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Marx & Engels David Riazanov

na praça e a soma que rende fica em proveito dos produtores. Assim crê o astuto Proudhon poder suprimir a ganância realizada pelo intermediário comercial”. Em outra missiva, Engels explanou sobre novos detalhes sobre o plano de Proudhon e se indignava pelo fato de que fantasias como a da transformação dos operários em proprietários pela aquisição de oficinas mediante a poupança, ainda atraíam os trabalhadores alemães. Publicado o livro de Proudhon, Marx trabalhou nisso e respondeu a Filosofia da Miséria, com uma obra intitulada Miséria da Filosofia, na qual refutou, uma a uma, todas as ideias de Proudhon e opôs a seus pontos de vista suas bases do comunismo crítico. Pelo brilho e pela precisão do pensamento, esta obra é uma digna introdução ao Manifesto Comunista e em nada perde em comparação com o último artigo de Marx contra Proudhon, escrito uns 30 anos mais tarde, em 1874, endereçado aos operários italianos. Este artigo, intitulado A Indiferença Política (publiquei este em russo em 1931 na revista Proviestvhenie) em nada difere da Miséria da Filosofia, o que demonstrava que já em 1847 o ponto de vista de Marx estava definitivamente elaborado. Marx, insisto, já o havia formulado em 1845, porém em forma menos clara. Necessitou mais dois anos de trabalho tenaz para escrever a Miséria da Filosofia. Investigando as condições da formação e do desenvolvimento do proletariado na sociedade burguesa, se dedicou cada vez mais ao estudo das leis do capitalismo, que governam a produção e a distribuição. Examinou as doutrinas dos economistas burgueses à luz do método dialético e provou que todas as categorias fundamentais, que todos os fenômenos da sociedade burguesa: mercadoria, valor, dinheiro, capital, são coisas passageiras.

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[RIAZANOV] Marx & Engels  

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