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Revista bimestral da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar condicionado, Aquecimento e Ventilação – Março/Abril 2014 | Ano II

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ENTREVISTA Mozart Neves Ramos fala sobre o incentivo à educação

MERCOFRIO 2014 Inovação será o centro dos debates

REFRIGERAÇÃO COMERCIAL:

MAIS ESPAÇOS MAIS NEGÓCIOS


ANÚNCIO MERCOFRIO

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ANÚNCIO


Expediente SEDE RS Rua Arabutan, 324 Navegantes, Porto Alegre/RS CEP 90240 – 470 fone/fax (51) 3342–2964 3342–9467/ 9151–4103 Email: asbrav@asbrav.org.br Site: www.asbrav.org.br ESCRITÓRIO REGIONAL DE SANTA CATARINA Email: asbravsc@asbrav.org.br ESCRITÓRIO REGIONAL DO PARANÁ Email: asbravpr@asbrav.org.br DIRETORIA EXECUTIVA Presidente: Luiz Afonso Dias 1˚ Vice-Presidente: Hani Lori Kleber 2˚ Vice-Presidente: João Henrique Schmidt dos Santos 3˚ Vice-Presidente: Mário Alexandre M. Ferreira Secretária: Claudete Weiss Tesoureiro: Rodrigo da Silva Miranda Diretor Adm. Financeiro: Hani Lori Kleber Dir. de Com. e Marketing: Cesar De Santi Diretor de Ensino e Treinamento: Paulo Otto Beyer Diretor da Qualidade: Luiz Alberto Hansen Diretor de Gestão Empresarial: Madeleine Schein Diretor de Relações Institucionais: Eduardo Hugo Müller Diretor Técnico: Ricardo Vaz Diretor de Patrimônio: Adão Webber Lumertz Diretora Social: Marcela Marzullo Schneider Diretor de Integração Regional: Carlos Lima Diretor Grupo Setorial Refrigeração: Telmo Antonio de Brito Diretor Grupo Setorial Ar-Condicionado: Carlos Rodrigues Diretor Escritório Regional de Santa Catarina: Arivan Sampaio Zanluca Diretor Associativo Escritório Regional de Santa Catarina: Daniel Trompowsky Avila Dir. Escritório Regional do Paraná: Alexandre Fernandes Santos Diretor de Representação Local São Paulo: Luiz Carlos Petry CONSELHO DELIBERATIVO Presidente: Gilmar Luiz Pacheco Roth Conselheiros Titulares: Márcio José Pereira Hoffchneider, Marcos Kologeski, Maricilvio Caetano Stedile, Ricardo Albert, Rodolfo Rogerio Testoni, Rodrigo Veloso da Costa Teixeira, Saulo Fraga dos Reis, Vanderson Aloise Scheibler Conselheiros Suplentes: André Helfensteller, Flávio Ribeiro Teixeira e Maurício Barbosa de Carvalho COMITÊ SETORIAL ASBRAV NO PGQP Presidente: Luiz Alberto Hansen Coordenação de Capacitação: Roberta Vieira Coordenação de Avaliação: André Helfensteller Coordenação Geral: Bruna Lazzarotto Coordenação de Marketing: Cristiane Martins Paim Secretária Executiva: Cristiane Martins Paim Conselho Editorial Revista ASBRAV Almir Freitas, Cristiane Paim, Cesar de Santi, Guilherme Chiarelli Gonçalves, João Henrique Schmidt dos Santos, Luiz Carlos Petry, Luiz Fernando Ruschel, Ricardo Vaz, Paulo Otto Beyer e Mario Alexande Ferreira

MISSÃO: Congregar, representar e apoiar os associados, proporcionando o desenvolvimento técnico e de gestão, atuando de forma proativa, ética e moral. VISÃO: Ser reconhecida pela sociedade como entidade referência dos setores que representa.

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Os artigos aqui reproduzidos são de responsabilidade de seus autores, e não refletem necessariamente a opinião da ASBRAV e da Uffizi Consultoria em Comunicação.

Editorial

Capacitação profissional como regulador de crescimento s mudanças decorrentes dos novos paradigmas do mundo do trabalho obrigaram o terceiro setor a promover a qualificação e capacitação de seus funcionários, visando à formação de profissionais para servir com mais qualidade as demandas do setor e também à sociedade de maneira geral. Estudos mostram que nas empresas em que ocorreu a implantação de uma política de capacitação ou reconhecimento ao mérito funcional o nível educacional cresceu. As organizações devem considerar o know -how de seus colaboradores, caso contrário, deixando de estimulá-los, podem contribuir para que estes acabem tornando-se profissionais estagnados. Para que uma organização se torne competitiva, é fundamental desenvolver um ambiente estimulante, em que os trabalhadores sintam-se responsáveis pelo crescimento da empresa. E isso é possível de ser alcançado com a capacitação e a valorização dos seus colaboradores. O aprimoramento profissional lança um novo olhar sobre a concepção e percepção do trabalhador, fazendo com que ele se destaque para a sua empresa, bem como a melhoria dos serviços prestados à sociedade, estando diretamente atrelada à continua qualidade do atendimento prestado. O Mercofrio, que acontece de 25 a 27 de agosto na FIERGS em Porto Alegre, estabeleceu-se como um evento de disseminação de conhecimento para o setor HVAC-R, oportunizando ao público o debate acerca de assuntos palpitantes e inovadores alcançados por importantes palestrantes que se farão presentes no Congresso. A apresentação de trabalhos científicos, motivando os interessados a apresentarem seus projetos, oportuniza ao jovem acadêmico sair motivado e estimulado com a futura profissão. O congresso também oferece excelente oportunidade para os profissionais da área se atualizarem e interagirem com colegas do segmento.

Luiz Afonso Dias Presidente da ASBRAV Uffizi Consultoria em Comunicação

Diretor Executivo: Almir Freitas (MTb/RS 5.412) Edição: Grazielle Araujo Redatores: Rodrigo Mello, Manuela De Almeida Ferreira e Vinícius Duarte Editoração: Airan Albino Revisão: Luana Aquino Rua Vicente da Fontoura - 2199/302 – Porto Alegre - CEP 90640 003 – Tel +55 51 3330.6636 Comercial: Isabel Ruschel - isabel.ruschel@uffizi.com.br - +55 51 3414.4943 – +55 51 8180.3300 Revista Bimestral da ASBRAV – ANO 3 – Edição nº 09 – Março/Abril de 2014 Impressão: Gráfica Odisséia Distribuição: 15 mil endereços eletrônicos cadastrados Tiragem: 1.500 exemplares impressos com remessa dirigida E-mail de contato: almir@uffizi.com.br


Sumário PERFIL Mozart Ramos faz um diagnótico dos pontos que precisam de atenção na educação brasileira

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MATÉRIA DE CAPA Demanda de alimentos de preparo prático influenciam mercado de refrigeração DIVULGAÇÃO/REVISTA ASBRAV

ARTIGO CONVIDADO Confira o que diz Antônio Cesa Longo sobre o crescimento expressivo do PIB gaúcho

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PERFIL EMPRESARIAL A história da 3B Aquecedores, a empresa mais antiga do Paraná na área de climatização

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NOTAS & LANÇAMENTOS As novidades e novos produtos do setor

INOVAÇÃO Embraco inicia produção de compressor que dispensa uso de óleo

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AR-CONDICIONADO Licitação exige frota equipada com ar-condicionado no transporte público de Porto Alegre RICARDO GIUSTI-PMPA/REVISTA ASBRAV

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GESTÃO EMPRESARIAL Avanço tecnológico e novas normas de transparência tornam a contabilidade indispensável nas empresas

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CONSTRUÇÃO CONSCIENTE Sistemas de automação aliam forças ao compromisso das “construções verdes”

ENSINO Faculdade de Engenharia Mecânica da UFSC incentiva a participação de alunos em projetos

GESTÃO SUSTENTÁVEL Utilização de gás natural ganha espaço em virtude da economia

ARTIGO TÉCNICO 1 Artigo aborda a utilização de controladores digitais, atualmente indispensáveis na automatização da cadeia do frio

ARTIGO TÉCNICO 2 Artigo descreve o “Edifício Doente’’, nome dado ao gravíssimo problema causado por Sistema de Refrigeração artificial inadequado

EVENTOS

Palestra promovida pela ASBRAV e pela HARD explica detalhes do sistema chamado de “Over Head”

ASSOCIADOS ASBRAV Saiba quem faz parte da lista

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Perfil

A nova educação brasileira

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Renovar a estrutura educacional brasileira é um desafio que percorre décadas. Hoje, o país conta com mais de 40 milhões de estudantes matriculados em escolas públicas. Encontrar um formato ideal para o ensino brasileiro é um grande obstáculo, tendo em vista a desigualdade econômica, cultural e social entre as regiões, até mesmo em um contexto menor (como uma cidade, por exemplo). A busca de autoridades como Mozart Neves Ramos é atingir uma evolução no ensino que, ao menos, esteja equiparada ao desenvolvimento econômico do país. Atualmente, Ramos é diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna, mas sua trajetória é marcada por passagens na reitoria da Universidade Federal de Pernambuco e na Secretaria de Educação e Cultura do mesmo estado. Os anos de envolvimento com o sistema de educação brasileiro são percebidos quando Ramos mostra sua convicção ao defender a renovação das políticas voltadas para a área no país. “A educação brasileira possui uma escola do século XIX, professor do século XX e alunos do século XXI. É preciso alinhar esses tempos para que, de fato, o aluno se sinta motivado e acolhido, e o professor se sinta seguro e com autoestima para lecionar”, exemplificou. Ramos também deixa clara sua certeza de que é inevitável pensar em formas de incentivar a formação de novos professores. “Revitalizar o desejo pela carreira do magistério seria qualificar mais profissionais capazes de motivar os alunos em sala de aula. O sucesso da educação passa diretamente pela contribuição dos professores que estão em sala de aula”, frisou.

FOTO ROCHA/REVISTA ASBRAV

Ramos defende que o estímulo à carreira do magistério é crucial

Revista ASBRAV – Como o senhor avalia a educação dentro de um processo de transformação social? Mozart – A educação é o único vetor capaz de aliar desenvolvimento econômico com desenvolvimento social. O Brasil é um país que se encontra na sétima posição no ranking do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, mas, quando olhamos o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o Brasil está na 85º posição. Como um país tão rico está tão distante do ponto de vista do desenvolvimento humano se, na verdade, o segundo nada mais é que um reflexo do seu desenvolvimento social? É um questionamento que fazemos para gerar uma reflexão. A educação, como fator de transformação, é estratégica para que você possa ter uma melhor distribuição de renda, diminuição da mortalidade infantil e, principalmente, uma formação de cidadãos mais qualificados. Além disso, através da educação é possível fortalecer a democracia, aprimorar os valores críticos e, dessa forma, analisar melhor as propostas de um candidato em uma eleição. Resumindo, quanto mais


educada uma população, mais rica é sua participação social e democrática no país. Revista ASBRAV – Já que entramos no assunto eleições, o que o senhor classificaria como o principal desafio do próximo governante brasileiro? Mozart – Uma liderança capaz de mobilizar o país pela causa. Porque para o Brasil se tornar mais competitivo – com maior capacidade de produção – isso passa, naturalmente, por um binômio que se conjuga da seguinte forma: infraestrutura e educação de qualidade. A infraestrutura (estradas, portos e aeroportos), em cinco anos, com um dinheiro bem aplicado, o país pode construir. Isso já está sendo motivado pela Copa do Mundo. Em relação à educação, precisamos de escolas com os insumos necessários, professores motivados, salas de aula dialogando com a realidade dos jovens e, principalmente, preparadas para as mudanças do século XXI. Além disso, julgo que outro grande objetivo a ser alcançado é a atratividade pela carreira do magistério, ou seja, fazer com que o jovem nesse país tenha vontade de ser professor. Revista ASBRAV – Junto com o desenvolvimento econômico brasileiro, presenciamos uma abertura da política de cotas. Em sua opinião, esse modelo é o ideal para efetivarmos mudanças na educação brasileira? Mozart – O Brasil já foi mais desigual, mas, ainda hoje, conserva muita desigualdade. Apesar de estar incluindo muitas pessoas no processo educacional, em comparação com o começo da década de 90, por exemplo, ainda temos uma grande parcela da população que não teve acesso às oportunidades. Entendo que seja natural uma estratégia de cotas que possa minimizar essa desigualdade de oportunidades. Por outro lado, também acredito que essa política de cotas tenha um tempo para ser concluída, ela não pode ser eterna. É preciso mudar o pneu com o carro em movimento. É necessário redu-

zir as desigualdades, mas, por outro lado, se fizermos o dever de casa de manter boas escolas públicas, não precisamos ter políticas de cotas. Nós reconhecemos nosso fracasso em não ter escolas de qualidade, o lado equânime do ponto de vista de oferta, então o que nós fizemos? Trabalhamos as políticas de cotas. Considero justa enquanto uma dívida histórica do país, mas, que isso tenha uma data para conclusão, ao mesmo tempo de uma escola de boa qualidade para todos. Revista ASBRAV – O desenvolvimento econômico também impulsiona a entrada de novas tecnologias no país. Como essas podem contribuir na educação escolar? Mozart – As descontinuidades são cada vez maiores, afetando muito nossa forma de viver, de se comunicar e dialogar, de se reportar ao mundo e sustentar opiniões e pontos de vista. Naturalmente, as tecnologias precisam estar mais presentes na sala de aula. Nós temos uma escola do século XIX, professor do século XX e alunos do século XXI. É preciso alinhar esses tempos para que, de fato, o aluno se sinta motivado e acolhido e o professor se sinta seguro e com autoestima. Nesse âmbito, as tecnologias podem desempenhar um papel importante nessa convergência entre alunos e professores. Revista ASBRAV – Seu posicionamento sobre a necessidade da aproximação entre universidades e ensino básico é favorável a este movimento. Qual seria o efeito dessa sinergia? Mozart – Essa questão do alinhamento da universidade com a educação básica está muito longe numa escala de prioridades. As universidades precisam fazer um esforço muito grande para colocar no seu planejamento institucional, enquanto prioridade, a questão da melhoria na qualidade da educação básica. Isso pode ser alcançado por meio do desenvolvimento da formação continuada dos professores da educação básica. Essa formação tem de dialogar com o ‘chão de escola’,

com aquilo que os professores podem aplicar dentro da realidade das escolas. Além disso, acredito que a pesquisa científica – muito comum no ambiente acadêmico – deve ser estimulada desde os primeiros anos, visto que isso contribui para que a criança tenha uma visão sistêmica do mundo, sinta-se estimulada e mantenha-se curiosa. Revista ASBRAV – Uma grande parcela dos brasileiros lembra-se de Ayrton Senna como um dos heróis brasileiros. O nascimento do Instituto Ayrton Senna está ligado diretamente ao projeto de desenvolver o potencial das novas gerações. Como o esporte pode auxiliar na construção de um caminho nessa busca? Mozart – Isso já está no DNA de partida do Instituto Ayrton Senna. Em 1995, primeiro ano da Instituição, já tínhamos um projeto inovador chamado a Educação pelo Esporte. O programa, até hoje, é uma ótima forma para demonstrar como o esporte pode contribuir muito para o planejamento, organização, disciplina, cooperação e trabalho em equipe. Valores que estão muito presentes nos esportes e que agregam muito no ensino em sala de aula. Trabalhar essas questões contribui não somente na questão do aprendizado didático, mas no desenvolvimento social dos estudantes. O esporte, quando incorporado no projeto político-pedagógico, representa um grande aliado das habilidades cognitivas também. Revista ASBRAV – Dentro dessa transformação no ensino, o que o senhor acredita que seja a escola ideal no Brasil? Mozart – O jovem quer uma escola que dialogue com seu mundo, mas a escola atual dialoga muito pouco. É preciso dar sentido àquilo que o jovem estuda. Quando isso acontece, o jovem entende a importância do que está estudando. Não basta dizer que algo é importante para a sua vida. As pessoas querem saber como as coisas dialogam com o seu mundo, como isso é importante para tornar-lhe uma pessoa melhor.

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Artigo Convidado

Por um crescimento coletivo Antônio Cesa Longo (*)

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crescente busca do consumidor por confiabilidade, conveniência e facilidade nas formas de pagamento foram fatores decisivos para que o setor supermercadista tenha apresentado um crescimento real de 7,39%, no Rio Grande do Sul, no ano passado. O dado, já deflacionado pelo IPCA/IBGE e revelado pelo Ranking Agas 2013, comprova que os supermercados do Estado mais uma vez demonstraram seu poder de atualização, agilidade e comprometimento com sua comunidade, e esses são historicamente os diferenciais do autosserviço. A participação das companhias supermercadistas gaúchas no PIB do Estado cresceu e, pela primeira vez, ultrapassa a casa dos 7%. Além disso, os supermercados do Rio Grande aumentaram a sua representatividade no faturamento total do setor no País, chegando aos 8%, levando a um faturamento de 21,6 bilhões de reais e superando os 91 mil empregos diretos. Esses dados, somados ao DNA sempre otimista que caracteriza a classe supermercadista, nos fazem acreditar que em 2014, com muito trabalho e esforço, conseguiremos buscar novamente um crescimento, ainda que desta vez o desafio seja

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ainda maior por toda a conjuntura econômica que se desenha. Celebramos o crescimento expressivo do PIB Gaúcho, mas não podemos esquecer que ele foi alicerçado no setor agrícola. A participação da indústria gaúcha no PIB do Estado caiu cerca de 15% nos últimos cinco anos, e esse dado merece a nossa atenção. Hoje, a indústria representa menos de 20% do PIB Estadual, e alertamos para o crescimento insustentável que este quadro está criando. Se hoje celebramos a pujança do PIB Gaúcho, muito devemos a São Pedro, que colaborou decisivamente para a excepcional safra de nossas lavouras. Mas enquanto o varejo, os serviços e principalmente a indústria não encontrarem o seu Santo Padroeiro, é necessário que busquemos soluções para um crescimento coletivo. Precisamos que todos os setores da nossa economia tenham oportunidades e ferramentas iguais para este enfrentamento. As entidades hoje

devem defender todas as atividades, não olhando apenas para o seu setor. Apoiamos o setor primário e queremos que o campo siga crescendo em níveis excepcionais, mas os demais braços da economia precisam acompanhar este desenvolvimento, e todos nós temos um papel a cumprir neste cenário. Por isso, conclamamos os colegas supermercadistas a valorizarem os produtos da indústria gaúcha em suas gôndolas. São essas empresas, referências em sua comunidade e região de atuação – e muitas delas modelares para todo o Brasil –, que nos inspiram e nos motivam a seguir buscando melhores condições para todos e, acima de tudo, a igualdade de ferramentas de disputa por mercado entre as companhias de todos os setores. Que os supermercados sigam crescendo – e que assim seja também para os demais segmentos da nossa economia. O futuro do Rio Grande agradece. (*) presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS) antonio@superapolo.com.br


Perfil Empresarial

Tradição e pioneirismo com os pés no chão Empresa de climatização do Paraná atende mais de 100 mil clientes

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m abril de 1990, Carlos Braga, junto da esposa Marlene, fundava a empresa 3B Aquecedores, a primeira do setor de climatização no Estado do Paraná. Com 24 anos atendendo a cidade de Curitiba e Região Metropolitana, a organização tem um plantel de mais de 100 mil clientes, conforme o próprio presidente da empresa, além de fortes parcerias com linhas de aquecedores e uma estrutura funcional composta por 20 funcionários distribuídos entre áreas de venda, assistência técnica, instalação, faturamento e administração. Segundo Braga, a companhia, ganhadora do Prêmio Estadual Paraná em Qualidade e Atendimento, foi criada para oferecer serviços de aquecimento a gás. Porém, com o passar do tempo, veio a necessidade de agregar novos produtos devido à forte demanda dos consumidores na parte de refrigeração e condicionadores. Atuando em uma área de 1000 metros quadrados, com 430 metros quadrados de área edificada, a empresa aumenta sua estrutura lentamente. “Estamos sempre em busca de conhecimento. Por sermos pioneiros, buscamos trabalhar dentro da nossa realidade, sem exageros”, reconhece. Atualmente, a 3B Aquecedores trabalha com a comercialização de aquecedores de água a gás, pressurizadores, medidores de gás e material hidráulico. Devido ao rigoroso inverno da região Sul nos últimos anos, os consumidores que utilizam o aquecimento a gás passaram a ter mais gastos para obter banho quente e com boa vazão de água. De acordo com Braga, durante esse período, há o aumento nas compras de novos modelos de aque-

cedores digitais, com controle mais preciso da temperatura e que ajudam a reduzir o consumo de água e gás. “É claro que os gastos têm relação com o comportamento da família, mas no inverno é inevitável, precisa-se de mais gás para aquecer a água que chega à casa mais fria”, comenta o proprietário, há mais de 30 anos trabalhando com instalação e manutenção de aquecedores.

DIVULGAÇÃO/REVISTA ASBRAV

Estamos sempre em busca de conhecimento. Por sermos pioneiros, buscamos trabalhar dentro da nossa realidade, sem exageros Carlos Braga Ao aumentar a temperatura do aquecedor de passagem nos modelos analógicos, fato comum nas residências em que se aquece a água na passagem pelo queimador, é usual que se precise recorrer à água fria para temperar o banho, gastando mais água também. A estabilidade na temperatura é apontada por Braga como a principal vantagem dos modelos digitais. “Evita-se o superaquecimento. Se um usuário define a temperatura de 40 graus, mesmo que se abra pouco, o chuveiro funcionará com essa temperatura, evitando casos de queimadura, especialmente em crianças”, explica. Outra vantagem desses equipamentos é a maior capacidade de conseguir atender satisfatoriamente vários pontos ao mesmo tempo.

Braga está ampliando sua rede de parceiros

“Sempre haverá perda de temperatura quando se usa dois pontos ao mesmo tempo. Já nos aquecedores digitais, o equipamento ‘percebe’ o aumento de demanda e amplia a quantidade de calor para conseguir esquentar a água por igual”, esclarece o presidente. Ele também lembra as dificuldades de se conseguir mão de obra e critica a falta de uma legislação para prestação de serviços e efeito de manutenção no setor HVAC-R. Hoje, a empresa tem o projeto de expandir sua estratégia de busca por parcerias nacionais, além de aumentar seu quadro de funcionários no Estado do Paraná.

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Notas e Lançamentos Fujitsu lança Sistema Multiflexível

Johnson Controls tem novo gerente

Focada em tecnologia e bem-estar, a Fujitsu lançou, em 2012, o Sistema Multiflexível com tecnologia Inverter, um mecanismo climatizador que abrange de dois a oito ambientes. O produto atende à necessidade com apenas uma unidade externa leve e compacta, além de uma ampla linha de unidades internas (Piso, Cassete, High Wall e Duto).

A Johnson Controls Building Efficiency tem novo gerente de Desenvolvimento de Negócios. Danilo Decoussau assumiu o cargo e será responsável pela área de vendas do setor de HVAC. Licenciado em Engenharia Mecânica pela Universidade Mackenzie e graduado em Administração de Empresas pela mesma universidade, Decoussau trabalhou por mais de 15 anos nas Indústrias Tosi, onde foi gerente Comercial Nacional.

Ebm-papst apresenta grelha de entrada de ar FlowGrid O distúrbio do fluxo de ar para o ventilador produz um alto nível de ruído. Situações particulares de instalações envolvendo entrada de ar assimétrica, por exemplo, podem gerar uma grande turbulência. Onde quer que haja constriDIVULGAÇÃO/REVISTA ASBRAV

DIVULGAÇÃO/REVISTA ASBRAV

ções, as chamadas formações de cordas vórtice se desenvolvem. Estas colidem diretamente com as hélices e tais ruídos indesejáveis. Por isso, a Ebm-papst desenvolveu a grelha de entrada de ar FlowGrid, que tem um efeito de endireitamento do ar. As cordas de vórtices são divididas após bater na grelha e enfraquecem na medida em que fluem através dela. A novidade é adequada tanto para os ventiladores axiais quanto para os centrífugos. Além disso, praticamente não há nenhum efeito sobre a entrada de energia ou no desempenho do ar.

Brastek faz operação para trocar R-22 Especializada na distribuição e revenda de peças e equipamentos para refrigeração, a Brastek forneceu suporte técnico para uma operação de Retrofit realizada em Sorocaba (SP). Aplicado a condicionadores de ar instalados nas dependências de uma grande indústria do setor automotivo, o Retrofit retirou desses equipamentos o fluido refrigerante R-22, um produto que possui potencial de degradação da camada de ozônio, substituindo-o pelo ISCEON® MO99, que é ambientalmente aceito.

Nutrimental promove troca de equipamentos A unidade da Nutrimental, empresa brasileira do setor alimentício, situada na cidade paranaense de São José dos Pinhais, concluiu uma operação de Retrofit aplicada a quatro

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equipamentos de refrigeração. Com o procedimento, a empresa também substituiu nesses aparelhos o fluido refrigerante R-22 pelo ambientalmente aceito ISCEON® MO99.

Soclam comemora 40 anos

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Em 2014, a Soclam, filiada à ASBRAV, comemora 40 anos de atuação no ramo de projetos, instalação e manutenção de equipamentos de ar-condicionado central. A experiência adquirida nessa trajetória e a tecnologia alcançada, devido à parceria

com a multinacional Midea-Carrier, tornam a empresa sólida, capaz de realizar projetos de qualidade e que têm garantido a total satisfação do cliente. Desde 1997, a Soclam participa do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP) e de progra-

mas do SEBRAE na área de Planejamento Empresarial para Pequenas e Médias Empresas. Integra também o Classe Master, programa de Melhoria de Processos promovido pela Carrier. Além disso, é a instaladora autorizada das marcas Carrier, Midea e Toshiba.


Notas e Lançamentos Nova unidade condensadora OPTYMA™ da Danfoss DIVULGAÇÃO/REVISTA ASBRAV

A Danfoss apresenta a unidade condensadora com microcanal OPTYMA™, uma evolução da unidade condensadora com tubo aleta. Utilizado em diversos sistemas de refrigeração, como câmaras frigoríficas, resfriadores de leite, máquinas de sorvete, balcões refrigerados, condicionadores de ar e adegas, a unidade condensadora é diferenciada. O microcanal é construído em alumínio, o que diminui a corrosão galvânica e a torna até 15 kg mais leve e

utiliza-se até 30% menos carga de fluido refrigerante. A empresa também traz ao mercado uma solução que elimina a ameaça de vazamento de refrigerante na paralisação dos sistemas de refrigeração com CO2. As Válvulas Esfera e Válvulas de Retenção de alta pressão são projetadas para suportar a alta pressão de trabalho (90 bar MWP) e permanecer estanque em condições adversas de alta temperatura de ambiente externo.

Inscrições abertas para Feira em Frankfurt De 10 a 14 de março de 2015, a ISH Feira internacional de louças sanitárias, energia, tecnologia de ar-condicionado e energias renováveis voltará a abrir suas portas em Frankfurt. Cerca de 2,4 mil fabricantes, mais de metade oriundos de fora da Alemanha, apresentarão

as mais recentes novidades nas áreas. Em 2013, a Feira estreou com sucesso o espaço Wall+Floor, dedicado a revestimentos de chão e parede para casas de banho, que deve se repetir na próxima edição. Nesta área, estarão presentes empresas de azulejo e cerâmica, for-

necedores de tintas e cores, painéis e laminados em madeira, pedra natural e cortiça. Além disso, haverá apresentações, fóruns e simpósios sobre sustentabilidade. As inscrições estão abertas e podem ser feitas através do site www. ish.messefrankfurt.com.

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Inovação

Embraco lança compressor sem o uso de óleo Economia de energia e diminuição do ruído são destaques no dispositivo

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Embraco está oferecendo ao mercado uma tecnologia que revolucionará o segmento de refrigeração doméstica. O compressor Wisemotion, entre outras modificações, não utilizará óleo em seu funcionamento, e passa a ser o carro-chefe de uma série de medidas que a empresa adotará no novo sistema. Para o desenvolvimento do compressor, foram envolvidos mais de 600 colaboradores. O projeto foi realizado nos laboratórios da matriz em Joinville (SC) e recebeu um investimento que ultrapassou os US$ 40 milhões. Até o final de 2014, 600 mil unidades do compressor serão produzidas na matriz mexicana da Embraco, com previsão de expansão para 1,5 milhão no segundo semestre de 2015. Para o início da produção, está previsto um intercâmbio de colaboradores entre as matrizes brasileira e

mexicana. A estratégia será adotada devido a uma série de cuidados que a linha de produção exigirá. “É um processo muito diferente em comparação com o que vemos atualmente nas fábricas. É inevitável que sejam respeitadas uma série de cuidados para que o produto possua a mesma qualidade aqui ou em qualquer outro local de fabricação. Trabalharemos com um intercâmbio de aprendizado entre funcionários da matriz mexicana, sendo 20 engenheiros chegando em Joinville em setembro e uma equipe brasileira indo para o México em outubro. É uma padronização no desenvolvimento que manterá, em todos os níveis, a excelência que projetamos desde o começo”, comenta o gestor de manufatura da Embraco Brasil, Luiz Carlos Rocha. Além da eliminação do óleo, diminuição no nível de ruído e tamanho, o sistema também possui uma eco-

Processo de fabricação utilizado na matriz brasileira será implementado no México ANDRÉ KOPSCH/REVISTA ASBRAV

nomia de consumo considerada surpreendente em relação aos demais compressores que estão disponíveis no mercado. Na demonstração realizada no lançamento do produto, Lainor Driessen, vice-presidente de Pesquisa, Desenvolvimento e Operações, exaltou a relação de eficiência energética. “Em comparação com o consumo de energia de uma lâmpada de 60w, que utiliza 43 kw/h, o Wisemotion apresenta uma economia de 30%. Recuperando uma informação que demonstra que 15% da energia residencial é utilizada em refrigeração, sabemos que isso representa muita economia para o cliente final”, aponta Driessen. A redução de consumo também se reflete na responsabilidade sustentável que a empresa adota em sua política. O reflexo disso são boas práticas internas e compromisso com as comunidades onde atua. “A sustentabilidade é um pilar estratégico e está no mesmo nível de seriedade da excelência operacional. Tudo que nós fazemos está voltado para o respeito à sociedade e a responsabilidade com o produto. O Wisemotion não tem óleo, usa menos material, enfim, são várias peculiaridades que estão ligadas diretamente ao respeito ao consumidor e ao meio ambiente. Pensamos nisso porque também avaliamos o retorno que o compressor terá após entrar em desuso”, valoriza a vice-presidente de Recursos Humanos, EHS, Comunicação e Sustentabilidade, Ursula Angeli. Valorização da pesquisa

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A empresa investe na pesquisa como um dos pilares de crescimento. Atualmente, a parceria da Embraco


DIVULGAÇÃO/REVISTA ASBRAV

com instituições de educação se espalha por todos os países onde há atuação da empresa, como México, China, Itália, entre outros, que reúnem mais de 450 pesquisadores trabalhando diariamente para aprimorar os sistemas que chegarão ao consumidor. A parceria com a Universidade Federal de Florianópolis vem desde 1982, contando com a participação de mais de cinco mil alunos. “No começo, nós comprávamos tecnologia, aprendíamos sobre o funcionamento e comercializávamos. Em certo momento, compreendemos a necessidade de entender como isso funcionava, até por uma questão de desenvolvimento e melhoria dos sistemas, então começamos a angariar as parcerias com universidades. O primeiro compressor da Embraco foi criado junto com a Universidade de Santa Catarina. Atualmente, são mais de 15 centros espalhados por países do mundo inteiro”, explica Lainor Driessen, vice-presidente de Pesquisa

Driessen destacou o investimento em pesquisa para o Wisemotion

e Desenvolvimento e Operações. Driessen enaltece a rede de parceiros envolvidos em pesquisa, salientando a importância da troca entre culturas em benefício do desenvolvimento de produtos versáteis. Segundo ele, essa teia de pesquisa contribui

para um enriquecimento de ideia, visto que cada cultura de mercado e pesquisa agrega de uma forma diferente ao desenvolvimento de produtos. São visões diferentes que, em sua particularidade, contribuem para o aprimoramento de um mesmo sistema.

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Ar-Condicionado

Frota tem cinco anos para se adequar às novas regras Licitação do transporte público em Porto Alegre exige ar-condicionado

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transporte público no Brasil tem recebido atenção especial nos últimos meses. A busca pela melhoria na qualidade do serviço ganhou mais espaço na mídia e gerou muitas discussões depois das manifestações de junho de 2013. Porto Alegre, cidade que registrou discussões e embates jurídicos nesse sentido, tem licitação aberta para definir quais empresas prestarão o serviço à sociedade nos próximos anos. Para isso, foram estabelecidas as regras e adequações que as empresas vencedoras terão de seguir. Entre as normas, está definido que dentro de um período de cinco anos toda a frota de ônibus terá de contar com ar-condicionado. Atualmente, nos dias úteis, a cidade gaúcha possui 1.701 veículos em circulação para atender 1,2 milhão de passageiros. Empresas como a Carris (pública), que possui 56% da frota com ar-condicionado e a Conorte, que tem 13%, terão de substituir parte de suas frotas para oferecer o conforto exigido pela nova licitação. O presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, afirma que a padronização da qualidade será o principal resultado das mudanças. “A padronização da qualidade é o foco principal da licitação. Entre outras exigências, como a diminuição da capacidade de lotação, que atualmente é de seis passageiros por metro quadrado e passará para quatro pessoas, está a incorporação de mais 70 veículos na frota da cidade. A exigência do ar-condicionado é resultado das votações realizadas nas reuniões do Orçamento Participativo com a população. Entretanto, a exigência estabelecida no edital da Licitação do

Transporte Pública da capital gaúcha pode determinar que a tarifa aumentará, pois o veículo equipado com ar-condicionado tem um custo de R$ 100 mil a mais que um carro não equipado, além dos custos de manutenção. Porém, isso retorna para a população em forma de qualidade e conforto”, exaltou Cappellari.

A padronização da qualidade é o foco principal da licitação Vanderlei Cappellari A prefeitura de Porto Alegre receberá as propostas até o dia 03 de junho. Após isso, o executivo tem 60 dias para divulgar os vencedores, que, por sua vez, iniciarão a operação em até 180 dias. Conforme Cappellari, os vencedores também serão premiados pela eficiência diária. “Nos últimos 15 anos identificamos uma redução no uso do transporte público por parte da população. Nosso objetivo, ao oferecer essas melhorias, é trazer novos passageiros para o uso do serviço. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (FABUS), também vice-presidente de Relações Institucionais da Marcopolo, José Antonio Fernandes Martins, acredita que a licitação é um grande passo para a melhoria do transporte público das cidades, porém, é fundamental o investimento em infraestrutura.

Para ele, os ônibus de hoje não são ruins, são equipados com tecnologias tão boas quanto de países asiáticos, europeus e americanos. Por outro lado, ainda existem vias não preparadas para atender um transporte de qualidade. “A população se irrita com o serviço pela falta de estrutura pública. Lógico que estar confinado em um ambiente agradável será melhor que estar em um ônibus lotado. No entanto, é necessário que a licitação também tenha impacto na melhoria das vias urbanas”, salientou. Em 2013, a frota de ônibus de Porto Alegre contava com 55 quilômetros de corredores exclusivos. Para acessar os coletivos, 5,6 mil pontos de embarque e desembarque estão espalhados pela cidade. A ampliação desse espaço, prevista para os próximos anos, também colaborará para a efetivação de um transporte eficiente na capital gaúcha. Martins compara o serviço metroviário de São Paulo para ressaltar a importância da relação tempo e aprovação entre os usuários. “O Metrô de São Paulo tem um índice de aprovação que supera a marca de 88%. Realizei um teste no horário de pico, às 18h30, e presenciei uma lotação muito acima do normal, porém, em 30 minutos você chega no destino. Nas grandes metrópoles a lotação é menor, porém, não se tem como prever um horário de chegada. Se não houver estrutura pública, não há transporte com qualidade”, complementou o presidente da Fabus. DIVULGAÇÃO/REVISTA ASBRAV


Mercado

Capital recebe mais uma edição do congresso Mercofrio Maior evento do setor promete trazer novos avanços para a indústria

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om a tradição de trazer trabalhos de alta notoriedade, relevância técnica e utilidade mercadológica, a Associação Sul-Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado e Ventilação (ASBRAV) promove o Mercofrio 2014. A 9ª edição do Congresso, realizado a cada dois anos para a comunidade do segmento HVAC-R, acontecerá entre os dias 25 e 27 de agosto, no Centro de Eventos da FIERGS, em Porto Alegre. Além de ser um espaço de interação e troca de experiências entre o público participante e também patrocinadores, o evento oferece debates e palestras com pessoas de destaque do setor, com objetivo de trazer mais ideias e desenvolvimento para a área. “Nesta edição esperamos congregar ainda mais a comunidade HVAC-R para discutir o que existe de inovação dentro do nosso mercado, promovendo um contato direto com as empresas e proporcionando um intenso networking”, diz o presidente da ASBRAV, Luiz Afonso Dias. Entre os temas que serão tratados no Mercofrio 2014 estão: fundamentos de instalação de sistemas, equipamentos e aplicações de ar-condicionado, aquecimento e ventilação, e práticas de refrigeração.

DIVULGAÇÃO/REVISTA ASBRAV

A última edição, em 2012, contou com a participação de 300 profissionais, e foi marcada pelos ensinamentos referentes à simulação energética, com o objetivo de realizar um projeto sustentável com a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). Assim, foi possível saber qual o índice de energia a ser consumido pelo sistema de condicionadores de ar, quando tudo ainda não passava de um projeto. Também foram abordados outros temas, como a avaliação de desempenho de equipamentos específicos, administração da cadeia do frio e a importância do Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC) para ambientes climatizados em busca dos melhores resultados, com menor uso possível dos recursos naturais. Outra atração, que promete voltar neste ano, foi a 1ª edição do Concurso Mercofrio de Eficiência Energética, com intuito de premiar atividades envolvidas entre os meios acadêmico e empresarial. Os participantes foram desafiados a trabalhar em um prédio base e elaborar um projeto com máxima eficiência no consumo de energia elétrica. O trabalho vencedor, do arquiteto Fernando Pasquali, conseguiu atingir um consumo de 190.991 Kw/h, proporcionando economia de

Dias acredita em inovações para o mercado

21,54% na comparação com o modelo inicialmente proposto. Entre os diferenciais aplicados, estiveram itens como cobertura metálica com câmara de ar e isolamento térmico, janelas com persianas internas motorizadas e sistemas de exposição direta com mini splits de forro com pequenas redes de dutos e difusores. Os trabalhos que serão apresentados no congresso podem ser inscritos até 15 de maio. Todos os passos para as inscrições estão disponíveis no site www.asbrav.org.br. “A cada edição temos priorizado uma maior participação do nosso público técnico, buscando a atualização e uma maior qualificação dos profissionais”, afirma Dias.

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Gestão Empresarial

Contabilidade é indispensável para um gestor de negócios Especialista destaca a necessidade de transparência nas empresas

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oje em dia é impossível negar a importância da Contabilidade Gerencial para as empresas por mostrar a necessidade de se ter acesso às informações úteis que possibilitem ao gestor administrar seu negócio de maneira eficiente. Com as constantes mudanças e aumentos na competitividade entre as empresas brasileiras, torna-se cada vez mais importante adotar técnicas de gestão especializadas. Além disso, as dificuldades aumentam cada vez mais, na medida em que o fluxo de informações necessárias para uma boa gestão empresarial fica maior e mais complexo. Muitas das microempresas do mercado utilizam a contabilidade apenas como forma de se manterem em dia com o fisco, deixando de se beneficiar das muitas informações geradas por ela. Conforme Humberto Girardi, presidente da empresa de Consultoria Empresarial Girardi Brasil, a contabilidade gerencial é uma “ciência preocupada em registrar, com objetivo de aumentar o valor do negócio”. De acordo com o executivo, apenas em 2007, com uma nova legislação que entrou em vigor no ano seguinte, o Brasil adotou os mesmos padrões contábeis dos outros países. A mudança impactou nos balanços patrimoniais das organizações. Todas as atividades empresariais praticadas hoje exigem maior transparência. “A nova legislação harmonizou a contabilidade brasileira. Todas as grandes empresas do país já estão de acordo com as normas, e quem não está acaba fechando as portas”, afirma Girardi. Estudiosos costumam dizer que “uma empresa sem contabilidade é uma empresa sem identidade, me-

EVANDRO LACERDA DAMO/REVISTA ASBRAV

Para Girardi, evolução tecnológica e nova legislação contábil ajudaram as empresas

mória e sem as mínimas condições de sobreviver”. Além dessa normatização contábil, o avanço da tecnologia facilitou o processo de escritura contábil. Não existe justificativa para uma entidade não manter um sistema uniforme dos seus atos e fatos administrativos, através de registros digitais. Outro ponto destacado por Girardi na área é a transparência, o que realmente atrai investidores. “As organizações ficaram mais transparentes em seus balanços, o que facilitou a busca por captação de novos recursos”, conta. E é dessa forma que a empresa terá suporte para negociação com proprietários e credores. O planejamento financeiro será mais bem elaborado se a instituição mantiver um sistema de contabilidade integrado, que possibilite a qualquer tempo a consulta de dados contábeis que serão analisados antes de qualquer decisão gerencial, que será a base de uma administração segura e bem-sucedida. Por isso, registrar gastos e receitas, cuidar do fluxo de caixa e ter

um contador é fundamental. “Antigamente a contabilidade não passava de informações fiscais da empresa. Hoje, apoiada pelo avanço da informática, já é um instrumento gerencial que permite avaliar toda a viabilidade econômica da organização, além de oferecer dados que permitem fazer novas projeções”, assegura Luiz Afonso Dias, presidente da Associação Sul-Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV). Segundo dados do Conselho Regional de Contabilidade (CRC), existem aproximadamente 500 mil estudantes de Ciências Contábeis, de técnico a ensino superior. E a presença feminina na área de Ciências Contábeis está cada vez maior ao longo dos anos. As mulheres já alcançam a significativa marca de 40% dos alunos. Entre os contabilistas em plena atividade no país, 41% são do sexo feminino, em dados referentes ao mês de março do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), presidido por uma mulher.


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Expansão no

mercado de congelados estimula negócios O crescimento da refrigeração comercial pode ser percebido pela ampliação de áreas de alimentos congelados, resfriados ou parcialmente prontos para consumo em hipermercados e lojas de conveniência. A demanda dos consumidores por esse tipo de item, oferecido nos pontos de venda, é um dos principais responsáveis pela necessidade de readaptação dos estabelecimentos em relação ao setor de alimentos.

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Matéria de Capa

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tendência de bom desempeho do setor de refrigeração comercial pode ser comprovada pela Transparency Market Research (Pesquisa de Transparência do Mercado), que prevê um crescimento no mercado global de equipamentos destinados a refrigeração comercial que pode chegar a 60% até 2018, média que supera 8% ao ano em todo o mundo. Os dados destacam a Ásia como região em maior expansão, porém, a América Latina também é promissora em função do desenvolvimento econômico de países como o Brasil, por exemplo. A pesquisa revela que colaboram para o crescimento do mercado de refrigeração comercial fatores como a evolução contínua da tecnologia, a nova tendência do consumo de alimentos e o comércio global desse item, bem como o aumento das exportações de alimentos processados, frutos do mar, frutas e vegetais frescos. O mesmo levantamento destaca ainda o fortalecimento das redes de fast-food e, fundamentalmente, a necessária expansão das cadeias de supermercados para suprir a demanda. Em 2013, por exemplo, o setor supermercadista gaúcho cresceu 7,39%, alcançando um faturamento de R$ 21,9 bilhões. A evolução colaborou para uma melhoria na representatividade em relação às vendas que alcançaram 8%, o que também é justificado pela impulsão das vendas nas dez maiores empresas do setor, que obtiveram um faturamento de R$ 12,09 bilhões. O desenvolvimento no setor é representado na tabela comparativa, conforme levantamento pelo Instituto de Pesquisas Segmento, contratado pela associação. Entre os anos de 2012 e 2013, setores como fiambreria e açougue tiveram desenvolvimento tímido, demonstrando a necessidade dos incentivos ao setor. Um dos players que está experimentando essa expansão é a multinacional alemã Ebm-Papst. Com mais de 50 anos de atuação no mercado, a empresa só chegou ao Brasil em 1998,

escolhendo a cidade paulista de Cotia para ser sua sede operacional. Atualmente, os negócios estão voltados para os segmentos de refrigeração comercial, industrial (grandes frigoríficos), supermercados, telecomunicações, ventilação e ar-condicionado, mas o objetivo é oferecer tecnologias tão eficientes quanto as encontradas em mercados de outros países. Conforme o coordenador de Aplicação e Novos Negócios da empresa, Rafael Lopes da Costa, a empresa busca desenvolver produtos que tragam benefícios aos consumidores em termos de qualidade, durabilidade, confiabilidade e economia de energia. Para ele, o Brasil é um mercado em desenvolvimento, mas já conhece e utiliza tecnologias que não deixam nada a desejar com relação a outros mercados, apenas não segue a mesma proporção de aplicação como o que ocorre no mercado europeu. “No mercado europeu vemos expositores com tecnologia Led e motores iQ 24Vcc, que aqui são comercializados pela Ebm-Papst”, afirmou

o coordenador de Aplicação e Novos Negócios da empresa. Costa, no entanto, destaca que um dos principais vilões da operação em lojas de supermercados está relacionado ao consumo de energia.“O principal cuidado sugerido hoje é utilizar sistemas eficientes que reduzam o consumo de energia e a manutenção, minimizando os custos operacionais e deixando o supermercado mais competitivo e flexível em termos de operação. Temos casos de lojas com nossa linha de motores e ventiladores eletrônicos, onde foi possível alcançar uma redução de consumo de energia elétrica de até 43%”, garante. Especializada em sistemas de produtos termoisolantes, com sede em Joinville, a Dânica empreende uma fatia considerável de seu faturamento em pesquisas para o desenvolvimento de soluções em PUR (poliuretano) e PIR (poliisocianurato), cujo desempenho em relação à eficiência térmica é melhor que o do EPS (poliestireno expandido). O gerente comercial do DIVULGAÇÃO/REVISTA ASBRAV


Matéria de Capa DIVULGAÇÃO/REVISTA ASBRAV

setor de Câmaras Frigoríficas Industriais e Comerciais, Walmyr Stryevski, utiliza o exemplo de investimentos recentes para demonstrar a evolução do setor. “Os mais recentes investimentos da companhia incluíram a instalação de três linhas contínuas com tecnologia europeia nas fábricas de Aparecida do Taboado, no Mato Grosso do Sul, e em Recife, totalizando R$ 55 milhões. As aquisições possibilitaram um expressivo incremento nas vendas de painéis PUR, que bateram o recorde histórico da empresa, além de maior competitividade nos preços e mais qualidade no produto final”, indicou Stryevski. O presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, também considera o consumo de energia um dos pontos fundamentais para que o setor continue em crescimento, dando conta da alta demanda do consumidor. O empresário defende a adoção de novas políti- Setor de frigoríficos contribui diretamente para a alta demanda de sistemas de refrigeração cas fiscais para que sejam realizados mais investimentos em novos pontos atingir esse objetivo. de venda e equipamentos. “Entendemos que somente uma “O consumidor está em busca empresa com tecnologia à frente de de praticidade, por isso os produtos seu tempo pode oferecer os benefípré-prontos, congelados, seguirão cios necessários para suas aplicações. crescendo. O espaço é reduzido, mas Aquelas que não evoluem com o temsomente pelos altos custos que o su- po têm como tendência o desaparecipermercado tem para a conservação mento. Já imaginou alguém nos dias do frio/congelamento desses itens. de hoje utilizando um Walkman com Hoje, um terço da conta de luz de um fita? Em um futuro muito próximo supermercado é de impostos. Reivin- nossos filhos nos questionarão como dicamos a possibilidade de um crédito conseguíamos utilizar algo tão ‘arcaide ICMS aos supermercados para que co’. Estamos sempre um passo à frencontinuemos investindo neste setor, te no desenvolvimento de produtos”, considerando que 60% do uso de ener- defendeu o coordenador de novos gia tem fins industriais, sobretudo para projetos da matriz brasileira. a conservação do frio e climatização de O mesmo modelo estratégico é adoprodutos”, salientou Longo. tado pela Ageon, empresa com sede A Ebm-Papst, por exemplo, possui em Palhoça, Santa Catarina, que desen500 engenheiros trabalhando exclusi- volveu o sistema supervisório ArcSys. Rafael Lopes da Costa vamente em pesquisas de aprimora- O equipamento para controle de temmento e desenvolvimento de novos peratura tem a função de satisfazer a sistemas. Os testes, realizados na necessidade de um sistema rápido e das alternativas existentes até então, matriz alemã, são fundamentais para prático para aplicações que necessitem o ArcSys não exige um computador lique os produtos cheguem ao cliente de controle térmico rigoroso, como as gado e nem a instalação de softwares. final com garantia de qualidade e pro- câmaras frias de um supermercado ou Assim, através desse produto é possídutividade. Entre os anos de 2012 e de conservação de vacinas. vel ter acesso a todos os controlado2013, a empresa destinou um total de Conforme a gerente de Vendas e res de temperatura por meio de uma € 74 milhões do seu faturamento para Marketing, Luciana Catão, diferente página web, seja por computador,

Entendemos que somente uma empresa com tecnologia à frente de seu tempo pode oferecer os benefícios necessários para suas aplicações. Aquelas que não evoluem com o tempo têm como tendência o desaparecimento

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tablet ou smartphone, e sem a necessidade de instalação de nenhum software a de um computador ligado 24 horas. “Além disso, envia e-mails em caso de alarme, permitindo que medidas sejam tomadas a tempo de evitar prejuízos e perda de mercadorias”, afirma Luciana. A empresa catarinense também investe em pesquisas e na qualificação de seus profissionais. O departamento de Pesquisa e Desenvolvimento está em constante aperfeiçoamento, sempre em busca de novas tecnologias. “Nossos técnicos, pesquisadores e desenvolvedores compreendem as necessidades de nossos clientes e criam o produto ideal para atendê-los. Assim, é possível desenvolver os produtos certos para cada necessidade. O investimento massivo tanto nesta área quanto na capacitação de nossos profissionais, possibilitou o desenvolvimento de diversos produtos que contribuíram para a inovação no mercado brasileiro”, reforça a gerente de vendas. A também catarinense Dânica emprega esforços na formação de seus profissionais. A parceria com o Senai daquele estado proporciona o andamento de cursos e programas de qualificação que retornam para a empresa em forma de profissionais mais experientes e atualizados. “Seja no âmbito fabril, como na montagem dos produtos termoisolantes, nossos profissionais são treinados nos padrões Dânica para suas atividades. Isso é fundamental para que a aplicação de nossos produtos seja perfeita, pois de nada adianta termos um item de primeira linha sem que a montagem receba igual qualificação. Contamos com parceria com o Senai para inserção de aprendizes no ambiente corporativo, aliando uma primeira experiência de trabalho com a formação

profissional”, destacou o gerente comercial Walmyr Stryevski. O presidente da ASBRAV, Luiz Afonso Dias, aponta a qualificação de mão de obra como a principal ferramenta para o setor acompanhar a demanda que é atribuída à elevação do consumo. Segundo Dias, é fundamental que se trabalhe dentro dos parâmetros de qualidade para alcançar uma excelência em atendimento ao consumidor e, consequentemente, um retorno positivo em relação aos negócios. A associação, como participante do Comitê Setorial do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP), oferece diversos cursos, treinamentos, congressos e workshops para cumprir seu papel de comprometimento em relação aos associados. “O mercado vai absorvendo e, em seu ritmo, preparando -se para as mudanças. Há alguns pontos que precisam ser continuamente trabalhados. O investimento de capital e a formação de mão de obra qualificada estão entre eles. Cumprir uma demanda crescente inclui investimento contínuo, o que é uma dificuldade para muitas empresas pois os recursos têm um custo muito alto”, diz. Da mesma forma, conforme o presidente da ASBRAV, há de se reconhecer a dificuldade de contar com profissionais qualificados. Como a prestação de serviços está intrínseca à qualificação, a ASBRAV busca motivar as empresas e os colaboradores na busca pela qualificação, tornando, assim, a prestação de serviços um ponto forte neste setor. “O investimento do governo federal em escolas técnicas, percebido nos últimos anos, prova que esse modelo profissional é fundamental para o crescimento econômico do país”, aponta o presidente da ASBRAV.


Construção Consciente

Automação predial: sinônimo de economia Edifícios verdes aliam conforto para clientes e redução do impacto ambiental

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omo poderia ser concebido um prédio todo envidraçado e fechado, se não existisse a automação para controlar a renovação de ar necessária, a quantidade ar climatizado que cada ambiente precisa receber de acordo com a hora do dia e a incidência solar. Como seria possível fazer isso de forma racional e sustentável? Não seria possível.” É assim que Rodrigo Miranda, sócio-diretor da Mercato Automação, qualifica a importância dos sistemas de automação na concepção arquitetônica atual. Uma necessidade que é fundamental em empreendimentos que prezam pelas soluções econômicas e sustentáveis. De acordo com o órgão internacional Green Building Council (Conselho de Construções Verdes), o Brasil ocupa a quarta posição no ranking mundial de construções sustentáveis, atrás apenas de Estados Unidos, Emirados Árabes e China. Logicamente, a automação predial é fundamental nesse cenário de adaptações às es-

truturas mais modernas. “Atualmente, não se consegue mais pensar em um empreendimento que não tenha um mínimo de automação, que irá trazer a segurança, a confiabilidade, a economia e o conforto que os usuários necessitam. Com a evolução da tecnologia, a automação predial deixou de ser um artefato de luxo e cada vez mais o conceito de edifícios inteligentes vem ganhando força. Essa tecnologia tornou-se uma tendência mundial, calcada nos benefícios e facilidades que o sistema traz ao empreendimento e ao usuário e vai se desenvolvendo de acordo com as mudanças e as necessidades das cidades e seus empreendimentos”, assegura Rodrigo Miranda. Estudos do Green Building Council apontam que os edifícios sustentáveis economizam até 30% na conta de luz e 50% na de água. Essa otimização dos custos, acompanhada da economia em manutenções operacionais posteriores, também colabora para o crescimento do mercado de automação nessa

nova concepção imobiliária. “A automação mostra-se uma excelente aliada no empreendimento que busca oferecer economia, e, por consequência, o uso adequado dos recursos naturais que impactam e refletem diretamente no meio ambiente. A aplicação de automação nos atuais empreendimentos é traduzida na palavra economia: a automação raciona o consumo de insumos, como energia, água e gás, e mão de obra operacional e de manutenção”, defende Miranda. Tércio Rinaldo da Silva, engenheiro mecânico da Air Conditioning, afirma que a consciência ecológica faz parte do planejamento das obras e confirma o impacto dessa mudança até na utilização de materiais. “As construtoras já adotam novos materiais para economizar, posteriormente, em energia elétrica. A espessura das paredes aumentou, pois isso colabora com a conservação da temperatura interna. Em relação às tecnologias, podemos destacar um aumento na adesão do sistema VRS”, apontou o engenheiro.

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Ensino

Engenharia Mecânica da UFSC estimula a pesquisa e participação Faculdade apoia alunos em competições automotivas nacionais

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á 52 anos, a Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) forma profissionais aptos para atuar nas áreas econômicas, referente ao levantamento de custos de produtos; de projetos, que engloba materiais e esforços; de fabricação, através de concepções corriqueiras de conformação mecânica, usinagem e soldagem; e inspeção de componentes, que abrange a parte metodológica de examinação dimensional e de ensaios não destrutivos. O curso tem grau quatro na avaliação do Enade, cujo máximo é cinco. A duração mínima é de cinco anos – dez semestres. O coordenador, professor Carlos Enrique Niño, ressalta que um dos diferenciais é a dedicação exclusiva da maioria dos professores, que exercem 40 horas aulas e atuam em três linhas: ensino, pesquisa e extensão. Cerca de 108 alunos, que cor-

respondem a 16% do total de matriculados, fazem parte do grupo de iniciação científica. “Já a partir do primeiro e do segundo semestre atuam em laboratórios, fazendo pesquisas. Aprendem, desde cedo, a utilização do método científico para resolver os problemas e a comunicação ao fazer relatórios”, diz Niño. Há ainda um forte envolvimento dos acadêmicos com competições automotivas nacionais. Estes projetam e constroem veículos para a tradicional Mini Baja, barcos movidos a energia solar para a Barco Solar e aeromodelos para a Airo Design. “O aluno aprende a trabalhar em grupo, além de praticar a teoria. São cerca de 15 integrantes, que conhecem de perto as várias áreas da engenharia, atuando em diferentes processos. Ao longo do ano participam de provas e buscam também o patrocínio de empresas”, explica o coordenador. Poucas disciplinas têm cunho prático e uma das exceções é a de DIVULGAÇÃO/REVISTA ASBRAV

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Faculdade de Engenharia Mecânica da UFSC tem grau quatro na avaliação do Enade

Usinagem, que caracteriza-se como experimental. A prática é mais efetiva para aqueles que se envolvem na área científica ou nos grupos de competição. No entanto, em uma atitude pioneira em termos de ensino de engenharia no Brasil, foi incluído na nona fase do currículo do curso um sistema de estágio profissional, a ser cumprido em tempo integral e dedicação exclusiva dentro de uma empresa da área por no mínimo um semestre. A maioria atua nos centros industriais das cidades próximas a Florianópolis. A Engenharia Mecânica da UFSC dispõe de pós-graduação desde 1969, a qual é avaliada, pela CAPES, com grau 7. São necessários dois anos para concluir o Mestrado e quatro para o Doutorado. As áreas de concentração do curso são: Análise e Projeto Mecânico, Engenharia e Ciências Térmicas, Fabricação, Metrologia e Instrumentação, Projeto de Sistemas Mecânicos e Vibrações e Acústica. Em 2001, teve início o curso de Engenharia de Materiais, que é vinculado ao corpo docente da Mecânica e da Física. Este também oferece o Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de MateriaisPGMAT. Outras distinções presentes na UFSC são o POLO, que desenvolve pesquisas para a Whirlpool, e a Fundação CERTI, laboratório de Metrologia do Departamento de Engenharia Mecânica, que além de pesquisar, desenvolve consultorias. A parte administrativa e as salas dos professores da Faculdade de Engenharia Mecânica ficam localizadas no Bloco 1 da UFSC. Já a maioria dos laboratórios concentra-se no Bloco 2.


Ensino

Segurança e sustentabilidade são destaques em workshop Evento contou com a participação de profissionais em painéis e palestras

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urante os dias 2 e 3 de abril, a ASHRAE, com apoio da ASBRAV, realizou a primeira edição do Workshop de Refrigeração &R, no Hotel Deville, em Porto Alegre. As normas de segurança nas instalações de equipamentos e o desenvolvimento de produtos sustentáveis foram os temas mais destacados durante o evento. Professor de engenharia da Universidade de Wisconsin-Madison e um dos participantes do workshop, Doug Reindl destacou que existe uma

grande tendência entre as empresas brasileiras de refrigeração de buscarem cada vez mais uma adequação aos padrões internacionais de segurança e qualidade. “É essencial que as normas de segurança sejam seguidas à risca. Já estive em uma planta em que toda a tubulação estava pintada de amarelo, inclusive o gás natural, da mesma cor que o resto do sistema. Isso é muito perigoso”, afirmou. Fluidos refrigerantes naturais, como amônia e dióxido de carbono (CO2), que não agridem o meio-ambiente também foram tratados. De

acordo com o vice-presidente da ASBRAV, Mario Alexandre Ferreira, esses compostos ainda estão em fase de desenvolvimento para serem utilizados devido aos riscos oferecidos por cada um, a toxidade da amônia, e a flamabilidade do dióxido de carbono. O workshop também contou com debates sobre os próximos direcionamentos que a norma brasileira de refrigeração deve tomar, e sobre Comissionamento – procedimento para que a instalação corresponda exatamente ao que foi solicitado no projeto do cliente.

DIVULGAÇÃO/REVISTA ASBRAV

A capacitação profissional reuniu diversos debates sobre os novos padrões de segurança brasileiros, entre eles a norma 16.069, que define as características dos sistemas de refrigeração de acordo com o tipo de equipamento utilizado para o resfriamento

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Gestão Sustentável

Gás natural: eficiência e economia Investimentos do Governo Federal elevarão capacidade produtiva

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uso consciente de recursos energéticos é fundamental para a saúde econômica de um país como o Brasil. Consumir menos energia, investir um valor de instalação menor, estar de acordo com os parâmetros de sustentabilidade e impacto ambiental: são apenas algumas vantagens do uso de gás natural nos sistemas de ar-condicionado. Não é comum promover a palavra autossuficiência quando esse assunto é debatido, logo a adoção do gás natural nesse mercado atenua a importância da obtenção de formas alternativas de energia. O Plano Decenal de Expansão de Energia – PDE 2022, divulgado pelo Ministério de Minas e Energia do Governo Federal, prevê investimentos que alcançam a ordem de R$ 1,2 trilhão até 2022. Destes, 72,5% são voltados para a extração e o tratamento de petróleo e gás natural. Os investimentos serão responsáveis por uma elevação na produção do gás natural, que sairia de 70,6 milhões de m3/dia passando para 189,1 milhões de m3/dia. No setor climatização, a utilização do gás natural em dispositivos comerciais reduz em até 40% o consumo de energia, por conta do compressor trabalhar de acordo com a necessidade do local e não continuamente,

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Universidade catarinense começou a implantação do sistema a gás no ano de 2011

como nos sistemas comuns. “A grande vantagem da utilização do gás natural é a redução de energia e o desempenho em equipamentos de grande porte. Como contraponto, citando especificamente o Rio Grande do Sul, temos a carência de mão de obra qualificada, com profissionais treinados para prestar serviços com esse material. Em âmbito nacional, acredito que a preocupação seja a relação de dependência, já que não somos autossuficientes e ainda dependemos de vizinhos, como a Bolívia, para o fornecimento do gás,” evidencia o diretor técnico da Associação Sul-Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Aquecimento e

Ventilação (ASBRAV), Ricardo Vaz. Em utilização na Universidade Santa Cecília (Unisanta), que detém o maior parque de refrigeração a gás natural da América do Sul, o uso do sistema já contempla os espaços de convivência que recebem um público diário de 17 mil pessoas. Na época, meados de 2011, a substituição dos primeiros aparelhos exigiu a importação de evaporadores a gás vindos do Japão. “A decisão de aderirmos ao projeto de refrigeração a gás se deu após ampla pesquisa de todas as tecnologias existentes no mercado. Assim, optamos por esta pelo fato de também estarmos adquirindo


um equipamento que, além de ser de uma empresa com vasto conhecimento no mercado, apresenta tecnologia que não agride o meio ambiente. Definimos por efetuar uma parceria com a empresa Sanyo, na época, que hoje é a Panasonic”, afirmou Angelo Gomez Neto, coordenador administrativo da instituição. Segundo Neto, o investimento de aproximadamente U$ 2,73 milhões, com a implantação do sistema a gás em todo o campus, confirmou uma economia de 20% em relação ao con-

sumo de energia elétrica. Além disso, o custo de manutenção também satisfaz em relação à economia. “O valor mensal é relativamente baixo, passando por manutenções preventivas, limpeza de máquinas, etc. Existe uma manutenção feita nas condensadoras a gás que é realizada a cada 10 mil horas de trabalho, com a troca de peças-chaves, o que aumenta sobremaneira o funcionamento das mesmas. Seguindo esses passos, o custo não é elevado”, indicou o coordenador administrativo.

A grande vantagem da utilização do gás natural é a redução de energia e o desempenho em equipamentos de grande porte Ricardo Vaz

Em 2011, evaporadores tiveram de ser importados do Japão O país ainda depende da Bolívia para o fornecimento de gás

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Artigo Técnico 1

Automatização na refrigeração ao alcance de todos Vinicios Wiltgen Ferreira (*)

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empre que abordamos o tema de automatização somos remetidos a exemplos de grandes obras, altos investimentos, e necessidade de aplicar o que existe de mais moderno no mercado da refrigeração, como válvulas de expansão eletrônicas, inversores de potência, servidores de dados, entre outros itens. No dia a dia dos técnicos, entretanto, essa não é a realidade da maioria das instalações que realizam, onde normalmente há um baixo orçamento para apresentarem um grande resultado. Este artigo tem por objetivo mostrar de que maneira a utilização de controladores digitais, atualmente indispensáveis na automatização da cadeia do frio, garante aos clientes um bom índice de eficiência do seu sistema, com um baixo investimento, gerando economia de energia elétrica, diminuição das perdas e de manutenções corretivas. A principal função de um controlador é manter a temperatura no ponto desejado. Porém, ao longo do tempo, os fabricantes foram distanciando cada vez mais o instrumento digital do seu antecessor mecânico agregando novas funcionalidades que permitem, por exemplo, automatizar o degelo do evaporador, monitorar portas, evidenciar situações de alarme e até mesmo conectá-los em uma rede para monitorar remotamente a instalação. Como se vê, são várias as vantagens conseguidas com a versão digital, mas para que realmente ocorra a economia é importante saber utilizar todas estas funções: SET POINT E HISTERESE

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São as funções básicas dos con-

troladores de temperatura. O Set Point é a temperatura onde desejamos o corte da geração de frio, ou seja, a temperatura desejada, e a Histerese é a diferença de temperatura para que o compressor volte a conectar. As duas funções juntas formam o range de temperatura em que o produto será armazenado e definirão o quanto o sistema precisará operar para manter essa temperatura. Levar em consideração o produto a ser armazenado no momento da programação é de fundamental importância, pois cada produto possui suas características e, assim, Set Point, Histerese, tempos de refrigeração e degelo podem variar. Quanto maior a Histerese, menos acionamentos haverá no sistema, gerando assim, economia de energia e um menor desgaste nos compressores. Alguns modelos de controladores possuem os chamados Set Point econômicos – acionados por um botão externo –, tempo de porta fechada, agenda de horário e até mesmo calculam a diferença de temperatura dos sensores de temperatura. Sempre que o produto permitir ele pode ser programado para que, em momentos onde não haja troca térmica significativa, como por exemplo à noite ou em finais de semana, mudemos o ponto de controle garantindo, novamente, menos arranques e tempo de sistema ligado, prolongando a vida útil dos equipamentos. Também é importante lembrar que sempre existem formas de bloqueio no controlador para proteger o sistema e evitar que usuários finais não habilitados façam alterações indevidas. Imagem de um gráfico mostrando Set Point e Histerese normal e depois mudando para econômico:

VINICIOS FERREIRA-ARQUIVO/REVISTA ASBRAV

PROGRAMAÇÃO DO DEGELO Controladores para baixas temperaturas possuem sempre o sensor que serve para identificar o acúmulo de gelo no evaporador. Portanto, esta sonda deve ser instalada dentro do evaporador, de preferência no local onde inicie a formação de gelo (será o local onde haverá mais gelo no momento do degelo), distante o suficiente de resistências ou serpentina, para evitar interferência na informação do sensor devido ao calor gerado neste ponto. Esse sensor no evaporador é o grande segredo para conquistarmos uma grande economia, pois é ele que determinará o final do degelo sempre por uma temperatura, e não por um tempo fixo. Para isso, deve-se programar a temperatura de final do degelo, ou seja, com qual temperatura o evaporador já está limpo. Assim, não haverá uso extra das resistências/gás quente, garantindo que mesmo com diferentes níveis de gelo no evaporador o degelo será sempre com o menor tempo possível. São três formatos encontrados para a realização do degelo. O primeiro e mais simples é iniciar o degelo após decorrido o tempo de refrigeração (função parametrizável) e terminá-lo por temperatura (descrito no parágrafo anterior). O segundo é iniciado por uma agenda de degelo, na qual determinamos em que horário


Artigo Técnico 1 e dia da semana se quer os degelos, terminando por temperatura. Já o último é o que alcança o maior nível de economia, iniciando e terminando por temperatura. Nesse formato, o sensor também indicará quando a presença de gelo já chegou ao ponto de necessitar de um degelo. Exemplo de um funcionamento perfeito dos ciclos de refrigeração: Após o término do degelo existe outra função importante que é o tempo de drenagem ou gotejamento. É um tempo programado para que a água proveniente do degelo saia do aletado e da bandeja, evitando seu congelamento que pode até mesmo romper tubulações do evaporador. Em casos de congelamento na bandeja, o dreno pode ser bloqueado, dificultado a drenagem no próximo ciclo de degelo, fazendo com que a água proveniente desse ciclo escorra para fora do evaporador. Para que o sistema estabilize as pressões é importante programar a temperatura para retorno do ventilador, assim ajudamos o sistema a estabilizar mais rápido as pressões, forçando-o menos. A programação adequada do degelo garante economia de energia conforme o exemplo de um caso real de uma empresa no Brasil: Uma câmara fria estava sem controlador e seu degelo era realizado por timer, ajustado para oito degelos de 20 minutos por dia, utilizando uma resistência elétrica de 4500W. Programamos um controlador com degelo começando e terminando por temperatura e obtivemos os seguintes resultados:

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ALARMES E ENTRADA DIGITAIS Os controladores possuem entradas digitais e saídas para alarme, as quais alertam o usuário a tempo de que possam tomar uma ação antes de perder a mercadoria armazenada. As entradas digitais são contatos secos acionados por chaves de fim de curso, micro switches ou qualquer sensor que tenha contato seco. Normalmente podem ser configuradas para receber sinais externos de porta aberta que evita desperdício de frio, pressostatos de segurança, termostatos ou até mesmo alarmes manuais. Para que não se concentre a informação somente no display existem as saídas que podem conectar lâmpadas ou sirenes, ou ainda acionar um sistema de refrigeração de backup, alternativo ao que falhou. Ainda existem alarmes de temperatura alta ou baixa, final de degelo

por tempo e sensor de temperatura desconectado. Há também o alarme remoto, muito utilizado em instalações onde existe um sistema de gerenciamento, que pode chegar diretamente ao celular do técnico garantindo a rapidez na ação sem precisar do descolamento físico, pois os parâmetros podem ser alterados pelo computador ou celular. Com todo o sistema monitorado por alarmes locais ou remotos, as chances de perda de produto são mínimas e o tempo de sistema em manutenção diminui bruscamente. SISTEMAS DE ADMINISTRAÇÃO Atualmente, a nova tendência entre os instaladores do mundo todo é o gerenciamento a distância de suas instalações. Apesar de ser um sistema muito simples de ser implantado e trazer diversos benefícios e facilida-

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Artigo Técnico 1 assim as equipes de manutenção ou a quem for necessário. Alguns programas também possuem uma versão que pode ser instalada em celulares, tendo as mesmas funcionalidades do sistema a distância pelo computador. Ou seja, é possível não só monitorar a instalação como também agir a distância alterando parâmetros. Sendo assim, o sistema de administração de instalações de refrigeração é divido em três módulos: • Local: quando o computador está conectado fisicamente às instalações, ou seja, diretamente ligado aos controladores; • Remote: quando o computador que fará o gerenciamento a distância, via internet, comunicando-se com o módulo Local; • Mobile: é o gerenciamento via celular comunicado diretamente com o módulo Local.

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des para instaladores e clientes finais, o assunto ainda deixa muitas dúvidas para quem trabalha no mercado. Utilizado no passado somente por grandes redes de supermercado, devido ao elevado valor que se tinha para aquisição e implantação do software, nos últimos anos o sistema de gerenciamento via computador passou a ser destaque também nas instalações de menor porte, agregando valor e tecnologia de ponta. Funciona através de um programa (software) que pode ser instalado em qualquer computador e que, por meio de uma interface, se conecta aos instrumentos de uma determinada instalação. A interface é responsável por converter os dados dos instrumentos de maneira que o programa instalado no computador leia os parâmetros da instalação, estabelecendo uma ligação direta entre eles (figura 1).

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Essas particularidades permitem obter em tempo real um controle total em uma instalação de refrigeração, seja pelas variáveis medidas no momento, através de relatórios (gráfico e/ou texto), alteração de todos os parâmetros configuráveis do instrumento, agendamento de mudanças nas funções (macros), agendamento de degelos, entre outros. Adicionando uma conexão via internet ao computador, obtemos o gerenciamento a distância da instalação, com as mesmas vantagens citadas anteriormente, somando-se o envio de alarmes para celulares e e-mails cadastrados no programa, alertando

Indiferente de trabalhar com o software de gerenciamento direto no computador (modo Local), pela internet (modo Remote) e pelo celular (modo Mobile), a precisão e funcionalidade de quem opera é a mesma de quem configura direto no instrumento. Conhecendo bem o programa de computador escolhido para esse tipo de trabalho, podemos ampliar as variáveis a serem controladas e monitoradas, como a energia elétrica, por exemplo. Nesse sistema, podemos proteger as instalações e/ou equipamentos contra danos causados por flutuações inesperadas na rede elétrica, falta de uma ou mais fases, sub

Nos últimos anos o sistema de gerenciamento via computador passou a ser destaque também nas instalações de menor porte, agregando valor e tecnologia de ponta e sobretensão, além de dar a possibilidade de armazenar os dados referentes às variações de tensão da rede elétrica, para posterior consulta. Outra grande vantagem para instaladores que utilizam esse sistema é a possibilidade de controlar as instalações de seus clientes direto de sua casa ou escritório, ganhando tempo em não precisar se deslocar até o instrumento para configurá-lo. Com a crescente procura no mercado, alguns fabricantes da área da refrigeração já disponibilizam gratuitamente o programa para monitoramento de seus instrumentos. Uma excelente oportunidade de agregar mais valor e tecnologia às instalações. Novas tecnologias são sempre bem-vindas, mas utilizar corretamente as que já temos disponíveis é fundamental. A simples aplicação de controles digitais já nos permite trabalhar em muitos pontos a automação da cadeia do frio. Como vimos, saber escolher o controle adequado para a aplicação necessária e utilizar suas funções na totalidade garantem altos níveis de economia de energia, alcançando até 40% comparado a sistemas sem automação digital. São raros os casos onde o cliente final conhece as possibilidades e níveis de economia que pode conquistar. E oferecer o melhor a este cliente é nossa principal forma de sermos reconhecidos como empresas/técnicos competentes, qualificados e diferenciados. (*) Consultor Técnico de Full Gauge Controls para México e América Central comex@fullgauge.com


Artigo Técnico 2

A síndrome dos “Edifícios Doentes” Renata Abreu (*)

“S

RENATA ABREU-ARQUIVO/REVISTA ASBRAV

índrome do Edifício Doente’’, quem já conhece ou ouviu falar? Esse é o nome dado ao gravíssimo problema causado por sistema de refrigeração artificial inadequado. É fato que passamos a maior parte do tempo trabalhando dentro de edificações refrigeradas artificialmente, o que nos faz reféns desse ar, muitas vezes viciados e não adequadamente tratados e limpos. Irritação nos olhos, dor de cabeça e fadiga podem estar relacionados à “Síndrome do Edifício Doente”. A climatização falha em ambientes fechados chama a atenção para a importância de manter limpo todo sistema de refrigeração. De acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), calcula-se que dois milhões de pessoas morrem a cada ano devido à poluição interna. No Brasil, o ex-ministro das Comunicações, Sérgio Motta, foi vítima fatal da SBS (Sicking Building Syndrome). Estudos comprovam que as altas taxas de absenteísmo podem ser indícios de doenças respiratórias causadas pela manutenção inadequada do Sistema de Refrigeração. Essa síndrome afeta diretamente a qualidade de vida dos funcionários, que se sentem mal durante a perLimpeza inadequada nos sistemas de refrigeração internos está em 30% dos prédios novos manência no ambiente de trabalho, aumentando o número de atestados médicos, o que implica em resultamas de ar-condicionado não se trans- uma conjunção de fatores. Podemos dos insatisfatórios. formem em ameaça permanente às considerar como o principal o fato No Brasil, em vigor desde 25 de pessoas que trabalham em ambien- dos responsáveis dessas instalações outubro de 2000, a Resolução n° 176 tes climatizados artificialmente. acreditarem que todo o sistema de da Agência Nacional de Vigilância SaA má qualidade do ar interno refrigeração se resumia à casa de nitária e atualizada em 16 de janeiro dos edifícios passou a ser conhecida màquina, deixando descuidado os de 2003 pela Resolução n° 09, esta- mundialmente como a “Síndrome dutos de refrigeração e afins. Com belecendo regras para que os siste- dos Edifícios Doentes”, resultado de isso observou-se dois tipos básicos

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Artigo Técnico 2 de contaminação: a biológica por fungos, bactérias, vírus, protozoários e aracnídeos, como é o caso dos ácaros, e a química proveniente de gases liberados por produtos de limpeza, vernizes, tintas, equipamentos de escritório, colas, aumento no nível de dióxido de carbono, etc. Sabemos que o ar não proporciona crescimento microbiano, mas é um potente disseminador dessas contaminações. Por conter partículas de poeira e água é capaz de transportar os micro-organismos e expô-los em contato com as pessoas (PELCZAR et al., 1980). Os tipos de germes presentes são determinados por fontes contaminantes, sendo os aparelhos de ar-condicionado, um dos maiores responsáveis nesse processo de contaminação. Avaliando que uma pessoa adulta inala quinze mil litros de ar por dia e mais da metade do tempo diário encontra-se exercendo atividades em ambientes internos com sistemas de ar-condicionado, seja trabalhando, seja fazendo compras, é possível concluir que a qualidade do ar interno dos ambientes fechados pode afetar de modo significativo a saúde humana. Especialistas reconhecem que um

Especialistas reconhecem que um edifício está doente quando 20% de sua população apresenta sintomas de doenças alérgicas e pulmonares ocasionalmente melhorando quando estão afastadas do local

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Klinger K.

edifício está doente quando 20% de sua população apresenta sintomas de doenças alérgicas e pulmonares ocasionalmente melhorando quando estão afastadas do local (KLINGER, K. Folha de S.Paulo, 21 dez. 2000). Para se ter a ideia da dimensão desse problema, a Organização Mundial de Saúde (OMS) informa que os gastos gerados ao ano com os doentes é cerca de cem bilhões de dólares ao ano nos Estados Unidos, devido ao absenteísmo, queda de produtividade e intervenções na saúde. Fatos que levaram a OMS a considerar essa síndrome como uma questão de saúde ocupacional desde 1983. Em 1984, o World Health Organization Comitee (Comite Mundial de Organização da Saúde) emitiu um relatório informando que 30% dos prédios novos e remodelados no mundo apresentam altas taxas de concentrações de poluentes biológicos e químicos no ar interno. Dados da Health Buildings International mostram que o nível de poluição no ambiente interno de alguns edifícios chega a ser cem vezes maior que o externo, devido a pouca renovação do ar dos sistemas de ar-condicionado em más condições sanitárias. Essa baixa qualidade é causada, principalmente, pela má higienização dos aparelhos de ar-condicionado e dutos, além da falta de controle periódico sobre as possíveis fontes de contaminação (PMOC). Com os dados acima, temos de estar atentos a esse assunto, cobrando a quem de responsabilidade for sua tomada de atitudes, pois estamos falando de saúde! A preocupação com a Qualidade do Ar Interno (QAI) surgiu principalmente com a tendência em se construir edifícios selados por motivos estéticos, controle de ruído, climatização, o que acabou provocando um aumento nos casos de problemas relacionados à qualidade do ar de tais ambientes. Essa preocupação se justifica uma vez que grande parte das pessoas (em torno de 80-90%) passa a maior parte do seu tempo dentro desses edifícios e, consequentemente, exposta aos po-

Sendo assim, para se ter um edifício saudável deve-se ter uma boa qualidade do ar interior, através do uso de adequadas taxas de ventilação, de sistemas de automação predial, de higienização periódica em todo sistema PMOC

luentes desses ambientes. Vários poluentes, como monóxido e dióxido de carbono, amônia, óxido de enxofre e nitrogênio, são produzidos dentro do edifício por materiais de construção, materiais de limpeza, mofo, entre outros. Os próprios ocupantes dos edifícios contribuem substancialmente com a poluição de ambientes internos, tanto pela respiração e transpiração, como pelo transporte de micro-organismos potencialmente causadores de doenças. Sendo assim, para se ter um edifício saudável deve-se ter uma boa qualidade do ar interior, através do uso de adequadas taxas de ventilação, de sistemas de automação predial, de higienização periódica em todo sistema (dutos, serpentinas, rotores, etc.), unido a um monitoramento contínuo dessas instalações (PMOC). A síndrome dos edifícios doentes (SED) pode ser definida, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), como uma situação na qual os ocupantes ou usuários de um prédio específico apresentam sintomas sem origem determinada e sem a possibilidade de constatação de uma determinada etiologia, sendo, portanto, desconhecida.


Artigo Técnico 2 Doenças associadas à qualidade do ar interno (contaminantes biológicos)

Espirros, olhos lacrimejantes, tosse, deficiência respiratória, letargia, febre e problemas digestivos, além de serem causadores de pneumonia, rinite e asma. De modo geral, as principais doenças associadas a poluentes biológicos são o Mal dos Legionários (ou legionelose, pois tem como agente a bactéria gram-negativa do gênero Legionella); a febre do umidificador (doença que se desenvolve a partir de exposições a toxinas de micro-

organismos, especialmente daqueles que crescem nos sistemas de ventilação dos edifícios); asma brônquica (espasmos associados à inalação de aerossol biológico); pneumonite alérgica ou alveolite extrínseca; pneumonia (infecção pulmonar associada a bactérias como Streptococcuspneumoniae, Mycoplasmapneumoniae, Staphylococcus aureus, Legionella eHaemophilusinfluenzae, vírus e alguns tipos de fungos).

causadas por contaminantes não biológicos

DIÓXIDO DE CARBONO O dióxido de carbono não apresenta grandes problemas de toxicidade aos seres humanos. Entretanto, à medida que aumentam os níveis de concentração no ambiente, “a pessoa sente como se não houvesse ar suficiente”. De acordo com a Associação de Saúde do Canadá, exposições contínuas podem conduzir à desmineralização dos ossos.

MONÓXIDO DE CARBONO A afinidade do monóxido de carbono (CO) pela hemoglobina leva à formação de carboxihemoglobina, substituindo o oxigênio e ocasionando numa diminuição de seus níveis no sangue. Sendo assim, seus efeitos mais tóxicos são observados em órgãos como cérebro e coração, que demandam mais oxigênio.

DIÓXIDO DE NITROGÊNIO É um agente oxidante que compromete a função pulmonar, podendo causar infecções respiratórias e, em casos mais graves, enfisema pulmonar.

ÓXIDO DE NITROGÊNIO Pode interferir no transporte de oxigênio para os tecidos produzindo efeitos parecidos como os do CO; pode provocar ainda edema pulmonar quando em elevadas concentrações.

DIÓXIDO DE ENXOFRE Age principalmente como irritante, afetando a mucosa do olhos, nariz, garganta e trato respiratório. Sua inalação em doses elevadas causa danos ao sistema respiratório inferior; em casos de exposições crônicas, pode levar à diminuição da função pulmonar.

material particulado

A inalação de material particulado causa irritação nas vias respiratórias, levando à constrição das mesmas. Outro grave problema é que essas partículas absorvem muitos gases prejudiciais, removendo-os do ar. Quando essas partículas são inaladas, os gases são juntamente aspirados, atingindo os pulmões. O maior controle e rigor na manutenção e higienização do sistema de refrigeração, e de outros fatores intervenientes na QAI diminuiria os riscos de contaminação do ar o que, por conseguinte, diminuiria os gastos com saúde dos ocupantes e as taxas de absenteísmo. Sendo assim, para a

efetiva promoção de um ambiente interno saudável, deve-se conciliar a aplicação da legislação com pesquisas e conscientização dos ocupantes dos edifícios. Em tese, fazer só o que está na lei é insuficiente, tem-se de propiciar condições saudáveis para as pessoas que convivem por períodos prolongados em ambientes confinados. Até chegarmos nesse ponto de comprometimento intrínseco dos gestores e da equipe de manutenção com a qualidade do ar, serão necessárias mais normas, processos civis, penais, trabalhistas e ampla divulgação na mídia sobre as doenças relacionadas ao ambiente interno.

Para saber mais: Legislação - http://www.anvisa.gov.br/legis/portarias/3523_98.htm (*) Sócia-diretora. Para contato com a autora, enviar e-mail para: renataabreu@ecoardutos.com.br

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Eventos Encontro tecnológico debate eficiência e sustentabilidade Nos dias 14 e 15 de maio, ocorreu o Encontro Tecnológico de Refrigeração e Ar-Condicionado (ENTRAC), na cidade de Curitiba. Com 13 palestras, o evento teve como assuntos principais a eficiência energética e a

sustentabilidade ambiental em instalações de refrigeração e ar-condicionado. Entre os destaques, palestras sobre distribuição de ar, com Claudio Kun, conceito de baixa energia aplicado a resfriamento e aquecimento em

Sistema Over Head é tema de palestra

edificações, com Francisco Dantas, e movimentação inteligente e silenciosa do ar, com Adriano Okamoto. O encontro foi realizado no Hotel Nacional In Torres, no centro da capital paranaense.

MARCELO MATUSIAK/REVISTA ASBRAV

A ASBRAV, em parceria com a Hard, promoveu um diálogo sobre a evolução e os cuidados com os itens de segurança na aplicação de climatizadores. Durante a palestra, que aconteceu no dia 27 de março, ministrada pelo supervisor Comercial da Hard, Diego Gonzales, instaladores e projetistas tiveram a oportunidade de conhecer detalhes do sistema chamado de “Over Head”, que permite instalações de dutos e maquinários no teto. A tecnologia é utilizada em grandes arenas que serão usadas na Copa do Mundo. No Rio Grande do Sul, a Arena do Grêmio e o Novo Beira Rio possuem a tecnologia.

Curso de cargas térmicas de ar-condicionado Entre os dias 7 e 22 de junho, durante dois fins de semana, a ASBRAV oferecerá o curso Carga Térmica de Ar-Condicionado. Com aulas do diretor de Ensino e Treina-

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mento da ASBRAV, Paulo Otto Beyer, a formação busca esclarecer todo o sistema de funcionamento das cargas térmicas do ar-condicionado. As aulas acontecerão na

sede da ASBRAV em Porto Alegre. O investimento é de R$ 345 para associados e R$ 518 para outros interessados. Inscrições até o dia 23 de maio.


Eventos Curso Projeto de Ar-Condicionado Com o objetivo de oferecer ao mercado cada vez mais oportunidades de qualificação, a ASBRAV está oferecendo o Curso Projeto de Ar- Condicionado. Para obtenção do certificado, o aluno deverá fazer os oito cursos sobre ar-condicionado oferecidos e realizar um exame de avaliação de conhecimento. Os cursos estão preparados para estudantes ou graduados em Engenharia Mecânica, ou curso técnico ou tecnólogo semelhante. O aluno deverá fazer os seguintes cursos: Psicrometria, Conforto Térmico, Ventilação, Carga Térmica de Ar-Condicionado, Cálculo de Difusores e Dutos de Ar, Equipamentos de Ar-Condicionado e Simulações com EnergyPlus. A carga total é de 150 horas. Confira a programação dos cursos em: www.asbrav.org.br

Ar de interiores DIVULGAÇÃO/REVISTA ASBRAV

O 3° Seminário Internacional de Qualidade de Ar Interior foi realizado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). A intenção foi disseminar novas informações sobre a qualidade do ar em ambientes fechados. O evento aconteceu no dia 7 de maio e contou com a presença de engenheiros e técnicos das áreas de refrigeração, profissionais de saúde, administradores prediais e projetistas de ar-condicionado. Destacando os pontos críticos para os usuários e a eficiência energética do ar de interiores, palestrantes renomados internacionalmente participaram do seminário, que teve ainda painel e mesa de debates.

Capacitação em cálculo de difusores e dutos de ar Organizado para alunos ou graduados em Engenharia Mecânica, ou curso técnico semelhante, a extensão Cálculo de Difusores e Dutos de Ar busca trazer aos alunos definições e cálculos da difusão de ar e

dos dutos de distribuição. O programa inclui aplicações e cálculos para o fornecimento do ar, isolamento, perda de carga e recuperação da pressão estática dos dutos, além de definições e conteúdo teórico.

A capacitação será ministrada por Paulo Otto Beyer, de 4 a 19 de julho. O investimento é de R$ 345 para associados, e R$ 518 para os demais. Prazo de inscrições até 19 de junho.

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Associados ASBRAV ACEL-AR CONDICIONADO ECOLÓGICO ACHSE CONSULTORIA E PROJETOS LTDA ACJ ENERGIA E CLIMATIZAÇÃO ACMASUL SISTEMAS DE VENTILAÇÃO E CONTROLE ACÚSTIKA SUL ENGENHARIA ADEMIR SILVA AERODUTO AR CONDICIONADO AGRAZ REFRIGERAÇÃO AGST CONTROLES E AUTOMAÇÃO AIR CLEAN AIR CONSULT ASSES E INSTAL DE AR CONDIC AIRCOOL MANUTENÇÃO E INSTALAÇÕES AIR SHOP AIRSTUDIO ENGENHARIA AIRSIDE ALBERT ENGENHARIA DE INSTALAÇÕES ALCIDES CAMINHA LEITE ALEX SANDRO MILANESI REFFATTI ALEXANDER SALGADO SOUZA ARCONET LTDA ALEX SANDRO DOS SANTOS FLECK ALEXANDRE TOCCHETTO AMBIENTALIS ANÁLISES DE AMBIENTES LTDA AMILLPASSOS REFRIGERAÇÃO INDUSTRIAL ANDERSON RODRIGUES ANDRÉ OLIVEIRA MACHADO ANNEMOS HIDRAÚLICA ANTONIO CARLOS FELIX HOFFMANN ARMACELL BRASIL ARMAZÉM DO CLIMA ARMANT AR CONDICIONADO ARMAX AR CONDICIONADO COM E SERVIÇOS ARNOLDO CARLOS GONÇALVES BESKOW ARSA CONSULTORIA COM. REP. LTDA. ARSELF AR CONDICIONADO ARTETEC ARQUITETURA E ENGENHARIA ARTECH CLIMATIZAÇÁO BERDES SERVIÇOS LTDA BERLINERLUFT DO BRASIL BLUMETAL DIST E SERVIÇOS TÉCNICOS BRUNA PEZZI FACHINELLIBSA BSTEC - MMR INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MÁQUINAS

CONFORTARE AR CONDICIONADO CONSTARCO ENGENHARIA E COMÉRGIO LTDA CORREA MANUTENÇÃO CUBO VERDE ARQUITETURA CURTIS CONSULTORIA DAIKIN MCQUAY AR CONDICIONADO BRASIL LTDA DAMIANI SOLUÇÕES DE ENGENHARIA DARLAN BARRETO DANIEL THOMAZ DOS SANTOS DELEON DOS REIS VITH DELTA FRIO INDÚSTRIA DE REFRIGERAÇÃO DELMAR DE AGUIAR PIVETTA DEIVI TEIXEIRA HOMEM ECCOSSYSTEMS ECO CLIMA CLIMATIZAÇÕO ECONFORTO SOLUÇÕ ES EDUARDO AZEREDO DA LUZ EGON WERNER BECKER EJR ENGENHARIA ELETRO AR SUL ENCLIMAR ENGENHARIA DE CLIMATIZAÇÃO ENGE REPRESENTAÇÕES TÉCNICAS ENGENHAR CLIMATIZAÇÕO ENGEMESTRA ENG MEC E SEG DO TRABALHO ENGETÉRMICA AR CONDICIONADO EPEX IND COM DE PLÁSTICOS ESCOLA TÉCNICA PROFISSIONAL ESICC ELETRÔNICA INDUSTRIAL LTDA EUROCABLE BRASIL IMP & EXP EVERALDO VERCELINO COELHO FÁTIMA ROSALI SILVEIRA ALFONSIN FELIPE PRAETZEL ANDRIGHETTI FLÁVIO RIBEIRO TEIXEIRA FRANCIELLE DALL AGNOL FREE TEC RS FRIGELAR COMÉRCIO E DISTRIBUIÇÃO FRIZA COMÉ RCIO FULL GAUGE ELETROCONTROLES GLAUCO QUADROS SOARES GLOBUS SISTEMAS ELETRÔNICOS GM AR CONDICIONADO GOOD SERV DE CLIMATIZAÇÃO GRUPO VG - TELEINFORMÁTICA SUL HEATEX BRASIL HEITOR MADALOSSO FERNANDES HEC ENGENHARIA HITACHI AR CONDICIONADO DO BRASIL HOPE CLIMATIZAÇÃO

3B AQUECIMENTOS

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CAMARGO AR CONDICIONADO CARLOS ANDRÉ SENNA TRINDADE CARLOS EDUARDO RAMOS AZEVEDO CARLOS ERNESTO OSTERKAMP CARLOS DORVAL GONÇALVES CAMARGO CAROLINE BRIESE MARTINS ROCHA CERT ENGENHARIA E TECNOLOGIA CENNTRAL-SUL AR CONDICIONADO LTDA CLAUDIOMIR ANTONIO GWODZ CLEMAR ENGENHARIA CLIMA DA ILHA SISTEMAS DE AR CONDICIONADO LTDA CLIMA SHOP QUALIDADE DO AR INTERIOR CLIMATIZA COMÉRCIO DE PRODUTOS E SERVIÏ¿½OS LTDA CLIM MASTER COLDAR ENGENHARIA E COMÉRCIO COLDBRAS S/A CONCEITO TÉ CNICO PROJ. PLANEJ. E ASSES. LTDA

IGOR DIAS BARBOSA IMERSON MATTE REZER INSTATEC INDÚSTRIA METALÚRGICA ISOAR SISTEMAS DE CLIMATIZAÇÃO ISOTERM INSTALAÇÕES IMARCON CLIMATIZAÇÃO JACQUELINE BIANCON COPETTI JOÃO CARLOS BIDEGAIN SCHMITT JOAPE INDÚSTRIA DE EQUIPAMENTOS AMBIENTAIS JOHNSON CONTROLS JOSÉ HAROLDO CARVALHO SALENGUE JOSE EDUARDO PIRIZ JOSÉ PAULO MAZOCOLO JOSÉ RADZIUK JULIANA DAMASIO WASCHEVICZ JÚLIO CÉSAR SILVA DA SILVA JULIO ZIMMERMANN JORGE ELIAS CORREA JORGE ISNARDO KLEBER REPRESENTAÇÕES KLIFT SERVIÇOS DE CLIMATIZAÇÃO KLIMASUL

Dados atualizados Março-Abril 2014

KLIMA ENGENHARIA KOMECO LCPETRY COMÉRCIO IMPORTAÇÁO E EXPORTAÇÁO LTDA LEANDRO SILVEIRA ALMEIDALETÍCIA LEYRAUD KNECHT LF DOS SANTOS WOLMANN INSTALAÇÕES LG LINDOMAR VIEIRA DA COSTA SILVA LUCAS DA VEIGA LUCIANA FONINI LUCIANO LOPES SIMÕES LUCIANO SILVA CORDEIRO LUZITANA AR CONDICIONADO LTDA LV COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES M CESA COMÉRCIO E SERVIÇOS M GOMES REPRESENTAÇÕES COMERCIAIS MAGNUS RECUPERADORA DE COMPRESSORES MAILSON DE SOUZA PINTO MARCELO FOSCHIEIRA CHRISTINI MARCELO MACIEL DE SANTA HELENA MARCUS VINICIUS SIMINONI MASTER SPLIT MAURO ULLMANN CLIMATIZAÇÃO REFRIGERAÇÃO MEDEIROS ENGENHARIA DE CLIMATIZAÃÕO LTDA ME MERCATO AUTOMAÃÕO MICHEL MACHADO SEVERO MIGUEL MARTINS GARICOCHEA GRIVA MOIZES ROCHA DOS SANTOS MONOFRIO-HBSR REFRIGERAÇÃO DE LÍQUIDOS MONTERMICA REFRIG E AR CONDICIONADO MP AUTOMAÇÃO MRI ENGENHARIA LTDA MULTITÉCNICA ENGENHARIA NOVUS PRODUTOS ELETRÔNICOS OCTO REFRIGERACAO & ELETRICA LTDA OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS PAULA FONSECA WERLANG GRANZOTTO PAULO DE TARSO FONTOURA DA SILVA PAULO OTTO BEYER PAULO RENATO DOS REIS PAULO RENATO PEREZ DOS SANTOS PAULO VELLINHO (SÓCIO HONORÁRIO) PEDRO PAULO RITTER FILHO PERTILE AR CONDICIONADO PLANIDUTO AR CONDICIONADO PRODEPRED AUTOMAÇÃO LTDA PROJELMEC VENTILAÇÃO INDUSTRIAL PROJETOS AVANÇADOS ENGENHARIA PROTÉRMICA CLIMATIZAÇÃO QUAD CLIMA QUENTE & FRIO CLIMATIZAÇÃO QUIMITEC QUÍMICA INDUSTRIAL REARSUL AR CONDICIONADO RECOM-RECUPERADORA COMPRESSORES

RECOMSERVICE SUL LTDA REFRIGERAÇÃO CAPITAL REFRIGERAÇÃO DE CONTO REFRIGERAÇÃO DUFRIO REFRIGERAÇÃO MANCHESTER REFRIGERAÇÃO PEZZOL REFRIGERAÇÃO TUDO FRIO REFRIMAK PEÇAS E SERVIÇOS RIGOTTI CLIMATIZADORES RIMA ENGENHARIA RODRIGO VIEIRA BAIALARDY ROGER MERG SARAIVA RONI DE LIMA SANTOS RODOLFO THOZESKI KRAMM RUANN MONDIN LAGO SÃO CARLOS AR CONDICIONADO SCHEIN GESTÃO EMPRESARIAL SERRAFF INDÚSTRIA DE EVAPORADORES SF ENGENHARIA E CONSULTORIA SISTAVAC SISTEMAS HVAC-R DO BRASIL LTDA SÓ FRIO SOCLAM AR CONDICIONADO SÔNIA BEATRIZ CAMARGO SUGUIMATI SPLIT PETRY COMPANY SPM ENGENHARIA SPRINGER CARRIER SR REFRIGERAÇÁO E MANUTENÃO SR SERVISÃOS DE CLIMATIZÃO SULCESAR REPRESENTAÇÕES SUL CLIMA ENGENHARIA SUPERMERCADOS GUANABARA TEC AR COMÉRCIO DE AR CONDICIONADO TECFRIO TECNOENGE AR CONDICIONADO TECNOLÓGICA CONFORTO AMBIENTAL TECNOSOL APARELHOS TÉRMICOS LTDA TELCO EQUIPAMENTOS REFRIGERAÇÃO TERMOPROL TERMO SERVICE SERVIÇOS E TREINAMENTO TESTONI/GTA DO SUL THIAGO DOS SANTOS FERREIRA THIAGO MULLER DA SILVA TIAGO JOSÉ BULLA TIMÓTEO FERNANDES DE SOUZA TOSI INDÚ STRIA E COMÉ RCIO LTDA TOTALINE-PEÇAS EQUIP P/REFRIG E AR COND TRANE DO BRASIL UDO ADOLF URANUS AR CONDICIONADO VALAYR WOSIACK (SÓCIO HONORÁRIO) VENTILADORES ELEFANT VENTURY DO BRASIL VIDALAR COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES VITALI COMÉRCIO E SERVIÇOS VITOR REFRIGERAÇÃO VITOR WAWRICK VOLTYS SOLUÇÕES EM CLIMATIZAÇÃO VRF ENGENHARIA WAGNER FINGER HORBER YBEMAC AR CONDICIONADO LTDA


ANÚNCIO

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Revista ASBRAV N°9  

Publicação de março/abril de 2014

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