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Marx & Engels David Riazanov

compreender as condições, a marcha e as consequências gerais do movimento operário. Agora que conhecem a verdadeira história da Liga dos Comunistas, será mais fácil compreender que a razão desta formulação da tarefa dos comunistas obedecia a situação do movimento operário, particularmente na Inglaterra, pois os vários cartistas que haviam na Liga consentiram em ingressar sob a condição de conservar seus vínculos com o partido e sem outro compromisso que não organizar uma espécie de núcleo comunista com o cartismo, para propagar ali o programa e os objetivos dos comunistas. O Manifesto analisa as inumeráveis correntes que então lutavam pela hegemonia entre os socialistas e comunistas. As critica com violência e as rechaça categoricamente, excetuando os grandes utopistas Saint-Simon, Fourier e Owen, cujas doutrinas, sobretudo as dos dois últimos, haviam sido até certo ponto aceitas e reformuladas por Marx e Engels. Contudo, ainda adotando suas críticas ao regime burguês, o Manifesto opõe ao socialismo pacífico, ao utópico e ao que desdenhava da luta política, o programa revolucionário do novo comunismo crítico do proletariado. Em sua conclusão, o Manifesto examina a tática dos comunistas durante a revolução, particularmente a respeito dos partidos burgueses. Para cada país, as regras dessa tática variam segundo as condições históricas concretas. Onde a burguesia é a classe dominante, o ataque do proletariado se dirige completamente contra ela, enquanto onde ainda aspira ao poder político, vide Alemanha, o Partido Comunista a apoia em sua luta revolucionária contra a monarquia e a nobreza, sem que jamais deixe de inculcar aos operários a consciência nítida da oposição dos interesses de classe burguesa e os do

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[RIAZANOV] Marx & Engels  

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