Page 1

Revista bimestral da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar condicionado, Aquecimento e Ventilação – Novembro/Dezembro 2013 | Ano I

EMPRESAS Globus conquista mercado externo

CERTIFICAÇÃO ASHRAE tem prova em fevereiro

nº 7

2014: Projeções econômicas animam os empresários


2


CVHS

RTAE

Wireless

100 Anos de Inovação e uma Visão para o Futuro Por 100 anos a Trane tem sido sinônimo de inovação. E estamos apenas começando - nosso legado de inovação continua até hoje, oferecendo sistemas e serviços que atendam às suas necessidades. Este compromisso com o sucesso dos nossos clientes continuará no futuro, através do desenvolvimento de ideias que atendam as suas preocupações crescentes sobre o meio ambiente, eficiência energética e sustentabilidade. A Trane está empenhada em tornar os edifícios melhores e construir vida para os próximos 100 anos. Entre em contato com o representante Trane local através do site trane.com.br e descubra como as nossas soluções inovadoras, como os Chillers CVHS e RTAE e os Sistemas Wireless, podem contribuir para sua empresa ou negócio. Visite trane.com/commercial/100years e confira como estamos construindo o futuro.

© 2013 Trane. Todos os direitos reservados A Trane pertence à família de marcas da Ingersoll Rand, incluindo Club Car®, Ingersoll Rand® e Thermo King®. A Ingersoll Rand é um líder mundial na criação e sustentação de ambientes seguros, confortáveis e eficientes.


Editorial

Expediente

Novos projetos SEDE RS Rua Arabutan, 324 Navegantes, Porto Alegre/RS CEP 90240 – 470 fone/fax (51) 3342–2964 3342–9467/ 9151–4103 Email: asbrav@asbrav.org.br Site: www.asbrav.org.br ESCRITÓRIO REGIONAL DE SANTA CATARINA Email: asbravsc@asbrav.org.br ESCRITÓRIO REGIONAL DO PARANÁ Email: asbravpr@asbrav.org.br DIRETORIA EXECUTIVA Presidente: Luiz Afonso Dias 1˚ Vice-Presidente: Hani Lori Kleber 2˚ Vice-Presidente: João Henrique Schmidt dos Santos 3˚ Vice-Presidente: Mário Alexandre M. Ferreira Secretária: Claudete Weiss Tesoureiro: Rodrigo da Silva Miranda Diretor Adm. Financeiro: Hani Lori Kleber Dir. de Com. e Marketing: Cesar De Santi Diretor de Ensino e Treinamento: Paulo Otto Beyer Diretor da Qualidade: Luiz Alberto Hansen Diretor de Gestão Empresarial: Madeleine Schein Diretor de Relações Institucionais: Eduardo Hugo Müller Diretor Técnico: Ricardo Vaz Diretor de Patrimônio: Adão Webber Lumertz Diretora Social: Marcela Marzullo Schneider Diretor de Integração Regional: Carlos Lima Diretor Grupo Setorial Refrigeração: Telmo Antonio de Brito Diretor Grupo Setorial Ar-Condicionado: Carlos Rodrigues Diretor Escritório Regional de Santa Catarina: Arivan Sampaio Zanluca Diretor Associativo Escritório Regional de Santa Catarina: Daniel Trompowsky Avila Dir. Escritório Regional do Paraná: Alexandre Fernandes Santos Diretor de Representação Local São Paulo: Luiz Carlos Petry CONSELHO DELIBERATIVO Presidente: Gilmar Luiz Pacheco Roth Conselheiros Titulares: Márcio José Pereira Hoffchneider, Marcos Kologeski, Maricilvio Caetano Stedile, Ricardo Albert, Rodolfo Rogerio Testoni, Rodrigo Veloso da Costa Teixeira, Saulo Fraga dos Reis, Vanderson Aloise Scheibler Conselheiros Suplentes: André Helfensteller, Flávio Ribeiro Teixeira e Maurício Barbosa de Carvalho COMITÊ SETORIAL ASBRAV NO PGQP Presidente: Luiz Alberto Hansen Coordenação de Capacitação: Roberta Vieira Coordenação de Avaliação: André Helfensteller Coordenação Geral: Bruna Lazzarotto Coordenação de Marketing: Cristiane Martins Paim Secretária Executiva: Cristiane Martins Paim Conselho Editorial Revista ASBRAV Anderson Rodrigues, Cristiane Martins Paim, Cesar De Santi, Gilmar Roth, Guilherme Chiarelli Gonçalves, João Carlos Antoniolli, João Henrique Schmidt dos Santos, Luiz Carlos Petry, Luiz Fernando Ruschel, Mário Alexandre Ferreira, Paulo Otto Beyer, Ricardo Vaz e Wolney Prado

MISSÃO: Congregar, representar e apoiar os associados, proporcionando o desenvolvimento técnico e de gestão, atuando de forma proativa, ética e moral. VISÃO: Ser reconhecida pela sociedade como entidade referência dos setores que representa.

Os artigos aqui reproduzidos são de responsabilidade de seus autores, e não refletem necessariamente a opinião da ASBRAV e da Uffizi Consultoria em Comunicação.

última edição do ano de 2013 de nossa revista não é exatamente uma retrospectiva do que aconteceu de melhor nos 12 meses que estamos deixando para trás. Ao contrário, procuramos oferecer como leitura nas próximas páginas um conjunto de informações capazes de oferecer aos leitores o que de melhor nos reserva a economia e os negócios. Afinal, será um período onde os olhos do mundo estarão voltados para o nosso país, que sediará uma Copa do Mundo de futebol. Com este grande evento nos chegarão também um grupo considerável de turistas que poderão experimentar o que de melhor oferecermos em hospitalidade. Nossos brasileiros também poderão desfrutar dos benefícios resultantes dos investimentos públicos em infra estrutura das grandes cidades. Temos que estar preparados para atender as expectativas dos consumidores e investidores. Tenho a certeza de que todo o processo de busca de qualificação de nossos colaboradores, o que inclui os cursos oferecidos pela ASBRAV, vão oferecer um atendimento e os resultados a altura a que o evento se propõe. Na matéria de capa procuramos oferecer um conjunto de informações que podem se transformar em estratégicas para nosso setor. E existem inúmeros investimentos previstos pela iniciativa privada que oferecem um otimismo real para os negócios futuros. Além disso, procuramos oferecer informação sobre linhas de financiamento com uma entrevista com o superintendente da Área de Operações Indiretas do BNDES, benefícios disponibilizados pelo SEBRAE-RS, novidades na legislação de gestão de pessoas e a realização de provas para certificação da ASHRAE. E para completar a boa leitura dois artigos de profissionais bastante qualificados. O Dr. Justo Leivas alerta para os riscos das doenças da cardíacas, e o tributarista Gilson Rasador alerta sobre as consequências da política brasileira para PIS e Cofins. Boa Leitura!

Luiz Afonso Dias Presidente da ASBRAV

Uffizi Consultoria em Comunicação

Diretor Executivo: Almir Freitas (MTb/RS 5.412) Edição: Grazielle Araujo Redatora: Mariana Lubke e Thamara Riter Editoração: Daniela Pinheiro Revisão: Luana Aquino Rua Vicente da Fontoura - 2199/302 – Porto Alegre- CEP 90640 003 – Tel +55 51 3330.6636 Comercial: Isabel Ruschel - isabel.ruschel@uffizi.com.br - +55 51 3414.4943 – +55 51 8180.3300 Revista Bimestral da ASBRAV – ANO 2 – Edição nº 07– Novembro/Dezembro de 2013 Impressão: Impressos Portão Distribuição: 15 mil endereços eletrônicos cadastrados Tiragem: 1.000 exemplares impressos com remessa dirigida E-mail de contato: almir@uffizi.com.br


Sumário PERFIL Entrevista com o superintendente da Área de Operações Indiretas do BNDES Cláudio Bernardo Guimarães retrata os setores onde a instituição financeira destinará recursos para investimento em 2014

ARTIGO CONVIDADO Artigo do cardiologista Justo Leivas fala das conquistas alcançada contra doenças associadas aos maus hábitos, como a obesidade, o tabagismo e o sedentarismo

NOTAS E LANÇAMENTOS Confira as principais notícias das empresas do setor, as premiações e os lançamentos de novos produtos

15

19 21

MATÉRIA DE CAPA Novo ano, novos planos. O que nos reservam as projeções econômicas para 2014 e os planos de algumas das empresas dos segmentos de refrigeração, arcondicionado, aquecimento e ventilação

ARTIGO CONVIDADO Artigo do tributarista Gilson Rasador chama a atenção para as complexidades do PIS e da COFINS

ENSINO Conheça um pouco do que o SEBRAE/RS pode fazer por sua empresa

PERFIL EMPRESARIAL Globus ganha espaço no mercado externo com soluções tecnológicas de alta qualidade

22 13 14

GESTÃO EMPRESARIAL E-Social: prepare sua empresa para as mudanças que vão ocorrer na área de Recursos Humanos

27

OBRA DESTAQUE Rede de supermercados de Santa Catarina investe em uma unidade sustentável em Palhoça

EVENTOS Como foi a comemoração durante a “Noite do Clima”

GESTÃO DE PESSOAS Cursos destacam o valor do ambiente de trabalho para a formação de uma boa equipe de colaboradores

30

ASSOCIADOS Confira a lista.


Perfil

Dinheiro na praça Fundado em 1952, o Banco Nacional de DeClaúdio Bernardo senvolvimento EconôGuimarães de Moraes mico e Social (BNDES) sai das comemorações de seus 60 anos como o principal instrumento de financiamento de longo prazo para a realização de investimentos em diferentes segmentos da economia brasileira. Em números, esse apoio deverá representar a liberação de R$ 190 bilhões ao final de 2013 para projetos, em especial para as micro, pequenas e médias empresas. Nesta entrevista com o superintendente da Área de Operações Indiretas do banco, Cláudio Bernardo Guimarães de Moraes, a Revista ASBRAV revela as linhas de crédito disponíveis para os setores de climatização, refrigeração, ar-condicionado e aquecimento. E o Rio Grande do Sul lidera os recursos liberados para projetos na Região. Foto:Arquivo-BNDES/ASBRAV

Revista ASBRAV - Como o BNDES encerra o ano? Quantos projetos foram financiados e quanto foi destinado para investimentos? Moraes - O BNDES desembolsou R$ 146,8 bilhões entre os meses de janeiro e outubro deste ano, com alta de 35% na comparação com mesmo período do ano passado. Nesse período, o Banco realizou 942,3 mil operações de financiamento a investimentos, sendo 96% desse total com micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). Às MPMEs, o BNDES desembolsou montante recorde de financiamento de R$ 52,6 bilhões no período.

6

desempenho positivo nos primeiros dez meses de 2013, com expansão de 31% nos desembolsos à infraestrutura (R$ 47,3 bilhões), de 19% para a indústria (R$ 44,7 bilhões) e de 52% para comércio e serviços (R$ 40 bilhões). O maior crescimento relativo foi para a agropecuária, com liberações de R$ 14,8 bilhões, 73% maiores que as registradas entre janeiro e outubro do ano passado. Os resultados obtidos até o momento permitem afirmar que o Banco deverá encerrar o ano com desembolsos totais de cerca de R$ 190 bilhões, acima dos R$ 156 bilhões liberados em 2012.

Revista ASBRAV - Qual o setor que mais captou recursos?

Revista ASBRAV - Quais setores o Banco pretende destinar mais recursos em 2014? Por quê?

Moraes - Todos os setores apoiados pelo Banco registraram

Moraes - O BNDES não tem definido ainda o montante de desem-

bolsos para 2014. Mas o apoio ao investimento, contribuindo para o crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo, é a missão do Banco, agente do governo federal para financiamento de longo prazo. As prioridades do Banco são muito claras: Apoio às MPMEs, que contam com as melhores condições de financiamento do BNDES e têm o Cartão BNDES como importante instrumento de crédito; apoio à inovação e à infraestrutura. O setor de infraestrutura, com o amplo programa de concessões em logística (rodovias, aeroportos, portos e ferrovias), deverá ser grande demandador de recursos de financiamento nos próximos anos, contribuindo fortemente para a expansão da taxa de investimento do país. O mesmo ocorrerá com o setor de petróleo e gás, com projetos impulsionados pelo pré-sal.


Revista ASBRAV – E o setor industrial? Moraes - Investimentos na modernização do setor industrial brasileiro, de forma a elevar a produtividade e competitividade do parque fabril, também são destaque nos financiamentos do BNDES. Tanto que as liberações de financiamentos da Finame à aquisição de máquinas e equipamentos atingiram R$ 57,7 bilhões entre janeiro e outubro deste ano, com alta de 72% em relação aos primeiros dez meses de 2012. Revista ASBRAV – O Banco possui recursos para os setores de climatização, refrigeração, ar-condicionado e aquecimento? Moraes - O conjunto de linhas e programas de financiamento do BNDES contempla perfeitamente investimentos do setor de climatização e refrigeração. São elas as linhas Finem (projeto de investimento); linha Finame, para aquisição de máquinas e equipamentos; Cartão BNDES para as micro, pequenas e médias empresas do setor. Além disso, o setor pode contar com o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), com taxas favorecidas para compra de bens de capital, investimentos em inovação e exportações. Com desembolsos de R$ 68,2 bilhões até outubro deste ano, o PSI contribuiu para impulsionar os investimentos do setor empresarial, inclusive das micro, pequenas e médias empresas, que ficaram com 56% do total liberado. Todas as linhas e programas de financiamento do BNDES podem ser pesquisados no site do Banco (www.BNDES.gov.br). Revista ASBRAV – Qual dos estados do Sul está liderando a concessão de crédito?

Moraes - Nos primeiros dez meses deste ano, o BNDES desembolsou R$ 34,5 bilhões para projetos de investimento na região Sul do país, com alta de 51,2% na comparação com mesmo período de 2012. Foram realizadas, até outubro, 305,5 mil operações com a região. Do total liberado, R$ 12,7 bilhões foram para projetos de investimento no Paraná (alta de 52,5%), R$ 12,2 bilhões no Rio Grande do Sul (crescimento de 55,5%) e R$ 9,6 bilhões em Santa Catarina (expansão de 44,3%). Revista ASBRAV – Há uma preocupação do Banco com projetos que visem a sustentabilidade? Moraes - Sim. O cumprimento de cláusulas socioambientais faz parte das exigências de todos os contratos de financiamento do BNDES, em todos os setores apoiados. O Banco somente concede financiamento para investimentos que tenham licenças ambientais aprovadas pelos órgãos responsáveis e que estejam em dia com seus compromissos trabalhistas e com suas obrigações fiscais e tributárias. Além disso, empresas podem contar com financiamentos específicos para investimentos sociais e ambientais em seus próprios projetos. Essa linha de financiamento se divide em duas modalidades: apoio a investimentos no âmbito da comunidade (implantação de creches, escolas, hospitais, praças públicas, espaços culturais etc); e apoio a investimentos sociais no âmbito da empresa (projetos no âmbito da empresa que tragam melhorias para os funcionários da empresa). O BNDES pode oferecer ainda apoio não reembolsável a investimentos de caráter social, cultural (ensino e pesquisa), am-

biental, científico ou tecnológico. Revista ASBRAV – O segmento de alimentos vem apresentando um grande crescimento, principalmente em Santa Catarina, com a utilização de sistemas de refrigeração. Quantos projetos o BNDES hoje se prepara para financiar? Moraes - No período de janeiro a outubro deste ano, o BNDES desembolsou R$ 6,5 bilhões para investimentos do setor de alimento e bebida. Isso representou um crescimento de 54% na comparação com igual período de 2012. Esse setor continua em franca expansão de investimentos. Tanto que as aprovações de novos financiamentos do BNDES à indústria de alimentos e bebidas atingiram R$ 12,3 bilhões em janeiro/outubro de 2013, com alta de 107% em relação a mesmos meses do ano passado. Revista ASBRAV – O BNDES pode contar com projetos dos setores de climatização, refrigeração, ar-condicionado e aquecimento que tenham como foco a inovação? O que é preciso para participar? Moraes - Projetos de inovação são prioridade da política operacional do BNDES. Tanto que contam com as taxas de juros de financiamento mais favorecidas do Banco. A instituição dispõe de diferentes modalidades de apoio à inovação, de forma direta (diretamente no BNDES) e indireta (via agente financeiro), inclusive por meio do Cartão BNDES. Todas as informações sobre as linhas de inovação oferecidas pelo BNDES e sobre o processo de entrada dos projetos no Banco estão disponíveis no site www.BNDES.gov.br.

7


Artigo Convidado

O preço da conquista

O melhor tratamento, já sabemos, é a prevenção, mas o resultado ser pequeno se quisermos mudar condutas,já enraizados no cotidiano dos adultos.

Justo Antero Leivas (*)

A

8

espécie humana, ao evoluir no seu saber, obteve sucessivas conquistas, dentre elas, o privilégio de viver mais, elevando a média nas últimas décadas para números inimagináveis antes de descobertas, como os antimicrobianos, os quimioterápicos e tantas outras classes de medicamentos inseridos no tratamento das nossas doenças. Mas toda conquista é precificada, e o custo da longevidade são as doenças relacionadas ao envelhecimento, como a Hipertensão Arterial Sistêmica, cuja incidência e prevalência aumentam quando associadas às doenças provenientes dos maus hábitos, como a obesidade, o tabagismo e o sedentarismo. Os números dessa doença silenciosa que afeta o funcionamento de órgãos nobres do nosso organismo, como o coração, o cérebro e os rins, aumentam de maneira exponencial em todo o mundo, de forma que ações mais enérgicas já deveriam ter sido tomadas pelos diversos segmentos da nossa sociedade. Iniciativas louváveis governamentais foram tomadas nos últimos anos, como a disponibilização gratuita de medicamentos anti-hipertensivos na rede pública e a implantação dos núcleos de apoio à saúde da família, mas insuficientes se quisermos sair da lista dos países com o maior potencial para doenças cardiovasculares. O melhor tratamento, já sabemos, é a prevenção, mas o resultado será pequeno se quisermos mudar condutas já enraizadas no cotidiano dos adultos. Portanto, o foco maior deve ser nas crianças que incorporam os bons hábitos, aceitando com muito mais naturalidade que atividade física é fundamental e também, quando devidamente explicado, que comer frutas e outros alimentos saudáveis é igualmente prazeroso e necessário. O momento é de engajamento de to-

*Pesquisa SOCERGS realizada em 2013

dos os setores da sociedade que têm uma interface com esse problema. Os governos, por meio do cumprimento das leis que regem o controle do sal nos alimentos; as sociedades médicas, promovendo campanhas de esclarecimento sobre essa doença sem sintomas e que leva à morte; a indústria alimentícia, por meio de uma ampla modificação na preparação de vários alimentos, diminuindo principalmente o sal nos mesmos; e os bares e restaurantes,

com medidas simples, como a retirada do saleiro de cima das mesas dos seus estabelecimentos, conduta já adotada por outros países, com resultados alentadores. Os gaúchos sempre aceitaram desafios e a história deste Estado conta que sempre valeu pagarmos o preço das nossas conquistas, portanto, o custo de uma vida longeva e saudável passará pelo controle da nossa pressão arterial e a reavaliação dos nossos hábitos. Ainda há tempo!

Cardiologista, ex-presidente da Sociedade de Cardiologia do RS email de contato com o autor justoleivas@terra.com.br


9


Foto: Divulgação/ASBRAV

Notas e Lançamentos Neve em Gramado, agora, o ano todo Desde novembro de 2013, Gramado tem um novo ponto turístico para encontro e diversão. O Snowland é o primeiro espaço de neve indoor da América Latina e conta com a tecnologia Tosi. Em uma área de 48 mil metros quadrados, o parque localiza-se próximo à ERS-235, na Linha Carazal, que liga Gramado a Nova Petrópolis. O pro-

jeto cria um mundo de fantasia com charme europeu, e sua estrutura foi preparada para receber até cinco mil visitantes por dia. Quem visitar o Snowland poderá praticar atividades como esqui, snowboarding, airboard e outros esportes radicais. Para a construção do Parque, a Indústrias Tosi – empresa pioneira na produção

de chillers self contained e fan coils, no Brasil – entregou o Chiller TURBOTOSI Ar 220 TR, Tex Especial-UTA 20TR, FTC-Fan Coils Tosi, e Difusores de Ar TROPICAL.

Johnson Controls e Hitachi anunciam joint A Johnson Controls e a Hitachi anunciaram, no início do mês de dezembro, a formação da mais nova joint venture do mercado global. Com base na liderança de ambas as empresas, a parceria incluirá produtos-chave como o sistema com fluxo de refrigerante variável (VRF) e as tecnologias de inversores, atendendo tanto o mercado comercial quanto o residencial. A

joint venture agregará o alcance global da Johnson Controls com a especialização tecnológica da Hitachi, sendo que a primeira passará a responder por 60% dos negócios globais de ar-condicionado. A nova empresa, que deve iniciar suas operações em 2014, chega em um momento no qual o mercado de ar-condicionado em todo o mundo está passando por uma acelera-

Embraco recebe prêmio por inovação na gestão A Embraco, líder global no segmento de compressores herméticos para refrigeração, foi reconhecida como uma das três melhores empresas de gestão da inovação do Brasil pelo prêmio FINEP de Inovação, na categoria “Grande Empresa”. A cerimônia foi realizada no início de dezembro, no Salão Oeste do Palácio do Planalto, em Brasília, na presença da presidente da República Dilma Rousseff, e do diretor Corporativo de Tecno-

da mudança. Os clientes estão continuamente demandando opções desses produtos com melhor eficiência energética em resposta ao aumento de regulamentação para economia de energia e proteção ambiental. Em conjunto com a nova joint venture, a Johnson Controls se tornará a maior provedora mundial de ar-condicionado comercial. Foto: Divulgação/ASBRAV

logia e Inovação da empresa, Fábio Klein. O planejamento da Embraco aponta a inovação como um processo permanente. A estratégia de inovação é pensada para garantir a liderança tecnológica de longo prazo. As pesquisas da empresa são voltadas para o desenvolvimento de produtos pequenos, com baixa utilização de matéria-prima e redução no gasto de energia, porém, mais eficientes.

Ministro da Ciência, Marco Antonio Raupp, Presidente Dilma Rousseff e Fábio Klein, da Embraco

Novidade para sistemas de ar-condicionado e controle predial que abrangem equipamentos de ar-condicionado do tipo hidrônios de pequeno porte. Soma-se a isso, funcionalidades de programação horária, controle de presença, saídas independentes para acionamento de circuitos de iluminação e comunicação com display remoto e também com a opção de controle remoto sem fio, o que permite diversas aplicações para o produto garantindo versatilidade e ao

Danfoss lança Visor SGP no Brasil

10

A Danfoss – uma das líderes mundiais em desenvolvimento e fabricação de controles eletromecânicos e eletrônicos, soluções de sistemas para indústrias de refrigeração, aquecimento e acionamento de motores elétricos – trouxe para o Brasil o Visor SGP. Para uso em sistemas com pressão mais elevada, o produto é indicado para aplicações em bombas de calor, ar-condicionado comercial e residencial,

e refrigeração comercial e de supermercado. O SGP é compatível com fluidos refrigerantes dos modelos R410A, R32 e R744 (CO2) subcrítico. O visor permite fácil visualização do estado do refrigerador, e também, o desempenho do indicador de umidade, reduzindo o risco de danos no compressor. O SGP abrange diferentes tipos de conexão utilizadas ao longo de todo o sistema, como solda, rosca e soque-

mesmo tempo confiabilidade. Destinado a hotéis, prédios comerciais, hospitais, flats, centros de eventos e exposições, dentre outros, o MHC possui seis saídas digitais (relé), duas saídas analógicas, quatro entradas digitais ou sensor NTC 10K ohm, duas entradas analógicas, uma porta de comunicação Infravermelho e uma porta de comunicação serial alimentação 90-240Vac.

Foto: Divulgação/ASBRAV

Com o objetivo de estar mais próxima do usuário, a Mercato está colocando no mercado o MHC, equipamento compacto com múltiplas funções e útil em diversas instalações de sistemas de ar-condicionado e controle predial. Facilmente incorporado à rede de comunicação predial, pois é compatível com os protocolos BACnet e Modbus. O MHC tem funcionalidades especificas

te. Além disso, permite maior segurança do sistema e prevenção de vazamentos. O componente trabalha com faixa de temperatura entre -50°C e 80°C.


Foto: Divulgação/ASBRAV

Notas e Lançamentos Fujitsu lança Sistema Multiflexível Inverter

Microventiladores com proteção

A Fujitsu, empresa japonesa de Tecnologia da Informação (com sede em Tóquio, e filial em São Paulo), lançou este ano o Sistema Multiflexível. A novidade apresenta tecnologia inverter – mecanismo climatizador que atende de dois a oito ambientes simultaneamente. Assim, com apenas uma unidade externa – leve e compacta – e uma ampla linha de unidades internas (Piso, Cassete, High Wall e Duto), é possível atender às necessidades dos consumidores de forma simplificada.

O Microventilador com proteção IP68, fabricado pela Ebm-papst, é indicado para aplicações de LED outdoor, mesmo sob as mais severas condições de umidade, chuva, etc. Também se apresenta como alternativa para aplicações com elevado índice de umidade, como gabinetes de telecomunicações outdoor, ou onde existe a necessidade de lavar a máquina sem remover o ventilador. Pode servir para aplicações onde o ventilador atualmente não é muito utilizado, como balcões expositores para supermercados, que utilizam micromotores AC, com grau de proteção máximo de IP54.

Voges moderniza linha de motores Nema IP44 Em 2013, a Voges Motores, de Caxias do Sul (RS), aprimorou sua linha Nema IP44. Com novos padrões de rendimento e um design que possibilita a melhora na circulação de ar, a linha modernizada atende aplicações como serra circular, trituradores, betoneiras, ordenhadeiras, furadeiras, compressores, exaustores, ventiladores, bombas centrífugas e máquinas em geral. Além da linha Nema IP44, também disponível em versão monofásica, a Voges Motores desenvolve projetos especiais. As especialidades variam conforme o tipo de aplicação como eixos e flanges especiais, proteção térmica, pinturas especiais, tensão, frequência e polaridade especiais.

Traydus melhora performance de equipamentos A Traydus – empresa do segmento de ar-condicionado e climatização – priorizou a inovação na produção de equipamentos de qualidade em 2013. Todos os itens de expansão direta estão baseados em componentes da Danfoss, parceira que fornece inversores de frequência. Neste ano, a novidade apresentada pela Traydos foi o protótipo do Condicionador Unique (equipamento autônomo e de fácil instalação). O produto tem todos os componentes e funcionalidades necessários para condicionar uma sala limpa (principalmente de ambientes hospitalares) com alto grau de controle e qualidade do ar.

11


Perfil empresarial

Conforto térmico tipo exportação

Fotos: Divulgação Globus/ASBRAV

Produtos de controle eletrônico da Globus se destacam no cenário internacional

S

er uma empresa global, reconhecida por oferecer soluções tecnológicas de alta qualidade. Com essa perspectiva, nascia em 5 de janeiro de 1998, em Porto Alegre (RS), a Globus, fundada pelo atual diretor Gilberto Rossato. “O próprio nome foi escolhido para facilitar o entendimento em todo o mundo e para dar a ideia de uma global player”, argumenta. O reconhecimento da empresa veio cedo, logo em 2000, ano em que a Globus recebeu a certificação ISO 9001. A norma destaca a capacidade da empresa em fornecer de forma coerente produtos ou serviços que atendam os requisitos do seu cliente. Desenvolver, comercializar e fabricar equipamentos de controle eletrônico para conforto térmico e refrigeração de ônibus, micro-ônibus, minivans, caminhões, veículos náuticos e carretas frigoríficas são atividades desempenhadas pela empresa, que atua como fornecedora de produtos em regime O.E.M. (Original Equipament Manufacturer). Para esse propósito, investe em pesquisas que possibilitam customizar o item de acordo com as necessidades do cliente. “Costumo dizer que vendemos engenharia dentro de uma caixa”, comenta o dirigente. Na linha de automação, a Globus dispõe de diversos controladores programáveis e sensores, os quais podem ser utilizados em shoppings centers, lojas, edifícios comerciais, teatros, museus, hotéis, entre outros ambientes comerciais. EXPORTAÇÃO COMO PONTO FORTE

12

Uma vez que o Brasil é um país carente de indústrias de componentes eletrônicos, a Globus encontrou no mercado de exportação a oportunidade de

impulsionar seus negócios. “Uma empresa nacional que compra do exterior e vende para o mercado interno fica sujeita à variação do câmbio. Em função disso, buscamos exportar um volume maior de componentes”, explica Rossato. Assim, investir cada vez mais em ações que dão visibilidade para a empresa fora do país, como estar presente em feiras internacionais, seja como expositora ou como visitante, faz parte do plano estratégico da Globus. Hoje, o mercado europeu representa a maior parcela de clientes da empresa, que obtém resultados satisfatórios com exportações para Alemanha, Itália, França, Espanha e Portugal. Países como Turquia e África do Sul também são considerados bons importadores. Entre a expressiva gama de clientes, encontram-se nomes como Bourbon Shopping, Carrefour, Carrier, Eletrofrio, Gerdau e Nokia. Entre as metas da Globus estão ampliar o número de parcerias nos Estados Unidos e Canadá e consolidar mais ainda a participação na América Latina. Dessa forma, pretende ser referência mundial em soluções tecnológicas. “Este é um mercado muito exigente, que requer todo um trabalho estratégico da nossa parte. Mas estamos conseguindo resultados estupendos e obtendo um crescimento bastante grande”, alega o dirigente. Anualmente, a empresa comercializa 200 mil equipamentos e exporta um total de 82 mil produtos, o equivalente a 40% de sua produção. A Globus conta ainda com uma join venture, localizada em Caxias do Sul (RS). Criada em parceria com a Marcopolo, a Set Bus desenvolve soluções automotivas voltadas para ônibus e veículos comerciais.

PRODUTOS DE AUTOMAÇÃO Centrais térmicas: Controle de Bombas Controle de Chiller Controle de Torres Controlador de Refrigeração: Controles Diversos Atuador Analógico Controle de Equipamento Reserva Controle de Vazão Controle Iluminação Leitor de Temperatura e Vazão Instantânea Monitoração de Temperatura Sensor Controlador de CO2 Sistemas de Incêndio Fontes: Fontes de Alimentação HVAC: Controle de Fan-Coil Termostatos iGLe - Controle e Supervisão Via Celular: iGLe - Controle e Supervisão Via Celular Refrigeração: Controle de Balcões Frigoríficos Controle de Compressores Controle de Fan-Coil Sensores: Linha de Sensores Produtos automotivos * HVAC Acessórios Centrais Elétricas Módulos de Controle Painéis Placas de Controle Sensores * Refrigeração Centrais Elétricas Painéis * Veículos Comerciais Centrais Elétricas Relógios


Gestão Empresarial

E-Social promete mudar as relações de trabalho A s relações formais entre empregados e empregadores passam a ser acompanhadas em tempo real. A partir de 2014, órgãos como o Ministério do Trabalho, a Caixa Econômica Federal (CEF), a Previdência Social e a Receita Federal, receberão informações, em tempo real, sobre a regularidade dos direitos e obrigações trabalhistas, previdenciárias e fiscais de cada trabalhador brasileiro. Através do E-Social (www. esocial.gov.br), um canal digital no qual o empregador/contratante fornecerá um relatório das atividades desempenhadas pelo funcionário, o Governo Federal cruzará informações e promete reduzir a burocracia, além de facilitar a fiscalização das atividades empresariais. As empresas também serão beneficiadas com o projeto, pois com a unifi-

cação das informações poderão reduzir, em média, até nove declarações mensais e anuais que, atualmente, possuem diferentes formatos e datas de envio. Com o E-Social, algumas declarações, como CAGED, DIRF, GFIP e RAIS serão substituídas por um envio único. Todas as informações transmitidas para o canal E-Social devem estar em acordo com a legislação vigente. “Caso o empregador envie alguma informação que esteja em desconformidade com a legislação, receberá um alerta para a correção”, diz Tatiana Fraga dos Santos Lima, consultora da Girardi Brasil, empresa especializada em auditoria e consultoria em Gestão de Negócios com sede em Porto Alegre. Conforme a técnica, o sistema permitirá que o agente público emita um auto de infração e

multa, dependendo do caso. O aplicativo para a qualificação do cadastro dos trabalhadores, com o qual a empresa poderá identificar possíveis irregularidades no cadastro do funcionário, já está disponível. O Portal E-Social foi lançado em junho de 2013, com o módulo “Empregador Doméstico”. O cadastramento para “Produtor Rural”, “Segurado Especial” e “Empresas do Lucro Real” será em abril, para “Empresas do Simples Nacional” e “Lucro Presumido em setembro de 2014. “Entidades Imunes e Isentas, Contribuinte Individual e MEI” está previsto para outubro e o módulo de “Reclamatória Trabalhista” em janeiro de 2015. A substituição da DIRF, RAIS, CAGED e outras informações tem acesso previsto para janeiro de 2015.

13


Gestão de Pessoas

Cursos desenvolvem a relação interpessoal Bom ambiente de trabalho contribui para o sucesso profissional

P

14

ara obter resultados positivos em um negócio é preciso haver mais do que estratégia e organização. Contar com equipes preparadas, que integrem profissionais motivados e felizes, também colabora para o sucesso de uma empresa. De acordo com a Pesquisa dos Executivos 2013, realizada pela Catho com 63 mil pessoas de todo o Brasil, o bom relacionamento no ambiente de trabalho foi apontado como o principal fator de motivação para a maioria dos entrevistados, seguido pelo reconhecimento como um bom profissional. Conforme a instrutora de cursos e integrante do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio Grande do Sul (ABRH-RS), Adriana Martello, a qualidade da relação interpessoal é fundamental para que a caminhada de um profissional dentro da organização atenda tanto suas expectativas pessoais, quanto as de quem trabalha com ele. “Quando uma pessoa decide por assumir um papel, uma responsabilidade, ela busca algo muito maior, que é desenvolver-se e crescer naquela função. Saber se relacionar é essencial para isso, mas, devido à complexidade que se tornou o mundo do trabalho, ter uma boa desenvoltura com os colegas passou a exigir muito mais habilidade”, analisa. Pensando em qualificar as pessoas para o ambiente de trabalho, a ABRH-RS (www.abrhrs.com.br) oferece cursos que focam no comportamento dos profissionais. Especialmente para a questão do relacionamento interpessoal, Adriana Martello indica o curso Desenvolvimento de Gestores. “Embora seja voltado para integrantes de cargo elevado, existem módulos específicos, que podem ser realizados separadamente, que desenvolvem habilidades

mais genéricas, como a relação entre as pessoas”, propõe. Com público participante de diferentes áreas, o módulo introdutório do curso trabalha a comunicação efetiva, a percepção do profissional em relação aos demais colegas, a arte da conversação e a ética nas relações. Já Helena Sundin, gestora da Sociedade Brasileira de Dinâmica de Grupos (SBDG) em Santa Catarina, interpreta a efetividade da relação

presas, escolas, entre outros, a SBDG (www.sbgd.org.br) fornece subsídios técnicos, científicos e vivenciais para quem deseja se capacitar em processos grupais. Reconhecida como o maior centro de referência em dinâmica dos grupos na América Latina, a organização, presente em sete estados do Brasil, oferece programas de Pós-graduação e Gestão de Grupos, que trabalham a vivência em equipe por meio de técnicas Foto: ABRH-RS/ASBRAV

Cursos da SBDG: subsídios para quem deseja se capacitar em processos grupais

interpessoal no trabalho como uma responsabilidade do líder da equipe. Ao citar trecho do livro o Monge e o Executivo, de James C. Hunter, que menciona a empatia, a assertividade e a cordialidade como características desejadas em um líder, Helena argumenta: “Para que haja um bom relacionamento entre chefes e subordinados, o primeiro deve saber conduzir a equipe com humildade”. Voltada para pessoas que atuam junto a grupos em seus diversos segmentos, como organizações, em-

e recursos adequados. Trabalhar com pessoas que tornam a rotina do ambiente mais agradável, ainda segundo Helena, é sempre positivo. Por esse motivo, acredita que a procura pelo investimento deve surgir não somente do profissional, porém, principalmente, das empresas. “Fortalecer essa habilidade que é saber se relacionar traz melhorias tanto para interações profissionais e resultados de trabalho, como também para o âmbito familiar e social, de amizade”, afirma.


Matéria de Capa

Projeções otimistas para Quando os empresários do setor de refrigeração, ar-condicionado, aquecimento e ventilação estavam encerrando o ano de 2013, foi fácil olhar para trás e desfrutar de uma sensação de dever cumprido e negócios em alta. Bastará a entrada do Ano Novo para que este comportamento se transforme em uma mistura de expectativa positiva, para empresários, e cautela moderada entre os economistas. Seja qual for a escolha para firmar as apostas, o certo é que empreendedores supermercadistas e do setor comercial indicam a abertura de um significativo número de novas unidades. As próprias indústrias do setor sinalizam com investimentos para 2014.

15


Matéria de Capa

D

16

esde indicadores oficiais até projeções feitas por entidades que representam supermercadistas e empreendimentos comerciais, o ano de 2014 reserva um otimismo cauteloso. Se há dúvidas sobre a ajuda climática contribuindo para manter em alta a produção agrícola, há certezas sobre investimentos programados para novos empreendimentos supermercadistas e de shopping centers em regiões metropolitanas e polos regionais. Tudo parece direcionar para o aproveitamento das oportunidades que vão surgir, o que inclui a Copa do Mundo e os investimentos públicos que vão anteceder as eleições do próximo ano. O final de cada ano as pessoas se dividem entre otimistas, pessimistas e aqueles que acreditam que o ano seguinte, para ser bom ou ruim, depende de ações e decisões tomadas ao longo dos meses. Mas em se tratando de empresas dos segmentos de refrigeração, ar-condicionado, aquecimento e ventilação (HVAC-R) o otimismo parece fazer coro com as projeções governamentais. As instituições financeiras, de acordo com pesquisa do Banco Central, preveem que a produção industrial cresça de 1,61% em 2013 para 2,31% no próximo ano. E nessa mesma maré de otimismo, o presidente da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV), Luiz Afonso Dias, acredita que o ano de 2013 contabilizou um crescimento de 24% comparado a igual período do ano passado. Mas com uma ressalva: a participação de aparelhos não residenciais ficou abaixo do esperado, situação que deverá ser revertida em 2014. “Acreditamos em um bom desempenho do setor, principalmente na comercialização de equipamentos do tipo Split e ACJ, e de equipamentos VRF ou VRV”, declara Dias. O dirigente acredita que a demanda por aparelhos de ar-condicionado, refrigeradores, aquecedores e climatizadores deverá aumentar com a inauguração de novos empreendimentos, sejam eles estádios de futebol melhor equipados para a Copa do Mundo, lojas, shopping

centers ou supermercados. O grande desafio dos fabricantes será continuar investindo no aprimoramento tecnológico de equipamentos, principalmente quanto ao custo da operação e as questões de sustentabilidade. “A preocupação, tanto do fabricante, quanto do consumidor final, tende a ser, cada vez mais, em utilizar aparelhos que contemplem fluidos refrigerantes de menor impacto ao meio ambiente”, comenta o presidente da ASBRAV. Nas projeções da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA), os fabricantes devem manter o otimismo e a confiança para 2014, embora com alguma cautela. “Atuamos em um setor forte, que explora um mercado ainda carente por energia solar em diversas regiões do país. Todavia, também é prudente refletirmos sobre o que tem ocorrido na economia externa que possa influenciar de alguma forma o ambiente econômico interno para maiores investimentos”, analisa o presidente da entidade, Wadi Tadeu Neaime. Entre os fatores que podem impactar o resultado do segmento e levá-lo a um crescimento moderado, o dirigente destaca a desaceleração do crescimento da China, a crise na economia dos Estados Unidos e da Europa. SERÁ PRECISO ACREDITAR NO CRESCIMENTO DA RENDA Fazendo coro com aqueles que preferem aguardar os acontecimentos está aquele que foi eleito economista do ano pelo Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Sul. Para o economista Igor Morais, a melhor maneira de projetar o ano que inicia é avaliando como o ano anterior terminou. Sócio da empresa Vokin Investimentos, ele afirma que a economia brasileira está acelerando muito lentamente e deve fechar 2013 com crescimen to de 2,3%. “A composição desse resultado vai ser determinante para 2014”, explica. Para que a economia e o consumo continuem expandindo, é ne-

cessário que haja um crescimento na renda. Isso já foi registrado em quatro pontos percentuais acima da inflação e hoje está em apenas dois pontos, sendo que a inflação continua elevada. “Quando somados, percebe-se que a composição dos

fatores que leva ao crescimento das famílias está com a dinâmica mais baixa. Não é crise, é apenas um decréscimo natural”, comenta Morais. O economista é cético em relação ao futuro da concessão de crédito e prevê que o próximo ciclo vai ser mais tímido, pois não há como alcançar patamares tão altos novamente como os verificados. Mas o ano de 2014 reserva dois atenuantes: Copa do Mundo de Futebol e eleições. O economista lembra que passou a ser relevante para a economia entender mais o que os governos fazem do que propriamente o que os empresários projetam para seus negócios. E em ano eleitoral, as medidas adotadas têm impacto direto no setor econômico do país. “Como é de praxe, os gastos aumentam com obras e investimentos que são realizados neste período. A economia sente diretamente este reflexo”, diz Morais. Em relação aos ganhos da Copa do Mundo no Brasil, o economista vê o cenário mais neutro. Segundo ele, o que tinha que ter de contribuição positiva já aconteceu, como a construção de estradas e de melhorias urbanas. “O que pode ser um impacto positivo é a chegada de turistas, que em eventos como esses giram em torno de 500 a 600 mil


Fotos: Mauro Matiotti

Matéria de Capa pessoas. O setor de serviços será o maior beneficiado. Porém, a questão da localização do Brasil, que se comparada com a Alemanha é muito prejudicada”, argumenta. Para os estados da Região Sul que dependem do desempenho da agricultura, o economista já se posiciona mais pessimista. Ele não acredita que a produção agrícola em 2014 tenha o mesmo desempenho do ano de 2013, principalmente porque no caso do Rio Grande do Sul vinha-se de uma seca e baixa produção de soja. “Não há como repetir tamanho crescimento, salvo se ocorrer outra alteração climática que impacte na produção”, comenta o economista. OTIMISMO SE SUSTENTA NOS INVESTIMENTOS PREVISTOS Já o comércio está no terceiro ano consecutivo de crescimento, comparado com a indústria. As principais características continuam sendo a forte renda das famílias e o elemento regional, no caso do Rio Grande do Sul, onde a competitividade da indústria é ainda muito baixa em função da logística, custo da mão de obra e dos onerosos impostos. “Podemos ter como exemplo a venda de ar-condicionado, que no comércio acontece independente do local onde é produzido. Porém, o ambiente industrial gaúcho ainda não é competitivo. O governo não pode atrapalhar. Vejo como uma possível solução a desoneração na produção e a tributação apenas no consumo. Assim, não teria tanta diferença”, finaliza Morais. Mas se depender de investimentos que vão consumir produtos dos segmentos de HVAC-R, há índices crescentes de otimismo. De acordo com o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS), Antônio Cesa Longo, em 2014 deverão ser abertos cerca de 250 novos supermercados no Rio Grande do Sul, 40% deles na região da Grande Porto Alegre. Ampliações e reformas também deverão ocorrer em 75% das lojas já existentes, segundo estudo do Instituto Segmento Pesquisas para a entidade, o que irá

contribuir para o aquecimento do setor HVAC-R durante o ano. “Os supermercadistas estão

centers estão sendo construídos. O aumento da demanda é o que atrai novos investimentos na cida-

Shopping centers: mercado paranaense receberá grandes investimentos até 2015

atentos às necessidades dos clientes. Datas festivas que envolvem o consumo de alimentos tradicionais requerem cada vez mais atenção à climatização, para garantir a conservação dos produtos”, argumenta Longo. O dirigente também destaca que o fácil acesso à tecnologia de climatização permite não somente o crescimento dos grandes comércios, como também do pequeno. Já o comércio se volta para os grandes polos regionais no interior das grandes capitais da Região Sul. Conforme projeções da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV), a tendência é de expansão para o interior durante os próximos anos, cidades que têm sido o alvo preferencial dos empreendedores de shopping centers. Segundo o presidente da entidade, Vilson Noer, esse movimento se justifica em razão da saturação nas principais capitais. “Existe mercado em cidades com aproximadamente 100 mil habitantes, onde é possível fazer um mix de lojas locais com lojas de fora, atendendo as expectativas das pessoas dessas regiões”, explica Noer. COMÉRCIO DO PARANÁ PROJETA NOVOS SHOPPINGS Um exemplo das oportunidades de negócios que são projetadas para 2014 é a cidade de Rio Grande (RS), onde dois novos shopping

de, em diversos setores, como o da necessidade da climatização desses empreendimentos. “Obras assim movimentam toda a economia da região, com a geração de emprego e renda. Por trás da chegada das lojas, existe toda uma preparação para que tudo seja entregue com excelência e serviços de qualidade”, salienta o presidente da AGV. No Paraná, embora não seja possível precisar a quantidade exata de novos empreendimentos no comércio da região, o presidente da Câmara Setorial de Shopping Centers da Associação Comercial do Paraná, Ivo Petris, garante que o estado receberá grandes investimentos nessa área, que devem se estender inclusive para 2015. Entre algumas das novidades, estão o Jockey Plaza Shopping, do Grupo Tacla, o Park Shopping Boulevard, dos empresários Michel Gelhorn e Carlos Massa (Ratinho), e o Shopping Atuba, da incorporadora curitibana Mendocino Participações e Investimentos S.A. “Ainda em janeiro ou fevereiro devem iniciar as obras de mais três empreendimentos, os quais deverão investir fortemente em climatização. Oferecer conforto térmico é condição essencial para a saúde e segurança do público, assim como para o rendimento das atividades cotidianas daqueles que trabalham em shoppings”, afirma.

17


Matéria de Capa

Os investimentos do setor

Para a Polar, um dos principais fatores qu e fazem das perspectivas para o setor de climatização serem as melhores em 2014 é o cresci mento do mercado , principalmente pela tecnologia estar associada a preços mais baixos nos aparelhos condiciona dores de ar. Outro fat or importante que estimula o bom desempenho do set or no próximo ano é a procura dos profissionais por curso s de instalação, especialmente aque les promovidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Ind ustrial (SENAI). Além dos investimentos do Governo Fede ral na climatização da s salas escolares – só em Mato Gros so são previstas instal ações em cerca de cinco mil salas de aula, há a aceleração do crescimento da construção civil e, consequentemente, do setor de climatização, em funçã o da Copa do Mundo . Dados também importantes para a perspectiva positiva . Em 2013, a Polar duplicou sua produ ção, e está investind o cada vez mais para o seu desenvolv imento nesse merca do em 2014.

Para a Alpina, 2014 será próspero em questões de crescimento do setor. Com a Copa do Mundo e as eleições presidenciais no Brasil, muito será e já está sendo feito na área da construção civil, o que favorece o setor. As torres de resfriamento de água, por exemplo, normalmente são utilizados na fase final da construção de grandes empreendimentos. Para o próximo ano, as obras de infraestrutura, públicas ou privadas, devem responder pela maior aquisição de produtos da empresa. A Alpina tem superado a estimativa de vendas nos últimos três anos, e espera atingir o recorde no próximo ano. Atualmente, a empresa está focada na contínua melhoria do seu processo de fabricação e na competitividade de seus produtos.

O mercado de refrigeração cresceu em 2013. A LG apresentou resultado positivo durante os últimos quatro anos – representando 15% do mercado. Para continuar em ascensão, em 2014, a empresa vai seguir investindo em ações para otimizar o posicionamento da marca, como lançamento de produtos, campanhas, treinamentos e parcerias com outras empresas. Devido ao aumento das vendas de equipamentos como televisores e ar-condicionado, a LG investiu na expansão da fábrica de condicionadores de ar, localizada em Manaus, para que pudesse atender maior demanda do mercado. A realocação da unidade vai proporcionar o aumento da produção relativa à demanda nacional em 2014.

18

Para a Mipal, a Copa do Mundo é uma das principais razões que prometem alavancar o setor em 2014. As preparações para o evento trouxeram investimento na expansão da infraestrutura em diferentes cidades, assim, a demanda deve elevar no próximo ano. Outro fator importante, destacado pela empresa, é a atual situação de pleno emprego que o Brasil está vivendo, o que resulta em aumento de consumo de produtos congelados e resfriados. A previsão para 2014 é de aumento da demanda por produtividade técnica e fortalecimento da área de inovação. A Mipal está investindo em capacitação do mercado, por meio de palestras, ministradas nos últimos três anos. Cerca de mil profissionais por ano já foram capacitados na América Latina. Recentemente, a Mipal ampliou sua área fabril, mantendo o foco na inovação, que é priorizada pela empresa.

Para a Trane, 2014 pode ser um incerto para as atividades do setor de climatização, pois o calendário sofrerá alterações em função do Carnaval, Copa do Mundo e eleições presidenciais. Assim, com o número de dias úteis reduzidos no ano, a expectativa é de que o setor cresça cerca de 2,1% – número baixo para geração de empregos no país. A empresa acredita que o volume de vendas de ar-condicionado doméstico deve aumentar, enquanto a comercialização de equipamentos para pequenas e médias empresas – setor de maior atuação da Trane – não deva superar a previsão para o próximo ano. Os investimentos da empresa continuam voltados para a qualidade e a inovação dos seus produtos. Há a projeção do lançamento, já em janeiro de 2014, de uma nova linha de climatizadores, produzida nos Estados Unidos especialmente para instalação em salas laboratoriais (centros cirúrgicos, laboratórios, consultórios, por exemplo). O equipamento que deve chegar ao mercado brasileiro possui altas vendas e circulação na América Latina. A empresa aposta também no crescimento para o setor em relação à construção civil, com as reformas de up grade que muitas empresas/indústrias vão realizar até o próximo ano.

A Armacell prevê um ano de 2014 próspero para o setor de isolamento térmico. As vendas da empresa devem superar o resultado obtido este ano, principalmente em função dos novos mercados que estão se abrindo para seus produtos. Para atender a demanda crescente, a Armacell vai canalizar investimentos para sua fábrica (localizada em São Paulo), e para seu Centro de Distribuição (Região Nordeste), além de seus distribuidores e equipe. A Armacell também está atenta às oportunidades geradas pela Região Sul do Brasil. Por esse motivo, fornece seus sistemas de isolamento térmico a empreendimentos na região, como o “Snowland”, inaugurado em Gramado (RS).


Artigo Convidado

Receita e a cobrança do PIS e da Cofins O Gilson J. Rasador (*)

número excessivo e a complechamadas vendas inadimplidas da tária pertinente ao PIS e à Cofins soxidade de normas relativas base de cálculo do PIS e da Cofins. A mente se completa com a ocorrência ao PIS e à Cofins, bem assim ocorrência de faturamento, no seu de faturamento que implique no ato de a divergência de interpretação das conceito mais largo, seria suficiente auferir receita. Isto porque, nos termos autoridades encarregadas de sua aplipara quantificar a base de incidência, da Constituição, por receita deve ser encação, sempre tendentes ao aumento ou seja, o ato de “auferir receitas” não tendido o ingresso financeiro que se inda arrecadação, têm sido a causa de seria relevante para a determinação tegre ao patrimônio da pessoa jurídica demandas judiciais visando soluciodo aspecto material da obrigação. como elemento novo e positivo. nar dúvidas, especialmente sobre os Já no RE 606.107, ficou assentado Portanto, a exclusão de receita prelimites legais para determinação dos que a interpretação dos conceitos utilizasumida, que não se traduzir em receita valores dessas contribuições. dos pela Lei Máxima para outorgar comefetiva, não atenta contra o regime de Muitas dessas demandas, que petências impositivas (entre os quais se competência nem desvirtua os aspectos ultrapassam os interesses estreitos insere o conceito de “receita” constante temporal e material das respectivas hidas partes envolvidas, chegaram à do seu art. 195, I, “b”) não está sujeita, póteses de incidência. mais alta Corte do país por meio de por óbvio, à prévia edição de lei. A base de cálculo das contribuições recursos extraordinários (RE) com De acordo com esse acórdão, para aqui focadas – totalidade das receitas repercussão geral, e receberam indeterminação da base de incidência das auferidas pela pessoa jurídica – tem terpretações diversas quanto ao alcontribuições em destaque não se deve origem na legislação do IRPJ, que elege cance dos conceitos de fato gerador tomar o conceito contábil de receita, mas essa grandeza como ponto de partida e de base de incidência. sim o conceito constitucional segundo o para determinação do lucro tributável. Com efeito, em acórdão no RE qual “receita bruta é definida como o Contudo, as perdas de créditos, ou as 586.482, de novembro de 2011, o ingresso financeiro que se integra no pareceitas não realizadas, são dedutíveis Supremo Tribunal Federal (STF) detrimônio na condição de elemento novo na apuração do imposto devido. cidiu, em favor do Fisco, que o fato e positivo, sem reservas ou condições.” Assim, não se pode falar em “regerador do PIS e da Cofins “ocorre De sorte que, no primeiro julgado ceita auferida” se não existir o ingrescom o aperfeiçoamento do contraaqui referido, o STF entendeu que deterso financeiro do valor correspondente to de compra e venda, e não com o minadas receitas não auferidas (vendas aos bens e serviços vendidos (faturarecebimento do preço acordado”. De inadimplidas) não podem ser excluídas dos). Por essa razão, o aspecto mateacordo com esse julgado, o resultado da base de incidência por falta de disrial da hipótese de incidência não se da venda, segundo o regime de composição legal. No outro caso, a mesma completa apenas com o “faturamenpetência, compõe o aspecto material Corte acolheu demanda de contribuinte to”. Há um componente necessário, da hipótese de incidência das contripara decidir que o alcance do conceito que é o ato de auferir receita, ou o buições. Eventual inadimplência ou de receita, para o fim de incidência das ingresso financeiro, para que a base perdas de créditos não são relevancontribuições, está delimitado pela Lei imponível resulte integrada. tes para definição do valor tributável. Maior e não pode estar sujeito à vontaConclui-se, então, que as leis insTodavia, no RE 606.107, em que se de do legislador ordinário. tituidoras do PIS e da Cofins, ao dequestiona a incidência de contribuições Cabe notar que a Constituição finir como base de incidência o total sobre valores auferidos por exportadeixou ao legislador ordinário a opdas receitas auferidas, não impede a dores na transferência de créditos de ção para eleger base de incidência do exclusão das receitas não auferidas ICMS, o Supremo, em sessão plenária PIS e da Cofins a receita ou o fatura(das vendas inadimplidas), da base realizada em maio de 2013, decidiu em mento. No entanto, as Leis 10.637, de de incidência, posto que tal impedifavor dos contribuintes, que o conceito 2002, e 10.833, de 2003, adotaram os mento implicaria afronta ao conceide receita, sob o prisma constitucional, dois conceitos, como se fossem sinôto constitucional de receita. só pode ser entendido como o ingresso nimos, para conjugar o ato de faturar, Portanto, com base na mais refinanceiro que se integra no patrimônio que dá ensejo ao nascimento da obricente jurisprudência da Suprema na condição de elemento novo e positigação tributária (fato gerador), com Corte, os contribuintes podem revo, sem reservas ou condições. o ato de “auferir receitas”, que nos novar a discussão sobre o direito de No julgado de 2011, entendeu fornece a métrica para quantificar as excluir da base de cálculo das contria Corte que, por falta de disposição contribuições devidas. buições as vendas inadimplidas, as de lei, não se permite a exclusão das Decorre daí que a obrigação tribureceitas não auferidas. Advogado tributarista – email de contato com o autor: rasador@piazzetaeboeira.com.br

19


20


Ensino

Sebrae/RS qualifica gestão empresarial Instituição oferece incentivos para quem busca por inovação no seu negócio

E

mpreender é o ato de criar e gerenciar um negócio, assumindo riscos em busca de lucro. Conhecer as características da empresa e verificar quais habilidades precisam ser desenvolvidas ou melhoradas são atitudes essenciais para o sucesso de um negócio e que, muitas vezes, o empreendedor não consegue verificar sozinho. Pensando nisso, o Sebrae/RS disponibiliza diversas formas de auxílio a micro e pequenas empresas (MPEs) que estejam tanto na fase de formação, quanto em etapas mais avançadas. Conforme o gerente setorial de Comércio do SEBRAE/RS, Fábio Krieger, entre os recursos oferecidos, estão cursos, treinamentos, consultorias presenciais, fornecimento de informações técnicas, assistência na aproximação com os fornecedores, parceiros e clientes e nas articulações com instituições financeiras públicas e privadas. Palestras, seminários e workshops também fazem parte dos serviços prestados pelo Sebrae/RS. A instituição oferece incentivos para quem busca por inovação em sua empresa. São proporcionados dois programas nacionais: o ALI (Agentes Locais de Inovação) e o SEBRAEtec Serviços em Inovação e Tecnologia. O primeiro é um programa gratuito, customizado, voltado aos pequenos empresários dos setores da indústria, comércio e serviços, que necessitam de orientação e acompanhamento para a prática da gestão da inovação. O segundo oportuniza que as micro e pequenas empresas, de qualquer setor econômico, tenham acesso subsidiado a serviços em inovação e tecnologia. “O SEBRAEtec tem o foco na melhoria de processos e produtos e a introdução de inovações no empreendimen-

Foto: Divulgação/ASBRAV

Sistema disponibiliza 700 pontos de atendimento em 27 estados

to”, comenta Krieger. Para as MPEs que procuram aprimorar serviços e produtos, o Sebrae/ RS oferece oportunidades em assuntos como gestão, acesso a mercados, legislação e tributos. O projeto Negócio a Negócio, por exemplo, já acolheu mais de 86 mil empresas por meio do atendimento especializado do Sistema. Neste projeto, estão previstas a realização de um diagnóstico empresarial, a implantação de um plano de ação, que propõe soluções para a melhoria da empresa, e uma visita de acompanhamento das ações sugeridas. Para quem deseja expandir sua empresa e aprimorá-la nas questões básicas de gestão de finanças, recursos humanos e marketing, há ainda o programa Sebrae Mais. Combinando teoria e prática, esse programa apresenta um passo a passo para impulsionar o

negócio, com base em conhecimento de mercado, inovação e tomada de decisões assertivas. O programa reúne seis cursos: Estratégias Empresariais, Empretec, Gestão da Inovação, Gestão Financeira, Internacionalização e Encontros Empresariais. O gerente setorial de Comércio do SEBRAE/RS comenta que essa opção coloca à disposição dos empresários o acompanhamento personalizado, feito por um consultor do SEBRAE por tempo determinado. Os interessados em conhecer outras soluções oferecidas e se beneficiar com os serviços do Sebrae devem procurar por atendimento nas unidades físicas, ou então, gratuitamente, pelo telefone 0800 570-0800. O Sebrae está presente nas 27 unidades federativas do Brasil, com quase 700 pontos de atendimento.

21


Obra Destaque

Rede Hippo investe em loja sustentável Unidade em Palhoça (SC) tem conceito sustentável Fotos: Divulgação/ASBRAV

Prédio sustentável do supermercado Hippo reduz em pelo menos 40% o consumo de energia

O

22

bairro planejado Cidade PeA Protérmica Climatização Ltda. foi dra Branca, localizado no responsável pela climatização do esmunicípio de Palhoça, em paço, que conta com 50 toneladas de Santa Catarina, passou a contar refrigeração (TR) e um sistema de exneste ano com um moderno superpansão direta, com condicionadores mercado da rede Hippo, uma loja centrais, que totalizam 600 mil BTU/h gourmet de arquitetura inovadora, em equipamentos da Hitachi, do tipo instalada em uma área superior a “Splitão Modular”, modelo RVT+RTC dois mil metros quadrados. O propara as unidades evaporadoras e RAP jeto, que agrega características lúdipara as unidades condensadoras. cas e naturais em um conceito sustentável, foi realizado pelos irmãos Ricardo e Umberto Bragaglia, do escritório Bragaglia Arquitetura, com sede em Florianópolis e Chapecó. A proposta diversificada teve como princípio gerar impressões visuais aos usuários e visitantes, a partir da sua configuração espacial. Sua fachada faz uma analogia à árvores brotando do chão, como espelho dos elementos Expositores: menor consumo de energia naturais da praça que está localizada em frente ao empreendimento, com “Esse é um sistema ecologicamena transparência e a integração do inte correto, que emprega gás refrigeterior com o exterior do ambiente. rante não agressor ao meio ambiente

(R410-A)”, argumenta o gerente de projetos da Protérmica, Miguel Pietroski. Quanto à distribuição do ar, a opção se deu por dutos aparentes do tipo “REFRIN Girotubo” e difusores de jato de longo alcance “TROX Jet Nozzle”. Com refrigeração de produtos fornecida pela Guidi, representante comercial da Eletrofrio em Santa Catarina, o Hippo Pedra Branca possui alguns diferenciais quando comparado com outros supermercados. Expositores com portas, como a ilha de congelados e o expositor de bebidas, reduzem o consumo de energia em até 30% na parte de congelados e de 65% na parte de resfriados. A casa de máquinas, composta por três compressores de resfriados e três compressores de congelados, fica localizada em uma única base carenada, o que otimiza espaço e facilita sua montagem. Na obra foram incorporados critérios de baixo consumo energético, como iluminação natural, orientação solar adequada, reuso de água das chuvas e seleção de um sistema de ciclo de irrigação fechado para parede verde e gás Glicol, não nocivo à camada de ozônionos sistemas de refrigeração. “Utilizamos elementos que propiciam conforto térmico, como telhas metálicas de cor branca, para melhor reflexão solar. Essas telhas foram sobrepostas e entre elas foi colocada uma camada de isolamento térmico”, explica Bragaglia. Para reduzir a incidência direta do sol no horário da manhã e difundir melhor a luminosidade para o ambiente foi utilizado um brise de proteção solar e persianas de rolo automatizadas de cor branca. Construído na localização mais nobre do bairro, conhecida como Passeio Pedra Branca, foi projetada uma cobertura externa em forma de asa-delta para loja, melhorando a captação pluvial.


Ensino

Certificação ASHRAE com inscrições até fevereiro P rofissionais do setor da HVACR têm uma nova oportunidade de realizar os exames de certificação da ASHRAE. A prova será aplicada no dia 26 de março a partir das 14 horas, na Escola Politécnica da USP, em São Paulo. As inscrições devem ser feitas até 7 de fevereiro através do site www.ashrae. org/education--certification/certification/brazil-exams. Após selecionar o programa de interesse, o candidato deverá completar um formulário que passará por um processo de avaliação da ASHRE para aprovação da inscrição. O Manual de Instruções de cada programa está disponível para download no site, onde constam informações

relacionadas ao exame, como, por exemplo, requisitos de elegibilidade. A prova é composta por 115 itens de múltipla escolha. Os candidatos poderão realizá-la no período de 2h30, com exceção dos inscritos no programa HFDP, que terão que concluí-la em 2 horas. Profissionais inscritos no exame CPMP terão a oportunidade de realizar um exame simulado prévio através da internet. O presidente da ASHRAE Brasil Mario Alexandre Ferreira ressalta a importância do exame de certificação no currículo profissional. “O certificado proporciona ao candidato um reconhecimento na área. As oportunidades ampliam-se, o exame oferece um diferencial ao profissional”, diz.

A ASHRAE oferece seis programas de certificação profissional: de Projeto de Instalações Médico Assistenciais (HFDP), de Projeto de Edifícios de Alto Desempenho (HBDP), de Gerenciamento de Operação e Desempenho (OPMP), de Gerenciamento do Processo de Comissionamento (CPMP), de Simulação de Energia de Edifícios (BEMP) e de Avaliação da Energia de Edifícios (BEAP). A ASBRAV disponibiliza recursos para os candidatos, que deve ter conhecimento das Normas e Publicações da ASHRAE. Para membros da ASHRAE, o exame tem custo de US$ 295, e para não membros, US$ 415. A renovação do certificado deve ser feita a cada três anos.

23


Sistemas de isolamento térmico para baixas temperaturas Antonio Borsatti (*)

A

24

sustentabilidade é um conceito que se torna mais importante a cada dia e passou a influenciar diretamente as estratégias de corporações e governos. Esse conceito surgiu na década de 1980 e, de forma simplificada, significa atender às necessidades das gerações atuais sem comprometer a capacidade das gerações futuras atenderem suas necessidades. E o que no princípio se apresentava sob a forma de dificuldades e tendências de incremento dos custos para as corporações levou ao desenvolvimento de novas tecnologias e tem se mostrado uma forma eficaz de aperfeiçoar a utilização dos recursos, além de, na maioria das vezes, reduzir os custos na implantação e na operação de empreendimentos. A energia está entre os recursos mais importantes para o modelo atual de desenvolvimento da sociedade humana. No Brasil, o acesso cada vez maior da população a tecnologias que consomem energia, como o ar-condicionado, entre outras, cria uma expectativa de grande aumento no consumo de energia nos próximos anos. Em 1995, o PROCEL estimava que 42% da energia elétrica produzida no país era consumida na operação, na manutenção e para proporcionar conforto aos ocupantes das edificações. Em 2009, o Ministério das Minas e Energia (MME) estimava um aumento de 87% no consumo de energia até 2030. Dentro do conceito de sustentabilidade, devemos nos preocupar apenas com o aumento da geração de energia para suprir o aumento do consumo ou também é necessário aproveitar melhor a energia que é gerada? A necessidade de edificações mais eficientes do ponto de vista energético é uma realidade crescente e que pode ser observada pela procura cada vez maior de certificações de eficiência energética e sustentabilidade como o selo PROCEL, o LEED, a AQUA, entre outras. Em edificações comerciais e públicas, o sistema de ar-condicionado pode ser responsável por aproximadamente 50% da energia consumida. Os projetos e os equipamentos dos sistemas de ar-condicionado, bem como os de refrigeração, evoluem a cada ano contribuindo para o aumento da eficiência energética. Dentro desse cenário, um componente que tem importância fundamental é o isolamento térmico, independentemente do conceito do projeto e da tecnologia dos equipamentos empregados. Dentro do ciclo de vida de uma instalação, sabe-se que os custos de operação e manutenção são muito maiores do que os custos de implantação e é possível dizer que uma quantidade considerável de energia é desperdiçada

todos os dias devido a sistemas de isolamento térmico ineficientes ou degradados. A seguir, serão abordados vários aspectos que devem ser considerados no dimensionamento e na instalação do sistema de isolamento térmico para a obtenção do melhor resultado para as instalações que operam a baixas temperaturas. CONCEITOS BÁSICOS SOBRE OS ISOLANTES TÉRMICOS Os isolantes térmicos são materiais ou combinações de materiais com a função de reduzir as trocas de calor. No que diz respeito à transmissão de calor por condução, o melhor isolante seria o vácuo, pois não havendo matéria não haveria a condução. Porém, sistemas de isolamento com a criação de vácuo não são práticos. Uma solução mais viável é aproveitar o ar atmosférico ou gases disponíveis em grandes quantidades, como o nitrogênio, e restringir a movimentação do ar, para que não haja a condução de calor por convecção. Entre as várias formas de restringir esse movimento, as tecnologias mais modernas e eficientes consistem em confiná-lo em pequenas células. Aí se apresenta o grupo dos isolantes térmicos celulares, largamente utilizados no isolamento de tubulações, dutos e equipamentos em sistemas de ar-condicionado e refrigeração. Para o isolamento térmico em sistemas que operam principalmente a baixas temperaturas, outra característica tão importante quanto a condutividade térmica é a resistência dos materiais à umidade. Isso porque a umidade geralmente penetra no isolamento térmico na forma de vapor de água e, devido à baixa temperatura, condensa-se no interior do material, encharcando-o a partir do seu interior. Uma forma interessante de verificar essa característica é a resistência à difusão de vapor de água, ou fator µ, que, por ser obtida através da razão entre dois valores de permeabilidade com unidades de medida iguais, torna-se um número adimensional, facilitando a sua comparação.

O encharcamento do sistema de isolamento térmico leva à proliferação de micro-organismos, à acentuação da


corrosão sob o isolamento (CUI) e à elevação da condutividade térmica dos materiais – o que provoca o aumento das perdas energéticas e a redução da temperatura superficial externa do isolamento, elevando as chances de condensação sobre ele.

Essa questão é tão importante que a NBR 16.401 (Instalações de ar-condicionado – Sistemas centrais e unitários) determina que matérias com resistência à difusão de vapor de água menor do que 2.500 devem ser protegidas com barreiras de vapor. Essas barreiras são camadas de material impermeabilizante que, além de gerar detritos e sujeira na obra, estão sujeitas a falhas por onde entrará a umidade. Por esse motivo, é tão comum encontrar sistemas de isolamento térmico encharcados nas instalações em operação há mais de um ano. Uma alternativa eficiente para a solução desse problema é utilizar materiais com resistência à difusão de vapor de água elevada. Esses materiais, além de não necessitarem de barreiras de vapor, têm a proteção em toda a sua estrutura e, quando ocorre uma falha, como uma perfuração, a umidade não se espalha por todo o material.

mentos isolados. Este último é o fator mais importante para o controle da condensação. Um mesmo tipo de equipamento que opera a uma determinada temperatura precisará de maiores espessuras caso seja instalado em locais com maiores índices de umidade do ar ou caso fique em operação no período da noite e madrugada, quando a umidade do ar é maior do que no período do dia. De forma geral, para o cálculo da espessura do isolamento térmico para controle da condensação, deve ser considerado o período de maior umidade e a temperatura associada a esse período. Assim, através de cálculos com as fórmulas da termodinâmica, será obtida a espessura que garanta a temperatura externa sempre acima do ponto de orvalho. Embora as normas ofereçam dados que podem ser utilizados para o cálculo do isolamento térmico em algumas cidades, o ideal é fazer um estudo da climatologia do local da instalação, considerando, inclusive, a questão dos microclimas, que podem ocorrer até mesmo dentro de uma determinada edificação. Um caso que exemplifica bem os microclimas é o das garagens subterrâneas, onde os carros geram calor, proveniente dos motores, e vapor de água, proveniente da combustão do álcool presente no combustível, criando uma condição de temperatura e umidade elevadas, crítica para o controle da condensação. Em tais casos, pode ser necessário promover a ventilação forçada ou outras ações para tratar a psicrometria do ambiente, tornando possível o controle da condensação.

DIMENSIONAMENTO O dimensionamento dos isolantes térmicos para altas temperaturas pode ser feito buscando-se a espessura econômica, ou seja, aquela cujos custos de instalação e operação no decorrer de sua vida útil somam o menor valor. O isolamento térmico para baixas temperaturas não pode seguir o mesmo método devido ao problema da condensação superficial, sempre presente nesses sistemas. A condensação superficial ocorre quando o vapor de água presente no ar entra em contato com uma superfície abaixo da temperatura de ponto de orvalho e passa para o estado líquido. Essa umidade proveniente da condensação superficial pode causar sérios danos à infraestrutura do empreendimento, levando à necessidade de reformas e da substituição precoce do isolamento térmico. Em relação a esse aspecto, deve ser lembrado que o valor estimado do isolamento térmico corresponde, em média, de 1 a 3% do valor de uma instalação de refrigeração ou ar-condicionado. Porém, os custos envolvidos na solução de problemas de condensação podem somar um valor bem maior. O controle da condensação é obtido com a utilização de espessuras de isolamento que garantam a temperatura superficial do sistema acima da temperatura de ponto de orvalho. Para isso, são necessárias várias considerações. Entre elas: as características dos materiais empregados; as características do equipamento ou sistema a ser isolado; e a psicrometria do ambiente onde estarão os ele-

As transmissões de calor por convecção e radiação alteram o coeficiente superficial de transmissão e, consequentemente, a temperatura externa do isolamento térmico. Logo, devem ser consideradas no cálculo de espessura e no projeto. Restrições à circulação do ar em torno do isolamento térmico devem ser evitadas. E deve ser considerado no cálculo da espessura o uso de materiais metálicos para o revestimento do isolamento térmico, que altera sua emissividade. Outro aspecto importante a ser considerado no dimensionamento é a crescente busca dos empreendimentos por certificações relacionadas à sustentabilidade, como a LEED, do Green Building. No caso específico dessa certificação, é exigido que a instalação atenda à norma ASHRAE 90.1, que determina espessuras mínimas de isolamento para tubulações e dutos do sistema de HVAC, porém a norma deixa claro que espessuras maiores poderão ser necessárias para o controle de condensação. Nessas instalações a baixas temperaturas, mesmo com o controle da condensação superficial sendo feito através da espessura do isolamento térmico, podem existir pontes térmicas nos pontos críticos, como as sustentações e

25


as válvulas, entre outros. Nesses pontos, devido à baixa temperatura superficial, a condensação pode ocorrer constantemente. E, em função da umidade proveniente dessa condensação, a proliferação de micro-organismos pode se tornar um problema crítico, causando a degradação precoce do isolamento térmico e o risco de contaminação, principalmente em instalações em áreas hospitalares e em indústrias alimentícias e farmacêuticas. Atualmente há fabricantes que oferecem soluções completas e modernas para o mercado de isolamento, compreendendo as partes críticas (como os suportes para sustentação) e materiais não fibrosos e com proteção antimicrobiana ativa, que combatem a proliferação dos micro-organismos, sendo indicados para aplicação em áreas onde a saúde e o bem-estar são aspectos críticos. É evidente que a limitação de perdas energéticas também deve ser considerada no cálculo da espessura do isolamento térmico, porém, na grande maioria das vezes, a espessura obtida para o controle de condensação será maior do que a necessária para limitar as perdas energéticas. INSTALAÇÃO A instalação é a parte final do processo de isolamento térmico que irá garantir o bom funcionamento da solução adotada ou que, por outro lado, pode pôr a perder as qualidades e o dimensionamento dos materiais esco-

26

lhidos. A boa instalação de um sistema de isolamento térmico deve objetivar: Eliminar as pontes térmicas; Garantir sempre a espessura mínima calculada em projeto; Garantir a estanqueidade, ou impermeabilidade, do isolamento; Utilizar produtos compatíveis; Seguir as orientações do fabricante dos materiais. Mesmo nos materiais mais modernos, como os elastômeros de células fechadas, uma instalação mal feita pode causar uma série de problemas que poderão reduzir a vida útil do sistema de isolamento. Por isso é importante a contratação de mão de obra especializada, preferencialmente treinada pelo fabricante, o que resultará em maior segurança e durabilidade para a instalação. Um próximo artigo técnico tratará de detalhes sobre o dimensionamento e a instalação do isolamento térmico. (*) Email para contato com o autor: antonio.borsatti@armacell.com


Eventos

“Noite do Clima”reflete bons resultados no ano Fotos: Cirineu Brauner/ASBRAV

Confraternização entre empresários do setor presentes na festa comemorou bons resultados de 2013

A

celebração dos bons resultados do ano para o setor foi em grande estilo e sofisticação. Assim foi a “Noite do Clima”, evento para integração e confraternização de final do ano, promovido pela Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação. O jantar-baile foi realizado no dia 29 de novembro, na casa Lunar Gastronomia, em Porto Alegre. Muito mais que uma confraternização, a noite foi uma forma de agradecimento aos colaboradores pelo trabalho realizado durante todo o ano, o que proporcionou resultados positivos para as atividades da entidade. Para o presidente da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA), Wadi Neaime, o ano de 2013 foi melhor que o ano anterior. “Tivemos o reflexo do investimento em infraestrutura, em função dos jogos Olímpicos e jogos da Copa do Mundo. Houve muito recurso destinado para essas obras, e o nosso setor cresceu mais do que a média do PIB brasileiro”, destacou. “É gratificante ser convidado

para uma festa como essa. Desta forma, promovendo a integração e valorizando seus colaboradores, a ABRAVA e a ASBRAV crescem cada vez mais no mercado, de maneira qualitativa e quantitativa”, disse o presidente da ABRAVA. Em seu discurso, pronunciado antes do jantar no evento, o presi- Presidente da ASBRAV e diretoras destacaram a importância dos colaboradores dente da ASBRAV acreditamos que deve melhorar em Luiz Afonso Dias enfatizou a impor2014”, destacou. tância dos colaboradores para o bom Após muita conversa com os resultado no ano de 2013, seja nas companheiros de mesa, e de desempresas ou na própria entidade. frutar do jantar, os convidados puAlém da preparação para a Copa do deram apreciar o show surpresa da Mundo de 2014, o desempenho inBanda Cavalo Marinho – que cantou dividual de cada um dos funcionários e tocou os grandes sucessos do esda equipe foi fundamental para o autilo brega chic brasileiro, com melomento das vendas de equipamentos climatizadores. dias adaptadas para o rock and roll, “O ano foi ótimo para o setor, e além da banda “Os Daltons”.

27


Eventos Palestra “Venda e Encante Clientes” Encantar os clientes é a chave para o sucesso profissional. Pensando nisso, a ASBRAV promoveu a palestra “Venda e Encante Clientes”. O evento, realizado no dia 15 de outubro de 2013, na sede da associação, em Porto Alegre, teve como foco principal o desenvolvimento do conhecimento de vendas dos profissionais do setor de refrigeração e climatização. A palestra serviu para auxiliar os profissionais da área no desenvolvimento da

atividade comercial, no aumento dos resultados financeiros e fortalecimento da marca. Teve como destaque a orientação para que os colaboradores do setor tenham não apenas uma formação qualificada e os recursos necessários para atuar no mercado, já que os mesmos não são garantia de sucesso. É preciso estratégia. Saber encantar. O evento contou com a participação da diretora de Gestão Empresarial e

Nota de falecimento Faleceu, em 03 de dezembro, o engenheiro mecânico e um dos incentivadores da ASBRAV em Santa Catarina, Carlos Alfredo Clezar. Professor aposentado no departamento de engenharia mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina, seu trabalho acadêmico e profissional era pautado na melhoria da qualidade do ar nos ambientes. Clezar era um dos autores do livro “Ventilação Industrial”, onde constam as possibilidades globais e localizadas de

ventilação e equipamentos que podem ser utilizados na purificação do ar nos ambientes das fábricas. Na obra, Clezar escreve que a preocupação com a ventilação no interior das indústrias começara na década de 80, com os programas de qualidade total e legislação sobre o assunto. Para seus ex-alunos, o professor não se preocupava apenas em repassar a técnica, mas também com a formação como cidadão. Carlos Clezar foi cremado na cidade de Balneário Camburiú.

Inovação da ASBRAV, Madeleine Schein, que explicou o atual cenário empresarial, o novo papel do profissional da área de vendas, além de apresentar as oito estratégias para vender e encantar clientes.

Curso para Modelo Split A ASBRAV promoveu o curso de instalação de ar-condicionados do modelo Split, entre os dias 4 de novembro e 17 de Dezembro. Os candidatos passaram por processo seletivo, além de comprovar escolaridade (nível ensino médio) completa, ou experiência comprovada na área de instalação de equipamentos refrigeradores e/ou climatizadores. Os aprovados participaram de um cronograma de aulas com carga horária total de 60 horas.

CONSULTORIA EM COMUNICAÇÃO RUA VICENTE DA FONTOURA , 2199/302 - PORTO ALEGRE FONE: 3330.6636/91158656

facebook.com/uffizicomunicacao

28

twitter.com/uffizicomunicacao


Eventos Exaustão da fumaça tóxica em locais de incêndio Um dos fatores mais importantes a serem analisados, em situações de incêndio, é o funcionamento da exaustão da fumaça tóxica no local. Preocupados com essa questão, o Chapter Brasil da ASHRAE (American Society of Heating, Refrigerating and Air Conditioning Engineers), em parceria com a

ASBRAV, promoveu a palestra “Tecnologias para Sistemas de Exaustão de Fumaça” na sede da organização. O evento, realizado no dia 09 de dezembro, contou com a participação do engenheiro especialista em CFD (Computational Fluid Dynamics) da empresa europeia Flakt Woods, James Allen.

Faculdade do Paraná oferece pós em Engenharia da Climatização A partir de 2014, uma novidade promete movimentar o setor de refrigeração e climatização. Será possível formar profissionais interessados em se especializar na área, através da Faculdade Profissional (Fapro). A instituição de ensino tecnológico especializada no setor, inaugurada no final de 2013, em parceria com a ASBRAV, irá oferecer o Curso Superior de Tecnologia em Eletrotécnica, e a Pós-Graduação em Engenharia da Climatização.

A formação contará com seis módulos que abordam desde o básico de eletricidade e administração, até o desenvolvimento de projetos de climatização e gestão ambiental. A graduação dura 15 meses (um ano e meio). A Pós-Graduação em Engenharia da Climatização possui 12 disciplinas no currículo, além da elaboração de um projeto integrador, e também é realizada em menos de dois anos.

Os interessados em participar do processo seletivo, composto por uma prova de redação, devem agendar a aplicação entre os dias 13 e 30 de janeiro de 2014, junto à entidade. As aulas do tecnólogo iniciam em 10 de fevereiro, e as da Graduação em 14 de março. Para mais informações sobre o ingresso nos cursos e valores, os candidatos devem entrar em contato pelo telefone (41) 3332-7025, ou pelo e-mail adm.etpescola@gmail.com.

29


Associados ASBRAV ACEL-AR CONDICIONADO ACHSE CONSULTORIA E PROJETOS ACJ ENERGIA E CLIMATIZAÇÃO ACMASUL SISTEMAS ACÚSTIKA SUL ENGENHARIA ADEMIR SILVA AERODUTO AR CONDICIONADO AGRAZ REFRIGERAÇÃO AGST CONTROLES E AUTOMAÇÃO AIR CLEAN AIR CONSULT AIRCOOL AIR SHOP AIRSTUDIO ENGENHARIA AIRSIDE ALBERT ENG. DE INSTALAÇÕES ALCIDES CAMINHA LEITE ALEX SANDRO DOS SANTOS FLECK ALEXANDRE TOCCHETTO AMBIENTALIS ANÁLISE DE AMBIENTES AMILLPASSOS ANDERSON RODRIGUES ANDRÉ OLIVEIRA MACHADO ANNEMOS HIDRAÚLICA ARCONET ARMACELL BRASIL ARMANT AR CONDICIONADO LTDA ARMAX AR CONDICIONADO ARNOLDO CARLOS G. BESKOW ARSA CONSULTORIA ARSELF AR CONDICIONADO ARTECH CLIMATIZAÇÃO ARTETEC ARQ. E ENGENHARIA BERLINERLUFT DO BRASIL BLUMETAL DIST. E SERV. TÉCNICOS BRUNA PEZZI FACHINELLIBSA BSTEC - MMR IND. E COM. DE MÁQ. CAMARGO AR CONDICIONADO CARLA CRISTIANE DAL-RI CARLOS ANDRÉ SENNA TRINDADE CARLOS ERNESTO OSTERKAMP CAROLINE BRIESE MARTINS ROCHA CENNTRAL-SUL AR CONDICIONADO CERT ENGENHARIA E TECNOLOGIA CLEMAR ENGENHARIA CLIM MASTER CLIMA DA ILHA CLIMA ENGENHARIA CLIMA SHOP CLIMATIZA COLDAR COLDBRAS CONCEITO TÉCNICO CONFORTARE AR CONDICIONADO CONSTARCO CORREA MANUTENÇÃO CUBO VERDE ARQUITETURA CURTIS CONSULTORIA

DAIKIN MCQUAY DAMIANI SOLUÇÕES DE ENG. DARLAN BARRETO DEIVI TEIXEIRA HOMEM DELEON DOS REIS VITH DELTA FRIO ECCOSSYSTEMS ECO CLIMA CLIMATIZAÇÃO EDUARDO AZEREDO DA LUZ EGON WERNER BECKER EJR ENGENHARIA ELETRO AR SUL ENCLIMAR ENGE REPRESENTAÇÕES TÉCNICAS ENGEMESTRA ENGENHAR CLIMATIZAÇÃO ENGETÉRMICA AR CONDICIONADO EPEX IND COM DE PLÁSTICOS ERISTON DA SILVA MACHADO ESCOLA TÉCNICA PROFISSIONAL ESICC ELET. INDUSTRIAL LTDA EUROCABLE BRASIL IMP & EXP EVERALDO VERCELINO COELHO FÁTIMA ROSALI SILVEIRA ALFONSIN FELIPE PRAETZEL ANDRIGHETTI FLÁVIO RIBEIRO TEIXEIRA FRANCIELLE DALL AGNOL FRIGELAR COM. E DISTRIBUIÇÃO FRIZA COMÉRCIO FULL GAUGE ELETROCONTROLES GILBERTO BAVARESCO GLOBUS SISTEMAS ELETRÔNICOS GM AR CONDICIONADO GOOD SERV DE CLIMATIZAÇÃO GRUPO VG - TELEINFORMÁTICA SUL HEATEX BRASIL HEC ENGENHARIA HITACHI IGOR DIAS BARBOSA IMERSON MATTE REZER INSTATEC INDÚSTRIA METALÚRGICA ISOTERM INSTALAÇÕES JACQUELINE BIANCN COPETTI JOANA GIUGLIANI JOÃO CARLOS BIDEGAIN SCHMITT JOAPE JOHNSON CONTROLS JOSÉ HAROLDO SALENGUE JOSÉ PAULO MAZOCOLO JOSÉ RADZIUK JULIANA DAMASIO WASCHEVICZ JULIANA M. DA ROCHA DORNELLES JÚLIO CÉSAR SILVA DA SILVA KAREN ANDRIOLO BASSO

NOVOS ASSOCIADOS ASBRAV

30

3B AQUECEDORES ARMANT AR CONDICIONADO LTDA CLAUDIOMIR ANTONIO GWODZ CLIM MASTER DARLAN BARRETO

DELEON DOS REIS VITH IMARCON PRESTADORA DE SERVIÇOS LTDA IMERSON MATTE REZER JULIANO NOETZOLD JULIO ZIMMERMANN

Dados atualizados Novembro-Dezembro 2013

KLEBER REPRESENTAÇÕES KLIFT SERVIÇOS DE CLIMATIZAÇÃO KLIMASUL KOMECO LCPETRY LEANDRO SILVEIRA ALMEIDA LEANKEEP LETÍCIA LEYRAUD KNECHT LG LUCAS DA VEIGA LUCIANA D. FERREIRA TERMIGNONI LUCIANA FONINI LUCIANO LOPES SIMÕES LUCIANO SILVA CORDEIRO LUZITANA AR CONDICIONADO M CESA COMÉRCIO E SERVIÇOS M GOMES REPRESENTAÇÕES MAGNUS RECUP. DE COMPRESSORES MAILSON DE SOUZA PINTO MARCELO FOSCHIEIRA CHRISTINI MARCELO MACIEL DE SANTA HELENA MASTER SPLIT MAURO ULLMANN CLIM. REFRIG. MEDEIROS ENG. DE CLIMATIZAÇÃO MERCATO AUTOMAÇÃO MICHEL MACHADO SEVERO MIGUEL MARTINS GRIVA MONOFRIO-HBSR REFR. DE LÍQUIDOS MONTERMICA MP AUTOMAÇÃO MRI ENGENHARIA LTDA MULTITÉCNICA ENGENHARIA NOVUS PRODUTOS ELETRÔNICOS OCTO REFRIGERACAO & ELETRICA OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS PAULA DA SILVA PEREIRA PAULA F. WERLANG GRANZOTTO PAULO DE TARSO F. DA SILVA PAULO OTTO BEYER PAULO RENATO DOS REIS PAULO RENATO PEREZ DOS SANTOS PAULO VELLINHO (SÓCIO HONOR.) PEDRO PAULO RITTER FILHO PERTILE AR CONDICIONADO PLANIDUTO AR CONDICIONADO PRODEPRED AUTOMAÇÃO LTDA PROJELMEC VENT. INDUSTRIAL PROJETOS AVANÇADOS ENG. PROTÉRMICA CLIMATIZAÇÃO QUAD CLIMA QUENTE & FRIO CLIMATIZAÇÃO QUIMITEC QUÍMICA INDUSTRIAL REARSUL AR CONDICIONADO RECOM-RECUPERADORA REFRIGERAÇÃO CAPITAL

REFRIGERAÇÃO DE CONTO REFRIGERAÇÃO DUFRIO REFRIGERAÇÃO MANCHESTER REFRIGERAÇÃO PEZZOL REFRIGERAÇÃO TUDO FRIO REFRIMAK PEÇAS E SERVIÇOS RIGOTTI CLIMATIZADORES RIMA ENGENHARIA RODRIGO VIEIRA BAIALARDY ROGER MERG SARAIVA RONI DE LIMA SANTOS SÃO CARLOS AR CONDICIONADO SCHEIN GESTÃO EMPRESARIAL SERRAFF SF ENGENHARIA E CONSULTORIA SISTAVAC SISTEMAS HVAC-R SÓ FRIO SOCLAM AR CONDICIONADO SÔNIA BEATRIZ SUGUIMATI SPLIT DO VALE SPLIT PETRY COMPANY SPM ENGENHARIA SPRINGER CARRIER SR REFRIGERAÇÃO E MANUTENÇÃO SR SERVIÇOS DE CLIMATIZAÇÃO SULCESAR REPRESENTAÇÕES SUL CLIMA ENGENHARIA SUPERMERCADOS GUANABARA TEC AR COMÉRCIO TECFRIO TECNOENGE AR CONDICIONADO TECNOLÓGICA CONFORTO AMB. TECNOSOL APARELHOS TÉRMICOS TELCO EQUIP. REFRIGERAÇÃO TERMOPROL TESTONI/GTA DO SUL THIAGO DOS SANTOS FERREIRA TIAGO JOSÉ BULLA TIMÓTEO FERNANDES DE SOUZA TOSI INDÚSTRIA E COMÉRCIO TOTALINE TRANE DO BRASIL UDO ADOLF URANUS AR CONDICIONADO VALAYR WOSIACK (SÓCIO HONOR.) VENTILADORES ELEFANT VIDALAR VITALI VITOR REFRIGERAÇÃO VITOR WAWRICK VOLTYS SOL. EM CLIMATIZAÇÃO VRF ENGENHARIA WAGNER FINGER HORBER YBEMAC AR CONDICIONADO LTDA

GUIA DE FORNECEDORES Divulgação gratuita para associados, preencha seu cadastro no site

www.asbrav.org.br


deseMPenHO aLéM dOs LIMITes

Trajetória variável no trocador de calor Enquanto em sistemas VRF convencionais a trajetória do trocador de calor é fixa para qualquer modo de operação e temperatura, no Multi V IV a eficiência energética é melhorada com a tecnologia de variação da trajetória do refrigerante, que é definida de acordo com a temperatura e o modo de operação.

Controle ativo do refrigerante Enquanto em sistemas VRF convencionais a quantidade de refrigerante é a mesma independente do modo de operação, no Multi V IV a quantidade de refrigerante é controlada ativamente para cada modo de operação, aumentando a eficiência energética.

POR que LG MuLTI V IV suPeRa TOdOs Os PadRões?

HIPOR no compressor Enquanto os sistemas VRF convencionais geram perda de eficiência ao coletar óleo e refrigerante simultaneamente através do tubo de sucção do compressor, no Multi V IV a eficiência é aumentada com a ajuda do sistema HIPOR, patenteado pela LG, que permite o retorno do óleo da descarga diretamente para o compressor.

Controle inteligente do nível de óleo Nos sistemas VRF convencionais, perde-se eficiência pela não verificação do nível de óleo. No Multi V IV, há um monitoramento constante, evitando a recuperação desnecessária de óleo do sistema.

• Excelente eficiência energética (COP de 4,3 até 5,2) • Unidades 100% Inverter • Sistemas de até 88HP com módulos de até 22HP • Pequena área de piso e baixo nível de ruído • Acesso remoto (usuário e manutenção) via smartphone • Maiores distâncias e desníveis (evap/cond: 110m; evap/evap: 40m) Gerente de Contas Região Sul Marcela Marzullo: 51 3206-0210 Gerente Comercial Raimundo Ribeiro: 11 2162-5454 | 11 2162-5400

31


32

Revista ASBRAV N°7  

Publicação de novembro/dezembro de 2013

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you