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Marx & Engels David Riazanov

cravidão. Na da liberdade de comércio opinava como os protecionistas. Marx, evidentemente, estava de acordo com o primeiro ponto de vista, mas não com o segundo. Felizmente. A Europa fornecia bastante material para outros temas. Na primavera de 1853, os acontecimentos europeus se precipitaram, ainda que convenha destacar, que não se tratou de produto da pressão das camadas populares. Vários grandes Estados, como Rússia, França e Inglaterra, interessados pela conservação da ordem, começaram de forma repentina a digladiar-se entre si. É essa uma característica das classes e nações dominantes: quando se sentem livres do movimento revolucionário, surgem as desavenças. A rivalidade que existia entre Inglaterra, França e Rússia, antes de 1848, circunstancialmente convertida em aliança para combater a revolução, voltava a se manifestar. A Rússia czarista considerou que havia chegado o momento de tirar da Turquia uma parte dos seus domínios, como forma de recompensa por sua ajuda na restauração da “ordem” na Europa Ocidental. O partido da guerra se reforçava na corte de Nicolau I. Esperava-se que a França não estaria em condições de opor resistência e a Inglaterra, com seu governo “tory”, não romperia o amistoso acordo com os russos. Assim, foi levantada uma questão a propósito das chaves do Santo Sepulcro; na realidade, pela possessão dos Dardanelos. Transcorridos alguns meses, a situação se agravou de tal modo que França e Alemanha, ainda que relutantemente, pois presumiam que a guerra não conduziria a nenhum lugar, entraram em conflito com a Rússia. A Guerra da Crimeia, colocou o problema do Oriente em toda sua amplitude. Marx e Engels tiveram então a possibilidade de trabalhar na América, já que não era possível fazê-lo na Europa, com o interessante

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