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Edição Interestadual n.º 3 - Ano N.º 2 1.º Quinzena de julho/2009 EDIÇÃO ELETRÔNICA

A cura para a GESTÃO MODERNA


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Editorial

Empresa Jornalística Folha do Empresário Ltda CNPJ/SRF.: 01.898.561/0001-12

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www.unipem.com.br Acreditamos em Deus. Acreditamos na prosperidade e na capacidade do ser humano evoluir com os frutos do trabalho honesto, digno e próspero. A Revista VOE Vip se propõe a analisar a importância da iniciativa empreendedora para o desenvolvimento econômico, e toma como foco a realidade brasileira, sob o contexto da Lei de Inovação e para o fomento da inovação tecnológica e do empreendedorismo, além de discorrer profundamente sobre as características do empreendedor e a necessidade de as disseminar entre a sociedade. Busca-se provar o conceito de que somente por meio da ação empreendedora será possível manter o fluxo contínuo de inovação, capaz de gerar vantagem competitiva para indivíduos, localidades e economias nacionais. A Revista tem como obejetivos específicos publicar somente os fatos positivos relacionados à comunidade empresarial e a sociedade comtemporânea, mostrando caso de sucesso de empresários, profissionais liberais e empresas inovadoras. Esta aberto também espaço para todos os empreendedores, gestores, profissionais liberais, universitários, representantes de entidades de representação e instituições de ensino superior para publicação de artigos e opiniões. Nossa linha de trabalho é sempre marcada pela integridade, confiança e lealdade, bem como pelo respeito e valorização do ser humano, em sua privacidade, individualidade e dignidade. A Revista VOE Vip - Repudiamos qualquer atitude guiada por preconceitos relacionados a origem, raça, religião, classe social, sexo, cor, idade, incapacidade física e quaisquer outras formas de discriminação, pois, acreditamos na importância da responsabilidade social e empresarial, como veículo de comunicação comprometido com as comunidades em que atuamos, e que tal responsabilidade é exercida plenamente quando contribuímos com ações em prol do desenvolvimento dos municípios, dos Estados e do Brasil.

Estamos vivendo numa época de mudanças ou numa mudança de época? Como caracterizar as profundas transformações que acompanham a acelerada introdução na sociedade da inteligência artificial e as novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC)? Trata-se de uma nova etapa da sociedade industrial ou estamos entrando numa nova era? “Aldeia global”, “era tecnotrônica”, “sociedade pós-industrial”, “era - ou sociedade - da informação” e “sociedade do conhecimento” são alguns dos termos cunhados com a intenção de identificar e entender o alcance destas mudanças. Mas, enquanto o debate continua no âmbito teórico, a realidade se adianta e os meios de comunicação escolhem os nomes que temos de usar. Fundamentalmente, qualquer termo que usemos é um atalho que nos permite fazer referência a um fenômeno - atual ou futuro - sem ter de descrevê-lo todas as vezes; mas o termo escolhido não define, por si só, um conteúdo. O conteúdo surge dos usos em um dado contexto social que, por sua vez, influem nas percepções e expectativas, uma vez que cada termo carrega consigo um passado e um sentido (ou sentidos), com sua respectiva bagagem ideológica. Era de se esperar, então, que qualquer termo que se queira empregar para designar a sociedade na qual vivemos, ou à qual aspiramos, seja objeto de uma disputa de sentidos, por trás da qual se confrontam diferentes projetos de sociedade. Nós da Vôo Solo - Intelligence Business, declaramos nosso desejo e compromisso comuns de construir uma Sociedade da Informação centrada na pessoa, integradora e orientada ao desenvolvimento, em que todos possam criar, consultar, utilizar e compartilhar a informação e o conhecimento, para que as pessoas, as comunidades e os povos possam empregar plenamente suas possibilidades na promoção do seu desenvolvimento sustentável e na melhoria da sua qualidade de vida, sobre a base dos propósitos e princípios. Preparamos mais uma edição eletrônica de Revista VOE VIP, com as melhores informações selecionadas a partir das importantes agências de notícias do país, pesquisas e desenvolvimentos de projetos próprios, que possam proporcionar a cada leitor uma agradável leitura. Em função de todo o processo tecnológico e de informação hoje à disposição de cada cidadão, não podíamos fazer diferente, pois a versão eletrônica deste veículo de comunicação que cumpre importante papel social e cultural na democratização das informações, chega ao e-mail de cada usuário da internet em questão de segundos, proporcionando comodidade extrema e muita facilidade de leitura, além da qualidade impecável das fotos e textos. Inovamos e saímos na frente, todos nosso material não utiliza papel, que não depende de derrubar árvores, que não agride o meio ambiente e que não polui. São muitas as razões pelas quais a cada dia aumenta ainda mais nosso entusiasmo pelo poder da informação, e é por isso que mais uma vez, agradecemos a sua atenção por estar avaliando o nosso trabalho. Um grande abraço e ótima leitura! Darcy B. Freitas Editor

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Setor de

cartões de débito

e crédito precisa de regulamentação Cartão de débito cresce mais do que crédito pela 1ª vez em 2008, diz BC BC: falta concorrência no mercado de cartões de débito e crédito. O diagnóstico da indústria de cartões de crédito trata do custo dos impostos aos clientes e da falta de concorrência no setor, entre outros aspectos. O relatório mostra que as duas maiores bandeiras, Visa e Martescard, respondiam, em 2007, por mais de 90% das transações com cartões de crédito e também das de débito. Para ter acesso ao serviço das duas bandeiras, os lojistas contam com as únicas credenciadoras - empresas que habilitam estabelecimentos comerciais para aceitarem cartões como meio de pagamento no país, Visanet e Redecard. Segundo Marciano, o relatório `é o ponto de partida` para que sejam adotadas medidas. Entre as opções, estão a auto-regulação do setor, em que as próprias empresas se organizariam para estabelecer as regras, ou a regulação pelo governo. De acordo com Marciano, somente depois do prazo dado à indústria de cartões para se manifestar é que o governo vai definir e divulgar sua estratégia de atuação para resolver os problemas do setor. CDC Na audiência, o chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, defendeu que haja uma mudança no Código de Defesa do Consumidor para permitir que os lojistas ofereçam descontos quando o cliente optar pelo pagamento à vista. Segundo ele, assim, os lojistas teriam maior poder de barganha com as empresas de cartão de crédito. Desconto Uma das reclamações dos lojistas é quanto à taxa de desconto, que é paga aos credenciadores, por venda. Segundo o relatório do BC, em 2007, a taxa média de desconto era de 2,9%, chegando a 5% para o cartão de crédito. No caso dos cartões de débito, a taxa média foi de 1,6%. Freitas observou que as lojas menores pagam mais caro. Isto porque uma grande loja, que tem maiores possibilidades de venda, consegue ter mais elementos para negociar com as credenciadoras. Marciano, do Banco Central, concordou com a proposta de criar um desconto para pagamentos à vista. `Traz vantagens para o consumidor e para o sistema

As empresas do segmento de cartões de crédito e débito não estão oferecendo o nível de eficiência que a sociedade brasileira exige. A afirmação foi feita nesta terça-feira (23/6) pelo chefe do Departamento de Operações Bancárias e do Sistema de Pagamentos do Banco Central, José Antônio Marciano, ao participar de audiência pública no Senado Federal para debater a administração e aregulamentaçã o dos cartões de crédito. de pagamento em geral`, disse. 30 dias Freitas também criticou o prazo que os lojistas levam para receber o dinheiro referente a operações com cartão de crédito. `O prazo é muito elevado. Enquanto não recebe, a empresa tem que buscar recursos no mercado financeiro`, disse. Mas, para o diretor da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Marcelo de Araújo Noronha, o prazo não é tão grande diante da demora que os lojistas, anteriormente, levavam para receber o dinheiro da venda por meio do cheque pré-datado. Segundo ele, o prazo, nesse caso, pode ser de 30 dias ou mais.

Com o cartão de crédito, conforme Noronha, o lojista tem vantagem porque o risco da venda é do banco emissor. O representante da CNC defendeu mais transparência para os consumidores que precisam saber que vão pagar taxas de juros altas ao usar o crédito rotativo (que permite o pagamento de valor mínimo da fatura do cartão, deixando o restante para ser pago no mês seguinte) ou ao dividir em parcelas o saldo devedor. Emergenciais O vice-presidente de Cartões e Novos Negócios e Varejo do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, afirmou que o crédito rotativo é para ser usado somente em situações emergenciais. `Se precisar para um período maior, tem outras linhas de crédito,

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com taxas de juros menores. A orientação é que evitem usar o crédito rotativo`. Na opinião de Noronha, da Abecs, o relatório do governo aponta `oportunidades de aperfeiçoamento`. Segundo ele, a entidade está preparando uma manifestação pública sobre o relatório para ser apresentada no início da próxima semana. Noronha ressaltou a importância do setor de cartões de crédito para o país. Segundo ele,

em 2008, 25% do consumo das famílias foram pagos com cartão de crédito. Além disso, 1,5 milhão de varejistas usam os serviços. Noronha acrescentou que a indústria do cartão de crédito ajudou na ampliação do acesso a serviços bancários. `Levou tecnologia para lugares onde sequer existia agências bancárias`, disse. Além disso, acrescentou, auxilia o governo com o pagamento de funcionários e de benefícios em regiões do interior.

Outra questão levantada na audiência pelos representantes do BC e da CNC é o aumento dos custos para os lojistas ao terem que pagar o aluguel por várias máquinas de cada bandeira de cartão de crédito. Noronha afirmou que a indústria já compartilha 45% de suas transações. `Caminhamos para isso com naturalidade`, afirmou.

Consumidor seria beneficiado com uso compartilhado de máquinas de cartões A falta de compartilhamento de rede para as transações realizadas com cartões de débito e crédito prejudicam não só lojistas e novas operadoras que gostariam de entrar neste mercado, mas também o consumidor. Durante debate realizado pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado na terça-feira (23.06), sobre a regulamentação de cartões de crédito e débito no Brasil, a ausência de uma rede comum foi apontada como um dos principais fatores para o alto custo do serviço no mercado brasileiro, já que as transações de cada bandeira têm de ser realizadas em terminal próprio, cujo aluguel é pago pelo lojista. Tal fato, entre outros, segundo explica o chefe do Departamento de Operações Bancárias e de Sistemas de Pagamentos do Banco Central, José Antonio Marciano, faz com que o comerciante não possa diferenciar o preço à vista e a prazo para o consumidor. Taxas De acordo com estudo feito pelo Banco Central, as taxas cobradas dos lojistas pelas operadoras variam de 1,6% a 5% do valor das vendas. O menor valor diz respeito aos pagamentos feitos com cartões de débito; já as taxas dos de crédito ficam entre 2,9% e 5%.

Ainda segundo o diagnóstico do Banco Central, conforme publicado pela Agência Senado, a forte integração vertical no processo de credenciamento dos lojistas, com uma única empresa responsável pelo fornecimento de serviços de rede e terminais para efetuar, processar e compensar as

transações realizadas por meio dos cartões, também contribui para o custo elevado do serviço, já que, como resultado, há a imposição de preços aos comerciantes. Fonte: Infomoney

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Justiça brasileira decide proibir importação de pneus usados O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu na quarta-feira (24.06), por oito votos a um, que a importação de pneus usados para serem reformados no país fere a Constituição Federal. A votação, assim, julgou procedente a ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 101, pedida pelo presidente da República por intermédio da Advocacia Geral da União. Para a maioria dos ministros, `os danos causados ao ambiente justificam` a recusa do país a receber os produtos. O ministro Marco Aurélio, porém, disse acreditar que os pneus usados ainda servem para o uso, o que favoreceria principalmente as camadas mais pobres da população brasileira. A ação foi proposta depois que decisões judiciais que permitiram a importação de pneus usados. A AGU pede que o Supremo declare a constitucionalidade de normas em vigor no país que a proíbem. O principal argumento da AGU é o artigo 225 da Constituição, que assegura a todos o direito a um ambiente ecologicamente equilibrado. O governo alega que os depósitos de pneus favorecem a criação de insetos transmissores da dengue, e a queima de pneus usados libera compostos químicos de elevado nível tóxico.

data de 17 de dezembro de 2008 como prazo para que o governo brasileiro vetasse totalmente a importação de pneus remoldados ou abrir seu mercado à entrada desse tipo de produto de qualquer país. Por questões ambientais e de saúde pública, o governo brasileiro proibiu a importação de pneus remoldados da União Européia. No entanto, desde 2003, por força de decisão do Tribunal Arbitral do Mercosul, o Brasil é obrigado a aceitar a importação desse tipo de produto dos países que integram o bloco econômico. Liminares judiciais também vinham autorizando a entrada de pneus

Entenda a polêmica A decisão era esperada desde 2006 pelo governo federal e permitirá que o Brasil cumpra decisão da OMC (Organização Mundial do Comércio), que havia fixado a

remoldados no país. A União Européia decidiu, então, questionar a postura brasileira na OMC. O órgão autorizou o país a manter a proibição desde que também fossem suspensas as importações do produto dos países do Mercosul e a entrada do material importado, permitida por decisões judiciais. O Brasil reduziu, então, as cotas de importação do Uruguai e do Paraguai, depois de fracassar nas negociações com os sócios do Mercosul para chegar a um regime comum para a comercialização de pneus remoldados.

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Atuação da

JUSTIÇA

Itaú terá que pagar indenização por negativar nome de cliente devido à dívida de R$ 0,03 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio condenou a Financeira Itaú a pagar indenização de R$ 7 mil, por danos morais, a consumidor que teve seu nome inscrito em cadastros restritivos de crédito em razão de dívida de R$ 0,03 (três centavos). Os desembargadores decidiram, por unanimidade, majorar a indenização fixada na sentença de primeiro grau em R$ 2 mil para R$ 7 mil. Nazareno da Silva Duarte conta que, buscando colocar a vida financeira em ordem, renegociou com o banco uma dívida e pagou em dia, porém deixou de pagar R$ 0,03 na primeira parcela do acordo. Em razão disso, o réu

inscreveu seu nome nos cadastros de maus pagadores. Segundo o relator do processo, desembargador Agostinho Teixeira, o credor não é obrigado a receber quantia menor do que a devida. No entanto, para o magistrado, a conduta do réu, ao negativar o nome do consumidor por tão irrisória quantia, foi `arbitrária, desproporcional e viola os princípios de boa-fé objetiva e da razoabilidade`.

ranking de reclamações de clientes de bancos

Também foram motivo de queixas falhas no fornecimento de documentos, débitos indevidos, cobranças irregulares de tarifas e descumprimento de prazos. Em maio, o banco que teve o maior índice de reclamações por cliente foi o HSBC. A principal queixa foi por cobranças irregulares de tarifas. Os problemas no atendimento e os questionamentos sobre o CET (Custo Efetivo Total) dos créditos também levaram os clientes a procurarem o BC. No Banco do Brasil, que ficou em segundo lugar, os clientes reclamaram de débitos indevidos. Os correntistas também se

Nº do processo: 2008.001.43765

Fonte: TJRJ, 25 de junho de 2009.

Os desembargadores da 16ª Câmara Cível decidiram aumentar o valor da verba indenizatória por acreditarem que R$ 2 mil não é suficiente para desestimular o comportamento lesivo do réu. `Apesar

Cobrança indevida lidera A principal queixa dos consumidores sobre o atendimento dos bancos no ranking de maio do Banco Central está relacionada à cobrança indevida, principalmente os serviços de liquidação antecipada -nos quais o cliente paga prestações futuras e, nem sempre, tem o desconto proporcional pela antecipação.

de bem fundamentada, a sentença merece pequeno reparo porque o quantum indenizatório é insuficiente para atender ao caráter punitivo-pedagógico que deve estar ínsito nas indenizações por dano moral`, completou o relator.

queixaram sobre o fornecimento de informações e sobre prazos não cumpridos. No Itaú, que ficou na terceira posição, os principais motivos foram cobrança irregular de tarifas, débitos indevidos e queixas sobre o atendimento. No Bradesco, o quarto colocado no ranking do BC, a maior queixa dos clientes também foi sobre a liquidação antecipada de débitos. Na sequência, a Caixa Econômica Federal registrou reclamações sobre golpes, saques e débitos. O Santander, que ficou em sexto lugar, teve queixas sobre transferências e encerramento de contas. Para a coordenadora da Pro Teste (associação de defesa do consumidor), Maria Inês Dolci, é preciso fiscalização. `Os clientes ainda sofrem com a falta de transparência`, diz.

Carrefour pagará indenização por queda de cliente

Fonte: Folha Online, 25 de junho de 2009.

Tam terá que indenizar cliente por não emitir bilhete A Tam Linhas Aéreas foi condenada ao pagamento de indenização no valor de R$ 4.150, a título de dano moral, a um cliente que comprou uma passagem pela internet, mas o bilhete não foi emitido. A decisão é da 18ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio. Paulo Sérgio Ribeiro Maia, autor da ação, conta que comprou, com o seu cartão de crédito, uma passagem para Belém através do site `www.decolar.com`, tendo inclusive pago a primeira parcela e o valor da taxa de embarque. Posteriormente, ele foi informado que seu bilhete não foi emitido, o que o obrigou a comprar passagem com valor muito superior em outra companhia aérea.

Os desembargadores decidiram manter a sentença de primeiro grau. De acordo com o relator do processo, o juiz de Direito substituto de desembargador, Cláudio Dell`Orto, `a sentença não merece qualquer reparo. O valor fixado para a indenização - R$ 4.150,00 - se mostra necessário e suficiente para a reparação, reprovação e a prevenção do dano moral`. Nº do processo: 2009.001.17581

Fonte: TJRJ, 24 de junho de 2009.

O Carrefour terá que pagar indenização, a título de dano moral, no valor de R$ 8 mil a cliente que caiu no interior do supermercado. A decisão é da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio. Maria José Ferreira da Silva contou que sofreu queda no corredor em que estavam expostos os produtos de limpeza do estabelecimento depois de escorregar numa poça de detergente. O relator do processo, desembargador Rogério de Oliveira Souza, ressaltou que `o dano moral insurge dos próprios fatos, considerando todas as circunstâncias do evento, especialmente a idade da 2ª Apelante, que tinha mais de 66 anos à época dos fatos e ficou com a maior parte do membro inferior esquerdo imobilizado, como se verifica nas fotografias`. Processo nº: 2009.001.21758

Fonte: TJRJ, 25 de junho de 2009.

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Crime

Mercado de diplomas falsos no país oferece até histórico Anúncios em jornais, ofertas na internet e, de repente, você vira um doutor. No mercado de diplomas falsos, os golpistas estão agindo dentro de escolas e criando até históricos escolares que têm valor legal. Na internet, há ofertas de documentos para qualquer nível de escolaridade. Anúncios em jornais oferecem diplomas que ficam só no papel.

Golpistas criam dados com notas fictícias dos ensinos médio e fundamental. Grupos agem em diversos estados e vendem diploma até mesmo na rua.

A falsificação de documentos é crime que tem pena prevista de até seis anos de reclusão. Um anúncio promete um "certificado" de supletivo "em oito dias, sem aulas e sem provas". O vendedor garante "sigilo absoluto'". Outro dá a entender que o interessado pode concluir um curso "superior" em "diversas áreas, em poucos dias". «Isso coloca em risco a sociedade. É um risco social enorme, que tem que ser combatido de maneira decisiva pelas autoridades competentes, no caso, a polícia», alerta o ministro da Educação, Fernando Haddad. Quem compra documento falso também pode ser processado. O golpe é aplicado em vários estados por diferentes quadrilhas. Algumas vezes, as encomendas são feitas por telefone. No Rio Grande do Sul, um golpista pede R$ 2 mil para entregar vários documentos falsos.

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By: Ambiente Brasil

Biodiesel de abacate

pode ser alternativa de combustível verde Pesquisa do Departamento de Química da Faculdade de Ciências da Universidade Estadual Paulista “Unesp”, câmpus de Bauru, revelou o potencial do abacate na produção de biocombustíveis. O pesquisador criou ainda equipamentos para que os pequenos produtores possam adotar o procedimento. O trabalho deve ser publicado na revista brasileira Analytica. Menezes adianta que a produtividade ainda será aumentada, “os 20% de amido presentes no caroço podem render até 75 litros de álcool por tonelada de caroço. Por enquanto só conseguimos 24 litros”, diz.

Apesar disso, em relação à soja, a produtividade é maior. “O abacate é uma planta perene, que começa a produzir com 4 anos de vida, atinge seu ápice ao 8, mas dá frutos em média por 40 anos. E o Brasil tem 24 espécies espalhadas por todo o território, em todos os climas. Com isso, temos alguma planta dando fruto a cada três meses”, explica. *Com informações da Unesp

Campanha quer Amazônia

como uma das maravilhas naturais do mundo Em pouco mais de uma semana encerram as votações das Sete Novas Maravilhas do Mundo. O processo vai até o dia 7 de julho. Entre os concorrentes da Floresta Amazônica estão o Grand Canyon, o Monte Everest e o Lago Ness. Outros cenários brasileiros fazem parte da competição como as Cataratas do Iguaçu, Fernando de Noronha, Chapada Diamantina e Pantanal. Pelo site www.euvotoamazonia.com.br é possível acessar a votação, com explicações passo a passo para que o voto seja efetivado. O u a i n d a p e l o s i t e www.natural7wonders.com. São esperado mais de um bilhão de votos entre os cerca de 261 candidatos de 222 países. Nesta primeira etapa que encerra em julho serão escolhidos 21 finalistas que vão concorrer em nova votação que vai durar até 2011. O concurso está sendo promovido pelo mesmo grupo suíço que organizou a eleição das Sete Novas Maravilhas do Mundo, a F u n d a ç ã o N e w S e v e n Wo n d e r s .

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Descoberta do efeito estufa faz 150 anos A prova de que alguns gases, como o gás carbônico e o metano, agem como reguladores da temperatura da Terra foi apresentada em 1859 pelo químico irlandês John Tyndall. Desde então, diversas pesquisas buscam determinar como a temperatura do planeta responde ao aumento da concentração desses gases - os gasesestufa. Existe consenso de que a elevação dos níveis de gás carbônico causou um aquecimento anormal no último século. No entanto, há ainda incertezas sobre o ritmo com o qual os termômetros reagem a essas alterações na concentração. O aumento total da temperatura da Terra caso a concentração de gases-estufa na atmosfera duplique é conhecida como sensibilidade climática. O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, o IPCC, afirma que dobrar o CO2 em relação à era pré-industrial pode causar elevações de 1,5C a 6C na temperatura global. Uma considerável margem de erro. É esta faixa de incerteza que mantém acessas as disputas sobre metas para redução de emissões. Enquanto alguns especialistas afirmam que a temperatura perderia o controle se a concentração de gás carbônico ultrapassasse 450 partes por milhão (ppm), diplomatas usam o limite de até 550 ppm nas negociações do novo acordo climático na ONU. O climatologista Peter Stone, do Instituto de Tecnologia de Massachussets, autor de estudos sobre sensibilidade climática nas últimas décadas, afirma que as dúvidas sobre o funcionamento do efeito estufa ainda persistem porque não há conhecimento suficiente sobre o papel das nuvens e dos oceanos no clima. Ambos ajudam a alterar o balanço do calor retido na Terra: as nuvens podem tanto refletir radiação quanto ajudar a retê-la. Já os oceanos absorvem o calor, retardando o aumento dele na atmosfera. "A sensibilidade climática é normalmente definida como uma mudança no equilíbrio. Quanto a temperatura da superfície terrestre precisa aumentar se dobrarmos a concentração de CO2 para que o sistema climático atinja equilíbrio? O problema é que não temos observações globais para saber o quão longe estamos do equilíbrio", diz Stone. Pioneiro - Mike Hulme, professor da Escola de Ciências Ambientais da Universidade de East Anglia (Reino Unido), explica que foi John Tyndall quem iniciou, em junho de 1859, a linhagem de cientistas que passou a estudar a sensibilidade climática. O químico

A teoria do efeito estufa acaba de completar 150 anos, mas seu potencial de gerar controvérsias continua vigoroso. sueco Svante Arrhenius, o primeiro a calcular, em 1896, o potencial de aquecimento atmosférico com o aumento de CO2, citou Tyndall em seu artigo "por ter apontado a importância da questão". "Na época o experimento de Tyndall não teve um grande impacto, não revolucionou, como alguns meses depois faria a teoria de Darwin. Foram necessários mais 40 anos até que Arrhenius tentasse quantificar a relação entre gás carbônico e temperatura", diz Hulme. O experimento do cientista irlandês ocorreu seis meses antes da publicação de "A Origem das Espécies", por Charles Darwin. Durante sete semanas, entre abril e maio de 1859, Tyndall testou de que forma alguns gases permitiam que a radiação do Sol penetrasse a atmosfera mas conseguiam barrar depois o calor emitido pela superfície terrestre em forma de raios infravermelhos. Ele buscava provar especulações feitas por físicos nas décadas de 1820 e 1830 como o francês Jean-Baptiste Fourier, de que algo na Te r r a a j u d a v a a r e t e r o c a l o r. O experimento de Tyndall consistia em testar diferentes concentrações de vapor da água e o chamado "gás-carvão", uma mistura de CO2, metano (CH4) e hidrogênio, e quanta energia era absorvida. Para tanto, ele usou fontes de calor que emitiam a radiação infravermelha dentro de um tubo onde dosava diferentes concentrações dos gases, medindo a energia que passava com uma pilha termoelétrica (que funcionava à base de calor). Correspondências da época mostram que Tyndall estava particularmente intrigado pela teoria de Louis Agassiz, lançada em 1837, sobre os sucessivos p e r í o d o s d e g l a c i a ç ã o n a Te r r a .

Cético de si mesmo - Nos artigos que escreveu entre 1859 e 1866, após provar as propriedades dos gases de efeito estufa, Tyndall descartou que mudanças nas concentração de gases estufa, isoladamente, seriam capaz de determinar as eras glaciais. Hulme diz que Tyndall chegou a inferir a relação direta entre o possível aumento na concentração de certos gases e o aquecimento do planeta, sem destacar, no entanto, que isso ocorreria por resultado da ação humana. Após os cálculos de Arrhenius, outros pesquisadores seguiram buscando relacionar temperatura e concentração dos gases. O britânico Guy Callendar foi o primeiro, em 1938, a argumentar que a queima de combustíveis fósseis elevaria o gás carbônico a um nível capaz de alterar a temperatura global. A ideia foi refutada na época. Demorou ainda quase 70 anos para que cientistas reunidos no IPCC colocassem, em seu quarto relatório, que com 90% de certeza o homem estava interferindo na temperatura global. (Fonte: Folha Online)

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Ação de prefeita de Alta Floresta/MT impressiona À frente de uma coligação rara, que reúne os adversários federais PT e PSDB, além de seu partido, o PDT, e o PR do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, a prefeita de Alta Floresta (MT), Maria Isaura Dias Afonso, surpreendeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última sexta-feira (19), no lançamento do programa de regularização das posses de até 1,5 mil hectares naAmazônia. Ela conseguiu reduzir a quase nada as queimadas no município depois que criou brigadas anti-incêndio. O presidente a convidou para falar de sua experiência na reunião com prefeitos e governadores da Amazônia para tratar do combate às queimadas nos dias 15 e 16 de julho. Aos 64 anos, Isaura foi reeleita em 2006, com 51% dos votos. É seu único cargo eletivo. Desde que assumiu fez uma campanha educativa para que os motoristas respeitassem a faixa de pedestre. Deu certo. Alta Floresta tem 33 anos de existência. Já não se parece mais com uma típica cidade de avanço da fronteira oeste. As ruas são largas e asfaltadas, a água é tratada e há uma rede de esgoto que beneficia toda a área central. A empresa que cuida do saneamento básico é privada e tem a concessão da prefeitura para explorar o serviço.

Maria Isaura se queixa por Alta Floresta estar na lista dos 43 maiores desmatadores. "Aqui não há mais desmatamentos. Mas os proprietários de terras se negam a fazer o recadastramento porque temem ser multados pelo que fizeram no passado, obrigados pelos seguidos governos, porque tinham de tirar 50% das matas", acrescenta. Alta Floresta não tem terras da União. O município fica numa área remanescente da grande gleba de 400 mil hectares comprada por Ariosto da Riva do governo federal, em 1976. (Fonte: Estadão Online)

Mato Grosso lidera desmate em maio na Amazônia, diz Inpe O Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) registrou a devastação de 127 km² de floresta na Amazônia Legal no mês de maio. Desta área, 61 km² estão no Mato Grosso. O Estado tem grande crescimento de produção agrícola e por isso tem um elevado índice de aumento das áreas de produção de grãos e gado. Em seguida, estão os Estados do Roraima, Maranhão, Rondônia, Pará e Tocantins. O Inpe alerta que a grande concentração de nuvens em Estados como Amazonas e Pará permitiu uma visibilidade

para a obtenção dos dados foi de apenas 38% . No relatório anterior, com dados colhidos entre fevereiro e abril, o nível de desmatamento alcançou 197 quilômetros quadrados nos três meses. A visibilidade registrada para esse período foi ainda menor, de 20%, devido à temporada chuvosa na região. O governo intensificou a repressão do corte ilegal de madeira na Amazônia no começo de 2008 com objetivo de impedir o crescimento do desmatamento após três anos de redução.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, projetou para o período 2008-2009 uma queda da destruição acumulada da mata para abaixo dos 10 mil quilômetros quadrados, o menor índice desde que iniciaram os registros de desmatamento, há dez anos.No período 20072008, a devastação da mata alcançou os 11.968 quilômetros quadrados, um pouco mais que os 11.532 registrados em 2006-2007, até agora o menor nível já oficializado. (Fonte: Estadão Online)

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Setor de aviação responde por 5% do aquecimento global Cada vez mais pessoas usam o transporte aéreo no mundo e, hoje, grandes distâncias podem ser vencidas mais facilmente. A popularização dos aviões, porém, tem um efeito colateral para o clima: as emissões de gás carbônico - principal gás de efeito estufa da aviação cresceram 42% entre 1990 e 2005. De acordo com pesquisadores europeus, a contribuição atual da aviação para a mudança climática é comparável à de uma grande economia, como o Reino Unido. Porém, ao contrário daquele país, o setor aeronáutico está aumentando sua participação no problema em vez de reduzi-la. As informações são de cientistas do Instituto de Pesquisa em Mudança Climática de Potsdam, na Alemanha, e do Centro para Transporte Aéreo eAmbiente, no Reino Unido. Segundo os pesquisadores Malte Meinshausen e Sarah Raper, em 2005 a aviação foi responsável por 2,8% das emissões de CO2. E, levando em conta o efeito da fuligem, de outros gases e das nuvens produzidas pelos aviões, os cientistas concluíram que o setor foi responsável por 4,7% da mudança climática provocada pelo homem entre 1940 e 2005. Isso representou um aumento na temperatura global de 0,028ºC. Para o IPCC (painel do clima da ONU), uma elevação de mais do que 2ºC na temperatura é perigosa - serão mais frequentes as secas graves, tormentas e inundações. Em vista dos dados alarmantes, a aviação não deverá escapar de obrigações no próximo acordo climático, que deve ser fechado em dezembro em Copenhague. O

pacto definirá as metas de redução de emissão dos gases de efeito estufa. Para não serem apanhadas de calças na mão, ainda mais em meio à crise econômica que afeta gravemente o setor, algumas empresas aéreas decidiram criar um grupo para pôr na mesa as propostas de redução de emissões do setor. O AGD (Acordo Global da Aviação, na sigla em inglês) inclui Air France/KLM e BritishAirways. Elas apresentaram suas propostas em Bonn, na Alemanha, durante negociações prévias para a conferência de Copenhague. E deram sugestões de metas até 2020 e 2050.

Perto do que os cientistas consideram necessário, as metas são fracas. Além disso, eles colocam como condição para o corte a existência de um comércio de emissões - ou seja, querem pagar pela redução das emissões em outros setores, onde é mais barato fazê-lo, e ganhar créditos para emitir na aviação. E, por fim, dizem que, dependendo de como ficar o acordo político, é improvável atingir qualquer meta. Isso porque, segundo o grupo, não é possível contar somente com uma gestão mais eficiente dos aeroportos e a melhoria da tecnologia para reduzir as emissões. "As projeções mostram que as taxas de crescimento do tráfego aéreo em nível mundial irão ultrapassar esses eventuais ganhos da eficiência de combustível ou da melhoria das infraestruturas", afirma Damian Ryan, da ONG Grupo do Clima que integra o AGD. "Daí a importância de estabelecer um mecanismo de comércio de emissões para o setor de modo que as companhias aéreas possam adquirir licenças de outras indústrias que têm excedentes", afirmou. Para o climatologista Carlos Nobre, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o setor deve buscar alternativas - como aviões movidos a biocombustível - e adotar metas audaciosas. "Não se pode pensar em metas mesquinhas em qualquer setor rico como é o da aviação." (Fonte: Afra Balazina/ Folha Online)

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Campanha pretende reduzir uso de sacolas plásticas O Brasil consome 12 bilhões de sacolas plásticas por ano e cada brasileiro usa cerca de 66 sacos por mês, segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). No mundo, são 500 bilhões de saquinhos utilizados por ano. Cada sacola plástica demora cerca de 400 anos para se desintegrar no meio ambiente. Com o objetivo de conscientizar o consumidor para a redução do uso dos sacos plásticos e sua substituição por sacolas retornáveis, foi lançada na terça-feira (23), em São Paulo, a campanha nacional Saco é um Saco. A campanha é uma parceria do Ministério do Meio Ambiente com apoio da rede de supermercados Wal-Mart. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a expectativa é que outras redes de supermercados sigam o exemplo do WalMart e que o consumidor perceba que acaba sendo vítima de sua própria irresponsabilidade. “São bilhões de sacos plásticos por ano e isso entope os canais, entope os rios, alaga áreas onde as pessoas moram, porque as pessoas jogam tudo nos rios, inclusive os sacos plásticos.”

A campanha inclui a distribuição de folhetos, anúncios em revistas e a exibição de filmes curtos na televisão que mostram uma pessoa jogando um saquinho na rua e ao final sendo vítima de uma enchente causada pelo entupimento de bueiros por esses sacos. Para o ministro, o saco plástico deveria ser visto como as latas de alumínio que têm valor para reciclagem. “Temos que fazer uma mudança no conceito de lixo, que é matéria-prima fora do lugar, porque quase tudo pode e deve ser reaproveitado.” Segundo Minc, o saco plástico pode ser usado para geração de energia, para fazer plástico e pode ainda ser prensado para fazer dormentes e vigas, entre outras coisas. “Queremos dar uma destinação correta para esse saco plástico. Primeiro reduzir a quantidade produzida, porque de 3% a 4% do petróleo é para fazer saco plástico”. A dica é sempre levar uma sacola retornável para o supermercado, padaria, farmácia, papelaria ou açougue para evitar a necessidade de pegar os sacos plásticos para guardar as compras. Uma outra dica é deixar essa sacola em um local de fácil acesso para

não esquecer. (Fonte: Flávia Albuquerque/ Agência Brasil)

Aceitamos os Cartões:

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Legislação

Ibama exigirá informações

sobre a licença para conversão de madeira O Ibama exigirá dos usuários do SistemaDOF a licença ambiental que permite a conversão de madeira de acordo com a Resolução no 411 do Conselho Nacional do Meio Ambiente, Conama. Esta exigência vigorará a partir do próximo mês de julho. O Sistema-DOF é o sistema eletrônico de controle do processamento e transporte de produtos e subprodutos florestais. De acordo com o Diretor Substituto de Biodiversidade e Florestas do Ibama, José Humberto Chaves, o Conama aprovou e publicou no mês de maio deste ano a resolução proposta pelo Ibama que cria padrões de procedimentos para a indústria consumidora e transformadora de produtos e subprodutos florestais nativos. A norma estabelece procedimentos para que os órgãos ambientais realizem inspeção técnica nas indústrias de base florestal, uniformiza os rendimentos da indústria em todo o país e cria padrões de nomenclatura para as espécies e para os produtos florestais. As indústrias ficam obrigadas a apresentar estudo técnico demonstrando o seu rendimento real no prazo de 180 dias após publicação da resolução. A partir da Resolução Conama 411/06 tornou-se obrigatória a informação do número da licença Ambiental que permite a atividade de conversão de produtos florestais inclusive aquelas feitas na área de exploração. Segundo Chaves, “o número da licença que permite a conversão deve ser lançado no Sistema DOF pelo órgão

Ambiental competente no Estado. Em alguns Estados a autorização que permite a exploração dos Planos de Manejo, por exemplo, já permite a conversão. Neste caso, a própria licença de exploração deverá ser informada no Sistema-DOF. Entretanto, alguns órgãos estaduais exigem licenciamento específico para as atividades de desdobro da madeira e o número de cada licença deverá ser informado no campo correspondente.” Para as indústrias processadoras, deverá ser informado o número da licença de operação emitida pelo

órgão ambiental competente nos casos em que a mesma permitir o desdobro dos produtos florestais, conclui Chaves. Esta medida não afeta as pessoas que operam nos Estados que utilizam os sistemas de controle florestal próprios, devendo o órgão ambiental competente implementar o demandado na Resolução CONAMA 411/06 em seu sistema. O Ibama alerta que para poder realizar conversões, a pessoa física ou jurídica deve estar em categoria no CTF que permite a conversão. (Fonte: Ibama)

Reino Unido sugere fundo mundial de US$ 100 bilhões para o clima O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, defendeu a criação de um fundo internacional de US$ 100 bilhões por ano para ajudar os países pobres a enfrentar as mudanças decorrentes do aquecimento global. A declaração foi dada nesta sextafeira (26). Brown afirmou que "a própria Terra estará em perigo" se um acordo sólido não for concluído durante a cúpula de Copenhague, em dezembro, onde deverá se aprovado um novo tratado sobre o aquecimento global para substituir o de

Kyoto, assinado em 1997. "Se queremos obter um acordo em Copenhague, penso que temos que transpor o debate de um impasse sobre números hipotéticos para uma negociação ativa, e um reconhecimento das necessidades dos países mais pobres e mais vulneráveis", declarou Brown em discurso pronunciado no zoológico de Londres. No fim de maio, um relatório do Fórum humanitário Mundial, presidido pelo exsecretário geral da ONU Kofi Annan,

avaliou que o aquecimento global é responsável por 300 mil mortes e custa US$ 125 bilhões por ano. Segundo o relatório, as 325 milhões de pessoas mais pobres do planeta são as mais afetadas. A proposta de Brown para a criação um fundo internacional de US$ 100 bilhões foi elogiada pela organização Greenpeace. (Fonte: Follha Online)

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Economia

Governo divulga datas para pagamento de abono salarial do PIS-Pasep 16,5 milhões de trabalhadores poderão receber um salário mínimo. Pagamentos começam no dia 11 de agosto e vão até junho de 2010. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou nesta quinta-feira (28) o calendário de pagamento do abono salarial do PIS-Pasep no calendário 2009/2010. De acordo com o ministério, 16,5 milhões de trabalhadores poderão receber um salário mínimo (R$ 465) a partir de 11 de agosto até junho de 2010. (veja as datas abaixo). A data de pagamento, como tradicionalmente acontece, varia de acordo com o mês de nascimento do trabalhador. No caso do PIS, o pagamento começa em agosto, quando recebem os trabalhadores nascidos em julho. Os últimos a terem os benefícios liberados são os nascidos em junho, que terão o dinheiro disponível a partir de 18 de novembro. Para o Pasep, o que importa é o fim do número de inscrição do trabalhador no programa. Os pagamentos serão liberados entre agosto e setembro, para todos os trabalhadores. A exemplo do que ocorre no PIS, o prazo final para o resgate do dinheiro será 30 de junho de 2009. De acordo com o diretor do Departamento de Emprego e Salário do MTE, Rodolfo Torelly, os trabalhadores que têm o valor creditado em conta corrente ou na folha de pagamento, que corresponde a 38% dos beneficiários, já receberão em julho. Quem recebe Têm direito ao abono salarial os trabalhadores que estão cadastrados no PIS-Pasep há pelo menos cinco anos, que tenham recebido em média até dois salários mínimos de pagamento mensal e que tenham trabalhado com carteira assinada por empregador cadastrado no PIS/Pasep. Também podem receber o benefício os trabalhadores nomeados em cargos do serviço público durante pelo menos 30 dias no ano base. Neste caso, segundo o MTE, é necessário que o trabalhador tenha sido informado por seu empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). De acordo com o ministério, no exercício 2008/2009, o Fundo de Amparo ao Trabalhador pagou abono salarial a 14,8 milhões de trabalhadores, um total de R$ 6 bilhões, correspondente a uma cobertura de 95,6%.

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Economia

95% de quem ganha piso salarial recebe até dois mínimos, diz Dieese Dados mostram que, nos últimos anos, pisos têm se aproximado do mínimo. Em média, setor de serviços tem maior piso salarial. No ano passado, quase 95% dos trabalhadores brasileiros que ganhavam piso salarial recebiam até dois salários mínimos, segundo divulgou nesta sexta-feira (22) o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no estudo "Balanço dos pisos salariais negociados em 2008". Segundo o estudo, 5,7% ganhavam exatamente um salário; 50,5% recebiam até 25% mais e 21% ganham até 50% mais do que o mínimo. 13,1% recebiam até 75% mais do que o salário e 4,6% ganhavam até dois. Para o levantamento foram utilizados 628 pisos salariais que abrangem os setores da indústria, comércio, serviços e rural. Os dados mostram ainda que, nos últimos anos, os pisos salariais têm cada vez mais se aproximado do salário mínimo. Em 2005, 80,6% dos trabalhadores que ganhavam piso recebiam até dois salários. Em 2006, o percentual passou para 88,5% e em 2007, para 91,8% - pouco menos do que os 94,9% registrados em 2008. Na avaliação do Diesse, no entanto, os pisos mais baixos têm subido mais que os salários de modo geral, embora em menor patamar do que o próprio salário mínmo. Isso ocorre porque os pisos mais baixos acompanham o aumento do mínimo, já que as empresas não podem pagar salários inferiores ao mínimo. O estudo concluiu que a política de valorização do salário mínimo considerando os reajustes desde 2003, houve aumento real de 45% no período -, tem empurrado para cima os valores dos pisos salariais de modo geral.

Fotográfo: Valdomiro Rodrigues Data das fotos: 26.08.2008 Endereço: www.sorrisomt.com

Setores O Dieese mostra que o setor com maior piso salarial é o de serviços porque agrega profissionais com maior remuneração, como médicos, por exemplo. O setor ganha, em média, 42% mais do que o salário mínimo.

O setor de comércios tem piso 29% acima do mínimo e a indústria, 32%. O setor com menor piso é rural. Os trabalhadores rurais que ganham piso tem remuneração, em média, 11% maior do que o salário mínimo. Considerando todos os setores, os pisos são 34% mais altos.

Governo propõe salário mínimo de R$ 506,50 a partir de 1º de fevereiro O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que o governo federal está propondo um salário mínimo de R$ 506,50 no ano que vem. O primeiro pagamento com o novo valor seria depositado em 1º de fevereiro, referente a janeiro. A proposta está incluída no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias enviada nesta quarta-feira (15) ao Congresso. Atualmente, o salário mínimo é de R$ 465. O último reajuste aconteceu em fevereiro deste ano. Segundo Bernardo, a proposta contempla a expectativa de inflação deste ano e a previsão de crescimento do PIB em 2008. Mais cedo, o Ministério do Planejamento

anunciou a exclusão da Petrobras do cálculo do superávit primário. Depois de prever um crescimento econômico de 2% para o Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, o governo federal informou que a expectativa é de uma expansão muito maior em 2010: de 4,5% –mais do que o dobro do estimado para 2009. "Estamos trabalhando com a recuperação da economia em 2010. Um crescimento de 4% a 4,5%", informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Em 2011, a previsão é de um crescimento econômico de 5% para o PIB.

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Fotos &

FATOS

Darcy B. Freitas visita Juruena Flagrante da visita do Prof. Darcy Freitas na cidade de Juruena/MT, no momento em que concedia uma entrevista à TV Record daquela cidade, na sede do Sindicato Rural. Parabéns à equipe daquela emissora pelo brilhante trabalho que vem realizando na cidade.

Unipem - Riscos & Oportunidades

Darcy Freitas c/ a brilhante profissional Gladis. Nos dias 25 e 26 de junho, o Prof. Darcy B. Freitas, esteve na cidade de Cotriguaçu/MT ministrando o curso Unipem - Riscos e Oportunidades. O evento foi realizado através da parceria entre a Vôo Solo - Intelligence Business e a Associação Comercial e Empresarial de Cotriguaçu. Na oportunidade, universitários e empresários prestigiaram o curso. Cotriguaçu é uma cidade com aproximadamente 15.000 habitantes na Região Noroeste de Mato Grosso, suas riquezas e atividades economicas são formadas pela pecuária, indústria da madeira, comércio e a agricultura familiar. O evento teve o apoio da Câmara Municipal, em especial da pessoa da presidente Leani Richter, onde foi realizado os dois dias de cursos.

Marciléia Pitteri, comemora seu níver com grande festa caipira Não é toa que as pessoas tem fascinação pelo entusiasmo da empresária Marciléia Pitteri (Supermercado Santos) de Colniza/MT. No último dia 10.06, ela abriu a casa para receber os amigos numa grande festa caipira em comemoração ao seu aniversário. Tudo aconteceu na mais perfeita ordem e a festa tornou-se o comentário da cidade. Todos gostaram e divertiram-se muito.

A dança da quadrilha foi um grande espetáculo. 30 casais fizeram a apresentação.

Grupo de consultores que faziam-se presentes na festa representando os principais fornecedores da empresa.

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Espiritualidade

nos negócios

Temos observado que a mídia tem dado um destaque cada vez maior às questões relativas à espiritualidade no ambiente organizacional. Multiplicamse as publicações a respeito do assunto e já aparecem alguns exemplos de empresas que têm aplicado princípios de espiritualidade no diaadia procurando assim obter melhores resultados e melhor ambiente de trabalho. Constatamos que é crescente a busca pelos valores espirituais. De diversas maneiras o ser humano anseia pela transcendência e a sociedade como um todo, cansada das mazelas por ela mesma criadas, voltase para buscar novos rumos para a história. Fartos da insegurança, do despotismo de alguns, da manipulação e exploração do homem e da natureza, do distanciamento cada vez maior entre ricos e pobres causando os inúmeros problemas que afetam os cidadãos e as nações, necessitamos, mais que uma nova ordem políticoeconômicosocial, de um sentido para a vida. Novos caminhos, novos horizontes que possam preencher o vazio do coração humano e que possam conduzilo para uma sociedade mais justa e fraterna.

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A espiritualidade nas organizações está representada nas oportunidades para realizar trabalho com significado, no contexto de uma comunidade, com um sentido de alegria e de respeito pela vida interior. A literatura sobre o tópico é prolixa, mas a evidência empírica é ainda escassa. Neste artigo, procuramos contribuir para mitigar essa escassez. Mostramos como cinco dimensões de espiritualidade nas organizações (sentido de comunidade; alinhamento do indivíduo com os valores da organização; sentido de préstimo à comunidade; alegria no trabalho; oportunidades para a vida interior) explicam o comprometimento organizacional. Os seres humanos são seres complexos, compostos de razão, emoção e espírito. Durante muito tempo, as investigações e a ação nas organizações concederam atenção quase exclusiva à razão, descuidando do fato de que os seres humanos também são dotados de emoções. Essa clivagem foi ultrapassada, sendo hoje amplamente aceita a estrita conexão entre as duas vertentes, como emerge da imensa literatura sobre inteligência emocional. É possível que algo do mesmo teor venha a suceder com a vertente espiritual. A “cisão cartesiana” (Waddock, 1999) presente no mundo ocidental tem impedido que o tema se alastre nos domínios da ciência e da prática organizacional. Mas há hoje indícios claros de que, tanto no terreno acadêmico quanto no empresarial, o tema vem sendo estudado, praticado e desenvolvido. A tendência foi bem paradigmatizada numa entrevista (Jornal de Notícias, 8 Nov. 2004) de Luís Portela, presidente da Bial, uma reputada empresa européia do setor farmacêutico: É para mim espantoso como 95% da humanidade falam de alma, ou do espírito, como atitude de fé, mas é um espanto que a Ciência, durante tanto tempo, tenha vivido algo divorciada dessa realidade e, de uma forma geral, como atitude científica, diga que não existe nada disso. O que me parece que faz falta é uma conjugação de esforços no sentido de um conhecimento do que é a realidade do ser, não só físico como espiritual. O que existe, o que não existe, qual é a relação disso com o corpo físico, como é que, a partir daí, o homem poderá fazer mais e melhor. Falo em ser espiritual como uma partícula de energia do

É preciso ter ética É inegável a importância da ética no desenvolvimento das organizações, da postura que as empresas adotam para terem uma conduta ética e dos instrumentos de aplicação da ética nas empresas. O comportamento ético nos negócios é esperado e exigido pela sociedade, pois é a única forma de obtenção de lucro com respaldo moral. Muitos empresários vem resgatando os valores morais compreendidos pela conduta ética nos negócios: honestidade, justiça, respeito pelos outros, compromisso cumprido, confiabilidade, entre outros. A aplicação da ética nos negócios consiste num diferencial competitivo, que pode determinar a permanência da empresa no mercado. Confiança e credibilidade serão os diferenciais nas relações de negócios no terceiro milênio. Esta reportagem tem a intenção de contribuir para o resgate dos valores e princípios éticos e morais no sentido de orientar a conduta de profissionais e empresas, com vistas à humanização das relações nos negócios. Realça a importância da ética, moral e valores a serem aplicados nos negócios em busca de um relacionamento de maior lealdade com cliente e fornecedores e ainda com empregadores e empregados, buscando um clima mais humano nessas relações.

Observa-se diariamente a ocorrência de desvios de conduta nos negócios, seja na administração pública ou privada. Os escândalos se multiplicam com o passar dos dias, minando os pilares da ética e frustrando a sociedade. No mercado globalizado a concorrência se torna mais acirrada, e o cliente mais exigente. É preciso, portanto, buscar um ponto de equilíbrio entre o lucro, relacionamentos e uma boa clientela nas relações de produção, a fim de que a avidez não leve o homem ou a mulher de negócios para o precipício do capitalismo selvagem. Para que uma aprendizagem da conduta ética ante os negócios se torne relevante é preciso que ela esteja permeada de valores, pois a consciência, a competência e o envolvimento não se fazem apenas de conceitos preestabelecidos mas, fundamentalmente, da sintonia entre o pensar, o sentir e o agir. Ética, moral e valores A palavra ética vem do grego – ethos e, nesse idioma, significa caráter, modo de ser. Ética está ligada às diferentes formas como os indivíduos reagem ou respondem ao tradicionalmente estabelecido, depois de julgar as idéias de acordo com seus valores individuais sobre o bem e o mal. A ética refere-se somente às ações humanas, pois os outros seres viventes agem de acordo com seus instintos, sob determinismos biológicos. No entanto, apenas as ações humanas livres e conscientes são passíveis de julgamento do ponto de vista ético.Alves (2002) diz que: "só podem ser consideradas ações morais ou éticas aquelas que resultaram da liberdade de definir o que é certo ou errado, de aceitar agir de uma ou outra maneira, de decidir mudar as regras porque não as considera coerentes com seus valores de certo ou errado, mesmo que, para isso, tenha de enfrentar os detentores de poder (familiar, político, religioso, militar, econômico ou outra, inclusive a opinião pública). As que foram movidas por instinto, sob forte pressão psicológica ou por pressão de outros, sem qualquer possibilidade de escolha do sujeito, essas estão isentas de julgamento moral ou

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ético". Além de caráter, a palavra grega ethos significa também sentimento de comunidade, que pode ser chamado de cultura. Existem quatro categorias de definições para a palavra ética: verdades básicas (princípios morais de certo e errado), regras de comportamento (rol de conceitos éticos), integridade individual que parte do íntimo da pessoa e códigos institucionais (ou culturais). "Apesar da linha comum entre estas definições ser a de que ética tem alguma coisa a ver com certo e errado, bom e mau, virtude e vício, não há um consenso sobre o conteúdo do certo e errado, sua fonte ou universalidade de aplicações" . Realmente, como conjunto de regras, a ética dita a conduta de pessoas de acordo com preceitos que fazem das atitudes humanas compatíveis com a concepção geral do bem e da moral. Mas, como esses preceitos são extraídos da experiência e do conhecimento da humanidade, existem algumas divergências nesse sentido, sendo muitas as teorias. O fundamentalismo, por exemplo, defende que os conceitos éticos são extraídos de fontes externas ao ser humano, como um livro (Bíblia, Alcorão, Código de Ética Profissional) ou idéias adotadas por um grupo ou apenas uma pessoa. Já o utilitarismo prega que o conceito ético deve se basear no critério do bem maior para a sociedade como um todo, não levando em conta o número de pessoas beneficiadas, mas antes o tamanho do bem. A Teoria Kantiana, de Emanuel Kant (1724-1804), propõe que o dever ético está comprometido com conceitos universais aplicáveis a todos os seres humanos, sem exceções, desde que um indivíduo, em determinada situação, exija do próximo o mesmo que exigiria de si próprio. Além de regras de comportamento, a ética é também uma disciplina integrante da Filosofia, pois estuda as avaliações do ser humano em relação ao seu comportamento ou ao dos outros sob a ótica do bem e do mal, segundo critérios determinados pela moral. Assim, não se pode conceituar ética sem

estudar a moral, pois estão intimamente ligadas. A moral vem do latim – mor, sendo o plural mores, e significa costumes, modos, estando, portanto, no campo da prática. A moral impõe regras, normas e princípios de comportamento. A ética, por sua vez e enquanto parte da Filosofia, é a reflexão sobre a moral, questionando a origem e as circunstâncias em que os atos morais se desenvolvem; o objetivo, a natureza e as diretrizes do julgamento moral, além de investigar os motivos pelos quais ocorrem diferentes sistemas morais. Quando o homem avalia e julga seus atos, passa da moral vivida para a moral reflexa, ou seja, a ética, a qual pertence ao domínio da teoria. A ética é teoria, investigação ou explicação de um tipo de experiência humana ou forma de comportamento dos homens, o da moral, considerando, porém na sua totalidade, diversidade e variedade. (...) O valor da ética como teoria está naquilo que explica, e não no fato de prescrever ou recomendar com vistas à ação em situações concretas". A ética empresarial geralmente atua sobre três áreas de tomada de decisão gerencial: Escolhas quanto à lei (se será cumprida ou não); sobre os assuntos econômicos e sociais que estão além do domínio da lei (chamados de áreas cinzentas ou valores humanos) e sobre a preeminência do interesse próprio. "Ética dos negócios é o estudo da forma pela qual normas morais pessoais se aplicam às atividades e aos objetivos da empresa comercial. (...) A ética nos negócios reflete os hábitos e as escolhas que os administradores fazem no que diz respeito às suas próprias atividades e às do restante da organização. Essas atividades e escolhas são alimentadas pelo sistema moral de valores pessoais próprios, mas este, com freqüência, sofre uma transformação em suas prioridades ou sensibilidades quando operado dentro de um contexto institucional de severas restrições econômicas e pressões, assim como pela possibilidade de se adquirir pode". Uma das primeiras preocupações com a ética no mundo dos negócios que se tem

conhecimento é bastante recente, datando da década de 1960. No entanto, honestidade, ética e valores morais são conceitos empresariais bem mais antigos. Defende o autor que, nos Estados Unidos da América, a Bíblia já é usada como livro de negócios há vários séculos. Contrariando as posições anteriores, Moreira (1999) afirma que a evolução histórica da ética nos negócios seguiu o próprio desenvolvimento econômico. Nas sociedades primitivas, caracterizadas pela troca, não existia lucro e nem empresa. Por isso, a ética nessas transações era limitada pelas relações de poder entre as partes e pelas eventuais necessidades do indivíduo por certos bens ou artigos. Com o surgimento do lucro como objetivo das operações financeiras, a moral passou a esbarrar em algumas dificuldades. Como os pensadores estavam acostumados ao sistema de troca com vantagens idênticas, consideravam inicialmente o lucro de modo negativo sob o ponto de vista moral.

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A espiritualidade não requer, necessariamente, a conexão com qualquer tradição religiosa, antes pode basear-se em valores pessoais e na “filosofia de vida” dos empregados. Ela diz respeito aos colaboradores que se sentem como seres espirituais cujas “almas” necessitam de ser nutridas no trabalho, e que experimentam um sentido de propósito e significado no seu trabalho, e um sentido de conexão com as outras pessoas e a sua comunidade de trabalho A revista Exame, em Agosto de 2005, num artigo sugestivamente intitulado “Gerir com alma”, dava conta de gestores portugueses (a) que “levam a palavra amor para o mundo empresarial”, (b) que consideram que “ter uma atitude mais espiritual na gestão tem influência na motivação e produtividade dos colaboradores”, (c) que procuram votar “amor verdadeiro” ao que fazem e respeito aos seus colaboradores, (d) que fazem meditação transcendental e (e) que consideram que “só a firme convicção de que vale a pena defender, preservar e praticar os valores humanistas pode fazer com que se opte por uma gestão consequente, que faça sentido e simultaneamente crie valor”. Também se sabe que os executivos que frequentam cursos de espiritualidade para os negócios e a liderança afirmam que (a) “a oração e a reflexão ajudam a criar ‘a serenidade necessária para ser um líder eficaz – para ouvir, para ser inovador, para ser flexível e para ser calmo e decidido em momentos de crise” ou que (b) esses cursos ajudam os líderes a adquirir a consciência de que “na raiz da conexão entre a espiritualidade e a liderança dos negócios está o reconhecimento de que todos temos uma voz interior e que ela é a fonte última de discernimento nas nossas decisões de negócios mais difíceis”. Uma razão especial para ser perseverante no foco da espiritualidade nas organizações é que, apesar da imprecisão e da controvérsia antes aludida, há pelo menos três diferentes significados impregnados na maior parte das definições. Primeira: os empregados procuram satisfazer as suas necessidades espirituais,

ou seja, desejam ser tratados como seres únicos, estar em conexão com algo maior do que eles próprios, ser úteis, ser compreendidos e compreender como se ajustam a um contexto mais amplo. Segundo: desejam experimentar sentidos de propósito e de significado no trabalho. Terceiro: desejam experimentar um sentido de conexão com outras pessoas e com a sua comunidade de trabalho . Esta síntese está bem refletida segundo o qual nenhuma necessidade é mais vincada do que a de as nossas vidas terem significado. Está também impregnada nas dimensões fundamentais que, são procuradas pelas pessoas: (1) trabalho que permita a aprendizagem, o desenvolvimento e o sentido de competência e mestria; (2) trabalho com significado que proporcione algum sentido de propósito; (3) sentido de conexão e relações sociais positivas com os colegas de trabalho; (4) capacidade para viver uma vida integrada, de tal modo que o trabalho não colida com a essência natural da pessoa e com o seu desejo de viver como um ser humano. A a rg u m e n t a ç ã o e x p o s t a a j u d a a compreender as razões pelas quais muitos adotam uma perspectiva otimista acerca das relações entre o trabalho, as organizações e a espiritualidade. Alguns autores afirmam que a transformação espiritual é importante em si mesma, especialmente devido ao fato de o trabalho se ter tornado progressivamente central para o desenvolvimento pessoal após o declínio da importância do culto, da vizinhança e da família extensa. Outros afirmam que a espiritualidade nas organizações é uma espécie de “cura” para as

“doenças da gestão moderna” e um modo de reconquistar a confiança empregador/empregado, alegadamente perdida com a alienação gerada pelas práticas “desumanizadas” que acompanharam os downsizing e os despedimentos massivos, os abusos sobre os trabalhadores e outras ações que quebraram os laços psicológicos. A espiritualidade contribui para o desempenho organizacional. Por exemplo, a espiritualidade pode incrementar o potencial intuitivo e criativo dos colaboradores, fomentar a honestidade e a confiança entre os membros organizacionais e entre eles e outros ,incrementar o sentimento de realização pessoal dos indivíduos, revigorar o empenhamento dos colaboradores na organização e promover o desempenho organizacional. A “junção da mente, do coração, da alma e do corpo, individual e colectivamente (…) pode ajudar as empresas, públicas ou privadas, a reconhecer a importância da comunidade como base sobre a qual o sucesso, até mesmo a sobrevivência, pode ser construído.”

“Os líderes de empresas bem sucedidos do século XXI serão líderes espirituais. Sentir-se-ão confortáveis com a sua própria espiritualidade, e saberão como nutrir o desenvolvimento espiritual dos outros. Os líderes mais bem sucedidos de hoje já aprenderam esse segredo.”

A espiritualidade nos locais trabalho pode ser definida como “o reconhecimento de que os empregados têm uma vida interior que alimenta, e é alimentada, pela realização de trabalho com significado num contexto de comunidade”

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Quando os colaboradores experimentam um sentido psicológico de comunidade de trabalho (incluindo o vínculo espiritual), ficam mais satisfeitos, adoptam mais comportamentos de cidadania organizacional e contribuem para a melhoria do desempenho individual e organizacional. Valores organizacionais humanísticos e a oportunidade para levar a cabo trabalho com significado também podem incrementar a auto-estima dos colaboradores, a sua esperança, assim como a saúde, a felicidade e o crescimento pessoal. Como consequência, os indivíduos canalizam a sua existência (física, mental, emocional e espiritual) para a organização, assumem o trabalho mais como uma “vocação” do que como um “emprego”, o que pode resultar em maior desempenho. Empregados que se sentem justa e respeitosamente tratados sentem que são reconhecidos como entes

com valor intelectual e emocional e não apenas como “recursos”. Sentindo este reconhecimento, denotam menores intenções de abandonar a organização, experiementam menores níveis de stresse e de burnout, e revelam maiores índices de satisfação. Experimentam também um sentido de segurança psicológica e emocional e desenvolvem confiança na organização e nos seus líderes. Em resposta, tendem a desenvolver um sentido de obrigação para com a organização e dispõem-se a actuar reciprocamente com mais atos cooperativos e ações de apoio aos colegas e à organização, assim como com maiores lealdade, empenhamento, entusiasmo, esforços e produtividade. Daqui pode decorrer melhor desempenho individual, assim como contributos positivos para o desempenho organizacional. Há também razões para presumir que climas ameaçadores produzem tomadas de decisão rígidas e simplistas, ao passo que relações apoiantes e abertas com os colegas e os subordinados fomentam a produtividade e a criatividade.

Quando o desenvolvimento individual e os objectivos pessoais são consistentes com a prossecução dos objectivos organizacionais, a identificação dos empregados com a organização é revigorada, e estes empenham-se mais e impregnam o seu trabalho com significado espiritual, o que pode também conduzir a melhores desempenhos. Ao contrário, quando as suas vidas pessoal e organizacional colidem, as pessoas experimentam dissociação da organização e alienação perante o trabalho, o que tende a conduzir a maiores níveis de absentismo, turnover, comportamentos de negligência e menor desempenho. Ademais, os efeitos que transcorrem da espiritualidade organizacional para a vida familiar/pessoal reforçam a satisfação com a família, o casamento, as atividades de lazer e as interações sociais, capacitando as pessoas para viverem uma vida integrada e equilibrada.

os líderes mais desenvolvidos em termos da sua espiritualidade estão capacitados para implementar cinco práticas de liderança eficaz e alcançar resultados mais positivos para as suas organizações. Asseguramos que as empresas “que não fizerem as necessárias mudanças para incorporar a espiritualidade no trabalho também fracassarão na realização da transição para o paradigma da aprendizagem organizacional necessário ao sucesso no século XXI”.

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Em síntese, é plausível que as empresas com climas espiritualmente ricos (repletos de valores como a confiança, a justiça, o respeito, o humanismo, a mutualidade, o trabalho com significado, a dignidade e a honestidade) “criem um ambiente em que a integração do self pessoal e profissional é possível, induzindo a pessoa a empenhar-se no processo de trabalho” – fatos de que podem advir maiores entusiasmo, empenhamento, esforços, sentido de “vocação” e desempenho. Tal como “a espiritualidade é uma dimensão fundamental da existência humana, sendo tão real como qualquer outro conceito”. Os seres humanos são serem racionais, mas também emocionais e espirituais. Procuram realizar trabalho que confira significado às suas vidas, levado a cabo num contexto de comunidade. Quando tal não é viável, dissociam-se afetiva e emocionalmente da organização e denotam menores níveis de esforço e de empenhamento.Ao contrário, tal como o presente estudo sugere, as organizações que respeitam e nutrem essas necessidades espirituais induzem os seus colaboradores a colocarem o seu potencial ao serviço da organização. Quando as organizações são espiritualmente ricas, os seus membros podem satisfazer as suas necessidades espirituais, experimentar um sentido de segurança psicológica e emocional, sentir-se tratados como seres intelectual e espiritualmente valorosos, e experimentar sentidos de propósito, de autodeterminação, de alegria e de pertença. Em resposta, podem desenvolver uma mais forte ligação afetiva à organização e reagir reciprocamente, denotando maiores lealdade, empenhamento, esforço e produtividade. “quando um local de trabalho é desenhado e gerido para proporcionar significado ao seus trabalhadores, estes tendem a ser mais saudáveis e felizes. Empregados saudáveis e felizes tendem a ser mais produtivos no longo prazo, gerando melhores bens e serviços mais satisfatórios para os seus clientes e as outras pessoas como as quais interagem e fazem negócios” . “Os programas de espiritualidade nas organizações conduzem a benefícios pessoais como um aumento da alegria, da paz, da serenidade, da satisfação e do empenhamento, mas também à melhoria da produtividade e à redução do absentismo e do turnover”. Também sublinhou a alegada existência de evidência prolixa mostrando como os locais de trabalho mais humanos são mais produtivos, flexíveis, criativos e uma fonte de vantagem competitiva. Apesar das suas limitações, o nosso estudo contribui para conferir plausibilidade a estas premissas. Este otimismo não deve porém

negligenciar algumas versões mais cépticas acerca da pertinência do conceito e que admitem estarmos “apenas” perante um novo modo de descrever a combinação de construtos independentes já estabelecidos.

Se você tem interesse neste tema, fale consoco:

E-mail:

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Referências - Adams, V. H., Snyder, C. R., Rand, K. L., Kings, E. A., Simpson, D. R. & Pulvers, K. M. (2003). Hope in workplace. In R. A. Giacalone & C. L. Jurkiewicz (eds.), The handbook of workplace spirituality and organizational performance. Armonk, NY: M. E. Sharpe. - Allen, N. J. & Meyer, J. P. (1990). The measurement and antecedents of affective, continuance and normative commitment to the organization. Journal of Occupational Psychology, 63, 1-18. - Allen, N. & Meyer, J. P. (1996). Affective, continuance, and normative commitment to the organization: An examination of construct validity. Journal of Vocational Behavior, 49, 252-276. - Allen, N. J., & Meyer, J. P. (2000) Construct validation in organizational behavior research: The case of organizational commitment. In: R. D. Goffin & E. Helmes (Eds.) Problems and solutions in human assessment: Honoring Douglas N. Jackson at seventy. (pp. 285-314) Norwell, MA: Kluwer. - Ashmos, D.P. & Duchon, D. (2000). Spirituality at work:Aconceptualization and measure. Journal of Management Inquiry, 9(2), 134-145. - Avis, J., Kudisch, J. D., & Fortunato, V. J. (2002). Examining the incremental validity and adverse impact of cognitive ability and conscientiousness on job performance. Journal of Business and Psychology, 17, 87-105. - Avolio, B. J., Gardner, W. L., Walumbwa, F. O., Luthans, F. & May, D. R. (2004). Unlocking the mask: A look at the process by wich authentic leaders impact follower attitudes and behaviors. The Leadership Quarterly, 15, 801-823. - Benefiel, M. (2003). Mapping the terrain of spirituality in organizations research. Journal of Organizational Change Management, 16(4), 367377.

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Economia Nacional

Plano Real acabou com a hiperinflação Próximo dos 15 anos, Em 1992, apenas quatro países em todo mundo tiveram inflação superior a 1.000% Rússia, Ucrânia, Zaire e Brasil. Este é o cenário da economia brasileira antes do Plano Real e o principal motivo que levou a equipe econômica do presidente Itamar Franco a apresentar mais uma tentativa de reorganizar a política fiscal e monetária do País. Em 1º de julho de 2009 o Plano Real comemora 15 anos de sua moeda e o fato de ter alcançado seu principal objetivo. Nestes últimos 15 anos, a inflação acumulada no Brasil foi de 244%, ou 9% dos 2.477% registrados apenas no ano de 1993. Com essa constatação, o Terra inicia uma série de matérias até a próxima quarta-feira, que marca o aniversário da atual moeda vigente no País. "O plano real teve esse mérito (de conseguir controlar a inflação)", confirma o professor de Economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), Antonio Correa de Lacerda. Mas quando a equipe econômica de Itamar Franco, liderada pelo então ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso e que agrupava Persio Arida, André Lara Resende, Gustavo Franco, Pedro Malan, Edmar Bacha, entre outros, apresentou uma nova tentativa de conter a inflação, o Brasil ainda sentia o gosto de recentes experiências frustradas. De congelamento de preços a confisco de valores da poupança, o brasileiro viu naufragar seis planos econômicos desde 1986. Em março de 1986, durante o governo do presidente José Sarney, o então ministro da Fazenda Dilson Funaro decretava o fim do Cruzeiro e a criação do Cruzado. Além de cortar três zeros da antiga moeda, o Plano Cruzado congelou preços e salários. Sem a remarcação diária de preços, os consumidores elevaram a demanda e as mercadorias desapareceram das prateleiras dos supermercados. Em novembro do mesmo ano, o governo se viu obrigado a lançar outro pacote de medidas, o Cruzado II, liberando os preços e a inflação contida artificialmente durante o período de congelamento. O impacto no índice de correção de preços foi de 242,23%, em 1985, para 79,66% em 1986. Contudo, Funaro deixa o cargo de ministro para a

entrada de Luiz Carlos Bresser Pereira. O "Plano Bresser" foi apresentado em junho de 1987 e procurava combater o déficit público, além de decretar novo congelamento de preços, aluguéis e salários, desta vez por 60 dias. Para equilibrar os gastos e a arrecadação, o plano aumentou tributos, eliminou subsídios e adiou o investimento estatal em obras de grande porte. O País retomou também as negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e suspendeu a moratória da dívida externa. Mesmo assim, a inflação saltou para 363% em dezembro de 1987. Bresser é substituido por Mailson da Nóbrega, que começa propondo uma política econômica sem medidas drásticas. No entanto, em 1988 a inflação chega a 980% e Nóbrega lidera o "Plano Verão" apresentado em janeiro do ano seguinte. O conjunto de medidas cortou mais três zeros da moeda, criando o Cruzado Novo, estabeleceu mais um congelamento de preços, propôs a privatização de algumas estatais e cortes nos gastos públicos. As medidas novamente não dão o resultado esperado e em 1989 a inflação fecha o ano a 1.972%. A esperança de uma mudança no caminho da

economia nacional veio com a euforia da redemocratização. Depois de eleição por voto direto, derrotando Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, o presidente Fernando Collor aprovou um pacote econômico, elaborado pela equipe da ministra Zélia Cardoso de Mello, em março de 1990. O "Plano Collor" resgatava o Cruzeiro e, assim como os anteriores, tabelava preços e salários e pretendia reduzir os gastos públicos, inclusive com demissões de funcionários. A novidade ficou por conta de uma medida que bloqueava o excedente de depósitos bancários acima de Cr$ 50 mil. No início, a inflação foi reduzida, mas com custos muito altos ao País - aumento do desemprego, fechamento de empresas, queda da produção, além do estardalhaço na opinião pública provocado pelo confisco de parte das poupanças e contas correntes. Para tentar contornar estes efeitos, o governo lançou o "Plano Collor II" em fevereiro de 1991, uma nova tentativa de controlar a inflação que atingiu 1.620% no ano anterior. O novo fracasso dos planos, junto aos escândalos de corrupção no governo levaram ao impeachment de Fernando Collor. "O Brasil conviveu com ciclo de superinflação, praticamente por 15 anos. É verdade que outros países também tiveram

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Economia Nacional medidas propostas, na sua opinião, fato que levou o sucesso do Plano ficar restrito.

inflação muito alta, mas em períodos muito curtos. Foi uma tragédia do ponto de vista nacional", lembra o atual presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann. O planejamento do Plano Real começou em 1993, com o Programa de Ação Imediata (PAI), que tinha as primeiras medidas para enfrentar a hiperinflação. O documento apresentado a Itamar Franco em julho daquele ano continha seis pontos principais: o corte e maior eficiência nos gastos públicos; recuperação da receita tributária; fim da inadimplência de Estados e municípios em relação às dívidas com a União; controle e rígida fiscalização dos bancos estaduais; saneamento dos bancos federais; e a aceleração do processo de privatização. Diferentemente das tentaivas anteriores, o Plano Real não se baseou no congelamento de preços e salários e também não estabeleceu uma nova moeda imediatamente. Foi criada a Unidade Real de Valor (URV) para desvincular os preços do Cruzeiro Real e que depois seria convertida diretamente para o Real, cuja primeira emissão ocorreu em 1º de julho de 1994.

explica o professor de Economia da PUC, Antonio Correa de Lacerda. No entanto, ao mesmo tempo em que amenizava a inflação, a estratégia escolhida pela equipe de Fernando Henrique, produzia seus efeitos colaterais. "O Plano Real também gerou problemas para a economia, promoveu uma valorização muito grande do real frente ao dólar e deixou o País muito vulnerável", diz Lacerda. "A opção que fizemos por estabilizar a inflação através da valorização da moeda nacional retirou a possibilidade de o Brasil ter se aproveitado do ciclo de expansão comercial. Há uma ruptura na trajetória da participação do Brasil no comércio do mundo. As exigências da estabilidade fizeram o País operar em déficit comercial e ficamos muito vulneráveis às crises que o mundo viveu", afirma Pochmann. O atual presidente do Ipea, em 1994 então assessor no Ministério do Trabalho, lembra que o lançamento do Real não contemplou outras

"Não é que o plano esqueceu de discutir a estabilidade econômica e social, mas na verdade as opções feitas comprometeram o restante. Em 1993 e 1994, eu era assessor do ministro do Trabalho Walter Barelli. Ajudava na negociação do ministério com a Fazenda e o BC. A nossa sugestão era que, junto à implementação do Plano Real, era necessário um conjunto de outras medidas que também tivesse fim social e econômico. Sugerimos a implantação do contrato coletivo de trabalho - uma superação para o fim da correção monetária - e uma política explícita para o salário mínimo. Havia um conjunto grande de medidas, mas foram todas vetadas por Pedro Malan (então presidente do BC), Gustavo Franco (então secretário-adjunto de política econômica na Fazenda) e Edmar Bacha (então assessor especial na Fazenda). Houve uma opção explícita somente pela estabilidade monetária. As discussões foram muito longas, o presidente Itamar (Franco) não tinha muita convicção de dar certo ou não, era o final do governo. Houve uma visão extremamente economicista. As medidas tinham que ser contra inflação e depois seriam implementadas outras modalidades o que nunca aconteceu. Já no final do ano (de 1994) teve a crise mexicana, e o País passou por uma fase de administração de crises internacionais, que não tinham a ver com o Brasil", conta Pochmann. Ainda assim, a economia foi reaquecida com a entrada das classes C e D no mercado consumidor, aumento da oferta de crédito e prestações sem aumento todo mês. O PIB cresceu 5,67% em 1994, com o setor industrial apresentando expansão de 7%. "O principal objetivo do Plano Real era conseguir a estabilização dos preços", resume Lacerda. "O mérito do Plano foi ter conseguido alcançar a estabilidade", concorda Pochmann.

Lastreado por reservas internacionais na exata proporção ao dólar, o real começou a circular com valor acima da moeda americana, chegando a valer até US$ 0,80.As importações de matérias-primas e máquinas ficaram mais atrativas e os produtos importados chegavam com os preços abaixo dos similares nacionais, o que pesou na balança comercial. O impacto na inflação foi imediato e o índice ficou em 18,57% de julho a dezembro. Efeitos colaterais «O Plano conseguiu, no início, atrelar o real ao dólar e, com isso, debelar a inflação",

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Cenário Índice que reajusta aluguel tem deflação de 0,10% em junho Depois de registrar deflação de -0,07 em maio, o Índice de Preços do Mercado (IGPM) ficou em -0,10% em junho, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas. O IGP-M foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 de maio e 20 de junho. O índice é usado como base de cálculo de reajustes de aluguéis. Dois indicadores que compõem o IGP-M continuam caindo. O Índice de Preços por Atacado (IPA) ficou em -0,45% ante 0,30%. Já o Índice de Bens Intermediários ficou -1,37% ante -0,67%. Outros resultados que compõem o IGP-M também sofreram variações. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ficou em 0,17% em junho, ante 0,42% em maio. Quatro das sete classes de despesa que compõem o índice apresentaram decréscimos. A principal contribuição partiu do grupo despesas diversas (3,97% para 1,34%) devido ao ítem cigarro, cuja

taxa de variação passou de 12,43% para 3,14%.Outros grupos desse índice também sofreram desaceleração: habitação (0,63% para 0,33%), saúde e cuidados pessoais (0,90% para 0,35%) e vestuário (0,67% para

0,53%). O Índice de Custos de Construção (INCC) ficou em 1,53%, acima do resultado do mês passado, de 0,52%.

Dieese mostra que 78% dos reajustes salariais ficam acima da inflação A crise mundial não prejudicou as negociações coletivas de reajustes salariais no Brasil nos cinco primeiros meses de 2009, quando 78% delas obteve ganho real, ou seja, tiveram reajuste acima da inflação. A informação é de uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgada na sexta-feira. Entre janeiro e maio deste ano, 78% das negociações obtiveram reajuste acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), ante 77% em 2008. "Combinada à queda da inflação e às pressões sindicais, a recomposição das perdas e a conquista de aumentos reais, ainda que modestos, não sofreram nenhuma alteração nos meses que se seguiram a

setembro de 2008 (pico da crise)", segundo o levantamento. "A instabilidade econômica causada pela crise internacional até o momento não se refletiu de forma negativa nas negociações coletivas dos reajustes salariais."

Para o Dieese, a pesquisa mostra que a resposta das empresas à crise concentrou-se na demissão de funcionários e não na contenção de salários.

Apesar de a melhora não ser tão acentuada como vinha ocorrendo nos anos recentes, em 2009 foram registrados quatro reajustes com ganho real acima dos 4,5% do índice inflacionário, um movimento não visto em 2008. No acumulado de 2009 o número de negociações com reajuste inferior à inflação caiu para 4% ante 11% em 2008, e o de negociações iguais ao INPC aumentou de 12 para 18 por cento.

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AUTOMÓVEIS

Utilitário Toyota RAV4 Modelo comemora dez anos de importação no Brasil. Veículo é uma opção mais urbana que o Hilux SW4. A Toyota comemora este ano os 10 anos da chegada do utilitário esportivo RAV4 ao Brasil. Comercializado em 30 países do mundo, o carro já passou por três transformações desde a chegada em 1999. A última foi no final de 2008. O modelo, que custa a partir de R$ 126,9 mil, cumpre bem o seu papel como opção mais “urbana” para quem quer um SUV com aspecto mais jovem e esportivo e sem os exageros de tamanho do Hilux SW4. A montadora vendeu 1.577 unidades do RAV4 no ano passado, o que representa 1,08% de participação no mercado de utilitários esportivos. Foi o recorde de desempenho do modelo no país. Em um mercado tão concorrido, que inclui Mitsubishi Pajero, Chevrolet Captiva, Nissan X-Trail, Hyundai Santa Fé e Honda CR-V, entre outros, o RAV 4 figura em 2009 em 16 lugar no ranking de SUVs mais vendidos de acordo com a Fenabrave.

O carro japonês conta com motor 2.4 16V a gasolina. Tem potência de 170 cv e tração 4x4 e transmissão automática de quatro velocidades com controle eletrônico, que seleciona a marcha mais adequada baseado nas condições de inclinação, aceleração, esterço e aderência. O modelo foi projetado em uma plataforma de carro de passeio, que

o torna um 4x4 com vocação urbana. No trânsito, o RAV4 mostra respostas rápidas aos comandos do motorista. O carro é silencioso e a suspensão independente proporciona conforto para quem dirige, mesmo em ruas com asfalto irregular como as das grandes cidades. O para-brisas amplo garante boa visão para o motorista.

O conforto se reforça com equipamentos como ar-condicionado independente para motorista e passageiro, duplo airbag, coluna de direção regulável em altura e profundidade, teto solar elétrico com um toque para acionamento, e uma série de porta objetos. Tem ainda um compartimento no porta-malas para ampliar a capacidade de carga. O estepe com roda de alumínio é coberto com uma capa rígida na cor do veículo, que só pode ser destravada e

retirada mediante a abertura da porta traseira, garantindo segurança contra furtos. Como ponto negativo, o preço elevado em relação à concorrência R$ 126 mil e o consumo médio de 6 km/l de gasolina, índice que vai contra as campanhas por veículos com mais eficiência no uso do combustível. Algo que a Toyota e as demais montadoras terão de resolver para os seus produtos globais, mas que ainda não é um fator predominante no mercado nacional.

O utilitário esportivo com motor 2.4 a gasolina apresentou um desempenho muito satisfatório no uso urbano, comprovando a proposta do seu nome – RAV4 é uma abreviação de “Recreational Active Vehicle 4-Wheel Drive”, ou “veículo de recreação ativa com tração nas quatro rodas”. Até pelo fato de ser menor, com 4.600 mm de comprimento 1.815 mm de largura e 1.720 mm de altura e a distância entreeixos de 2.660 mm, o RAV4 é esteticamente mais bem resolvido que o SW4. Em seu último facelift, o modelo recebeu novos parachoque frontal, grade dianteira, indicadores de seta nos retrovisores, além de rodas aro 17 polegadas e lanternas traseiras romodeladas.

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AUTOMÓVEIS

Citroën revela o novo visual do carro C3 Hatchback sofreu modificações estéticas na Europa. Lançamento oficial será no Salão do Automóvel de Frankfurt, em setembro. A Citroën divulgou no dia (29.06) as primeiras fotos oficiais do novo visual do hatchback C3, que será vendido na Europa.O carro projetado para diasputar mercado com o Ford Fiesta europeu será apresentado oficialmente no Salão do Automóvel de Frankfurt, em setembro. As vendas vão começar em novembro.O Novo Citroën C3 ficou maior que o modelo anterior. O carro passa a tar 3,97 metros de comprimento contra 3,85 da geração atual. A altura subiu de 1,61 metro para 1,71 metro. O peso continua o mesmo: 1.179 kg. A montadora não divulgou informações sobre o motor que vai equipar o novo C3. Não há previsão de quando esta nova versão do C3 será incorporada ao modelo produzido e comercializado no Brasil.

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Sensores

AUTOMÓVEIS

de

estacionamento

Equipamento, que era exclusivo dos modelos de luxo, se popularizou. Tecnologia ajuda a evitar acidentes e riscos nos para-choques. Para muita gente, só o fato de pensar em estacionar um automóvel dá um pânico enorme. A manobra popularmente conhecida como baliza, é um terror para os pretendentes a uma carteira de habilitação. Além de estacionar o carro, propriamente dito, ainda existe a possibilidade de encostar em outro veículo ou objetos difíceis de se e n x e rg a r, c o m o u m c a r r i n h o d e supermercado, portões, floreiras, pequenos postes e colunas dos prédios, por exemplo. Mas esse medo tende a diminuir com o advento e a popularização dos sensores de estacionamento. Até pouco tempo atrás esse dispositivo só era encontrado em modelos importados, um item de requinte e conforto dos carrões. Mas, atualmente é possível instalar o equipamento em qualquer automóvel, até mesmo nos populares. Algumas empresas de acessórios desenvolveram esse dispositivo para ser adicionado ao veículo, independentemente do modelo ou versão. São diversos tipos e funcionalidades. Antes, porém, vamos entender como funciona. O sensor é instalado no para-choque do carro. O funcionamento é bem simples e a tecnologia é baseada no ultrasom. O sensor emite uma frequência sonora muito alta, porém esse som não é audível pelo ouvido humano. Esse sinal sonoro reflete-se no objeto mais próximo e retorna para o sensor. O tempo que o sinal demorar para fazer esse bate e volta vai indicar a distância para o objeto. A central detecta a distância e emite um aviso sonoro, dividido em três estágios de bip. Quanto mais próximo menor o intervalo entre os bips. Esse dispositivo está apto a compensar as diferenças de temperatura e também outros ruídos ao redor. Alguns pequenos objetos podem não ser identificados em certos modelos de sensor. O mesmo pode acontecer com obstáculos que estiverem fora do raio de alcance dos sensores, embora as versões mais atuais prometem uma varredura mais homogênea. Quando acontece de o sensor não detectar um objeto, o sistema não emite o bip para o motorista, mas vale lembrar que se trata de um sensor de estacionamento, ou seja, ao fazer a manobra o dispositivo vai identificar os pontos relevantes mais próximos. A maioria dos sensores funciona, em média, a partir de 150 centímetros de distância e

independente do tipo de obstáculo que tiver por perto. O sensor de estacionamento surgiu depois que as seguradoras constataram que muitos dos acidentes aconteciam dentro da própria casa do condutor, tendo como principais vítimas as crianças, que por brincadeira escondiam-se atrás dos carros e os pais, ao manobrar, não percebiam a presença deles. Nos mais simples, o equipamento emite um aviso sonoro, que começa com espaços maiores entre um bip e outro. Conforme a veículo se aproxima de um poste ou mesmo do carro estacionado atrás ou à frente, o intervalo entre os bips vai diminuindo até ficar um aviso ininterrupto. Nessa ocasião o obstáculo estará muito próximo do carro. Nos modelos mais sofisticados, em que o sistema já vem instalado de fábrica, o dispositivo oferece uma série de recursos. Eles pode incluir até display no painel, onde é indicada a distância do veiculo ou objeto mais próximo. Algumas marcas, como Mercedes-Benz, desenvolveram dispositivos que auxiliam a

manobra por voz. O condutor aproxima o carro de onde deseja estacionar e ativa o sistema. A partir de então o dispositivo dá as coordenadas para o motorista seguir, como quando esterçar a direção, quando ir para trás, para frente, etc. Não há dúvidas que dirigir um veículo com o sensor de estacionamento é mais seguro. Durante as manobras de estacionamento o que mais atrapalha os motoristas são os pontos cegos, ou seja, aquelas áreas que não se pode observar pelos retrovisores. Nessa circunstância, o sensor de estacionamento avisa a presença de qualquer obstáculo fora do alcance de visão, uma ajuda e tanto. A vantagem diz respeito à segurança, pois o principal objetivo desse equipamento é evitar acidentes, principalmente com pedestres, mas também por preservar o veículo sem aqueles raspões inconvenientes. A desvantagem é o barulho, que em determinado ponto chega a incomodar. Alguns carros contam com o dispositivo também na dianteira que soa o bip ao se aproximar de outro veículo no trânsito do dia a dia. É um incômodo, mas que pode ser desativado temporariamente e só ativado nas manobras de estacionamento. Já em relação ao preço, o custo está acessível e compensa se levar em consideração que acidentes domésticos e possíveis arranhões nos parachoques podem ser evitados.

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Confira os melhores livros que os vip´s lêem...

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Saúde

Pesquisa faz alerta sobre níveis de glicose normais, porém perto do limite Açúcar no sangue em torno de 90 decilitros por mg já preocupa. Combinação com obesidade ou outros problemas deve ser alerta.

Níveis normais, porém próximos do limite superior podem ser um sinal de alerta para o aparecimento futuro do diabetes. O alerta vem de um grupo de pesquisadores israelenses que avaliaram mais de treze mil homens. O estudo foi realizado entre 1992 e 2004 e acompanhou membros das forças armadas israelenses com idades entre 26 e 45 anos. Os dados comparados envolviam amostras de sangue, história familiar de diabetes, índice de massa corporal, atividade física, tabagismo e idade. Os níveis de glicose no sangue aceitos atualmente apontam para um limite máximo de 100 mg por decilitro, mas será que estar mais próximo ou mais longe desse limite se traduz em maior risco? Após analisarem todas as variáveis do grupo e as compararem com o aparecimento de diabetes, os especialistas chegaram a algumas conclusões. Uma glicose de jejum acima de 87 se traduz em um risco aumentado para o desenvolvimento de diabetes no futuro, principalmente quando associado a outros fatores. Triglicerídeos altos, acima de 150, associados à glicemia de jejum acima de 91, indicam um

risco oito vezes maior de ter diabetes mais tarde do que se a glicose estivesse abaixo de 87 e os triglicerídeos abaixo de 150. O efeito combinado de um índice de massa corporal acima de 30 (caracterizando obesidade) e níveis de glicose de jejum acima de 91

também levam o risco a ser mais de oito vezes maior. A conclusão dos pesquisadores é que mesmo com níveis de glicose de jejum dentro do que se entende como normais, se esses estiverem altos, o risco do diabetes no futuro é maior. Dr. Luis Fernando Correia é médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN.

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Cinema

Mais família do que nunca, ‘A Era do Gelo 3’ chega aos cinemas em 3D Terceira parte da animação é dirigida pelo brasileiro Carlos Saldanha. Manny ganha uma bebê, Sid adota dinossauros e Scrat se apaixona. Com a moda do cinema em três dimensões, a distribuidora Fox “atropelou” a estreia de “A Era do Gelo 3” e decidiu colocar a animação em cartaz já nesta sexta-feira (26) nas salas 3D em todo o país. A versão tradicional do longa chega aos cinemas apenas na próxima quarta-feira (1º). Mais família do que nunca, “A Era do Gelo 3” revela logo de cara a agitação do mamute Manny (em inglês dublado por Ray Romano e em português, por Diogo Vilela) pela iminente chegada de seu primeiro filho. Qualquer indisposição de Ellie (Queen Latifah/Claudia Jimenez) é motivo para que ele mobilize todo o reino animal em torno da fêmea, com a certeza de que o bebê vai nascer. “Foi só um chute”, tranquiliza ela, que durante todo o filme terá justamente a missão de racionalizar e equilibrar os impulsos do parceiro afobado. Acompanhando tudo de perto, sempre de forma meio abobada, Sid (John Leguizamo/Tadeu Mello) está encantado com a chegada do bebê, que considera um pouco seu filho. Mas com a decisão do tigre dentes-de-sabre Diego (Denis Leary/Márcio Garcia) de se afastar dos amigos, o preguiça também põe o pé na estrada, disposto a formar sua própria família. O acaso o leva a três ovos, que ele supõe abandonados e imediatamente adota –sem se preocupar em saber que animal nascerá dali. Atrapalhado como sempre, Sid enfrenta enrascadas com os ovos, mas arrisca a própria vida para garantir que eles resistam

intactos. Até que um dia os “bebês” nascem, e são nada menos que pequenos e fofos dinossauros –sem noção de sua força, e cujo passatempo predileto é engolir todos os bichinhos que veem pela frente, como manda o instinto e a cadeia alimentar. Não tarda muito até que a mamãe dinossauro surja na Era do Gelo para buscar suas crias sequestradas, e acaba levando consigo, além dos três filhotes, o preguiça encrenqueiro. É assim que Manny e Ellie, com o apoio do sempre fiel Diego –que ressurge para ajudálos no momento de crise– embarcam em uma jornada para trazer o amigo de volta para casa, e acabam descobrindo um novo mundo, abaixo da superfície, onde vivem as mais diversas espécies de dinossauros, que todo mundo acreditava estar extintas. Para sobreviver nesse território, o grupo terá

de contar com a ajuda do destemido Buck, uma doninha que caiu acidentalmente no mundo dos dinossauros e lá aprendeu a se virar, dedicando sua vida à enfrentar o dinossauro Rudy, que lhe arrancou um dos olhos e de quem ele tirou um dente, tão afiado que transformou num facão, sua maior proteção naquela terra de gigantes –criado a partir de referências do filme “Apocalypse now” (1979) e que presta homenagem clara à obra de Francis Ford Coppola. Para completar a trupe de “A Era do Gelo”, o xodó do diretor brasileiro Carlos Saldanha –sua própria criação– e dos fãs da animação não poderia ficar de fora. Nesta terceira parte da franquia, Scrat ganha mais destaque, e encontra uma rival em sua eterna saga atrás da noz. A versão feminina do esquilo ganhou o nome de Scratita, e supera em esperteza seu adversário por diversas vezes seguidas, até que os dois se apaixonam. Entre as cenas marcantes está a que eles, em meio à briga, dançam tango ao som de “You’ll never find another love like mine”. E depois, já devidamente comprometidos, quando ela faz Scrat arrastar o “sofá” da casa de um lado para o outro, sem conseguir se decidir onde ele ficar melhor. Até Scrat se arranjou, mais família impossível.

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HUMOR

Ria se

quizer... Em junho deste ano, a fazendeira australiana Tanya Cahill encontrou uma de suas vacas com a cabeça presa em uma árvore. Tanya contou que seu pai precisou usar uma motosserra e um machado para salvar o animal. (Foto:eprodução/Cairns)

O cachorro mais feito do mundo foi conhecido nesta sexta-feira (26) durante a feira de Sonoma-Marin, que é realizada em Petaluma, no estado da Califórnia (EUA). O ganhador da edição deste ano foi o cão Pabst, de quatro anos. O campeão faturou um prêmio de US$ 1,6 mil, além de troféu.

Um morador de Hong Kong precisou chamar no ano passado os bombeiros para se livrar de uma encrenca bizarra. Ele tentou fazer sexo com um banco de metal e ficou com o pênis entalado.

Maior galo do mundo.

Um belo exemplar de melancia.

Menor bichano do mundo.

O porquinho é bem mancinho.

Que tal o passeio com o cachorrinho.

Homem se casa com uma cadela na Índia.

Que tal o cabelo do vivente? 17,60 mts.

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Repolho aqui não é problema.

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Revista Voe Vip - Julho 2009  

Edição Interestadual n.º 3 - Ano N.º 2 1.º Quinzena de julho/2009

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