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Revista bimestral da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar condicionado, Aquecimento e Ventilação – Março/Abril 2013

MaTÉrIa DE CaPa

Menos fumaça, mais segurança

nº 3


ediTorial

eXPedienTe SeDe rS Rua Arabutan, 324 Navegantes, Porto Alegre/RS CEP 90240 – 470 fone/fax (51) 3342–2964 3342–9467/ 9151–4103 email: asbrav@asbrav.org.br Site: www.asbrav.org.br eSCriTÓriO reGiONAl De SANTA CATAriNA email: asbravsc@asbrav.org.br eSCriTÓriO reGiONAl DO pArANÁ email: asbravpr@asbrav.org.br DireTOriA eXeCUTiVA presidente: Luiz Afonso Dias 1˚ Vice-Presidente: Hani Lori Kleber 2˚ Vice-Presidente: João Henrique Schmidt dos Santos 3˚ Vice-Presidente: Mário Alexandre M. Ferreira Secretária: Claudete Weiss Tesoureiro: Rodrigo da Silva Miranda Diretor Adm. Financeiro: Hani Lori Kleber Dir. de Com. e Marketing: Cesar De Santi Diretor de ensino e Treinamento: Paulo Otto Beyer Diretor da Qualidade: Luiz Alberto Hansen Diretor de Gestão empresarial: Madeleine Schein Diretor de Relações Institucionais: Eduardo Hugo Müller Diretor Técnico: Ricardo Vaz Diretor de patrimônio: Adão Webber Lumertz Diretora Social: Marcela Marzullo Schneider Diretor de Integração Regional: Carlos Lima Diretor Grupo Setorial Refrigeração: Telmo Antonio de Brito Diretor Grupo Setorial Ar-Condicionado: Carlos Rodrigues Diretor Escritório Regional de Santa Catarina: Arivan Sampaio Zanluca Diretor Associativo Escritório Regional de Santa Catarina: Daniel Trompowsky Avila Dir. Escritório Regional do Paraná: Alexandre Fernandes Santos Diretor de Representação Local São Paulo: Luiz Carlos Petry CONSelHO DeliBerATiVO presidente: Gilmar Luiz Pacheco Roth Conselheiros Titulares: Márcio José Pereira Hoffchneider, Marcos Kologeski, Maricilvio Caetano Stedile, Ricardo Albert, Rodolfo Rogerio Testoni, Rodrigo Veloso da Costa Teixeira, Saulo Fraga dos Reis, Vanderson Aloise Scheibler Conselheiros Suplentes: André Helfensteller, Flávio Ribeiro Teixeira e Maurício Barbosa de Carvalho COMiTÊ SeTOriAl ASBrAV NO pGQp presidente: Luiz Alberto Hansen Coordenação de Capacitação: Roberta Vieira Coordenação de Avaliação: André Helfensteller Coordenação Geral: Bruna Lazzarotto Coordenação de Marketing: Caroline Pires Secretária Executiva: Caroline Pires Conselho Editorial Revista ASBRAV Anderson Rodrigues, Caroline Briese, Cesar De Santi, Gilmar Roth, Guilherme Chiarelli Gonçalves, João Carlos Antoniolli, João Henrique Schmidt dos Santos, Luiz Carlos Petry, Luiz Fernando Ruschel, Mário Alexandre Ferreira, Paulo Otto Beyer, Ricardo Vaz e Wolney Prado

Uffizi Consultoria em Comunicação

Foco em resultados isando redefinir e agilizar resultados nesta segunda gestão, a diretoria e o conselho deliberativo abraçaram um novo sistema de administrar os projetos que tramitam na ASBRAV: cada pasta diretora foi transformada em uma espécie de unidade de negócios, na qual o diretor forma seu time de trabalho convidando associados, outros diretores e/ou conselheiros. Foi estabelecida uma agenda de reuniões até o final do ano, tudo com pautas e metas, sem deixar de lado a abertura para novas demandas, tendo em vista que o processo deve ser flexível para ter eficácia. Cada “unidade de negócios” conta com suporte da equipe que atua diretamente na entidade. A relação de diretorias pode ser conferida no Site da ASBRAV e suas atividades também poderão ser acompanhadas passo a passo, em breve, através de outra novidade: estamos trabalhando em um novo Site/Portal, com layout e conteúdo que atendam às demandas de produtos, serviços e necessidades de informações de todos os públicos com os quais desejamos manter contato. Também será dada a necessária visibilidade ao andamento aos resultados de nossos projetos e atividades, cujos diretores e conselheiros atuam voluntariamente, emprestando seus conhecimentos e experiência para o desenvolvimento de todos. Lembrando que você também encontra a ASBRAV nas principais redes sociais: Facebook, Twitter e LinkedIn. Além das diretorias, atuando como unidades de negócios, temos os projetos especiais: Noite do Clima 2013; Congresso Mercofrio 2014; Conselho Editorial da Revista ASBRAV; Comitê Setorial ASBRAV e a Gestão de Estatísticas de Mercado. Este último com matéria específica nesta edição. Já o Comitê Setorial ASBRAV, atuando cada vez mais próximo e afinado com a equipe do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade, também vai trazer novidades fundamentais em termos de capacitação na Gestão da Qualidade, neste ano de 2013. Ou seja, grandes desafios, grandes oportunidades. luiz Afonso Dias presidente da ASBrAV

Diretor Executivo: Almir Freitas (MTb/RS 5.412) Edição: Karla Pimentel Redator: Eduardo Deconto e Jaíne Martins (especial) Editoração: Carla Cadó Vielmo Dietrich Revisão: Luana Aquino Fone: (51) 3330.6636

Os artigos aqui reproduzidos são de responsabilidade de seus autores, e não refletem necessariamente a opinião da ASBRAV e da Uffizi Consultoria em Comunicação.

MiSSÃO: Congregar, representar e apoiar os associados, proporcionando o desenvolvimento técnico e de gestão, atuando de forma proativa, ética e moral. ViSÃO: Ser reconhecida pela sociedade como entidade referência dos setores que representa.


Sumário perfil O empresário e integrante do Conselho Deliberativo da Asbrav, Maurício Carvalho, prepara um grande projeto para a entidade: um banco de dados com informações sobre o setor.

Foto: Divulgação Hotéis Ritter

GESTÃO SUSTENTÁVEL

GESTÃO DE PESSOAS A empresa Globus busca a satisfação de seus funcionários e por isso a política de divulgar internamente as oportunidades que surgem dentro da organização. Foto: Divulgação Senai

A rede Ritter Hotéis mantém a tradição de adotar práticas e políticas sustentáveis em sua gestão para continuar contribuindo para a preservação do meio ambiente.

MATÉRIA DE CAPA A solução para o controle de incêndios em ambientes fechados está nos sistemas de extração de fumaça e não apenas nos conhecidos extintores de incêndio, sprinklers e saídas de emergência amplas e bem sinalizadas.

OBRA DESTAQUE GESTÃO SOCIAL A Escola de Educação Profissional SENAI Visconde de Mauá abre, semestralmente, 115 vagas para os cursos de aprendizagem de nível básico.

NOTAS E LANÇAMENTOS

O novo Beira-Rio terá equipamentos que vão garantir o conforto térmico dos espectadores.

DICAS DE ARQUITETURA Para Mauro Defferrari, um bom projeto de iluminação deve ser pensado como uma estratégia para valorizar a arquitetura.

Confira as novidades do setor.

ARTIGO TÉCNICO

ENSINO

Sistemas de ar-condicionado fazem mal à saúde? A pergunta causa preocupações entre os usuários de HVAC e perplexidade no meio profissional.

A ASBRAV apresenta novos benefícios para seus associado através de uma parceria com a Fundação Universidade-Empresa de Tecnologia e Ciências (Fundatec).

PERFIL EMPRESARIAL Em 2013, a Trane, fabricante de soluções de climatização para ambientes fechados, completa cem anos.

TECNOLOGIA E INOVAÇÃO O técnico de Desenvolvimento no Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul (Badesul), Cesar Kosciuk. Afirma que dinheiro é um produto escasso, especialmente para projetos que envolvem inovação.

ARTIGO CONVIDADO Automedicação: prática tem sido uma das principais preocupações da Organização Mundial da Saúde, de nosso Ministério da Saúde e de todos os profissionais da área da Saúde.

evento A ASBRAV concedeu, no dia 18 de abril, o certificado de conclusão do curso de Instalação de Split aos 23 alunos que completaram o programa no primeiro semestre de 2013.

Associados asbrav Confira a lista.


Perfil

Informação é estratégia Transformar dados estatísticos em informação capaz de permitir que empresas tomem decisões estratégicas, aumentando sua representatividade setorial e participação no mercado. É com essa visão que o empresário e integrante do Conselho Deliberativo da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ASBRAV), Maurício Carvalho, prepara um grande projeto para a entidade: um banco de dados com informações setoriais, referenciais e de parâmetros sobre o segmento. Nesta entrevista ele fala do projeto, sua importância e da necessidade de transformar a iniciativa em ferramenta de decisão para os associados. Revista ASBRAV – Como está sendo estruturado o projeto de informações estatísticas da associação? Maurício Carvalho - O projeto foi idealizado e será coordenado pelo presidente da ASBRAV, Luiz Afonso Dias. Estamos montando um grupo de trabalho com pessoas ligadas a várias áreas do nosso segmento. A equipe cuidará exclusivamente de dados de mercado, fornecendo indicadores para os associados. Até

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o momento, o grupo é formado por mim e pelos associados Carlos Lima, Eduardo Müller, Carlos Rodrigues e Márcio Pereira.

Revista ASBRAV – De que forma essas informações serão obtidas? Maurício Carvalho – Alguns dados já existem na Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) e no Sindicato de Indústrias de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento do Ar (Sindratar). No momento estamos negociando a obtenção dessas informações. Os dados que não estiverem cadastrados nessas instituições serão obtidos através de consultoria externa.

Revista ASBRAV – Quais informações serão levantadas e analisadas pelo grupo de trabalho? Maurício Carvalho – Basearemos nosso trabalho em dados de mercado e produção do setor HVAC-R no Brasil. Entre essas estatísticas estão a quantidade de máquinas produzidas e vendidas, o custo e o valor dos produtos, os tipos de equipamentos mais vendidos e a capacidade do mercado. Na análise, os números possibilitarão que se trace uma representação estratificada do setor em cada região do Brasil.

Revista ASBRAV - Que áreas, no setor HVAC-R, terão melhores condições para se montar uma

radiografia estatística? Maurício Carvalho – Todas as áreas podem ter os dados estratificados. No entanto, precisamos começar a trabalhar naqueles segmentos que já possuem informações, mas que pouco são divulgadas e conhecidas pelos nossos associados. A partir disso, podemos buscar e adquirir dados de outros segmentos que ainda não possuem levantamentos estatísticos através de consultorias externas. Assim, poderemos montar uma base de informações úteis de nosso segmento.

Revista ASBRAV – Qual o prazo para apresentar os primeiros resultados? Maurício Carvalho – Dependemos da obtenção dos dados, mas pretendemos apresentar os primeiros dados estratificados de alguns segmentos do nosso setor ainda em 2013. Acredito que em 2014 teremos uma análise com mais informações.

Revista ASBRAV – Que tipo de análise poderá ser feita a partir dos dados? Maurício Carvalho – O grupo analisará os dados de maneira quantitativa e qualitativa, cruzando os números e dados, com as especificidades do mercado de cada região.

Revista ASBRAV – Que diagnósticos os dados levantados indicarão aos investidores do setor HVAC-R? Maurício Carvalho – Os dados sinalizam a direção que se deve seguir ao fazer um investimento. Através deles, as empresas podem fazer uma leitura melhor do mercado,

identificando as áreas que realmente estão crescendo no momento. Eles permitem o controle e o estudo adequado de tendências, eventos e ocorrências.

Revista ASBRAV – O que os dados levantados poderão traduzir para o setor? Maurício Carvalho – Os dados indicam as lideranças e tendências do mercado, possibilitando traçar uma espécie de perfil. Os levantamentos permitem identificar quem atua em cada segmento, que empresas são nacionais ou estrangeiras, quais empresas têm potencial de crescimento, entre outros indicadores.

Revista ASBRAV – A história recente do Brasil revela o crescimento da importância dos dados estatísticos para a economia. Como o senhor avalia essa relevância? Maurício Carvalho – Os indicadores precisam ser analisados e estudados para dar embasamento em tomadas de decisões e trazem benefícios a todos os setores. Como a indústria automobilística, por exemplo, que tem sua representatividade medida e expressada em dados e números, e é muito forte com o governo, recebendo uma série de benefícios e incentivos fiscais. Nosso setor também precisa disso.

Revista ASBRAV – Que benefícios podem ser obtidos a partir da representação estratificada dos dados levantados? Maurício Carvalho – Os dados permitem que se faça uma leitura exata do mercado. Se essas informações não forem medidas, é impossível saber a importância de um setor para a economia de um país. As empresas precisam dessas informações estatísticas para aumentar sua representatividade junto ao governo e conseguir incentivos para investimentos na indústria.

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geSTão de PeSSoaS

Colaborador feliz é colaborador eficiente Empresa Globus, de Porto Alegre, valoriza os talentos internos

A empresa reconhece a criatividade e o empreendedorismo dos colaboradores

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ma empresa que compreende a importância de seu capital humano e busca constantemente a satisfação de seus funcionários. É com essa filosofia que a Globus gerencia e motiva seus mais de 70 colaboradores. Fundada em 1998 e com sede em Porto Alegre, a empresa procura, ao máximo, valorizar o esforço e a qualidade do trabalho de seus funcionários. Dessa forma, a empresa adotou a política de divulgar internamente as oportunidades que surgem dentro da organização. “É uma maneira de oferecer crescimento aos colaboradores. A política apresenta um ótimo resultado e conseguimos manter profissionais talentosos”, afirma o gerente comercial, Luis Fernando Ruschel. Quando a vaga não é preenchida internamente, a empresa divulga a oportunidade em jornais e sites de emprego na busca por pessoas que se identifiquem com os valores organizacionais. A utilização das redes sociais também será implantada. Fotos: Divulgação Globus

Outra maneira encontrada pela Globus para valorizar o esforço dos funcionários é o Programa de Participação nos Resultados (PPR). Através da estratégia, os colaboradores têm metas de rendimento estipuladas e recebem bonificações quando as atingem. “É uma prática justa de valorizar o empenho e a dedicação das pessoas para o alcance dos objetivos e metas da Globus”, destaca Ruschel. A empresa reconhece, também, a criatividade e o empreendedorismo dos colaboradores através do Programa de Ideia, que dá liberdade e incentivo para que os funcionários apresentem melhorias em seus setores. Outro projeto para implementar mudanças é o Fórum de Liderança em que um gestor ou consultor externo, escolhido aleatoriamente, apresenta um tema para que a equipe discuta possíveis alterações na rotina de trabalho. “Os programas internos ajudam a proporcionar qualidade de vida às pessoas. É uma forma de incentivo”, aponta o gerente comercial. Os funcionários da Globus têm como benefícios plano Ações de integração entre colaboradores auxiliam na manutenção de um bom ambiente de trabalho

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de saúde, seguro de vida em grupo, vale-refeição e convênio com farmácias. Além disso, a empresa realiza, anualmente, uma pesquisa de clima interno e um plano de treinamento, para medir a satisfação dos colaboradores e contribuir para a qualificação da equipe.

Sobre a empresa Com mais de 14 anos de atuação no setor de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração (HVAC-R), a Globus desenvolve, fabrica e comercializa equipamentos de controle eletrônico para conforto térmico. A empresa disponibiliza soluções eletrônicas de sistemas automotivos e de automação. A organização produz controladores programáveis de chillers e compressores, tanto para ambientes grandes, como shopping centers, quanto para aplicação em veículos. Entre os clientes Globus no país estão a Springer Carrier, a Perdigão, as Lojas Renner e os Hipermercados Zaffari. A empresa também exporta a produção para 19 países em quatro continentes, como Estados Unidos, México, África do Sul e Espanha.


SENAI Mauá oferece cursos gratuitos a jovens carentes Cerca de 500 alunos se formam na escola a cada semestre

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uitos estudantes têm dificuldade para entrar no mercado de trabalho pela falta de oportunidades para aprimorar suas formações profissionais. Pensando nisso, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) oferece cursos gratuitos para quem não tem condições de arcar com as despesas das aulas de capacitação técnica. A Escola de Educação Profissional SENAI Visconde de Mauá abre, semestralmente, 115 vagas para os cursos de aprendizagem de nível básico. As aulas aliam formação e trabalho e têm como objetivo a qualificação ou habilitação inicial de jovens aprendizes. Os programas formam técnicos nas áreas de

Foto: Divulgação Senai

geSTão Social

Como fazer

As empresas que tiverem interesse em matricular alunos em um dos quatro cursos de aprendizagem oferecidos pelo SENAI Visconde de Mauá devem enviar uma carta de solicitação de serviço e indicar os jovens a serem inscritos. Entre as instituições que já estão com funcionários inscritos estão a Forjas Taurus, TyssenKrupp, OTAM Ventiladores e Vonpar.

mecânica de usinagem, mecânica de manutenção Aprendizagem Industrial – Assistente Administrativo: 40 de máquinas vagas por semestre e duração de 1 ano industriais, Aprendizagem Industrial – Eletricista de Manutenção com eletricista de Ênfase em Automação Industrial – 25 vagas por semestre e duração de 2 anos manutenção Aprendizagem Industrial – Eletricista de Manutenção de com ênfase Máquinas Industriais – 25 vagas por semestre e duração de 2 em automação anos industrial Aprendizagem Industrial – Mecânica de Usinagem: 25 e assistência vagas por semestre e duração de 2 anos administrativa. “O principal objetivo do SENAI é contribuir com a educação dos jovens através da gratuidade”, destaca o pagamento de um salário-mínimo e assinatura na Carteira de Trabalho e a diretora da escola, Suzana Sartori. de Previdência Social. “É um benefício O SENAI Visconde de Mauá formou, posterior para as empresas que em dezembro do ano passado, mais investem em um futuro profissional”, de 250 alunos em seus cursos de afirma Suzana. O curso é oferecido aprendizagem. de forma gratuita às instituições Os programas de aprendizagem credenciadas no SENAI. são regulamentados por contrato Durante o programa, o de acordo com o Artigo 428 da Lei desempenho do aluno, assim como 10.097 da Consolidação das Leis do a frequência com que o estudante Trabalho (CLT). Conforme a legislação, vai à aula é controlado pelo plano da as empresas se comprometem escola. O contrato de aprendizagem a assegurar ao menor aprendiz pode ser estipulado por, no máximo, formação técnico-profissional, dois anos. compatível com seu desenvolvimento Além dos cursos gratuitos, o SENAI físico e psicológico, enquanto o Visconde de Mauá oferece cursos estudante tem o compromisso de técnicos nas áreas de refrigeração executar as tarefas necessárias para a e climatização, eletroeletrônica, formação. informática e mecânica. O contrato prevê, ainda,

Escola de Ed ucação Pro� issional Visconde de Mauá Endereço: Av enida Sertór io, 473, Porto Alegr e, RS Telefone: (5 1)33264500 E-mail: visc onde@sena irs.org.br

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Foto: Divulgação Full Gauge

noTaS e lançamenToS Plug Fan: eficiência energética A ebm-papst apresenta ao mercado sua nova série de Ventiladores Plug Fans utilizando a mais avançada tecnologia em eficiência energética, a Green-Tech EC (eletronicamente comutado). Essa tecnologia permite otimizar a eficiência dos ventiladores acima dos padrões mínimos de eficiência energética da norma europeia ErP. As unidades EC utilizadas nos Plug Fans são tão eficientes quanto os motores da classe de eficiência IE4, pois excedem as exigências atuais da diretiva ErP. Os ventiladores centrífugos tipo radial Plug Fans são empregados em sistemas de ventilação e ar-condicionado, trazendo como principal benefício a economia de energia. A linha Plug Fan contém um revestimento especial resistente à corrosão, para permitir seu uso em ambientes bem agressivos.

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Climatização do Salgado Filho A São Carlos Thermal Systems, de Esteio, fechou o contrato de engenharia de manutenção de climatização, refrigeração e ventilação de todos os ambientes do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. A empresa, que atua há mais de 50 anos no mercado, vai criar um posto avançado que, além da manutenção, atenderá as normas da Portaria 3523, da Anvisa, que estabelece medidas para limpeza e operação em sistemas de ar-condicionado central. Fundada em 1958, a São Carlos Thermal Systems é a única empresa nacional no seu segmento de atuação com as certificações de qualidade ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001.

Climatizadores gaúchos viram opção para restaurante no Rio de Janeiro

ma curiosa necessidade fez com que o Restaurante Real Astória, no Rio de Janeiro, optasse pela compra de climatizadores, ao invés de ar-condicionado. O visual e o ar de praia não podiam ser desperdiçados pelo estabelecimento, o que fez com que o empreendedor desistisse da ideia de fechar uma área externa colocando ar-condicionado. A solução foi a compra de climatizadores Joape, fabricados no Rio Grande do Sul. O estabelecimento fica localizado à beira-mar, próximo ao Centro do Rio de Janeiro. Foram adquiridos dois modelos Joape, da linha Copacabana, que foram colocados próximo às mesas da área externa do estabelecimento. Os equipamentos foram adquiridos devido ao seu sistema de climatização, que emite uma fina névoa que não molha e não interfere o contato direto dos clientes com as paisagens naturais. A experiência vem dando certo e o proprietário já encomendou a compra de mais quatro equipamentos que completarão a estrutura para climatização.

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Rede de supermercados da Letônia usa o Sitrad Há alguns anos a Full Gauge Controls vem conquistando instalações do mundo todo com seus diferenciais. A rede de supermercados MEGO, localizada na Letônia (continente europeu) é mais uma adepta da automação realizada através do Sitrad. Usuária dos produtos Full Gauge Controls desde 2009, a rede agora passa também a utilizar o software para gerenciamento à longa distância das instalações frigoríficas de suas filiais. Assim, o controle da cadeia do frio das lojas passa a ser administrado na sede da rede, localizada em Riga, capital do país. Para a loja da cidade de Tukums, por exemplo, são utilizados 19 instrumentos Full Gauge Controls de seis modelos diferentes: PCT-1600 plus, PhaseLOG plus, TC-900Ri clock, MT-512Ri LOG, TI-33Ri plus e MT-512Ri plus. Todos eles conectados ao Sitrad.

Danfoss apresenta novo presidente para América Latina Julio Molinari foi nomeado presidente da Danfoss na América Latina. A posição presidencial foi criada para reforçar a marca na região, com foco especial para o Brasil, uma região de crescimento para a Danfoss, líder mundial em desenvolvimento e fabricação de controles eletromecânicos e eletrônicos, e soluções de sistemas para as indústrias de refrigeração, ar-condicionado e aquecimento. Como presidente da Danfoss na América Latina, Julio Molinari garantirá o alinhamento das atividades regionais e divisionais e uma abordagem direta com os principais clientes. Molinari vai liderar a equipe de gestão da América Latina, composta por representantes das divisões de Refrigeration Controls, Commercial Compressors, Power Electronics, Heating Solutions e Global Services. Foto: Divulgação Danfoss


enSino

Parceria com Fundatec traz benefícios ao associado Desconto nos cursos técnicos e de capacitação é uma das vantagens

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ASBRAV apresenta novos benefícios para seus associados. Através de uma parceria com a Fundação Universidade-Empresa de Tecnologia e Ciências (Fundatec), firmada no início deste ano, os associados têm desconto nos cursos técnicos e de capacitação da entidade. A Fundatec oferece treinamentos de capacitação em três campos de atuação: gestão de processos e qualidade, gestão estratégica e tecnológica e gestão de pessoas. Neste primeiro semestre de 2013 estão sendo realizados oito cursos sendo quatro presenciais e quatro através de métodos de ensino à distância. Entre as temáticas abordadas nesses

treinamentos estão o desenvolvimento de líderes, como falar em público e uso da ferramenta Excel em nível avançado. O desconto para associados da ASBRAV nos cursos de capacitação é de 25%. “A Fundatec, em sua essência, tem no desenvolvimento de pessoas e organizações sua principal missão”, afirma o presidente da fundação, Carlos Henrique Castro. Além disso, a Escola Profissional Fundatec, voltada à formação de profissionais com visão empreendedora A Fundatec já capacitou mais de 50 mil profissionais

e perfil de liderança, oferece cursos técnicos em três áreas estratégicas das organizações: Qualidade, Informática e Administração. Os associados da ASBRAV têm direito a 15% de desconto nessa modalidade de aulas. “Todos os cursos são regrados pelos nossos valores: compromisso, qualidade e velocidade”, destaca Castro.

Sobre a Fundatec

Fundada em 1973, a Fundatec é uma entidade privada de utilidade pública, sem fins lucrativos. A instituição atua na aplicação do conhecimento através da pesquisa, desenvolvimento e inovação com o objetivo de desenvolver tanto os profissionais quanto as organizações. Desde sua criação, a Fundação capacitou mais de 50 mil profissionais nas áreas de consultoria e capacitação. Registrada no Conselho Estadual de Educação do Rio Grande do Sul desde 2005, a Escola Profissional Fundatec já formou 19 turmas nos cursos técnicos de qualidade. Além da experiência nos treinamentos técnicos e de capacitação, oferece cursos de pós-graduação e Master of Business Administration (MBA), há mais de 10 anos, cujas turmas são montadas junto com as empresas e de acordo com suas necessidades. Fotos: Divulgação Fundatec

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Perfil emPreSarial Fotos: Divulgação Trane

A Trane® apresentou sete novas soluções dedicadas ao consumidor, juntamente com inúmeras soluções líderes no mercado, durante a Exposição internacional de Ar- condicionado, Aquecimento, Refrigeração (AHR) 2013, realizada em Dallas

Os sistemas inteligentes de ar variável Trane® são sistemas novos e eficientes para as necessidades do HVAC de um edifício, economizando energia, custos de instalação e tempo.Os clientes podem monitorar a eficiência com painéis fáceis de usar que ajudam a manter o desempenho máximo.

Trane comemora um século de operações Marca aproveitou a Expo AHR para lançar soluções inovadoras de climatização

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em anos aliando desempenho, inovação, comprometimento e conhecimento. É com essa fórmula que a Trane, fabricante de soluções de climatização para ambientes fechados, completa, em 2013, um século de atuação no mercado internacional. E para comemorar, a marca, integrante do grupo Ingersoll Rand, apresentou novidades na Exposição Internacional

O sistema de unidades tipo rooftop Trane® IntelliPak™ I, otimiza a eficiência de energia e desempenho

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de Ar Condicionado, Aquecimento e Refrigeração (Expo AHR), evento realizado entre 28 e 30 de janeiro, em Dallas, nos Estados Unidos. Na Expo AHR, a Trane apresentou sete novas soluções de climatização para tornar os ambientes mais confortáveis, eficientes e produtivos. Entre novidades estão os Sistemas Inteligentes de Ar Variável, o Chiller CenTraVac Série S Trane, e o Trane Axiom, um sistema de bomba de calor com velocidade variável. “A Trane tem inovado não apenas na área de equipamentos, mas também nas de automação, controle e serviços”, relata o diretor industrial da empresa no país, Ricardo Ayer Taveira. A Trane foi criada em 1913 por James Trane e seu filho, Reuben. Entre as invenções da empresa ao longo

dos anos estão o radiador convector, em 1925, e o pioneiro Turbovac, em 1939. “Desde sua fundação, a marca mantém a reputação de ser inovadora”, destaca Taveira. No Brasil, a empresa chegou em 1974, quando se associou à Coldex, parceria que originou a empresa Trane-Coldex. Com seu reposicionamento no mercado global, em 1994, a multinacional passou a controlar 100% da operação no país, mudando seu nome para Trane do Brasil. Em território brasileiro, a empresa tem uma fábrica em Araucárias, no

A Trane vai comemorar em 2013 os aniversários das seguintes invenções inovadoras que mudaram a indústria: n O 75 º aniversário da chiller centrífugo Trane, o chiller mais confiável, mais eficiente e mais silencioso do mundo n O 40º aniversário do Trane Trace™; um software de análise de energia que compara o impacto energético e econômico de várias medidas de conservação de energia n O 35º aniversário dos controles prediais da Trane Tracer™, que estão disponíveis para atender a praticamente qualquer aplicação para uma variedade de tipos de edifícios e de construção, para configurações prediais únicas e múltiplas


Inovações Trane apresentadas na Expo AHR Paraná, onde são produzidos climatizadores, chillers e centrífugas. “Pretendemos integrar as partes que compõem a Trane e continuar inovando o mercado”, conclui Taveira, referindo-se aos planos sobre o futuro da marca.

Edifícios de Alto Desempenho A Trane cria inovadores edifícios de alto desempenho usando uma metodologia exclusiva que combina análise financeira, operacional e de energia com ofertas de serviços especializados e financiamento disponível. Eles cumprem com os padrões de energia e uso de água, confiabilidade no sistema e tempo de operações, conformidade ambiental, conforto e segurança para os ocupantes e outros fatores de sucesso. Hoje, a Trane tornou-se líder global reconhecida mundialmente como uma empresa inovadora no setor de aquecimento, ventilação e ar- condicionado (HVAC).

n Chiller™ CenTraVac™; Série S Trane® - apresenta a tecnologia AdaptiSpeed™ que oferece a melhor eficiência de sua classe, a confiabilidade do líder do setor e o menor custo de propriedade. Projetado com aplicações de substituição e aperfeiçoamento, o chiller oferece um espaço menor para fácil acesso e instalação e apresenta várias inovações tecnológicas para um desempenho superior. Sistema de Bomba Calor com velocidade variável Trane Axiom™, é um sistema bomba calor resfriado à água que inclui configurações verticais e também unidades horizontais recém-lançadas – o primeiro sistema horizontal para aplicações comerciais. São as unidades mais eficientes da indústria, capazes de plena integração com sistemas de automação predial. n Comunicação sem fio da Trane® oferece aderência aos sistemas de automação predial (BAS) ZigBee ®, o padrão global para produtos interoperáveis, permitindo

monitoramento sem fio seguro e confiável e controle sobre sistemas de edifícios comerciais. A Comunicação Sem Fio Trane é a primeira do setor a executar protocolos BACnet® no topo do ZigBee BAS e a ser certificada pela ZigBee. A Comunicação Sem Fio Trane fornece o dobro de sinal de alcance em relação a outros sistemas típicos e força de sinal maximizada em relação a outros sistemas de comunicação de automação predial sem fio. Isso significa uma maior confiabilidade, projeto de sistemas simplificados e uso reduzido de repetidores. n Dispositivos Terminais de Alta Eficiência Trane® - oferecem configurações flexíveis, maximizando a eficiência energética e redução de custos operacionais. Os dispositivos terminais Trane com motores eletricamente comutados e zona única de capacidade VAV garantem custos de manutenção reduzidos, maior eficiência, melhor acústica, conforto e qualidade do ar interior. Para mais informações, visite: www.trane.com/ahr-2013/.


Tecnologia e inovação

“Dinheiro para inovação ainda é moda” Cesar Kosciuk, da Badesul, acredita que alto custo e burocracia são alguns dos entraves à obtenção de crédito

exigentes, performance e retorno de capital bastante ajustados. Nesse panorama, de um lado, necessitamos de empresas e profissionais empreendedores, com capacidade de inovação e criatividade, capazes de traduzirem esses conceitos em contínuos processos e resultados; de outro, precisamos investir sempre em educação, deixando a inovação ser um elemento transformador para a sociedade e com real efetividade”. Para o administrador, toda empresa inovadora tem a oportunidade de assumir um papel de protagonista no seu meio, ou seja, possui vantagens competitivas para a perpetuidade dentro de seu mercado.

Economia hoje

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frase que ilustra o título desta matéria é do administrador de empresas, pós-graduado em Marketing, Cesar Kosciuk, que atua como técnico de Desenvolvimento no Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul (Badesul). Para ele, dinheiro é um produto escasso, especialmente para projetos que envolvem investimento em inovação. “Ainda é muito caro, burocratizado e, muitas vezes, incapaz de adequar o tempo de desenvolvimento dos investimentos, mas a culpa não é só dos detentores de recursos. A inconsistência dos projetos, o não saber produzilos, está muito presente em quem os solicita”, explica. Ele aconselha a, antes de procurar um agente, qualificar e quantificar as necessidades. Ainda, orienta as empresas a utilizarem recursos próprios para investimento apenas em ambientes e necessidades excepcionais, caso contrário, devem ser reservados para suprir as necessidades do negócio. Sobre a oferta, Kosciuk avalia que ela

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é menor se qualificar o crédito pelo uso, sustentabilidade, eficiência e inclusão. Observa que o sistema está atrelado a capitais estrangeiros e taxas artificiais, elementos que produzem políticas fragmentadas de crédito e que geram, por consequência, insegurança a quem o procura. Dessa forma, entende que confiança e parceria são elementos essenciais para a oferta. “Necessitamos evoluir muito nas relações, aprender a confiar nas pessoas, nas instituições, nas relações de ganha-ganha, só assim construiremos as parcerias financeiras”, ressalta. Além disso, Kosciuk considera que, apesar de as empresas necessitarem muito de capital financeiro, elas precisam mais ainda de capital humano. “O novo século trouxe um mercado globalizado, tecnologias emergentes, clientes

Para crescer no momento atual da economia, Kosciuk aconselha fazer uma autoavaliação para saber qual a real posição da empresa, quais as vantagens competitivas e as fraquezas, quanto se possui de suprimento e se é capaz de enfrentar mercados concorrentes. A partir daí, deve-se crescer em nichos, em serviços de alta qualidade, com ênfase no trabalho não padrão e tratando o capital humano como o principal valor agregado ao produto final. “Trocar o ser grande por ser especial, tanto para o cliente quanto para o seu meio”, destaca. Também aponta a necessidade de ser uma empresa global, através de parcerias técnico/comercial com entidades empresariais, sociais e governamentais nos diversos setores, e de construir, na área financeira, uma agenda em busca de um fluxo sustentável, eficiente e incluso. Kosciuk acredita que toda empresa nasce para crescer, por isso, sempre vale a pena investir em expansão. Da mesma forma, entende que crise também é sinônimo de oportunidade.


Gestão sustentável

Rede de hotéis Ritter investe em soluções sustentáveis

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róxima de completar 40 anos de história, a rede Ritter Hotéis mantém a tradição de adotar práticas e políticas sustentáveis em sua gestão. Primeira empresa brasileira do ramo hoteleiro a utilizar um sistema de aquecimento de água através da energia solar, nos anos 70, a empresa vê na modernização de suas instalações a oportunidade de contribuir para a preservação do meio ambiente. O pioneirismo nessas práticas reflete-se na rotina de trabalho dos hotéis. “Sempre agimos dessa maneira. Também fomos os primeiros no Estado a implementar práticas relacionadas à questão da reciclagem de lixo e do encaminhamento adequado de resíduos como lâmpadas fluorescentes, baterias e óleo”, afirma o presidente da rede, Ricardo Ritter. Em 2012, segundo o executivo, a rede investiu R$ 300 mil em soluções sustentáveis para a infraestrutura dos hotéis. Foram instalados aparelhos

de ar condicionado split nos 130 apartamentos do Porto Alegre Ritter Hotel. “No outro prédio, o Ritter Hotel, temos cerca de 20% dos 107 quartos operando com o split. Pretendemos, ainda em 2013, concluir a troca”, afirma Ritter. Além disso, os prédios operam com lâmpadas temporizadas que são ativadas de acordo com a necessidade de iluminação. A rede procura, além da iniciativa de tornar a infraestrutura mais eficiente em termos de energia, incentivar clientes e empregados a adotar práticas menos agressivas ao meio ambiente como a opção de reutilizar a toalha de banho, caso ainda esteja limpa. “Afixamos adesivos solicitando

que os hóspedes apaguem as luzes ao sair do quarto. Os funcionários também são aconselhados a contribuir com a economia de energia, destaca o executivo. Para Ritter, os investimentos em equipamentos mais eficientes e econômicos é uma tendência entre as empresas do setor hoteleiro. “Como nossa fonte de renda é, principalmente, oriunda do turismo, é cada vez mais importante, para quem atua na área, cuidar do meio ambiente”, pontua. Filiada à rede Versare – que conta com mais de vinte hotéis no Brasil, nos estados de Santa Catarina, Amazonas e Rio Grande do Sul – a Hotéis Ritter opera com dois prédios no centro de Porto Alegre, em frente à rodoviária. A rede foi fundada pela família Ritter em 1974.

Ritter Hotéis Com dois prédios situados em frente à rodoviária de Porto Alegre – o Porto Alegre Ritter Hotel e o Ritter Hotel – a rede oferece 237 apartamentos aos visitantes da capital gaúcha. Todos os quartos são equipados com aparelhos de ar-condicionado, televisão a cabo, internet wireless gratuita, rádio e telefone. Além disso, a Ritter Hotéis disponibiliza, em seu centro de eventos, 14 salas de diversos tamanhos para realização de palestras, coquetéis, banquetes e conferências, e três restaurantes: o Zum Ritter, o Windrose e o Ibicuí. As instalações do hotel contam, ainda, com espaço para fitness, sauna, SPA com hidromassagem e piscina, um bar e um business center.

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Matéria de capa

Sistema de exaustão auxilia na extinção de incêndios e pode salvar vidas Testes realizados na Bélgica mostram eficiência dos equipamentos

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uando se pensa nas soluções para o controle de incêndios em ambientes fechados muito se fala em extintores de incêndio, sprinklers (espécie de “chuveiros” fixados no teto das edificações) e saídas de emergência amplas e bem sinalizadas. Mas há outro fator, menos lembrado, que pode salvar vidas: os sistemas de extração de fumaça, a principal causa de óbitos em casos de incêndio. Um estudo, realizado pela Associação de Iluminação Natural e Controle de Fumaça (FLVR), com sede na Alemanha, comprova que os sistemas de exaustão contribuem, não apenas com a retirada da fumaça, mas também com o trabalho das equipes de resgate e com o controle do fogo. A série de cinco testes foi realizada em um laboratório em Gent, na Bélgica, no ano de 1998, com o objetivo de descobrir até que ponto a extração de gases influencia no funcionamento dos splinklers. Nos três primeiros testes, os cientistas queimaram 50 quilos de madeira em situações distintas: utilizando apenas splinklers para combater o fogo; combinando a ação dos splinklers com a do sistema de exaustão; e a terceira, ativando as saídas de ar desde o início do incêndio. Na primeira tentativa, os splinklers impediram que o fogo atingisse o estágio do flash over – quando a temperatura atinge níveis em que causa a rápida propagação das chamas. Ainda assim o uso do equipamento aumentou a quantidade de fumaça e vapor no ambiente, o que dificulta a respiração e o trabalho das equipes de resgate. O segundo teste, realizado com a ativação do sistema de exaustão, aliado à ventilação e à presença de cortinas contra incêndio, a fumaça foi canalizada para fora do ambiente, e não alterou o funcionamento dos splinklers.

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Na terceira, e mais bem-sucedida, experiência feita com os 50 quilos de madeira, os gases logo foram extraídos do ambiente e os splinklers acionados mais rapidamente. Isso ocorre porque os canais de circulação de ar, além de contribuir com a circulação da fumaça, auxiliam na dissipação do calor direto aos splinklers, através das correntes de convecção. Para o professor Paulo Beyer, diretor de ensino e treinamento da ASBRAV, o sistema de exaustão é bastante eficaz, já que diminui a agressividade das toxinas presentes na fuligem. ”A diminuição da fumaça permite que mais vidas sejam salvas e facilita o trabalho das equipes de combate ao fogo”, destaca. As outras duas experiências foram realizadas com a combustão de 30 quilos de polietileno em duas circunstâncias: a primeira, sem a utilização de medidas de prevenção, e a segunda, com o auxílio da ventilação e das cortinas contra incêndio. Sem a entrada de ar e os splinklers, na primeira experiência, a fumaça logo tomou conta do espaço,


Primeiro teste

A Legislação no Brasil

tornando o ambiente tóxico e inviável para a ação das equipes de combate ao fogo. No segundo teste, a fumaça se elevou e não conseguir ocupar o prédio, sendo dissipada pelas saídas de ar. Beyer destaca, ainda, que a instalação dos equipamentos de extração de ar é simples e de baixo custo. “O sistema utiliza portas metálicas que se abrem com ar comprimido. É muito parecido com o que é utilizado nos ônibus”, conclui.

No Brasil, a regulamentação de ambientes fechados varia de acordo com o Estado e cabe às prefeituras a fiscalização. Segundo o deputado federal Paulo Pimenta (PT/RS), presidente da Comissão Parlamentar Externa responsável pela elaboração de projeto de lei que regularize os alvarás de casas noturnas, não há no país legislação que exija a instalação de exaustores em ambientes fechados. “Existem as regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que regularizam a instalação dos equipamentos, mas não têm força para torná-la obrigatória”, aponta Pimenta. O deputado afirma que a questão da exaustão de ambientes fechados será discutida nos estudos, assim como a sinalização de saídas de emergência, disponibilidade de extintores, etc. “Consultamos diversos setores como a ABNT, representantes do governo, conselhos de engenharia e companhias de seguro para chegar à melhor proposta possível”, destaca o deputado. A Comissão Parlamentar Externa requereu, ainda, a entrevista com especialistas americanos que fizeram um estudo técnico no país, há cerca de dez anos. O projeto de lei deve ser apresentado no mês de maio.

Fotos: Divulgação

O primeiro teste analisado queima 30 kg de polietileno num setor de um laboratório. Nesse teste o ambiente está fechado, ou seja, não há entradas de ar nas paredes e nem saídas de ar na cobertura, e não são abertos chuveiros (sprinklers). A foto abaixo mostra a fase inicial de combustão.

Como não há saída de fumaça na cobertura, a fumaça tóxica produzida pela combustão do polietileno se acumula no espaço junto ao forro, graças às barreiras de contenção de fumaça (acantonamento). Com a continuação da combustão, a fumaça começa a tomar conta do ambinete, conforme foto abaixo.

Como não há saídas nem entradas de ar no ambiente, em pouco tempo a fumaça tóxica começa a descer, tomando conta do ambiente. Nas fotos são usados holofotes do laboratório. A foto três mostra a total ocupação do ambiente pela fumaça tóxica.

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A LEGISLAÇÃO NO MUNDO O rigor aplicado nas leis de regulamentação das casas noturnas é bastante diferente em cada país

Segundo teste No segundo teste também são queimados 30kg de polietileno, porém com comportas no teto abertas para dissipação de calor e fumaça e as portas nas paredes (rotas de fuga) abertas.

ArGeNTiNA Os municípios são responsáveis por aplicar e fiscalizar as leis de segurança. Em Buenos Aires, a Agência Governamental de Controle (AGC) controla o funcionamento das casas noturnas e realiza a inspeção de aproximadamente 150 casas noturnas por semana. Os inspetores conferem a autorização do local e a capacidade de público, assim como a sinalização de saídas de emergência e a presença de extintores de incêndio em funcionamento. As vistorias podem ser agendadas, ou sem aviso prévio.

Pode ser vista a elevação da fumaça tóxica, que está sendo extraída do ambiente pelas comportas abertas na cobertura e as portas abertas para entrada de ar sem fumaça. Pode ser visto que a fumaça não toma conta do ambiente, pela entrada de ar novo, produzindo um local com condições viáveis para as pessoas. A foto abaixo mostra as comportas abertas na cobertura do prédio, extraindo a fumaça tóxica.

reiNO UNiDO A legislação britânica prevê uma série de procedimentos a serem seguidos por estabelecimentos comerciais, como a sinalização de saídas de emergência, disponibilidade de equipamentos de combate a incêndio e alarmes. Além disso, os móveis devem ser feitos com materiais que não espalham fogo e os funcionários devem ser treinados. A fiscalização no Reino Unido é rígida e, caso os estabelecimentos não cumpram as normas exigidas, as multas são altas e podem acarretar na prisão dos proprietários.

Pode ser vista a extração da fumaça pelas diversas aberturas, que devem ser calculadas em quantidade, posição e tamanho, segundo normas e literaturas. A extração de fumaça e a entrada de ar externo permite visibilidade interna boa e ar viável para pessoas, de forma que os bombeiros possam entrar na edificação e apagar o fogo, conforme foto abaixo.

iSrAel A prefeitura é responsável por emitir licenças para as boates, após a autorização de quatro instituições: polícia, corpo de bombeiros, ministérios da saúde e do meio ambiente. As casas são obrigadas a ter sistemas de circulação de ar e ventilação e de sprinklers que cubram toda a área. A foto abaixo mostra os chuveiros em operação após o fim da combustão

eSTADOS UNiDOS A legislação americana varia de cidade para cidade, mas devem seguir as recomendações da Associação Nacional de Prevenção contra Incêndios (NFPA). Entre as principais exigências estão a presença de sprinklers, uso de isolamento acústico não inflamável e não tóxico e a presença de pelo menos um funcionário treinado para atuar em situações de emergência.

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Fonte: www.terra.com.br


oBra deSTaque

Beira-Rio: preocupação com o conforto térmico dos torcedores Unidades com vazão de gás refrigerante variável (VRF) serão instaladas ao longo de todo estádio

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Foto: Divulgação Sport Club Internacional

rquibancadas repletas de assentos, gramados com 105 metros de comprimento por 68 de largura e vestiários de, no mínimo, 150 metros quadrados. Essas são algumas das condições exigidas pela Fedération Internationale de Footbal Association (FIFA) para que um estádio possa sediar jogos da Copa do Mundo de 2014. Mas, além de adequar o Estádio Beira-Rio ao chamado Padrão FIFA, o Sport Club Internacional e a construtora Andrade Gutierrez também pensaram no conforto térmico dos espectadores. Para solucionar a questão da climatização da sede de Porto Alegre para o evento, clube e construtora solicitaram o projeto à Sistema Engenharia, que foi desenvolvido sob

coordenação do engenheiro Sérgio Gobbato, um dos sócios da empresa. “Antes da escolha, foi realizado um estudo de viabilidade técnica e financeira. Buscamos uma opção energeticamente eficiente e de simples manutenção”, destaca Gobbato. O projeto de climatização do Novo Estádio Beira-Rio prevê a instalação de equipamentos do tipo expansão direta, que operam com a potência total de 1.100 TR. “Serão utilizadas unidades com vazão de gás refrigerante variável (VRF). Os aparelhos serão distribuídos ao longo de todo o estádio”, afirma Gobbato. Segundo o engenheiro, o principal desafio na instalação

Capacidade durante a Copa: 51.300 lugares

Vagas de Estacionamento: 7 mil Lojas: 44 módulos comerciais restaurantes: Mil metros quadrados destinados à praça de alimentação

Skybox: 55 Camarotes: 70 Cadeiras Vip: 5 mil

do equipamento é a coordenação entre os projetos arquitetônicos e complementares da obra. Desenvolvido pelo clube e executado pela construtora Andrade Gutierrez, o projeto Gigante para Sempre prevê a manutenção da estrutura principal e a modernização das arquibancadas, áreas VIPs e demais setores do Estádio Beira-Rio. A obra contempla a instalação de novos sistemas elétricos e hidráulicos, a substituição do gramado e do sistema de drenagem, e a complementação do sistema de informação. Além disso, o estádio receberá uma cobertura composta por uma membrana e estrutura metálica. A Andrade Gutierrez também é responsável pela construção de um edifício-garagem com vagas para três mil carros. O projeto arquitetônico foi elaborado pela Hype Studio Arquitetura. As obras do novo Beira-Rio foram iniciadas em junho de 2010 e estão orçadas em R$ 330 milhões. O estádio, que será inaugurado em dezembro de 2013, receberá cinco jogos da Copa do Mundo FIFA de 2014.

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Dicas de arquitetura

A importância da para a arquitetura

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Um bom projeto deve valorizar a luz natural

m profissional que resolve o projeto alternando a arte e a técnica. É dessa maneira que o arquiteto Mauro Defferrari, especialista em luminotecnia, define sua atuação na profissão. Há 28 anos trabalhando em seu estúdio próprio, o Studio Defferrari, Mauro destaca que a preocupação prioritária de um arquiteto em um projeto de iluminação é valorizar ao máximo a luz natural. Apesar disso, ele atenta para o baixo investimento na utilização do sol como fonte de energia. “Existe pouca publicidade para os painéis fotovoltaicos de silício e a instalação é muito cara”, afirma. Para o profissional, um bom projeto de iluminação deve ser pensado como uma estratégia para

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valorizar a arquitetura, utilizando luzes de enchimento (reproduções da luz da abóbada celeste) e de destaque (reproduções de feixes da luz solar) para dar dramaticidade ao ambiente. “O arquiteto tem de utilizar os equipamento adequados para que o projeto tenha um bom custo-benefício”, recomenda Defferrari. Defferrari aponta como tendência de iluminação em escritórios a substituição paulatina das lâmpadas incandescentes e fluorescentes pelas do tipo led. Muito mais econômicas que as demais, as lâmpadas led esbarram no alto custo na compra. “É só uma questão de tempo. Os novos sistemas vão, aos poucos, assumindo a condição de uso primário”, salienta. Segundo Defferrari, as regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) exigem que a

quantidade mínima de luz seja de 280 lux em áreas de depósito, 780 lux nas de circulação e 1000 lux em ambientes de trabalho. “Em geral, as empresas optam por cumprir a norma. Mas há estudos que provam que as pessoas rendem mais com uma iluminação de 1500 a 2000 lux”, aponta o arquiteto. Com quase trinta anos de atuação na arquitetura gaúcha, o Studio Defferrari é responsável pelos projetos de iluminação para diversas instituições como a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), o Banrisul, o Banco do Brasil e a Universidade Feevale. O espaço está localizado na rua Auxiliadora, 106 no bairro Auxiliadora, em Porto Alegre. Para mais informações sobre os projetos do estúdio, acesse o site: http://www.mdarq.com.br/


Artigo Técnico

Sistemas de ar-condicionado fazem mal à saúde?

*Eng. Mecânico Cesar De Santi Diretor de Comunicação e Marketing - ASBRAV e-mail: tecnico@engepoa.com.br

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ssa pergunta deve estar, atualmente, provocando reflexões e preocupações entre o setor usuário de HVAC, e perplexidade entre o meio profissional ligado ao ar condicionado, principalmente após manifestações das mídias, veiculando informações não condizentes com a realidade, principalmente em relação ao Ar-Condicionado Central. Não podemos, como profissionais que participam do setor, ficar indiferentes à falta de informação técnica que vigora hoje em dia em nosso país; devemos, sim, cooperar para que um maior número de pessoas, em nível técnico ou não, possa ter acesso a novas realidades, conceitos e avanços. É com esse objetivo que se pode considerar os seguintes pontos fundamentais relacionados aos problemas de qualidade do ar em HVAC: n É fato comprovado que uma instalação de ar-condicionado, como qualquer outra instalação mecânica, se não submetida a condições de manutenção periódica, irá apresentar problemas de ordem múltipla. n Com relação à proliferação em dutos de micro-organismos, tais como bactérias, mofo, ácaros, germens saprófitos e outros, temos a comentar que as causas básicas encontradas para que esses micro-organismos se desenvolvam são: a) Teores de umidade relativa do ar, nos dutos, superiores a 90% – a umidade é um poderoso meio de cultura. b) A permanência, no interior dos dutos, de detritos de obras civis e outros originários da própria montagem dos dutos – esses materiais são altamente higroscópicos (retém facilmente a umidade reinante no ambiente).

c) A ausência de um adequado sistema de filtragem de ar, pois exatamente através dessa ausência mantém-se uma porta permanentemente aberta, para que o ar exterior, e/ou de retorno, possa carregar partículas sólidas tais como fuligem industrial, do escape de motores à combustão, da queima de resíduos sólidos, do pólen e resíduos diversos de plantas, germens circulantes na atmosfera e outros. d) Podemos, também, considerar que, em caso de sistemas de filtragem presentes no circuito de ar-condicionado, a falta de manutenção adequada (verificação do tempo de vida útil dos filtros através de manômetros diferenciais, limpeza das caixas de filtragem a cada troca de filtros, verificação de vazamentos na instalação e outros) pode se tornar agente de contaminação. Temos que considerar o fato que micro-organismos não se desenvolvem do nada, e sim vêm de um lugar, depositam-se em outro e, ao encontrar ambiente propício, desenvolvem-se. Tomando por base este fato, um trabalho foi publicado (ASHRAE TECHNICAL DATA BULLETIN, Janeiro de 1995 , por Stephen J. Kemp , Thomas H. Kuehn , Ph.D. , P.E., e David Y. H. Pui, Ph.D.), que trata do “Crescimento de Colônias de Micro-organismos em Unidades de Filtragem de HVAC sob Temperatura e Umidade controladas”. As pesquisas desse trabalho foram realizadas durante dois anos, em sistema de ar-condicionado controlado em Laboratório, induzidas as presenças de esporos de fungos e bactérias através de aerossol aplicado diretamente nos elementos filtrantes. (vide figura 1) O sistema também era provido de

recirculação de ar e mecanismos de controle de umidade e temperatura, mantendo os valores de 90+- 2% para a umidade relativa e de 21 +-7°C para a temperatura. Uma das conclusões é que, se o fator umidade relativa do ar permanece baixo (abaixo de 90%), e se a temperatura também não for elevada (o que ocorre na maioria dos casos), os microorganismos não encontram meio de cultura e não se desenvolvem. Também chegou-se à conclusão que, geralmente, a presença de alta umidade do ar é devido ao mau funcionamento do equipamento de ar-condicionado, a saber, localização inadequada de umidificadores, respingos por arraste de ventiladores de Fancoils, má drenagem de sistemas e alta umidade relativa do ar não compensada pela desumidificação. Todos esses fatores podem ser contornados pelo projeto e pela manutenção consciente e profissional, de acordo com a norma NBR 16401, que norteia os projetos e obras. Em muitos casos comuns de instalações de ar-condicionado, o uso de filtro descartável, da classe G3 ou G4 (que retém partículas de 5 micrometros e acima) inibe, consideravelmente, o transporte dessas partículas “pesadas” para dentro do sistema de dutos, já diminuindo a incidência de culturas, aliado ao aspecto “baixo teor de umidade e baixa temperatura”. (vide figura2) Já em instalações envolvendo blocos cirúrgicos, instalações gerais de unidades de saúde, laboratórios, área eletrônica e outros, se fazem necessários sistemas com dois ou mais estágios de filtragem, pois partículas abaixo de 5 mícron devem ser retidas, não comprometendo os processos envolvidos, de acordo com as normas específicas desses setores. Mas, e nos ambientes comerciais (escritórios, shoppings, cinemas e outros), que são indicados na nova Norma NBR 16401? É fato que, em instalações antigas de ar-condicionado central, raramente encontra-se uma bateria de filtros de

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ar nos equipamentos, mesmo porque os ventiladores dos equipamentos, sendo raras as exceções, não foram projetados com pressão estática disponível para vencer a perda de carga, sequer de um filtro classe G3 ou G4 (norma ABNT NBR16401- filtro grosso). Há necessidade de revisão técnica quanto a esses ventiladores. São, algumas vezes, encontradas mantas chamadas de “laváveis”, de espessura muito fina (5 a 10 milímetros) de baixo desempenho, enquanto que para instalações atuais são utilizados filtros de poliéster descartável ou porta mantas, classe G3 ou G4, de espessuras que variam de 25 a 50 milímetros. Entenda-se também que o termo “manta filtrante” é aplicado nos filtros multi bolsa de tecido especial, nos elementos dos filtros finos (tecido e papel celulósico) e dos filtros absolutos (papel de microfibra de vidro). A realidade é que a saúde não tem

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preço, mas é lógico que existe um limite real. As mantas da classe G3 e G4, existentes no mercado, têm um custo de reposição, baixo. Nesses casos, temos que atentar para as Resoluções do IAQ, no que se refere à filtragem de ar, e devemos conscientizar o usuário final, dessas modificações e melhorias. Algumas instalações, em pequena quantidade no Brasil mas usualmente em outros países em termos de escritórios e shoppings, utilizam não só o filtro G3 ou G4, mas um segundo estágio F5 a F8 (filtros finos), aumentando de maneira drástica a qualidade do ar-condicionado, retendo particulados mais leves (de 5 a 1 mícron exclusive). Nesse caso muitos ambientes contidos na norma NBR 16401, apontam para esse tipo de filtragem. (vide figura 3) Para alguns casos são utilizadas caixas de filtragem, munidas de manômetros diferenciais, para controle principalmente dos filtros finos (cada fabricante deve obrigatoriamente fornecer em suas fichas técnicas a pressão inicial e final em milímetros de coluna de água relativas aos filtros – esses dados são de laboratório) Nas instalações de laboratórios, blocos cirúrgicos, alguns setores de indústria alimentícia, de eletrônica e outros, a aplicação de sistemas de filtragem em três estágios (G4+F8+H13) com caixas de filtragem e ventiladores de alta pressão (tipo Limit Load) é comum, ou até deveria ser, de acordo com a Norma NBR-16401, a NBR 7256 e as Resoluções Anvisa (Indústrias Farmacêuticas e Laboratórios) Conforme experiência de campo, encontramos, de maneira corriqueira, instalações de ar-condicionado central com caixas de filtragem em péssimas condições, sem manômetros diferenciais para controle dos filtros, em casas de máquinas que mais parecem depósitos de material de pintura e de limpeza, ou se não, de construção. Como podemos garantir a qualidade do ar em instalações dessa maneira? Não nos referimos somente às instalações relativas a escritórios, empresas em geral, mas também em

ambientes hospitalares, o que é grave. A ausência de um sistema de filtragem em centrais de ar-condicionado apresenta a chamada “porta aberta”. Os sistemas de filtragem sem manutenção adequada são fontes de contaminação pelo fato de serem preteridos no processo de conservação, e por acharem que os usuários finais, neste caso, devem economizar ao máximo, e por não possuírem informações da importância do sistema, salvo por exigência de lei, passam a não apresentarem a configuração inicial no início da obra. Afinal de contas, o que realmente deve ser feito para que informações tendenciosas não venham a influenciar negativamente a respeito dos sistemas de ar-condicionado? Ações já estão sendo efetivadas através de convênios com parceiros da ASBRAV, como o CREA-RS, ABRAVA, ABEMEC (Associação Brasileira de Engenheiros Mecânicos), ANVISA MUNICIPAL-GVS – para a divulgação, conscientização e, posteriormente, fiscalização da nova norma da ABNT, NBR 16401, da norma ABNT NBR 7256 e das normas da ANVISA. A presente situação tem de mudar, sob pena do Setor de Ar-Condicionado ser interpretado como o vilão de várias situações duvidosas, e sem respaldo técnico. Não se deve enfrentar o cliente final, e sim orientá-lo, para que se dê conta da importância do que tem em mãos, como conforto ambiental, mostrando que seu investimento necessita ser protegido, e obtida toda a performance desejada da instalação. Especificamente sobre filtragem,

baseado em nossas observações do mercado, é urgente que se comece neste país um movimento para reinamento das equipes de montagem de novas obras e de manutenção nas empresas instaladoras e nas equipes próprias dos usuários quanto à instalação de sistemas de filtragem de ar, além de como monitorar e manter os mesmos. Esse treinamento é simples, baseando-se nos mecanismos de filtragem existentes, como avaliá-los, compreendendo seu funcionamento. Também é muito importante que os projetistas estejam dispostos à atualização de informações a respeito do que há de mais moderno na área de filtragem de ar, com métodos econômicos de projeto e estilos de instalações. Temos que ter em mente que técnicas e fatos novos necessitam ser assimilados para que novas instalações de ar-condicionado operem com economia e eficiência. É, através de um bom projeto e, principalmente da fiscalização da obra, que conseguiremos essas vantagens. Necessitamos urgentemente de um movimento de qualificação profissional e ética entre os profissionais do ar-condicionado, sob pena (e este fato já é presente) de que o setor seja taxado de marginal e ineficiente, aumentando assim a indiferença por parte do usuário. Agora é a hora de fazer valer as normas que aí estão como instrumentos de conscientização, qualidade e proteção ao investimento do cliente final e usuários de HVAC.

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Artigo Convidado

Automedicação: problema ou solução? *Por Julio De Santi Farmacêutico

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termo automedicação referese basicamente a toda e qualquer iniciativa de uso de um medicamento ou outro tipo de terapia por pessoa não capacitada em avaliar e diagnosticar as causas dos sintomas que lhe causam desconforto, disfunção fisiológica ou dor. Caracterizada por ausência de suporte médico capaz de definir, a partir de determinados sintomas, um caminho de diagnóstico que identifique as causas de uma disfunção orgânica para uma posterior prescrição ou tratamento, essa prática tem sido uma das principais preocupações da Organização Mundial da Saúde, de nosso Ministério da Saúde e de todos os profissionais da área da Saúde. No Brasil, essa prática é comum e bastante corriqueira chegando a ser de âmbito cultural. Muitos são os que têm para oferecer uma “receita” a um parente, amigo, vizinho ou colega de trabalho na tentativa de satisfazer uma necessidade manifesta como uma dor de cabeça, um resfriado, uma indisposição digestiva, uma dor muscular e assim por diante. Não raros os enganos ou equívocos. Não basta apenas identificar sintomas e correlacioná-los a uma suposta solução terapêutica medicamentosa, pois muitos são os casos em que diferentes e múltiplas doenças apresentam sintomas semelhantes e nem por isso a solução é a mesma. É preciso também considerar que

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para uma mesma doença as propostas terapêuticas podem ser distintas tanto na escolha do medicamento como nas dosagens utilizadas. Apesar de termos os mesmos mecanismos fisiológicos que nos sustentam, podemos diferir em nossas condições clínicas, que podem variar significativamente de pessoa para pessoa, como no exemplo: certo indivíduo que possui restrições por apresentar hepatopatia grave (doença do fígado) não pode ser tratado da mesma forma com um mesmo anti-inflamatório que um indivíduo sadio. Sendo o fígado um órgão de metabolização medicamentosa, a dose de medicamento para o primeiro poderá ser prejudicial ou tóxica, diferentemente para o indivíduo que não apresenta doença hepática. Múltiplas são as causas a nos induzir à automedicação: o já mencionado comportamento cultural do brasileiro de oferecer por experiência própria “receita” medicamentosa aos outros; o equívoco de diagnosticar doenças apenas pelos sintomas; a necessidade de alívio rápido de sintomas como dor, febre ou outro mal-estar; a facilidade de acesso a medicamentos; as dificuldades de acesso a profissionais médicos para consulta; diagnóstico e prescrição por deficiência de um sistema de saúde nacional que ainda precisa ser aperfeiçoado; a difusão na mídia de propagandas sobre medicamentos miraculosos capazes de solucionar os mais diversos problemas de saúde sob uma única fórmula ou apresentação; a busca por grande parte da população por respostas e

soluções para as suas mazelas nas farmácias, como se ali funcionasse uma “tenda dos milagres” e que todas as soluções seriam encontradas apenas pela administração de um único medicamento; o uso indevido do medicamento que mesmo escolhido de forma correta é administrado de forma errada tanto na dose como na posologia e muitos outros fatores que podem ser exaustivamente abordados. Saúde é algo sério que precisamos preservar sem medidas de esforços ou recursos porque sem ela nossa qualidade de vida ou nossa capacidade de interação certamente ficará prejudicada. Buscá-la de forma imediatista através do uso indevido de medicamentos pode ser enganação e não solução. De medicamentos e seu uso, nós profissionais farmacêuticos entendemos e podemos oferecer orientação. Em discussão atualmente, na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), está a prescrição farmacêutica para os medicamentos chamados MIPs (medicamentos isentos de prescrição médica), que pode somar esforços que contribuam em desfavor da automedicação perigosa, incerta e por vezes até fatal. Aos leigos no assunto e usuários da automedicação, resta a prudente assertiva: se sob o efeito de medicamentos persistirem os sintomas, consulte um médico ou procure um farmacêutico.


evenToS Foto: Divulgação PGQP

ASBRAV defende projeto por qualidade do ar em ambientes fechados

A reunião objetivou obter conhecimentos atualizados

ASBRAV visita PGQP

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Comitê Setorial da ASBRAV participou, no dia 17 de abril, de uma reunião com membros coordenadores do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP). O encontro teve a participação do presidente do comitê, Luiz Alberto Hansen, e da coordenadora de marketing e secretária executiva do comitê, Caroline Pires. A reunião teve como objetivo aproximar a ASBRAV da equipe do PGQP a fim de obter conhecimentos

atualizados sobre os procedimentos recomendados pelo programa e acelerar o crescimento do Comitê e a capacitação das empresas na gestão de qualidade. “Procuramos criar um círculo virtuoso de geração de conhecimento e realização de ações que otimizem a produtividade”, destaca Caroline. Dando sequência ao projeto desenvolvido, o Comitê pretende agendar uma palestra de sensibilização com um consultor credenciado pelo PGQP para formar um grupo de 10 a 20 empresas que participem da capacitação em oito critérios de qualidade. Visitas a outros comitês setoriais, para troca de experiências, estão nos planos.

Formatura SPLIT A ASBRAV concedeu, no dia 18 de abril, o certificado de conclusão do curso de Instalação de Split aos 23 alunos que completaram o programa no primeiro semestre de 2013. Após a entrega, os formandos participaram de um churrasco na sede da associação. O curso de Instalação de Split da ASBRAV é dividido em 20 encontros de três horas num total de 60 horas/aula. As aulas ocorrem três vezes por semana. Para participar, é necessário ter o Ensino Fundamental completo e ser

A Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre debateu, no dia 23 de abril, o Projeto de Lei que regulamenta normas para projeto, instalação e manutenção de sistemas de climatização em ambientes fechados de uso público ou coletivo. A proposta foi elaborada pela ASBRAV, em conjunto com o vereador Valter Nagelstein (PMDB). O Projeto tem como objetivo controlar a qualidade do ar e evitar a proliferação de doenças e infecções em ambientes fechados, prevenindo a chamada síndrome do edifício doente. “É mais vantajoso prevenirmos através de soluções de climatização adequadas dentro das normas vigentes, do que ignorar o assunto e permitir a propagação de doenças respiratórias, que irão lotar os hospitais e exigir investimento público”, afirma o diretor de comunicação e marketing da ASBRAV, César De Santi. Além de permitir a propagação de doenças respiratórias, um ambiente fechado e mal climatizado reduz o rendimento de profissionais no ambiente de trabalho. Estudos comprovam que o acúmulo de gás carbônico em espaços fechados promove o cansaço, a desconcentração e o mal-estar do trabalhador.

aprovado na prova de seleção – dividida em Língua Portuguesa e Matemática. O programa de aulas aborda temas como Seleção de Equipamentos, Instalação de Unidade Condensadora e Evaporadora, Interligação de Tubulações e Redes de Dreno. O curso tem vagas abertas para a edição do segundo semestre deste ano. O investimento, informações sobre o programa completo, matrículas e forma de pagamento estão disponíveis no site da ASBRAV (www.asbrav.org.br) e também podem ser obtidas pelo e-mail secretaria@asbrav.org.br.

Foto: Divulgação Asbrav

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COLDAR ENGENHARIA E COMÉRCIO COLDBRAS S/A CONCEITO TÉCNICO PROJ PLANEJ ASSESSORIA CONFORTARE AR CONDICIONADO CONSTARCO ENGENHARIA E COMÉRCIO CORREA MANUTENÇÃO CUBO VERDE ARQUITETURA CURTIS CONSULTORIA u DAIKIN MCQUAY AR CONDICIONADO BRASIL DAMIANI SOLUÇÕES DE ENGENHARIA DANIEL THOMAZ DOS SANTOS DELTA FRIO INDÚSTRIA DE REFRIGERAÇÃO DIFUSTHERM INDUSTRIAL DE METAIS u ECCOSYSTEMS SOLUÇÕES AMBIENTAIS ECO CLIMA CLIMATIZAÇÃO ECONFORTO SOLUÇÕES TÉRMICAS EDUARDO AZEREDO DA LUZ EGON WERNER BECKER EJR ENGENHARIA ELETRO AR SUL ENCLIMAR ENGENHARIA DE CLIMATIZAÇÃO ENGE REPRESENTAÇÕES TÉCNICAS ENGEMESTRA ENG MEC E SEG DO TRABALHO ENGENHAR CLIMATIZAÇÃO ENGETÉRMICA AR CONDICIONADO EPEX IND COM DE PLÁSTICOS ESCOLA TÉCNICA PROFISSIONAL ESICC ELETRÔNICA INDUSTRIAL EUROCABLE BRASIL IMP & EXP EVERALDO VERCELINO COELHO DA LUZ u FÁTIMA ROSALI SILVEIRA ALFONSIN FELIPE PRAETZww EL ANDRIGHETTI FLÁVIO RIBEIRO TEIXEIRA FRANCIELLE DALL AGNOL FREE TEC RS FRIGELAR COMÉRCIO E DISTRIBUIÇÃO FRIZA COM MAT ELET HIDRÁULICO FULL GAUGE ELETROCONTROLES u GB AR CONDICIONADO GILBERTO BAVARESCO GLOBUS SISTEMAS ELETRÔNICOS GM AR CONDICIONADO GOOD SERV DE CLIMATIZAÇÃO GRUPO VG - TELEINFORMÁTICA SUL

novos associados asbrav u ACHSE CONSULTORIA E PROJETOS LTDA u ANDRÉ OLIVEIRA MACHADO u EVERALDO VERCELINO COELHO DA LUZ u FREE TEC RS u GB AR CONDICIONADO u LUCAS DA VEIGA u QUENTE & FRIO CLIMATIZAÇÃO u VITOR WAWRICK u VOLTYS SOLUÇÕES EM CLIMATIZAÇÃO

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PLANIDUTO AR CONDICIONADO PRODEPRED AUTOMAÇÃO PROJELMEC VENTILAÇÃO INDUSTRIAL PROJETOS AVANÇADOS ENGENHARIA PROTÉRMICA CLIMATIZAÇÃO u QUAD CLIMA QUENTE & FRIO CLIMATIZAÇÃO QUIMITEC QUÍMICA INDUSTRIAL u REARSUL AR CONDICIONADO RECOM RECUPERADORA COMPRESSORES REFRIGERAÇÃO CAPITAL REFRIGERAÇÃO DE CONTO REFRIGERAÇÃO DUFRIO COM. IMP. REFRIGERAÇÃO MANCHESTER REFRIGERAÇÃO PEZZOL REFRIGERAÇÃO TUDO FRIO REFRIMAK PEÇAS E SERVIÇOS RIGOTTI CLIMATIZADORES RIMA ENGENHARIA RODRIGO VIEIRA BAIALARDY ROGER MERG SARAIVA RONI DE LIMA SANTOS u SÃO CARLOS AR CONDICIONADO SCHEIN GESTÃO EMPRESARIAL SERRAFF INDÚSTRIA DE EVAPORADORES SF ENGENHARIA E CONSULTORIA SISTAVAC SISTEMAS HVAC-R DO BRASIL SÓ FRIO IND E COM DE REFRIGERAÇÃO SOCLAM AR CONDICIONADO SÔNIA BEATRIZ CAMARGO SUGUIMATI SPLIT PETRY COMPANY SPM ENGENHARIA SPRINGER CARRIER SR REFRIGERAÇÃO E MANUTENÇÃO SR SERVIÇOS DE CLIMATIZAÇÃO SUL CLIMA ENGENHARIA SULCESAR REPRESENTAÇÕES SUPERMERCADOS GUANABARA u TEC AR COMÉCIO DE AR CONDICIONADO TECFRIO TECNOENGE AR CONDICIONADO TECNOLÓGICA CONFORTO AMBIENTAL TECNOSOL APARELHOS TÉRMICOS TELCO EQUIPAMENTOS REFRIGERAÇÃO TERMOPROL-TERMODINÂMICA SERVIÇOS TESTONI/GTA DO SUL THIAGO DOS SANTOS FERREIRA TIAGO JOSÉ BULLA TIMÓTEO FERNANDES DE SOUZA TOSI INDÚSTRIA E COMÉRCIO TOTALINE-PEÇAS EQUIP P/REFRIG E AR COND TRANE DO BRASIL u UDO ADOLF URANUS AR CONDICIONADO u VALAYR WOSIACK (SÓCIO HONORÁRIO) VENTILADORES ELEFANT VIDALAR PROJETOS INSTALAÇÕES AR CONDICIONADO VITALI COMÉRCIO E SERVIÇOS VITOR REFRIGERAÇÃO VITOR WAWRICK VOLTYS SOLUÇÕES EM CLIMATIZAÇÃO VRF ENGENHARIA u WAGNER FINGER HÖRBE u YBEMAC AR CONDICIONADO


Revista ASBRAV N°3  

Publicação de março/abril de 2013

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