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Marx & Engels David Riazanov

Seja como for, o grupo de Luxemburgo ficou completamente isolado. A ela mesmo foi pedido que se retirasse do congresso. Sofreu uma afronta perante toda a Internacional, em presença do próprio Engels. Pode ser que tenha chorado, mas não abandonou nem a Marx, nem a Engels, nem ao socialismo científico; se reafirmou mais em sua convicção e disse: convenceremos a Internacional, provaremos a justeza da nossa posição. Essa característica distinguia precisamente Rosa Luxemburgo da maior parte dos mesquinhos intelectuais que, afiliados por casualidade em um partido proletário, ao ser vítima de uma injustiça aparente ou real, se apressavam a sair dele para vilipendiá-lo e passar, em seguida, às fileiras da burguesia. Um partido não é uma pensão de “meninas do bem”. Está composto por homens apaixonados que, na disputa, trocam às vezes golpes sensíveis. Isto é desagradável, mas inevitável, tanto na ordem nacional quanto na ordem internacional. E após esse congresso de Zurique, no qual foram descartadas igualmente outras pessoas, que imediatamente se puseram ao lado dos anarquistas ou simplesmente ao da burguesia, Rosa Luxemburgo provou ser uma verdadeira discípula de Marx e Engels, representante dos intelectuais revolucionários cuja principal missão é a de ajudar à classe operária a ter consciência de si mesma e fazer os operários revolucionários não intelectuais, mas sim operários ilustrados. Ao contrário de Marx, Engels conservou sua capacidade de trabalho quase até os 75 anos de idade. Em março de 1895 escreveu a Adler uma carta interessante, na qual lhe indica em que ordem convém ler o segundo e terceiro tomo de O Capital. Na mesma época escreveu um interessante complemento do terceiro tomo. Se dispunha a escrever a história

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[RIAZANOV] Marx & Engels  

www.novacultura.info

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