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TERÇA-FEIRA, 17 DE JUNHO 2014 O GLOBO (17/06) Um novo modo de pensar a avaliação dos estudantes Pesquisador americano prega método qualitativo, que considere realidade local

O avaliador Michael Patton participa de seminário na Fundação Roberto Marinho: até redes sociais podem ajudar na avaliação, ele diz - Eduardo Naddar

Rankings e índices pautados em avaliações tradicionais não são um bom parâmetro para medir o nível de aprendizado. A opinião pouco ortodoxa é do avaliador Michael Quinn Patton, americano que visita o Rio e participou nesta segunda-feira de um seminário sobre “As dez maiores tendências da avaliação qualitativa”, realizado na sede da Fundação Roberto Marinho. Para o pesquisador, mesmo as redes sociais podem servir como uma importante fonte de análise para testar conhecimentos, embora não se deva prescindir de análises feitas no lugar de estudo, por meio de entrevistas e observação das peculiaridades locais. O encontro foi transmitido on-line para educadores que participam de capacitações feitas pelo programa Telecurso. — As redes sociais servem como fonte e compartilhamento de dados que auxiliam na análise — afirma Patton, que chama a atenção para a compreensão do contexto em que se inserem os alunos: — Não há números sem história, não há história sem números. Precisamos entender o contexto de onde os dados são tirados. RANKINGS SÃO PROBLEMA


Para a secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro, Helena Bomeny, a junção da análise quantitativa (dominante hoje nos sistemas educacionais) com a qualitativa é fundamental para uma melhor atuação das escolas. — Não há secretaria que faça um bom trabalho sem avaliar quantitativamente e qualitativamente. Com essa informação, pode-se trabalhar de forma localizada para atender a demanda de cada aluno — descreve. Vilma Guimarães, gerente-geral de educação da Fundação Roberto Marinho, concorda que restringir a avaliação a colocações num ranking é prejudicial para a análise: — Rankings não contribuem porque comparam o incomparável. Além disso, é desmotivador para um aluno e para uma escola se ver em último lugar. Patton sustenta que avaliações servem para diferentes esferas da sociedade e devem ser marcadas pela independência do avaliador e pelo foco nas particularidades dos entes analisados. — Brinco que quem avalia é uma espécie de bobo da corte. Falamos a realidade, e, muitas vezes, ela não é boa de se ouvir — compara. O americano crê que, para uma boa avaliação, é necessário observar, entrevistar quem está envolvido e analisar a documentação relacionada. Só a partir desse trabalho mais aprofundado é que são indicadas tendências. Para o pesquisador da Laboratório de Lógica Fuzzy da Coppe-UFRJ Francisco Antônio Doria, essas tendências podem servir para compreender desde comportamentos sociais até o público-alvo de um estilo de roupa, por exemplo. — A partir desse princípio de unir o quantitativo com o qualitativo, já fizemos um algoritmo que mapeia dados para identificar tendências de moda e, depois, sugerir


quantas peças devem ser produzidas para aquele estilo. É um sistema que pode servir de forma ampla — analisa. DADOS, SIM; CONTATO HUMANO TAMBÉM Antonio Morim, também pesquisador do LabFuzzy, afirma que o desafio reside em transformar a emoção em dados: — Nosso objetivo é mostrar a emoção, as transformações educacionais de uma realidade em dados para usarmos como ferramenta. A entrevista, o humano e o gesto continuam fundamentais para avaliar. Patton acredita que é exatamente a mescla de diferentes métodos que fornece melhores resultados: — Somente através do cruzamento de diferente informações é que nos aproximamos da realidade.

JORNAL DO BRASIL (17/06) Escola nos EUA inclui aula de caráter no currículo Projeto piloto prevê conversas sobre funcionamento do cérebro, meditação e oficinas para pais A rede de escolas charter KIPP (Knowlegde is Power Program), fundada em 1994 nos Estados Unidos, tem como meta levar seus alunos – 86% são de famílias pobres – até a universidade. Para garantir que todos tenham confiança de que são capazes de aprender, não aposta apenas no rigor acadêmico, mas promove diferentes atividades para despertar entusiasmo, perseverança, autocontrole, gratidão, otimismo, inteligência social e curiosidade em seus alunos. Dentro desse contexto, uma de suas 141 escolas, a KIPP Infinity Middle School, no Harlem, em Nova York, decidiu radicalizar o ensino de competências socioemocionais e criou, há dois anos, uma aula diferente: de caráter. Nós sentimos que, se não ensinarmos caráter explicitamente, não podemos esperar que eles [os alunos] adquiram isso.


“Nós sentimos que, se não ensinarmos caráter explicitamente, não podemos esperar que eles [os alunos] adquiram isso”, afirmou ao Porvir a diretora da escola e professora dessas classes, Leyla Bravo-Willey. O projeto desenvolvido pela professora em parceria com um centro de estudos de socioemocionais da Universidade da Pensilvânia ainda está em fase piloto e estabelece um currículo abrangente. Para desenvolver o caráter dos alunos, a escola aposta no ensino de habilidades não cognitivas – como comunicação, resiliência e determinação – em todas aulas, oficinas para pais e momentos de trocas entre os estudantes chamados de Kipp Circles. As classes de caráter acontecem duas vezes por semana para as 5ª e 6ª séries e nelas Leyla dá aulas expositivas para mostrar aos alunos como eles são capazes de aprender, como podem enfrentar seus pontos fracos, como devem estabelecer relações saudáveis com outras pessoas e como podem usar a mente para conseguir o que querem. Não se trata de uma simples lição de autoajuda, garante a professora, mas momentos para se fazer conexões com a ciência e explicar como o cérebro funciona, desenvolver técnicas de meditação, concentração e até praticar yoga. “Primeiro, eu explico os conceitos e depois faço com que eles pratiquem”, conta a diretora da Infinity Middle School. As conversas ajudam a desenvolver a autoestima das crianças, elas aprendem a mudar a própria perspectiva. Em uma aula sobre como enfrentar pontos fracos, por exemplo, a professora perguntou como os alunos se sentiam quando eram os últimos a serem escolhidos para formar um time de basquete. Alguns responderam algo como “Que saco, eu de novo no fim”, mas alguém disse “Não tô nem aí, sou bom mesmo no futebol”. Segundo Tonia Casarin (link para matéria com seu perfil), mestranda brasileira em educação na Universidade de Columbia que acompanha o projeto piloto na escola de Nova York, as diferentes reações fazem os alunos se darem conta de como podem pensar diferente. “As conversas ajudam a desenvolver a autoestima das crianças, elas aprendem a mudar a própria perspectiva”, diz. Esse tipo de reflexão não acontece apenas nas classes específicas de caráter, mas durante todas as atividades da escola. Os professores da Infinity Middle School são preparados a relacionar questões socioemocionais com conteúdos cognitivos. Assim, numa aula de inglês, os alunos analisam as características dos personagens dos textos que leem, e nas de história, discutem motivações por trás de fatos importantes. Além disso, antes mesmo da criação das aulas de caráter, já ocorriam os Kipp Circles, períodos de 20 a 30 minutos em que as turmas são divididas em grupos e os alunos devem trocar ideias e ajudar uns aos outros a melhorar suas atitudes e resultados


acadêmicos. “Nos círculos os alunos discutem o que entenderam das minhas aulas e se estão aplicando o que aprenderam”, explica Leyla. Como resultado, a expectativa é que as crianças mudem de atitude também em casa. Por isso, os pais são chamados no início do ano para um workshop em que são apresentados ao conteúdo que será ensinado e como isso será feito. A professora também dá dicas de como eles podem dar suporte aos seus filhos. “Alguns pais ajudam, outros não. Mas a nossa missão é fazer com que mesmo os que são oriundos de famílias disfuncionais saibam lidar melhor com isso. O fato de uma criança não ser incentivada a estudar em casa não significa que ela não deva ter acesso a boa educação. Nossa meta é garantir que todos tenham acesso”, diz a diretora.

Primeiros resultados Embora a implantação desse currículo socioemocional na Kipp Infinity Middle School ainda esteja em fase de testes e os dados sobre o impacto no desempenho acadêmico não tenham sido computados, a diretora tem convicção de que os alunos estão aprendendo mais e que estão mais tranquilos e confiantes. “Estamos ansiosos pelos resultados para seguir em frente”, afirmou. No próximo ano letivo, o plano é preparar outros professores para ministrarem as aulas de caráter e passar a incluí-las na grade de mais séries.

CORREIO BRAZILIENSE (17/06) Tecnologia pode ser grande aliada no combate à violência nas cidades Centros de inteligência, sistemas integrados de informação, redes de monitoramento, que utilizam smartphones e tablets de policiais, estão entre as ferramentas usadas por órgãos governamentais

Nos últimos dois meses, relatórios internacionais mostraram que a situação de segurança no Brasil é bastante preocupante. Segundo levantamento do Escritório sobre Drogas e Crime das Nações Unidas, 11 das 30 cidades mais violentas do mundo estão por aqui. Maceió seria a quinta metrópole com maior número de assassinatos por cada 100 mil habitantes, enquanto Fortaleza está na sétima posição e João Pessoa, em nono. O estudo levou em consideração os números registrados de homicídios em 2012, apesar de o estudo só ser lançado este ano, em Londres. Outro levantamento importante, o Índice de Progresso Social (IPS) coloca o Brasil como 11º no ranking dos países mais inseguros. O estudo é realizado em conjunto por diversas entidades internacionais e avalia diversos aspectos sociais e de qualidade de vida em 132 nações. Entre os fatores analisados, está a segurança. Nesse quesito, são levados em consideração cinco parâmetros: a taxa de homicídios, o nível de crimes violentos, a percepção sobre a criminalidade, o terror político e as mortes no trânsito.


Com esse cenário, diversas são as propostas de mudança para que os organismos de segurança e justiça sejam mais eficientes. E uma ferramenta pode ser fundamental para que essas transformações ocorram: a tecnologia. Centros de inteligência, sistemas integrados de informação, redes de monitoramento, que utilizam smartphones e tablets de policiais, estão entre as ferramentas usadas por órgãos governamentais para entenderem melhor como a violência se dá no país e as formas de prevenir e combater os crimes. E com a tecnologia, a segurança deixa de estar a cargo exclusivo das instituições governamentais. Internet, smartphones, aplicativos e redes sociais podem ser de grande importância para que os cidadãos participem também dos planos para diminuição da criminalidade. Assim, o Correio traz projetos e ferramentas que usam a tecnologia a favor da segurança e aponta como as inovações da área podem ajudar ainda mais no combate à violência nos próximos anos.

AGÊNCIA BRASIL (17/06) USP descobre nova substância que pode ser usada contra doença de Chagas Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) estão desenvolvendo nova molécula para tratamento da doença de Chagas. Segundo a professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, vinculada à USP, Ivone Carvalho, a substância é menos tóxica e mais eficiente no tratamento do que os medicamentos usados atualmente. “Nesses estudos, ela mostrou uma resposta interessante. Não foi tóxica para a célula. Teve maior atividade para matar o parasita do que o próprio fármaco”, destacou em entrevista à Agência Brasil. Os estudos tiveram como base a estrutura do benznidazol, remédio utilizado no Brasil para combater o Trypanossoma cruzi, parasita transmitido pelo inseto conhecido como barbeiro e causador da doença. Ivone explica que a ideia é aperfeiçoar o tratamento. “Nós temos problemas com o tratamento atual, que é antigo. O medicamento disponível tem problemas de toxicidade, de ineficácia na fase crônica. E também desenvolvimento de resistência ao tratamento”, explicou. Na fase inicial, a doença tem sintomas como febre e mal-estar, podendo ser confundidas com outras enfermidades. Caso não seja tratado adequadamente, o paciente pode desenvolver a forma crônica da doença, quando o Trypanossoma se


hospeda nos tecidos e pode causar o crescimento de órgãos como o coração e o esôfago. O medicamento usado atualmente tem efeitos limitados para eliminar o parasita nessa segunda fase do Mal de Chagas. Segundo o Ministério da Saúde, existem entre 2 milhões e 3 milhões de pessoas infectadas no Brasil, a maior parte na fase crônica. A descoberta da molécula já foi patenteada pela Agência USP de Inovação. Além de ser mais eficiente, a nova substância deverá ter menos efeitos colaterais do que a usada hoje, que pode causar enjoos e dores estomacais. “Nós temos aí uma entidade química promissora”, comemora Ivone sobre a molécula que até agora só foi testada in vitro. O próximo passo serão os testes com camundongos, a serem feitos na Faculdade de Medicina da USP.

CAPES (16/06) Capes divulga dois editais em parceria com a Comissão Fulbright A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulga nesta segunda-feira, 16, dois editais em parceria com a Comissão para o Intercâmbio Educacional entre os Estados Unidos da América e o Brasil (Comissão Fulbright). As inscrições para ambos os programas, Estágio PósDoutoral nas Ciências Humanas, Ciências Sociais, Letras e Artes nos EUA 20152016 (edital nº Z34/2014) e Capes/Fulbright Professor/Pesquisador Visitante nos EUA (edital nº 35/2014), estão abertas até 31 de julho. Estágio Pós-Doutoral Para fazer inscrição no edital nº 34/2014, o candidato deve ter nacionalidade brasileira não cumulada com nacionalidade norte-americana; ter obtido o diploma de doutorado após 31 de dezembro de 2006; ter proficiência em língua inglesa; não ter usufruído anteriormente de outra bolsa de estágio pós-doutoral no exterior; não receber ou ter recebido bolsa ou benefício financeiro, do Governo Federal ou de outras entidades brasileiras para o mesmo objetivo; e residir no Brasil no momento da candidatura e durante todo o processo de seleção. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pela internet, mediante o preenchimento do formulário de inscrição da Comissão Fulbright. Ao formulário de inscrição deverão ser anexados os documentos descritos no edital. Serão concedidas até cinco bolsas de estudos. O início da bolsa e sua duração fica a critério do bolsista, que deve selecionar entre um dos três períodos prédeterminados: janeiro de 2015, por quatro meses; agosto/setembro de 2015, por


quatro meses; ou agosto/setembro de 2015, por nove meses. O resultado está previsto para ser divulgado entre agosto e setembro deste ano. Entre os benefícios concedidos aos selecionados estão mensalidade no valor de US$ 2.100, com valor adicional de US$ 400 no caso de cidade de alto custo; auxílio instalação no valor de US$ 2.100; pagamento de eventuais taxas para acesso às instalações da instituição nos EUA; seguro saúde no valor de US$ 90 mensais; auxílio deslocamento no valor de US$ 1.604, caso a estadia seja de até 6 meses, ou US$ 3.208, caso a estadia seja de 7 a 9 meses; auxílio pesquisa no valor de US$ 1.000 mensais; auxílio para aquisição de livros e/ou computador, no valor de US$ 2.000; e auxílio para participação de eventos nos EUA, até o valor de US$ 1.500. Mais informações pelos emails posdoc@fulbright.org.br e fulbright@capes.gov.br. Professor/Pesquisador Visitante Para se inscrever, o candidato precisa ter nacionalidade brasileira não cumulada com nacionalidade norte-americana; ter concluído o doutorado anteriormente a 1º de janeiro de 2007; ter atuação acadêmica qualificada na área e reconhecida competência profissional com produção intelectual consistente e vínculo empregatício com instituição de ensino superior ou instituição de pesquisa, além de proficiência em inglês compatível com o bom desempenho nas atividades previstas; não receber nem ter recebido bolsa de estudos do governo brasileiro ou da Comissão Fulbright para o mesmo objetivo; e residir no Brasil no momento da candidatura e durante todo o processo de seleção. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente, pela internet, mediante o preenchimento do formulário de inscrição da Comissão Fulbright. Ao formulário de inscrição deverão ser anexados os documentos descritos no edital. Serão concedidas até vinte e cinco bolsas de estudos com duração de três ou quatro meses, com início e término em 2015 e saídas no início do período acadêmico em 2015 Spring Termou Fall Term da instituição anfitriã nos EUA. O resultado está previsto para ser divulgado entre agosto e setembro deste ano. Os selecionados receberão mensalidade no valor de US$ 2.300, com valor adicional de US$ 400, no caso de cidade de alto custo; auxílio deslocamento; auxílio seguro saúde no valor de US$90 mensais; auxílio pesquisa mensal no valor de US$ 1.500; e auxílio instalação no valor de US$ 1.500. Mais informações pelos emails pv2014@fulbright.org.br e fulbright@capes.gov.br.


AGÊNCIA MINAS (16/06) Fapemig divulga resultado de selecionados no edital Programa Pesquisador Mineiro Aprovados no programa vão contar com investimentos de mais de R$ 8 milhões pela a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) vai apoiar, por meio da concessão de 193 cotas financeiras mensais (grants), projetos de pesquisadores e tecnólogos. O edital do Programa Pesquisador Mineiro, que teve seu resultado divulgado nesta segunda-feira (16/06), investe em projetos de pesquisa científica, tecnológica ou de inovação em desenvolvimento por instituições de fomento à pesquisa. Ao todo, está previsto um investimento de mais de R$ 8 milhões, ultrapassando o valor previsto inicialmente. As cotas concedidas foram distribuídas em três modalidades: uma média de 60 para pesquisadores beneficiários do Adicional de Bancada do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no valor de R$ 24 mil (cotas de R$ 1 mil mensais); 130 para pesquisadores que não sejam beneficiários do Adicional de Bancada e 10 para tecnólogos, ambas no valor de R$ 48 mil cada (cotas de R$ 2 mil mensais). O prazo para execução das propostas aprovadas é de dois anos, contados a partir de julho deste ano. Os pesquisadores que tiverem propostas aprovadas deverão atualizar seu credenciamento na Fapemig até 10 dias corridos da publicação dos resultados, sob pena de desclassificação das propostas. Em sua 8ª edição, o PPM faz parte de um pacote de programas da Fapemig. Em 2013, o Programa apoiou 287 pesquisadores de diferentes instituições mineiras.


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Clipping 17 06 2014