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Mostramos nesta edição o novo

Edição Estadual n.º 2 - Ano N.º 2 2.º Quinzena de maio/2009 DISTRIBUIÇÃO GRATUÍTA

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Pág. 26

Entrevista

Responsabilidade é a chave para enfrentar a crise Nesta edição o consultor Darcy Freitas faz uma abordagem completa sobre o atual cenário social, político e econômico. Pág. 18


Editorial

Expediente

Equilíbrio emocional Empresa Jornalística Folha do Empresário Ltda CNPJ/SRF.: 01.898.561/0001-12

Editor

Darcy Bernardino de Freitas

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Redação

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Críticas e Sugestões

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Metodologia de Distribuição Eletrônica via Internet por E-mail.

Acesse as notícias diáriamente

www.unipem.com.br Acreditamos em Deus. Acreditamos na prosperidade e na capacidade do ser humano evoluir com os frutos do trabalho honesto, digno e próspero. A Revista VOE Vip se propõe a analisar a importância da iniciativa empreendedora para o desenvolvimento econômico, e toma como foco a realidade brasileira, sob o contexto da Lei de Inovação e para o fomento da inovação tecnológica e do empreendedorismo, além de discorrer profundamente sobre as características do empreendedor e a necessidade de as disseminar entre a sociedade. Busca-se provar o conceito de que somente por meio da ação empreendedora será possível manter o fluxo contínuo de inovação, capaz de gerar vantagem competitiva para indivíduos, localidades e economias nacionais. A Revista tem como obejetivos específicos publicar somente os fatos positivos relacionados à comunidade empresarial e a sociedade comtemporânea, mostrando caso de sucesso de empresários, profissionais liberais e empresas inovadoras. Esta aberto também espaço para todos os empreendedores, gestores, profissionais liberais, universitários, representantes de entidades de representação e instituições de ensino superior para publicação de artigos e opiniões. Nossa linha de trabalho é sempre marcada pela integridade, confiança e lealdade, bem como pelo respeito e valorização do ser humano, em sua privacidade, individualidade e dignidade. A Revista VOE Vip - Repudiamos qualquer atitude guiada por preconceitos relacionados a origem, raça, religião, classe social, sexo, cor, idade, incapacidade física e quaisquer outras formas de discriminação, pois, acreditamos na importância da responsabilidade social e empresarial, como veículo de comunicação comprometido com as comunidades em que atuamos, e que tal responsabilidade é exercida plenamente quando contribuímos com ações em prol do desenvolvimento dos municípios, dos Estados e do Brasil.

O controle emocional é fundamental para se ter uma vida profissional bem-sucedida e um relacionamento pessoal equilibrado e feliz. Os sentimentos estão diretamente relacionados aos pensamentos, portanto controlar o que se pensa, ajuda a direcionar corretamente as emoções. Para conquistar uma carreira profissional bem-sucedida e relacionamentos pessoais felizes e equilibrados, o controle emocional é essencial. Os indivíduos emocionalmente inteligentes são os que usam a razão para compreender e lidar com as emoções, que recorrem a elas para interpretar o meio envolvente e tomar as melhores decisões. Os que não conseguem exercer controle sobre a sua vida emocional, travam batalhas internas, não se concentram no trabalho e assim perdem a capacidade de pensar com clareza. As pessoas devem aprender a lidar com os sentimentos mais fortes do ser humano, como a tristeza, a alegria e a raiva. Todas as emoções surgem através dos pensamentos, por isso, quando se pensa em algo triste ou irritante, as emoções imediatamente sentidas são de tristeza e raiva. Se soubermos conduzir os pensamentos, poderemos direcionar nossas emoções. Pensamentos negativos - As emoções negativas colocam em risco a saúde física e o equilíbrio emocional, aumentam o absenteísmo e diminuem a produtividade. Veja alguns problemas que estas emoções podem causar ao ser humano: ! Tristeza: saudável quando passageira, pois leva à reflexão, mas se persistir vira depressão e prejudica o funcionamento psicológico, social e profissional. ! Raiva: uma corrosão de dentro para fora, que provoca prejuízos para si e para os que estão próximo. O câncer é considerado a doença da raiva. ! Medo: permite decidir se as pessoas fogem ou enfrentam as situações. Em excesso gera ansiedade, aumentando a significação de perigo e encurtando o horizonte de tempo necessário para lidar com a situação. Pessoas dominadas pelo medo têm dificuldade familiar, profissional e social Vida profissional - O Q.I. elevado (Quociente de Inteligência), pode gerar um bom emprego, mas é o Q.E. (Quociente Emocional), que garante uma promoção, pois quem sabe lidar com suas próprias emoções de maneira equilibrada, tem mais facilidade de resolver problemas e encontrar soluções. Indivíduos desprovidos de Q.E. raramente sabem gerir um conflito, impor autoridade, prestar atenção aos outros e ao que se passa à sua volta. A inteligência emocional não é genética. Estas habilidades são aprendidas, ampliadas e aprimoradas ao longo da vida. Os padrões emocionais estabelecidos podem ser mudados, porque temperamento não é destino. Para mudar é necessário analisar os próprios atos, palavras e pensamentos. Devem-se eliminar os exageros, tanto positivos quanto negativos, e enfrentar a vida de forma natural. Assim é possível ter melhor qualidade de vida, menos estresse e evitar doenças psicossomáticas que levam à depressão. Uma dica de exercício mental para lidar com as emoções é ter consciência do sentimento no exato momento em que eles ocorrem, para que as emoções fiquem do tamanho certo. Além do autocontrole, é necessário profundo conhecimento sobre você mesmo e sobre os outros. Receba através desta edição, todo o nosso carinho e gratidão por sua atenção. Boa leitura! Darcy B. Freitas Editor

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Decepção

Um prefeito é cassado a cada 16 horas no país

Um levantamento inédito mostra que a lei da compra de votos está produzindo um recorde de cassações Dez anos após sua criação, a lei que determina a cassação do mandato de quem compra voto virou o terror da classe política nacional. Um levantamento inédito feito em março em 2.503 zonas eleitorais do país (84% do total) mostra que pelo menos 119 prefeitos eleitos no fim do ano passado já foram cassados com base nessa norma. O ritmo é de uma condenação a cada 16 horas, tomando-se como base a data da posse, 1o de janeiro. É um recorde sob qualquer aspecto. Esse total é superior à soma de todos os prefeitos que perderam o cargo por compra de votos entre 2001 e 2008, período equivalente a dois mandatos completos de prefeito (leia o quadro no fim da página). De acordo com a lei, o prefeito cassado deve ser substituído pelo candidato que ficou em segundo lugar na eleição quando o vencedor não obteve mais de 50% dos votos no primeiro turno. É o que aconteceu recentemente com Jackson Lago (PDT), substituído pela ex-senadora Roseana Sarney (PMDB) no governo do Maranhão. No caso de Lago, porém, a condenação foi por abuso do poder político. Nas situações em que o prefeito cassado foi eleito no primeiro turno, a lei manda que a Justiça convoque novas eleições. Isso já ocorreu em 14 municípios neste ano. A maioria dos 119 prefeitos recémcassados por compra de votos, porém, não está nem em uma situação nem em outra. A maior parte obteve liminar para continuar no cargo enquanto aguarda sentença de tribunais superiores.

Saiba mais A pesquisa Prefeitos e Vereadores Cassados por Corrupção Eleitoral foi feita entre os dias 10 e 20 de março, por meio de um formulário eletrônico preenchido pelos cartórios eleitorais. A iniciativa partiu do ministro Félix Fischer, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele atendeu a uma solicitação do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), uma organização que faz campanha por regras mais severas nas disputas políticas. O fenômeno do aumento das cassações por compra de votos também foi observado entre os vereadores. Houve 31 cassações de vereadores a mais que o total registrado entre 2001 e 2008. Desde janeiro, 119 vereadores foram cassados (a coincidência de número

com o total de prefeitos cassados no mesmo período é apenas numérica – não há necessariamente relação entre os prefeitos e os vereadores cassados). De acordo com os pesquisadores, o ritmo de cassação de prefeitos e vereadores deverá aumentar nos próximos meses. Muitas denúncias feitas pelo Ministério Público ou por candidatos derrotados ainda esperam sentenças de juízes de primeira instância. Um levantamento feito em dezembro pelo TSE sobre a eleição de 2008 mostrou que mais de 4 mil processos de cassação de prefeitos e vereadores foram protocolados na Justiça em 21 Estados (cinco deles não forneceram dados). Desse total, mais de 3 mil processos mencionavam compra de votos.

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Decepção A maioria dos prefeitos cassados por compra de voto é de cidades pequenas ou médias. Na lista, há apenas um de capital: Roberto Góes (PDT), de Macapá, no Amapá. Amparado por uma liminar, Góes continua no cargo. Um dos casos que mais chamam a atenção é o de Jundiaí, no interior de São Paulo. Lá, o prefeito, Miguel Haddad (PSDB), recebeu sete sentenças de cassação na primeira instância, possivelmente um recorde nacional. Nem todas eram por compra de votos. Haddad chegou a ser afastado do cargo por 19 horas em janeiro, mas, por meio de liminar, voltou. Cinco condenações foram reformadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O principal adversário de Haddad, Pedro Bigardi (PCdoB), já disse que vai levar o caso ao TSE, em Brasília. Se Haddad terminar cassado, Jundiaí terá novas eleições. Os candidatos passaram a apostar muito mais nas disputas jurídicas. «As eleições estão totalmente judicializadas» MÁRLON REIS, juiz Criada em 1999 após uma campanha popular que coletou mais de 1 milhão de assinaturas em todo o país, a lei da compra de votos virou o principal instrumento de cassação de mandatos porque possui critérios muito mais

severos que as outras normas eleitorais. Para que um político seja cassado por corrupção eleitoral, basta que se prove a compra ou a tentativa de compra de um voto apenas. Ao contrário das outras leis, como abuso do poder político ou econômico, não é necessário provar que a ilegalidade foi decisiva no resultado final da eleição. Se a lei da compra de votos é a mesma há dez anos, por que o total de cassações cresceu tanto desde a última eleição? As pessoas que se debruçaram sobre o assunto listam três grandes razões para isso. A primeira é o “aumento visível da litigiosidade”, diz o juiz Márlon Reis, um dos coordenadores da pesquisa e estudioso dos assuntos eleitorais. “Os candidatos começaram a perceber que essa lei funciona e passaram a apostar muito mais nas disputas jurídicas. As eleições estão totalmente judicializadas.” O segundo motivo é o avanço do entendimento dos próprios juízes. “No início, muitas denúncias foram desprezadas pela Justiça, pois ainda não havia a compreensão de que basta a compra de um voto para determinar a cassação. Hoje, a jurisprudência é muito mais segura”, diz Francisco Whitaker, coordenador do MCCE e membro da Comissão Brasileira de Justiça

e Paz. A terceira razão é o avanço da tecnologia. “Com o uso mais intensivo da internet, advogados e juízes estão mais bem informados sobre o tema”, diz o advogado Torquato Jardim, especializado em questões eleitorais. Essa explicação também faz sentido para entender as mudanças de comportamento do eleitor. Com um gravador portátil ou uma simples câmera de celular, qualquer um pode flagrar, denunciar e derrubar um político por corrupção eleitoral. O avanço na aplicação da lei não se dá sem levantar polêmica nos meios políticos e jurídicos. Muitos analistas entendem que a Justiça está contrariando a vontade do eleitor nos casos em que empossa um segundo colocado, derrotado nas urnas, numa prefeitura ou num governo estadual. O juiz Márlon Reis concorda que pode ser interessante a ideia de estabelecer a regra de convocação de novas eleições em qualquer caso de cassação de mandato executivo. Mas ele afirma que o princípio da lei não deve ser modificado. “A compra de votos sempre foi aceita como algo normal, pouco grave, e só agora essa realidade começa a mudar. O fundamental é excluir quem rompeu a regra do jogo.” Nisso, diz Reis, a Justiça não pode recuar.

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Colniza em festa Carlos e Marisete (Loja Lider) com a equipe.

Andrien Jason (World Sport) e Marciléia Pitteri (Supermercado Santos).

Lourival 100% e esposa Eliane.

Ari (Drogaria São Paulo) e esposa.

Aconteceu no último dia 02.05, na cidade de Colniza/MT a grande festa organizada pela Associação Comercial e Empresarial e Excelsior Publicidades e eventos, para a entrega do Portento 2008 - Melhores do ano. Mais de 300 pessoas prestigiaram o evento que é considerado o «Oscar» para as empresas e profissionais que são eleitos pela opinião pública como os melhores em suas áreas profissionais e ramos de atividades. A cidade de Colniza esta localizada há 1.100 Km de Cuiabá, na Região Noroeste, do Estado de Mato Grosso. Segundo informações da Prefeitura, possui mais de 40.000 habitantes e vem se consagrando como grande produtora de café no Estado. Administrada pela prefeita Nelci Capitani, que vem realizando uma excelente administração, Colniza é um município rico em alternativas de investimentos em agricultura, pecuária e extrativismo de madeira. Colniza é hoje uma das cidades de Mato Grosso com menor índice de criminalidade.

Equipe do Supermercado Santos comemorando o resultado de melhor supermercado em mais um ano.

J. Batista (Exceslior Publicidades e Eventos) comemorando o sucesso da festa com a esposa Loici (direita) e a irmã e grande profissional Sônia.

Mário Bosco, Edson e Marcos da (Colniza Multi Marcas), acompanhado das esposas, comemorando o prêmio.

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Marcia Pitteri ( esq.) (gerente do Supermercado Santos) e a irmã Marciléia Pitteri (proprietária): Toda a beleza, competência e elegância na noite da entrega do Portento 2008.

Destaque para Darcy Freitas, que foi levou o prêmio de melhor consultor de empresa na cidade de Colniza/MT, concedido pela Associação Comercial e empresarial daquela cidade.

Dickson Casarin, de Sinop/MT em ensaio fotográfico com a bela Priscila. Ele é um dos grandes profissionais da área de informática em Sinop.

Eliane (funcionária do Supermercado Santos - Colniza), comermorando com o irmão o prêmio de melhor caixa de supermercado naquela cidade. Parabéns Eliane!

Flagrante de Marciléia, Andrien Jason e Darcy Freitas, no trecho entre Juína à cidade de Aripuanã no dia 13.04.2009.

Parabéns ao casal de avós Olimpio Bartolomeu e Gorete - de Sinop, que comemorou no último Domingo dai 10.05, junto com a filha Grazielli, o aniversário da netinha Bianca Vitória, na cidade Novo Horizonte de Norte.

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Saúde

Os

riscos de tentar pílulas naturais

emagrecer com

balanceada. Ou seja, elas não funcionariam isoladamente para diminuir o peso. "È como uma pílula para matar a sede", diz Walmir Coutinho, endocrinologista e presidente da Federação Latino-Americana para o Estudo da Obesidade. "Só que, para tomar essa pílula, é necessário tomar um copo de água; ou seja, não é ela que mata a sede." Por isso, muitas vezes elas parecem dar resultado, quando a perda de peso foi causada por uma outra mudança de hábito.

Perigo na fórmula das pílulas

Pílulas compostas por extratos vegetais prometem reduzir o peso, mas não há pesquisas que comprovem sua eficácia e há casos de graves efeitos colaterais. Na luta para perder peso, costuma valer tudo: exercícios físicos, dietas rigorosas ou remédios, muitos remédios. A oferta de medicamentos para emagrecer é enorme e qualquer novidade logo consegue adeptos. No Reino Unido, a pílula Alli, que acaba de chegar às farmácias, alega evitar a absorção de um quarto da gordura dos alimentos ingeridos. Mas a droga tem causado crises de diarreia e gases em quem ingere alimentos muito gordurosos depois de tomá-la. Mas existe uma opção "natural" eficaz e sem risco de efeito colateral? Pílulas de extratos vegetais, como de laranja-amarga ou algas, são vendidas como "remédios naturais", sem necessidade de receita médica, e são muito procuradas porque parecem uma opção menos agressiva ao corpo. Aí está o problema.

Médicos endocrinologistas se opõem ao uso desses produtos porque faltam pesquisas que comprovem sua eficácia, além de muitos efeitos colaterais que podem surgir. Um deles é o efeito laxante dessas pílulas, que prometem acelerar o metabolismo, fazendo o corpo queimar mais calorias, e reduzir a ingestão de gordura.

Segundo Coutinho, a composição desses produtos traz riscos por incluir medicamentos de uso controlado, como anfetaminas, diuréticos e hormônios. Em doses descontroladas, os hormônios, por exemplo, levam ao hipertireoidismo – distúrbio que pode causar taquicardia e levar à morte. Ele cita uma pesquisa feita pelo Instituto Adolfo Lutz, nos anos 90, com produtos vendidos como naturais para perda de peso. Metade das marcas tinha medicamentos na fórmula. "Quando desenvolvemos um remédio, na maioria das vezes ele vem de uma planta, mas não usamos suas folhas, e sim seu princípio ativo, que é o que importa para resolver um determinado problema", diz Coutinho, sobre a crença de que as pílulas são melhores apenas pelo fato de serem naturais. "Escolher esses produtos é jogar no lixo tudo o que a medicina já fez até hoje", diz.

Saiba mais Por serem classificadas como suplementos alimentares, e não como remédios, essas cápsulas não precisam de prescrição nem são alvo de uma regulamentação rígida. Seus rótulos informam que elas devem ser consumidas em associação a tratamentos para perda de peso, com remédios indicados por um profissional e uma dieta

EFEITO COLATERAL - Vendida no Reino Unido, a pílula Alli tem causado crises de diarreia em alguns consumidores Fonte: Revista Época

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Artigo

By: Ambiente Brasil

Biodiversidade

em disputa

O manejo, os fluxos e os intercâmbios de recursos biológicos (animais e vegetais) e genéticos e conhecimentos associados a eles, determinados pelas pautas e valores culturais de cada povo, têm sido uma base fundamental do processo de conservação e criação da biodiversidade. O manejo, os fluxos e os intercâmbios de recursos biológicos (animais e vegetais) e genéticos e conhecimentos associados a eles, determinados pelas pautas e valores culturais de cada povo, têm sido uma base fundamental do processo de conservação e criação da biodiversidade. Por isto dizemos que ela é protegida pela diversidade cultural, ou em outros termos, que o reconhecimento da sociodiversidade é inseparável da conservação da biodiversidade. Incluem-se aqui tanto populações tradicionais e povos indígenas, quanto segmentos do campesinato, seja o de enraizamento antigo, seja o migrante que, na Amazônia, por exemplo, tem renovado suas tradições culturais, incorporando novos saberes em suas práticas agrícolas e agroextrativistas. A Convenção sobre Biodiversidade colocou teoricamente a exploração econômica condicionada a sua preservação. Porém, tanto ela, quanto o marco geral da RIO?92 que representa a Agenda 21 destacam o desenvolvimento do mercado - um mercado aberto, sem barreiras - como condição e motor da sustentabilidade. Para o mercado garantir a manutenção da biodiversidade, dois problemas se apresentam: o mercado se interessa por produtos e não por ecossistemas; o tempo das suas estratégias não se adequa ao tempo da sustentabilidade ambiental. As empresas de biotecnologia que usam como matéria-prima plantas, insetos ou outros animais da floresta, dos quais extraem princípios ativos, não se sentem diretamente responsáveis pela preservação desses ecossistemas.

Mais parecem empreender uma corrida aos garimpos genéticos antes que acabem. A artificialização e homogeneização das sementes com as sementes híbridas e mais recentemente, com a imposição crescente, por parte dos grandes monopólios, das sementes transgênicas, provocam a erosão genética, que coloca em risco a segurança alimentar, e uma nova forma de poluição - a poluição genética - com sérios danos ao meio ambiente. A mesma Agenda 21 afirma que a promoção do crescimento econômico, sustentado e sustentável, faz parte do combate à pobreza. Poderíamos deduzir dessa afirmação que o mercado garante que os benefícios do acesso aos recursos genéticos da biodiversidade serão repartidos de forma socialmente justa. Não é o que podemos constatar em geral. O mercado continua tendo como referência principal a distribuição de dividendos aos acionistas das empresas, com todas as implicações recorrentes: privilegiamento do curto prazo, migração rápida do capital e dos

investimentos, busca permanente de vantagens comparativas. Do mesmo modo que no século passado, o Estado Ocidental, pressionado pela luta de classes, disciplinou as empresas capitalistas, negociando ou impondo a legislação trabalhista e o estado de bem-estar, hoje, somente o poder público poderia, nos âmbitos nacional e internacional, impor regras a uma economia largamente internacionalizada para que seus lucros sejam revertidos em prol de maior igualdade. Estamos longe disso. O reconhecimento pela Convenção sobre Biodiversidade dos países sobre seus recursos genéticos significa tão somente o direito de negociá-los, não de subtraí-los às regras do mercado tais como definidas pela Organização Mundial do Comércio (OMC), o que deixa as empresas multinacionais com enormes vantagens frente a possíveis estratégias nacionais na caça e na exploração da biodiversidade. Assim, a sociedade assiste e assistirá à sangria não só dos seus recursos, mas de remessas de lucro. A evolução do trabalho legislativo nesse

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campo, nestes últimos anos, parece reforçar, salvo raras exceções, essa tendência. A Lei das Patentes (Lei n. 9.279/96), que regula a propriedade industrial no país e a Lei de Cultivares (Lei n.9.456/97), que cria direitos de propriedade intelectual sobre variedades comerciais de plantas, reforçaram a submissão dos recursos biológicos e genéticos à lógica do mercado. Enquanto o Projeto de Lei de Acesso aos Recursos Genéticos e o Estatuto do Índio tramitam com dificuldades, medidas provisórias, tais como a MP n. 2052/2000, que regula o acesso ao patrimônio genético em favor das empresas, atropelam os Projetos de Lei em debate. O modo como a abertura do mercado brasileiro às sementes e produtos transgênicos está sendo literalmente “empurrada” pelo legislativo e pelo executivo, em particular pelos Ministérios da Agricultura e de Ciência e Tecnologia, é exemplar do modo como prevalecem interesses empresariais, e, no caso, antes de tudo das empresas transnacionais. É bastante reveladora a criação apressada, por Medida Provisória 2.137 de 28 de dezembro de 2000, da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - CTNBio, em que se extrapolam as competências da Comissão, atribuindo-lhe poderes que tendem a ferir a Constituição.

Na história da humanidade - e isso começou há 10.000 anos, as sementes agrícolas foram produzidas e melhoradas por gerações de camponeses através do mundo, bem como, gerações de sábios indígenas aprenderam a selecionar e manipular ervas medicinais. A detenção coletiva desses recursos e do conhecimento deveria garantir um direito coletivo, mas a legislação não atribui valor a esse trabalho e não o reconhece, o que significa na realidade uma expropriação do saber e dos direitos. A proposta substitutiva do deputado Luciano Pizzatto ao projeto de lei No 2.057/91 que institui o Estatuto do Índio, na mesma linha, não reconhece os direitos coletivos dos povos indígenas.2 Enquanto isso, as grandes monoculturas avançam nos Cerrados e em direção à Amazônia, apoiadas pelas forças conservadoras do Congresso, que tentam a todo custo modificar a legislação florestal em seu favor, propondo a diminuição dos percentuais de áreas de preservação obrigatória. Neste quadro adverso, no entanto, identificamos alguns avanços e inovações. Elevar a biodiversidade agrícola é fundamental para a sustentabilidade sócioeconômica-ambiental dos agroecossistemas. Baseando-se nesta premissa, vêm sendo desenvolvidas várias iniciativas a partir do

final da década de 70, mais especialmente nos anos 90 do século passado. Há múltiplas experiências de conservação e recuperação da biodiversidade no campo das variedades vegetais e de raças de animais utilizados na agricultura, através das Casas de Sementes comunitárias espalhadas pelo país, “feiras de diversidade” para troca de material genético como sementes de essências vegetais, plantas medicinais, além de recursos fitogenéticos, etc. Além do sistema convencional de conservação de amostras nos centros de recursos fitogenéticos da EMBRAPA que precisa ser desenvolvido e mantido, é preciso implementar, a exemplo de experiências em outros países, um sistema de intercâmbio com agricultores (conservação/on farm) para, periodicamente, receberem amostras de materiais coletados, multiplicarem, reincorporem em seus sistemas produtivos, fazerem seleção, melhorarem e retornarem o produto obtido aos centros. Atendendo a reivindicação de lideranças indígenas, o governo brasileiro tomou, recentemente, uma importante iniciativa. Apoiou, através do Instituto Nacional de Propriedade Industrial e da FUNAI, um encontro de pajés para a discussão de mecanismos de proteção ao conhecimento tradicional associados aos recursos genéticos no país e formas de repartição de benefícios decorrentes de sua

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Artigo A partir de uma iniciativa do movimento sindical dos trabalhadores rurais na Amazônia, começa a tomar corpo, em 2001/ 2002, o Programa de Créditos Ambientais para a Amazônia - PROAMBIENTE. Esta proposta de crédito assegura a compensação pelos serviços ambientais prestados pela produção familiar, dentre os quais se insere a conservação da biodiversidade. Ela inclui um Fundo Ambiental e um Fundo de Apoio Técnico.

utilização. A Carta de São Luiz, documento de conclusão deste importante evento, que será entregue à Organização Mundial de Propriedade Industrial, destacando um conjunto de propostas significativas, evidencia uma boa posição do país no plano internacional, mas que precisa encontrar correspondência no plano doméstico, com a votação das leis em tramitação, respeitando seu caráter sócio-ambiental. No campo da diversificação dos sistemas produtivos, destacam-se as iniciativas de projetos dos Sistemas Agroflorestais - SAFs, implementadas com base no princípio da sucessão vegetal e com a incorporação de concepções e práticas agroecológicas. As experiências de manejo comunitário da madeira, em que pesem as dificuldades para que seja reconhecido e para que as comunidades possam comercializar a madeira, constituem-se também em inovação. Ainda entre as propostas de manejo florestal há que destacar a implantação no Brasil do Forest Stewardship Council - FSC, que pode contribuir para disciplinar a extração da madeira e expansão da monocultura do eucalipto e pino, condicionando-a aos interesses sociais e ambientais. A instituição do Sistema Nacional de

Unidades de Conservação da Natureza SNUC - tem também um importante significado para a conservação da biodiversidade. É preciso implementá-lo e fortalecê-lo com medidas relativas ao desenvolvimento de planos de manejo e gestão em todas as unidades de conservação; regularização da situação fundiária; incorporação das comunidades no entorno das unidades de conservação como parte da estratégia de conservação in situ da biodiversidade e estabelecimento de sistema de informações e monitoramento das unidades de conservação. Na Amazônia e na Mata Atlântica, o Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais, através de seu componente Projetos Demonstrativos PDAs, tem permitido a multiplicação de experiências, como acima mencionadas, de conservação da biodiversidade. Em 1996, contrapondo-se ao sistema convencional de crédito que não reconhece o agroextrativismo e vincula o “pacote agroquímico” aos recursos, a Secretaria de Coordenação da Amazônia do Ministério do Meio Ambiente, com o apoio das organizações de extrativistas, criou o Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Extrativismo - PRODEX, para o financiamento do agroextrativismo.

A título de conclusão, redefinir diretrizes e estratégias, mudando de enfoque programas e políticas, como tem sido debatido em fóruns da sociedade civil, é o ponto de partida para a conservação da biodiversidade genética, de espécies, de ecossistemas. Supõe, por exemplo, incorporá-la de forma explícita em todos os instrumentos de ordenamento territorial e de gestão ambiental, tais como corredores de biodiversidade, zoneamento econômicoecológico, planos diretores de ordenamento territorial e gerenciamento de bacias hidrográficas.4 A realização da Reforma Agrária em consonância com as características ambientais dos vários ecossistemas e formas tradicionais de uso da terra, a demarcação das terras indígenas e o fortalecimento do Sistema de Unidades de Conservação devem ser parte constitutiva e base das estratégias da macro-política.

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Economia

BNDES diz que estados já estão aptos a receber repasse de R$ 4 bilhões Os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal já foram enquadrados no Programa Emergencial de Financiamento (PEF), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e estão aptos a receber os R$ 4 bilhões que serão repassados para investimentos. O presidente do banco de fomento, Luciano Coutinho, e o diretor das Áreas Social e de Crédito, Elvio Gaspar, assinaram as propostas firmes referentes aos nove estados do Nordeste, o que abre caminho para a requisição dos recursos do PEF ao Tesouro. Para o Nordeste, o programa prevê a liberação total de R$ 2,1 bilhões. Os valores destinados a cada Estado foram definidos de acordo com a participação de cada um no

Fundo de Participação dos Estados (FPE). Os recursos serão utilizados pelos governos estaduais para a manutenção de investimentos previstos nos seus planos plurianuais e nas Leis Orçamentárias. O programa foi criado para compensar a diminuição de arrecadação verificada nos estados e no Distrito Federal, principalmente aquela derivada da queda dos repasses ao Fundo de Participação dos Estados. As operações do PEF poderão ser contratadas até 31 de dezembro deste ano, e a taxa de juros é TJLP (atualmente em 6,25% ao ano) mais 3% ao ano. O prazo total de amortização é de oito anos, com um ano de carência.

Aumentos de abril foram pontuais e inflação não continuará subindo, diz economista O aumento no preço dos cigarros e os gastos com empregada doméstica, cabeleireiro, manicure e costureira fizeram a inflação de abril altar para mais do que o dobro em relação a março. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é usado pelo governo para fixar metas de inflação, ficou em 0,48% em abril, ante os 0,20% registrados no mês anterior, segundo informou hoje (8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Todos os itens que pressionaram a inflação fazem parte do grupo Despesas Pessoais, que em abril teve alta de 2,14%. Somente o preço dos cigarros subiu 14,71%. O grupo Saúde e Cuidados Pessoais foi o segundo com a maior variação (1,10%) em função do reajuste nos preços dos remédios (2,89%). Para a coordenadora de Índices e Preços do IBGE, a economista Eulina Nunes, os aumentos de preços em abril foram pontuais e localizados e não significam que a inflação vá continuar subindo. Ela lembrou que o preço dos remédios normalmente é reajustado em abril e que os cigarros subiram por conta do reajuste do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

“O resultado de abril provavelmente é um repasse do salário mínimo, que vem sendo reajustado acima da inflação e neste ano o aumento ocorreu um mês antes do que no ano passado”, explicou. Sobre os alimentos, a economista lembrou que a taxa de abril chegou ao mais baixo nível dos últimos meses (0,015%) e que mesmo alguns itens apresentarem preços mais altos do que no mesmo período do ano passado, a desaceleração de preços fica evidente.

Para o mês de maio, a expectativa do IBGE é de que a inflação seja pressionada pelos reajustes de preços administrados, como a energia elétrica. O instituto também divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias que ganham de um a oito salários mínimos. A taxa de abril ficou em 0,55%, bem acima do resultado de março, que foi de 0,20%.

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Economia

Bancos dos EUA vão captar mais US$ 75 bi Os órgãos reguladores federais norteamericanos disseram aos 19 maiores bancos dos Estados Unidos que devem levantar US$ 75 bilhões em capital extra até novembro, numa decisão mais otimista do que se previa sobre a saúde do sistema financeiro.. Será exigido que dez dos 19 bancos considerados "grandes demais para entrar em colapso" pela administração Obama levantem capital adicional, de acordo com os resultados dos testes de estresse do governo, divulgados na tarde de ontem. Mas os 10 bancos vão ter de levantar muito menos capital do que alguns analistas esperavam apenas poucos dias atrás. O Bank of America deve captar US$ 34 bilhões, mas é provável que resista a obter tudo ou uma parte desse valor convertendo seus US$ 45 bilhões em dinheiro para resgate financeiro em ações comuns. Ao contrário, espera-se que o banco preencha o buraco em relação ao capital vendendo a preços mais baratos divisões menores, uma participação no China Construction Bank e realizando vendas de outros ativos.

Em teleconferência com jornalistas logo após o anúncio do teste pelo governo, o presidente do Citigroup, Vikram Pandit, disse que a instituição fará tudo o que for necessário para se adequar aos padrões

determinados pelo governo. O banco converterá mais US$ 5,5 bilhões de ações preferenciais em ordinárias para reforçar o capital.

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Avanço

Mais de 75% dos PCs no País já são feitos por fábricas nacionais São Paulo, 5 de Maio de 2009 - Ao lado da chinesa e da chilena, a indústria de computadores no Brasil é uma das raras no mundo em que os fabricantes locais detêm uma participação de mercado invejável, competindo com gigantes multinacionais de igual para igual. Das 11,8 milhões de unidades produzidas no País em 2008 incluídos nessa conta computadores de mesa e portáteis - os integradores brasileiros abocanharam 77% de participação, apurou a International Data Corporation (IDC). O mercado é particularmente pulverizado e quem lidera a produção de computadores há quatro anos é a brasileira Positivo Informática, com 15,6% de participação no quarto trimestre de 2008, a dezenas de milhares de unidades mensais à frente de marcas mundialmente conhecidas como as americanas Dell e HP, ou a chinesa Lenovo (que adquiriu a divisão de PCs da IBM). Também o ritmo de crescimento desta indústria chama a atenção. O País possui a quinta posição em volume, atrás dos Estados Unidos, China, Japão e Reino Unido. No ano passado, não fosse a queda de 16,8% nas vendas do último trimestre, a produção física no ano teria aumentado acima dos 20%, estima Luciano Crippa, analista de mercado de computadores do IDC. Com o revés da crise internacional, que atingiu em cheio o crédito ao consumidor final e, por tabela, as vendas no varejo, a expansão consolidada no ano foi de 10,6%. Apesar da desaceleração do último trimestre, o índice é muito superior ao encontrado na maioria dos grandes mercados. Segundo o IDC, 2009 apresentará uma retração de 11,5% no volume de unidades, com recuperação a partir das vendas de Natal, em dezembro. Mesmo assim, estima a consultoria, até 2010, o País conquistará a 3ª posição entre os fabricantes de computadores. Segundo a Intel, mais de 20 mil empresas compram seus chips no País para montar computadores, sem contar as que adquirem os componentes no exterior e o importam. "O mercado nacional está bem distribuído em três fatias", informa a gerente de marketing de consumo da fabricante de chips, Denise Pereira. "Os grandes integradores brasileiros, as multinacionais, e um grupo de milhares de pequenos integradores", conta. Segundo ela,

boa parte do sucesso das empresas locais reside em três características: profundo conhecimento do mercado, agilidade e flexibilidade para lançar produtos afinados com a demanda. "Em geral, as empresas brasileiras são muito eficientes em eleger e desenvolver nichos: algumas se especializam em máquinas voltadas para as pessoas aficcionadas em jogos eletrônicos (gamers); outras, em equipamentos baratos; ou em computadores destinados a setores específicos, como as agências de publicidade, que requerem máquinas potentes, capazes de rodar soluções que requeiram imagens de alta definição", exemplifica. Segundo Denise, nem mesmo o mercado corporativo, mais exigente em suas demandas de pós- vendas, assusta integradores médios. "O segmento de pequenas empresas no Brasil já está bem estruturado e tem encomendas de 10 ou 15 máquinas por vez; essa demanda também vem sendo suprida, em boa parte, pelos fabricantes locais", comenta.

Claudio Vita, vice-presidente comercial da Itautec, empresa que tem se focado no mercado corporativo de grandes empresas e nas licitações de todas as esferas de governo, tem a sua explicação para o sucesso das fabricantes nacionais: "Temos no País um conjunto de regras que equiparam as grandes multinacionais aos fabricantes locais, como HP ou Dell". Segundo ele, a Itautec tem filiais em vários países, entre os quais Argentina, Estados Unidos e Venezuela. Mas nesses mercados, só disputa os segmentos de automação bancária, comercial e serviços de TI. "Só sou competitivo em computadores no Brasil", admite. Sua escala menor, na casa de centenas de milhares de PCs por ano - em relação aos gigantes internacionais, com seus milhões de equipamentos produzidos por ano - é compensada no Brasil pelos incentivos dados pelo governo, de um lado, e pelas mesmas dificuldades do ambiente competitivo.

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Pantanal vive período

mais seco desde 1974 e

futuro preocupa especialistas

Brasília - O Pantanal mato-grossense experimenta, em 2009, o período mais seco dos últimos 35 anos e as mudanças climáticas podem tornar este tipo de fenômeno mais recorrente nas próximas décadas. O alerta é do pesquisador da Embrapa Pantanal, Ivan Bergier, em entrevista concedida ao programa Revista Brasil , da Rádio Nacional. “Este ano será bastante atípico. Vai se realmente seco. Já temos detectados focos de incêndio e a incidência de queimadas deve ser alta até o fim do ano”, afirmou Bergier. Entre 1974 e 2008 o nível do Rio Paraguai se manteve sempre alto, na faixa entre 3 metros e 5 metros. Este ano a projeção dos especialistas é de que fique abaixo dos 3 metros. A última seca prolongada na região ocorreu entre os anos de 1963 e 1973. Não é possível afirmar que vá se repetir um ciclo parecido. O prognóstico indica até um aumento de precipitação na região até 2050.

Entretanto, também não permite descartar a preocupação com novas situações atípicas. “Hoje estamos vendo um ano muito seco e daqui para frente é uma incógnita. Pode haver manutenção de níveis máximos, mas as mudanças climáticas podem ter outros efeitos aqui [no Pantanal] como o aumento da ocorrência de eventos extremos”, disse. As chuvas acima da média histórica no Norte e Nordeste estão relacionadas, segundo Bergier, ao fenômeno La Niña, que amplifica as chuvas naquelas regiões e, ao mesmo tempo, torna o clima mais seco na Região Sul. As causas da seca vigente no Pantanal ainda não estão claramente detectadas. “Ainda não temos uma explicação consistente. Pode ter relação com erupção vulcânica, mas ainda não existe um fenômeno compreensível para explicar esse período de seca”, afirmou Bergier.

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Artigo

O lixo tecnológico nosso de cada dia Os produtos elétricos e eletrônicos, como televisão e computadores em geral possuem vários módulos básicos. Os módulos básicos comuns a esses produtos são conjuntos/placas de circuitos impressos, cabos, cordões e fios, plásticos antichama, computadores e disjuntores de mercúrio, equipamentos de visualização, como telas de tubos catódicos e telas de cristais líquidos, pilhas e acumuladores, meios de armazenamento de dados, dispositivos luminosos, condensadores, resistências e relês, sensores e conectores. As substâncias mais impactantes do ponto de vista ambiental presentes nestes componentes são os metais pesados, como o mercúrio, chumbo, cádmio e cromo; os gases de efeito estufa, as substâncias halogenadas, como os clorofluorocarbonetos (CFC), bifenilas policloradas (PCBs), cloreto de polivinila (PVC) e retardadores de chama bromados, bem como o amianto e o arsênio. São substâncias venenosas, contaminantes, muitas delas cancerígenas em grandes quantidades, outras são teratogênicas (induzem a má formação de fetos em mulheres grávidas) e a maioria delas é altamente solúvel em água, vindo a contaminar lençóis freáticos superficiais e subterrâneos, além de contaminar solos, rochas e afetar a flora e fauna. Este tipo de resíduos merece classificação na classe I da norma brasileira recomendada NBR 10.004/2.004, exatamente pelos riscos ambientais a que expõe, não só aos meios físico e biológico, mas ao próprio meio antrópico ou sócio-econômico, formado pelo homem, suas atividades e suas interações com os meios físico e biológico. Os equipamentos eletrônicos de informática, assim como as pilhas e baterias destinadas em qualquer local têm grande potencial de comprometer solos, aqüíferos, dentre outros aspectos ambientais. O setor de semicondutores utiliza centenas de produtos químicos, inclusive arsênico, benzeno e cromo, todos reconhecidamente cancerígenos. O setor de manufatura e montagem de computadores utiliza processos intensivos no uso de ácidos, solventes e produz gases tóxicos variados. São milhares de computadores fabricados todo ano no Brasil, que depois de utilizados não devem ser destinados em qualquer local. Levantamentos dão conta de que existem cerca de um bilhão de celulares no mundo. Só no Brasil em 2006 foram vendidos 8,3

Fotográfo: Valdomiro Rodrigues Data das fotos: 26.08.2008 Endereço: www.sorrisomt.com

milhões de microcomputadores e 25 milhões de celulares. Atualmente, não existem sistemas adequados para a coleta ou tratamento de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos (EEE) no Brasil, o que reflete a ausência de uma política nacional de resíduos sólidos que vem sendo formulada há quase 20 anos no congresso nacional, justamente para tornar possível um programa responsável de reaproveitamento, reciclagem e descarte de produtos ao final de seu ciclo de vida. Os resíduos tecnológicos provenientes de produtos eletroeletrônicos fazem parte desta realidade e são mencionados detalhadamente na subseção IX do projeto de política nacional, que está para ser sancionado pelo presidente da república. Atualmente no Brasil, a reciclagem de EEE é feita por poucas empresas especializadas, fazem uso da mão-de-obra abundante e barata para executar tarefas simples e pouco planejadas. A grande maioria dos produtos eletroeletrônicos ainda não recebe espécie alguma de tratamento e são depositados em aterros sanitários ou lixões, o que pode causar sérios prejuízos ao meio ambiente. Em alguns casos raros, produtores de EEE adotaram programas próprios de tratamento de produtos para o reuso e reaproveitamento de materiais e componentes, como foi o caso do grupo Itautec, que através da Philco processa computadores obsoletos. Além disso, é preciso a adoção de ações

preventivas por parte de empresas e instituições públicas, pois não há mais como justificar o descarte de eletro-eletrônicos em qualquer local. No Estado de Mato Grosso já devemos começar a se preocupar com tal questão, pois sabemos que na grande Cuiabá operam dezenas de empresas de informática e contingente significativo de órgãos públicos, empresas privadas e até domicílios que estão estocando esses resíduos por absoluta ausência de um local para sua destinação adequada. A necessidade do gerenciamento correto desses resíduos nos remete para a urgência de implantar em Cuiabá um Centro de Recondicionamento de Computadores (CRCs), como atualmente funcionam em Porto Alegre (RS), Gama (DF) e Guarulhos (SP), com reaproveitamento e uso em projetos de inclusão social. Portanto, o lixo tecnológico é emergente na sociedade moderna, sendo necessária a instalação de debates com a participação ativa de toda a sociedade mato grossense, de forma especial, dos fabricantes e revendedores desses produtos, gestores governamentais, de legisladores e pesquisadores, e, de organizações da sociedade civil, os quais precisam assumir a responsabilidade de dar o devido encaminhamento ao problema, norteado pelos princípios do desenvolvimento sustentável. Eduardo Figueiredo Abreu é Analista ambiental, Fundador do Instituto Resíduos. Colaborou: Roberto Naime, Doutor em Engenharia Ambiental, Vice-Presidente do Instituto Resíduos.

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Fotos &

FATOS

Um presente para

Juína

Parabéns a cidade de Juína/MT que pode contar com uma empresa de nível de excelência na prestação de serviços de mecânica, funilaria e auto peças. A Juína Multimarcas esta de cara nova em amplas e modernas instalações. A empresa reúne num só lugar o que há de melhor na prestação de serviços, com uma equipe de mais de 40 profissionais altamente qualificados.

Auto socorro 66 3566 1950 Luiz Claudio David, um dos diretores da empresa: Nossa empresa é uma referência para a região. Atendemos clientes de todas as cidades vizinhas. Nossa equipe sente prazer e amor pelo que faz.

Colégio Delta em Juara realiza grande festa em Comemoração ao «Dia

das Mães».

O Colégio Delta de Juara realizou no último dia 08.05, uma grande festa em homenagem ao «Dia das Mães». Mais de 300 pessoas prestigiaram o evento que foi coroado de êxito e abrilhantado com muitas apresentações musicais, peças de teatros produzidas pelos próprios alunos e sorteios de dezenas de prêmios paras as mais de 150 mamães que se faziam presentes. Segundo a diretora do Delta, empresária Iamara da Silva, o evento foi um sucesso e toda a equipe sentiu-se realizada. ‘Este evento foi uma forma que encontramos de demonstrar todo o carinho e respeito que a direção, equipe de colaboradores e educadores tem por todas as mães.’ disse. Foi uma noite mágica e todos nós estamos felizes. a cidade de Juara possui um dos povos mais acolhedores e hospitaleiros do Estado de Mato Grosso e sentimo-nos honrados em fazer parte dessa sociedade, finaliza Iamara. O Colégio Delta é uma das instituições particular de ensino com maior credibilidade no município de Juara. de Juara.

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Faça da

crise

uma oportunidade para prosperar. Infelizmente, não há como fugir do assunto, por mais cansados que estejam os leitores de ouvir os economistas falando sobre a crise econômica que não foram capazes de antecipar. O tema não caduca não apenas porque a crise é uma das mais severas da história, mas principalmente porque a cada dia que passa, precisamos atualizar nossa definição da palavra “severa”. É verdade que os últimos dados da indústria de certo modo foram inflados pelo derretimento da indústria automobilística e o consequente ajuste negativo de estoques. Porém, o índice de difusão, que mede o número de setores com crescimento negativo, não deixa margem para dúvidas. A recessão está espalhada por grande número de setores da economia, e não concentrada apenas nos setores mais dependentes de crédito para funcionar. Note o leitor que já chegamos em dezembro a um nível similar ao das crises Collor (1991), Arrocho de Crédito (1995), Apagão (2001) e Política (2002). E isso sem que tenhamos alcançado o fundo do poço. Diante deste quadro, é bem provável que o Banco Central continue a reduzir os juros com contundência, nas próximas reuniões do Copom. Mas, em que pese isso e a fé professada por Lula na recuperação da economia doméstica, a verdade é que a produção só se recuperará quando a economia mundial voltar a respirar com mais normalidade. Quando isso vai acontecer? Não há como dizer com precisão, mas a experiência pregressa sugere que ainda vai demorar bastante. Com efeito, em artigo recente, os economistas Kenneth

Rogoff e Carmem Reinhart investigaram minuciosamente o caminho das variáveis econômicas após a ocorrência de grandes crises financeiras, tanto recentes (como Argentina e Ásia), como antigas (como a de 1929). As conclusões não são nada alvissareiras. Na sua amostra, em média, as bolsas dos países atingidos caem cerca de 55% em um período de 3,5 anos; o desemprego eleva-se em sete pontos percentuais − e tarda 4 anos para regressar ao seu nível pré-crise; o PIB declina um total de 9%; e a dívida pública eleva-se fortemente devido à maciça queda de receita que advém da contração da economia.

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A coisa é realmente feia. Ao invés de marolinha, temos uma verdadeira tormenta. Concluo este texto com um pingo de esperança. Se os EUA conseguirem rapidamente implementar o plano de recuperação do mercado financeiro, separando os ativos ruins dos bons no bojo de um grande Bad Bank, destravando assim o mercado financeiro, a recuperação econômica poderá vir mais cedo. Afinal de contas, estatísticas fornecem médias sobre o passado, mas se as ações de política econômica presentes forem melhores que as passadas, elas deixarão de fornecer um bom guia para o que vem adiante. Para abordar o assunto com maior ênfase, o consultor de empresas Darcy Freitas, responderá algumas importantes questões sobre o mundo dos negócios. Entrevista por: Milena Borges

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VOE vip: Como tem sido a vida de um consultor de empresas neste momento de tanta instabilidade econômica? DARCY FREITAS: Confesso que não está fácil. Tenho dedicado muitas horas por dia na busca de informações através de pesquisas e contatos com profissionais das mais diversas áreas, e quando finalizo o dia achando que estou por dentro da realidade, acordo no dia seguinte com uma nova realidade, novo cenário, novas perspectivas. Se antes, a responsabilidade sempre foi prioridade para nossas tomadas de decisões, agora somamos a cautela. Mas tudo está dando certo. É um trabalho maravilhoso. VOE vip: O que os gestores devem a p re n d e r c o m e s s e m o m e n t o d e turbulência? DARCY FREITAS: Um dos elementos principais dessa crise, talvez o mais importante, é como tudo aconteceu devido à irresponsabilidade das pessoas que estão em cargos estratégicos, tanto no governo quanto na iniciativa privada. Por isso, considero que o mais importante agora é procurar passar de uma cultura da irresponsabilidade para uma da responsabilidade. Responsabilidade significa a habilidade de fazer novas promessas. Quando você faz uma promessa, cria o futuro. É como marcar um encontro para amanhã, às 17 horas. Se a promessa for cumprida, algo que não aconteceria normalmente ocorre. Pessoas irresponsáveis

apenas reagem aos acontecimentos. É importante entender isso: responsabilidade é saber fazer as coisas de modo criativo, porque você está criando o futuro. Então, é necessário pensar, é preciso agir. Acredito que as pessoas que estão em postos de liderança precisam apoiar uma cultura de responsabilidade. VOE vip: Nesta atual realidade o que esta mais afetando as empresas é a instabilidade financeira? DARCY FREITAS: Cada empresa tem o seu próprio DNA. Toda empresa tem especificamente sua razão de existir, sua missão, seus objetivos e sua filosofia de trabalho. Não tem como comparar a nada. A estrutura financeira, participação no bolo mercadológico, política de atendimento aos clientes, plano estratégico, o mix de produtos, o planejamento financeiro, a política de RH e o índice de rentabilidade é algo exclusivo da realidade individual de cada empresa. Porém posso afirmar quer na maioria dos casos, as razões das quais as empresas estão passando por dificuldades não é financeiramente. É comum encontrarmos empresas que nasceram do impulso dos sócios e pior, sem o mínimo de planejamento necessário. A ansiedade de ser o seu próprio patrão falou mais alto e ferramentas de trabalho de grande prioridade como por exemplo o plano de negócio foi totalmente ignorado. Esses fatores se agravam ainda mais nas empresas familiares. VOE vip: O que de fato é esse “Plano de Negócio”? DARCY FREITAS: Toda empresa precisa de um planejamento, as grandes contratam grandes consultorias e pagam por informações privilegiadas para montar um planejamento estratégico de anos. Para o pequeno a maior dificuldade está nas análises de mercados e das concorrências, mas com um bom esforço pode-se estimar com precisão estas informações. Muitas vezes, a s pessoas tem idéias muito boas para a abertura de uma empresa, mas não tem conhecimentos técnicos e de mercado para conseguir êxito. Com isso, muitas empresas não conseguem mérito e acabam fechando suas portas, por causa de um mal planejamento. Assim como para construir uma casa, organizar uma festa, viajar para o campo ou para o litoral é necessário fazer um cuidadoso planejamento. Ou seja, a casa, a festa e a viagem não vão se realizar apenas porque você assim deseja, mesmo que seja um desejo ardoroso. Idéias assim nascem em nossos corações, porém, para que elas se tornem realidade, é preciso construí-las passo a passo. Para que uma viagem aconteça, é necessário escolher o local a ser visitado, decidir o tempo da viagem, quanto

“Talvez seja possível comparar nossa época ao do Século XVII, quando se inventou microscópio e o telescópio. Naquele momento, descobriu-se o universo do infinitamente pequeno e o universo do infinitamente grande. Hoje, estamos descobrindo o universo do infinitamente complexo por termos um meio de representálo, de interagir com esse universo justamente por causa da tecnologia intelectual que é a informática.” Darcy Freitas

dinheiro levar, comprar passagens, reservar hotel, arrumar as malas, entre tantas outras coisas. Se, para uma simples viagem, precisamos fazer tudo isso, imagine quando queremos abrir um negócio. E empreender, muitas vezes, é uma viagem para um lugar desconhecido. Para você organizar suas idéias é que foi criado o plano de negócio. Nesta viagem ao mundo dos empreendedores, ele será o seu mapa de percurso. O plano irá orientá-lo na busca de informações detalhadas sobre o seu ramo, os produtos e serviços que irá oferecer, seus clientes, concorrentes, fornecedores e, principalmente, sobre os pontos fortes e fracos do seu negócio, contribuindo para a identificação da viabilidade de sua idéia e na gestão da empresa. Para quem quer abrir o seu próprio negócio e não tem experiência, a melhor alternativa é buscar ajudar de um profissional. VOE vip: Há muitas abordagem, hoje, que prometem revelar ajudar as pessoas a reconhecerem seus verdadeiros anseios. Como é o seu trabalho? DARCY FREITAS: Tenho dedicado meu trabalho a consultorias. Atendo várias empresas de diversos ramos de atividades e tamanhos em vários municípios do Estado de Mato Grosso. Tenho cliente que esta engajado em projetos de expansão e modernização da empresa com investimentos na ordem de cinco milhões de reais, projeto este criado por mim. Por outro lado, tenho cliente que esta em fase de recuperação da empresa, saindo de dívidas, em fim, procuro conciliar meu tempo de acordo com a realidade de cada empresa e cada cliente. Meu trabalho consiste em trazer o bem estar, reestruturar as finanças, resgatar a confiança e auto estima desses empreendedores, através das informações decorrentes da consultoria empresarial. Trabalho diretamente com os projetos de vidas das pessoas e não posso errar. Um parecer errado, coloco abaixo toda uma história de vida, de sonhos e aspirações. Para isso, dou o melhor de mim, amo o que eu faço e posso afirmar que me realizo com meu trabalho.

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VOE vip: E quanto ao tempo para ministrar os treinamentos e palestras? DARCY FREITAS: Sobra pouco tempo para treinamentos e palestras, mas confesso que falar para um público de empreendedores num auditório me fascina. Este ano de 2009, mesmo com a correria, quero ministrar cursos e palestras pelo menos para umas 3.000 pessoas. Não sei se vai ser possível. A emoção que sinto torna-se uma sensação ímpar de poder levar para o público informações que podem melhorar a vida das pessoas de alguma forma. Quando termino um curso ou uma palestra, o que mais gosto é de ver o sorriso das pessoas quando vêem me agradecer. Poder olhar nos olhos dessas pessoas e saber que alguma coisa daquilo falei vai ser útil para melhorar a vida dela, não tem dinheiro que paga. É algo simplesmente indescritível. VOE vip: E qual área você mais gosta? DARCY FREITAS: Gosto de ministrar palestras sobre empreendedorismo e cursos sobre administração financeira. São duas áreas que tocam a vida das pessoas em todas as dimensões. VOE vip: Você acredita em motivação diante da atual conjuntura econômica? DARCY FREITAS: Motivação significa MOTIVO + AÇÃO. Motivação mais entusiasmo, leva qualquer empreendedor ao sucesso. Entusiasmo para os gregos significa “ter Deus dentro de si”. Eu acredito nisso veementemente. Diante da incerteza, da instabilidade e da complexidade, não podemos ter uma atitude derrotista, porque aí, sim, estaremos perdidos de verdade. A atitude pessimista e desesperançada, que, muitas vezes, escolhemos, só tem uma verdadeira origem, ainda que não sejamos conscientes dela: é a ignorância profunda sobre as capacidades, os talentos e as forças que possuímos e que somente são acessíveis, quando temos a coragem de ir além da definição e da imagem que criamos sobre nós mesmos. É surpreendente o fato de que, quando dizemos que estamos simplesmente sendo realistas, o que, na verdade, estamos dizendo é que não estamos enfocando a nós mesmos nos limites da realidade, mas apenas nos limites que nossa própria mente define. Além da motivação, entusiasmo, é necessário adaptar-se. VOE vip: E o que é necessariamente essa adaptação? DARCY FREITAS: Da mesma maneira que inúmeras espécies tiveram que adaptar-se em momentos de crise, reinventando-se, estamos sendo chamados a nos reinventar. Por esse motivo, há partes que temos de deixar morrer,

É cada vez mais fácil o acesso às informações sobre o ambiente de negócios em que sua empresas se insere. Se você não as usa bem, vai ficar atrás dos concorrentes, porque concorrer é coisa para profissionais. Gerar valor ao acionista em ambientes tão competitivos como os de hoje requer ciência. para que outras comecem, primeiro, a nascer e, depois, a desenvolver-se. Em um momento de nossa história, diante da seca reinante e da desaparição das frutas e das folhas macias, nossa espécie original teve de deixar de pôr toda a sua ênfase em manter um enorme intestino, que lhe permitia digerir e absorver os vegetais, e começar a pôr muito mais ênfase em desenvolver uma parte de sua anatomia, até então pequena, que era seu cérebro. Para fazê-lo, teve de mudar sua dieta e começar a comer carne, cuja digestão precisa de um intestino mais curto. O ser humano se reinventou ao transformar-se de herbívoro em carnívoro. Os pinguins imperadores vivem na Antártica, que é o lugar mais frio do planeta, com temperaturas que podem superar os 60 graus abaixo de zero. São aves e, portanto, o esperado é que possam voar. Parece que seu mundo natural são os céus e, no entanto, seu mundo natural é a profundidade do mar, onde mergulham para caçar os peixes que os alimentam. Em algum momento de sua história, a natureza lhes impôs umas circunstâncias extraordinariamente duras, com temperaturas tão baixas e com alimentos tão escassos, que eles tiveram que renunciar ao voo como parte de sua identidade anterior e aceitar a necessidade de desenvolver novas capacidades e de aprender outras habilidades. O resultado foi não apenas que sobreviveram a tudo, mas que também cresceram, progrediram e se multiplicaram. Nós, os seres humanos, temos reações curiosas, porque, não raro, diante das circunstâncias que não nos agradam subjetivamente, em vez de as aceitarmos como um chamado à nossa reinvenção, tentamos ignorá-las, rechaçálas ou, simplesmente, resignamo-nos e deixamo-nos arrastar como se deixaria levar uma vítima ao matadouro. É uma verdadeira lástima que utilizemos a potência de nosso cérebro para nos afundar, em vez de sairmos fortalecidos. Quando o que queremos é escapar da dor, evitar o sofrimento, nossa mente se posiciona em um lugar completamente diferente do que quando o que nos interessa é crescer e evoluir. Paradoxalmente, é quando focamos o segundo objetivo que nossas possibilidade

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de sobreviver no novo ambiente se tornam muito maiores. Einstein disse que é na crise que aflora o melhor de cada um, porque é na crise que nascem a inventividade, as descobertas e as grandes estratégias. Também disse que a criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura, e que a única crise realmente ameaçadora é a tragédia de não querer lutar para superá-la. VOE vip: Você acredita que a turbulência atual também seja um crise de valores e modelos? DARCY FREITAS: Sim. Atrás do aspecto econômico, há um problema maior, que é uma cultura na qual é normal depender de alguém para conduzir sua própria vida produtiva. Quando a cultura da auto-suficiência e da responsabilidade se tornar predominante eticamente e moralmente - o modelo econômico mudará. Se isso não acontecer, teremos uma grande depressão. Mas eu acredito que será necessário haver um colapso do sistema antes dessa mudança ocorrer. Aliás, estamos nesse processo. Mas eu não sou um economista, sou um consultor. Acredito que as pessoas precisam ser independentes. Os seres humanos tem habitado esse planeta por muito tempo. Neste momento, predomina na humanidade uma consciência de vitimização. De uma perspectiva evolutiva, o importante, neste momento, é mudar essa mentalidade.


Para vencer, é preciso disposição para trabalhar, pesquisar, analisar. Virtudes raras nos adeptos de desculpas esfarrapadas e da teorização excessiva. VOE vip: Ser criativo e ter iniciativa é o diferencial do empreendedor nesta nova realidade? DARCY FREITAS: Afinal, conhecimento é poder. Por causa da vida moderna, nós acostumamos a viver na superfície das nossas consciências. Eu também dou muita ênfase ao pensamento criativo. Vivemos na chamada Era da Informação. Se você consegue ler em inglês e sabe usar os mecanismos de busca da internet, é pouco provável que tenha alguma desvantagem informacional. Nessa situação, será bemsucedido quem for mais criativo e inovador. Na Era da Informação, a habilidade de pensar é uma enorme vantagem profissional. Quem é criativo pode desenvolver novas técnicas de negócio, por exemplo, e no momento em que os outros foram capazes de copiar a idéia, ele criará outras. Assim, essa pessoa estará sempre à frente. Procuro enfatizar o desenvolvimento da capacidade de pensar. O problema é que muitas pessoas estão em profissões que elas não gostam. E isso ocorre porque, por exemplo, seus pais ou um avô eram médicos. Então elas se tornam médicos também. Elas podem até alcançar o sucesso, mas não necessariamente a felicidade. É preciso transformar aquilo que amamos em profissão. É preciso criar uma vida na qual paixão e trabalho estejam equalizados. Desde muito jovem - cerca de 15 anos - tenho

interesse no propósito da vida. Essa busca me fez estudar muito sobre tudo. Nesse processo, percebi que, quando as pessoas vivem suas paixões, quando fazem aquilo que amam, elas não só se tornam mais felizes, mas também mais bem-sucedidas e criativas. Mas muitos escolhem suas carreiras com base em informações sobre quais profissões pagam mais ou possuem mais prestígio. Mas em qualquer área há indivíduos que são realmente bemsucedidos. E estes são aquelas que seguem e realizam suas paixões. A partir dessa percepção, procuro orientar as pessoas para que elas possam descobrir suas paixões profundas. Basicamente, a minha abordagem visa fazer os indivíduos descobrirem suas particularidades.

empresa, como por exemplo, a paixão pela capitalismo exacerbado, pelo lucro fácil, pelo dinheiro rápido. Todos nós sabemos que isso não existe e que dinheiro é matemática e matemática é ciência exata, não tem como manipular números. A ganância é a principal razão que motivou essa crise de identidade que consequentemente originou essa situação financeira caótica em que o mundo esta passando. As grandes empresas nunca permitiram falar em lucro em pequena e média escala, só aos milhões, os bancos então, só na casa dos bilhões de dólares e reais de lucros. Vamos pegar o exemplo da própria Embraer, que a principal razão por todo esses conflitos é a não aceitação da redução dos lucros, para isso estão sacrificando seu maior patrimônio que são os funcionários.

VOE vip: Você vai lançar um livro este ano, qual é o título e quando isso vai acontecer?

VOE vip: Qual a importância dos funcionários para empresa num momento como este?

DARCY FREITAS: Sim. Escrever sem dúvida é uma terapia para mim. Devo concluir nos próximos meses para o lançamento, acredito que ainda esse ano o livro “VISIONÁRIOS”. O tema principal é a espiritualidade organizacional como a última fronteira, porém, terá ênfase outros assuntos importantes como liderança, planejamento estratégico, a sociologia do trabalho, como ser empreendedor nesta nova realidade e o planejamento financeiro a longo prazo. Será um livro de pouco mais de cem páginas, numa linguagem objetiva e de fácil interpretação, destinado para todos os empreendedores de todas as idades que gostam e têm o hábito da leitura.

DARCY FREITAS: O capital humano é o mais valioso de uma empresa. Impossível uma empresa crescer e prosperar sem a participação dos funcionários. Num momento como este e de vital importância toda empresa buscar um amplo diálogo e melhorar as relações internas com os funcionários. A comunicação entre direção e funcionários é a base do sucesso de qualquer empresa na política de recursos humanos. Tenho sugerido aos meus clientes que façam reuniões com mais freqüências com as equipes e adotem políticas de monitoramento de resultados. O momento é de segurar os bons funcionários, são eles parte da solução para enfrentar a competitividade. É impossível pensar num projeto de marketing para uma empresa sem levar em consideração a necessidade de uma equipe bem treinada, motivada preparada para atender os clientes.

VOE vip: Você acredita em sorte? DARCY FREITAS: Não. Acredito que cada um deve construir o seu próprio destino. Deus nos deu o livre arbítrio e cabe a cada um construir a sua história. Acredito na força do trabalho, no poder da fé, na honestidade e capacidade infinita do ser humano de conseguir tudo aquilo que almeja. VOE vip: O que é exatamente essa crise global? DARCY FREITAS: Nada mais que uma grave crise de identidade. Com a possibilidade de conectar-se ao mundo em tempo real, o ser humano vem se desvirtuando de valores que são fundamentais para a manutenção de uma vida saudável e garantia de sobrevivência da

VOE vip: Mas tem muita empresa que ao primeiro sinal de crise a primeira ação é cortar custos demitindo funcionários? DARCY FREITAS: A demissão dos funcionários em épocas de economia instável nem sempre é a melhor forma de garantir a sobrevivência da empresa. Realmente, em muitas empresas esse seria o mais grave dos erros de gestão. Normalmente o funcionários demitido sai da empresa com uma grande bagagem profissional e vai direto para o concorrente, o que não é bom de jeito nenhum para a empresa.

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VOE vip: E a Brasil, como você avalia? DARCY FREITAS: É importante ressaltar que, o Brasil hoje é uma referência mundial. O Brasil estará nos próximos 20 anos entre as cinco melhores economia do Planeta. O Sistema Financeiro Brasileira tornou-se um ícone forte em toda a comunidade financeira internacional. E não é só isso, o Brasil é referência para o mundo em muitas outras coisas, como por exemplo o setor da indústria automobilística é o Brasil que produz os melhores carros com características específicas para enfrentar um momento de crise, como por exemplo os carros populares 1.0. Somos referência na área de pesquisas em Biotecnologia, na área de telecomunicações o Brasil é uma potência, estamos perto da casa dos 200 milhões de celular, TV digital e plena expansão da Internet. A Justiça Eleitoral Brasileira é um modelo a ser adotado no resto do mundo. A Democracia no Brasil realmente funciona. Impossível relacionar tantas coisas boas que acontece no Brasil que pode ser modelo para os países mais desenvolvidos. O que precisa mesmo é o brasileiro ser mais responsável, mais organizado, mais cauteloso, isso como cidadão e empreendedor. Eu acredito que ainda vai mais uns vinte anos para que o brasileiro possa adequar-se a tudo o que esta acontecendo. O brasileiro é a nação mais talentosa e alegre do mundo, isso nenhum outro pais pode negar. VOE vip: E quanto ao Mato Grosso? DARCY FREITAS: O Estado de Mato Grosso é uma referência para o mundo em produtividade, não apenas no agronegócio, mas em outros importantes setores da economia. Mato Grosso é um Oasis para se trabalhar. O crescimento do PIB do Estado chegou ao quarto lugar no Brasil. O PIB de Mato Grosso cresceu mais que o país e outros estados do Centro Oeste. Isso graças à produção agrícola e a industrialização. Na área da agricultura ocupa o primeiro lugar no ranking brasileiro de algodão, gado, soja e a segunda colocação na produção de milho. Mato grosso será o grande produtor de alimentos para o mundo e com isso puxará toda uma cadeia produtiva, gerando empregos e distribuição de renda. VOE vip: Mas para que isso aconteça, não é necessária muita ação política? DARCY FREITAS: A iniciativa privada já vem fazendo a sua parte. O Governo ainda deixa tudo a desejar, muita propaganda e pouca a ação. Temos uma Assembléia Legislativa omissa ao desenvolvimento, prova disso é o Zoneamento Socioeconômico Ecológico (ZSEE), que por quase vinte anos ficou engavetado e só agora esta sendo discutido. Isso não é uma crítica e sim fatos,

SAIBA MAIS SOBRE

Darcy Freitas É Consultor de Empresas desde 1997 e acumula no curriculo serviços prestados a mais de 120 empresas e já ministrou cursos e palestras para mais de 45.000 empreendedores. Uma das áreas de maior atuação é a Engenharia Financeira que através dela é possivel diagnosticar com precisão a viabilidade financeira de uma empresa.

hoje a classe política de Mato Grosso só está preocupada em reeleição e como se eleger em 2010. Isso é ruim porque a população está a mercê de projetos concretos que realmente proporcionam o desenvolvimento. VOE vip: E quanto as prefeituras, o que elas podem fazer? DARCY FREITAS: Conheço muito bem 102 dos 141 municípios de Mato Grosso, tenho amigos e contatos profissionais na maioria desses municípios e posso afirmar que, poucos tem projetos de crescimento responsável e sustentável. A maioria dos prefeitos eleitos nesta última eleição estão perdidos e alguns preocupados apenas em atender aos empregos prometidos aos amigos em épocas de campanha e não tem projetos para suas cidades. Isso é fato. Lamentável e muito triste, pois vão findar o mandato com a administração de mal a pior. Posso dizer isso com muita convicção, pois tenho conhecimento da área política, sempre procurei fazer cursos e me aprofundei nas pesquisas de interesse desta área. VOE vip: E qual é a saída para as prefeituras? DARCY FREITAS: Com a crise financeira mundial as prefeituras terão que buscar novas formas de administração municipal. Dentre a principal medida dos novos prefeitos ou mesmo os reeleitos é verificar como foi o fluxo de recursos municipais, desde tributos como: ICMS, ISS, IPTU e repasses FPM (Fundo de Participação dos Municípios), dentre outros. Verificar a dotação orçamentária aprovada e prever todos os gastos, com os respectivos reajustes até o final de 2009. Aconselhável que as prefeituras contratem administradores competentes para gestão dos recursos públicos, para avaliarem principalmente a possibilidade de otimização de recursos e minimização de despesas, além de adequação de controles diários desde a diminuição e uso racional de água, energia elétrica, telefone, até a utilização necessária

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de alguns equipamentos e suas manutenções preventivas e corretivas. Renegociar alguns contratos pode ser uma boa medida de economia. Conscientizar o funcionário público ao uso racional de tudo que estiver disponível para seu uso surte também efeitos em prefeituras de médio e grande porte. Verificar as dívidas da Prefeitura e a que estão atreladas, em real, dólar ou algum índice de correção, em caso de elevação da inflação ou do valor da moeda, poderão provocar desequilíbrio financeiro municipal. Outro ponto delicado nas prefeituras é a falta de profissionais que saibam montar e administrar projetos. Muitas prefeituras perdem verbas e projetos por falta de um profissional para gerir projetos. Estabelecer critérios de prioridades, nada mais é que fazer um plano de ação, dentre inúmeras estabelecidas no governo municipal. As demandas municipais geralmente são enormes e faltam recursos, mas com o Plano Diretor definido, serve como auxílio básico para intervenção. Políticas fiscais são bem vindas em momentos de crise, desde aumento da fiscalização, como negociações de regulamentações pendentes, este é um momento de trabalho em equipe, em que os interesses coletivos devem sobrepor aos interesses individuais de alguns políticos ou partidos. O excessivo gasto público é outro fator que preocupa em momentos de queda de arrecadação, a nomeação de cargos comissionados deve seguir critérios mais técnicos do que políticos, para melhoria geral da administração municipal.


VOE vip: Além do apoio do poder público, quais as outras alternativas para garantir o desenvolvimento dos municípios? DARCY FREITAS: Eu sou um profissional fascinado pela iniciativa privada. Costumo dizer que, não há um Dólar, um Euro e um Real que circula no mundo hoje sem que seja através da iniciativa privada. Os poderes constituídos só conseguem administrar suas máquinas porque o dinheiro vem dos impostos pagos pelas empresas e pelos profissionais. Mas sendo mais específico, vejo o associativismo e o cooperativismo como as melhores formas de gerir o desenvolvimento. Uma associação comercial atuante pode mudar a cara de qualquer cidade. Tenho conversado com muitos presidentes de associações comerciais de muitas cidades tanto de Mato Grosso, como de Rondônia, alguns até entusiasmado outros de certa forma, poderiam ser mais atuantes. VOE vip: Qual é a saída para os profissionais enfrentar a competitividade? DARCY FREITAS: Informação, pesquisa, sede de conhecimento. Interessante que muitos de nós, não quer proporcionar aos nossos filhos a infância que tivemos. Claro, tivemos uma infância digna, honesta e trabalhamos muitos. No entanto queremos mais para nossos filhos. Só não nos alertamos para o simples fato de que, nossos filhos estão mais inteligentes que nós. Quantos pais trabalham há anos numa empresa e nos últimos cinco anos não teve a preocupação de investir em conhecimento, de fazer um treinamento, de investir num curso de informática, e muitos, nem conhecem computador. Como é que um ser humano com essas limitações poderá oferecer um futuro melhor aos filhos, se para isso, a primeira regra é melhorar a vida financeira, e com tais limitações o risco de demissão é altíssimo. Vivemos o grande momento da democratização da informação. E cada vez mais comum encontrar pessoas que falam muito bem sobre generalidades. Elas têm conhecimento sobre todos os assuntos do dia, desde a queda da bolsa de valores, passando pelas mortes ocasionadas no trânsito e até quanto custa uma viagem de turismo ao espaço.Ainternet, uma verdadeira biblioteca virtual, traz as noticias em tempo real, deixando bem informado qualquer cidadão durante todo o dia. Acesso à informação não é mais privilégio de ninguém. Pobre, rico, criança, idoso, homem, mulher, latino, europeu, estamos todos a um click das notícias, entretenimento, jogos e o próprio trabalho, com destaque para a geração digital. Ela é composta por jovens de até 17 anos, onde a internet é a principal via para suas pesquisas, relacionamentos, comunicação, estudos, namoros, partilhas e entretenimento. Cedo, pela manhã, já

Os números dos últimos anos A economia globalizada mostra, assim, sua pior face, que nos remete ao abraço do afogado: na dificuldade e no desespero, as grandes economias internacionais, mais afetadas pela crise, arrastam para o fundo os países como o Brasil, que tentam providenciar soluções não só para si, mas também para que haja reflexos entre as nações desenvolvidas. Ao final, há uma tendência de que se repita um triste fenômeno bastante conhecido entre os brasileiros: o "voo de galinha" no crescimento da economia. Depois de quatro anos de avanço expressivo e sustentado (5,7% em 2004; 3,2% em 2005; 3,8% em 2006; e 5,7% em 2007), a economia brasileira começou a se abater mais uma vez nos últimos três meses de 2008. Mesmo com este "cruzado no queixo" equivalente a um recuo de 3,6% naquele período, no acumulado do ano o PIB brasileiro cresceu 5,1%, patamar respeitável neste momento de instabilidade. Apenas como referência, podemos citar que a economia do país já chegou a crescer 14% em 1973, auge do milagre econômico durante a ditadura militar. Por outro lado, o PIB nacional recuou 4,3% em 1981 (como reflexo da segunda crise do petróleo, alta internacional dos juros e elevada inflação no Brasil) e em 1990 (devido aos efeitos do Plano Collor). Tomando, porém, como referência os últimos 25 anos, começamos em 1983 com um recuo de 2,9% na economia, devido ainda aos efeitos recessivos do início da década, de uma maxidesvalorização de 30% do cruzeiro (moeda da época) em relação ao dólar, da inflação que ultrapassou os 200% no ano e da desindexação de parte das correções salariais, o que deprimiu a economia. Seguem-se quatro anos de bonança, com crescimentos de 5,4% em 1984 (em razão do forte crescimento dos Estados Unidos); de 7,8% em 1985 (ainda reflexo da bonança externa); de 7,5% em 1986 e de 3,5% em 1987, estes dois últimos como efeito do Plano Cruzado implantado pelo governo do presidente José Sarney. Em 1988, o país volta a registrar queda, agora de 0,1%, como efeito do fracasso do Plano Cruzado e da moratória da dívida externa decretada no início de 1987. Há uma retomada em 1989, com crescimento de 3,2% do PIB após adoção do Plano Verão, mas a hiperinflação não cedeu, tendo ultrapassado os 70% no mês de fevereiro de 1990. É quando o Plano Collor derruba a economia nacional (queda de 4,3% no PIB), efeito que se prolongou, ainda, por mais dois anos, com avanço de apenas 1% em 1991 e recuo de 0,5% em 1992. Após a queda de Fernando Collor, substituído por Itamar Franco na Presidência da República ainda em 1992, a gestação e devida implantação do Plano Real traz resultados bastante positivos aos anos de 1993 (como um PIB 4,9% maior), de 1994 (+5,9%) e de 1995 (+4,2%). Já em 1996, há uma desaceleração mais pronunciada (reflexo dos efeitos da crise do México sobre o Brasil), com avanço de apenas 2,2% na economia nacional. A seguir, registra-se leve retomada em 1997 (+3,4%), ano em que estourou a crise asiática. A crise asiática mexeu com toda a economia global e acabou afetando consideravelmente os resultados econômicos brasileiros em 1998, quando o PIB ficou estagnado em relação a 1997. Já no início de 1999, o Brasil vive sua crise cambial, o que segura seu desempenho (avanço de apenas 0,3% do PIB). Com um crescimento de tímido 0,3% em dois anos, a economia nacional ganha um bom respiro em 2000, com alta de 4,3%, impulsionada pelo crescimento do consumo da população. Este respiro é um dos exemplos lapidares do efeito "voo de galinha". Logo em 2001, o país é atingido por um novo choque: o da crise energética. O plano de redução do consumo de energia do governo Fernando Henrique Cardoso afeta profundamente a produção e o consumo nacionais, e o ano termina com crescimento de limitado 1,3% no PIB. Em 2002, mesmo com a melhora em relação à questão energética, dois fatores limitam o avanço da economia do país a apenas 2,7% no ano: a crise argentina e a instabilidade provocada pelo processo eleitoral, com a escolha de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente da República. Este último fator estendeu seus efeitos ao longo de todo o ano de 2003, com empresas e agentes econômicos segurando investimentos temerosos em relação aos rumos do país com o novo governo. O PIB, então, teve um pequeno avanço de 1,1%. Diante da comprovação pelo governo federal de que as regras econômicas então vigentes no país não seriam alteradas, os investimentos voltam com força, refletindo-se nos números de crescimento entre 2004 e 2008, já citados neste texto. O temor agora é que os efeitos da crise internacional derrubem mais uma vez a economia nacional em 2009. O próprio governo federal tem revisto suas projeções de crescimento para o ano. Agentes do mercado financeiro, segundo recente pesquisa do Banco Central, já esperam na média que o PIB nacional tenha um parco avanço de 1,2% até o final de dezembro. Se tais previsões se confirmarem, voltaremos a ouvir teorias sobre os "voos de galinha" da economia brasileira. O desafio que permanece relaciona-se ao poder de reação do mercado nacional e à perspectiva de reversão desta tendência. Há elementos que permitem alimentar algum otimismo: a indústria automobilística tem registrado crescimento nas vendas; a inflação está sob controle e tende a cair, permitindo que os juros sigam a trajetória de baixa dos últimos meses; os governos municipais, estaduais e federal continuam adotando medidas para estimular a economia, divulgando pacote de incentivos para o setor de construção civil; e, em reunião na Suíça, representantes dos principais bancos centrais do mundo disseram ter detectado fatores que apontam para o início da reversão da atual crise internacional. É importante perceber que a economia mundial não será mais a mesma a depois desta crise. Os patamares econômicos estarão deslocados para baixo, as exigências para a concessão de crédito ganharão em severidade, o dinheiro disponível será mais escasso, a concorrência entre países tende a crescer e a forma como administrar as corporações mudará consideravelmente. Por isso, é essencial que as empresas canalizem desde já recursos e esforços para valorizar qualidade, produtividade, gestão, governança corporativa e redução de custos e riscos, além de promover negociações produtivas com fornecedores, clientes e agentes de crédito. Claro é que o crescimento brasileiro depende de inúmeros fatores e de variados agentes dispersos por todos os segmentos que envolvem a economia de nosso planeta. No entanto, se cada um fizer a sua parte, a perspectiva de reversão do indesejado efeito "voo de galinha" deixa de ser uma simples

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vasculharam a rede, responderam e-mails, verificaram seus orkuts, assistiram ao ultimo vídeo do Youtube, fizeram uma rápida busca no Google e se inscreveram no torneio mundial de matemática à distancia. Tudo que acessam é de maneira rápida, onde as chamadas são mais importantes que o conteúdo. É uma geração que tem uma inegável visão de 360º da superfície. É o que chamo de geração navio! Muitos de nós, hoje ativo no mercado de trabalho, não tivemos os privilégios que essa galera tem nos dias atuais. Quem não faz parte desta geração, até os 17 anos pesquisou pela Barsa, se comunicou por cartas, leu o jornal da banca, assistiu a filmes pela TV e participou de torneios presenciais e brincou de carrinho ou boneca. Alguns, mais afortunados, tiveram a oportunidade de trabalhar com a planilha Lotus 123. Lia-se todo o texto, até o fim. Transcrevia-se à mão a pesquisa para um caderno, recortavam-se artigos de jornais e revistas com a responsabilidade de debatê-los em sala de aula. O acesso à informação era restrito, mas o conhecimento do contexto era maior. Esses fazem parte da geração que tem uma inegável visão de profundidade. É o que chamo de geração submarino! Entretanto, o momento é crucial para fazermos uma auto avaliação de nossas limitações e potencialidades e definitivamente fazer a escolha: ser navio ou submarino?

As atitudes pessimistas e desesperançadas podem aparentar um posicionamento realista. Mas, na verdade, podemos estar limitando a realidade. VOE vip: E no mundo das finanças, qual é a alternativa para crescer e prosperar? DARCY FREITAS: Tudo isso que esta acontecendo para nós consultores, nada é novidade. Desde quando optei pela profissão de consultor em 1997, venho pesquisando a história da economia mundial e do Brasil, e é possível afirmar que, ao longo das últimas décadas, sempre existiram crises e instabilidade econômicas. No entanto, mesmo diante dessas crises do passado, milhões de empresas e empreendedores prosperaram. O grande diferencial e na forma de conduzir o projeto de vida pessoal e a empresa. Hoje, o sistema financeiro por si só, não permite mais aventuras e especulações desenfreadas. O momento é importante para uma grande reflexão pessoal e profissional. VOE vip: O que seria essa reflexão pessoal? DARCY FREITAS: Cada um de nós temos nossos projetos de vida que desenvolvemos ao longo dos anos de acordo com a nossa realidade. Essa reflexão consiste e fazer uma análise racional da atual situação financeira pessoal, confrontar o custo de vida com a renda e as metas as serem cumpridas. Fazendo isso, torna-se possível prever receitas e despesas. Nós brasileiros já somos meio desorganizados por natureza, até digo em minhas palestras que Deus tem sido muito generoso conosco. Muitos de nós, não temos reservas financeiras para emergências (poupança), não temos plano de saúde e olha que nem doente ficamos. Para piorar, compramos carros financiados a longo prazo sem fazer as contas de quanto vamos pagar de juros e quanto esse carro vai depreciar. Fazemos empréstimos com taxas de juros exorbitantes nos finais de ano para viajar de férias com a família sem p o d e r. F a z e m o s m u i t a s f e s t a s e comemoramos tudo, mesmo sem as condições permitir. Para mim, o brasileiro não tem moral para falar de crise financeira. Ta difícil? Sei que esta para todos! Mas basta sair já na sexta feira a noite para uma balada ou restaurante e corremos o risco de não

achar mesas para sentar, pois os restaurantes e lanchonetes estão lotados e todos gastando. Recentemente estive numa grande concessionária de veículos em Cuiabá e o gerente me informou que dos 14 modelos de carros que tinha na exposição, cinco tinha que entrar na fila de espera porque a industria não tinha a pronta entrega. Isso no auge da crise. E olha que estou falando de veículos com preços acima de 50 mil, uns até mais de 100 mil reais. Ou seja, muitos de nós, ostentamos um padrão de vida que não condiz que a nossa realidade financeira. Essa reflexão nada mais é do que olhar com racionalidade para a situação pessoal e se for necessário abrir mão de algumas coisas supérfluas, como por exemplo, roupas de marcas, carros caros, viagens e alto padrão de ostentação, tem que fazer, para não comprometer um futuro de tranqüilidade financeira. VOE vip: O que seria essa reflexão no âmbito das empresas? DARCY FREITAS: Toda empresa hoje tem por necessidade de extrema prioridade a realização de um “Diagnóstico de Viabilidade Financeira” que poderá ser realizada pelos próprios diretores ou por um consultor. Através desta ferramenta de gestão, torna-se possível uma análise criteriosa da saúde financeira e da viabilidade da empresa. Já pesquisei sobre o assunto e constatamos que a maioria das empresas desconhecem seus “Ativos”, “Passivos”, “Custo Operacional Real” e “Margem de Lucro Líquida sobre as Receitas”. Isso é grave. É impossível uma empresa crescer e prosperar se os gestores não tiverem em tempo real todas as informações gerenciais como: Contas a Pagar; Contas a Receber; Saldo de Bancos; Controle de Estoques; Contabilidade de Custos; Apuração dos Resultados Operacionais; Custo Operacional Real da Empresa; Informações dos clientes e fornecedores, para tomadas de decisões. A análise é muito simples, se o empresário não tiver todas essas informações em tempo real, a empresa já é uma excluída do mercado por antecipação. O que não pode acontecer é o empresário criar fantasias em relação aos lucros. Há poucos meses estava eu num aeroporto por mais de meia hora esperando o tempo melhorar para seguir vôo, quando derrepente chegou um empresário num jato que custa mais de 10 milhões de dólares, o que gerou até comentários entre as pessoas que estavam presentes. Recentemente foi publicado a notícias de aquela empresa cujo o dono do jato é diretor proprietário deve milhões de dólares e esta em estado crítico com os principais fornecedores, inclusive com as atividades paralisadas. Mas recentemente, em conversa com algumas pessoas do setor, fiquei sabendo de fonte segura que esse empresário ostenta um padrão de vida milionário, mesmo com a empresa em dificuldades. Isso não pode mais acontecer.

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O empresário que não admitir a real situação econômico e continuar ostentando, vai transformar a vida num inferno. VOE vip: Quais as soluções hoje para empresas que ainda não dispõe dessas informações? DARCY FREITAS: Investir em tecnologia da informação. O primeiro passo é contratar um software que possa oferecer todas essas ferramentas de análise. Para meus clientes tenho recomendado o ECOCENTAURO (www.ecocentauro.com.br). É um dos melhores hoje aqui no Estado de Mato Grosso, além de ser uma empresa idônea e com grandes profissionais altamente capacitados. Com este software, tenho conseguido dar aos meus clientes os resultados que eles almejam, tanto na área de vendas quanto na retaguarda. A Vôo Solo – I n t e l l i g e n c e B u s i n e s s ( w w w. u n i p e m . c o m . b r ) , d i s p õ e d e ferramentas de análise para este “Diagnóstico de Viabilidade Financeira”, que poderá sem implantado de forma simples e objetivo no computador do cliente, alimentado com todas as informações e o resultado já sai pronto. Tudo isso de forma rápida, coisa de três dias para as microempresas, até dez dias para empresas de pequeno porte e até sessenta dias para empresas de médio porte.

“O trabalho enobrece o homem”. Este ditado tão enaltecido, esta frase de efeito repetida orgulhosamente, ressalta a capacidade que tem o trabalho de engrandecer o indivíduo em muitos de seus mais pronunciados valores. Então além de prover as condições materiais de subsistência, o trabalho contemplaria também a dignidade do trabalhador e se converteria numa verdadeira e orgulhosa dádiva por ele desfrutada, uma dádiva que transforma a natureza e gera riquezas – ainda que estas riquezas sejam por vezes desfrutadas por outrem. Texto do livro: VISIONÁRIOS que será lançado.

VOE vip: É viável para uma empresa de pequeno porte recorrer à ajuda de um consultor empresarial na busca de soluções? DARCY FREITAS: No Estado de Mato Grosso, tem ótimas empresas de consultorias e grandes profissionais, e cada uma e cada profissional tem sua política de preços e de trabalho. Nós da Vôo Solo – Intteligence Busines, já fizemos essa análise em algumas empresas e chegamos a conclusão na prática que, o dinheiro que a empresa investe num consultor para buscar soluções, recupera no primeiro até no segundo mês, só com a redução de custo decorrente da eliminação de desperdícios. Quer dizer, é altamente viável hoje para qualquer empresa investir numa consultoria. O trabalho de um consultor muda a realidade de qualquer empresa. Ele consegue conciliar e otimizar todos os processos operacionais de forma contínua trazendo como resultado o desenvolvimento da empresa. Para finalizar, independente do valor a ser pago pela empresa, uma consultoria custa muito barato diante dos resultados e vale apena investir.

Leve Leve oo Prof. Prof. Darcy Darcy Freitas Freitas para para sua sua cidade. cidade.

Seminários, cursos e palestras. Contato: Milena Borges

E-mail: assessoria.de.comunicacao@unipem.com.br Fone: 66 8435 5155 Skype: unipem

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AUTOMÓVEIS

Sedã Ford Fusion A Ford corrigiu o maior pecado da primeira geração do Fusion: o carro, até então, tinha uma aparência um tanto esquisofrênica, pois tentava combinar um jeitão de sedã comportado com uma maquiagem jovial, com direito a lanternas tunadas de gosto duvidoso. Não chegava a desagradar compradores jovens nem maduros, mas estava longe de arrebatar corações. Era, essencialmente, uma compra racional. Agora, não. O novo modelo ganhou um design mais harmonioso e esportivo, capaz de transformar o Fusion também em uma compra emocional. Com isso, o modelo que já liderava o mercado de sedãs entre R$ 80 mil e R$ 100 mil ganha ainda mais argumentos para manter a ponta frente ao coreano Hyundai Azera, ao francês Peugeot 407, ao japonês Honda Accord e ao alemão Volkswagen Jetta, além, é claro, das versões topo de linha de Honda Civic e Toyota Corolla.

Novo design, bom acabamento e espaço interno são os destaques. Versão 4 cilindros tem bom desempenho, sendo mais racional que a V6. sistema de som premium Sony com 390 watts de potência e 12 alto-falantes, além de dois novos motores: o Duratec 2.5 16V com 173 cavalos de potência e 22,9 mkgf de torque (o antigo 2.3 tinha 163 cv) e o inédito Duratec V6 3.0 24V de 243 cavalos de potência e 30,8 mkgf de torque.

escurecidas para aumentar a esportividade. Os faróis de neblina, posicionados ao lado da grade inferior trapezoidal, harmonizam com a proposta. A traseira ganhou novas lanternas, de efeito tipo colmeia. A tampa do porta-malas também foi redesenhada e, junto com o pára-choque, reforça a nova proposta do modelo.

Na parte frontal a grade de três barras cromadas característica do modelo foi mantida, mas os faróis ganharam desenho mais horizontal, projetores elípticos e lentes

O preço de tabela não foi alterado, apesar de o modelo antigo estar à venda com desconto de até R$ 20 mil (R$ 64,8 mil). A versão de entrada do novo Fusion 2.5 16V sai por R$ 84,9 mil, com teto solar o preço sobe para R$ 88,9 mil. Já o preço da topo de linha V6, antes indisponível no Brasil, é R$ 99,9 mil (R$ 103,9 mil com teto solar). Essa versão, além da maior potência, entrega tração integral nas quatro rodas, câmbio com trocas sequenciais e central multimídia Sync com software desenvolvido pela Microsoft, tela de LCD de 8 polegadas touch screen, comando de voz, bluetooth e juke box de 10 GB para armazenar fotos e músicas.

Mas as novidades não se limitam ao design, já que o sedã ganhou equipamentos inexistentes na geração lançada em 2006, tais como câmbio automático de seis marchas (o antigo tinha cinco), direção elétrica, ar-condicionado digital dual-zone, bancos dianteiros com ajustes elétricos,

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AUTOMÓVEIS

Painel de instrumentos foi redesenhado e tem a cor 'Ice Blue' (Foto: Divulgação) O painel foi redesenhado e passou a ter a nova identidade mundial dos produtos Ford, com o painel de instrumentos de iluminação permanente na cor batizada de “Ice Blue”, azul esverdeada. O modelo ainda traz o sistema de personalização “Ambient Lightin” que permite escolher entre sete cores para iluminar pontos internos da cabine, o mesmo sistema encontrado no SUV Edge, um tanto quanto espalhafatoso demais – mas existe a opção de desligá-lo... O acabamento interno é de ótima qualidade, com o painel totalmente emborrachado e peças de plástico com boa textura e encaixes precisos. O volante multifuncional, assim como os bancos de couro de série, levam costuras com pespontos claros para valorizar os detalhes e realçar as linhas dos novos bancos, segundo a montadora. O Fusion é generoso com seus cinco ocupantes, que viajam sem apertos tanto nos bancos da frente quanto nos de trás. Sobra espaço para pernas, troncos e cabeça, um dos pontos altos desde a geração anterior, que cedeu a plataforma para esse novo modelo. O porta-malas segue a mesma generosidade e entrega 530 litros de capacidade para bagagem.

Em ação, o Fusion mostrou-se muito agradável de dirigir. Com um isolamento acústico de primeira, filtra os ruídos externos deixando a viagem agradável e o bate-papo sem um tom de voz elevado. As arrancadas são adequadas aos dois tipos de motor, com o câmbio automático de seis marchas aproveitando ao máximo a curva de torque. O funcionamento é suave, sem trancos nem hesitação do sistema.

Ambos os motores têm quatro válvulas por cilindro e coletor de admissão com dutos variáveis, sendo totalmente de alumínio. Segundo a montadora, a versão V6 vai de 0 a 100 km/h em apenas 8,5 segundos e percorre 7,3 quilômetros com um litro de gasolina na cidade e 11,7 quilômetros na estrada. Já a quatro cilindros precisa de 9,9 segundos para ir de 0 a 100 km/h e tem percorre 9,2 quilômetros na cidade e 14,4 quilômetros na estrada com um litro de gasolina.

O Fusion traz ainda seis airbags (frontais, laterais e tipo cortina), controle de tração e estabilidade, freios ABS e vários outros requintes de segurança e conforte que se espera de um sedã de luxo na faixa dos R$ 100 mil. O modelo tem três anos de garantia e está disponível em sete opções de cores perolizadas: Preto Bristol, Prata Munique, Cinza Berlim, Vermelho Ibiza, Branco Sibéria, Verde Lion eAzul Florence.

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O Sucesso está No Equilíbrio Edição Compacta

Lidando com Pessoas Difíceis

Robert Wong

Lançado em 12/01/2007 · 148 pág.

Lançado em 21/08/2008 · 176 pág.

Harvard Business Review

Empenhe-se Ponha Seus Pontos Fortes Para Trabalhar Marcus Buckingham Lançado em 09/10/2007 · 256 pág.

O Profissional Competitivo Razões, Emoções e Sentimentos Carlos Faccina Lançado em 09/08/2006 · 184 pág.

Não Diga aos Outros O Que Fazer

Nunca Almoce Sozinho!

Ensine-os a Pensar

E Outros Segredos para Construir Relacionamentos que Fazem a Diferença

David Rock

Keith FerrazziTahl Raz Lançado em 18/07/2005 · 320 pág

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HUMOR

Ria se

quizer...

Ta meio descontente com sua aparência?

Anime-se... Tem gente bem pior!!!

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Revista Voe Vip - Maio 2009  

Edição Estadual n.º 2 - Ano N.º 2 2.º Quinzena de maio/2009

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