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Rudge Ramos JORNAL

São Bernardo do Campo 4

DA CIDADE

de

23 de Maio a 5 de Junho de 2014 4 Ano 334 Nº 1.020

Lojistas da Jurubatuba pedem mudanças no projeto Drenar

BRUNO MADRID/RRJ

LUCAS ALENCAR/RRJ

Comerciantes temem que ocorra interdição da rua e dificuldade de acesso ao comércio local. Pág. 2

4MELHOR DO ABC Escola de ensino médio da cidade é líder em qualidade, segundo Idesp Pág. 3

3PARE, OLHE E OBEDEÇA Munícipes escrevem em poste para evitar acidentes no bairro Anchieta Pág. 3

LUCAS ALENCAR/RRJ


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POLÍTICA

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De 23 de Maio a 5 de Junho de 2014

6DE OLHO NA CÂMARA LEONARDO VANTINI/RRJ

Na Câmara, lojistas pedem mudanças em obra do Drenar LEONARDO VANTINI OSCAR BRANDTNERIS

q O líder da bancada na Câmara Municipal que apoia a administração do prefeito Luiz Marinho (PT), vereador José Ferreira, do mesmo partido, disse na quarta-feira (21) que não existe possibilidade de mudanças no cronograma do Programa Drenar, que acontece no centro da cidade, principalmente, na

rua Jurubatuba, afetando os comerciantes da região. A afirmação foi feita no encontro dos vereadores com representantes dos empresários e lojistas da rua, para discutir o impacto que as obras do Drenar irão causar e que, segundo os comerciantes, estão prejudicando suas atividades, principalmente sobre alterações no projeto inicial. Inicialmente, programava-

4CONSELHO DIRETOR - Stanley da Silva Moraes Presidente, Nelson Custódio Fér – Vice - Presidente, Rev. Osvaldo Elias de Almeida - Secretário, Jonas Adolfo Sala, Aureo Lidio Moreira Ribeiro, Kátia de Mello Santos, Augusto Campos de Rezende, Marcos Vinicius Sptizer, Aires Ademir Leal Clavel, Oscar Francisco Alves Junior, Regina Magna Bonifácio de Araújo - Suplente, Valdecir Barreros - Suplente. 4REITORIA - Reitor - Marcio de Moraes, Pró-Reitora de Graduação - Vera Lúcia G. Stivaletti, Pró-Reitor de Pós-Grad. e Pesquisa - Fábio Botelho Josgrilberg

-se em dois trechos das obras uma execução subterrânea dos trabalhos. Houve uma mudança, e um dos trechos será executado a céu aberto. E essa é a preocupação dos lojistas, pois eles temem que, com isso, ocorra interdição da rua e dificuldades de acesso ao comércio local, causando impacto financeiro para as lojas que estão situadas na rua. O Drenar é um programa

4DIRETORES - Sérgio Roschel (Diretor de Finanças e Controladoria), Daví Nelson Betts (Diretor de Tecnologia e Informação), Paulo Roberto Salles Garcia (Diretor de Comunicação e Marketing), Débora Castanha (Diretora do Ensino Básico), Carlos Eduardo Santi (Faculdade de Exatas e Tecnologia), Jung Mo Sung (Faculdade de Humanidades e Direito), Fulvio Cristofoli (Faculdade de Gestão e Serviços), Luiz Silvério Silva (Faculdade de Administração e Economia), Paulo Rogério Tarsitano (Faculdade de Comunicação), Rogério Gentil Bellot (Faculdade de Saúde) e Paulo Roberto Garcia (Faculdade de Teologia). 4COMUNICAÇÃO - Paulo Salles (Diretor).

que visa construir um piscinão e ampliar as galerias de águas pluviais a partir de obras de micro drenagem, a fim de acabar com as enchentes que ocorrem com frequência no centro da cidade em épocas de chuva. Segundo Valdemir Gimenes, proprietário de uma concessionária de automóveis na Jurubatuba, os lojistas não são contra as obras, mas estão buscando informações mais detalhadas sobre a proposta. “Nós queremos uma parceria com o governo para resolver esses problemas e discutir a possibilidade de manter o projeto inicial. Caso não tenhamos uma resposta, pretendemos agir juridicamente”, disse. Antes da reunião de quarta-feira, a prefeitura divulgou uma nota em que afirmava ter feito reuniões com comerciantes e comunidade não só para

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Reunião com comerciantes da rua Jurubatuba discute o caso; debate durou mais de duas horas

esclarecer o programa Drenar como também para responder aos questionamentos. Acesse o link (migre.me/jisjX) e leia íntegra da nota. O petista José Ferreira afirmou que um processo judicial que busque a indenização dos lojistas em relação a um possível prejuízo seria uma alternativa de amenizar os possíveis danos. “Até a próxima quarta-feira, o governo deve responder aos questionamentos feitos pelos lojistas, e vamos agilizar uma reunião com a Secretaria de Serviços Urbanos e a Secretaria de Transportes e Vias Públicas.” Os lojistas querem conhecer o cronograma de obras, um estudo sobre o impacto financeiro e ambiental que será causado e um relatório oficial sobre as desapropriações que serão feitas em decorrência do projeto. Segundo levantamento feito pela CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de São Bernardo, 120 lojas de piso térreo da rua serão afetadas e mais de 5.000 pessoas terão dificuldades para trafegar na rua, prejudicando as vendas. Uma das ruas paralelas à rua Jurubatuba, a José Pelosini, já se encontra interditada para a passagem de carros. Tapumes de metal já foram colocados rente às calçadas para a proteção das vitrines e pedestres. Nesse ponto, as obras irão acontecer na superfície e o trecho de interdição será até a rua Príncipe Humberto, altura do número 926. g

Rua do Sacramento, 230 Ed. Delta - Sala 141 Tel.: 4366-5871 - Rudge Ramos São Bernardo - CEP: 09640-000

RUDGE RAMOS JORNAL - PUBLICAÇÃO DO CURSO DE JORNALISMO DA FAC

DIRETOR - Paulo Rogério Tarsitano COORDENADOR DO CURSO DE JORNALISMO - Rodolfo Carlos Martino. REDAÇÃO MULTIMÍDIA - Editor-chefe - Júlio Veríssimo (MTb 16.706); EDITORA-EXECUTIVA E EDITORA DO RRJ - Margarete Vieira (MTb16.707); EDITOR DE ARTE - José Reis Filho (MTb 12.357); Assistente de Fotografia - Maristela Caretta (MTb 64.183)

4Equipe de Redação: Alysson Rodrigues, Amanda Goulart, Amanda Guilhen, Amanda Souza, Bruno Madrid, Bruno Yonezawa, Caio dos Reis, Fernanda Cordeiro, Gabrielli Salviano, Italo Campos, Leonardo Vantini, Letícia Gomes, Lucas Alencar, Oscar Brandtneris, Renan Muniz, Sergio Neto, Thaís Souza, Yago Delbuoni e alunos do 5º e 6º semestres de Jornalismo.

4Produção de Fotolito e Impressão: Diário do Grande ABC


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CIDADE

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FOTOS: LUCAS ALENCAR/RRJ

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DE OLHO NA CIDADE MORADORES IMPROVISAM AVISO DE PERIGO EM POSTE NA AV. KENNEDY MARISTELA CARETTA

q Por conta própria, munícipes escreveram a palavra “devagar”, em letras vermelhas, no poste da esquina da avenida Kennedy com a rua Enrico de Martino, ao lado do Ginásio Poliesportivo. Essa sinalização improvisada foi feita porque os motoristas que trafegam por ali não respeitam a faixa de pedestres, que está com a pintura gasta, e fazem a curva em alta velocidade, podendo causar acidentes. Naquele trecho, é intenso o tráfego de pessoas que frequentam o Poliesportivo e o Parque Raphael Lazzuri. Em nota, a Prefeitura de São Bernardo informou que, após vistoria no local, os técnicos da Secretaria de Transportes e Vias Públicas vão providenciar a instalação de placa de advertência de travessia de pedestres e de regulamentação de velocidade máxima de 30 Km/h, que antes era de 40 km/h, para garantir a segurança dos pedestres. Até as 12h30 de quinta-feira (23) a placa de 30 Km/h não havia sido colocada, mas a palavra”devagar” pintada pela população foi apagada. g

Escola de SBC atribui liderança a integração com a família e alunos LUCAS ALENCAR

q A Escola Estadual Profª Anésia Loureiro Gama, no bairro Anchieta, foi considerada a melhor escola pública de ensino médio do ABC, segundo dados do Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) divulgados pela Secretaria Estadual de Educação, no início de abril. O colégio obteve a nota 3,86, em uma escala de zero a dez, e ficou mais de meio ponto acima da segunda colocada, a E.E. Profª Maria da Conceição M. Branco (3,23). Para definir a nota, o Idesp combina os resultados das disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática do Saresp (Sistema de Avaliação Escolar do Estado de São Paulo) com os indicadores de reprovação, abandono e aprovação das escolas. A escola tem infraestrutura que inclui sala de vídeo para exibição de filmes e apresen-

tação de trabalhos, laboratório de informática, laboratório de química, biblioteca, facilidades para deficientes e também quadra esportiva coberta, além de todo o material didático pedido, segundo os professores. Porém, para a diretora da escola, Isabel Aparecida Lima da Silva, a integração entre escola e família é o diferencial. “Sozinhas, não conseguem educar. Devem se aliar, caminhar de mãos dadas.” A diretora disse também que manter alguns dos pilares clássicos do ensino é essencial. “Cultivamos alguns dos valores da escola tradicional, como o respeito em sala de aula, a lição de casa e a cobrança constante dos professores em relação às atividades”, disse Isabel. De acordo com a professora de Língua Portuguesa, Jane Cippiciani, a frequência dos alunos, a participação da família e a atenção da equipe gestora são fatores que explicam o

Frequência dos alunos e a atenção da equipe gestora são outros fatores que explicam o índice do colégio de São Bernardo

destaque da escola. “A direção está sempre disposta a ajudar e orientar não só os professores, como também os pais e responsáveis, que buscam a direção com regularidade e encontram sempre as portas abertas.” O coordenador do ensino médio na escola, Max Douglas do Amorim, responsável pelos 360 alunos do primeiro ao terceiro graus, destacou que é preciso manter o diálogo com o estudante e não desistir de ensiná-lo, mesmo que não obtenha bons resultados. “Quando

Confira no rronline.com.br

conversamos com alunos que não conseguem boas notas por indisciplina ou displicência, eles se sensibilizam.” NOTA BAIXA A Escola Estadual Célio Luiz Negrini, no bairro Montanhão, obteve a nota mais baixa do índice do ensino médio no ABC (0,69). A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação de São Paulo para obter autorização e conversar com a direção do colégio, mas foi informada de que

ninguém estava habilitado para comentar os resultados, pois os números ainda são recentes. O coordenador da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) no município, Aldo dos Santos, explicou o Idesp. “Não é correto avaliar somente a infraestrutura, alunos e professores das escolas. É preciso entender que estão inseridas em comunidades com condições econômicas e sociais diferentes, por exemplo, o que impede comparações”, declarou. g

Escola estadual em Diadema é a melhor avaliada no ensino fundamental da região http://migre.me/jiHtY


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REGIÃO

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Água de chuva gera

ECONOMIA

JULIANA REGUEIRA

FOTOS: JULIANA REGUEIRA/RRJ

q A preocupação com a preservação do meio ambiente sempre fez parte da vida do técnico de eletro-eletrônico, Leonardo Relvas, 38. Porém, foi com a compra da casa própria que ele conseguiu tornar concreto um desejo da época de juventude. Durante a reforma do imóvel comprado em 2009, no Jardim Hollywood, em São Bernardo, ele decidiu implantar um sistema que reaproveita a água de chuva. Na parte do fundo da casa, todas as calhas dos telhados despejam a água em uma caixa instalada no quintal. Por meio de uma bomba, a água é conduzida para a parte superior do telhado para ser armazenada em outra caixa com capacidade de 500 litros. O reservatório abastece a descarga, o lavatório do banheiro dos fundos e a torneira do quintal, usada para a limpeza da casa. Segundo o professor titular da Escola Politécnica da USP e diretor do Centro Internacional de Referência em Reúso de Água, Ivanildo Hespanhol, 78, “a água dos primeiros minutos de chuva deve ser descartada, pois o telhado é contaminado e o volume de sujeira aumenta nos longos períodos sem chuva”. Devido ao índice de poluição existente nas grandes cidades, a água de chuva não é considerada limpa. Por isso, ao ser armazenada, deve ser tratada e posteriormente utilizada para fins não potáveis. “O reservatório deve sempre ser higienizado com cloro, principalmente nos longos períodos de estiagem, para não se tornar um depósito de transmissores de doenças”, falou Hespanhol.

Morador de São Bernardo constrói em casa um sistema de reaproveitamento da água de chuva, direcionando as calhas do telhado para um reservatório no quintal

O técnico está satisfeito com o resultado do reaproveitamento de água. “O sistema é simples, eficiente e barato. Meu consumo não atinge os 10 metros cubicos. É uma economia muito grande no final do mês”, contou Relvas.

RECICLAGEM Na casa, moram três pessoas e, além do reaproveitamento de água, todo o lixo é separado e reciclado. De acordo com uma pesquisa sobre consumo sustentável, realizada em 2012 pelo grupo Sustentax, estima-se que cerca de 62% dos consumidores brasileiros estão dispostos a pagar 10% mais caro por produtos sustentáveis; 87% vão obter produtos sustentáveis, desde que não tenham aumento de custo; 95% acreditam ser importante comprar de empresas verdes. Relvas afirma que o sistema não encarece a conta de luz. “O tempo que uso para encher a caixa de 500 litros é de 10 a 15 minutos, equivalente a uma lâmpada de 500 watts acesa por 10 minutos”. O técnico deseja continuar

investindo na ideia. “Estou comprando uma casa maior e pretendo duplicar o armazenamento de água. Além disso, a família está crescendo e quero passar a consciência de que precisamos ter mais comprometimendo com um consumo sustentável dos recursos naturais”. Para o diretor regional da Odebrecht Realizações Imobiliárias Paulo Aridan,49, “a procura por alternativas sustentáveis é reflexo de um novo perfil de consumidor que exige opções que minimizem o impacto ambiental e usem menos recursos naturais”. De acordo com o diretor do

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Centro Internacional de Referência em Reúso de Água, Ivanildo Hespanhol, “ o custo maior do sistema de coleta de águas pluviais acaba sendo com o reservatório que varia de tamanho conforme o volume de água que se pretende armazenar”. Em Santo André, um dos empreendimentos da construtora, o prédio Cidade Viva, possui uma área de 55 mil m² e contará com sistema de reúso de água pluvial nos jardins e vias internas que possuem piso drenante e permitem absorção natural das águas de chuva. “O principal beneficiado é o consumidor, que ganha na redução do consumo de água

e tratamento de esgoto. O processo é eficiente tanto em casa como em apartamento, mas é mais barato de implantar na fase inicial na construção de qualquer empreendimento”, disse Aridan. Incentivar o reaproveitamento em lugares de grande extensão é ainda mais vantajoso. “Seria um grande avanço para a cidade institucionalizar a prática do reúso de água de chuva, principalmente em lugares com grande extensão, como, por exemplo, campos de futebol, shoppings, condomínios residenciais, entre outros”, declarou Hespanhol. g

Aquapolo Ambiental trata água para uso no Polo Petroquímico do ABC http://migre.me/jiEDt


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REGIÃO

De 23 de Maio a 5 de Junho de 2014

Aquapolo Ambiental produz água de reúso para indústrias do ABC ISABELLA SALA

q A água é um bem indispensável. Atualmente, muitas cidades do Brasil enfrentam problemas com os seus reservatórios de água, já que o volume dos rios e represas se encontra menor que a demanda da população. Assim, o uso consciente dos recursos hídricos é fundamental para garantir qualidade de vida e sustentabilidade ao meio ambiente. Ao pensar nisso, foi lançado um projeto, inédito no Brasil e um dos dez maiores do gênero no mundo, o Aquapolo Ambiental, que consiste em uma Estação Produtora de Água Industrial (EPAI), construída em parceria entre a Sabesp e a Odebrecht Ambiental, a fim de produzir água de reúso para as empresas do Polo Petroquímico do ABC. O objetivo é produzir água de reúso para fins industriais. Essa produção é feita a partir do esgoto processado na Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) ABC e de acordo com as

características e necessidades das indústrias. Por e-mail, a empresa responsável pelo Aquapolo Ambiental explicou que, ao utilizar a água de reúso, a indústria reduz em até 50% os custos com tarifa de água e também os de manutenção. Posteriormente, a água de reúso produzida poderá colaborar também para preservação de mananciais, além de liberar água potável para o consumo da população. A criação do Aquapolo foi uma solução que ofereceu uma base para o crescimento sustentável e permanente do parque industrial. Segundo a empresa, alguns pontos, como atender as exigências de órgão ambientais para preservação dos recursos hídricos, e o encarecimento dos custos para obter água potável, cada vez mais escassa no ABC, foram determinantes na aposta do projeto. A água de reúso tem diversos fins, como: geração de energia, resfriamento de equipamentos, limpeza de ruas e praças, entre outros projetos industriais.

DIVULGAÇÃO/AQUAPOLO AMBIENTAL

Água é destinada para indústrias do Polo Petroquímico do ABC após realizar tratamento Além de economia dos recursos hídricos, reutilizar a água também resulta na preservação do meio ambiente, uma vez que cada litro de água reaproveitado corresponde a um litro de água disponível para o abastecimento público, ajudando prefeituras, o comércio e indústrias a reduzirem seus custos. Em relação à água economizada pelas empresas do

Polo Petroquímico do ABC, o Aquapolo Ambiental informou que mensalmente, o Polo consome cerca de 2,5 bilhões de litros de água de reúso. Desta forma, estima-se que as indústrias tenham economizado um pouco mais do que isso, já que, ao utilizar água potável, elas precisavam de uma quantidade maior para realizar a mesma atividade.

DIVULGAÇÃO/AQUAPOLO AMBIENTAL

1.000

LITROS DE ÁGUA DE REÚSO PRODUZIDOS POR SEGUNDO

2,58

BILHÕES DE LITROS DE ÁGUA DE ECONOMIA POR MÊS

O Polo Petroquímico, que recebe a água de reúso produzida no Aquapolo, é um dos centros econômicos do ABC, composto de 14 indústrias. Localizado entre os municípios de Mauá e Santo André, ele foi fundado em 1954, pela Petrobrás. O Polo é reconhecido no mercado pela responsabilidade para com o meio ambiente e as comunidades que abastece. g

Tanques guardam 70 mi litros q O Aquapolo Ambiental tem capacidade de produção de 1.000 litros de água de reúso por segundo. Dentro da ETE ABC, foram construídos tanques de armazenamento de 70 milhões de litros, a fim de evitar interrupções no fornecimento. Para levar a água reutilizada até o Polo Petroquímico, foi construída uma adutora de aço com 17 km de extensão, passando pelos municípios de São Paulo, Santo André e São Caetano. No Polo foi instalado um sistema de distribuição com 3,6 quilômetros de extensão para levar a água de reúso até as plantas. Atualmente, o Aquapolo fornece 650 litros de água de reúso por segundo para o Polo Petroquímico, o que representa 65% de sua capacidade de produção. Desta forma, o Aquapolo tem infraestrutura para ampliar este fornecimento, só precisa que a demanda ou o número de clientes aumente. Assim, o projeto acaba por gerar grande quantidade de água de reúso, levando a uma economia considerável de água potável, equivalente a uma cidade de 500 mil habitantes, como Diadema. As obras de construção do projeto geraram 800 empregos diretos e promoveram desenvolvimento e inserção social pelas comunidades por onde passaram. g


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REGIÃO

De 23 de Maio a 5 de Junho de 2014 TATIANE ELÓI/RRJ

Combinado de sushis e sashimis é um dos pratos mais procurados no cardápio desses restaurantes pela quantidade de opções que oferece

Culinária

NÁTALIE MARTUCELLI

q Os restaurantes de comidas típicas do Japão, os sushibar e temakerias, vieram para ficar e concorrer com os lanches, massas e pizzas. Até os restaurantes por quilo e churrascarias aderiram à moda oriental. É comum ver na parte das saladas algumas opções da culinária para agradar aos clientes. É só andar pelas ruas do ABC para perceber que esse tipo de comida conquistou a região. De acordo com donos de restaurantes típicos e de funcionários, a demanda só aumenta. Por isso os estabelecimentos são obrigados a fazer ampliações, seja no espaço ou até da rede. Como é o caso de Danniel Christian que, a partir de uma ideia, resolveu virar sócio de um amigo e abrir uma temakeria filiada a um restaurante já conhecido em São Bernardo e São Paulo, o Sr. Temaki. A casa funciona onde ele morava

ganha espaço e cresce na região e foi escolhida por ser um ponto estratégico no Rudge Ramos. Segundo Christian, o negócio deu tão certo que o Sr. Temaki já teve que ser ampliado duas vezes. “Se a gente perceber que nossos clientes estão ficando desconfortáveis, que estão com dificuldades de consumir, nem conseguem sentar, faremos uma ampliação bem maior”, disse sócio-proprietário do Sr. Temaki. Hoje, o restaurante tem capacidade para em média 20 pessoas. O INÍCIO Diferentemente dos outros tipos de culinária estrangeira, como mexicana ou tailandesa,

o “japonês” virou uma rotina por ser uma comida leve, com pouca gordura, pelas cores e sabor exóticos. “No início, era uma coisa mais elitizada, não era um hábito comum. Hoje, a gente tem clientes que comem aqui todo dia. É um hábito. Como diz uma cliente, ‘é a coxinha do bem’”, contou Christian ao falar de um de seus principais pratos, o temaki de salmão com 180 gramas. Clientela não deve mesmo faltar. A reportagem ouviu 50 pessoas, de 15 a 55 anos, para saber sobre o gosto pela culinária japonesa. Dos entrevistados, 40 (80%) disseram gostar da comida. Mais da

NO INÍCIO ERA UMA COISA MAIS ELITIZADA. HOJE, A GENTE TEM CLIENTES QUE COMEM AQUI TODOS OS DIAS. DANNIEL CHRISTIAN (SÓCIO SR. TEMAKI)

metade (35) afirmou frequentar restaurantes orientais pelo menos uma vez ao mês. “Por mim, comeria todos os dias, mas o salário não permite”, disse a estudante de psicologia Flávia Gaby. O preço, de fato, pode pesar no bolso. Os adeptos ao peixe têm que desembolsar mais do que nos outros restaurantes para desfrutar dos sabores orientais. Em média, uma refeição sai por R$ 37, enquanto outras opções como lanchonetes e pizzarias são mais em conta, na média de R$ 12 a R$ 27. O preço alto é devido ao preço do peixe, além da mão de obra especializada

na produção dos rolinhos. Além dos restaurantes tradicionais, a região conta com as principais franquias da culinária japonesa, que adotaram uma espécie de fast food. Apostam nos “combinados”, que trazem um pouco de todos os pratos orientais, e conseguem satisfazer a vontade dos clientes de forma prática, rápida e mais barata. Uma famosa franquia, Gendai, tem quatro lojas só no ABC. Cada loja atende uma média de 100 pessoas por dia. Entre os produtos preferidos dos clientes então sushis, temakis e o yakissoba. g


Profissão de sushiman exige curso com certificado especial TATIANE ELÓI

q O crescimento da culinária japonesa no nosso país é cada vez maior, e para o preparo dessa iguaria é necessário uma formação específica. Para ser um sushiman, como é chamado o profissional que faz esse tipo de comida, é necessário fazer um curso com certificado para atuar em restaurantes. Nesse curso é ensinado pratos quente e frios da culinária oriental, decoração e como montar um cardápio. Além da especialização nos alimentos, parte importante do curso é a noção de higiene. Essa aula ensina os materiais necessários para proteção, como luvas e touca de cabelos, e como armazenar os ingredientes de forma correta. A reportagem pesquisou cursos de sushiman no ABC e encontrou apenas um, da escola Sabor & Saber, de São Bernardo. Não é um curso com certificação, é apenas para quem deseja fazer em casa ou para os amigos. O administrador de empresas Hermes Tomazoni trabalha na escola

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REGIÃO

De 23 de Maio a 5 de Junho de 2014

FOTOS: RODRIGO LOUREIRO/RRJ

FOTOS: SXC/DIVULGAÇÃO

SUSHI FOI “SEM QUERER”. PESCADORES De 23 de Maio a O 5 de Junho deCRIADO 2014 USAVAM ARROZ PARA CONSERVAR O PEIXE NO JAPÃO OS TEMAKIS SÃO FEITOS EM CASA. FOI NO BRASIL QUE SURGIRAM AS TEMAKERIAS DIA 1° DE NOVEMBRO É COMEMORADO O DIA DO SUSHI, E FAZ PARTE DO CALENDÁRIO JAPONÊS

ALGUNS PRATOS CONSIDERADOS JAPONESES NA VERDADE SÃO CHINESES, COMO O YAKISSOBA

É CORRETO PEGAR O SUSHI COM HASHI OU COM AS MÃOS. GARFO E FACA SÃO “PROIBÍDOS” AO MOLHAR O SUSHI NO MOLHO SHOYU, O PEIXE É QUEM DEVE TER CONTATO COM O LÍQUIDO

José Severino de Goes é sushiman há mais de seis anos e comenta porque diminuiu a procura das pessoas para se profissionalizarem. “Os cursos que têm certificado são muito mais caros. E é um preço justo, mas as pessoas não estão dispostas a pagar. Tem que pensar que o material é caro. Quanto custa um salmão? Um Saint Peter? Você também não pode colocar muita gente numa turma, senão vai precisar de mais professores, o que é comercialmente inviável, porque ninguém quer pagar o

custo”, falou Tomazoni. O curso da Sabor & Saber já é ministrado há 20 anos e conta com o método prático-expositivo, onde o aluno prepara poucos pratos, com carga horária de menos de 10 horas, e custa R$ 190. Os cursos que dão certificado chegam a custar até R$ 350 e possuem carga horária superior a 20 horas. A chefe de cozinha e professora dos cursos da Sabor & Saber, Ana Tomazoni, explica que os homens são quem mais

procuram o curso. E ainda esclarece a história de que as mulheres não podem manusear peixe cru por causa da temperatura mais quente das mãos. “É um mito. Pelo menos aqui a gente conheceu algumas sushimans que quebraram isso. São excelentes.” Quem não quer sair de casa para ter aulas, uma opção são os cursos online. Você compra um pacote com vídeos e uma apostila explicativa. São fáceis de achar e custam

Especialistas falam sobre os perigos da comida japonesa se for consumida em excesso RODRIGO LOUREIRO

q Um velho ditado diz que tudo consumido em excesso faz mal. Com a culinária japonesa isso não poderia ser diferente. Além disso, o armazenamento incorreto e o mau preparo dos pratos orientais também podem ser prejudiciais para a saúde. O peixe precisa ser muito bem lavado e armazenado a uma temperatura ideal para não estragar. De acordo com o gastroenterologista Daniel Sander, caso seja consumido estragado, o salmão, um dos protagonistas da cozinha japonesa, pode causar dores de barriga, enjoo e até difilobotríase, uma infecção parasitária que também é conhecida como “tênia de peixe”.

Segundo o sushiman Marcos Antonio Corrêa, do restaurante Mitsuaki, no Rudge Ramos, quando comprados, os peixes precisam ser guardados nos congeladores em temperaturas de -20 ºC. Já quando estão na vitrine, a temperatura de resfriamento deve estar ajustada entre 10 e 7ºC. Quem não se deu bem com o salmão foi o programador Matheus Paulin, 23, que teve fortes dores estomacais depois de comer um temaki de qualidade duvidosa em um restaurante de São Bernardo. “O salmão estava meio diferente, mas resolvi comer assim mesmo e acabei tendo dores de barriga durante uma semana.” A culinária oriental também pode se tornar uma vilã para

em média R$ 120. Uma alternativa para aprender a fazer sushis e temakis sem gastar nada, são os tutoriais encontrados na internet. O site YouTube disponibiliza mais de 12.100 vídeos que ensinam diversos pratos nipônicos. Para mais informações sobre os cursos da Sabor & Saber, os interessados podem ligar no número 4121-5315 ou acessar o site www.saboresabergastronomia.com.br. g

Na vitrine, peixes devem ser conservados em temperaturas de 10 a 7ºC

TABELA DE CALORIAS (POR PORÇÃO)

SUSHI

45 KCAL

SASHIMI (SALMÃO)

36 KCAL

TEMAKI

259 KCAL

YAKISSOBA (FRANGO) 340 KCAL

quem está pensando em perder alguns quilos. Os sushis e os temakis contêm arroz, que é um carboidrato. Já os derivados da culinária chinesa podem ser verdadeiras bombas calóricas, como o yakissoba que tem em média 400 kcal por porção. De acordo com a nutricionista Vanessa Pimentel, “como não é um cardápio tradicional para o brasileiro e por serem

porções leves, as pessoas têm a ilusão de que a comida japonesa não tem valor calórico e, por isso, acabam comendo mais do que devem”. A profissional também alerta para o molho shoyo, que é rico em sódio e pode reter líquidos no corpo. GESTAÇÃO SEM SUSHI Grávida de seis meses, a assistente financeira Monica Kikuta, 25, teve que abrir mão

HOT ROLL

90 KCAL

da comida japonesa durante a gestação. O menu, composto em grande parte de quitutes crus, é prejudicial durante a gravidez. “Sem o cozimento, há bactérias que não são eliminadas e podem fazer mal para o feto e para a mãe”, explicou a nutricionista. g


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CIDADE

De 23 de Maio a 5 de Junho de 2014 GABRIELA BÁVARO/RRJ

Parques da cidade têm pistas para a prática de GABRIELA BÁVARO

q Que faz bem a saúde praticar esportes como caminhada e corrida não é novidade para ninguém. A cidade conta com circuitos para a realização dessas modalidades. O parque Raphael Lazzuri está localizado na av. Kennedy em São Bernardo e tem pistas de 400 e 650 metros. O circuito é de asfalto e a sua manutenção é realizada de acordo com a necessidade. Projetado pelo arquiteto e responsável pelo local, Jurandir Prestes de Oliveira Junior, o parque recebe cerca de 25 mil frequentadores por mês. Oliveira explica que a manutenção do espaço “é realizada de acordo com a necessidade. Recentemente o Raphael Lazzuri recebeu reparos na pista,que foi danificada por uma raiz de árvore. Os outros equipamentos do parque são monitorados constantemente pelos funcionários. Com uma pista de 400 metros, o Parque Municipal Engenheiro Salvador Arena, localizado na av. Caminho do Mar, é outra opção para os moradores da cidade. O local recebe cerca de 22 mil pessoas por mês.

Bernardo, corre de maneira amadora em dois parques da cidade, O Citta di Marostia e o Raphael Lazzuri . Marcos treina para eventuais provas de 5km e 10km e corre uma vez na semana no Parque Cidade ou Citta di Marostica por conta da estrutura. “Em SBC o meu parque predileto é o da avenida Kennedy, pois tem mais árvores, o percurso tem mais subida e, além disso, esse espaço tem guardas municipais, lanchonete, espaço para alongamento e aquecimento, sem falar no estacionamento que é gratuito, junto ao ginásio poliesportivo. Já o parque Citta di Marostia é ótimo para frequentar nos finais de semana”, contou. g

C

orrer na rua ganha adeptos em São Bernardo

CECILIA DEMARQUE

Segundo a prefeitura, o público que pratica corrida ou caminhada é muito variável, atingindo desde jovens até a terceira idade Outro local que é voltado para esportes radicais, mas que também possue circuitos para corrida e caminhada é o Parque Cidade-Escola da Juventude Cittá Di

Frequentadores percorrem os circuitos nos parques

Marostica, que fica na av. Armando Ítalo Setti. A pista tem 600 metros, além de equipamentos para alongamento. Adonis Marcos, analista de sistema, 25, morador do bairro Alves Dias em São

q Pesquisa feita pela Federação Paulista de Atletismo aponta crescimento na prática de corrida de rua em todo o Estado de São Paulo. Dados da Secretaria de Esporte da Prefeitura de São Bernardo mostram que, em 2013, mais de 20 mil pessoas realizaram provas de corrida e caminhada pelas ruas da cidade. “A atividade tem crescido cada vez mais”, falou Roberto dos Santos, um dos técnicos responsáveis da secretaria.


O levantamento feito pela Federação Paulista de Atletismo, que contabiliza apenas as corridas supervisionadas pela instituição, mostra um crescimento de 6,11% entre 2012 e 2013 em São Paulo. Ao todo, foram mais de 566 mil corredores. De acordo com Nailson Ferreira dos Santos, analista do Departamento de Corrida de Rua da Federação, um dos fatores responsáveis por esse crescimento, em São Bernardo, foi a realização de novas provas e de maior nível organizacional das competições. Além disso, “a sociedade vem aos poucos adquirindo melhor qualidade de vida e escolhendo a corrida como parceira para alcançar seus objetivos físicos”. Entre os eventos organizados no município em parceria com a prefeitura, os de maior público são a Meia Maratona e o Circuito de Corrida de Rua e Caminhada. A Meia Maratona acontece como parte das comemorações de aniversário da cidade no primeiro domingo de agosto. Já o Circuito de Corrida de Rua e Caminhada recebe um público limitado de competidores que, a partir deste ano, pode chegar a mil por evento. De acordo com Edelson Pereira da Silva, supervisor de atletismo paraolímpico e um dos técnicos da equipe de Atletismo de São Bernardo, as competições servem como incentivo, mas ainda assim não são a principal motivação dos participantes. “As pessoas estão aderindo cada vez mais à corrida de rua, não pensando em competição e sim em se superar, aumentar a autoestima”, disse. g

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CIDADE

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DIVULGAÇÃO

E

sporte exige cuidados especiais com a saúde

CAIO DELCOLLI

q A corrida é uma atividade física que atrai cada vez mais adeptos. Na busca por melhores resultados, corredores amadores e profissionais mudam suas rotinas e hábitos de alimentação. A educadora física Vivian Fernanda

Barbi sugere o uso de roupas leves que absorvam bem o suor. “Um tênis próprio para corrida, protetor solar e boné também.” Antes da corrida, a hidratação é essencial. Por isso, nada de jejum. A alimentação deve ser à base de carboidratos, mas sem exageros, além de frutas como banana. Vivian também explica que alimentos gordurosos como doces e frituras devem ser evitados, assim como bebidas alcoólicas, carne vermelha, leite e seus derivados. Proteínas bem-vindas são as de peixe e de frango.

Participantes competem em prova do Circuito de Corrida de Rua e Caminhada de 2013 A preparação para começar a correr também deve ser considerada. Recorrer a um profissional é o primeiro passo, pois cada pessoa tem necessidades particulares. “Isso vale tanto para corridas em parque quanto em rua. O professor monta uma planilha de treinamento de acordo com o objetivo e o estímulo dado no dia do treino”, explicou Vivian. Depois da atividade, as frutas saciam a fome e repõem os carboidratos. Para uma refeição mais completa, é melhor esperar pelo menos duas horas. O administrador Diego Marzullo de Carvalho, 22, morador de São Caetano, pratica corrida há pouco mais de um ano e corre quatro vezes por semana. “Correr na esteira é uma atividade menos prazerosa. Não ver paisagens diferentes e estar sempre no mesmo lugar acaba desmotivando um pouco. Percorrer caminhos é um estímulo para seguir em frente.” Para o corredor profissional Francisco Ivan da Silva Filho, 26, o esporte trouxe mais do que uma boa saúde. “Trouxe muitas amizades, um amadurecimento, mais atitude, força para lutar.” A dica de Ivan para quem vai começar é ter calma. “Comece a treinar sem ter pressa, respeitando o limite do corpo. O ideal é procurar um treinador que entenda de alto rendimento e se esforçar muito, pois nada vem do dia para a noite.” g


TECNOLOGIA

CAROLINA ALGAVES q Geração Z. Esse é o nome dado às crianças que ficam conectadas a Internet, a rede mundial de computadores. A maioria delas recebe apoio direto dos pais para iniciar essa prática. De acordo com pesquisa divulgada pela Microsoft no final do ano passado, 79% dos pais de países em desenvolvimento acham que as crianças devem ter mais acesso a ferramentas tecnológicas. Já 58% acreditam que a tecnologia amplia a visão de mundo dos pequenos. Um desses pais, o representante comercial Edyr Raucci, 36, confirma essa tendência. Ele é pai de Enzo, 7, e disse que a razão para deixar seu filho navegar na tecnologia é o fato de o mercado de brinquedos tradicionais não inovar. “Na minha época nós jogávamos o “Jogo da Vida” o dia inteiro. Hoje as crianças não jogam nem 20 minutos porque a atividade não prende mais a atenção delas. Isso com certeza vai piorar daqui para a frente.” Já a assistente de escrita fiscal Silvia Ribeiro, 44, apoia o seu filho, Vinicius, 11, por outra razão. “Acredito que isso possa ser útil no futuro e em sua vida profissional. O mercado de trabalho está cada vez mais informatizado.” Ela contou que Vinicius ganhou seu primeiro videogame aos 7 anos, mas não foi nada difícil pegar o costume de manusear outros aparelhos, como smartphones e notebooks. “Ele aprendeu vendo os outros mexerem”, contou Silvia. Diferentemente de Edyr e Silvia, a hoteleira Yve Vedelago, 34, no começo teve restrições no uso de eletrônicos

Edyr Raucci se concentra no celular enquanto o filho Enzo se diverte com o vídeo-game incentivado pelo pai por Luiza, 8, e Leandro, 5. Ela declarou que até tentou evitar esse contato precoce, mas não conseguiu. “Como eles convivem com outras crianças que usam naturalmente, eu não

podia deixá-los de fora.” Apesar de ceder à tecnologia, Yve não acredita ser um meio completamente saudável para eles, a não ser pelo desenvolvimento do raciocínio e pela coordenação motora que os filhos adquirem. Para o professor de novas tecnologias da USP, José Manuel Moran, a melhor solução para balancear esse comportamento é impor alguns limites, mas sempre com cuidado.

“Tanto o autoritarismo como a omissão são extremamente prejudiciais para a educação das crianças. Estar conectado pode tornar-se um vício, uma compulsão. Primeiro vale a pena conversar e estabelecer limites progressivamente maiores. Se isso não funcionar, toda a família precisa ser consciente de que há um problema e procurar ajuda profissional.” Crianças ou adultos usan-

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“Na minha época jogava o Jogo da Vida o dia inteiro. Hoje as crianças não jogam nem 20 minutos porque não prende a atenção deles.” Edyr Raucci

Crianças no mundo virtual fazem parte da nova Geração “Z” 10 - Rudge Ramos Jornal

ARQUIVO PESSOAL

do tecnologia. Isso não importa. Mas a indústria agradece pela tendência. Segundo pesquisa da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), em 2011 foram 16.997 computadores e tablets vendidos. Em 2013, o número já saltou para 21.876. Para 2014, prevê-se a venda de 23.928 peças. g


CAMILA SUARES

De objeto de luxo a material didático, os tablets ganham espaço no dia a dia das crianças dentro e fora das escolas. Segundo uma pesquisa realizada este ano pela empresa AVG Technologies, 57% das crianças entre três e cinco anos sabem usar smartphone ou tablet. Em 2010 esse percentual era de 19%. Para a psicopedagoga Edylene Carvalho, o uso das tecnologias atualmente é inevitável e ter esse recurso dentro da escola é uma forma de manter os alunos atentos e mais interessados no conteúdo. Porém, é preciso que os pais saibam administrar em casa. “Em uma escala de 0 a 10, pelo menos metade das crianças que eu atendo q

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TECNOLOGIA

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Tecnologia facilita o ensino é viciada em tecnologia. A ponto de não querer sair de casa para ficar jogando ou acessando as redes sociais. Os pais precisam ficar atentos e estimular os filhos a fazer atividades que não envolvem computador, como praticar esportes.” Outra pesquisa, realizada pelo núcleo de ensino da Unesp (Universidade Estadual Paulista) em 2013, apontou que a tecnologia melhora em 32% o rendimento dos alunos. No caso do ensino fundamental, aqueles com média até cinco melhoraram em 51% o desempenho em física e matemática. Já aqueles com média

A tecnologia melhora em

32% rendimento dos alunos

acima de cinco obtiveram um ganho médio de 13%. Entretanto, a presença desses objetos em sala de aula não significa que o papel e o lápis deixaram de ser recursos essenciais para o aprendizado,

segundo a diretora pedagógica do Colégio Piaget, Silvana Franco Rodrigues. Segundo Silvana, a primeira preocupação de uma escola que quer entrar para o mundo digital é fazer com que os professores se sintam confortáveis com a tecnologia. A aula depende do professor, e antigamente ele era visto pelos alunos como o único detentor do conhecimento. Hoje, antes de serem alfabetizadas as crianças já tem contato com tecnologia. A diretora afirmou que a parceria com os funcionários é parte essencial do processo de digitalização. “Quando decidimos implantar os métodos ARQUIVO PESSOAL

ANDRESSA SARTORI q Celulares e computadores fazem parte do cotidiano. Mas esses aparatos tecnológicos podem causar ansiedade, problemas de visão, distúrbio do sono e depressão, de acordo com a Unidade de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo. O assunto é sério. Desde 2004 existe o PRO-AMITI (Ambulatório Integrado dos Transtornos Impulsivos), que funciona no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas e trata das síndromes impulsivas menos estudadas, mas não menos frequentes, e explora comportamentos cujo conhecimento geral ainda é pequeno. Dentre vários tipos de transtornos tratados nesse projeto, está o de dependência da internet. Para se reabilitar do “vício” na rede mundial de computadores, são necessárias 18 semanas. Cada sessão dura uma hora e meia. Quem coordena o projeto é o psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, 51. Ele contou que ano a ano diminui a idade de quem necessita de tratamento. “Tem o caso de uma criança de 8 anos que se inscreveu sozinha e de uma mãe que recentemente foi pedir ajuda para o filho de 2 anos que não saía do celular.” Por se tratar de uma dependência, Nabuco afirmou que a terapia começa com a participa-

Crianças do Ensino Infantil do Colégio Piaget, em São Bernardo, durante aula interativa

Entenda os riscos do vício

ção de uma psicóloga. “Primeiro, ela discute com os pacientes quais são os aspectos ligados à dependência e o que eles podem fazer para evitar recaídas. Assim, a cada dia, eles aprendem a desenvolver novas alternativas para substituir o vício.” O serviço é gratuito. Quem quiser se inscrever é só entrar no site www.dependenciadeinternet.com.br. O interessado passa por uma avaliação que define se tem pelo menos cinco dos oito sintomas apresentados no site.

Se o resultado for positivo, é encaminhado para tratamento. Alguns dos sintomas que

“São necessárias

18

semanas para se reabilitar do vício online”

constam do site são: pessoas que preferem passar “o dia todo” conectadas, utilizam a internet como forma de expressão daquilo que realmente são (refúgio) e possuem ciclo de amizades e de relacionamentos muito empobrecido. Agora, quando a dependência por aparelhos eletrônicos envolve crianças, a situação pode se complicar. Para o professor Valdemar Setzer, 73, do Departamento de Ciência e Computação do Instituto de Matemática e

tecnológicos, primeiro fizemos com que os professores gostassem do material e perdessem o medo. As crianças têm uma facilidade muito grande de usar, já os professores tinham que se sentir confortáveis.” No caso desse colégio, os alunos não precisam necessariamente ter um tablet. Todo tipo de tecnologia usada no ambiente escolar é disponibilizado pela escola. Quando a aula precisa ser explicada de uma forma mais dinâmica, os professores usam a lousa digital e aplicativos instalados nos tablets. “Tornou-se uma ferramenta, um recurso a mais que os alunos aceitam muito bem. O prazer que eles sentem em aprender usando métodos diferentes é até maior do que nós esperávamos”, disse Silvana. g Estatística da USP, existem dois argumentos imbatíveis para manter crianças e tecnologia o mais distante possível. “Primeiro, a criança não sabe o que é vício. Se fica sem o aparelho, entra em uma síndrome de abstinência e fica mais ansiosa. Segundo, o perigo do anonimato que o mundo online oferece.” Setzer disse também que a infância serve para desenvolver a imaginação. Um momento de deixar os pequenos em contato com o que é apenas inocente e verdadeiro. “Crianças que estão sempre focadas na tela de um aparelho só desenvolvem o raciocínio lógico e se tornam insensíveis aos problemas reais”. O professor disse que realizar trabalhos manuais e em grupo nas escolas é a solução para criar mentes mais criativas e pessoas sociáveis para o futuro, onde o foco é o conjunto e não o indivíduo. O executivo de contas Marcos Roque Longo, 38, não é tão radical, mas entende que precisa ter muito cuidado para não prejudicar o desenvolvimento natural de suas filhas. “Sou a favor que elas tenham acesso, mas com moderação e sempre com monitoração.” Ele ressalta que Heloisa, 8, e Laura, 5, não possuem seus próprios aparelhos, apenas usam os dos pais em horários definidos por eles. Assim eles podem evitar que isso se torne um vício. g


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EDUCAÇÃO

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FAZIA BALÉ E QUERIA SEGUIR CARREIRA NA DANÇA. O TEATRO ME ABRIU PORTAS. PATRICIA CASTAGNA

m a r o b a l o c o r t l a a e t o s e s d e p s a o l t u n A e m i v l o v n e s e com d

BRENNO SOUZA

Patricia Castagna (acima) e Alice Zamur, (à esq.) finalizam cenário e figurino do espetáculo, respectivamente; As duas ex alunas acreditam que o teatro as ajudou a melhorar os relacionamentos

FOTOS: BRENNO SOUZA/RRJ

q O teatro nas escolas se tornou uma ferramenta de ensino e desenvolvimento pessoal. Professores de diferentes escolas de São Bernardo perceberam que o curso extracurricular vem sendo procurado não apenas por alunos que têm certa desenvoltura e gostam de se comunicar, mas também por estudantes que são tímidos e não gostam de se expor. Professor de teatro do Colégio Petrópolis desde 2009, Rafael Bernardino, 28, relatou que o método para trabalhar essa exposição das crianças é muito importante. “É preciso tomar cuidado com a maneira de lidar com a criança. Falar a linguagem deles com brincadeiras e elementos lúdicos durante a aula é de extrema importância para conseguir a atenção dos alunos”, declarou. As aulas de teatro também colaboram na formação da

criança, fazendo com que ela se conheça melhor. Foi o que contou Willian Sancar, professor de teatro há 11 anos no Colégio Estágio. Sancar acredita que o autoconheci-

mento é muito importante para poder aceitar o outro. “A diversidade é o que torna o ser humano tão especial. No teatro, busco tornar meus alunos mais humanos, preo-

cupados com o que está ao seu redor, ajudando o coletivo e entendendo sua participação no todo. Ninguém brilha sozinho”, falou o professor. Willian ainda acrescen-

tou que no teatro todos podem participar. “Não somente quem sobe no palco faz parte, todas as pessoas que estão por trás, na produção, também.” O teatro também pode ser uma ferramenta que ajuda no desenvolvimento pessoal do aluno. Segundo Rogério Matias, professor de teatro do Colégio Ábaco há 14 anos, poucos alunos que entram no grupo querem realmente seguir a carreira, a maioria busca conhecer novas pessoas. “A principal contribuição do teatro para um aluno é a desinibição e o desenvolvimento de um trabalho em grupo. Existe uma descontração, claro, mas acredito que desenvolver projetos em grupo e conseguir lidar com adversidades são os elementos de maior contribuição para os estudantes”, disse. A pedagoga Rosângela Mendes Simões, 48, disse que a teatralização no ensino pode até ser utilizada dentro da sala de aula. “Encenar um acontecimento histórico pode trabalhar com a fantasia das crianças, melhorar vocabulário, postura e relacionamentos”, explicou. A especialista ainda disse que o interessante do teatro é a possibilidade de criar do aluno. “Tudo muito pronto é ruim para o desenvolvimento criativo”, acrescentou. Alunos que são tímidos e não gostam de se expor também podem se encontrar no teatro. Patrícia Castagna, 18, ex-aluna do colégio Ábaco, disse que sempre foi uma pessoa muito tímida e não conseguia nem conversar com pessoas desconhecidas. “Fazia balé e queria seguir carreira na dança. O teatro me abriu portas. Consigo entrar num lugar e falar com quem eu quero e pedir o que preciso. O teatro me trouxe essa liberdade que eu não tinha antes”, declarou a ex-aluna que agora estuda educação física para seguir trabalhando com o balé profissionalmente. g


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Curso em colégio da região faz integração entre teatro e inglês BRUNA TOLEDO q Que tal aprender inglês dançando, cantando, fazendo coreografias e até interpretando? As escolas particulares de idiomas estão investindo nessa nova técnica. Chama-se drama club (aulas de teatro). A diferença é que as aulas são ministradas todas em inglês, com o objetivo de colocar em prática aquilo que os alunos aprendem nas aulas regulares. Nesse método, os alunos aprendem a teoria das artes cênicas, têm orientação sobre interpretação, dança, expressão corporal, canto, maquiagem, assim como acontece no teatro profissional. Este é um modelo de ensino americano, no qual os estudantes se preparam durante o ano para a estreia de um grande espetáculo: um musical que acontece no final do ano, por exemplo “Mamma Mia!”, “Hairspray”, “High School Musical”, “Legally Blonde” (Legalmente

Loira), “School of Rock” (Escola do Rock). Participam de todo o processo de preparação e montagem, desde pesquisa de figurino e maquiagem, até a confecção do cenário (acesse o link e veja vídeo - http://migre.me/jiJ7F). O teatro nesse modelo americano também é uma maneira eficaz de praticar. Além do contato com o idioma em si, as aulas também abordam a cultura americana. A intenção é colocar os alunos em contato com o mundo das artes cênicas, preparando-os para futuras situações reais no mundo profissional. O professor de teatro Jeferson Ventura explicou que a vantagem desse método é o contato com o dia a dia da língua. “Na sala de aula, eles aprendem o inglês. Mas é aqui (encenando) onde eles colocam tudo isso em prática. Não ficam restritos a só aquilo que o programa letivo sugere”, disse Ventura, que trabalha na escola de idiomas Access International School, em

EDUCAÇÃO

Rudge Ramos Jornal - 13 FOTOS: BRENNO SOUZA/RRJ

São Bernardo. Quem participa do drama club aprova a forma de ensino. “Meu desempenho aumentou muito depois das aulas. Minha pronúncia melhorou e meu vocabulário ficou mais rico, a ponto de eu conseguir assistir filmes totalmente em inglês e conseguir entender até as gírias. Também comecei a ter mais facilidade com a gramática, por conta da

prática”, afirmou Gustavo Campanha, que aperfeiçoa inglês por meio do teatro desde 2011. Apesar de ser uma alternativa, há especialistas que defendem também outros métodos para aprender uma segunda língua. Segundo a professora de inglês Ivanir Santos, do Colégio Piaget, assistir filmes com áudio e legenda no idioma; ouvir, traduzir e cantar músicas em

professor ter essa percepção”, explicou Alencar. “Mas acredito que esse não é um mal que temos que extinguir da sala de aula. No meu ponto de vista, é ne-

cessário aprender a conviver com ele de um modo que não prejudique a atenção do aluno ou a matéria que o professor está explicando”, completou o professor. g

Gustavo tem aulas de interpretação as sextas-feiras e idioma é estudado duas vezes por semana inglês; entrar em chats online de outro países para conversar somente em inglês são algumas dicas para quem quer aprender a língua de Shakespeare. g

Manter atenção dos alunos é desafio em aulas de cursinho CAIO DOS REIS q Manter a atenção dos alunos e lutar contra a tentação que o estudante tem de utilizar tecnologias durante a aula. Essa é a missão do professor moderno que, além disso, tem que passar o conteúdo para os futuros vestibulandos. A teatralização do ensino é um método utilizado por escolas de idiomas e no ensino fundamental (leia textos nesta edição), porém no cursinho pré-vestibular não existe um método padrão e de acordo com o professor de geografia Raildo Alencar. “Tudo é baseado na observação dos alunos e da sala e, a partir daí, dosar o ritmo.” De acordo com Alencar, que já deu aula em escolas privadas, públicas e faculdade, a aula no cursinho tem uma peculiaridade. “No cursinho, o aluno tem um objetivo traçado para um ano, o foco daquele

período já está decidido. O pessoal está mais atento, mas ao mesmo tempo mais tenso”, disse o professor que leciona há 25 anos. A aluna Hanna Pegoraro, 20, do cursinho Poliedro, está no quarto ano de cursinho com o objetivo de entrar em medicina e considera o dinamismo do professor fundamental para prender a atenção do aluno. “Quando o professor anda na sala e usa não só a lousa, mas também outros recursos, ele consegue ganhar a atenção do aluno mais facilmente.” E além de lutar contra a falta de atenção dos alunos, os professores também precisam lutar contra um novo inimigo, os celulares. “Hoje as tecnologias tiram muito a atenção dos alunos. Mas o fato de ele não estar entendendo determinado conteúdo e desistir de aprender também é prejudicial e perigoso, por isso é importante o

Professor Raildo dá aulas em cursinhos pré vestibular utilizando outros recursos visuais além da lousa


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CULTURA

De 23 de Maio a 5 de Junho de 2014

Espetáculo teatral mostra as diversas faces do escritor português Fernando Pessoa FERNANDA CORDEIRO

q O Teatro Lauro Gomes recebe no próximo fim de semana uma peça que traz a compilação das prosas de Fernando Pessoa. A escolha dos textos usados na peça foi feita pelo diretor do espetáculo Silvio Vieira e por Marcos Lemes, que interpreta o poeta lusitano. Inicialmente os textos usados no espetáculo eram as notas de rodapé feitas pelo poeta, além de trechos do livro “Desassossego”. “Os trechos que escolhemos de ‘Desassossego’ são muito emocionais, inten-

sos, e nós selecionamos por que queremos que as pessoas que estão assistindo consigam entrar na intimidade do Fernando Pessoa”, explicou o ator Marcos Lemes, que interpreta o poeta. Por ser um drama, a peça investe na emoção por meio da obra do escritor português, já que o objetivo do espetáculo é realizar uma releitura da vida do Fernando Pessoa por meio das obras. “Eu não falo com sotaque, nem uso roupas da época porque a nossa intenção com o espetáculo não é recriar a figura do escritor”, afirmou Lemes. O espetáculo estreou em

FOTOS: DIVULGAÇÃO

março de 2013 e esta é a primeira vez que é apresentado em São Bernardo. A peça recebeu no ano passado o prêmio de “Melhor ator” e “Melhor diretor” do Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. SERVIÇO

Teatro Lauro Gomes – Rua Helena Jacquey, 171, Rudge Ramos. Sábado (24), às 21h, e no domingo (25), às 19h Ingressos: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia entrada para estudantes e pessoas com mais de 60 anos). Lotação máxima é de 60 pessoas. Recomendação: 14 anos. g

Lemes interpreta o poeta em espetáculo no Lauro Gomes

Diadema participa da Virada Cultural Paulista AMANDA SOUZA SERGIO NETO

q Diadema é a única cidade do ABC que recebe “A Virada Cultural Paulista”, que será realizada em 20 locais do município e reúne mais de 50 atrações e 150 artistas. O evento é gratuito, está na oitava edição e é realizado em 28 cidade do Estado e em 2014 ocorre em dois finais de semana: 24 e 25 de maio e 31 de maio e 1º de junho. Além da participação das prefeituras, o evento conta com o apoio do MIS (Museu da Imagem e do Som de São Paulo) e do Sesc-SP. A cidade já recebeu os eventos nos anos de 2012 e 2013. A expectativa de público para os dois dias

Cantora Anelis, filha de Itamar Assumpção, se apresenta na Praça da Moça no dia 1º de junho, às 17h

evento é de 90 mil pessoas. Dentre as apresentações da Virada, destaca-se Anelis Assumpção. Filha do músico Itamar Assumpção, a cantora

iniciou sua carreira junto à família e amigos, quando tinha 17 anos de idade. De 1999 a 2007 participou do grupo Dona Zica e a partir de 2008 iniciou

carreira solo. “A iniciativa para a minha carreira solo foi uma mistura de coisas, uma necessidade de desenvolver uma musicalidade que eu não tinha espaço ali naquele grupo.” A cantora participa de viradas culturais há sete anos, e diz perceber as diferenças em se apresentar neste tipo de evento e em shows comuns. “O público da Virada tem uma graça diferente, as pessoas se reúnem de lugares distantes só para estar ali, curtindo a cultura.”

6 ROTEIRO q MÚSICA

Selton

Elvis is alive

Quatro amigos porto-alegrenses que estavam em Barcelona na Espanha decidiram montar uma banda para tocar em parques da cidade. Em um desses shows foram descobertos por um produtor da MTV Italiana em 2008 e levados para Milão para gravarem seu primeiro álbum de estúdio, intitulado “Banana à Milanesa”. Em 2013 lançaram o seu terceiro CD o “Saudade”. Livre. Gratuito. Sábado (25), a partir das 16h. Parque Municipal Engenheiro Salvador Arena – Avenida Caminho do Mar , 2,980 – Rudge Ramos – São Bernardo. (FERNANDA CORDEIRO). g

Considerado um dos melhores covers de Elvis Presley, Elvinho reproduz o mito. No repertório do show tem sucessos “Suspicious Minde”, “Blue Suede Shoes” e “Love me Tender”. Com Elvinho se apresenta a banda Remember the King. Livre. Sábado (31), às 20h30. Teatro Lauro Gomes - Rua Helena Jacquey, 171 - Rudge Ramos – São Bernardo. Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia entrada para estudantes, maiores de 60 anos, aposentados, funcionários do município, bancários e professores).

Na Virada Cultural, Anelis apresenta canções do primeiro álbum “Sou Suspeita Estou Sujeita Não Sou Santa”, como “Bola com os Amigos”, “Passando a Vez” e “Neverland”. “Meu pai é uma grande referência, tanto paterna quanto musical. Ele não me traz uma influência consciente, era tudo muito natural entre nós dois. Eu cresci vendo ele criar, produzir compor, naturalmente herdei suas características artísticas e com o tempo fui descobrindo as minhas.” Anelis se apresenta na Praça da Moça, na Rua Graciosa, s/nº, no Centro, no dia 1º de junho, às 17h. Para conferir a programação completa do evento na cidade acesse www.viradaculturalpaulista.org.br/cidades/ diadema/#programacao. g


ESPORTES

De 23 de Maio a 5 de Junho de 2014

Metodista termina primeiro turno do Paulistão entre os classificados FOTOS: CAIO DOS REIS/RRJ

CAIO DOS REIS

q A equipe masculina da Metodista/São Bernardo fechou o primeiro turno do Campeonato Paulista na zona de classificação para as semifinais, depois de vencer a Hortolândia na última terça-feira (20), por 38 a 13. As próximas duas partidas da Metodista/São Bernardo, nos dias 5 e 7 de junho, contra São José e Piracicaba, respectivamente, serão canceladas. O motivo é a classificação do time juvenil, base da equipe principal, para a disputa do Campeonato Brasileiro da categoria. Com isso, o próximo jogo do time pelo torneio estadual é no dia 14 de junho, contra a Hortolândia. Apesar de o mando ser da equipe do interior, a disputa está marcada para o Ginásio do Baetão.

Renato Pato voltou a atuar após mais de dois anos; atleta marcou dois gols no retorno

VOLTA ÀS QUADRAS Quando o cronômetro do Ginásio Baetão marcava 6min30s do segundo tempo, a Metodista/São Bernardo marcou o 26º gol na partida contra a

Hortolândia, válida pela sétima rodada do Paulistão de Handebol 2014, na última terça. O banco vibrou mais que o normal, aplaudiu e gritou mais alto, e o motivo tinha nome e

apelido. Renato Pato marcou seu primeiro gol após dois anos e quatro meses parado devido a uma contusão no joelho direito. A última partida oficial que Pato havia disputado tinha

sido há 906 dias, em 27 de novembro de 2011. O jogo era a final da Liga Nacional 2011, contra a equipe do Pinheiros. Na oportunidade, o time do ABC foi derrotado por 26 a 24

Rudge Ramos Jornal - 15

e ficou com o vice-campeonato do torneio nacional. O longo período de recuperação é justificado por uma cirurgia mal sucedida ainda em 2011. “Essa primeira intervenção sem sucesso provocou a criação de uma fibrose muito grande, então outra cirurgia teve que ser feita para a raspagem. No período ele perdeu muita massa muscular, aumentando o tempo de recuperação e provocando um grande déficit muscular”, explicou o fisioterapeuta da Metodista, Danilo Gonçalves. “É muito complicado você estar presente nos treinos e não poder ajudar os companheiros, principalmente por eu ser de uma posição que não costuma ter muitos jogadores”, explicou o meia direita, que marcou dois gols na partida. O técnico SB, da equipe do ABC, elogiou a postura do atleta que atuou durante 30 minutos de jogo. “Tínhamos planejado a volta dele em um jogo mais tranquilo, já que esse período de dois anos parado provoca muito receio e desconfiança no atleta”, contou. E completou: “Outro ponto importante na volta do Renato é a experiência que ele possui e passa para os atletas mais novos dentro de quadra. Com a volta dele, do Carlito e do Ferrugem o time tem muito a ganhar”. g

Futsal de São Bernardo enfrenta líder do Estadual q A equipe de futsal do ADC São Bernardo/Mesc enfrenta o Brasil Kirin nesta sexta-feira (23), às 20h, em Sorocaba. O jogo é válido pela Liga Paulista de futsal e será a 12ª partida da equipe do ABC no Estadual. O Brasil Kirin é líder da competição com 25 pontos ganhos em nove jogos, já o São Bernardo tem 15 pontos, em 11 jogos, e ocupa a 6ª posição. Na última partida da equipe, terça-feira (13), a equipe

Na última rodada da competição, equipe do ABC jogou contra o Intelli no Ginásio Poliesportivo

Confira no rronline.com.br

do São Bernardo enfrentou o Intelli/Orlândia, 2° colocado da competição, e conseguiu um empate (2 a 2). Com um time experiente e repleto de nomes conhecidos no futsal nacional, o Intelli entrou em quadra como favorito, mas foi surpreendido pelo bom posicionamento defensivo da equipe da região. Para o duelo contra o Brasil Kirin, do melhor jogador do mundo em 2012, Falcão, a equipe do ABC espera mais um bom resultado. “Sem duvida será mais uma pedreira, mas já conseguimos um bom placar contra o Intelli aqui e agora é ir para cima lá em Sorocaba”, disse Thiago. (C.R.) g

Santo André e São Bernardo conhecem grupos da Copa Paulista 2014 http://migre.me/jiG31


16 - Rudge Ramos Jornal

De 23 de Maio a 5 de Junho de 2014

RROnline - Edição 1.020  

Edição 1.020 completa do jornal Rudge Ramos Online.

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