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UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO FAC - FACULDADE DE COMUNICAÇÃO CURSO DE RELAÇÕES PÚLICAS

ANÁLISE DA OPINIÃO PÚBLICA E PSICOLOGIA DA COMUNICAÇÃO

SÃO BERNARDO DO CAMPO 2012-1


Barbara G. Oliveira Barbara B. Capolete Beatriz C. Leite Carolina M. Silva Cícera R. L. Alves Elder X. D. de Souza Irina Gomes Isabela Garcia Lilian Barbieri

ANÁLISE DA OPINIÃO PÚBLICA E PSICOLOGIA DA COMUNICAÇÃO

SÃO BERNARDO DO CAMPO 2012-1


Análise crítica da Opinião Pública e Psicologia

A fim de encontrar uma forma de relacionar a psicologia da comunicação e a qualidade de vida, primeiramente, é necessário entender que a psicologia é uma ciência social, assim como o estudo da comunicação, porém que busca estudar o indivíduo baseado em informações científicas. O objetivo da ciência da psicologia é entender o comportamento e a mente humana. A psicologia não é baseada no senso comum, entretanto, ao analisar a pesquisa sobre qualidade de vida e opinião pública, foi possível notar a facilidade com que as pessoas, hoje, são formadoras de opinião e também facilmente manipuladas e influenciadas pela mídia / comunicação em massa. A partir de teorias como a psicologia de Gestalt, que apresenta um processo organizacional, interpretativo, seletivo e é a forma como os entrevistados julgam e conceituam temas convencionais, baseada na percepção, que poder ocorrer de maneira equivocada ou não. Com isso, foi possível relacionar essa teoria com a opinião dos entrevistados em relação ao trânsito e a falta de infra-estrutura em São Bernardo do Campo, que quase sempre é associado ao senso comum, e ao o que a mídia pública divulga. De acordo com MOSCOVICI (1978), existe uma preocupação, que não é mais com o conteúdo comunicado e sim com a forma que é feita a comunicação e com a forma que o ser humano entende a mensagem. Porém ao analisar as respostas, nota-se que apesar de não usarem os meios de transportes públicos, ainda assim alguns entrevistados apresentam uma opinião formada sobre o assunto, e esta opinião é negativa. Como citam determinados entrevistados: “A infra-estrutura dos transportes públicos precisa melhorar, tem pouco ônibus, Sem contar que tem muito alagamento. E o transito também, deixa qualquer um estressado.” “Porque a mídia mesmo, o que interessa para eles é notícia ruim, na maioria das vezes o que é bom eles nem costumam divulgar muito.”

A saúde, de acordo com os entrevistados, é um item necessário para uma boa qualidade de vida, também é bastante citada, e acredita-se que de certa forma é percebida como um ponto negativo da cidade de São Bernardo do Campo, mesmo pelas pessoas que usam convênios de saúde privada e não utilizam os hospitais


públicos, hostilizam a forma como o mesmo é direcionado. Segue a resposta de uma entrevistada: “A qualidade de vida é péssima! Por causa dos hospitais e os prontos-socorros públicos, são muito ruins!”

É importante salientar que a presença de uma boa estrutura na saúde, seja pública ou privada, é de suma importância para uma qualidade de vida relativamente boa. Não apenas a saúde física, mas também a saúde mental, que é estudada por toda a psicologia, e entre as suas vertentes existe a psicanálise, ciência fundada por Sigmund Freud, que estuda esses tipos de transtornos psicológicos que também podem ser causados pelo estresse Acredita-se que o estresse é uma causa comum de problemas de saúde do dia-a-dia, como dor de cabeça, dor nas costas, dor de estômago, diarréia, insônia, entre outros sintomas que desencadeiam doenças psicossomáticas e psicológicas, portanto, dependendo do nível que chega, pesquisas médicas sugerem que até 90% de todas as indisposições e doenças estão relacionadas ao estresse, de acordo com os Centers for Disease Control and Prevention (Centros de Controle e Prevenção de Doenças). Além das doenças mentais e físicas causadas pelo estresse, os hábitos das pessoas podem estar interligados com a qualidade de vida das mesmas. Se uma pessoa que não pratica atividade física moderada, que é fumante, não consuma alimentos saudáveis, não pratica atos que possam ajudar na melhoria e na agilidade do seu dia, como: por mais conforto que seja se locomover de carro, muitas vezes o transporte público pode ser mais ágil; Em vez de reclamar que o ônibus/metrô demora em chegar a um determinado local, o habito de ler um bom livro durante o trajeto, seria de grande ajuda. Todavia, é importante visar que hábitos saudáveis e diferenciados podem resultar em uma melhoria na qualidade de vida dos indivíduos.

Abaixo um entrevistado faz uma relação de um conjunto de fatores que para ele estão inseridos nos princípios do que seria uma vida com qualidade.


“Qualidade de vida é um conjunto de coisas. Acho que qualidade de vida é você ter um trabalho que não te ocupe o tempo todo, ter acesso à cultura, lazer e à saúde. Se faltar alguma dessas coisas você já não tem qualidade de vida 100%. É um conjunto de coisas e se uma estiver faltando não é uma qualidade de vida.”

Baseada em uma das ferramentas de análise da psicologia, a motivação, percebe-se que o entrevistado acima acredita que é um conjunto de fatores que o motiva a se preocupar com a qualidade de vida, e entende-se por motivação, uma particularidade de cada indivíduo para fazer o que lhe agrada. Além da saúde, o lazer e a cultura são citados também como fontes de incentivo na melhoria da qualidade de vida. Acredita-se que as pessoas e o ambiente em que vivemos também podem ser fontes de motivação uma das outras, uma entrevistada se refere ao pai como referencia para ela praticar atividades físicas em busca de uma boa qualidade de vida: “(...) posso citar meu pai, ele sempre gostou de esporte. Ele participava de corrida, ciclismo, natação... então, desde a minha infância, o meu pai foi meu grande incentivador a praticar esportes.” “Um ambiente mais agradável, que você se sinta bem, se sinta à vontade, essas coisas...”

As emoções dos indivíduos também são formas que eles encontram para expressar os sentimentos de raiva, decepção, medo, entre outros gestos, que são influencias nas mudanças de comportamento e pensamentos que podem gerar atitudes involuntárias e impulsivas. Bagozzi, Gopinath e Nyer (1999) definem a emoção como um estado mental que é expresso a partir do momento em que os pensamentos e os eventos passam por uma avaliação cognitiva que é acompanhada por processos psicológicos. É possível relacionar os problemas atuais com as emoções, hoje, boa parte da população possui um estado psíquico alterado, e que direciona esse determinado individuo a se comportar de forma rude com seus familiares, filhos e amigos, o que pode ser uma das razões das grandes ocorrências de brigas e mortes em família. Consegue-se identificar através dessas analises um retrato do ser humano, de forma que seja possível entender como eles pensam e agem em determinados momentos, e como a opinião pública é um propulsor e incentivador dessas ações. O


desenvolvimento cultural, social e uma forma mais humanizada de viver podem ser associadas a forma como a comunicação é direcionada e multiplicada. Os indivíduos podem achar que hoje qualidade de uma vida é uma coisa, porém amanhã, podem partir para o senso comum e acreditar que qualidade de vida seja apenas um único fator.


Bibliografia

Aula do dia 06/03/2012, Profº Dr. Paulo Bessa: Processos psicológicos envolvidos na percepção do mundo pelo indivíduo.

Aula do dia 27/03/2012, Profº Dr. Paulo Bessa: Psicologia, Ética e Mídia.

O papel da mídia na difusão das representações sociais. Disponível em:<http://www.sinpro-rio.org.br/imagens/espaco-do-professor/sala-de-aula/marcosalexandre/opapel.pdf>. Acesso em: 15 mai.2012.

Disponível em:< http://www.cdc.gov/>. Acesso em: 15 mai.2012.

Psicologia  

Prof Paulo

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