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RUI CHAFES: entre a moda e a arte.

INVERNO 2016 T

TRAVEL

INVERNO 2016

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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA

Portifólio Travel

Trabalho de conclusão de curso apresentado a disciplina de Projeto Experimental para obtenção de título de bacharelado em moda. Orientador:Aldo Clecius Aluna: Monnique Ferreira

2015 Belo Horizonte


Agradecimento A Deus, por me dar força e sabedoria. Aos meus pais, pela oportunidade e incentivo aos estudos. Ao meu amigo, Matheus Novi, por ter se disponibilizado a fotografar todos os meus trabalhos. A Izabela Ferreira, por sempre se dispor a modelar nos trabalhos, pelo seu companherismo, paciência e estímulo. A Flavia Ferreira, pelo empenho na execução de todas as peças ao longo de todo o período acadêmico . A minha avó, irmãos ,tios e amigos pela ajuda e apoio. E aos meus professores e orientador pela orientação educacional.


Resumo/ Abstract Este book tem como finalidade apresentar a coleção Rui Chafes: entre a moda e a arte, da marca Travel, criada pela formanda Monnique Ferreira, no qual contém o descritivo detalhado do planejamento mercadológico, e o processo de criação da coleção de inverno 2016 inspirado no artista contemporâneo Rui Chafes.

This portfolio has the goal to introduce the collection Rui Chafes: between fashion and art, from the brand Travel, created by the graduate Monnique Ferreira, in wich contains the detailed description of the marketing planning and the creation procces of the 2016 Winter collection inspired by the contemporary artist Rui Chafes.

Palavras chave: Rui Chafes, moda, arte contemporâneo


Sumário Curriculum ---------------------------------------------------------------------------8 Briefing de negócio Descrição geral da marca------------------------------------------------------10 Estilo-----------------------------------------------------------------------10 Elementos de estilo--------------------------------------------------------------10 Estilo de Criação Dominante---------------------------------------------------10 Nicho------------------------------------------------------------------------10 Segmento------------------------------------------------------------------10 Gênero----------------------------------------------------------------------10 Concorrentes--------------------------------------------------------------11 Canais de distribuição----------------------------------------------------------14 Margem de preço-----------------------------------------------------------------14 Diferenciais da marca no produto-------------------------------------------14 Painel de Identidade da Marca------------------------------------------------14 Público-Alvo---------------------------------------------------------------15 Painel de público-alvo----------------------------------------------------------15 Identidade da marca Logomarca----------------------------------------------------------------17 Justificativa do nome, cor e fonte---------------------------------------------17 Monocromia (P&B)---------------------------------------------------------------17 Tipografia------------------------------------------------------------------18 Escala de cores com Pantone e CMYK-----------------------------------18 Área de Proteção e redução mínima----------------------------------------19 Malha de ampliação-------------------------------------------------------------19 Usos Indevidos-------------------------------------------------------------------20 Aplicação em papelaria---------------------------------------------------------20 Briefingde coleção Memorial Descritivo: parte teórica--------------------------------------------22 Painel de inspiração-------------------------------------------------------------36 Texto e painel de macrotendência-------------------------------------------37 Texto e painel de tendências da estaçã------------------------------------38 Texto e cartela de cor------------------------------------------------------------39 Texto e cartela de tecidos-------------------------------------------------------40


Texto e cartela de matérias----------------------------------------------------42 Texto e cartela de Aviamentos-------------------------------------------------43 Mapa de Coleção----------------------------------------------------------------44 Texto e painel de Formas e Silhuetas---------------------------------------46 Coleção Croquis ampliados---------------------------------------------------------------48 Fichas técnicas-------------------------------------------------------------------93 Painel de segmentação--------------------------------------------------------104 Painel artístico------------------------------------------------------------------105 Looks escolhidos---------------------------------------------------------------106 Bibliografia----------------------------------------------------------------107 Fotos da coleção----------------------------------------------------------------108


Nome: Monnique Ferreira da Silva Idade: 24 anos

Experiências profissionais: .Vendedora na loja M.Officer .Camareira em duas edições do Minas Trend Preview .Estilista da empresa For Jeans Wear .Designer de Superficie da empresa Bordados Formiga Objetivos profissionais: Tenho como objetivo trabalhar como estilista ou na área criativa em empresas de grande e pequeno porte.

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Briefing de negรณcio

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Descrição geral da marca A marca é direcionada para pessoas que tem como estilo Moderno com uma pegada dramática. São pessoas que chagam em um lugar e chamam atenção pelas suas roupas e estilo diferenciados.

Estilo Dominante: Dramático e moderno. Complementar: Sexy

Elementos de estilo Atributos Espirituais: ousadas, modernas e exclusivas. Atributos Físicos: tecidos tecnológicos, manipulação têxtil, modelagem e estampas diferenciadas.

Estilo de Criação Dominante Tecnô

Nicho Prêt-à porter de luxo.

Segmento Streetwear e casual wear.

Gênero Feminino e masculino.

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Concorrentes KOKON TO ZAI (KTZ)

É uma marca de estilo streetwear unissex, com um mix de alta costura de moda urbana. Desenhado por Marjan Pejoski e Koji Maruyama, KTZ representa uma das coleções mais exóticas e renomadas do mundo.

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GIVENCHY Combinando romantismo e streetwear. A marca possui elementos de requinte que dão a ela prestigio da alta costura parisiense. O diretor criativo, Riccardo Tisci, cria coleções masculinas e femininas que apresentam estilos contemporâneos e elegantes.

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SKINGRAFT Designs A marca produz roupas e acessórios para homens e mulheres, tem estilo grunge e gótico. SKINGRAFT é streetwear fashion, de qualidade e possui um toque escuro da rua.

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Canais de distribuição A distribuição dos nossos produtos, inicialmente, será feira através de uma loja física e via internet, por meio das ferramentas de comunicação mais utilizada pelos jovens: facebook, instagram, entre outros.

Margem de preço Preço máximo: R$ 6 000,00 Casacos/ Vestidos/ Jaquetas. Preço mínimo: R$ 200,00 Camisetas com estampas mais básicas.

Diferenciais da marca no produto

Peças bem trabalhadas com manipulação têxtil, com tecidos tecnológicos,modelagem e estampas diferenciadas. Além disso, todo lançamento de coleção haverá peças únicas para o cliente ter total exclusividade comprando o produto da linha Exclusive da Travel.

Painel de Identidade da Marca

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Público-Alvo Estilo de Vida: São jovens de 20 a 30 anos, de classes B1 e B2 com renda mensal acima de R$ 5.500,00 e profissionais de fotografia, designer, Dj, músicos entre outros. Hábitos de Consumo: Series, cinema, viagens, shows. Idolos:Kanye West, Rihanna, Karol com K. Baladas: Push,James, Caos, The KOKO, LollaPaloza. Sonho: Ser independente, poder viajar sem se preocupar com trabalho e querem morar no exterior. Hábitos de Lazer: Sair a noite para beber com amigos, dançar, ir em shows e baladas.

Painel de público-alvo

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Identidade da marca 16


Logomarca

Justificativa do nome, cor e fonte O nome da marca surgiu através de um trabalho acadêmico de desenvolvimento de coleção, na qual a criadora queria um nome que encaixasse perfeitamente com o público que gosta de estar sempre viajando e trazendo novidades como músicas e culturas de novos lugares. O nome TRAVEL tem como significado viajem, no qual seria uma marca que esta sempre inovando e trazendo novidades para os clientes que procuram não cair na rotina. Fonte: A COUNTDOWNER da ideia de atitude por ser formada com letras maiúsculas, vazadas e interligadas. Cor: A cor PRETO absorve todas as cores do espectro,transformando as luzes absorvidas em calor.

Monocromia (P&B)

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Tipografia

Escala de cores com Pantone e CMYK

Pantone: Black CMYK : C 0 M 0 Y 0 K 0

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Área de Proteção e redução mínima

Malha de ampliação

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Usos Indevidos

Aplicação em papelaria

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Briefing de coleção

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Memorial Descritivo MODA E ARTE: Uma Releitura das Obras de Rui Chafes Este memorial descreve o processo de pesquisa e desenvolvimento de marca e coleção para o inverno 2016. O ponto de partida foi o estudo de mercado para o projeto, em seguida foi realizado pesquisa teórica e decampo,por fim, foram escolhidas o tipo de abordagem e processo para execução do projeto. O memorial esta dividido em duas partes, sendo o primeira teoria em que tem como objetivo em primeiro momento esclarecer os conceitos de arte, explicar e aprofundar a ideia da moda como arte e por fim responder a problemática mais importante para o desenvolvimento da pesquisa sobre arte contemporânea: se todos os tipos de moda podem ser considerados arte. Além de estudar e explorar como se desenvolvem os desfiles performáticos, descrevendo suas características, como se desenvolveu e a forma como são executados pelos estilistas e designers. A metodologia da pesquisa foi baseada por meio de um paralelo dos estudos bibliográficos e fundamentos teóricos de especialistas das áreas de moda e arte, e também uma ampla análise às obras e ao estilo do artista contemporâneo Rui Chafes, escultor, que trabalha com ferro pintado de preto, criando esculturas que passam leveza e fluidez. Já a segunda parte será transformas a pesquisa teórica em produto final, ontem será criada uma coleção de roupas inspirada no artista contemporâneo Rui Chafes no qual será trabalhado formas arredondadas e curvas utilizadas por ele em suas esculturas para criar modelagens ,estampas e superfícies , usarei das cores das galerias onde as esculturas são expostas e do preto utilizado por ele parar pintar suas esculturas, para criar a cartela de cores.

Palavras-Chave: Moda. Arte Contemporânea. Rui Chafes.

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1 - QUE É ARTE? Atualmente muitos são os conceitos e estudos sobre o que é considerado ou não como arte, que pode ser vista como: vontade ou aspiração criativa, transmissão de senso de novidade, expressão da realidade do criador, noção de valor e até mesmo como comunicação com uma linguagem diferenciada. Argan (1995) afirma que em nosso século o mundo se ocupa da arte, porém toda essa preocupação é difusa: A arte teria deixado de cumprir uma função concreta, não comunicaria mais nada que a sociedade pudesse captar e utilizar; mais ainda, estaria em contradição com todo o sistema das atividades culturais e produtivas da sociedade contemporânea. (ARGAN, 1995, p.21) E levanta a hipótese de que no futuro talvez a civilização venha a ser sem arte, o que seria negativo, uma vez que a arte é uma expressão de vontade ou aspiração criativa: [...] olha-se com justificada angústia para uma sociedade sem impulsos criativos, incapaz de dar um sentido não apenas contingente e utilitário ao trabalho, incapaz de construir o ambiente da vida sob formas que reflictam uma concepção positiva do mundo. (ARGAN, 1995, p.21) Ainda de acordo com o autor, tal crise afetaria, não somente, a arte contemporânea na produção de novas artes, mas também a própria história, já que as obras de arte são também vistas como documentos. Arte e Critica de Arte aborda também a relação da arte com pesquisas filosóficas, históricas, cientificas e também na política e economia. Como exemplo da filosofia na arte Argan mostra que filósofos se propõem a estudar seus processos, do que trata e quais seus objetivos; a pedagogia a vê como um importante componente na formação do indivíduo e a sociologia a relaciona com poderes políticos e religiosos, economia e ideologias, tradições e costumes. Assim também, há uma relação entre arte e moda seja ela na criação, pesquisa e inspiração, por exemplo, como notamos em Pezzolo (2013): [...]os criadores de moda têm acatado com reverência obras de grandes pintores da história da arte. Uma análise nos campos paralelos da moda e da arte indica haver nítida interação entre

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ambos. Na criação da imagem desejada, a pesquisa, a inspiração, a criação e a adaptação dão sentido a linhas, a formas, a volumes, a cores, a texturas e até a matérias.(PEZZOLO, 2013, p.9) No livro Arte Contemporânea o autor faz um estudo sobre o que pode ou não ser considerado como arte (ARCHER 2008), dizendo que no inicio dos anos 1960 ainda era possível pensar nas obras de arte como pertencentes a duas amplas categorias: a pintura e a escultura. Embora as colagens cubistas e outras, a Performance futurista, os eventos dadaístas, e a fotografia buscassem cada vez mais seu reconhecimento como expressão artística, ainda persistia a noção de que a arte compreendia essencialmente aqueles produtos do esforço humanocertezas que foram decompostas e colocadas à prova após o período de 1960. A opinião da crítica em relação aos pintores da primeira década dos anos 60 mostra claramente que uma disputa estava acontecendo. Clement Greenberg, maior crítico norte-americano da arte pós-guerra, referiu-se a eles como sucessores do florescimento de talento artístico nos Estados Unidos, que foi o Expressionismo Abstrato. Greenberg, anterior a segunda guerra tinha apresentado em seus escritos um relato particularmente persuasivo da história da arte moderna. A partir da leitura da obra de Archer (2008) de forma crítica pode-se observar que atualmente na arte há uma profusão de estilos, formas, práticas e programas. Não parece haver mais nenhum material particular que desfrute de ser imediatamente reconhecível como material da arte. A arte tem utilizado não somente tinta, metal e pedra, mas também luz, som, palavras, pessoas, comidas e outros materiais.

2 - MODA É ARTE? No Livro Moda: Uma Filosofia, de Lars Svendsen(2010) faz um estudo sobre quando a moda almejou ser considerada como arte e como se deu esse reconhecimento. O autor diz que durante o período do século XVIII houve uma separação entre as artes e os ofícios e inseriu a costura na categoria dos ofícios. Desde a alta-costura, meados de 1960, a moda almejou ser reconhecida como arte. Svendsen cita Worth, um estilista que deixou de ser artesão para ser um “criador livre”, como quem iniciou a luta de que o estilista fosse reconhecido como artista. Worth se vestia de maneira artística, colecionava obras de arte e antiguidades como forma de obter reconhecimento artístico mediante a coleção. Assim como Worth, Paul Poiret também tinha esse anseio pelo reconhecimento e declarou: “Sou um artista, não um costureiro” (SVENDSEN,2010, p.103) Worth e Poiret não conseguiram o pleno reconhecimento, afirma Lars.

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Svendsen aborda em seu livro a estratégia de “roupas conceituais”, iniciada nos anos 1980, que consistia em virar tradições pelo avesso, que transmitia o anseio dos estilistas em não desistirem na luta pelo reconhecimento. Várias foram às modificações por estilistas dessa linha como: o desenho do espartilho que deveria ser usado por cima das roupas feito por Gaultier e os vestidos com ombreiras para o lado de fora de Helmut Lang, por exemplo. Sobre essa livre expressão de ideias e a associação da moda como arte Svendsen menciona: Muitos estilistas usaram estratégias comumente mais associadas às artes contemporâneas que ao mundo da moda, criando roupas mais apropriadas a exposição em galerias e museus que a serem realmente usadas.(SVENDSEN, 2010, p.104) Desse modo, Svendsen afirma também que os desfiles de Hussein Chalayan, estilista britânico, se assemelham mais a arte que a moda propriamente dita e até mesmo o próprio Hussein afirma, que suas criações ficariam melhores em um museu que em um corpo humano. Em contrapartida Martin Magiela, um dos precursores do desconstrutivismo da moda, a defende como um ofício, não como arte, embora tenha apresentado suas criações de modo a serem reconhecidas puramente como arte. Roupas feitas por Martin com tecido de forro e costuras externas, por exemplo, não foram feitas somente para serem vistas como arte, mas também para gerar renda e ser investimento da marca, e assim, aumenta não só o capital cultural, mas também o financeiro. Logo, a moda transita entre arte e capital, conclui Svendsen. Um dos motivos considerados importantes de a moda não ter obtido reconhecimento como as outras formas de arte é a crítica, que nos campos como artes visuais, música, literatura e cinema existem tradições sérias, ao passo que na moda esse critério é mínimo ou quase ausente. Argan (1995) também cita a crítica como fundamental aliada ao reconhecimento e como isso se correlaciona diretamente, pois é papel dos críticos produzirem credibilidade sobre os objetos que escrevem: Relacionada com a pesquisa histórica, mas com outros métodos e finalidades, está a crítica da arte dita militante que segue a par e passo os acontecimentos artísticos, propondo-lhes o alcance e explicar-lhes o significado, agindo assim como mediação entre a arte e o publico.(ARGAN, 1995, p.22-23) Sobre a arte usada como instrumento para aumentar o capital cultural temos: Desde o tempo de Paul Poiret, a arte foi usada para aumentar o capital cultural do estilista. Coco Chanel, por exemplo, passava muito tempo cultivando contatos

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com artistas famosos. Apoiava apresentações de dança e organizava magníficos jantares com convidados “certos” para aumentar seu capital cultural. Era amiga de Picasso e Stravinsky, e criou roupas para Cocteau e Diaghilev.(SVENDSEN, 2010, p.106) Muitos ateliês contrataram artistas ou patrocinaram exposições e até mesmo museus de arte contemporânea, com o objetivo de aumentar sua credibilidade artística e estreitar laços com o mundo da arte. Nos anos 1920, a moda finalmente logrou junto a arte e a arquitetura reconhecimento no quesito “modernidade”, em que a aparência reta e linhas, caminhavam lada a lado a arte cubista. Para Svendsen (2010), Chanel ao seguir tendências de formas simples e se basear no vestuário masculino para incorporar à moda feminina, deu um passo fundamental para apresentar o aspecto funcionalista do modernismo, posteriormente Elsa Schiaparelli foi considerada de fato a pertencer a vanguarda, depois de agregar o surrealismo às suas criações. Mesmo que comum o descaso de alguns artistas no inicio do século XX, vários foram os que contribuíram para que arte e moda caminhassem juntas como: Gustav Klimt, Henri Matisse e até mesmo Salvador Dalí. Svendsen destaca também a pop arte em particular como parceira da moda. Entretanto nos anos 1970 a moda foi vista por muitos como operadora dos estereótipos das mulheres contralados pelo capitalismo. E foi a partir de 1980, que a moda voltou a ser aceita pela arte, que por sua vez se mostrou mais disposta a vincular a cultura do consumo, pode se afirmar, portanto, que ela se mostrou mais ambivalente em ralação a moda dos anos 1970. Um momento importante da reaproximação mútua entre moda e arte ocorreu em fevereiro de 1982, quando a capa da influente revista americana Artforum mostrou uma modelo usando um vestido de noite desenhado por Issey Miyake. Não é raro que roupas e fotos de moda sejam usadas num contexto, mas o que distinguiu essa foto de capa do uso comum de moda e arte foi que o vestido foi apresentado como algo que em si mesmo era arte.(SVENDSEN, 2012, p.111) Dessa forma, Svendsen concretiza a aproximação entre arte e moda. Em consonância a Svendsen, Pezzolo em Moda e Arte: releitura no processo de criação, traz um capítulo especial que trata sobre a proximidade, ou até mesmo homogeneidade, entre arte e moda: O poder de imaginação de certos criadores de moda pode ser equiparado ao de grandes mestres da pintura. A aproximação entre suas classes ocorre de maneira natural, isto quando não se fundem, fazendo com que moda e arte se tornem um só produto. (PEZZOLO, 2013, p.189)

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Pezzolo (2013) se lembra dos anos 1920 em que Paul Poiret e Raoul Dufy inspiradas em obras de pintores e cita ainda as roupas que servem como base de pinturas, como se fossem telas. Roupas mais aproximadas a arte que ao usual transmitindo a ideia de “arte usável”. Pezzolo endossa que desde a antiguidade, a pintura, deixou registrados hábitos costumes de épocas diversas e também trajes usados por homens e mulheres, hoje expostas em grandes museus e criações artísticas gregas e romanas que influenciam, ainda hoje, na moda. Em Moda e Arte: releitura no processo de criação, Pezzolo menciona as telas de Manet, Degas, Cézame e Monet que na segunda metade do século XIX, serviram de inspiração à moda da época e muitas vezes os próprios artistas se utilizavam de gravuras de moda como base para suas telas, para reaproveitar posições de modelos, por exemplo. 3 - MODA ESPETÁCULO Em O Maior Espetáculo da Terra: Os Desfiles de Moda Contemporâneos e sua Relação com a Arte Performática, Duggan explica como se deu o processo de transformação dos desfiles em grandes espetáculos: Em meados da década de 1930, já se produziam desfiles em grande escala e, na década de 60 som e luz passaram a integrar as produções. (Diehl 1976:1). Desde então, os desfiles de moda passaram a exibir fantasias elaboradas, luzes, adereços, música e cenários, e a ser chamados de “teatro sem trama.(DUGGAN,2001,p.6) Visando grande efeito, o designer pode manusear quatro componentes principais: o tipo de modelo, a locação, o tema e o encerramento. Duggan cita Gianni Versace como um dos maiores responsáveis pela ascensão das modelos como celebridades, em meados dos anos 1980-90, e quem iniciou um paralelo entre a moda e o Show Business, logo, consolidando as modelos como estrelas. Além das modelos os designers usavam a locação em seus desfiles, uma modificação simples e eficaz, para a performance. Duggan usou como referencia para locação o desfile de McQuenn em 2001. “McQuem representou o cubo num espaço fechado em seu desfile de primavera, em 2001. Só que, neste caso, as paredes do cubo foram construídas com espelhos dupla-face.” (DUGGAN, 2001, p.6)

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Logo após Casting e locação foram realçados com a introdução do tema que eram como fonte de inspiração para a temporada. Leva-se em consideração, dentre os vários propósitos, como linha de vestuário e produção, que devem ser facilmente identificados e memorizados pela plateia. Seria impossível descrever a moda espetáculo sem falar sobre o encerramento, que são fundamentais para associar a moda ao teatro. Finais tetrais e bem elaborados deixam a plateia com componentes visuais memoráveis da performance, às vezes, com o intuito de diminuir o lado comercial da moda. Essas reproduções performáticas da moda espetáculo tem um objetivo. De acordo com Duggan que seria chamar a atenção da mídia da moda, em oposição a entreter o público. Os quatro elementos alimentam no público fantasias e aspirações, exploradas pelos designers, e estilistas por sua vez, exploram os temas para alimentar essas fantasias. 4 - ARTE CONTEMPORÂNEA DE RUI CHAFES Lino (2013), discorre em seu artigo sobre a formação de Chafes e seu principio como escultor, afirmando que o artista em questão é formado em Escultura pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (1984-89) e suas primeiras esculturas em pedra, por negação às limitações do material e por seu simbolismo, anos mais tarde, decide troca-la por materiais mais pobres: Rui Chafes nasceu em Lisboa, em 1966, e formou-se em Escultura ESBAL, entre 1984 e 1989. Começou por fazer escultura, em pedra, mas, por negação às limitações próprias da pedra e pelo seu simbolismo, mais tarde, o escultor, ainda jovem, decide abandoná-la, para trabalhar com materiais pobres, na realização de instalações de grandes dimensões de carácter efêmero, compostas por diversos materiais, como troncos, canas, fitas de platex, ripas de madeira e plástico;(LINO, 2013, p. 8) De acordo com os estudos de Lino (2013) é na Alemanha que Chafes aprofunda um extenso e importante conjunto de referencias teóricas, literárias e artísticas, que o inspiram e da alicerce estético para suas obras o artista se baseia em Tilman Riemenschneider –artista alemão da Idade Média- como mestre na escultura e por esse motivo suas obras assumem uma forte influência gótica em contrapartida Nietzche influencia Chafes por pensar na arte como a possível salvação do homem: Na procura constante da Verdade, salientara, especialmente, que a tragédia é intrínseca à existência humana.Nietzche será uma das referências mais comple-

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xas, pois se, por um lado, o mundo só é suportável como fenômeno estético, a partir da feição maioritariamente dionisíaca da natureza humana, por outro, assinala a religião e moral cristãs como uma ferida aberta no curso da vida do espírito no Ocidente.(LINO,2013,p. 10) Ao passo que no campo da literatura é Rainer Maria Rilke, considerada poeta da morte inspira Chafes no sentido de ver a arte como uma actividade elevada, muito além da de ser meramente estésicos: Encontramos em Rilke -poeta citado diversas vezes pelo escultor- o amor pela grande solidão interior, individual, a imprescindível solidão do artista; no entanto, mesmo que Rui Chafes seja um artista solitário, é impossível escapar à componente social intrínseca na arte. Tal como para Rilke, o maior compromisso da obra de Rui Chafes é com a vida do Espirito.(LINO,2013, p. 10) Lino(2013) esclarece que embora Chafes seja uma somatória de outros campos artísticos, há em sua obra uma subjetividade e um universo próprio. Lino se utiliza das características de Chafes para mostrar essa subjetividade: As suas esculturas raramente tocam o chão, penduradas que são no tecto ou na parede; intervém em espaços interiores, como museus, galerias e igrejas, e, por vezes, em espaços exteriores, como jardins ou mesmo na natureza, igualmente penduradas ou encostadas a árvores;(LINO, 2013, p. 11) Lino (2013) diz que o ferro na obra de Rui Chafes desempenha um papel de duplicidade, pois, na medida em que sempre foi utilizado tanto para defender quanto para atacar. Essa duplicidade revela-se fundamental em sua obra pelo fato de que o escultor joga constantemente com formas que podem causar no espectador sensações opostas. Em seu artigo Lino (2013) as relações de Rui Chafes na escultura, na qual mostra em suas obras sentimento e assumindo a pedra como material mais nobre da escultura: As primeiras esculturas em pedra , apesar do seu caráter figurativo isento de qualquer ambiguidade, estão carregadas de sentimento; pormenor que as suas bases, também de pedra, eram pintadas com um vermelho vivo; ora, pintar pedra é um acto que podendo invocar a original escultura grega, parece afrontar a tradição desenvolvida a partir do Renascimento assumindo-se pedra como um dos materiais mais nobres.(LINO,2013, p. 75) Por ser um material muito usado em obras para cemitérios de vido a durabilida-

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de, após três anos trabalhando com a pedra, Rui Chafes a abandona em razão de seu caráter fúnebre e monumental e também por ser um material lento de se trabalhar e de difícil transporte, explica Lino (2013). O processo de subtração do bloco de pedra não só é demorado como pouco flexível, uma vez que a pedra que retira não se pode repor. Além disso, a pedra sendo uma matéria muito pesada dificulta a deslocação da obra, não só na recolha do bloco e na fase de execução da obra, como na deslocação para outros espaço.(LINO,2013, p.75) Ao abandonar a pedra segundo Lino (2013) Chafes já trabalhava com outros matérias e o principal motivo seria pelo fato de serem maleáveis que lhe permitia dar leveza. O escultor procurava um material que mais rapidamente o colocasse em contato direto com a materialização do clima mental criado por meio de desenhos que eram antecedidos a escultura. Estes materiais e técnicas permitiam-lhe criar com facilidade objectos de grandes dimensões e, simultaneamente, operar na rápida e eficaz capacidade de extensão espacial dos objetos – ao contrário das implicações de trabalhar a pedra. (LINO,2013, p.76) Lino (2013) abordada em seu estudo que a escultura a partir da segunda metade do século XX e nas primeiras exposições de Rui Chafes é possível se verificar uma escultura performática, ou seja, uma relação do sujeito com um objeto partilhado no mesmo espaço: Toda obra de arte provoca os sentidos do observador, de modo que a arte tem uma relação directa como Homem; implica um olhar humano, mas, no caso da escultura, implica, sobretudo, uma presença humana. A escultura para além de poder ser observada, pode ser tocada,ou pelo menos que pelo menos é possível fazê-lo, porque é tridimensional. (LINO,2013, p. 77) Ainda sobre a escultura performática Lino (2013) aborda que o fato de certos materiais possuírem determinados aromas pode colocar o espectador ainda mais próximo da obra, desse modo a obra pode ser percebida pelo público através dos sentidos da visão, audição, olfato e tato. Lino (2013) também conclui que para Chafes os materiais não só foram criteriosamente selecionados por suas características, mas também por seu simbolismo. A dimensão de suas esculturas foram adquirindo, e os materiais cada vez mais leves que ofereceram maiores facilidades na relação directa com o espaço, são os símbolos e sinais dessa liberdade de pensamento que requisitava para a

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escultura, em oposição ao consumo dos objectos e à sua posterior degradação. (LINO,2013, p.79) Lino (2013) sintetiza um pouco da obra de Rui Chafes, dizendo que em seu processo inicial, o artista em questão, humilde e fiel, entre escultor e historia de escultura; pois, começou com materiais mais nobres e depois a materiais mais contemporâneos devido a sua pobreza, efemeridade e com potencial espacial. As primeiras esculturas de Rui Chafes em ferro foi em 1988 em que ele apresentou pequenos círculos de pequenos e grandes diâmetros em tiras cruzadas de ferro como se fossem colares, coroas de louros ou espinhos, diz Lino (2013). E ainda fala que saber a como foi feito é menos importante que o significado, pois desde o inicio o trabalho com o ferro era simbólico, sobre essa simbologia Lino (2013) explica: Mais importante do que o como se faz, é saber o que esse fazer significa; desde sempre, o trabalho com o ferro teve uma enorme carga simbólica, e a sua pratica sempre foi considerada mágico religiosa; vem desde a pré-história, nomeadamente, da Idade do Ferro [...].(LINO,2013, p. 83) O autor também ressalta que o ferro antes de ser associado a história militar e política o ferro refletia a história espiritual, pois o ferro sempre teve relação entre o ferreiro e o Cosmos, uma vez que os metais nascem do ventre da terra: O ferreiro, o mineiro e o metalúrgico reivindicam uma experiência mágico-religiosa própria das suas relações com a substância, esta experiência constitui o seu monopólio e o segredo transmite-se pelos ritos de iniciação dos ofícios; qualquer deles trabalha com uma Matéria que considera viva e sagrada, e os seus esforços visam a transformação a Matéria, o seu aperfeiçoamento, a sua transmutação.(LINO,2013, p. 84) Lino (2013) relembra ainda que para se trabalhar com o ferro era necessário o domínio do fogo, capacidade considerada mágica. Assim sendo o ferro pode ser considerado com caráter ambivalente por encarnar igualmente o espírito diabólico, já que poderia servir tanto a agricultura quanto a guerra, ou seja, mãos que podem construir também podem matar. O trabalho do ferro é um trabalho arcaico que se coloca numa história de morte e de vida, de subsistência, de construção, de protecção, de ataque oi defesa, ou seja, é uma história de violência e de paz; utilizando para construir armas, ferramentas, alfaias agrícolas, espadas, armaduras, canhões, locomotivas, comboios, balas, mísseis, tanques de guerras, aviões, ou arranha-céus.(LINO,2013, p. 83)

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Sobre o processo de produção das obras Lino (2013) diz que Rui Chafes trabalha com vários assistentes na oficina, assistentes que muitas das vezes não são das belas-artes, já que para Rui Chafes o processo de produção pouco tem importância, afinal a oficina apenas desempenha a construção de objetos, uma vez que para ser arte é necessário passar por alguns processos. Rui Chafes é muito rigoroso quanto à definição de escultura, de modo que o objecto só se transforma em escultura através de determinas etapas: entre o processo e acção de construção da obra e a realização de seu acabamento final, joga-se um dos maiores dilemas do Modernismo.(LINO,2013, p. 87) Após a produção do objeto Rui Chafes se certifica de eliminar suas marcas oficiais, com o objetivo de não mostrar marcas do humano, pois, desse modo elimina o objeto e logo após recebe uma pintura na cor preto, cobrindo todo o ferro e não deixando marcas do material, ou seja, pode se entender como uma tentativa de eliminar a matéria, disserta Lino (2013) . Sobre a coloração em preto Lino (2010) usa uma citação de Rui Chafes (2012) que “a cor é a memória, não pode ser utilizada de forma emotiva ou emocional” (CHAFES, 2012, p. 52) e ainda “ O negro baço é a cor de luto por não podermos se melhores, por não merecermos se melhores do que somos”. Lino diz que a escolha da cor foi perfeita por Rui Chafes apresentar uma obra que não tem a pretensão a qualquer vaidade por não se impor no espaço. Ainda sobre a cor preta Lino (2013) destaca que o preto é a ausência de cor e de luz, é a cor que absorve luz e não reflete. [...] a aplicação do preto faz parte de um processo de sombreamento do objeto; como se existisse a sombra enquanto cor, e se pudessem pintar superfícies ou objectos com sombra e, desse modo, se tornassem sombra.(LINO,2013, p. 89) Lino (2013) aborda o fato de que as obras de Rui Chafes não é a escultura em si, mas sim a ideia, assim, a escultura é apenas uma ponte para algo mais importante e traça uma comparação com escrita, em que não importa a cor ou a fonte da letra, por serem relacionadas com a aparência, entretanto o mais importante é a ideia envolvida, da mesma forma a escultura é também aparência de uma ideia que a antecede. Na contemplação da escultura de Rui Chafes, o que importa é a imagem que a sua forma apresenta, não o material com que é feita, como foi executada ou como foi possível de se instalar; (LINO,2013, p. 97)

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Lino (2013) destaca que sendo a ideia o elemento mais importante na obra de Rui Chafes, pode-se dizer então que é uma obra do pensamento, e se encontra na mente, dessa forma se aproxima do espírito, e não do corpo, ou seja, é uma obra para se sentir com o espírito por meio do pensamento e não com o corpo. Antes de começar seu trabalho com escultura Lino (2013) destaca que Rui Chafes se dedicava ao desenho, a ironia e ao sarcasmo, com uma espécie de humor negro e destrutivo. O desenho é, simultaneamente, um caminho de reflexão e de disciplina, servindo-lhes para criar o clima mental que lhe permite aproximar-se da escultura. (LINO,2013, p. 99) E ainda sobre desenho o autor endossa sobre a forma de trabalho de Rui Chafes afirmando que o escultor raramente inventa formas quando esta no oficina, já que na oficina se produz uma obra concebida anteriormente, pensada e desenvolvida por meio do desenho. Lino(2013) distingue duas formas de desenho: o desenho que regista a ideia e o desenho técnico. O primeiro raramente será visto por alguém, ao passo que o segundo auxilia na construção e este pode ser interessante também ao público. Os seus desenhos dificilmente se comparam aos desenhos escultórios tradicionais, que são, normalmente, representações muito concretas e físicas de objetos. Assim, o desenho escultório costuma ser muito rigoroso quanto a forma, como se não houvesse qualquer dúvida no modo e no resultado que procura representar. (LINO,2013, p. 100) No caso o desenho de Rui Chafes possui tanto um rigor absoluto, com linhas precisas, quanto leveza, com contornos quase imperceptíveis tornando o desenho quase inexistentes, conclui Lino (2013). Na precisão, no rigr, na leveza e na firmeza do traçado do seu desenho, é impossível sentir qualquer medo ou arrependimento, quando nos confrontamos com ele; trata-se do rigor absoluto do desenho ao serviço de uma ambiguidade. (LINO,2013, p. 101) É levando também em consideração por Lino (2013) o fato de que todas as obras de Rui Chafes sempre são acompanhadas por títulos, pois, a atribuição de um título é a tarefa que encerra o processo escultórico desse artista. Os textos que escreve refletem somente conceitos com os quais trabalha e não falam o concreto da obra e serve também como forma de aproximação da obra com o espectador.

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Os títulos de suas obras procuram ser arcaicos e fora da moda, na medida em que procuram o enigma, a solidão, o mistério ou a melancolia; apesar de dispersos e aparentemente sem sentido, acabam por ter papel fundamental na orientação do espectador, curiosamente, acabando por desorientá-lo, isto é, o espectador que procura no título algum esclarecimento acerca da obra, sentir-se-á mais perdido (salvo as raras excepções). (LINO,2013, p. 104) No caso a obra do artista a impossibilidade impede o espectador de chegar a uma conclusão. 5 - CONSIDEREÇOES FINAIS Este trabalho teve como objetivo esclarecer os conceitos de arte e de moda, a partir de uma metodologia que consistiu em uma ampla pesquisa que traçou paralelos teóricos entre moda espetáculo, e suas características, e fazendo uma analogia a arte contemporânea baseada na obra do escultor Rui Chafes. Considerou-se que a moda sempre almejou esse reconhecimento e que após um longo período de busca pôde caminhar próxima a ela, entretanto não foi todo tipo de moda reconhecido como arte e sim somente a alta costura, já que a partir dela, originais únicos são substituídos por cópias, estas não consideradas como sendo arte. Tendo como base a analise dos estudos teóricos , foi possível identificar que: a) os conceitos foram fundamentais para a base da pesquisa, visto que a bibliografia escolhida atendeu as necessidades de conceituar moda e arte. b) a problemática que era responder se a moda pode ser arte foi atendida e foi possível concluir também acerca do estilo e forma de trabalho do artista estudado. Contudo, pode-se concluir, com base nas observações e leituras no âmbito deste trabalho que a mescla entre moda e arte independente do designer a arte performática tem desafiado e violado os limites entre moda e arte.

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METODOLOGIA Para transformar a pesquisa Moda e Arte: uma Releitura das Obras de Rui Chafes, em produto final. Foram montados cinco painéis no qual pude representar atreves de imagens toda a pesquisa que seriam a base para criar a coleção , os painéis criados são o de Publico que define para quem o produto será vendido , estilo da marca para deixar claro qual tipo de produto a marca fabricara , o painel inspiração representar imageticamente a pesquisa que foi feita para criar o produto ,painel de tendências buscando inserir as tendências da atualidade na Coleção, e painel de Painel de Macrotendência no qual insiro um comportamento humano que esta se manifestando na coleção. Apos finalizar os painéis dei inicio ao desenvolvimento de quatro cartelas que teriam que conter amostras de Aviamentos, tecidos, cor e supereis que estariam presentes na coleção. Podendo visualizar tudo que estaria presente na coleção e com os painéis já finalizados, dei inicio a criação da coleção contendo quarenta e cinco looks , dividida em cinco famílias com nove looks masculinos e femininos. Cada família foi inspirada em uma escultura do artista contemporâneo Rui Chafes, transformando as formas utilizadas pro ele nas esculturas, para criar novas modelagens,superfícies e estampas para a coleção.

Descrição do processo Com os cinco croquis conceituas já desenhados, foram escolhidos dois para serem confeccionados, e posteriormente quando a coleção estiver pronta será escolhido mais quatro deles. Apos a aprovação dos dois croquis, apresentei os croquis para a costureira para definir a quantidade de tecidos que seria utilizada para fazer cada peça. Com os tecidos já comprados,inicia se o processo de modelagem e moulage com americano cru e papel, para garantir que de tudo certo, e que não iremos desperdiçar tecidos com possíveis erros. Quando a modelagem e moulage já esta aprovada começa o processo de corte e costura , e colagem das pecas que não serão costuradas, após as peças confeccionadas os looks já estão prontas para serem apresentados a banca.

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Painel de inspiração

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Macrotendência A Macrotendência usada na coleção foi a futurista, pois tem a intenção de mostrar que a tecnologia futurista está cada vez mais próxima e palpável. Algumas dessas tecnologias eram mostradas em filmes, mas não acreditávamos ser possível adquirí-los, entretanto, atualmente, muitos desses produtos já estão sendo utilizados pela sociedade, como por exemplo: a impressora 3D, o Google Glass, a casas com conceito futurista e, até mesmo, os chips para humanos. Essas são tecnologias que estão se inserindo cada vez mais rápido no nosso cotidiano.

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Tendência da estação Os painéis de tendências buscam inserir na coleção tendências do inverno 2016 que aconteceram nas semanas de modas mais conceituadas, como a de NY, Londres e Paris. Desses desfiles foram escolhidas quatro tendências que estarão presentes na coleção, sendo elas: silhueta Y, transparência,couro, preto e branco.

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Cor A cartela de cor serve para identificar as cores que estarão presentes na coleção, esta cartela é dividida em dominantes, complementares e tonalizantes. As cores que estão presentes na cartela, são: preto, cor utilizada para pintar as esculturas do artista, e o branco, que remete o interior das galerias de ante ontem suas obras são expostas.

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Cartela de cor

Tecidos A cartela de tecido foi escolhidas de acordo com a estação do inverno 2016 , sendo utilizado tecidos mais pesados e quentes como caurino, moletom, pelúcia, arrastão, entre outros.

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Cartela de tecidos

Matérias As matérias escolhidas para fazer parte da coleção foram definidas de acordo com o estilo da marca, e tem como foco principal a remodelagem deixando a coleção mais rica e com um trabalho diferenciado.

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Cartela de matĂŠrias SuperfĂ­cie

Remodelagem

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Beneficiamento

Aviamentos Para os aviamentos serĂŁo utilizados linhas, zipers e botĂľes nas cores pretas e branco.

Cartela de Aviamentos

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Descritivo de processo criativo das famílias Família campo de sombras- inspirada em uma escultura com recorte de ferro transpassado; Família o peso do paraiso- esta família demonstra um pouco da leveza que o artista dá ao ferro, com vários recortes e formas arredondadas; Família um sopro dolorosamente suave- o recorte das peças lembram as formas estruturadas e arredondadas das esculturas; Família carne misteriosa- esta família possui algumas modelagens e formas curvas, predominante na maioria das obras do artista; Família como uma nuvem pesada- contém formas arredondadas e transparência, que dão ideia da tela de ferro, utilizada pelo artista em algumas das obras suspensas; Família entre o céu e a terra- esta família foi inspirada nas curvas, estilo predominante do artista.

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Formas e Silhuetas As silhuetas que estão presentes em toda a coleção são as triângulo invertido, que dão volume na parte superior do corpo e a silhueta retângulo, com peças mais rente ao corpo.

Painel de Formas e Silhuetas

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Coleção

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FamĂ­lia campo de sombras Inspirada em uma escultura com recorte de ferro transpassado.

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Família o peso do paraiso Esta família demonstra um pouco da leveza que o artista dá ao ferro, com vários recortes e formas arredondadas.

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Um sopro dolorosamente suave O recorte das peรงas lembram as formas estruturadas e arredondadas das esculturas.

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Carne misteriosa Esta famĂ­lia possui algumas modelagens e formas curvas, predominante na maioria das obras do artista.

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Família como uma nuvem pesada Contém formas arredondadas e transparência, que dão ideia da tela de ferro, utilizada pelo artista em algumas das obras suspensas.

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Um sopro dolorosamente suave O recorte das peรงas lembram as formas estruturadas e arredondadas das esculturas.

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Painel de segmentação

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Looks escolhidos

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Bibliografia ARCHER, Michael. Arte contemporânea: uma história concisa. 1°edição 2001, 2° edição 2008. Martins Fontes, São Paulo,2001. ARGAN, Giulio Carlo. Arte e Critica de Arte. 1°ediçao. Editorial Estampa, 1988 DUGGAN, Ginger Gragg. Fashion Theory: A revista da Moda, Corpo Cultura, Volume 2. São Paulo: Anhembi Morumbi,2002 LINO, João Pedro Alves. Rui Chafes: A Escultura como Sopro. Universidade de Lisboa, 2013 PEZZOLO, Dinah Bueno. Moda e arte: releitura no processo de criação. São Paulo:Editora Senac São Paulo, 2013. SVENDSEN, Lars. Moda: uma filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2010. https://luisquintaisweb.files.wordpress.com/2013/01/rci.jpg http://cdn.cml.pt/fotos/l148/_BBE9903_g.jpg http://www.artecapital.net/uploads/exposicoes/2-WurzburgBoltonLandingI199495col.jpg http://www.projectomap.net/images/artists/RChafes_06_078_web. jpg http://www.artribune.com/wp-content/uploads/2011/12/92.jpg

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