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Ano 1

Nº 1 Agosto 2012

conceito Um novo contexto em notícias

ANTONIO ANASTASIA

O PAI DO CHOQUE DE GESTÃO

“Seria

importante ter Aécio candidato a presidente

Inércia

Social

Caos das grandes cidades chega ao centro de Valadares

Festas de 15 anos prometem agitar GV já no próximo ano

Adeus

1 Prefeitos do interior conceito Agosto 2012 estão prestes a deixar a política


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Conheça nossos

Colaboradores BIANCO CUNHA

CARLOS VIANA

CLORES LAGE

IGOR MADEIRA

INOCÊNCIO MAGELA

JANAÍNA DEPINÉ

Bianco Cunha é formado em Comunicação Social pela UFJF e é pós-graduado em Marketing. Tem experiência de trabalho na Rússia e atualmente trabalha na Orquestra Sinfônica Brasileira.

Jornalista, professor universitário, âncora da TV Record Minas e Rádio Itatiaia e empresário da comunicação. Já atuou como correspondente internacional na China, EUA, Israel e Argentina.

Artista notável nos mais variados campos de expressão. É pintora, escultora, escritora, documentarista, cineasta, inventora. Clores é plural.

Psicólogo, pesquisador e mestre em Psicologia pela UFES e membro do Comitê de Ética em Pesquisa na cidade de Barreiras-BA.

Formado em Filosofia pelo Seminário São José e em Pedagogia pela UFMG. É diretor da empresa Dialétika e coordenador técnico de cursos de capacitação do Sicoob em 8 estados.

Jornalista, especialista em Comunicação Empresarial e mestre em Ensino Superior. Consultora de etiqueta há uma década, ministra cursos e palestras e é autora do site elegantesempre.com.br

JOSÉ FRANCISCO

JULIANA TEDESCO

LUCAS PELOSO

LUIZ GUSTAVO (BILÓ)

TAINÁ COSTA

Mestre em Direito pela UGF/RJ, especialista em Direito Empresarial e em Gestão Estratégica de Cooperativas. Professor Universitário.

Jornalista valadarense, radicada nos EUA há 12 anos. Formada pela Boston University como tradutora e intérprete em 2009, é proprietária da empresa Mass Translations.

Graduado em Gastronomia pela Estácio de Sá, Lucas Del Peloso já chefiou grandes empresas como o Grupo Porcão e o La Isla. Atualmente esta à frente das criações do Restaurante Villa Roberti, em BH.

Repórter especial da Rede Record. Foi locutor de rádio nos EUA, editor-chefe do jornal Hoje em Dia e repórter da Rede Globo. Ganhador do Prêmio Ayrton Senna e Imprensa Embratel.

Formada em Comunicação Social pela UFJF. Cursou parte da graduação na Universidade de Salamanca, na Espanha, e é exempresária júnior. Hoje é trainee de Marketing na BRMalls.

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Editorial Não foi por acaso que a humanidade teve o sacrilégio de atribuir ao mês de agosto a fama de ser o mês do azar. Ao consultar um desses calendários de datas comemorativas, dá-se conta, por exemplo, de que o dia 23 da amaldiçoada trintena foi o tempo escolhido por sabe-se lá quem para celebrar o Dia da Injustiça. Quando exatamente se criou essa “celebração” nacional pouco se sabe, mas para ajudar a desmistificar a aura de azar que circunda o Agosto, é oportuno esclarecer que não se trata de festejar a prática, mas apenas induzir os brasileiros a fazermos uma justa reflexão sobre o tema. De toda forma, ainda assim não é argumento nem prova suficiente para convencer o mundo ocidental de que o oitavo mês do calendário gregoriano não é aquilo tudo de ruim que foi pintado por suas sociedades mais antigas. Culpa, talvez, das mulheres portuguesas. No auge das grandes embarcações de Portugal, por volta do século XVI, elas diziam que casar em agosto era sinal de desgosto. Não era cisma de noiva supersticiosa, mas a infeliz realidade das próprias naus, que nesta época do ano desancoravam para viajar mar afora repletas de homens, deixando as pobres donzelas recém-casadas sem desfrutar sequer do direito matrimonial da lua-de-mel. Azar do mês do azar também ter sido motivo de desgosto por fatos mais diversos. Guerras, as bombas atômicas de Nagazaki e Hiroshima e acidentes, como o que culminou na morte de Lady Di, formam uma extensa lista de coisas que parecem ter elas escolhido data para acontecer. Diante de tantas coincidências históricas, talvez nada mais apropriado do que ir contra as próprias evi-

conceito Um novo contexto em notícias

Revista Conceito Ltda. CNPJ: 16.671.290/0001-35 Endereço: Rua Olegário Maciel, 569 Esplanada - CEP: 35010-200 Governador Valadares-MG Email: contato@conceitorevista.com.br Telefone: (33) 9989-4092 / 9968-7171

As opiniões emitidas pelos colaboradores no conteúdo desta revista são de inteira responsabilidade dos autores.

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dências. E, desta forma, com a pretensão de nascer sob o manto da contradição histórica, nada mais sensato lançar, justo agora, justo em agosto, a REVISTA CONCEITO. Afinal de contas, se para muitos agosto é visto com todos os receios e precauções, para muitos outros é também tempo de renovação, de recomeço e de reconstrução. É tempo de refletir sobre o passado, vivenciar o presente e vislumbrar o futuro. E o futuro deste Leste de Minas, se ainda é obscuro e incerto política e economicamente, ao menos agora tem neste veículo de comunicação a referência para buscar um norte. E com um adendo: trata-se de um material que responde à magnitude dos nossos leitores, oferecendo uma qualidade editorial e gráfica que impressiona, sem se permitir perder o foco da notícia e do cotidiano da região. Por isso, a REVISTA CONCEITO chega de forma ousada, para azar de outros, com a exclusividade de uma entrevista com o governador Antonio Anastasia e com um novo olhar sobre a sociedade em geral. Por tudo isso, estamos convictos em afirmar que não havia em Valadares e região um material tão imponente e ao mesmo tempo tão informativo. Pois aproveite este primeiro exemplar, em pleno agosto, e prepare-se. A partir de agora, acostume-se com a ideia de se surpreender! Cada edição virá com a garantia de causar um frio na espinha, um anseio absoluto de ler cada página, cada texto, cada fotografia. Surpreender-se e provar algo novo podem ser mesmo sensações típicas do mês de agosto. A propósito, quanto ao Agosto, fizemos nossa parte: acabamos de corrigir uma injustiça.

DIRETORIA Diretor-presidente Getúlio Miranda Diretoria Executiva Dileymárcio de Carvalho – MG 6697JP Sonia Augusta Miranda REDAÇÃO Jornalista Responsável André Manteufel – MTb MG-10456 Estagiário George Gonçalves

FOTOGRAFIA Pierry Aires KK Gontijo (colaboração)

IMPRESSÃO Gráfica Del Rey

EDITORIA DE ARTE

TIRAGEM 2.000 exemplares

Diagramação Andressa Tameirão – MG-14994JP Designer Gráfico Carlos Faria Projeto Gráfico Andressa Tameirão

Belo Horizonte-MG

Periodicidade mensal Contato Comercial: (33) 9989.4092 E-mail: comercial@ conceitorevista.com.br


Índice Governador Antonio Anastasia recorda momentos importantes até ascensão política

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Exclusivo: Confira como foi a festa de 50 anos de Ulisses Lemgruber

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Descubra por que o MMA atrai cada vez mais jovens às academias

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CONCEITO busca soluções para o trânsito caótico de Valadares

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COM A PALAVRA

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BRUSCHETTERIAS

7

NEM SÓ DE PÃO

12

SICOOB ASSINA CONVÊNIO

14

NISSAN INAUGURA LOJA

16

FACEBOOK E MARCAS

18

NO FIM DA LINHA

19

VALE CAP

22

ACADEMIAS EM ALTA

24

RIO + 20

26

COLUNA JOVEM

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CASAMENTOS

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SEGURANÇA NO TRABALHO

40

COTAS CONDOMINIAIS

42

O SONHO DE MORAR BEM

44

PENSAMENTO DE STUART HALL

46

30 ANOS DE ANANDA DIET E LIGHT

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ETIQUETA NO CELULAR

56

AMERICAN CONNECTION

58

COMO ESTÁ SEU SORRISO

60

VIDA NO GELO

61

BIGCARD

64

ECO DE OUTRAS ERAS

66

REFLORESTAR

68

CONDOR BLANCO

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FENÔMENO DA LIDERANÇA

72

EXPECTATIVA x FRUSTRAÇÃO

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MISSÃO VIDA

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com a palavra

Por Wellington Braga E-mail: wso.braga@gmail.com

Sobre conceitos e

atitudes

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enos cultuado que Jô Soares e Chico Anysio, mas nem por isso menos talentoso, o ator e humorista Orival Pessini (mais conhecido por dar vida ao famigerado Fofão, dos programas infantis dos anos 80) é autor de grandes e inesquecíveis bordões. O primeiro deles foi criado para o Macaco Sócrates, que lá na década de 70 já dizia diante do inexplicável: “não precisa explicar. Eu só queria entender”. É assim hoje, quando para tentar entender algumas coisas, procuramos nos ater a determinados conceitos, que segundo nos diz o Aurélio, é o ato de formular uma ideia por meio de palavras, definição ou caracterização. Mas pode ser também uma avaliação, opinião ou julgamento. Pois bem. Diante disso, questiono: qual o conceito de cidade limpa? A que menos se suja? A que mais investe em coleta de lixo e varrição? Ou a que oferece aos seus cidadãos as melhores condições de ir e vir com tranquilidade e sem riscos até para sua integridade física, especialmente no centro da cidade, onde se concentra o comércio e a circulação de pessoas e automóveis? Para nos guiar nesse conceito, temos muitos instrumentos: o Código de Postura, o Código Sanitário, o Parcelamento do Solo, a mobilidade urbana. E não por coincidência, todos eles apontam para as mesmas necessidades de adequação e liberação das calçadas para uso dos pedestres e acessibilidade dos deficientes. E aí estamos falando de um conjunto de coisas: nivelamento, placas e letreiros, locais e horários para carga e descarga, ocupação indevida das calçadas (leia-se camelôs, mesas de restaurantes e lanchonetes, toldos e marquises, etc.). Tudo o que interfere na mobilidade de quem trabalha ou faz uso do comércio central. E já que estamos falando de mobilidade no centro da cidade, que conceito fazer sobre o estacionamento Zona Azul? Sancionada em 1987, pelo então prefeito em exercício Gilson Motta, a lei que instituiu o Zona Azul previa a sua operacionalização por uma entidade assistencial sem

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fins lucrativos para promoção de trabalho e renda para menores. Em 1999, já com o Mourão como prefeito, essa responsabilidade foi transferida para o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente. No contrato de concessão assinado pelo Fassarella em 2004, ficava estabelecido que o serviço seria prestado por adolescentes carentes recrutados através de projetos sociais, que haveria fornecimento de imagens com data e horário dos veículos autuados no descumprimento da lei e que a maior parte dos recursos alocados com a operação seria destinada a programas voltados para os próprios menores. E em 2009, um aditivo deste contrato com finalização prevista para outubro de 2014, foi assinado pelo então secretário César Coelho. Tudo muito legal. Na prática, as coisas não são bem assim. Já não existe o trabalho dos menores. O uso de fotografias para justificar as constantes multas também não existe. De verdade, o que há é o pagamento dos cidadãos para usar as 1.800 vagas diárias exploradas pelo sistema, gerando uma receita superior a R$ 400 mil por mês, cujo destino deveria merecer um pouco mais da atenção dos nossos nobres vereadores, oficialmente eleitos para fiscalizar os atos do Executivo em nome do povo. Estes são assuntos que de alguma forma interferem diariamente na vida dos cidadãos, dos comerciantes e até dos industriais da nossa cidade, e que, na minha opinião, mereciam ser mais discutidos, especialmente pelas entidades de classe como a ACE-GV, CDL e outras instituições representativas que através de seus dirigentes, e apesar das diferenças individuais de pensamento, podem e devem trabalhar juntas para unir forças e obter resultados que beneficiem a todos. E porque não? Mas este é só o meu conceito! Wellington Silveira de Oliveira Braga é formado em Engenharia Civil. Foi superintendente da Construtora Mendes Júnior por 11 anos. Dirigiu o Sindicato das Indústrias de Laticínios de Minas Gerais, e atualmente preside a Associação Comercial de Governador Valadares.


bon vivant

Bruschetterias:

Moda gastronômica nas principais capitais do Brasil Por Lucas Peloso E-mail: lucas.delpeloso@facebook.com

U

m novo segmento gastronômico vem ganhando espaço em BH e nas principais capitais do país. São as bruschetterias, casas italianas especializadas em servir bruschettas. O serviço desses estabelecimentos é rápido e remete a um fastfood “gourmet” com carta de vinhos, espaço bem decorado e bom atendimento. A palavra bruschetta vem de “bruscato”, que em italiano significa tostado. Considerada na antiguidade como um petisco simples de origem camponesa, a receita surgiu nas regiões da Itália Central por volta do século XV, feita com uma fatia de pão rústico de casca crocante grelhado, alho esfregado, azeite e sal. Atualmente a receita sofreu grandes adaptações e pode ser adequada ao paladar de todos. Basta ser criativo e aproveitar os ingredientes de cada estação para criar as coberturas que podem ser quentes ou frias, servidas como canapés ou até mesmo como prato principal. Sugerimos duas receitas especiais e fáceis de preparar, que prometem fazer muito sucesso no seu happy hour. Bruschetta Caprese Ingredientes: 03 fatias de pão italiano ou pão artesanal cortado na diagonal com 1cm de espessura e 8cm de

comprimento 03 fatias de mussarela de búfala 12 unidades de tomatinho cereja cortados ao meio e sem semente 01 dente de alho descascado Azeite e manjericão a gosto Preparo: Numa frigideira ou grill, grelhe a fatia de pão com um fio de azeite até ficar crocante. Em seguida, com o pão ainda quente, esfregue delicadamente o alho para aromatizar. Disponha uma fatia de mussarela rasgada sobre a fatia de pão e, por cima, arrume delicadamente os tomatinhos. Leve ao forno pré-aquecido a 200º C por 7 minutos. Finalize com folhas de manjericão e azeite. Bruschetta al prosciutto e brie Ingredientes: 03 fatias de pão italiano cortados conforme ensinado na receita anterior 03 fatias de queijo brie 03 fatias de presunto Parma ou tipo cru 01 dente de alho descascado Azeite a gosto Preparo: Prepare as fatias de pão e esfregue o alho como ensinado anteriormente. Em seguida, disponha o queijo brie e leve ao forno pré-aquecido a 200º C por 5 minutos. Retire do forno e disponha a fatia de presunto Parma. Sirva com azeite.

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bola da vez Foto: Omar Freire

Antonio

Anastasia

Fazer política é uma arte que se aprende e se aperfeiçoa no dia-a-dia

Por André Manteufel Dileymárcio de Carvalho Sonia Augusta Miranda

Ao longo dos 2.646 dias de mandatos do governador Aécio Neves (PSDB), entre 1º de janeiro de 2003 e 31 de março de 2010, proclamou-se em todo o país que a tradicional política mineira voltava a viver seus tempos de ouro. A proposta desenvolvimentista – e, diga-se de passagem, ousada – do tucano para o Governo de Minas, comprovada por obras consideradas faraônicas para um estado que acabara de sair de uma crise institucional provocada pela moratória defendida a ferro e fogo pelo governo Itamar Franco, fez da administração aecista um modelo a ser seguido por outros políticos. O “Choque de Gestão”, que tinha como linha de frente a redução dos gastos públicos e o fim dos déficits nas contas do Estado, foi a principal plataforma de um governo composto por um corpo de secretários altamente técnicos e focados nos resultados. Um deles, responsável por coordenar a equipe de transição, assumiu, em 2003, a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão – justamente a pasta responsável por conduzir a bandeira daquele governo. De secretário, Antonio Augusto Junho Anastasia passou à condição de vice-governador para o mandato 2007-2010, chegando efetivamente à chefia do governo mineiro no último ano de mandato, por conta da desincompatibilização de Aécio Neves, que tentaria, e conquistaria, uma vaga no Senado Federal. Anastasia, por sua vez, ganhou as eleições para governador com o apoio de 62,72% dos eleitores. Agora, nesta primeira edição da REVISTA CONCEITO, o sucessor de Aécio Neves fala com exclusividade sobre a carreira política, a amizade com o senador e com o ex-prefeito de Governador Valadares José Bonifácio Mourão, de quem foi assessor no período em que foi redigida a Constituinte Mineira. 8 conceito

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Não é grande a dicotomia entre o político e o técnico. O homem é um ser político. Alguns fazem a carreira servindo ao público, sem concorrer a um cargo eletivo

Revista Conceito - O senhor é o primeiro governador a, efetivamente, iniciar todo o mandato na Cidade Administrativa. A nova sede do Governo de Minas muda o olhar dos outros estados para os mineiros? Antonio Anastasia - Após dois anos em funcionamento, podemos dizer que a Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves está cumprindo o papel para o qual foi concebida. Ao concentrar todos os órgãos do Executivo num mesmo local, buscou-se facilitar a comunicação, reduzir gastos e potencializar os recursos públicos. Todos os que visitam a Cidade Administrativa ficam maravilhados com a imponência dos prédios e a otimização do uso funcional dos espaços. Os servidores, melhor distribuídos, contam com mais conforto para desempenhar suas funções. Em termos de redução de gastos, conseguimos, nestes dois anos, fazer uma economia da ordem de R$ 90 milhões para os cofres estaduais, recursos que estão sendo aplicados nas áreas mais importantes para a população, como, por exemplo, em saúde, educação e segurança. RC - O que mais o impressiona na nova sede do Governo? Antonio Anastasia - Além da beleza arquitetônica do projeto do genial Oscar Niemeyer, a integração entre os diversos órgãos da administração, facilitando a comunicação entre as secretarias e órgãos públicos, é um dos principais ganhos da Cidade Administrativa. RC - De toda forma, não foi só a sede do Governo de Minas que mudou nos últimos anos. Foi difícil a transformação do Anastasia com perfil notadamente “técnico” para o Anastasia “político”? Antonio Anastasia - Não é grande a dicotomia entre o político e o técnico. O homem é um ser político. Alguns fazem a carreira servindo ao público, sem concorrer a um cargo eletivo. Outros optam pela vida pública concorrendo a cargos eletivos. O servidor público é um ente político, que elege o servir a seu povo como meta de vida. A minha história de vida e profissional está ligada a este segmento. RC - Mas qual dos dois perfis, na sua avaliação, mais se mostra necessário na rotina de governar o Estado? Antonio Anastasia - Fazer política é uma arte que se aprende e se aperfeiçoa no dia-a-dia. A administração de um Estado como Minas Gerais pressupõe uma série de condicionantes a

quem se candidata a tal missão. As decisões técnicas precisam ter o respaldo político para surtirem os efeitos necessários. As decisões políticas não podem prescindir da argumentação e das bases técnicas para ter sucesso. RC - E é possível equilibrar essas duas características? Antonio Anastasia - Para as decisões de governo procuro levar em consideração todas as variáveis técnicas e políticas. A valorização de uma em detrimento de outra pode levar a distorções, com reflexos nos resultados finais. O governador deve dar o exemplo e saber dosar as ações, observando tanto os aspectos técnicos quanto os políticos. Assim agindo, creio, todos ganharão. RC - Os índices de aprovação dos dois mandatos do governador Aécio Neves são atribuídos à imagem positiva desencadeada pela profissionalização da gestão pública, além do forte investimento em publicidade. Mas existe um consenso popular de que as estratégias econômicas bem-sucedidas no Estado foram encabeçadas não por Aécio, mas pelo senhor. Esta é uma verdade absoluta ou parcial? Antonio Anastasia - Desde que recebi o convite do então candidato Aécio Neves para integrar sua equipe de governo, procurei seguir à risca suas orientações. Foi por inspiração dele que construímos a política de soerguimento da economia do Estado, eliminando gargalos na administração e repondo Minas Gerais na posição de destaque no cenário nacional. Por conta do trabalho que começamos em 2003, sob a liderança do então governador Aécio Neves, é que acabamos de receber da agência de classificação de riscos norte-americana Standard & Poor’s, - que recentemente passou a avaliar as contas mineiras, o rating (BBB-) indicando o Estado ao status de investiment grade. Essa classificação do Estado no grau de investimento permite diversos benefícios, como taxas de juros menores e atração de grandes investidores de países desenvolvidos que, por regras dos seus estatutos, só podem investir em ativos considerados de baixo risco, caso, agora, de Minas Gerais. RC - O que coincide com uma pesquisa divulgada em maio deste ano pela empresa de consultoria Macroplan, que avalia a qualidade da gestão pública no Brasil, indicando Minas Gerais como o estado brasileiro campeão neste quesito. Não seria a prova de que o senhor, oficial e extra-oficialmente governando o Estado há quatro anos, é o responsável pelo trabalho iniciado em 2003?

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Antonio Anastasia - O Choque de Gestão foi uma política posta em prática sob a batuta do governador Aécio Neves. Todos os seus auxiliares tiveram um papel importante para o sucesso deste novo modelo de gerenciamento da máquina pública. E, certamente, não teríamos tido êxito se não tivéssemos contado com o apoio e o engajamento dos servidores públicos. Hoje, podemos comemorar, pois este modelo é aplaudido não somente no Brasil, mas por organismos internacionais, como o Banco Mundial. RC - E a que o senhor atribui o resultado dessa pesquisa? Antonio Anastasia - O resultado da pesquisa é o reconhecimento dos acertos de um projeto de política pública que leva em consideração os resultados que a sociedade espera na aplicação dos recursos públicos. A nossa determinação é gastar menos com o Estado e mais com o cidadão. Isso explica os bons resultados que temos alcançado, nos últimos anos, em educação, em saúde, em segurança e em infraestrutura, só para citar alguns exemplos.

Antonio Anastasia - As pesquisas são como retratos de um momento. Ninguém melhor do que a sociedade a que servimos para avaliar nosso trabalho. Temos com a presidente da República, que é mineira, uma excelente relação institucional, torcemos para o êxito do seu governo e para que ela continue ajudando no desenvolvimento do nosso Estado. RC - A dois anos das eleições nacionais, a popularidade pode ser interpretada como um indício de favoritismo em 2014. Pensando nisso, o senhor diria que o caminho do PSDB para retomar o poder fica mais uma vez difícil? Antonio Anastasia - Ainda não chegamos à metade do mandato. O pleito de 2014 ainda está muito longe. Antes dele, ainda teremos as eleições municipais, que são outro momento. Mesmo com a grave crise internacional, o Brasil vive uma quadra positiva, o que tem contribuído para a boa avaliação dos atuais administradores. Mas 2014 está num horizonte distante e outras preocupações, como a consolidação de uma Foto: Wellington Pedro

RC - Qual a sua relação hoje com o agora senador Aécio Neves? Antonio Anastasia - O senador Aécio Neves é um dos expoentes da política brasileira. Somos aliados há muito tempo e como tal mantemos uma relação estreita, com respeito mútuo e fraternidade. RC - O senhor conversa com ele com que frequência? Antonio Anastasia - O senador tem as atribuições que o povo de Minas lhe outorgou. Essa responsabilidade passa também pelo Estado e ele, como um mineiro cônscio de seu papel na República, participa ativamente das questões de nosso Estado. Estamos em contato frequente. RC - Isso significa que ele opina sobre as medidas que o senhor toma como governador? Antonio Anastasia - Um chefe de governo não pode ser uma ilha. As sugestões e conselhos do senador Aécio Neves e de outras lideranças políticas são essenciais para o bom desempenho do meu governo. RC - Mas até que ponto vão essas sugestões e conselhos? Já recebeu dele algum tipo de alerta por algo que o senhor tenha feito na condição de governador, por exemplo? Antonio Anastasia - Quem recebe a incumbência de liderar um povo como o mineiro não pode correr riscos de se isolar. As correções de rumo são uma constante na vida de qualquer pessoa, independentemente da posição que ocupa. As opiniões são recebidas e analisadas, considerando uma série de fatores. Especificamente com o senador Aécio temos um diálogo constante e aberto. RC - A presidenta Dilma Rousseff desponta nas pesquisas com um alto índice de aprovação pelos brasileiros, perto dos 80%. Para o senhor, os números condizem com a atuação da petista no Palácio do Planalto em um ano e meio de mandato?

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As pesquisas são como retratos de um momento. Ninguém melhor do que a sociedade a que servimos para avaliar nosso trabalho


boa administração, ainda o precede. RC - O Brasil está perto de completar 10 anos de gestão petista frente ao Governo Federal e, pelo menos até as próximas eleições, terão sido 12 anos, sempre com popularidade alta. Que lição o PSDB tira de todo esse período sem governar o país? Antonio Anastasia - O PSDB tem desempenhado, em âmbito nacional, o papel que os eleitores deste país o destinou nos últimos anos, que é o de oposição. Não se opor pelo simples prazer de fazê-lo, mas de contribuir para a melhoria das condições de vida dos brasileiros. Mas somos responsáveis por administrar importantes unidades da Federação, como Minas e São Paulo, por exemplo. Com isso, nossa responsabilidade é ainda maior. RC - E as vitórias sucessivas do PT ensinaram algum caminho ao PSDB? Antonio Anastasia - O caminho do PSDB é fazer, nos estados e prefeituras sob seu comando, uma administração responsável e próxima aos interesses da população. Devemos, como temos feito, mostrar resultados e deixar claro qual é a maneira do partido de administrar, com seriedade e competência. RC - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse após a derrota do partido nas eleições de 2010, e o próprio Aécio Neves concordou, que o PSDB teria de lançar seu nome para concorrer à presidência em 2014 no máximo em dois anos. Este período está em vias de expirar. O senhor diria, então, que o cenário do partido já está definido para essa disputa? Antonio Anastasia - O nome do senador Aécio Neves está posto como uma alternativa dentro do partido. Eu tenho dito que para Minas e para o Brasil seria muito importante termos o senador como candidato à Presidência da República. E ele tem o meu integral apoio. Mas antes das eleições presidenciais, como disse, temos as eleições municipais. RC - De toda forma, considerando que o nome do partido seja mesmo o de Aécio Neves, o senhor acredita na virada tucana sobre a forte candidatura da presidenta Dilma? Antonio Anastasia - A vitória ou a derrota é decorrência do processo democrático, onde o povo é soberano. O meu partido entrará na disputa para ganhar. Para isso, teremos, primeiro, de mostrar ao eleitor que nossa proposta é a melhor. E, depois, que nossos quadros são os melhores para administrar esse imenso Brasil. RC - E para as eleições de Minas, quem o PSDB prepara de sucessor? O vice, Alberto Pinto Coelho, e o presidente da Assembleia Legislativa, Diniz Pinheiro, seriam nomes naturais. Mas já se ventilou até mesmo a irmã de Aécio, Andréa Neves. Estão mesmo entre estes ou já existe uma definição? Antonio Anastasia - Ainda não chegamos à metade do mandato. Nossa coligação tem vários nomes em condições de dar continuidade ao nosso trabalho, que começou com o então

governador Aécio Neves, e que tem como objetivo central melhorar a vida dos mineiros. RC - E o senhor, já parou pra pensar no seu futuro político? Vai tomar o mesmo caminho de Aécio e tentar uma vaga no Senado? Antonio Anastasia - O meu objetivo é concluir, com a aprovação com que conto hoje, o meu mandato, que ainda não chegou à metade. Penso constantemente em como fazer em Minas um governo à altura da votação e da confiança que obtive. Ainda é cedo para antecipar, de outra maneira, a sucessão. RC - Em Valadares e região, há um reconhecimento de que o ex-prefeito e hoje líder de Governo na Assembleia Legislativa José Bonifácio Mourão foi quem o conduziu à política. Como foi essa experiência? Antonio Anastasia - Estreitei as minhas relações com o deputado Mourão durante o processo de elaboração da Constituição Mineira, da qual ele era o relator e eu integrava a equipe de assessores chefiada pelo saudoso professor Paulo Neves de Carvalho. Para todos os que participaram daquele momento histórico foi uma experiência muito rica, com amizades sendo construídas ou solidificadas. O deputado Bonifácio Mourão, para a minha alegria, é hoje o líder do governo na Assembleia, função que ele desempenha com grande habilidade e eficiência. RC - O que a convivência com Mourão o forneceu em termos de conhecimentos políticos? Antonio Anastasia - O contato com o deputado Mourão não se exauriu com o final dos trabalhos constituintes e a entrega ao povo mineiro de uma Carta Magna moderna e, por isso mesmo, duradoura. Construímos uma amizade perene. Hoje, como governador do Estado, tenho meu amigo como líder de Governo, por sua competência, pela experiência que ele acumulou no Legislativo e pelo grande negociador que é. RC - E já que falar de Mourão naturalmente remete ao Leste de Minas, que mensagem o senhor deixaria para a população desta localidade, através da REVISTA CONCEITO? Antonio Anastasia - Sem negligenciar o atendimento a esta ou aquela, temos, em meu governo, priorizado as ações naquelas regiões onde as desigualdades são maiores. Queremos construir uma Minas mais igual, com todo o Estado dotado de infraestrutura física, com escolas de qualidade, capaz de formar mão de obra para atendimento às demandas do mercado de trabalho, com uma saúde à altura dos mineiros. Queremos construir um mapa no qual, guardadas as diversidades regionais, tenhamos a cor única do desenvolvimento. Nessa empreitada, a participação do povo e das lideranças do leste mineiro é fundamental. Nosso grande desafio é transformar Minas Gerais no melhor Estado para se viver. Para tanto, é imprescindível o apoio desta grande e importante região do nosso Estado, que é o Leste de Minas.

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colaborador

Nem só de Pão Por Carlos Viana E-mail: carlos.viana@voxobjetiva.com.br

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ecentemente estive em Newark, New Jersey (EUA), para rever alguns amigos valadarenses que ainda vivem por lá. Encontrei uma cidade cada vez mais esvaziada de estrangeiros e de progresso. Nem de longe, o lugar se parece com a comunidade fervilhante do Ironbound que conheci em 2004. Eram tempos de fartura. Jornais em português distribuídos aos milhares gratuitamente para levar notícias aos trabalhadores que decidiram encarar o desafio de realizar o sonho da América. Companhias de vários ramos da construção civil garantiam os empregos aos recém-chegados e o envio de milhões de dólares mensalmente para as famílias e cadernetas de poupança no Brasil. As casas novas eram rapidamente compradas e os quartos disponíveis alugados, garantindo aos proprietários o dinheiro extra para o pagamento das parcelas financiadas. De fato, um tempo de muita prosperidade para os estrangeiros em uma terra que recebia a todos como filhos. Mas os ventos mudaram. A economia americana entrou em recessão e os empregos fica-

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ram escassos para todos. Os brasileiros com documentação conseguiram se firmar com muita dificuldade nos negócios. Quanto aos ilegais, o que já era difícil ficou ainda mais complicado. O jeito foi olhar para trás e encarar o retorno para um Brasil que também havia mudado. Mas para melhor. Por aqui, encontraram o dinheiro valorizado, o mercado interno forte e pelo menos trinta milhões de compatriotas que saíram da miséria e puderam realizar os sonhos de consumo. Nada mal! O êxodo de estrangeiros foi tamanho que não somente os brasileiros, mas também os mexicanos, decidiram arrumar as malas. Pela primeira vez na história americana, o fluxo migratório foi negativo em 2011. Saiu mais gente do que entrou pela fronteira, de acordo com o Pew Center Research, especialista em pesquisas de comportamento. Mas qual não foi minha surpresa em Newark ao encontrar vários desses imigrantes retornando para a cidade depois de não terem se adaptado por aqui. O que teria acontecido? Afinal, estamos em pleno emprego, com menos de 5% da população economicamente


ativa sem trabalho. Só temos dados positivos sobre a economia. Como ensina a Bíblia, nem só de pão vive o homem. É preciso também educação como garantia de igualdade, qualidade de vida no trânsito, segurança pública confiável e sistemas de saúde que funcionem regularmente. O choque de viver em uma civilização mais adiantada gerou muitos brasileiros mais exigentes e críticos que não se adaptaram ao que foram no passado. Eis aqui um ponto que pode nos ajudar a, quem sabe, entender o desânimo de alguns dos nossos com a terra brasilis. Será que podemos em algum momento comparar o sistema policial e judiciário americano com o nosso brasileiro? Bem, é melhor pular esta parte porque a vergonha verde amarela seria demasiadamente grande para o nosso brio patriótico. Junto com os “brazucas” que retornaram temos visto também o exemplo de estrangeiros que escolheram o Brasil como nova morada. Gente que repete as sagas de italianos, japoneses, alemães e árabes que chegaram cheios de esperança nos portos brasileiros no final dos séculos dezoito e dezenove. Mas e hoje? Por quanto tempo os novos imigrantes permanecerão por aqui? Um deles, um bancário italiano de 28 anos, chegou numa sexta feira de julho em São Paulo, onde iria morar, e foi assassinado durante um assalto na

madrugada de sábado para domingo. Nós, brasileiros, ainda temos muito o que fazer e mudar em nosso país. Mesmo com toda a crise na Europa, com todo o desemprego nos Estados Unidos, nações desenvolvidas não oferecem apenas “pão” e moeda forte aos seus trabalhadores. A vida nas ruas e avenidas de uma América ou de um Canadá não é fácil. Quem foi emigrante sabe disso. Sem moleza para quem não trabalha ou comete crimes. Mas quem produz vive e pode ter a certeza de um amanhã mais tranquilo para os filhos. Mas e nós? Por quanto tempo teremos um Brasil com a economia forte e oferecendo empregos para a maior parte? Eis aqui mais uma resposta difícil de ser formulada. Assim como no orçamento doméstico de nossas casas, qual país consegue se manter em crescimento constante perdendo milhões e milhões de reais em escândalos e desvios de verbas públicas? Somente no caso do Mensalão, que começou a ser julgado este mês pelo Supremo Tribunal Federal, os promotores estimam em mais de R$100 milhões o dinheiro que saiu dos cofres públicos para o pagamente de deputados federais em apoio ao governo Lula. São 38 os réus, e dificilmente um deles irá para a cadeia. Como são primários, nunca antes foram condenados, e por isso as penas devem ser brandas. E assim vamos tocando nosso barco e nosso samba. Como um dos milhões de imigrantes brasileiros que um dia sentiu saudades de casa e aguardou cheio de esperança o dia de ver o Brasil tornar-se um país mais justo, temos de acreditar em nossa capacidade de mudar os rumos do futuro. Vamos trabalhar para que os novos imigrantes e os que voltaram para casa nunca se desanimem com as mazelas de uma nação ainda injusta e sem punição. Vamos ficar atentos, pois o progresso deles lá fora foi construído à base de muito sacrifício e amor pela terra. O Brasil é o nosso lugar. De trabalho, mas também de compromisso com o futuro dos nossos filhos e netos. Do contrário, veremos mais uma vez milhares e milhares de mães e pais de família deixarem suas casas em busca de vida melhor no além-mar, mais uma vez na condição de estrangeiros. O que aprendemos lá nas terras estranhas não pode ser esquecido. Tem de ser transformado em atitudes para construirmos um Brasil melhor.

O choque de viver em uma civilização mais adiantada gerou muitos brasileiros mais exigentes e críticos que não se adaptaram ao que foram no passado. Eis aqui um ponto que pode nos ajudar a, quem sabe, entender o desânimo de alguns dos nosso com a terra brasilis. 13 conceito

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cifras

Sicoob Crediriodoce

assina convênio com SGC N ão é à toa que o mix de produtos e serviços oferecidos pelo Sicoob Crediriodoce aos seus clientes é um dos diferenciais que fazem da instituição uma das fomentadoras do mercado local. E o reconhecimento no Vale do Rio Doce veio em forma de parceria histórica em Minas Gerais. A instituição financeira foi a primeira a firmar parceria com a Garantia dos Vales, por sua vez a primeira sociedade de garantia de crédito (SGC) do Estado. Com isso, os cotistas da Garantia dos Vales passam a ter acesso a linhas de crédito mais acessíveis junto ao Sicoob Crediriodoce. O convênio visa beneficiar particularmente as micro, pequenas e médias empresas, e o funcionamento é simples. Os empresários se associam à Garantia dos Vales através da aquisição de uma cota que varia conforme o tamanho da empresa. Agentes de vendas da SGC visitam os cotistas e avaliam qual a linha de crédito mais adequada a cada caso. Se conseguir ter o crédito aprovado, o empresário tem acesso ao financiamento junto ao Sicoob.

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“Nós trabalhamos duro nos últimos meses para concretizar a assinatura de convênio. Isso faria toda a diferença no projeto. O Sicoob Crediriodoce contribuiu, acreditou e deu todo o apoio para que a assinatura acontecesse no dia 20 de julho”, explica o presidente da Garantia dos Vales, Hoberg Dutra Leocádio. A sociedade de garantia de crédito é a primeira de Minas e nada menos do que a 5ª do Brasil. As outras quatro unidades estão espalhadas pelo Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro. Somente na Itália, para se ter uma ideia, existem pelo menos 700 instituições desta natureza. No país, a consolidação desse empreendimento aconteceu com o apoio do Sebrae. Para dar aporte às empresas conveniadas, a Garantia dos Vales precisou criar um fundo para reduzir os riscos dos negócios envolvendo empresas e o Sicoob. O Sebrae apostou na iniciativa, e disponibilizou R$ 2 milhões em recursos para este fundo, além de outros R$ 391 mil para a estruturação da sociedade de crédito.


Segundo Leocádio, a meta agora é ampliar o rol de instituições financeiras conveniadas. Mas o Sicoob Crediriodoce já entrou para a história como a primeira a acreditar na sociedade, assegurando mais um produto aos seus clientes. O diretor de Relações Institucionais da Sicoob, Silas dias Costa Júnior, comemorou a nova parceria. Segundo ele, os benefícios atingirão tanto a entidade quanto os micro e pequenos empresários que têm dificuldades de acesso ao crédito. “Essa proposta é alinhada com a própria visão da cooperativa, que é promover o desenvolvimento. Ela existe para dar crédito sustentável ao associado. Não existe cooperativa em torno de si mesma, mas para fazer os associados crescerem e melhorarem, e ela crescendo junto”, justifica. Convênios Mas paralelamente à Garantia dos Vales, o Sicoob Crediriodoce tem buscado outros caminhos com o objetivo de

beneficiar micro e pequenas empresas locais. Um deles é o convênio firmado no ano passado com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Governador Valadares (CDL-GV), cujos associados empresariais passaram a ter acesso a taxas diferenciadas e a atuação conjunta para promover o comércio local. A instituição também ampliou o atendimento aos empresários do Vale do Rio Doce de outras formas, a começar pela estrutura para receber seus clientes. A partir da livre admissão, em 2005, quando o Sicoob Crediriodoce deixou de atender apenas a produtores rurais e se estendeu a outros públicos, a sede passou a ser ampliada, sendo inaugurada há três anos. Já com uma estrutura física mais adequada aos seus clientes, foi possível criar um setor específico para o atendimento às pessoas Jurídica e Física, oferecendo produtos e serviços de qualidade para cada parceiro. Hoje, a instituição já se consolidou como uma das maiores cooperativas de crédito de Minas Gerais.

Evento de celebração do convênio Assinatura da parceria entre Sicoob Crediriodoce e Garantia dos Vales: união firmada entre as duas instituições inaugura o modelo de sociedades de garantia de crédito em Minas. Em pleno ano do cooperativismo, Sicoob demonstra potencial em apresentar novos produtos a todos os perfis de clientes, assegurando crédito fácil aos micro e pequenos empresários e desenvolvimento da economia em todo o leste do Estado

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automotor

cresce no Brasil e inaugura concessionária em Valadares “O carro tem tudo que se espera de um veículo. É confortável, moderno e muito bonito”. É a sentença do advogado Marco Pólo Ferrari, que há um mês comprou um Sentra, modelo da Nissan Veículos, inaugurada recentemente em Valadares. Entre os destaques, estão itens como direção elétrica e freios ABS com controle eletrônico de frenagem. Marco diz que ficou surpreso com a eficiência do atendimento recebido durante a compra. “Me senti um cliente vip”. O servidor público Victor Souza também comprou um carro da Nissan na nova concessionária. A escolha foi pelo March, eleito pela Revista Quatro Rodas, especializada no mercado automotivo, como melhor compra da categoria “Compacto 2012”, formada por carros cujos preços variam entre R$ 26 mil e R$ 30 mil. O carro é o primeiro popular japonês do Brasil e conta com um aca-

MARCH: MELHOR COMPRA DA CATEGORIA “COMPACTO 2012”

Design moderno e preço acessível são alguns atrativos do modelo da Nissan

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bamento superior, airbag duplo e computador de bordo de série. “Estou muito satisfeito com o carro. Se for para recomendar a compra, faço sem pensar duas vezes”, diz, entusiasmado com a escolha certa. E a satisfação dos consumidores não é pra menos. O carro Nissan é sinônimo de inovação e qualidade. São nove modelos de veículos que caíram no gosto até dos consumidores mais exigentes. A empresa, fundada no Japão em 1933, hoje é reconhecida mundialmente pela qualidade dos produtos, excelência em engenharia e por desempenhar um papel importante em diferentes áreas de tecnologia avançada, como o desenvolvimento de sistemas para diminuir o consumo de combustível. Em 1999, uma aliança com a Renault colocou a Nissan como a terceira maior montadora de veículos do mundo. A Nissan está presente há doze anos no mercado brasileiro, e hoje conta com 109 concessionárias, espalhadas pelos 26 Estados brasileiros e no Distrito Federal. Recentemente, traçou um ambicioso plano de crescimento: alcançar 5% de participação de mercado até 2014. A marca aposta no sucesso de lançamentos e na expansão da rede de concessionárias. A ideia é mais que dobrar o número de revendas, aumentando para 200 locais de venda até 2014. Com informações da Nissan Brasil


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Respeite os limites de velocidade.

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colaborador

Maior rede social do mundo quer se relacionar ainda mais com as marcas

Por Bianco Cunha E-mail: bianco.cunha@facebook.com

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egundo edição recente da revista Exame, o Facebook estuda a criação de uma nova funcionalidade para os usuários da rede social: o botão “quero”. Mesmo ainda não confirmada, a hipótese desta nova opção mostra que cada vez mais a rede social mira seus esforços para aumentar a interatividade entre pessoas e marcas. O botão seria uma ferramenta para que grandes fabricantes pudessem testar o grau de interesse do público em relação a um determinado produto com milhares de espectadores. Isso poderia, em uma última análise, diminuir custos com pesquisas e aumentar a velocidade de entrada deste produto no mercado. Esta é uma tendência que está cada vez mais escancarada na maior rede social do mundo: trabalhar o potencial de venda e de consumo. O fato é que além de aumentar os ganhos com a publicidade no site, principal fonte de renda do Face-

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book, existe um movimento para monetizar o site de outras formas, oferecendo um mix maior de possibilidades para que as marcas cheguem aos consumidores. É uma tendência que podemos verificar com os posts pagos (conteúdo que é promovido com verba publicitária) e com a limitação do número de pessoas atingidas em cada postagem. Antes, uma página que tinha cem mil fãs poderia atingir cada um deles sem pagar nada por isso. Hoje, para conseguir chegar a todos os seguidores, é preciso pagar. Vale lembrar ainda que, recentemente, ações do Facebook foram colocadas à venda na Nasdaq, a bolsa de valores voltada para o mercado de tecnologia de ponta. A desvalorização surpreendeu os investidores, e o proprietário do Facebook, Mark Zuckerberg, perdeu seu lugar na lista das 40 pessoas mais ricas do mundo.


política

Proximidade com o fim do ano faz prefeitos de pequenas cidades se prepararem para deixar a vida pública; chances de voltarem à ativa em pouco tempo são ínfimas Por André Manteufel

U

m dia, o caminho será praticamente o mesmo para todos os prefeitos. Das grandes metrópoles às cidadezinhas que mais se assemelham a vilarejos, os dirigentes municipais em certo momento se encontrarão diante de dois destinos que inevitavelmente parecem ser os únicos possíveis: ou perdem a eleição e recomeçam suas vidas, ou são reeleitos e postergam por mais quatro anos o encontro com a reta final que levará ao nada. Para os derrotados nas urnas, costuma-se haver ainda uma salvação de rotina. As eleições de dois em dois anos permitem dar chance aos políticos de remarcar território candidatando-se a deputado estadual ou federal. Se a vitória mais uma vez não vem, a estratégia representa ao menos o primeiro passo rumo à disputa municipal

seguinte, dali a dois anos. Em se tratando das grandes cidades ou até dos municípios de médio porte, como é o caso de Governador Valadares, não é difícil de compreender por que ex-prefeitos como Bonifácio Mourão, João Domingos Fassarella e Ronaldo Perim conseguiram ser eleitos para cargos estaduais e até federais. Além da alta popularidade, puderam desfrutar de um contingente de eleitores locais suficiente para colocá-los na Assembleia Legislativa de Minas e no Congresso Nacional. São exemplos notórios de quem superou o fim do mandato de prefeito para manter a vida pública ativa. Mas como toda regra, essa também conta com uma perversa exceção. Aliás, é a realidade de poucos num país formado em sua imensa

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maioria por municípios com população abaixo dos 30 mil habitantes. Com um número de eleitores igualmente escasso, os prefeitos dessas pequenas localidades estão sujeitos a uma carreira política com prazo de validade limitado em, no máximo, oito anos. “A carreira de prefeito do interior, na maioria das vezes, tem é essa regra. Ela se resume a política de cada município mesmo. Não tem como galgar uma carreira de deputado ou senador”, conforma-se Léo Moreira, prefeito da pequena São Geraldo do Baixio. Representante de 3.487 moradores, segundo o Censo de 2010, dos quais 2.574 são eleitores, o prefeito precisaria reunir um eleitorado 9 vezes maior que toda a população de seu município para manter-se pelo menos em igualdade de disputa com o último eleito deputado estadual há dois anos, com “apenas” 31.182 votos. Fosse a eleição para deputado federal, o esforço precisaria ser ainda maior: o eleitorado menor que o equivalente a 15 cidades e meia do porte de São Geraldo do Baixio juntas, ou então 40.092 votos, não seriam suficientes para levar Léo Moreira a Brasília por quatro anos. “Os prefeitos vão continuar sendo prefeitos ou se candidatando. Às vezes se elegendo, às vezes não, mas será no município mesmo. Esse é o caminho”, simplifica. Sem esperanças de disputa daqui a dois anos, o jeito, segundo ele, é pensar no futuro. Há dois anos e meio, Moreira estuda Direito na Universidade Vale do Rio Doce (Univale). Admite que ainda não sabe se exercerá a profissão depois de se formar. Nos planos pós-mandato, o sonho mais concreto é mesmo o de montar uma empresa. Antes disso, porém, garante já estar pronto psicologicamente para entregar o município ao sucessor no dia 31 de dezembro. “Não vou sofrer esse impacto. Estou encarando até com satisfação. É motivo pra descansar um pouco. Vou estar mais em contato com as pessoas informalmente, sem uma carga de pressão nas costas”, prevê. A pouco mais de quatro meses do fim do mandato, o prefeito de Itabirinha, Aurélio Cezar Donádia, compactua com o sentimento do colega. Embora também garanta estar pronto para entregar as chaves do município ao futuro sucessor no fim do ano, admite que sentirá saudades da vida pública. “De maneira nenhuma vou lamentar minha saída. Estes foram os melhores momentos da minha vida”, exalta. O pecuarista vai cuidar dos negócios pessoais a partir do ano que vem, mas deixa incerto o futuro político. “Jamais vou dizer que nunca mais volto. Pelo contrário. Fico à disposição, porque gostei de ser prefeito. Não digo que dessa água não beberei mais, porque se eu pudesse ficar mais 50 anos, eu ficaria”, revela. Durante os oito anos em que foi prefeito, Donádia chegou a ganhar reconhecimento regional e até estadual, frequentando setores de peso em Belo Horizonte, como o gabinete do secretário de Governo Danilo de Castro, um dos homens fortes dos governos Aécio Neves e Antonio Anastasia. Gozou de um prestígio que o elevou à condição

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Prefeito Aurélio Cezar não descarta volta: “Gostei de ser prefeito”

de diretor na Associação Mineira dos Municípios (AMM), cargo que ocupará até o fim do ano. Mas nada que fosse suficiente para extirpar o pessimismo em torno das eleições de 2014. Um dos motivos, admite, repousa sobre os próprios políticos da região. “É difícil projeção em nível de estado. Por mais que eu consiga me relacionar e ser referência para outros colegas, o colégio eleitoral é muito pequeno, e a maioria dos colegas tem compromisso, já têm algum deputado com história no município”, lamenta.

Os prefeitos vão continuar sendo prefeitos ou se candidatando. Às vezes se elegendo, às vezes não, mas será no município mesmo. Esse é o caminho. Léo Moreira, prefeito de São Geraldo do Baixio


Solução caseira depende de apoio externo

Jupiaci Ramalho aposta no surgimento de uma nova liderança na região

Mas na contramão do pessimismo externado pelos prefeitos, o secretário-executivo da Associação dos Municípios da Microrregião do Leste de Minas (Assoleste), Jupiaci Ramalho, acredita na formação de mais lideranças locais que despontem no cenário estadual ou federal. A confiança do dirigente se baseia num passado recente, e que tem nome: Ermano Batista Filho. Ex-prefeito de Mantena, o político foi deputado estadual por quatro mandatos consecutivos, entre 1991 e 2007, chegando a comandar a Secretaria Extraordinária para o Desenvolvimento dos Vales Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas (Sedvan) no primeiro governo Aécio Neves. Segundo Ramalho, um dos trunfos de Ermano Batista era o bom relacionamento com políticos influentes no Estado, como o senador falecido Eliseu Rezende. Na avaliação do secretárioexecutivo, esta pode ser a saída para fazer dos prefeitos dos municípios pequenos potenciais nomes para concorrer a deputado. Por isso, sugere, o primeiro passo é sair dos limites do leste de Minas e angariar força e votos em outros lugares do Estado. Só assim será possível garantir-se no legislativo estadual ou na Câmara dos Deputados. “Hoje um candidato, dependendo da legenda, precisa de 60, 70 mil votos. Para elegê-los, é preciso um trabalho de formiguinha. Já tivemos o Ermano Batista, que abandonou a política sendo secretário de Estado. Agora temos de colocar outra pessoa, porque senão ficaremos sem essa representação”, sugere o secretário-executivo, apostando na vitória dos representantes locais. “Isso vai acabar acontecendo. Não sabemos quando, mas vai acabar acontecendo.” Jupiaci Ramalho faz mais um alerta: os esforços para eleger uma liderança devem partir do eleitorado e da união dos próprios políticos, uma vez que o estatuto da Assoleste não permite à entidade promover uma bandeira política. 21 conceito

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Transformação de vidas

O título de capitalização Vale Cap vem mudando a vida de várias famílias do leste de Minas que, com muita sorte e persistência, têm realizado sonhos e conquistado a independência financeira do Estado de São Paulo, há participação do Vale “É neste domingo, hein?!” A frase parece ter Cap também em Brasília, Pernambuco, no Sul e grudado nos ouvidos. Nos canais de televisão, no Leste de Minas. Veio para o leste mineiro no personagens com fantasias sempre muito criativas e personagens vivos na memória dos telescomeço de 2012, em busca de um mercado que pectadores apontam para prêmios de encher os cresce a cada dia. Segundo o gerente comercial olhos. O discurso interiorano, um tanto roceiro, na região, Edson Oliveira, a missão do Vale Cap aproxima ainda mais o Vale Cap de seu públié bem definida. “Claro que temos um ganho nas co-alvo. Os ganhadores geralmente são pessoas vendas, como toda empresa, mas nosso principal humildes, que enxergaram no sorteio a oporobjetivo é ajudar as pessoas mais necessitadas”, tunidade de dar uma guinada na vida financeira. Muito além de um título de capitalização, o Vale Cap é hoje sinônimo de mudança de vida para muita gente. Os prêmios entregues todas as semanas ajudam a transformar realidades marcadas pela pobreza. A empresa é de São Paulo. Surgiu há oito anos com o propósito de levar às pessoas com pouca condição financeira a chance de ter uma moto, um carro zero quilômetro ou até mesmo realizar o sonho da casa própria. Afinal, quem nunca teve um sonho de consumo? O negócio deu certo e hoje, além A cada entrega de prêmio, muita comemoração por parte dos ganhadores

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Os meus vizinhos viram que o Vale Cap é uma empresa séria e que qualquer pessoa pode ganhar, basta um pouquinho de sorte.

garante. Na prática, é realmente isso o que acontece. Segundo Edson, 99% dos ganhadores são pessoas que realmente precisavam do prêmio. Além disso, a empresa também investe na parte social, através do incentivo ao esporte. Parte dos lucros é destinada à Federação Mineira de Tênis. Outro ponto que merece destaque é a quantidade de empregos gerados direta e indiretamente com o empreendimento. O Vale Cap é mais fácil de ganhar porque é um título de capitalização emitido pela Sulacap, autorizado pela Susep e vendido apenas no Leste de Minas. A história da empregada doméstica Rosilene Pereira dos Santos, de 35 anos, é um tanto inusitada. Já no primeiro sorteio do Vale Cap na região, em abril deste ano, ela ganhou um carro zero quilômetro. O prêmio foi dividido com mais duas ganhadoras. Mas Rosilene quase ficou de fora dessa bocada. Os R$ 10 usados para pagar a cartela foram tirados do dinheiro do aluguel. “O dono da casa ficou até bravo comigo, mas quando soube que tinha ganhado, até me parabenizou”, conta. E quando o prêmio é para uma pessoa só? A aposentada Derli Shuina dos Santos, de 78 anos, ganhou sozinha uma bolada de R$ 60 mil. A moradora de Frei Inocêncio tinha jogado pela primeira vez. Com o dinheiro, tratou logo de comprar uma casa na cidade onde mora. O prêmio estimulou Derli, que continua comprando o título toda semana. “Quem sabe eu ganho de novo?”, brinca, sorridente. Desde o sorteio da aposentada, o título virou uma febre em Frei Inocêncio. “Os meus vizinhos viram que o Vale Cap é uma empresa séria e que qualquer pessoa pode ganhar. Basta um pouquinho de sorte”, diz a aposentada sortuda.

Vizinhos assistem sorteado esbanjar felicidade com novo carro

Além do prêmio, ganhador ainda tem alguns segundos de fama

A alegria contagiante de dona Derli ao receber, sozinha, o prêmio de R$ 60 mil. O sorteio encheu a aposentada de esperança: “quem sabe eu ganho de novo?”

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fitness

Boa fase das

academias em Valadares Recém-inaugurada, a Academia Território é um exemplo de negócio que deu certo

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setor de academias está de vento em popa na região. “Culpa” de um número cada vez maior de pessoas que buscam por mais qualidade de vida e bem-estar. E que seguem à risca a recomendação dos médicos de comer de forma equilibrada e manter a prática regular de exercícios físicos. De olho neste cenário, muitos empresários vêem uma oportunidade promissora de negócio. Em Valadares, a Academia Território desponta como um dos maiores investimentos no setor nos últimos meses. O lugar, de aproximadamente 200 metros quadrados, é freqüentado

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por cerca de 200 alunos, de segunda a sexta. Os clientes têm acesso a cinco ambientes organizados de acordo com cada tipo de exercício. A academia conta ainda com aparelhos novinhos em folha e uma localização privilegiada, na Rua Israel Pinheiro, quase esquina com a Osvaldo Cruz. A estudante Lorena Reis, de 23 anos, não perde tempo ao se exercitar. Frequenta o universo das academias há 3 anos, e há seis meses, quando soube da inauguração do lugar, pertinho de casa, se inscreveu. “Além da ótima localização, tenho o acompanhamento do personal trainner daqui, que me orienta na forma correta


de fazer os exercícios”. O educador físico e proprietário da academia, Jonathan Barbosa, atua no setor há seis anos. Ele revela que o sucesso do negócio se deve a um levantamento feito com antecedência sobre as necessidades da região em que foi implantado. “Além da falta de uma academia nessa região, percebemos a necessidade de alguns pais que não tinham com quem deixar os filhos enquanto iam malhar. Então decidimos montar a Território Kids, um playground dentro da própria academia, onde as crianças podem brincar enquanto os pais entram em forma”. Um mercado que se renova As academias também estão em busca de um público que quer se exercitar, mas que foge da tradicional musculação. No mercado, são disponibilizadas aulas de dança, luta e, claro, o famoso Pilates. A modalidade, usualmente vista como uma prática exclusiva das mulheres, já alcançou o interesse dos homens. “Temos um público bem significativo de homens nas aulas. No começo eles vêm por causa de dores no corpo, mas acabam se interessando e continuam”, conta Veruschka Machado, profissional de educação física e proprietária de uma outra academia na cidade. O diferencial do Pilates, segundo Veruschka, está no tipo de treino que, além de fortalecer a musculatura, favorece o alongamento. “E não é tão fácil quanto pensam. Exige muito esforço e disciplina”, completa. O método foi desenvolvido pelo alemão Joseph Pilates, a partir de técnicas de conscientização corporal e teorias de controle motor. O repertório de exercícios ajuda a tonificar a musculatura, ajudando na postura e no relaxamento do corpo. Outro diferencial: na academia, as turmas são de no máximo 10 alunos, intensificando o acompanhamento profis-

sional. Os aparelhos e acessórios são criados especialmente para os exercícios, que têm poucas repetições de movimento. A cada aula, um exercício diferente. Por isso, quem gosta de novidades a cada sessão encontra no Pilates o exercício ideal. Além de fortalecer os órgãos internos, a modalidade ainda estimula o sistema circulatório e ajuda na oxigenação do sangue por trabalhar exercícios respiratórios. Segundo especialistas, os resultados são rápidos e duradouros. Quem quer se livrar do stress pode correr para uma academia. Todos esses benefícios ajudam na concentração e no alívio de tensões e dores crônicas. E aí, vai ficar parado?

Acompanhamento profissional é um diferencial nas academias

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página verde

A sustentabilidade no discurso da Por Tainá Costa Email: tatitaina@hotmail.com

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tema do momento é a sustentabilidade. A preocupação com o futuro do planeta tomou conta de meios de comunicação a conversas informais entre amigos em botequins. O motivo dessa preocupação “repentina” é que o Rio de Janeiro foi sede da Rio +20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada de 13 a 22 de junho. Apesar de já ter acabado, a temática do evento reflete até hoje nas manchetes de jornais. Todos querem saber o que mudou (ou vai mudar) após o evento que praticamente parou a cidade. Foram mudanças no trânsito, “fériado” em escolas e universidades, ponto facultativo para funcionários públicos, além de manifestações que reuniram centenas de pessoas e intervenções urbanas pelas ruas da cidade. Tudo isso chamou a atenção da população, que pôde participar e ter voz ativa nos fóruns de discussão da Cúpula dos Povos e em eventos paralelos. Milhares de pessoas enfrentaram mais de duas horas de fila para ver a exposição Humanidades, no Forte de Copacabana, que despertou a curiosidade dos moradores pela sua imponência e estrutura luminosa que podia ser vista de longe. Além dos moradores, muita gente de fora veio especialmente para o evento, lotando hotéis e voltando os olhos do mundo para os temas que estavam sendo discutidos aqui. Chefes de Estado de várias partes do planeta estiveram presentes para discutir questões importantes e que podem fazer toda a diferença para a economia e, principalmente, para o futuro das gera-

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ções que estão por vir. Projetos como “Bairro Sustentável” e até “Favela Sustentável” tiveram destaque. Iniciativas públicas e privadas para um mundo melhor vieram à tona. Algumas por oportunismo, outras por realmente acreditar que podem fazer a diferença. Independente do objetivo, um ponto importante disso tudo foi alertar às pessoas sobre a importância de se pensar no futuro e repensar nas atitudes do presente. Mais importante que discutir e traçar planos de ação é garantir que tudo isso será colocado em prática. Missão que, sobretudo, é difícil. Reunir chefes de Estado para discutir sustentabilidade é um passo decisivo. Mas o impacto maior virá quando toda a sociedade civil tiver consciência do seu papel nesse processo. O que vai requerer tempo e esforço, já que, um dia depois do fim da conferência, num local próximo de onde milhares de pessoas enfrentaram fila para ver a exposição Humanidades, banhistas deixavam lixo na praia.


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esporte

Um frenesi chamado Por André Manteufel

MMA

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uando o professor de jiu-jitsu Rorion Gracie resolveu sair da garagem de sua casa, na Califórnia (EUA), onde dava aulas, para promover, frente a frente, confrontos entre lutadores das mais diversas artes marciais, mal sabia ele que estava prestes a criar um evento que em pouco mais de uma década se tornaria uma epidemia mundial. No começo talvez nem parecesse que daria certo a parceria entre o filho mais velho do lendário Hélio Gracie, fundador do jiu-jitsu brasileiro e patriarca da família paraense radicada no Rio de Janeiro, um de seus alunos, Arthur Davie. Afinal, a primeira edição do Ultimate Fighting Championship (bem mais conhecido pela sigla UFC), realizada em 1993, começou quase que no anonimato: apenas oito competidores – seis norte-americanos, um holandês e o brasileiro Royce Gracie, irmão mais novo de Rorion – participaram da disputa. As regras eram escassas:

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não havia categorias de acordo com o peso dos atletas, nem limites de tempo nem equipamentos básicos de segurança, como as próprias luvas, por exemplo. Exatamente tudo o que Rorion queria para provar que o jiu-jitsu era capaz de vencer qualquer outra modalidade. A aposta foi confirmada no octógono, em confrontos curiosos que certamente ficarão enterrados no passado. O próprio Royce, o esguio lutador ganhador de três dos quatro primeiros eventos do UFC, chegou a lutar com diversos brutamontes para levantar o cinturão, e foi protagonista da luta mais longa da história das artes marciais mistas (MMAs, na sigla em inglês): o desafio no Japão contra Kazushi Sakuraba, em 2000, pelo Pride Grand Prix, teve uma hora e meia de duração, e só acabou no 6º round de 15 minutos porque algum integrante sensato do corner brasileiro se dispôs a jogar a toalha, dando fim ao combate.


Hoje mais organizadas, as disputas de MMA ganharam status de megaeventos. O próprio UFC, principal franquia da categoria, fatura em média R$ 70 milhões por edição só com os ingressos, segundo sites especializados. O que leva a compreender por que a revista americana Fortune estimou no início de 2011 o valor da marca em aproximadamente R$ 2 bilhões. Mas não são apenas os gladiadores de ponta e a empresa de Dana White e dos irmãos Frank e Lorenzo Fertitta que ganham nessa história. A popularização da categoria promoveu no Brasil um verdadeiro pandemônio nas academias. Em vez das aulas de karatê e de judô, tão unânimes até a década de 1990, os aficionados por artes marciais agora buscam por tudo que tenha a ver com o MMA: jiu-jitsu, submition, greco-romana e muay thai, para citar só algumas, estão no rol das categorias mais desejadas pela atual geração de praticantes de lutas. E engana-se quem pensa que essa realidade seja um atrativo encontrado só nas grandes cidades. Engana-se mais ainda quem imagine que se trate de algo recente. Diego Balloutta não se esquece do único aluno a quem dava aulas de MMA há dez anos. O tempo passou e hoje o professor de jiu-jitsu e de MMA sequer se espanta ao ver que nada menos do que 120 alunos dividem espaço nos tatames das nove academias onde dá aula, em Valadares e em outros oito municípios da região. “É igual ao futebol. Começou, agora não acaba. Você pode contar daqui a dois anos pra ver o quanto vai crescer o esporte”, desafia.

O professor Diego Balloutta (à direita) reunido com os alunos de jiu-jitsu: modalidades do MMA ganham cada vez mais adeptos no Brasil e lotam as academias

Expectativa de jovens promessas Com um contingente tão grande de alunos, fica difícil de imaginar que não haja futuras promessas do esporte nas mãos do professor. Pois em meio à equipe, Arthur é um dos que já despontam. O jovem de 18 anos descobriu o gosto pelo MMA e pelo jiu-jitsu há apenas três anos, mas já curte o bom desempenho no esporte. Os títulos impressionam: campeão mundial e da Copa Mercosul de Jiu-Jitsu Esportivo, disputados em Buenos Aires; campeão pan-americano de jiu-jitsu em Brasília; e, por fim, da Copa do Brasil, em Belo Horizonte. “Eu estava com 15 anos e era muito hiperativo. Meu médico indicou fazer um esporte que consumisse muita energia. Fiz natação, não gostei. Futebol, não. Aí fiz jiu-jitsu e me adaptei ao esporte”, conta. “Realmente o que está mais na visão do pessoal hoje é o MMA e o jiu-jitsu. Eles estão no auge”, admite. Mitchell Barbosa, de 20 anos, ainda não tem o currículo de Arthur, mas também já se rendeu ao estilo desenvolvido pela família Gracie. A relação com o esporte vem de berço. “Minha família vem de uma descendência de lutadores. A maioria deles praticou artes marciais. E parte da família agora tem entrado nessa área. Está no sangue”, explica. A escolha pelo jiu-jitsu, segundo ele, foi incentivo dos irmãos. “Cada dia eu conheço melhor as pessoas que estão à minha volta. Muito como competidores, mas mais do que isso, como amigos”, conclui.

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jovem

Foto: Carlos Sales

Isabela Simões A mais nova jovem valadarense a representar a cidade na mídia Por Sonia Miranda

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air de casa é uma decisão difícil de ser tomada. Mas não para quem está determinado a fazer o que quer! Foi assim com a jovem Isabela Simões, de 20 anos, que tomou essa decisão há dois anos, ao ser convidada para apresentar um programa em São Paulo sobre dicas de moda num canal fechado. A partir daí fez várias participações como assistente de palco dos apresentadores Ana Hickmann, Marcos Mion e Roberto Justus. Onde foi descoberta? A história é inusitada. Segundo ela, através de um perfil falso criado por alguém numa

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rede social. Bendito fake! Hoje Isabela quer se formar e tentar a carreira artística, seja como atriz ou apresentadora. Seria a realização do segundo sonho. O primeiro, ela admite, foi realizado muito rapidamente. A liberdade conquistada tem preço muito alto: “bate a saudade dos amigos, da minha cama, da minha comida preferida, da proteção da minha família por perto. Essa é a parte ruim desse sonho”, explica a bela valadarense. Mas se depender dela, Governador Valadares logo vai estar representada nas novelas.


glamour

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Sonia Miranda Fotos: KK Gontijo

Niver Dani Lages A festa Bal Masqué, tema do aniversário da competente Dani Lages, foi marcada pela beleza, sofisticação e requinte, em clima super descontraído na área de lazer de sua residência. Destaque para seus convidados que prestigiaram atendendo ao convite no traje black total e com máscara.

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Legenda das fotos: 1 - Dani Lages, Marral e os filhos Felipe, Davi e Sérgio 2 - Dani, Marral, Claudia Starling e Marcos Sampaio 3 - Fernando Gomes, Amanda e Gustavo da Costa (atrás)

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Legenda das fotos: 4 - Dani e Marral 5 - Zezé Andrade e Reginaldo Vilela 6 - Daniel e Ariadne 7- Bruiniely e Hélio Gomes 8 - Aline e Douglas Neves 9 - Gustavo da Costa e Carine Jacarandá 10 - Geovana e Leonardo Ferreira 11 - Karlane e Marcelo Cùrcio 12 - Betinha Barbalho e Virgínia Drumond

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Festa das

amigas

Tem coisa melhor que aliar champanhe, aperitivo e amigos? Foi com essa combinação que comemoramos o Dia do Amigo, reunindo pessoas diferentes para um papo bem descontraído e animado até altas horas. Nosso carinho a amiga Fátima Homaidan. 1

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Legenda das fotos: 1 - Débora Di Spirito, Adriana Gonçalves, Fátima Simões e Mirian Santiago 2 - Salete Neves, Vanessa Gimenz, Sonia Miranda, Sayonara Calhau e Kátia Paoliello

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Legenda das fotos: 3 - Betinha Barbalho, Salete Neves e Tania Peloso 4 - Valquiria Melo, Aline Neves e Renata Bonesi 5 - Rosalia Coelho

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Niver

de Ulisses Lemgruber E com apetitoso coquetel seguido de jantar, foram comemorados os 50 anos de Ulisses Lemgruber no salão de festas de seu residencial. Ao lado da esposa Kátia e dos filhos Vanessa e Henrique, Lemgruber reuniu família e amigos para brindar seu aniversário. Quem participa do convívio com a família sabe o quanto o aniversariante é temente a Deus, além de ser querido, respeitado e admirado como pai, amigo e promotor de justiça.

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Legenda das fotos: 1 - Rosamélia e Dr. Roberto Apolinário 2 - Dr. Leonardo Maia, Dra. Paula, Juliana e Dr. Rosângelo

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Legenda das fotos: 3 - Dr. Ulisses, Padre Paulo e Kátia 4 - Dr. Célio, Mirian e a sobrinha Marcela 5 - Dr. Fábio e Dra. Loudes 6 - Dr. Lupércio e Núbia 7 - Valéria e Aloísio Proba 8 - Evânia e Dr.Leonardo Cabral 9 - Magali e Dr. Arnóbio 10 - Carolina, Helena, Ulisses, Kátia e Diácono Carmélio

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Retalhos Formatura

Foi em clima de muita emoção que os pais Rui e Antônia puderam presenciar a formatura da Maira Texeira de Farias no curso de Turismo pela UFVJM, em Diamantina. Agora a contagem regressiva é pela conclusão de curso dos gêmeos Caio e Bruno. E a mesma emoção tomou conta de Thiago Gonçalves quando recebeu a notícia que havia passado no vestibular de Medicina numa faculdade particular de Belo Horizonte. Os pais aproveitaram para reunir amigos e familiares, que não hesitaram em raspar a cabeça do novo calouro.

Palestra

Aconteceu no último dia 11 de agosto palestra administrada por José da Paz Cury com o tema “Alinhamento de Conduta dos Delegados Eleitos”, do Sicoob Crediriodoce, no Tatersal do Parque de Exposições.

Festa Aplauso

A festa de homenagem Aplauso irá acontecer dia 28 de setembro, às 20h30, no salão do Ilusão Esporte Clube. Os homenageados receberão o livro Troféu de Bronze – cidadãos que fazem melhor o dia-a-dia da nossa gente. A festa reúne autoridades e gente de expressão de todo o Estado de Minas Gerais. A organizadora do evento, a colunista social Sayonara Calhau, conta este ano com o apoio dos empresários João Emídio, Toninho Coelho e João Campos. Parte da renda será destinada a instituições de caridade como Gapon, que cuida de mulheres portadoras de câncer de mama. O evento, realizado há 19 anos, já virou tradição em GV City.

Debut

As futuras debutantes já estão em total concentração sobre cada detalhe para que a festa de 15 anos seja uma noite agitada e dançante. Os pais Giselle e Gilberto Hastenreiter reservaram a data de 06 de abril de 2013 para receber os 500 convidados que festejarão o debut da segunda filha do casal, Bárbara Hastenreiter, no Ilusão Esporte Clube. Já Nathália, filha única de Débora e Clausio Reis, receberá os cumprimentos no salão de festas do La Maison dia 18 de maio. Larissa Gonçalves festeja os 15 anos dia 25 de maio do ano que vem, ao lado do irmão Tiago e dos pais Adriana e Marcos Wagner, também no La Maison. Tudo preparado com muita antecipação por ser uma idade tão esperada para toda adolescente e por seus pais.

Piloto de Kart

Bruno Paoliello, de 10 anos, piloto de Kart na categoria cadete, percorre 110 km com o pai Célio e a mãe Katia Paoliello todo fim de semana para praticar seu esporte preferido. Considerado destaque no Kartódromo de Ipatinga, Bruno treina pesado, se espelhando em nosso saudoso Ayrton Senna. 37 conceito

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casamentos

Casamento Sinara e Moacyr

Breno Cabral usou na noiva produtos como pancake maxsacpor, pó da clinique translúcido, batom da lancôme, olhos marcado com cílios da clinique, brush da revlon no tom de pêssego e iluminador, resultando numa maquiagem perfeita e harmoniosa.

Vando assinou um cabelo clássico inspirado no filme Breakfast at Tiffany’s com Audrey Hepburn (bonequinha de luxo), deixando a noiva linda e natural.

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Ao som de “Viva La Vida”, sucesso do Coldplay, surgiu Sinara Neves de braços dados com o pai, Geraldo Neves. Seu vestido teve a assinatura de Lurdinha Ferraz, confeccionado todo em renda, com corpo justo e rabo de peixe com calda de 3 metros, esbanjando estilo romântico contemporâneo, com véu de 5 metros duplo em tule francês e nas costas fechada com botões. Ao lado de Moacyr, ela ouviu atenta as palavras do padre Paulo, da Igreja Cristo Redentor, sob os olhares comovidos dos pais dos noivos. Após o ‘sim’, a noiva trocou o vestido por um curto moderno, e abriram a pista de dança com direito a discurso de agradecimento.

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Quando o assunto é Segurança no Trabalho Acompanhamento profissional nas empresas ajuda a evitar acidentes e melhorar as condições de trabalho dos empregados

A

s empresas estão cada vez mais atentas às transformações do mercado. Hoje, quem quer se manter em destaque nessa disputa acirrada precisa investir pesado em qualidade, tanto do produto quanto da mão-de-obra. A segurança do trabalho, por exemplo, já há algum tempo deixou de ser apenas uma obrigatoriedade e passou a ser vista pelos empresários como um verdadeiro investimento. Entre tantos riscos e cuidados, os médicos, engenheiros e técnicos nessa área são uma espécie de anjos da guarda do trabalhador. Eles garantem o conforto dos funcionários durante o serviço estudando formas de evitar os acidentes de trabalho e as temidas doenças ocupacionais, como a lesão por esforço repetitivo, mais conhecida pela sigla “LER”. Além disso, ajudam a cumprir um universo de leis estabe-

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lecidas pelo governo para garantir a segurança do funcionário. A legislação é rigorosa e prevê punições pesadas para quem for pego em descumprimento. Entendendo melhor as necessidades dos trabalhadores, é possível otimizar o trabalho e ainda aumentar a produtividade. Por isso, muitas empresas contratam esses profissionais para integrar seu quadro de funcionários, enquanto outras apostam na terceirização do serviço. Com 7 anos de experiência no mercado, a Dinâmica, especializada em Medicina e Segurança do Trabalho, atende hoje a cerca de 350 empresas da região e até fora do Estado, como na Bahia. Em meio ao rol de clientes estão grandes nomes como o Grupo Hélio Gomes e a ABC Valadares. “Apostamos na qualidade do nosso serviço e num corpo de funcionários capacitado. Ao todo 18 pessoas, entre técni-


cos, médicos e engenheiros, trabalham para estar cada vez mais perto de nossos clientes”, afirma o gerente administrativo Allysson Bragatto. Allysson ainda explica que o trabalho é planejado a partir do grau de risco da empresa. “Empresas do ramo da construção civil ou de indústrias, por exemplo, exigem um cuidado maior. Nestes casos, as visitas dos técnicos são mais constantes”. O gerente administrativo da ABC Valadares, Dimas Dias de Araújo, assegura a importância de uma empresa como a Dinâmica para prestar consultoria neste setor. “É vantajoso por dois motivos: primeiro porque se trata de uma empresa especializada em segurança do trabalho e pode nos ajudar melhor a cumprir as exigências da lei. Depois, porque seria muito oneroso contratarmos engenheiros e médicos para cuidar exclusivamente disso em nossa empresa”, admite. Dimas ainda fala da relação entre as duas empresas, formando uma verdadeira parceria. “Em nosso quadro de funcionários temos um técnico que trabalha em parceria com a Dinâmica, o que facilita e otimiza nosso trabalho”.

Empresas do ramo da construção civil ou de indústrias, por exemplo, exigem um cuidado maior. Nestes casos, as visitas dos técnicos são mais constantes

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colaborador

A cobrança das cotas condominiais Por José Francisco Júnior E-mail: costajunior14@yahoo.com.br

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cumprimento pelo Governo Federal da função social do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) tem financiado moradia para muitos brasileiros. Também por uma questão de segurança, pessoas que antes residiam em casas passaram a optar por apartamentos. Com isso, inúmeros edifícios, uns maiores, outros menores, ganharam a preferência das construtoras. Mas essa modalidade de moradia exige um alto grau de civilidade, respeito e cidadania – normas da boa vizinhança que devem ser aplicadas por todos, de modo a propiciar uma

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convivência harmônica e urbana. Um condomínio (que significa ‘donos em comum’ ou ‘vários donos’) tem áreas e despesas em comum, e condôminos, mais que vizinhos, são verdadeiros sócios. No registro de imóveis, o condomínio é dividido no que se convencionou chamar de fração ideal. Cada fração ideal corresponde a um apartamento ou a uma sala comercial. Assim, a Prefeitura se utiliza do tamanho da fração ideal para cobrar o IPTU: quem tem fração ideal maior, paga mais. O mesmo ocorre com a “taxa” condominial: algumas despesas comuns,


No registro de imóveis, o condomínio é dividido no que se convencionou chamar de fração ideal. Cada fração ideal corresponde a um apartamento ou a uma sala comercial. Assim, a Prefeitura se utiliza do tamanho da fração ideal para cobrar o IPTU: quem tem fração ideal maior, paga mais.

cujo custeio implique maiores gastos em função do tamanho da unidade, terão seu rateio proporcional. É o caso de uma reforma no prédio, por exemplo. Uma cobertura vai gastar mais material do que um apartamento-tipo. Como vimos, o Código Civil dispõe que tudo deve ser dividido na proporção da fração ideal, com o que eu, particularmente, não concordo. Também a Lei Federal é clara ao estabelecer que “cada condômino concorrerá nas despesas do condomínio, recolhendo, nos prazos previstos na Convenção, a quota-parte que lhe couber em rateio”. Em seguida, completa: “salvo disposição em contrário na Convenção, a fixação da quota no rateio corresponderá à fração ideal de terreno de cada unidade”. Ora! As despesas com água, elevadores e energia elétrica do condomínio não serão maiores se a fração ideal for maior. Os salários dos empregados do condomínio não serão maiores se a fração ideal for maior. A contabilidade ou a administradora do condomínio não terá mais trabalho se a fração ideal for maior.

Outro ponto crítico em condomínios é a inadimplência. Digamos que um condomínio necessite de, em média, R$10 mil para pagamento das despesas mensais em comum. Tendo o prédio 10 unidades autônomas do mesmo tamanho, cada uma terá uma taxa mensal de mil reais. Basta que dois condôminos fiquem inadimplentes para que os outros oito tenham que arcar com um aumento de 25% na cota mensal para que se consiga arrecadar o necessário para o pagamento total das despesas. Nesses casos, até para não onerar indevidamente quem paga em dia, cabe ao condomínio ajuizar uma ação de cobrança – que terá um trâmite mais rápido – para receber do inadimplente morador/proprietário. Havendo uma sentença favorável, corre o condomínio poucos riscos de não receber o valor do ocupante do imóvel, uma vez que a própria unidade autônoma pode ser penhorada e posteriormente levada a leilão público, cujo produto será empregado no pagamento do débito.

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construção

O sonho de morar bem está mais próximo de Valadares Belvedere é um dos empreendimentos de sucesso da Neves Engenharia

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ma vizinhança tranquila, num lugar de beleza exuberante, bem localizado e seguro. É cada vez mais difícil reunir todos esses atributos num só espaço. Mas em Governador Valadares, um bairro tem chamado a atenção de quem não abre mão deles na hora de escolher onde morar: o Belvedere. Construções com as mais modernas tendências da arquitetura desafiam a criatividade e chamam a atenção de quem se aventura pelas ruas do lugar. O bairro fica a poucos minutos do centro, próximo ao São Pedro. Os 200 lotes são divididos numa área de 300 mil metros quadrados. Basta um passeio pelas ruas, todas asfaltadas, para constatar que as inovações no ramo da construção civil florescem como na primavera pelos campos do Belvedere. “Até o clima aqui é diferente”, afirma uma das primeiras moradoras do bairro, a empresária Elizabeth Freitas Barbalho. A afirmação de Elizabeth pode ser justificada pela região montanhosa do bairro e pelos ventos que cortam a área, amenizando o calor valadarense. Elizabeth mora com a família no lugar há quase oito anos. Durante este tempo, viu

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o bairro se desenvolver até se tornar referência em moradia de qualidade. “Para mim, em Valadares não tem lugar melhor. Aqui temos liberdade, sossego, uma boa vizinhança e, principalmente, segurança, com guarita 24 horas por dia, no condomínio em que moro”. A construtora Neves Engenharia é responsável por grande parte desse sucesso. Além de vender os lotes, presta serviços na execução da obra. A maioria dos clientes acerta com a própria empresa os detalhes da casa que sonha construir. “Isso possibilita ao cliente comprar a casa a preço de custo e reduzir os gastos da obra”, afirma o engenheiro civil e proprietário da empresa, Isaques Neves. Outro diferencial apontado por ele é a localização estratégica. “Além de estar praticamente no centro da cidade, o bairro não é rota de chegada para nenhum outro lugar. Isso garante mais tranquilidade no fluxo de carros”. E empresas de sucesso, como a Neves Engenharia, escondem verdadeiros tesouros entre seus funcionários. O filho de Isaques, Igor José Neves, de 19 anos, pode ser considerado um garoto prodígio. No segundo período de Ar-


Utopia? Morar bem e próximo ao centro da cidade é a realidade de muitas pessoas, como as que escolheram o Belvedere como lar quitetura e Urbanismo, pela Universidade Vale do Rio Doce (Univale), já elaborou projetos de construção. Alguns deles não ficaram só no papel e ganharam as ruas do bairro. Igor teve a oportunidade de apresentá-los a alguns clientes. Eles gostaram tanto que resolveram fazer a casa tal qual ele pensou.

Com a supervisão do pai, Igor se aventura pelo mundo das construções e busca na graduação uma forma de ajudar ainda mais a empresa. “Dependendo do projeto, em quatro meses a casa fica pronta. Também ajudo meu pai na criação de fachadas para as casas”, completa.

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pensamento cultural

A cultura no pensamento de Stuart Hall Por Dileymárcio de Carvalho

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ara pensar a contemporaneidade a partir de suas relações sociais, e como essas configuram as pessoas num mundo sem “fronteiras” mas ao mesmo tempo excludente, é preciso caminhar um pouco nos pensamentos de Stuart Hall. O historiador tornou-se sociólogo por aceitação de sua obra e referência quando se busca compreender as diversas identidades produzidas numa cultura de ordem planetária e multifacetada. Iniciar assim pode até nos parecer distanciando das aplicações práticas de tais pensamentos para um entendimento da cultura. Mas o pensamento de Hall mostra determinações democráticas e provocadoras de uma cultura retratada em cenas contemporâneas. Trata-se de relações de domínio nas diversas estruturas do poder em transformação, mas que provocam, segundo ele, transformações e deslocamentos, e, assim, a Diáspora com identidades mediadas pela cultura. Para os iniciantes Hall vai dizer que os intelectuais tradicionais se colocam ao lado do conhecimento e dos interesses sociais já estabelecidos. Mas ele acredita que o verdadeiro trabalho intelectual que chama de radial gera mudanças sociais e econômicas. Stuart Hall rompe com os modelos tradicionais de ensinar sobre a sociedade. Ele está no centro dos chamados “Estudos Culturais”, com interesse em compreender as práticas sociais em todas as suas manifestações, entre elas, por exemplo, os próprios movimentos migratórios. Em Da Diáspora – Identidades e Mediações Culturais, é possível entrar nas próprias experiência de Hall. O tema, na verdade, é uma justificativa para a sustentação da Diáspora. E se há um deslocamento das identidades no mundo, ele fala da passagem de uma identidade fixa para uma identidade mais plural, da qual surgem

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pelo menos três concepções: 1-A identidade do sujeito do Iluminismo baseava-se numa concepção da pessoa humana como um indivíduo totalmente unificado, dotado das capacidades de razão, de consciência e de ação. 2-A identidade de sujeito sociológico refletia a crescente complexidade do mundo moderno e a consciência de que este núcleo interior do sujeito não era autônomo nem auto-suficiente. 3-A identidade do sujeito pós-moderno, não tendo uma identidade fixa, essencial ou permanente. Assim, em Hall as identidades estão sempre em processo de formação, de modo que não se pode falar em identidades fixas, inalteradas. E num mundo de individualidades, a ideia de identidade nada tem com identificar uma pessoa por uma determinada referência, pelo nome ou mesmo por sentimentos. Mas Hall é singular ao dizer que a identidade sempre é vista na perspectiva do outro. É possível, a partir de sua obra ou de caminhar por ela, estabelecer uma compreensão de como um jamaicano que se torna referência no mundo para pensamento das culturas constrói do conceito de diáspora uma nova forma de entender esse mundo em fluxo. Conceito O conceito de diáspora (ou dispersão) vem da história dos judeus que foram levados à escravidão no Egito, depois à libertação através de Moisés e seu grande êxodo, e pela significação do holocausto nazista. Jamaicano de origem, Stuart Hall vive na Grã-Bretanha desde 1951. É a diáspora pós-colonial que vai pautar sua produção numa concepção de uma cultura resultante dos meios de comunicação.


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Ananda comemora

30 anos de atuação no mercado

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overnador Valadares é conhecida pelo comércio forte e pelo empreendedorismo de pessoas corajosas que desafiam o mercado em busca de novas realizações. Por isso em 2012 a cidade está em festa. A maior e mais antiga empresa no ramo de confecção brinda 30 anos de muita garra e ousadia. A Ananda, referência no segmento de moda, é também um marco na história da região, seja pelo exemplo de sucesso de seus fundadores, seja pelo suporte ao empresariado local, fortalecendo a imagem empreendedora no Leste de Minas. Já no início da década de 80, os visionários Paulo e Ceci Sendas sabiam aonde queriam chegar. Encontraram na experiência da mãe de Ceci, Yacy Avelar, a inspiração para investir no ramo. “Minha mãe tinha uma loja de roupas e eu mal sabia costurar. No começo procurei por pessoas que conheciam melhor o trabalho para o negócio dar certo”, revela Ceci. O começo, como já era de se imaginar, foi repleto de desafios. Ceci, que até então lecionava inglês em uma escola da cidade, teve de abandonar o emprego para cuidar exclusivamente da confecção. Anos mais tarde, Paulo, engenheiro da Cenibra, fez o mesmo. Ananda foi o nome escolhido para batizar o negócio. A palavra, que significa “alegria”, parece realmente ter abençoado a empresa e orientado o trabalho nessas três décadas de existência. A escolha aconteceu depois de uma conversa entre Ceci e uma amiga, quando pensava nas possibilidades de nome. Mas a confirmação jurídica veio apenas anos mais tarde, quando foi liberado pela empresa que antes tinha registrado o nome junto ao governo, mas que não o usava no mercado. Os anos foram passando e, aos poucos, a empresa foi se consolidando no mercado de confecção regional. As dificuldades, comuns a qual-

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quer empreendimento, não acabaram. Os planos econômicos de Fernando Collor, por exemplo, foram verdadeiros vilões dos empresários. “Naquela época, fizemos um empréstimo para custear alguns gastos da empresa. No dia seguinte, por conta dos juros, já estávamos devendo o dobro do valor”, lembra Paulo Sendas. O casal teve de entrar na justiça para pagar a quantia correta. O segredo do sucesso A busca constante pelo aperfeiçoamento do corpo de funcionários, unida a uma vontade de crescer, fizeram parte da receita de sucesso da Ananda. O negócio deu certo por conta da visão ampliada que Ceci e Paulo tiveram após participar de uma série de cursos de capacitação e treinamento, inclusive no exterior, para ficarem a par das diferentes possibilidades de investimento. “No mercado da moda, que está em constante modificação, quem não se renova não cresce”, opina Ceci. A entrada no comércio de roupas da cidade, acostumado com confecções do Rio de Janeiro, foi um tanto peculiar. A empresa vendia confecções para lojas da cidade, mas alguns comerciantes cortavam a etiqueta com a marca na hora de vender. Daí surgiu a ideia de abrir uma loja com produtos exclusivamente Ananda. A iniciativa deu tão certo que logo abriram franquias em Teófilo Otoni, Ipatinga, Timóteo e Linhares, no Espírito Santo. O negócio cresceu. Chegou a produzir para vários clientes, inclusive no exterior. O esforço foi recompensado, também, com vários prêmios de reconhecimento. Entre eles, o de Excelência Empresarial, em 1995, concedido pelo SEBRAE Minas às micro e pequenas empresas de destaque no Estado.


Negócios de família

Há cinco anos, os irmãos Hérika e Christian Sendas, filhos do casal, assumiram o negócio mais ativamente. “Superar gerações é mais complicado do que abrir uma empresa”, afirma Hérika. Ela se refere ao desafio de que muitos filhos preferem trilhar caminhos diferentes dos pais e, por isso, o negócio não segue adiante ou, em alguns casos, a administração vai parar nas mãos de outras pessoas. Mas os dois, formados em Administração de empresas, receberam dos pais o desafio de continuar o negócio de sucesso. Hérika, como diretora comercial, e Christian, na administração geral do empreendimento. Desde os doze anos, Christian já se mostrava envolvido com o negócio. Ajudava nos serviços de rotina da empresa. O interesse de Hérika veio um pouco mais tarde, depois da graduação. De olho no mercado Hoje a Ananda está entre as maiores empresas de moda da região. Além de vender para diferentes estados brasileiros, possui três lojas Ananda e duas lojas Criska, que fazem parte do mesmo grupo. O posicionamento de marca foi tão bem estruturado que conquistou clientes de todas as partes do Brasil e hoje atua em duas frentes de mercado, no atacado e varejo. Diante de resultados tão satisfatórios, Hérika Sendas faz questão de destacar o caráter regional da empresa. “Temos um compromisso com o desenvolvimento econômico da nossa região. Seja através da geração de empregos diretos e indiretos, seja no apoio ao comércio local”, conclui.

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empreendedor

Diet e light:

vilões ou mocinhos? Consumidor deve ficar atento às diferenças destes produtos, que já ganharam ala exclusiva no Coelho Diniz

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s rótulos são quase os melhores amigos de quem se preocupa com uma alimentação balanceada. Afinal, quem resiste a um alimento saboroso sem abrir mão do cuidado com a saúde? Assim fica até mais fácil explicar por que os alimentos Diet e Light fazem tanto sucesso na mesa dos consumidores. Nos últimos anos, eles tomaram conta das prateleiras dos supermercados e viraram moda entre os brasileiros. Dados da Associação Brasileira de Produtos Dietéticos (Abiad) mostram que 35% das casas no país têm pelo menos um produto da categoria

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no armário. E, por incrível que pareça, muita gente ainda faz confusão com o uso desses alimentos. Para você não ajudar a engrossar esses números, CONCEITO explica agora as principais diferenças. No caso dos alimentos Diet, não se encontra determinado nutriente, conforme a necessidade do consumidor. No caso dos diabéticos, o açúcar; dos hipertensos, o sal, por exemplo. Eles são indicados pelos médicos a essas pessoas porque são especialmente formulados, eliminando ou substituindo um alimento específico. E para os consumidores mais desconfiados, vale dizer que o rigor


Quem compra produtos Diet deve ficar atento ao nutriente que é retirado do produto. Pode ser, justamente, o que ele precisa.

parte da própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. Dentre outras especificações, o órgão exige que os produtos tenham em seus rótulos a frase “consumir preferencialmente sob orientação de nutricionista ou médico”. Já os alimentos Light têm um valor energético ou nutricional reduzido, e por isso são indicados para pessoas que querem perder peso. Mas atenção: eles só ajudam se houver uma diminuição significativa em algum nutriente energético. O gerente de loja de um dos supermercados Coelho Diniz, Nilo Cristiano de Carvalho, destaca o crescimento nas vendas desses alimentos. “Barras de cereal, geléias e gelatinas estão entre os mais vendidos na categoria”, revela. Segundo ele, a indústria de alimentos tem investido pesado para conquistar um filão de consumidores exigente e preocupado em se alimentar de forma saudável. “São pessoas em busca de saúde. Por isso, estamos preparados para atender aos mais variados gostos e objetivos”. O nutricionista Júlio Cesar Moreira explica que qualquer pessoa pode consumir esse tipo de

alimento, desde que um especialista a acompanhe. “Quem compra produtos Diet deve ficar atento ao nutriente que é retirado do produto. Pode ser, justamente, o que ele precisa”, alerta. Júlio explica que a indústria compensa a falta com outros nutrientes para dar sabor ao produto. “No caso do chocolate Diet, o açúcar é compensando com gordura. Ele é até mais calórico do que o tradicional e não é recomendado para quem quer perder peso”, explica Moreira. A fisioterapeuta Silvia Aguiar é uma consumidora exigente, e, por isso, sempre dá preferência a esses alimentos. Depois de orientação médica, decidiu consumi-los com mais frequência. “Descobri durante um exame de rotina que a minha taxa de triglicérides estava alta”, conta, referindo-se a um tipo de gordura produzida pelo organismo ou ingerida através de alimentos que, em excesso, podem causar doenças que afetam o coração. “Emagreci 3 quilos só no primeiro mês de dieta”, diz, orgulhosa. Além disso, na rotina diária, Silvia evita ao máximo colocar açúcar no cardápio e sempre dá preferência às frutas.

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especial

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Trânsito intenso de veículos tende a piorar se não houver medidas imediatas do poder público: 4 mil novos carros chegam todos os anos à cidade

Por André Mauteufel e George Gonçalves

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ua Israel Pinheiro, 18 horas. Duas filas paralelas intermináveis de veículos, inertes ao longo de quarteirões e mais quarteirões, indicam que o retorno para casa exigirá mais paciência dos motoristas do que poderia ser necessário. Movimentando-se em meio ao alarido de faróis e buzinas estão apenas os motociclistas mais ousados, que costuram as fileiras num espaço minúsculo, assim como os ciclistas e pedestres, fluindo por entre os carros estacionados no meio da rua. Esta cena não é de um dia qualquer ou um fato isolado. Ocorre, na verdade, durante quase toda a semana, em consonância com o horário comercial. O trânsito quase estático é apenas o primeiro indício de que um dos maiores problemas das grandes metrópoles já se tornou um câncer em Valadares. Outras provas inequívocas da imobilidade urbana são facilmente detectáveis no próprio mapa da cidade: a esmagadora maioria das principais vias do Centro não é duplicada. Ruas importantes, como a Bárbara Heliodora e a Israel Pinheiro, funcionam em sentido único. A Rua Marechal Floriano é parcialmente duplicada, mas o pequeno trecho dividido pelo canteiro central, próximo ao cruzamento com a Avenida Minas Gerais, é quase

insuficiente para receber duas fileiras de veículos em cada pista. O mesmo problema acontece não muito longe, a menos de um quilômetro dali, na Rua Sete de Setembro. Já a Avenida Minas Gerais, principal corredor da região central, recebe boa parte do fluxo de carros que desembocam das ruas que a cortam. Enquanto isso, diversas ruas adjacentes, como São Paulo, Belo Horizonte, Peçanha, Barão do Rio Branco, Dom Pedro II e Arthur Bernardes, acabam sofrendo com o excesso de motoristas que lutam por um espaço contra os carros estacionados e o acúmulo de ônibus que passam por algumas delas. “São muitos carros para pouco espaço”, sentencia o motorista Adriano Vilela Costa, de 34 anos. Uma rotina da qual reclama, mas à qual já se habituou. Todos os dias, no horário de pico, se desloca do Centro para o Bairro São Pedro, onde mora com a esposa e os dois filhos. O dia-a-dia permitiu que o dentista até aprendesse a lidar com a Rua Israel Pinheiro, trajeto natural entre a casa e o trabalho. “Na altura do Colégio Ibituruna, por volta de 17h30, os pais dos alunos formam praticamente uma fila tripla para esperar as crianças”, reclama. O motorista se refere ao trecho pró-

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A característica de pólo regional da cidade faz o movimento de carros ser significativo, principalmente no horário de maior movimento, entre 12h e 19h.

ximo à esquina com a Rua Olegário Maciel. No fim da tarde, quando o movimento é maior, são comuns os transtornos e aborrecimentos de quem passa pelo local. Pra piorar, não bastasse o amontoado de carros, os mais impacientes deixam o trânsito ainda mais estressante, e o tumulto logo acaba por se tornar uma verdadeira guerra entre tantos condutores. Mal-estar que não é muito diferente do que sofre o taxista Walter Vieira da Costa. A profissão o obriga a conviver todos os dias com o caos urbano de Valadares. A experiência no trânsito permite expor ainda outras dificuldades recorrentes. “Péssimo! Não temos local para estacionar nem desembarcar passageiros. Falta, no Centro, uma via de trânsito rápida. Quando atendo a clientes que estão passando mal e precisam ir com urgência para o hospital, fico até com medo”, revela. Mas por trás de tantos problemas, há mais que apenas ruas estreitas e carros enfileirados. A quantidade de novos veículos que chegam todos os anos a Valadares assusta. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010 o município alcançou a frota de 92.918 veículos – um para cada 2,79 pessoas. Em 2009, eram pouco mais de 85 mil. O acréscimo de quase oito mil veículos nas ruas da cidade, no entanto, é superior ao levantamento médio anual do Departamento de Trânsito da Prefeitura, que estima em cerca de 4 mil o número de veículos que desembocam por ano. Mesmo este balanço permite prever o que será do trânsito da cidade dentro de alguns anos: entre 2010 e 2020, serão 40 mil novos veículos circulando por Valadares – um total próximo dos 150 mil!

como lojas, bancos e supermercados, dificilmente terá de ir ao centro com tanta frequência”, defende, citando como exemplos bem sucedidos os bairros Santa Rita e Jardim Pérola. Quanto ao Centro da cidade, ele tem uma explicação curta, porém lógica. “O movimento é maior na região central da cidade, que é relativamente pequena”. Aliado a isso, explica, 40% dos veículos em circulação em Valadares são de outras cidades. “A característica de pólo regional da cidade faz o movimento de carros ser significativo, principalmente no horário de maior movimento, entre 12h e 19h”, acrescenta. Mas o fluxo poderia ser menor, se o grande número de famílias que possuem mais de um carro aproveitasse a carona para chegar ao local de destino.

Excesso de veículos já chegou à Rua Bárbara Heliodora

Solução nos bairros A sina diária dos milhares de motoristas valadarenses mobilizou a REVISTA CONCEITO a buscar respostas para os problemas. É o Departamento de Trânsito, braço da Secretaria de Obras, o órgão responsável por realizar estudos sobre o fluxo de veículos e as intervenções necessárias para acabar ou ao menos reduzir problemas nos principais corredores. O chefe do departamento é Marco Rios, que logo de início confirma: diversos problemas formam a causa da falta de mobilidade em Governador Valadares. A boa notícia é que ele acredita numa solução, desde que haja investimentos pesados não só do poder público, mas também da iniciativa privada. “Se o morador tiver o que precisa no bairro,

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Único acesso à Ilha dos Araújos, ponte sofre com o tráfego

Na Israel Pinheiro, horários de pico deixam fluxo travado


Urbanistas apostam em intervenções no centro Na contramão do chefe do Departamento de Trânsito, os urbanistas entendem que intervenções no próprio centro poderiam desafogar o fluxo de veículos. O professor de Arquitetura e Urbanismo Geraldo Purri destaca pontos que deveriam merecer a atenção do poder público. “A cidade não comporta mais o fluxo de veículos também em função da permissividade de estacionamento nos dois lados de vias importantes, do desrespeito às leis de trânsito e da competição do fluxo desordenado das bicicletas com o de carros”. Limitar o estacionamento dos dois lados das vias de maior movimento, ter um controle rígido da circulação de bicicletas na contramão das vias e fazer um reestudo dos semáforos são soluções a curto prazo que amenizariam os problemas, na visão do urbanista. A arquiteta e urbanista Cynthia de Souza Santos também concentra ideias para a região central. “A malha viária precisa ser reestruturada e há necessidade de investir em obras de infraestrutura urbana. O sistema de transporte coletivo também precisa ser melhorado”, defende. Cynthia lembra ainda a realidade de algumas calçadas que são muito estreitas e dificultam a acessibilidade das pessoas.

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Etiqueta

no uso do celular

Por JanaĂ­na DepinĂŠ E-mail: janaina@leadcomunicacao.com.br

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Brasil tem mais de 250 milhões de telefones celulares, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações. O índice é de 128 celulares para cada cem habitantes. Ou seja, tem mais aparelho do que gente por aí. Se o celular surgiu para facilitar a vida, não há dúvidas de que está cada vez mais difícil viver em paz com ele. Para ajudar nesta tarefa, preparei 10 dicas valiosas para evitar constrangimentos e fazer sua vida ficar mais elegante com essa excelente ferramenta. 1.Não use ao volante - Estatísticas da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) mostram que 80% dos motoristas utilizam o celular ou outras tecnologias que tiram o foco da direção veicular. Um perigo, já que uma conversa ao telefone ou o envio de um SMS ao volante pode ser tão fatal quanto a mistura álcool e direção. Por isso, quando o motorista entra no carro deve desligar o celular. Ao chegar ao destino religue, retorne as ligações ou envie as mensagens necessárias. Nada é tão importante que não possa esperar alguns minutos. 2. Escolha o toque certo - Os ringtones são uma mania, mas é preciso muito cuidado. Nada mais constrangedor do que músicas da moda ou hino do time como toque. Já imaginou tocar “Ai, se eu te pego” na hora da assinatura de um contrato? Dê preferência sempre a um toque sóbrio e sem gracinhas. 3. Não fale alto - O fato de o aparelho ser pequeno não quer dizer que ele não transmita sua voz na mesma intensidade que um telefone comum. Por isso, não fale alto, muito menos grite. Mantenha um tom de voz ameno para que estranhos não participem da conversa. Se o interlocutor não estiver ouvindo, vá para um lugar mais calmo. 4. Seja discreto - Jamais pergunte: “Onde você está?” ao seu interlocutor. Celular é um aparelho móvel e a pessoa pode estar nos mais variados lugares, o que não lhe diz respeito. A pergunta correta é: “Você pode falar?”. 5. Desligue - Os celulares devem ser desligados em várias situações, como: reuniões, cinema, teatro, aula, academia, hospitais, funerais, igreja, biblioteca, casamentos etc. Se estiver aguardando uma ligação urgente ou importante deixe no vibracall e afaste-se para atender. Nas reuniões de trabalho, avise antes de começar que talvez você precise sair para atender e explique superficialmente a situação. Assim, você mostrará respeito aos demais. Por fim, se não quiser ser encontrado é melhor deixar o telefone desligado. É um direito não querer falar com ninguém, ainda que hoje muitos achem isso um absurdo. 6. Use à vontade - Certas situações são ideais para usar o celular e aplicativos, caso seja um smartphone: numa fila de banco, em salas de espera ou preso num congestionamento (use o viva voz ou equipamento hands free). 7. No local certo - Celular na cintura é muito brega. Parece um exibicionismo barato. Prefira o bolso (da calça ou do paletó, no caso dos homens) ou a bolsa (no caso das mulheres).

8. Mensagem curta - A gravação da caixa postal não deve ultrapassar 15 segundos. Diga apenas: “Você ligou no celular do fulano, por favor, deixe seu recado que retornarei em breve”. Detalhe: lembre-se de ouvir as mensagens e retornar as ligações sempre (mesmo as sem recado). 9. Dê atenção a quem está com você - Quando estiver conversando com alguém, evite interromper para atender a uma ligação. Se precisar, seja rápido. Nada mais deselegante do que deixar o outro esperando sua conversa acabar. Além do mais, passa a impressão de que o papo ao telefone é mais importante do que o de quem está ali presente. 10. De olho no horário - Para qualquer telefone, inclusive o celular, não se liga antes das 9 horas, nem depois das 21 horas, a menos que já tenha combinado anteriormente ou seja uma emergência séria. Essa é uma regra básica de etiqueta que deve ser sempre respeitada.

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colaborador

American Connection Por Juliana Tedesco E-mail: julited@gmail.com

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visão do cidadão que mora no Brasil é muito diferente da vida do cidadão brasileiro que mora em outros países. Vivendo nos Estados Unidos há 12 anos, oito deles em Boston, Massachussetts, tenho presenciado e notado diferentes comportamentos de diversos segmentos, seja de pessoas que vieram trabalhar por algum tempo e voltar para o Brasil, seja dos cidadãos do mundo que decidiram fazer dos EUA sua pátria ou de pessoas que ainda não conseguiram definir bem sua situação. O que muitos sabem aí é que a vida aqui é de muito trabalho, estressante, mas de muito conforto e luxo. O primeiro conflito é tentar explicar aos outros o que realmente se veio fazer aqui. As respostas se misturam com os sentimentos. Ora de alegria, ora de nostalgia. Costumo dizer que ser brasileiro é uma dádiva. Salve, salve o nosso povo que vive sob um sol de 40 graus, sorri e diz que somos abençoados por isso. E alguém diz o contrário? Existe um ditado popular americano que diz: “home is where the heart is!”, ou, traduzindo, “nosso lar é onde nosso coração está”, ou seja, onde nos sentimos

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bem. E é a pura verdade. Uma vez experimentado o verdadeiro regime capitalista e adotadas algumas diferentes maneiras de se administrar nossa vida financeira e emocional, é impossível não tecer comparações entre os dois mundos. O ponto de vista varia de acordo com o assunto em discussão: se é para falar de financeiro, falemos com propriedade daqueles que trabalham durante toda uma semana corrida, mas que ao final dela tem o seu contracheque vigoroso, potencializado pelas ótimas lojas que existem aqui dos mais diferentes gostos e artigos. Se é para falar do emocional, podemos ir de A a Z. Mas as saudades dos familiares e entes queridos é o abre-alas desse carnaval de sentimentos. O espírito aventureiro, que move o ser humano, o cidadão brasileiro tem de sobra. Esse é o combustível mais importante para o sucesso daqueles que deixam para trás a terra natal. Hoje, quando falamos de brasileiro nos Estados Unidos, estamos falando em sucesso. Muitos conseguiram representar uma boa fatia do Brasil que inventa e locomove o comércio em vários setores. O trabalho árduo, agregado à vontade de vencer aqui fora, tem mostrado a


Arquivo Pessoal

que viemos. Temos empresas de setores variados que representam o nosso país: restaurantes, supermercados, açougues, padarias, agências de automóveis, profissionais da área da saúde e por aí vai. Existe, sim, uma nação brasileira do lado de cá. E com propriedade posso falar que o coração aqui tem um pulsar diferente. De agora em diante nossos encontros vão ser assíduos. De um jeito gostoso e alegre vamos mostrar daqui como se toca a banda americana em ritmo brasileiro. Os brasileiros aqui também choram, riem, conversam, trabalham, se divertem, namoram, casam, poetizam. E é com uma linda poesia de autoria de Alberto Cuco Machado que ilustro esse nosso primeiro encontro, com algumas fotos lindas desse nosso verão bostoniano cheio de saudades do povo brasileiro do lado de cá.

Imigrante

Boston é uma das metrópoles preferidas pelos imigrantes brasileiros Arquivo Pessoal

Barcos na Marina de Boston: velejar é uma das atividades dos moradores Arquivo Pessoal

Deixei um pedacinho de mim, lá do outro lado do oceano. coloquei minha coragem numa pequena mala de pano, enxugei as lágrimas daqueles que deixei; com um sorriso vazio. e para um outro horizonte rumei, onde o vento é um pouco mais frio. Sinto nos dedos das mãos, uma ausência interminável, talvez por não mais tocar em tantos que não estão aqui. toda bifurcação, seja curta ou não , tem um dilema insondável. mas é a decisão que irá me fazer sentir , se o certo é estar ou partir...

Arquitetura reúne num só lugar o clássico com o moderno Arquivo Pessoal

Em meu porta retrato as lembranças não vão amarelar, por mais que a poeira do tempo possa tentar , vou acordar abrir a janela , e como brasileiro bom que sou vou lutar... enquanto meu sonho não acabar ... a Saudade será meu lar! Fonte: versopoetico.blogspot.com

Belas paisagens fazem da metrópole um lugar atrativo para imigrantes

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Como está seu sorriso? D

izem que o sorriso é nosso cartão de visitas. Verdade ou não, todo mundo reconhece que uma boa saúde bucal faz bem pra qualquer pessoa, principalmente se estiver associada a uma estética agradável. Em algumas profissões, como a dos vendedores, é quase norma de conduta ser simpático e abrir aquele sorrisão para receber o cliente. Há 14 anos em Valadares, o dentista Marcelo Moreira tem devolvido o sorriso de pessoas que buscam recuperar a auto-estima. A especialização em implantodontia abriu possibilidades de trabalhar numa área em que se identifica bastante. “A gente se torna amigo dos pacientes. A cadeira do consultório é praticamente um divã, onde podemos conversar e trocar experiências de vida”, afirma. Marcelo atende hoje como clínico geral e implantodontista na Estetdor, juntamente com uma equipe formada ainda por dentistas, psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Antes, atendia num consultório particular no centro da cidade. Ele explica que decidiu mudar para a Estetdor, há cerca de um ano, pela facilidade de estacionamento e pela boa localização do lugar. Além disso, alguns casos podem ser tratados com a ajuda de outros profissionais na própria clínica, como os de bruxismo – quando a pessoa range os dentes à noite, necessitando ainda do auxílio de psicólogos.

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Uma das técnicas que Marcelo Moreira utiliza se chama visagismo. O paciente tem um tratamento personalizado nos dentes, por aquilo que deseja transparecer, principalmente na questão profissional. “As pessoas geralmente não percebem, mas os dentes falam por elas. No caso de um gerente comercial, por exemplo, é fundamental ter um sorriso que condiz com o cargo que ocupa”. O dentista acrescenta: “Já atendi pacientes que ocupavam cargos de liderança e tinham sorriso com dentes tortos e até quebrados. Em algumas sessões, resolvemos o problema”, revela. E que tal fazer todas as mudanças de uma vez só? Marcelo montou um programa personalizado de atendimento. O cliente escolhe a data e passa o dia na clínica odontológica, uma espécie de SPA dos dentes. Assim fica até mais fácil pra quem quer cuidar da saúde, mas não dispõe de muitos dias na agenda.


colaborador

Uma das vantagens de se desfrutar da experiência jornalística é o prazer de o repórter conhecer lugares que certamente ninguém procuraria numa agência de viagens. Ou alguém se aventuraria a comprar um pacote rumo à pequena Ikaluit, no Canadá, onde as temperaturas, negativas na maior parte do ano, chegam a -50 ºC? Pois foi o percurso feito pelo correspondente da TV Record Luiz Gustavo (Biló), que foi conhecer de perto a rotina de quem convive com o frio extremo todos os dias. Do seu diário de bordo direto para a REVISTA CONCEITO, um pouco do que é a vida no gelo. 61 conceito

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Por Luiz Augusto (Biló) E-mail: lgustavo@recordminas.com

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eblina e garoa deixaram a manhã ainda mais gelada na bela e próspera Otawa, a capital do Canadá. Apesar da baixa visibilidade, o voo estava no horário, mas no painel da companhia aérea, a informação da temperatura no nosso destino era de dar frio na barriga...literalmente: -42 graus! Às 7h02, decolamos rumo a Ikaluit, a capital de Nunavut, extremo norte do Canadá, Pólo Ártico. O café da manhã a bordo permite ao passageiro o privilégio de testemunhar a rápida transformação da paisagem na janela: do verde das florestas ao branco do gelo. Lá embaixo, a imensidão de um oceano congelado, uma visão impactante que me fez refletir sobre a grandeza de Deus e a miudeza do ser humano. Três horas depois, entre infinitos blocos de gelo, uma listra escura. Era a pista do aeroporto, moderna e robusta obra no meio do nada. O vestuário dos funcionários encarregados do nosso desembarque dava uma ideia do que teríamos pela frente nos próximos dias: apenas os olhos para fora. Todo o restante do corpo precisa

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ficar rigorosamente protegido com roupas térmicas especiais, incluindo grossas luvas, gorros e afins. Naquela terra gelada, a necessidade de sobrevivência impede qualquer tendência de moda. Quando a porta do avião abriu e o vento cortante invadiu a aeronave, o repórter cinematográfico Silvio César sentiu a mão congelar. Por mais que estivéssemos preparados, ainda era pouco. A sensação térmica era de -50 graus. Nunca havíamos enfrentado termômetros tão baixos. Até o salão climatizado da companhia aérea - o abrigo mais próximo - são poucos metros e segundos, mas que naquelas condições adversas parecem uma eternidade. Malas no taxi - aquecedor no máximo, claro! - fomos direto para o hotel. E no caminho, a constatação da rotina na terra inóspita: ninguém nas ruas, apenas flocos de neve levados pelas intermináveis rajadas de vento. Num lugar assim, tudo é novidade. Por isso, queríamos gravar cada segundo da nossa experiência. Mas não imaginávamos que seria tão difícil. Logo nas primeiras horas, criamos uma estratégia:


deixar o carro ligado, contar até três, descer correndo e gravar. Entre uma cena e outra, era preciso voltar para o automóvel porque as mãos e o rosto começavam a arder e a ficar imóveis, sinais de que estavam congelando. Perdi a conta de quantas vezes não senti minhas bochechas e nariz. “Não há nada a fazer a não ser procurar um abrigo e esperar descongelar”, ensinou a assessora do governo canadense que nos mostrou a estrutura às custas da União para manter a vida humana no gelo. Os estacionamentos, por exemplo, são repletos de tomadas. O motorista liga um fio no óleo do motor e outro no radiador para evitar que congelem. O governo paga a conta de luz. Os imóveis tem uma luz vermelha do lado de fora. Se estiver acesa, é sinal que aquele morador precisa de água potável ou gás de cozinha. Os caminhões passam todos os dias para fazer a reposição. Não é hábito do povo ir ao açougue. A carne da semana passa no quintal de casa quase que diariamente. A caça apenas para manter a fome humana é liberada no território, assim como a pesca. Quando vão para essas aventuras, os moradores dormem em iglus, desses que a gente só vê em fil-

me. Vimos um iglu ser construído em menos de 40 minutos. Entre os quase 30 mil habitantes de Nunavut, encontramos apenas dois brasileiros. O mais apaixonado pelo lugar se chama Ed Mayurama, paulista, fotógrafo profissional e já devidamente adaptado às condições climáticas. Havíamos gravado o dia inteiro. Estávamos exaustos quando o telefone do apartamento do hotel tocou às 21h. Do outro lado da linha, o surpreendente e solidário Mayurama: “Você já viu a aurora boreal alguma vez?” “Nunca”, respondi. “Então ponha a roupa de frio novamente que em 15 minutos vou passar aí”. Ficamos afoitos com a histórica possibilidade. Entramos no carro e rodamos cerca de meia hora, para uma estrada já distante do clarão da cidade. Quando apagamos os faróis, a cena que jamais vou esquecer: cortinas verticais e horizontais apara o outro. Confesso que nunca vi nada tão lindo em 25 anos de profissão correndo o mundo para contar histórias. De tão emocionado, chorei. E agradeci a Deus pela oportunidade de ser testemunha de mais uma de suas infinitas criações espetaculares.

O cenário branco invade a paisagem canadense. No Pólo Ártico, no extremo norte do país, nem o aeroporto ganha trégua da neve interminável. Os cães puxadores de trenós e as motoneves são alguns dos principais veículos de locomoção do povo de Ikaluit

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BigCard

Dez anos de muitas vitórias Cartão está presente em 10 estados brasileiros e tem mais de 400 mil usuários A praticidade de ir às compras com um cartão, hoje em dia, é um hábito de quase todos os brasileiros. Além de ser mais seguro, o dinheiro de plástico traz mais comodidade ao consumidor que se preocupa com o controle dos gastos no fim do mês. Há dez anos, surgiu uma empresa que revolucionou esse mercado, não só na região, mas em várias partes do Brasil: a BigCard. A necessidade de uma administradora de convênios e serviços que fosse dona da sua própria bandeira e de seu processamento de dados era grande.

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“Quando o Grupo HG criou o cartão-convênio BigCard, o objetivo era oferecer aos usuários facilidade de crédito, aumentando o seu poder de compras em vários estabelecimentos credenciados”, recorda Hélio Gomes, presidente do Grupo HG, do qual a empresa faz parte. O presidente lembra com orgulho da trajetória de sucesso do cartão. “Ao longo de uma década, a BigCard cresceu e estamos nos principais estados do país. Contamos hoje com mais de 400 mil usuários e mais de 14 mil estabelecimentos credenciados. Tornamo-nos uma


controle de frota, entre outros. E os benefícios não param por aí. O cartão é aceito em dez estados brasileiros. Quem se aventura, por exemplo, pelas cidades turísticas do país, como Porto Seguro, Cabo Frio, Guriri e Conceição da Barra, pode contar com o serviço, bastando consultar as lojas conveniadas no site da empresa. “Oferecemos um sistema seguro de gestão de benefícios e convênios para os nossos associados e usuários. Procuramos oferecer crédito fácil, comodidade e segurança na hora da realização da compra, com desconto direto na folha de pagamento dos nossos usuários e acesso a bens e serviços em amplas redes de estabelecimentos”, explica Jullyana Alves, diretora da BigCard. O desconto direto em folha é apontado pelos clientes como um diferencial sedutor. É o caso da assistente de Recursos Humanos na empresa Mart Minas, Patrícia Pereira. “As compras podem ser parceladas em até três vezes sem juros. Não tenho preocupação na hora de pagar, porque ele já vem descontado no nosso pagamento e dá para organizar as contas sem passar aperto”. Excelência

empresa sólida, nascida em Governador Valadares, que contribui para o crescimento e desenvolvimento da cidade, com promoção de emprego e renda”. Uma variedade de cartões atende a diferentes necessidades divididas em categorias, como Empresarial, Alimentação, Farmácia, Combustível e Saúde. A empresa também oferece serviços de pagamento de contas, recarga de celular,

O desempenho positivo da BigCard não foi alcançado à toa. A empresa prima por acompanhar as novas tendências de mercado, trunfo que garante ao cliente o primeiro lugar em comodidade e segurança. O sistema totalmente automatizado, aliado à atuação de alta qualidade dos funcionários, permite oferecer aos conveniados serviços com agilidade, competitividade e eficácia diante do mercado. Resultado de tanta qualidade reunida numa só marca: a presença nas principais capitais brasileiras, conferindo à BigCard a condição de uma das maiores bandeiras de cartões de convênio. Verdadeiramente, uma empresa sólida e eficiente.

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colaborador

Eco de outras eras Um projeto multicultural Por Clores de Andrade Lage E-mail: cloresalage@hotmail.com “Ecos de outras Eras - um dedo de prosa com Carlos Drummond de Andrade, o artista das palavras”. O título da peça do grupo “Faszess 4 de Teatro”, de São Paulo, é convidativo, pena que não é em Valadares. Essa viagem no tempo e na minha obra será prestigiada pelo público paulistano no final de agosto. A peça ficará em cartaz durante três meses. Paralelo às expressões e palavras no centro do palco, outras formas de arte serão apreciadas. Minhas pinturas e esculturas ficarão expostas no hall de entrada do teatro. Como nasceu a ideia? Inspiração? Também. Transpiração, mais ainda! Foram quatro anos de pesquisa para desbravar pesquisar a minha árvore genealógica. No caminho encontrei não as pedras do primo Carlos Drummond, mas cerca de 100 sobrenomes enraizados nessa árvore gigante, de tronco e galhos fortes. E depois de andar pela Galícia e alguns estados brasileiros, eis que nasceu minha quinta obra literária, que vem acompanhada de um DVD (Documentário). Tudo isso objetivando, inicialmente, buscar minha identidade cultural e trazer para os meus netos as origens dos nossos ancestrais. Mas fui além. Senti necessidade de ampliar o projeto, registrando os momentos e os caminhos por onde andei. Recuperei, ainda,

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algumas madeiras nobres, moldadas pelo tempo, para dar nova vida, transformando-as em esculturas. A viagem foi incrível. Trouxe-me inspirações e lembranças que vou me lembrar por muito tempo. Até as pedras que encontrei nessas andanças eu aproveitei. Elas se transformaram em detalhes das obras, assim como ferro, aços e vidros. Esse período me trouxe uma fase boa como artista. Um crescimento profissional e ainda mais paixão pela natureza e tudo o que ela nos dá. Reaproveitando, a gente revive histórias. Minha consciência ecológica e emoções foram traduzidas pelos pincéis, de onde surgiram composições abstratas. Contar essa história hoje é como pintar uma tela. A emoção é igual. Esse projeto me realizou de tal forma que me senti completa como artista. Ver um livro publicado, uma pesquisa nunca feita realizada e ainda poder aliar tudo às minhas obras de arte é um sonho. Ver tudo isso representado numa peça teatral – outra expressão cultural que amo – é uma emoção de carreira muito grande. Em conversa com os representantes do grupo teatral “Faszess 4”, descobri que essa minha motivação pela arte em suas várias expressões também os fez interessar pela obra, que foi um


projeto itinerante, com grande apoio da imprensa, passando por algumas cidades brasileiras como Belo Horizonte, Itabira, Valadares e Salvador. E adivinhem!? Por uma feliz coincidência, um dos integrantes do grupo teatral, Arthur Miranda, é valadarense. E foi dele o primeiro contato recebido para adaptar as artes plásticas e a poesia a uma nova linguagem. O diretor Ademir Emboava, muitas vezes premiado, teve a ideia de levar o livro para o palco e recuperar pela dramatização a relação que existiu entre meu primo Carlos Drummond de Andrade e eu, por meio das cartas trocadas por nós nos anos 80. Surreal Quem tiver a oportunidade de conferir a peça, vai ter con-

tato com uma obra que mistura o irreal com o real. Se formos pensar que tive como fonte de inspiração muitos dos meus sonhos, não poderia ser diferente, não é, minha gente? E foi nisso que o diretor se apoiou, fazendo uma miscelânea de poesias, artes plásticas, cartas, vidas, ligações sanguíneas e as trilhas sonoras que ouço enquanto trabalho (a intenção, também, é de aproximar o universo do teatro ao da música clássica)

Depois de tudo, a melhor palavra para traduzir o que sinto agora é “ansiedade”. Sim! Não vejo a hora de contemplar esse espetáculo que promete dar nova forma à arte, se transformando numa obra completa e mágica. Tenho certeza que é isso que o espectador pode esperar. E a boa notícia é que no ano que vem o grupo de São Paulo pretende trazer o espetáculo para Valadares. Aguardem!

“ Esculturas da artista Clores Lage estarão em exposição no teatro

Esse projeto me realizou de tal forma que me senti completa como artista. Ver um livro publicado, uma pesquisa nunca feita realizada e ainda poder aliar tudo às minhas obras de arte é um sonho. Ver tudo isso representado numa peça teatral – outra expressão cultural que amo – é uma emoção de carreira muito grande. 67 conceito

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Empresa Reflorestar é destaque na implantação de reflorestamentos comerciais de madeiras nobres

Em três anos de fundação, Reflorestar especializou-se no cultivo e na recuperação de diversas f lorestas

A

vida no campo ficou mais fácil, ou pelo menos mais moderna, depois que o trabalho na roça ganhou a presença de máquinas para ajudar no cultivo da plantação e nas atividades rotineiras da pecuária. As inovações foram logo assimiladas pelos produtores que estão de olho em aumentar os lucros e ganhar competitividade no mercado rural. Além disso, inúmeras pesquisas ajudam a engrossar o leque de conhecimentos que buscam melhorar a produção. Nesse universo de possibilidades, o reflorestamento comercial de madeiras nobres é visto

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como um segmento promissor. Na região dos vales, os empresários Edvaldo Soares Filho e Hélio Estevão de Almeida Filho descobriram uma grande oportunidade de negócio. Há três anos, fundaram a Reflorestar. Dentre outros serviços, a empresa comercializa reflorestamentos de madeiras nobres de seis espécies florestais. Na região, o destaque é o Mogno Africano Khaya Senegalensis, que se adapta melhor às regiões de clima seco, onde o nível de pluviosidade é baixo. “Nós vendemos florestas de sucesso”, diz Edvaldo. E, segundo ele, isso só é possível porque


a empresa oferece mudas certificadas de qualidade e todo o suporte para que o investimento renda bons lucros ao produtor. É feita uma análise do solo, um estudo de qual planta se adaptará melhor ao clima do local, o levantamento das áreas com GPS e, ainda, um acompanhamento técnico. A empresa atua ainda em outras duas importantes frentes de trabalho: a Reflorestar Topografia, responsável pela realização de georreferenciamento de imóveis rurais, levantamentos planialtimétricos, averbação de reserva legal e todo serviço topográfico em geral; e a Reflorestar Ambiental, braço da empresa responsável pela legalização ambiental de propriedades rurais, areais, pedreiras, loteamentos e todos aqueles que necessitam de interrelação com todos os órgãos ambientais. Desde a fundação, a Reflorestar atua em parceria com a Tropical Flora Reflorestadora, sediada na cidade de Garça, no Estado de São Paulo, que é referência na comercialização de mudas de espécies madeireiras nobres no Brasil. Segundo Edvaldo, a escolha foi mais que acertada. “A Tropical Flora é muito reconhecida por suas pesquisas e seriedade no mercado”, justifica. Workshop sobre reflorestamento Se as atividades desenvolvidas no campo são bem sucedidas, institucionalmente a Reflorestar também ganha força. Em agosto de 2012, a empresa reuniu em Governador Valadares cerca de 120 participantes para a 5º edição do Workshop Reflorestamento Comercial de Madeiras Nobres. Produtores rurais, profissionais liberais, empresários e profissionais do setor florestal agrícola debateram durante dois dias sobre a implantação, manejo e perspectivas das florestas plantadas no Brasil. O evento contou ainda com uma visita de campo a áreas experimentais de madeiras nobres comerciais, como mogno africano, guanandi, jequitibá rosa e cedro indiano.

Funcionário da Reflorestar em plena atividade. “Nós vendemos florestas de sucesso”, afirma o sócio-proprietário Edvaldo Filho

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empreendedor

Turma de formandos pelo treinamento de liderança oferecido pela empresa Condor Blanco chegam ao mercado com gabarito de alto desempenho

Por que participar de treinamentos de liderança? A Revista Época Negócios publicou em julho de 2010 o resultado de 365 entrevistas com executivos de oito países latino-americanos e as competências que eles mais precisam desenvolver. O resultado: 1º. Liderança - 67% 2º. Trabalho em equipe - 53% 3º. Comunicação - 47% 4º. Visão - 47% Estão preparadas para o mercado competitivo atual pessoas e organizações que formam líderes conscientes, com motivação e inovação para inspirar positivamente as pessoas à sua volta e líderes integrais que apresentam resultados e relações equilibradas, com congruência entre pensamentos, palavras, emoções e ações! Para atender a esta demanda, oferecemos o

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Método Condor Blanco de formação de líderes e equipes de alto desempenho. Condor Blanco é uma organização internacional com sede no Chile, com representantes em 12 países e 40 cidades, tendo no currículo 30 anos de experiência na formação de líderes com excelentes resultados em mais de 500 mil pessoas. Oferecemos o que há de melhor em todo o mundo para formar e treinar líderes conscientes e integrais. Utilizamos um método inovador em Powerment e expansão pessoal, com o objetivo principal de conquistar a autoliderança por meio do desenvolvimento de uma estrutura de vida que contemple o amor próprio e o poder pessoal como pilares fundamentais para gerar autonomia e autoconfiança em suas decisões e ações.


“A pessoa mais difícil de liderar é sempre você mesmo” ( John C. Maxwell – O Livro de Ouro da Liderança). “Antes de liderar os outros, dirigir empresas, governar nações, aprenda a ser o líder de si mesmo e da sua própria vida.” (Suryavan Solar – Manual de Autoliderança). O líder inspira pessoas pelo seu exemplo. Exemplo de autodesenvolvimento de quem segue valores e supera seus limites. As pessoas não escutam o que falamos, “escutam” o que fazemos, nossas atitudes e comportamentos. Por isso a formação de grandes líderes começa pela autoliderança. Participe do treinamento autoliderança e Consultoria de Projetos de Vida em Governador Valadares, de 21 a 23 de setembro de 2012! Desperte o líder interno e obtenha êxito pessoal e profissional. Desenvolva seu projeto de vida alinhado com o seu sonho e equilibre todas as áreas de sua vida.

que merecem desenvolver todas as áreas da vida: prosperidade material, felicidade emocional, cultura intelectual e liberdade espiritual, alinhada a um respeito super profundo a natureza e aos animais. • Quem tem disposição para enfrentar desafios e desenvolver autoconhecimento (identificar fortalezas e debilidades). • Conhecer um método de treinamento que une técnicas, culturas e conhecimentos de várias partes do mundo.

Benefícios do programa • Identificar crenças limitantes e autossabotadores (tudo aquilo que impede conquistar seus objetivos). • Escrever com apoio de um consultor experiente seu projeto de vida com objetivos a curto, médio e longo prazos e receber uma assessoria semanal para concretizar suas metas. • Formar-se como consultor de projetos de vida. • Despertar seu maior potencial, recuperar o poder pessoal, a motivação e o entusiasmo para concretizar suas metas. • A teoria é abordada com dinâmicas (70% vivencial, prático, desafiante e divertido). Público- alvo •

Gerentes, gestores, diretores, líderes e liderados

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colaborador

O Fenômeno humano da Liderança Por Inocêncio Magela E-mail: dialetika@dialetika.com.br O desafio que se me apresenta é tratar de um assunto cuja magnitude coincide com a do ser humano, em tão curto espaço. Mas antes de qualquer consideração, é bom que se evidencie que frequentemente utilizamos a palavra “liderança”, que é um processo com o mesmo significado da palavra líder, que é o protagonista desse processo. Tenho encontrado diferentes conceitos que nos levam à compreensão desse fenômeno. O que mais me agrada, e por sinal o mais simples, assim se expressa: “liderança é um processo de influência eficaz”. Parece-me que nessa conceituação encontram-se todos os ingredientes, que tenho assistido nesse fenômeno durante a minha vida, e tenho encontrado nas pesquisas que tenho feito. Em seu livro O Desafio da Liderança, de James M. Kouzes e Barry Z. Posner conceituam-na como sendo: “Liderança é a arte de mobilizar as pessoas para que elas queiram lutar por aspirações compartilhadas”. Tenho grande apreço por essa conceituação, pois nela encontro conteúdos de autenticidade, nem sempre encontráveis em outros conceitos que primam pela manipulação. Este conceito de liderança fundamenta-se em alguns elementos: • A liderança encontra-se centrada na

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aceitação pelos liderados, e de forma voluntária. • O papel do líder localiza-se em um processo de mobilização de vontades. • Expressa os desafios propostos por aspirações a serem compartilhadas. Nestes elementos, contidos em sua conceituação, podem-se inferir algumas crenças que contrariam a prática da liderança por muitas pessoas que ocupam o cargo de comando. Como por exemplo, a crença de que há uma enorme diferença entre: • Arregimentar apoio e dar ordens. • Conquistar compromisso e impor obediência. Por mais que tais crenças pareçam óbvias, na prática, os gestores contemporâneos, com muita frequência, ainda parecem acreditar que só produz efeito a arte de dar ordens e de impor obediência. Eles desconhecem novas tecnologias de liderança. Tais condutas encontram-se ultrapassadas, porém não conseguem sair do cotidiano, pois vivemos numa geração herdeira de uma educação autoritária e de uma gestão autocrática. É necessária muita determinação para que haja uma conversão de crenças obsoletas, para outras contemporâneas e eficazes.


Por mais que tais crenças pareçam óbvias, na prática, os gestores contemporâneos, com muita frequência, ainda parecem acreditar que só produz efeito a arte de dar ordens e de impor obediência.

O fato é que não se consegue fidelidade, lealdade e reciprocidade pela imposição de obediência ou pelo comando de ordens. Com muita frequência isso significa exibição de poder, promoção do medo e da insegurança. Os resultados a serem obtidos por tais métodos constantemente ocorrem apenas na presença da autoridade impositiva, e cuja ressonância não tem perenidade. Os demais conceitos que foram surgindo, de alguma forma se repetem. No entanto, alguns se concentram nas características da pessoa que protagoniza a liderança, e outros nas circunstâncias e situações em que líderes surgirão, a partir das características das pessoas ou grupos, a serem por ele liderados. Fato é que faço a opção por visualizar sistemicamente o fenômeno da liderança, considerando múltiplos fatores. Pretendo não desperdiçar variáveis relevantes em sua compreensão. Porém, neste momento, exercitando a tendência de centrar o processo da liderança nos seguidores ou no grupo de seguidores, por vezes radicalizo-me em minhas reflexões: chego a pensar que o líder seja apenas um produto grupal, não raramente um excremento grupal, para ser mais contundente. Ou seja, o grupo ou a sociedade produz o líder que representa seus anseios, seus sonhos e necessidades, de forma duradoura ou temporariamente. Se examinarmos cuidadosamente personalidades do passado e nos perguntarmos: prevaleceram as características do líder ou as imperiosas necessidades e os poderosos desejos do grupo em que se encontravam inseridos? Apenas para efeito de ilustração pode-se lembrar de algumas personalidades cuja liderança é incontes-

te. Assim o digo pelas pesquisas que tenho realizado, em programas de capacitação em liderança: • Mahatma Gandhi: foram suas características pessoais ou as circunstâncias de espaço e tempo que o fizeram surgir, a partir das imperiosas necessidades de contexto. • Nelson Mandela: foi o seu perfil pessoal ou a conjuntura racial na África do Sul que se impôs e foi à procura de quem pudesse preencher as necessidades do momento, de mediação. • Juscelino Kubistchek: foram suas características pessoais ou o contexto pós-ditadura Vargas que se abriu à procura de um perfil que melhor se acomodasse numa sucessão democrática. Outros tantos existiram que preencheram as características da admiração e da aceitação geral: João Paulo II, Ayrton Senna, Madre Tereza de Calcutá e outros incontáveis que a história registra. Conforme já disse, pretendo fazer uma opção sistêmica, considerando o encontro oportuno e favorável das duas variáveis: o perfil do líder e a situação que o demandou e acolheu. Agora só nos resta uma reflexão: que características tenho eu que me possibilitaria contribuir para a minha organização ou para a minha sociedade? Creio que, para responder a essa questão, devo me sintonizar com uma outra: quais necessidades tem a minha organização ou a minha sociedade que demandam de mim uma missão especial? Fato é que não nos escapam muitas escolhas: ser um líder ou um liderado. Ter uma estratégia ou fazer parte da estratégia de outrem. Eis a questão.

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colaborador

Como o excesso de expecativa pode gerar

frustração

Por Igor Madeira E-mail: igormadeira.wordpress.com Diariamente, encontramos pessoas se queixando de que o projeto em que elas apostaram “todas as fichas” falhou. O relacionamento não está dando certo, o curso universitário parece declinar, o funcionário que acreditávamos contribuir com a empresa não rende mais, os filhos escolheram carreiras opostas aos investimentos educacionais feitos ao longo dos anos. E tantos outros eventos do dia-a-dia nos causam uma sensação de impotência frente à realidade por nós vivenciada. Por que esses fatos nos abalam tanto e nos causam uma sensação de frustração diante de tudo? Um dos grandes motivos pelos quais esse fenômeno (frustração) ocorre é em decorrência do excesso de expectativas que depositamos em nossos projetos. Na maioria das vezes, criamos hipóteses sobre aquilo que poderia acontecer e nos esquecemos de que todas as coisas que planejamos têm a probabilidade inicial de 50% de acerto. E daí, quando os acontecimentos reais

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não suprem as nossas expectativas (hipóteses), tendemos a nos sentir frustrados e culpados por ter apostado tempo e confiança (e por que não?, dinheiro) em algo que fracassou. Não podemos generalizar e dizer ao leitor: a partir de agora não crie expectativas sobre os seus projetos. O que queremos dizer é que, ao planejar, tenha a certeza da grande probabilidade de acertos e erros. Mantenha os “pés no chão” e não falseie a realidade. Uma das formas de não sermos surpreendidos pelo excesso de expectativas é vivermos o presente e não sofrer demasiadamente com eventos futuros, ou seja, não criar hipóteses que poderão não se concretizar. O ideal frente a um novo projeto e/ou investimento é dar passos curtos. A cada passo, reavalie os efeitos do que foi feito e dê o passo seguinte com base na sua avaliação. Assim, a probabilidade de você ser surpreendido e se sofrer em decorrência de alguma eventualidade será muito menor.


A

Missão Vida é uma instituição filantrópica com sede em Anápolis (GO) que, há 28 anos, atua na recuperação e reintegração de mendigos. Nosso objetivo é retirar homens da mendicância, recuperá-los e reintegrá-los socialmente. Além de Anápolis, a instituição também possui núcleo em Cocalzinho (GO), Brasília (DF), Uberlândia e Governador Valadares (MG), Camaçarí (BA) e Rio de Janeiro (RJ). Para que o programa de recuperação consiga êxito, um dos pontos principais é fazer com que os internos se sintam confortáveis. Eles precisam ter a sensação de estar em casa e serem acolhidos, protegidos e amados. Geralmente, os mendigos retirados das ruas chegam à Missão Vida cheios de feridas, no corpo e na alma. Banho, corte de cabelo, roupa limpa, comida e uma boa noite de sono ajudam esses homens a se fortalecer e começar a trilhar um novo caminho rumo à recuperação. A partir daí, aos poucos e de acordo com as condições físicas, começam a participar da vida do centro de recuperação. Disciplina é algo que os internos preci-

sam reaprender. Por isso, horários são fixados e seguidos rigorosamente, assim como as atividades ocupacionais e espirituais. Acostumados a morar nas ruas e a sobreviver de esmolas, os internos precisam reaprender a trabalhar para, num futuro próximo, conseguir seu próprio sustento com o fruto de seu esforço. Participar e obedecer são requisitos para a permanência. O programa de recuperação é oferecido gratuitamente e tem duração de no mínimo sete meses. Para participar do programa é imprescindível que o homem seja maior de 18 anos e esteja vivendo nas ruas. Todos os atendimentos oferecidos pela Missão Vida são gratuitos e a instituição é mantida através de doações de pessoas sensíveis ao ministério de recuperação e assistência social. Você pode ajudar de muitas maneiras diferentes. Demonstre sua solidariedade doando: alimentos, produtos de limpeza e higiene pessoal, roupas e calçados, realizando trabalhos voluntários ou fazendo doações mensais através do boleto bancário ou depósito em conta. Contatos: Pr. Antônio – (33) 9129 7985 Joana (33) 9129 9976 Geórgia (33) 9916 1113

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Pedimos uma pequena licença neste espaço tão importante só pra dizer que entendemos bem o valor da palavra caridade. Não aquela promocional, feita para ser exibida e não para ajudar quem precisa, mas aquela feita com amor e pureza de espírito. E reconhecemos tanto o trabalho das entidades assistenciais de Valadares que decidimos doar uma página de cada edição para o altruísmo. Esta é a primeira delas. A REVISTA CONCEITO promove aqueles que promovem a vida.

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