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Marx & Engels David Riazanov

A guerra civil dos Estados Unidos provocou um violento transtorno na vida econômica da Europa e afetou igualmente aos operários ingleses, alemães, franceses e até mesmo os operários russos das províncias de Moscou e Vladimir. Por isso no prefácio do primeiro tomo de O Capital, Marx afirma que a Guerra de Secessão do século XIX foi o alarme para a classe operária, tal qual a guerra de independência dos Estados Unidos contra Inglaterra foi o sinal para a burguesia francesa antes da revolução. Outro acontecimento do interesse aos operários de distintos países surgiu. A servidão acabara de ser abolida na Rússia e era preciso realizar uma série de reformas nos outros setores da administração e da vida econômica. Ao mesmo tempo, o movimento revolucionário se fortalecia e exigia reinvindicações mais radicais. As regiões fronteiriças, compreendida Polônia, se agitavam. O governo czarista escolheu a ocasião para terminar com um só golpe com a sedição exterior e interior; provocou a insurreição da Polônia e, ao mesmo tempo, com a ajuda de Katkov e de outros escritores venais, incentivou o patriotismo panrusso. A Muraviev e seus asseclas foi designada a tarefa de reprimir a insurreição polonesa. No ocidente, onde o czarismo era odiado de forma unânime, a insurreição polonesa despertou grande simpatia. Distintos estados, França e Inglaterra, entre outros, concedeu completa liberdade de ação aos defensores dos sublevados poloneses, para dessa forma, dar vasão ao descontentamento reinante entre os operários. Na França foram organizadas várias assembleias, e igualmente um comitê, em cuja direção central estavam Tolain e Perrachón. Na Inglaterra, Cremer e Odger, por parte dos operários, e o professor Beesley, por parte dos intelectuais radicais, se puseram à frente do movimento em favor dos poloneses. Em abril de 1863, convocaram

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