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Rudge Ramos JORNAL DA CIDADE São Bernardo do Campo

de 23 de agoSto a 5 de SetemBro de 2013

Metodista abre inscrições para programa gratuito de orientação aos diabéticos

ano 33

GABRIELA TOLEDO/RRJ

www.rronline.com.br editorial@metodista.br

Nº 1.004

Colecionadores criam clube para reunir os apaixonados por fuscas Págs. 12 e 13

Pág. 3

MARISTELA CARETTA/RRJ

ISABELLA ROTTA/RRJ

No mês de aniversário, cidade recebe R$ 500 mi do PAC 2 para mobilidade Págs. 6, 7 e 8

Região conta com entreposto de flores variadas para venda no atacado e varejo Págs. 4 e 5


2

POLÍTICA

- Rudge Ramos Jornal

6

De 23 de Agosto a 5 de Setembro

DE OLHO NA CÂMARA DIVULGAÇÃO

Presidente quer implantar serviço de tradução de Libras FERNANDA FERREIRA

Sessão tem bate boca entre vereador e presidente

6

q A sessão da Câmara de São Bernardo desta quarta-feira (21) foi marcada por bate boca entre o presidente da Câmara Tião Mateus (PT) e o líder da bancada do PPS, Osvaldo Camargo. A discussão começou por conta da indicação do vereador Julinho Fuzari (PPS), que sugeriu que a SBC Trans disponibilizasse dois ônibus para os idosos que fazem parte do CRI (Centro de Referência do Idoso) realizem viagens de lazer uma vez por mês. Outro motivo foi a contratação do serviço de tradução da linguagem de Libras (Língua Brasileira de Sinais) para as sessões da Casa. Camargo reclamou que

Tião iria gerar despesa para o Legislativo sem ter consultado os outros vereadores. “Eu não sou contra [o serviços de tradução em libras], mas sou a favor que ele reúna os 28 vereadores e consulte, e fale o que vai fazer”, disse. Para se adaptar a lei federal nº 10.436 a Câmara de São Bernardo deve contratar o serviço de tradução das sessões em linguagem de Libras. O valor é de R$ 6.500 por 100 horas de trabalho. Antes de firmar a contratação, o serviço vai ser feito por quatro semanas de forma experimental, e custará R$ 1.200 ao Legislativo. “Eu contratei essas pessoas tão barato, que nem precisou de licitação. É importante

que essa Casa tenha esse serviço porque vem muita gente aqui e as pessoas com necessidades também precisam entender o que está acontecendo”, disse Tião Mateus. Sem projetos de lei aprovados, apenas indicações foram encaminhas para o Executivo. BALSA O vereador Luizinho (PT) sugeriu que o Executivo com a EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) implantasse uma nova balsa - de menor porte e mais rápida - no bairro Riacho Grande, para atender emergências, como transporte de ambulâncias, resgate e veículos da Polícia Militar. A indicação foi adiada para a próxima sessão. g

DE OLHO NA CIDADE

MARISTELA CARETTA

q Os pedestres que caminham pelo Rudge Ramos costumam encontrar muitos obstáculos. Além dos buracos, o que tem causado muitos acidentes entre os moradores do bairro são as raízes das árvores na avenida Dr. Rudge Ramos, que cresceram muito e danificaram todo o calçamento. O metalúrgico aposentado, Orfeu Della Croce, 78, afirma conhecer inúmeras pessoas que já se acidentaram em cal-

MARISTELA CARETTA/RRJ

MORADORES RECLAMAM DA MÁ CONSERVAÇÃO DAS CALÇADAS çadas de São Bernardo. “Entrei em contato com a prefeitura no dia 5 de fevereiro solicitando o reparo nas raízes e na calçada. Até hoje não recebi nenhuma resposta.” A Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria de Serviços Urbanos, respondeu, em nota, que fizeram vistoria no local e constataram a necessidade de poda superficial de raízes e conserto de passeio no entorno de 12 árvores. O reparo sera realizado no prazo máximo de 15 dias. g

CONSELHO DIRETOR - Stanley da Silva Moraes Presidente, Nelson Custódio Fér – Vice - Presidente, Rev. Osvaldo Elias de Almeida - Secretário, Jonas Adolfo Sala, Aureo Lidio Moreira Ribeiro, Kátia de Mello Santos, Augusto Campos de Rezende, Marcos Vinicius Sptizer, Aires Ademir Leal Clavel, Oscar Francisco Alves Junior, Regina Magna Bonifácio de Araújo - Suplente, Valdecir Barreros - Suplente. REITORIA - Reitor - Marcio de Moraes, Pró-Reitora de Graduação - Vera Lúcia G. Stivaletti, Pró-Reitor de Pós-Grad. e Pesquisa - Fábio Botelho Josgrilberg

DIRETORES - Sérgio Roschel (Diretor de Finanças e Controladoria), Daví Nelson Betts (Diretor de Tecnologia e Informação), Paulo Roberto Salles Garcia (Diretor de Comunicação e Marketing), Débora Castanha (Diretora do Ensino Básico), Carlos Eduardo Santi (Faculdade de Exatas e Tecnologia), Jung Mo Sung (Faculdade de Humanidades e Direito), Fulvio Cristofoli (Faculdade de Gestão e Serviços), Luiz Silvério Silva (Faculdade de Administração e Economia), Paulo Rogério Tarsitano (Faculdade de Comunicação), Rogério Gentil Bellot (Faculdade de Saúde) e Paulo Roberto Garcia (Faculdade de Teologia). COMUNICAÇÃO - Paulo Salles (Diretor).

JORNAL

Rudge Ramos

editorial@metodista.br

Rua do Sacramento, 230 Ed. Delta - Sala 141 Tel.: 4366-5871 - Rudge Ramos - São Bernardo - CEP: 09640-000

RUDGE RAMOS JORNAL - PUBLICAÇÃO DO CURSO DE JORNALISMO DA FAC

DIRETOR - Paulo Rogério Tarsitano COORDENADOR DO CURSO DE JORNALISMO - Rodolfo Carlos Martino. REDAÇÃO MULTIMÍDIA - Editor-chefe - Júlio Veríssimo (MTb 16.706); EDITORA-EXECUTIVA E EDITORA DO RRJ - Margarete Vieira (MTb16.707); EDITOR DE ARTE - José Reis Filho (MTb 12.357); Assistente de Fotografia - Maristela Caretta (MTb 64.183)

Equipe de Redação: Amanda Souza, Bianca Beltrame, Caio dos Reis, Deise Almeida, Felipe Calbo, Fernanda Ferreira, Helder Sturari, Italo Campos, Maria Paula Vieira, Natália Petrosky, Raphael Andrade, Renato Fontes, Vinícius Requena, Yago Delbuoni e alunos do 5º e 6º semestres de Jornalismo. Produção de Fotolito e Impressão: Diário do Grande ABC


Rudge Ramos Jornal - 3

CIDADE

De 23 de Agosto a 5 de Setembro de 2013

407,47 Km

São Bernardo

2

é a área

Anos

Fonte: Pnud / Ipea

Expo de Transportes traz novidades para o setor no Pavilhão Vera Cruz DIVULGAÇÃO

Feira movimentou R$ 165 milhões em vendas em 2012

Diabéticos contam com atendimento gratuito na Metodista RENATO FARIAS

q Estão abertas as inscrições para a 4ª edição do Praid (Programa de Atendimento Interdisciplinar ao Paciente com Diabetes), promovido pela Faculdade de Saúde da Universidade Metodista de São Paulo. Com vagas limitadas e gratuitas, o programa atende exclusivamente portadores da diabetes tipo 2. O encontro ocorre uma vez por semana, no campus do Rudge Ramos da universidade. Ao longo de quatro meses, os participantes recebem acompanhamento de profissionais de Educação Física, Biomedicina, Fisioterapia, Nutrição e Psicologia que auxiliarão no conhecimento da doença. A co-

ordenadora do programa e professora de Psicologia da Saúde, Maria Geralda Heleno, destacou que os pacientes melhoram o dia a dia ao receber as orientações do projeto. “Os encontros são importantes para a pessoa compreender melhor como a doença atua no corpo e adotar um novo estilo de vida”, disse. O diabetes tipo 2, também conhecido como “não insulinodependente” ou “diabetes do adulto”, é uma doença crônica, marcada pelos altos níveis de açúcar (glicose) no sangue. É o tipo mais comum, correspondendo a 90% dos casos registrados no país. Ocorre frequentemente em pessoas obesas com mais de 40 anos de idade. “Quem não reali-

BIANCA BELTRAME

q Os profissionais da área do transporte conferem as novidades do setor entre os dias 22 e 24 de agosto, no Pavilhão Vera Cruz. As principais empresas do ramo divulgam as inovações e movimentam o mercado na 16ª Expo de Transportes do ABCD, promovida pelo Sindicato Nacional dos Cegonheiros. O evento reúne as principais montadoras de caminhões e automóveis, transportadoras, fabricantes de carretas e de sistemas de rastreamento. Durante o evento, os empresários aproveitam para atualizar a frota, pois entram em contato com as novas opções de todas as marcas em um só lugar. “A maioria dos empresários deixa

para renovar a frota vendo a feira e comprando nela, por conhecer mais de perto os produtos”, disse José Nogueira do Nascimento, um dos organizadores da exposição. Na última edição, o evento reuniu cerca de 31 mil pessoas, e para este ano a expetativa é que o número aumente em pelo menos 10%, o que pode significar em torno de R$ 181,5 milhões em vendas. Em 2012 a feira movimentou R$ 165 milhões. De acordo com o Sindicam– SP (Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de São Paulo), existem hoje 335 mil transportadores autônomos, que incluem profissionais que dirigem caminhão, van ou Kombi no EsGABRIELA RODRIGUES/DICOM

tado. Já na capital, são 75 mil e nas cidades de Santo André, São Caetano, São Bernardo e Mauá o número chega a 10.088, segundo dados de 2009. Apesar do público principal ser de empresários na área de transportes, a exposição atrai também curiosos que gostam ou trabalham no setor. Segundo Nogueira, a entrada e o estacionamento gratuitos atraem muitas pessoas que aparecem para visitar. “Não precisa ser caminhoneiro ou cegonheiro, mas admirar os veículos e o setor. E muita criança também, a maioria gosta de ver caminhão”, disse. O evento conta também com atrações musicais todos os dias. SERVIÇO 16ª Expo de Transportes do ABCD Data: 22 a 24 de agosto, das 15h às 22h Local: Pavilhão Vera Cruz – avenida Lucas Nogueira Garcez, 856 – São Bernardo Entrada e estacionamento gratuitos. g

Pacientes praticam exercícios físicos na Academia Escola da Universidade Metodista de São Paulo

De acordo com a coordenação, os pacientes passarão por exames antes e depois do programa, para que seja feito o acompanhamento dos resultados. Para obter mais informações e se inscrever no programa é só telefonar para 4366-5351.

za um tratamento adequado acaba tendo complicações na visão, no sistema nervoso e problemas cardiovasculares”, explicou Maria Geralda. O morador de São Bernardo, Marcos Cavallini, 57, descobriu ser portador da doença em 2011. Em 2012 participou pela primeira vez do programa. “Eu era totalmente desregrado. Não

tinha uma alimentação correta e não praticava exercícios”, falou. Cavallini, que já participou duas vezes do Praid, comemora o novo estilo de vida. “Mudei radicalmente minha forma de viver. Hoje vou ao nutricionista e à academia. Meu nível de glicemia melhorou 100%. O programa ajudou até na parte psicológica”, contou.

NO BRASIL O último estudo realizado pela Federação Internacional de Diabetes em 2012, e divulgado pela Sociedade Brasileira de Diabetes, aponta que o Brasil ocupa a 4ª posição entre os países com maior número de diabéticos com 13,4 milhões de pessoas portadoras da doença. O número corresponde a aproximadamente 6,5% da população entre 20 e 79 anos de idade. g


4 - Rudge Ramos Jornal JULIA PIRAÍNO

q Elas vêm de Atibaia, Bragança Paulista, Jacareí, Mogi das Cruzes, Holambra, de outras cidades do Estado. Tem até importadas. São das mais variadas espécies, formas, cores e cheiros. E podem ser uma boa dica para presentear alguém. São as flores, que são comercializadas desde 2008, no ABC, na Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André). No local, com 900 metros quadrados, também se pode encontrar folhagens e acessórios para arranjos. É o principal ponto de venda para comerciantes de floriculturas da região. “Eu encomendo as minhas flores e depois venho buscar”, contou Osvaldo Ferrari Martins, dono de uma floricultura na cidade. Hoje em dia, existem 42 módulos e 19 produtores que vendem na Craisa. O custo é um dos principais atrativos, tanto para proprietários de floricultura quanto para consumidores individuais. Alguns acessórios, por exemplo, que em lojas de flores pode custar até R$ 120, custa a metade no mercado de flores do entreposto. Para comercializar flores no mercado é necessário ter autorização da vigilância, com uma análise técnica realizada pelos próprios fiscais. “Eles fazem uma inscrição por meio de um requerimento. A gente faz uma verificação e através disso a gente vê se tem condições de terem um termo de autorização de uso de área”, disse Vilson Prates de Brito, responsável pela fiscalização e abastecimento do local. “Antigamente não era liberado para o público, só para os floristas e quem comercializa, e agora qualquer pessoa pode comprar”, conta a vendedora Alice Koga, que vende hortências, orquídeas,

Espaço no Craisa abriga megamercado de flores De 23 de Agosto a 5 de Setembro de 2013

ECONOMIA

FOTOS: ISABELLA ROTTA/RRJ

Mercado de flores movimenta mais de 1 bilhão de dólares por ano e a principal procura é em datas comemorativas entre outras flores. A cotação do preço das flores é disponibilizada na internet para o público. “Comprando na Craisa, chega-se a uma economia de até 50% em comparação a outros comércios”, afirmou Brito. PREFERÊNCIA A rosa é a principal flor comercializada e a mais procurada em qualquer época

Cada cor da rosa tem um significado diferente

do ano. A produção necessita de cuidados especiais, como qualquer outra planta, desde o cultivo até o transporte para o mercado de Santo André. “Transporte de caminhão, não é refrigerado, vem tudo com caixa e com água” diz o produtor Sidlei Ederson Mendes, que cultiva suas flores em Atibaia e trabalha na Craisa desde 2006. Segundo Mendes, as rosas vermelhas nunca saem de

moda e são as mais vendidas em datas como Dia das Mães e Dia dos Namorados. Já as brancas, amarelas e cor de rosa são procuradas em fim de ano. As flores artificiais são as que o público menos compra. Claro que, nessas datas comemorativas, o preço do produto tende a aumentar. “Como os produtores aumentam, a gente também é obrigado a repassar. Depois, volta ao normal”, decla-

Existem cerca de 1.000 espécies de begônias

rou a vendedora Alice. A variedade, aliada ao preço acessível, também é outro atrativo, que faz a administradora Palmari Vanuchi Brandão, que costuma comprar flores em mercados menores, a dar uma passada na Craisa. “Geralmente, compro em mercado, porque é mais fácil. Pega um vasinho, uma florzinha. Aqui [no entreposto] é raro eu vir.” g 4

Gérberas são perfeitas para presentear e decorar


Rudge Ramos Jornal - 5

COMPORTAMENTO

De 23 de Agosto a 5 de Setembro de 2013

765.463

São Bernardo

é a população

Anos

Fonte: Censo 2010

Rosa é a mais procurada

FOTOS: ISABELLA ROTTA/RRJ

JULIANA MESSINA

q Flores como presentes são comumente associadas a datas comemorativas como dia das mães e dia dos namorados, mas existem aquelas que nunca saem de época e que estão sempre na moda, tanto para presentes como para decoração. A mais popular e que está sempre em alta é a rosa, em especial a vermelha, que pode ser nacional ou colombiana. A diferença entre as duas é o tamanho, sendo que a importada é maior. A flor é associada à paixão e faz sucesso entre os apaixonados e é uma boa alternativa para qualquer ocasião. O produtor Sidlei Mendes explicou que as rosas florescem o ano todo. Por isso, é tão comum encontrar a planta em qualquer época do ano. “Nos dias comemorativos, o que mais sai é a rosa mesmo”, contou o produtor que está no Ceasa de Santo André desde 2006. “Tem outras variedades, mas as que mais saem mesmo são as rosas vermelhas”. As demais cores da flor também são muito populares e tem uma aceitação grande pelo seu significado. A amarela, por exemplo, representa a amizade e felicidade, enquanto a branca, significa pureza e paz. Já a cor de rosa representa o carinho, e a champanhe respeito e admiração. De acordo com a vendedora de flores Ana Lopes, esta definição surgiu de crenças populares baseadas nos significados das próprias cores. No caso da florista Alice Koga, as orquídeas são as mais vendidas. “Depende também do preço, o pessoal leva as mais em conta”. A orquídea é uma flor mais refinada. Para levá-la para casa é preciso estar disposto a gastar um pouco mais, podendo chegar aos R$ 100.

Leonardo Minami, dono de uma floricultura em São Bernardo, contou que essa flor é bastante procurada também pela durabilidade. “Pode sobreviver cerca de um mês com os cuidados certos”. As gérberas são outro exemplo de flores bem aceitas no mercado, já que são muito usadas para arranjos de festas e casamentos, por conta de sua variedade de cores. Há também as violetas, que por ocuparem pouco espaço e não necessitarem de muitos cuidados, disputam a preferência. As begônias também entram nesta lista, por apresentarem folhas vistosas e pétalas coloridas. Folhagem e flores envazadas, como o bonsai e os cactos, também são muito procurados, principalmente para decoração de ambientes. g

Há mais de 800 espécies e 21 gêneros de violetas

cura por um tipo de flor? Seu aroma, suas formas? Para a empresária, o que importa é o significado. E, de acordo com a psicóloga Nahara Ribeiro, isso está relacionado ao valor sentimental das plantas. “A flor por ser delicada, muito sensível e bela, passou a ser associada à mulher”, disse Nahara, ao ligar o ato de presenteá-las em datas como Dia das Mães, dos Namorados. E cuidar delas também é uma espécie de bem-estar. A aposentada Enid Dognani, 75, se sente realizada ao cuidar das

Dar flor é uma terapia ISABELLA ROTTA

q A empresária Juliani Arliani tem preferência pela flor de Lotus. O motivo apontado é que “ela vem de um lugar muito improvável de nascer algo bonito e a que melhor traduz o sentimento”. Essa flor, originária do oriente, nasce no lodo ou na lama”. O que leva, então, à pro-

Rosa vermelha nunca sai de moda, é sempre bem vendida e lidera o ranking da preferência popular

plantas: “É uma sensação boa e de paz, até converso com elas.” Já a empresária Juliana vê uma maneira diferente de lidar com o problema: “Quando estou triste, olho pra flor e vejo a perfeição que se traduz em uma motivação”. As flores são utilizadas em terapias alternativas, mas cientificamente nenhum benefício foi comprovado. Por outro lado a jardinagem é um exercício de relaxamento e que ajuda a controlar a ansiedade. “Ao entrarmos em um ambiente onde a natureza impera, nossas sensações físicas se afloram para o bem estar” ressaltou a psicóloga. A afeição por flores é mais comum em pessoas mais velhas e isso pode ser passado de geração a geração. “Minha avó gostava muito de planta e eu sempre convivi muito com ela. Fui crescendo e a paixão continuou”, conta Juliana. “Não tínhamos a tecnologia, meios de comunicação social e consumo. Nossa ligação era com a natureza”, explicou a psicóloga, que cuida de um orquidário. g

Folhagens também são opções para decorar


São Bernardo tem...

6 - Rudge Ramos Jornal

ESPECIAL

De 23 de Agosto a 5 de Setembro de 2013

... o 3º melhor índice de desenvolvimento humano da região

MARISTELA CARETTA/RRJ

DEISE ALMEIDA E FERNANDA FERREIRA

POSIÇÃO (COMPARAÇÃO COM 645 MUNICÍPIOS DE SÃO PAULO) famílias mais pobres foram empurradas para a periferia e avançaram sobre áreas de manancial de forma irresponsável e conivente do poder público e da especulação imobiliária”. Para ele, “o reparo deste grave erro está custando muito às famílias, ao meio ambiente e ao poder público tanto em função do custo como dos recursos técnicos necessários

}

q São Bernardo chega aos 460 anos com números positivos em educação, saúde, renda e transporte. O município teve origem onde hoje é Santo André, com o nome de Vila de São Bernardo, e iniciou a estruturação urbana na década de 1930 a 1940. São Bernardo pode ser considerada uma cidade nova. Apesar de jovem, o município alcançou o índice de 0,805 no IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) de 2010. O indicador mede os avanços a partir de três aspectos: renda, saúde e educação. As faixas classificatórias do IDHM são “muito baixo” (0 a 0,499), “baixo” (0,500 a 0,599), “médio” (0,600 a 0,699), “alto” (0,700 a 0,799) e “muito alto” (0,800 a 1). São Bernardo foi considerado “Muito Alto”. A área que mais cresceu em termos absolutos foi Educação, seguida por Longevidade e Renda. Comparada aos 5.565 municípios do Brasil, a cidade ocupa a 28ª posição e a 14ª, em relação aos 645 municípios de São Paulo. Segundo o coordenador da Cátedra de Gestão de Cidades da Universidade Metodista, Luiz Silvério, a cidade teve um crescimento pelas bordas de forma descontrolada. “As

ABC Comparada às cidades que compõem o ABC, São Bernardo ficou em terceira posição, perdendo para São Caetano, que teve o maior IDHM do país com índice de 0,862, e Santo André (0,815). g

Moradores têm aumento de 16,6% na renda per capita em 10 anos q Os cidadãos de São Bernardo estão com R$ 201,41 a mais no bolso. É o que aponta o IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) da cidade, com base de dados de 2010. Segundo o índice, a renda per capita média de São Bernardo cresceu 16,60% na última década, passando de R$ 1.011,24 em 2000 para R$ 1.212,65 em 2010. A renda do país ficou em R$ 793,83. Para o assistente técnico da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, Roberto Anau, o comércio tem registrado expressivo crescimento, o que representa melhor qualidade de vida no que se refere ao consumo. “Numerosos lançamentos imobiliários, dois novos shopping

Vários lançamentos imobiliários e a ampliação e inauguração de shoppings são indicativos do aumento da renda da população

centers (São Bernardo Plaza Shopping inaugurado, em Ferrazópolis, e Golden Square, que vai ser inaugurado em outubro), e uma ampliação do Shopping Metrópole, são indicativos do aumento da renda da população”. O aumento na renda, além de influenciar no poder de compra, também melhora o acesso da população para setores como educação, saúde, mercado de trabalho e na própria sociedade. Segundo o administrador da Incubadora de Empreendimentos Solidários de São Bernardo, Douglas Murilo Siqueira, “as pessoas passam a ter uma visão mais crítica e começam a reivindicar e a questionar os problemas”, falou. Para o diretor do Sindicato dos

SÃO CAETANO

14º

28º

SANTO ANDRÉ

SÃO BERNARDO

IDHM SÃO CAETANO - 0,862 SANTO ANDRÉ – 0,815 SÃO BERNARDO – 0,805

RENDA SÃO CAETANO - 0,891 SANTO ANDRÉ – 0,819 SÃO BERNARDO – 0,807

Trabalhadores do EDUCAÇÃO LONGEVIDADE Comércio do ABC, “desde 2008 o sinSÃO CAETANO - 0,811 SÃO CAETANO - 0,887 dicato faz negociaSANTO ANDRÉ – 0,769 SANTO ANDRÉ – 0,861 ções acima da inSÃO BERNARDO – 0,752 SÃO BERNARDO – 0,861 flação, o chamado aumento real, além de negociar o recebimento de PRL (Participação nos Lucros mobilização para que essas pessoas e Resultados), o que também auxilia no menos inseridas tenham mais acesso a aumento da renda do trabalhador”. sociedade”. Ainda segundo ele, também existe um esforço do governo para muPOBREZA dar esse quadro, pois “nenhum poder Em contrapartida, São Bernardo re- quer ter esse número ligado à cidade”. gistrou em 2010 mais de 7.000 pessoas Atualmente, São Bernardo ocupa em estado de extrema pobreza, ou seja, a 13ª colocação de maior PIB (Produto com renda domiciliar per capita inferior Interno Bruto) do Brasil e é responsáa R$ 70. De acordo com Siqueira, as vel por 25% da produção nacional e pessoas que vivem nessa situação têm 35% de toda exportação de veículos do menos acesso a informação e, por isso, país, segundo dados da Secretaria de desconhecem os direitos que têm e em Desenvolvimento Econômico, Trabalho que programas se inscreverem. e Turismo da cidade. (D.A. e F.F.) g “No projeto da Incubadora, há uma 4


De 23 de Agosto a 5 de Setembro de 2013

São Bernardo Anos

Rudge Ramos Jornal - 7

ESPECIAL

R$ 1.212,65

é a renda per capita Fonte: Pnud / Ipea 2010

Educação é a área que mais se desenvolveu nos últimos anos q Educação é a área de São Bernardo que mais cresceu entre os anos 2000 a 2010, segundo o IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal). O termo absoluto passou de 0,651 em 2000 para 0,752 em 2010. A média do país ficou em 0,637. Para a secretária da Educação de São Bernardo, Cleuza Repulho, o índice é resultado dos esforços na aprendizagem e o investimento na formação de educadores. “Quase 1.000 professores fizeram programas de pós-graduação com foco na sala de aula. Também construímos escolas e melhorarmos os indicadores de analfabetismo na cidade”, disse. A faixa etária que registrou maior presença nas salas de aula é a de crianças de 5 a 6 anos de idade, com frequência de 96,90%. Crescimento de 13,35% se comparado ao ano 2000. E os pré-adolescentes de 11 a 13 anos, que frequentaram os anos finais do ensino fundamental no ano da pesquisa (2010), foram a segunda faixa de idade que teve maior presença nas escolas, com 88,42%. Aumento de 10,86% entre 2000 e 2010. De acordo com a secretária de Educação de São Bernardo, a prefeitura é responsável pelas séries iniciais da educação dos estudantes. As crianças ficam na rede municipal dos seis meses aos 11 anos e também pelo EJA (Educação de Jovens e Adultos). Já o segundo segmento, que compreende do sexto ao nono ano e ensino médio, é de responsabilidade do Estado de São Paulo. A frequência de adolescentes na faixa entre 15 a 17 anos que completarem o ensino fundamental é de 71,86%, que apesar de ser menor que a presença das crianças e pré-adolescentes, teve um crescimento de 9,36% em 2010. Os jovens entre 18 a 20 que terminaram o ensino médio foram de 54,57%, aumento 16,73% de 2000 a 2010. Entretanto, a diminuição na continuação dos alunos na escola não é apenas em São Bernardo. IDEB O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), apurado a cada

GUILHERME MOFARDINI/RRJ

Apesar da alta expectativa de vida, a população prioritária da cidade ainda é de jovens de

25 à 29 anos

dade Básica de Saúde), espalhadas por quase todos os bairros da cidade, UPAs (Unidade de Pronto Atendimento) na Paulicéia, Rudge Ramos, São Pedro, Jardim Silvina e Alvarenga, além do Pronto Socorro Central.

Sistema da saúde da cidade conta com 32 UBSs em diversos bairros

REFORMA GERAL Segundo o coordenador da Cátedra de Gestão de Cidades da Universidade Metodista de São Paulo, Luiz Silvério, o Pronto Socorro Central é a única ferramenta de saúde de São Bernardo que precisa de melhoras. “O PS carece de uma reforma geral, pois as condições estruturais ali existentes deixam muito a desejar. De resto, houve uma melhora significativa no atendimento a população”, falou. Em obras desde setembro de 2010, o Hospital de Clínicas do bairro Alvarenga, deve ser inaugurado em dezembro deste ano. O anúncio foi feito pelo prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, na última segunda-feira (19). A entrega das obras já foi adiada quatro vezes, mas, segundo o prefeito, o prazo para o fim deste ano é “final e inadiável”. “Com a inauguração do Hospital de Clínica Geral, espera-se que tenha um salto qualitativo no atendimento da saúde pública de São Bernardo”, afirmou Silvério. (D.A. e F.F.) g

População do município tem expectativa de vida de 76,7 anos q A expectativa de vida em São Bernardo é maior do que a média nacional. De acordo com os dados do Censo 2010, quem nasce em São Bernardo vive em média 76,7 anos contra 73,9 anos dos brasileiros. Apesar da alta expectativa de vida, a população prioritária da cidade ainda é de jovens de 25 à 29 anos. “O ABC em geral tem um público jovem

ainda. As informações de expectativa de vida do Censo de 2010 apontam que as pessoas que nasceram a partir da metade da década de 80 vivam mais”, afirmou a assistente social, Amiante Soares. Ainda de acordo com Amiante, São Bernardo possui um dos melhores sistemas de saúde pública do ABC. A cidade é abastecida por 32 UBSs (Uni-

dois anos, mede o fluxo e média de desempenho escolar. O cálculo é feito com base na taxa de aprovação e evasão, no desempenho dos alunos no SAEB (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica) e na Prova Brasil. Quanto menor a repetência e desistência e maior a nota da instituição, melhor é a classificação, que tem uma escala de zero a dez. O índice faz parte do PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação). São Bernardo apresentou nota de 5,1

para a educação em 2007; desempenho de 5,6 em 2009 e 5,8 em 2011. Segundo o coordenador da Cátedra de Gestão de Cidades da Universidade Metodista de São Paulo, Luiz Silvério, o último índice do Ideb registrou uma melhora quase insignificante com relação ao apurado em 2009. “Isto é um sinal que nos chama à responsabilidade e nos provoca a buscar alternativa. Os países que se destacam no cenário internacional trabalham com seriedade e afinco a educação das

crianças e jovens”, falou. Para a secretária, quanto mais perto da meta e mais alto o seu indicador, mais difícil de melhorar. “Temos um índice de evasão escolar quase zero, não tem criança para ir buscar e nosso índice de reprovação também é baixo. Então o nosso resultado é de proficiência, é de aprendizagem, que faz toda diferença”, afirmou. O objetivo é alcançar a média seis até 2021. g 4


ESPECIAL

8 - Rudge Ramos Jornal

De 23 de Agosto a 5 de Setembro de 2013 REPRODUÇÃO: MAPA GOOGLE

Cidade vai receber

R$ 500 milhões do PAC 2 para mobilidade urbana

q Mais de 73% da população de São Bernardo possui automóvel, segundo pesquisa socioeconômica do Inpes (Instituto de Pesquisas) da USCS (Universidade de São Caetano). De acordo com os dados, o município tem o maior número de veículos por pessoa do ABC. São 2,3 automóveis por munícipe, ficando à frente de São Caetano, com 2,1, e Santo André, 1,8. A quantidade de veículos influencia diretamente no trânsito. Na tentativa de melhorar o problema dos congestionamentos na cidade, o presidente do Consórcio Intermunicipal do ABC e prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, e a presidente da República Dilma Rousseff anunciaram, na última segunda-feira (19), um investimento de R$ 2,1 bilhões para mobilidade urbana no ABC. Desses, 500,4 milhões só para São Bernardo. O investimento faz parte do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento) e deve ser aplicado até 2017. O principal investimento é na construção de corredores de ônibus. Em todo o ABC serão feitas quatro vias exclusivas para coletivos, totalizando 49,2 km. Dessas, três passarão por São Bernardo. A primeira, via Guido Aliberti/ Lauro Gomes/ Taioca, que vai seguir ao longo do córrego dos Meninos, da divisa entre São Paulo e São Caetano até o limite entre São Bernardo e Santo André, e deve ligar-se ao futuro mono-

trilho da linha 18 – Bronze do metrô. A segunda, via Alvarenga/ Robert Kennedy/ Couros, que permite a conexão da via Anchieta com a marginal ao Ribeirão dos Couros. E a terceira, Leste-Oeste, que passa entre o bairro Eldorado, em Diadema, e a Vila Luzita, em Santo André, atravessando São Bernardo. De acordo com o engenheiro de trânsito Creso Peixoto, os corredores

Serão construídas

4

vias exclusivas para coletivos totalizando

49,2 km

de ônibus são uma importante estratégia de mobilidade urbana para aliviar o tráfego da cidade. “O que é possível perceber, é que as pessoas deixariam os carros em casa, caso o transporte público seja de qualidade. E a rapidez que os corredores podem proporcionar afetaria diretamente na decisão dos motoristas de deixarem os carros na garagem”, afirmou. Porém, de acordo com o coordenador da Cátedra Gestão de Cidades da Universidade Metodista de São Paulo, Luiz Silvério, o ideal para aliviar o trânsito de São Bernardo, e consequentemente da região, seriam no mínimo 11 corredores de ônibus. “Temos uma frota de veículos imensa, que não para de crescer. O projeto de mobilidade urbana tem que ser maior. Inclui a construção de viadutos, remanejamento de imóveis, sistema de drenagem. Não é barato e nem tão pouco imediato, porém, sinaliza um plano de médio e longo prazo, com visão de futuro”, disse. Outra possibilidade, que Creso Peixoto aponta como solução para o trânsito da cidade, é a implantação de rodízio de veículos. “A capital, por

exemplo, não suportaria a quantidade de carros diariamente se não houvesse o rodízio. Eu veria com bons olhos, caso São Bernardo e as cidades do ABC determinassem a implantação”, contou o engenheiro de trânsito. PESQUISA No final de 2012, o Consórcio Intermunicipal realizou uma pesquisa de público que apontou que 46% da população do ABC desaprova a restrição de circulação de carros, e 40% apoia somente em horários parciais do dia. Além disso, mostrou que a maioria dos entrevistados (51%), compraria um segundo veículo para poder circular mesmo nos dias de restrição. “São Bernardo precisava mesmo de um plano de mobilidade urbana. Isso permitirá um melhor planejamento viário e o fluxo de trânsito, mesmo que em médio prazo”, afirmou Silvério. De acordo com Peixoto, os pontos com maior concentração de carros em São Bernardo são o centro, a via Anchieta e as avenidas que ligam a cidade aos municípios vizinhos. “A Anchieta, apesar de ser rodovia, é utilizada como avenida. As pessoas utilizam a via para mudar de um bairro a outro dentro da própria cidade. Nos pontos de divisa, a quantidade de veículos é maior”, explicou. (D.A. e F.F.) g


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COMPORTAMENTO

De 23 de Agosto a 5 de Setembro de 2013 ISABELLA ROTTA/RRJ

Brechós virtuais são opções para se manter na moda JULIANA MESSINA

q Sites e blogs de moda estão cada vez mais populares entre os internautas, e os brechós online estão colecionando “curtidas” nas redes sociais. Com produtos usados, novos, de marcas famosas, e acessórios, esses sites têm facilidades tanto para quem compra quanto para quem vende. O que chama a atenção dos clientes para as lojas online é a praticidade. Não é necessário se deslocar até a loja. Basta alguns cliques e é possível ver todos os produtos do site. “Por abranger o território nacional, é uma boa opção para que novidades cheguem a locais mais distantes”, comentou Tania Della Sábia, que possuía uma loja física e passou a vender apenas pelo ambiente virtual há cinco anos. Os itens são descritos com clareza e acompanhados de fotos para mostrar a integridade da peça. Quando o cliente demonstra interesse por meio

de comentários nos posts, a negociação da compra é feita por e-mail. Os pagamentos, na maioria dos brechós virtuais, são feitos por depósito bancário, e o valor total soma o preço da peça acrescido do frete. Alguns aceitam PagSeguro e as entregas são feitas pelo modo de envio de preferência do cliente. Tania encontrou dificuldades em manter a loja física por conta de aluguéis e contas altas. Ela começou anunciando no Orkut e hoje mantém o Brechó Na Della (www.brechonadella.blogspot.com.br) sempre abastecido com roupas compradas em bazares beneficentes. Como a hospedagem é gratuita, ela faz divulgação no Facebook e não tem gastos com propaganda. “A recomendação de quem compra, em meu caso, continua sendo o maior

gerador de propaganda”. Gláucia Costa é dona do brechó online Bom, Bonito e Usado! (www.bombonitoeusado.com) há quatro anos e anuncia diversos itens de vestuário e acessórios, na maioria artigos femininos. “Normalmente se começa com peças próprias, já que as mulheres sempre compram ‘aquelas peças’ que se ar-

rependem ou desistem de usar por algum motivo”, contou. Os anúncios são uma maneira de quem quer se livrar de alguma peça em bom estado que não vai mais usar e ainda ganhar por isso. Gláucia conta que, nesses casos, a satisfação da cliente é o que define a qualidade real do item. “A vendedora só vai receber o combinado pela peça quando a FOTO: REPRODUÇÃO minha cliente receber a mercadoria e dizer que está de acordo com o negociado e que atendeu suas expectativas”. O site Café Brechó (www.cafebrecho.com.br) é especializado em anúncios de roupas. Para

O Na Della começou como loja física, mas agora vende apenas online

Brechós da internet aliam praticidade e preço bom sem precisar sair do conforto de casa para renovar o guarda-roupa

a responsável, Carolina Balsini Peixoto, anunciar e vender roupa é um traço da geração que vê sustentabilidade em tudo. “Esse novo perfil de consumidores, que adquire roupas e muitas vezes nem as usam, descobriu uma forma de esvaziar os armários e ainda receber por isso”. Ela explicou que para anunciar no Café Brechó é preciso comprar um pacote de acordo com o número de peças que se deseja pôr a venda. O anúncio de uma peça custa R$ 20. Para maiores quantidades, existem pacotes com descontos. Mas comprar roupas pela internet pode ter suas desvantagens. Não poder experimentar e ver a peça pessoalmente antes de encomendar pode deixar alguns clientes insatisfeitos, como já aconteceu com a própria Tania ao fazer uma compra pela internet. “Procurava por uma bota verde e quando encontrei uma em certo site, comemorei. Comentei com a vendedora que há tempos queria uma bota verde, mas, quando recebi, era preta”, relembrou. Gláucia também já passou por uma situação assim com uma cliente. “Anunciei um boyfriend destroyed jeans e a pessoa, ao receber, disse que não esperava que ele fosse rasgado, uma característica comum deste tipo de jeans, as fotos estavam lá, a descrição estava lá, mas a pessoa não gostou”. Nesse caso, a dona do brechó devolveu o valor integral da compra. No mundo digital, as mídias têm um grande peso na hora de divulgar e atrair clientes. Gláucia ressalta: “Hoje em dia tudo é comentado e se não for de qualidade todo mundo fica sabendo”. Denise Braga, 20, conheceu o mundo dos brechós online depois que uma amiga curtiu uma página no Facebook. A partir daí, se tornou cliente fiel. “É um bom jeito de garimpar roupas de todos os estilos sem precisar sair de casa e pesquisar preços rapidinho na tela do computador.” g 4


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COMPORTAMENTO

27.619

São Bernardo

empresas atuantes

Anos

Fonte: IBGE / 2011

Preço baixo ainda é a principal atração FOTOS: ISABELLA ROTTA/RRJ

ISABELLA ROTTA

q Os brechós são uma opção para quem quer ficar na moda sem gastar muito. Esse é o principal atrativo para os frequentadores desse tipo de loja. Maria Dirce Sanchez, 72, vai a esse comércio aproximadamente há 10 anos e confirma a economia.“Encontro roupas boas por um preço acessível e muita roupa nova também”, contou. Caracterizado por vender itens usados, essa é uma mudança nos brechós. Geralmente a sessão de roupas novas fica separada e não tem diferença no preço, mas que mais chama a atenção dos clientes são as novidades. Maria dos Santos que sempre vai atrás de coisas novas, falou que passa em frente a loja quase

Além de roupas para o dia a dia, fantasias e roupas de bebês, nos brechós você encontra sapatos e acessórios todo dia, “Se eu vejo que tem coisa nova na vitrine eu entro, tem vez que chego a entrar duas vezes por dia. O que eu gosto, eu vou levando”, falou. Flaudir Fogaça é dono do

brechó Aconchêgo junto com a sua esposa. A loja tem 10 anos e Fogaça diz que a oferta por mercadorias é grande, mas toda roupa que chega, passa por uma avaliação e todos os

cuidados necessários como lavar, passar e levar para costureira, quem manda são eles. Só que isso varia, tem lojas que preferem que as mercadorias já estejam prontas para a venda.

Homens também compram itens usados JULIA PIRAÍNO

q Para quem pensa que brechó vende apenas roupas femininas, está errado. Hoje em dia, homens também procuram esses lugares para renovar o guarda roupa, por um preço mais barato, porém as mulheres continuam sendo as que mais compram nesses lugares. As peças masculinas são minoria nos brechós online e brechós físicos, uma vez que eles relutam muito para entrar nesses locais de compras. Apenas quando existe a real necessidade eles resolvem procurar o comércio. É o que acontece com o analista de cobrança e estudante Anderson Luís, que é do interior de Minas Gerais e estava acostumado com um padrão de vida diferente. “O fato de eu ter vindo estudar em São

Bernardo, fez com que usasse outros meios mais baratos em relação a roupas e alimentação que possuía”, declarou. Até para os donos dos brechós é difícil encontrar roupas masculinas para vender. “O masculino consome muito pouco, tanto que eu tenho dificuldade de comprar roupa masculina, porque o homem usa muito a roupa, e quando traz para mim, às vezes não dá nem para comprar”, contou Flaudir Francisco, dono do brechó Aconchêgo em São Bernardo, que possui a loja há 10 anos e vende acima de 1.000 peças por mês. Dos quase 3.500 itens que existem no Aconchêgo, 20% deles (cerca de 700) são destinados ao público masculino, que compra mais camisetas. E, de aproximadamente 4.000 pessoas que entram no brechó por mês, 5% (cerca de 200) são homens.

“Antigamente existia uma barreira que fazia com que os homens não comprassem em brechós”, explicou a gerente do brechó Tucano também em São Bernardo, Michelle Lima Verde. Neste local, dos cerca de 10.000 itens existentes, em média, 2.000 são destinados ao público masculino. O mesmo acontece com as lojas online, onde a procura por itens masculinos também é pequena se for comparada com o feminino. “Nunca consegui boa fonte para garimpar artigos masculinos em bom ou ótimo estado. Em meu site, raramente alguns homens procuram por algo específico“, explicou Tania Della Sábia, dona do brechó online Na Della (www.brechonadella.blogspot.com.br). Mas quando o público masculino resolve economizar na hora de comprar suas

roupas em brechós, são eles que comparecem à loja. “Hoje a frequência masculina é razoável, é ele que vem comprar e raramente a mulher leva para ele. A não ser que ele não possa vir, então a gente sempre pede uma peça de referência, já que não existe a possibilidade de troca”, ressaltou Flaudir. Para o aposentado Altair Gomes, 60, a maior vantagem de comprar em brechós é o fato de ter muitas roupas em boas condições e o preço baixo. "Quando venho aqui, acho muita roupa de marca, nova e semi-nova, em lojas paga R$ 20, no brechó paga R$ 10 ”, contou. O aposentado também manda para o interior os itens que compra. g

Hoje em dia já não é difícil encontrar homens dentro desse tipo de comércio, mas mesmo com esse crescimento, o público majoritário continua o feminino. Segundo Flaudir, o motivo é a maior procura, porque “o público feminino consome mais, o giro é maior, as mulheres usam menos as mesmas roupas“. Para Carolina Balsani, responsável pelo Café Brechó (www.cafebrecho.com.br), atualmente qualquer pessoa é perfil da loja de usados. “As roupas com pouco uso, conquistam até as consumidoras mais exigentes e que gostam de peças exclusivas”, contou. Apesar da maior procura ser por roupas femininas, no brechó você encontra roupas para o dia a dia, fantasias, roupas para festas, masculinas e infantis. Há quem diga ainda que esse tipo de loja é o mais completo por ser possível encontrar obejtos de decoração para casa, sapatos, brinquedos e até utensílios para bebês. g JULIA PIRAÍNO/RRJ

Público feminino é o principal consumidor de roupas usadas, enquanto os homens compram quando têm necessidade ou pelo preço baixo


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CULTURA

E

L OA SS

RQ UI VO

Acima, encontro do “Fusca Clube ABC” realizado este ano, no shopping Metrópole, em São Bernardo. Ao lado, foto do primeiro passeio oficial, que ocorreu no ano 2000 FOT O: A

q Como diz o velho jargão publicitário, “brasileiro é apaixonado por carro”. Existem também os colecionadores, que criam um forte sentimento pelo automóvel. Alguns, inclusive, não medem gastos para manter o veículo sempre conservado e buscam formas de estar em constante contato com esse meio. É o caso do Edivaldo Fernandes, presidente do "Fusca Club ABC”, que surgiu em 1998 com a ideia de reunir um grupo de amigos proprietários de fuscas. Fernandes teve seu primeiro carro com 17 anos, um fusca 1973 apelidado de “trovão azul”. De acordo com ele, foi nessa época que surgiu a ideia de começar uma coleção, e, posteriormente, um clube que reunisse os interessados pela iniciativa. O "Fusca Club ABC” teve seu primeiro passeio oficial em janeiro de 2000. ‘‘Realizamos uma carreata de fuscas desde São Bernardo até Jundiaí, eram aproximadamente 70 veículos que, juntos, percorreram cerca de 90 quilómetros”, contou o presidente do clube. O primeiro encontro foi logo depois, no Ginásio Poliesportivo, em São Bernardo. A partir desse dia, de acordo com o colecionador, começaram as parcerias com outros clubes de São Paulo e também de outros países. Atualmente, os encontros ocorrem em ocasiões especiais, como eventos de carros antigos, realizados tanto em São Bernardo como em outras cidades próximas à região. Pelo menos uma vez ao mês, cerca de 450 associados viajam, em grupo, para irem juntos à esses eventos. O administrador do clube, Luciano Brandolim, disse que o “Fusca Club ABC” começou com apenas alguns amigos, e atualmente conta com cerca de 4 mil associados. “Hoje mantemos um grande vínculo de amizade com vários clubes automobilísticos do Estado de São Paulo. Criamos uma lista de divulgação via email nomeada “Mundo VW”, que divulga novidades e curiosidades sobre os clubes e seus veículos.” De acordo com Brandolim, outros países estão em contato com o clube, entre eles a Colômbia, o Perú, Chile, Portugal, Espanha, Inglaterra e também a África do Sul.

P

CARROS fazem HISTÓRIA

GABRIELA TOLEDO

Uma opção para participar de encontros, sem se associar à um clube, é o “Encontro Semanal do ABC”, que ocorre também em São Bernardo. Os associados, donos de carros antigos, encontram-se desde 2004, todas as quartas-feiras, no Ginásio Poliesportivo da cidade. Segundo o responsável, Hélio Herbert, além de veículos antigos, o encontro conta com a presença de proprietários de motos, carros customizados e de tração 4X4 (Jipes). Para o participante Julio Pinheiro, dono de uma picape branca ano 1992, carros antigos são um “hobbie”. “Descobri esse encontro por meio do site e participo sempre que posso. Juntos contamos histórias sobre os veículos, tiramos fotos, trocamos dicas e experiências e principalmente atraimos o olhar curioso das pessoas.” g

Colecionadores criam sonhos sobre rodas Marcel Pires Munhoz, 46, conserva em perfeitas condiçoes, inclusive de rodagem, os carros restaurados por seu pai, já falecido. O primeiro da lista foi um Fusca. "Meu pai comprou tanta peça para montar o carro, que estava praticamente podre, que sobrou para montar a picape", contou. Em seguida veio o Baratinha, ano 1929. "Conservo tudo original.Quan-

do preciso de alguma peça e não encontro no Brasil, busco no exterior", disse. Munhoz mantém a tradição do pai com a ajuda de seus dois filhos. O mais novo, Pedro, 15, já começou até a fazer um curso de mecânica para poder trabalhar no veículo. Já Victor, 18, prefere mesmo é dirigir e deixar os carros brilhando. Outro exemplo de que o vício

De 23 de Agosto a 5 de Setembro de 2013 GABRIELA TOLEDO/RRJ

(termo usado pelos próprios colecionadores) seduz geraçoes é o jovem Rafael Macedo, 20, que já segue os passos do avô Francisco Santos Macedo, 70, dono de um Opala restaurado. "Onde estou com meu carro, meu neto também está", afirmou o avô. Para a mãe do jovem, Carla Macedo, essa paixão por carros antigos traz ínumeros benefícios ao filho. “Enquanto grande parte dos jovens preferem frequentar baladas, ele gosta de cuidar do Opala, pesquisar sobre o assunto e ir à encontros com o avô”. Ela conta que o “vício” começou desde muito cedo. “Desde o 5 anos ele já fazia coleção de miniaturas dos modelos mais antigos.” O psicólogo Julio Trindade conta que o significado do automóvel vai além de um simples meio de locomoção. “Ele é um símbolo de status, prestígio, poder, realização pessoal e liberdade, capaz de influenciar o conceito que temos de nós mesmos”. (G.T.) g Serviço: “Fusca Club ABC” acesse www.fuscaclubabc.com.br

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CULTURA

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São Bernardo

escolas municipais

Anos

Fonte: IBGE / 2012

Miniaturas encantam apaixonados

nada além de cuidar da loja atualmente, o comerciante diz que é inviável obter renda para sobreviver apenas do comércio. “Não dá para viver só disso. In-

felizmente o público é muito pequeno, o mercado é muito pequeno. Miniaturas não são destinadas ao público em geral. Miniaturas são mesmo para colecionadores. Além do mais é um item supérfluo. Qualquer crise, qualquer falta de dinheiro no bolso, ninguém compra miniatura. Não é um item essencial.” Jornalista e colecionador de miniaturas há mais de dois anos, Bruno Vicaria tem mais de 70 em sua casa. Ele diz que teve vários modelos quando pequeno, mas só recentemente conseguiu investir em uma boa coleção. “Sempre gostei dos modelos de Fórmula 1. Tive alguns quando era criança, e, quando consegui ficar um pouco melhor de grana, comecei a montar minha coleção.” Vicaria considera a internet o principal meio de busca. “Na rede você encontra de tudo e com todos os valores. Ando pre-

ferindo usados por serem mais baratos, então sempre tenho que pesquisar bem por causa do estado. Hoje em dia, compro principalmente no Mercado Livre e no eBay, mas tem também o boca a boca. Há uns três meses comprei por um preço ótimo 10 miniaturas de uma vez”. Além de colecionador de miniaturas, o jornalista também tem mais de 80 LPs, incluindo todos da banda que considera como favorita, o Kiss. Assessor de imprensa na Stock Car por quatro anos, sua coleção também conta com o capacete do piloto Thiago Camilo. Ainda assim, Vicaria não consegue dizer o que faz ser um colecionador. “Compro geralmente coisas que têm algum significado para mim. Muita gente faz coleção de ‘charutinhos’ [carros de F-1 dos anos 50], mas para mim não tem sentido. Tudo o que tenho aqui tem uma carga grande de sentimento. Carros que me trazem lembranças.” Vicaria elege a McLaren da temporada de 1993, com a qual Ayrton Senna correu, como modelo favorito. “Gosto muito de todos, mas tenho um carinho especial por este carro. Foi muito difícil conseguir, foi caro e me lembra a que considero como melhor fase da minha vida. g

outro, porque se pegarmos um direto, e ficar esperando as peças chegarem, perdemos muito tempo de trabalho.” Para fazer um orçamento, o mecânico explica que é preciso verificar os valores das peças e tintas e, se forem importadas, qual o preço da importação. Também é adicionada a essa conta a mão de obra, que é cobrada pelo tempo da troca de peças, preparação de tinta e pintura. O valor final varia de R$ 10 a R$ 40 mil. Marcelo Ferraz, 34, restaurou dois de seus quatro carros na oficina de Gonçalves, e conta que é tão obcecado por restauração que foi até Recife buscar um de seus carros. “O Dodge estava tão velho e

abandonado que teve até que ser desenterrado do local onde estava. Foi uma das coisas que me fez querer comprá-lo.” O empresário tem preferência pelos veículos dos anos 70, principalmente pelos modelos Ford Galaxie e Dodge Dart. Possui um galpão de 800 metros quadrados em São Caetano, onde guarda seu Dart Luxo 1971, o Galaxie 500 1967, a picape F100 1959 e o Dodge Charger RT 1976. Apesar de se afeiçoarem por seus automóveis, existem aqueles que decidem transformar o hobby em negócio. É o caso do vendedor de imóveis Roberto Klis, 31, que lucra por volta de 30% em cada venda. “Algumas vezes ganho até

mais, como a última venda que fiz de uma picape Ford F100 1974 por R$ 15.000, que inicialmente eu tinha pago R$ 7.000 e investido só R$ 1.000 na reconstrução do motor.” De acordo com a FBVA (Federação Brasileira de Veículos Antigos), esse mercado gira em torno de R$180 milhões por ano, devido a compra de baixo custo e comercialização como automóvel de coleção após a renovação. Mesmo tendo uma alta rentabilidade com a venda de seus restaurados, Klis acabou se apegando a um Impala 1965, e decidiu deixa-lo em sua garagem. “Sou apaixonado pelo modelo e as peças são raríssimas. Vale a pena ficar com esse”. g

FOTOS: GABRIEL LIMA/RRJ

GABRIEL LIMA

q Muitos dos fãs de carros acabam levando seu amor pelos veículos da vida real para as prateleiras de casa. O mercado das miniaturas é restrito por ser um Hobby, mas se tratando de modelos tão delicados e especiais, a paixão é o que move os aficionados a gastar dinheiro. A história do comerciante Wendel Cavalcante, dono da loja de miniaturas Rota 73, em São Bernardo, começou unindo o útil ao agradável. “[A loja surgiu] mais por necessidade, mas eu já colecionava e adquiria miniaturas extras para negociar, trocar e atender outros colecionadores que tinham interesse também quando eu conseguia alguma miniatura difícil.” Colecionador de carros históricos das décadas de 50 e 60 desde a adolescência, Wendel disse que, com esses favores, foi fidelizando clientela. “Com isso, fui gerando uma demanda e um público. O pessoal foi me pedindo cada vez mais e acabei montando um pequeno negócio que foi crescendo.” Mesmo não fazendo mais

Vicaria posa ao lado de algumas miniaturas e com o capacete de Camilo (vermelho), ao lado outros de seus carrinhos

Restauradores da região lucram com os antigos GIOVANNA NICHI

q Com o retrô em alta, ter um carro antigo em sua garagem é o equivalente a possuir uma obra de arte na parede: elegante, de bom gosto e caro. Porém, existe outra classe além dos que gostam de comprar e possuir esse tipo de automóvel. São os apaixonados pelo processo de restauração. Esse processo consiste em transformar o veículo naquilo que era quando saiu da fábrica. São levadas em conta a me-

cânica, cor e pneus originais. Porém, existem alguns casos em que não é possível realizar a restauração, pois, de acordo com o mecânico Felipe Gonçalves “você não encontra as peças, ou o carro está muito ruim. Às vezes é preciso comprar dois para fazer um.” Gonçalves, 27, é um dos sócios da oficina e restauradora Maranello Auto Detailing, localizada no bairro Rudge Ramos, São Bernardo, e restaura de dois a cinco carros por ano. “A gente intercala entre um e


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ESPORTE

Metodista/São Bernardo usa tempo livre para aprimorar forma física FOTOS: CAIO DOS REIS/RRJ

CAIO DOS REIS

q O time de handebol da Metodista/São Bernardo ganhou duas semanas de descanso depois de um circuito de jogos. A próxima partida da equipe do ABC é dia 5 de setembro, quando a Metodista recebe o São Caetano, no Baetão. Agora a equipe fica pouco mais de 16 dias sem nenhum compromisso oficial, mas os atletas continuam treinando. “Vai ser um período muito bom pra aprimorar a forma física e recuperar alguns jogadores que estavam lesionados”, disse SB. “Além disso, vai ser feito um trabalho individual com os atletas”, completou. Um problema que a Metodista vem enfrentando são as contusões. Os centrais Japa (problema no joelho) e Diogo (problema no ombro), o armador esquerdo Babo (cirurgia no ombro) e o ponta direita Pato (problema no joelho) estão fora da equipe. O único que tem previsão

Equipe venceu o São Caetano fora de casa no primeiro turno do Campeonato Paulista para volta é Japa, que deve retornar aos treinos com bola durante esse recesso. No caso de Diogo, a expectativa é que

ele esteja a disposição para as finais do Paulista, no fim de novembro. Já Babo e Pato só voltam a atuar em 2014. “É

complicado esse grande número de lesões. A saída está sendo improvisar atletas em posições nas quais eles não

Campeonato Paulista de Vôlei testa nova regra com set de 21 pontos VINÍCIUS REQUENA

q O Campeonato Paulista de vôlei sofreu mudanças nesta edição. A CVB (Confederação Brasileira de Voleibol), com o apoio da FIVB (Federação Internacional de Vôlei), alterou o sistema de pontos. A novidade é que os sets vão até 21 pontos e não mais até 25, como era antigamente. O tie break segue com 15 pontos. O central Matheus, da equipe do São Bernardo Vôlei, disse que a adaptação à nova regra é complicada. “Às vezes a gente pensa que está chegando o final do set, mas na verdade já estamos

no último ponto. A atenção e concentração precisam ser dobradas”, explicou. Para o treinador do São Bernardo, Cézar Douglas, a mudança tem um lado bom e outro ruim. “O jogo em si vai mudar. O tempo que a bola ficará em jogo também e tudo isso muda a preparação, em especial à parte física. O atleta também terá menos tempo de uma ação para outra e terá de voltar mais rápido para o jogo, o que também irá influenciar em como cada um manterá o foco na partida”, comentou Douglas. “Fisicamente é até melhor, jogamos menos. Por outro lado a intensidade e atenção precisam ser maiores”, completou o técnico.

São Bernardo perde invencibilidade para o Brasil Kirin O oposto Joel falou sobre a mudança do momento critico no set. “Muda tudo, antes a terceira fase do set começava no 18º ponto, que é a parte quente, de definição dos sets, agora essa terceira fase começará em torno do 14º ponto e isso é outro jogo”, afirmou Joel. O São Bernardo Vôlei retorna para a quadra neste sábado

(24) para enfrentar o Sesi-SP no Ginásio Vila Leopoldina, às 17h, em São Paulo. A equipe volta a jogar em casa na quarta (28), contra a equipe do São José dos Campos, no Ginásio Poliesportivo, às 20h. TEMPORADA A equipe do São Bernardo iniciou a competição paulis-

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são especialistas”, falou SB. Na última partida, o principal problema foi na posição de central. A equipe recentemente perdeu Diógenes e Valadão para o handebol espanhol, enquanto Diogo e Japa se recuperam de lesão. A alternativa foi improvisar o ponta esquerdo Carlito na posição. “Apesar de estar jogando em outra posição, ele foi bem e correspondeu”, relatou SB. Ainda de acordo com o técnico, o período vai servir para preparação para as finais do Paulista, Jogos Abertos e a Liga Nacional. No Paulista, a equipe é líder da competição com 16 pontos ganhos. A campanha em seis jogos é de cinco vitórias e apenas uma derrota. A Metodista também possui o melhor ataque, com 204 gols marcados, e a terceira melhor defesa com 136 gols sofridos. VITÓRIA A última partida antes dessa parada foi no sábado (17), quando a equipe foi enfrentar o Fadenp/São José dos Campos e venceu por 21 a 13. “A nossa parte defensiva funcionou muito bem, e nós sabemos que se conseguirmos arrumar a defesa, a vitória já fica mais perto“, contou técnico da Metodista SB. g ta, comandada pelo técnico Cézar Douglas, iniciou com duas vitórias, mas na última partida o São Bernardo perdeu a invencibilidade no campeonato. Mesmo com a derrota, a equipe do São Bernardo conseguiu uma reação durante o jogo. O time começou perdendo por dois sets a zero para o Vôlei Brasil Kirin. A equipe reagiu, conseguindo o empate e acabou perdendo no tie-break. O técnico Cézar Douglas elogiou a reação durante a partida. “A equipe não tinha passado por uma situação dessa dentro do campeonato. Aprendemos que precisamos ter foco, pois o jogo é mais complexo por ser uma equipe muito forte. Um jogo desse exige você raciocinar o tempo todo, em como distribuir o jogo e executar as jogadas, e nós pecamos nisso”, disse. g


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CULTURA

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São Bernardo

UBSs

Anos

Fonte: Site da PMSBC

6 ROTEIRO AMANDA SOUZA E RAPHAEL ANDRADE

20 (meia-entrada para estudantes, professores, aposentados, pensionistas e pessoas com 60 anos ou mais).

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Ginástica Selvagem

MÚSICA

No espetáculo, dois homens dançam movimentos simples, coreografados por meio de jogos. Cada momento propõe desafios coreográficos, retratando as possibilidades de contato e intimidade entre os personagens. Recomendado para maiores de 12 anos. Gratuito. Teatro Elis Regina – Av. João Firmino, 900 – Assunção – São Bernardo.

Festival de Rock Novo Polo

TEATRO Mucho Locas Quatro mulheres de personalidades diferentes se encontram em uma casa de repouso particular na Serra da Mantiqueira. Com o tempo, elas descobrem que seu passado têm algo em comum. As quatro se unem com o objetivo de fugir da casa de repouso e se vingar de quem as internou. Recomendado para maiores de 16 anos. Sexta-feira (30), às 21h. Teatro Paulo Machado de Carvalho - Alameda Conde de Porto Alegre, 840 - Santa Maria - São Caetano. Ingressos: R$40 (inteira), R$25 (promocional) e R$20 (meia-entrada para estudantes e pessoas com 60 anos ou mais). Bob Esponja

No último sábado de cada mês ocorre o Festival de Rock Novo Polo, onde bandas de rock independentes da região podem divulgar seu trabalho ao público. Neste mês, irão se apresentar as bandas Primeiro Ataque, Violéte, Celofane, Intrinseco e Super Jet. Gratuito. Livre. Sábado (31), às 16h30. Centro Esportivo e Cultural do Taboão - Rua Alfredo Bernardo Leite, 1.287 - Taboão. Toca Viola O projeto da secretaria de Cultura “Toca Viola” tem como objetivo aproximar o público da cultura popular com música caipira de raiz. Neste mês, o projeto traz os músicos Gabriel Sater e Leandro de Abreu. Gabriel é filho do cantor Almir Sater e segue os caminhos musicais do pai. O show é aberto pelo violeiro e regente da Orquestra de Viola Caipira de São Bernardo, Leandro de Abreu. Sábado (24), às 17h. Livre. Parque Municipal Engenheiro Salvador Arena - Av. Caminho do Mar, 2.980 – Rudge Ramos – São Bernardo. Grátis. Estação Jam Hip Hop Para promover a cultura Hip Hop, a Comjuv (Coordenadoria Municipal da Juventude) realiza uma edição especial do Estação Jam. O evento recebe performances de Danças Urbanas da

cidade de São Caetano e do ABC. Gratuito. Livre. Sexta-feira (30), às 20h. Teatro Santos Dumont - Av. Goiás, 1111 - Santa Paula – São Caetano. GAMES RPG Sigla de Role Playing Game (Jogo de Interpretação de Papéis), é um jogo em que o participante interpreta um personagem, sob a coordenação de um mestre. O ambiente do jogo geralmente é um cenário medieval e os personagens variam entre magos, elfos, cavaleiros, entre outros. Recomendado para maiores de 12 anos. Gratuito. Sábados (24 e 30), às 13h. Gibiteca Municipal Eugênio Colonnese - Rua Tasman, 301 - Jardim do Mar – São Bernardo.

SBC Geek O evento é voltado aos jovens que gostam de tecnologia e procuram interagir com outros apreciadores d cultura nerd. A programação conta com exibição de filmes, animês, seriados, música e várias palestras. Para os interessados em jogar jogos de tabuleiros, é necessário levar os RPGs de mesa ao evento. Domingo (25), o dia todo. Livre. Centro Livre de Artes Cênicas (CLAC)/Centro Cultural Bairro Baeta Neves – Praça São José, s/nº - Baeta Neves – São Bernardo.

ideia é, além de diversificar o acervo, permitir a troca entre cidadãos, estabelecendo um ponto de encontro de leitores da cidade. Livre. Gratuito. Sexta-feira (30), às 16h30. Estação Jovem – Rua Serafim Constantino, s/ nº – Centro – São Caetano.

LITERATURA Encontro para Trocas Literárias A troca de livros, revistas e cordéis é realizada toda última sexta do mês. A

Show com Filipe Catto

Após a coroa do Rei Netuno ser roubada, Bob Esponja e seu melhor amigo Patrick vão para a Fenda do Bikini para encontrá-la e salvar o seu chefe Sirigueijo. Livre. Domingo (25) às 15h30. Teatro Paulo Machado de Carvalho - Alameda Conde de Porto Alegre, 840 - Santa Maria - São Caetano. Ingressos: R$40 (inteira), R$35 (antecipado até um dia antes), R$30 (promocional com bônus de jornal, panfleto e funcionário público) e R$

DANÇA

O músico Filipe Catto apresenta seu novo show Entre Cabelos, Olhos e Furacões, repleto de canções inéditas e releituras de clássicos da MPB. Recomendado para maiores de 12 anos. Quinta-feira (29), às 20h. Teatro Santos Dumont - Av. Goiás, 1111 - Santa Paula – São Caetano. Ingressos: R$16 (inteira); R$8 (usuário matriculado no Sesc e dependentes, pessoas com mais de 60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino), R$4 (trabalhador do comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes).

EXPOSIÇÃO Mostra Cultural do Jardim Represa no C.C. Taboão Com o objetivo de mostrar a realidade vivida pelos moradores da região do Taboão, o Polo Cultural do Jardim Represa organiza uma mostra cultural com os trabalhos de produtores, moradores e artistas da cidade. A exposição conta com obras de Daiane e Daniele, Calendário, Lance Diferente e Sr. Omar. Sábado (24), às 16h. Livre. Centro Esportivo e Cultural do Taboão -Rua Alfredo Bernardo Leite, 1.287 – Taboão – São Bernardo.


16 - Rudge Ramos Jornal RAPHAEL ANDRADE

CULTURA

São Bernardo recebe o ‘Circo Fantástico’ no mês de aniversário da cidade

q Diversão é o que as atrações circenses prometem trazer ao ABC nos meses de agosto e setembro. O São Bernardo Plaza Shopping tem o estacionamento transformado no picadeiro do “Circo Fantástico”, atração que já foi vista por mais de um milhão de espectadores ao longo de 17 anos percorrendo o país. Além disso, o Sesc Santo André recebe o projeto “Tem Circo no Sesc”, pelo segundo ano consecutivo. O proprietário do “Circo Fantástico”, Mário Ferreira, conta que o circo foi criado em 1994 e tinha apenas sete integrantes. Atualmente, conta com mais de 40 profissionais e uma infraestrutura completa composta por praça de alimentação, brinquedos e uma lona de 40 metros quadrados. “Todo mês a gente está inovando e hoje o ‘Circo Fantástico’ está entre os dez melhores circos do Brasil, então existem várias inovações que fazemos continuamente para melhorarmos cada vez mais”, explicou. O circo tem diversos tipos de apresentações: palhaços, contorcionistas, trapezistas, malabaristas, mágicos, bailarinas e muitas outras atrações estão presentes para fazer a alegria dos visitantes. “O número mais difícil de fazer é o

DIVULGAÇÃO

globo da morte porque o risco é alto, mas os números de trapézio também são muito perigosos. A maioria dos quadros que apresentamos tem um certo risco”, relatou o dono. Santo André também recebe a magia circense durante todo o mês de setembro. O Sesc Santo André dá início no dia 1º de setembro ao projeto “Tem Circo no Sesc”, que traz diversas atrações aos

Circo atraiu 1 milhão de espectadores em todo país; grupo ensaia três horas diariamente

palcos da unidade andreense. De acordo com o Sesc, o projeto foi pensado para a unidade de Santo André e a principal preocupação foi trazer apresentações que tivessem uma dramaturgia circense e não apenas números separados com a temática do “circo”. O projeto também conta com uma atração internacional. O palhaço “Frutillas com Crema”, nome artístico do chileno Claudio Martinez. O objetivo da atração é mostrar ao público que nem tudo é o que parece ser. Entre as outras apresentações do projeto está a Companhia Teatro de Anônimo que usa poesia com técnicas de circo para fazer um show cômico e artístico. Também está presente o Grupo Zibaldoni com dois espetáculos diferentes: “Akatrun Circus” e o “Gran Circo Internazionale”. g

De 23 de Agosto a 5 de Setembro de 2013

6 PROGRAMAÇÃO CIRCO FANTÁSTICO São Bernardo Plaza Shopping (Estacionamento) Av. Rotary, 2-1092 – Ferrazópolis – São Bernardo Data: até 2 de setembro - de segunda-feira a sexta-feira, às 20h30; nos sábados, às 16h, às 18h e às 20h30; e nos domingos, às 15h, às 17h e às 19h. Entrada: R$ 20 (inteira). Crianças até 12 anos pagam R$ 15. Estudantes e idosos pagam R$ 10. Crianças abaixo de três anos não pagam. TEM CIRCO NO SESC Sesc Santo André Rua Tamarutaca, 302 - Vila Guiomar – Santo André LAMBE-LAMBE 1º de setembro – domingo, às 16h Entrada: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia-entrada) AKATRUN CIRCUS - COM GRUPO ZIBALDONI 8 de setembro – domingo, às 16h Entrada: Grátis. RODA SAIA GIRA VIDA - CIA. TEATRO DE ANÔNIMO 15 de setembro – domingo, às 16h Entrada: Grátis. GRAN CIRCO INTERNAZIONALE - COM GRUPO ZIBALDONI 22 de setembro – domingo, às 16h Entrada: Grátis. FRUTILLAS CON CREMA – ICONO 29 de setembro – domingo, às 16h Entrada: Grátis.


RROnline - Edição 1.004