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Marx & Engels David Riazanov

como assegura Engels: esquece que era representante do comitê de correspondência de Paris fundado por ele mesmo. Foi adotado um estatuto cujo primeiro parágrafo declarava claramente a ideia essencial do comunismo revolucionário: “A Liga persegue a derrubada da burguesia e o domínio do proletariado, a supressão da velha sociedade burguesa, baseada no antagonismo de classes, e a instauração de uma nova sociedade sem classes nem propriedade privada”. O estatuto da organização foi adotado sob a condição de que fosse submetido ao exame dos distintos comitês para que fosse aprovado definitivamente no seguinte congresso com as modificações que se julgasse necessário introduzir. O princípio do “centralismo democrático” estava na base da organização. Todos os membros deviam professar o comunismo e ajustar suas vidas aos propósitos da Liga. Um grupo determinado formava o núcleo principal do organismo, designado como “comunidade”. Haviam comitês regionais. As diferentes regiões de um país se uniam sob a direção de um centro cujos poderes se estendiam sobre todo o país e que, por sua vez, deveria informar ao Comitê Central. Esta organização chegou a ser um modelo para todos os partidos comunistas da classe operária no começo do seu desenvolvimento, porém tinha uma particularidade que logo desapareceu, ainda que antes de 1870 fosse encontrada entre os alemães. O comitê central da Liga dos Comunistas não era eleito nos congressos. Suas faculdades de centro dirigente eram transmitidas ao comitê regional da cidade escolhida pelo congresso como o lugar que sediaria o comitê central. Assim, se o congresso escolhia Londres, a organização desta região escolhia um comitê central de cinco membros pelo menos, de modo que estava assegurava sua estreita vinculação com a grande organização nacional. Este sistema reaparece

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[RIAZANOV] Marx & Engels  

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