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21 . agosto a 5 . setembro de 2013 . ANO I . Número 03 . Distribuição gratuita

On-line: www.urbhano.com.br

Foto: Arquivo URBHANO

tudo que inteRessa no seu bairro está aqui

em contato com a natureza

novo parque da serra do curral oferece aos visitantes uma opção de lazer ao ar livre no alto do mangabeiras

local A 5º edição do Festival Internacional i Love Jazz reuniu adeptos da boa música, além de muitos jovens e famílias na Praça do Papa pág. 4

bem-estar Método Derose é a resposta para quem procura limpar o organismo, descontrair os músculos e absorver energia positiva pág. 12

gastronomia O restaurante Minas II apresenta um cardápio repleto de novidades deliciosas para quem adora comer bem pág. 13

moda a colunista isadora vargas dá dicas do que não pode faltar no guarda-roupa das mulheres elegantes e descoladas pág. 14 ESPECIALIZADA LAND ROVER

entrevista

Fonte - Tumbleweed

a escritora e blogueira cris guerra conta sobre sua vida e novos projetos, De forma espontânea e sincera Pág. 6

C 1 M 0 Y 21 K 0

C 90 M 36 Y 100 K 3

www.hp4x4.com.br | 31 3374.5821 Foto: divulgação/Lafonte Editora


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URBHANO mangabeiras | sion Belo Horizonte, 21 de agosto a 5 de setembro de 2013

opinião

Foto: Arquivo pessoal

frasesURBHANAS

leo soltz (*)

Por que Parou, Parou Por quÊ? Entre as inúmeras reformas estruturantes necessárias para o Brasil avançar, a que aborda a mobilidade urbana, com o aumento do uso de veículos particulares, precisa ser repensada. Apenas como exemplo, São Paulo, a capital financeira do país, é assombrada por engarrafamentos que ultrapassam 100 km de extensão e que levam horas a fio para serem dissipados. BH anda na mesma frequência, e tornam-se comum as paralisações no fluxo. Trajetos antes realizados em 20 minutos chegam a durar mais de uma hora. Estudo recente da Fundação Getúlio Vargas constatou ainda que algumas cidades perdem em riqueza adicional – aquela que poderia ser gerada se o tempo perdido no trânsito fosse gasto no trabalho – mais de R$ 26,8 bilhões por ano. As perdas não param por aí. O impacto econômico dos acidentes de trânsito supera os R$ 26 bilhões ano, e os ligados ao meio ambiente, provocados pelos carros, são incontáveis. Cerca de 80 milhões de veículos circulam hoje pelo país. Mais que o dobro da frota de 1999. Infelizmente, o governo ainda enxerga a indústria automobilística como o grande propulsor da economia, concedendo reduções nas cargas tributárias e incentivando, de forma extremamente vil, o consumo exacerbado dos automóveis particulares. Isto contribui para o aumento do PIB, é certo. Porém, esse mesmo indicador não capta as consequências negativas desse ato, como o aumento dos congestionamentos de trânsito, da poluição nas cidades, do estresse das pessoas nas ruas, entre outros fatores nada favoráveis a essa mesma economia. Se ganha-se de um lado, perde-se de outro. Na recente discussão sobre o papel do transporte público e as formas de incentivo possíveis, os valores das passagens e as melhorias sobre esse modal precisam ser amplificados com o apoio da sociedade civil. Qualificar o transporte público para desestimular o transporte individual e repensar soluções específicas para nossa cidade deve ser o grande mote desta discussão. Senão, corremos o risco de ver nossa cidade parar. Pedágio e cotas. Outras soluções paliativas, como o pedágio urbano, que desestimula o uso do carro nas horas de maior fluxo, aliada ao sistema de cotas, que limita o número de carros por família, podem ser parte dessas mudanças. A adoção de tais posturas em alguns países mostrou significativas reduções de tráfego. Os ônibus passaram a contar com mais passageiros, e os congestionamentos caíram, em média, 30%. Em Paris e Manhattan, cerca de 75% da população não usa carro. O transporte público é o meio mais utilizado tanto para o trabalho quanto para o lazer. Essa opção deve-se em parte à inexistência de estacionamentos na cidade e uma política, de décadas, ligada à infraestrutura de transporte público por meio de metrôs e ônibus. Na Alemanha, para inibir o consumo de veículos, construções residenciais só podem ser viabilizadas sem garagem, estimulando, assim, o transporte público. Trabalho vizinho. Outra forma de repensar o congestionamento urbano é rever a forma como a própria cidade e o trabalho se organizam. Incentivar as empresas que contratam funcionários que moram próximo a suas unidades, concedendo alíquotas de impostos menores; oportunizar a inserção do valor do transporte ora previsto e dos tickets de alimentação em dinheiro para o colaborador; incentivar o almoço em família e, ainda, redefinir de forma organizada horários de entrada e saída no ambiente de trabalho e nas escolas são soluções simples e rápidas que podem, com certeza, evitar os caóticos picos de engarrafamento que vivenciamos diariamente. Já passou da hora de rever nossos conceitos. Quem vai dar o primeiro passo? (*) Leo Soltz Vice-presidente de comunicação e marketing da Sucesu Minas

Foto: Douglas Magno / Ag. Estado

Eu não a coloquei em situação alguma de desfavorecimento de sua imagem. Ela é atleta de um clube superconceituado, que é o Flamengo. É um absurdo o que eles fizeram. Fotógrafo Gladyston Rodrigues, do jornal Estado de Minas, agredido por dois seguranças de Sasha Meneghel, filha de Xuxa, após tirar fotos da adolescente em um jogo de vôlei na capital

A posição do clube em relação ao incidente ocorrido é a de que não existe vínculo contratual ou financeiro algum entre a Sasha e o Flamengo. Esse vínculo é apenas federativo. Em relação ao segurança que supostamente teria agredido um jornalista, ele não é funcionário do clube. Nota publicada pelo Flamengo após o incidente Não pretendo falar sobre o assunto por enquanto, tudo é muito recente, mas estou feliz. Quem sabe conversaremos daqui um tempo... Peço compreensão nesse momento. Ana Paula Siebert, ainda assustada com a repercussão do recente romance com o apresentador Roberto Justus

Esse é o novo câmbio, agora onde ele vai ficar eu não sei. Ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitindo que a cotação do dólar mudou de patamar em função da reversão dos estímulos nos EUA e da piora da balança comercial brasileira. facebook.com/jornalurbhano

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Fotos | Lucas Alexandre Souza e Cinthya Pernes Revisão | Pi Laboratório Editorial Estagiárias | Daniela Greco e Renata Diniz


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cidade

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Perigo que vem do céu

Alerta | apesar de alertas, Cerol e linha chilena continuam apresentando riscos na zona sul ao redor em risco. Para os motociclistas, o perigo pode ser considerado ainda maior, pois, quando transitam pelas ruas, dificilmente enxergam a linha e conseguem Foto: Arquivo URBHANO

Não é novidade para ninguém que o uso de cerol pode causar graves acidentes, mas, mesmo assim, algumas pessoas insistem em optar pela combinação de cola e pó de vidro na linha para soltar pipas. Infelizmente, um novo tipo de linha cortante tem sido utilizado para colocar em risco a segurança de motoqueiros, pedestres, crianças e a rede elétrica: a linha chilena. Como não bastasse o cerol, muitos jovens e adultos têm utilizado a perigosa “linha chilena”, uma linha importada, livremente vendida na internet, que tem uma camada de óxido de alumínio, substância que serve para equipar até ferramentas de corte. Esse tipo de linha corta até quatro vezes mais que a preparada com pó de vidro e cola, ou seja, é um perigo muito maior para a sociedade. O material é tão cortante que os usuários têm que manusear o produto utilizando instrumentos específicos para enrolar a linha sem encostar nela. Quem usa a linha chilena afirma que ela é mais elástica e resistente do que a preparada com cerol. As pessoas que fazem a escolha de utilizar esses materiais cortantes acabam por transformar a brincadeira em crime, uma vez que seu uso é considerado crime em oito estados brasileiros, e quem desrespeita a lei pode pagar uma multa que varia entre 100 e 1.500 reais. Pior do que desrespeitar uma lei é colocar as pessoas

Aves e outros animais também são vítimas das linhas com cerol

desviar dela, o que pode causar cortes nas mãos, braços, rosto e ferimentos graves no pescoço, que podem conduzir ao óbito. O motoqueiro Marcelo Damasceno já se acidentou e teve vários colegas de profissão que se

machucaram por causa desse tipo de linha. “Eu estava passando em um viaduto à noite e, como as linhas são quase invisíveis, passei por um trecho e senti algo no pescoço, na hora levei a mão e vi que era uma linha com cerol. Se eu não tivesse pegado na hora, teria sofrido um corte muito maior, como o de um colega meu, que teve que dar 10 pontos no pescoço”, afirma. As pessoas que trafegam pela cidade em motos, seja a trabalho ou a passeio, devem seguir as normas do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que exige que os veículos tenham um aparador de cerol ou uma antena no guidão da moto para que a linha não deslize pelo capacete e chegue até o pescoço. Marcelo aprendeu a lição e já instalou a antena, mesmo assim, faz um apelo. “A conscientização vem dos próprios pais, as autoridades não têm tomado nenhum tipo de cuidado. A Avenida Cristiano Machado é cheia disso, e ninguém faz nada”, reclama. Apesar das várias campanhas alertando para o perigo dessa “brincadeira”, o cerol e a linha chilena ainda continuam sendo utilizados indiscriminadamente e fazendo suas vítimas por todo o país. Vale lembrar que para soltar pipas com segurança, o brinquedo deve ser empinado longe da rede elétrica, em espaços abertos, como praças, parques e campos de futebol. n


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local

We love jazz Fotos: André Fossati

Foto: Lucas Alexandre Souza

Música | o Festival I Love Jazz, no mangabeiras, já faz parte do calendário de eventos em bh

O DJ Michael Cumella comandou as “pick-ups” gramofônicas no evento

A quinta edição do Festival Internacional I Love Jazz trouxe à capital mineira uma programação recheada de grandes atrações nacionais e internacionais, fazendo uma viagem pelo jazz clássico ao estilo dançante e popular entre as décadas de 1920 e 1940. BH foi privilegiada com o evento nos dias 9, 10 e 11 de agosto, na Praça do Papa. Brasília também já acolheu o festival nos dias 10 e 11 do mesmo mês. Segundo os organizadores do evento, as 10 atrações gratuitas e abertas ao público reuniram cerca de 50 mil pessoas nas duas cidades. A transição de estilos dentro do jazz é uma marca que o festival vem fortalecendo desde sua primeira edição. “Nós mantivemos a mesma filosofia nesses cinco anos

de festival e acho que tem dado certo. Até mesmo porque a maioria dos festivais de jazz, não só do Brasil, mas do mundo inteiro, são bem amplos e trabalham com músicas que não são exatamente desse estilo. Então esse é o nosso diferencial, e quem busca esse tipo de música vai encontrá-la no I Love Jazz”, declarou o diretor geral e curador do evento, Marcelo Costa. Característica que agradou a nutricionista Ana Marina Carvalho Silva, 32, moradora do bairro Mangabeiras, que foi com os amigos e familiares assistir pela quarta vez o festival. Ela afirma que é uma apreciadora do estilo musical, mas não uma conhecedora da história do jazz. Para ela, a oportunidade de ter um contato maior com o

Uma megaestrutura foi montada para a realização do evento internacional

estilo é o atrativo do evento. “Acho muito bacana a oportunidade das pessoas conhecerem uma música de qualidade. O público parecia estar gostando, porque estava bastante cheio.” Para ela, além da boa música, o ambiente familiar foi um incentivo a mais para o público. “Todos os meus amigos gostaram, e eu também. Nós gostamos tanto que fomos no sábado e acabamos voltando no domingo.” Entre as atrações que se destacaram, chamou a atenção o DJ norte-americano Michael Cumella, que se apresentou no intervalo entre cada banda. Vestido com figurino dos anos 30, o norte-americano reproduziu músicas utilizando os clássicos aparelhos gramofones, onde tocou o melhor do jazz de 1895 a 1930. n

O público compareceu em peso para ouvir e ver as apresentações do festival


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crônica

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Délio tinha uma mancha de nascença nas costas, logo abaixo da nuca. Talvez por causa da localização, longe das suas vistas, nunca deu muita bola pra ela nos primeiros anos de vida. Até que um dia, já com seus 19 anos, uma namorada reparou: - Dé, alguém já te falou que essa marca nas suas costas é igualzinha ao mapa da França? Délio, que nunca tinha reparado no formato do mapa da França, respondeu que não, mas ficou pensativo com aquele comentário. Os dias passavam, e Délio cada vez mais se convencia de que aquilo só podia ser um sinal, uma indicação clara de que seu destino estava do outro lado do Atlântico, em Paris, Cannes ou em alguma cidadezinha do interior francês. Começou a estudar a língua, informou-se sobre literatura, cinema, queijos

e vinhos franceses e, assim que se formou em Turismo, partiu para encontrar o caminho que estava impresso em sua pele desde que nascera. No país novo conseguiu trabalho, fez amigos e, beirando os 30 anos, arranjou uma companheira francesa que, em sua mente, talvez fosse o grande objetivo daquela mensagem hereditária com a qual sempre convivera. Nunca mais voltou ao Brasil e tinha plena certeza de que toda a sua vida, cada minuto de sua existência, só fazia sentido por causa de Marie. Casaram-se, e já no primeiro ano ela engravidou. Com três anos de casamento veio o segundo pimpolho, mas, com a mesma mágica súbita com que tudo começou, as coisas azedaram por volta do quinto ano. Já não conversavam, a paciência de um com o outro rareava e as discussões

Foto: arquivo pessoal

Mapas entre eles ganhavam proporções gigantescas e faziam fama na vizinhança. Separaram-se após seis anos de união, não sem antes enfrentarem uma longa batalha judicial repleta de acusações mútuas e dor. Era um homem ferido, traído pelos sinais. Dali em diante já não se animava com relacionamentos românticos, desiludido pela peça que lhe havia pregado o destino, a maldita mancha que, na verdade, não era uma indicação de felicidade, mas o aviso de um desastre. Viveu solitário e morno, sem grandes paixões, sem grandes momentos, sem grandes reviravoltas. Essa definitivamente não era a vida que esperava na França. Aos 60 anos, em um exame de rotina, o médico comentou: - Curiosa essa sua mancha nas costas. Alguém já te disse que ela tem o formato do... - Sim, do mapa da França. Eu sei... - Mapa da França? Não, na verdade ela se parece com um mapa, mas não da França. E mostrando a mancha através de

Maurilo Andreas é mineiro de Ipatinga, publicitário de formação e escritor por paixão. Casado com Fernanda e pai de Sophia, é autor de seis livros infantis e foi um dos homenageados na I Feira Literária de Passos. Seu texto “Sebastião e Danilo” foi escolhido pela revista Nova Escola para uma edição especial e vários outros fazem parte de livros didáticos e paradidáticos de diversas editoras. um espelho, completou o raciocínio de forma definitiva. - Tá vendo? É o mapa da Alemanha, sem tirar nem pôr. Perfeito! E assim terminou a consulta, com Délio amargo, murcho, derrotado. Bem de saúde, sem dúvida, mas cheio de ódio pela antiga namorada dos 19 anos e sua terrível ignorância em Geografia. n


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entrevista

Pura espontaneidade

Foto: Pedro Nicoli

Hoje vou assim | A multifacetada cris guerra fala de sua vida pessoal e profissional

Sinceridade é um dos pontos marcantes da publicitária, blogueira e escritora Cris Guerra. Em seus 43 anos, ela conta sobre sua vida de forma simples e direta. Sem dramas, apesar de já ter vivido muitos momentos trágicos, como a morte do pai do seu filho francisco, quando ela estava no sétimo mês de gestação. Formou-se em publicidade na universidade Federal de Minas Gerais e, desde muito cedo, fez estágios em diversas agências da área. sua carreira deslanchou quando virou redatora da agência Lápis Raro. Porém, devido ao blog Hoje Vou Assim, o primeiro de looks diários do Brasil, Cris Guerra tornou-se conhecida e admirada em todo o país e optou por deixar a publicidade. Cris é mãe de Francisco, 6 anos, para quem escreveu o seu primeiro blog/livro (Para Francisco), e está casada há um ano com o também publicitário Edmundo Bravo. Lançou recentemente o livro Moda intuitiva, no qual conta suas experiências e descoberta na moda, ajudando mulheres a encontrarem o seu estilo pessoal. Hoje se dedica ao blog e escreve para alguns veículos da capital mineira. Você sempre quis ser publicitária? Como foi a sua trajetória profissional? Eu não me lembro exatamente quando eu escolhi a publicidade, mas eu me lembro que com 13 anos eu comecei a escrever diários, pois eu tinha uma dificuldade muito grande de entender o mundo, de me colocar nele. Eu me sentia pouco aceita, e a escrita foi uma válvula de escape grande para mim. Então como eu escrevia muito, acabei indo naturalmente para a comunicação. Entrei no curso de Comunicação Social na Federal, passei na PUC também, queria a PUC porque lá tinha curso de teatro, mas fui para a Federal. O que foi interessante, pois lá eu pude ter uma noção dos quatro cursos, Publicidade, Jornalismo, Relações Públicas e Radialismo. Quase fui

para o jornalismo, mas um professor de redação publicitária chamado Renato de Pinho, já falecido e a quem eu devo muito, me encontrou no corredor e me disse: “Você vai ser da publicidade. Você vai ser minha aluna”. Eu acabei então indo para a publicidade, incentivada por ele. Rapidamente eu percebi que queria ser redatora. Com 20 anos, comecei a fazer estágio, eu era contratada como estagiária, mas era a única redatora da agência. Era uma agência pequena, mas eu sabia que tinha que resolver o negócio, fui fazendo sem referências, sem saber direito o que estava fazendo. Depois fui para agências maiores, como a Sofia, que foi muito importante em um sucesso em determinada época, e lá eu aprendi muito. Mas meu sonho sempre foi ir para a Lápis Raro, e aí eu

fui, e lá foi onde eu aprendi muito mesmo, foi lá que minha carreira cresceu como redatora. Saí da Lápis Raro para a Solution, voltei para a Lápis Raro, fui de novo para a Solution, mas minha última agência foi mesmo a Lápis Raro. Hoje não trabalho mais em agência, acabei largando a publicidade, por causa dos blogs e porque eu comecei a escrever. E um acontecimento da minha vida fez também com que eu largasse a publicidade, mas eu também já estava cansada. Tinha 20 anos de publicidade, eu gostava, mas já não era tão apaixonada. Você acabou de lançar um livro, conte um pouco sobre ele. Moda intuitiva é uma consequência dos meus quase


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Você sempre fala de autoestima em suas palestras, por quê? Eu percebi que isso era algo novo que eu podia passar para as pessoas, pois no geral as pessoas lidam com a moda de uma forma muito fútil, e ela acaba sendo considerada uma coisa frívola, pura futilidade. E eu não concordo que roupas, sapatos e acessórios que a gente veste sejam supérfluos, pois são coisas que a gente usa para se expressar , se sentir feliz, para cuidar de nós mesmos. O problema é que a moda é tratada de uma forma superficial, mas ela não é superficial. Você escreve muitas crônicas, de onde vem a sua inspiração? Na verdade vem das coisas mais cotidianas, eu acho que tenho um prazer muito grande de observar a vida e as coisas simples, porque elas podem pare- Capa do novo livro Moda intuitiva, sucesso de público e crítica cer bobagem, mas é nas coisas simples que estão os detalhes interessantíssimos que a gente não percebe e é tão fundamental em nossa vida! E nós nos esqueceque nos ensinam muito. Qualquer pequeno caso dife- mos de cuidar disso, nós estudamos tanto física, materente que a pessoa me conte, uma peculiaridade de al- mática, inglês, MBA, e às vezes a pessoa não cuida de guém, pode virar uma crônica, porque eu gosto muito si, da sua forma de se relacionar com o outro. Eu tenho da metáfora, porque na vida se você for olhar, tudo é medo de a minha escrita às vezes parecer piegas, eu não comparável a tudo. Eu não sou uma grande pesquisa- tenho nenhum drama que escritor tem que ser depridora, eu não entendo nada de física quântica, eu não mido, não, escritor pode ser uma pessoa muito feliz. Na entendo nada de história, eu não fui uma pessoa que dor você pode descobrir muita coisa interessante, mas pesquisou muito, mas eu me interesso muito pelo com- também na felicidade, nas coisas simples mesmo. Eu portamento humano, pelo relacionamento com as pes- quero é passar coisa boa para o mundo, disso eu tenho soas e como a vida acontece. Eu sou muito apaixonada certeza, o mundo já é um lugar tão árduo, e não quero

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Foto: Flávio de Castro

Foto: Flávio de Castro

transformá-lo em um tormento. Eu quero emocionar o leitor, mas se eu puder quero emocionar de um jeito bom. Eu já tive depressão na minha vida, já passei por muita tristeza e eu não estou precisando mais viver isso. Eu acredito que estamos no mundo para ter um foco positivo, eu acredito no caminho do bem.

Reprodução/Editora Lafonte

seis anos do blog Hoje Vou Assim, que é um blog de looks pelo tema amor. O amor é muito importante na minha diários, o primeiro blog assim do Brasil, que eu fiz total- vida, os meus relacionamentos, com meu marido, com mente por acaso e acabei participando da criação que meu filho, como as pessoas lidam com o amor. O amor impulsionou o movimento de blogs de moda. O livro foi uma consequência natural, mas eu tinha um pouco de resistência, não sabia muito se eu queria escrever alguma coisa. Meu editor do Para Francisco, meu primeiro livro, sempre me falava para escrever um livro sobre moda, e eu pensava “o que eu tenho de novo para falar sobre moda”? Porque livro de moda existem muitos. O que aconteceu é que eu fiz um vídeo sobre um texto meu que fala sobre uma coisa muito simples, “Você já parou para pensar que você é seu próprio estilista?”, junto com uns amigos videomakers. E o resultado ficou muito bacana, poético, contundente, e colocamos no YouTube com a assinatura do blog. Teve uma repercussão muito boa no final de 2011, e meu editor viu isso. E na verdade o mundo Com o filho, Francisco, no lançamento do livro Moda intuitiva no shopping Diamond Mall da moda ficou atento a esse vídeo, ele ganhou 50 mil acessos muito rápido; não é nenhum hit da internet, mas no segmento de moda ele teve um resultado rápido. E meu editor falou “agora dá para escrever um livro de moda?”. Eu parei nessa hora, refleti e pensei que eu tinha algo de novo, pois o que eu estava dizendo naquele vídeo parecia uma coisa muito óbvia para mim, mas às pessoas tinha feito um grande eco, eu disse alguma coisa que as pessoas estavam a fim de ouvir. Eu tive um grande problema em fazer uma coisa que não parecesse um manual de moda, eu tenho uma aversão aos manuais de moda, pois não acredito que alguém se vista de acordo com um manual. A gente tem que se vestir de uma forma muito sensorial, Em momento de descontração com o marido, o publicitário Edmundo Bravo respeitando e confiando nas nossas sensações. O livro é como se fosse uma autobiografia de moda e ele conta um pouco daquilo que deu certo para mim, das descobertas que eu fiz. Mas não faça como eu faço, no sentido de “para mim deu certo, quem sabe não dá certo para você”. Quem sabe você não descobre o seu próprio caminho também. O jeito de escrever sempre foi uma preocupação, eu queria que fosse um livro gostoso de ler. Acredito que é um livro que qualquer pessoa pode ler, não só as interessadas em moda.

entrevista

Você se casou recentemente, como está sendo essa nova fase da sua vida? O primeiro ano de casados foi muito difícil, porque somos pessoas mais velhas. Meu marido tem 52 anos, eu tenho 43, somos pessoas que já têm vivências, nós já temos nossas manias e tal. E tem o Francisco, meu filho, mas essa é a parte que mais deu certo. Porque o Francisco praticamente escolheu o Didi junto comigo. Foi meu único namorado que ele quis ter como pai. Ele falou isso, ninguém instigou nada. Pelo contrário, foi bem encantador. Mas o primeiro ano de casados foi difícil porque nós tínhamos de aprender a lidar com as nossas diferenças, e aí a gente decidiu morar separado, e está sendo muito bom. Eu estou vivendo um momento de família que era um sonho pra mim, desde que o Fran nasceu. Ele nasceu sem o pai, que morreu dois meses antes de ele nascer. Não puderam se conhecer. Foi uma frustração muito grande, o pai dele estava muito feliz com a vinda do filho, ele chorava só de pensar, e eu tive de superar isso. Essa superação que fez essa modificação inteira na minha vida, né? Então nada é por acaso. Mais ficava sempre uma frustração de não ter uma família completa. Não que eu seja a pessoa mais tradicional do mundo, não sou. Mas eu sou tradicional também, eu queria ter uma família de propaganda de Doriana. Nós três juntos funcionamos muito bem. Então é uma alegria estarmos juntos. É como se isso tivesse nos rejuvenescido. O que você gosta de fazer nas suas horas de lazer? Eu adoro comer bem. Eu sou muito ligada no paladar. Gosto muito de ir ao cinema. Uma coisa que a gente tem feito muito é ir ao cinema com o Francisco, é um programa delicioso. A gente vai assistir a um filme infantil normalmente, e os filmes infantis hoje são ótimos. Eu adoro ler. Não tenho tanto tempo pra parar e ler, mas sempre que eu viajo estou sempre com um livro. É a hora que eu mais leio. Adoro novela das 8, quer dizer das 9. Essa novela que está passando, apesar de ela estar ficando um pouquinho chata. É uma hora que eu desligo da minha vida. Não estou pensando em nada. É pra distrair. Gosto um pouco dessa coisa de a gente ter um ritual, todo dia ter um horário que a gente reserva pra gente. E a novela tem esse significado. Nove horas eu estou na frente da TV assistindo à novela.

Você morou no Mangabeiras. O que você acha do bairro? Eu gosto do Mangabeiras, mas acho que é um bairro onde falta muito a segurança. É um bairro muito visado hoje em dia. A cidade como um todo precisa de muita segurança, e o Mangabeiras é um bairro que está sofrendo com isso porque ele acabou virando um alvo, pelas casas. Acho que falta os ônibus passarem mais entre as casas, mais em cima. Porque eu fico vendo, perto da Praça do Papa, onde meu marido mora, as empregadas têm que descer a pé e subir a pé. E eu acho isso tão absurdo! Não existe mais tanta empregada que dorme em casa hoje em dia. Mas é um bairro gostoso, e eu moro perto. Morei lá um tempo e fico muito lá, duas ou três vezes por semana durmo lá. E é um bairro que tem uma aura interessante, não tem igual em Belo Horizonte. n


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matéria de capa

Uma beleza extraordinária Natureza | novo Parque Serra do Curral é um grande presente para turistas do mundo todo

As primas Cláudia Bento Mello e Raquel Valente identificam a flora do local com ajuda do painel instalado no mirante 3

Fotos: Arquivo URBHANO

Portaria de acesso ao parque

Grupo reunido no início da caminhada recebe informações dos guias

ano. Nos finais de semana temos um público estimado de 700 pessoas. Temos recebido muitas famílias que não conheciam a Serra, que é patrimônio e símbolo da cidade. Eles fizeram um mapeamento antes, pesquisaram e reestruturaram todo o parque, para que ele fosse um lugar atrativo para o público”, conta a administradora. Marta Amélia Lima, 45, é gerente do parque Serra do Curral desde sua inauguração. Ela já trabalhou em diversos parques da cidade, como o Parque das Mangabeiras e o Parque Municipal, e há anos presta serviços para a Fundação de Parques de BH. “É muito prazeroso você estar trabalhando em um lugar onde a natureza se reconstitui. Você vê coisas novas a cada dia, vê a alegria das pessoas de estarem em um lugar limpo e conservado, respirar um ar puro e ir ao mirante número 3 e ver a vista de 360 graus, podendo contemplar a cidade. Isso, hoje, realmente faz parte da minha vida”, conta realizada a gerente. Com uma área aproximada de 400 mil m², a Serra apresenta altitudes médias variando entre 1.200 e 1.380 m. O grande diferencial é a trilha guiada chamada de “Travessia da Serra”, que consiste na caminhada

Foto: Lucas Alexandre Souza

No meio da vida urbana, com engarrafamentos, filas de bancos e pessoas correndo de um lado para o outro, existe um lugar que faz tudo isso parecer uma realidade distante. A cidade, com sua confusão cotidiana, fica pequena, e a paz consegue reinar. Os únicos ruídos são das aves fazendo ninhos na montanha e das árvores batendo os galhos fortes ao vento. Essa é a sensação de ver Belo Horizonte do alto da Serra do Curral em um dos seus mirantes. O campo de visão é extraordinário, conseguimos avistar todos os bairros da cidade, a Pampulha, o Mineirão e as avenidas. O Parque Serra do Curral comemora um ano no dia 8 de setembro. Depois de concluir o licenciamento da prefeitura de Belo Horizonte em parceria com a Construtora BH Forte, a empresa que administra o parque, ele finalmente foi aberto ao público. “É o único parque terceirizado e administrado totalmente por uma empresa, desde o manejo até a recepção dos visitantes, todo mundo que trabalha aqui é terceirizado. O nosso serviço é medido pela qualidade de nosso atendimento”, relata a gerente do parque, Marta Amélia. “O parque já estava há 20 anos tentando ser aberto, e agora ele já vai fazer um

que percorre toda a crista da Serra, com cerca de 2.300 m de extensão. A trilha possui dez mirantes, mas devido a um risco de desmoronamento de um pedaço da Serra e para a segurança dos visitantes, ela foi interditada, de modo que agora é permitido ir apenas até o mirante número 8. Antes da interdição, o final da trilha acontecia dentro do Parque das Mangabeiras. A caminhada dura aproximadamente três horas, são 4,5 km de travessia, contando a ida e a volta. O condutor explica que a trilha não é complicada e que qualquer tipo de pessoa consegue fazer. “A trilha é tranquila, recebemos muitos idosos, jovens, acima de 14 anos que é o permitido, e famílias. É um lazer muito procurado por esse tipo de público. Para quem não consegue andar tanto, nós temos todo um suporte. Temos condutores para auxiliar no transporte de carro, dependendo de onde a pessoa esteja na trilha, nós buscamos ela de carro”, explica o condutor Raphael.

A coruja “Percival” já é conhecida dos guias e visitantes do parque

É recomendável o uso de chapéus e bonés, além de água para realizar as trilhas

Revoadas de tico-ticos cruzam o caminho dos visitantes


URBHANO mangabeiras | sion Belo Horizonte, 21 de agosto a 5 de setembro de 2013

matéria de capa

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De vários pontos da trilha, os visitantes podem admirar belas vistas de Belo Horizonte

Todos os funcionários do parque têm formação em biologia ou áreas compatíveis, e você pode perguntar para qualquer um sobre as espécies, história ou vegetação. Um pré-requisito para trabalhar no parque também é passar por cursos preparatórios. Raphael Guimarães Bonzi, biólogo, trabalha no parque desde sua criação. “Nós tivemos primeiro um período de formação antes de começar a trabalhar no parque. Eu entrei um mês antes dele abrir, em agosto, fizemos cursos de brigadista, manejo com animais peçonhentos, cursos sobre a Serra do Curral, vegetação e a história”, conta. O biólogo explica a importância de se preservar uma área como essa no meio de centros urbanos. “A importância desta área para a cidade é gigantesca, principalmente na parte ambiental, aqui você tem contato direto com o verde, com a natureza. BH é uma área urbana, então são poucos os centros em que nós podemos ter esse contato todo. Temos o Parque Municipal, que é bem central, na Avenida Afonso Pena, temos também o Parque das Mangabeiras e, agora, este novo parque que tem o atrativo diferencial da trilha guiada.”

O parque é monitorado por agentes em pontos elevados

Para os visitantes são passadas informações prévias. Antes de tudo, todos assistem a um vídeo com explicações detalhadas sobre o percurso e o parque. Os condutores param em diversos pontos da trilha para dar explicações também sobre a vegetação, o clima e as espécies. O passeio é todo fragmentado, o que permite aos visitantes que não estão muito habituados a fazerem exercícios físicos, descansar um pouco e se distrair com as belas vistas dos mirantes. “As espécies de árvores que temos aqui são bem diversas, como beijoeiro, pau santo, joão bobo, são espécies características do cerrado mesmo. Temos muitos tipos de pássaros – coruja buraqueira, tico-tico, maria preta de penacho, joão de barro, bem-te-vi, ave chilena, uma boa quantidade. Também temos de animais, como tatu, tiú, quatis, calangos, muitos miquinhos, muitas cobras também, temos jararaca, coral, falso coral, urutu cruzeiro”, relata o condutor. Raphael conta que no caminho pode haver surpresas, como encontrar uma espécie de pássaro nunca vista antes por lá, ou dar de cara com um dos muitos tipos de cobras, mas ele avisa que os visitantes não correm perigo. “A trilha guiada funciona sempre com um condutor à frente. Todas as vezes que encontramos um animal peçonhento na trilha foi por um condutor, então já temos essa maldade, na hora que estamos na trilha, estamos atentos, já percebemos qualquer movimentação estranha. Qualquer barulho, qualquer ruído, já sabemos se é calango ou cobra. Sempre vai um condutor na frente e outro atrás, então é muito seguro.” Por isso, não é recomendado que o visitante vá com shorts e chinelos, pois a caminhada é longa. Quem for fazer a trilha deve ir com calça cumprida, mais leve que a jeans, para maior conforto na hora da caminhada, e sempre usar tênis. Apaixonado pelo parque, o condutor e biólogo Raphael, que trabalha também durante os finais de semana, fala sobre o seu mirante preferido. “Em minha opinião o mais interessante é o número 6, que é o ponto mais alto

agendamento Para fazer a trilha é necessário agendamento prévio pelo site (www.parqueserradocurral.com.br). Não são realizadas marcações pelo telefone. No site você consegue visualizar quais dias e horários estão disponíveis.

endereço Av. José do Patrocínio Pontes, 1.951. Praça Estado de Israel, Mangabeiras.

funcionamento O parque funciona de terça a domingo e fecha às segundas-feiras para a manutenção. São permitidas dez pessoas por grupo de caminhada e quatro horários de trilhas no dia, 8h30 e 8h45 de manhã e 13h15 e 13h30, na parte da tarde. Recomenda-se chegar 20 minutos antes do horário marcado.

da travessia, chegando a 1.300 metros de altitude. Então dá para abordarmos muita coisa lá em cima, como os biomas que temos em Belo Horizonte e Nova Lima, como o Cerrado e a Mata Atlântica. Tem alguns picos e montanhas que conseguimos avistar de lá, como o pico de Itabirito, o Morro do Elefante e o Pico do Itacolomi. No mirante 6, você tem uma vista incrível de 360 graus da cidade” comenta. n


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cultura

Guia de museus

Foto: Fernando Martins

Conhecimento | Os centros culturais são uma ótima opção de lazer em belo horizonte

O Memorial Minas Gerais faz parte do Circuito Cultural Praça da Liberdade e utiliza novas tecnologias para contar a história do estado.

300 museus, o que demonstra que os mineiros sabem conservar e guardar a sua história ao longo dos anos. “Minas Gerais é muito rica e diversa culturalmente. A presença dos museus sempre fez parte da nossa cultura. Prova disso é o Museu Mineiro, criado em 1895, juntamente com o Arquivo Público Mineiro. O Museu Mineiro é uma das instituições museológicas públicas mais antigas de nosso estado”, conta a secretária de Cultura. Os museus são uma ótima opção de passeio, pois além de uma nova experiência, apresentam um ambiente que inspira busca por conhecimento. É importante ressaltar que

uma forma muito descontraída e atrativa. São cenários reais e virtuais que se misturam para criar experiências e sensações que levam o público do século XVII ao século XX. A mistura de histórias antigas com os artefatos das novas tecnologias faz com que o passeio em museus seja interessante e dinâmico. A secretária de Cultura do Estado de Minas Gerais, Eliane Parreiras, indica os museus para quem vem conhecer a cidade pela primeira vez. “Classifico como de igual importância todos os museus existentes em Minas Gerais, mas, se fosse recomendar a pessoas de outros estados alguma instituição

os centros culturais têm se reciclado com o passar dos anos, hoje já não são apenas um espaço com objetos antigos e documentos em exposição. Muitos museus estão acompanhando as novas tecnologias e apresentando novas formas de interação com o público, através de meios digitais. O Museu das Telecomunicações (situado no alto da Avenida Afonso Pena), por exemplo, permite ao visitante fazer o seu próprio roteiro de visita e o convida a participar e interagir em diversas atividades. O Memorial Minas Gerais Vale, que faz parte do circuito da Praça da Liberdade, também segue essa tendência e conta a história do estado de

que tivesse acervo referente a Minas, indicaria o Centro de Arte Popular – Cemig, onde há trabalhos artesanais que refletem a identidade de parte do povo mineiro. Já o Museu Mineiro e o Arquivo Público contêm material que remonta à história oficial do Estado. Ademais, para enriquecimento pessoal, indico qualquer instituição que se dedique à formação artística e cultural do indivíduo.” E para os moradores de Belo Horizonte que ainda não conhecem as riquezas dos nossos museus, o jornal URBHANO separou alguns, entre tantos, para indicar uma visita. n

Foto: Lúcia Sebe

Espaço TIM UFMG do Conhecimento

O Museu das Minas e dos Metais

Foto: Daniel Mansur

pular Cemig, Espaço TIM UFMG do Conhecimento, Memorial Minas Gerais Vale, Museu das Minas e do Metal, Museu Mineiro e Palácio da Liberdade. Localizado em um ponto privilegiado da cidade, o conjunto cultural tem atraído cada vez mais visitantes. “A visitação dos museus tem integrado cada dia mais a programação de lazer dos moradores da capital mineira. De 2010 até janeiro deste ano, quase dois milhões de pessoas visitaram o Circuito Cultural Praça da Liberdade. O número confirma essa tendência, e acreditamos que irá aumentar”, declara a secretária de Cultura, Eliane Parreiras. No estado há mais de

Foto: Jomar Bragança

O complexo de oito museus que compõe o circuito cultural da Praça da Liberdade tornou-se o maior conjunto cultural do Brasil. Inaugurado em 2010, após a transferência das secretarias de governo para a Cidade Administrativa, os prédios passaram a acolher museus de diferentes áreas do conhecimento, compondo uma rica diversidade para os belo-horizontinos. A novidade tornou-se possível graças a uma parceria público-privada, realizada por várias empresas, que deu muito certo. Os oito museus que compõem o circuito são: Arquivo Público Mineiro, Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, Centro de Arte Po-

Sala de Sessões do Museu Mineiro


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cultura

URBHANO bons passeios! guarde este guia para se programar BELVEDERE

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Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG

É um ótimo passeio para sábado à tarde, para levar a família toda e desfrutar do ar livre. São 600.000 m2 de área verde dentro de Belo Horizonte. Muito visitado por escolas, mas pouco conhecido pelo público em geral, o museu oferece um amplo campo de conhecimento e interação. Ele abriga exposições permanentes de Arqueologia, Mineralogia, Paleontologia, Física e Química. Além das exposições temporárias que são renovadas a cada estação do ano. O Museu ainda guarda um importante tesouro da arte popular: oURBHANO Presépio do Pipiripau. É possível também fazer trilhas pelo museu.

Entrada R$ 8,00 - Inteira | R$ 4,00 – Meia funcionamento Terça a sexta – 9 às 16h Sábado e domingo – 10 às 17h Endereço Rua Gustavo da Silveira, 1035 Santa Inês – Belo Horizonte

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Museu das Telecomunicações / Oi Futuro

O Museu das Telecomunicações é para as pessoas de todas as idades sentirem-se à vontade. Construído para contar a aventura da comunicação humana, com o olhar voltado para o passado, o presente e o Futuro. Inspirado no hipertexto, que são camadas de informações que vão sendo reveladas, como num formato digital, o Museu inova e dá ao visitante a possibilidade de construir seu próprio roteiro, seu próprio tempo. No Museu das Telecomunicações o visitante é simultaneamente ator e URBHANO espectador.

Entrada Franca funcionamento Terça a domingo – 11 às 17h Endereço Av. Afonso Pena, 4.001 Térreo – Mangabeiras Belo Horizonte

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Museu Inimá de Paula

O Museu Inimá de Paula, inaugurado em 2008, reúne em Belo Horizonte um acervo permanente dedicado ao pintor Inimá, traçando um panorama completo de sua vida e obra. São expostas cerca de 80 obras do artista, em constante rodízio, acompanhadas da remontagem de seu Atelier, Sala de Autorretratos e Galeria Virtual.

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Entrada Franca funcionamento Terça, quarta, sexta e sáb. – 10 às 19h Quinta – 12 às 21h Domingo – 12 às 19h Endereço Rua da Bahia, 1.201 – Centro – BH

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Museu de Arte da Pampulha

Projetado para ser um cassino, no início da década de 1940, sob a administração do prefeito Juscelino Kubitschek, o prédio que hoje abriga o Museu de Arte da Pampulha foi o primeiro projeto de Oscar Niemeyer para o Conjunto Arquitetônico da Pampulha. Os jardins que circundam o prédio foram criados pelo importante paisagista Roberto Burle Marx e construídos com espécies da nossa flora brasileira. Com a proibição do jogo no Brasil em 1946, o prédio do cassino hibernou por cerca de dez anos, e, em 1957, foi criado o Museu de Arte da Pampulha. O acervo é composto por trabalhos de Alberto da Veiga Guignard, Emiliano Di Cavalcanti, Ivan Serpa, Tomie Ohtake, Franz Weissman e Amilcar de Castro, além de uma significativa coleção de gravuras brasileiras, que conta com importante produção de Oswaldo Goeldi. O acervo, com cerca de 1,5 mil obras, é mostrado ao público periodicamente, URBHANO em exposições produzidas para espaços culturais da capital e de outras cidades mineiras.

Entrada Franca funcionamento Terça a domingo – 9 às 18h Endereço Av. Otacílio Negrão de Lima, 16.585 Pampulha Belo Horizonte

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Museu dos Brinquedos

Inaugurado em outubro de 2006, o Museu dos Brinquedos é fruto da coleção de Azevedo Meyer. O acervo preservado por ele fica à disposição dos que buscam voltar no tempo. O local, que tem a missão de preservar, conhecer e difundir o patrimônio cultural lúdico da infância no Brasil, é pioneiro em Minas Gerais. A coleção inclui mais de cinco mil peças, do final do século 19 até os dias atuais, como jogos, piorras, bonecas, carrinhos, fortes apaches, cavalinhos de pau, lanternas mágicas, instrumentos musicais, fantoches, livros, discos e outras URBHANO pequenas joias. O museu realiza mostras itinerantes, cursos e oficinas.

Entrada R$ 8,00 - Inteira | R$ 4,00 – Meia funcionamento Segunda a sexta – 9 às 17h Sábados e feriados – 10 às 17h Endereço Avenida Afonso Pena, 2564 Funcionários – Belo Horizonte

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Palácio da Liberdade – Memórias e Histórias

O Palácio da Liberdade – antiga casa dos governadores mineiros – agora pode ser conhecido em detalhes pelo grande público. O Governo de Minas inaugurou no dia 29 de julho o projeto do curador e designer Marcello Dantas, que transforma o Palácio oficialmente em museu. Com a exposição “Palácio da Liberdade – Memórias e Histórias”, o museu apresenta uma série de curiosidades para quem passar pelos 30 cômodos que integram o roteiro de visitas, revelando detalhes sobre 16 ex-governadores do estado – de Afonso Pena a Itamar Franco; além de fatos políticos que marcaram a história de Minas Gerais e do Brasil.

Entrada R$ 8,00 - Inteira | R$ 4,00 – Meia funcionamento Sábados, domingos e feriados 10 às 16h Endereço Praça da Liberdade, Funcionários Belo Horizonte

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bem-estar

O método DeRose

Ioga | moradores do sion e mangabeiras aderem ao método derose proposta são simples: reeducação respiratória e as técnicas orgânicas (movimentos corporais característicos do método). A soma desses fatores resulta, segundo

fícios e n e b ipais Princ tória a r i p s e r ucação ar d e e R • uscul m s u n • Tô ilidade o postural b i x e l F • ament ocional r o m i r • Ap ção em tal a r t n o c • Des o men ess ã ç a r t n tr e • Conc iamento do s c • Geren

Fotos: Lucas Alexandre Souza

Uma hora de música relaxante por semana, aliada a movimentos respiratórios e orgânicos, promove a purificação do organismo, descontração dos músculos e absorção de energia positiva. Achou estranho? Mas é o que garantem os adeptos do método DeRose. Através de aulas como essa, o médico veterinário Alberto da Silva, 53, decidiu aliviar a tensão.

s que ivo: a c i n c São té único objet tem um ecer melhor h se con

ulares c s u m pos Os gru templados e tica á n são co iados pela pr benefic

Assim como ele, outros vários moradores da capital se tornaram praticantes do método. Segundo Alberto, após frequentar há alguns meses as aulas, ele já pode observar e comprovar os benefícios. “De uma maneira geral, aprendemos nas aulas a respirar melhor, mentalizar, concentrar, absorver energia positiva. Obtemos mais flexibilidade, tônus muscular, aumento da capacidade respiratória e grande poder de concentração e energia”, afirma o veterinário. A professora do método, Camila Barcellos, afirma que a procura pelas aulas vem crescendo, em especial na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Segundo ela, o método DeRose é uma proposta de qualidade de vida, boas maneiras, boas relações humanas, boa cultura, boa alimentação e boa forma. Camila afirma ainda que as ferramentas utilizadas para atingir a meta

aprofessora, em uma melhor administração do stress, melhoria do tônus muscular e flexibilidade, desenvolvendo até mesmo uma facilidade de gerenciamento das emoções e concentração mental pelos alunos. Segundo Camila, o crescimento da busca pelo método se deve ao fato de ele atender aos diferentes anseios de cada perfil profissional de forma específica. Para os empresários, os atrativos do método DeRose estariam no fato de auxiliar a administrar melhor o tempo e reduzir o estresse. A prática constante pode ainda resultar numa melhora significativa da produtividade profissional, no foco e no desenvolvimento de uma maior facilidade na tomada de decisões. Já para os esportistas, o benefício principal seria o desenvolvimento da disciplina e da estabilidade emocional para as competições. Além disso, proporciona mais foco e concentração para os treinos. Camila destaca que os recursos do método estimulam a criatividade

e a sensibilidade, promovem a implosão do estresse e reeducam a respiração e a voz para a alta performance corporal e vocal. Além disso, desenvolvem a expressão e a consciência corporal, proporcionando mais vitalidade e energia. O método possui ainda diversas vantagens para os estudantes interessados no melhor aproveitamento dos estudos, graças ao aumento de concentração e foco promovido pela prática. Segundo a professora Camila, a prática também proporciona um aprendizado acelerado e uma maior assimilação do conteúdo estudado. A professora Florencia Callaci esclarece que o método não é um trabalho transcendental, mas sim um exercício constituído pelo uso de técnicas. “São técnicas práticas que tem o objetivo de fazer o aluno se conhecer melhor e viver melhor”. Ela ainda acrescenta que todos os grupos musculares do organismo são contemplados pela prática, e que as técnicas orgânicas propostas pelos exercícios promovem um melhor funcionamento dos órgãos. “Temos alunos que trabalham muitas horas por dia e eles nos relatam que agora eles conseguem administrar muito melhor o tempo”, afirma. n


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gastronomia

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Tradição e modernidade Aberto ao público | Restaurante do Minas II é referência em comida contemporânea O cardápio à la carte conta com criações e adaptações da cozinha internacional. “Nós buscamos uma comida mais contemporânea. Tento trazer para os clientes um pouco da culinária local e um pouco da internacional. Minha preocupação maior é trabalhar os ingredientes mineiros, transformando tudo isso em um paladar mais atraente”, conta o chef João Paulo. Com experiência de 12 anos na cozinha, ele aposta nas novidades para atrair os clientes. “De três em três meses, lanço duas ou três novidades, e aquela que

aberta ao público em geral, principalmente às famílias, que, ao som do piano, podem apreciar a bela vista da varanda e degustar os pratos preparados pelo chef João Paulo Gomes.

se sobressai é incluída no cardápio. É uma forma de renovar sempre”. A proprietária, Mariana Abrantes, confessa ser apaixonada pelo local e revela que prova

todas as novidades do chef. “Eu provo tudo o que ele faz, a gente discute o que tem que ser mudado, sempre estamos de olho nas novidades”, comenta. “Consegui montar uma equipe muito boa, de primeiríssima qualidade, tanto na cozinha, quanto no atendimento ao cliente”, declara. Toda a estrutura do restaurante pode ser contratada para a celebração de diferentes ocasiões. Eventos externos também são atendidos com a preparação de buffets completos ou coffee-breaks. n Foto: Lucas Alexandre Souza

Há 20 anos localizado em um dos endereços mais nobres da capital mineira, a sede social do Minas Tênis Clube II, o Restaurante Minas II é moderno e sofisticado. Sempre apresentando novidadesnocardápio, a casa é

O chef João Paulo Gomes, Mariana Abrantes e o experiente maitre Alexandre Marçal, responsável pelo elogiado atendimento da casa

Receita

Fotos: Divulgação Restaurante Minas II

O serviço de buffet para eventos pode ser realizado no próprio espaço do restaurante ou em ambientes externos

O buffet é servido às quartas (sobremesa inclusa), domingos e feriados, com opções variadas de saladas, frios e pratos quentes

Tornedor ao Porto com Risoto de banana da terra

A tradicional Feijoada, servida aos sábados, é sucesso há mais de 20 anos

Chef João Paulo Gomes Categoria: Prato principal Rendimento: 1 Porção Tempo de preparo: 30 minutos

Ingredientes

Modo de preparo

250g de Filé mignon (tornedor) 100ml de Vinho tinto do Porto 40g de Manteiga sem sal 100ml de Azeite extra virgem 10g de Cebola picadinha 50g de Banana da terra (picadinha) 100g de Arroz arbóreo pré-cozido 150ml de Caldo de legumes (líquido) 50ml de Caldo de carne (líquido) Sal e pimenta do reino a gosto Salsinha picada 50g de Queijo parmesão ralado

Em uma frigideira de ferro sele o filé com metade do azeite de todos os lados, leve ao forno pré-aquecido (180 graus) por 10 minutos. Em uma panela aqueça o restante do azeite, branqueie a cebola e adicione o caldo de legumes. Deixe ferver e coloque o arroz, mexa sempre até que o arroz se envolva no caldo e reduza a ponto de risoto. Coloque a banana a manteiga, tempere com sal e pimenta e finalize com o queijo e um pouco de salsinha. Reserve. Tirar o filé do forno, flambar com o vinho do porto, acrescentar o caldo de carne e deixar reduzir a ponto de molho. Monte no prato como na foto ao lado.

Restaurante Minas II Av. Bandeirantes, 2.323 - Mangabeiras Reservas: 31 3227-0338 | 3282-7663 www.restauranteminas2.com.br Facebook.com/RestauranteMinas2 restauranteminas2@yahoo.com.br

Quartas e domingos e feriados: Buffet completo Sábados: Feijoada


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moda |

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Isadora vargas

isadora.vargas@urbhano.com.br

Azulejo português

Estampa | febre na Europa também promete fazer sucesso no Brasil

Que as estampas são marca registrada do verão brasileiro todos já sabem. Seja porque adicionam à produção mais cor e feminilidade, seja porque podem ser extremamente elegantes e charmosas. Na hora de fantasiar uma coleção, o que não falta nas ideias dos melhores estilistas do mundo é criatividade. Inventar ou reinventar estampas dos mais variados estilos e gostos é tarefa fácil para aqueles que já nasceram com esse dom. Para o verão 2014, a porcelain print, ou simplesmente azulejo português, promete fazer muito sucesso entre as brasileiras. A estampa que remete à arquitetura colonial portuguesa caracteriza-se pelo tradicional fundo branco e grafismos em fortes tons de azul.

especial

Suas primeiras aparições se deram nas passarelas das grifes de luxo Just Cavalli, Valentino, Emilio Pucci e Balman, e, como era de se esperar, já faz parte do look de várias famosas. Paola Oliveira, Thassia Naves e Karolina Kurkova foram, recentemente, vistas em looks compostos pela tradicional estampa. O azulejo português pode estar presente em um look composto por uma só peça, como por exemplo um vestido ou um macacão, trazendo um visual mais despojado e feminino. É possível, também, usar um look totalmente estampado composto por mais de uma peça, vestindo-se um conjunto de shorts e blusa da mesma estampa. Outra opção, para quebrar um pouco o visual “conjuntinho”, é usar blusa ou shorts estampados alternados com uma peça lisa.

Para criar um look moderno e ousado, a combinação deve apostar em camisas de cores vibrantes, como o verde-bandeira. Vale acrescentar que a atenção deve ser dobrada em relação à cor do calçado, uma vez que o foco fica por conta da roupa. Dê preferência por sapatos nudes. Por mais empolgante que seja idealizar um look com a estampa, é preciso ter cuidado. A atenção ao tipo físico é crucial, pois o desenho aumenta visualmente o volume do corpo na região em que está inserido. Portanto, quem tem quadril largo pode usar a padronagem na parte de cima do corpo, optando por camisa e blazer. A mulher que tem cintura fina, por exemplo, deve conquistar um look harmônico que combine com croppeds e saias de cintura alta. n

| direito

Foto: arquivo pessoal

70 ANOS DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO

Raphael Horta Advogado do escritório Marcelo Tostes Advogados

Em um governo marcado pelo nacionalismo e pelo populismo, Getúlio Vargas, na aurora do Estado Novo, criou a Justiça do Trabalho, em 1939, implantando vários direitos trabalhistas, entre os quais o salário mínimo, a carteira profissional e as férias remuneradas. Mas sem sombra de dúvidas, o maior legado varguista foi mesmo a Consolidação das Leis do Trabalho, que reuniu várias leis trabalhistas esparsas em um único texto e que, em 2013, completa 70 anos.

Embora aprovada em 1º de maio, a CLT entrou em vigor apenas em 10 de novembro de 1943, sem a participação do Congresso, dissolvido pelo Estado Popular de Vargas, mas com participação significativa dos sindicatos e dos empresários que analisaram o anteprojeto para proposição de mudanças – aí reside o relativo sucesso desta consolidação. Mas, para que a CLT fique mais rente à sociedade brasileira, é necessário que ela abandone o apego excessivo às pessoas físicas e se volte também para a realidade das pessoas jurídicas,

motores econômicos do país. E isso significa modernizá-la para incorporar verdadeiros princípios da flexibilização e da autonomia privada coletiva, consagrados na própria Constituição da República, o que certamente reduzirá a grande quantidade de jurisprudências desiguais dos tribunais trabalhistas sobre um mesmo tema, aumentando, assim, a segurança das empresas na condução das relações de trabalho e emprego. n Por Raphael Horta Advogado do escritório Marcelo Tostes Advogados


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tecnologia

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A febre das séries A diversidade e a quantidade de séries são crescentes, e com elas aumentam, além do número de fãs, o mercado ao redor desses programas. Para quem acompanha um grande número de seriados, fica difícil se organizar, dependendo da quantidade de séries seguidas. Assim, o gosto pelos programas pode se tornar um problema, principalmente devido aos intervalos entre as temporadas. É o que ocorreu com as amigas Olívia Pilar, 22, e Nathália Campos, 21. As duas contam que assistem a dezenas de séries e que gostam de gêneros variados. Das 27 sé-

ries listadas por Olívia, é possível observar desde as mais populares como Glee, Pretty Little Liars, Castle, Once Upon a Time, Game of Thrones, até séries não tão conhecidas, como Orphan Black e Hot in Cleveland. Para resolver a confusão do grande número de séries e episódios, Olívia procurou programas que a ajudam a se organizar. “Eu tenho conta no Orangotag e no Banco de Séries, mas atualmente utilizo mais o Banco de Séries, assim como a maioria das pessoas que eu conheço. O Orangotag é mais bonito visualmente, mas tem um servidor muito

ruim, que faz o site ficar muito tempo fora do ar. Acho que se não fosse pelo Banco de Séries, eu provavelmente me perderia, já que a maioria das séries q ue eu assisto voltam a passar na mesma época”, comenta. Nathália Campos conta que realiza maratonas de séries em casa e, para se organizar, ela utiliza o mesmo artifí-

Foto: Lucas Alexandre Souza

Temporadas X Episódios | conheça os sites que ajudam os adeptos das séries a se organizar

As amigas e estudantes, Olívia e Nathália, compartilham a paixão pelas séries e já aprenderam a se organizar para assistir os episódios

cio. “É um pouco assustador, já que eles (Orangotag e Banco de séries)

sempre mostram que há episódios novos, mesmo quando eles nem

foram exibidos ainda, o que deixa a gente ainda mais ansiosa”. n

Conheça algumas ferramentas que auxiliam na organização do próprio watchlist TV EPISODE CALENDAR

Banco de Séries

No Episodecalendar.com, o usuário realiza o cadastro e marca tudo que já assistiu. O site organiza um calendário mostrando quais episódios de suas séries preferidas serão exibidos durante cada semana do mês. Esse calendário é excelente, uma maneira fácil e ágil de se manter organizado. O site ainda calcula a quantidade de tempo que o usuário gastou assistindo a seriados.

O site Bancodeseries.com.br mantém um registro de todas as séries assistidas e ajuda você a se organizar. Dando alertas e informações dos próximos episódios.

POGDESIGN

MISO

Outro site que ajuda os fãs de seriados é o Pogdesign, uma espécie de calendário interativo. Nele, dá para selecionar suas séries favoritas, fazendo com que ele mostre apenas as datas das séries que você assiste ou quer ver. Também apresenta a sinopse dos episódios. É uma ótima ferramenta para se conhecer séries novas.

ORANGOTAG O Orangotag.com é uma rede social que já existe há um tempo, apesar de não ter um grande número de profiles como no Facebook. O programa possui cadastros do Brasil inteiro e é uma boa alternativa para os fissurados em séries. O site brasileiro possibilita ao usuário marcar os seus seriados preferidos, os episódios já assistidos, dar nota e comentar sobre eles. É uma ótima maneira de manter a organização da sua lista de séries preferidas, o que ajuda o espectador a não perder nenhum episódio. O site avisa quando você perde algum episódio, ou acontece o lançamento de uma nova temporada. “Opa, parece que você tá meio atrasadinho com [nome da série]”.

APPS TVShow Time O aplicativo apresenta diversas funções para facilitar o acompanhamento das séries. Possibilitando compartilhamento, sugestões de séries entre amigos e informações sobre os novos episódios.

Outra rede social com o objetivo de facilitar a vida dos fãs de séries é Miso.com. Nela o usuário pode opinar e compartilhar conteúdo de seus seriados preferidos. O site ainda tem um sistema de pontos, que se baseia na participação do usuário: quanto mais se troca informação e participa, mais pontos e privilégios ele ganha. Além disso, ele permite que os usuários se organizem marcando os episódios que já foram assistidos para não se perder. O Miso também possui versão para iPhone e Android.

Trakt.tv Possui design limpo e de fácil manuseio. Também conta com um calendário, o progresso do usuário nas séries, mostrando o quanto já foi assistido, além de sinopses dos episódios.


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gente

No sábado, 27, a boate naSala misturou house music e rock’n’roll com a banda Classic na festa “Rockland”

Fotos: Thiago Poncherello

banda classic agita rockland nasala

Arleise Camassola

Lilian Franckevicius

Ralph e Simone Marcellini

Vinícius Velo, Pedro Lube e Breno Carvalho

Renata Melo

Thassio Siman e Juliana Paes

Thiago Poncherello deu uma canja com a Classic

O show da Banda Classic agitou a Rockland

O Clube Chalezinho apresentou uma edição especial em comemoração aos seis anos do “Clube Sertanejo” no domingo, dia 4 de Agosto

Fotos: Bruno Soares

sertanejo no chalezinho

André Gontijo e Lorena Viotti

Antonio Marcellini e Bianca Soares

Livia Peixoto e Fernanda Pardini

Laura Boson, Lu Barboza e Luciana Peixoto

Nayara Dominici, Vivian Guerra e Marcela Lima

Os Djs Pedro Neves e Pedro Siman


Urbhano Mangabeiras | Sion nº 3