre foi difícil, apesar de eu ter estacionamento próprio, muita

gente não consegue parar na minha porta. Quando está cheio fica complicado. E é o dia inteiro mesmo. O pessoal trabalha por aqui, né? Tem empresa aqui em cima, tem empresa pra baixo, tem as lojas na Uruguai, então normalmente é difícil o estacionamento”, conclui. Segundo a assessoria da BHTrans não existe planejamento de implantação de rotativo na região, uma vez que a empresa não tem registrada nenhuma solicitação no local. A assessoria afirmou ainda que, nesses casos, a BHTrans trabalha atendendo à demanda das associações de bairro e dos moradores que entram em contato solicitando algum serviço. Após a solicitação, a empresa manda uma equipe até o local para fazer uma vistoria. A BHTrans afirmou ainda que em trechos com bastante ocupação de estacionamento, mas que possuem vias transversais para estacionar não costuma ser implantado o sistema de estacionamento rotativo. Porém, em avenidas próximas ao bairro Sion começaram a ser criadas a partir de setembro, segundo a empresa responsável, 792 novas vagas nas avenidas dos Bandeirantes e Afonso Pena. O Bairro Mangabeiras passa a contar com 231 vagas físicas de Estacionamento Rotativo, que permitem que 1.445 veículos estacionem diariamente em 14 quarteirões da região. n


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veículos

Motors Weekend

Foto: 3K Studio

AvantGarde | Exposição apresenta marcas de veículos aos fãs da velocidade e do luxo Ao som de música eletrônica, cerca de mil pessoas compareceram à 2ª edição do AvantGarde Motors Weekend, no Alphaville, nos dias 21 e 22 de setembro. Quem visitou o evento pôde conhecer os modelos: Dodge, Ferrari, Porsche, Lamborghini, Audi, BMW, Mercedes, além dos Bentley Continental FlyingSpur e Continental GT e ainda o helicóptero R66 Turbine, uma confortável aeronave para 4 pessoas. Para o industrial gráfico, Ângelo Buldrini, 46, cliente da marca desde sua fundação há nove anos, o evento é fundamental para o mercado de carros de luxo. “Muita gente fica sem graça de chegar na loja deles, afinal a loja é muito imponente. Só que eles são totalmente simples e parceiros. Eles só estão fazendo o trabalho deles de vender. Na minha visão a AvantGarde encurta a distância de quem tem condições e acha que está longe disso”, analisa o empresário, que já perdeu a conta do número de carros comprados através da empresa. Ângelo se recorda das marcas dos veículos que obteve por meio da AvantGarde, que foram: Porsche, Ferrari, Masseratti e Aston Martin. Para a executiva de vendas da Bentley, Monique Angeli, 26, o evento foi, nas palavras dela, “fantástico”. “Não conhecia esse condomínio, o Alphaville. É um condomínio bem adequado para o perfil dos nossos clientes. Ontem o movimento foi incrível e hoje também está sendo bem bacana”, avaliou a executiva. A marca contabilizou até a tarde de domingo dez test drives realizados durante o evento. A executiva não poupou elogios para a organização da exposição e enfatizou

Fernando Duran e Ângelo Buldrini

Ângela Semino e Adriana Levy

os resultados obtidos. “Muitos clientes já estão escolhendo os modelos que querem. Com certeza, estaremos no próximo evento da AvantGarde. Quem passou por aqui vai indicar mais amigos. O sucesso desse evento com certeza promoverá uma boa repercussão”. Além dos bons negócios, o evento proporcionou ainda bons frutos em outros aspectos. No caso do empresário do ramo da informática, Edson Martins Coelho, 45, a exposição promoveu momentos em família. Edson pôde aproveitar a mostra com esposa e o filho. Para ele os carros representam verdadeiros sonhos. “São os brinquedos para os adultos. Eu comprei há 20 dias uma Mercedes C63, o carro ainda está fresco na garagem, por isso não vou fechar negócio hoje. Eu tenho a sorte de poder fazer umas 4 ou 5 compras de carro por ano. Normalmente não ficamos muito tempo com um carro. São carros de sonho, né? Você compra um e depois resolve comprar outro e outro. E os profissionais da AvantGarde fazem essa transação ser muito fácil”, conta o empresário que se revela um fã em especial das Mercedes. O crescimento da AvantGarde se dá em sintonia com o mercado dos carros de luxo traduzido pelo aumento do número de modelos em exposição e do público recebido no evento. Segundo Juliana Duran, gerente de comunicação da AvantGarde, as próximas exposições devem se tornar anuais, com a comercialização de automóveis, aeronaves, motocicletas e barcos. Juliana afirma ainda que a AvantGarde está ampliando seu leque de veículos, sem perder o foco nos modelos superesportivos e de luxo, que hoje é representado por cerca de 25 marcas. n

O início Fundada em novembro de 2004, pelos sócios Áureo Brandão e Fernando Duran, e mais tarde, Rodrigo Freitas, a AvantGarde Motors tornou-se referência na venda de veículos superesportivos. Os três eram experientes em vendas de automóveis e, por isso, investiram em um negócio próprio. No início, AvantGarde ficava na rua Califórnia, 66, no Sion, e desde a inauguração já trabalhava com veículos importados, mas somente com o tempo atingiu o patamar de referência na venda de superesportivos e automóveis de luxo, como é hoje. Atualmente, a loja fica localizada na Av. Prof. Mário Werneck, 120, no bairro Estoril, em um espaço de mais de mil e quinhentos metros quadrados e uma estrutura completa para agradar os clientes mais exigentes.


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Foto: Renata Caldeira

Rodrigo Freitas, Áureo Brandão, Monique Angeli, Riccardo Brumana e Fernando Duran Foto: Renata Caldeira

Bernardo Diniz Foto: Renata Caldeira

Júlio Machado e Áureo Brandão

Muitos clientes já estão escolhendo os modelos que querem. Com certeza, estaremos no próximo evento da AvantGarde.

Monique Angeli, Juliana Duran e Márcio Lanna Foto: 3K Studio

Foto: 3K Studio

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Foto: 3K Studio

José Saad Duailibi, Leonardo Simão, Pedro Lourenço e Val Lourenço Foto: 3K Studio

Fellippe Chiari e Fernando Duran

Foto: Renata Caldeira

Foto: Renata Caldeira

veículos

Foto: 3K Studio

Foto: Renata Caldeira

Monique Angeli, Bentley São Paulo

Mayara Leão, Amélia Avilla, Nayara Oliveira e Monique Angeli Foto: Renata Caldeira

Foto: Renata Caldeira

Vanessa Menezes, Marcelo Braz e Aroldo Coutinho

Clovis Mello, Liliane Gontijo e Lúcio Mendes

Edson Coelho Júnior, Fábio França, Edson Coelho e Mauro Neuenschwander Foto: Renata Caldeira

Foto: Renata Caldeira

Carolina Guerra, José Junqueira, Armando Rios e Odilon Rios

Cecília Coelho Bandeira, Guilherme Coelho Bandeira e Olívia Coelho Bandeira


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entrevista

Ao som da vida

Fotos: Arquivo pessoal

Caminhada | A preparadora vocal Babaya fala sobre sua relação com a música

Maria Amália Morais, a Babaya, nasceu em Cássia, uma cidade do sudeste de Minas Gerais. Ligada à música desde pequena devido a sua mãe ser violinista, aprendeu a cantar e a tocar violão muito cedo. Mudou-se para Belo Horizonte com a pretensão de fazer faculdade de comunicação, mas o destino a levou para outros caminhos. Estudou canto no Palácio das Artes, deu aula de canto na escola de música fundada por Milton Nascimento em 1983. Há 22 anos Babaya é proprietária da Babaya Casa de Canto, uma das escolas de maior referência em estudo de técnica vocal do estado de Minas Gerais e do Brasil. Babaya é casada há 10 anos com Roberto Lima, seu braço direito na Babaya Casa de Canto. Tem um filho de 28 anos, Rômulo Righi Filho, que trabalha com design e publicidade. Já participou da formação de diversos artistas mineiros, tem inúmeros trabalhos com o Grupo Galpão de teatro e trabalha também na formação de voz de diversos atores globais. Já gravou dois CD’s e tem inúmeros projetos na área. Mudou-se para o Mangabeiras há três anos, onde adora acordar com os passarinhos e não troca por nada a tranquilidade que o bairro proporciona. Como foi sua infância? Você sempre quis ser professora de canto? Eu nasci em Cássia, é uma cidade do sudeste de Minas, uma cidade linda e calma. A minha mãe Alvarina era violinista e tinha um grupo que fazia sarau todo final de semana. Então eu cresci já ouvindo essa turma de músicos na minha casa. Minha irmã mais velha Zely era violonista e me ensinou a tocar violão muito cedo. Sempre fui muito envolvida com a música, sempre gostei muito de cantar. Minha professora primária, a dona Nenê, aposentou-se e convidou um gru-

po de alunas pra cantar para as crianças do jardim da infância. Fazíamos uma recreação para as crianças. Depois as outras meninas foram se afastando e eu fiquei. Eu gostava muito de fazer isso. Eu tinha muita admiração pela D. Nenê. Ela era uma pedagoga maravilhosa. Eu me inspiro muito nela até hoje. Olha que interessante: quando eu chegava na escolinha ela anunciava: “chegou a professora de canto!”. Eu tinha apenas 9 anos de idade. Olha o meu destino! Quando se mudou para Belo Horizonte?

Mudei pra Belo Horizonte em 1974, mas não vim com a pretensão de ser cantora nem de viver de música. Vim querendo fazer uma faculdade, igual todo mundo normal (risos). Eu tinha 23 anos. Comecei a trabalhar, fazer cursinho, cheguei a prestar vestibular pra Comunicação. Mas nesse tempo eu tive uma indicação pra estudar canto lírico no Palácio das Artes, na escola que chamava Cantorum e hoje é Cefar. Paralelamente estudei violão na escola da Ordem dos Músicos e comecei a gravar jingles, cantar em casamentos, missas e em bares. Eu adorava! Eu vivi por


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Foto: Dila Puccini

Você tem uma parceria muito grande com o Galpão, quando começou a trabalhar com eles? Meu primeiro trabalho de preparação vocal com o Grupo Galpão foi em 1988, com a peça chamada Corra Enquanto É Tempo com direção de Eid Ribeiro. Depois eu conheci o diretor Gabriel Villela que veio montar a peça Romeu e Julieta com o grupo. Isto representou uma nova fase nas nossas vidas. O Gabriel foi nosso “divisor de águas” em todos os sentidos: artísticos, estéticos, éticos e a partir desta montagem nos tornamos grandes amigos e parceiros. Com ele já trabalhei em mais de 25 peças. Ele nos levou para o mundo literalmente. Abriu fronteiras, nos deu mais visibilidade artística. Babaya com as Formosas em show na Praça da Liberdade

Foto: Tarcísio de Paula

Como começou a dar aulas de canto? Eu trabalhava como secretária num estúdio onde o Milton Nascimento ensaiava o show musical “Missa dos Quilombos”. Um musical em forma de missa, belíssimo. Eu ficava ouvindo aquele ensaio, quietinha, escutando, nem olhava pro Milton. Morria de vergonha dele. Uma das cantoras morreu e eu fui indicada para entrar no lugar dela. Gravamos o disco no Caraça em 1980. Sorte a minha. Depois eu soube que o Milton Nascimento e o Wagner Tiso iriam abrir uma escola de canto popular em Belo Horizonte. A “Música de Minas Escola Livre”, e aí eu pensei: “agora eu vou estudar canto popular”. Nessa época eu dava aula de violão para crianças. A Marina Machado com 8 anos de idade era minha aluna. Um dia eu estou em casa e o telefone toca, era o meu amigo José Eymar, músico e coordenador da escola, que me convidou para dar aula na tão falada escola do Milton Nascimento. Eu naturalmente pensei que era pra dar aula de violão para crianças. Era o que eu sabia fazer. E aí, imagina? Quem dava aula lá era Juarez Moreira, Gilvan de Oliveira, Mauro Rodrigues, Paulo Santos entre outros músicos e professores Babaya com Lu e Celinha “top’s” de Belo Horizonte. E eu Braga no show Formosas pensando, eu tô indo dar aula na Praça da Liberdade pra crianças. A oportunidade apareceu e eu peguei. Quando eu cheguei na escola ele me apresentou para a recepcionista: Esta é a Babaya. Ela vai dar aula de “Canto Popular”. Para minha surpresa foi assim que me tornei de fato “professora de canto” profetizada pela minha amada professora primária D. Nenê. Qualquer pessoa pode cantar? A princípio toda pessoa pode cantar, desde que tenha voz! O que diferencia um “cantor” de um “não-cantor” está muito relacionado a sua habilidade de cantar e como irá conduzi-la: se é profissional ou não, se só quer cantar entre amigos, no banheiro, num show experimental etc. As pessoas que cantam timidamente, com vozes irregulares, sem projeção e sem alcançar as notas corretas, podem melhorar suas performances com aulas de canto, ganhando segurança, mais projeção e mais

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beleza na forma de cantar. Outro caso são as pessoas que tem problemas de afinação e que podem melhorar a sua percepção auditiva musical, com muito treino, persistência e paciência. Já obtive muitos casos em que as pessoas

Foto: Tarcísio de Paula

muitos anos sobrevivendo disso e dando aulas de violão.

entrevista

Babaya com as Formosas e Marina Machado no show na Praça da Liberdade pelo Conexão Vivo

se tornaram excelentes cantores, outros conseguiram cantar em rodas de amigos sem que ninguém pedisse pra “parar de cantar”! É possível! O importante é realizar o sonho de cantar e ser feliz!

Como é sua rotina hoje? Eu dou aula na minha “casa de música” segunda, terça e quarta. Eu reservo a quinta, sexta, sábado e domingo para trabalhar com os grupos de teatro. Na parte da manhã eu gosto de fazer academia, gosto de correr. Eu gosto de cuidar de mim. Sou muito preocupada com a saúde, com a alimentação e meu bem-estar. Porque eu quero ser uma velhinha linda, saudável, ativa, alegre, como sempre fui. Então esse é meu projeto de vida e eu estou seguindo à risca, estou chegando lá da forma como eu sempre planejei. O que mais te dá prazer na sua profissão? Tudo. Eu trabalho de domingo a domingo, às vezes eu fico cansada, quero dar uma descansada, mas não resisto a um novo trabalho. A um novo desafio. Ver os olhos dos artistas brilhando, realizando sonhos. Eu amo o que faço, por isso não vejo o tempo passar.

Qual é o seu próximo projeto? Meu próximo projeto é levar a minha “casa de música” para o bairro Mangabeiras, onde moramos há três anos. E eu adoro o bairro, não tem comparação a qualidade de vida que temos aqui: sem barulho, ouvindo passarinhos, pertinho da montanha, respirando ar puro. Os vizinhos são muito bacanas, não nos encontramos muito, mas temos uma relação de proteção. Aqui é onde eu sempre treinei minhas corridas, onde conquistei grandes desafios como correr na famosa São Silvestre e na Volta da Pampulha no final de ano. Uma delícia! n


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matéria de capa

O bairro das crianças Foto: Shutterstock

Diversão | Mangabeiras e sion são escolhas ideais para curtir o dia com a meninada

charme diferente. Seguindo pela Avenida Agulhas Negras, chegamos à Praça do Papa, cartão postal da cidade pela incrível vista, e lá encontramos outra opção de lazer para pais e filhos. Com o dia das crianças se aproximando, a criançada, além dos tradicionais presentes, quer, também, se divertir no seu dia. Os pais precisam se programar, entre cinemas, clubes e fliperamas, os parques ao ar livre são uma das escolhas preferidas para o dia. O engenheiro Diego Faria, 30, casado com a professora Vanessa Gontijo, 32, levou a pequena Sofia, de apenas 7 meses, pela primeira vez a um passeio na Praça do Papa. O casal afirma que ainda não planejou a comemoração do dia das crianças, mas conta que já decidiu como presentear a pequena: com uma boneca da galinha pintadinha. Eles ainda contam que, por questões de segurança, pretendem levar a bebê a algum lugar tranquilo, como algum parque da capital. Programação semelhante ao que pretende oferecer o jovem casal Daniel Toyama, 28, e Vivian

Toyama, 34, para a pequena filha Ada, de 1 ano e 4 meses. Daniel, descente de japoneses, conta que a esposa é chinesa e por isso não conhecia a comemoração brasileira do dia das crianças. Apesar de a família não ter nenhum planejamento pronto, o pai da Ada afirma que pretende levar tanto a esposa quanto a filha para um passeio ao ar livre. “Sempre íamos no Parque das Mangabeiras e esse ano vamos pensar em algum lugar mais tranquilo pra ir também”. Quanto Fotos: Cinthya Pernes

Um dos bairros mais verdes de Belo Horizonte, o Mangabeiras é uma das primeiras opções dos pais para passear nos finais de semana com seus filhos. O sucesso do local se deve, muitas vezes, aos diversos parques, um deles o famoso Parque das Mangabeiras, que apresenta uma gama diversificada para o lazer. O parque, que foi projetado pelo paisagista Roberto Burle Marx, conserva em sua área de 2,8 milhões de metros quadrados 59 nascentes do Córrego da Serra, que integra a Bacia do Rio São Francisco. Oferece para os visitantes, além das áreas verdes, ricas pela fauna e pela flora, espaços para fazer piqueniques, mirantes, fontes, quadras de peteca, tênis e poliesportivas, pista de skate, brinquedos e atividades culturais. Prato cheio para os pais que procuram sair de casa nos finais de semana. Dirigindo rumo ao bairro, passando pela movimentada Avenida Afonso Pena, ao atravessar a Praça da Bandeira o clima muda. As ruas são mais largas, onde podem ser praticadas diversas atividades, como andar de bicicleta e skate. O ar fresco, devido às diversas montanhas ao redor, faz tudo ganhar um

A pequena Ada aproveitou um passeio ao ar livre com os pais Daniel e Vivian Toyama


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matéria de capa

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Programação para o dia 12 de Outubro Minas Tênis Clube

No Minas II, os pequenos associados poderão se divertir com brinquedos infláveis, cama elástica, carrinhos elétricos, tobogã na piscina, camarim das princesas e com o Espaço Radical (que inclui tirolesa na piscina, laser shots, muro de escalada, bolão flutuante, Verticalize 4 em 1 e fullpipe). A Festa das Crianças da Unidade II será animada, ainda, pela apresentadora e cantora Rúbia Mesquita, que levará ao clube o show “É brincadeira”, às 11h; pelo espetáculo “Princesas”, a partir das 12h; e pela apresentação do ilusionista Henry Vargas, às 13h. Haverá distribuição de pipoca e algodão-doce para os pequenos. Data: 12/10 (sábado) Local: Minas II das 10h às 15 Entrada gratuita e exclusiva para sócios do Minas Tênis Clube

Olympico Club

Foto: divulgação/Olimpyco Club

O casal Vanessa Gontijo e Diego Faria fazem pela primeira vez um passeio na Praça do Papa com a pequena Sofia de 7 meses

O Olympico Club promove brincadeiras no Dia das Crianças para os sócios

- Futebol de Sabão; - Cama Elástica; - Tobogã; - Gincana Animada; - Pipoca; - Brindes; - Sorteio de uma bicicleta. Data: 12/10 (sábado), das 9 às 13h Local: olympico club R. Professor Estevão Pinto, 783, Serra (31)3073-9111 / (31) 3073-9112 Entrada gratuita e exclusiva para sócios do olympico club

Parque das Mangabeiras ao presente para a pequena, o casal afirma que ainda está decidindo. O advogado Alexandre Torres, 41, e a esposa, a administradora Patrícia Soares, 43, acreditam que as crianças precisam de grandes espaços para brincar, pois isso escolheram a Praça do Papa para levar o casal de gêmeos, de 2 anos, e o sobrinho, de 4 anos. “Não decidimos ainda o que vamos fazer no dia das crianças, mas nós pretendemos levá-los a um parque ou algum lugar para que eles

possam brincar. Porque crianças precisam de muito espaço pra brincar com liberdade.” Alexandre afirma que ele e esposa já combinaram de levar os filhos para escolherem os próprios presentes em uma loja de brinquedos no dia das crianças. “Nem sempre o que agrada a gente é o mesmo que agrada a eles. Por isso, vamos deixar eles mesmos escolham o que querem”, comenta o advogado. O bairro Mangabeiras oferece diversas opções para as crianças

neste dia 12 de outubro. Para os pais que querem fazer piqueniques ao ar livre, a Praça do Papa é perfeita, com muito gramado e as sombras das árvores. Para aqueles que querem ter um contato maior com a natureza, existem as opções do Parque das Mangabeiras e do Parque Serra do Curral. Já aqueles que preferem se refrescar, participar de gincanas e momentos de recreação com instrutores, há os diversos clubes da região, como o Minas II e o Olímpico. n

O 26º Fantástico Mundo das Crianças terá atividades como rua de lazer, oficinas infantis de artesanato e pintura facial, além de brinquedos como touro mecânico, muro de escalada e tobogã. A programação também engloba apresentações de peças infantis e números circenses. Atividades Permanentes Das 9 às 16h • Dia 11, das 14 às 16h; dia 13, das 11 às 13h e das 15 às 17h; dia 14, das 10 às 12h e das 14 às 16h – Oficina Vivência Circense – Grupo Circo Vivo. Local: Ilhas do Passatempo • Dias 12 a 14, das 09 às 16h – Quintal do Viralata: diversas atrações artísticas comandadas pelo Palhaço Viralata. Local: Praça das Águas • Dia 13, das 14 às 17h, e dia 14, das 9 às 12h – Brincadeiras, cantigas de roda e recreação com monitores da YMCA pela GlobeTrotter Central de Intercâmbio. Local: Praça das Águas Entrada gratuita


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gastronomia

Duelo de chefs A partir do mês de outubro, o Jornal UrBHano contará com a participação dos leitores em nosso duelo de chefs. A ideia é simples, toda edição lançaremos um tema, ou um ingrediente básico, e dois chefs terão que criar receitas com eles. O morador poderá escolher qual a melhor receita, em sua opinião, e votar na sua preferida através do Facebook. Com a proximidade do dia das crianças, o tema do duelo desta edição será brigadeiros infantis. Preparem-se, o duelo de chefs está começando!

Meu brigadeiro A história da Meu Brigadeiro confunde-se com a história da chef Karyna Golino Barros, que tem ampla expertise gastronômica, fruto de sua formação e atuação na área de pâtisserie, em São Paulo. Graduada em Gastronomia pela Faculdade Anhembi Morumbi, Karyna trabalhou em seu próprio ateliê, em casa, recebendo encomendas e dedicando-se à pesquisa e testes de criação de novos sabores. Acumulou experiências no circuito da alta gastronomia paulistana, atuando como Personal Chef em eventos privados e corporativos. Mineira, a chef sonhava em resgatar suas origens e mais: recriar os sabores de sua infância. Atendendo sua intuição pessoal, a pâtisserier dedicou-se, por um ano, ao estudo de mercado e viabilidade de negócio, para então montar sua loja especializada em Belo Horizonte, cidade com vocação natural para o consumo de alto luxo.

Brigadeiro ao leite com mini M&M´s Ingredientes 1 lata de leite condensado + 120 g de chocolate ao leite picado de boa qualidade OU 4 col. de sopa de chocolate em pó de boa qualidade + 1 colher de sopa de manteiga sem sal (jamais usar margarina) + 500 g de Mini M&M’s Modo de preparo 1. Colocar todos os ingredientes na panela, exceto chocolate em barra, e misturar fora do fogo (se for usar o chocolate em pó, ele entra junto com os demais ingredientes); 2. Levar ao fogo baixo; 3. Quando aquecer, tirar a panela do fogo, colocar o chocolate em pedaços e misturar vigorosamente fora do fogo até o chocolate derreter (no caso de usar chocolate em barra); 4. Voltar pro fogo baixo e misturar o tempo inteiro até dar o ponto (quando começar a descolar da panela); 5. Desligar o fogo e continuar a mexer até amornar; 6. Untar uma travessa com manteiga, despejar o brigadeiro na travessa e esperar esfriar um pouco mais; 7. Colocar na geladeira por no mínimo duas horas; 8. Para enrolar, untar a mão com pequena quantidade de manteiga, óleo ou umedecer as mãos com água; 9. Passar as bolinhas nos M&M´s e servir.

Qoy Chocolate Experience A história da mestre chocolatier, Andréia Falci, tem raízes em sua família. Os primeiros contatos com o chocolate aconteceram ainda na infância. Começou a atuar na indústria do chocolate em 1990, fazendo bombons para clientes específicos e festas. Aos 22 formou-se em Direito, mas decidiu por não atuar na área. Em 1995, junto com sua irmã Flávia Falci, fundou a premiada marca Doce Cacau. Com o crescimento da empresa, veio a necessidade de se especializar para alcançar seus objetivos. Frequentou cursos, realizou diversas viagens gastronômicas e, com isso, foi cada vez mais aperfeiçoando sua técnica. Em pleno processo de evolução, em 2010 a Doce Cacau se estabelece no mercado nacional com um novo posicionamento estratégico. Tal processo reúne, entre outras coisas, a mudança da marca para Qoy Chocolate Experience, além de novas misturas, aromas e sabores diferenciados, remetendo a uma experiência única e multissensorial. n

Brigadeiro de Avelã Ingredientes 1 lata de leite condensado + 1 colher de sopa de manteiga + 1 colher de sopa de ouro negro Qoy + 100g de creme de avelã Qoy + 50g de avelãs trituradas Modo de preparo Misture numa panela e leve ao fogo baixo o leite condensado, o ouro negro, a manteiga, o creme de avelã e as avelãs trituradas mexendo sempre até desprender do fundo. Retire do fogo e transfira a massa para uma vasilha. Espere esfriar e faça pequenas bolinhas e passe sobre elas ou avelãs trituradas ou ouro negro Qoy e enfeite com uma avelã em cima.

Prepare as receitas e conte-nos sua experiência pela nossa fan page www.facebook.com/jornalurbhano. Queremos saber sua opinião!


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turismo | cristina ho

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Terras altas

Exuberância | segunda parte da série sobre a misteriosa escócia Inverness Já ouviu falar no monstro do lago? Vem dessa região: Inverness, muito visitada por causa da proximidade com o Loch Ness, o lago onde inúmeras pessoas dizem ter visto o monstro (uma espécie de dinossauro subaquático).

Rumo às Terras Altas: uma viagem repleta de charme e encanto. Com uma temperatura bem mais baixa e chuvas constantes, a paisagem é dominada por um verde muito intenso e, ao mesmo tempo, pontilhada de branco pelas numerosas ovelhas que pastam livremente.

As montanhas Com uma boa disposição vale a pena fazer um trekking no vale de Glen Nevis, uma das mais belas e inspiradoras paisagens da Escócia. Se ainda tiver energia sobrando escale as montanhas de Ben Nevis, a mais alta das ilhas britânicas, com 1.344 metros de altura.

Ilha de Skye Uma região com paisagem agreste, montanhosa e pedregosa. A cidade de Portree serve como base para conhecer a ilha, pois além de ser geograficamente bem localizada, é a melhor representação da palavra charme em forma de arquitetura e paisagem. Os castelos Um dos castelos mais fotogênicos do país é o Eilean Donan, motivo pelo qual é constantemente escolhido para ser locação de algum filme.

Cristina Ho é natural de Taiwan. Aos oito anos de idade veio para o Brasil com sua família. Já viajou para mais de 25 países e coleciona experiências memoráveis de cada lugar por onde passou. As destilarias Impossível não entrar numa destilaria e fazer uma visita para conhecer o processo de fabricação do produto internacionalmente conhecido da Escócia: o whisky! A pureza das fontes de água da região é o principal diferencial que garante a qualidade do whisky. No final da visita a gente se encontra no gift shop da destilaria e confesso: é uma tentação difícil de resistir! n


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cidades

De olho na cidade

Ilustração: Editoria de arte URBHANO

Segurança | Entre as 50 cidades mais violentas do globo, BH conta com 215 câmeras de vigilância

Ciclo de atendimento do

olho vivo

Supervisor do Olho Vivo Monitoramento da imagem e informação para o despachante e viatura

Operadores do Olho Vivo Monitoramento da imagem

Despachante Monitoramento da viatura e informação

Viatura policial Informação e monitoramento da ação policial A instalação de câmeras nas ruas é um procedimento adotado com cada vez mais frequência no mundo inteiro – além de Londres, cidades como Nova Iorque, Washington, Paris, Berlim e Bruxelas já dispõem delas. No Brasil, já existem várias cidades que adotaram o sistema de monitoramento eletrônico. Em 48º lugar no ranking mundial de cidades mais violentas, Belo Horizonte não poderia se isentar de possuir um sistema de videomonitoramento. A colocação desconfortável da capital foi obtida através de uma pesquisa realizada pelo Conselho Cidadão Para a Segurança Pública e Justiça Penal, uma ONG do México. Segundo a organização, BH é ainda a 14a cidade brasileira mais violenta. O ranking, porém, leva em consideração apenas cidades que não vivem em situação de guerra nem conflitos internos ou regionais, e que tenham mais de 300 mil pessoas. Atuando contra esse cenário desde dezembro de 2004, o Projeto Olho Vivo, desenvolvido através da parceria entre a Polícia Militar de Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais (SEDS), a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e a Câmara de Dirigentes Lojistas de BH (CDL/BH), consiste no videomonitoramento de imagens geradas por câmeras estrategicamente distribuídas em regiões com altos registros de ocorrências de crimes contra o patrimônio. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social – SEDS/MG, BH conta com 215 câmeras.

Após as instalações, as diferentes regiões da capital contempladas com os aparelhos apresentaram uma redução de criminalidade de 30 a 40%. São 82 câmeras instaladas na região noroeste de Belo Horizonte, 78 na área central (hiper-centro, Barro Preto, Savassi e Praça da Liberdade) e 18 no entorno do estádio Independência. “Elas (as câmeras) têm contribuído sobretudo de maneira preventiva, sendo também essenciais para o sucesso na prisão de criminosos que são vistos cometendo delitos pelos profissionais que atuam na vigilância”, esclarece o capitão Sandro Alex, chefe da Assessoria de comunicação do comando de policiamento da capital. Para o capitão, as câmeras constituem uma ferramenta importante para a repressão da criminalidade nas áreas contempladas. Ele ressalta ainda que houve um grande aumento no número de prisões no entorno do Estádio Independência, assim como uma redução acentuada nas ocorrências de arrombamentos de veículos na área.

Como funciona o Olho Vivo Segundo dados da pesquisa do geógrafo Ederson Carvalho, as câmeras do programa filmam num ângulo de 360 graus e captam imagens a distâncias de até meio quilômetro. Os aparelhos ainda possuem zoom capaz de visualizar a placa de um carro e o rosto de uma pessoa. O sistema é constituído por câmeras de vídeo digitais, onde as imagens são enviadas a uma Central

Fonte: PMMG/CICOP

de monitoramento por meio de fibras óticas, onde ocorre a exibição de imagens em tempo real com alta resolução. A gravação das câmeras é ativada por alarmes ou detecção de movimento do próprio sistema, reprodução, gravação, visualização simultânea, impressão de imagens com data e horário das filmagens. Para acompanhamento e monitoramento desse sistema de vídeo, equipes de profissionais capacitados, contratados pela Secretaria de Defesa Social – SEDS/MG, trabalham na central de monitoramento. Lá, cada profissional é responsável pelo monitoramento de quatro câmeras de vídeo e através de um joystick conseguem aproximar e girar a câmera 360 graus, com a finalidade de observar detalhes da imagem. As câmeras garantem a presença ocular da PMMG em pontos estratégicos de grande incidência criminal. Os aparelhos são como 215 olhos eletrônicos, que enviam as imagens para um complexo de telas e monitores da central de monitoramento, instalada no Comando de Policiamento, na Praça da Liberdade. As imagens são enviadas por meio de 50 quilômetros da rede subterrânea de cabos de fibra ótica. Se for detectado algo suspeito, uma mensagem é dirigida para a equipe policial mais próxima, que investiga o fato e toma as providências necessárias. As imagens são gravadas em CD e podem ainda ser usadas em investigações e processos judiciais. n


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esporte

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Torneio Presepeiro

Fotos: Cinthya Pernes

Tênis | Disputa entre amigos no mangabeiras define os melhores e piores da competição Grupo de amigos se reúne no Mangabeiras há 13 anos para o Torneio Presepeiro

Os melhores ganham troféus e os piores levam o “macaco presepeiro”

que mais tem torneios nesse formato empresarial. Para ele, a zoação proporcionada pela torcida pra ver quem será o grande presepeiro é apenas um dos fatores que agrega valor à disputa. “Os melhores torneios são aqueles que se tornam tradição. Como é o caso do Torneio Presepeiro que já tem treze anos. A competição é interessante para patrocinadores, porque eles sabem que é algo legal, que tem continuidade. Uma lista de espera é realizada para entrada de novos competidores, entrar não é pra qualquer um. É um torneio VIP. É valorizado, além de ser divertido”, avalia o organizador. Já na final do torneio, enquanto a torcida animada gritava: “Vamos presepar!”. A modalidade de presepeiro foi concedida à equipe que mais perdeu durante os dez dias de competição. O engenheiro e morador do Belvedere, Bruno Muzzi, 37, recebeu o troféu Presepeiro ao lado de sua dupla, o industrial Urbano Ferraz Gontijo, 43. “Foi a primeira vez que eu participei do torneio e foi emocionante. Ano que vem agora é se esforçar pra não ser mais presepeiro”, disse Urbano após receber o troféu. A comemoração da melhor dupla do evento coube ao advogado Frederico Kalil, 39, e ao empresário Bernardo Gontijo, 38. De acordo com eles o bom desempenho foi resultado de uma parceria afinada entre os dois amigos que praticam o esporte como hobby há 15 e 20 anos respectivamente. A dupla é veterana na competição. Frederico participou de todas as edições, enquanto Bernardo conta que é a sua sétima participação. No entanto é a primeira vez que a dupla conquista o primeiro lugar. Já na modalidade feminina as melhores colocadas foram a empresária Juliana Ravaiane, 36, e a administradora Mariana Detoni, 36. Juliana participa da competição a várias edições e afirma não se lembrar ao certo quando foi sua primeira participação. “A cada ano o nível só tem melhorado. Continua sendo uma competição de uma turma de amiA Banda Classic fez o show de gos, mas dá pra notar o quanto cada encerramento do torneio um vem se empenhando nos treinos. Com certeza no ano que vem vai melhorar ainda mais”. n

Duplas de tênis disputando a melhor colocação e uma torcida que permanece concentrada, apenas observando a marcação de pontos. Um cenário de silêncio e muita concentração. Em geral é assim que acontecem os duelos de tênis, mas não nas edições do Torneio Presepeiro. O campeonato, realizado entre os dias 11 e 21 de setembro, teve sua final na residência do industrial Lúcio Costa (presidente da Suggar). Já na sua 13ª edição, o campeonato apostou na descontração dos 64 jogadores e da torcida. O anfitrião da competição, o empresário Leandro Costa, 37, promoveu agitação da festa com as bandas Classic e Radiolaria. Os homens se fizeram maioria no torneio, sendo 48 competidores e apenas 16 mulheres na disputa, na faixa dos 35 anos. “Todo mundo quer ganhar, mas o diferencial do campeonato é a disputa pra ver quem é o pior. Nós temos as modalidades masculina e a feminina como no torneio convencional, mas no tradicional é só um campeão. Nesse (Presepeiro) nós temos os melhores, mas os piores também são premiados. Esse é o diferencial”, explica empolgado Leandro, idealizador e criador do evento. Leandro conta que as primeiras edições surgiram do simples desejo de realizar uma confraternização entre amigos que tinham como hobby o tênis. Por isso o Presepeiro é um torneio fechado, que reúne um grupo de amigos. O empresário e organizador do evento, Flávio Casalechi, 47, lembra que Belo Horizonte é a cidade

A dupla feminina 1º lugar do torneio, Juliana Ravaiane e Mariana Detoni

Frederico Kalil e Bernardo Gontijo

Rogério Batella, Frederico Kalil, Leandro Costa, Rodrigo Fugëncio e Thiago Pinto

Os presepeiros do campeonato, Bruno Muzzi e Urbano Ferraz Gontijo


moda |

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Isadora vargas

isadora.vargas@urbhano.com.br

Hello, Fashion Week

Dolce&Gabbana, Milan Fashion Week

A Fashion week ou semana de moda é uma espécie de evento da indústria fashion, de duração de aproximadamente uma semana, que permite aos melhores designers exibirem, em exuberantes desfiles e exposições, suas mais recentes criações. A oportunidade de conhecer sobre as tendências mais quentes do momento é pra poucos sortudos. As maiores celebridades do mundo da moda, a imprensa e as top bloggers, são, por óbvio, convidados mais que especiais, pois, além de marcarem presença, são eles que fazem gerar todo aquele burburinho em torno dos eventos. O que chama mais atenção durante as fashion weeks é que elas permitem que a indústria da moda fique sabendo em primeira mão quais serão as peças “in” e as peças “out” para a temporada, isto é, as melhores grifes lançam tendência e deixam claro o que virará febre entre as mais antenadas. As fashion weeks mais importantes são realizadas nas quatro capitais da moda do mundo, duas vezes por ano: Milão, Paris, Londres e Nova Iorque. Na cidade de Nova Iorque a semana da moda mais recente já aconteceu e o evento foi responsável por apresentar as tendências de cores, shapes e tecidos para a próxima estação. Carolina Herrera levou às passarelas uma coleção feminina com tecidos fluidos que garantiram o movimento e o ‘‘up’’ dos looks; apresentou também cores modernas e estampas gráficas, criando shapes minimalistas e, como sempre, modelagens elegantíssimas. A grife Tommy Hilfiger se inspirou nas praias californianas e apresentou dezenas de looks coloridos produzidos em neoprene, tecido que valoriza bastante as curvas femininas. Predominaram as cores laranja, verde, azul e vermelho e as estampas florais. A BCBG se inspirou tanto nas paisagens naturais quanto na arte moderna e, de acordo com as caracterísiticas peculiares de cada uma delas apresentou uma vasta cartela de cores. Por fim, a Ralph Lauren destacou-se por trazer referências dos anos 1960 para o verão de 2015. Em Londres, a London fashion week ocorreu do dia 13 ao dia 17 de setembro. O renomado estilista Mark Fast abusou da sensualidade nos looks. Com comprimentos mini, transparências e recortes estratégicos, as cores mais vistas foram o preto, cinza e o amarelo neon. Outra grife que demonstrou todo seu charme foi a Mulberry, que não poupou esforços para fazer bonito em cena. Monique Huillier, Mais uma vez a estampa floral foi alvo de inúmeNY fashion week ros suspiros da mulherada, aparecendo em looks de tecidos com texturas, auto relevo e sobreposições. Em milão, o evento aconteceu do dia 18 ao dia 23 de setembro, e contou com as mais queridinhas, mais cobiçadas e mais aguardadas coleções de verão das marcas Gucci, Fendi, Just Cavalli, Missoni, Prada, Pucci dentre várias outras que fazem o gosto da mulherada. Dolce&Gabbana para o próximo verão buscou inspiração na Sicília antiga e na Grécia para fazer da estação um verão mais romântico com flores aplicadas em looks de seda, rendas de tule e nos cabelos. A Prada superou em seu cenário grafitado e ilustrado em perfeita harmonia. No desfile o patchwork de tecidos que pareciam um quebra-cabeça deixou muita gente de queixo caído. n

Foto: Marcio Madeira

Foto:s divulgação

Mundo | As semanas de moda despejam novidades e tendências

DKNY NY fashion week

Christopher Kane; Jonathan Saunders; Marques’ Almeida, London Fashion Week

Foto: Getty Images

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crônica

15 Foto: Arquivo pessoal

Bodoque – É uma arma? – Não, uai, é um brinquedo. – Brinquedo que atira pedras? Isso não machuca não? – Deve machucar, mas a gente não atirava em pessoas não, Felipe.

– Pai, o que é um “bodogui”?

– Atirava em quê? – Ah, sei lá. Atirava em lata, em garrafa, em passarin…

– Você quer dizer bodoque, né?

– Passarinho!? Você atirava em passarinho!!??

– Isso, bodoque! – Uai, filho, bodoque é um estilingue, um pedaço de pau em formato de “Y” que a gente colocava um elástico e usava para atirar pedras.

– Não, Felipe… quer dizer, atirava, mas era brincando. – Brincando de não acertar?

– Mais ou menos. A gente atirava pra ver se tinha mira boa, quem era melhor, coisas assim. – E você tinha mira boa? – Tinha demais! Era o melhor da rua. – Então você já acertou em passarinho? Já matou passarinho, papai? –… – Matou, pai? Não matou, né? –… – Vai, pai, fala! – Olha que legal! Tem desenho novo no Cartoon Network! E lá se vai um pai sorrateiramente se esconder no banheiro e lavar a culpa

Maurilo Andreas é mineiro de Ipatinga, publicitário de formação e escritor por paixão. Casado com Fernanda e pai de Sophia, é autor de seis livros infantis e foi um dos homenageados na I Feira Literária de Passos. Seu texto “Sebastião e Danilo” foi escolhido pela revista Nova Escola para uma edição especial e vários outros fazem parte de livros didáticos e paradidáticos de diversas editoras.

com um bom banho quente enquanto o filho esquece essa história de “bodogui”. n

Negócios

Valores universais Foto: Daniel Cerqueira

Posicionamento | Ser ético, respeitar o homem e o meio ambiente geram resultados

Sérgio Cavalieri, presidente da ADCE Brasil

A Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa (ADCE) é uma entidade que promove a disseminação dos valores do bem comum, da solidariedade, da justiça e da ética nas empresas. O objetivo da associação é fazer com que dirigentes percebam a importância de se respeitar a dignidade do ser humano nas tomadas de decisões e ações do ciclo produtivo. A adoção de tais princípios podem gerar resultados positivos no ambiente empresarial, acarretando em melhora na estrutura operacional da empresa. A primeira ADCE surgiu, no Brasil, em 1961 na cidade de São Paulo, como reflexo da UNIAPAC (entidade fundada na Europa, em 1931), que está presente,

hoje, em 36 países do mundo. A matriz europeia nasceu durante o período pós-guerra, quando surgiu nos empresários cristãos da Europa a consciência pela recuperação física, espiritual e econômica das populações atingidas. Afinal, o ser humano é o motor de qualquer empresa, e se o motor não funciona, toda a estrutura fica comprometida. Desta forma, os empresários europeus decidiram se reunir em associações nacionais que, com o tempo, adquiriram caráter internacional, se constituindo no que é hoje a UNIAPAC - União Internacional de Dirigentes Cristãos de empresas. Reflexamente, adotando como norma inspiradora e de conduta o pensamento social cristão, surgiram as demais Associações de Dirigentes Cristãos de Empresas em âmbito nacional. A ADCE defende que a utilização do capital em benefício do homem e não o oposto. Ou seja, a atividade empresarial deve ser um meio que proporcione ao ser humano alcançar dignidade e realização pessoal. Na prática, o trabalhador que se sente respeitado e realizado produz mais e apresenta um serviço com maior qualidade, acarretando em otimização de todo o aparato empresarial. Portanto, agir com ética, cumprir a lei e respeitar o homem e o meio ambiente, além de ser uma obrigação de todo cidadão, auxilia no desenvolvimento econômico do negócio e gera um resultado positivo para toda a sociedade. Lúcio Flávio Machado, diretor executivo da ADCE MG e da ADCE Brasil, conta que a associação promove diversos encontros empresariais para discutir os valores e o papel das empresas na sociedade e na economia. “Todo mês, promovemos o Almoço Palestra,

em parceria com a FIEMG, quando associados e convidados têm a oportunidade de se atualizar sobre temas pertinentes ao seu dia a dia, participando de palestras com pessoas de referência do meio empresarial, político e social. Como a fé e a espiritualidade são indissociáveis do ser humano, fomentamos também este aspecto realizando mensalmente o Café com Fé, uma celebração (missa ou culto ecumênico) realizada nas dependências de uma empresa associada. Após a celebração, a empresa oferece um café da manhã de congraçamento para associados, funcionários e convidados”, relata Lúcio. O Diretor Executivo afirma que a entidade possui novos planos para esse ano. “Estamos iniciando um passo importante com a implementação do projeto “Empresa com Valores”, uma parceria entre ADCE e a CNBB, que pretende chegar a todos os cantos do Brasil para disseminar e aplicar conceitos e práticas empresariais e sociais, que tornem o ambiente empresarial mais ético, justo e humano”, conta Lúcio. A ADCE é uma entidade jurídica do terceiro setor, não tem finalidade lucrativa e seu funcionamento gira em torno do objetivo de fazer chegar a um número cada vez maior de empresários e dirigentes os valores da doutrina social cristã. A associação ainda aceita qualquer tipo de empresário que tenha como norte os valores e os princípios com os quais a associação partilhe, e aqueles que buscam referências para encontrar este caminho para seus negócios. Não é uma associação restrita ao cristão católico, mas aberta a pessoas de todas as religiões que tenham o desejo de contribuir para uma sociedade melhor. n


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Urbhano Mangabeiras | Sion nº 6  

O Jornal URBHANO é uma publicação quinzenal, com tiragem de 15.000 exemplares e distribuição gratuita nas residências e pontos comerciais do...

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