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Fotografia by Erwin Olaf

GEISHAS: VIDA E ARTE

ASLA

Winter/2016


Centro Universitário UNA

GEISHAS: VIDA E ARTE Ana Carolina Chagas Xavier Herika Sayuri Lima Ishii

Trabalho de conclusão de curso apresentado a disciplina de Projeto Experimental para obtenção de título de bacharelado em moda. Professora Orientadora: Mariana Rodrigues Area: Criação Produto: Coleção

Belo Horizonte 2015/ 1° Semestre


Agradecimento

C

ertamente estes parágrafos não vão atender a todas as pessoas que fizeram parte dessa importante fase da minha vida. Mas, todos que por aqui passaram, fazem parte do meu pensamento e gratidão. Reverencio a professora Mariana Rodrigues pela sua dedicação e orientação deste trabalho, pelo apoio e suporte acadêmico que fez deste trabalho muito especial. Agradeço a professora Geanetti Salomon pela orientação do Pré -TCC, pelo esforço da pesquisa conseguimos realizar um bom trabalho. Agradeço também a todos os professores do Centro Universitário UNA, o meu reconhecimento também à minha família, pois acredito que sem o apoio deles seria difícil vencer essa etapa. Agradeço a Deus por me capacitar e aos meus amigos pela compania e amizade. Á todos muito obrigaada! Ana Carolina Chagas Xavier

Agradecimento

A

gradeço primeiramente a Deus por me dar força e serenidade para conseguir vencer todos os obstáculos que me foi imposto ao decorrer desses 3 anos e meio. Aos meus pais Paulo Ishii e Rita Silva Lima Ishii, por permitir que eu finalize meus estudos e conquiste meus sonhos. Quero que saibam que são meus maiores orgulho e exemplo. Também agradeço ao meu irmão Yujui por ter paciência em meus momentos de nervoso, estresse, saiba que te amo muito e obrigada principalmente por ser essa pessoa maravilhosa. A minha prima Jaqueline Santana por toda a ajuda e compreensão. Aos meus mestres, e principalmente a minha orientadora Mariana Rodrigues por nos ajudar em um dos momento mais difíceis do curso, obrigada por orientar de forma incrível. Herika Sayuri Lima Ishii


Resumo

E

ste trabalho contém todo o desenvolvimento teórico desenvolvido em 2014/2° semestre, assim como a finalização do mesmo. Contendo assim pesquisas de tendências para o inverno 2016, em que desenvolvemos uma coleção para o público feminino, baseando-se no tema proposto - GEISHAS, MULHERES QUE VIVEM DAS ARTES -. Através de pesquisas foi possível definir tecidos, aviamentos, superfícies, benefícios, assim como remodelagem. Assim, conseguirá encontrar neste trabalho todo o conteúdo prático e teórico desenvolvido.

Abstract

T

his study contemplates all the theoretical development developed in 2014/2 semester, as well as the end of it. Thus containing research trends for winter 2016, we develop a collection for the female audience, based on the proposed theme - geishas, WOMEN LIVING ARTS -. Through research it was possible to define fabrics, accessories, surfaces, benefits, as well as remodeling. Therefore, be able to find in this work all the practical and theoretical content developed.

Palavra Chave

Key Words

Geisha; Coleção; Inverno 2016; Japão

Geisha; Collection; Winter 2016; Japan


Briefing de Negócios

A Marca

Estilo

20 Logotipo 21 Monocromia 22 Escala de Cores 23 Área de Proteção e Redução Mínima 24 Malha de Ampliação 25 Usos Indevidos 26 Aplicação em papelaria 27 Cartões de visitas 28 Tag’s 29 Sacolas em papel 30 Papel de carta e envelope 31 Brinde

Elementos de Estilo

32

GEISHAS: VIDA E ARTE

Sumário 10

Xavier

Curriculum Vitae - Ana Carolina Chagas

11 Curriculum Vitae - Herika Sayuri Lima Ishii

12 12 12 12 12 12 12 12 12 13 14 15 15 15 16 17

18

Manual de Identidade Visual

Estilo de Criação Dominante Nicho Método Criativo Segmento Gênero Concorrentes Painel da Marca: Canais de Distribuições

33

1. PANORAMA SOBRE A HISTÓRA DO JAPÃO

331.1 Mito x Realidade 341.2 Convívio com a natureza 35 1.3 Importância da figura femi

nina

37 2 PROCESSO DE FORMAÇÃO DE UMA GEISHA

37 2.1 Como surgiram as Geishas 38 2.2 Se tornando uma Geisha

Margem de Preços

Diferencial

Público Alvo

39 3 POR QUE AS GEISHAS SÃO TÃO IMPOR-

Painel de Público Alvo:

TANTES E PODEROSAS NO JAPÃO

40 4 UM POUCO SOBRE A HISTÓRIA DA INDUMENTÁRIA JAPONESA

42 5 AINDA HÁ MENINAS NA SOCIEDADE

JAPONESA ATUAL QUE ASPIRAM SE TORNAR GEISHAS

42 5.1 Japão moderno 43 5.2 Meninas que se tornam Maiko na

sociedade atual

44 6 A VISÃO EQUIVOCADA OCIDENTAL SOBRE AS GEISHAS

47 METODOLOGIA 47 CONSIDERAÇÕES FINAIS 48 Descritivo do processo 48 Painel de Inspiração: 50 Painel de Macrotendência 52 Tendência 54 Cartelas 55 Cores 56 Tecidos 59 Superfícies 60 Remodelagens 61 Beneficiamento 66 Aviamentos 70 GEISHAS: VIDA E ARTE 72 Divisão de Família 77 Formas

78 Processo de desenvolvimento da

coleção

78 Apresentação Final

79 GEISHAS: VIDA E ARTE 80 Mineko 90 Natsu 100 Satsuki 110 Yumi 120 Haru 130 Fichas Técnicas 142 Painel de Segmentação 144 Looks Escolhidos 146 Painel Artístico 148 REFERÊNCIAS 149 ANEXOS 150 FOTOS DA COLEÇÃO/FOTOS DE PEÇAS EXECUTADAS


Ana Carolina Chagas Xavier, 24 anos Experiências profissionais: • Equipe de estilo Regina Salomão – janeiro/2015-março/2015 • Monitora de ilustração de moda- Ateliê Ligne – Outubro/2013-Abril/2014 • Auxiliar de Stylist Sandra Boechat – Fe-

vereiro/2014-Abril/2014 • Minas Trend -2013/2014 • Produção de moda para Raquel Braga – agosto/2014 • Corretora no Minas trend com Chico Santoro – Abril/2014 • Oficina criativa de moda (CRmoda) - maio/2014 • Marketing e cargo administrativo, Livraria Nobel –janeiro/2007-julho/2013

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Herika Sayuri Lima Ishii, 27 anos Formação relevante: Ensino Médio – Minokamo-Shi/Japão Línguas: Português – Fluente –; Japonês – Fluente –; Espanhol – Fluente –; Inglês – Intermediário –. Vivências internacionais: Argentina – 6 meses –; Japão – 10 anos –; Ilhas Marianas do Norte / Oceano Pacífico – 3 meses –. Experiências profissionais: • Minas Trend Preview – 2012/2; 2013/1; 2013/2; 2014/1; 2014/2 • Comercial – Governo Federal 2013/07 • Editorial – Revista Elle – Edição Setembro/2013 • Miss Brasil 2013 – Assistente de produção • Vogue Fashion´s Night Out 2013 – Ribeirão Preto/SP • Diamond Mall – Party at the Mall Natal – Novembro/2013 – Belo Horizonte/ MG • Editorial – Revista Elle – Edição Setembro/2014 • Produção Revista Diamond Mall – Ano 1, Número 2 – 2014 • Brasil Fashion – 1° Edição em Belo Horizonte/MG – Setembro/2014 • Desfile – Comemoração 10 anos do Pátio Savassi – Belo Horizonte/MG • Convenção – Regina Salomão – 24/01/2015 – Belo Horizonte/MG • Catálogo – Blue Banana Inverno/2015 • Amicci – Assistente de estilo – Fevereiro/2015 Objetivos Profissionais: Após a formação procurar especializações na parte área de criação, através de cursos de estampas, modelagens, costura, tornando-se assim um profissional com amplo conhecimento. Procura de bolsas de estudos no exterior será a maior prioridade após a formação.

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Concorrentes Briefing de Negócios

A Marca

A

sla, a mais nova marca no cenário nacional, voltado para o vestuário feminino, em que irá vestir nossas mulheres de forma casual chique. Estará sempre arrumadas e sensuais para qualquer momento do seu dia a dia. A marca irá apostar em estampas exclusivas, tecidos de qualidade e confortáveis ao toque, como também modelagens contemporâneas no cenário da moda. Através de uma profunda pesquisa de tendências e macrotendências no cenário mundial, procuramos sempre deixar nossas clientes à frente de qualquer Trend. Poder e sofisticação são as palavras da Asla, que aposta em peças marcantes e exuberantes para celebrar todas as ocasiões.

D

esde 1994, a estilista parisiense cria uma moda ao mesmo tempo chique, descontraída e adaptada às cosmopolitas. Referência de tendência, Isabel Marant é uma das marcas contemporânea mais forte no mercado, como também uma das mais esperadas na semana de moda de Paris. A marca mistura a moda das ruas com detalhes chique.

Estilo de Criação Dominante

Elementos de Estilo Subjetivo: Estampas; Cores; Bordados Objetivo: Jovem; Contemporâneo; Despojad

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M

Nicho Prêt-à-Porter de difusão

Método Criativo Tecnô e Retrô

Segmento Casualwear Chique; streetwear chique

Gênero Feminino

M0B

arca de moda feminina jovem, que teve sua primeira loja na Alameda dos Arapanés, em Moema. É uma marca jovem no cenário nacional, que aposta na versatilidade, jovem e cosmopolita. Um dos diferenciais da marca, é a procura para tornar as peças mais usáveis, com tecidos mais confortáveis e tecnológicos. A marca investe fortemente nas mídias impressas, online e anúncios.

Casual

Estilo Dominante: Casual Complementar: Chique

Isabel Marant

M

Printing

arca mineira que possui qualidade, estilo, desing, modelagem e ótimo acabamento. Oferece vestidos clássicos, mas sempre com modelagens atuais e contemporâneo, imprescindível para consolidá-la no mercado. Além de possuir leveza, e trabalhar de forma equilibrada com estampas.

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Painel da Marca:

A

través de editoriais, estilo de roupas, cortes, estampas e cores procuramos passar a identidade que a marca Asla possui. Logo esse painel é extremamente importante para compreender imageticamente o estilo que a marca irá trabalhar.

Canais de Distribuições

M

ulti-distribuições - Distribuição através de lojas própria em grandes capitais nacionais – Brasília (DF); Belo Horizonte (MG); Rio de Janeiro (RJ); Salvador (BA); São Paulo (SP) –, em que o showroom principal estará localizado em Belo Horizonte. Venda pelo e-commerce na página oficial da marca.

Margem de Preços Camisa simples: R$ 190,00 à R$ 350,00 Vestido curto: R$ 450,00 à R$ 650,00 Calça: R$ 300,00 à R$ 550,00 Jaqueta: R$ 400,00 à R$ 800,00 Vestido longo festa: R$ 700,00 à R$ 1.800,00 Top simples: R$ 150,00 à R$ 200,00

Diferencial

A

sla irá investir em estampas exclusivas para suas coleções. Procurando sempre estar à frente de marcas nacionais concorrentes em lançamento de tendências. Possuirá uma equipe exclusiva para pesquisa de tendências e apostar nelas sem medo. Pois, a mulher que veste Asla é cosmopolita, jovem, descontraída e chique. Ao entrar em lojas próprias será recepcionada com mimos que faz bem para o ego feminino. A loja possuirá um ambiente clean e agradável, com trilhas personalizadas para a identidade da marca.

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Painel de Público Alvo:

E

ste painel conterá imagens que define bem o público alvo da Asla, descrito anteriormente no briefing da marca.

Público Alvo Mulher de 25 anos a 35 anos gostam realizar viagens internacionais e nacionais com frequência, optando sempre pelos melhores destinos, hotéis, restaurantes. São mulheres, que viajam em classe executiva, possuem carros top de linha, como um Audi. Costumam frequentar shopping elitizado, como Ponteio Lar, Diamond Mall. Cinemas de luxo, em que o serviço é diferenciado – Cinema Ponteio Lar –. Apesar de possuir meios para comprar roupas de luxo internacional, utiliza também as nacionais, em ocasiões para festas tais como Pat Bo, Vivaz, como também Printing, M0B. Apesar de já nascerem com a situação financeira estabilizada, em que se permite usufruir de tais luxos, elas são extremamente profissionais e batalhadoras, sempre em busca da superação pessoal e profissional. Mulheres que possuem um grande conhecimento de diversas culturas. Conseguem se comunicar com profissionais de altos cargos executivos ao menor deles. Possuem renda de R$ 2.500 à R$ 7.000 ou mais, são da classe B com ascensão para a classe A. Consomen marcas de luxo como a Christian Dior, Chanel, Isabel Marant. Compram com frenquência roupas, perfumes, acessórios. Nossas mulheres são profissionais de variadas áreas de atuação, como advogadas, médicas, engenheiras, atrizes, cantoras, jornalistas, cineastas, arquitetas entre outras. Amam músicas, sendo que seus ídolos são Maroon 5, Beyonce, Rihanna, Shakira, Bruno Mars, Justin Timberlake, Jennifer Lopes. Têm como objetivo e sonho continuar na mesma classe social ou ascender cada vez mais. São mulheres seguras, com a profissão estabilizada. Sonham em viajar, curtir a vida através de viagens, festas, e em segundo plano constituir uma família. As mulheres que vestem ASLA, viajam com frequência, para grandes cidades como Tokyo, New York, Londres, Milão, Dubai, Sidney, México.

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Manual de Identidade Visual


Logotipo

Monocromia

Tipografia Asla, em árabe significa “a rainha das abelhas”. A maioria das mulheres na cultura do Oriente Médio que são abençoadas com este nome é muitas vezes bonitas, cuidadosas, divertidas e atrevidas, possuem muita atitude e sabem usar a seu favor, por isso são conhecidas como grandes mulheres. E é essa essência que a marca possui, esse é o jeito Asla de ser.

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Poder e sofisticação são as palavras da Asla. Portanto, para remeter à estas características, a família tipográfica escolhida para a identidade visual da marca foi a Toledo. Seu uso é previsto em todas as peças gráficas. ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ abcdefghijklmnopqrstuvwxyz1234567890 Toledo | Alfabeto Principal

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Escala de Cores

Área de Proteção e Redução Mínima

As cores adotadas para a marca foram o preto e o cinza claro, que fazem alusão à elegância, sumptuosidade e exuberância, tanto quando usadas separadamente, como quando em conjunto.

Para preservar a visibilidade e leitura da marca e evitar a aproximação excessiva de outros elementos, é necessário obedecer o espaço delimitado pela linha pontilhada externa. O módulo determinado equivale à largura da letra ‘A’

CMYK 0/0/0/6 Pantone Cool Gray 1

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CMYK 0/0/0/100 Pantone Process Black A marca não deve ser reduzida a um tamanho menor que 20mm de largura. Em proporções menores que essa, o logotipo se torna ilegivel.

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Malha de Ampliação

A malha de ampliação determina a proporção da marca, que deve ser mantida, independento do tamanho em que for aplicada.

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Usos Indevidos

A marca Asla não deve ser alterada, seja nas suas cores, diagramação ou proporção. Certifique-se de que a marca seja reproduzida com fidelidade.

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Aplicação em papelaria

Cartões de visitas em versão horizontal e vertical em papel cartão cinza 250g com hot stamp prata localizado. Dimensões: 80mm x 50mm

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Aplicação em papelaria

Tag em papel cartão branco 250g Dimensões: 60mm x 40mm

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Sacolas em papel não-revestido 90g cinza e branco. Dimensões Sacola branca: 297mm x 420mm x 160mm Sacola cinza: 210mm x 297mm x 110mm

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Aplicação em papelaria

Papel de carta e envelope em papel não-revestido 90g. Dimensões Papel de carta: 210mm x 297mm Envelope: 114mm x 162mm

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Brinde

Brinde Dimensões 20 cm x 14 cm

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E

Em Takamagahara (a Planície do Alto Céu), nasceram algumas divindades. Abaixo dela redemoinha uma massa líquida. Duas divindades, Izanagi (“Aquele Que Convida”) e Izanami (“Aquela Que Convida”), são enviadas para transformar este líquido em terra. Izanagi mergulha sua lança no líquido e as gotas que caem coagulam, formando a ilha de Onogoro (Ilha “Autocoagulante”). As duas divindades descem para povoar. (HENSHALL, 2011, p. 15)

Já segunda e última parte esta a pesquisa prática, todo o processo de criação, como pesquisa de tendências, tecidos, cores, matérias e o marketing da marca proposta. Através de todo o processo teórico será possível desenvolver uma coleção conforme toda a pesquisa prática realizada ao decorrer do semestre. Assim, será possível entender o processo de criação de estampas e Conforme a autora Sakurai (2013), graças à criação da superfícies. mitologia envolvendo o surgimento do Japão, sendo passada de geração a geração, toda a simbologia envolvendo a família imperial japonesa só faz com que 1. PANORAMA SOBRE A seja reforçada a ideia de que a dinastia que governa o país remonta às divindades. Assim, como afirmado HISTÓRIA DO JAPÃO pela autora, nunca houve tentativa de usurpação do urante o processo de pesquisa é necessário trono imperial durante toda a história japonesa. que haja um entendimento básico sobre a história do Japão, em que de forma objetiva Por fim, apesar de muitas pesquisas e estudos, cientistentaremos explicar a ligação do povo japonês com o tas ainda não conseguem afirmar com precisão a orimito e a realidade, o convívio com a natureza e, por gem exata do povo japonês, nem a data específica em fim, a importância da figura feminina na sociedade que o país começou a ser migrado. japonesa.

D 1.1

Mito x Realidade

D

urante toda a história mundial, mitos foram criados e romantizados para explicar um momento político de cada nação. Histórias de colonização, guerras, conquistas e derrotas fazem parte da humanidade, não seria diferente para o Japão, porém, tais lendas se confundem até hoje entre a realidade e a fantasia. O surgimento do Arquipélago Japonês é tratado de forma mística, que dificulta o entendimento e estudos da história do país, sendo necessária maior atenção para conseguir entender e desvendar o que há por trás dos mitos que traduzem fatos históricos reais. (HENSHALL, 2011).

Imagem: Retirada do pinterest

Fotografia by Erwin Olaf

ste trabalho é dividido em duas partes, sendo a primeira teórica em que tem como objetivo principal o aprofundamento e a compreensão de entender todo o processo de formação dessas mulheres. Pretende também esclarecer etapas necessárias a percorrer, como também a imagem equivocada que o ocidente possui acerca delas. Neste estudo foi abordada a história do Japão de forma resumida e mais objetiva possível, assim como a relação que os japoneses possuem com a natureza, mitos e a importância da figura feminina na sociedade. Lembrando que enfocou-se principalmente nas etapas de formação das Geishas, para assim conseguir trabalhar no processo de desenvolvimento da coleção feminina.

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1.2

A

Convívio com a natureza

relação que o povo japonês tem com a natureza é extremamente forte. Talvez pelo fato de possuírem um espaço geograficamente menor comparado com muitos outros países, se tornaram “amantes” da natureza. Essa ligação para com a natureza é possível presenciar principalmente no início da primavera – abril –, em que milhares de japoneses se aglomeram em parques para contemplar o florescer das cerejeiras – sakura –. Famílias e amigos realizam picniques, cantam, dançam, tiram fotos por tudo o que é lado. Tal prática é conhecida como hana mi – olhar as flores – ou hana matsuri “festa das flores”. (SAKURAI, 2013). Mesmo num tempo de grandes metrópoles de concreto, asfalto e néon, em inúmeras dimensões de suas vidas: na forma como exploram economicamente as terras ou preservam suas florestas, na religião, na arte, na literatura, na concepção de lazer. Em suma, o desejo de uma ligação próxima com a natureza faz parte do modo de ser japonês. (SAKURAI, 2013, p. 12)

Por toda parte em que se anda em território japonês é evidente seu cuidado pela natureza, como também na bandeira nacional do país, em que o sol nascente é representado por uma esfera vermelha sobre o fundo branco, em sobrenomes que terminam ou até mesmo começam com palavras que remetem à natureza. Todo esse respeito não somente pela natureza em si, mas também para com a história do país faz com que se torne tão elogiada por outros países, como também um motivo de estudo para conseguir chegar a um nível de competência japonesa. Um país em que o tradicional consegue andar lado a lado com o contemporâneo certamente dever ser admirado e observado constantemente. (SAKURAI, 2013) Por fim, essa base do “jeito japonês” deve-se ao fato de crianças serem educadas para respeitarem e cuidar do espaço de uso comunitário. Estudantes limpam o ambiente escolar, como também servem a refeição para os colegas, gerando um sentimento de responsabilidade não somente com o meio ambiente, mas principalmente como cidadão.

1.3

Importância da figura feminina

D

Geishas: Vida e Arte / 34

Já no âmbito do casamento, apesar de ser cada vez mais raro, a mulher japonesa ainda é submetida ao omiai – casamento arranjado –. Desde a época Meiji (1868) o casamento era considerado crucial na vida das mulheres, tanto como forma de sobreviver como de servir à pátria. Tinha ainda função social, mais da afetiva. (SAKURAI, 2013). Atualmente as mulheres preferem casar-se tardiamente, normalmente após os 30 anos de idade, em que já aproveitaram o máximo possível de suas vidas de solteiras. Porém, o casamento já não é mais uma prioridade da mulher quanto do homem japonês. (SATO, 2006). Por fim, apesar de toda essa rigidez seria de se esperar que a mulher japonesa fosse totalmente submissa ao homem, porém, nos tempos atuais a mulher é responsável não somente pelas tarefas domésticas, como também das finanças da família. Uma prática comum entre as famílias é o kozukai – mesada –, em que a mulher é responsável por distribuir esse dinheiro tanto para os filhos quanto para o marido. Apesar, de ser o homem que esta encarregado de trabalhar para sustentar sua família. (SATO, 2006). Assim, o papel da mulher japonesa está em constante evolução, conseguindo cada vez mais espaço na sociedade. Como também conquistando altos cargos executivos, tendo voz decisiva dentro de uma sociedade tão tradicional.

É

2 PROCESSO DE FORMAÇÃO DE UMA GEISHA

necessário compreender o processo pelo qual uma menina passa para se tornar uma geisha. De forma objetiva e o mais claro possível será pesquisado com o intuito de entender e aprofundar melhor nesse “mundo” tão atraente e ao mesmo tempo misterioso. Assim será pesquisado como ocorreu o surgimento das geishas e o processo de como se tornar efetivamente uma geisha.

Imagem: Retirada do pinterest

urante o Período Heian (iniciada em 794) houve uma grande evolução na literatura, fabricação de incensos e cerimonias de chá. Ao mesmo tempo em que as grandes poetisas se destacavam nessa época, as mulheres viviam reclusas em seu mundo fechado. (FOGG, 2013).

A única forma aceitável para uma mulher de status se locomover em público era ser carregada em uma carroça de boi sem janelas. Uma vez que a combinação de túnicas escolhida era considerada equivalente ao nível de cultura e sensibilidade da mulher, esta descobriu que podia se exibir publicamente do interior desse enclave escuro e lacrado expondo as bordas sobrepostas das mangas por fendas sob a porta da carroça. (FOGG, 2013, p. 38)

35 / Geishas: Vida e Arte


2.1

Como surgiram as Geishas

D

urante o período Edo (1603 – 1867), homens se vestiam de mulheres para entreter a sociedade, eram conhecidos como geishas – pessoas da arte, artistas –. Tais homens ficaram conhecidos como otoko-geisha – artistas masculinos –. O papel da mulher nesse período era somente como mãe, esposa e dona da casa. Trabalhos esses que ao ver da sociedade era uma obrigação de nascimento da mulher, não sendo necessária assim a remuneração.

Imagem: Retirada do pinterest

A falta de opções de profissões para as mulheres foi agravada em 1629, quando por lei o xógun tornou o teatro uma atividade proibida às mulheres. Impedidas de praticas atividades de entretenimento em público, os palcos foram rapidamente ocupados por homens travestidos, para substituir a presença feminina em cena. Não tendo um marido ou família que a sustentasse, restava à mulher apenas a prostituição como meio de subsistência. (SATO, 2006)

Entretanto, apesar da proibição das mulheres em palco em local público, mulheres infligiam a lei entretendo convidados em reuniões particulares. Onde dançavam, cantavam e tocavam instrumentos músicas, assim passaram a serem conhecidas como onna-geisha – mulheres artistas –. Porém, apesar de exerceram atividades artísticas, eram confundidas com prostitutas na maior parte do tempo, pois em locais que trabalhavam, conhecido como casas de chá – ochaya – funcionárias ofereciam “serviço de travesseiro” – prostituição –. (BROWN; IWASAKI, 2002). Apesar de serem confundidas, somente a partir do século XVIII, houve a necessidade de criação e regulamentação de atividades a respeito da prostituição, conseguindo assim, amenizar a comparação entre geishas e prostitutas. Por fim, somente em 1779, as geishas passaram a ser reconhecida como profissão distinta da prostituição. Assim, foi criado um cartório com o intuito de registrar e fiscalizar as geishas, conhecido como kenban, sendo uma de suas regras a obrigação de viver em okiyas – casa de geishas –. (BROWN; IWASAKI, 2002).

2.2

J

Se tornando uma Geisha

ovens aprendizes de geishas, conhecidas também como maiko – mulher da dança –, durante esse período aprendem desde a limpeza do ambiente em que residem a aulas de dança, etiqueta, música. “A limpeza é considerada parte vital do processo de treinamento em todas as disciplinas tradicionais japonesas e é prática obrigatória para qualquer noviça”. (BROWN; IWASAKI, 2002, p. 82). Inicialmente, para se tornar uma maiko é necessário o aprendizado da etiqueta japonesa – como abrir uma porta elegantemente, ou servir o chá adequadamente –, durante todo o processo de aprendizagem, é possível realizar o exame no nyokoba (escola especializada na formação de geiko) somente uma vez ao ano, em que é avaliada desde sua postura a dança. “A primeira parte do exame consistia em abrir a porta. Eu fiz isso precisamente como me ensinaram, A essa altura, os movimentos precisos tinham se tornado uma segunda natureza”. (BROWN; IWASAKI, 2002, p. 126).

37 / Geishas: Vida e Arte


Dentro do ritual de passagem mizuage, há outro conhecido como erikae – cerimônia de troca do colarinho, que marca a evolução de uma gueixa –, momento em que a maiko troca seu colarinho vermelho “criança dançarina” pelo branco, que simboliza uma geiko adulta. Após torna-se uma geiko completa, essa passa a ter como obrigação torna-se onne-san – irmã maior – de uma maiko, para assim orientá-la no caminho correto a ser percorrido. (BROWN; IWASAKI, 2002).

3 POR QUE AS GEISHAS SÃO TÃO IMPORTANTES E PODEROSAS NO JAPÃO

D

entro da história japonesa, alguns momentos políticos, as geishas sempre esteve presente. Considerado para muitos um patrimônio cultural vivo, tal tradição é levada extremamente a sério quando diz respeito às mesmas. Tais mulheres têm acesso a membros da alta sociedade japonesa como também estrangeira. Em jantares políticos ou homenagens a alguma importante celebridade, sempre há a presença delas para o entretenimento dos convidados.

Após o exame no nyokoba, caso a jovem menina venha a conseguir permissão para se tornar uma maiko, será necessário o período que se chama minarai – aprender por observação –. Entretanto, o período de minarai – duração de um a dois meses – é curta, depois de finalizado essa etapa é considerada uma completa maiko, preparada para realizar suas obrigações. (BROWN; IWASAKI, 2002).

Como obrigações, a maiko deve entreter seus clientes no ochaya, em um evento conhecido como ozashiki – banquete ou festa de jantar–. “ozashiki é uma ocasião para o anfitrião e seus convidados desfrutarem do melhor da culinária, relaxarem, terem conversas estimulantes e apreciarem os entretenimentos refinados”. (BROWN; IWASAKI, 2002, p. 134).

Imagem: Retirada do pinterest

Essa é uma chance para a geiko iniciante ganhar experiência de primeira mão dentro do ochaya. A minarai veste um traje profissional e vai a banquetes noturnos. Ela observa as nuances intrincadas de comportamento, etiqueta, boas maneiras e habilidade de conversação que logo terá de demonstrar por si mesma. (BROWN; IWASAKI, 2002, p. 131).

Entretanto, sua importância para a sociedade é muito maior que entreter convidados, as geishas são as representantes da cultura tradicional japonesa, como também grande artistas na área da dança, música, comportamento, caligrafia, cerimônia do chá e arranjos florais. Ser patrocinadores da educação dessas mulheres causa um status de “protetores das artes” dentro da sociedade japonesa. Assim, casas de quimonos costumam ser os maiores patrocinadores, oferecendo não somente as melhores vestes como também o investimento em escolas formadoras de maikos e geishas. (BROWN; IWASAKI, 2002). No começo dos anos 70, o Japão estava emergindo no cenário internacional como uma potência econômica. Essa mudança se refletiu na natureza de meu trabalho. Como uma representante da cultura tradicional japonesa, tive a sorte de encontrar e interagir com líderes de todo o mundo. (BROWN; IWASAKI, 2002, p. 220).

Figurativamente as geishas podem ser consideradas “diplomatas”, pois é necessário saber comunicar-se com qualquer pessoa, possuir conhecimento de todas as áreas para que seja possível esse entretenimento. Por fim, essas mulheres também possuem grande importância na economia de suas cidades, em que a indústria de quimonos na cidade de Kyoto é uma das mais importantes. A geikos e maikos encomendam coletivamente todos os anos quimonos necessários para eventos que participam, ajudando assim no sustento de centenas de artesão, pintores de seda e aos designers de ornamentos de cabelos. (BROWN; IWASAKI, 2002).

Somente após 5 anos de treinamento básico, em que todo esse processo de aprendizagem a maiko se torna apta para se tornar uma geisha. Dá-se assim início ao ritual de passagem de maiko para geiko. Conhecido como mizuage – cerimônia que celebra uma ascendência na trajetória da gueixa –. (SATO, 2006). “Após ser maiko por mais de dois anos, chegou o momento de meu mizuage, uma cerimônia que celebra uma ascendência na trajetória da maiko”. (BROWN; IWASAKI, 2002, p. 199). Durante esse processo a maiko muda seu estilo de cabelo cinco vezes para simbolizar os passos que ela dá após se tornar uma geiko. Na cerimônia de mizuage, o topete é simbolicamente cortado para denotar sua transição da infância para a condição de jovem mulher, e ela assume um corte de cabelo mais adulto. (BROWN; IWASAKI, 2002). Geishas: Vida e Arte / 38

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4 UM POUCO SOBRE A HISTÓRIA DA INDUMENTÁRIA JAPONESA vestuário houve um crescimento na produção de seda e seu tingimento na era Heian, se tornando assim um artigo nacional de extrema importância.

“No início do século X, 36 províncias japonesas forneciam seda para a casa imperial, e o período é lembrado como uma era de ouro do tingimento da seda na capital”. (FOGG, 2013, pág 37). Entretanto, toda a suntuosidade relacionada aos trajes do Período Heian acabaria por tornar-se insustentável para famílias aristocráticas japonesas, exceto para a casa imperial, “Nossa compreensão da indumentária Heian depende em que viria a utilizar trajes Heian somente em coroquase exclusivamente das representações artísticas e ações ou datas importantes. (FOGG, 2013). literárias da época, sobretudo das obras clássicas de A concentração das classes dominantes criava literatura japonesa dos primeiros anos do século XI”. condições ideais para uma cultura da competição (FOGG, 2013, p. 36). Como citado anteriormente – 1° por meio da moda e de ostentações de riqueza e parágrafo, Mito X Realidade –, no decorrer de grande estilo. Diferentemente da situação no palácio de parte da história japonesa, estudiosos se baseia muito Luís XIV em Versalhes, França, porém, os sisteem mitos, histórias e literatura, assim como também mas de valores japoneses não permitiam que o luxo fosse ao extremo – afinal, o acúmulo de riocorrerá com a história da indumentária japonesa, em queza no Japão nunca foi tão grande quanto na que a literatura e poesias são a maior fonte de pesquiFrança, poir a política comercia Tokugawa era sa. bastante livre (embora o país fosse fechado aos Nesse dia, todas as mulheres tinham dado o melhor de si para se vestir bem, mas, por acaso, duas delas demonstraram falta de gosto ao escolher a combinação de cores de suas mangas e puderam ser vistas por inteiro pelos nobres e cortesãos mais importantes ao servirem a comida. Parece que depois dama Saisho e as outras ficaram arrasadas, mas não foi um erro tão terrível assim – as combinações só eram bem pouco inspiradoras. (FOGG,2013, p. 36/37).

investimentos estrangeiros). (FOGG, 2013, p. 75).

Começava assim um novo Período, conhecido como “Edo-Jidai” – Período Edo (1603-1867) –, momento em que a estabilidade política e econômica tornava-se favorável, assim como a expansão urbana para o Japão. Porém, para o vestuário esse período foi importante devido ao aperfeiçoamento da técnica de tingimento e estamparia para o quimono. Como exemplificado pela autora FOGG (2013):

Mesmo que haja uma grande diferença entre a indumentária oriental e europeia, percebe-se que mulhe- “Foi aperfeiçoada por Miyazaki Yuzen, forma de tinres japonesas preocupavam-se extremamente com as gir tecidos com múltiplas cores, usando moldes vazacombinações, como principalmente consideravam dos e pasta de arroz, o yuzen até hoje é um dos pontos inspiradoras, não tão diferente das europeias. Porém, centrais da refinada cultura do quimono”. graças a essa preocupação excessiva em relação ao Geishas: Vida e Arte / 40

Imagem: Retirada do pinterest

D

urante a história do Japão, possui dois momentos críticos para a indumentária japonesa, sendo ela primeiramente durante o Período Heian (794) e o Período Edo (1603-1867). Em que basicamente o primeiro período, o Japão sofre grande influência da China, em que começa a utilizar em grande escala a seda. E em segundo momento, período em que o Japão passa a isolar-se politicamente, artesãos procuram utilizar outros materiais como substituição da seda. (FOGG, 2013).


várias subculturas, caracterizadas por vários grupos: ganguro, lolita, animes, mangás, entre outros. Sendo que, ganguro pode ser caracterizado como: “O estilo é uma afirmação de rebeldia contra a pele clara e os cabelos pretos tradicionalmente valorizados pela cultura japonesa, e imita o visual “garota da Califórnia””. (FOGG, 2013, p. 506/507). O Japão Pop, cada vez mais influencia jovens no estilo de viver, principalmente na tecnologia. Entretanto, o que mais vem se destacando é a difusão da cultura anime. “no desenho animado Sailor Moon, aspectos da cultura japonesa da “economia da bolha” (anos 1980), como o respeito ao passado e à hierarquia, são retratados (...) num Japão cuja prosperidade econômica parecia infinita”. (SAKURAI, 2013, p. 344). Por fim, é nesse ambiente que meninas vivem diariamente com acesso a mais alta tecnologia e informações rápidas, quebras de tradição, grupos “diferentes” da rotineira beleza e comportamento japonês, em que apesar disso ainda assim procuram viver da forma mais tradicional possível, tornando-se geishas.

Por fim, apesar de cidadãos serem obrigados a utilizar determinadas cores e acessórios por classe social, somente uma classe de mulheres eram permitidas utilizar da extravagância e luxo, as geishas. “Um dos locais em que a moda conseguia em certa medida se libertar dessas preocupações era o bairro dos prazeres de Yoshiwara, não apenas por seus status de mundo à parte”. (FOGG, 2013, p. 77).

5.2

5 AINDA HÁ MENINAS NA SOCIEDADE JAPONESA ATUAL QUE ASPIRAM SE TORNAR GEISHAS

T

radição que começou desde o Período de Edo no Japão, famílias endividadas vendiam suas filhas para o Okiya – casa de geishas – para se tornarem maiko. Entretanto, com o passar dos tempos jovens mulheres optam por essa escolha consciente, diferentemente do passado, em que era imposta para muitas. (GEISHA GIRL, 2005).

V

De acordo com a constituição japonesa, jovens mulheres somente podem se tornar maiko após finalizar o ensino fundamental, e der continuação a seus estudos normalmente. Apesar dessa prática não ser comum e rotineira, famílias e a sociedade respeitam essa escolha. Diferentemente do Período Edo, meninas não podem iniciar essa formação menor que a idade de 15 anos, porém após a certeza dessa escolha passam a viver no Okiya, esta localizada em áreas que se chamam Hanamichi – “cidades de flor/ estrada de flor”. Em que diariamente aprendem como se portar e falar. Entretanto, suas primeiras tarefas é aprender a vestir corretamente uma maiko. (GEISHA GIRL, 2005).

ivemos um dos momentos mais tecnológicos da história da humanidade, em que a rapidez de informações ultrapassa limites geográficos. É nesse contexto histórico em procuramos entender o porquê de garotas japonesas ainda procurar se tornar geishas atualmente. Assim, procuramos entender melhor sobre o Japão moderno e o motivo de meninas se tornarem geishas atualmente.

Japão moderno

D

e acordo com a autora Sakurai (2013) a sociedade do pós-guerra com a euforia pelo consumismo é um grande contrate com a da parcimônia da geração pré-guerra. Em que com o acesso aos bens de consumo, jovens e crianças passaram a viver em um universo completamente particular, isolando-se através de fones de ouvido, videogames. No ambiente familiar os pais se isolam cada vez mais assistindo televisão e deixando o coletivo de lado. Com tantas mudanças, o Japão passou a ter

Geishas: Vida e Arte / 42

Imagem: Retirada do pinterest

5.1

Meninas que se tornam Maiko na sociedade atual

Em entrevista concedida para um canal de TV japonesa, meninas explicam o motivo de querer se tornar geisha. Em busca de fama e admiração, esse é um dos principais pontos cruciais para a escolha, em que turistas estrangeiros e até locais sempre admiram e fotografam, assim como também a imprensa local costuma cobrir e até mesmo perseguir maiko, com o intuito de aumentar o turismo na cidade. (GEISHA GIRL, 2005). Lembrando que os okiya somente estão em funcionamento na cidade de Kyoto, outros estados e cidade do Japão não possuem tal prática atualmente. Assim, é necessária a mudança não somente de residência como também de cidade. Porém, em tempos atuais essa escolha se torna cada vez mais difícil, pois a formação é rígida, sendo necessária muita disposição e força de vontade. (GEISHA GIRL, 2005).

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6

E

A VISÃO EQUIVOCADA OCIDENTAL SOBRE AS GEISHAS

Outro ponto em que é necessário que tenha conhecimento, homens só possuíam permissão para adentrar no okiya após dez horas, quando já não possuía moradoras no estabelecimento. Somente prestadores de serviços eram permitidos adentrar no okiya, como vendedores de gelo, fornecedores de comida, cobradores, vendedores de quimono e outros, porém, eram recebidos no genkan – entrada –. (BROWN; IWASAKI, 2013). “Nem mesmo o marido de Aba, irmão de Tia Oima, tinha liberdade para ir e vir segundo a própria vontade. Essa é a razão pela qual a noção de “casas de gueixa” como locais de má reputação é tão ridícula”. (BROWN; IWASAKI, 2002, p. 83). Shimabara costumava ser um quarteirão licenciado onde mulheres conhecidas como oiran e tayu (cortesãs, prostitutas de alta classe) desenvolviam seu comércio, embora além disso fossem habilitadas nas artes tradicionais. Uma jovem oiran também se submetia a um ritual chamado “mizuage”, mas o delas consistia de uma defloração cerimonial por um cliente que tivesse pagado exorbitantemente pelo privilégio (essa definição alternativa da palavra “mizuage” tem sido fonte de alguma confusão sobre o que significa ser uma gueixa). Tayu e oiran trabalhavam sob contratos registrados e eram confinadas ao distrito até que o período estipulado de serviço acabasse. (BROWN; IWASAKI, 2002, p. 244).

Entretanto, como já mencionado anteriormente os únicos homens que têm permissão para entrar e ter contato direto com as geishas, são os otokoshi – camareiros –, em que são responsáveis por vesti-las. Vale enfatizar que as geishas vendem somente sua arte e entretenimento, sendo de escolha pessoal se irá optar por envolver-se emocionalmente e fisicamente com o cliente. (BROWN; IWASAKI, 2002). Por fim, devido à confusão de diferenciação, geishas são vistas como cortesãs de luxo até os dias atuais. Filmes como Memórias de uma Gueixa, fizeram com que enraizasse essa opinião a respeito dessas mulheres.

Geishas: Vida e Arte / 44

Imagem: GLAM - May, 2010 - by: Bustaman Mokhta

quivocadamente, as geishas são vistas como cortesãs de luxo do Japão. Estereótipo que foi obtido principalmente após a I Guerra Mundial, em que soldados americanos, impressionados pela beleza exótica, não souberam distinguir geishas das cortesãs de luxo – oiran – e prostitutas. Diferença básica conhecida por habitantes japoneses entre as geishas e oiran, seria a forma de arramar os obis, em que as cortesãs arramavam na parte da frente e geishas nas costas. (BROWN; IWASAKI, 2002).


DESCRITIVO DO PROCESSO

P Imagem: Vogue Japan - November 2014 - Mario Testino

rimeiramente toda a pesquisa teória foi realizada através de bibliografias em livros e sites. Em que, foi realizada um profundo estudo para conseguir compreender o universo dessas mulheres tão misteriosas.

Já a pesquisa para realizar a criação partir foi realizadas através do Use Fashion, foi possível entender melhor a macrotendência geral para o Inverno 2016. Outro meio de pesquisa foi através da semana de moda de Paris, Londres, Milão, em que selecionamos a tendência geral para a marca conforme o público alvo trabalhado na marca Asla. Com a supervisão da orientadora, iniciamos o estudo de cores e tecidos que melhor cairia em todo o processo de criação, assim como o desenvolvimento de estampas exclusivas e bordado inspirado na natureza japonesa.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

L

ogo, através de todo o processo de pesquisa realizada durante o desenvolvimento deste projeto foi alcançado com êxito à proposta de quebrar a imagem errônea sobre as geishas. Durante todo o trabalho é possível entender desde a história básica sobre o Japão, como também o surgimento das geishas. Sendo tais etapas extremamente importantes para conseguir alcançar e analisar o problema proposto. Assim, concluímos que através de uma má interpretação de soldados americanos ao se depararem com mulheres japonesas que trabalhavam para o entretenimento dos mesmos, não souberam diferenciar uma geisha de uma oiran, surgindo assim o início de todo um mau entendimento, que mesmo nos tempos atuais não foram desmitificados. Graças a essa pesquisa e entendimento, foi possível desenvolver todo o processo criativo com êxito. Através de pesquisas de tendências, consequentemente tecidos, cores, texturas, superfícies, beneficiamentos. Entender também modelagens possíveis para alcançar o objetivo proposto.

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Descritivo do processo Painel de Inspiração:

A

través desse painel será possível encontrar elementos que serviu de inspiração para o processo de desenvolvimento da coleção Inverno 2016, assim como entender melhor o tema proposto.

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Painel de Macrotendência

U

ma das macrotendências trabalhada é conhecida como “Detox Total”, em que buscamos por produtos que driblem o estresse e o impacto causado à saúde das pessoas. Assim, alimentos que melhore a saúde ganha espaço cada vez mais no dia a dia do consumidor, como também lugares menos conhecidos e principalmente a fuga da rotina, através de bistrôs, restaurantes e cafés para se alimentarem bem e cuidar de si próprio. O cuidado com o corpo fica cada vez mais forte, procurando sempre se exercitarem e alimentar bem. Entretanto, com todo o avanço e informações passadas diariamente, vivemos um momento em que o tempo vem mudando rapidamente, em que vemos a mistura de diversas épocas, a atemporalidade de objetos e o aspecto “ageless” (sem idade) para as marcas. Ao mesmo tempo em que procuramos cada vez pela novidade, também queremos estreitar laços cada vez mais forte com objetos, histórias e acontecimentos do passado. Como também resgatando técnicas antigas e transformar o “novo” através do antigo. Produto artesanal ganha grande destaque, o feito a mão será cada vez mais valorizado, principalmente os que parece ser passado por uma herança familiar. Assim, uma das grandes macrotendências apostada pela Asla será “O tempo e o Luxo”, em que o antigo se torna algo atual e extremamente luxuoso, juntamente com a macrotendência “Detox Total”, em que a preocupação por uma vida saudável se torna uma atitude mais “sólida” em nosso dia a dia.

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Tendência

A nela.

qui encontrará a aposta da Asla para as maiores tendências percebidas nas principais semanas de moda do mundo para o Inverno 2016. Sendo que cada tendência possuirá no mínimo três marcas que apostaram

7 Veludo 1 Emilio Pucci - Winter/2016 2 Tom Ford - Winter/2016 3 Dolce & Gabanna - Winter/2016

4 5 Transparëncia 4 Roberto Cavalli - Winter/2016 5 Tom Ford - Winter/2016 6 Coach - Winter/2016

6

Tecidos Leves 1 Geishas: Vida e Arte / 52

7 Roberto Cavalli - Winter/2016 8 Giamba - Winter/2016 9 Emilio Pucci - Winter/2016

2

3

8

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Cores

D

ividida em cores dominantes e intermediårias, este painel ilustrativo servirå para distinguir as cores utilizadas durante todo o processo de criação.

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Tecidos

D

ividida em cores dominantes e intermediárias, este painel ilustrativo servirá para distinguir as cores utilizadas durante todo o processo de criação.

Organza Cristal Fornecedor: Textil Eril LTDA. Composição: 100% Poliéster Rendimento: Metro Valor: R$ 7,90

Chanelzinho Fornecedor: GJ Tecidos Composição: 100% Poliester Rendimento: Metro Valor: R$ 30,00

Musseline Acetinada Fornecedor: Excim Imp. e Exp. S/A Composição: 100% Poliéster Rendimento: Metro Valor: R$ 17,00

Veludo Span Fornecedor: Textil LC Composição: 95% Poliéster, 3% Elastano Rendimento: Metro Valor: R$ 39,90

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Tule Illusione Fornecedor: GJ Tecidos Composição: 100% Poliamida Rendimento: Metro Valor: R$ 85,00

Seda Pura Fornecedor: Excim Imp. e Exp. S/A Composição: 100% Seda Rendimento: Metro Valor: R$ 90,00

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Superfícies

C

onforme a pesquisa de tendência trabalhará o bordado à linha com máquina, aplicação de flores, botões, zíperes acima do tecido, sempre de acordo com o tema proposto.

Veludo Coletê Fornecedor: GJ Tecidos Composição: 50% Poliester, 5% Elastano, 45% Algodão Rendimento: Metro Valor: R$ 89,00

Bordado Sakura

Brocado Velta Fornecedor: GJ Tecidos Composição: 95% Poliéster, 3% Elastano80% Poliester, 20% Poliamida Rendimento: Metro Valor: R$ 45,00

Scuba Crepe Fornecedor: Tecidos PDLTDA Composição: 65% Poliester, 32% Algodão, 3% Elastano Rendimento: Metro Valor: R$ 29,90

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Aplicação Sakura

Aplicação Botões

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Remodelagens

A

pós definir tecidos, estudamos possibilidades de remodelagens com os mesmo, procurando passar a essência do tema como também interligando principalmente com a tendência da estação.

Beneficiamento

Plissado

P

ara a coleção de estampas Geishas, a proposta é de buscar inspiração nas temáticas e elementos das estampas yuzen, utilizadas nos kimonos tradicionais. Após estudar estas referências, foram produzidas estampas a serem aplicadas com a técnica de estamparia digital; estampas harmônicas, femininas e carregadas de elementos. Este é o yuzen moderno: utilizando as mesmas fontes de inspiração de antigamente – naturaza, plantas, animais, cores – para criar sua versão moderna com elementos fotográficos e hiper-realistas. Estampa Tsuru: Com inspiração nos elementos encontrados nas estampas yuzen, foi criado o design com elementos florais, pinceladas orgânicas e tsurus muito presentes nos kimonos tradicionais japoneses. Estampa Hana: Inspirada na gestualidade e expressão da caligrafia japonesa e pintura sumiê, em conjunto com a delicadeza das flores que ornamenta os kimonos das Geishas na primavera: flor de cerejeira e flor de ameixeira. Estampa Sakana: Estampa inspirada em uma mescla de elementos do jardim japonês com a feminilidade e delicadeza da Geisha.

Estampa Tsuru

Pesponto Aparente

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Prega Macho

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Estampa Hana

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Estampa Sakana

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Aviamentos Durante o desenvolvimento da coleção, será meticulosamente selecionado aviamentos que enriqueça a coleção, procurando sempre da melhor qualidade.

Zíper Destacável Fornecedor: YKK do Brasil Ltda Composição: Dentes: Poliéster Cadarço: Poliester (tipo tela) Pintado com tinta acrílica Cursor: ZAMAC e INOX Terminais: Nylon Rendimento: Centímetro/ Unidade Valor: R$ 4,50

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Zíper Invisível Fornecedor: YKK do Brasil Ltda Composição: Dentes: Poliéster Cadarço: Poliester (tipo tela) Pintado com tinta acrílica Cursor: ZAMAC e INOX Terminais: Nylon Rendimento: Centímetro/Unidade Valor: R$ 2,50

Zíper Aparente Fornecedor: YKK do Brasil Ltda Composição: Dentes: Poliéster Cadarço: Poliester (tipo tela) Pintado com tinta acrílica Cursor: ZAMAC e INOX Terminais: Nylon Rendimento: Metro Valor: R$ 5,73

Bojo - Comum Fornecedor: Elegance Composição: 100% Poliéster, Espuma Rendimento: Unidade/ Par Valor: R$ 2,10

Corda de Algodão Fornecedor: Cordaria Chalana Ltda. Composição: 100% Algodão Rendimento: Metro Valor: R$ 2,50

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Botão Dourado Fornecedor: Botões e Cia – Aviamentos Industriais Composição: 100% Plástico Rendimento: Unidade Valor: R$ 4,00

Ombreira Fornecedor: Aviamentos Industriais Ltda Composição: 100% Feltro Rendimento: Unidade/Par Valor: R$ 3,00

Linha Pesponto Fornecedor: IndusFio Composição: 100% Poliester Rendimento: Unidade Valor: R$ 2,50

Linha Fornecedor: IndusFio Composição: 100% Poliester Fiado Rendimento: Unidade Valor: R$ 4,00

Linha Bordado Máquina Fornecedor: IndusFio Composição: 100% Poliester Rendimento: Unidade Valor: R$ 6,50 Entretela Fornecedor: Fernando Maluhy Composição: 20% Poliestireno, 18% Adesivo, 62% Papel Rendimento: Metro Valor: R$ 4,90 Geishas: Vida e Arte / 68

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Geishas: Vida e Arte / 70 Miranda Kerr by Mario Testino - Vogue Japan


Divisão de Famílias

P

ara realizar o processo de desenvolvimento da coleção foi necessário dividir em 5 famílias distintas, sendo elas nomeadas por nomes de Geishas, cada uma possuindo 9 croquis, sendo 2 conceitos, 3 fashion e 4 comerciais. Utilizamos beneficiamentos, superfícies e remodelagens para distinguir cada uma, porém a ligação é através de silhuetas, cores e tecidos. O objeto de ligação é através da cintura marcada, que nos inspiramos através

do Obis presente no vestuário do quimono japonês. Assim, para o maior entendimento das famílias iremos explica-las, com o intuito do melhor entendimento de cada uma. Assim, explicaremos cada família e suas características.

A

M

Família Natsu

oderna, ousada essa é nossa Geisha Natsu, mesmo com um nome delicado ela é forte. Gosta de usar tecidos pesados e ao mesmo tempo bordados para deixar um pouco mais delicado. Qualquer peça que usa consegue segurar muito bem. Aqui utilizamos o veludo e o bordado sakura como ponto forte da família. Ela representa a força e respeito pelo tradicional. O bordado feito de linha á máquina industrial mostra a valorização do handmade, como também admiração pela natureza.

Família Mineko

través dessa coleção iremos mostrar como a mulher é feminina e elegante ao mesmo tempo. Nossa Geisha Mineko ama utilizar estampas e tecidos leves. Utilizamos a estampa Floral para representar essa mulher. Tecidos leves e com muito movimento dará um toque a mais de elegância. Essa é uma família mais elegante, mais comercial. A ligação com a natureza esta representada através da estampa exclusiva para a marca, interligando assim conteúdo e criação.

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E

Família Satsuki

sta famíllia é representada pelo Tsuru e aplicações de flores, em que a torna mais feminina e delicada. Porém utilizamos do preto com o intuito de quebrar a delicadeza e deixa-la mais forte. Buscamos através da aplicação mostrar a ligação forte da cultura japonesa com o Hana-mi, em que reunem no ínico da primavera para admirar as flores de cerejeira em todo seu esplendor. Assim, essa família representa a festividade.

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C

Família Yumi

om estampas localizada essa família é para a mulher que utiliza roupas marcntes e sempre estará muito bem vestida. Trabalhamos com a estampa Sakana em mais de uma localização. Em toda a coleção procuramos deixar claro a ligação da cultura japonesa com a natureza. Essa família não poderia ser diferente, sendo a característica marcante dela a estampa Sakana, sendo os peixes sempre presentes nos jardins japoneses e residências.

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R

Família Haru

Formas

ica em detalhes, primorosa, delicada e ao mesmo tempo forte essa família é representada apenas pela aplicação das flores Sakura. Sua cor característica é o rosê. Procuramos evidenciar nesta família a importância da primavera na cultura, onde se torna tudo tão colorido e alegre, assim trazemos essa essência para nosso inverno, pois nem sempre essa estação utiza cores e detalhes escuros. Podemos sim investir em leveza nessa estação tão aconchegante.

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U

X

tilizaremos a forma X na nossa coleção, em que marcaremos a cintura e deixaremos levemente volumoso na parte superior e inferior do corpo. Porém, essa silhueta define mulheres de medidas iguais no ombro e quadril, porém a medida da cintura é menor.

Y

O

utra forma que utilizaremos é a Y, em que possui mais volume no ombro, e vai afunilando. Também conhecida como silhueta triângulo invertido, são mulheres que possuem medidas de obros maiores que o quadril e cintura.

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Processo de desenvolvimento da coleção

A

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Apresentação Final

D

esenvolvemos a coleção - GEISHAS: Vida e Arte -. com o intuito de realizar um desfile, executando 6 looks a ser apresentado e desfilado.

GEISHAS: VIDA E ARTE

Kelly Mittendorf by Benjamin Lennox

través do tema - GEISHAS, MULHERES QUE VIVEM DAS ARTES -, desenvolvemos uma coleção para o Inverno 2016. Desenvolvemos estampas exclusivas, em que como inspiração utilizamos das paisagens, caligrafia e animais encontrados na cultura japonesa. Além disso como superfície foi proposto o bordado à linha com máquina industrial, botões e aplicações de flores - Sakura -. Conforme pesquisa realizada sobre macrotendências e tendências para o inverno 2016, percebemos que o patchwork continua em alta para essa estação, assim todo o desenvolvimento de coleção foi trabalhada de acordo com tais pesquisas.

by Ana Carolina Chagas Xavier Herika Sayuri Lima Ishii


Vogue Japan - Photography by Mark Segl

Conceito

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Conceito

Fashion

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Fashion

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Comercial

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Comercial

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Fashion

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Comercial

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Comercial

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Comercial

Comercial

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Comercial

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Yumi

Vogue Japan - Photography by Mark Segl

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Fashion

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Comercial

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Comercial

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Comercial

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Comercial

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Fichas Técnicas

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Painel de Segmentação

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Looks Escolhidos

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Painel Artístico 1família: Mineko

2 família: Natsu

3 família: Satsuki 4 família: Yumi

5 família: Haru

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Referências BOLSA DE MULHER: Os segredos das gueixas: Unindo sensualidade e exotismo, elas são um símbolo do poder delicado. 19 Set. 2007 Disponível em: <http://www.bolsademulher.com/sexo/os-segredos-das-gueixas-1/> Acesso em: 12 Ago. 2014. BROWN, Rande; IWASAKI, Mineko. Minha vida como Gueixa: A verdadeira história de Mineko Iwasaki. São Paulo: JBC, 2002 DALBY, Lisa: Gueixa. [20--] Disponível em: <http://www.editoras.com/objetiva/498-4.htm> Acesso em: 12 Ago. 2014. DIARIO INSANO: O misterioso e exótico mundo das gueixas. 05 Mar. 2011 Disponível em: <http://www. diarioinsano.com.br/2011/03/o-misterioso-e-exotico-mundo-das.html.> Acesso em: 21 Ago. 2014. FOGG, Marnie. Tudo Sobre Moda. Rio de Janeiro: Sextante, 2013 GEISHA GIRLS. Direção: Kiran Soni; Sarah Waldron. Estados Unidos: BBC FOUR; 2005. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=uP1BBw3IYco>, (60 min), son., color. Sem legenda. Acesso em: 12 Jul. 2014. HENSHALL, Kenneth. História do Japão – 2° Edição –. Lisboa, Portugal: Edições 70 JAPÃO EM FOCO: A importância da mulher na sociedade japonesa. 08 Mar. 2014 Disponível em: <http:// www.japaoemfoco.com/a-importsociedade-japonesa/> Acesso em: 22 Ago. 2014. LAYTON, Julia. Como funcionam as gueixas. [20--] Disponível em: <http://pessoas.hsw.uol.com.br/gueixas. htm> Acesso em: 02 Ago. 2014. SAKURAI, Célia. Os Japoneses. São Paulo: Editora Contexto, 2013 SANTANA, Ana Lucia. Gueixas. [20--] Disponível em: <http://www.infoescola.com/japao/gueixas/> Acesso em: 02 Ago. 2014. SATO, Cristiane A: Gueixa. 02 Fev. 2006 Disponível em: <http://www.culturajaponesa.com.br/?page_ id=324> Acesso em: 09 Ago. 2014.

Geishas: Vida e Arte / 148

Anexos: Fotos das peças confeccionadas


Fotografia by Erwin Olaf

ASLA - Ana Carolina Xavier, Herika Sayuri Lima  
ASLA - Ana Carolina Xavier, Herika Sayuri Lima  
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