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5 a 20 . setembro de 2013 . ANO I . Número 04 . Distribuição gratuita

On-line: www.urbhano.com.br

Fotos: Lucas Alexandre Souza

tudo que inteRessa no seu bairro está aqui

corrida na bandeirantes

a avenida é um dos locais favoritos dos praticantes do esporte em razão da pista exclusiva e da grande movimentação até tarde da noite

esporte com vários jogadores que moram no Sion, o time de futebol americano minas locomotiva faz bonito no torneio tuchdown pág. 4

entrevista Frei Evaldo, da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, fala abertamente sobre sua vida acadêmica e religiosa pág. 6

gastronomia O Gastrô Card é uma ótima opção para ajudar quem precisa e aproveitar os descontos em restaurantes da capital mineira pág. 12

negócio Engenheiros viram uma grande oportunidade de negócio no Açaí e já possuem duas lojas em Belo Horizonte pág. 13 ESPECIALIZADA LAND ROVER

local

Fonte - Tumbleweed

Insegurança no entorno da fumec

vereador marcelo aro promove Audiência pública na universidade para cobrar soluções Pág. 3

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URBHANO mangabeiras | sion Belo Horizonte, 5 a 20 de setembro de 2013

opinião frasesURBHANAS

luciano auto (*)

O marketing de experiência como diferencial competitivo O que toda marca deseja é se tornar significativa para cada indivíduo, conquistar a fidelidade de consumidores e clientes. Criar um relacionamento de intimidade entre marca e cliente e gravar os elementos de determinada empresa na mente dos consumidores não é tarefa fácil. Nesse contexto, as grandes agências de comunicação estão oferecendo aos clientes, como diferencial competitivo, ações desenvolvidas por meio do marketing de experiência. Criadas com o intuito de se tornarem inesquecíveis e únicas, gerando impacto positivo na percepção do cliente em relação à marca, essas ações são, na verdade, soluções criativas que envolvem o mundo das emoções e dos sentidos. Por meio de uma interação inusitada, a ideia é que a pessoa viva sensações surpreendentes e que essas experiências permaneçam na memória e no inconsciente do cliente, ajudando na construção da decisão de consumo. Também denominado marketing sensorial, o marketing de experiência cativa o consumidor por meio dos cinco sentidos – audição, olfato, paladar, tato e visão –, proporcionando momentos inesquecíveis. Experiências agradáveis que encantem o cliente geram um boca a boca eficaz, que potencializa o alcance da marca. Ao se sentir parte do processo de um lançamento de um produto, por exemplo, aquele indivíduo que se sentiu exclusivo e próximo ao universo do produto, demonstra vontade de compartilhar a experiência vivenciada. Além de uma forma de interação com o consumidor final, o marketing de experiência também pode influenciar diretamente nas vendas, a partir do momento em que as ações são direcionadas ao público interno, os vendedores, como forma de motivá-los e recompensálos. Diferentemente da bonificação em dinheiro, das experiências inusitadas, como um safári, uma viagem ou um passeio de balão, as ações do marketing de experiência reforçam a sensação de pertencimento e contribuem para a valorização do profissional. Luciano Auto Sócio-diretor da agência Percepttiva BH (*)

Foto: reprodução Youtube

Foto: Henrique Pimentel

O Programa Mais Médicos causa polêmica porque ousado e corajoso. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em comentário sobre o programa Mais Médicos

Fica calmo pelo amor de Deus. Eu não sei onde a gente está não, velho. Mostra pra mim o caminho, meu Deus. Ao entrar em nuvem, instrutor demonstra pânico durante voo de parapente no Rio de Janeiro, em vídeo postado no Youtube

Estamos vivendo uma minicrise, que terá um impacto mínimo, porque a economia brasileira segue sólida e a economia mundial está em recuperação. Ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante evento para executivos em São Paulo

Eu não tenho vocação para agente penitenciário. O diplomata Eduardo Saboia, responsável por tirar de La Paz o senador boliviano Roger Pinto Molina, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. Saboia disse estar contrariado com a reação do Itamaraty a sua decisão e sentia que era vítima de um jogo de “faz de conta” entre autoridades brasileiras e bolivianas. Na sua avaliação, o senador estava em cárcere privado na embaixada erramos Na última edição, na matéria Guia de Museus, informamos que museu o Palácio da Liberdade – Memórias e

História – cobrava o ingresso de R$ 8 inteira e R$ 4 meia , na verdade o museu possui entrada gratuita.

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Diretor GERAL/JURÍDICO Adriano Aro adriano.aro@urbhano.com.br

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Jornalista RESPONSÁVEL Raíssa Daldegan | R18.320/MG raissa@urbhano.com.br

Fotos | Lucas Alexandre Souza e Cinthya Pernes Revisão | Pi Laboratório Editorial Estagiárias | Daniela Greco e Renata Diniz


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local

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Violência em debate Fotos: Lucas Alexandre Souza

Segurança | onda de assaltos no entorno da Fumec leva Vereador a realizar audiência pública

Marcelo Aro presidiu a mesa com autoridades que se reuniram para debater a falta de segurança no entorno da Fumec

Os assaltos no entorno do campus da Universidade Fumec, no bairro Cruzeiro, região Centro-Sul de Belo Horizonte, têm sido cada vez mais frequentes. No dia 19 de agosto, a estudante de Direito Joice Gomes da Silva, 21, foi roubada e agredida às 8 horas da noite, quando caminhava para a Universidade. Indignada, uma das amigas de Joice, que falava com ela ao telefone no momento do assalto, fez uma publicação no Facebook relatando o fato. A repercussão do caso foi tamanha que resultou no movimento Fumec + Segura, além de mobilizar o poder público e a reitoria a respeito da falta de segurança no local. De acordo com os alunos, casos de furtos, roubos e até assaltos à mão armada são comuns na região da Fumec. Yale Portugal, estudante de Direito responsável pela publicação do fato na rede social, contou por que ficou tão assustada com o assalto à amiga e, infelizmente, admitiu que a situação é comum. “Apesar de ela ter sido machucada e roubada, o que mais nos surpreendeu foi o horário do roubo, às 20 horas, e o local, na esquina com a entrada principal. É um horário em que muitos alunos estão chegando pra aula ou saindo, ou seja, bastante movimento. Fiquei sabendo de vários assaltos à mão armada, com revólver, faca, etc., no mesmo dia. Além do roubo dela, houve outros três, e no outro dia de manhã, às oito horas, outro do mesmo jeito. Arrombamentos de carros também são frequentes”, comenta a estudante. A publicação no Facebook gerou quase 2.000 compartilhamentos, e a mobilização saiu da internet e começou a gerar frutos. No dia 23 de agosto, alunos da Fumec saíram da Rua Cobre e foram até a Avenida Afonso Pena em manifestação para pedir medidas para o combate à violência na região. Na mesma data, o vereador Marcelo Aro participou de uma reunião convocada pelo reitor para discutir possíveis soluções para a violência na Fumec. Estiveram presentes o comando da Polícia Militar, estudantes, associações de moradores dos bairros Cruzeiro e Anchieta, a Guarda Municipal, entre outros. Na ocasião, as autoridades discutiram o problema de segurança no entorno da Universidade e propuseram metas, que deveriam ser cumpridas em dez dias. A PM comprometeu-se, entre outras medidas, a aumentar a presença de viaturas e policiais na região, analisar a possibilidade de instalação da Rede de Vizinhos Protegidos e elaborar uma cartilha com dicas de segurança. Durante o encontro, que durou pouco mais de três horas, o professor-reitor da Fumec,

Eduardo Martins de Lima, se comprometeu a arcar com todos os custos da instalação de câmeras do Olho Vivo no entorno da instituição. Para acompanhar e tornar público o andamento das propostas feitas na reunião, além de ouvir mais estudantes, o vereador Marcelo Aro fez o requerimento de uma audiência pública na Fumec. Estiveram presentes o professor-reitor da universidade, o delegado Edson Moreira, o vereador Iran Barbosa, Augusto Starling, representante do Diretório Acadêmico, Paulo Lamac, deputado estadual, Rafael Reis, representante do Movimento Fumec + Segura, Frederico Gomes, presidente do DCE da instituição, entre outros. Durante a audiência pública, Marcelo Aro cobrou providências das autoridades de segurança e da Prefeitura de Belo Horizonte para ampliar a proteção aos moradores e à comunidade acadêmica. “Esta situação é um absurdo! Temos que começar a agir e a tirar as coisas do papel. O que vai ser necessário para que as providências sejam tomadas? Alguém levar um tiro em frente à Fumec?”, indagou o parlamentar. O vereador afirmou que encaminhará um ofício para que o compromisso de produzir uma cartilha com dicas de segurança aos estudantes seja cumprido e se comprometeu a acompanhar tudo que deve ser feito. Durante a audiência, o reitor afirmou que a instituição está aperfeiçoando o sistema de segurança interna. Eduardo comentou ainda que não pode assumir responsabilidades do poder público. “Estamos dispostos a colaborar e solicitamos que a Câmara Municipal nos ajude a mobilizar a Secretária de Estado e Defesa Social (SEDS), que ainda não se manifestou sobre a questão”, ressaltou o professor. A presença da Guarda Municipal nas praças próximas à universidade, a poda de árvores que atrapalham a iluminação, as ações solidárias que deverão ser propostas pelas associações de bairro e ser executadas em conjunto com a universidade, a melhoria do atendimento das linhas de ônibus 4103 e 4108, dentre outras linhas que atendem a região, e a instalação do posto fixo da PM na esquina da Rua Cobre com a Avenida Afonso Pena foram outros pontos discutidos. O vereador Marcelo Aro se propôs a fazer outra audiência pública para discutir somente a questão do Olho Vivo. Afirmou ainda que irá realizar dentro de um mês uma nova reunião para verificar o cumprimento das providências em relação às reivindicações da audiência do dia 2. n

O vereador participou da primeira reunião e convocou a audiência pública

Os estudantes foram representados por membros do DCE FUMEC

Professor e Reitor da Universidade, Eduardo Martins de Lima se comprometeu a auxiliar as autoridades na a melhoria da segurança da universidade


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esporte

Locomotiva mineira Fotos: Mateus Baranowski

Futebol americano | Pela primeira vez, o time Minas Locomotiva participa do Torneio Touchdown que ainda há muito caminho pela frente. “Eu, particu- O membro da comissão diz ter percebido que os embalarmente, estou gostando muito, pois temos tido opor- tes da partida se mostraram totalmente técnicos e com o tunidade de enfrentar grandes equipes, com uma mesmo risco de lesão de esportes mais populares. Atualboa estrutura organizacional e com a possibilidade mente, Pedro afirma que outra característica do esporte de ter nossos jogos televisionados”, conta. No dia 7 de chama, em especial, sua atenção.“O futebol americano setembro,o time embarca para o Rio Grande do Sul para me apaixona por ser um verdadeiro tabuleiro de xadrez enfrentar a equipe do Porto Alegre Bulls, atualmente a úl- humano, é tanta estratégia envolvida em cada jogada! tima colocada no campeonato. Quanto à má posição do Todos os atletas em campo possuem funções importanadversário, o jogador foi enfático. “Isso não é um moti- tíssimas para o avanço de cada centímetro”, elucida o vo para irmos relaxados. Muito pelo contrário, estamos membro da comissão. focados para dar nosso melhor, fazer uma boa partida e trazer mais uma vitória para Belo Horizonte.” Toda essa determinação é compartilhada entre os demais membros da equipe. Dentre eles, Humberto SilO futebol americano é um esporte que permite va, 23, estudante e linebacker (jogador da linha de defe- grande diversidade entre seus praticantes. Não há lisa) da equipe, “Acredito que tecnicamente batemos de mites para jogadores bem dispostos e talentosos na frente com qualquer time do país”. Para Humberto, o prática. O atual elenco do time conta com jogadores futebol americano vem crescendo no Brasil nos últimos de 18 até 36 anos, mas atletas de 42 anos também já anos. Em sintonia com esse desenvolvimento, Minas fizeram parte da equipe. O plantel de 70 atletas do marca presença no torneio com três equipes: Minas Lo- time reforça a ideia de que a modalidade permite uma comotiva, Ipatinga Tigres, Uberlândia Lobos. grande variação nos tipos físicos de seus praticantes. Humberto se tornou jogador do Minas Locomotiva Para exemplificar, o time possui em seu elenco atletas em 2009, quando aceitou o convite de um amigo para de 65 kg a 150 kg, de 1,60 m a 2,04 m. se juntar à equipe. O jogador afirma que a complexidade A comissão técnica do time afirma que as dido esporte, que alia inteligência e habilidade física, foi o ferentes funções em campo requerem diferentes que o atraiu já nessa época. Humberto revelou o possível portes físicos. De forma geral, um atleta de linha motivo para o sucesso da equipe. “A convivência Jogando na Defesa é muito boa. Estamos sempre aprendendo e ensinando um ao outro. Acredito que somos como uma famíInterceptação Tackle Acontece quando o time adversário tem a posse da bola e o quarterJogada mais comum, se dá quando o ataque lia”, pondera. back tenta uma jogada de passe. Nesse caso, um dos jogadores da adversário é parado pela defesa com um tackle A união pelo time unidade que defende o fundo do campo consegue interceptar o passe – uma colisão entre o atleta que está com a e recupera a posse de bola para o seu time. posse da bola e qualquer jogador da defesa. foi o que moveu o estudante Pedro Safe, 21, a continuar se dedicando Jogando no Ataque ao time. Mesmo após ser obrigado a parar de jogar, no início do ano, por questões médicas, Pedro não abandoCorrida Chute passe Quando um time tem a posse da Quando o ataque não consegue avançar as 10 jardas Pode-se ganhar jardas nou o ML, e se tornou bola, ele deve avançar 10 jardas em 4 jogadas, a posse da bola vai para o outro time, também pelo jogo membro da comissão em até 4 jogadas, atravessando o que começará sua jornada de onde o outro time paaéreo. O quarterback campo. Na corrida, o quarterback rou. Nesse caso, a quarta tentativa costuma ser um arremessa a bola para técnica. O grupo tem entrega a bola para o running back chute, para jogar a bola o mais próximo da endzone um dos seus wide receiem mente que pode – corredor –, que tentará ganhar do adversário – tática de punt. Pode-se também vers, ou recebedores. o máximo de jardas possível. tentar chutar a bola por entre as traves para pontuar Será considerado um brigar de igual pra igual Considera-se uma boa corrida quando o ataque avançou bem no campo do adverpasse completo apenas contra todos os times quando o corredor consegue sário, mas não conseguiu chegar à endzone. quando o recebedor do Brasil, “sofrendo ganhar 4 ou mais jardas. Sempre que o chute passa pelas traves a equipe conseguir segurar marca 3 pontos. Essa jogada é chamada field goal. a bola. treino após treino, jogo após jogo, tendo que sacrificar inúmeros fiPontuando nais de semana. Esse tempo que deveria ser gasto com família e amigos faz com que seus companheiros se Touchdown Conversão de 2 pontos Field Goal O campo possui 120 jardas de Pode acontecer depois que o O field goal vale 3 pontos e pode tornem sua nova famíuma ponta à outra, sendo que as ataque marcou um touchdown. acontecer sempre que um time não lia!”, diz. 10 jardas finais de cada lado são A equipe opta por tentar um conseguir atravessar a endzone do Pedro ainda revechamadas de endzone. Quando mini-touchdown, atravessando a adversário, mas estiver bem posicioo ataque atravessa o campo e endzone adversária novamente, nado no campo inimigo. Nesse caso, la que no início se intechega à endzone do adversário, mas dessa vez a partir da linha de o time tenta chutar a bola entre as ressou pela “violência” temos o touchdown, e a equipe 2 jardas. O ataque tem somente traves do gol. marca 6 pontos. Já as defesas uma tentativa para pontuar nessa dos embates, concepdevem impedir que o ataque situação e irá marcar 2 pontos ção que ele afirma ter consiga atravessar sua própria caso tenha sucesso na execução endzone. da jogada. mudado radicalmente.

Um esporte para todos

O atleta Fernando Torres conheceu o esporte nos EUA, se apaixonou e agora faz parte do time Minas Locomotiva

Na difícil missão de difundir o futebol americano no país conhecido mundialmente pela modalidade com a bola nos pés, o Minas Locomotiva conquista seu espaço. Com a melhor defesa do Torneio Touchdown, o time mineiro divulga o esporte e concretiza sua imagem no cenário nacional. Realizado por meio de iniciativa privada, o torneio chega a sua 5ª edição. Neste ano, o tricampeão mineiro Minas Locomotiva participa pela primeira vez da competição, que reúne 20 equipes de todo o Brasil na disputa pelo título de melhor time do país. Para o presidente do ML, Cristiano Amaral, 35, o time está se dedicando muito aos treinos e possui grandes chances no torneio. “Estamos bem no campeonato. Temos a defesa menos vazada e grandes chances de chegar aos playoffs (eliminatórias)”, comemora. Devido aos muitos jogos pela frente, a final será apenas em dezembro, e a equipe mantém treinos coletivos duas vezes por semana. Como a maioria dos atletas mantém o esporte como hobby e tem como rotina o trabalho ou o estudo, a equipe teve de dar um jeitinho para conciliar os horários dos 42 atletas competidores. Para resolver o impasse, o time treina às quintas-feiras às 22 horas e aos sábados às 14 horas, dessa forma os atletas não ficam prejudicados em seus compromissos acadêmicos e profissionais. Prova de que o esquema vem dando certo é o fato do time vir de duas vitórias e uma derrota contra o atual vice-campeão. O advogado e jogador do Minas Locomotiva Fernando Torres, 26, afirma que a dedicação dos competidores não se limita aos treinos coletivos. “Via de regra, os atletas ainda se dedicam diariamente na academia. A minha rotina se resume a treinos de musculação quatro vezes por semana e treinamento funcional voltado ao desempenho no futebol americano às quartas-feiras”. Fernando conta que se interessou pelo esporte após realizar um intercâmbio de um ano nos EUA, entre 2004 e 2005. Porém apenas em dezembro de 2011 ele fez o teste e foi selecionado para o time. Empolgado com a boa colocação no campeonato, o jogador afirma


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esporte

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precisa ser pesado e forte, enquanto um recebedor necessita ser mais rápido e ágil. Visão que o presidente do Minas Locomotiva, Cristiano Amaral, 35, retifica.“O futebol americano é um esporte muito recompensador para qualquer tipo de biotipo, porque, se a pessoa é mais magrinha, tem posição, mas se for mais gordinho, também” , afirma o presidente. As próximas seletivas do time ainda não têm data prevista, mas segundo a coordenação do time devem acontecer após o mês de novembro, quando o Torneio Touchdown terminar. Cristiano alega que o fundamental é o interesse pelo esporte, e que o conhecimento sobre conceitos e técnicas do futebol americano não são abordados na seletiva. “O que nós observamos pra quem quer entrar no time é se a pessoa tem aptidão para esportes em geral. Se sabe correr, pegar uma bola, coisas básicas mesmo”. n

avançando com a bola

20 pés = 6,1m

No drive o time de ataque tem quatro tentativas para avançar 10 jardas com a bola. Essas tentativas são chamadas downs. Quando a equipe ofensiva consegue avançar ao menos 10 jardas a partir do início daquela série de downs, há o first down, e os jogadores são premiados com um novo conjunto de downs para continuar seu avanço.

24 pés = 7,32 m

Linha de scrimmage

10 ja rdas

Ponto de alcance necessário para o ganho de mais uma série de descidas

10 jardas 9,14 m

160 pés = 48,77 m 10 pés = 3,05 m

Trave do gol 80 44

50 49

88

90

13 56

84

98

65 79

81 78

82

99

Linha de gol Endzone

77

80

69

87

98

62

outros ANO al URBH n r o e: J Art

Fumble Um fumble acontece quando um time tem a posse da bola. Em uma jogada de corrida, por exemplo, o corredor carrega a bola o máximo de jardas possível, porém, se um jogador da defesa consegue derrubar a bola sem que o corredor tenha tocado o chão, teremos um fumble. Do contrário, se o corredor atinge o chão ainda de posse da bola, seria apenas um tackle. Em jogadas de passe é um pouco mais complicado, pois o recebedor tem que ter a posse da bola por dois passos para que um fumble possa acontecer, do contrário, se a bola tocar o chão antes que o recebedor tenha dado dois passos de posse da bola, será considerado um passe incompleto.

10o jardas 91,44 m

faltas

Ponto Extra

Safety

O ponto extra, assim como a conversão de 2 pontos, pode acontecer depois que o ataque marcou um touchdown, e vale 1 ponto. Nesse caso, a equipe opta por tentar um mini-field goal da linha de 2 jardas, tentando chutar a bola entre as traves do gol adversário.

Vale 2 pontos e acontece quando a equipe que está no ataque tem suas costas contra a própria endzone, começando seu ataque na linha de 5 jardas ou menos. A defesa adversária consegue forçar o jogador com a posse da bola dentro da sua própria endzone executando um tackle. Um safety também pode acontecer quando o jogador do ataque com a posse da bola e dentro da endzone sai do campo, ou quando acontece um fumble, mas nesse caso o próprio ataque recupera a bola; se a defesa recuperar o fumble teremos um touchdown.

No futebol americano existem faltas de ataque e faltas de defesa. Uma falta de ataque acontece porque o ataque não conseguiu iniciar a jogada a tempo, ou algum jogador iniciou a jogada antes que a bola estivesse em jogo. As faltas de defesa podem acontecer porque um jogador da defesa executou um tackle de maneira inapropriada, o que pode gerar lesões graves ao atleta do outro time, ou porque houve uma invasão de algum jogador da defesa antes que a bola estivesse em jogo. Esses são os exemplos mais comuns de faltas.

aprenda o Futebol Americano

A partida de futebol americano é jogada por 22 jogadores no campo, sendo 11 atletas de cada time. O time que ataca detém a bola. O objetivo é, através das jogadas executadas pelo ataque, avançar com a bola pelo campo até a endzone para marcar pontos. As jogadas se referem a movimentos previamente combinados, que o time executa em conjunto. A defesa é o time que joga sem a bola. O objetivo desta equipe é evitar que o ataque marque pontos e tentar roubar a bola do time ofensivo. Ao final da partida, o time que marcar mais pontos ganha o jogo.


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entrevista

O Frei do Sion Fotos: Lucas Alexandre Souza

Vocação | Frei Evaldo conta sobre sua carreira acadêmica e seus compromissos religiosos

Evaldo Xavier Gomes, o Frei Evaldo da Igreja do Carmo, nasceu em Belo Horizonte, mas suas melhores lembranças são dos tempos vividos em Ouro Preto e em Cachoeira do Campo, cidades onde seus pais nasceram. É formado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais, em Teologia pela Faculdade de Teologia de Lugano (Suíça) e em Filosofia pelo Centro de Estudos Superiores da Companhia de Jesus em Minas Gerais. Viveu dez anos na Europa, onde fez Doutorado em Direito Canônico e Direito Civil pela Universidade Lateranense em Roma (Itália) e Pós-Doutorado na Fundação Calouste Gulbenkian em Florença (Itália). Possui outras especializações, cursos e seminários e fala quase seis línguas. Viveu alguns anos da sua vida em São Paulo, onde foi pároco da Paróquia de Santa Teresa, no bairro de Itaim Bibi, entre 1999 e 2001. É pároco da igreja Nossa Senhora do Carmo desde 2007, onde realiza diversos trabalhos sociais. Membro do Tribunal Eclesiástico e Assessor Canônico da Presidência da CNBB (Conferência Nacional de Bispos do Brasil), acredita que é a graça de Deus que lhe permite conciliar e realizar todas essas atividades. Como foi sua infância? Eu nasci em Belo Horizonte, mas minha família é de Ouro Preto, na verdade meu pai é de Ouro Preto e minha mãe é de Cachoeira do Campo. Tenho muitas lembranças da infância vivida em Ouro Preto e em Cachoeira do Campo, e isso me marcou muito como pessoa humana e também religiosa. Em Belo Horizonte meus primeiros estudos foram na Escola Estadual Professor Leon Renault, que era uma escola modelo em Minas Gerais. Me recordo que meus pais falavam “ah, foi tão difícil conseguir a vaga”, depois fiz meus estudos no Colégio Santo Agostinho. Eu já

queria ser padre quando estava no terceiro científico, e falei para o meu pai “Vou para o seminário”. Meu pai disse “não, você está querendo ir para o seminário porque está com medo do vestibular”. Naquele tempo só havia três faculdades em Belo Horizonte: a PUC, que é uma universidade católica, a Federal e a Milton Campos, que estava apenas começando. Papai disse “Você está com medo porque vestibular de Direito é muito concorrido, você gosta do curso de Direito, e está sendo covarde. Não tenha medo, meu filho, você tem o meu apoio e o da sua família, você está entrando no seminário como fuga”, mas eu falei “Não, quero

porque eu sinto que Deus me chama”. Meu pai insistiu tanto que eu falei “tenho que tentar”. Me matriculei no vestibular; naquela época havia muitos cursinhos e meus pais queriam que eu fizesse um deles, mas eu falei “não vou fazer cursinho porque eu não quero passar”. O resultado da Federal era dado pelo rádio, e minha mãe ficou ouvindo até escutar que eu havia sido aprovado. Naquele ano foram 36 candidatos por vaga. Eu agradeço a meus pais por essa iniciativa. Cursei Direito por um ano, mas depois tranquei minha matrícula e fui pra um convento. Ali fiz meus estudos e desejei fazer Filosofia, contudo o superior


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da época falou “Não, você vai fazer Direito. Já entrou na faculdade e não vai jogar fora não”. Fiz a faculdade de Direito, graças a Deus, pois foi uma decisão muito iluminada, muito bonita. Depois, fiz também Filosofia e me ordenei sacerdote. Depois de alguns anos morando em São Paulo, o superior da ordem falou “Olhe, você vai ser mandado pra Roma, para fazer seus estudos”. Eu fui. Fiz mestrado e doutorado em Direito, e depois tive a graça de fazer o pós-doutorado na cidade de Florença, na Itália também. Portanto, grosso modo, esse é meu percurso acadêmico. Eu fui pároco em São Paulo, na paróquia de Santa Tereza de Jesus, em um bairro que se chama Itaim bibi, e agora, dez anos depois, sou pároco aqui em Belo Horizonte na igreja do Carmo. Só fui pároco em dois lugares na minha vida, Itaim Bibi e Belo Horizonte. Entre as duas paróquias, passei 10 anos na Europa. Como foram esses dez anos na Europa? Marcam muito a vida da gente, no sentido cultural e religioso. A experiência em Roma é única, pois nos permite viver bem a universalidade da Igreja. Pessoas de todas as nações, continentes, peregrinos, gente que vem para ver as obras de artes, mas muda. Muita gente que vem com esse sentido religioso, de ver o Santo Padre, de estar junto, de ir à basílica de São Pedro, de ver as relíquias, de participar das cerimônias. Foram momentos importantíssimos que eu agradeço a Deus. Dentre estes, destaco a canonização do Monsenhor José Maria Escrivá, Fundador da Opus Dei, que foi uma cerimônia grandiosa, e a canonização do Padre Pio de Pietrelcina. As duas cerimônias me impressionaram muito. Também tive a graça de estar na canonização da Madre Paulina, que foi a primeira santa brasileira. Naquele momento eu vi todo o Brasil unido em torno do Santo Padre, o papa João Paulo II, foi um momento muito marcante. Também estava em Roma na época de seus funerais. Confesso que nunca vi uma manifestação tão grande de fé popular, de devoção, de ordem, de sentimento de unidade, de reverência, respeito e gratidão. Agradeço a Deus por tudo isso. Agradeço a Deus por essa experiência de vida e por esses anos. o senhor é membro do Tribunal Eclesiástico? Sou membro do Tribunal Eclesiástico porque sou mestre e doutor em direito canônico. Na verdade não é direito canônico, o nome do curso que eu fiz é Utroque Iure, que em latim significa “dos dois direitos”. Fiz essa pós-graduação em ambos os direitos. Na verdade, um mestrado e um doutorado em direito civil e canônico. Como funciona esse tribunal? No tribunal eclesiástico de Belo Horizonte eu atuo como defensor, que no âmbito cível, do estado, corresponde ao promotor de justiça. Tenho o dever de defender, sobretudo, a permanência do vínculo matrimonial em essência. Sinto que o tribunal de Belo Horizonte é muito organizado, mas o volume de causas tem aumentado de forma impressionante. Espanta ver que existe esse desejo pela justiça da Igreja, e que os casais católicos, em situação irregular, querem reverter essa situação. É um sentimento de eclesialidade e de amor à Igreja muito bonito. Os princípios da justiça eclesiástica são muito diferentes daqueles

entrevista da justiça do Estado brasileiro. Aqueles visam, sobretudo, a aplicação de um princípio chamado equidade. A equidade é regida pelo ideal da salvação das almas, ou seja, para o bem da pessoa humana. A justiça é o equilíbrio. A paróquia nossa senhora do Carmo faz muitas obras sociais? É impressionante o volume de obras sociais da igreja do Carmo. Costumo dizer que fazemos aqui, nessa região, mais do que o município e o governo mineiro fazem na nossa região. É um trabalho enorme de assistência social, médica, ambulatorial, fisioterápica, etc. Cerca de 35.000 pessoas passam pelos serviços prestados pela igreja do Carmo anualmente. É mais do que oferecem muitos municípios do estado de Minas. Além da assistência no campo da saúde, o Carmo também presta ajuda a creches e pessoas carentes. Tem cursos de alfabetização, de qualificação profissional e reinserção no mercado de trabalho.

07

por parte da igreja. Existe no ambulatório uma sala de aula para os estagiários, uma sala de café e sala de estar. Os consultórios são grandes, de forma que os estagiários possam participar das consultas. o senhor vai a um evento em Roma. Do que se trata? Estou indo para Roma agora em setembro para participar do Capítulo Geral da Ordem do Carmo. É uma reunião que ocorre a cada seis anos e abrange toda a Ordem Carmelita. Alguns frades, representantes de nações onde está presente o Carmelo, se reúnem para eleger o novo Superior Geral da Ordem e decidir os rumos que a ordem irá seguir no próximo sexênio. O senhor participa também da CNBB? Sim, participo da CNBB como Assessor Canônico da Presidência da CNBB. Presto assistência jurídica canônica à presidência e aos bispos de todo o território nacional. É uma tarefa que exige muita responsabilidade e me deixa muito honrado, mas exige muito da minha parte, sem sombra de dúvida. Como o senhor faz para conciliar todas as suas atividades? Não sei como eu faço, acredito que é a Graça de Deus que me permite conciliar e levar a término tudo isso.

Existem diversos servi��os na igreja do Carmo que dizem respeito, também, à saúde social do lazer e da amizade, por isso temos um grupo de teatro, de recepção, grupos de oração. Temos também uma biblioteca que atende milhares de pessoas da região. A biblioteca pública é a da Praça da Liberdade, mas centenas estão inscritas na biblioteca do Carmo e pegam lá seus livros para estudos e lazer. Isso faz com que o Carmo seja um local cultural em Belo Horizonte. Como funciona? o serviço é voluntário? Tudo voluntário. Para o ambulatório a igreja fez convênios com algumas instituições. Hoje temos a Faculdade de Medicina da UFMG, a Faculdade de Ciências Médicas, o Hospital Mater Dei, a Uni BH, o Unicor, todos prestam serviço aqui no nosso ambulatório. A farmácia da UNA também auxilia a farmácia da igreja do Carmo. As faculdades trazem seus estagiários e professores, sem qualquer remuneração

O que acha do bairro Sion? O bairro Sion cresceu muito. Fiquei dez anos fora, e o que mais me impressionou foi a verticalização que o bairro vem sofrendo. Era um bairro residencial, de casas e famílias tradicionais. Impressiona-me a quantidade de prédios que estão sendo construídos, o que é uma vantagem, sem dúvida, e é uma dinâmica nacional da vida para que o progresso chegue, para que a sociedade se transforme. É um cenário em mudança. Muita gente fala “O Carmo/Sion é um bairro de gente mais idosa”, mas eu acho que não. É um bairro que vive uma renovação muito grande. A esperança é que essa renovação ocorra também na paróquia, na Igreja Nossa Senhora do Carmo. Esse ano a Igreja do Carmo está comemorando seu jubileu de ouro, 50 anos da conclusão das obras de construção. Foi uma obra muito longa, demorada, que durou mais de 20 anos. É a maior igreja de Belo Horizonte em superfície, além disso, os materiais que foram usados eram os mais novos que existiam, e permanecem ainda hoje. O taco do piso é jacarandá, o mármore é de carrara. O Carmo tem a maior superfície de vitrais do estado. São 350 metros quadrados de vitrais por toda a igreja. Tudo isso faz com que seja um patrimônio de fé, mas também um patrimônio cultural e artístico do nosso estado. A Igreja do Carmo é um patrimônio do povo mineiro e da comunidade de Belo Horizonte. É importante que seja cuidada, e que esteja preservada como é. Toda a construção foi planejada e estudada, o que a torna uma obra única no cenário arquitetônico religioso do nosso estado. Nesse ano, portanto, nós celebramos a conclusão dessa obra que durou uma geração, algo que deve ser valorizado e festejado. A conclusão das obras aconteceu no dia 15 de agosto de 1963, e nós vamos celebrar o cinquentenário, solenemente, no dia 8 de dezembro de 2013. Faremos uma grande missa festejando esse evento. n


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matéria de capa

Sempre em movimento A Avenida Bandeirantes é muito importante para os moradores e frequentadores do bairro, por ser um ponto onde se encontra um pouco de tudo. Há diversas lojas, drogarias, salões, academias, bares; a variedade do comércio é grande. Isso traz movimento para os bairros Sion, Mangabeiras, Anchieta e Serra, que são alcançados pela avenida. Diferente de outras grandes vias da cidade, o movimento na Bandeirantes vai até altas horas, e o clima é bastante familiar. Os últimos dados divulgados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) relatam que Belo Horizonte teve um crescimento de 105% no número de veículos entre 2002 e 2012, ficando na frente de capitais como São Paulo (61%) e Rio de Janeiro (59%). Isto demonstra que os veículos precisam, a cada dia, de mais espaços nas grandes metrópoles e, mesmo com essa realidade, a Avenida Bandeirantes possui um corredor só para a prática da corrida. O problema é que os frequentadores do local dividem o espaço com carros, trânsito e poluição. Ana Flávia Gussen, 28, moradora do bairro Lourdes e frequentadora do local, treina corrida na avenida há dois anos. “Gosto de correr aqui porque a pista não tem muitos buracos, coisa difícil de se achar em BH, e toda ela tem marcações que, muitas vezes, ajudam a completar o treino. O ponto negativo é a fumaça dos carros, que praticamente sufoca os corredores, mas isso não tem solução”, relata Ana Flávia. Mas o incômodo não abala o movimento de pessoas em todos os dias da semana e em qualquer horário do dia. A pista de corrida e caminhada acarreta movimento para a região, e permite ver famílias, crianças, pessoas passeando com seus animais ou tomando sucos e sorvetes até tarde da noite. Mesmo sendo longe de sua residência e exigindo carona para o deslocamento, Ana Flávia não deixa de ir até o local. “Na Bandeirantes sempre corro acompanhada, porque fica longe da minha casa e vou de carona. Porém corro sozinha na maioria das vezes em outros lugares”, comenta a praticante, que já perdeu as contas de quantos eventos de corrida já integrou. A avenida tem um trajeto de 1,5 km, que pode ser ampliado caso o praticante decida incluir a volta à Praça JK, localizada no final do percurso. O trecho arborizado e cheio de curvas, com pequenos aclives e declives em asfalto, é ideal para estimular toda a musculatura corporal, o que faz o percurso ser tão procurados pelos corredores. O empresário Pedro Pacheco, 26, morador

Fotos: Lucas Alexandre Souza

Atividade | Avenida Bandeirantes é uma das escolhas preferidas dos praticantes de corrida

Os professores da Guana Trainer André D’Paula e Thiado Oliveira durante a corrida

da região, decidiu começar a correr há seis meses e relata que escolheu a avenida por ser perto da sua residência. “Gosto de correr lá porque fica do lado de casa, e tem um bom circuito de corrida. O percurso é muito bom, pois mistura retas com subidas e descidas, e com uma boa quilometragem”, comenta o empresário, que treina cinco vezes na semana e tenta sempre fazer aquecimentos antes da atividade para evitar contusões. O fotojornalista Lucas Prates, 30, também decidiu correr por conta da comodidade e do fluxo de pessoas no local. “Gosto de correr na Bandeirantes, pois além da comodidade de ser próximo à minha residência, gosto do ambiente, é uma avenida tomada por pessoas que gostam da prática de esportes e da boa qualidade de vida. Eu corro na Avenida Bandeirantes desde 2009. Gosto do percurso, mas acho que ele poderia ser alargado até a Praça Alaska”, comenta Lucas. A corrida também é um ótimo esporte para quem procura se socializar, uma vez que a atividade pode ser feita em grupos, com amigos ou familiares, e acaba

A aluna Luisa De Figueiredo fazendo alagamento com o professor antes do treino

tornando-se um momento prazeroso de encontro com pessoas no meio da semana. Também é uma forma de se exercitar e perder calorias. O exercício deixa de ser uma coisa maçante e obrigatória, e vira diversão. “Tem dias em que corro sozinho, em outros acompanho minha namorada, que também gosta de treinar e, às vezes, vou com meus primos e amigos”, comenta o fotojornalista. A corrida em grupo é uma ótima opção para sair do sedentarismo e ainda fazer amigos. Foi essa ideia que levou o preparador físico Marcelo Mayer a abrir, em 2007, a Guana Trainer Assessoria Esportiva, empresa especializada em grupos de corrida que conta com toda a assistência de uma equipe de preparadores físicos à disposição dos esportistas. Hoje a empresa é uma das maiores equipes de corrida e caminhada de Belo Horizonte, presente nas principais provas da cidade e em outras localidades, fazendo a assessoria esportiva de pessoas comuns que decidem correr para levar uma vida mais saudável. “Correr em grupo é

Os amigos Luca Pena e Rafael Nardeli, aproveitam as manhãs de domingo para se exercitar


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beleza e academias”, conta o preparador. A advogada Marta Luiza Silva de Mendonça, 39, entrou no grupo por acaso e se apaixonou pela corrida em grupo. “Eu comecei a correr por prescrição médica, pois fazia parte do tratamento à

Foto: arquivo pessoal

mais motivante, ter parceiros para trocar experiências, incentivar e ser incentivado, ter referência de como você está evoluindo em relação ao outro, poder compartilhar conquistas e fazer amizades”, explica o preparador físico Marcelo.

matéria de capa

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Benefícios da Corrida Exercita a cabeça É uma atividade que exige foco e concentração, ajudando a estimular o raciocínio. Melhora o sono Diversas pesquisas já constataram que incluir atividade física na rotina melhora a qualidade do sono. Previne doenças Correr fortalece o sistema imunológico e eleva a produção de macrófagos, células que atacam bactérias e vírus.

Para muitas pessoas correr em grupo ajuda a manter a freqüência dos treinos e fazer amizades

Aumenta a autoestima Um estudo realizado por neurologistas da Universidade de Bonn, na Alemanha, comprovou que há mais ligações de receptores de endorfina em quem corre do que em praticantes de outras atividades físicas. Deixa o coração resistente A corrida melhora o fluxo sanguíneo nas coronárias (artérias que irrigam o coração) e estimula a capacidade de contração do músculo cardíaco.

A assessoria esportiva já tem 150 clientes, e toda segunda e quarta um grupo de 12 pessoas corre na Avenida Bandeirantes de 19 às 21 horas. Marcelo aponta os diversos motivos que o levaram a escolher o local para realizar os treinos em grupo. “Por ter uma pista exclusiva para a prática de corrida e caminhadas, com sinalização. A existência de percursos planos e também aclives e declives, podendo o atleta praticar diversos tipos de treinos, como subidas longas nas avenidas Agulhas Negras e Afonso Pena, para atletas que querem treinar em níveis mais avançados. Por ter o Parque JK, que tem a pista para caminhada e corrida, com o clima agradável e cheio de árvores, com muitas famílias, idosos e corredores de todas as idades. Também por ser bem localizado, perto da Savassi e do Centro, de fácil acesso para quem mora na região. Por possuir um comércio específico que apoia os corredores, como a Mundo Corrida, o Ponto Natural, o Néctar da Serra, salões de

depressão praticar um esporte, e então escolhi a corrida. Participei de um evento e através do site ATIVO fui sorteada para participar do grupo por um mês. Gostei demais, estou há 3 anos”, comenta Marta, que se sente privilegiada por ter a avenida perto de sua casa. “Gosto de correr lá pela facilidade de locomoção, posso ir a pé, e também tem um visual bacana, leve, tudo a ver com esporte. Sinto-me privilegiada por morar perto”, relata a advogada. A avenida se torna mais atrativa aos domingos, quando é fechada para as práticas de esportes e atividades ao ar livre. Ela foi umas das primeiras avenidas a fazer parte do projeto “No Domingo, a Rua é Nossa” do prefeito Márcio Lacerda. A Av. Bandeirantes fecha o trânsito para os carros de 8 às 14 horas todos os domingos. Famílias, crianças, idosos e atletas podem caminhar, brincar e correr em todas as pistas, sem ter que disputar espaço com carros, trânsito e poluição. n

Com a avenida fechada aos domingos, pais passeiam com seus filhos tranquilamente

Pernas Torneadas A musculatura dessa região é bem solicitada durante a corrida. Resultado: coxas firmes e panturrilhas trabalhadas. Disposição Para O Dia A Dia A corrida funciona como um despertador ao estimular a produção de endorfina, neurotransmissor que dá a sensação de bem-estar, e isso faz com que os praticantes tenham mais ânimo durante o dia. Amplia o círculo de amizades É um exercício que pode ser praticado em grupos, o que ajuda na socialização.

Alessandro Romano afirma que todo domingo caminha pela avenida com o filho, o Lorenzo de apenas 1 ano e 7 meses


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tecnologia

Crime mapeado Fotos: Reprodução

Segurança | Site ajuda a identificar quais os locais mais perigosos de várias cidades

Criado pelos baianos Fillipe Norton e Márcio Vicente, ambos com 22 anos e estudantes de Ciência da Computação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o website Onde Fui Roubado tem sido cada vez mais procurado pelas vitimas da violência. No ar desde junho deste ano, a ferramenta conta com estatísticas sobre as regiões que mais sofrem com a criminalidade, além de mostrar quais itens são mais roubados. A ideia de Filipe e Márcio foi criar um sistema em que pessoas conseguissem registrar anonimamente os furtos, de modo que pudessem acessar o site e identificar as regiões onde há maior ocorrência de furtos. “A ideia principal é que as pessoas acessem o site para registrar um crime que sofreram e ajudar seus amigos a se prevenirem contra crimes semelhantes, no mesmo lugar, por exemplo. Então nossa intenção é que as pessoas frequentem o site para se situar quanto à criminalidade em sua cidade”, comenta Filipe. A rede de denúncias coletiva possui interface intuitiva, design objetivo e simples. É movimentada por pessoas que foram vítimas de algum tipo de crime e que, após o acontecido, podem entrar no site e fazer uma espécie de “check-in”, informando o local, o horário e a data onde foram roubadas, além de detalhar o crime. A ferramenta disponibiliza várias opções, como furto, assalto coletivo, arrombamento veicular, roubo de veículo, saidinha bancária, assalto à mão armada, sequestro relâmpago e outros. Todos esses tipos são distinguidos por cores diferentes no mapa. O internauta também pode informar que objetos foram levados, seja um celular, um relógio ou a carteira. Com base nos dados fornecidos pelos internautas, o Onde Fui Roubado faz um levantamento das vítimas mais frequentes (homens ou mu-

lheres) e um ranking dos objetos mais roubados em cada cidade. O Onde fui Roubado tem tido cada vez mais adesão por parte da população. “O site vem ganhando cada dia mais popularidade e chegando aos ouvidos das pessoas de forma rápida! Já temos denúncias em quase, se não todas, as capitais do Brasil e muitas cidades do interior”, ressalta Filipe. “O site recebe denúncia da grande maioria das cidades do Brasil, acreditamos que mais de 5000 mil cidades são mapeadas. As regiões sul, nordeste e centro-oeste têm ganhado força nos últimos dias”, afirma Felipe. A estudante de Engenharia Civil Fernanda Campagnuci, 19, ficou sabendo da novidade e aprovou. “Coloquei o nome da minha rua e vi que tiveram alguns assaltos depois de sair do banco. O legal é que você pode consultar quando não conhece o lugar e saber no Brasil inteiro se o lugar é perigoso, com incidência de roubos ou não”, comenta a estudante. n

Ranking de cidades que mais registraram a denÚncia no site Fortaleza São Paulo Belo Horizonte Rio de Janeiro Curitiba


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gastronomia

Gastrô Card

Foto: Divulgação/Mes Amis

Comer um bom prato em um restaurante renomado é uma forma de provar novos sabores e iguarias, receitas que talvez não conseguiríamos fazer em casa, mas pode ser mais do que isso. O projeto Gastrô Card, iniciativa do Instituto Guma, promete aliar esse prazer individual à solidariedade. O programa reúne cards com descontos a partir de R$30, que podem ser utilizados em 40 restaurantes bem conceituados e filiados ao projeto, situados em BH e Região Metropolitana. Segundo Fernanda Cruz, assessora do Instituto Guma, desde o inicio de agosto deste ano cerca de 1800 cartões já foram vendidos. O valor obtido com as vendas é revertido em benefício de diversos programas sociais realizados pelo instituto, contribuindo para a melhoria de vida de mais de 200 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Ao utilizar o Gastrô Card, o cliente pode usufruir de vários descontos que podem chegar a um valor superior a R$1.500,00. Os des-

contos em cada estabelecimento têm validade até o fim de 2013. Ao adquirir o Gastrô Card, o usuário recebe 41 cards, cada um equivalente a um restaurante e que pode ser utilizado uma única vez. Eles contêm informações sobre o estabelecimento, os dias e horários para utilização e o valor do desconto. Dentre os cards, existe o bônus de uma carta Curinga, que permite ao consumidor escolher a opção que mais lhe agradou e retornar ao estabelecimento, recebendo o mesmo desconto da primeira vez. A publicitária Patrícia Torres, 26, afirma que há algum tempo ajuda instituições filantrópicas, mas apenas recentemente conheceu o Instituto Guma. Para ela, o casamento entre a solidariedade e a boa comida é a fórmula ideal para exercer a cidadania. “Assim que ouvi sobre o projeto, eu disse ao meu amigo: quando sair eu vou comprar. E eu comprei porque eu gosto de gastronomia demais e falei que eu queria ajudar as pessoas. Quando eu vi o Gastrô Card, vi que seria o ideal”, comenta.

A publicitária ressalta que além dos benefícios os cards possuem praticidade no ato da compra. “Comprei pela internet o bloquinho e chegou bem rápido. Em três dias úteis”, lembra Patrícia. O Gastrô Card pode ser adquirido por R$49,90 pelo site gastrocard.org.br, nos restaurantes participantes, lojas do Super Nosso, por meio da venda corporativa e pelo telefone 3032-6826, com frete grátis. O Gastrô Card tem validade até o dia 31 de dezembro de 2013.

Instituto Guma O Instituto Guma é uma organização sem fins lucrativos, formada por entusiastas que acreditam poder fazer mais através do seu trabalho e dedicação. A ONG tem como missão captar recursos para projetos sociais com foco em crianças e adolescentes, adotando a filosofia de não pedir doações. Este ano os projetos apoiados são o “Mãos à Obra”, “Espaço Social Transformar” e “Cidade dos Meninos São Vicente de Paulo”. n

Foto: Elmer Almeida

Solidariedade | Projeto filantrópico permite consumidores apreciar a alta gastronomia

O premiado chef Ivo Faria apoia o Gastrô Card e dá aulas aos alunos do projeto Mãos à Obra, nas dependências do Lar dos Meninos São Vicente de Paulo – Olhos D’água.

Restaurantes comprometidos Savassi D´Istinto, Domenico Pizzeria, Dona Lucinha, La Traviata, Parrilla Los Hermanitos, Patuscada, Pletora, 2013 Anchieta | Cruzeiro | Serra | Sion Flores Restaurante, Hermengarda, Magnífico Gourmet, Parrilla Del Mercado, Vinicius Pizzaria Nova Lima Bistrô da Matilda, La Victoria, Nutreal, Nutreal Al Mare Cidade Jardim | Raja | Belvedere O Conde, Porcão, Villa Roberti, Vitelo´s Lourdes A Favorita, Benvindo, Cantina Piacenza, Ficus, Glouton, Mes Amis, Na Mata Café, Oak, OsteriaGusto, Trindade, 68 La Pizzeria, D´Artagnan Santo Agostinho | Gutierrez Galpão da Pizza, Vecchio Sogno, Verano Gourmet Pampulha La Palma, Matusalem, Paladino, Xapuri

Receita PAPPARDELLE à PROVENÇAL COM CAMARõES E LULA AO CREME DE LIMÃO SICILIANO Para 2 pessoas

Ingredientes

Preparo

• 170 g de Pappardelle ou outra massa já cozida; • 1 cubo de caldo de peixe • Suco de 1 limão e meio (Siciliano) • 160 g de camarões limpos • 160 g de anéis de lula • 450 ml de creme de leite fresco • Meia cebola picadinha • 5 dentes de alho picados • Meio molho de salsa picado • Meia xícara de vinho branco seco • Sal e pimenta moída a gosto • 60 ml de azeite

Em uma frigideira doure no azeite os camarões, lula, cebola e o alho. Acrescente o vinho e deixe evaporar. Em seguida coloque o creme de leite, o suco de limão, o caldo de peixe, a salsa, a pimenta e o sal, envolva a massa e deixe encorpar um pouco e sirva-se.


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negócio

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A batida perfeita

Crescimento | Consumo de açaí ganha cada vez mais espaço na rotina dos mineiros

Fotos: Cinthya Pernes

Os engenheiros Thomas Swerts e Eduardo Cruz, sócios da Engenheiros do Acaí

O açaí é produzido pela própria empresa

Estamos cheios de novidades.

iria me tornar o Engenheiro do Açaí”, comenta Eduardo, que possui duas lojas próprias na Serra e fornece açaí para mais de quarenta lojas que revendem seu produto. Eduardo sente na pele a procura pelo creme de açaí, que deixou de ser consumido apenas pelos frequentadores de academias. “A cada semana temos um aumento no volume das vendas de 10 a 15%. Cada cliente que experimenta o nosso açaí volta no outro dia com seus amigos e familiares. Acredito que o açaí está deixando de ser uma fruta exótica e está se tornando presente na dieta alimentar de muitas pessoas”, relata Eduardo. As duas lojas têm feito grande sucesso não só no bairro mas em toda a região. “Antes de ser um vendedor, sou um apaixonado pelo açaí. Por isso, nosso objetivo é sobretudo oferecer um açaí de qualidade, como sempre busquei. Passamos um bom tempo testando inúmeras receitas até chegar à “batida perfeita”, e descobrimos que cada detalhe importa. O diferencial no gosto do nosso açaí é que temos uma receita própria, não adicionamos gelo nem componentes químicos para aumentar o volume, deixamos o açaí o mais natural possível”, acrescenta o empresário. n AgênciaDaCasa

Típico da região Norte, o açaí tem se transformado em produto lucrativo nas mãos de empreendedores que ajudam a divulgar o fruto por todo o país e no exterior. A fruta, rica em proteína, fibras e antioxidantes, que também cria barreiras protetoras para os neurônios, ajuda a controlar os níveis de colesterol e até mesmo contribui para a redução do risco de alguns tipos de câncer. O Pará é o maior produtor de açaí do país, através do extrativismo da fruta, com 88% da produção nacional. O açaí já faz parte da rotina diária dos moradores do Norte e vem se espalhando por todo o Brasil. O crescimento do consumo da fruta no país é evidente: de 2002 a 2010 a produção saltou de 300 mil para 800 mil toneladas. O engenheiro e dono de uma rede de açaí Eduardo Cruz viu nesse crescimento uma oportunidade. “Eu cursava Engenharia de Produção e trabalhava em uma multinacional fazendo carros e percebi que não estava feliz. Decidi pedir demissão e comecei meu próprio negócio e, como estava chegando o verão, decidi juntar o útil ao agradável. Fiz um projeto e montei uma empresa de açaí na praia, deu muito certo, mas não sabia que a partir dali

restauranteminas2.com.br facebook.com/RestauranteMinas2

ABERTO AO PÚBLICO

O que você está esperando para provar estas delícias?

Risoto Imperial

Cambito Suíno

Risoto com lichia, aipo e burrata, coroado com camarões flambados.

Espaço para eventos

Quartas e domingos Buffet completo

Panturrilha de porco assada com polenta ao próprio molho.

Sábados Deliciosa feijoada

Av. Bandeirantes, 2323 - Mangabeiras Reservas: 31 3227-0338 | 3282-7663


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moda |

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Isadora vargas

isadora.vargas@urbhano.com.br

Neofashion Fotos: Divulgação

Neoprene | saiu da água e foi correndo para as passarelas

Na temporada de inverno 2013, o neoprene, sempre ligado aos esportes aquáticos, saiu da água e foi correndo para as passarelas. Desde então, o neoprene virou mania nos closets fashionistas, começando pelas flares, passando pelos terninhos, calças de alfaiataria e vestidos. A ideia é da Escada, marca conhecida pelos belos vestidos de festa que, no desfile de sua coleção de inverno, utilizou trinta metros do tecido para apresentar seus modelitos. A aposta no tecido foi reforçada pela forte tendência esportiva que apareceu nas mais recentes coleções nacionais e internacionais. Saindo da

casualidade, o tecido tecnológico surgiu em itens mais sofisticados, perfeitos para ocasiões noturnas. Sim, o neoprene passou a fazer bonito à noite e, além de ser um tecido naturalmente emborrachado e projetar frescor instantâneo a looks de balada, ainda cumpre o papel de acentuar a silhueta e deixar tudo no lugar. No universo da moda sempre existem novidades que se tornam febres e onipresentes nas estações em que são lançadas. Com o neoprene não foi diferente: se tem uma peça que “sold out” muito rapidamente mundo afora foram os moletons ou as camisetas de neoprene com estampas espaciais

Balenciaga, da coleção EgyptoFunk. Espalhadas por diversas esquinas nas capitais do mundo, os moletons e camisetas chamaram atenção pelo seu “oversized shape” que, de forma descolada, compunha diversas produções das fashionistas. É fácil de usar e combinar, basta saber onde a curva deve ser acentuada. Para a mulher da vida real, o melhor é usar o neoprene em saias, casacos, vestidos e calças, e pode ser combinado com malha, poliéster e seda. Vale conferir os estilistas que usam e abusam das estampas neste curioso tecido como a marca Versace. As fotos ao lado ilustram essa “febre”. n

economia

Câmbio inconstante

Alerta | Mesmo com as intervenções do Banco central, dólar continua em alta A projeção de instituições financeiras para a cotação do dólar ao final deste ano subiu pela terceira semana seguida. Foi esse o balanço divulgado no último dia 26 pelo Banco Central (BC). Nele a expectativa para o dólar até o final de 2013 passou de R$ 2,30 para R$ 2,32. A estimativa para 2014 também aumentou, pela segunda semana consecutiva, de R$ 2,35 para R$ 2,38. Conforme o anunciado no último dia 22, o BC permanece dando continuidade ao programa de leilões de venda de dólares com o objetivo de frear o avanço da moeda. A alta da moeda no Brasil é reflexo da intenção do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, de reduzir os estímulos monetários. O Fed poderá aumentar os juros e diminuir as injeções de dólares na economia global, caso o emprego e a produção nos Estados Unidos mantenham o ritmo de crescimento e afastem os sinais da crise econômica iniciada há cinco anos. Se a ajuda diminuir, o volume de dólares em circulação cai, aumentando o preço da moeda em todo o mundo. De acordo com a pesquisa do BC junto a instituições financeiras, a previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações), resultado que poderá ser influenciado pela cotação do dólar, passou de US$ 4,35 bilhões para US$ 3,4 bilhões, este ano, e de US$ 8 bilhões para US$ 9 bilhões, em 2014. A alta do dólar poderá ser um fator de estímulo

às exportações e de desestímulo às importações, principalmente de bens de consumo.

As mudanças na cotação do dólar também podem gerar efeitos na balança de serviços (transportes, viagens internacionais, aluguel de equipamentos, entre outros) e de rendas (salários, juros, lucros). Na última sexta-feira, 23, o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, disse que se a alta do dólar persistir, além dos efeitos na balança comercial, os gastos de brasileiros no exterior tendem a se reduzir nos próximos meses. Outro efeito será a redução das remessas de lucros e dividendos de empresas no Brasil para o exterior. Com a alta do dólar, fica mais caro enviar esses recursos para fora do país.

A previsão das instituições financeiras para o saldo negativo em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) foi mantida em US$ 77 bilhões este ano e passou de US$ 79,46 bilhões para US$ 78,55 bilhões em 2014. A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 60 bilhões tanto para 2013 quanto para o próximo ano. Durante um almoço de debate do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em São Paulo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que a alta do dólar pode impactar sobre os preços caso o quadro de desvalorização cambial se intensifique. O ministro ainda ressaltou que o país possui mais reservas e menos dívida pública do que em 2008 para enfrentar a situação, classificada por ele como “minicrise”. n


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crônica

15 Foto: Arquivo pessoal

Verde – Então tá bom, amor, em casa eu te conto a novidade, tá? – Novidade? Que novidade, Guta? – É segredo, curioso. Em casa você fica sabendo. Pronto, bastou aquilo pra bagunçar o dia dele. Cabeça voando, falava consigo mesmo diante da tela imóvel do computador. – Segredo? Guta nunca teve segredo pra mim. Bom, coisa ruim não deve ser, pela voz dela. Ou então é bom pra ela e ruim pra mim. E se a novidade for aquele curso na Itália que ela sempre so-

nhou? E se ela estiver indo embora? Eu sabia que esse negócio de a gente morar junto era meio precipitado, sempre gostei muito mais dela do que ela de mim. Ficou naquela, entre intrigado e irritado pela tal novidade. Na volta, o caminho que ele fazia diária e calmamente de bicicleta agora parecia uma subida interminável. A cabeça não parava. Maldita curiosidade. O tempo no elevador, outra eternidade. Abriu a porta e se deparou com ela a sorrir no meio da sala. A mesma Guta, mas agora com cabelos completamente verdes.

Maurilo Andreas é mineiro de Ipatinga, publicitário de formação e escritor por paixão. Casado com Fernanda e pai de Sophia, é autor de seis livros infantis e foi um dos homenageados na I Feira Literária de Passos. Seu texto “Sebastião e Danilo” foi escolhido pela revista Nova Escola para uma edição especial e vários outros fazem parte de livros didáticos e paradidáticos de diversas editoras.

– Cabelo verde, Guta? Sério?

za? De onde você tirou essa ideia?

– Não gostou?

– Sei lá, assim que eu recebi o resultado do exame hoje cedo decidi que queria ser a primeira mãe de cabelo verde da minha família.

– Não sei. Verde? Difícil de acostumar. – Pois é, resolvi hoje cedo, assim, de surpresa. – É? Mas cabelo verde? Tem certe-

Ele não parava de chorar. Seria pai. E então era verde a cor da alegria.

Este jornal é feito para você. Então quem lê o URBHANO pode e deve participar, sugerindo pautas e temas interessantes. Desde o seu lançamento, o jornal URBHANO tem a preocupação em comunicar-se de forma direta e eficiente com quem mora ou trabalha no Mangabeiras e no Sion. Nossa proposta é ser uma mídia informativa, que mostre tudo que interessa no bairro.

Então o que você está esperando? Entre em contato conosco por telefone ou e-mail e diga o que você quer ver no URBHANO. Pode ser algo que traga alegria ou que te incomode. Pode ser uma pessoa interessante ou um lugar agradável. Fique à vontade!

Participe. Sua contribuição é muito valiosa!

Envie suas sugestões para: redacao.mangabeiras@urbhano.com.br ou ligue pra gente, teremos prazer em atendê-lo: 31 2516.1801 Para anunciar, solicite uma proposta por e-mail: comercial@urbhano.com.br


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veículos

Estilo de vida 4x4

Liderança | Empresa é destaque no Brasil por ser especializada em veículos Land Rover

Fotos: Lucas Alexandre Souza

A oficina tem uma grande área para atender os diferentes modelos Land Rover

Em um mercado cada vez mais competitivo, é preciso inventar fórmulas para driblar a concorrência e ganhar espaço. O que muitas empresas estão fazendo é focar em um nicho, se especializar em um segmento, e, assim, captar clientes através de estilos de vida, de preferências exclusivas e de uma identificação pessoal para determinado produto. Apresentar ao consumidor a possibilidade de ser exclusivo é a tendência mundial das marcas de luxo. Foi assim que o empresário Helio Pegnolate, com uma experiência de mais de quinze anos com a marca Land Rover, atuando na área técnica no suporte de veículos e soluções tecnológicas, decidiu abrir a seu próprio negócio e se tornar um reparador independente. Sua empresa, a HP 4x4, é um centro automotivo especializado em Land Rover, que segue a tendência de exclusividade para os seus clientes, fato que lhe valeu destaque não somente em Minas Gerais, mas em todo Brasil.

Ter um Land Rover é de fato um estilo de vida. Quem compra esse veículo demonstra que quer qualidade, durabilidade, estilo e aventura. Gerson Freire, gerente de vendas e comunicação da HP 4x4, explica porque a empresa resolveu se especializar em um único produto. “Ter um Land Rover é de fato um estilo de vida. Quem compra esse veículo demonstra que quer qualidade, durabilidade, estilo e aventura. Em nossa experiência com a marca, entendemos que quem possui um Land Rover deve sempre cuidar do veículo de forma preventiva. Os planos de revisões devem ser seguidos cuidadosamente e, principalmente, a manutenção no veículo deve ser especializada, pois essa marca trabalha com procedimentos muito definidos para que a manutenção seja eficaz.

mesmo as orientações da fábrica a suas concessionárias”, relata o Helio Pegnolate. O perfil dos proprietários da marca Land Rover é formado por pessoas arrojadas que gostam de curtir a natureza, e como os modelos são robustos e aguentam passar tranquilamente por qualquer tipo de terreno, muitos adoram fazer trilhas. E é por isso que a empresa, conhecendo os seus clientes, propõe uma interação maior com as famílias e o meio ambiente. “Duas vezes ao ano convidamos um grupo de clientes para participar em um passeio que dura o dia todo. Geralmente saímos aos sábados bem cedo e vamos em comboio para alguma trilha já conhecida na região de Minas Gerais. Esses encontros e passeios servem para promover interação e cooperação entres os participantes, além de sempre visar a educação ambiental. Os participantes têm a oportunidade de ver seu Land Rover em ação em terrenos mais desafiadores. A maioria leva sua família, e sempre terminamos com um ótimo banho de rio nessas lindas trilhas de Minas Gerais”, comenta o proprietário.

Nesse sentido, a empresa se destaca no mercado O casal Márcia e Helio Pegnolate são nacional devido ao treinasócios da empresa e participam de mento qualificado de sua todos os processos equipe e principalmente pelo personal service que Helio Pegnolate dispensa em cada serviço”, explica o responsável. O primeiro Land Rover foi apresentado em 1948. Era um veículo robusto e de grande durabilidade. Seis décadas depois da sua criação, estima-se que mais de dois terços de todos os Land Rover produzidos no mundo ainda estão em circulação. Por isso os cuidados específicos para a linha são fundamentais para a sua conservaA empresa já está programando uma viagem para ção. “Nossos funcionários são treinados em áreas es- um grupo exclusivo de clientes, ações que fazem a especificas como eletrônica, softwares e hardwares, dis- pecializada em Land Rover se destacar no ramo e se ponibilizadas no mercado nacional. Entretanto, para firmar cada vez mais no mercado. “Já está sendo orgatreinamento específico em protocolos, serviços me- nizada uma viagem a uma das fábricas da Land Rover cânicos complexos, nossos funcionários são enviados na Inglaterra com um grupo de clientes. Serão vagas para o exterior. A vantagem de sermos reparadores limitadas, dez apenas. Dependemos agora da agenda independentes é que podemos buscar sempre novas de visitação da fábrica para que possamos anunciar as soluções, informações no mercado internacional, pois datas. Será uma experiência ímpar e temos certeza que não estamos presos à fábrica. Com isso podemos for- nossos clientes ficarão muito satisfeitos com essa opornecer soluções de ponta aos clientes antecipando até tunidade”, conta o gerente de comunicação. n

Equipe da HP 4x4 Especializada Land Rover


Urbhano Mangabeiras | Sion nº 4