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TERÇA-FEIRA, 22 DE ABRIL 2014 O TEMPO (22/04) Número de mortos em rodovias federais é menor em relação a 2013 Polícia Rodoviária Federal (PRF) contabilizou, em cinco dias, 15 óbitos, 396 colisões e 227 feridos; no ano passado 23 pessoas perderam a vida em acidentes O número de mortes após acidentes em rodovias federais que cortam Minas Gerais durante o feriado prolongado deste ano diminuiu em relação a 2013. Mesmo com o feriado de 2014 sendo de cinco dias, contendo um dia a mais do que o de 2013, quando foi apenas quatro, o levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apontou 15 óbitos em 2014 contra 23 registrados no ano passado. O número deste ano foi calculado entre os dias 17 e 21 abril.

De acordo com o levantamento divulgado na manhã desta terça-feira (22), 396 ocorrências de acidentes foram registradas e 227 pessoas ficaram feridas. Nos cinco dias de feriado a BR-381, conhecida como rodovia da morte, registrou apenas um acidente com vítima fatal. Já as BRs 040 e 116 foram as mais violentas, registrando quatro mortes cada. Os outros acidentes aconteceram nas BRs 365, 135, 251 e 153, conforme balanço da PRF. Durante a operação de feriado prolongado, 7.820 testes do bafômetro foram realizados, 91 motoristas foram autuados e 11 presos por cometer crime de trânsito dirigindo embriagado. Ainda não há informações sobre um número final de acidentes em rodovias estaduais neste período.


Procurador alerta para riscos de novos minerodutos em MG

Minas-Rio. Projeto da Anglo American é o mais adiantado e já motivou assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta

Nos próximos anos, Minas Gerais pode ter mais quatro minerodutos – sistemas de tubulação para transportar minério de ferro, ligando a mina ao porto – de grande porte cortando dezenas de seus municípios. Juntos, eles cortarão 98 municípios em quatro Estados (Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia), sendo que 70 dessas cidades são mineiras. Por sua extensão – todos com mais de 400 Km –, pelo número de municípios atingidos, pelo potencial de danos sócio-ambientais que causarão e pelo grande consumo de água necessário para colocar essas estruturas em funcionamento, os projetos já preocupam os Ministérios Públicos Estadual (MPMG) e Federal (MPF-MG). “A perspectiva de mais quatro minerodutos em Minas Gerais está me deixando de cabelo em pé pelas inquietações sociais e ambientais que esse tipo de obra provoca”, diz o procurador da República do Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF-MG), José Adércio Leite Sampaio. Três projetos ainda não têm sequer a licença prévia (LP) – que atesta a viabilidade do projeto – e outro, o da Anglo American, já aguarda a licença de operação. Contra esse, o procurador já ajuizou uma ação na Justiça, e assinou um Termo de Ajustamento de Conduta pedindo que a empresa repare os danos causados aos moradores e ao meio ambiente antes de começar a operar. Juntos, os quatro novos minerodutos terão capacidade para transportar cerca de 100 milhões de toneladas de minério por ano. Eles irão se somar aos três minerodutos já operados pela Samarco. O mais recente entrou em operação no início deste mês e tem cerca de 400 Km entre Mariana (MG) e Anchieta (ES), com capacidade para 20 milhões de toneladas anuais. Rio Pardo. Depois do projeto Minas-Rio, da Anglo American, previsto para entrar em operação no fim do ano, o mais adiantado é o do Vale do Rio Pardo, da Sul Americana de Metais (SAM). A empresa já entrou com o pedido de licenciamento no Ibama e a expectativa é obter a LP ainda neste ano e colocar a tubulação para funcionar em 2017. O projeto liga a mina em Grão


Mogol, no Norte de Minas Gerais, ao porto em Ilhéus (BA). O mineroduto tem autorização para captar 6.200 m³ de água por hora em uma região que tradicionalmente sofre com secas e tem dificuldades para manter até o abastecimento regular à população.

Vacinação começa nesta terça e inclui crianças até 5 anos Público infantil é o que mais transmite o vírus, responsável pela morte de 2.000 pessoas a cada ano A partir de hoje até 9 de maio, o Ministério da Saúde realiza, em todo o Brasil, a campanha nacional de vacinação contra a gripe. Agora, um novo grupo terá a chance de se imunizar de graça: as crianças de seis meses a cinco anos de idade. No ano passado, o público infantil foi de seis meses até dois anos de idade. A campanha também vale para Minas Gerais e, só na capital, 147 centros de saúde começam a vacinação hoje. Em todo o país, a expectativa do governo federal é imunizar 49,6 milhões de pessoas, que fazem parte do grupo considerado de risco. Segundo pesquisas internacionais, as crianças de até 5 anos são as que mais transmitem o vírus da gripe, por isso a necessidade de imunizá-las. Além delas, integram o grupo de risco pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional. As pessoas portadoras de doenças crônicas não-transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais também devem se vacinar. Período. A campanha é realizada próximo ao inverno para que a população crie anticorpos antes da estação mais propícia para a gripe. “A criação de anticorpos ocorre entre duas e três semanas após a aplicação da dose. Por isso, é importante que as pessoas procurarem a vacinação no período da campanha”, afirmou o secretário Nacional de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. Serão distribuídas, ao todo, 53,5 milhões de doses da vacina, que protege contra três subtipos do vírus da gripe (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B). Dados. Por ano, cerca de meio milhão de pessoas no mundo morrem de gripe, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Só no Brasil, o Ministério da Saúde contabiliza cerca de 2.000 óbitos anuais – fora os casos que não são reportados.


R7 (22/04) Bactérias comedoras de carne podem virar epidemia nos próximos anos Processo evolutivo da Fasciite necrosante é simples e altamente perigoso para os humanos

Cientistas descobriram recentemente que as bactérias devoradoras de carne tem um caminho evolutivo assustadoramente simples. Em apenas 35 anos, a Fasciite necrosante passou de "agente inofensivo" a "terror infeccioso". Apesar do apelido, ela não consome de fato carne, mas produz uma proteína que destrói pele, gordura e músculos em um curto período de tempo


G1 (22/04) Japão tem recorde de mulheres cientistas, mas é lanterna na OCDE O número de mulheres japonesas que se dedicam à ciência bateu um recorde em 2013, segundo o governo, mas seu país permanece na última posição neste quesito entre as outras nações da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo o Ministério de Assuntos Domésticos, em 31 de março de 2013, o Japão tinha 127.800 cientistas em todos os campos, de universidades a diferentes organizações e empresas dos setores público e privado, uma cifra que corresponde a 14,4%. O país nunca teve tantas mulheres em laboratórios, nem a proporção nunca foi tão alta, comemorou o ministério, lembrando que até 2005, menos de 100 mil mulheres se dedicavam à pesquisa e a proporção era inferior a 12%. Nas universidades, elas representam 25%, 40% a mais em uma década. Mas as mulheres são apenas 8% nas empresas privadas, embora tenham aumentado em 55% sua presença em dez anos. Setores femininos Comparado com outros países, o Japão parece mal situado. A Rússia reivindica ter 41,2% de mulheres entre os cientistas. Também são mais representadas em Grã-Bretanha (37,7%), Itália (34,9%), Estados Unidos (33,6%), Alemanha (26,7%) e França (25,6%). O Japão, na verdade, está na lanterna de todos os países da OCDE. Embora estejam aumentando em número, as cientistas japonesas atuam em setores tradicionalmente mais femininos. Muitos observadores, inclusive o Fundo Monetário Internacional (FMI), insistem em que o crescimento do Japão poderia disparar se o índice de atividade das mulheres fosse mais alto.


ESTADO DE MINAS (22/04) Projeto pretende proteger Nova York de desastres naturais Uma proposta de escritório dinamarquês pretende construir um grande espaço para convívio e lazer, na costa de Manhattan, para proteger de futuros desastres naturais

Brutalmente atingida pelo furacão Sandy, em 2012, a ilha de Manhattan, em Nova York, pode ser totalmente blindada contra desastres naturais, a partir de um projeto de proteção proposto por um escritório de arquitetura dinamarquês, o Bjarke Ingels Group (BIG). O projeto prevê a criação de um grande parque público entre as ruas West 57th e a East 42nd para criar um local de convívio e lazer para a sociedade. Pela proposta, o grande parque público também funcionaria como um escudo para proteger a região de futuras enchentes. Segundo os arquitetos, o projeto levou em consideração os aspectos vulneráveis da topografia existente, bem como a baixa altitude da região. Em uma plataforma elevada sob a área verde, os profissionais também projetam criar ainda um caminho e uma ciclovia na região. O projeto, que ainda não foi aprovado e ainda não se sabe quando vai começar, tem como objetivo criar um espaço destinado a receber vários tipos de eventos, bem como um museu marítimo que alertará a população sobre os problemas e as consequências do aquecimento global no mundo. "Qualquer entidade acredita que vivemos em um momento de grande urgência, porém encaramos o projeto como uma grande oportunidade", afirma Bjarke Ingels, fundador do BIG. "Não queríamos apenas criar um muro para separar a água da cidade. Na proposta, pudemos vislumbrar diversos equipamentos sociais e ambientais adaptados para a região, funcionando tanto para proteger várias comunidades de inundações como sendo uma estratégia de infraestrutura social", finalizou o arquiteto.


G1 (22/04) Descoberto o 1º exoplaneta do tamanho da Terra em zona habitável Cientistas anunciaram a descoberta do primeiro planeta fora do Sistema Solar de tamanho similar ao da Terra e onde pode existir água em estado líquido, o que, em tese, o torna habitável. O exoplaneta, denominado Kepler-186f, foi identificado por pesquisadores da Nasa usando o telescópio Kepler, segundo estudo publicado nesta quinta-feira (17) na revista científica "Science". "A intensidade e o espectro da radiação do Kepler-186f o colocam na zona estelar habitável, implicando que, se ele tiver uma atmosfera como a da Terra, então uma parte de sua água provavelmente está em forma líquida", diz o estudo. O telescópio Kepler permite identificar planetas em sistemas distantes medindo a quantidade de luz que eles bloqueiam quando passam na frente das estrelas que orbitam, ou seja, o equipamento não "enxerga" o planeta diretamente. O Kepler-186f, que orbita a estrela anã Kepler-186, fica na constelação do Cisne, a cerca de 500 anos-luz da Terra. Ele é o quinto e mais afastado de um sistema de cinco planetas, todos com tamanho parecido com o da Terra. "É extremamente difícil detectar e confirmar planetas do tamanho da Terra, e agora que encontramos um, queremos encontrar mais", disse em uma teleconferência Elisa Quintana, pesquisadora do Instituto para a Busca de Inteligência Extraterrestre (SETI). Descobertas do Kepler Em fevereiro, a agência espacial americana anunciou que o telescópio Kepler, que orbita a 149,5 milhões de quilômetros da Terra há cinco anos, tinha acrescentado 715 exoplanetas à lista de mil corpos que orbitam estrelas a uma distância que torna possível a existência de água e, portanto, de vida. A busca de planetas similares à Terra é uma das maiores aventuras na pesquisa espacial, e embora já tenham sido detectadas centenas de planetas do tamanho do nosso e outros menores, eles circulam em órbitas próximas demais de suas estrelas para que haja água líquida em sua superfície.


Ilustração da Nasa mostra comparação entre a Terra e o Kepler-186f (Foto: Nasa)

AGÊNCIA BRASIL (22/04) Unicef: 50 mil crianças podem morrer de fome este ano no Sudão do Sul Cinquenta mil crianças menores de 5 anos podem morrer, até o fim do ano, no Sudão do Sul caso não sejam obtidos fundos adicionais para alimentá-los, alertou hoje (22) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Setecentos e quarenta mil menores de 5 anos estão hoje em "alto risco de insegurança alimentar", explicou, entrevista, o porta-voz do Unicef, Christophe Boulierac. Segundo ele, desse total, 50 mil poderão morrer se não forem alimentados imediatamente. Esses 50 mil menores fazem parte de um grupo de 250 mil que, de acordo com o Unicef, sofrerão de má nutrição aguda e severa nos próximos meses. Por enquanto, o objetivo do Unicef é conseguir alimentar 150 mil deles, mas a organização não tem os fundos necessários porque os doadores não ofereceram dinheiro suficiente. O Unicef pediu US$ 38 milhões para a campanha no Sudão do Sul, mas até hoje só obteve US$ 4,6 milhões. As Nações Unidas avaliam as necessidades humanitárias da população do Sudão do Sul, mas calcula-se que pelo menos 3,7 milhões de pessoas sofram atualmente de insegurança alimentar. A porta-voz do Programa Alimentar Mundial, Elisabeth Byrs, informou que até o fim deste mês será possível ter "uma visão mais clara" das necessidades alimentares no país e adiantou que, por enquanto, a agência alimenta 600 mil sul-sudaneses. Em entrevista, Boulierac referiu-se ainda ao recrutamento de crianças pelas duas partes em conflito. "Acreditamos que ambas usam crianças. Temos relatos não confirmados de que os grupos armados da oposição recrutam crianças, mas não podemos falar de números. Sobre o Exército Regular, temos confirmação de que têm pelo menos 149 menores recrutados".


Sobre a situação das crianças em geral no Sudão do Sul, o porta-voz disse que, além da falta de alimentos, preocupa especialmente o acesso à água potável e a falta de saneamento, principais vetores de doenças contagiosas. O conflito no Sudão do Sul começou em dezembro, quando o presidente Salva Kir acusou o exvice-presidente Riak Machar de promover um golpe de Estado. Machar pegou em armas, o Exército dividiu-se em dois e o conflito ganhou contornos étnicos, já que Kir e Machar pertencem a tribos distintas. A violência já deixou milhares de mortos e obrigou mais de 1 milhão de pessoas a abandonar suas casas, andar pelo país ou a refugiar-se nos países vizinhos. O conflito deixou o jovem país, independente do Sudão desde 2011, à beira da guerra civil.

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Clipping 22. 04.2014