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Marx & Engels David Riazanov

nela influências, forças que a mantem no estado em que a conhecemos, e outras forças, e outras influências, que tendem a modificá-la. Em cada fenômeno, em casa causa, se produz uma luta desses dois princípios, a tese e a antítese. Desses dois princípios, um observa, outro destrói. A luta de ambos, que existe em cada fenômeno, conduz a uma síntese, a sua união. Para Hegel, a razão, o pensamento, a ideia, não permanecem imóveis, imutavelmente fixas, não se estabilizam em uma tese. Pelo contrário, essa tese, este pensamento, opondo-se a si mesmo, se divide em dois contrários: a afirmação e a negação, o sim e o não. A luta desses elementos contrários, trancados na antítese, constitui o movimento que Hegel chama de dialético para ressaltar o elemento de luta que existe neste. Nesta luta, nesta dialética, ambos contrários se equilibram mutuamente e se fundem. A fusão dos contrários produz um novo pensamento: sua síntese; novo pensamento, nova ideia, que se divide a sua vez em duas opostas, a tese se transforma em antítese e ambos se conciliam em uma nova síntese. Hegel considera todo fenômeno, toda coisa, como um processo, como algo em estado de transformação constante, de incessante desenvolvimento. Todo fenômeno não somente é resultado de uma modificação anterior, mas que leva em si o germe de uma nova modificação. Jamais se detém em um ponto determinado. Pelo contrário, apenas chegou a um grau superior e dali começa a luta das novas contradições. Como muito bem disse Hegel, a luta das contradições é a origem de todo desenvolvimento. Eis aqui precisamente o aspecto revolucionário da filosofia de Hegel. Ainda que Hegel fosse idealista, ainda quando para ele o princípio seja o espírito e não a natureza, a ideia ao invés

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[RIAZANOV] Marx & Engels  

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