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Ação Solidária - Mobilização no dia 19 de maio para realização da Campanha do Agasalho “Aqueça seu Coração. Doe um Agasalho”. Abertura com apresentação do Clube da Seresta de Sete Lagoas, grandes parceiros da campanha, alunos e representantes do UNIFEMM. As doações continuam até o dia 30 de junho. Nas fotos, professor Roberto Nogueira, diretor da UEDI, Adélio Araújo de Faria, presidente da FEMM e representantes do Rotary Club de Sete Lagoas, que também apóiam a ação.

No dia 20 de maio, foi realizado no auditório do UNIFEMM, o seminário “Inovação para uma Indústria Competitiva”. O evento reuniu funcionários e empresários do setor de Ferro Gusa, além de alunos, professores e autoridades do Centro Universitário de Sete Lagoas. Na foto, Inguelore Scheunemann, Tólio Édeo Ribeiro, Antônio Bahia Filho (reitor do UNIFEMM), Lúcio Flávio de Moura, Américo Tristão Bernardes e Sérgio Pinheiro de Oliveira.

UNIFEMM recebe visita do Rotary Internacional e acolhe intercambistas do Canadá.

Bate papo com o escritor Nelson Motta em projeto “ALE Grandes escritores” apoiado pelo UNIFEMM


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Cenário Acadêmico propício para reflexão A Edição do VIU deste mês chega com uma novidade para toda a comunidade sete-lagoana e regional – a oferta do curso de Engenharia Civil no Vestibular 2º Semestre UNIFEMM 2011, que acontece no dia 03 de julho. Esta novidade junto à oferta dos Cursos Superiores Tecnológicos em Gestão de Recursos Humanos, Gestão da Produção Industrial e Logística, serão as temáticas centrais desta edição. Importantíssima para repensarmos os rumos da Educação no Brasil e, em especial, no Estado de Minas Gerais, o VIU traz uma entrevista com a Secretária Adjunta de Educação do Estado de Minas Gerais, Maria Céres Pimenta Spínola Castro. Clara e direta, Maria Ceres nos mostra um panorama geral das temáticas – política, educação, ensino superior e comunicação. De interesse acadêmico, o artigo da professora Luiza Eschenazi sobre “Avaliação Institucional por Curso” pretende esclarecer as dúvidas referentes a esse tipo de avaliação que é de extrema importância para a implantação de melhorias institucionais. Isto porque as mudanças recentes no ambiente das Instituições de Ensino Superior (IES), em geral, compõem um cenário exigente em termos de qualidade em gestão e a perspectiva dos sistemas de avaliação da educação superior possibilita considerar os aspectos sociais e éticos da avaliação institucional, levando em conta o fato da complexidade sistêmica das IES em suas diferentes dimensões. Ou seja, a Avaliação Institucional é um momento de reflexão sobre as diversas dimensões do UNIFEMM, resultando em informações que reflitam a percepção de si mesmo. Além de ser uma exigência legal, essa auto-avaliação é também útil para a tomada de decisões, no sentido de correção ou confirmação de rumos, e de medidas visando manter e aprimorar os pontos fortes e eliminar os pontos fracos da instituição num mecanismo de auto-conhecimento e auto-gestão. Esta edição aborda todas essas questões nas próximas páginas. Por isso, desejamos a você uma boa leitura e que essas informações sejam úteis para a sua formação e reflexão acadêmica e profissional.

Novas aquisições da Biblioteca Metalografia dos produtos siderúrgicos comuns - Hubertus Colpaert - Editora Blucher

Lançado pela primeira vez em 1951, reunindo a vasta experiência do Professor Hubertus Colpaert na Seção de Metalografia do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, este livro se transformou, rapidamente, numa das mais importantes referências brasileiras para todos os profissionais interessados no processamento, tratamento e emprego de aços e ferros fundidos. Uma feliz combinação de atlas de metalografia dos aços e ferros fundidos, manual de técnicas metalográficas e texto introdutório aos fundamentos das transformações de fases e aos tratamentos térmicos destes materiais. Nesta edição, revista e atualizada pelo Professor André Luiz V. da Costa e Silva buscou-se preservar o espírito da edição original, agregando, entretanto, os importantes desenvolvimentos ocorridos nas últimas décadas, tanto sob o aspecto dos produtos siderúrgicos como das técnicas de caracterização.

Física IV – Ótica e Física Moderna Young & Freedman Editora Pearson

Definitivamente o mais completo conteúdo para o estudo de física, esta 12ª Edição do “Sears” é uma obra de didática inovadora. Com excelente abordagem educacional, este livro proporciona estratégias para a solução de problemas e exemplos resolvidos, com ferramentas visuais e conceituais pioneiras e didaticamente comprovadas, além de recursos eficazes para o aprendizado, como ilustrações com comentários, testes de compreensão, questões para discussão e uma biblioteca de problemas com mais de 800 novos exercícios.

E x p e d i e n t e VIU – Veículo Informativo Universitário Reitor Antônio Fernandino de Castro Bahia Filho Pró-Reitor Acadêmico José Hamilton Ramalho Pró-Reitor Administrativo e Financeiro Erasmo Bruno Gonçalves Diretora da UEFI Patrícia Lins Vieira Diretora da UEGE Myrtes Buenos Aires Diretor da UEDI Roberto Nogueira Lima Diretor do CST Antônio Augusto Fleury Teixeira Assessoria de Marketing e Comunicação Fernanda França Verdolin • Josiane Moreira • Gracilene Chaves • Clarissa Iasmine • Carolina Duval • (Estagiárias) Eniale Câmara e Eva Jordana Pires Revisão Marcos Barbosa Fotografias UNIFEMM • Contato Av. Marechal Castelo Branco, 2.765, Santo Antônio – Sete Lagoas/MG – CEP: 35701-242 • Telefax (31) 2106-2106 • www.unifemm.edu.br / comunicacao@unifemm.edu.br Impressão Gráfica UNIFEMM Tiragem 4.500 exemplares O Centro Universitário de Sete Lagoas - UNIFEMM é mantido pela Fundação Educacional Monsenhor Messias. Conselho Diretor da FEMM: Adélio Araújo de Faria (Diretor Presidente) • Dirceu José Rocha (Vice-Diretor presidente) • Euza Mércia Araújo Drummond (Diretora Secretária) • José Campolina de Souza (Vice-Diretor Secretário) • Antônio Faria de Sousa (Diretor Tesoureiro) • Gilberto Azeredo Barbosa (Vice-Diretor Tesoureiro)

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nós ainda temos um contingente grande de professores designados. Faríamos um concurso agora neste semestre, mas em decorrência das decisões do STF em relação à jornada de professor, precisamos aguardar para, assim que for publicado o acórdão, sabermos como isso impacta a contagem de cargos vagos nas escolas. Tão logo possamos fazer esse cálculo, faremos o concurso para diferentes áreas e acreditamos que, regularizada esta questão, é possível fazer concursos periódicos que nos permitam lançar mão de professores concursados para cargos vagos e que os professores designados ocupem apenas vagas temporárias. VIU - O UNIFEMM oferece vários cursos de licenciatura com uma demanda decrescente de procura. Um dos motivos da baixa procura pelos cursos de graduação é o salário pouco atrativo e a questão dos nossos alunos verem as ofertas de vagas para professores contratados serem ocupadas por profissionais que não tiveram formação pedagógica, como, por exemplo, engenheiros ministrando aulas de matemática e qualquer profissional com curso superior ministrando aulas de português. Como a Secretaria de educação avalia essa questão? Maria Ceres - Isso hoje acontece menos. Em geral, o professor é licenciado e não habilitado na disciplina específica. É raro, pelas informações que possuo, que se tenha um profissional de nível superior substituindo um professor licenciado em magistério. A questão da queda da procura pelas licenciaturas é um fenômeno internacional, certamente pelos baixos salários dos professores no mundo inteiro e que dificulta o interesse dos jovens pelas profissões do magistério. Isso acontece no Brasil, mas também em outros países. E tem muito a ver com um certo descompasso entre escola e sociedade. Eu acho que nossos cursos de licenciatura têm uma certa defasagem em relação ao novo funcionamento das escolas, em entender como é a gestão do conhecimento na sociedade contemporânea: como esse conhecimento é transmitido, reproduzido ou melhor construído pelos alunos (do ponto de vista construtivista). Nós temos problemas nas escolas de educação básica, mas também temos problemas nas escolas de formação de professores (e não digo isso em relação ao UNIFEMM, especificamente), que nem sempre são formados na perspectiva das mudanças, da nova cultura da juventude, da questão do conhecimento disponível e como esse conhecimento é organizado na sociedade a partir das novas mídias, além de um certo descompasso entre o processo de formação do profissional que vai atuar no ambiente escolar e as mudanças de configuração deste ambiente na sociedade contemporânea. VIU - O que as instituições formadoras de professores podem esperar da gestão da Secretaria de Educação em relação a parce-

rias na formação inicial e continuada? Maria Ceres - Nós estamos implantando em Minas Gerais uma Escola de Formação Continuada para gestores e profissionais da educação. Há a proposta de se elaborar um edital para credenciar as diferentes instituições que trabalham nas diferentes áreas do conhecimento e, claro, especificamente com formação de professores, para que possamos formar uma rede que será a Rede Mineira de Formação. Esperamos que as instituições de ensino superior, sejam elas públicas ou privadas, participem desse esforço de requalificar nossos profissionais e assim termos uma política consistente de formação continuada. Esse projeto provavelmente será lançado em agosto deste ano. VIU - Entre suas temáticas de estudos, observamos a importância da comunicação institucional em suas análises. Qual seria sua visão sobre Comunicação Institucional dentro do contexto das Instituições de Ensino Superior? Maria Ceres - De uma forma geral, a experiência que tenho em relação à comunicação institucional nas instituições de ensino superior é que a comunicação é vista apenas no aspecto instrumental, no sentido de se fazer materiais de divulgação. As pessoas vão atrás da comunicação para fazer um folder, um cartaz, melhorar o site... E nem sempre a comunicação institucional é vista como uma ferramenta estratégica ou como um elemento estratégico da gestão. Quando se faz um proje-

7 to de comunicação institucional, este projeto deve estar, em primeiro lugar, absolutamente articulado ao projeto da instituição. Quais são as características daquela Instituição e de que forma aquela Instituição quer se apresentar ao público, de maneira que o público e a opinião pública esteja bem informada sobre a instituição, por dois motivos: dar legitimidade política ao que se faz, no sentido da confirmação de suas ações, e também para prestar contas do que se faz. Mesmo a instituição privada precisa ter políticas de responsabilidade social que mostrem que ela faz diferença no cenário público e social. Quando se pergunta para os comunicadores ou para gestores da instituição: o que a comunicação social faz? Daí eles descrevem uma série de atividades, como: eles cuidam do portal, eles fazem um boletim, eles respondem pela divulgação etc. Mas aí, perguntamos: qual é o papel da comunicação? O gestor, em geral, não sabe e, lamentavelmente, muitos comunicadores também não sabem. Eles acham que têm que fazer assessoria de imprensa, fazer um jornalzinho... Também acho que é preciso fazer isso tudo, só que isso tem que ser pensado estrategicamente em relação ao projeto institucional. Por exemplo: Como o UNIFEMM, enquanto instituição se coloca? Quais são suas características? Dessas características, o que obrigatoriamente a opinião pública deve conhecer para validar politicamente e ao mesmo tempo acreditar que esta instituição vale a pena? Esse é o papel da comunicação institucional e que, lamentavelmente, é pouco freqüente nas Instituições.


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Entrevista Maria Céres Pimenta Spínola Castro no caso de saúde e educação, em uma nova configuração social, que deve assegurar o direito de todos. Nossa pátria, durante muitos anos, não foi uma mãe gentil para todos. A vida cotidiana excluía e ainda exclui e as políticas públicas eram definidas na perspectiva de assegurar privilégios ou na perspectiva assistencialista, de caridade. VIU - Você também abordou a questão do direito de todos à escola como marcas na nova configuração social. O direito à escola deve estar na perspectiva da qualidade e, hoje, vemos na rede pública estadual uma enorme quantidade de professores contratados. Isso provoca prejuízos para a educação devido a um quadro flutuante de profissionais nas escolas.Quais as ações efetivas a curto e médio prazo da Secretaria Estadual para diminuir esse problema?

Maria Céres - Secretária Adjunta de Educação do Estado de Minas Gerais

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o dia 02 de maio, o UNIFEMM recebeu a Secretária Adjunta de Educação do Estado de Minas Gerais, Maria Céres Pimenta na 12ª Semana Acadêmica da Unidade Acadêmica de Ensino de Filosofia, Ciências e Letras – UEFI. A Secretária participou de uma mesa-redonda no Centro Universitário de Sete Lagoas – UNIFEMM junto ao Dr. Bruno Lazzarotti. Sua participação resultou em uma entrevista ao Veículo Informativo Universitário – VIU, do UNIFEMM, onde a ideia foi retomar a discussão acadêmica sobre a temática apresentada “Educação e Saúde: Pilares de uma Nova Configuração Social”, entre outras ideias debatidas. Graduada em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Maria Céres é mestre em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e doutora em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Foi professora da UFMG, Secretária Municipal de Educação em Belo Horizonte e Assessora especial do Prefeito de Belo Horizonte durante os anos de 2001 e 2002. De 2002 a 2009, foi Diretora de Divulgação e Comunicação Social da UFMG e, mais tarde, em

2009, Diretora de Comunicação do Instituto Inhotim. Atualmente, é Secretária Adjunta de Educação do Estado de Minas Gerais. Segue, abaixo, a entrevista dada ao VIU. VIU - Em sua participação na Semana Acadêmica da UEFI - UNIFEMM, você começou sua fala fazendo uma analogia entre o trecho do Hino Nacional “ó pátria amada, idolatrada, mãe gentil”, a política atual e a situação da educação em nosso país. Gostaria que você comentasse essa relação novamente. Maria Ceres - Eu faço uma alusão a um verso do hino nacional: “Dos filhos deste solo és mãe gentil”. O que eu quero dizer é que para que o lugar onde você mora possa ser uma mãe gentil, ele precisa acolher a todos, assim como uma mãe acolhe seus filhos, dando-lhes o direito a uma vida digna. Não fazer distinção entre membros desta pátria, assegurando a todos o direito a uma vida digna. Se pensarmos em nosso país, não há muitos anos que tentamos definir políticas,

Maria Ceres - O acesso à educação como direito supõe o acesso à escola, mas, especialmente, à escola que assegure o direito ao conhecimento. Não é apenas o direito de frequentar a escola, mas o direito ao conhecimento, à socialização, e ao acesso à escola na idade certa. Com relação ao funcionalismo das escolas públicas, temos três questões importantes. Primeiro, o fato de que em uma rede com 170 mil professores, necessariamente haverá professores contratados, pois há uma grande movimentação de pessoal, seja por causa da aposentadoria, seja por licença médica ou gestação (considerando o grande contingente feminino do magistério público). Enfim, os afastamentos que são direitos dos servidores e que não há como, em uma rede tão grande, se prover professores através de concurso, pois estas são vagas temporárias. A segunda questão é que para que se diminua o número de pessoal contratado para cargos vagos é preciso que se tenham concursos periódicos. É uma política que estamos tentando implementar, de maneira que os cargos vagos gerados por causa da ampliação da rede e do processo de aposentadoria possam ser ocupados de forma mais ágil por professores concursados. É um processo complexo, por causa da legislação que regula os concursos e também por carência de professores habilitados para assumir determinada disciplina. Aí vem a terceira questão, que é essa carência de professores habilitados. Muitas vezes temos vagas na escola, poderiam ser substituídas por concurso, mas não temos professores habilitados para ocupar aquelas vagas. Daí, temos que lançar mão de um professor licenciado, como por exemplo, um professor formado em matemática que é licenciado para ocupar temporariamente a vaga de um professor de física. Abre-se um concurso para determinada disciplina, mas o contingente que busca o concurso e é nomeado não é suficiente para a reserva. Essa situação, na rede estadual, hoje é menos grave do que já foi no passado, mas

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Luiza Eschenazi * Professora do UNIFEMM e Membro da Equipe CPA

Avaliação Institucional por Curso Comprometido com a melhoria da qualidade de ensino, que leve a uma transformação da sociedade, o Centro Universitário de Sete Lagoas (UNIFEMM) tem como objetivo fortalecer uma cultura de avaliação interna que possa expressar um compromisso da instituição com as práticas democráticas, a partir da formação de profissionais competentes e éticos. As avaliações institucionais se preocupam principalmente em dar vozes àqueles que se encontram inseridos na instituição. Só a partir da participação de toda a comunidade da instituição poderemos analisar, refletir criticamente as informações coletadas e propor ações que possam melhorar ainda mais a qualidade de nossa instituição. As avaliações são instrumentos fundamentais para uma análise das potencialidades e fragilidades da instituição. Avaliar significa conhecer para mudar. É com a concepção de participação de toda a instituição que realizaremos, ainda neste ano, a Avaliação Institucional por Curso – UNIFEMM 2011. A Comissão Própria de Avaliação (CPA) convida toda a comunidade do UNIFEMM para participar dessa avaliação. A adesão de todos contribuirá para a elaboração e implementação de planos de ação de aperfeiçoamento e melhoria que retratem os anseios desta comunidade. O que significa Avaliação Institucional por Curso? Trata-se de uma avaliação institucional muito importante, que se distingue das outras avaliações exatamente por seu caráter abrangente e integrador. Com ela, pretendemos obter uma visão geral da instituição. Portanto, não se trata apenas de uma avaliação de professores, mas sim da necessidade de avaliar o conjunto de atividades desenvolvidas nas áreas de ensino, pesquisa e extensão, bem como a organização acadêmico-administrativa e de infra-estrutura que estas pressupõem. Neste sentido, faremos uma avaliação que irá incorporar os projetos pedagógicos dos cursos, as secretarias, os laboratórios, os coordenadores de curso, diretores, biblioteca, assistência ao estudante, setor financeiro, etc. Nela, o UNIFEMM, como uma totalidade integrada, será avaliado por toda a sua comunidade – gestores, corpo docente, corpo discente e corpo técnico-administrativo -, que de alguma forma dá suporte ao desenvolvimento e crescimento dos cursos do UNIFEMM. Criada e desenvolvida em 2004, e também realizada em 2005 e 2007, a Avaliação Institucional por Curso do UNIFEMM passou por várias mudanças a fim de se aprimorar. Neste ano, remodelamos nossa avaliação para termos uma visão da totalidade do UNIFEMM partindo das avaliações por cursos. A partir dessa consideração, usamos como instrumento formulário com questões que procuram obter dados por cursos que possam servir para uma análise da instituição como um todo. Esse formulário contempla as dez dimensões do SINAES (a missão e o Plano de Desenvolvimento Institucional; a política para o ensino, a pesquisa e a extensão; a responsabilidade social da instituição; a comunicação; a política de pessoal; a organização e gestão da instituição; a infraestrutura, o planejamento e a avaliação institucional; as políticas de atendimento aos discentes e a sustentabilidade financeira) e incorpora as três dimensões específicas dos cursos, que são: didática pedagógica, corpo docente e infraestrutura. De acordo com os princípios do Projeto de Autoavaliação do UNIFEMM, essa avaliação se dará também por adesão voluntária de seus participantes. Possui um caráter formativo, que busca contribuir para a elaboração de planos de ação de melhoria por curso e, por extensão, da instituição como um todo. Não se trata, portanto, de um instrumento de controle, fiscalização, punição e hierarquização da instituição. Vale ressaltar que nessa caminhada avaliativa tem se disseminado e consolidado uma cultura autoavaliativa, capaz de garantir a efetividade e legitimidade da avaliação institucional. As atividades autoavaliativas realizadas durante todo esse tempo na instituição têm possibilitado um processo crítico de autoconhecimento e autoanálise, evidenciando as potencialidades e fragilidades da prática educativa, permitindo, assim, a reavaliação de estratégias adotadas e o repensar dos processos internos de gestão. Para contato e sugestões em relação à Comissão Própria de Avaliação (CPA), o e-mail é cpa@ unifemm.edu.br e o ramal é 2137. * Luiza Eschenazi é mestre em História pela UFMG e professora do UNIFEMM


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2011 promete alavancar os investimentos em construção civil Estudo realizado em abril/2010 sobre a Projeção dos Impactos dos Investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) e do Programa “Minha Casa, Minha Vida” 2, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) a pedido da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) projetou R$137 bilhões por ano de investimentos nestes programas entre 2011 e 2014. De acordo com a diretora da Unidade de Ensino de Ciências Gerenciais e Engenharias do UNIFEMM, Myrtes Buenos Aires, o desenvolvimento do país passa pela Construção Civil. “Se pensarmos nas áreas de Educação ou Saúde, a construção civil está presente, bem como investimentos em moradia e parques industriais. A construção civil acompanha o crescimento econômico e o desenvolvimento do país.”, explica.

Ser Engenheiro Civil nos dias de hoje O engenheiro civil possui habilidade para projetar, gerenciar e executar diferentes tipos de obras, como construção ou reforma de casas, edifícios, pontes, viadutos, estradas, barragens, canais e portos. Os projetos governamentais como “Minha Casa, Minha Vida”, e os eventos que serão sediados no país, a Copa do Mundo, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016, são fatores que aumentaram significativamente a demanda por profissionais dessa área. De acordo com Myrtes, a construção civil é um dos setores que mais absorve mão de obra qualificada. “Em nossa região, principalmente em Sete Lagoas, o mercado imobiliário está aquecido e isso influencia a procura por engenheiros civis. Outros setores como o de energia, saneamento básico, petróleo e gás estão em processo de expansão. Os setores de petróleo e gás deverão receber investimentos em obras de grande porte, como gasodutos, refinarias, plataformas, navios e estaleiros, aumentando a demanda dos profissionais da área de engenharia”, explica Myrtes.

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Foco no mercado A formalização do mercado de trabalho tem impulsionado a procura por cursos superiores no País. Dados do Ministério da Educação mostram que, em sete anos, o número de matrículas na educação superior saltou de 3,5 milhões para 5,9 milhões, em 2.314 instituições de educação superior. Atualmente, o País forma cerca de um milhão de alunos por ano. O crescimento mais expressivo das matriculas é visto nos cursos tecnológicos. Entre 2008 e 2009 (dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Educação e Cultura - MEC), os cursos de graduação tradicionais cresceram 13%, enquanto os cursos tecnológicos tiveram alta duas vezes maior, 26%. Em 2009, o País contava com 680,6 mil estudantes em cursos tecnológicos. Há dez anos, o número era de 69,7 mil. De acordo com Antônio Augusto Fleury, o próprio MEC admite que, para acompanhar o ritmo de crescimento da economia, o País precisaria rapidamente ampliar o número de pessoas com diploma universitário. Um dos caminhos para o aumento de pessoas graduadas no mercado tem ocorrido por meio do estímulo aos cursos superiores de tecnologia, voltados a formar tecnólogos. “Essa modalidade já representa 20% dos cursos de formação superior no País e a expectativa do MEC é de que esse número chegue a 1/3”, complementa.

Você está pronto para o mercado de trabalho? Tecnólogo tem seu espaço no mercado e pode seguir carreira acadêmica sem restrição alguma. Com mensalidades mais acessíveis e duração menor, os cursos superiores tecnológicos possuem o mesmo valor de uma licenciatura ou de um bacharelado. A diferença entre o curso tecnológico das demais graduações está na preparação rápida e especializada. Por isso, vem conquistando espaço no mercado de trabalho. De acordo com Antônio Augusto Fleury, diretor dos Cursos Superiores Tecnológicos (CSTs) do UNIFEMM, o CST tem como objetivo formar profissionais aptos a desenvolver de forma plena e inovadora as atividades de um determinado eixo tecnológico e com capacidade de utilizar, desenvolver ou adaptar tecnologias com a compreensão crítica. “Estes cursos desenvolvem profissionais de perfis amplos, com capacidade de pensar em forma reflexiva, com autonomia intelectual e sensibilidade ao relacionamento interdisciplinar, que permita aos seus egressos prosseguirem seus estudos em nível de pós-graduação”, explica Fleury. Em outras palavras, o CST alia o conhecimento às necessidades do mercado. A grande vantagem do CST é o tempo de duração do curso, que em geral é de 2 a 3 anos, o que pode significar economia de tempo para aqueles que querem uma entrada mais rápida no mercado de trabalho. Outra característica importante é o foco específico do curso onde o profissional estará certo de sua área de atuação. A oferta de cursos tecnológicos superiores reflete a necessidade da sociedade, portanto sua denominação, carga horária, perfil do profissional egresso pode variar de uma região para outra do país, levando em consideração a vocação regional. “O principal cuidado que se há de ter é checar no MEC quais cursos são autorizados e reconhecidos. É a garantia de uma boa formação”, explica Fleury. Para isso, o MEC criou o Catálogo Nacional dos Cursos Superiores em Tecnologia (http://portal.mec.gov.br) que mostra os cursos em acordo com as normas do ministério. Na página do Sistema de Regulação do Ensino Superior (http://emec.mec.gov.br/emec/ educacao-superior/cursos), é possível ver quais são os cursos autorizados e reconhecidos pelo MEC.

Apresentação: O Tecnólogo em Gestão da Produção Industrial atua em empresas de qualquer porte ou segmento, como a automobilística, siderurgia, alimentícia e têxtil, além do ramo de serviços como hospitais, energia, telefonia, abastecimento, entre outras, assumindo funções técnicas ou de liderança nas áreas de planejamento da produção, desenvolvimento do produto, gestão da qualidade, manutenção industrial. Esse profissional promove agilidade aos processos operacionais, gerenciais e estratégicos da organização, proporcionando a otimização dos ganhos em produtividade, qualidade e minimização dos custos, além de solucionar problemas identificando oportunidades de negócio nos diversos sistemas produtivos. É capaz de atuar com versatilidade nas práticas de Implantação, planejamento, análise, execução, controle e avaliação de processos industriais mais eficazes e modernos, com ética, visão gerencial e capacidade técnica. Área de atuação profissional: Entre as possíveis ocupações estão as de Programador de Produção, Supervisor de Produção, Chefe de Produção, Gerente de Produção, Gerente da Qualidade, Diretor de Operações e funções ligadas à área da atividade industrial. Ele também pode atuar como consultor de planejamento de controle da produção e de gestão de recursos humanos em pequenas e médias empresas, como prestador de serviços.

Apresentação: O Curso de Gestão de Recursos Humanos visa formar um profissional capaz de promover o desenvolvimento de competências relacionadas ao comportamento nos níveis individual (motivação), de grupo (negociação, liderança, poder e conflitos) e organizacional (cultura, estrutura e tecnologias), catalisando os processos de elaboração de planejamento estratégico, programas de qualidade de vida do trabalho e organização do clima organizacional. Área de atuação profissional: O Tecnológico em Gestão de Recursos Humanos atua no planejamento e gerenciamento dos subsistemas de gestão de pessoas, tais como recrutamento e seleção, cargos e salários, treinamento e desenvolvimento, avaliação de desempenho, rotinas de pessoal, benefícios, gestão de carreiras e sistema de informação de recursos humanos.

Apresentação: O Curso Tecnológico em Logística forma o profissional especializado em armazenagem, distribuição e transporte, capaz de planejar e coordenar a movimentação física e de informação sobre as operações multimodais de transporte, para proporcionar fluxo otimizado e de qualidade para peças, matériasprimas e produtos. Área de atuação profissional: O Tecnológico em Logística gerencia redes de distribuição e unidades logísticas, estabelecendo processos de compras, identificando fornecedores, negociando e estabelecendo padrões de recebimento, armazenamento, movimentação e embalagem de materiais, podendo ainda ocupar-se do inventário de estoques, sistema de abastecimento, programação e monitoramento do fluxo de pedidos.


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http://www.unifemm.edu.br/sitio/arquivos/revistas/cu5wpj13u9r0.pdf

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