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ANS n.º 335100

Paulo, 76 anos, ama por o pé na estrada

Maria, 80 anos, leva a vida com bom humor e muita música

Nair, 70 anos, apaixonada por leitura

Nutritivo

Novos idosos Mesmo saudáveis e dispostos, eles precisam aceitar as limitações do corpo

Aproveitar integralmente os alimentos faz bem à saúde

Cidadania

Unimed Rio Preto recebe título de Empresa Amiga da Criança fevereiro e março de 2017

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IMC

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Editorial E

stamos vivendo mais e melhor! Esta é uma constatação importante que vai além do aumento na expetativa de vida. A medicina está cada vez mais avançada, os medicamentos modernos e eficientes as pessoas estão se cuidando mais. Além disso, a alimentação como um todo melhorou, assim como o acesso à informação. O aumento na expectativa de vida traz implicações que necessitam de atenção. A prevenção precisa fazer parte do dia a dia de todos. De nada adianta ter vida longa sem saúde e bem-estar. Vamos viver cada vez mais, porém, isso não significa que seremos sempre saudáveis. Para isso, é preciso adotar novos hábitos. Na Unimed Rio Preto, os clientes da terceira idade contam com cursos oferecidos pela Medicina Preventiva. Nosso objetivo é mostrar que todos podem viver mais e melhor, mas é necessário mudar, praticar atividades físicas, alimentar-se adequadamente, buscar ajuda médica para prevenir e não apenas para tratar doenças. Neste sentido, é importante saber utilizar o plano de saúde de forma preventiva. Não deixe para buscar um médico apenas quando já estiver doente. Visitas regulares para consultas de rotina são muito importantes, pois vários problemas podem ser evitados e, se descobertos ainda no início, são mais fáceis de serem tratados e curados. E não são apenas os idosos que precisam se cuidar. A prevenção tem que fazer parte da rotina de todos. Muitas pessoas, por exemplo, deixam para tomar determinadas vacinas apenas quando surgem casos da doença. Isso é errado, pois o efeito delas não é imediato. É preciso alguns dias para que os anticorpos comecem a ser produzidos pelo nosso organismo. Mantenha a carteira de vacinação da sua família em dia, assim todos estarão sempre protegidos. Na Unidade de Vacinação da Unimed, você pode verificar as vacinas que ainda não tomou e as que precisam de reforços. Basta levar a carteirinha para ser analisada.

Dr. Miguel Zerati Filho Presidente da Unimed Rio Preto

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Nesta edição da revista Viva Unimed, você encontra informações sobre esses e outros assuntos muito importantes. Não deixe de ler e compartilhar com seus amigos e familiares. Tenha uma ótima leitura!


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EXPEDIENTE CONSELHO ADMINISTRATIVO Dr. Miguel Zerati Filho Presidente

Dr. Luiz Homsi Vice-presidente

Dr. Milton Yochiharu Kakudate 1ª Tesoureiro

Dr. Marcelo Lucio de Lima 2º Tesoureiro

Dra. Lúcia Cristina dos Santos 1º Secretária

Dr. Fábio Coimbra Dória 2º Secretário

Dr. Helencar Ignácio

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Diretor Educativo

CONSELHO TÉCNICO Dr. Antônio Augusto Cais Santos Titular

Dr. Luiz Antônio Gubolino

comportamento

Capa

Chupeta e mamadeira podem prejudicar o desenvolvimento da fala

Titular

Dr. Fernando Drimel Molina Titular

Dr. José Luís Crivellin Suplente

Dr. Gilmar Valdir Greque Suplente

Dr. Henrique Gandolfi Suplente

CONSELHO FISCAL Dr. Fernando Manuel Rana Filipe Titular

Dr. Euder Quintino de Oliveira Titular

Dr. Paulo Cesar Arroyo Junior Titular

Dr. Sergio Carvalho Suplente

Dr. Antônio Barbosa de Oliveira Filho Suplente

Dr. Renato Madlun Suplente

CORPO GERENCIAL Sergio Maciel da Silva

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Idosos estão cada vez mais jovens e ativos

A importância de se preparar para receber um filho com Down

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A bicicleta é boa opção para quem busca saúde e economia

Atenção e cuidado ao usar redes de wi-fi gratuitas

Universo vegano atrai cada vez mais adeptos em todo mundo

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Cada vez mais, homens buscam tratamentos em salões de beleza

A prevenção é a melhor forma de se evitar a meningite

Check up dos olhos garante a qualidade da visão

melhor idade

maternidade

Superintendente

Célia Regina M. Mugayar Gerente de Provisionamento em Saúde

Edgar Almeida

Gerente de Marketing

Edilson Chiqueto Junior Gerente de Tecnologia da Informação

Rafael Accardo Parrão

Gerente de Controladoria, Riscos Corporativos e Compliance

Carlos Eduardo Mantovani Gerente Administrativo Financeiro

João Luis Caron

Gerente de Intercâmbio e Contas Médicas

Walter Fernando Filho Gerente de Recursos Próprios

Carlos Eduardo Mantovani gerente Administrativo Financeiro

Elida Amad Trefilio Gerente de Enfermagem

Dr. Fulvio Rogerio Garcia Diretor Técnico de Serviços Próprios

Dr. Marco Antonio Groppo Baroni Coordenador Médico Auditor

A Revista Viva Unimed é uma publicação da Unimed São José do Rio Preto | SP Ano XII - nº66 fevereiro e março de 2017

saúde

tecnologia

nutrição

PRODUÇÃO EDITORIAL Comunic Comunicação Corporativa Tel. 17 3201 7510 JORNALISTA RESPONSÁVEL Elaine Madalhano COORDENAÇÃO DE JORNALISMO Rodolfo Borduqui FOTOGRAFIA Xavier Neto e Arquivo Comunic DEPARTAMENTO COMERCIAL Cláudia de Paula Tel. 17 3201 7510 | 99775 3637 PROJETO GRÁFICO Alan Altero IMPRESSÃO - Fotogravura Tiragem de 27 mil exemplares FALE CONOSCO Envie sugestões ou críticas para a revista VIVA UNIMED elaine@comunic.com.br comunicacao@unimedriopreto.com.br 6 | fevereiro e março de 2017

comportamento

Av. Bady Bassitt, 3877 | Vila Imperial S. J. do Rio Preto | CEP 15015 700 Tel. 17 3202 1234 www.u ni m e dr i o preto .co m . b r

vacina

facebook.com/unimedriopreto

prevenção

@unimedriopreto


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comportamento

Dificuldades

na fala por Vinícius Franco

USO DA CHUPETA E MAMADEIRA PODE ATRAPALHAR O DESENVOLVIMENTO ORAL DA CRIANÇA

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esde o nascimento dos filhos, um dos momentos mais esperados é o da primeira palavra. Mas sem saber, os próprios pais acabam atrapalhando a chegada deste tão esperado acontecimento. Isso porque muitos introduzem a criança a hábitos como chupar chupeta, dedo ou mamar mamadeira, que podem acarretar diversos problemas relacionados à fala. De acordo com a fonoaudióloga do Núcleo de Atendimento Multidisciplinar da Unimed Rio Preto, Maria José Isack, “quando esses dois objetos são usados em excesso e sem indicação, as chances da criança ter alterações de forma e função oral são maiores. É recomendado que a utilização de ambos não ultrapasse os dois primeiros anos, para evitar problemas que possam afetar a respiração e deglutição”, explica. Segundo a especialista, muitos pais oferencem a mamadeira e chupeta para facilitar o sono dos pequenos ou para sanar o choro, o que não deixa de ser prejudicial. “Se a criança deglutir (engolir) enquanto suga a mamadeira, dedo ou chupeta, não será capaz de posicionar adequadamente as estruturas orais envolvidas (língua). Ao usar a mamadeira, o bebê não recebe estimulação adequada para os órgãos da fala e pode não desenvolver esta habilidade com total eficiência”, explica Maria José. A advogada Mariana Pin é um exemplo disso. Ela conta

que ficou até os três anos de idade sem falar, chupava o dedo e, no máximo, emitia alguns sons ou palavras estranhas. Na época, um pediatra levantou várias hipóteses, entre elas a super proteção da mãe e o fato de manter constantemente o dedo na boca. Mas não foi preciso tratamento, pois ela acabou falando espontaneamente de uma hora para outra, surpreendendo a família. Já o pequeno Vinícius Gomes, de quatro anos, ainda não formula nenhuma palavra, emite somente sons. Segundo a tia, Ana Gomes, ele mamou na mamadeira até os dois anos. Preocupada, a família encaminhará o pequeno para um fonoaudiólogo em busca de solução e para checar se o uso da mamadeira pode ter contribuído com o retardamento da fala. A solução, segundo Maria José, não é fácil, mas é possível. “Primeiro, os pais devem aceitar que o filho está crescendo e, posteriormente, remover todos os aparatos. Isso deve ser feito de forma gradativa, e não abrupta. Recomenda-se parar de usar a mamadeira, substituindo-a por um copo, e depois a chupeta, sempre justificando para a criança que ela está crescendo, já está grandinha”, orienta a especialista. Outro detalhe importante é não misturar essas ações com outras etapas marcantes da vida dos pequenos, como desfralde, adaptação escolar ou chegada de um irmão. “Tudo tem seu tempo, mas é bom não estender esse processo por um longo período”, afirma a fonoaudióloga. SERVIÇO Núcleo de Atendimento Multidisciplinar da Unimed | (17) 3202-1313

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alimentação

Cora Soares sabe muito bem a importância de aproveitar cada parte dos alimentos

Não ao desperdício por Laís Machado

APROVEITAR INTEGRALMENTE OS ALIMENTOS FAZ BEM À SAÚDE E AO MEIO AMBIENTE

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o descartar folhas, cascas, talos e sementes dos alimentos, muitas pessoas perdem a oportunidade de produzir pratos deliciosos e saudáveis, ingerir mais nutrientes e diminuir a quantidade de resíduos orgânicos. A editora de moda, Cora Soares, sabe disso e, desde pequena, aproveita integralmente os alimentos. “Sempre que posso, utilizo todas as partes em receitas bem simples para o meu cardápio diário. Legumes e frutas são consumidos inteiros, com exceção da banana e outras frutas com a casca mais dura, que reaproveito em farofas ou tostadas no forno”, explica. Segundo ela, esse é um costume de família. “Cresci com um tio vegetariano que sempre me ensinou a aproveitar todas as partes dos alimentos. Em casa, por exemplo, sempre comi não apenas a beterraba, mas também as folhas que podiam entrar em outras receitas, como para incrementar o arroz ou ainda em omeletes”, explica Cora. Os nutrientes estão presentes no alimento como

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um todo e podem se concentrar, em grande quantidade, em partes normalmente jogadas fora. De acordo com a nutricionista da Medicina Preventiva da Unimed Rio Preto, Marise Bandeira, “esses itens descartados geralmente contêm inúmeras vitaminas, incluindo do tipo A, que atua na preservação da visão e proteção da pele; vitamina C, que aumenta a absorção de ferro e a imunidade; fibras, que auxiliam na função intestinal, controle de peso e circunferência abdominal, além de auxiliar no controle de glicemia e colesterol”, explica. De acordo com ela, esses alimentos podem ser usados em preparações como refogados, recheios de tortas, bolinhos, sopas, doces, geleias e sucos. Por isso, Cora é totalmente contra o desperdício. “Por falta de orientação, muitas pessoas jogam fora inclusive partes extremamente nutritivas e que, com certeza fazem a diferença. Isso tem a ver com consciência, tanto ambiental quanto econômica”, afirma.


ALIMENTE-SE BEM O Serviço Social da Indústria - SESI possui o programa Alimente-se Bem, que estimula práticas de alimentação saudáveis e econômicas, incentivando o consumo de frutas, legumes e verduras. Tudo com foco no aproveitamento integral dos alimentos para evitar os desperdícios e contribuir com a diminuição de resíduos orgânicos. De acordo com a coordenadora de Qualidade de Vida do SESI Rio Preto, Darlene Celi Mendonça, “o programa é oferecido em aulas com duração de quatro horas, ministradas por nutricionistas que preparam receitas balanceadas, nutritivas, econômicas e com ingredientes de fácil acesso. O curso é destinado à pessoas a partir de seis anos de idade e pode ser realizado na cozinha didática do SESI, em empresas ou nas Unidades Móveis de Nutrição”, afirma. Alimentos que podem ser consumidos integralmente: Folhas: cenoura; beterraba; batata doce; nabo; couve-flor; abóbora; mostarda; hortelã e rabanete. Cascas: batata inglesa; banana; laranja; mamão; pepino; maçã; abacaxi; berinjela; beterraba; melão; melancia; maracujá; goiaba; manga; abóbora. Talos: couve-flor; brócolis; salsa; agrião e beterraba. Sementes: abóbora, melão e jaca.

SALPICÃO DE CASCA DE MELANCIA Ingredientes: 3 xícaras (chá) de casca de melancia ralada Sal a gosto 260 gramas de peito de frango 1 xícara e meia de salsão cortado meia xícara (chá) de cebola picada suco de meio limão meia xícara de iogurte natural desnatado Hortelã a gosto Modo de preparo: Rale a casca de melancia em ralo fino. Afervente em água com sal até ficar macia. Cozinhe o frango, desfie e reserve. Junte o salsão, cebola, hortelã, frango, as cascas de melancia e o iogurte. Antes de servir, tempere com limão e espere esfriar.

SERVIÇO Medicina Preventiva Unimed São José do Rio Preto | (17) 3202-1120 SESI São José do Rio Preto | (17) 3224-2997

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maternidade

O pequeno Heitor transformou a vida de Hunfrey e Myrcieli

Uma vida

especial por Daiane Oliveira

É IMPORTANTE SE PREPARAR PARA RECEBER UM BEBÊ COM SÍNDROME DE DOWN

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descoberta de uma gestação sempre gera expectativas nos pais. Desde os primeiros momentos, eles já começam a escolher o nome do bebê, imaginar as feições, pensar o futuro, como ele será quando crescer, a profissão que irá escolher, se terá bons amigos de infância, entre outros. Isso é normal, uma vez que gerar uma vida traz muitas

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responsabilidades e cobranças sociais. No entanto, uma parcela da população carrega uma missão ainda mais desafiadora, que é a gestação de uma criança diagnosticada com síndrome de Down. “Orientar para que não se crie expectativas, falar em não sonhar com o filho ideal gerado, seria utópico e irreal”, explica a psicóloga Maria Belmira Garcia. “Para que o filho


não seja prejudicado pelas metas traçadas pelos pais, é necessário que eles se ajustem perante à frustração da quebra da própria expectativa, vivendo o luto da perda do filho perfeito”. Para ela, quanto antes os pais aceitarem nova realidade da criança, menos irão sofrer. A surpresa do diagnóstico não abalou a confiança da fisioterapeuta Myrcieli Marconatto e do diretor de cinema Hunfrey Borges. Durante o ultrassom da 12º semana, o bebê apresentou aumento na translucência nucal, que é um indicativo da síndrome. Para confirmar o diagnóstico, era necessário que Myrcieli passasse por um processo invasivo para a coleta do material genético do bebê. Seguros de que este não era o melhor caminho para a mãe e o filho, eles decidiram esperar. Outros exames foram realizados e a hipótese de síndrome de Down acabou sendo descartada. Porém, após o nascimento de Heitor, os médicos identificaram características faciais comuns em crianças com a síndrome e realizaram novos exames que, por fim, constataram a trissomia do cromossomo 21. A primeira atitude para a detecção da síndrome de Down é a realização do exame de translucência nucal, no primeiro trimestre de gestação. Entretanto, de acordo com

a médica radiologista do Ultra X, Myriam Bambini Sanches, com este procedimento é possível fazer o cálculo de risco, analisando a possibilidade da existência de determinadas síndromes, dentre elas a de Down. “Se a medida estiver alterada, significa maior risco de anomalia. O médico então fará o aconselhamento, mostrando a possibilidade de realizar outro exame com diagnóstico preciso e, assim, serão tomadas as providências para que a gestação tenha o acompanhamento necessário”, orienta a radiologista. O médico especialista em medicina fetal, Gustavo Henrique de Oliveira, explica que os bebês com síndrome de Down têm risco elevado de apresentar malformações estruturais, principalmente cardíacas. “Portanto, frente ao diagnóstico, é importante que seja feita uma análise especializada, cuidadosa e detalhada de toda a morfologia e anatomia da criança. Quanto maior o nível de informação, melhor será o preparo da equipe médica e dos familiares envolvidos. Além de todos os cuidados pré-natais já oferecidos, como consultas médicas regulares e exames de rotina, também é importante oferecer apoio e suporte psicológico às famílias, pois é comum a dificuldade de aceitação do diagnóstico e o medo de incertezas que o futuro reserva”, completa Oliveira. SERVIÇO Núcleo de Atendimento Multidisciplinar da Unimed | (17) 3202-1113 Gustavo Henrique de Oliveira - CRM 102092 | ginecologista | (17) 3211-6500

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saúde

Vamos

pedalar? por Vinícius Franco

IR PARA O TRABALHO DE BIKE PODE SER UMA ÓTIMA OPÇÃO, MAS É PRECISO CUIDADO

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O cinegrafista Paulo Sérgio trocou a moto pela bike para ter mais saúde

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iante dos problemas do aquecimento global, alto valor dos combustíveis e busca de saúde e bemestar, muitas pessoas estão trocando o carro ou a moto pela bicicleta como meio de transporte para ir ao trabalho. Uma atitude muito positiva, mas que requer atenção especial para evitar problemas. O cinegrafista, Paulo Sérgio Neves, há alguns meses, opta por deixar a moto em casa e pedalar seis quilômetros diariamente para trabalhar. O percurso, que antes demorava apenas quatro minutos, agora leva cerca de 15. O motivo, segundo ele, é a preocupação com o bem-estar e a saúde física. “A idade começa a chegar e sentimos o peso disso se ficarmos parados. Me preocupo, por isso, pedalo para cuidar do meu corpo”, diz. Mas fique atento, pois a bike é considerada um meio de transporte previsto no Código de Trânsito Brasileiro. Sendo assim, há regras que precisam ser seguidas pelos ciclistas para garantir a segurança individual e dos demais motoristas. Segundo o especialista em Gestão, Engenharia e Operação de Tráfego, Marcos Sigrist, quem pedala deve seguir algumas recomendações à risca. “É preciso ver e ser visto. Isto é, andar no sentido certo da via e estar equipado com aparatos de segurança que deixem a bicicleta visível, como capacete, luzes e refletores.


Além disso, opte também por roupas claras ou fluorescentes e escolha sempre trajetos com trânsito mais calmo”, orienta. O especialista alerta ainda ser de extrema importância conhecer as leis de trânsito. “Em uma via, a bicicleta é o veículo mais frágil. Então, o ciclista deve se conscientizar sobre o básico como respeitar os semáforos, as sinalizações de ‘Pare’, andar em fila indiana quando estiver em companhia de outros ciclistas, permanecer sempre à direita da rua, entre outros”. Aos motoristas, Sigrist lembra que a lei determina manter um espaço de no mínimo 1,5 metro de distância da lateral do ciclista, mas o ideal é permanecer sempre o mais longe possível para evitar acidentes. E os cuidados não param por aí. Andar de bicicleta significa estar diretamente exposto ao mormaço e sol. De acordo com a dermatologista e subchefe da disciplina de Dermatologia da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Famerp, Rosa Maria C. Soubhia, “andar sem proteção adequada pode ocasionar uma série de problemas como queimaduras, ressecamento, rugas, manchas escuras ou brancas, dilatação dos vasinhos, áreas ásperas e, nas idades mais avançadas, o câncer de pele”. A recomendação, segundo ela, é sempre usar o protetor

solar e evitar pedalar sob o sol entre 10 e 15 horas. Outra dica é sempre reaplicar o protetor durante o dia, em caso de exposição constante ao sol, tomar bastante água, usar chapéu e roupas de manga longa. “Tudo isso sem esquecer de visitar um dermatologista, uma vez a cada seis meses, para que seja possível detectar lesões precoces que podem evoluir para um câncer”, afirma Rosa Maria. VAMOS PEDALAR? Se você não tem uma bicicleta, mas tem vontade de pedalar para se divertir ou praticar atividade física, a Unimed Rio Preto oferece o projeto Ciclovida. Todos os domingos, das 7 às 16 horas, a cooperativa disponibiliza, gratuitamente, 30 bikes para empréstimo em um estande na Represa Municipal, em frente ao condomínio Damha. Qualquer pessoa com idade acima de 15 anos pode retirar uma e pedalar, não é preciso ser cliente Unimed. Basta apresentar um documento oficial dom foto (RG ou CNH). O objetivo da ação está diretamente relacionado ao conceito Viver Bem da Unimed, que abrange a Atenção Integral à Saúde, modelo que prioriza ações de prevenção como a prática de atividades físicas e atitudes que proporcionem qualidade de vida. SERVIÇO Rosa Maria C. Soubhia - CRM 34096 | dermatologista | (17) 3234-4064

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cidadania

Amiga da

criança por Rodolfo Borduqui

UNIMED RECEBE MAIS UMA VEZ RECONHECIMENTO DA FUNDAÇÃO ABRINQ

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Unimed São José do Rio Preto acaba de ser certificada novamente pela Fundação Abrinq com o título de “Empresa Amiga da Criança”. O reconhecimento foi concedido devido aos investimentos sociais da cooperativa médica. Um deles é o programa Beabá Bebê, que oferece gratuitamente, a toda comunidade, aulas e informações sobre aleitamento materno e cuidados com bebês. O curso, que existe há 17 anos, já teve mais de 15 mil gestantes com uma equipe multidisciplinar que conta com pediatra, nutricionista, obstetra, odontopediatra, fisioterapeuta, psicólogo e enfermeiros. As aulas abordam temas como aleitamento materno e vínculo familiar, parto humanizado, cuidados com a postura, alimentação, sexualidade, importância das vacinas até atenção com o bebê recém-nascido. Outra ação levada em conta para a certificação é a parceria da Unimed Rio Preto com o Serviço Social São Judas Tadeu. A cooperativa garante gratuitamente planos de saúde para os mais de 400 jovens, que são assistidos pela

instituição todos os anos. “Nós, no São Judas, trabalhamos pela formação integral dos nossos educandos. Essa meta passa, também, pelo incentivo ao cuidado que queremos que cada um deles tenha com a própria saúde. A participação da Unimed nesse contexto é fundamental. Estamos, juntos, formando cidadãos capazes de transformar realidades adversas. Cada um, segundo as suas possibilidades, oferece aquilo que tem de melhor; no caso da Unimed, o atendimento médico de qualidade, apoio indispensável à realização do nosso trabalho”, afirma o presidente do Serviço Social São Judas Tadeu, padre Luiz Caputo. “Para a Unimed Rio Preto, responsabilidade social é um compromisso, assim como garantir a qualidade de vida e bem-estar dos mais de 250 mil clientes, 1.400 médicos cooperados e 850 colaboradores. Ser reconhecida pela Fundação Abrinq é um grande orgulho para a cooperativa e um estímulo para irmos além”, afirma o presidente da Unimed Rio Preto, Miguel Zerati Filho.

FUNDAÇÃO ABRINQ Fundada oficialmente em 1990, a Fundação Abrinq atua como uma organização sem fins lucrativos que tem como missão promover a defesa dos direitos e o exercício da cidadania de crianças e adolescentes. Pautada pela Convenção Internacional dos Direitos da Criança (ONU, 1989), Constituição Federal Brasileira (1988) e Estatuto da Criança e do Adolescente (1990),

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tem como estratégias o estímulo e pressão para implementação de ações públicas, fortalecimento de organizações não governamentais e governamentais para prestação de serviços ou defesa de direitos, estímulo à responsabilidade social, articulação política e conhecimento da realidade brasileira quanto aos direitos da criança e do adolescente.


tecnologia

Perigo

virtual por João Melo

ATENÇÃO AO CONECTAR-SE A UMA REDE GRATUITA DE WI-FI PARA EVITAR PROBLEMAS

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urtir, compartilhar e comentar são três ações que passaram a fazer parte da vida das pessoas. A maioria permanece conectada o tempo todo à Internet, ainda mais com a facilidade dos smartphones sempre à mão. Cientes disso e para conquistar os consumidores, aeroportos, supermercados, shoppings, bares, restaurantes, entre outros estabelecimentos, oferecem serviços de conexão gratuita, wi-fi. Mas a questão é: será que é seguro utilizar essas redes de Internet? Segundo o Professor Doutor da Universidade Estadual Paulista - UNESP, Adriano Mauro Cansian, “há um grande risco em se usar uma rede wi-fi desconhecida. O recurso que atrai os clientes, também chama a atenção pessoas mal intencionadas. O fato de não haver necessidade de autenticação para estabelecer uma conexão de rede, facilita o acesso de hackers aos dados pessoais do usuário, por exemplo”, explica. A barechal em moda, Djillian Cristy, evita ao máximo usar redes públicas, por medo de invasão de suas contas. “Como já tive algumas redes sociais invadidas pelos hackers, eu tenho receio de me conectar utilizando esses wi-fis gratuitos. Por isso, uso apenas aqueles oferecidos na casa de amigos”, afirmou a jovem. Segundo Cansian, é preciso ficar atento para evitar transtornos futuros. “Antes de conectar, tenha a certeza de que o wi-fi oferecido é realmente do local onde o cliente está. Não é porque a rede se chama ‘Shopping-X’, por exemplo, que ela realmente pertence ao estabelecimento. Além disso, evite ao máximo utilizar redes que não necessitem de senhas”, orienta. Fora isso, vale seguir o bom senso. Não faça login com usuário e senha em redes sociais, aplicativos de bancos, contas de e-mail, etc., quando estiver usando wi-fi público. A tecnologia está cada vez mais avançada, portanto, todo cuidado é pouco.

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melhor idade

Melhor

idade por Thais Covre

ELES ESTÃO CADA VEZ MAIS ATIVOS, MAS PRECISAM ACEITAR AS LIMITAÇÕES DO CORPO

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fato que a expectativa de vida da população aumenta a cada ano. As novas descobertas da medicina, medicamentos modernos, informações disponíveis ao alcance de todos, melhorias na alimentação, a prática de exercícios físicos, entre outros aspectos, contribuem para que a humanidade atinja idades cada vez mais avançadas e, o que é melhor, com qualidade de vida e saúde. Entretanto, ao envelhecer jovem, ou seja, com saúde e disposição, muitos idosos se esquecem de que precisam respeitar as mudanças do corpo. Alguns acabam extrapolando nas ações do dia a dia, como trabalho e atividades físicas e podem se machucar ou até adoecer. Não aceitar a idade é um ponto que contribui para isso. A professora aposentada Maria Améris Dias Boulos, de “80 anos e meio”, como ela faz questão de dizer, entende que, apesar de se sentir jovem, precisa cuidar do corpo e da mente para alcançar os desejados 120 anos com a mesma saúde que esbanja hoje. “Brinco que tenho cabeça de 20, corpo de 30, em formato violão, agilidade e destreza de 40, com toda a experiência de 80”, afirma Maria. Ela conta que não sente nenhum tipo de dor ou desconforto. Bem como não tem nenhuma doença crônica ou situação que abale a saúde física e mental. “Eu dirijo, cuido da minha casa, danço, viajo, me divirto, subo escadas, malho e tudo com muitíssimo bom humor”, ressalta a professora. Para manter a qualidade de vida e disposição, toma

Nair se exercita para garantir saúde e bem-estar

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pequenos cuidados no dia a dia como subir escadas segurando o corrimão, usar chinelos que não escorregam, entre outras pequenas mudanças que, aos poucos, foi introduzindo na rotina. Parte dessas adaptações é proveniente de informações que ela recebe no Programa de Medicina Preventiva da Unimed Rio Preto. Para garantir o bem-estar dos idosos, a cooperativa oferece os cursos “Viva Bem Sênior”, com orientações sobre saúde, alimentação, exercícios físicos e qualidade de vida, e o “Oficina da Coluna Sênior”, voltado para pessoas com dores crônicas. A enfermeira Viviane Neves Leite explica que, atualmente, há uma preocupação mundial com o aumento da população idosa. “As síndromes geriátricas, que são as infecções de urina de repetição, desnutrição, baixa autoestima, quedas e as limitações físicas e emocionais, precisam sim ser apresentadas e discutidas com eles, bem como as formas de prevenção e tratamento”, afirma. Para a fisioterapeuta Alina Cristina Barbosa Ponce, a maior dificuldade enfrentada pelas pessoas na melhor idade, é aceitar que precisam de mudanças para continuar vivendo bem. “Quando sugerimos a aquisição de andadores e bengalas, por exemplo, eles apresentam bastante resistência. Acham que não precisam. Bem como colocar um banquinho ou cadeira no banheiro, local onde correm mais riscos de acidentes”, explica. Outro fator pontuado pela fisioterapeuta são as mudanças físicas dos corpos. “Depois dos 60 anos, ocorre uma decadência muito grande na musculatura. Isso prejudica tudo, uma vez que é ela que sustenta os ossos do corpo. Por isso, é necessário ter os músculos fortalecidos por meio de atividades físicas, para evitar a flacidez e, consequentemente, as quedas e atrofia óssea”, afirma Alina. De acordo com a Organização Mundial de Saúde - OMS, todos os idosos devem praticar ao menos 30 minutos de atividade física diária como andar, subir escadas e se movimentar. O exercício físico serve como complemento. A também professora aposentada Nair Aparecida Blasquem entende tudo isso e respeita o próprio corpo. Apesar de considerar que a idade não chegou para ela, compreende as mudanças e se esforça para se manter em dia com a saúde. “Eu faço esteira, bicicleta, musculação e alongamento. Tenho 70 anos no papel, apenas. Me sinto


Exercícios físicos e bom humor são os segredos da juventude de Maria

jovem, forte e saudável. Mas busco sempre cuidar do meu corpo e mente. Leio bastante e estou sempre atenta aos cuidados comigo mesma”, afirma. Em relação à alimentação, a nutricionista Renata Montanhim Lima comenta que é importante focar no controle das doenças crônicas ou retardamento de complicação dessas patologias. “Os idosos têm uma bagagem cultural, ou seja, são acostumados com determinados hábitos e, por esse motivo, apresentam resistência em adequar a alimentação. Por exemplo, comer pão e tomar leite todos os dias, como substitutos do jantar, pode levar à privação de nutrientes como proteínas, gorduras de boa qualidade e fibras, que são essenciais para manutenção da saúde”, orienta. “Para conseguir introduzir tudo isso à rotina dos idosos é importante a intervenção de um profissional da psicologia. Isso porque eles são de uma geração acostumada a tratamento medicamentoso curativo e não preventivo. São comportamentos repetidos durante toda a vida e, por isso, existe uma dificuldade maior em modificá-los”, comenta a psicóloga Janiele Francine Pereira. As mudanças físicas que vão ocorrendo com o corpo do idoso interferem nas emoções. “Geralmente, eles aceitam a

idade, mas não as limitações físicas, especialmente aqueles que não apresentam sintomas. Desta forma, é importante auxiliá-los na compreensão de que prevenção é o melhor caminho para continuar envelhecendo com qualidade de vida”, afirma Janiele. Quem tem essa consciência e não deixa de cuidar da própria saúde é o aposentado Paulo Fernando Santos Duarte, de 76 anos. “Apesar de não ter dor nenhuma e me sentir jovem, sigo várias orientações e até retirei os tapetes da minha casa. Também instalei barras de apoio nos banheiros. Amo viajar, já passei dois meses na estrada conhecendo o país, mas sei das minhas limitações. Meu corpo não é mais o mesmo e preciso me prevenir”, afirma. Além da saúde, há ainda preocupação com a questão do entendimento quanto às transformações sociais que o aumento da expectativa de vida ocasiona. Segundo o assistente social Adriano Prates, “nos cursos oferecidos pela Unimed Rio Preto aos idosos, são realizadas reflexões sobre a importância da sociabilidade, pertencimento social, direitos e o exercício pleno da cidadania nesta faixa etária”, explica. Os cursos da Medicina Preventiva são gratuitos e exclusivos para clientes Unimed. SERVIÇO Medicina Preventiva Unimed Rio Preto | (17) 3202-1120

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novidade nutrição

Universo

vegano por Vinícius Franco

MAIS DO QUE UMA DIETA, O VEGANISMO É UM ESTILO DE VIDA

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alimentação vegana está ganhando cada vez mais adeptos. De acordo com o Instituto Ipsos, estima-se que 4% da população brasileira se considera vegana, enquanto 28% procura comer menos carne. Mas o que é o veganismo? Segundo a Sociedade Vegana do Brasil, trata-se de um modo de viver que busca eliminar toda e qualquer forma de exploração animal, não apenas na alimentação, mas também no vestuário, na composição de produtos diversos, no trabalho, entretenimento e comércio. “É um estilo de vida que transcende a dieta”, explica o desenvolvedor de softwares Henrique Carvalho da Cruz. Há cinco anos, ele é adepto do veganismo, mas desde cedo, aos 16 anos, começou a questionar a necessidade de consumir produtos de origem animal e se tornou vegetariano. “Passei a buscar alternativas, pois não queria comer carne, ainda mais sabendo de todo processo pelo qual o alimento passa até chegar à mesa das pessoas, a começar pelo abate desumanizado”, justifica. De olho na tendência, empresas aproveitaram para rever seus cardápios e passaram a oferecer opções para este público. É o caso do fast food Cubs, recém inaugurado em São José do Rio Preto, no Plaza Avenida Shopping. Especializado em hot-dogs, o restaurante oferece uma opção vegana aos clientes. O gerente da unidade, Jeremias Atanazio, explica que a

empresa realizou um planejamento muito grande para não ignorar esses consumidores e desenvolveu a receita vegana que leva salsicha feita com proteína de soja, vinagrete, agrião e pão sem ovos, com farinha de trigo, fermento seco, sal, azeite, água e óleo de coco. A novidade foi muito bem aceita e os veganos até comemoraram nas redes sociais. A nutróloga Tânia Mara Olmedo aprova a alimentação vegetal, desde que os nutrientes que são privados do corpo com a ausência de carnes sejam compensados de outra forma. “É indicado que a pessoa faça uma avaliação nutricional antes de adotar esse tipo de cardápio. Assim será possível planejar, ao longo do tempo, uma dieta que mantenha sua saúde”, orienta. Com relação ao não consumo de carnes, Tânia indica uma alternativa. “Existem as proteínas vegetais, só é preciso combinar cereais, de preferência integrais e, se possível, orgânicos, leguminosas como feijão, grão de bico, lentilha, ervilhas e ainda oleaginosas como castanhas, nozes e sementes. Para complementar, é necessário incluir alimentos ricos em amido como mandioca, batata, inhame, batata doce e ainda legumes e verduras, especialmente as verdes escuras, que possuem mais ferro”, afirma. O resultado, segundo ela, será um organismo perfeitamente equilibrado com todos os nutrientes necessários. Porém, é muito importante ter um acompanhamento nutricional para reavaliações e elaboração de cardápio de acordo com as necessidades de cada pessoa. SERVIÇO Tania Mara Olmedo - CRM 63361 | nutrologista | (17) 3222-3444

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Para Henrique, o veganismo ĂŠ um estilo de vida

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comportamento

Rodrigo frequenta o salão de beleza há oito anos

Homen

vaidoso por João Melo

EMPRESÁRIOS DA BELEZA INVESTEM NO PÚBLICO MASCULINO

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aumento da frequência de homens nos salões de beleza vem despertando interesse nos empresários do ramo. Influência feminina, estética e vaidade são possíveis motivos para a elevação no fluxo. Entre os serviços mais procurados estão o tradicional trio barba, cabelo e bigode. Mas outros procedimentos como depilação e manicure já fazem parte da realidade masculina. O empresário Rodrigo Basaglia frequenta um salão de beleza há oito anos e não dispensa o trabalho dos profissionais na hora de cortar os cabelos. “Eu gosto do ambiente do salão e muitas vezes a minha mulher está comigo. Então nós dois fazemos o que precisamos no mesmo lugar, é mais prático”, afirma. O hairstylist e proprietário do Salão Prime, em São José do Rio Preto, Alan Cocolo, percebe este aumento da presença de homens. “Eles estão ficando mais vaidosos e já perceberam que é bom se cuidar. Por isso, estamos deixando uma parte do local mais a cara deles para agradar e garantir a satisfação”, afirma. Além dos salões de beleza, as barbearias são outra opção

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para quem quer cortar os cabelos e também usufruir de um ambiente mais masculino e divertido. Fora os cortes e demais serviços de beleza, eles oferecem sinuca, cerveja, fliperama, entre outras atrações. Um dos sócios da Barbearia Rock Clube, Thiago Lima, afirma que alguns clientes chegam antes para aproveitar o que o local oferece. “Nós tentamos deixar a barbearia mais confortável aos homens para que se sintam à vontade”, explica. Preocupação que conquistou o bancário Silas Cabral. “Desde que comecei a ter cabelos brancos sempre quis pintar, mas tinha vergonha de fazer isso em um ambiente feminino. Quando descobri um local voltado para homens, passei a fazer a coloração a cada 20 dias. Hoje, faço luzes invertidas sem medo e minha esposa aprova”, afirma. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos – Abihpec desde 2010 o mercado de beleza masculino cresce em torno de 10% ao ano e a tendência é que continue assim.


prevenção

Cuidado com a

meningite por Rodolfo Borduqui

CASOS DA DOENÇA SÃO REGISTRADOS PRINCIPALMENTE NO VERÃO E INVERNO

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oenças endêmicas são as que se manifestam em qualquer período do ano em uma determinada região podendo ocasionar surtos e epidemias. No Brasil, existem várias como a malária, leishmaniose, febre amarela, dengue, doença de Chagas, etc. Outra patologia endêmica que provoca diversos casos ao longo do ano, principalmente no Verão e Inverno, é a meningite. Na região de São José do Rio Preto, foram registrados 78 casos durante 2016, sete deles resultaram em mortes, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. “Ela pode ser causada por diversos agentes infecciosos, mais frequentemente por vírus e bactérias. A maioria dos casos são de comportamento benigno, mas podem sim ser graves e até fatais”, explica o infectologista Fernando Gongora Rubio. De acordo com o especialista, os sintomas iniciais são dor de cabeça e febre, podendo evoluir para dor na nuca com rigidez, manchas no corpo, náusea, vômitos e alteração da consciência. Em geral, a transmissão é por meio do contato de pessoas sadias com secreções ou gotículas expelidas por indivíduos contaminados. “Todos são suscetíveis, mas, os grupos etários mais vulneráveis são os das crianças menores de cinco anos e dos maiores de 60”, explica Gongora. Aderir a medidas básicas de higiene como lavar as mãos, cobrir a boca ao tossir ou espirar e não compartilhar itens de uso pessoal com outras pessoas, ajuda a prevenir e diminuir a disseminação da doença. Outras medidas como medicações profiláticas e vacinação também são recomendadas. De acordo com a supervisora de Enfermagem da Unidade de Vacinação da Unimed Rio Preto, Priscila Vicentin, “existem vacinas importantes contra diferentes tipos de meningites que podem ser tomadas. Uma delas é a Quadrivalente, que imuniza contra os tipos A, C, W e Y, que pode ser tomada por pessoas com idades entre dois meses e 65 anos”. Outra vacina é a contra a meningite B, indicada para bebês acima de dois meses, jovens e adultos com até 50 anos. “Existe ainda uma terceira, a Pneumocócica, que protege contra 13 sorotipos de doenças perigosas, entre elas a meningite, pneumonia, otite, entre outras. Essa pode ser tomada por qualquer pessoa acima dos dois meses de idade”, orienta Priscila

SERVIÇO Unidade de Vacinação Unimed Rio Preto | (17) 3202-1112

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prevenção

Check-up dos

olhos por Daiane Oliveira

É PRECISO CUIDAR DA VISÃO PARA EVITAR PROBLEMAS FUTUROS COMO O GLAUCOMA

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uitas pessoas acreditam que somente quem possui algum problema de visão deve se consultar periodicamente com um oftalmologista. No entanto, examinar os olhos com a frequência correta pode detectar doenças sérias que, se diagnosticadas precocemente, têm mais chances de cura e de tratamento eficaz. Segundo o oftalmologista Marcelo Mendonça, a faixa etária e outros fatores de risco irão determinar esta periodicidade. “Se o paciente tem histórico familiar ou pré-disposição para certas doenças, o indicado é que faça acompanhamento frequente para observar o surgimento ou evolução de algum sintoma”, explica. Problemas como ambliopia, estrabismo, degeneração macular relacionada à

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idade, ceratocone, glaucoma e catarata são alguns dos casos que podem ser diagnosticados e tratados. A artesã Adriana Amaro Março quase perdeu a visão por causa da catarata, apesar de ter apenas 30 anos. Ao contrário do que muitos acreditam, este problema pode acometer jovens e até crianças, principalmente se a pessoa tiver predisposição ou foi exposta a fatores de risco. “Eu achei que estava com o grau de miopia alto, não me preocupei. Após um exame, fui diagnosticada com catarata, iniciei o tratamento e fui submetida à cirurgia nos dois olhos. Depois disso, descobri a importância de prevenir. Agora, faço acompanhamento a cada seis meses, já que tenho parentes com glaucoma”, explica Adriana.


Quem também frequenta o consultório oftalmológico com regularidade é a psicóloga Shaila Duduch. Além do exame de miopia, ela precisa ficar atenta à pressão intraocular. “Uma vez por ano, no mínimo, agendo uma consulta para ver se está tudo bem”, afirma. Ela e o irmão começaram o acompanhamento depois que o pai deles quase ficou cego devido a problemas com a pressão nos olhos. PREVENÇÃO DURANTE A VIDA Desde o nascimento, o cuidado com a visão precisa ser constante. Ao nascer, o bebê deve ser submetido ao Teste do Olhinho. Realizado por um pediatra, o exame pode levantar suspeitas de problemas congênitos nos olhos. Se confirmado os indícios da patologia, o médico irá encaminhar o bebê para uma consulta com especialista. Segundo o oftalmologista Gildásio Castello Júnior, existem sintomas que ajudam a identificar alguns problemas.

“Crianças que lacrimejam, piscam demais ou sofrem quedas e esbarrões frequentes em objetos devem ser observadas. Se a refração de um olho for muito diferente do outro (maior de três graus), é importante que se faça a correção com óculos até os sete anos de idade, para evitar o popular ‘olho preguiçoso’. Mas se não existir uma diferença tão grande, a correção pode ser feita em idade escolar, ou seja, quando a criança começar a ler”, explica. Já na adolescência, o jovem deve se consultar para identificar vícios de refração, como de miopia, hipermetropia e astigmatismo. Outro teste comum nessa fase é o exame de fundo de olho, que pode identificar tumores e problemas vasculares. A partir da idade adulta, o paciente deve fazer um checkup geral de todo o globo ocular, levando em consideração os antecedentes familiares. Baseado nestes exames iniciais é que o médico vai determinar a periodicidade com que o paciente deve ir ao oftalmologista. SERVIÇO Marcelo Mendonça - CRM 76409 | oftalmologista | (17) 3222-3844 Gildasio Castello Júnior - CRM 85090 | oftalmologista | (17) 3214-4848

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saúde

Emagreça com

disciplina por Thais Covre

CIRURGIA BARIÁTRICA PODE SER REALIZADA APENAS EM CASOS ESPECÍFICOS

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os últimos anos, tem se tornado cada vez mais comum a realização de cirurgias bariátricas para tratamento da obesidade. O preocupante é que nem sempre elas têm como objetivo a saúde, mas sim, a busca do paciente por uma solução imediata para o problema, sem mesmo antes tentar outras opções. Uma pessoa que nunca se comprometeu com um tratamento nutricional sério, por exemplo, e opta pela cirurgia simplesmente porque não quer mais estar acima do peso, possui grandes chances de voltar a ser até mais obesa do que eram antes do procedimento. Por isso, ao se candidatar à cirurgia, é fundamental buscar informações com médico, nutricionista e psicólogo. Não

são raras as vezes que, nessa hora, muitos percebem que conseguem perder peso sem se submeter ao procedimento e acabam mudando de ideia. Foi o que aconteceu com o técnico agrícola Vitor Hugo Bom Fogo Serafim. Quando subiu na balança e viu o número 136 aparecer, percebeu que era a hora de tomar uma atitude. “Eu estava fazendo acompanhamento médico por causa da pressão alta, proveniente do peso. Expus minha vontade de partir para a cirurgia. Foi quando ele me orientou a tentar emagrecer por outros métodos”, comentou. Serafim procurou o Núcleo de Atendimento Multidisciplinar da Unimed e passou a fazer reeducação alimentar. Apesar de ter tido um pouco de dificuldade para

Vitor Hugo conseguiu perder 35 quilos apenas com reeducação alimentar

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se adaptar nos primeiros 15 dias, conseguiu mudar os hábitos alimentares e, em sete meses, emagreceu 35 quilos. Faltam apenas cinco para atingir a meta final. “Foi bem tranquilo. Depois que eu entrei no ritmo, não encontrei mais nenhuma dificuldade para seguir as orientações da nutricionista. Me sinto vitorioso e nem acredito que consegui. Tenho amigos que fizeram a bariátrica e não perderam peso. Só fechando a boca eu consegui”, afirmou. De acordo com a nutricionista do Núcleo de Atendimento Multidisciplinar da Unimed Rio Preto, Gisele Romancini Lopes, que acompanhou a dieta de Serafim, “é muito importante, antes de tomar a decisão de recorrer à cirurgia, buscar ajuda com profissionais capacitados. Este paciente, por exemplo, relata que consegue seguir o plano alimentar porque não sente fome e pode comer de tudo da forma correta. Ele

aprendeu como é se alimentar corretamente sem precisar de tantas restrições”, explica Gisele. O cirurgião bariátrico, Roberto Kaiser Junior, comenta que a cirurgia serve para ajudar as pessoas que sofrem com obesidade há mais de cinco anos e têm dificuldades de emagrecer por meio dos métodos convencionais. Dessa forma, ela não deve ser realizada apenas com finalidade estética. “É indicada para auxiliar pessoas com obesidade mórbida ou moderada e que já possuam doenças associadas ao problema como hipertensão arterial, diabetes, artropatias, apnéia do sono e alterações dos níveis de colesterol e triglicérides”, explica o cirurgião. Portanto, antes de tomar qualquer decisão, busque orientação profissional. SERVIÇO Núcleo de Atendimento Multidisciplinar da Unimed Rio Preto | (17) 3202-1113 Roberto L. Kaiser Junior - CRM 89564 | cirurgião do aparelho digestivo (17) 3302-4777

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comportamento

Na dose

certa por Thaís Covre

USO EXCESSIVO DE ELETRÔNICOS PODE AFASTAR AS CRIANÇAS DO CONVÍVIO FAMILIAR

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s aparelhos eletrônicos estão chegando cada vez mais cedo às mãos das crianças. Isso se dá por uma série de fatores. Algumas vezes, por influência dos colegas ou por decisão espontânea dos pais, para entreter os pequenos. Para dar conta dos cuidados da casa, trabalho e filhos, os adultos acabam, sem querer, atrapalhando a qualidade da interação com as crianças, que estão sempre em busca de atividades para preencher o tempo. Nesta hora, a tecnologia acaba sendo uma das soluções encontradas. O problema é que o uso de eletrônicos tem as afastado do convívio familiar. De acordo com a psicóloga do Núcleo de Atendimento Multidisciplinar da Unimed Rio Preto, Janaina

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Isabel Moreira, as famílias não se reúnem mais à mesa. “Mas quando todos comparecem, geralmente pais e filhos estão acompanhados de seus eletrônicos”, afirma. Segundo ela, muitos imaginam que dar jogos aos filhos contribui para a desenvoltura e agilidade, mas é preciso limite. “Há diversos estudos que relacionam a desatenção, dificuldades de aprendizagem, privação do sono e impulsividade à superexposição de crianças aos tabletes, smartphones e videogames”, explica a psicóloga. As crianças buscam por atividades e interação e, muitas vezes, se isolam com seus eletrônicos, pois do outro lado, existe alguém disponível para interagir. É comum ver pais que, incomodados com este isolamento, sugerirem outras atividades como opções.


“Muitos dizem ‘saia desse celular e vá ler um livro’, ou seja, continue aí, sozinho. As atividades precisam ser atraentes e, na companhia dos pais, se tornam mais interessantes. Nesse caso, é melhor dizer ‘Vamos ler um livro juntos?’. Os momentos em família estão sendo interrompidos pela tecnologia e as crianças perdendo a interação com os seus pais que, por sua vez, estão desconhecendo os filhos, cada vez mais influenciados por valores adquiridos através das telas”, explica a psicóloga. A consequência disso tudo é que as famílias estão cada vez mais distantes. A empresária Andreia Pereira Carvalho notou que os filhos, uma menina de 11 e um menino de seis, estavam exagerando na utilização dos equipamentos eletrônicos e

tomou medidas. “Passei a controlar a utilização. Os aparelhos estão proibidos durante as refeições e na hora de dormir”. Janaina explica que os pais devem limitar o uso do celular e tablet, mas também se policiar e dar exemplo aos filhos utilizando menos esses aparelhos. “Investir em atividades com a família é o melhor caminho para afastar as crianças dos eletrônicos. Brinque com o seu filho, converse, estimule as descobertas. Isso é fundamental para o desenvolvimento psicológico, cognitivo, da autonomia e criatividade dos pequenos. Além disso, são exatamente esses momentos de afeto que eles irão recordar por toda vida. Regras, limites, atenção e muito carinho são conteúdos suficientes para a criança se tornar um adulto feliz”, afirma. SERVIÇO Núcleo de Atendimento Multidisciplinar da Unimed Rio Preto | (17) 3202-1113

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economia

Na ponta

do lápis por Laís Machado

CONSÓRCIOS SÃO UMA BOA OPÇÃO PARA QUEM BUSCA UM INVESTIMENTO SEGURO E RENTÁVEL

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dentista Júlio César da Silva Rodrigues encontrou no consórcio uma oportunidade para poupar e, ao mesmo tempo investir. Atualmente, ele possui dois contratos, o de um carro, com mensalidades de R$ 540, e outro de um imóvel, com mensais de R$ 1.550. Rodrigues conta que optou pelo consórcio por conta das taxas mais baixas, se comparadas ao financiamento, e também para fugir da burocracia dos bancos. Assim como ele, muitos brasileiros estão optando por esta modalidade de investimento. De acordo com a Associação Brasileira de Consórcios - Abac, somente em maio de 2015, o Sistema de Consórcios somou 6,43 milhões de participantes ativos no país. Para o economista Hipólito Martins, o principal benefício para o consorciado é a ausência da cobrança da taxa de juros, entretanto, é preciso arcar com a taxa de administração, adesão, fundos de reserva e seguros. “Outra vantagem é a pouca burocracia, interessante para quem não tem acesso ao mercado financeiro. O consórcio funciona como uma poupança na qual a pessoa fica obrigada a guardar um determinado valor todos os meses. Mas como o recebimento do bem leva um tempo prédeterminado, ele acaba sendo boa opção de investimento para quem não tem pressa”, explica Martins. O diretor Comercial da Seguralta, Nilton Dias, salienta que o consórcio é a opção de melhor custo benefício especialmente para o consumidor que deseja adquirir, ampliar ou renovar o patrimônio. Nesta modalidade, o consorciado planeja a aquisição com parcelas que cabem no bolso. “O valor do bem é diluído em um prazo específico e todos os integrantes do grupo contribuem ao longo desse período. “Mensalmente, ou conforme estipulado em contrato, a administradora os contempla, por sorteio ou lance, com o crédito no valor total do bem contratado, até que todos sejam atendidos”, explica Dias. Por isso, antes de escolher o tipo de consórcio ideal, o gerente da Porto Seguro Consórcio, Rafael Boldo, recomenda avaliar

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quanto é possível investir por mês, qual o objetivo e o tempo que espera conseguir dar o lance, por exemplo. “O consórcio permite que o futuro negócio seja mais planejado. O poder de compra à vista é bastante relevante. Dessa forma, após ser contemplado e com o dinheiro total em mãos, o cliente pode escolher com mais calma o imóvel que irá comprar, o que aumenta as chances de um bom desconto no momento da aquisição”, acrescenta Boldo.

Júlio César optou pelo consórcio por conta das taxas mais baixas


CENTRO MÉDICO DE RADIOTERAPIA NO TRATAMENTO DO CÂNCER.

Equipamentos de última geração.

Inovação dedicada ao planejamento de radioterapia.

Equipe Multidisciplinar: Dra. Ana Maria Garcia Cardoso • crm 27.689 Dr. Júlio César P. Cardoso Júnior • crm 27.690 Dr. José Valter Martins • crm 30.810 Dr. Júlio César P. Cardoso Neto • crm 117.431 Dra. Cejana Casimiro D. Cardoso • crm 110.547 Fernando José Coelho • Físico Lucilene de Souza Peres • Física

Qualidade em Radioterapia na luta contra o Câncer.

17 3211 2900 Rua capitão josé verdi, 1414 • boa vista • são josé do rio preto • sp fevereiro e março de 2017

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Revista Viva Unimed edição fevereiro/março 2017