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Produzido pelos alunos do Curso de Jornalismo De 15 a 28 de setembro de 2016

ANO 36 - Nº 1055 João Souza/RRJ

» PILATES Victoria Sales/RRJ

» MUDANÇAS Obras do corredor de ônibus geram problemas no bairro Pág. 5

» DESCASO

Novas modalidades completam as técnicas tradicionais. Págs. 8 e 9

João Souza/RRJ

Ponto de táxi abandonado traz riscos para a segurança de pedestres. Pág. 4

» ARTE

Gabriel Mendes/RRJ

Cidade é a única a manter biblioteca do gênero na região. Pág. 11

Metodista recebe 58 estrelas do Guia do Estudante Pág. 3


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POLÍTICA

De 15 a 28 de setembro de 2016

Facebook é rede social preferida dos candidatos a prefeitos de SBC Já o Twitter é usado por apenas dois postulantes na situação de concorrentes ao Paço Erika Daykem Thamiris Galhardo

DAS REDES sociais, o Facebook é o preferido dos seis candidatos a prefeito de São Bernardo como meio para divulgar suas propostas na campanha eleitoral. A reportagem navegou pelos portais e perfis dos candidatos a prefeito de São Bernardo na internet: Orlando Morando (PSDB), Alex Manente (PPS), Tarcísio Secoli (PT), Professor Aldo Santos (PSOL), César Raya (PSTU) e Tunico Vieira (PMDB). Todos têm perfil no Facebook. Cinco, à exceção de César Raya, estão no Instagram. E apenas Aldo Santos e Tunico Vieira estão no Twitter como candidatos. Os demais aparecem nessa rede como pessoa física (Tarcísio Secoli), ou em razão de cargo político que exerce, casos de Alex Manente (deputado federal) e Orlando Morando (deputado estadual). No Facebook, os candidatos tentam humanizar seus perfis, exibindo fotos e vídeos em que eles aparecem com familiares e amigos. Relacionam o que fizeram em campanhas passadas. Dão acesso a eleitores abordados pelas ruas que acabam conversando com os candidatos e, muitas vezes, fazendo reinvindicações. Essa estratégia é mais comum nos perfis de Manente, Morando e Secoli. Já no perfil de Tunico Vieira, os vídeos mais frequentes são aqueles em que o candidato aparece falando de suas propostas de governo.

Rudge Ramos JORNAL DA CIDADE editorial@metodista.br Rua do Sacramento, 230 Ed. Delta - Sala 141 Tel.: 4366-5871 - Rudge Ramos São Bernardo - CEP: 09640-000 

Produzido pelos alunos do curso de Jornalismo da Escola de Comunicação, Educação e Humanidades da Universidade Metodista de São Paulo

SAIBA MAIS

Caso você queira navegar e conhecer mais sobre as propostas dos candidatos, acesses os links:

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www.facebook.com/alexmanentesbc www.facebook.com/cesar.raya.PSTU www.facebook.com/orlando.morando www.facebook.com/professoraldosantos www.facebook.com/tunicovieira www.facebook.com/tsecoli

Raya e Santos apostam mais em fotos e em mensagens por meio de textos curtos em seus perfis. Aldo Santos avalia que as redes sociais são grandes aliadas para sua campanha, que, segundo ele, é

“humilde”. E, por conta da “verba restrita”, pode ser muito útil para divulgação de suas propostas. Porém ele afirmou que as redes sociais, se usadas de forma intensiva, podem prejudicar a imagem do candidato. Se-

gundo Santos, o excesso de informação pode saturar o eleitor que, cansado, deixaria de acessar o perfil. Já Tunico Vieira contou que é difícil medir a dimensão do alcance das redes sociais, mas aprova esse caminho. “O eleitor precisa participar do processo eleitoral de forma alternativa”, disse Tunico, ressaltando a importância de se ir atrás de informações dos candidatos e comparar as propostas por meio da web. Já sobre o perfil de César Raya no Facebook, a admi-

DIRETOR - Nicanor Lopes

EDITORA-EXECUTIVA E EDITORA DO RRJ - Margarete Vieira (MTb16.707);

EQUIPE DE REDAÇÃO - Adílson Junior, Alexandre Leoratti, Allaf Barros, Amanda Leonelli, Claudia Leone, Erika Daykem, Érika Motoda, Felipe Siqueira, Gabriel Mendes, João Souza, Laís Pagoto, Lucas Laranjeira, Nathalia Nascimento, Paula Gomes, Thais Souza, Thamiris Galhardo, Victor Godoi, Victoria Roman e alunos do 5º semestre de Jornalismo. TIRAGEM: 10 mil exemplares - Produção de Fotolito e Impressão: Gráfica Mar-Mar

ERRAMOS Diferentemente do que publicamos na reportagem “Conheça os candidatos a prefeito de São Bernardo” na edição nº 1054, o candidato Orlando Morando não tem 36 anos. A idade correta do candidato é 42 anos.

DIRETOR DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, MARKETING E SUPRIMENTOS - Ronilson Carassini

REDAÇÃO MULTIMÍDIA - Editor-chefe - Júlio Veríssimo (MTb 16.706);

ASSISTENTE DE FOTOGRAFIA - Maristela Caretta (MTb 64.183)

nistradora de redes sociais do candidato, Gisele Costa, contou que maior visibilidade vem dos alunos dele. Raya é professor da rede estadual de ensino. “Conseguimos um alcance maior nas redes sociais por ser um público mais jovem e o partido não possui um orçamento tão extenso para campanhas milionárias”, afirmou. O cientista político Luiz Silvério, coordenador da Cátedra de Gestão de Cidades, da Universidade Metodista de São Paulo, disse que o uso das redes sociais são mais uma ferramenta de divulgação, principalmente depois que a nova Lei Eleitoral dificultou a divulgação dos partidos considerados pequenos. “Com o tempo diminuído e alterando os canais de comunicação, como a proibição de cavaletes, a visibilidade externa diminuiu para os candidatos”, contou. Ainda sobre as redes sociais, Silvério ressaltou a importância da linguagem simples e de manter os perfis com informações atualizadas. “Pode atrair mais jovens para participar da política municipal”, explicou o professor, que também apontou a vantagem do baixo custo das redes, por ser uma forma mais barata de fazer campanha se comparada com métodos tradicionais. A reportagem procurou a assessoria de imprensa dos candidatos Orlando Morando (PSDB), Alex Manente (PPS) e Tarcísio Secoli (PT) para que falassem sobre a campanha na plataforma online, mas não obteve retorno.

DIRETOR DE FINANÇAS E CONTROLADORIA - Ricardo Rocha Faria

COORDENADOR DO CURSO DE JORNALISMO - Rodolfo Carlos Martino.

EDITOR DE ARTE - José Reis Filho (MTb 12.357);

RUDGE RAMOS Jornal da Cidade

CONSELHO SUPERIOR DE ADMINISTRAÇÃO - Paulo Borges Campos Jr. (presidente); Aires Ademir Leal Clavel (vice-presidente); Esther Lopes (secretária); Rev. Afranio Gonçalves Castro; Augusto Campos de Rezende; Jonas Adolfo Sala; Rev. Marcos Gomes Tôrres; Oscar Francisco Alves Jr.; Valdecir Barreros; Renato Wanderley de Souza Lima (suplente). DIRETOR GERAL - Robson Ramos de Aguiar VICE-DIRETOR GERAL - Gustavo Jacques Dias Alvim

REITOR: Fábio Botelho Josgrilberg (interino), Coordenadora de Graduação e Extensão - Vera Lucia Gouvea Stivaletti, Coordenador de Pós-Graduação e Pesquisa - Fábio Botelho Josgrilberg DIRETORES - Rogério Gentil Bellot (Escola de Ciências Médicas e da Saúde), Nicanor Lopes (Escola de Comunicação, Educação e Humanidades), Carlos Eduardo Santi (Escola de Engenharias, Tecnologia e Informação), Fulvio Cristofoli (Escola de Gestão e Direito) e Paulo Roberto Garcia (Escola de Teologia).


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EDUCAÇÃO

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João Souza/RRJ

Universidade Metodista conquista 58 estrelas do Guia do Estudante Ranking mostra os cursos mais bem avaliados; em 2016, 16 receberam conceitos que vão de excelente a bom

A UNIVERSIDADE Metodista de São Paulo obteve 58 estrelas do “Guia do Estudante” em 2016 para 16 cursos presenciais e com titulação em Bacharelado. A publicação, da Editora Abril, é tradicional no mercado editorial e serve como referência para alunos que estão concluindo o ensino médio e às vésperas de escolher uma carreira para seguir seus estudos em nível superior. Neste ano, de acordo com o ranking do “Guia”, foram 58 estrelas para 16 cursos. Um curso com 5 estrelas (que é considerado excelente), oito cursos com 4

ria e Tradutor e Intérprete. Processo seletivo O processo seletivo para o Vestibular – 2017 da Universidade Metodista de São Paulo já está com as inscrições abertas. Basta acessar o site da Universidade (www.metodistas.br), para saber mais sobre os cursos presenciais e a distância. No dia 24 de setembro, a Metodista também irá realizar o DUA (Dia da Universidade Aberta), momento em que mais de mil alunos de escolas de ensino médio visitam o campus Rudge Ramos da Universidade para saber mais sobre seus cursos e qual a infraestrutura oferecida pela instituição. 

estrelas (muito bom) e sete com três estrelas (bom). Os conceitos são atribuídos por profissionais que são convidados entre diretores de departamento, coordenadores de cursos e professores. O curso de Jornalismo da Metodista foi considerado excelente e conseguiu o conceito máximo (5 estrelas). Depois, com 4 estrelas (muito bom), vêm Administração, Biomedicina, Pedagogia, Psicologia, Publicidade e Propaganda, Rádio e TV, Relações Públicas e Secretariado Executivo. Em seguida, com 3 estrelas (bom), estão Ciências Contábeis, Direito, Educação Física, Farmácia, Fisioterapia, Medicina Veteriná-

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Da Redação

CURSOS AVALIADOS

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4JORNALISMO

4ADMINISTRAÇÃO 4BIOMEDICINA 4PEDAGOGIA 4PSICOLOGIA 4PUBLIC. PROPAGANDA 4RÁDIO E TV 4RELAÇÕES PÚBLICAS 4SECRETARIADO EXECUTIVO 4CIÊNCIAS CONTÁBEIS 4DIREITO 4EDUCAÇÃO FÍSICA 4FARMÁCIA 4FISIOTERAPIA 4MED. VETERINÁRIA 4TRADUTOR E INTÉRPRETE


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CIDADE

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DE OLHO NA CIDADE Érika Motoda/RRJ

Motoristas param em faixa exclusiva de ônibus na Dr. Rudge Ramos Por causa de recapeamento da via, falta sinalização; radar fixo está desligado Érika Motoda Thaís Souza

Veículos de carga e descarga utilizam espaço de maneira incorreta

EM MENOS de meia hora, pelo menos 35 ônibus precisaram desviar de um carro estacionado no corredor de ônibus da avenida Dr. Rudge Ramos. Mas é possível que o motorista não receba nenhuma multa. Por enquanto. É que, devido ao recapeamento da avenida, a fiscalização eletrônica foi desligada, já que não há nenhuma sinalização horizontal. “Há a presença eventual de agentes para

verificação de infrações de paradas e estacionamentos irregulares”,informou a Secretaria de Transportes e Vias Públicas por meio de e-mail enviado pela assessoria de imprensa. Normalmente, carros de passeio como o que foi flagrado pela reportagem no dia 19 de agosto, em frente à agência Itaú, às 8h40, não podem trafegar na faixa das 6h às 9h e das 17h às 19h30 em dias de semana. A penalidade para quem comete tal infração é de R$ 53,20, além de perder três pontos na carteira de habilitação. Somente até julho deste

ano, a secretaria registrou quase 15 mil ocorrências. Durante o ano de 2014, foram mais de 13 mil. Carga e descarga Por ser uma avenida comercial, também é comum encontrar veículos estacionados para fazer carga e descarga de mercadorias. Porém, essa atividade também é proibida durante o funcionamento da faixa exclusiva. No mesmo dia em que a reportagem esteve no local, um caminhão VUC (Veículo Urbano de Carga) estava parado na faixa de ônibus para a descarga de produtos alimentícios em uma casa de frios. A reportagem constatou o veículo parado quando ainda faltavam dois minutos para as 9h.  João Souza/RRJ

Falta de manutenção nos pontos de táxi é motivo de reclamação João Souza Maristela Caretta

A MÁ conservação do ponto de táxi da rua Aura, esquina com a avenida Caminho do Mar, é reclamação de alguns moradores da região que estão preocupados com os riscos que ele pode trazer. A moradora Terezinha Mariano Valdrighi, 72, aposentada, disse à reportagem que faz mais de dois anos que o ponto de táxi está abandonado. Ela contou que o assento está caindo, as telhas estão soltas e quebradas e há sacos de lixo sobre o ponto. “A preocupação da gente é que caia aquilo na cabeça de alguém e cause

um acidente”, disse. Pelo local passam muitos pedestres, pois o ponto está localizado próximo a um mercado e a uma UBS (Unidade Básica de Saúde). “Quando eu conversei com os taxistas, eles me disseram que já entraram em contato com a prefeitura mais de seis vezes”, contou a aposentada. Um dos taxistas que trabalha naquele ponto, que pediu para não ser identificado, disse que em 20 anos de profissão nunca viu uma manutenção no ponto. “Não tem telhado, não tem placa nem faixa informando que é ponto de táxi. As pessoas estacionam nas nossas vagas e não há fiscalização”, disse. O taxista também disse

Moradores e taxistas relatam omissão da prefeitura com a manutenção do ponto que pode desabar

que os profissionais pagam R$ 6,9 mil em taxas e impostos. “Já procuramos a prefeitura, já fizemos abaixo assinado, protocolamos

Confira no rronline.com.br as notícias de São Bernardo e do ABC

tudo direitinho e só ouvimos que não tem verba disponível para isso”, afirmou. A reportagem entrou em contato com a prefeitura

nos dias 26 e 30 de agosto por email e telefonou diversas vezes, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. 

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CIDADE João Souza/RRJ

Corredor de ônibus gera transtornos no bairro Dificuldade para deslocamento está entre as principais reclamações de moradores e comerciantes locais Claudia Leone João Souza

ENQUANTO a construção do novo trecho do corredor de ônibus é realizada, moradores e, principalmente, os comerciantes do Rudge Ramos enfrentam alguns transtornos. A obra teve início em julho e prevê

a construção de uma via de 1,7 quilômetro na avenida Dr. Rudge Ramos, divisa com São Paulo, até a Praça São João Batista com intermediações do terminal Vila Império, que faz parte dos 6,8 quilômetros totais do corredor que ligará a região ao centro da cidade. A previsão do término

Anchieta tem postes de luz acesos durante o dia Érika Motoda POR conta de “problemas pontuais”, alguns postes de luz da rodovia Anchieta continuam ligados durante o dia, próximo à saída 16B. A reportagem flagrou essa situação em duas ocasiões no mês de agosto. A AES Eletropaulo, responsável pela iluminação do local, informou que fez inspeção no trecho e que o problema seria resolvido. A distribuidora de energia é obrigada a fornecer luz durante o período de 12 horas, das 18h até as 6h, devido ao contrato com a con-

cessionária Ecovias, que administra a rodovia. O tempo extra em que os postes continuaram acesos não serão cobrados da Ecovias, segundo a Eletropaulo. A reportagem perguntou a média de kWh consumido por lâmpada, como as utilizadas na rodovia, mas não obteve resposta. Em casos de outros postes de iluminação apresentarem o mesmo problema, na rodovia, a Eletropaulo pede que a notificação seja feita pelo 0800 7272 196. Já se isso acontecer nas demais vias públicas de São Bernardo, deve-se ligar para a prefeitura (0800 77 11 159). 

da obra neste trecho do município é de três meses. Até lá, o barulho e a poeira farão parte da rotina de quem frequenta a região. “A situação piora por causa do tempo seco”, afirmou a comerciante Silvia Fanti Fernandes Marsella, 51. Fernanda Bispo, 20, também comerciante do bairro, contou que, além da poluição, o trajeto até o local de trabalho também tem sido prejudicado. “Eu moro em Diadema e dependo muito da linha de ônibus para

vir para cá. Antes, demorava de 15 a 20 minutos, agora, demoro de 40 minutos até uma hora para chegar.” Durante todo o tempo de intervenção, haverá estreitamento de trecho da pista da avenida Dr. Rudge Ramos para não impedir a circulação de veículos. De acordo com a Prefeitura de São Bernardo, além da implantação do novo corredor, serão feitas a restauração e readequação do pavimento, piso, rampas, faixas de travessia, semáforos e iluminação no

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Obra, que ligará a zona norte de São Bernardo ao centro, prevê em torno de três meses para o término da construção

local. Até o término da obra, a faixa exclusiva dedicada aos ônibus estará suspensa e livre para a circulação de qualquer motorista. Ainda de acordo com informações da prefeitura, os novos pontos de embarque e desembarque dos passageiros serão elevados para ajudar no acesso à esquerda das faixas, ou seja, no meio da avenida. Haverá informações sobre as linhas com itinerários e previsões de horário, proteção contra intempéries e sinalizações pertinentes a fim de evitar possíveis acidentes com os usuários. O objetivo é atender a demanda de transporte que corresponde a 35% dos coletivos municipais, ou seja, 230 mil passageiros por dia que vão da região norte da cidade ao centro. Projeto Municipal A obra de instalação do corredor de ônibus no Rudge Ramos custará R$ 35 milhões e está inclusa no Programa de Transporte Urbano de São Bernardo, que prevê um investimento total de US$ 250 milhões do Banco Interamericano de Investimento (BID) para a construção de outros 12 corredores e três terminais de integração do município. Segundo informações divulgadas pela prefeitura, assim como no Rudge, os corredores Leste/Oeste João Firmino, Alvarenga e o terminal Alves Dias, no bairro Assunção, também já estão com obras em andamento. A previsão para o término total de todo o projeto é de 24 meses. 

Érika Motoda/RRJ


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ECONOMIA

Renan Nabeshima

O MERCADO de pesca no ABC oferece preços que vão de R$ 0,50, por uma simples boia para se colocar na isca, até R$ 2.000 por uma vara customizada cujos componentes são importados. Essas lojas atendem tanto os chamados pescadores de represa como os esportistas. O público procura desde produtos básicos como linhas até varas personalizadas. Isso ocorre porque a pescaria é praticada, predominantemente, por pessoas das classes A, B e C. Dono da Lambari há 18 anos, Paulo Fonseca, 55, disse que a loja no Riacho Grande é mais movimentada aos fins de semana. “Quem pesca na represa, geralmente, é de classe média, então, só tem tempo quando está de folga.” Além dos clientes que frequentam represas, há quem prefira os pesqueiros, conhecidos como pesque e pague. Fonseca relata que esse tipo de pescaria é feito por famílias. “Quem vai ao pesque e pague faz compras mais pontuais porque costuma ir só às vezes. São linhas, anzóis e carretilhas mais simples.” Os artigos comprados por cliente variam de acordo com o ambiente onde ele pesca. Quem prefere os mares opta por varas mais resistentes e elaboradas. Já quem pratica a pescaria em lagos não precisa de materiais tão pesados. O fato de não haver correnteza facilita a pesca em lagos. Gerente da Sugoi, loja de artigos de pesca no Centro de São Bernardo há 15 anos, Valdevino Magalhães, 56, ressalta que o gasto com produtos deve ser planejado de acordo com a quantidade pescada. “Não adianta o cliente comprar artigos de profissionais se só pesca às vezes. É importante que ele tenha um retorno e recupere aquilo que gastou.” Apesar de a faixa etária média do pescador brasileiro ser de 50 a 60 anos, a atividade tem atraído pessoas mais jovens. Magalhães afirma que a loja tem sido procurada por praticantes mais novos. Além dos materiais mais simples para o dia a dia dos pescadores, o mercado do ABC também oferece artigos mais específicos, como varas personalizadas. Esse tipo de produto é destinado a um público mais

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Preços em lojas de pesca podem chegar a R$ 2.000 Pescadores de represa e de pesqueiros compram de boias até varas personalizadas Fotos: Tiago Henrique Gomes/RRJ

Lojas exibem variados acessórios para pesca, como o Gimble Belt, ou cinto de apoio (foto acima), usado para quem pesca em alto-mar

específico, já que uma vara customizada pode custar de R$ 800 a R$ 2.000. Dono da Custom by Marco, loja que vende varas

customizadas desde 1994, Marco Antônio da Silva, 60, afirma que a principal dificuldade encontrada no ramo é a variação de pre-

ços. “Como praticamente tudo aqui é importado, os custos são muito altos. A cortiça, que precisa estar na punhadura [cabo] de todas

as varas, só é encontrada em Portugal, por exemplo.” Silva relata que as vendas de varas personalizadas caíram no último semestre devido ao reajuste no preço dos artigos. “Se antes eu vendia três ou quatro por semana, agora, vendo a mesma quantidade por mês. Dependo muito do dólar, que subiu demais.” 


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ECONOMIA

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Pescaria vira hobby de 4 gerações

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Fotos: Arquivo pessoal

Tiago Henrique Gomes

VALDIR dos Santos, 65, adora pescar, seja em lago ou em alto mar. Aprendendo na infância, levou o hobby ao longo da vida e influenciou quatro gerações da família. Hoje, aposentado, passa o tempo livre se divertindo na companhia dos netos. Pescador de longa data, ele foi influenciado pelos pais quando ainda criança, em Santos. Ao se mudar para Santo André, começou a sair com uma família que gostava de pescar em represas. “Nós íamos de madrugada parar no Alto da Serra, perto da rodovia Imigrantes”. Depois de conhecer a mulher, foi tentar a sorte na beira d’água em outros lugares no litoral, perto de Cubatão. Mais tarde, se aventurou em alto mar, com outros pescadores. Gostou tanto que decidiu levar o filho Erik. Santos contou que frequentava o local, que fica há três horas da praia, em Peruíbe, de dia e

Frequentador de represas e pesqueiros, Valdir adora pescar tilápias. Segundo ele, o maior exemplar foi de cinco quilos

de noite. “Lá é muito gostoso. Pegamos vários cações, curvinas e espadas”. E foi no mar que Valdir disse ter fisgado o seu maior peixe. “Pegamos uma espada de quase dois metros. E não é história de pescador, pois tenho fotos”, brincou. Nem mesmo um acidente tirou o pescador aposentado do rumo ao mar. Uma vez, ao descer a serra, um mo-

torista bateu no seu carro em alta velocidade, ultrapassando os 100 quilômetros por hora. Segundo ele, todo mundo foi parar no hospital, com fraturas nas costelas, mas sem gravidade. “Ligamos para o rapaz que iria sair com o barco com a gente e ele veio nos buscar”. A paixão pela pesca já fez Valdir gastar R$ 300 de uma vez só em equipamen-

tos, apesar das reclamações de sua mulher. “Quando eu vejo algum anúncio, como 10 varas por R$ 100, ela fala: ‘Você vai comprar? Já tem um monte, para que comprar mais?’ Mas eu adoro comprar. Vejo boia, anzol, vara telescópica e dou para cada um dos meus netos.” E foi justamente comprando que ele passou sua herança de pesar para os

Pesqueiros do ABC oferecem mais opções de lazer para família Matheus Cestari

O FINAL de semana chegou. Você coloca a família dentro do carro e pega a estrada. Praia, interior. Que tal ir a um pesqueiro? Mas não são todos da família que gostam de pescar. Sem problema: agora, os pesqueiros dispõem de mais atrações além da própria pescaria. Alguns deles, no ABC, possuem uma estrutura para que crianças e quem não gosta de pesca se divirtam, enquanto você fica na beira do lago, relaxando em uma boa pescaria. De acordo com o diretor da Abracoa (Associação Brasileira dos Criadores de Organismos Aquáticos) Wagner Camis, a ideia é que os estabelecimentos sejam parecidos com um shopping. “De um tempo para cá, deixamos de encarar o pesque e pague como, simplesmente,

um local de pesca.” Segundo Camis, a intenção é que o cliente leve toda a família e passe mais tempo usufruindo de serviços como restaurante, área de lazer com monitoria para criança, biblioteca, berçário, dependendo do público. A entidade existe desde 1982 e faz o intermédio entre as demandas da classe pesqueira e os poderes público e privado. Tem mais de 5.000 associados no país. Estima-se que, no ABC, existam por volta de 100 pesque e pague. O pesqueiro Sol, em Ribeirão Pires, é um deles. O espaço tem três lagos para pesca, com diversos tipos de peixes, mas o carro-chefe é o tambaqui, além das tilápias que os pescadores costumam levar para casa, limpas. Além disso, o espaço dispõe de playground, loja para compra de iscas, acessórios, aluguel de equipamentos e restaurante.

netos. “O Bruno e o Tiago já estão me acompanhando. Minha netinha de sete anos, também. Quando fomos para Ibiúna, ela pescou cará e lambari. Dei até uma varinha para ela.” Na família de Valdir, a pescaria é algo comum. “Passei esse hobby para todos. Ensinei até a minha esposa. E ela é uma pescadora de primeira”, concluiu.  Fotos: Tiago Henrique Gomes/RRJ

Tilápias são as mais procuradas pelas crianças, enquanto os pais vão atrás dos tambaquis e pirararas

O mais interessante fica por conta da disponibilidade gratuita de churrasqueiras para que os visitantes possam fazer um churrasco, já que é permitida a entrada de alimentos. Aos finais de semana, o pesqueiro chega a receber uma média de 350 pessoas. “É um pesqueiro bem familiar. É um lugar bonito e plano, bem acessível”, afirmou o dono do estabelecimento, Omar Viola, . Mesmo em locais menores a preocupação em aten-

der a família também existe. É o caso do pesqueiro Pouso Alegre, em Ribeirão Pires. O local tem cinco lagos, sendo que o peixe mais fisgado é a tilápia. Existem exemplares que chegam aos 2kg. O espaço também tem playground, mas não conta com monitores especializados. “Cada pesqueiro tem um nicho, um público alvo. Existem os que ainda têm o foco no pescador e existem pesqueiros familiares, como é o caso do nosso. A gente

tem a preocupação de o pescador trazer a família”, contou o dono do estabelecimento, Milton Suzukayama . O instrutor de treinamento Marcos Giollo disse que costuma levar a família para pescar. “Eu vou no pesqueiro Santa Helena, em Ribeirão Pires. Lá tem bastante diversão. Deixo minha filha na piscininha, tranquila, e continuo pescando. Na hora de ir embora, tenho que chamá-la porque ela não quer sair de lá”, disse. 


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COMPORTAMENTO

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Aero e neo complementam a técnica tradicional da atividade física

FITAS. BOLAS. Arcos. E até um tipo de skate. Esses são alguns materiais e equipamentos utilizados em duas novas modalidades do pilates: o aero pilates e o neo pilates. Essas técnicas já vêm sendo implantadas em academias desde 2014. Mas ainda são desconhecidas por quem procura alguma atividade física. O neo e o aero se diferenciam do pilates clássico por oferecer os chamados exercícios flutuantes, ou seja, sem contato com o chão e utilizando equipamentos especiais.

Fotos: Victoria Sales/RRJ

A publicitária Carina Pagoto faz prancha apoiada na bola e no slackline com o auxilio da fisioteapeuta Roberta Lima, que abaixo faz um exercício no columpio

Pilates tem novas modalidades Victoria Sales

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O neo pilates foi criado por Amanda Braz, fisioterapeuta de Santa Catarina, em 2010. Os equipamentos e movimentos dessa atividade são inspirados no circo. Um exemplo é o uso do slackline, uma fita elástica esticada e presa entre dois pontos fixos. Em cima dela, os alunos trabalham o equilíbrio e chegam até a fazer abdominais. O aumento de equilíbrio é o principal resultado alcançado pelos praticantes dessas duas atividades. No aero pilates, ele é conseguido a partir dos exercícios feitos no columpio, tecido especial que forma uma espécie de balança.

Todos esses equipamentos foram criados por engenheiros e fisioterapeutas especialmente para esse tipo de prática. Para oferecer aulas dessas modalidades também são necessários alguns requisitos: ter formação em fisioterapia ou educação física e em uma ou todas as três modalidades (aero, neo e pilates). Roberta Lima é fisioterapeuta e se encaixa nessas exigências. Há um ano, ela tem o Stúdio Respire em Santo André, onde oferece aulas dessa atividade física. Ela explica que a prática é recomendada a qualquer pessoa. “A gente não tem contraindicação; nós temos uma boa avaliação.” A partir desse exame inicial a cartela de exercícios é adaptada à capacidade física do praticante. Uma de suas alunas é a publicitária Carina Pagoto, que recorreu às três modalidades do pilates por indicação médica para tratar uma escoliose séria. Em apenas seis meses, Carina já viu excelentes resultados: diminuiu 9 graus na curvatura de sua coluna. “É muito mais dinâmico do que fazer um tratamento para coluna. Você ganha na coluna, mas está ganhando no corpo todo”, disse Carina, que também ressalta que melhorou a postura e conseguiu fortalecer a musculatura do corpo. O preço médio dessas aulas é de R$ 200 (quatro sessões por mês). Na maioria dos estúdios, o plano com as três modalidades sai pelo mesmo preço ou até mais barato que planos que oferecem só o pilates tradicional. Um dos motivos é que o aero e o neo permitem até três alunos ao mesmo tempo. Já o pilates comum é feito individualmente.


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COMPORTAMENTO

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Boa alimentação ajuda a prevenir ansiedade e estresse Vânia Nascimento

VIDA AGITADA e trabalho, aliados às cobranças do dia a dia, podem desencadear estresse e ansiedade. Isso pode impactar diretamente na qualidade de vida e nos hábitos alimentares, de acordo com a nutricionista e especialista em comportamento alimentar Gislene Rocha. “A alimentação e o estresse caminham juntos.” Para alcançar os benefícios de uma vida mais saudável, é muito importante ter uma boa alimentação. E isso pode estar aliado a fazer exercícios e dormir bem. Esses fatores são importantes e podem aliviar e prevenir sintomas de estresse e ansiedade. Para a nutricionista, que atende há 18 anos em

sua clínica, em Santo André, esses sintomas estão relacionados diretamente à má alimentação. “Peso, excesso de açucares e toxinas geram doenças. A causa precisa ser tratada.” É importante mostrar ao paciente que é necessário tratar do sintoma, mas mudar o hábito alimentar.” A operadora de telemarketing Elisangela de Souza da Silva é uma das adeptas de alimentação balanceada. Consome diariamente alimentos à base de soja, verduras e frutas. Segundo ela, os produtos industrializados são prejudiciais. “Os congelados acabam atrapalhando para ter uma alimentação saudável.” Por trabalhar à noite, ela prefere substituir o jantar por uma salada de frutas e disse que fica muito

Fotos: Vânia Nascimento /RRJ

mais leve e se sente bem. Porém, somente a boa alimentação não resolve, e sim diversificar as atividades. “Às vezes, a pessoa só trabalha. Mas ela precisa ter tempo para um lazer ou simplesmente ficar deitada no sofá sem fazer nada”, disse. Quem fica estressado ou ansioso faz o corpo criar uma “competição” entre os alimentos no organismo,

gerando um distúrbio. É necessário que o corpo distribua sua própria energia em outras atividades que proporcionam lazer e bem-estar para o paciente. “Isso vai ajudar na absorção dos alimentos e melhorar a distribuição dos nutrientes no organismo, melhorando os sintomas que ocasionam ansiedade e o estresse”, disse Gislene. 

Técnica de respiração aumenta bem-estar Mayra Ribeiro /RRJ

Mayra Ribeiro

VOCÊ JÁ ouviu falar de respiração consciente? Trata-se de uma técnica que, quando aplicada, ajuda a reduzir estresse, síndromes, depressão, falta de confiança, desânimo e ansiedade. Essa técnica, conhecida em inglês como “rebirthing”, ou renascimento, é uma forma de ligar o corpo à mente, proporcionando uma sensação de bem-estar. A psicóloga Josie Medeiros, 34, é adepta do rebirthing e disse que está comprovado que o corpo e a mente não podem ser tratados de forma separada. Por exemplo, se o mental sofre de ansiedade, o físico pode armazenar sintomas relacionados a este problema. De acordo com Josie, as pessoas tendem a respirar poucas vezes ao dia e de uma forma equivocada, pois não prestam atenção neste ato. “No cotidiano, há situações de estresse. Em casos como esse ou de medo, a primeira reação de uma pessoa é cortar a respiração, o que impede uma oxigenação adequada das células, prejudicando a saúde física.”

Na técnica de relaxamento, uma das renascentistas auxilia participante durante processo de “rebirthing”

Durante a técnica do “rebirthing”, um ambiente de relaxamento é criado. Com luz baixa e música tranquila, a ideia é que o participante, ao deitar no colchonete, escolha uma via (boca ou nariz), inspire levando todo o ar aos ombros, permitindo que o oxigênio chegue ao cérebro e depois expire esvaziando totalmente, liberando gás carbônico. Essa respiração, chamada de circular, é conectada e sem pausas. Ocorre, em mé-

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dia, por 40 minutos. Ainda segundo a psicóloga, o ser humano tem o hábito de não querer enfrentar situações difíceis, fugir de problemas e evitar seus medos. Mas, no período da respiração, a mente se encontra em um estado de relaxamento e permite que estes acontecimentos apareçam no formato de imagens, sensações ou lembranças. Para que a técnica seja eficaz, esses aparecimentos devem ser aceitos. “Nas

aulas, eu digo: ‘Acolham as imagens. Pegue-as no colo, aceite-as e as deixem passar’. Aceitação é a palavra-chave para a leveza, resultando em uma melhora na qualidade de vida”, disse Josie, que, além de trabalhar com psicologia, também é renascentista há seis anos. Após 40 minutos iniciais de “rebirthing”, acontece a chamada integração, quando algumas informações são trazidas pelo psico-

Nutricionista Gislene Rocha ressalta os benefícios de uma alimentação mais saúdavel alternando entre frutas, legumes e verduras

lógico. Os dados revelados simplesmente se encaixam, como peças de quebra-cabeça, e tudo começa a fazer sentido. Esta última etapa dura dez minutos. A prática da técnica sem o acompanhamento de um renascentista não é recomendada, pois podem ocorrer tanto manifestações emocionais, como físicas. “Quando você começa a oxigenar mais as células, a circulação muda, então as sensações podem ser expandidas e coisas que a pessoa não está acostumada a sentir no dia a dia podem aparecer.” Para Josie, isso ocorre porque a pessoa está crescendo, não apenas em nível emocional, como no físico. “Tudo muda internamente.” Os sintomas mais comuns são mudança de temperatura, formigamentos, espasmos, tremores, dores, bocejos, tosse, vontade de ir ao banheiro, sono e apineia. Enquanto que as emocionais podem ser sons, cheiros, riso, choro. Mas caso o adepto queira aproveitar os benefícios do rebirthing em sua rotina, o tempo de prática estimado é de dez minutos. Podendo ser tanto deitado em um colchonete, como de olhos abertos em uma reunião importante do trabalho. 


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Gabriel Mendes

A BIBLIOTECA de Arte Ilva Aceto Maranesi, que fica no andar térreo da Pinacoteca de São Bernardo, é a única pública do gênero no ABC. O acervo, disponível gratuitamente para a população, conta com obras sobre temas como cinema, arquitetura, pintura e artes plásticas. Além dos livros, o espaço físico da biblioteca abriga um acervo de filmes e séries disponíveis para serem retirados gratuitamente, e um espaço com sofá e TV, onde alguns dos filmes disponíveis para locação são exibidos. Segundo o agente da biblioteca Marcello Oliveira, os frequentadores geralmente são estudantes de artes cênicas, arquitetura e interessados em arte. “Em uma semana movimentada, saem entre 30 e 40 livros e entre 20 e 25 filmes por empréstimo”, disse Oliveira. Duas programações culturais são oferecidas gratuitamente. O Cine Clube, que exibe filmes e promove discussões entre os telespectadores, ocorre todas as quintas-feiras, às 18h30. Já a oficina de história da arte é realizada aos sábados de manhã, entre 10h e 12h. Os interessados podem chegar e assistir sem nenhum tipo de cadastro. Oliveira conta que, junto à Pinacoteca, pessoas que estão em tratamento psicológico por uso de drogas ou álcool no CAPS (Centro

São Bernardo tem a única biblioteca de arte da região Além de livros, espaço conta com acervo de CD’s e filmes Gabriel Mendesi/RRJ

NO ANO de lançamento do álbum “Concerto para Pixinguinha”, a cantora Vânia Bastos e Marcos Paiva Quarteto estreiam nos palcos do Sesc Santo André. A gravação, que inaugura o selo Conexão Musical, é resultado de três anos de apresentações em homenagem ao compositor carioca Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha (1897-1973). Os shows começaram em 2013, quando os produtores Fran Carlo e Petterson Mello procuraram Marcos Paiva para fazer os arranjos. No início, a proposta incluía apenas músicas instrumentais. O convite para que Vânia desse voz às canções

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infinito”, falou o artista. Podem ser retirados seis livros em um intervalo de 14 dias, com a opção de renovação por duas semanas, já os filmes podem ser retirados em três unidades por semana. Para Oliveira, a biblioteca funciona também como espaço de socialização, onde ocorrem encontros entre simpatizantes de arte. “Acho legal porque aqui é meio ‘faça você mesmo’. As pessoas vêm e se ocupam do espaço, não é nada fechado como uma biblioteca tradicional, não tem essa rigidez.” Para se cadastrar e retirar os itens disponíveis na biblioteca, basta levar um documento com foto e um comprovante de residência. A Biblioteca de Arte Ilva Aceto Maranesi abre de terça a sábado, das 9h às 17h, e às quintas-feiras, das 9h às 21h.

ANOTE Local disponibiliza oficina de história da arte e cineclube gratuitamente para população

de Atenção Psicossocial) e estão em fase de sociabilização, realizam oficinas e frequentam a biblioteca. “Usam a arte como terapia, ficam muito maravilhados com livros básicos de pintu-

ra, por exemplo, o que auxilia na arte deles”, afirmou. Formação O artista Betto Damasceno, nascido e criado em São Bernardo, tem relação pessoal com a biblioteca de arte. Após sofrer um grave acidente e ter a aposentadoria antecipada, Damasceno buscou conhecimento artístico e a biblioteca foi um dos

veio depois. “O Fran me disse que tinha certeza de que me daria bem com o tipo de som que o Marcos fazia e com a obra do Pixinguinha porque eu gosto de cantar tanto músicas com muita melodia, quanto os choros, os sambas. Sempre me dei bem nessas duas vertentes.” Vânia está em seu 12º disco em 30 anos de carreira. Para ela, é um presente poder cantar Pixinguinha. “Achei o máximo. Fiquei apaixonada pela sonoridade que o Marcos deu às músicas. Ele tirou o bandolim, o cavaquinho e o violão e fez uma nova formação musical com vibra fone (Nelton Essi), contrabaixo acústico (Marcos Paiva), bateria (Jônatas Sansão) e sopro (César Roversi)”, afirmou.

pilares em sua formação. Frequentador regular da pinacoteca, Damasceno conta que o espaço que sediou sua primeira exposição o transformou de um curioso para artista formado. “Para quem é ligado ou procura arte, a pinacoteca é o lugar certo para encontrar uma variedade de livros. Se você puder estudar e buscar conhecimento, o caminho é Divulgação/Vinícius Campos

Vânia Bastos e Marcos Paiva se apresentam em Santo André Laís Pagoto

CULTURA

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A artista comenta que, até hoje, havia gravado apenas uma música do compositor: “Gavião Calçudo”, em seu disco “Diversões Não Eletrônicas” (1997). “Eu adorava aquelas mais conhecidas, como ‘Carinhoso’, ‘Rosa’ e ‘Lamentos’. As outras, eu conhecia desde pequenininha, mas nunca achei que tivesse que dar um mergulho profundo na obra do Pixinguinha. Tudo isso está sendo

adorável”, disse. Não é a primeira vez que a cantora homenageia um artista em seus discos. Em 1992, ela lançou “Cantando Caetano”, com músicas de Caetano Veloso, que chegou a participar da faixa “No Dia Que Eu Vim-me Embora”. Já em 1995, “Canções de Tom Jobim” reuniu os clássicos “Eu Sei Que Vou Te Amar” e “Luiza”. Para Vânia, é impor-

Pichar é Humano No dia 29, às 19h, a Biblioteca de Arte promove a exibição e debate do documentário “#DI# Pichar é Humano” dos diretores Bruno de Jesus Rodrigues e Dino. O filme conta a história de Edmilson Macena de Oliveira, ícone da pichação nos anos 90 em São Paulo. Serviço Dia 29, às 19h - 18 anos - Grátis. Biblioteca de Arte Ilva Aceto Maranesi. Rua Kara, 105, Jardim do Mar Tel.: 4125-2379

Canções como “Carinhoso”, “Rosa” e “Lamentos” ganham vida na voz da cantora

tante preservar a essência da canção original. “Acho que um arranjo novo para uma canção antiga já traz novidades. O meu jeito de cantar também já traz uma releitura”, declarou. A cantora afirma que “Rosa” é a música do show que mais a emociona, mas que “Carinhoso”, por ser mais conhecida, desperta mais reações do público. Serviço

“Concerto para Pixinguinha” Sesc Santo André – Rua Tamarutaca, 302 – Vila Guiomar – Santo André Dia 17 (sábado), às 20h Duração de 75 minutos Classificação Livre Ingressos a R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia-entrada para crianças, estudantes, pessoas acima de 60 anos e professores da rede pública) e R$ 9 (para portadores de credencial plena do Sesc) 


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