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QUER + ENTRETENIMENTO?

1ª quinzena de abril/2012 Ano XI - Edição 42 Cascavel - PR

Páginas 15 e 16 DIEGO SCHIAVON GOUVÊA

Trânsito caótico

A cada ano a Univel aumenta seu quadro de acadêmicos, isso traz mais movimentação dentro da faculdade e também em seu entorno. Abordaremos algumas dificuldades que o trânsito nas imediações da Univel vem sofrendo. Descobrimos que é possível economizar até 8 minutos usando rotas alternativas

Páginas 7 a 9

AMPLIAÇÃO

A Univel está crescendo

A Univel está aumentando seu espaço físico para atender à demanda dos acadêmicos que procuram a Instituição e, assim, lhes proporcionar todas as condições para bem desenvolver seus cursos. Saiba mais sobre a obra

 Página 5 ROBSON CUSTODIO

Chega de “miojo” Almoçar em poucos minutos e talvez nem jantar. Nos últimos tempos, não temos dado importância à alimentação e, principalmente, por muitas vezes termos que estudar e também trabalhar, sobra pouco tempo para uma alimentação saudável e de qualidade. Leia dicas de uma especialista

Página 14

Nas alturas Está cansado de esportes sem muita emoção? Chegou a hora de conhecer a adrenalina que o paraquedismo proporciona

Página 12


2 OPINIÃO

1ª Quinzena de Abril/2012

EDITORIAL

Conteúdo ao seu alcance O ano letivo de 2012 começou na Univel no dia 6 de fevereiro, e a calmaria no bairro Santa Cruz e todo seu entorno, deu lugar a centenas de acadêmicos que começaram a frequentar o espaço na parte da manhã e da noite. Um novo ano sempre gera expectativas, novas metas, novas conquistas e tantas outras realizações que passam a caminhar conjuntamente principalmente entre alunos e mestres. Ao longo de anos o o 3 ano de jornalismo da Univel vem produzindo o UNIFATOS, o qual já tem seu espaço garanti-

do no meio acadêmico da Instituição. Sempre trouxe assuntos e pautas muito relevantes ao nosso meio e também ao da sociedade cascavelense. O UNIFATOS 2012 tem a intenção de fazer uma caminhada paralela ao cotidiano dos estudantes. Sendo assim, os estudantes de jornalismo traçaram algumas importantes metas que com certeza irão despertar em você, amigo leitor, a curiosidade em tudo o que diz respeito à caminhada estudantil deste ano. O jornal vai trazer até você, notícias e acontecimentos do nosso meio e

sendo também um canal de interatividade e voz do meio acadêmico. Também com um enfoque aos acontecimentos e eventos que teremos em nível interno e externo. Um novo olhar e enfoque tende a gerar algum temor, pois sempre o desconhecido nos traz certa instabilidade. Mas queremos sim produzir, escrever e registrar os fatos para que você possa degustar uma ótima leitura e apreciação da nossa produção. Nesta edição, por exemplo, um dos temas abordados é o trânsito nas imediações da faculdade, pois percebemos

que é algo que a cada ano que passa vem se tornando mais pesado e intenso. Pretendemos apontar os problemas e dar pistas para as soluções, pois com o crescimento em qualquer instancia eles surgem e que possamos construir uma caminhada de sucessos e conquistas. Em suma, o UNIFATOS vem com uma proposta de estar mais perto dos estudantes e educadores da Univel, trazendo também uma nova aparência e slogan “conteúdo ao seu alcance”. E com este novo, um desejo de ótima leitura, informação e conhecimento.

EXPEDIENTE

Jornal Laboratório do Curso de Jornalismo da Univel Diretora Viviane da Silva Coordenadora Letícia Afonso Rosa Garcia Orientação Mariana Lioto Editor Adilson Janovski Diagramação Bruno Silva Sara Peixer Reportagens Adilson Janoviski Bruno Silva Cinta Gintara Diego Schiavon Gouvêa Elaine Marra Rodrigo da Silva Sara Peixer Thais Gomes Vanessa Gomes Willian Cezar

OPINIÃO

Entre a teoria e a prática Do Ensino Fundamental ao Nível Acadêmico, a teoria e a prática estão presentes de maneira significativa na vida dos estudantes e de seus mestres. Pela prática, iluminada por teorias, muitas realidades foram transformadas. O senso comum e o fazer trouxeram a possibilidade de, mais tarde e com um olhar mais técnico, tornar aqueles objetos fontes de estudos e implantação de uma sistematização. Assim sendo, muitas teorias, abs-

tratas, terão grande chance de sair do mundo das ideias e partir para o mundo concreto e real. Neste mundo das novas tecnologias, onde, muitas vezes, nós temos tudo à mão, há inúmeras possibilidades e facilidades. Porém, sem a integração da tecnologia à prática, corre-se o risco de não trazer nenhuma pequena porcentagem desta “virtualidade” para a vida de maneira mais palpável. Não convém pensar ou ter a ideia de que a leitura, o

estudo, as novas tecnologias, os meios de comunicação e tantas outras situações teóricas podem ser colocadas em segundo plano ou que não são importantes. Um exemplo de como se pode viver em um mundo paralelo ou optar pelo abstrato é o que a internet trouxe, principalmente, em nível de relacionamento. Se ela aproximou pessoas que outrora eram distantes e desconhecidas, em contrapartida afastou pessoas que se sentavam no banco da praça, num barzinho para tomar

uma cerveja, na rua de casa para uma roda de chimarrão e assim por diante. Muitos centros educacionais e escolas hoje buscam aproximar os educandos de maneira incisiva a usar as mentes para o que eles vivenciam, nos seus lares, na rua, no circulo social, com a intenção de que assim possam usar os conhecimentos para melhorar o seu dia a dia, em todos os ambientes sociais. Isso porque o conhecimento não tem fim em si mesmo, ele existe para a transforma-

ção. Só há sentido aprender uma teoria se ela possibilita o aumento da qualidade de vida e melhora os ambientes culturais e os ambientes naturais. Em nossos cursos superiores também é assim. A experiência da prática é indispensável, mas a teoria está ali para dar-nos embasamento, ideias e pistas para que possamos concretizar os nossos objetivos em nossa área de atuação. Por Adilson Janovski


MÚSICA 3

1ª Quinzena de Abril/2012 INTERATIVIDADE

A aridez na música

Uma abordagem sobre os tempos de “secura” nas boas produções musicais Adilson Janovski

Nos últimos tempos você amigo leitor nunca foi pego cantando uma musica de Michel Teló, Luan Santana ou até mesmo Justin Bieber? Não estamos aqui para julgar o gosto ou a preferência musical, pois cada um tem direito de ouvir o que quiser. Vamos fazer uma retomada da caminhada musical nas últimas décadas e filtrar o que realmente tem contribuído para a formação da nossa personalidade. Hoje as pessoas esperam que as nossas grandes bandas do passado como Paralamas do Sucesso, Titãs, Ira, dentre outros, voltem a gravar e a fazer sucesso. Na opinião do radialista Gionvane Pinheiro,

isso não vai mais ocorrer, pois é uma ideia utópica. O que se precisa nos dias atuais são novas bandas, novos grupos e cantores, com sons que venham e façam nós pensarmos e refletirmos um pouco mais. “Quando eu comecei nos anos 80 na FM, nós tínhamos 80% de produções estrangeiras e 20% de produções nacionais. Isso se inverteu nos anos 90, onde a partir deste tempo as produções nacionais explodiram. As produções ficaram mais baratas e muitas bandas começaram a gravar, a coisa ficou fácil, mas sem qualidade então”, comenta Giovane. Para ele, “a gente está nos primórdios, onde hoje qualquer um pode gravar e fazer suas pro-

GIOVANE PINHEIRO

FOTOS: ADILSON JANOVSKI

Iniciou a carreira na rádio Capital de Cascavel, depois Verdes Campos, Rádio Rock de Curitiba. Em seguida uma experiência em Amsterdã na Holanda. Trabalhou na rádio Cidade de Lisboa. Em Londres tocava nas ruas e também trabalhava em uma livraria. Atualmente é locutor e apresentador da Tarobá FM.

SILVANA VAILLÕES Professora nas áreas de gramática, redação e língua inglesa. Com licenciatura em letras, habilitação em língua inglesa. Apaixonada por música. Quando criança cantava na Igreja católica. Com 19 anos começou a cantar fora da Igreja e aos 27 começou a cantar profissionalmente.

duções domésticas, onde cada um quer ter seus 15 minutos de fama e sua banda e por que o Brasil tem uma grande mistura de raças, muitos ritmos também vem embutidos em tudo isso”. Os anos 80 faziam as pessoas refletirem e terem uma luta de causa, e isso repercutia em muitas produções musicais, eventos culturais, teatro e cinema. A professora Silvana Vaillões nos quationa quantas e quais as grandes e boas produções culturais estamos tendo hoje em nosso país. Ela nos relata como as músicas hoje são simplistas, apenas de ritmos, são feitas para dançar e quase nada para se pensar. “Geralmente elas têm um grande apelo sexual e com letras um tanto quanto vazias”, avalia. O nosso público é bastante ativo no gênero musical, pois se ele vê algo ou escuta falar sobre, logo em seguida ele vai atrás, vai revirar na internet por exemplo e logo tem tudo na mão. Em outros tempos era diferente, pois um dos únicos veículos era o rádio, era por ali que se ficava sabendo das novas tendências musicais, tinha que ter muita paciência, lembra o radialista.

ADILSON JANOVSKI

É possível assistir aos dois músicos nos bares de Cascavel

A professora relata que todo seu gosto musical foi influenciado pelo rádio durante a adolescência e com isso foi descobrindo, Legião Urbana, Titãs e uma banda foi puxando a outra e por exemplo com as facilidades das novas mídias parece que tudo virou uma salada, engolimos tudo o que aparece a nossa frente. A musica também entrou no mundo do consumismo para Giovane, com todas estas tendências capitalistas de ter uma roupa de marca, um celular top de linha e etc. “Assim está a musica, que vem no rolo compressor da Industria Cultural, onde o objetivo é vender tudo o que aparece no cinema, na música etc”. As bandas em outros tempos eram seguidas

como uma religião segundo Sil. “A pessoa escutava a música do cara e pensava, ‘poxa vida, este cara diz tudo o que eu quero dizer, eu penso como ele, ele me ensina, por isso ele é meu ídolo’. E quais os ídolos que ensinam algo de substancioso a nossa adolescência juventude”? Ambos concluem que não precisamos mais do mesmo e sim de inovação, de novos olhares, de composições de muito mais qualidade, pois com certeza a juventude ainda tem muitos ideais, muitas causas de luta e precisa de pessoas no meio artístico e cultural que lhes sejam exemplos e exemplos para assim desenvolverem pensamentos e linhas de ações mais críticas e com certo enfoque”.


4 INSTITUCIONAL

1ª Quinzena de Abril/2012

EM DESTAQUE

Aluno publica artigo em jornal Matéria foi publicada no dia 8 de março, no jornal O Paraná

Assessoria

Com o título “O político que se importa e o que não se importa” o artigo de opinião do acadêmico do 1º ano do curso de Direito da Univel, Marcos Antônio de Oliveira, foi publicado no Jornal O Paraná na edição de 8/03. O objetivo do acadêmico com o artigo foi mostrar a importância das pessoas serem unidas

e caminharem juntas, pois dessa maneira ficam mais fortes para lutar pelos seus objetivos na sociedade. “Somos fortes unidos, melhor ainda se andarmos na mesma direção. Nem sempre precisamos de políticos”, ressalta Marcos. Marcos além de acadêmico de Direito, é egresso do curso de Ciências Contábeis da Univel e professor do Cebrac em Cascavel.

JACKLINE THOMANN/ASSESSORIA UNIVEL

Marcos Antônio publicou o artigo “O político que se importa e o que não se importa”, no jornal O Paraná

Alunos de jornalismo participam de Júri Simulado Assessoria

MEIO AMBIENTE

Engenheiro agronômo realiza palestra para acadêmicos Assessoria

Melhora da comunicação institucional com fulcro no meio ambiente. Esse foi o tema da palestra realizada pelo Engenheiro agrônomo e Consultor ambiental Marcos Marcon, aos alunos do 1º ano do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental da Univel. A atividade foi organizada pelo professor Alunos acompanhando a palestra com o engenheiro agrônomo Marcos Marcon

Sérgio Brum da disciplina de Comunicação Empresarial. Os alunos aproveitaram o momento para de-

ATIVIDADE

bater sobre o ISO 14.000 e os benefícios para as empresas exportadoras como também sobre a apuração de resultados econômicos

e sobre a imagem empresarial através dos projetos ambientais, como os da reciclagem de sólidos e o aproveitamento da água. JACKELINE THOMANN/ASSESSORIA UNIVEL

A mídia está certa ou errada? Foi com esse objetivo, de julgar a mídia, que os alunos do 1º e 2º anos do curso de Comunicação Social – Jornalismo da Univel se uniram, na noite do último dia 14, para realizar um Júri Simulado, onde a ré era a mídia. A atividade foi organizada pela professora e coordenadora do curso Letícia Afonso Rosa Garcia e teve como objetivo integrar os calouros com os veteranos, além de ampliar a discussão acerca da mídia, promovendo reflexões sobre o domínio que a mesma exerce nas pessoas. “A atividade também serviu para que os alunos refletissem sobre a responsabilidade deles enquanto futuros jornalistas. Eles precisam saber que o leitor, telespectador e ouvinte de hoje não é mais um refém da notícia, ele questiona o que vê”, comenta a professora Letícia.


INSTITUCIONAL 5

1ª Quinzena de Abril/2012 AMPLIAÇÃO

Univel sempre em crescimento Novo bloco tem previsão de entrega para o inicio de 2013 Rodrigo da Silva

A Univel segue em desenvolvimento. Neste ano de 2012 foi iniciada a construção de mais um bloco de salas de aula, ao lado do bloco B. Quem nos explica é a diretora da instituição, Viviane Silva. “Com o crescimento do número de alunos, de professores, com novos cursos sendo abertos como o de Gastronomia no ano passado, formação de novos turmas em outros cursos, e pós-graduação, há sempre a necessidade do crescimento do espaço físico

da faculdade”. Nos últimos anos a instituição vem seguindo um ritmo de novas construções. “Geralmente ano sim, ano não estamos construindo, sempre para suprir a demanda, em 2010, por exemplo, foram construídas mais 12 salas no Bloco B. Em 2011, foi planejado esse novo bloco que está sendo feito agora, o projeto prevê 30 salas, mas talvez não sejam entregues todas elas ano que vem, depende da nossa demanda, sempre construímos com responsabilidade”, detalha Viviane.

O projeto desse novo bloco é da empresa Debortoli, que é especializada em obras acadêmicas. Já realizou obras na PUC - Curitiba e em outras universidades. O bloco terá uma arquitetura diferente, moderna, buscando uma integração maior entre os blocos. A Univel prevê um crescimento entre 10% e 15% no número de alunos em relação ao ano passado, passando dos 5 mil alunos e com grande destaque para a área de pós-graduação, onde a instituição tem 60% do mercado em Cascavel. RODRIGO DA SILVA

RODRIGO DA SILVA

Acessibilidade: banheiros foram adaptados para atender aos alunos com necessidades especiais

ACESSIBILIDADE

Outros investimentos realizados para 2012 Rodrigo da Silva

Com previsão de entrega para 2013, novo bloco atenderá a grande demanda de alunos

Além do início das obras do novo bloco, a Univel realizou outros investimentos para o ano letivo de 2012. Algumas reformas de laboratórios, como o de televisão, mas o que mais se nota são as obras de acessibilidade para os alunos que têm dificuldade de locomoção. “A instituição sempre cumpre as determinações legais, para esse ano foram substituídas as rampas de acesso aos

outros andares por elevadores e os banheiros foram adaptados”, nos conta Viviane. Hoje na Univel existem três alunos com necessidades especiais de locomoção, a diretora nos conta que esses alunos também têm preferência em relação ao andar onde estudam. “Apesar de agora termos elevadores, todo aluno que na hora da matrícula coloca que tem dificuldades de locomoção é preferencialmente colocado em turmas no 1° andar”, conclui.


6 INSTITUCIONAL

1ª Quinzena de Abril/2012

7ª EXPOTEC

Novas tecnologias para novos mercados Já tradicional, Feira de Tecnologia movimenta semana dos acadêmicos JACKLINE THOMANN/ASSESSORIA UNIVEL

FAZENDO A DIFERENÇA Os acadêmicos do curso de Gastronomia tiveram a oportunidade e colocaram a “mão na massa”, colocando em prática um pouquinho do que aprenderam no decorrer do curso. Durante os três dias de exposição os visitantes da ExpoTec, tiveram a oportunidade de apreciar alguns pratos feitos pelos acadêmicos do curso. Feira reúne vários setores do comercio de Cascavel Elaine Marra

Foi no ano de 2006 que nascia a primeira edição da ExpoVendas, feira realizada de início como necessidade para um trabalho mais “real”. Na época uma pequena “feirinha”, organizada pelos alunos do curso de Tecnologia em Gestão Comercial. A feira cresceu, ganhou força e se tornou um evento tradicional. Este ano, a Univel realizou a sétima edição da feira e pelo fato de incluir outros cursos também da área de tecnologia, a partir deste ano, passou a se chamar ExpoTec.

Nesta última edição, mais de 60 expositores tiveram a oportunidade de apresentar seus produtos e serviços na grande tenda que foi montada no estacionamento da Univel. A exposição sempre contou com a visitação dos acadêmicos e também da sociedade em geral. De acordo com o professor e também coordenador da feira, Rui Ferro São Pedro a feira tem ultrapassado todas as expectativas e metas, tem sido um sucesso ano a ano. O interesse das empresas em participar do evento e a participação

dos acadêmicos e comunidade é o que torna a ExpoTec cada ano melhor. A exposição é um evento já tradicional, a temática desse ano foi “Novas tecnologias para novos mercados”. O evento consegue proporcionar um contato direto com o público universitário, sempre atento às novidades. Durante o evento aconteceram, palestras com profissionais da área de vendas e gestão. Estavam presentes na abertura do evento a diretora geral da Univel, Viviane da Silva, o diretor de desenvolvimento professor Nilton Nico-

lau Ferreira, Diretora do CORE/PR e apoiadora do evento, Sra. Terezinha Wolkmann e os coordenadores dos cursos de tecnologia da Univel. As novidades na sétima edição foi a apresentação por parte do curso de logística com

a divulgação dos meios de transportes de pessoas e de carga, e também do curso de Recursos Humanos que juntamente com a empresa Pratis, de Toledo, fizeram o recrutamento de mão-de-obra para empresa. JACKLINE THOMANN/ASSESSORIA UNIVEL

Já tradicional, a Expotec é sucesso de público


ESPECIAL 7

1ª Quinzena de Abril/2012

DIEGO SCHIAVON GOUVÊA

CHEGANDO EM TEMPO

Esse trânsito tem solução?

Que o trânsito está cada vez pior, todos nós sabemos, mas será que as autoridades já estão pensando em soluções ou melhorias?

Trânsito que se forma ao longo da Rua Bororós perto do início das aulas

Diego Schiavon Gouvêa e Sara Peixer

O início das aulas na Univel trouxe um problema já conhecido dos alunos e moradores do bairro Santa Cruz: o congestionamento que se forma ao longo da rua Bororós e Avenida Tito Muffato. João Gilberto Wosniak, 54, é encarregado do estoque de uma autoelétrica e mora perto da Univel há quatro anos. Contou que durante a semana, quando está no trabalho, tem que voltar para casa antes das 18h30 ou só depois das 19 horas, independente do meio de

transporte que for utilizar. Durante a semana, na Rua Bororós, próximo do horário do início das aulas são duas a três quadras de congestionamento. Neste horário há ônibus intermunicipais, que trazem os alunos de fora, professores e alunos que vêm de carro, o transporte coletivo e os próprios moradores do bairro. O fluxo de veículos fica concentrado todo na rotatória que liga as ruas Bororós, Barawacas e Avenida Tito Muffato. “Existe projeto para implantação de binário na região onde está instalada

a Univel. O conceito de binário é propiciar uma ligação mais favorável, com menos interferências, entre regiões do perímetro urbano de nossa cidade, favorecendo a fluidez e descentralização dos deslo-

camentos, ou seja, oferecer uma via rápida como caminho alternativo”, informou o diretor de Trânsito da Cettrans (Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito), Adão Kaliskievicz.

No entanto, a ideia da implantação do binário ainda está em fase inicial e sequer foi definido em quais vias será colocado, nem quanto tempo irá demorar a virar realidade (continua na página 8). BRUNO SILVA

O estacionamento da faculdade fica praticamente lotado no período da aula


8 ESPECIAL Porém o trânsito congestionado também se concentra nos portões da Faculdade. Há apenas quatro portões para entrada e saída de veículos. No portão que dá acesso à Rua Bororós e Éden Luiz Figueiredo, a má sinalização faz os motoristas ficarem inseguros para entrar ou sair do estacionamento. Christian Farias é estudante de Di-

reito e sofre quando vem de carro para a aula. “Os motoristas não sabem o que fazer porque a pouca sinalização existente não é respeitada”, enfatiza. O diretor de Trânsito da Cettrans informou que a Companhia está executando permanentemente a sinalização de trânsito nas mais diversas vias municipais de Cascavel. “Vou solicitar uma equipe para

fazer um levantamento das necessidades de sinalização em frente à Univel”. Porém ele não deu previsão de prazos. Segundo a direção da Faculdade, é de responsabilidade da instituição a segurança e o trânsito somente dentro do estacionamento da Faculdade. A Faculdade mantém uma equipe de seguranças que fica no estaciona-

1ª Quinzena de Abril/2012

mento com a finalidade de cuidar dos veículos de alunos e funcionários. Do portão para fora é de interesse e responsabilidade da Cettrans organizar o fluxo de veículos. Com a quantidade atual de equipes, a Companhia de Trânsito não tem como disponibilizar agentes de trânsito para trabalhar na Univel diariamente. De acor-

do com Adão não é só a Univel que enfrenta o problema. “Em vários locais da cidade, em determinados horários, há a necessidade da presença dos agentes de trânsito para operar o trânsito”.

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S R. X A VA N T E

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ADILSON JANOVSKI

ASFALTO O trecho da Avenida Tito Muffato que fica entre a Avenida Brasil e a Rua Suyas ainda não tem pavimantação e pelo jeito vai ficar mais um tempo sem asfalto. Segundo a Secretaria de Obras não existe previsão para asfaltar este trecho porque a área faz parte de área rural particular. Segundo a Secretaria de Planejamento e Urbanismo, precisa ser feito um desmembramento da área. Já há um processo em andamento para fazer a desapropriação. Mas primeiro é preciso definir qual será a área, para entrar em acordo com o proprietário.

AV E N IDA

T ITO M U

FFATO

DIVULGAÇÃO

Outro problema que encontramos no trânsito nas imediações da Faculdade é a falta de iluminação na via pública. No portão de saída que dá acesso à Avenida, se a iluminação da Faculdade não estiver ligada, os motoristas se guiam pelo farol dos carros, pois neste local, falta iluminação na via. A Secretaria Municipal de Obras Públicas, responsável pela iluminação pública, disse que irá enviar uma equipe para analisar a situação da iluminação e se necessário tomará providências.

R AW AC A S

ILUMINAÇÃO PÚBLICA


ESPECIAL 9

1ª Quinzena de Abril/2012 TESTAMOS

Caminhos alternativos para chegar à Univel Diego Schiavon Gouvêa e Sara Peixer

R. BART INIK

REPRODUÇÃO/SARA PEIXER

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AVEN IDA BRA SIL

Para chegar à Univel temos algumas opções de caminhos e nós fizemos cinco deles para ajudar você a fugir do congestionamento. Em horário de pico é difícil onde não tenha trânsito, porém para chegar à Univel há algumas saídas onde o trânsito não é tão intenso.

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Avenida Brasil até a Avenida FAG fazer a rotatória e pegar à direita na Rua Barawacas. Tempo: 13 minutos

Avenida Brasil até o primeiro retorno na baixada e pegar à direita na Rua Xavantes. Tempo: 12 minutos

Seguir até o final da Avenida Brasil e virar à esquerda na estrada de chão. Tempo: 15 minutos

Avenida Tancredo Neves até o trevo da BR-277 virar à direita na Avenida Tito Muffato. Tempo: 20 minutos

Rua Bartinik atravessa a Avenida Brasil no binário e segue reto até a rotatória, pegar a Rua Bororós. Tempo: 17 minutos

Se sairmos do Terminal Oeste, perto da rodoviária, seguir pela Avenida Brasil em sentido à Univel tem três opções de rotas. A primeira é na baixada fazer o retorno e pegar a primeira à direita na rua Xavantes, uma via rápida, sem pontos de parada para preferencial e semáforos. Depois da Escola Municipal Maria Teresa Abreu Figueiredo pegar a direita na rua Bororós, que vai chegar à rotatória em frente à Faculdade. Outra opção é seguir pela Avenida Brasil até a rotatória na Avenida FAG. Fazer o balão e seguir pela Rua Barawacas. Também irá chegar à rotatória da Rua Avenida Tito Muffato. Este

é o caminho mais fácil, porém há grande fluxo de veículos neste trecho. A última alternativa usada pelo alunos é toma a Avenida Brasil é segui-la até o final. E virar à esquerda no início da Avenida Tito Muffato. Entretanto, há duas quadras que não estão pavimentadas. Além destes caminhos, testamos mais dois, que são menos utilizadas. Sair do terminal Oeste em direção à rodoviária, pela Rua Assunção, seguir sempre reto, ela vai chegar até a Avenida Tancredo Neves. Se seguir por ela chegará ao trevo que dá acesso a BR-227 saída para Foz do Iguaçu. Quando chegar ao trevo, pegar a direita na Avenida Tito Muffato. A última rota que usamos foi pela Rua Bartinik (principal via do Bairro Parque Verde), atravessa a Avenida Brasil no binário, seguindo reto (a rua muda de nome, para Silvino Casagrande). Você chegará a baixada onde tem uma pequena rotatória e deve subir pela Rua Bororós, dando acesso ao balão em frente da Univel.


10 ECONOMIA RENDA ALTERNATIVA

Um negócio rentável

1ª Quinzena de Abril/2012

Alunos usam o intervalo e os finais de aula para garantir renda extra Cintia Gintara

Na vida acadêmica encontramos vários desafios, desde o término do Ensino Médio até o ingresso no Ensino Superior, seja ele privado ou público, e dentre estas dificuldades uma delas é se manter na faculdade, pagando mensalidade, xerox, roupas, livros, calçados, uma luta diária para sanar todas as contas e estar com as dívidas pagas no final do mês. Neste contexto, alguns alunos tentam utilizar o tempo livre que têm na facul-

dade e as pessoas que conhecem aqui para complementar a renda. A aluna Margarete Aparecida da Silva Cotelesti, 30 anos, acadêmica do terceiro ano de direito da Univel, contou que aproveita o tempo do intervalo das aulas para vender seus produtos. “Com as encomendas de lingeries para as colegas de sala, consegui pagar dois meses de mensalidade da minha van escolar e as contas da faculdade”, relata, acrescentando ainda que se tiver oportunidade, passará a vender para as

outras salas, expandindo, assim, seu comércio. A venda de produtos dentro da faculdade se tornou algo rentável para os acadêmicos, que além de conseguirem um dinheiro extra no mês, ainda conseguem pagar suas contas. Um exemplo disto é o acadêmico do 4º ano de administração, Gustavo Fernando Mota Paiva, 20 anos, de Vera Cruz do Oeste, com o incentivo do irmão começou a vender truffas desde o primeiro ano de faculdade. O dinheiro que ele recebia, pagava a sua FOTOS: SARA PEIXER

Vendendo truffas, Gustavo garante renda para materiais e mensalidades

mensalidade e os materiais necessários para seu estudo. “Para não atrapalhar no andamento dos meus estudos e os horários em sala, uso o intervalo e os finais de aula, para vender as truffas. Vou a várias salas onde conquistei clientes fixos e aproveito para conquistar novos”, relata. Durante os três anos de faculdade o acadêmico vendia todos os dias, agora, no último ano de sua graduação, vende apenas três vezes por semana. Assim como Fernando e Margarete, muitos alunos,

veem no comércio acadêmico a oportunidade de pagar as contas e ganhar dinheiro, por meio de pequenos empreendimentos, que, ao final, podem se tornar grandes negócios. APOIO

A própria faculdade incentiva os acadêmicos que possuem negócios próprios, a expor seus produtos em feiras. Assim, o aluno, além de estudar e adquirir conhecimentos sobre como trabalhar com um produto de qualidade, também amadurece a ideia de ter um negócio próprio.


PERFIL 11

1ª Quinzena de Abril/2012 SUPERAÇÃO

O maior degrau é o preconceito Nem a distância, nem as dificuldades impedem Jhonni de alcançar seus objetivos Sara Peixer

Às quatro horas da tarde, Jhonni está saindo de casa para ir à faculdade, são duas horas e meia de viagem até a instituição mais próxima de sua casa. O menino simples que vem de Rio Bonito do Iguaçu sempre sonhou ser jornalista. Batalhou por isso, motivado pelo seu desejo, foi à Rádio Rede FM de Foz do

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Iguaçu, pedir uma oportunidade. Apesar da resistência do diretor da rádio, ele conseguiu seu primeiro trabalho, como locutor. Ele sempre gostou de estar no meio das pessoas, “gosto de ver as pessoas felizes, com o que eu faço ou falo”, conta todo alegre. Jhonni Oliveira Rocha tem 20 anos e é paraplégico. A sua vontade de estudar começa desde quando sai de casa, para pegar o ônibus municipal que o traz para a aula. O ônibus não é adaptado e ele depende da ajuda do motorista para entrar e sair.

Apesar das dificuldades, Jhonni está sempre com um grande sorriso no rosto

Apesar da sua deficiência, Jhonni não gosta e se sente mal quando alguém faz por ele coisas que consegue fazer sozinho. Porém não fala nada, pois algum dia ele pode precisar da ajuda desta mesma pessoa. “Eu deixo ele fazer tudo sozinho e só ajudo quando ele realmente pede. Mas coisas simples, como abrir a porta da sala, que eu sei que é difícil pra ele, então não precisa nem pedir”, conta Jhonathan Souza D’witt que é seu colega mais próximo de turma. Além do jornalismo, Jhonni também tem outra paixão, a pick up. A paixão por essa arte começa há muitos anos, com seu pai que, quando tinha 17 anos, já tinha curso e tocava na noite da pequena cidade de 14 mil habitantes. Há dois anos ele fez um curso de DJ em Curitiba e desde então, quase todo final de semana sai para animar festas em sua cidade ou em Laranjeiras do Sul, que fica a 17 quilômetros de Rio Bonito do Iguaçu.

BRUNO SILVA

Jhonni enfrenta cinco horas de viagem todos os dias para realizar o sonho de cursar a faculdade de Jornalismo

Com apenas um mês de vida, Jhonni fez a sua primeira cirurgia para tentar corrigir o seu problema na coluna. E de lá até hoje já foram 16. Além das intermináveis seções de fisioterapia, que foram interrompidas há pouco mais de um mês. Desde então ele tinha em uma cadeira de rodas comum, até que no final de 2011 ele encontrou com o vice-prefeito de sua cidade que prometera que lhe daria de presente uma cadeira motorizada. Jhonni e seus pais não acreditaram muito, pensaram que seria apenas discurso de político, até que um dia, inesperadamente, Rildo Safraider, o vice-prefeito, chegou em sua casa com a cadeira. Antes mesmo de terminar a faculdade, Jhon-

ni já pensa em mudar de cidade, ele acha que em Rio Bonito do Iguaçu ele não terá tantas oportunidades, do que se estiver morando em uma cidade maior, como Foz do Iguaçu ou Cascavel. Planos para o futuro é o que não lhe faltam. “Depois de me formar quero trabalhar ou no rádio ou na TV. Gosto bastante da parte de entretenimento voltado mais para o público jovem, também pretendo trabalhar com isso”. Porém, ele acha que vai ser um pouco difícil conseguir trabalho, porque as pessoas acham que só porque ele está em uma cadeira de rodas ele não é capaz de fazer as coisas. Força de vontade não irá faltar para que Jhonni suba mais este degrau, superando o preconceito.


12 ESPORTE

1ª Quinzena de Abril/2012

PARAQUEDISMO

Você já pensou em voar?

O sonho de voar está mais próximo do que você imagina Willian Cezar

Em algum momento da sua vida, você já deve ter sentido vontade de voar ou apenas se perguntado “por que não voar?”. Agora em Cascavel você pode matar essa curiosidade e saltar de paraquedas, mesmo que de início pareça ser assustador, logo você corre o sério risco de se apaixonar depois do primeiro salto. Conversamos com Joenil Damasio, instrutor do curso de paraquedismo em Cascavel desde 2002, com 2.690 saltos na carreira. O curso é realizado com turmas de até 10 alunos e a idade mínima é 16 anos, havendo necessidade são abertas mais turmas. A única restrição é se o aluno

possuir algum tipo de arritmia cardíaca ou se não for aprovado pelo médico a realizar atividades físicas. O curso é divido em duas partes, primeiro, aulas teóricas totalizando 12 horas no Colégio Cristo Rei, em Cascavel. Nestas aulas o novo aluno conhece os equipamentos e seus dispositivos, e os procedimentos para um salto de paraquedas por meio de apostila audiovisual para melhor assimilação, e ainda um equipamento suspenso onde o salto e os procedimentos são simulados, deixando o aluno tranquilo para realizar os saltos. Logo no primeiro salto o aluno já realiza sozinho obtendo apenas ajuda do instrutor o seguran-

ROBSON CUSTODIO

O Curso AFF (Acelerated Free Fall) é o método mais moderno que existe de iniciação ao paraquedismo. Nesse método não se utiliza o salto enganchado. Desde o primeiro salto, você sairá da aeronave a no mínimo 3.700 metros de altura e fará a 45 segundos de queda livre a mais 200 Km/h antes de abrir o seu paraquedas.

Joenil Damasio recebe aluno na área de pouso após um salto bem sucedido

do até que ele deixe o avião, com todo o equipamento necessário para tudo transcorrer perfeitamente. Nos três primeiros saltos, o corajoso será acompanhado por dois instrutores. Eles lhe acompanharão durante toda queda livre até o momento da abertura do paraquedas. Depois, outro instrutor do solo vai auxiliá-lo durante a navegação e pouso, por um aparelho de rádio de comunicação instalado

O CURSO

em seu capacete de salto, proporcionando um pouso suave e no alvo. Do quarto ao sétimo salto o aluno saltará com apenas um instrutor. Ele será instruído a realizar giros de 180º e 360º graus, praticar mergulhos e pousar corretamente no alvo e com segurança. Você ainda pode escolher para que seu salto seja filmado por um cinegrafista que salta junto com você. No solo, as imagens serão analisadas pelo in-

strutor, que poderá lhe passar correções para os próximos saltos. O MEDO

Joenil Damasio também nos fala um pouco de como é tratado esta barreira que, para muitos, é o principal motivo para não se arriscar a praticar esportes como o paraquedismo. “O medo é uma ferramenta para a segurança do aluno, ele mesmo se coloca limites, por outro lado, sem o medo o aluno arrisca mais”, afirma o instrutor.

ROBSON CUSTODIO

GUI PÁDUA É um dos principais paraquedistas do Brasil.

Paraquedistas realizam manobras enquanto estão em queda livre

• Possui cerca de 11.000 saltos; • Recorde Mundial de tempo em Queda Livre 2008; • Recorde Mundial de Skysurf; • Campeão Mundial de Skysurf 1996; • Vice-Campeão Mundial de Skysurf 1997; • Recordista Latino-Americano de Permanência em Queda livre; • Campeão Brasileiro de Skysurf- 2004; • Vice-Campeão Brasileiro de Freestyle 2004; • Recorde mundial de Tempo em Queda livre;

+ INFORMAÇÕES Se você ficou curioso ou se encorajou a saltar de paraquedas pode-se obter mais informações pelo telefone (45) 9137-7000. Quanto custa? R$ 800 Onde é o salto? Dois Vizinhos Peso do equipamento? Aproximadamente 18 kg


ESPORTE 13

1ª Quinzena de Abril/2012 ESTÁDIO OLÍMPICO

Um gigante no Oeste do Paraná

Inaugurado em 1982, o Olímpico já recebeu grandes equipes do futebol nacional Bruno Silva

No início da década de 80, Cascavel vivia o seu auge no futebol. Em 19 de janeiro de 1979, a cidade ganhou o seu primeiro time profissional. O Cascavel Esporte Clube surgiu da fusão de duas equipes amadoras da cidade: Damagril e Café Piquiri. Um ano após sua fundação, o Cascavel conquistou o título do Campeonato Paranaense, dividido com o extinto Colorado. Com seu uniforme amarelo e preto, a equipe cascavelense mandava suas partidas no Ninho da Cobra. Mas com o

despontar do futebol na cidade, o Cascavel precisava de um local maior para receber seus adversários. No ano de 1982, a Cobra ganhou uma nova casa. Inaugurado no dia 10 de novembro daquele ano, o Estádio Olímpico Arnaldo Busato, ou Estádio Olímpico de Cascavel, passaria a ser o palco de grandes partidas do futebol estadual. A partida inaugural foi entre o Cascavel Esporte Clube e o São Paulo Futebol Clube. O primeiro gol da história do estádio foi marcado pelo são-paulino Paulo César, aos 23 minutos do primeiro tempo. O

tento sacramentaria o placar final da partida: 1 a 0 para a equipe paulista. O primeiro jogo também contou com o recorde de público. As arquibancadas do estádio acomodaram 45 mil torcedores. O estádio também foi palco de outros grandes jogos. Em 1984, a equipe da casa recebeu o Flamengo para um amistoso, no qual foi derrotada por 2 a 1. No ano de 1986, o RubroNegro carioca voltou a

Cascavel, para enfrentar a seleção brasileira Sub23. Grandes equipes do futebol brasileiro já passaram pelo estádio, com destaque para AtléticoPR, Internacional, Grêmio, Coritiba e Santos. Em 2000, o Estádio Olímpico de Cascavel sediou o Pré-Olímpico de Futebol, com as seleções da Argentina, Bolívia, Paraguai, Peru e Uruguai. O último jogo de grande importância foi entre Coritiba e Santos,

válido pelo Campeonato Brasileiro de 2009. Devido ao fato da partida ser na época que o Brasil enfrentava a epidemia de Gripe A, a Secretaria de Saúde do município distribuiu máscaras cirúrgicas para os torcedores. A partida ficou conhecida, nacionalmente e internacionalmente, como “O Jogo das Máscaras”. O Estádio Olímpico de Cascavel é considerado o melhor do interior do Paraná e um dos melhores do interior do Brasil. AILTON SANTOS

CARA NOVA

Estádio passará por reformas para a disputa da Segundona Bruno Silva

Atualmente, o Estádio Olímpico de Cascavel recebe jogos do Cascavel Clube Recreativo. Após ter sido rebaixado no Campeonato Paranaense do ano passado, o Cascavel iniciará sua luta para voltar à elite do futebol

estadual no mês de maio, quando a equipe disputa a Série Prata do Paranaense. Antes do início da segunda divisão do Estadual, o estádio passa por reformas em sua estrutura. Segundo o secretário de Esporte e Lazer do município, Juarez Berté, serão gastos R$ 700 mil para a

Atualmente, o estádio recebe partidas do CCR, que disputará a segunda divisão do Estadual, a partir de maio

adequação do local. “Vamos reformar banheiros e vestiários. Nos banheiros foram colocadas divisórias de granito, pisos e revestimentos nas paredes. Também foi vista a questão de acessibilidade”, explica. A parte elétrica também será

renovada. O estádio receberá novos refletores. Também serão feitos reparos na iluminação interna e externa. Haverá pintura das arquibancadas e troca de cadeiras. GRAMADO

Para o segundo semestre deste ano, está prevista a troca do gra-

mado. “O grande problema do gramado é que há cinco variedades de grama. Mas em breve será feita uma licitação. O início das obras será marcado para o segundo semestre, para que não atrapalhe a disputa da segunda divisão do Estadual”, ressalta Berté.


14 SAÚDE

1ª Quinzena de Abril/2012

ALIMENTAÇÃO

Muito além do miojo

Você jovem que vive na correria e não se alimenta direito, preste atenção! Thais Gomes

Hoje vivemos em uma rotina que envolve muitas tarefas a serem feitas ao mesmo tempo, conciliar o trabalho com estudo é muito difícil e acaba causando sérios problemas. Um dos principais fatores é a má alimentação. Isso ocorre principalmente com os jovens universitários, que saem das suas casas pela manhã e retornam somente à noite depois da faculdade. Nesse meio tempo, as refeições acabam sendo algo mais prático e rápido. Você já deve ter pensado no macarrão instantâneo. Thiago Amado, mora em uma república de estudantes é um destes muitos universitários que fazem do macarrão instantâneo uma refeição. “Consumo miojo porque é barato e prático, não precisa de habilidades culinárias para fazê-lo. Ele sacia a fome, mas não sustenta”, relata Thiago. O macarrão instantâneo pode ser considerado como um “quebra-galho”, para aquele

momento de acabar com a fome. Os nutricionistas dizem que é necessário fazer pelo menos três refeições durante o dia. A nutricionista Valdete Carreira Rodrigues explica os problemas que poderão acontecer, caso o organismo não receba os nutrientes necessários. “As consequências nutricionais por desconsiderar as refeições, no adulto e jovem, pode levar à perda ou ganho de peso indesejado, anemia por falta de ferro, cansaço frequente, sonolência, baixa produtividade nos estudos e trabalho, carência vitamínica e maior predisposição para doenças oportunistas. E a longo prazo, pode causar as conhecidas doenças como a obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares entre outras”, ressalta. Valdete relata que atende com muita frequência casos de jovens preocupados com sua alimentação, isso pode afetar tanto o rendimento no trabalho quanto na faculdade. “Atendo geralmente jo-

DIVULGAÇÃO

Não faça do “miojo” sua refeição principal

vens preocupados com a quantidade de horas de estudos, deixando de lado os horários recomendados para as refeições. Muitos apresentam desnutrição grave, ou ganho de peso indesejado. Isso acontece ao optarem por alimentos

de fontes exclusivas de carboidratos simples, ingerindo pouca ou nenhuma fibra alimentar fundamental para um bom trânsito intestinal” relata Valdete. Thiago diz saber que pratos como esses não são suficientes para a

sustentação do organismo, mas que querendo ou não, é o que salva muitos universitários. “Acredito que pratos rápidos não chegam a fazer mal, mas com certeza não é a alimentação ideal e saudável” completa.

A IMPORTÂNCIA DOS ALIMENTOS Os alimentos exercem um papel determinante na saúde do ser humano. Hoje a maioria das pessoas conhece o papel dos diversos nutrientes que compõe os alimentos. Assim sendo um indivíduo que não preza por sua alimentação, está gradativamente, desorganizando o seu organismo. Somente uma alimentação variada, que contemple todos os grupos de alimentos diariamente, promove saúde, como frutas, hortaliças, leite e derivados, cereais, grãos e as carnes magras, preferencialmente. A palavra mágica é planejamento do tempo e dos recursos. Há alguns anos, o comércio de alimentos, inclusive os supermercados, fechava às 18 horas. Naquela época sim, tinha de se fazer malabarismos. Hoje os supermercados ficam abertos inclusive aos domingos durante o dia e parte da noite com alimentos frescos à disposição. A partir de um cardápio é possível planejar as refeições para uma semana, também a compra dos alimentos e até mesmo o pré-preparo de alguns. Por exemplo, higienização de frutas, hortaliças, elaboração de pratos congelados, simplificados, porém nutritivos, para serem consumidos ao longo da semana. É necessário que a alimentação atenda nossas necessidades nutricionais, de acordo com a fase da vida que está se vivendo. Como regra geral, não pular refeições! Procurar fazer três refeições maiores ou mais completas com dois lanches nos intervalos, estes podem ser frutas, por exemplo. Não existe um alimento completo, eles se complementam entre si.


ENTRETENIMENTO 15

1ª Quinzena de Abril/2012

DIVULGAÇÃO

Comentando as entrelinhas...

O X DA QUESTÃO Autor: Eike Batista | Editora: Primeira Pessoa | 160 páginas

O X da Questão é o livro do empresário Eike Batista, onde ele relata sua trajetória e experiências de sucesso, qualificando os fatores que o fizeram ser um dos homens mais ricos e bem sucedidos do mundo. Com um toque autobiográfico, O X da Ques-

tão expõe as decisões, erros e ambições de Eike à frente do Grupo EBX. Revelando-se um homem genial e de atitude, o empresário nos mostra que está sempre a frente do seu momento: movido pela busca do conhecimento, antes de

tomar qualquer decisão, ele analisa e estuda o mundo dos negócios e as implicações que suas decisões podem causar. É um livro indicado para quem deseje entender a história do empresário e conhecer sua fórmula particular do sucesso.

Crônica...

a AQUI TEM!

CALOUROS E VETERANOS No primeiro dia é aquela correria: muita movimentação nos corredores, estacionamento e salas lotadas. Sem contar a ansiedade que fica estampada no rosto de muitos acadêmicos. Para um bom observador, não é nada difícil identificar calouros e veteranos. Os de primeira experiência ficam preocupados, ou até com medo dos trotes tão famosos da faculdade. Outros, porém, não se importam muito com esses detalhes. Uns tentam se aproximar mais e fazer amizade, enquanto outros evitam conversar. Tem também aqueles que ficam torcendo para o professor não pedir para se levantar dizer o seu nome, sua idade, e pra muitos o que é pior, aquela famosa pergunta: Por que você escolheu o curso? Quem se lembra de ter

escutado alguém falar a palavra “recreio”? Ou de ouvir alguém comentar a falta do sinal? Isso é coisa de calouro! Mas, com o tempo, o ”recreio” passa a ser intervalo, e o fato de não ter sinal faz com muitos tenham 30 minutos livre ou chegar atrasado para o segundo horário. Para os iniciantes é só alegria. até começar os trabalhos com as normas da ABNT, as provas. E todos tentam entrar no ritmo da vida acadêmica. Já para os veteranos, as férias parecem ser cada vez menores. Param de estudar e quando voltam, escutam muitos dizer que ainda não conseguiram se livrar do cansaço acumulado. Sintoma típico do acadêmico veterano. Na faculdade não é difícil encontrar alguém que tenha passado por alguma situação cômica. Porém, muitos

calouros também passam por frustrações, devido à timidez, diferenças culturais, como por exemplo, ter uma maneira diferente de falar, ou até mesmo por não saberem o que esperar do curso. Mas fazer o que? Temos que passar por esta etapa na vida. No começo não é tão fácil se adequar com o ambiente novo, regras novas e pessoas novas. Sem contar no medo causado pelos veteranos em relação às provas. Mas mesmo com tanta sacanagem deles, no final, todos acabam fazendo o mesmo. Sem querer assustar mais, para os calouros que já acham muito, relaxem: isso é só o começo! Com o tempo, percebemos o quanto tudo passa a exigir ainda mais de nós. E consequentemente percebemos também o quanto nossa respon-

sabilidade aumentou, pois já não conseguimos mais dormir tranquilos e até nos finais de semanas passamos a estudar muito. Devido às dificuldades e obstáculos, que se apresentam ao longo do caminho para todos, muitas pessoas especiais nos deixam seguir sem elas. Criamos laços de amizades fortíssimos, que além de parceiros de trabalhos também nos dão força para não desistir. No final todos têm uma história emocionante, engraçada ou desagradável para contar. E assim como o primeiro dia, todos chegam ao último, ansiosos, mas com uma sensação fácil de explicar, que é a certeza de uma missão cumprida, um sonho realizado, ou melhor, uma grande conquista. Por Vanessa Gomes

Restaurante Naturalista DIVULGAÇÃO

Há 23 anos atuando no mercado, o Restaurante Naturalista tem por objetivo evitar o consumo de produtos químicos nos nutrientes e oferecer aos clientes uma alimentação natural e saudável. Apresenta um ambiente agradável aliado a uma excelente culinária. Com atendimento de segunda a sábado para almoço. O restaurante fica na Rua Afonso Pena, 1752, Centro - Cascavel. Fone: 3223-2629.


16 AGENDA SESSÕES DE

CINEMA

FOTOS: WILLIAN CEZAR

Sintia, do 4° ano de Direito

Fernando e Jeferson, do 2° ano de Gestão Comercial

CINE WEST SIDE

JOGOS VORAZES Ficção Científica. 14 anos. 2h42. Dublado. Segunga às 19h. Terça às 16h30 e 19h. Quarta, quinta, sexta, sábado e domingo sessões também as 14h00 e 21h30.

CULTURAL

Gabriela e Daniele, do 2°ano de Gastronomia

GUERRA É GUERRA Comédia. 12 anos. 1h40. Dublado. Sessões diárias às 17h, 19h e 21h. Quata, sábado e domingo também às 15h.

JOHN CARTER: ENTRE DOIS MUNDOS Aventura. 10 anos. 2h03. Dublado. Segunda e terça às 21h30. Quata, quinta, sexta, sábado e domingo sessões às 16h15 e 21h15.

AGENDA

COLUNA SOCIAL

CINE JL

ANJOS DA NOITE 4 Terror. 16 anos.1h28. Dublado. Sessões diárias às 19h40 e 21h30. Sexta também às 17h50

1ª Quinzena de Abril/2012

Estão abertas as inscrisões para Curso de Introdução a Fotografia, que será realizado durante dois sábados. As aulas serão ministradas pelo professor Fábio Conterno. Informações na PósGraduação da Univel.

Até dia 30 de abril, o Centro Cultural Gilberto Mayer estará com a exposição Marias.

Ludimila, Ana Paula e Isabela, de 1° ano de Gastronomia

Emerson, Adriano e Edinaldo, do 4º ano de Administração Ana Maria, 2º ano de Gestão Comercial

MR. JOHN

WOODS

BIELLE CLUB

14/04

18/04 Conrado & Aleksandro e Léo Max & Renan

07/04

21/04

04/04 Jeann & Júlio e Alexandre Nunes

João Lucas e Marcelo Edson e Hudson

Gui Boratto + Junior C

13/04

Marcelo D2

Unifatos - 42º edição  

42º edição

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