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Marx & Engels David Riazanov

chegado da França, além dos proudhonianos, blanquistas que pretendiam participar dos trabalhos; quase todos eram estudantes muito revolucionários e o futuro comissário de justiça da Comuna de Paris, Protot. Ainda que não possuíssem nenhum mandato, eram os que mais causaram alvoroço. No final, foram expulsos. Diz-se que quiseram afogá-los no lago de Genebra, mas esta história é apenas uma lenda. Houve, sem dúvidas, brigas e algumas agressões, como acontece entre os franceses que, em sua luta de frações, nem sempre acabam por se limitar, como fazem os pacíficos eslavos, a simples resoluções de exclusão. Após o início do trabalho, a batalha principal se desenvolveu entre os proudhonianos e a delegação do Conselho Geral composto por Eccarius e pelos operários ingleses. Marx não pode assistir; estava ocupado na redação definitiva do primeiro tomo de O Capital; ademais, doente e estreitamente vigiado pelos espiões franceses e alemães, teria que superar muitas dificuldades para conseguir fazer essa viagem. Mas escreveu para a delegação um informe minucioso sobre todos os pontos do debate. Os delegados franceses apresentaram então um informe detalhado, que consistia em uma exposição das ideias econômicas de Proudhon, e se declararam energicamente contra o trabalho da mulher, sustentando que a natureza fez da casa seu lugar, que a mulher deveria se ocupar da família e não do trabalho na fábrica. Rechaçavam explicitamente as greves e os sindicatos, além de defender a cooperação e a organização do câmbio sobre a base do mutualismo. As condições primordiais para atualizar seu programa eram, segundo eles, a realização de um acordo entre as diferentes cooperativas e o estabelecimento do crédito sem interesse. Até insistiram para que o congresso ratificasse a organização do crédito

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[RIAZANOV] Marx & Engels  

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