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Marx & Engels David Riazanov

produção social assim concebida realizaria o princípio fundamental da economia política da classe operária. Assim, a lei da jornada de dez horas não foi somente uma vitória prática; indicava a vitória da economia política da classe operária sobre a economia política da burguesia. Outra conquista era representada pelas cooperativas fabris fundadas por iniciativa dos operários. Mas, diferindo nisso de Lassalle, que considerava as associações de produção como o ponto de partida para transformação de toda a sociedade, Marx não superestimava sua importância prática. Ao contrário, as preconizava unicamente para demonstrar às massas operárias que a produção dirigida segundo os métodos científicos pode efetuar-se e desenvolver-se sem a classe capitalista que explorava o trabalho operário; que os meios de produção não devem ser monopólio de indivíduos, nem tampouco se transformar em instrumentos de violência e de escravidão; que o assalariamento, assim como a servidão, não é algo eterno, mas um estado transitório, uma forma inferior da produção, que deverá ceder seu lugar à produção social. Uma vez deduzidas estas conclusões comunistas, Marx indicou que, enquanto estas associações de produção se limitassem a um círculo estreito de operários, não estariam ainda em posição de aliviar, ainda que de forma paliativa, a situação da classe operária. A produção cooperativa deveria ser estendida a todo o país. Situando assim a tarefa da transformação da produção capitalista na produção socialista, Marx ressaltou imediatamente que esta transformação será contrariada por todos os meios pelas classes dominantes; que os proprietários de terras e os capitalistas utilizariam seu poder político para defender seus privilégios econômicos. Por essa razão, o primeiro

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[RIAZANOV] Marx & Engels  

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