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Revista da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação – Março/Junho 2015 | Ano IV

nº15

NOVOS DESAFIOS

PARA O EMPRESARIADO

ENTREVISTA Os desafios de Melvis Barrios Junior, o presidente do CREA-RS

AUTOMAÇÃO PREDIAL Os benefícios econômicos da energia solar fotovoltaica


ASSOCIE-SE À

ASBRAV A ASBRAV desempenha importante papel no fortalecimento do setor e na defesa dos interesses de seus associados , empresas e profissionais dos setores de: refrigeração, ar-condicionado, aquecimento e ventilação, na região sul.

MERCOFRIO - Congresso Internacional de Ar Condicionado, Refrigeração, Aquecimento e Ventilação. É realizado a cada dois anos, consolidado como importante ferramenta de atualização profissional.

BENEFÍCIOS

ASSOCIADO Cursos de capacitação e atualização nas áreas de projetos, instalação e manutenção de sistemas HVAC-R. Parcerias e cooperação técnica com entidades de ensino do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Parceria com demais entidades representativas do setor. Palestras técnicas e de gestão empresarial, para associados, e seminários com assuntos relevantes para o segmento. Utilização da estrutura física da nossa sede em Porto Alegre, auditório e sala de reuniões.

Revistas: impressa eletrônica

Guias:

Climatização de Ambientes Fechados Não Residenciais Aquisição e Instalação de Condicionadores de Ar


expediente e editorial

SEDE PORTO ALEGRE RS Rua Arabutan, 324 Bairro Navegantes Porto Alegre/RS CEP 90240-470 Fone/Fax (51) 3342-2964 / 3342-9467 Celular (51) 9151-4103 / 9151-4104 E-mail: asbrav@asbrav.org.br Site: www.asbrav.org.br ESCRITÓRIO REGIONAL DE SANTA CATARINA E-mail: asbravsc@asbrav.org.br ESCRITÓRIO REGIONAL DO PARANÁ E-mail: asbravpr@asbrav.org.br DIRETORIA EXECUTIVA Gestão 2015/2016 Presidente: Hani Lori Kleber 1º Vice-Presidente: Eduardo Hugo Müller 2º Vice-Presidente: Luiz Afonso Dias 3º Vice-Presidente: Paulo Fernando Presotto Diretor Secretário: Luiz Alberto Hansen Diretor Tesoureiro: Adão Webber Lumertz Diretor Adm. Financeiro: Luiz Afonso Dias Diretor de Patrimônio: Adão Webber Lumertz Diretor Associativo: João Henrique S. Santos Diretor Relações Institucionais/Congresso Mercofrio: Mário Alexandre Möller Ferreira Diretor de Representação Local SP: Luiz Carlos Petry Diretora da Qualidade, Gestão Empresarial e Inovação: Madeleine Schein Diretor de Ensino e Treinamento: Paulo Otto Beyer Diretor Técnico: Ricardo Vaz de Souza Diretora Social: Janaína Costa Diretor Setorial Ar Condicionado: João Carlos Antoniolli Diretor Setorial Refrigeração: Marcelo Marx Diretor Integração Regional: Sérgio Helfensteller Diretor Regional SC: Arivan Sampaio Zanluca Diretor Regional PR: Alexandre Fernandes Santos CONSELHO DELIBERATIVO Gestão 2015/2016 Presidente: Gilmar Luiz Pacheco Roth Secretário: Telmo Antonio de Brito Conselheiros Titulares: Carlos Lima, Carlos Rodrigues, Cesar Augusto Jardim De Santi, Márcio José Pereira Hoffchneider, Marcos Kologeski, Ricardo Albert e Rodolfo Rogerio Testoni Conselheiros Suplentes: Marcela Marzullo Schneider, Mario Antônio Reis de Oliveira e Rodrigo Miranda CONSELHO EDITORIAL REVISTA ASBRAV Almir Freitas (editor) Cesar Augusto Jardim De Santi Cristiane Paim Eliane de Oliveira Silva Guilherme Chiarelli Gonçalves Hani Lori Kleber Luiz Afonso Dias Márcio José Pereira Hoffchneider Mario Antônio Reis de Oliveira Rafael Leal Guimarães Ricardo Vaz de Souza Telma Rosa COMITÊ SETORIAL ASBRAV NO PGQP Presidente: Luiz Alberto Hansen Coord. Geral: Bruna Lazzarotto Coord. de Capacitação: Roberta Vieira Coord. de Avaliação: André Helfensteller Secretária Executiva: Cristiane Paim

MISSÃO congregar, representar e apoiar os associados, proporcionando o desenvolvimento técnico e de gestão, atuando de forma proativa, ética e moral.

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VISÃO ser reconhecida pela sociedade como entidade referência dos setores que representa.

ASBRAV 20 anos om a seriedade e a confiabilidade do trabalho realizado, conquistamos a cada dia mais associados desempenhando importante papel na defesa de seus interesses. Continuamos o trabalho com desafios ainda maiores. O trabalho que realizamos até aqui deve ser preservado e ampliado, a fim de fortalecermos e solidificarmos ainda mais nossa Associação e suas parcerias com outras entidades. Nosso país passa por um momento de dificuldades econômicas e descrença com as instituições, e novamente ajustes estão na ordem do dia e invariavelmente quem paga essa conta é quem produz - os empresários e trabalhadores. Precisamos nos preparar, conhecer melhor e fidelizar os clientes e também atender um item em especial, que muitas empresas não elegem dentre os principais objetivos: o pós-venda. Sabemos, o marketing registrou na cartilha outrora, que o valor investido para conquistar um novo cliente é maior que para mantê-lo, logo num momento de estagnação com viés de recessão não podemos perder clientes. Não tenho dúvidas que podemos nos adequar neste período de dificuldades. Utilizando ferramentas de gestão, especialização, qualificação de nossos colaboradores e clareza nos negócios teremos muitas oportunidades, oportunidades estas que muitas vezes nascem nas crises, porque nesses momentos somos forçados a refletir, criar estratégias e definir objetivos. Trazemos nesta edição, entre outros artigos, a opinião de especialistas e representantes de atividades econômicas sobre a situação atual do mercado, com suas previsões de crescimento e alternativas para a crise. Cito também o artigo técnico sobre o papel da ventilação na vida moderna. Boa leitura.

Hani Lori Kleber

Presidente da ASBRAV Uffizi Consultoria em Comunicação

Diretor Executivo: Almir Freitas (MTb/RS 5.412) Edição: Maria Amélia Vargas (MTb/RS 4638/01) Redatores: Ananda Franco Garcia, Manuela de Almeida Ferreira e Airan Albino Editoração: Airan Albino Revisão: Franciane de Freitas Rua Vicente da Fontoura - 2199/302 - Porto Alegre - CEP 90640-003 - Tel +55 51 3330-6636 Comercial: almir@uffizi.com.br Revista ASBRAV - ANO 4 - Edição nº 15 - Março/Junho de 2015 Impressão: Gráfica e Editora Algo Mais Distribuição: 15 mil endereços eletrônicos cadastrados Tiragem: 1 mil exemplares impressos com remessa dirigida E-mail de contato: almir@uffizi.com.br Os artigos aqui reproduzidos são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião da ASBRAV e da Uffizi Consultoria em Comunicação.


sumário

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gestão sustentável

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inovação

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coluna

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artigo técnico

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entrevista

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entidade

8

artigo convidado

30

lista de associados

divulgação agv/revista asbrav

matéria de capa

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Especialistas projetam que segundo semestre de 2015 deve se manter negativo

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Melvis Barrios Junior fala sobre os novos desafios como presidente do CREA-RS

Edson Compagnolo conta como a FIEP investiu para se tornar exemplo

Conforlab é destaque entre empresas que cresceram com normas ambientais

A empresa gaúcha Techhouse apresenta seu Sistema Construtivo Industrializado

“Tupanciretã”, por Sidney de Oliveira

O papel da ventilação na vida moderna, segundo o engenheiro mecânico Nelson Dias

ASBRAV celebra 20 anos como referência do setor refrigerista

Saiba quem faz parte da ASBRAV

divulgação portal solar/revista asbrav

mercado

A francesa Saint-Gobain expande a sua atuação no Brasil

notas e lançamentos

Confira as novidades das empresas associadas à ASBRAV

gestão empresarial

A dificuldade dos PCDs em garantir um lugar no mercado de trabalho

ar-condicionado

O setor de Food Service está impulsionando as cozinhas industriais

automação predial

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Energia solar fotovoltaica: um portal de auxílio e um estudo que mostram benefícios dessa fonte

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entrevista

CREA-RS apresenta nova gestão Fortalecer o papel da entidade na sociedade é meta do novo presidente

À

frente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Sul nos próximos três anos, o engenheiro civil Melvis Barrios Junior deverá enfrentar debates importantes no decorrer de sua gestão. Natural de Santana do Livramento e engenheiro civil de formação, o novo presidente do CREA-RS acumula mais de 20 anos de experiência em diversos cargos ocupados no CREA-RS e no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia. Um dos seus maiores desafios será conciliar as demandas de um conselho multiprofissional, composto por 44 inspetorias e 70 mil profissionais de diferentes áreas de engenharia. Entre os assuntos de maior repercussão dos quais a entidade irá participar estão as demandas em infraestrutura no Estado, como a ampliação do Aeroporto Internacional Salgado Filho e o projeto do metrô de Porto Alegre. O seu objetivo principal, no entanto, é tornar o CREA-RS cada vez mais participativo dos debates vigentes na sociedade. ASBRAV – Quais são seus planos para a entidade na sua gestão? Barrios – Pretendemos fazer uma ampla reestruturação no CREA-RS, com foco na transparência das ações administrativas e também na gestão de resultados. Nós queremos tornar o Conselho protagonista de todas essas grandes discussões de infraestrutura no Estado do Rio Grande do Sul. Hoje, nós temos a questão do metrô de Porto Alegre, a recuperação do Salgado Filho ou criação de um novo aeroporto, além das rodovias. São nossos profissionais que estudam todos esses assuntos de infraestrutura, desde a sua viabilidade, projeto e execução. Sendo assim, queremos ter uma participação bastante ativa nestes processos para dar consistência a essas discussões e auxiliar o gestor público a tomar decisões embasadas em informações técnicas.

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ASBRAV – Você defende que a entidade se aproxime cada vez mais do governo. Qual é a importância do CREA-RS para a sociedade gaúcha?

Barrios – Sim, nós queremos ter uma aproximação bastante intensa com o governo. Existem vários projetos em discussão, e é importante que a sociedade debata sobre as melhores soluções para a cidade. Devemos ter em mente que um erro cometido em uma obra de magnitude irá trazer consequências nos próximos 30, 40 anos ou mais. Quem paga todos os custos disso é o cidadão, por meio dos impostos. Decisões que afetam mais de 10 milhões de gaúchos não podem ser tomadas por meia dúzia de pessoas em uma sala fechada. Nós queremos transparência e que, por meio dos nossos profissionais, o nosso Conselho seja ativo na ampla discussão dos aspectos e das variáveis dessas grandes obras de infraestrutura. ASBRAV – Qual é a sua opinião em relação à ampliação do Aeroporto Internacional Salgado Filho? Barrios – O Conselho não é contrário nem a favor. Entendemos que há uma série de questões técnicas que não são colocadas no debate. A decisão será política, porém, tem de ser tomada com base em dados, variáveis e análises técnicas. Simplesmente prolongar a pista não resolve, porque a atual não tem capacidade de suportar os grandes cargueiros e os grandes jatos de passageiros. Assim, a pista acabaria se deformando e, em um curto prazo, poderia até ser interditada. Outro aspecto que temos de analisar é que hoje temos duas bases aéreas no Estado, uma em Santa Maria e outra em Canoas, o que nos parece desnecessário. São 800 hectares da base aérea e 400 hectares do Salgado Filho. Para teres uma ideia, este espaço acomodaria bairros planejados para 150 mil pessoas e iria gerar em torno de 200 hectares de área verde. Isso significa cinco parques da Redenção. O valor de venda destas áreas, estimado em R$ 10 milhões, financiaria um novo aeroporto. ASBRAV – Nesse caso, qual seria a solução? Barrios – O Estado precisa de um aeroporto de primeiríssimo nível, que tenha duas pistas, assim como Galeão (Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim), mas o atual Salgado Filho não comporta isso. Uma das grandes preocupações é se fazer um investimento pesado hoje para daqui a 10 anos voltarmos a discutir esse assunto.


divulgação crea-rs/revista asbrav

O engenheiro civil Melvis Barrios Junior assumiu a presidência do CREA-RS em janeiro de 2015

ASBRAV – Qual a visão do CREA-RS em relação ao projeto para o metrô de Porto Alegre? Barrios – Este é um assunto que também queremos discutir com bastante transparência e amplitude. Existem três projetos do metrô, com traçados diferentes. Entendemos que o terceiro traçado, o que está para ser licitado, não seja o mais adequado. Ele sai do centro e vai até a estação Cairú, uma área já abrangida pela Trensurb, e com um agravante: de um lado tem o rio, não tem população. Em qualquer lugar do mundo, os metrôs atravessam áreas com densidade populacional. Aqui está se pensando diferente. Em vez de se fazer um trajeto mais longo, nós podemos otimizar esse percurso para atender mais a população e talvez estender uma estação do mercado central até a avenida Praia de Belas e a todo o setor jurídico ali próximo, que tem uma grande demanda de público. A densidade populacional realmente começa a partir da estação Cristóvão com a Assis Brasil. ASBRAV – Quais serão os principais desafios da sua gestão no CREA-RS? Barrios – Nós somos um Conselho multiprofissional, que inclui engenheiros civil, eletricista, mecânico, geólogo, agrônomo, meteorologistas. Nós englobamos diversas categorias com seus interesses corporativos, o que é natural. Então, essa é uma dificuldade. Somos

um Conselho com mais de 70 mil profissionais, 12 mil empresas filiadas. ASBRAV – Em sua campanha para a presidência do CREA, você destacou a importância da valorização da área tecnológica. Pode falar mais sobre isso? Barrios – Entendo que o governo, naquelas atividades mais técnicas, tem que conciliar nomeação política com consistência técnica, que as empresas públicas prestem serviços de eficiência à sociedade, sobretudo nesse momento em que o Rio Grande do Sul passa por uma situação financeira delicada. Para melhorar a eficiência, é preciso gente qualificada. Naquilo que for a área de atuação do CREA-RS, nós vamos buscar junto do governo que ele faça nomeações de profissionais com as devidas habilitações. ASBRAV – O que os profissionais registrados no Conselho podem aguardar de novidades internas para os próximos anos? Barrios – As melhorias administrativas e operacionais são uma constante. Nós já nos reunimos diversas vezes com a diretoria para tratar de algumas modificações de procedimentos internos e operacionais. Já atendemos uma grande demanda dos profissionais de Porto Alegre, que foi abrir o estacionamento do primeiro subsolo do CREA-RS. Isso tem se refletido em um ganho em qualidade e atendimento.

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artigo convidado

Investimentos para se tornar referência Edson Campagnolo*

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Sistema Fiep, dentro de sua missão de fortalecer o setor industrial, busca a constante evolução de sua estrutura de atendimento aos diferentes segmentos. Em 2014, seguindo essa estratégia, realizamos importantes investimentos para aprimorar a estrutura do Senai voltada à área de Refrigeração Industrial e Climatização. No total, R$ 9,6 milhões foram aplicados na unidade da instituição em Toledo, no Oeste do Paraná, região que concentra grande quantidade de frigoríficos, alguns entre os maiores do país. Com a construção e equipamento de novos laboratórios, ampliamos a estrutura didático-pedagógica do Senai e a possibilidade de prestar assessoria e consultoria às empresas ligadas ao setor. Ainda em 2014, o investimento já deu resultado: o número de matrículas em cursos da área de Refrigeração Industrial e Climatização em Toledo quase dobrou, chegando a 350, contra as 188 registradas no ano anterior. Para 2015, a estimativa é que alcancemos 520 matrículas nas várias modalidades de capacitação, que vão desde aprendizagem industrial até pós-graduação, passando por cursos técnicos e de aperfeiçoamento profissional. Com um destaque: o Senai conseguiu também aprimorar seu atendimento com treinamentos in company, moldados conforme a necessidade e as instalações do cliente. Além disso, a instituição vem ampliando a prestação de serviços de consultoria em questões como eficiência energética, projetos de instalações frigoríficas, manutenção e segurança em sistemas de refrigeração e climatização, entre outras. No ano passado, foram mais de 600 horas de serviços prestados. Em 2015, a meta é superar 900 horas.

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A evolução dos números, resultado de um meticuloso plano de investimentos, nos dá a segurança de que estamos, de fato, cumprindo plenamente a missão de nossa entidade, prestando suporte e contribuindo com a competitividade deste importante segmento industrial.

divulgação arquivo pessoal/revista asbrav

Edson Campagnolo Não bastasse o foco em capacitação e consultoria, a ampliação da estrutura permitiu também a participação efetiva de seus técnicos em projetos de desenvolvimento de tecnologia e inovação na área de refrigeração. É o caso da criação de uma câmara frigorífica movida a energia solar, sendo desenvolvida em parceria com o Senai de Manaus. Com tudo isso, o Senai no Paraná, por meio de sua unidade em Toledo, consolida-se como referência na área de Refrigeração Industrial e Climatização. A evolução dos números, resultado de um meticuloso plano de investimentos, nos dá a segurança de que estamos, de fato, cumprindo plenamente a missão de nossa entidade, prestando suporte e contribuindo com a competitividade desse importante segmento industrial.

*Presidente do Sistema Federação das Indústrias do Paraná (FIEP)


mercado

Empresa francesa expande atuação no Brasil Saint-Gobain Euroveder quer ser referência em vidros para refrigeração comercial

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om mais de três séculos de experiência na fabricação de vidros, a empresa de origem francesa Saint-Gobain, que possui filial no Brasil desde 1937, encontrou no setor de refrigeração comercial uma oportunidade para expandir seus negócios no país. Desde 1995, a Saint-Gobain Euroveder é a unidade do grupo especializada na fabricação de vidros de segurança para eletrodomésticos, como prateleiras de refrigeradores, tampas para máquinas de lavar, visores para fogões, cooktop, entre outros. A empresa utiliza tecnologias que permitem a produção de vidros planos, curvos, pré-montados e encapsulados, sendo a única no Brasil a fornecer encapsulação plástica em vidros. Após identificar a necessidade do mercado por novas soluções voltadas para o setor, a empresa iniciou o processo de entrada no segmento de refrigeração comercial brasileiro, setor no qual já atua na Europa por meio da unidade de negócio Saint-Gobain Sovis. Conforme o supervisor comercial da Saint-Gobain Euroveder, Kenny Liotti, há diversas soluções que podem ser trazidas para o mercado nacional. “Entendemos que a refrigeração comercial do Brasil necessita de algo novo, com vidros divulgação saint-gobain/revista asbrav

Saint-Gobain busca novas soluções voltadas ao setor

de melhor performance e sistemas mais econômicos e sustentáveis. A Saint-Gobain é líder mundial em soluções para o hábitat sustentável. O mercado local ainda trabalha com vidros desenvolvidos há mais de 20 anos, por isso queremos atualizar esse cenário”, sustenta. A empresa aposta em qualificação e desenvolvimento para superar desafios como o atual cenário econômico e a complexidade dos modelos de refrigeradores e sistemas brasileiros. “Reunimos um time de pessoas de renomada experiência para engenharia e desenvolvimento de produtos e contamos com o apoio da divisão Saint-Gobain Sovis de refrigeração e da Cia. Brasileira de Cristal, fabricante dos vidros Saint-Gobain”, revela o gestor. Por fazer parte de um grupo com mais de 350 anos de experiência e expertise em diversos segmentos na indústria de vidros, a Euroveder entra no mercado brasileiro com know-how e vantagens competitivas, como a eficiência energética. “Produzimos vidros de baixa emissividade, com alta performance e que proporcionam melhor isolação térmica e reduzem diretamente o consumo de energia em até 25%”, informa Liotti. Além disso, alguns modelos já são fabricados pela empresa em território brasileiro. Esses avanços e novidades foram conferidos na 31ª edição da Fispal Tecnologia, que ocorreu no mês de junho, em São Paulo. Em seu estande, localizado no Pavilhão de Exposições do Anhembi, a Saint-Gobain Euroveder apresentou o que há de mais atual no segmento de vidros low-e, de baixa emissividade, e itens pré-moldados, como portas e tampas para refrigeradores, e sistemas de Retrofit para supermercados. “Apresentamos produtos exclusivos, como uma solução com vidros insulados Anti-Fog, ou antiembaçantes, sem a necessidade de sistema de aquecimento. Essa é uma solução eficaz para expositores que trabalham em baixa temperatura, como no setor de congelados”, explica o especialista. Conforme a empresa, o evento foi estratégico para o fechamento de novos negócios. Em 2014, a Saint-Gobain marcou presença na edição Nordeste do evento. “A Fispal Sorvetes recebe milhares de expositores, visitantes e profissionais com foco no setor de refrigeração comercial, o que abrange sorveterias, indústrias, distribuidores e lojistas. É um ótimo espaço para a nossa marca se destacar e fazer novos contatos no mercado”, conclui.

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notas e lançamentos Danfoss produz nova geração de válvulas hidráulicas no Brasil A Danfoss deu início no primeiro trimestre deste ano à produção de válvulas hidráulicas proporcionais compensadas na fábrica de Caixas do Sul, no Rio Grande do Sul. Anteriormente, essas válvulas eram importadas da América do Norte e da Europa. Inicialmente é fabricado o modelo PVG 32, e a produção dos demais modelos da família PVG deverá ser iniciada ainda em 2015. As válvulas da linha PVG podem ser utilizadas em aplica-

ções diversas, como máquinas para construção de rodovias, equipamentos agrícolas, exploração florestal etc. Praticamente 100% da produção da fábrica de Caxias do Sul será destinada aos mercados das Américas do Sul e Central. “A produção local das válvulas trará diversos benefícios aos nossos clientes, como redução do prazo de entrega, flexibilidade de pedidos com melhor fornecimento, serviço e suporte de engenharia e vendas”, afir-

ma Dirnei Antonio Datti, gerente geral da Danfoss Power Solutions na América Latina. Com o investimento de US$ 2 milhões, a fábrica de Caixas do Sul está passando por um processo de reorganização e otimização de espaço para que possa absorver a nova demanda de produtos que serão fabricados no Brasil. A Danfoss já investiu em oito anos cerca de US$ 20 milhões na fábrica brasileira.

Veolia expõe na FCE Pharma Durante a FCE Pharma, a Veolia Water Technologies apresentou soluções em tratamento de água, como o Serviço Móvel de Água, o SDI Pharma e a linha ELGA (Centra 200, Purelab Flex, Purelab Option Q e Purelab Ultra). A feira internacional de tecnologia para a indústria farmacêutica realizou-se entre os 12 e 14 de maio, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. O Serviço Móvel de Água promove o tratamento de qualidade que atenda às necessidades das empresas, tanto em caráter emergencial como em ou-

tras situações, quando medidas rápidas e confiáveis precisam ser tomadas. O Serviço de Deionização Integral (SDI) pode ser aplicado em diversos setores e dispensa a implantação de equipamentos próprios. O ultrapurificador de água Purelab Option-Q pode produzir até 15 litros por hora de água 18,2MΩ-cm, a partir de água potável. O ultrapurificador de água Purelab Flex é um sistema modular flexível que pode ser configurado para fornecer a qualidade da água purificada necessária para diversas

aplicações e constantemente monitorada até o ponto de distribuição. Com capacidade de distribuição de 10 a 38 litros de água por minuto, o Centra 200 tem capacidade para alimentar sistemas de lavagem, sistemas de purificação de água ultrapura e pontos de utilização a partir de uma única unidade central. O Purelab Ultra é ideal para aplicações críticas, como técnicas de ICP-MS (Espectrometria de Massa de Plasma Agrupada por Indução) e análises moleculares que exijam a melhor pureza de água.

Powermatic desenvolve nova Porta de Inspeção A Powermatic iniciou recentemente a produção de um novo produto. Trata-se da Porta de Inspeção Oval, desenvolvida pelos profissionais da empresa. Neste primeiro momento, o material será produzido em medida única,

com dimensão de 325 x 225mm. Esse é o quarto modelo de portas de inspeção desenvolvido pela empresa que, até o momento, oferece ao mercado três opções de portas retangulares: removível, com dobradiça e especial. Entre

as vantagens do novo produto está a facilidade e a rapidez na instalação, pois não necessita de rebites. A peça é produzida a partir de chapa expandida, com galvanização eletrolítica e espessura de 0,9mm (#20).

Epex lança vídeos sobre Espuma Elastomérica

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A Epex apresenta ao mercado sua linha de aulas explicativas em vídeo sobre o uso e instalação de tubos e mantas em Espuma Elastomérica, além de acessórios como coberturas protetoras contra UV e

suportes para fixação. As três primeiras lições já estão online no YouTube, com o título “Série Vidoflex Wincell”. Os vídeos também podem ser acessados por meio de um link na página principal do site da

empresa www.epexind.com.br. Em breve, novas lições serão lançadas. Mais vídeos sobre produtos diversos da empresa podem ser encontrados em seu canal no YouTube, o Epex Plásticos.


gestão empresarial

Empresas têm dificuldade de preencher cotas Segundo o IBGE, apenas 6% dos PCDs estão inseridos no mercado de trabalho

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o Brasil, há mais de 45,6 milhões de pessoas consideradas com deficiência (PCDs), o equivalente a 23,9% da população nacional, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inclusão de PCDs no meio corporativo e, consequentemente, o cumprimento das cotas estabelecidas em lei é objetivo cada vez mais perseguido pelas empresas brasileiras. Entretanto, de acordo com as companhias, são inúmeras as dificuldades encontradas para contratação desses profissionais. A escassez da mão de obra é o obstáculo mais destacado por aqueles que fazem a gestão de admissões. O IBGE aponta que apenas 6% do montante de PCDs brasileiros podem atuar em atividades laborais. Além dessa restrição, outros fatores contribuem com a redução da oferta de pessoal, como ausência de profissionais na localidade onde a empresa está situada, não ingresso no mercado de trabalho, dificuldade na locomoção e de acessibilidade e remuneração pouco atrativa, se comparada ao valor do benefício recebido pelo INSS. De acordo com a Superintendência do Trabalho do Rio Grande do Sul, no final de 2013, o Brasil tinha cerca de 357,8 mil pessoas com deficiência trabalhando com carteira assinada, o equivalente a 0,73% dos empregos. No Estado, conforme a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), 27.876 PCDs estavam empregados na época. Contudo, o levantamento mostra que mais da metade desses profissionais não tem vínculo empregatício. Roberto Coronel, coordenador da área trabalhista da Pactum Consultoria Empresarial no RS, explica que as empresas com 100 ou mais funcionários são obrigadas a preencher de 2 a 5% dos seus cargos com profissionais portadores de deficiência ou reabilitados. “É muito importante que os gestores dos departamentos de recursos humanos tenham bem claro que, embora seja firme o entendimento do Poder Judiciário de que as empresas devem cumprir a legislação, recentes julgados têm admitido teses de comprovação da impossibilidade de recrutamento e admissão desses profissionais, ainda que tenham sido envidados esforços no sentido de cumprir às exigências legais sobre o tema” diz o especialista.

divulgação arquivo pessoal/revista asbrav

Guilherme Braga, diretor da empresa Egalitê Sendo assim, sugere Coronel, as empresas devem fazer uma adequada gestão das exigências contidas na legislação que regula a contratação das PCDs para o preenchimento das vagas de trabalho. “Paralelamente a isso, se necessário, pode-se comprovar por meio de documentos e procedimentos a impossibilidade da admissão, evitando o pagamento de multas decorrentes de demandas judiciais sobre o tema”, acrescenta. A Egalitê, empresa gaúcha especializada na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, auxilia no processo de cumprimento de cotas. Guilherme Braga, um dos diretores da agência, diz que várias empresas já preencheram as cotas e algumas, cujos percentuais são maiores, estão no caminho. “O que a gente percebe na prática é uma dificuldade de conhecer sobre a deficiência e sobre o processo de inclusão. As empresas acabam, muitas vezes, restringindo tipos de deficiência, quando não há essa necessidade. Focam em deficiências leves, pois tem receio de incluir pessoas com deficiências mais severas”, diz. Segundo Braga, se todas as empresas cumprissem suas cotas seriam 1,3 milhão de vagas preenchidas no Brasil. “É preciso que as empresas avaliem cada uma de suas vagas e verifiquem como conseguem adaptar essa situação para receber o maior número de pessoas com deficiência possível”, afirma.

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ar-condicionado

Cozinhas Industriais crescem junto com o setor terciário Hábito de comer fora de casa impulsiona consumo de Food Service divulgação tramontina/revista asbrav

A Tramontina está há dois anos no setor de cozinhas profissionais é já se tornou referência no mercado

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m 2014, a indústria da alimentação registrou um faturamento de R$ 529,6 bilhões, superando em 9,2% os números de 2013. Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia), entidade responsável por cerca de 70% em valor de produção no setor. O índice de faturamento do ano passado comprova a força que o comércio da alimentação, denominado Food Service, tem no setor terciário da economia brasileira. Com o hábito cada vez mais forte de comer fora do lar, redes de fast-food respondem por 38% dos gastos dos brasileiros com alimentos. Locais de refeições prontas – com presença maciça nos centros urbanos – fun-

cionam de maneira semelhante ao de uma linha de montagem de fábrica. Para que tudo transcorra conforme o planejado, estes estabelecimentos precisam lançar mão da chamada cozinha industrial. Geralmente de grande porte, a estrutura precisa ser projetada de acordo com a necessidade do local: que dependerá muito do tipo de comida preparada, do número de pessoas que se quer servir e do espaço físico. Também é fundamental que se siga todas as normas de segurança e promova a manutenção da saúde dos usuários, além de cumprir horário rigoroso e buscar maior racionalização para funcionar com eficiência. Por essa razão, os equipamentos da cozinha indus-


trial são fundamentais para o bom funcionamento dessa engrenagem, como eletrodomésticos, utensílios de cozinha e refrigeração. Há dois anos trabalhando com linha de equipamentos para cozinhas industriais, a Tramontina incrementou o seu portfólio com produtos que se destacam pela qualidade e pelo bom desempenho em busca de diferenciar-se dos que já existem no mercado nacional. Apesar de estar começando nesse setor, a Tramontina é um nome de peso e encontrou na área de cozinhas profissionais mais uma possibilidade de crescimento. Sua linha de balcões refrigerados teve grande procura. Além disso, novos produtos serão lançados na Equipotel 2015, como um refrigerador para caixas de frutas e legumes e outro em PPS (material plástico) para ambientes profissionais. A intenção da empresa é se posicionar no mercado como referência do segmento e ir além do produto, oferecendo um serviço pré e pós-venda diferenciado. A Instatec Indústria Metalúrgica Ltda projeta e fabrica sistemas de exaustão, responsáveis pela renovação de ar. Conforme o diretor comercial, Raimundo Costa, a empresa tem um processo para executar os pedidos. “Atendemos às normas da ABNT, que exige coifas em aço inox 304, com filtros do tipo chicana, tubulação em chapa preta 1,5mm, com portas de inspeção de 1,5m de distância cada, e exaustor centrífugo”, explica. Com uma gama extensa de produtos, a Instatec também presta serviço de manutenção e limpeza de seus equipamentos, seguindo a NBR 14518. “Fabricamos quase todo tipo de exaustão para padarias, igrejas, velódromos, oficinas, armazéns, fábricas, sanitários, garagens, divulgação arquivo pessoal/revista asbrav

Professor da Egas, Marcelo Scavone

SETORES DA COZINHA INDUSTRIAL RECEPÇÃO: local no qual ocorre o controle – qualitativo e quantitativo – e o armazenamento dos alimentos. ÁREA DE PREPARO PRÉVIO: onde são realizadas tarefas como descasque, fatiamento, lavagem e desinfecção de legumes, cereais e carnes. COPA: responde pelos serviços de sobremesa, lanches, café e bebidas. CONFECÇÃO: responsável pelo preparo final das refeições. HIGIENIZAÇÃO: local em que são compreendidos os serviços de lavagem de vasilhame e utensílios. DISTRIBUIÇÃO: a área destinada ao atendimento ao público. VESTIÁRIOS: espaço onde ficam os sanitários e escritório.

casa de bombas e confecção de coifas residenciais do tipo gourmet. Todas sempre executadas em aço inox 304”, explica o diretor. Escolas de gastronomia também acreditam que optar por uma cozinha industrial é um investimento no seu próprio trabalho. Em atividade desde 1996, com palestras e workshops, a Escola de Gastronomia Aires Scavone (Egas) passou a dar cursos profissionalizantes em 2001. O professor de gestão de bares e restaurantes, Marcelo Scavone, crê nesse princípio. “O investimento em uma cozinha industrial de qualidade é o ideal, mesmo que à primeira vista pareça ser a opção econômica menos adequada para determinadas situações. Ocorre que quem compra um equipamento inferior ou opta por uma estrutura que subestime sua capacidade de atendimento logo terá que remodelar ou comprar outro equipamento. Como diz o velho ditado: ‘Quem compra mal paga duas vezes’”. Seguindo a missão da Egas, de promover a formação profissional na área da gastronomia, assegurando um ensino de qualidade, Scavone afirma que a utilização de equipamentos específicos auxilia no aprendizado, além de servir de exemplo para quem está iniciando no mercado. “Os equipamentos industriais são mais robustos, mais fáceis de higienizar e limpar, são mais rápidos no preparo dos alimentos e possuem maior vida útil que um equipamento doméstico. Eles são ideais para a didática do aluno, pois no dia a dia os alunos utilizarão estes mesmos equipamentos no seu ambiente de trabalho”, argumenta o professor.

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gestão sustentável

Normas ambientais impulsionam negócios Oferta de serviços ligados à qualidade do ar interno cresceram 350% em 10 anos

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egulamentações ambientais são uma boa oportunidade para as empresas expandirem seus negócios, aumentarem a oferta de produtos e incrementarem serviços. Dados da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimentos (ABRAVA) mostram uma alta de 350% na prestação de serviços ligados à qualidade do ar interno de 2003 a 2013. Após a resolução da Anvisa, o número de ambientes analisados passou de 18,8 mil para 64,4 mil. Em relação à limpeza de dutos, o salto foi de 650%, passando 125.790 mil para 818.177 mil metros lineares. “Isso reflete crescimento anual no interesse das empresas com ambientes climatizados em saber como está a qualidade do ar respirado por seus funcionários, colaboradores e demais usuários”, destaca Leonardo Cozac, diretor da Conforlab, companhia de engenharia ambiental. Contudo, o especialista reforça que as empresas precisam ter cuidado na hora de contratar laboratórios para análise ambiental. “É muito importante que essas análises sejam realizadas por laboratórios avalizados pelo Inmetro na norma de qualidade NBR ISO/IEC 17025”, frisa. A lista de laboratórios acreditados pode ser consultada no site do Inmetro. A paulista Conforlab iniciou suas operações em 1990, promovendo tratamento de água e limpeza de dutos. Dez anos depois, passou a trabalhar com avaliação de ambientes e análises da qualidade do ar climatizado, com reconhecimento do Inmetro. Em 2014, tornou-se a primeira da América Latina a ser aprovada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) para análise da bactéria Legionella, o micro-organismo que pode estar presente em água de edificações, torres de resfriamento, chuveiros e fontes decorativas. Conforme explica Cozac, uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 2003, estimulou segmento de avaliação ambiental. “Com a Resolução 9 de 16 de janeiro de 2003, a análise da qualidade do ar em ambientes com ar-condicionado se tornou o principal serviço da Conforlab. Já atendemos mais de 20 mil ambientes climatizados em todo o Brasil, melhorando a qualidade do ar respirado por milhares de pessoas”, afirma Cozac.

Por meio de análises laboratoriais, medições, limpezas especiais e tratamento de água industrial, a organização consegue trabalhar com uma extensa gama de segmentos empresariais. “É um serviço necessário e cada vez mais valorizado, o que permite atuar em diversos segmentos empresariais, por exemplo, shopping centers, hospitais, hipermercados, agências bancárias, indústrias, plataformas de petróleo, hotéis e edifícios diversos”, acrescenta. Confira os próximos eventos da área:

NACIONAL CONGRESSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL DO SUL DO BRASIL. O evento tem como missão renovar e ampliar o conhecimento nacional, além de oportunizar a geração de uma nova rede de contatos para os interessados em assuntos de tecnologia, sustentabilidade e meio ambiente. É aberto para graduandos, pós-graduandos, docentes, profissionais e demais interessados. Mais informações: www.congressoambientalsul.com.br Período: 12 e 13 de novembro de 2015 Local: Centro de Eventos CIEE – Rua Dom Pedro II, 861 – Porto Alegre – RS

INTERNACIONAL VIII CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE ENERGIA SUSTENTÁVEL E PROTEÇÃO AMBIENTAL. O congresso tem como objetivo promover o conhecimento do que há de novo neste setor. O evento contará com a participação de pesquisadores, estudantes e representantes de diferentes setores industriais. Período: de 11 a 14 de agosto de 2015 Local: University of the West of Scotland, Paisley Campus, Escócia VI SIMPÓSIO IBEROAMERICANO DE ENGENHARIA DE RESÍDUOS SÓLIDOS. O objetivo do simpósio é promover a discussão e troca de experiências entre universidades, centros de pesquisa e empresas do setor nos diferentes campos que compreendem a gestão de resíduos. Mais informações: www.redisa2015.com Período: 9 e 10 de novembro de 2015 Local: Campus Central de Tecnológico de Costa Rica


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COMO SUPERAR AS INCERTEZAS ECONÔMICAS Especialistas projetam que segundo semestre de 2015 deve se manter negativo

A instabilidade da economia brasileira, marcada por fatores como redução de crédito, desaceleração da renda, alta na inflação, nos índices de desemprego e no endividamento das famílias, faz de 2015 um ano repleto de incertezas, diminuindo a confiança de investidores e consumidores. Sendo assim, o momento traz grandes desafios para empresários do ramo do varejo e da indústria, que são impactados diariamente pela recessão.

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divulgação pactum/revista asbrav

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Rodrigo Piazzeta, diretor financeiro da Pactum

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conomistas acreditam que a situação deve permanecer negativa no segundo semestre do ano. Na avaliação de Rodrigo Piazzeta, diretor financeiro da Pactum Consultoria Empresarial no Rio Grande do Sul, a confiança do empresário está cada vez mais baixa, o custo financeiro e tributário mais alto e a economia mais arrochada. “Há uma insegurança institucional no Brasil com as frequentes crises na Petrobras, que afetam a credibilidade junto aos investidores e à comunidade internacional. Além disso, os investimentos públicos anteriores geraram um fluxo na indústria de renovação fabril. Com o aumento do consumo, a maioria das pessoas comprou seu carro, por exemplo, naquela época, então a tendência é que não comprem agora e isso afeta a indústria com a queda nas vendas, a metalurgia, entre outros tantos segmentos”, explica o economista. Pesquisa realizada pela Fecomércio do Paraná aponta que menos da metade dos empresários (39%) acredita em um bom desempenho do primeiro semestre deste ano, o menor índice desde a implantação do levantamento, em 2001. Para o presidente da entidade, Darci Piana, as expectativas do comércio de bens, serviços e turismo para 2015 são pouco otimistas. A Confederação Nacional do setor (CNC) prospecta um aumento de 0,3% no volume de vendas varejistas neste ano, na comparação com o ano passado. “No Paraná, projetamos um cenário semelhante, de baixo crescimento. O índice de intenção de consumo dos paranaenses caiu 21,92% em abril na comparação com o mesmo mês de 2014”, afirma o dirigente. Bruno Breithaupt, presidente da Fecomércio de Santa Catarina, também diz que as expectativas para o varejo local estão piores em relação a 2014. “Justamente porque no ano passado, com o período eleitoral, vendeu-se uma ideia de que o Brasil poderia mudar a situação de deterioração de seus fundamentos econômicos sem realizar o ajuste. Mas, logo após a eleição, confirmou-se o que já se sabia. Não é possível sair da situação de estagnação econômica sem ajustar as contas públicas. Isso evidentemente teve um impacto negativo, mas esperamos que passado o ajuste, com uma economia mais estável e uma inflação mais controlada, as expectativas voltem a subir”, comenta Breithaupt. O cenário de retração também afeta o desempenho industrial. Paulo de Tarso Guilhon, consultor da Presidência da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), lembra que nos últimos 10 anos a exportação de produtos industriais catarinenses, que era 70% do valor total exportado, caiu para 54%, já que perderam terreno para as commodities. Segundo ele, os indicadores conhecidos até agora revelam que a produção industrial brasileira recuou 0,8% na pas-


divulgação agv/revista asbrav

Para o Presidente da AGV, Vilson Noer, o ano de 2015 deverá ser marcado pela estagnação de investimentos

sagem de fevereiro para março, conforme a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgada pelo IBGE. Em relação ao mesmo mês de 2014, houve retração de 3,5% e recuo de 4,7% nos últimos 12 meses. “De forma geral, há estoques elevados, custos em alta e demanda reduzida. Fatores que impedem o desenvolvimento industrial e influenciam negativamente a confiança empresarial e dos consumidores. Contudo, é de se esperar que a indústria de Santa Catarina sinta menos os reflexos da retração do que a média do desempenho brasileiro. As razões para se pensar que a indústria local, embora enfrentando o cenário desalentador, possa sentir menos os efeitos da crise são decorrentes de pelo menos duas razões: o arrojo do industrial catarinense que mesmo na adversidade não desiste de seus sonhos e o desempenho do Estado em comparação com a média brasileira no ano passado”, afirma Guilhon. Para o presidente da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV), Vilson Noer, no Rio Grande do Sul, 2015 deverá ser marcado pela estagnação dos investimentos. “É um ano que as empresas atuam mais na gestão dos seus negócios, procuram manter sua operação de caixa mais tranquila e buscam mais segurança, porque investimento certamente exige a retirada de recursos”, diz. O dirigente estima que ainda não haja uma noção clara de todos os ajustes que o governo está fazendo, o que influencia não apenas na questão dos investimentos como também de crédito e desemprego.

O presidente da Fecomércio SC diz que, pela instabilidade econômica, o investimento dos empresários catarinenses tende a ser consideravelmente mais cauteloso. “Em 2015, eles estão optando por estratégias que minimizem os riscos”, afirma Breithaupt. O consultor da presidência da Fiesc, entretanto, diz que a indústria local está em linha com a necessidade de se renovar e investir na formação educacional de seus trabalhadores e modernizar o parque industrial. Assim, analisa Guilhon, o foco dos investimentos para este ano é a modernização tecnológica de produtos e processos como já vem acontecendo. De acordo com pesquisas realizadas, espera-se que 63% da indústria catarinense invista em aquisições de equipamentos, 54% em atualização tecnológica e 51% na ampliação da capacidade produtiva. No que se refere à expectativa do setor de refrigeração, ar-condicionado, aquecimento e ventilação, Hani Lori Kleber, presidente da ASBRAV, também considera o ano marcado por dificuldades e afirma que as negociações deverão ser mais árduas, pois tanto o setor quanto o restante da economia estão passando por um momento delicado. “Não acreditamos em crescimento, a tendência é que tenhamos um desempenho igual ou pouco abaixo de 2014, como a maioria dos setores. Dependeremos de algumas variáveis importantes, tais como novos empreendimentos, manutenção, crescimento do nível de emprego e oferta de crédito a juros atrativos”, diz Hani.

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Por essa razão, a presidente considera importante focar em negócios que auxiliem na redução de custos, modernização e manutenção de instalações existentes e qualidade do ar interior. Hani ressalta também que “o setor tem que estar atento às mudanças do cenário nacional, implementando ferramentas de gestão e capacitação profissional, focando em parcerias que fidelizem os clientes, diminuindo perdas e não desperdiçando as raras oportunidades”.

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ALTERNATIVAS PARA A CRISE Diante do cenário econômico, Piazzeta sugere que os investimentos sejam voltados para o aumento da eficiência interna. “No repensar a sua organização interna para tentar ganhar margem no centavo, no pequeno detalhe. É preciso ganhar eficiência na configuração do modelo de negócio, encontrar maneiras de cortar custos, inovar em materiais diferentes”, afirma. Para o diretor financeiro da Pactum, o momento é oportuno para se reorganizar e, se tiver dinheiro em caixa, linha de crédito disponível com carência alta e oportunidades boas, investir em financiamentos para aprimorar a gestão do estoque, a estrutura de capital do pessoal e aumentar a competitividade. “A Selic, taxa básica de juros, subiu muito nos últimos tempos. Mas a TJLP, que é de longo prazo, sobe mais devagar. Enquanto a Selic teve um aumento de 70% de março de 2013 a fevereiro de 2015, a TJLP aumentou 10% nesse período, então vale a pena aproveitar”, sugere o economista. Para o presidente da Fecomércio de Santa Catarina, o desafio para o ano será manter um nível bom no volume de vendas e na receita. Breithaupt considera fundamental que o empresário busque investir no sentido de diversificar e diferenciar seus produtos. “O momento atual não significa que o consumidor não queira consumir, ele simplesmente está percebendo que as condições que lhe são ofertadas não correspondem mais às suas oportunidades de compra. Nesse contexto, a aposta em promoções é essencial, bem como na diversificação das formas e nos prazos de pagamentos para impulsionar as vendas e dar condições melhores de investimento”, sugere o dirigente. Outra característica que vem sendo vista como estratégica, neste período de estagnação da economia, é a procura pela inovação. “Os empresários percebem que, se conseguirem obter um diferencial no seu produto, seus lucros aumentarão, mesmo em momentos como este. Assim, investimentos em inovação, capazes também de elevar a produtividade das empresas, convertem-se no elemento principal para escapar dos tempos de baixo crescimento”, afirma o presidente da Fecomércio SC. O consultor da Fiesc ressalta que, embora os investimentos programados pela indústria catarinense para o

ano de 2015 de R$ 2,1 bilhões sejam inferiores aos R$ 2,3 bilhões realizados em 2014, o volume de recursos é impactante. Além disso, o presidente da AGV já vislumbra um cenário mais favorável em 2016. “Este é um ano de desconfiança, em que as pessoas não querem comprar porque estão se precavendo. Acredito que em 2016 pode amenizar essa situação e as pessoas aos poucos devem voltar a consumir mais”, espera Vilson Noer. O desafio em 2015, portanto, é ter fôlego e buscar alternativas que garantam a competitividade e a rentabilidade do negócio. Outro diferencial certamente será aproveitar com eficiência as oportunidades que surgem mesmo em momentos de crise. caio cezar-fecomércio sc/revista asbrav

Bruno Breithaupt, presidente da Fecomércio SC


inovação

Soluções para acelerar a construção civil Techouse fornece painéis de piso, parede, lajes e telhado de forma rápida e eficiente desaceleração da economia afeta o setor de construção civil, fazendo com que construtoras e incorporadoras enfrentem um cenário difícil no mercado imobiliário. Apesar de o número de moradias no Brasil ter mais do que dobrado nos últimos dez anos, conforme aponta o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país ainda amarga um déficit habitacional que oscila entre 5,2 milhões e 6,9 milhões de unidades, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). “Hoje, o setor enfrenta problemas de baixa produtividade, elevado custo da mão de obra, desperdícios de materiais, além de imprevistos relativos à obra. Como consequência, entrega unidades habitacionais caras, de baixa qualidade e grandes atrasos”, salienta Aleksei Drafta, diretor comercial da Techouse. Para o publicitário especializado no setor, o mercado atual é incapaz de atender à demanda habitacional no Brasil, sobretudo a de baixa renda, sem um sistema de construção industrializado, que melhore a produtividade das construções convencionais. “A construção civil de residências unifamiliares é altamente dependente da mão de obra artesanal, o que resulta em diversos problemas, como falta de qualificação, atraso na obra e desperdício de materiais. Além disso, a produção média de um trabalhador da construção civil no Brasil chega a ser, por exemplo, até sete vezes menor do que a de um norte-americano. Em países desenvolvidos, crescem a cada dia as atividades da construção industrializada, onde os paineis pré-moldados em concreto são uma importante etapa do processo construtivo”, salienta Drafta. Com objetivo de fornecer soluções para esse setor vital na economia, a Techouse, empresa gaúcha fundada há 20 anos, desenvolveu o sistema construtivo industrializado, que consiste em painéis de concreto com placas de isolamento térmico e acústico, com instalações hidráulicas e elétricas já pré-embutidas. Além da dedicação à pesquisa, o mecanismo se tornou possível graças ao avanço das tecnologias para a construção civil. “O sistema Techouse fornece uma solução simples e viável que atende em média e grande escala à demanda de edificações habitacionais de até quatro pavimentos populares e não populares. Isso se tornou viável graças aos aperfeiçoamentos feitos pelas empresas que produzem materiais industrializados com alta tecnologia para a construção civil,

como concreto usinado, telas eletro soldadas, placas de termo plástico expandido e outros, que com grande valor agregado, facilitaram a produção de painéis pré-moldados em grande escala”, explica Emilio Zagorski, engenheiro mecânico e industrial, diretor técnico da Techouse. A primeira obra realizada dentro desse padrão, concluída em 2005, foi o Estúdio Mutimeios, localizado no bairro Restinga, em Porto Alegre. Em 2011 a empresa aplicou a técnica a uma obra de grande porte, sendo responsável pela construção de 270 unidades habitacionais em um condomínio de sobrados na cidade de Campinas, em São Paulo. Conforme a organização, o processo se inicia por meio de um estudo técnico, no qual a empresa verifica a viabilidade de utilização dos painéis. Caso o empreendimento esteja apto para utilizar o processo construtivo industrializado, a Techouse garante variados benefícios. “Os resultados são redução de custos, prazos de execução menores, menos desperdícios e imprevistos, mão de obra especializada, além de oferecer residências mais seguras, duráveis e confortáveis”, destaca o diretor comercial. “Após análises, encontramos nos painéis pré-moldados, confeccionados com materiais convencionais já industrializados, o melhor caminho de um desenvolvimento tecnológico baseado no princípio de que um projeto arquitetônico pode ser dividido em painéis de piso, paredes, lajes e telhados para que, uma vez fabricados e transportados até o local da obra, possam ser rapidamente montados, facilmente acabados e entregues aos seus proprietários dentro dos prazos previstos”, completa. divulgação techouse/revista asbrav

Obra executada com sistema construtivo industrializado

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automação predial

Energia Solar é opção para economizar Produção de eficiência fotovoltaica ajuda no corte de gastos com a luz

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conomizar e cuidar do meio ambiente são prioridades na sociedade moderna. Em tempos de crise financeira e de desgaste ambiental, utilizar-se de fontes renováveis de energias faz diferença para o bolso e para a natureza. A partir desses panoramas, a eficiência solar aparece como opção, pois, por meio dela, pode-se gerar energia elétrica e abater parte na conta de luz. A geração de energia proveniente do processo chamado de fotovoltaico, utilizado há mais de 50 anos, é vista como uma tecnologia de energia limpa e sustentável, que se baseia em matéria-prima amplamente disponível no planeta: o sol. No Brasil, desde 2012, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou uma regulamentação que incentiva consumidores a instalarem equipamentos que permitem o uso da energia solar fotovoltaica (Resolução

Normativa ANEEL nº 482/2012 – Micro e Minigeração Distribuída). Com a medida, criou-se um sistema de medição e compensação, por meio do qual, além da possibilidade de produzir parte da energia que a residência consome, o consumidor pode entregar o excedente à concessionária da sua região e obter créditos. O sistema funciona da seguinte maneira: o consumidor tem de instalar um gerador fotovoltaico, como os painéis solares (1) – que reagem com a luz do sol e produzem energia elétrica. Os aparelhos são instalados sobre o telhado, conectados uns aos outros e ligados ao inversor solar (2), capaz de converter a energia captada pelo sol em energia elétrica. A carga produzida é distribuída para residências ou empresas (3 e 4), reduzindo a quantidade de energia que se compra da distribuidora. O excesso de eletricidade volta para a rede elétrica por

divulgação portal solar/revista asbrav

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As informações do Portal Solar (www.portalsolar.com.br) ajudam empresas e clientes interessados em energia solar


divulgação portal solar/revista asbrav

Exemplo de uso de energia fotovoltaica em empresa meio do relógio de luz bidirecional (5), que mede a energia consumida quando não tem sol e a energia gerada em excesso quando tem. Assim, a rede da distribuidora transforma o excedente em “créditos de energias” utilizados à noite ou nos próximos meses. PRÓS E CONTRAS DE SE UTILIZAR O SISTEMA O uso de energia fotovoltaica tem muitas vantagens. Além de ser totalmente renovável, não polui e requer manutenção mínima. Possui fácil instalação e pode ser usada em áreas remotas onde não existe energia. Conforme estudo (páginas 22 e 23) realizado pela aluna Stefanie Bator, sob orientação do professor do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), João Batista Dias, sistemas fotovoltaicos integrados à construção possuem dupla função: “Além de produzir energia elétrica, funcionam como elemento arquitetônico na cobertura de telhados, paredes, fachadas ou janelas”, destaca Stefanie. Por outro lado, a energia solar também tem inconvenientes. O retorno do investimento é de longo prazo (de 6 a 10 anos), o custo de aquisição é alto devido aos impostos, não pode ser usada durante a noite e para armazenar a energia solar é necessário o uso de baterias (o que pode encarecer o custo do sistema fotovoltaico como um todo). Os preços de instalação variam conforme o tamanho e a funcionalidade desejada do sistema, seja em residências, empresas ou usinas. Uma casa pequena, com até dois moradores, tem um custo entre R$ 12 mil e R$ 18 mil. Já uma casa muito grande, com mais de cinco moradores, pode variar entre R$ 75 mil a R$ 100 mil. Para empresas, o custo pode variar de R$ 650 mil a R$ 3,5 milhões. E em usinas chega aos R$ 20 milhões. Essas informações foram calculadas em março de 2015 por um canal que auxilia interessados em energia solar, o Portal Solar. Criado em março de 2014, o Portal Solar é um site que fomenta a utilização de energia fotovoltaica e orienta pessoas interessadas em aderirem a esse sistema. Segundo a analista de comunicação do Portal Solar, Gabriela Cunha,

o portal virou referência durante o ano passado e ajudou tanto clientes quanto empresas. “O site se tornou a maior referência no ramo de fotovoltaica do país rapidamente. Hoje, possui um mapa com mais de 250 empresas cadastradas que prestam serviços de instalação de sistemas solares e está crescendo a cada dia”, relata Gabriela. A integrante do canal de auxílio afirma também que empresas iniciantes recebem a oportunidade de expor seu serviço no site. O Portal Solar procura ser imparcial na relação cliente/empresa, tanto que disponibiliza três orçamentos para os interessados. “Centenas de sistemas solares residenciais e comerciais já foram vendidos pelas empresas graças ao nosso sistema de envio de orçamentos. Enviamos para até três empresas, e o cliente faz a escolha da empresa que lhe agradou mais. Somos imparciais. Não opinamos sobre as empresas com os clientes”, explica a representante. Atualmente, o Portal Solar se consolidou e passou a ser mais exigente com a prestação de serviço, logo empresas que registraram alto índice de reclamações foram excluídas do cadastro.

SAIBA MAIS O termo “fotovoltaico” vem do grego phos, que significa “luz”. E “volt”, a unidade de força eletro-motriz, vem do sobrenome do físico italiano Alessandro Volta (17451827), o inventor da pilha. O termo “foto-voltaica” tem sido usado em inglês desde 1849. Atualmente, a energia solar fotovoltaica é a terceira mais importante fonte de energia renovável em termos de capacidade instalada em nível mundial, depois da hidráulica e da eólica. Mais de 100 países utilizam energia solar fotovoltaica. China, seguida por Japão e Estados Unidos são os mercados de energia fotovoltaica que mais crescem, enquanto a Alemanha continua sendo a maior produtora do mundo, contribuindo com quase 6% da sua demanda de eletricidade. Vale ressaltar que a energia solar fotovoltaica é aquela produzida a partir de energia solar da própria residência, pois pode haver confusão com energia solar térmica. Nesse segundo caso, o processo funciona por meio de coletores solares, que transformam a energia do sol em calor e a utilizam para aquecer a água. De 15 a 17 de julho, em São Paulo, ocorre a Enersolar + Brasil 2015. É a terceira edição da maior feira de energias renováveis da América Latina, destinada a interessados em fazer negócios e parcerias no setor. O evento também apresentará as últimas novidades e teconologias da energia solar.

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artigo especial

Estudo para integração de sistemas fotovoltaicos conectados na rede elétrica residencial

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João Batista Dias¹ e Stefanie Bator²

inserção de sistemas fotovoltaicos no ambiente construído é atualmente um tema bastante interessante e importante de se analisar. Sistemas fotovoltaicos integrados à construção possuem a dupla função de produzir energia elétrica e funcionar como elemento arquitetônico na cobertura de telhados, paredes, fachadas ou janelas. Os módulos fotovoltaicos podem ser considerados como um material de revestimento arquitetônico (redução de custos), dando à construção uma aparência estética inovadora e high tech, além de trazer uma imagem ecológica associada ao projeto. Em 2012 foi criada a resolução normativa para instalação de sistemas fotovoltaicos conectados à rede elétrica (Resolução Normativa ANEEL nº 482/2012 – Micro e Minigeração Distribuída), tornando possível que os consumidores de energia elétrica possam ser também produtores de energia. Ou seja, criou-se um sistema de medição e compensação de energia, onde além da possibilidade de produzir parte da energia que a residência consome, o consumidor poderá entregar o excedente à concessionária de energia da sua região e obter créditos. Esses créditos podem ser compensados em até 36 meses. Um exemplo de sistema fotovoltaico conectado à rede pode ser visto na Fig. 1. Ele é composto basicamente por gerador fotovoltaico (módulos), conversor de corrente contínua em corrente alternada (inversor) e medidor de energia.

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TIPO DE MONTAGEM O tipo de montagem considerado para esse estudo e para as simulações foi o integrado à construção, ou seja, sem ventilação traseira dos módulos fotovoltaicos, visto na Fig. 2. Para a instalação dos módulos integrados se apresenta aqui uma possibilidade, utilizando-se uma estrutura de calhas que serviria tanto para recolher a água

da chuva e conduzi-la até uma calha maior instalada no beiral, quanto para a fixação dos módulos. Essas calhas ocupariam o lugar das ripas utilizadas no telhado.

SIMULAÇÃO Os dados de simulação apresentados neste estudo foram obtidos por meio do software Sunny Design da empresa SMA, que é utilizado para planejamento e dimensionamento de sistemas fotovoltaicos. Foram realizadas simulações a fim de se obter valores de energia média anual gerada por módulos fotovoltaicos de duas tecnologias de células: silício monocristalino (c-Si Mono) e silício multicristalino (c-Si Multi). Os módulos utilizados possuem potência de 100 Wp cada um. Cada sistema, com 20 módulos fotovoltaicos, forma um gerador com potência de 2 kWp. Tal gerador é ligado ao inversor SB 1700. Na Tab. 1 têm-se os resultados das simulações realizadas.

CONSUMO PRÓPRIO Com os dados de energia média anual versus consumo de energia por ano para uma residência com quatro pessoas, pode-se estimar, para cada sistema dimensionado, os dados abaixo: - Energia média anual produzida: energia que o sistema fotovoltaico produz a partir da incidência de radiação solar.


- Alimentação da rede: energia produzida pelo sistema fotovoltaico que foi entregue à rede elétrica da concessionária. - Referência de rede: energia comprada da rede elétrica da concessionária. - Consumo próprio: parcela de energia produzida pelo sistema fotovoltaico que é consumida pela residência. - Quota de consumo: percentual de energia produzida pelo sistema fotovoltaico que é consumida pela residência. Nota-se que nem toda energia consumida pela residência precisa ser a gerada pelo próprio sistema fotovoltaico, uma vez que nem sempre os horários de pico de carga coincidem com a maior produção de energia. O percentual de energia produzida pelo sistema e consumida pela residência ficou em torno de 33% para as duas tecnologias empregadas, sendo o restante do consumo suprido pela rede elétrica da concessionária (referência de rede), Tab. 2.

PESO “MASSA” Fez-se uma comparação de peso “massa” e área dos módulos fotovoltaicos versus telhas para se ter uma noção da relação dessas medidas. Na Tab. 3 e Tab. 4 são apresentadas informações sobre os módulos fotovoltaicos utilizados e as telhas estudadas, respectivamente. Para fazer o estudo comparativo, foram utilizados três tipos de telhas que são constantemente utilizadas nas construções: fibro-

cimento (telha fibrocimento), barro colonial (telha cerâmica colonial) e concreto (telha cerâmica concreto). Para que haja a substituição das telhas pelos módulos fotovoltaicos é importante fazer uma análise de seus pesos, comparando-os para ver se a troca dos mesmos não apresentará problemas para a estrutura do telhado já construído. Inicialmente, analisando-se o módulo fotovoltaico de silício monocristalino, vê-se que seu peso por unidade de área é de 13 kg/m². Comparando-se esse valor com os dos três tipos de telhas (fibrocimento, barro colonial e concreto), vê-se que os dois últimos apresentam mais do que o dobro de peso por unidade de área. Ou seja, para cada m², um módulo de silício monocristalino apresenta em torno da metade do peso da telha de barro colonial e concreto. Isso significa que poderia ser feita a substituição sem que houvesse comprometimento da estrutura já construída, uma vez que o peso por unidade de área do módulo é menor do que o já suportado peso das telhas. De forma semelhante, tratando-se do módulo de silício multicristalino, vê-se que os dois últimos tipos de telha apresentam mais do que o dobro de peso por unidade de área, possibilitando-se assim a substituição das mesmas pelos módulos fotovoltaicos. Ou seja, seria possível, estruturalmente, a substituição das telhas pelos módulos fotovoltaicos e ainda produzir energia elétrica para suprir parte ou até mesmo todo o consumo mensal da residência. É importante salientar que esta simulação pode apresentar pequenas variações quando realizada com outros tipos de módulos, pois mesmo aqueles de mesma tecnologia possuem pequenas variações em seus coeficientes térmicos, em suas eficiências, pesos, etc.

¹ Professor do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica da Unisinos ² Orientanda do estudo de Iniciação Científica

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coluna

Tupanciretã Sidney de Oliveira*

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AMINHOS DE TERRA BATIDA Guardo muitas recordações das minhas andanças pelo Rio Grande do Sul. Na década de 60 cortei o estado de Kombi fazendo negócios com os frigoríficos da região, que eram muitos e de todos os tamanhos e capacidades. Os caminhos, quase todos, eram de terra batida e, muitas vezes, levei horas para passar por um atoleiro, coisa que era comum em época de chuvas. Para visitar uma cervejaria em Getúlio Vargas, de certa feita, levei três horas para avançar um quilômetro. Creio que visitei mais cidades do Rio Grande do Sul do que muitos gaúchos autênticos!

A conversa corria solta, muitas risadas, vez ou outra uma provocação, tudo numa cordialidade que me remetia aos escritos de Érico Veríssimo e sua formidável à obra “O Tempo e o Vento”, obra que já li e reli e que me encanta cada vez mais.

TERRA DA MÃE DE DEUS Tupanciretã, “Terra da Mãe de Deus”, foi sempre a que mais me impressionou. Mas a recordação mais forte foi a da roda de chimarrão ao final de uma churrascada no campo. Não sei se isso ainda ocorre, pois a evolução vai corroendo muitas das coisas que, para mim, eram boas. Como minha jornada era feita de Kombi, ficava, normalmente, um mês inteiro viajando. Sobravam os fins de semana, onde, invariavelmente, convites para churrasquear num sítio ou numa fazenda eram frequentes... Vala de fogo no chão, muita carne nos espetos fincados na terra, coisa de gaúcho que não havia em São Paulo, um bom garrafão de uma “branquinha da boa”, pratos com farinha para lambuzar os nacos de carne servidos sem parar, e lá ficávamos até começar o sol a querer nos deixar.

SÃO BORJA Ainda me embrenharei por essas estradas, hoje, creio todas asfaltadas. Irei a Tupanciretã, Santa Maria, Rio Grande, Santa Rosa e São Borja. Nesta última, de certa feita, cheguei num fim de tarde escaldante de sol a pino, ruas vazias, trânsito sem carros, poucos pedestres se esgueirando nas sombras para fugir do calor. Estacionei sob a única árvore frondosa que havia em frente ao hotel em que me hospedaria (e que contava a lenda era onde também ficava o ex-presidente Getúlio Vargas) e subi para o meu quarto. Não se passaram três minutos e batem à porta do quarto com bastante energia. Abro. Era um policial (creio que no Sul seria um “brigadista”) me intimando a tirar o meu carro da sombra porque ali não era permitido estacionar. Obedeci e estacionei mais adiante, sem árvores, sem sombra, mas cumpri o regulamento desta encantadora São Borja. Hoje, se voltasse, deveria fazer tudo de avião e não mais me preocupar com estacionamentos!

ANA TERRA Encontrei muitas “Ana Terra” nas minhas andanças sulinas, bravas, destemidas e guerreiras, lembrando a coragem das “mulheres de Atenas”. Mas isso tudo se foi, ficando uma agradável sensação e o magnífico perfume de uma mistura de terra molhada, fogo e o perfume do ar...

Creio que visitei mais cidades do Rio Grande do Sul do que muitos gaúchos autênticos!

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CHIMARRÃO Antes que a Lua aparecesse, vinha o velho chimarrão, que eu, nas primeiras sorvidas (poderia dizer chupadas?), achava aquele amargor um tanto quanto esquisito! Mas logo me habituei e reparei que era um excelente digestivo para toda a carne que eu havia consumido. Mas o mais importante era a roda que se formava, a matrona da casa com a cuia e a chaleira de água quente preparando ela a erva e passando de mão em mão ou de boca em boca.

*Advogado, OAB/SP 24.876, membro de comissões técnicas da OAB/SP, especialista em IAQ email: sidaosp@terra.com.br


artigo técnico

O papel da ventilação na vida moderna

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Nelson Dias Ferreira da Conceição*

écnica que permite substituir o ar ambiente interior de um local – considerado inconveniente por sua falta de pureza, temperatura inadequada ou umidade excessiva – por outro exterior de melhores características. A ventilação resolve funções vitais dos seres vivos, como a provisão de oxigênio para a respiração e o controle do

calor que produz, uma vez que lhes proporciona condições de conforto afetando a temperatura do ar, a umidade, a velocidade do mesmo e a diluição de odores indesejáveis. Para as máquinas, instalações e processos industriais, permite controlar o calor, a toxicidade e o potencial explosivo de seu ambiente. Entenda melhor esse processo.

TIPOS DE VENTILAÇÃO: Ventilação por Sobrepressão se obtém insuflando ar a um local, colocando em sobrepressão interior respectivamente a pressão atmosférica. O ar flui então para o exterior pelas aberturas dispostas para ele. A seu passo o ar barra os contaminantes interiores e deixa o local pleno de ar puro exterior. Fig. 1.

cançar a saída. Como mostram as figuras 1 a 3. Esse tipo de ventilação tem o inconveniente de que, se existir um foco contaminante concreto, como é o caso de cubas industriais com desprendimentos de gases e vapores molestos ou tóxicos, o ar de uma ventilação geral espalha o contaminante por todo o local antes de ser levado até a saída.

Ventilação por Depressão se consegue colocando o ventilador extraindo o ar do local, o que provoca que este fique em depressão a respeito da pressão atmosférica. O ar penetra de fora pela abertura adequada, efetuando uma ventilação de igual efeito que a anterior. Fig. 2.

Ventilação Localizada. Por meio dessa forma de ventilação o ar contaminado é captado no mesmo lugar que se produz, evitando sua difusão por todo o local. Dessa forma, consegue-se a base de um bocal que abrace o mais estreitamente possível o foco de poluição e que conduza diretamente ao exterior o ar captado. Fig. 4.

Ventilação Ambiental ou Geral. O ar que entra no local se difunde por todo o espaço interior antes de al-

Ventilação Mecânica Controlada. Conhecida por sua sigla V.M.C., trata-se de um sistema peculiar que se utili-

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artigo técnico

za para controlar o ambiente de toda uma habitação, local comercial e também um edifício de pisos, permitindo introduzir recursos para economia de energia. CRITÉRIOS DE USO DO EXAUSTOR A grande variedade de construções dificulta que existam normas fixas a respeito da disposição dos sistemas de ventilação. Mas há algumas diretrizes gerais que devem ser seguidas nesses casos. – Os ventiladores devem situar-se diametralmente opos-

tos às entradas de ar, de modo que a vazão da ventilação atravesse toda a zona contaminada. – Os exaustores precisam estar localizados perto dos focos de contaminação para captar o ar nocivo antes que se difunda pelo local. – Remover o exaustor de uma janela aberta ou entrada de ar exterior para evitar que entre de novo o ar expulsado. Fig. 5 a 12. VENTILAÇÃO GERAL PARA O USO DIÁRIO Para ventilar um local pelo sistema de Ventilação Geral ou Ambiental deve-se considerar o tipo de atividade dos ocupantes do local. Uma oficina moderna, espaçosa, com baixo índice de ocupação, é diferente de uma cafeteria, uma sala de festas, uma oficina de confecção ou de pintura. A razão de se ventilar as habitações humanas é a de proporcionar um ambiente higiênico e confortável aos ocupantes, pois as pessoas passam fechadas nesses locais até 90% do seu dia. Há que diluir o odor corporal, controlar a umidade, o calor e a poluição que desprendem do mobiliário, tapetes, pisos e paredes de edifícios, além da possível resultante de atividades industriais. Por isso, é preciso calcular a vazão de ar necessária com base no número de ocupantes, considerando 7,5 litros por segundo por pessoa para os casos normais onde não exista a poluição causada por fatores externos. Mas, se houver dificuldade de prever o número de ocupantes, é melhor referir-se a função do local, recorrendo ao cálculo baseado no número de renovações/ hora (N). Ou seja, a quantidade de vezes que se deve renovar por hora todo o volume de ar do local. Esse número se encontra em tabelas, conforme as apresentadas na página 27. Para realizar este cálculo, primeiro se determina o volume do local, multiplicando o comprimento pela largura e pela altura, no caso de que seja paralelipédico, ou decompondo em figuras simples o volume total. Volume V (m³) = L x A x H (m) Se escolhe o número N de renovações por hora, segundo a atividade desenvolvida no local e se multiplicam ambos. Vazão Q (m³/h) = V x N Exemplo: Um restaurante médio cuja sala mede 15 x 5 metros, com uma altura de 3 m apresenta um volume de: V = 15 x 5 x 3 = 225 m³

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Se está permitido fumar se chegará em um número de renovações horárias de N = 10, resultando uma vazão de: Q = 225 x 10 = 2.250 m³/h


Se o local permite, decidiremos a disposição de colocar os exaustores de 1.200 m³/h cada um em uma parede, descarregando diretamente ao exterior com duas ou três entradas de ar, baixas, na parede oposta, que fecharemos com persianas de grelhas fixas antichuva. Nos exaustores colocaremos persianas de gravidade que se fecham automaticamente quando se param os aparatos, evitando a entrada de ar frio do exterior. APLICAÇÃO DA VENTILAÇÃO LOCALIZADA Quando se pode identificar claramente o foco de contaminação, o sistema mais efetivo e econômico é captar localmente a emissão nociva. Exemplo da Fig. 13. O procedimento deve ser assim: 1. Identificar os pontos de produção do contaminante. 2. Colocar uma campana. 3. Establecer uma sucção capaz de captar, arrastar e transferir o ar, possivelmente carregado de partículas. OS ELEMENTOS BÁSICOS DE UMA INSTALAÇÃO: Captação; Duto ou Canalização; Separador ou filtro; Extaustor de Ar. Neste artigo será apenas descrito o elemento “Captação”. Captação Sua missão é a de poder atrair o ar com os contaminantes que contenha para transferi-lo ao lugar de descarga. Os princípios de design são: 1. A vazão de captação varia aproximadamente com o quadrado da distância, ou seja, que se a campana está a uma distância L do foco, necessitando uma vazão Q para captar, e se deseja uma distância 2L à vazão necessária será 4Q. A Fig. 14 mostra diversos modelos de bocas de captação. 2. Quando se trata de gases nocivos deve-se colocar a campana de modo que se evacue fora do espaço de respiração dos operários. Fig 15. 3. A campana, ou caperuza, que envolve uma máquina, deve ser desenhada para que as partículas a serem captadas incidam dentro de sua boca. Fig. 16. 4. Sempre que possível os bicos de extração devem ser com flange, reduzindo assim a vazão em uns 25% aproximadamente. É o caso Canto com Flange da Fig. 14.

*Formado em Licenciatura em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior de Engenharia de Lisboa

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entidade

ASBRAV celebra 20 anos como referência do setor refrigerista

R

econhecida como uma das principais entidades que representam o setor refrigerista no país, a Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV) celebrou seus 20 anos de existência na noite de 12 de maio. Durante o evento, que ocorreu na sede da entidade, em Porto Alegre, foi incluída no memorial que homenageia os ex-presidentes a fotografia de Luiz Afonso Dias, que esteve à frente da entidade por dois mandatos consecutivos, de 2011 a 2014. A galeria é composta, ainda, pelas imagens dos outros ex-presidentes. divulgação playpress/revista asbrav

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A comemoração foi conduzida pela presdidente Hani Kleber e acompanhada pelos ex-presidentes Luiz Alberto Hansen, Bolivar Peres Fagundes, Telmo Antonio de Brito e Eduardo Hugo Müller, além de integrantes do Conselho Deliberativo, colaboradores e associados. Os antigos mandatários fizeram uso da palavra e saudaram o crescimento e o fortalecimento da ASBRAV. O principal objetivo da ASBRAV é promover a qualificação profissional por meio do desenvolvimento técnico e de gestão. A instituição constantemente promove cursos, palestras e seminários para a atualização de seus associados. Outras informações sobre a entidade podem ser obtidas no site www.asbrav.org.br.


25/06 Arkema Fluido ajuda a preservar a camada de ozônio A substituição do fluido R22 pelo Forane R-427A foi o tema da palestra ministrada por Paulo Napoli da Arkema/Forane, empresa francesa, representada no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina por Clovis Amaro,dia 25/06 na sede da ASBRAV. Na oportunidade foi realizado de forma prática o retrofit do fluido refrigerante.

22 e 23/05 GBC Curso Leed GA A ASBRAV foi palco do curso “Como se tornar um LEED GA (Green Associate), iniciativa realizada em parceria com o Green Building Council Brasil (GBC Brasil) nos dias nos dias 22 e 23 de maio, conduzido pela arquiteta e urbanista Luiza Junqueira. O curso mostra os diferentes referenciais LEED e os principais conceitos associados a cada um deles. A certificação LEED GA é direcionada para quem esta iniciando a carreira na área. Trata-se de um nível introdutório da credencial LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), demonstrando que o profissional possui um conhecimento geral dos conceitos avaliados durante o processo de construção do empreendimento em busca da certificação internacional.

13 e 14/05 São Paulo Workshop de Refrigeração Comercial e Industrial Segunda edição do Workshop de Refrigeração Comercial e Industrial (&R 2015) aconteceu em São Paulo na USP nos dias 13 e 14 de maio. Segundo Tomaz Cleto presidente do DN ASHRAE Brasil, o evento concebido para disseminar e multiplicar conhecimento sobre conceitos, pesquisas, desenvolvimento e inovações nos segmentos de refrigeração comercial e industrial conseguiu superar as expectativas em relação a primeira edição realizada na capital gaúcha Porto Alegre em 2014, foi tão bom quanto, comemora Cleto. Marcelo Marx da Delta Frio representou a ASBRAV como Diretor Setorial da Refrigeração.

06 e 07/05 ENTRAC Porto Alegre Encontro exibe tecnologias que ajudam o meio ambiente Tecnologias que tornam instalações mais seguras e ambientalmente corretas foram destaque no Encontro Tecnológico de Refrigeração e Ar Condicionado (ENTRAC) realizado nos dias 6 e 7 de maio no Ritter Hotéis em Porto Alegre. Organizado pela Nova Técnica Editorial, o ENTRAC é um evento itinerante que percorre as principais cidades do Brasil com o objetivo maior de divulgar tecnologias e procedimentos técnicos para os diversos níveis de profissionais de HVAC-R. Com o apoio da ASBRAV e da ANPRAC o evento apresentou dois dias de intensa atividade e disseminação de conhecimento para um público de cerca de 150 pessoas.

Aconteceu em Santa Catarina O Escritório Regional da ASBRAV Santa Catarina, comandado pelo Diretor Regional Arivan Zanluca, promoveu e realizou no auditório da unidade São José do SENAI SC palestras técnicas do setor HVAC-R atraindo empresas e profissionais, bem como os alunos do Curso Técnico em Refrigeração e Climatização, com três turmas simultâneas sob a coordenação do Prof. Oscar da Silva.

08/06 Trox Dampers Corta-Fogo e Distribuição de Ar O palestrante Cláudio José Kun da Trox Brasil apresentou conceitos sobre distribuição de ar com uso de grelhas e difusores, e aplicação de dampers corta-fogo nos sistemas HVAC.

16/03 Linter Filtros Filtros em dia asseguram a qualidade no ar O palestrante Cesar De Santi, da Linter Filtros, conduziu a apresentação enfatizando a importância dos filtros nos sistemas de climatização, e os mecanismos de retenção de partículas sólidas e gasosas.

15/06 Midea Carrier Conceitos e Aplicações de Sistemas VRF - Case Estádio Gustavo Hoffmann, engenheiro de aplicação de VRF da Midea Carrier apresentou conceitos e aplicações, utilizando 100% inverter e sistemas com recuperação de calor (3 tubos).

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lista de associados Dados atualizados junho 2015

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3B COM EQUIP AQUECIMENTO ACEL AR CONDICIONADO ECOLÓGICO ACHSE CONSULTORIA E PROJETOS ACJ ENERGIA E CLIMATIZAÇÃO ACMASUL SISTEMAS DE VENTILAÇÃO ACÚSTIKA SUL ENGENHARIA ADEMIR SILVA AERODUTO AR CONDICIONADO AGRAZ REFRIGERAÇÃO AGST CONTROLES E AUTOMAÇÃO AIR CLEAN - M C PEREIRA & CIA AIR CONSULT ASSES INST AR COND AIR CONTROL ASSISTÊNCIA TÉCNICA AIR COOL MANUTENÇÃO E INSTALAÇÃO AIR DATUM ENGENHARIA AIR SHOP EQUIP CONFORTO TÉRMICO AIRSIDE IND COM PROD CLIMATIZAÇÃO ALBERT ENGENHARIA ALCIDES CAMINHA LEITE ALEXANDRE TOCCHETTO AMANDA LAMIM DOS SANTOS EPP AMBIENTALIS ANÁLISES AMILLPASSOS REFRIGERAÇÃO INDL ANDERSON RODRIGUES ANNEMOS TECNOLOGIA DE RESFRIAMENTO ARCENTRAL SUL SERVIÇOS REFRIGERAÇÃO ARCONET ARMACELL BRASIL ARMANT AR CONDICIONADO ARMAX AR CONDICIONADO COM SERV ARNOLDO CARLOS GONÇALVES BESKOW ARSA CONSULTORIA COM REPRES ARSELF AR CONDICIONADO ARTECH CLIMATIZAÇÃO ARTETEC ARQUITETURA E ENGENHARIA BARELLA ENGENHARIA BDS AR CONDICIONADO BELTERM CLIMATIZAÇÃO BENI SOLUÇÕES REFRIG CLIMATIZAÇÃO BERDES SERVIÇOS BERLINERLUFT DO BRASIL BRUNNO GLIESE LEMOS BRY-AIR BRASIL CLIMATIZAÇÃO CARAVAGGIO REFRIG E SERVIÇOS CARLOS ANDRÉ SENNA TRINDADE CARLOS ERNESTO OSTERKAMP CASC COM INST AR CONDICIONADO CENNTRAL-SUL AR CONDICIONADO CERT ENGENHARIA CLEMAR ENGENHARIA CLIMA SHOP QUALIDADE AR INTERIOR CLIMATIZA COM PRODUTOS SERVIÇOS CLOVIS FERNANDO VASQUEZ AMARO COLD FRIGOR - RER SISTEMAS TÉRMICOS COLDAR ENGENHARIA E COMÉRCIO COLDBRAS CONCEITO TÉCNICO PROJ PLAN ASSES CONFORTARE AR CONDICIONADO CONSTARCO ENGENHARIA E COMÉRCIO CURTIS CONSULTORIA DAIKIN MCQUAY AR COND DO BRASIL DAMIANI CLIMATIZAÇÃO DANIEL DA SILVA AGUIAR DANIEL LIMA RODRIGUES DANNENGE SOLUÇÕES DE ENGENHARIA DÁRIO DA ROSA CRUZ DEIVI TEIXEIRA HOMEM DELEON DOS REIS VITH DELTAFRIO IND DE REFRIGERAÇÃO DI RIENZO COMUNICAÇÃO E EVENTOS DIEGO MENDES DA ROSA ECCOSYSTEMS SOLUÇÕES AMBIENTAIS ECOARSUL HIGIENIZAÇÃO DE DUTOS EDUARDO AZEREDO DA LUZ EDUARDO GUS BROFMAN EGON WERNER BECKER EJR ENGENHARIA ELETRO AR SUL ELETROCON RS INSTAL E MANUTENÇÃO ENCLIMAR ENGENHARIA CLIMATIZAÇÃO ENGE REPRESENTAÇÕES TÉCNICAS ENGEMESTRA ENG MEC E SEG TRAB ENGENHAR CLIMATIZAÇÃO ENGETÉRMICA AR CONDICIONADO EPEX IND COM DE PLÁSTICOS

(41) 3366-2939 (51) 3211-4530 (51) 3037-3021 (51) 3041-4845 (51) 3013-4289 (51) 3344-1188 (51) 3347-7079 (51) 3343-4983 (51) 3751-2691 (51) 3343-8875 (51) 3426-1676 (41) 3668-5510 (51) 3217-9591 (51) 3478-4323 (51) 3326-1933 (51) 3094-2888 (51) 3473-6258 (51) 3342-3905 (55) 9105-0612 (51) 3357-2225 (47) 3323-3277 (48) 3028-3069 (51) 35815-456 (51) 3212-3490 (51) 3319-1944 (51) 3898-0724 (41) 3032-4390 (12) 3648-6900 (51) 3085-8050 (51) 3339-2931 (51) 3222-8966 (51) 3332-1820 (51) 3337-3434 (51) 3033-2912 (51) 3341-4934 (51) 3314-8755 (51) 3337-3355 (51) 9115-1572 (51) 3065-4616 (51) 3279-1283 (51) 3589-3912 (51) 3472-3190 (41) 3698-2222 (55) 3421-1941 (51) 3037-3224 (51) 3036-6060 (51) 3273-0525 (51) 3286-1366 (51) 3711-7889 (48) 3331-3000 (48) 3028-2825 (51) 3059-9090 (51) 9164-8667 (51) 3074-9997 (51) 3343-3315 (51) 3303-2222 (51) 3221-2137 (51) 3311-0000 (11) 3933-5000 (51) 3028-2945 (51) 3237-3050 (41) 3074-1144 (51) 3109-3765 (51) 3362-6427 (48) 3333-3002 (51) 3741-7929 (51) 9274-3000 (51) 3529-5062 (51) 3536-1551 (11) 3542-0202 (51) 9540-9653 (51) 3307-6597 (51) 3221-2729 (51) 3242-2771 (51) 3331-6615 (51) 3259-1695 (51) 3346-1205 (51) 3340-1247 (51) 3034-6434 (44) 3371-2841 (51) 3737-7751 (51) 3061-3935 (51) 3594-7830 (51) 3342-5433 (47) 3334-3100

ERA DO GELO CLIMATIZAÇÃO ERISTON DA SILVA MACHADO ESCOLA TÉCNICA PROFISSIONAL EUROCABLE BRASIL IMP EXP FABIO VIEIRA LUCAS DA COSTA FÁTIMA ROSALI SILVEIRA ALFONSIN FLÁVIO RIBEIRO TEIXEIRA FRIGELAR COMÉRCIO E INDÚSTRIA FRIZA COM MAT ELET HIDRÁULICOS FULL GAUGE CONTROLS GBF IND COM EQUIP INDUSTRIAIS GLOBUS SISTEMAS ELETRÔNICOS GM AR CONDICIONADO GOOD SERVIÇOS DE CLIMATIZAÇÃO HEATEX BRASIL TROCADORES DE CALOR HEITOR MACHADO VICARI JÚNIOR HITACHI AR CONDICIONADO DO BRASIL IGOR DIAS BARBOSA IMARCON PRESTADORA DE SERVIÇOS INSTATEC INDÚSTRIA METALÚRGICA ISOTERM INSTALAÇÕES JOÃO CARLOS BIDEGAIN SCHMITT JOAPE IND EQUIPAMENTOS AMBIENTAIS JOHNSON CONTROLS BE DO BRASIL JONATAS ASSIS DE AZEVEDO JORGE ISNARDO JOSÉ HAROLDO CARVALHO SALENGUE JOSÉ RADZIUK JOSÉ RENÊ FREITAS GASSEN JULIANO NOETZOLD JÚLIO CÉSAR SILVA DA SILVA JULIO ZIMMERMANN KLEBER REPRESENTAÇÕES KLIFT SERVIÇOS DE CLIMATIZAÇÃO KLIMA ENGENHARIA KLIMASUL – JB & MP COM REPRES KOMECO – KOMLOG IMPORTAÇÃO LC PETRY COM IMP EXP LF WOLMANN LG ELETRONICS DA AMAZONIA LINDOMAR VIEIRA DA COSTA SILVA LUCIANO LOPES SIMÕES LUZITANA AR CONDICIONADO M. CESA COMP AR COND REFRIG MAGNUS RECUP DE COMPRESSORES MARCELO FOSCHIEIRA CHRISTINI MARCELO MACIEL DE SANTA HELENA MARCIO ELAUTÉRIO DE FREITAS MARCUS VINÍCIUS SIMIONI MARIO ANTÔNIO REIS DE OLIVEIRA MAURICIO CHAVES PACHECO MAURO ULLMANN CLIMAT REFRIG MEDEIROS ENGENHARIA DE CLIMATIZAÇÃO MERCATO AUTOMAÇÃO - SMART SOLUÇÕES MICHEL MACHADO SEVERO MONOFRIO - HBSR REFRIG DE LÍQUIDOS MONTÉRMICA REFRIG E AR CONDICIONADO MOVA SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS MP AUTOMAÇÃO MRI ENGENHARIA MULTITÉCNICA ENGENHARIA NEOCLIMA AR CONDICIONADO NOVUS PRODUTOS ELETRÔNICOS OCTO REFRIGERAÇÃO E ELÉTRICA OSCAR DA SILVA PAULA FONSECA WERLANG GRANZOTTO PAULO DE TARSO FONTOURA DA SILVA PAULO OTTO BEYER PAULO RENATO DOS REIS PAULO RENATO PEREZ DOS SANTOS PAULO VELLINHO (SÓCIO HONORÁRIO) PEDRO A C RIGOTTI & CIA PEDRO PAULO RITTER FILHO PERTILE AR CONDICIONADO PLANIDUTO AR CONDICIONADO PRODEPRED AUTOMAÇÃO PROJELMEC VENTILAÇÃO INDUSTRIAL PROJETOS AVANÇADOS ENGENHARIA PROTÉRMICA CLIMATIZAÇÃO QUAD CLIMA – QUADRANTE SOLUÇÕES QUALITÁ CLIMATIZAÇÃO E HIGIENIZAÇÃO QUIMITEC QUÍMICA INDUSTRIAL R7 SERVIÇOS DE CLIMATIZAÇÃO RECOM RECUP DE COMPRESSORES RECOMSERVICE SUL

(51) 3557-6001 (51) 3325-1065 (41) 3332-7025 (51) 3375-8200 (51) 3307-0713 (51) 3672-1091 (51) 8424-3645 (51) 3314-8919 (51) 3462-1519 (51) 3475-3308 (51) 3352-0333 (51) 3205-0555 (51) 3451-1600 (41) 3667-2010 (47) 3366-2733 (51) 3472-8732 (51) 3012-3842 (51) 3671-7640 (51) 3446-2597 (51) 3061-3968 (51) 3465-5530 (51) 3209-4342 (51) 3205-2555 (51) 2102-6200 (51) 3496-6416 (51) 9978-1008 (51) 2121-9114 (51) 3341-7548 (51) 3731-1111 (51) 9225-8009 (51) 3367-1059 (51) 3712-2941 (51) 3341-9171 (51) 2117-7855 (47) 3206-6772 (51) 4103-0525 (48) 3027-4600 (51) 3470-0505 (51) 3414-5460 (51) 3206-0210 (51) 3673-1570 (51) 3086-4035 (51) 3343-2099 (51) 3338-7439 (51) 3473-3540 (51) 3237-5209 (51) 3279-7563 (51) 9976-7960 (51) 3208-2958 (51) 8192-2120 (51) 8256-2384 (51) 3013-5141 (51) 3012-7644 (51) 3032-1777 (51) 3635-4591 (51) 3458-1222 (51) 3435-4007 (51) 8307-7375 (51) 3551-0737 (51) 3471-5532 (51) 3336-4669 (51) 3061-5040 (51) 3323-3600 (51) 3428-7065 (48) 3381-9276 (51) 3024-3235 (51) 3221-6766 (51) 3308-3928 (51) 3028-1460 (51) 3320-3584 (51) 3303-6784 (51) 3332-8133 (51) 3464-1201 (51) 3336-2633 (51) 3477-1302 (51) 3451-5100 (51) 3330-6400 (48) 3015-4659 (51) 3086-4312 (51) 3476-5468 (41) 3668-2055 (47) 3328-2808 (51) 3343-9254 (51) 3065-6701


REFRIGERAÇÃO CAPITAL REFRIGERAÇÃO DE CONTO REFRIGERAÇAO DUFRIO COM IMP REFRIGERAÇÃO ELÉTRICA D’LUX REFRIGERAÇÃO PEZZOL REFRIGERAÇÃO TUDO FRIO REFRIMAK PEÇAS E SERVIÇOS RICARDO MARQUES SANTIAGO RIMA ENGENHARIA RODOLFO THOZESKI KRAMM ROGER MERG SARAIVA RONALDO MULLER RONI DE LIMA SANTOS S & P BRASIL VENTILAÇÃO - OTAM SÃO CARLOS AR CONDICIONADO SCHEIN GESTÃO EMPRESARIAL SERRAFF IND TROCADORES DE CALOR SICTELL IND COM PROD ELET METAL SILVIO DE MACEDO MARQUES SISTAVAC SISTEMAS HVAC-R DO BRASIL SÓ FRIO IND COM DE REFRIGERAÇÃO SOCLAM AR CONDICIONADO SONIA BEATRIZ CAMARGO SUGUIMATI SPM ENGENHARIA SPRINGER CARRIER SR REFRIGERAÇÃO E MANUTENÇÃO SR SERVIÇOS DE CLIMATIZAÇÃO SUL CLIMA ENGENHARIA SUL FRIO REFRIGERAÇÃO SULCESAR REPRESENTAÇÕES

(51) 3326-2366 (51) 3336-1920 (51) 3778-7555 (51) 3476-5786 (51) 3386-1060 (51) 3443-8845 (51) 3473-6388 (51) 3338-1755 (51) 3337-8989 (51) 3423-4280 (51) 8131-9604 (51) 3047-3323 (51) 3319-7275 (51) 3349-6363 (51) 3473-9417 (51) 3337-1118 (51) 3716-1448 (47) 3452-3003 (51) 3391-6502 (51) 3344-8122 (51) 3261-9282 (51) 3217-1948 (51) 3223-6617 (51) 3332-1188 (11) 5585-2199 (51) 3261-4874 (51) 2111-7980 (51) 3032-1129 (55) 3026-2170 (51) 3337-1857

SUPERMERCADOS GUANABARA TEC AR COM DE AR CONDICIONADO TECNOENGE AR CONDICIONADO TECNOLÓGICA CONFORTO AMBIENTAL TECNOSOL APARELHOS TÉRMICOS TELCO EQUIP DE REFRIGERAÇÃO TELEINFORMÁTICA SUL TEMPCONFORT ENG DE CLIMATIZAÇÃO TERMOPROL ZANOTTI DO BRASIL TESTONI IND E COM – GTA DO SUL THIAGO DOS SANTOS FERREIRA TIAGO BERNARDO DE MATTOS TIAGO JOSÉ BULLA TIMÓTEO FERNANDES DE SOUZA TOQUE & CLIMA - DENTECK AR COND TOSI INDÚSTRIA E COMÉRCIO TOTALINE - PEÇAS EQUIP REFRIG AR COND TRANE INGERSOLL RAND TROMPOWSKY REPRES COMERCIAIS UDO ADOLF URANUS AR CONDICIONADO VALAYR WOSIACK (SÓCIO HONORÁRIO) VERTICON SERVIÇOS E COMÉRCIO VIDALAR PROJETOS INSTALAÇÕES AR COND VITOR REFRIGERAÇÃO VOLTYS SOLUÇÕES EM CLIMATIZAÇÃO VRF ENGENHARIA DE CLIMATIZAÇÃO WELLINGTON RODRIGUES VIEIRA YBEMAC AR CONDICIONADO

(51) 3230-1200 (51) 3032-5452 (51) 3347-6328 (48) 3240-0505 (47) 3371-1679 (51) 3354-6797 (51) 3084-0620 (51) 3362-6427 (51) 3341-4805 (51) 3341-4411 (51) 3340-5828 (51) 3364-3963 (51) 3231-2144 (51) 8122-0623 (51) 3762-4010 (11) 4529-8900 (51) 3337-4466 (51) 3337-1188 (48) 9185-9494 (51) 9985-3254 (51) 3222-8654 (51) 3118-0173 (49) 3319-9300 (51) 3561-2534 (54) 3435-1279 (41) 3073-5701 (51) 9900-4790 (51) 3337-7390

BOAS VINDAS AOS NOVOS ASSOCIADOS DA ASBRAV AIR CONTROL ASSISTÊNCIA TÉCNICA (RS) ARCENTRAL SUL SERVIÇOS REFRIGERAÇÃO (RS) BENI SOLUÇÕES REFRIG CLIMATIZAÇÃO (RS) BRUNNO GLIESE LEMOS (RS) BRY-AIR BRASIL CLIMATIZAÇÃO (PR) CLOVIS FERNANDO VASQUEZ AMARO (RS) DANIEL DA SILVA AGUIAR (RS)

DANNENGE SOLUÇÕES DE ENGENHARIA (SC) DIEGO MENDES DA ROSA (RS) ECOARSUL HIGIENIZAÇÃO DE DUTOS (RS) EDUARDO GUS BROFMAN (RS) ERA DO GELO CLIMATIZAÇÃO (RS) HEITOR MACHADO VICARI JÚNIOR (RS) JONATAS ASSIS DE AZEVEDO (RS)

JOSÉ RENÊ FREITAS GASSEN (RS) MARCIO ELAUTÉRIO DE FREITAS (RS) MARIO ANTÔNIO REIS DE OLIVEIRA (RS) MAURICIO CHAVES PACHECO (RS) MOVA SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS (RS) OSCAR DA SILVA (SC) QUALITÁ CLIMATIZAÇÃO E HIGIENIZAÇÃO (RS)

R7 SERVIÇOS DE CLIMATIZAÇÃO (SC) RONALDO MULLER (RS) SILVIO DE MACEDO MARQUES (RS) SUL FRIO REFRIGERAÇÃO (RS) VERTICON SERVIÇOS E COMÉRCIO (RS) WELLINGTON RODRIGUES VIEIRA (RS)

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Revista ASBRAV N°15  

Uffizi Consultoria em Comunicação Publicação de março/junho de 2015

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