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Marx & Engels David Riazanov

operárias então existentes. Marx e Engels optaram pelo segundo caminho: renunciaram a constituir organizações proletárias especiais na Renânia e entraram para a Sociedade Democrática de Köln. Por isso desde o começo, se encontraram em uma posição um tanto quanto falsa a respeito da União Operária de Köln, fundada imediatamente após o 3 de março por Gottschalk e Willich. Como vimos, Gottschalk era um médico bastante popular entre as classes necessitadas de Köln. Por suas teorias, não era comunista. Antes da fundação da Liga dos Comunistas se aproximara de Weitling e seus partidários. Era um bom revolucionário, porém deixava-se facilmente influenciar por correntes contrárias. Pessoalmente irrepreensível, carecia de um programa firme, ainda que compreendesse bem o caráter da democracia, pois em sua primeira intervenção no conselho municipal declarou: “não é em nome do povo que tomo a palavra, pois os demais conselheiros municipais também pertencem ao povo; me dirijo a vocês unicamente em nome da classe operária”. Deste modo, distinguia a classe operária e os trabalhadores, frente a nação em geral. Advogava pela ação revolucionária, porém, republicano, ao mesmo tempo reclamava uma federação de repúblicas alemães. Isso foi, como veremos adiante, um dos pontos essenciais de sua divergência com Marx. A sociedade por ele fundada, União Operária de Köln, havia reunido rapidamente quase todos os elementos proletários da cidade. Contava com 7 mil membros, o que é bastante para uma cidade de 80 mil habitantes. A União Operária de Köln, entrou, em seguida, em conflito com a organização a qual pertenciam Marx e Engels. No seio da União Operária haviam elementos que não compartilhavam do critério de Gottschalk. Moll, que havia sido enviado pelo comitê comunista de Londres para o de Bruxelas para

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