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Marx & Engels David Riazanov

ternacional, cada nação aceitou os pontos do estatuto segundo o texto que tinha em suas mãos. A Primeira Internacional era demasiado pobre para imprimir seu texto em três idiomas. Do texto em inglês, ainda que formasse com o Manifesto Inaugural um pequeno livreto, somente foram impressos mil exemplares, esgotados rapidamente. Guillaume, um dos mais encarniçados adversários de Marx, um dos que o acusaram furiosamente de falsificação, assegura, em sua história da Internacional, que viu pela primeira vez o texto inglês com as palavras “como meio” somente em 1905. Se tivesse desejado poderia ter se convencido antes de que Marx não era um falsificador, ainda que isto não teria modificado em nada sua atitude, pois como sabemos perfeitamente, alguém pode gerar desavenças sobre tática mesmo aceitando um só e mesmo programa. Há ainda no estatuto um ponto contra o qual os anarquistas não protestaram, mas que do ponto de vista marxista suscitava algumas dúvidas. Já vimos que para obter a unanimidade dos elementos heterogêneos que formavam o comitê, Marx se viu obrigado a fazer algumas concessões. Mas estas concessões não foram feitas no Manifesto Inaugural, mas no estatuto. Vou explicar no que consistem. Após expor os princípios que os membros do comitê eleito pela assembleia de 28 de setembro de 1864 tomaram como base para fundar a Associação Internacional dos Trabalhadores, Marx continua: “O congresso... declara que esta Associação Internacional, como também todas as sociedades e indivíduos que a ela aderiram, reconhecem como base de sua conduta perante todos os homens a ‘Verdade’, a ‘Justiça’ e a ‘Moral’, sem distinção de cor, crença ou nacionalidade. O congresso considerava como um dever reivindicar os direitos do homem e do cidadão não somente para os membros da

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[RIAZANOV] Marx & Engels  

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