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SEXTA-FEIRA, 11 DE ABRIL 2014 ESTADO DE MINAS (11/04) Unimontes reforça estudos para detalhar causas de tremores de terra em Montes Claros A Universidade faz o trabalho de monitoramento dos abalos e suas consequências, o que pode servir para o planejamento de ações preventivas por parte da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, prefeitura e governo estadual A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) informou que realiza trabalhos com objetivo de auxiliar à comunidade científica na busca por informações mais detalhadas sobre as causas dos tremores de terra ocorridos no município. A cidade tem um histórico de abalos sísmicos, que se intensificaram nos últimos quatro anos. Neste mês, em um intervalo de sete dias, os moradores sentiram sete tremores, cinco deles somente no último domingo, sendo os mais fortes de 3.8 e 3.9 graus na Escala Richter. No fim da noite de segunda-feira, um outro tremor, de 3.0 graus assustou a população. Estudos preliminares que indicam que o fenômeno é provocado por uma falha geológica na região, mas a população cobra o aprofundamento dos estudos a respeito do assunto. Em nota divulgada nessa quarta-feira, a Unimontes informa que o trabalho desenvolvido pela instituição inclui o monitoramento dos abalos e suas consequências, o que pode servir para o planejamento de ações preventivas por parte da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, prefeitura e governo estadual. As ações resultam de convênio firmado entre a Unimontes, secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). A Unimontes também informou que está em andamento proposta para a implantação de um Núcleo de Sismologia na cidade, a partir de entendimento com Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB) e com a Universidade de São Paulo (USP). As atividades na universidade norte-mineira são desempenhadas pelo departamento de Geociências e pelo Centro de Estudos de Convivência com a Seca. Desde junho de 2012, a Universidade de Montes Claros trabalha em parceria com a Universidade de Brasília, visando o monitoramento dos sismos. Foram instalados no município três sismógrafos, sendo um da Unimontes e dois da UnB. No entanto, a coleta de dados é manual e, por isso, a transmissão das informações em tempo real para a sede da UnB não pode ser feita, o que dificulta o monitoramento. Na quarta-feira, a Unimontes informou que iniciou, nesta semana, a construção de um abrigo para os equipamentos sismográficos na área do Parque Estadual Estadual da Lapa Grande, próximo a área urbana. Com a construção do abrigo, será viabilizada a instalação do sistema online de transmissão, o que vai permitir o monitoramento mais eficaz e o avanço das pesquisas sobre as causas dos abalos sísmicos.


Sismógrafos vão tentar revelar tamanho da falha que causa tremores no Norte de MG Mais cinco aparelhos foram instalados em Montes Claros para detectar possibilidades de abalos de maior intensidade Os constantes tremores de terra em Montes Claros, no Norte de Minas, serão alvos de estudos mais aprofundados do Observatório Sismológico da Universidade de Brasilia (UnB), que já mantém um sismógrafo na região e quer verificar a real extensão da falha geológica existente no município, apontada como causa dos abalos sísmicos que têm levado preocupação aos moradores. Um grupo de estudiosos da UnB, coordenados pelo chefe do Observatório Sismológico, Lucas Vieira Barros, instalou cinco sismógrafos na região, de acordo com o que foi informado ontem pelos técnicos. Os abalos mais recentes, registrados desde o domingo, fizeram com que a equipe tomasse essa decisão. Em sete dias, foram verificados sete tremores, sendo que cinco somente no domingo. Em decorrência do mais forte deles, de 3.9 graus de magnitude, o reboco de uma casa caiu e feriu levemente uma adolescente de 13 anos. O fenômeno atingiu uma subestação da Cemig e, por 45 minutos, ficaram sem o fornecimento de energia 90 mil domicílios – 70 mil em outras duas cidades da região (Coração de Jesus e Grão Mogol).

A equipe da UnB, que permanece na cidade até domingo, informou que os cinco aparelhos trazidos por ela foram instalados próximo aos epicentros dos tremores. Com os três sismógrafos já operados pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e pela UnB, agora são oito equipamentos usados para analisar os abalos sísmicos na área. Até então, o tremor de maior intensidade registrado em Montes Claros foi de 4.2 graus, ocorrido em 19 de maio de 2012 e que provocou danos em 60 casas, das quais oito foram interditadas pela Defesa Civil. Estudos realizados pela UnB e pela Universidade de São Paulo (USP) identificaram que a falha geológica próximo à área urbana de Montes Claros tem três quilômetros de extensão, a uma profundidade de 1,5 a 2 quilômetros. Ontem, o professor Lucas Vieira Barros disse que os novos estudos vão verificar a real dimensão da falha geológica. Se a extensão for maior do que três quilômetros, é possível que venham ocorrer tremores acima de 4.2 graus, mas devendo chegar, no máximo, a 5.0 ou 5.5 de magnitude, explicou o especialista, que afastou a possibilidade de acontecer um “abalo catastrófico” na região. “Os tremores não são previsíveis. Infelizmente, nunca podemos dizer que não acontecerá um abalo de maior intensidade. Mas, nunca teremos aqui um terremoto catastrófico, como aconteceu no Chile. Pelas informações levantadas, temos como afirmar com segurança que podemoss ter tremores com intensidade de até 5 graus, embora pouco prováveis”, disse o chefe do Observatório da UnB. RELATÓRIO De acordo com ele, os dados coletados vão indicar se os epicentros dos tremores estão nos mesmos locais dos sismos anteriores ou se “estão migrando de lugar”. Lucas Vieira Barros disse que em 30 dias a UnB e a Unimontes vão divulgar um relatório com o mapeamento da falha geológica e também com as medidas que vão orientar o reforço das construções na cidade, a fim de que sejam reformadas e construídas casas com estrutura capaz de suportar os abalos sísmicos de maior intensidade. Lucas Vieira admitiu ainda que a exploração de águas subterrâneas pode contribuir para a ocorrência dos abalos, o que ainda


será objeto de estudos. Por outro lado, informou que pesquisas descartaram a relação da exploração de pedreiras da região com os fenômenos.

HOJE EM DIA (11/04) Inaugurado primeiro banco público de cordão umbilical em Minas

COLETA – Doações de material começam em setembro

O primeiro banco público de cordão umbilical e placentário de Minas Gerais foi inaugurado nesta quinta-feira (11) em Lagoa Santa, na Grande BH, instalado na sede do Centro de Tecidos Biológicos de Minas Gerais (Cetebio). Com capacidade para cinco mil bolsas, o local passará a receber doações dos cordões em setembro deste ano. Inicialmente, o material será coletado nas maternidades Sofia Feldman e do Ipsemg, na capital mineira. A doação do cordão umbilical do recém-nascido para um banco público é voluntária, sigilosa e somente é realizada após a autorização materna. “As unidades armazenadas ficam disponíveis para qualquer pessoa que precise de transplante de medula óssea e também podem ser utilizadas em pacientes com leucemia e outras doenças do sangue. Logo, quanto mais cordões armazenados, maior a quantidade de pessoas que podem ser beneficiadas”, afirmou o diretor Técnico-Científico da Fundação Hemominas, Fernando Valadares Basques. Além do banco de cordão umbilical, a unidade também vai contar com bancos de medula óssea, de pele, de sangues raros, de tecidos musculoesqueléticos, de membrana amniótica e de


tecidos cardiovasculares. Segundo a Fundação Hemominas, a inauguração do banco é um importante passo para a realização de transplantes de medula óssea no Estado. Cerca de R$ 7 milhões foram investidos nessa primeira fase do banco. Sob a coordenação do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o banco mineiro é o 13º a ser inaugurado no país e faz parte da Rede BrasilCord. O gerenciamento é feito pela Fundação do Câncer.

CORREIO BRAZILIENSE (11/04) Banco Mundial: aquecimento global não está sendo levado a sério O aquecimento global não está sendo levado a sério e o tempo está se esgotando para evitar consequências como a seca e a inundação de cidades, disse nessa quinta-feira (10) o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim. "Estamos chegando rapidamente a um ponto em que não vamos ser capazes de manter o aquecimento global abaixo dos 2 graus Celsius ", acrescentou ele, no início da reunião de primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington. Jim Yong Kim defendeu que "o aquecimento de 2 graus Celsius vai ter grandes implicações”, indicando que “40% das terras aráveis da África desaparecerão e a cidade de Bangcoc poderá ficar submersa”.

O Banco Mundial atua em várias áreas para combater as alterações climáticas, principalmente no preço do carbono, no financiamento da energia renovável e na pressão exercida junto aos governos para remover os subsídios à energia. Jim Yong Kim receia que muitos tenham deixado de pensar nas alterações climáticas como um problema urgente. "Daqui a dez ou 15 anos, quando começarem batalhas devido à falta de acesso à água e à comida, estaremos todos aqui sentados pensando: meu Deus, por que não fizemos mais àquela altura?", desabafou, confessando-se “extremamente preocupado” com o fato de “o mundo ainda não levar o assunto suficientemente a sério”.


G1/GRANDE MINAS (10/04) Cinco novos sismógrafos serão instalados em Montes Claros Aparelhos vão ajudar novo mapeamento dos sismos na cidade. Especialista afirma que tremores são provenientes de falha sísmica.

Durante entrevista coletiva, autoridades procuraram explicar causas e possibilidades de novos tremores. (Foto: Valdivan Veloso/G1)

O coordenador do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), professor Lucas Vieira Barros, informou que serão instalados cinco novos sismógrafos em Montes Claros, Norte de Minas Gerais.

A afirmação foi feita durante entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (10), na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), que teve presentes ainda representantes da universidade, do Corpo de Bombeiros e da prefeitura. Durante a entrevista o professor afirmou que a falha sísmica ativa que provoca os tremores em Montes Claros tem cerca dois quilômetros de extensão e de 500 metros a dois quilômetros de profundidade, próximo à Vila Atlântida. As afirmações do professor são baseadas nos resultados dos estudos realizados em 2012.


Arte mostra a localização da falha em Montes Claros. (Foto: Reprodução)

“A instalação da rede sismográfica com nove estações, da USP UnB permitiu saber com muita precisão os locais exatos dos sismos. Os epicentros dos sismos mapearam a falha. Isso é um resultado extremamente importante para orientação da população”, afirma.

Segundo o professor, os tremores registrados em Montes Claros estão relacionados diretamente a falha ativa e não ao tipo de solo existente na região. “Os estudos estão indicando que a natureza destes eventos é tectônica e que são causadas por forças tectônicas provenientes do centro da terra e eles acontecem ao longo desta falha, nas dimensões determinadas”, explica.

Outro ponto apontado durante a entrevista foi a instalação do Núcleo de Sismologia na Unimontes. “Atualmente os profissionais da USP e também da UnB são extremamente competentes e logo a Unimontes também será referência em Sismologia, pois estamos trabalhando para isso”, afirma o professor Expedito José Ferreira.

ESTADÃO (10/04) 'Aedes aegypti' pode se tornar transmissor de mais uma doença no País Pesquisa mostra que insetos que circulam por aqui têm alta capacidade para transmitir a febre chikungunya, provocada por vírus de mesmo nome que circula por 40 países e chegou ao Caribe Velho conhecido dos brasileiros, o Aedes aegypti pode se tornar transmissor de mais uma doença no País, além da dengue e da febre amarela. Pesquisa do Instituto Oswaldo Cruz, publicada no Journal of Virology, mostra que os insetos que circulam por aqui têm alta capacidade para transmitir a febre chikungunya, provocada por vírus de mesmo nome que circula por 40 países e chegou recentemente ao Caribe. O trabalho, realizado em parceria com


o Instituto Pasteur, mostrou que além do A. aegypti, o Aedes albopictus têm potencial elevado de disseminar a febre. A preocupação dos pesquisadores é maior com a proximidade da Copa do Mundo, com o aumento de turistas no País.

A febre chikungunya tem sintomas semelhantes aos da dengue - dor de cabeça, febre alta e dor muscular. O que diferencia as doenças são as fortes dores nas articulações, que em alguns casos pode durar meses. O chikungunya também não provoca alterações sanguíneas, como queda de plaquetas, que leva à forma hemorrágica no caso da dengue. Os pesquisadores começaram a investigar a transmissão do vírus depois que foram registrados os primeiros casos no Brasil, em São Paulo e no Rio, em 2010. Os infectados haviam visitado a Indonésia, mas a doença não se espalhou pelo País. "Nos perguntamos se os nossos mosquitos, nas Américas, não eram suscetíveis. Fizemos o estudo com amostras de cepas isoladas na África, e em regiões dos oceanos Índico e Pacífico. Quando estávamos terminando o estudo - e concluímos o potencial de transmissão -, começou o surto nas ilhas francesas do Caribe", afirmou o pesquisador do laboratório de Hematozoários do Instituto Oswaldo Cruz, Ricardo Lourenço, que coordenou o estudo. "Estamos muito assustados de o vírus se espalhar pelo Brasil. Além de termos os mosquitos transmissores, temos uma população suscetível, que nunca teve contato com esses anticorpos." Laboratório. Foram analisadas cepas de vírus da África, Nova Caledônia e da região do Oceano Índico. Em laboratório, mosquitos de dez países foram infectados (além do Brasil, Estados Unidos, México, Panamá, Venezuela, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina). Em média, os mosquitos estavam aptos a disseminar a doença em sete dias. Os A. albopictus coletados no Rio de Janeiro foram capazes de transmitir a doença em dois dias. "Isso representa um tempo quase cinco vezes menor do que ocorre com a dengue. Depois de picar uma pessoa infectada, o mosquito tem o vírus na saliva entre 10 e 14 dias depois. Um mosquito precisa viver duas semanas para transmitir a doença, nesse período vários vão morrer. Se o inseto é capaz de passar a doença em dois ou três dias, acelera a capacidade epidêmica", afirmou Lourenço. "O Aedes albopictus recebia atenção secundária, mas agora tem que passar a ter um cuidado maior. Foi o responsável pelos surtos na França e na Itália".


O albopictus se dissemina afastado das casas, não dentro dos imóveis, como o A. aegypti. "Os focos estão nos quintais, nas bordas das matas, nos parques. Gosta de cobertura vegetal maior, bairros com quintais e bambuzais", explica Lourenço.

JORNAL DO BRASIL (10/04) Brasileiro entra para o Hall da Fama da Internet Demi Getschko ajudou a estabelecer primeira conexão à internet no País

O brasileiro Demi Getschko, que ajudou a estabelecer a primeira conexão à internet no Brasil, foi o primeiro brasileiro a entrar para o Hall da Fama da Internet. Ele foi homenageado nesta semana junto com outras 23 pessoas de mais 12 países. O Hall da Fama da Internet homenageia pessoas que colaboraram com novas tecnologias e padrões que ajudaram no desenvolvimento e expansão da internet. Já homenageou personalidades como Jimmy Wales, co-fundador da Wikipédia, e Tim Berners-Lee, inventor da World Wide Web.

Getschko é membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil desde sua criação, em 1995, e colaborou na definição do Sistema de Nomes de Domínios brasileiro. Ele foi gerente do data center da Fapesp, diretor de tecnologia na Agência Estado, e foi membro do conselho do ICANN, entidade americana responsável pela aloca��ão de endereços IP.


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Clipping 11.04.2014