Issuu on Google+

5


Este livro faz parte da Coleção Capitais do Brasil. Contém 96 páginas, mas aqui neste modelo estão apenas algumas delas. O livro está dividido em 4 capítulos. No primeiro, temos Geografia: a cidade em seu caráter natural, mostrada como era antes da chegada de seus primeiros desbravadores. Aqui falamos da terra, águas, flora, fauna e clima. Depois vem o capítulo sobre História, que trata da transformação do meio natural e da evolução urbana. No capítulo A Cidade Hoje, são abordadas as características gerais, mostrados seus pontos extremos e estudadas sua arquitetura, economia e estrutura. A viagem termina com o capítulo Cultura, onde o morador da cidade é apresentado, estudando as etnias que o formaram, seu artesanato, sua arte e sua gastronomia. 6


1


Coleção Capitais do Brasil - Ensinando a Cidade MANAUS Eduardo Fenianos Edição: Editora Univer Cidade Criação, Texto, Pesquisa e Fotos: Eduardo Emílio Fenianos Programação Visual: Tatiana Kropernicki Ferreira Estagiária: Gisele Martins Vaz Revisão e Tradução: Américas Internacional Ltda.

Reservados todos os direitos. Proibida qualquer reprodução desta obra por qualquer meio ou forma, seja mecânica ou eletrônica, sem permissão expressa, sob pena de incidir nos termos previstos em lei.

SÃO PAULO / 2010 1ª edição EDITORA UNIVER CIDADE Rua Presidente Rodrigo Otávio, 813 Alto da XV - Curitiba - PR Fone: 41 3079-7879 / 41 3362 3307 Rua Alfredo Mendes da Silva, 395, apto 163, torre 2 Vila Sônia - São Paulo - SP 0800 600 78 79 www.urbenauta.com.br editora@urbenauta.com.br

Dados internacionais de catalogação na publicação Bibliotecária responsável: Mara Rejane Vicente Teixeira

Fenianos, Eduardo Emílio, 1970Manaus / Eduardo Fenianos ; revisão e tradução: Américas Internacional Ltda. - São Paulo : Editora Univer Cidade, 2010. 96p. : il. ; 18 x 25 cm. -- (Capitais do Brasil : Ensinando a Cidade ; v. 11) ISBN 978-85-86861-28-4 Inclui bibliografia. 1. Manaus (AM) - Descrições e viagens. 2. Manaus (AM) - Obras ilustradas. 1. Título. II. Série. CDD (22ª ed.) 918.113

2


FIQUE PARA SEMPRE NA MEMÓRIA DE SEUS PARCEIROS E CLIENTES Espaço de até 1700 caracteres em português, com tradução para o inglês para a mensagem do presidente ou representante da empresa aos seus colaboradores, parceiros e clientes. Depois de seis dias e várias horas de viagem em uma balsa pelo Rio Amazonas, desembarquei em Manaus. Havia partido de Belém. Como já passava da meia noite e o posto da Secretaria da Fazenda não estava funcionando, me informaram de que teria que dormir ali mesmo. A urbenave só poderia ser liberada pela manhã. E assim, a primeira noite na cidade, passei embaixo de uma caçamba de caminhão. Mais uma noite na rede. Foi a partir daí, que pude me aprofundar na relação de Manaus com a bacia amazônica. Do rio, parti para suas ruas, avenidas, casas, matas e moradores, espalhados por seus mais de 11.400 km² de território. Desse total, 10.126 km² são de áreas rurais e matas. Cabem quase dez municípios de São Paulo aqui dentro. Mas Manaus não é só exuberância de natureza. O município é uma grande sala de aula para aprender o que foi o ciclo da borracha na história do Brasil e para estudar a relação entre o ser humano, a bacia amazônica e suas riquezas. Na face de seus moradores está a marca e a lembrança dos primeiros donos da terra brasileira. Em seus costumes, a influência da natureza revelada na cidade, que cresceu cercada pela selva e pelo maior rio do planeta. Em palavras como tucumã, matrinxã, tucunaré, aruanã está a descoberta de novas formas, novas cores e novos sabores em mais esta capital brasileira. A todos nós, uma boa viagem Eduardo Fenianos Urbenauta

After six days, and many hours of travelling on a raft along the Amazonas River, I disembarked at Manaus. I had left Belém. As it has just gone past midnight, and the Ministry of Finance was not at work, I was informed that I have to sleep there. The urbenave would only be released in the morning. Thus, my first night in the city was spent underneath the bucket of a truck. Another night on the hammock. It was from there that I was able to make a profound study of the relationship between Manaus and the Amazon Basin. From the river, I left for its streets, avenues, houses, forests and inhabitants, spread over its more than 11,400 km² of territory. Of this total, 10,126 km² are rural and forest areas. Almost 10 municipalities as big as São Paulo fit in here. However, Manaus is not only exuberant in nature. The municipality is a huge classroom for learning about the place of the Rubber Boom in Brazilian history and to study the relationship between human beings, the Amazon Basin and its riches. You can see in the residents’ faces the similarities to the first owners of Brazilian land; in their customs, the influence of nature revealed in the city, which has grown around the forests and the largest river on the planet. In words such as tucumã (Astrocaryum aculeatum), matrinxã (Brycon amazonicus), tucunaré (Cichla spp.), aruanã (Osteoglossum bicirrhosum) there is the discovery of new forms, colors and flavors in this another Brazilian capital. I wish us all a nice trip Eduardo Fenianos Urbinaut 3


A Terra The Land

Situada a 92 metros acima do nível do mar, Manaus tem um território formado predominantemente por planícies, várzeas, terraços fluviais e planaltos. Sua formação principal, de planície, é fruto da ação dos ventos, das chuvas e dos rios que a cercam. Estes, por centenas de anos carregaram sedimentos que, ao se acumularem, formaram a superfície de terra firme, quase uniforme, do município. Suas várzeas são o resultado, num primeiro momento, de escavações e alargamentos produzidos pelos rios que a cercam, em períodos em que o nível do mar estava baixo. Quando o nível do mar aumentou, estes vales passaram por um processo de aterramento com sedimentos vindos dos Andes. Os terraços fluvias têm suas altitudes sempre inferiores a 30 metros e por isso podem ser inundados nas cheias mais fortes. Já em seu extremo norte, próximo à divisa com Presidente Figueiredo, Manaus ganha altitudes maiores. Nesta região, cerca de 100 km do centro, observam-se formações rochosas que passam a formar as famosas cachoeiras na cidade vizinha. Os tipos de solo que permeiam o município têm sua formação influenciada pelas chuvas constantes e intensas, e pelas temperaturas elevadas. São em sua maioria profundos e bem drenados. Possuem uma coloração vermelha ou amarela, com baixa fertilidade natural, arenosos e pouco favoráveis para a agricultura.

A terra entre as águas da bacia Amazônica. 10

Situated 92 meters above sea level, Manaus has its territory formed predominantly from planes, lowlands and river terraces and uplands. Its main formation, the plane, is the result of the actions of winds, rains and the surrounding rivers. These rivers, which for hundreds of years have carried sediment, formed the almost uniform surface of the mainland and the municipality. The lowlands are the result of, in the first moment, the excavations and widening produced by the rivers in periods when the sea level was low. When the sea level rose, these valleys were earthed-in by sediment brought from the Andes. The river terraces are always lower than 30 m and therefore can be inundated by the heavier flooding. However, in the extreme north, close to the border with Presidente Figueiredo, Manaus has greater altitudes. In this region, around 100 km from the center, note the rocky formations that form the famous waterfalls of the neighboring city. The types of soil that permeate the municipality are influenced by the constant and intense rainfall, and high temperatures. They are often deep and well drained. They have a red or yellow color, with low natural fertility.

The land between the waters of the Amazon basin.


11


As Águas The Waters

É nos arredores de Manaus que acontece o encontro dos Rios Negro e Solimões. Juntos eles formam o Amazonas. O rio Negro, maior rio de água negra do planeta, nasce na região leste da Colômbia. É o maior afluente do Amazonas. Tem essa cor devido à presença de componentes orgânicos extraídos do solo e do subsolo que formam seu leito. O Rio Solimões nasce no Peru e percorre cerca de 1.700 km, até chegar a Manaus e se encontrar com o Rio Negro. Por nascer em uma região montanhosa, a Cordilheira dos Andes, e carregar grandes quantidades de material em suspensão, ele ganha uma coloração amarronzada. Ao se encontrarem na porção sudeste do município, o Negro e o Solimões percorrem cerca de 6 km sem que suas águas se misturem. Segundo estudiosos, esse fenômeno ocorre porque os rios têm densidades, temperaturas e velocidades diferentes. Enquanto o Rio Negro possui uma temperatura de 22° C e corre a uma velocidade de 2 km/h, o Rio Solimões possui uma temperatura de 28º C e corre a uma velocidade média de 5 km/h. Já a densidade é fruto do solo que permeia cada rio. Além de fartamente servida por eles, Manaus possui vários igarapés. Dentre eles, destacam-se o Igarapé de Manaus, o Tarumã-Acú, o de Educandos, do Mariano e o Rio Puraquequara, situado na parte sudeste do município.

Igarapé nos arredores de Manaus. Stream on Manaus surroundings. 12

The mighty Negro and Solimões Rivers, which together form the Amazon River, meet in the neighborhoods of Manaus. The Negro River, the greatest river of black water on the planet, flows from the western region of Colombia. It is the largest tributary of the Amazon River. Its black color is the result of the presence of organic components, extracted from the soil and subsoil that forms its bed. The Solimões River originates in Peru and flows almost 1,700 km, until it arrives at Manaus, where it meets the Negro River. By being born in a mountainous region, the Andes Cordillera, and therefore carrying large quantities of material in suspension, it has acquired a brownish color. The Negro and Solimões Rivers flow around 6 km without their waters mixing after they meet in the southeastern portion of the municipality. According to studies, this phenomenon occurs because the rivers have different densities, temperatures and speeds. Whilst the Negro River has a temperature of 72 °F and flows at a speed of 2 km/h, the Solimões River has a temperature of 82 ºF and flows at an average velocity of 5 km/h. The density is a result of the soil that permeates each river. Besides being abundantly served by them, Manaus has several streams. Among these, one should highlight the Manaus, Tarumã-Acú, Educandos, Mariano Streams and the Puraquequara River, situated in the southeastern part of the municipality.


Encontro dos rios Negro e Solim천es.

Confluence of the Negro and Solim천es Rivers. 13


Século XVII

Seventeenth Century

26

As frequentes incursões holandesas na região amazônica e o domínio dos franceses no Maranhão, que em 1612 ali criaram a sua França Equinocial, começavam a dificultar os interesses da União Ibérica, formada por Portugal e Espanha entre 1580 e1640. Para assegurar esses interesses na região e expulsar definitivamente os invasores era preciso conquistar o Norte do Brasil. Sem perder tempo, em 1615, expulsaram os franceses da atual região de Belém do Pará e ali fundaram o Forte do Presépio, mostra clara de que seu principal objetivo era o de garantir a posse da terra e protegê-la de possíveis invasões. Em 1669, o mesmo acontece no atual território de Manaus com a construção da Fortaleza de São José do Rio Negro. Atendendo a ordens do Governo Geral do Pará, um grupo de homens comandados por Francisco da Mota Falcão e seu filho Manuel da Mota Siqueira, levantam a fortaleza e ali permanecem para resguardar o território próximo ao encontro dos Rios Negro e Solimões. Pouco tempo antes, em 1657, uma tropa de resgate comandada por Bento Maciel, já havia chegado à região e fincado uma cruz de Cristo no estuário do Rio Tarumã, simbolizando a posse da terra. Lentamente um povoado vai se desenvolvendo e ganha o nome de Barra do Rio Negro. Era a primeira semente da futura Manaus.

Frequent incursions by the Dutch into the amazon region and the domination of Maranhão by the French, who in 1612 created their Equinoctial France, began to impede the interests of the Iberian Union (1580-1640) formed by Portugal and Spain. To assure this interests in the region and definitively expel the invaders, they had to conquer the north of Brazil. In 1615, without losing much time, they expelled the French from the present region of Belém do Pará and erected Fort Presépio, giving out a clear signal that their main objective was to guarantee the possession of the land and protect it from possible invasion. In 1669, the same happened to the present territory of Manaus, with the construction of the São José do Rio Negro Fort. Carrying out the orders of the Governor Geral do Pará, a group of men commanded by Francisco da Mota Falcão and his son Manuel da Mota Siqueira raised the fortification to guard the territory close to the confluence of the Negro and Solimões Rivers. Shortly before, in 1657, a rescue mission, commanded by Bento Maciel, had already arrived in the region and had placed a cross of Christ in the Tarumã River estuary, symbolizing the possession of the land. Slowly, a settlement started to grow and gained the name of Barra do Rio Negro. This was the first seed of the future Manaus.

“Prospecto da Fortaleza do Rio Negro”, desenhado pelo engenheiro alemão João André Schwebel, em 7 de dezembro de 1754, quando Francisco Xavier de Mendonça Furtado e sua comitiva passavam pelo Lugar da Barra, rumo a Mariuá, para instalar as conferências de demarcações de limites do Tratado de Madri.

“Rio Negro Fortress Prospect”, pictured by the German engineer João André Schwebel, on December 7th 1754, when Francisco Xavier de Mendonça Furtado and his entourage passed through Lugar da Barra, heading towards Mariuá, in order to establish the limits demarcation assembly of the Madrid Treaty.


Século XVIII Eighteenth Century

Amazonia and its mysteries and the new township that was slowly developing in the middle of the forest, caught the attention of explorers. In 1743, a scientific expedition, headed by Charles-Marie de La Condamine, sailed up the Amazon River, reaching present-day Manaus. In one of his reports, he commented: "We went up the Negro River for two leagues, until the fort built there by the Portuguese on the riverbanks, at its narrowest point, which I measured to be 1,023 tosas, and which I observed to be 3º 9' of latitude. It is the first Portuguese eatablishment that I have encountered north of the Amazon River, now to descend it... the captain in command of the fort on the Negro River was absent when we arrived. We did not stay from more than 24 hours." The fact that the explorer remained for less than one day in the small town, indicates that there really was nothing to be seen there. On March 3rd, 1755, the Captaincy of São José do Rio Negro was created. With a proper government and headquarters in Mariuá, the present day Barcelos, it was still subordinated to the General Government of Grão Pará. In 1791, preoccupied with a posible Spanish invasion, Governor Lobo D'Almada transferred the headquaters of the Captaincy to Lugar da Barra. But the settlement only remained there until 1799, when with the determination of the Captain-General of Grão Pará, D. Francisco de Souza Coutinho, the position returned to Barcelos. No longer being the headquaters of the Captaincy, the township lost status and inhabitants, and entered into a period of decay.

Acervo: Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro

A Amazônia e seus mistérios e a nova povoação que lentamente cresce no meio da floresta, chamam a atenção de pesquisadores. Em 1743 uma expedição científica, chefiada por Charles-Marie de La Condamine, percorre o Rio Amazonas, alcançando a atual Manaus. Em seus relatos, ele comenta: "Subimos o Rio Negro por duas léguas, até o forte que os portugueses ali construíram na margem setentrional, no local mais estreito, que medi, obtendo 1.023 tosas, e onde observei 3º 9' de latitude. É o primeiro estabelecimento português que se encontra ao norte do rio Amazonas, ao descê-lo... O capitão comandante do forte do rio Negro estava ausente quando ali aportamos, não me detive por mais de 24 horas." O fato de o pesquisador permanecer menos de um dia na pequena vila, demonstra que as novidades não eram muitas por ali. Em 3 de março de 1755, é criada a Capitania de São José do Rio Negro. Possuía governo próprio e uma sede em Mariuá, atual Barcelos, mas ainda era subordinada ao governo Geral do Grão Pará. Em 1791, a preocupação com possíveis invasões espanholas levam o governador Lobo D'Almada a transferir a sede da capitania para Lugar da Barra. Mas o povoado permanece na posição somente até 1799, quando por determinação do Capitão-Geral do Grão Pará, D. Francisco de Souza Coutinho, o posto volta para Barcelos. Ao deixar de ser sede da capitania, a povoação perde status e moradores, e entra em decadência.

Prospecto da Vila de Barcellos, antigamente Aldêa de Maruiá. A vila foi a primeira sede da capitania de São José do Rio Negro.

View of Villa de Barcellos, previously called Aldêa de Maruiá. The village was the first headquarters of the São José do Rio Negro port authority. 27


Anos 40 Acervo das fotos: IBGE

The Forties

36

Nas fotos, uma vista da alfândega para a Igreja Nossa Senhora da Conceição em 1947, a Avenida Eduardo Ribeiro e uma vista aérea da região central nos anos 40.

In the pictures, a view from the customs house of the Nossa Senhora da Conceição church in 1947, Eduardo Ribeiro avenue and an aerial view of the central region in the 1940’s.

A década inicia com o presidente Getúlio Vargas sendo recepcionado no salão nobre do Ideal Clube. Em seu discurso, se refere à Amazônia como “a terra do futuro e o vale da promissão na vida do Brasil de amanhã". As notícias e as novidades musicais já são transmitidas pela Rádio Baré, a primeira da cidade. Em 1942, durante a 2ª Guerra Mundial, as forças japonesas dominaram o Pacífico Sul e a Malásia, passando a controlar os seringais da região. Sem saída, os aliados recorrem à borracha amazônica, desencadeando o que os historiadores chamam de Segundo Ciclo da Borracha. O dinheiro volta a circular e muitos nordestinos, atingidos pela seca entre os anos de 1941 e 1942, chegam à Amazônia para serem os “soldados da borracha”. Até o final da guerra, acredita-se que cerca de 20.000 deles morreram, vitimados pelas doenças da selva. Boa parte do restante seguiu para a periferia de Manaus. Nesse período surgem bairros como Aleixo, ainda com grande parte dos seus igarapés sendo usados para o banho e o lazer de seus moradores. Na madrugada de 22 de agosto de 1945, a cidade se abala com um incêndio que destruiu todo o acervo da biblioteca municipal. Ela só volta a funcionar em 1947, com 45.000 novos exemplares. No mesmo ano é fundado o bairro Ouro Verde. Era fruto de uma ação do governo para conter as invasões na região. Em 1948, é criado o Grupamento de Elementos de fronteira. Nascia, entre outras funções, com a missão de proteger a Amazônia e guarnecer mais de 11.000 quilômetros de fronteira. A década termina com a realização, em 29 de junho de 1949, da primeira procissão fluvial de São Pedro.

The decade began with President Getúlio Vargas being received in the guest salon of the Ideal Club. In his discourse, he referred to Amazonia as “the land of the future and the promise of Brazil of tomorrow ". News and new music were transmitted by Radio Baré, the first in the city. In 1942, during WWII, Japanese forces dominated the South Pacific and Malaysia, grabbing control of the region's rubber. Without an alternative, the Allies fell back on Amazonian rubber, initiating what historians call the Second Rubber Boom. Money began to circulate again, and many northeasterners, hurt by the drought between 1941 and 1942, arrived in Amazonia to become “soldiers of rubber”. Until the end of the war, it is believed that around 20,000 of them died from tropical forest diseases. Most of the rest, settled on the periphery of Manaus. During this period, districts such as Aleixo appeared, with many of its streams being used by its inhabitants for bathing and leisure. On the morning of August 22nd, 1945, the city was shaken to its core by a fire that destroyed the municipality’s library. It only reopened in 1947, with 45,000 new volumes. In the same year, the Ouro Verde District was founded. It was the result of a government initiative to contain invasions in the region. In 1948, the Frontier Element Group was created. Among its functions, was its mission to protect Amazonia and guard more than 11,000 kilometers of frontier. The decade ended with the realization, on June 29th, 1949, of the first São Pedro river procession.


Anos 50 The Fifties

The establishment of the Crespo, São Lázaro and Santo Antônio Districts marked the start of the decade. Already marks the Manaus landscape the “floating city”, named like this for its houses being constructed by its inhabitants on rafts along the river. It was a result of the previous needs and customs. Most of these street and river people were formed from families that had come from the interior, river people and northeasterners who had worked as soldiers of rubber. Most of them survived from fishing, collecting fruit, such as caju, and the production of flour and tapioca. In February 1950, because of obsolete installations and inefficient electricity production, the Manaus Tramways was returned to government management. As a result, the trams ceased working and the city was left for several months without electricity. In 1953, the Negro River reached a height of 29.69 m, the highest ever seen, flooding several parts of the city. In 1956, the Electric Company of Manaus was created, which restored the trams. However, they only circulated until February 28th, 1957, when the service was definitively terminated. Manaus, which had begun the decade with 279,151 residents, arrived in 1960 with 321,125 inhabitants.

De cima para baixo, a enchente de 1953, a construção da Rodovia Manaus-Itacoatiara na década de 50 e o Relógio Municipal.

From top to bottom, the 1953 flood, the construction of the Manaus-Itacoatiara highway in the 1950’s and the Town Clock.

Acervo das fotos: IBGE

Acervo: Museu da Imagem de do Som - MISAM.

Bairros como Crespo, São Lázaro e Santo Antônio marcam o início da década. Também já marca a paisagem manauara a “cidade flutuante”, assim chamada por seus moradores construírem suas casas em balsas sobre o rio. Era fruto da necessidade e de costumes de antepassados. Grande parte desses moradores das ruas ou do rio era formada por famílias que vieram do interior, por ribeirinhos ou nordestinos que haviam trabalhado como soldados da borracha. A grande maioria vivia da pesca, da coleta de frutos, como o caju, da produção de farinha e beiju. Com instalações obsoletas e deficiência de produção em suas usinas de energia elétrica, em fevereiro de 1950, a Manaus Tramways é encampada pelo governo. Fruto disso, os bondes param de circular e a cidade fica vários meses sem energia elétrica. Em 1953, o Rio Negro atinge um volume de 29,69 metros, o maior até então, causando alagamentos em várias partes da cidade. Em 1956, é criada a Companhia Elétrica de Manaus, que coloca os bondes novamente em funcionamento. Mas eles só circulam até 28 de fevereiro de 1957, quando o serviço é extinto definitivamente. Manaus que havia iniciado a década com 279.151 habitantes chega em 1960 a 321.125 habitantes.

37


A Cidade Hoje City Today

44

No Estado do Amazonas, tão forte quanto a floresta que a cerca, surgiu Manaus. É a metrópole encravada no coração da selva amazônica, na esquina dos rios Negro e Solimões, que espanta pelo movimento, pela força, pelo tamanho. É a metrópole que para os povos indígenas que habitavam a região era Manaós, a mãe dos Deuses. É a metrópole que sozinha representa mais de 10% de toda a população da região norte do país e 98% da economia do Estado do Amazonas. Reflexo disso é uma cidade de avenidas largas, grandes edifícios, gente apressada. Mas Manaus ainda não acabou. O município possui um território de 11.401 km² que leva qualquer um a concluir que a diversidade amazônica não está somente em sua floresta. Ela também está presente nos mercados públicos, na suntuosidade do Teatro Amazonas, no requinte da Praça São Sebastião, no modo de preparar um Pirarucu, um Tucunaré, um Tambaqui ou, simplesmente, no surpreendente jeito de ser Manaus. Neste capítulo, primeiro buscamos o centro e os pontos extremos da cidade. Depois viajamos por sua arquitetura, economia e estrutura.

In the State of Amazonas, as strong as the forest that surrounds it, Manaus came to be. It’s a metropolis stuck in the heart of the Amazon jungle, at the junction of the Solimões and Negro rivers, and that surprises by its movement, by its strength, by its size. For the native peoples that inhabited the region this metropolis was Manaós, mother of the Gods. It’s the metropolis that alone has more than 10% of the entire population of the country’s northern region and holds 98% of the State of Amazonas’ economy. This is clearly reflected in a city with wide avenues, large buildings, hurried people. But Manaus is not over yet. The township has an area of 11,401 km2, which makes anyone conclude that the Amazonian diversity is not only in its forest. It’s also present in the public markets, in the splendor of the Amazonas Theater, in the refinement of the São Sebastião Square, in the way of preparing a Pirarucu, a Tucunaré, a Tambaqui, or simply in its amazing way of being Manaus. In this chapter, we will first look at the center and then the extreme points of the city. Afterwards, we will journey through its architecture, economy and structure.

Arredores da Praça São Sebastião.

São Sebastião square surroundings.


Centro

Downtown

Berço histórico do município, o centro aspira, inspira e expressa toda a riqueza, movimento da cultura e do povo amazônico. Junto ao porto, muito tempo antes do raiar do dia, pescadores e seus barcos chegam para entregar os peixes, que logo irão para restaurantes e para a mesa dos manauaras. Quando o dia amanhece, o colorido dos barcos já se mistura com as águas escuras do Rio Negro e com o céu azul de mais um dia na Amazônia. Nas avenidas Eduardo Ribeiro, Sete de Setembro e nos seus arredores, a buzina das lotações (táxis) acorda aqueles que esperam os ônibus, cercados por dezenas de prédios históricos que revelam a Manaus do período da borracha.

The historic cradle of the municipality, the center breathes, inspires and expresses all the richness of the cultural movement and people of Amazonia. Nearer the port, long before the first sunrays of the day, fishermen and their boats arrive with their catch that will soon appear in restaurants and on the tables of the residents of Manaus. At dawn, the colors of the boats mix with the darkness of the Negro River and the blue sky; it is just one more day in Amazonia. On Eduardo Ribeiro and Sete de Setembro Avenues and their neighborhoods, the horns from the taxis wakes up the people waiting for a bus, surrounded by dozens of historic buildings, which reveal the Manaus of the Rubber Boom period.

Avenida Eduardo Ribeiro e o centro visto do Rio Negro.

Eduardo Ribeiro Avenue and downtown view from Negro River. 45


Ponte Metálica Iron Bridge

Seu nome oficial é Ponte Metálica Benjamin Constant. Foi construída entre 1892 a 1895, com peConstant ças importadas da Inglaterra. No decorrer de sua história, passou por várias reformas. Em 1938, foi completamente reconstruída. Em 1967, passou por um processo de recuperação e, em 2008, foi revitalizada e reinaugurada.

56

Benjamin Constant is the official name of the iron bridge. It was built between 1892 and 1895, from parts imported from England. Throughout its history, it has passed through several reforms. In 1938, it was completely rebuilt. In 1967, it was renovated and, in 2008, it was revitalized and reopened.


Palácio Rio Negro

Rio Negro Palace

É mais um marco do ciclo da borracha na cidade. Foi construído no século XIX para servir como residência para o alemão Waldemar Scholtz, um rico comerciante da borracha. Em 1911, passou para as mãos de outro rico seringalista, o Coronel Luiz da Silva Gomes. Arrendado, serviu como sede do governo e residência oficial do governador até 1918, quando foi definitivamente comprado pela administração estadual. Atualmente o prédio alácio abriga o Centro Cultural PPalácio Rio Negro Negro.

This is yet another highlight from the city's Rubber Boom period. It was built in the XIX Century to house the German Waldemar Scholtz, a rich rubber merchant. In 1911, it passed into the hands of another rich plantation owner, Colonel Luiz da Silva Gomes. It was leased to the government and served as its headquarters and official residence until 1918, when it was definitively bought by the state administration. Nowadays, the building houses the Rio Negro Palace Cultural Center Center.

57


Palácio da Justiça Palace of Justice

É a sede da organização superior do Estado. Sua construção fez parte do plano de monumentalização da cidade, traçado por Eduardo Ribeiro. Foi concluído e inaugurado no ano de 1900 pelo governador José Cardoso Ramalho Júnior. 64

It is the headquarters the State’s Superior Court. Its construction was part of the plan to monumentalize the city, as outlined by Eduardo Ribeiro. It was completed and inaugurated in 1900 by the Governor José Cardoso Ramalho Júnior.


Praça São Sebastião São Sebastião Square

É um dos lugares mais charmosos da cidade. Têm o Teatro Amazonas e o Monumento à abertura dos portos como seus mais belos monumentos. Além disso, o sítio histórico que a envolve remete à Manaus do ciclo da borracha. Como um tempero a mais para o charme e requinte do lugar, caixas de som instaladas nos postes de luz reproduzem belas composições musicais que servem como trilha sonora e fundo musical para a história e a arquitetura da Praça São Sebastião Sebastião. Seu calçadão, mais antigo do que o da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, lembra as águas dos rios Negro e Solimões.

It is one of the most charming spots in the city. There is the Amazonas Theater Theater, and the monument to the opening of ports, with its most beautiful monuments. Moreover, the historic site involved recalls the Manaus of the Rubber Boom. As a spice to increase the charm and refinement of the place, speakers are installed in the lampposts to reproduces beautiful musical compositions, which serve as a soundtrack and musical background for the history and architecture of São Sebastião Square Square. Its sidewalk, older than Copacabana beach, in Rio de Janeiro, resembles the waters of the Solimões and Negro rivers. 65


Teatro Amazonas Amazonas Theater

É o auge de uma viagem às profundezas do centro de Manaus. Lindo por fora. Maravilhoso por dentro. Resume bem toda a riqueza produzida durante o ciclo da borracha na Amazônia. Além de uma aula de arquitetura, uma visita monitorada por seus guias também revela os costumes do início do século XX na cidade. No final do século XIX, a cidade que esbanjava riqueza também era sedenta por cultura e novidades. A construção de um teatro era a resposta para essa necessidade. A história de sua realização começa em 1881, quando o deputado A. J. Fernandes Júnior apresenta um projeto para a construção de um teatro. Em 1883, uma comissão escolhe o projeto criado pelo Gabinete Português de Engenharia e Architetura de Lisboa. No ano seguinte, é lançada a pedra fundamental para o início das obras. Para a construção vieram da Europa arquitetos, engenheiros, escultores e pintores. Em 31 de dezembro de 1896, aconteceu sua inauguração oficial. Mas suas atividades só iniciaram mesmo em 7 de janeiro de 1897, com a apresentação da Companhia Lírica Italiana, que encenou “La Gioconda”, de Ponchielli, com sua sala de espetáculos com capacidade para 685 pessoas, lotada. O término definitivo da obra aconteceu somente em 1898.

66

This is the high point of a trip to downtown Manaus. Beautiful on the outside. Marvelous on the inside. It appropriately reflects the wealth produced during the Rubber Boom in Amazonia. More than just a class in architecture, a guided visit will also reveal the city’s customs at the start of the XX Century. At the end of XIX Century, the city, which was bathed in wealth, was also hungry for culture and novelty. The construction of a theater was the response to this need. The history of its realization commenced in 1881, when Deputy A. J. Fernandes Júnior presented a project to build a theater. In 1883, the commission chose the project designed by the Portuguese Cabinet of Engineering and Architecture of Lisbon. In the following year, the foundation stone was laid and the works began. Architects, engineers, sculptors and painters were brought from Europe for the construction. On December 31st, 1896, the official opening took place. However, it really only started to function on the January 7th, 1897, with the presentation by the Italian Lyric Company of “La Gioconda”, by Ponchielli, with a capacity audience of 685 people. The building was finally completed only in 1898.


67


Manaus Tem Manaus Has

Seja junto ao centro da cidade ou bem distante dele, Manaus tem locais, paisagens, culturas, que merecem ser visitados e apreciados. Neste capítulo, nossa missão é buscá-los. Vamos caminhar com calma, olhar para cima, para baixo, para os lados, tomar barcos, barcas para buscar diferentes formas de ver e usufruir da capital do Amazonas. Aqui descobrimos a floresta escondida entre as avenidas movimentadas, bem próximas da região central da cidade e tomamos barcos para buscar as praias de água doce do Rio Negro. Enfim, buscamos construções e espaços que preservam a história ou a natureza, e que assim revelam e expressam a exuberância e o jeito de ser de Manaus e dos Manauenses.

70

Whether downtown or far away, Manaus has locations, panoramas, cultures that are worthwhile visiting and appreciating. In this chapter, our mission is to search them out. Let us stroll, looking above and below eye level, from side to side; take a boat ride to look for different forms to see and enjoy the capital of Amazonas. Here, we will discover a forest hidden between the busy avenues, quite close to the city center, and let us take a boat trip to find fresh water beaches along the Negro River. Finally, let us look for buildings and spaces that preserve history or nature, and which reveal and express the exuberance and way of being of Manaus and its residents.


Ponta Negra

Ponta Negra

Um dos pontos mais charmosos e mais agitados de Manaus já era habitado por tribos indígenas no século XVII. Durante o ciclo da borracha, dali era retirada a areia para a construção dos casarões dos grandes barões da borracha, o que na época lhe deu o nome de Areal. Dali também saiu muito carvão e pedra. Até a década de 60, quando foi aberta uma estrada ainda de barro, o único acesso para o local era através de barcos. Mesmo assim se tornou um ponto de encontro das famílias manauaras. No início dos anos 70, com a duplicação da estrada de acesso, a região ganhou seus primeiros conjuntos residenciais. Nos anos seguintes, a região ganhou novos empreendimentos imobiliários, restaurantes e investimento público, com a criação de um projeto paisagístico e a construção de um calçadão.

One of the most charming and busy points in Manaus, it had previously been inhabited by indigenous tribes in the XVII Century. During the Rubber Boom, sand had been excavated for the construction of the mansions of the rubber barons, and which gave the epoch its name of Areal (sandy). In addition, much coal and stone was excavated here. Until the 1960s, when a mud road was opened, the only access to the locale was by boat. Nonetheless, it was a very popular meeting place for Manaus families. At the beginning of the 1970s, with the duplication of the access highway, the region gained its first residential buildings. In the years that followed, the region received new real estate companies, restaurants and public investment, with the creation of a countryside project and the laying down of a promenade.

71


Parque do Mindu Mindu Park

Com uma área de 410 mil m², o Parque do Mindu foi criado em 1993. No ano de 1940, a área pertencia à senhora Dirce Ramos. Muito religiosa, em meados dos anos 60, ela vendeu a propriedade para padres que já a frequentavam. Aproveitando a calma e a exuberância da natureza, resolveram criar no local um seminário para retiro. Já na década de 1970, com o crescimento da cidade, começaram a aparecer indícios cada vez mais fortes de poluição no igarapé do Mindu. Em 1975, a área foi vendida para o Ministério da Fazenda e a partir de 1989, com a descoberta de que suas matas eram habitadas pelo Sauim-de-coleira, população e administração pública se organizaram para preservá-los. Resultado disso, em 1993, uma lei municipal transformou o Mindu em área de interesse ecológico. Pouco tempo depois, em 1996, ela já ganhava seus primeiros equipamentos e infraestrutura. Em 2006, o Parque foi reinaugurado, contando com novas trilhas, biblioteca, anfiteatro para 600 pessoas, auditório e orquidário. Por suas trilhas é possível ter contato com várias espécies que compõem a fauna e a flora amazônicas. O Parque Municipal do Mindu está localizado na Rua Perimetral, s/nº, no Parque Dez.

72

Covering an area of 410,000 m², the Mindu Park was created in 1993. In 1940, the area belonged to Ms. Dirce Ramos. Very religious, in the mid-60s, she sold the property to the priests who already frequented it. Taking advantage of its tranquility and natural luxuriance, they decided to build a seminary as a retreat. By the 1970s, with the growth of the city, it became apparent that the Mindu stream had become extremely polluted. In 1975, the area was sold to the Ministry of Finance and from 1989, with the discovery that the forests were inhabited by Sauim-decoleira (Saguinus bicolor), the population and public administration went about preserving it. The result of this was, in 1993, a municipal law which transformed Mindu into an area of ecological interest. Shortly after, in 1996, it gained its first equipment and infrastructure. In 2006, the park reopened, containing new trails, a library, amphitheatre for 600 people, an auditorium and orchid-house. On its many trails, it is possible to see many Amazonian species of flora and fauna. The Mindu Municipal Park is located on Perimetral Street, in Dez Park.


Zoológico do Cigs

CIGS Zoological Park

Foi criado em 1967, em uma área de 36.000 m², onde também funciona o Centro de Instrução de Guerra na Selva - CIGS. Administrado pelo exército brasileiro, ele abriga centenas de animais de cerca de 60 espécies diferentes. Além de ser aberto ao público e às escolas da cidade, seus animais também são utilizados para oferecer informações sobre a fauna amazônica aos alunos do Curso de Operações na Selva. O horário de visitação é das 9:00h às 16:30h, de domingo a terça-feira. Visitantes menores de 12 anos não pagam ingresso. O Zoológico do CIGS fica na Av. São Jorge, 750. Os ônibus que passam em frente são o 120 e o 122.

Created in 1967 and covering an area of 36,000 m², this is where you will find the Jungle War Instruction Center - CIGS. Managed by the Brazilian army, it shelters hundreds of animals from around 60 different species. As well as being open to the public and the city schools, its animals are also used to supply information about the Amazonian flora and fauna to students participating in the Forest Operation Course. Visiting hours are from 9:00 to 16:30, Sunday to Tuesday. Entrance for visitors under 12 is free. The CIGS Zoological Park is on São Jorge Avenue, 750. The No. 120 and 122 buses stop in front.

73


Centro Cultural dos Povos da Amazônia Amazonian Peoples Cultural Center Em uma área de 68.268 m² espalham-se edifícios, auditórios, arenas de espetáculos, espaços para exposições, museus e réplicas de malocas indígenas que funcionam como museus vivos. Foi criado com a missão de preservar, valorizar e divulgar a cultura, a identidade e toda a gama de conhecimentos dos povos amazônicos. Está localizado na Praça Francisco Pereira da Silva, mais conhecida na cidade como Bola da Suframa.

80

Covering an area of 68,268 m² it includes buildings, auditoriums, event arenas, exhibition spaces, museums, and replicas of indigenous lodges that function as live museums. It was created to preserve, value and divulge the culture, identity and the whole gamut of knowledge about the Amazonian peoples. It is located in Francisco Pereira da Silva Square, better known as Bola da Suframa.


81


Jardim Botânico Adolpho Ducke Adolpho Ducke Botanical Garden É mais um espaço em Manaus onde a preservação da natureza e a educação ambiental se encontram e se completam. Foi criado em 2000, numa parceria da Prefeitura Municipal de Manaus e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia INPA. Entre seus objetivos, estava o de conter as invasões na Zona Leste da cidade, protegendo as florestas da região. Em uma área de aproximadamente 5 km², espalham-se trilhas ecológicas, com cerca de 3 km, seu centro administrativo, biblioteca, estacionamento e lanchonete. Localiza-se na Av. Uirapuru, s/nº, no Bairro Cidade de Deus e está aberto para visitas de terça a domingo, das 8:00 às 15:00hs.

82

This is another place in Manaus where nature preservation and environmental education can be found. It was created in 2000, as a partnership between the Municipality of Manaus and the National Institute for Research of Amazonia - INPA. Among its objectives, was an attempt to counter the invasions in the eastern zone of the city, protecting the forests of the region. Covering an approximate area of 5 km², there are many ecological trails of around 3 km long, and it has an administrative center, library, parking and cafe. It is located at Uirapuru Avenue, (no number), in the Cidade de Deus District and is open to visitors from Tuesday to Sunday, from 8:00 to 15:00.


Praias da Lua e do Tupé Lua and Tupé Beaches

O formato de uma lua em quarto crescente deu a esta região, situada na margem esquerda do Rio Negro, o nome de Praia da Lua Lua. Distante a 23 quilômetros do centro da cidade, é cercada por uma vegetação formada por árvores de pequeno porte e coberta por uma areia branca que contrasta com águas escuras do rio. O acesso para ela se dá por pequenos barcos que podem ser tomados no final da Avenida Coronel Teixeira. upé está localizada a cerca de 30 km de Tupé A Praia do T Manaus. Aqui também, suas águas negras contrastam com a areia branca que encanta visitantes e moradores. Nos períodos de cheia, sua extensão é de 20 metros, já na vazante, ela passa para 80 metros de extensão. O acesso é feito exclusivamente por barcos que podem ser tomados no Porto de Manaus.

The half-crescent form gives this region, situated on the left bank of the Negro River, the name of the Lua (Moon) Beach Beach. At 23 kilometers from the city center, it is surrounded by vegetation from small-sized trees and is covered by white sand that contrasts with the dark waters of the river. Access is by small boats that can be taken from the end of Coronel Teixeira Avenue. Tupé Beach is located about 30 km from Manaus. Here too, its waters contrast with the white sand that enchants both visitors and inhabitants. In the flood season, it extends for 20 meters, and with the ebb tide, it stretches to 80 meters. Access is exclusively by boat that can be taken from the Port of Manaus.

83


Arte e Artesanato Arts and Crafts

Um detalhe interessante na produção artesanal encontrada em Manaus é que boa parte da matéria-prima utilizada na confecção das peças é fruto do reaproveitamento do que a floresta ofereceu ao ser humano e, aparentemente, não usará mais. Nessa linha, surgem as peças produzidas com escamas, espinhas ou carcaças de peixes, sementes dos frutos das árvores, madeira reciclada e palha. Também é clara a influência indígena em grande parte das peças. Em relação à sua temática, elas valorizam a riqueza da fauna e da flora amazônicas com peças, principalmente, em madeira que lembram felinos, tucanos, araras, papagaios e peixes. Os barcos que cruzam a bacia amazônica e que fazem parte do dia a dia dos moradores ribeirinhos e a figura dos índios, os primeiros habitantes desta terra, também são lembrados. Peças utilitárias como cestas, de clara influência indígena, também são encontradas, tendo como grande diferencial a riqueza e beleza dos desenhos que as adornam. A cultura da terra é representada pelas miniaturas do boi, personagem principal dos festejos de bumba-meuboi, que acontecem na região durante o mês de junho.

90

An interesting detail about the craftwork production found in Manaus is that most of the raw materials used in the production of pieces, are the result of recycling of the material that the forest supplies to human beings and is, apparently, no longer used. This line includes products made from the fish scales, bones or carcasses, seeds from fruit trees, recycled wood and straw. The indigenous influence is clearly visible in most of these products. In relations to its thematic, they value the wealth of fauna and flora in the Amazon, with products made mainly from wood, recalling cats, toucans, macaws, parrots and fish. The boats which cruise the Amazon Basin and which are part of the dayto-day life of the riverbank inhabitants and the Indians, the first inhabitants of this land, are also remembered. Utilitarian pieces such as baskets, with clear indigenous influences, are also to be found, richly and beautifully adorned. The land culture is represented by miniatures of oxen, the main character in the “bumba-meu-boi” festivities that are held in the region during June.


91


ORÇAMENTO:

Para compras de 50, 100, 200, 500, 1000 ou outras quantidades, consulte-nos. Para mais informações e orçamentos: editora@urbenauta.com.br 41 3362 3307 0800 600 7879

2


Manaus