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Boletim do

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Boletim Informativo do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Estado do Pará

sintseppa.org.br

Fones: 91 3210-0930

0800 280 8989

24 de abril de 2014

Todos ao ato do 1 de Maio Seguir o exemplo dos garis do RJ e metalúrgicos do Brasa para conseguir antecipação da parcela do reajuste!

Unificar as lutas em curso contra o ajuste de Dilma!

A

luta de classes está demonstrando que o ano de 2014 não será marcado apenas pela realização da Copa do Mundo no Brasil. O governo Dilma despeja bilhões na construção de obras superfaturadas e destina trilhões para o pagamento da dívida, enquanto que para os trabalhadores restam as conseqüências do ajuste fiscal (corte de R$44bi no orçamneto) que impõe arrocho de salários, inflação e desemprego em alta. A Violência explode nas grandes cidades e a resposta do governo é o aumento da repressão como no caso das ocupações de favelas no Rio pela Força Nacional de Segurança e a

Universidade Federal Fluminense: Servidores das universidades em todo o país em greve desde o dia 23/03

exemplo da retirada forçada nas ocupações urbanas. Nesse cenário, a campanha salarial dos servidores federais também tem esbarrado na intransigência do governo que ignora

a conjuntura e as perdas econômicas que tivemos. Tudo em defesa de seu receituário religioso para benefício de seus aliados de primeira hora: banqueiros, empreiteiros e partidos conservadores que governam junto consigo.

Greves e lutas conseguem mudar a correlação de forças contra governos e patrões

Os trabalhadores estão reagindo com greves e mobilização ao ajuste. Dilma, governadores e prefeitos voltam a ser cada vez mais encurralados pela classe trabalhadora que luta por salário, melhores condições de trabalho e vida digna. Os garis do Rio de Janeiro fizeram em pleno carnaval o que ninguém esperava, nem a direção do próprio sindicato: uma greve radicalizada que obteve reajuste de 37% no salário e de 60% no ticket alimentação, uma

conquista econômica real. No Pará, os Praças da Polícia Militar realizaram uma verdadeira rebelião em defesa de seus direitos, algo inimaginável para uma categoria onde reina um tabu de que não pode fazer manifestação. Ver a própria PM interditando a BR-316 foi sinal de que Dilma Jatene e cia. já não podem mais governa como antes. No estaleiro do Brasa, em Niterói, os trabalhadores estão desde o dia 10/04, numa poderosa greve a revelia de seu sindicato em defesa do direito à negociação, pela reintegração dos cipeiros demitidos, pagamento do PLR e reconhecimento da comissão de fábrica, dentre outras pautas. Esse tem sido o tom do período em que vivemos depois das manifestações de junho. Quando se faz greve e luta é

possível inverter a correlação de forças dos patrões e dos governos a favor dos trabalhadores. Devemos tirar conclusões desses processos nos próximos fóruns da Condsef e apresentar uma política que nos ajude a derrotar a intransigência do governo. No dia 01 de Maio ocorre, como parte do calendário de mobilização, atos unificados com outros setores em todo o país. Devemos fazer desse dia uma ferramenta para demonstrar ao governo a exemplo das outras categorias que lutam que nada vai bem. Que assim como os garis, os metalúrgicos de Niterói e os servidores das universidades, será com mobilização que derrotaremos a política de reajuste zero.

ATO DO DIA INTERNACIONAL DE LUTA DA CLASSE TRABALHADORA HORÁRIO: CONCENTRAÇÃO A PARTIR DE 8H LOCAL: PRAÇA DO OPERÁRIO (SÃO BRÁZ)


Campanha Salarial 2014

Derrotar a intransigência do governo e o imobilismo da direção da CONDSEF!

O

Ministério do Planejamento formalizou em documento respostas à pauta da Campanha Salarial 2014 dos servidores federais. Em audiência pública realizada no último dia 13, na Câmara dos Deputados, numa demonstração de puro cinismo, o secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, reforçou que o governo considera que está cumprindo os acordos firmados com diversas categorias, ainda que cláusulas permaneçam estagnadas. A verdade é que desde agosto de 2012, quando da assinatura do termo, nenhum avanço significativo foi alcançado em direção ao acordado. Nem o reajuste de benefícios para o Executivo, como o auxílio-alimentação, sinalizado inicialmente como possibilidade, está sendo considerado pelo governo. Os servidores tiveram uma perda de quase 10% em seu poder aquisitivo (9,28%), segundo levantamento do DIEESE, realizado a pedido da

CONDSEF. Dentre os reajustes, só os dos planos de saúde já corrói a maioria da parcela. Durante o XI Congresso da CONDSEF, realizado em dezembro de 2013, O SINTSEP-PA e a Unidos Pra Lutar defenderam que a confederação não mais assinasse acordos plurianuais tendo em vista o cenário atual de enrolação e perdas que a categoria está vivenciando. Uma vez mais a direção majoritária da CONDSEF mostra sua inabilidade em buscar saídas para nossa campanha salarial por confiar demais no governo.

Precisamos reverter esse quadro apostando nos exemplos das lutas que temos na conjuntura. Os servidores das universidades estão há quase 40 dias de greve e os docentes preparam um calendário que aponta para a paralisação. Unificar as lutas no serviço público federal é o primeiro passo que devemos dar para nos unirmos as demais categorias. No dia 01 de Maio ocorre em todo país atos que reforçam as lutas em curso. Devemos fazer desse dia o ponta pé inicial para a greve unificada no serviço público. No dia 6 de maio a Condsef realiza uma reunião com o seu Conselho Deliberativo de Entidades (CDE). Dia 7, um ato nacional com marcha à Brasília está previsto. No dia 8 a Condsef agendou nova plenária nacional para que a categoria siga discutindo processo de mobilização. Defendemos que nessa data aprovemos a deflagração de nosso movimento paredista.

Acompanhe o calendário e participe das lutas 29/04 – Ato dos servidores do IPHAN 01/05 – Dia do Trabalhador com atos nos estados 06/05 – Reunião CDE

07/05 – Ato nacional com marcha a Brasília 08/05 – Plenária Nacional da Condsef

Todo apoio à greve do Estaleiro Brasa! Desde o dia 10/04/2014 os trabalhadores do estaleiro Brasa estão paralisados, o estopim foi o anuncio da empresa que o pagamento da PLR Participação nos Lucros - seria de forma parcelada e a não aceitação da Comissão de Fabrica, como interlocutora dos trabalhadores nas negociações da Campanha Salarial. O estaleiro Brasa tem como uma das principais acionistas a Empresa holandesa SBM, a mesma envolvida nos escândalos de pagamentos de propina para obtenção de contratos de aluguel de navios-plataforma para a exploração do pré-sal. O valor do contrato para a construção do estaleiro no Brasa em parceria com a SBM com a Petrobras passa dos 2 bilhões de reais. Mostrando toda a intransigência com os trabalhadores, o Brasa acaba de demitir 14 cipeiros do estaleiro e descontar os dias parados no pagamento do adiantamento dos trabalhadores. Não podemos aceitar que os trabalhadores sejam demitidos e penalizados por lutarem por seus direitos. Leia nossa moção de apoio no site: sintseppa.org.br Exigimos a abertura imediata das negociações por parte do estaleiro Brasa; Pela reintegração imediata dos 14 cipeiros demitidos; Nenhum desconto dos dias parados; Pagamento proporcional da PLR aos meses trabalhados de cada um; Pelo reconhecimento da Comissão de Fábrica, como representante legitima dos trabalhadores do Brasa. SINTSEP/PA - Sindicato dos Trabalhadores do serviço Público Federal no Estado do Pará.

Boletimcap salarial 2014 01 de maio  

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