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Marx & Engels David Riazanov

unions, dirigidas pelos operários ingleses que compunham o conselho central, desenvolveram uma luta encarniçada para conquistar novos direitos eleitorais. Essa luta, repito, se efetuou sob a direção da Internacional. Marx realizava grandes esforços para que os operários não repetissem seus velhos erros e desenvolvessem a luta independentemente, sem coligar-se com os radicais. Mas no início de 1866 reapareceu a tática tão nociva na época do cartismo e que havia causado tanto dano. Com o propósito de conquistar o sufrágio universal, os líderes dos operários, em parte por razões financeiras, realizaram um acordo com o partido mais radical da burguesia democrática, que também reivindicava o sufrágio universal, e organizaram um comitê comum para dirigir esta luta. Havia elementos respeitáveis, como o professor Beesley, e democratas sinceros, mas também haviam indivíduos de profissões liberais, advogados e juízes, representantes da pequena e da média burguesia e, em particular, da burguesia comercial, que desde o começo foi partidária de um compromisso. A luta se realizou à maneira inglesa: organizaram-se encontros e manifestações. Em junho de 1866, Londres presenciou uma demonstração grandiosa, como nunca se havia visto, ainda na época do cartismo. Sob a pressão da multidão agrupada em Hyde Park, onde se reunia a manifestação, cederam as cercas. O governo entendeu que chegava o momento de fazer concessões. Depois da Revolução de Julho, na Inglaterra um forte movimento a favor da reforma eleitoral foi desenvolvido e que culminou em um acordo. Os operários foram indignamente enganados e somente a burguesia industrial obteve o direito de voto. Ainda então, vendo que a efervescência era grande entre os operários urbanos e que estava obrigado a ceder, o

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[RIAZANOV] Marx & Engels  

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