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Marx & Engels David Riazanov

deste novo partido criticou de maneira virulenta a ação de Bakunin na Liga da Paz e da Liberdade e revelou detalhadamente seus velhos pontos de vista pan-eslavistas. Mehring diz que muito tempo depois, Marx se declarou contra essa crítica, mas, como vimos no caso de Vogt, se considerava responsável por todos os atos dos marxistas, entre os quais estavam Liebknecht e Bebel. Bakunin aproveitou o congresso para efetuar um ajuste de contas com Liebknecht, que se encerrou com uma reconciliação, mas que somente foi temporária. O congresso seguinte deveria reunir-se em Mainz, mas não pode ser realizado. Imediatamente após o congresso da Basileia, as relações entre a França e a Alemanha se acirraram te tal forma que se poderia esperar a qualquer momento a declaração de guerra. Bismarck, um dos grandes patifes que já existiu, enganou habilmente o seu velho mestre Napoleão e, assim que esteve preparado dos pés à cabeça para a guerra, organizou as coisas de modo que ante os olhos do mundo a França aparecesse como agressora. A guerra eclodiu, e nem os operários franceses nem os alemães estiveram em condições de impedi-la. Alguns dias depois da declaração de guerra, o Conselho Geral publicou um manifesto redigido por Marx. Esta começa com uma citação do Manifesto Inaugural da Internacional, na qual se condenava “a política exterior desenvolvida em concordância com os prejuízos nacionais, perseguindo propósitos criminosos e o desperdício do sangue e dos bens dos povos em guerras de rapina”. Seguia uma requisitória contra Napoleão, na qual Marx descreve sucintamente a luta deste contra a Internacional, luta que se reforçou quando os internacionalistas franceses realizaram uma encarniçada agitação contra ele. De qualquer modo que a terra termine, acrescenta Marx, o Segundo Império está perdido; terminará como começou, como uma paródia.

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[RIAZANOV] Marx & Engels  

www.novacultura.info

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