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Revista bimestral da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar condicionado, Aquecimento e Ventilação – Novembro/ Dezembro 2012

nº 1

Perfil Paulo Vellinho: “Sonho com o dia em que todos

Como está a qualidade do ar que respiramos?

os brasileiros poderão ter o conforto e o bem-estar proporcionados pelo ar climatizado”

MErCaDO Pesquisa revela

Especialistas falam sobre a

o crescimento

importância do Plano de Manutenção,

da Nova Classe

Operação e Controle (PMOC)

Média (NCM)

dos sistemas de climatização

brasileira


eXPediente SeDe rS Rua Arabutan, 324 Navegantes, Porto Alegre/RS CEP 90240 – 470 fone/fax (51) 3342–2964 3342–9467/ 9151–4103 email: asbrav@asbrav.org.br Site: www.asbrav.org.br eSCriTÓriO reGiONAl De SANTA CATAriNA email: asbravsc@asbrav.org.br eSCriTÓriO reGiONAl DO pArANÁ email: asbravpr@asbrav.org.br DireTOriA eXeCUTiVA presidente: Luiz Afonso Dias 1˚ Vice-Presidente: Cesar Augusto Jardim De Santi 2˚ Vice-Presidente: Mário Alexandre Möller Ferreira 3˚ Vice-Presidente: Sérgio Helfensteller Secretária: Hani Lori Kleber Tesoureiro: Luiz Barney Balduzzi Pavan Diretor Administrativo Financeiro: Vanderson Aloise Scheibler Diretor de Comunicação e Marketing: João Henrique Schmidt dos Santos Diretor de Desenvolvimento Associativo: Sérgio Helfensteller Diretor de ensino e Treinamento: Paulo Otto Beyer Diretor da Qualidade: Luiz Alberto Hansen Diretor de Gestão Empresarial: Carlos Rodrigues Diretor de Relações Institucionais: Eduardo Hugo Müller Diretor Técnico: João Carlos Antoniolli Diretor de patrimônio: Adão Lumertz Diretora Social: Janaína dos Santos Costa Diretor de Integração Regional: Mário Oliveira Diretor Grupo Setorial Refrigeração: Telmo Antonio de Brito Diretor Grupo Setorial Ar-Condicionado: Eduardo Castro de Oliveira Diretor Escritório Regional de Santa Catarina: Arivan Sampaio Zanluca Diretor de Desenvolvimento Associativo de Santa Catarina: Daniel Trompowsky Ávila Diretor Escritório Regional do Paraná: Alexandre Fernandes Santos CONSelHO DeliBerATiVO presidente: Gilmar Luiz Pacheco Roth Secretário: Rodolfo Rogério Testoni Conselheiros Titulares: Bolivar Peres Fagundes, Carlos Alberto Mendez Leon, Gustavo Guilhermo Lazo Tessier, Maricilvio Caetano Stedile, Maurício Carvalho, Ricardo Vaz de Souza e Rodrigo da Silva Miranda Conselheiros Suplentes: André Helfensteller, Flávio Ribeiro Teixeira e Rodrigo Veloso da Costa Teixeira COMiTÊ SeTOriAl ASBrAV NO pGQp presidente: Luiz Alberto Hansen Coordenação de Capacitação: Roberta Vieira Coordenação de Avaliação: André Helfensteller Coordenação Geral: Bruna Lazzarotto Coordenação de Marketing: Caroline Pires Secretária Executiva: Caroline Pires Conselho Editorial Revista ASBRAV Anderson Rodrigues, Cesar De Santi, Gilmar Roth, James Mattos, João Carlos Antoniolli, João Henrique Schmidt dos Santos, Luiz Barney Pavan, Luiz Carlos Petry, Mário Alexandre Ferreira, Paulo Otto Beyer, Ricardo Vaz e Valéria Sales

editorial

Perspectivas para 2013 s perspectivas de crescimento do setor do ar-condicionado e ventilação, principalmente no que se refere à linha residencial, como todos sabemos, estão intimamente vinculadas às temperaturas. Nesse aspecto, o mercado será favorecido, porque a previsão para o verão que se aproxima é que a temperatura média será mais alta, comparada com os dois últimos anos. Temperatura favorável, disponibilidade de linha de crédito com juros mais acessíveis, aumento da renda, aliados à disponibilidade no mercado para acolher essa demanda, são ingredientes fartos para o crescimento dos negócios. Acredito que não nos equivocaremos mantendo o otimismo com as perspectivas que se avizinham. O mercado corporativo, que não vincula seu planejamento às oscilações das temperaturas, mas sim à condição do empreendimento, quer seja comercial, industrial, hospitalar, hoteleiro e outros, que implantam um sistema de climatização corretamente projetado, instalado e mantido, de acordo com as normas vigentes, continua em franca expansão, por conta dos empreendimentos já programados e os que estão por vir. Mas sempre é oportuno lembrar a importância da contratação de profissionais e empresas habilitadas para esses serviços. O setor HVAC-R continua preocupado com a disponibilidade e a qualidade da mão de obra. Todos os esforços têm sido feitos no sentido de oferecer cursos e treinamentos, mas é necessário mais para atender à demanda do mercado. Para o ano de 2013, a ASBRAV continuará a intensificar novas oportunidades de treinamento, visando suprir com maior eficácia essa carência. Também devemos nos preocupar com a gestão das empresas, e nos preparar para novos desafios. Ótimo encerramento de ano a todos, e um 2013 repleto de sucessos! Luiz Afonso Dias Presidente da ASBRAV

Uffizi Consultoria em Comunicação

Diretor Executivo: Almir Freitas (MTb/RS 5.412) Edição: Ingrid Holsbach Redatora: Jaíne Martins Editoração: Carla Cadó Vielmo Dietrich Revisão: Luana Aquino Fone: (51) 3330.6636 Os artigos aqui reproduzidos são de responsabilidade de seus autores, e não refletem necessariamente a opinião da ASBRAV e da Uffizi Consultoria em Comunicação.

MiSSÃO: Congregar, representar e apoiar os associados, proporcionando o desenvolvimento técnico e de gestão, atuando de forma pró-ativa, ética e moral. ViSÃO: Ser reconhecida pela sociedade como entidade referência dos setores que representa.


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Sumário Foto Tânia Meinerz

GESTÃO SUSTENTÁVEL Saiba como a Eccosystems conseguiu reduzir custos com o consumo de água e conquistar certificações verdes.

MATÉRIA DE CAPA PMOC: Fique por dentro do cenário atual, e novidades do plano que propõe melhorar a qualidade do ar dos ambientes climatizados. Foto Reprodução

perfil No mercado de trabalho há 66 anos, Paulo Vellinho relata a sua trajetória e experiência de vida no ramo da refrigeração.

GESTÃO DE PESSOAS Valorização das pessoas: este é o conceito que guia a política de relacionamento com o público interno, da Klift Serviços de Climatização.

OBRA DESTAQUE Pioneira no Brasil no sistema de torres de resfriamento de água do sistema de climatização, Annemos relata o trabalho feito na Arena.

GESTÃO SOCIAL A busca por um mundo mais justo motivou a equipe da São Carlos Thermal Systems a desenvolver um plano de ações sociais.

NOTAS E LANÇAMENTOS Confira as novidades do setor.

ENSINO Escola Técnica Profissional, de Curitiba, investe em mão de obra qualificada para a área.

TECNOLOGIA E INOVAÇÃO Empresa de Santa Catarina, Tecnosol, aposta no mercado de geração de energia alternativa com tecnologia própria.

PERFIL EMPRESARIAL Full Gauge Controls investe em novo mercado e expande as fronteiras. A empresa começa a atuar no México.

DICAS DE ARQUITETURA Artetec prioriza eficiência energética em projeto da nova sede da CDL Porto Alegre.

MERCADO O crescimento da Nova Classe Média (NCM) brasileira, que investe cada vez mais em conforto.

ARTIGO TÉCNICO Comparação entre sistemas de ar-condicionado com fluxo de refrigerante variável e água gelada, por Paulo Beyer e Thiago Lucca.

ARTIGO CONVIDADO Como nos velhos ditos populares, por Antônio Cesa Longo.

Associados asbrav Confira a lista.

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Perfil

“Não tenho o direito de parar” Paulo Vellinho é natural de quando a matriz da empresa em Caxias do Sul. Veio para Porto que seu pai trabalhava se mudou Alegre com a família, aos dois anos, para a Capital. Aos 18 anos, Vellinho começou a trabalhar na Springer como vendedor e atingiu a direção da empresa aos 28 anos. Foi responsável pela vinda da Panasonic, da Admiral e da Carrier para o Brasil. Hoje, é conselheiro e gerente da Tosi. É casado, tem quatro filhos e 11 netos. Apesar de trabalhar há 66 anos, acha que não tem o direito de parar. Busca inovar e aprender mais e ainda sonha com o dia em que todos os brasileiros poderão ter, não somente no trabalho, mas também em suas casas, o conforto e o bem-estar proporcionados pelo ar climatizado. A íntegra da entrevista você confere a seguir: Revista ASBRAV – O senhor começou a trabalhar na Springer como vendedor e atingiu a direção da empresa. Que lições tirou dessa experiência? Paulo Vellinho – Uma história de vida e de trabalho. Revista ASBRAV – O ar-condicionado era privilégio de poucos e o Rio Grande do Sul foi o primeiro lugar que recebeu indústria desse tipo de produto na América Latina. O senhor esteve envolvido nesse processo. Poderia nos contar como foi? Paulo Vellinho – A Springer lançou o ar-condicionado em 1958. Foi a primeira fábrica a lançar no Brasil e na América Latina. E isso foi uma busca de vanguarda, aliás, essa sempre foi uma característica da Springer: ser inovadora. Contrariamos as pesquisas da época que não recomendavam o uso do ar-condicionado e as restrições da sociedade. Dizia-se que ele provocava pneumonia em crianças, entre outros mitos. O nosso feeling dizia que tinha espaço para esse produto. Foi um lance de ousadia, de coragem, e deu certo. Não foi fácil quebrar os paradigmas. Foi feito todo um trabalho de mobilização da sociedade para que o ar-condicionado deixasse de ser um artigo de luxo e se tornasse uma necessidade. Inclusive, já foi comprovado cientificamente que ele aumenta a produtividade no trabalho. Por outro lado, no ambiente doméstico, ajuda no repouso.

Revista ASBRAV – Como foi trazer Admiral, Panasonic e Carrier para o país? Paulo Vellinho – Nós estávamos em uma encruzilhada. Se a Springer continuasse sendo uma fabricante de geladeiras, com tecnologia própria e design da época, não teria sobrevivido. Os nossos concorrentes eram os que são hoje: as multinacionais. Então, para buscar horizonte, nós

Foto Tânia Meinerz

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selecionamos empresas de perfil global, que pudessem desenvolver tecnologia no Brasil.

Revista ASBRAV – Como foi a sua experiência de presidir entidades sindicais? Paulo Vellinho – Atuei na ABINEE (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), no SINAES (Sindicato das Indústrias Elétricas, Eletrônicas e Similares do Estado de São Paulo), na ASGAV (Associação Gaúcha de Avicultura), na AARS (Associação do Aço do RS), e na FIERGS (Federação das Indústrias do RS). Aprendi muito, a começar pelo desafio de liderança, porque a sociedade civil ou sindical é formada por “caciques”. E liderar com sucesso “caciques” requer habilidade, tolerância, compreensão e respeito. O mais difícil talvez seja que, muitas vezes, a exigência da entidade se sobrepõe e o presidente é obrigado a legislar contra a própria empresa.

Revista ASBRAV – Como é integrar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) da Presidência da República? Paulo Vellinho – Integro o CDES desde 2003. Os Conselhos, dos presidentes Lula e Dilma, são para mim a realização de um sonho. O CDES é uma entidade plural, voluntária, que pensa o Brasil. Recebe missões difíceis e transforma o desafio em projeto. Permite corrigir rumos no Legislativo. Já o Conselho do governador Tarso Genro é mais político do que técnico, enquanto o de Brasília é mais técnico do que político.

Sonho que todos os brasileiros possam ter, não somente no trabalho, mas também em suas casas, o conforto e o bem-estar proporcionados pelo ar climatizado.

Revista ASBRAV – Há quantos anos o senhor trabalha? Pensa em parar? Paulo Vellinho – Trabalho há 66 anos. Atualmente, sou conselheiro e gerente da Tosi. Acho que não tenho o direito de parar. O conhecimento que adquiri não pode ser arquivado. Deve ser disponibilizado para a sociedade. Enquanto eu tiver saúde, mais mental do que física, pretendo trabalhar.

Revista ASBRAV – Como o senhor avalia a sua trajetória profissional? Paulo Vellinho – Sinto-me bem comigo mesmo e não há posição estática. Procuro inovar e aprender a cada dia. É um processo infinito na busca do aperfeiçoamento.

Revista ASBRAV – Há alguma história inusitada? Paulo Vellinho – O que mais me marcou na vida profissional foi ter conseguido “peitar” o dono da Admiral, no sentido de me liberar o uso da marca de tecnologia de processo e de produto. Conjunto esse de conquistas que deram à Springer um novo horizonte de crescimento e sucesso. Conseguimos isso sem o pagamento do equivalente a 500 mil dólares.

Revista ASBRAV – Há algo que gostaria de mudar em sua trajetória de vida? Paulo Vellinho – Não teria vendido as ações da Springer. Foram 42 anos de dedicação a essa empresa. Faltoume paciência para buscar convencer o acionista majoritário para que a cultura da empresa, que tinha a minha cara, não fosse mudada. A emoção se sobrepôs à razão.

Revista ASBRAV – Ainda há algo que gostaria de conquistar? Paulo Vellinho – Eu me sinto realizado. Busco não perder a ousadia, característica dos jovens. Combatendo, assim, a tendência de abraçar a prudência que caracteriza os idosos.

Revista ASBRAV – Quais os

planos para os próximos anos? Paulo Vellinho – Não se planeja muito na minha idade. Pensar no amanhã é um exercício inútil e caro, pois rouba tempo precioso do fazer o hoje com amor e sucesso.

Revista ASBRAV – Como o senhor vê o mercado de ar-condicionado, refrigeração, aquecimento e ventilação? Paulo Vellinho – É um mercado infinito. Sonho que todos os brasileiros possam ter, não somente no trabalho, mas também em suas casas, o conforto e o bem-estar proporcionados pelo ar climatizado.

Revista ASBRAV – Quais são os principais desafios desse mercado hoje? Paulo Vellinho – Qualidade de produto, vanguarda tecnológica e capacidade de vender, ou seja, distribuição.

Revista ASBRAV – Que conselhos o senhor daria aos empresários da ASBRAV? Paulo Vellinho – Eu considero muito pretensioso dar conselhos. Minha sugestão é que os empresários associados à ASBRAV corram sempre atrás do infinito na busca da perfeição.

Revista ASBRAV – Qual o seu conceito de líder? Paulo Vellinho – Liderança é a característica de uma parcela dos seres humanos. Líder não se produz, se é ou não. Cabe a eles liderar com sabedoria e amor às minorias. A liderança não é uma classe social ou econômica, pois a sociedade é composta por um universo heterogêneo de pessoas, daí porque cada líder transforma essa sociedade heterogênea em uma sociedade homônima que será altamente produtiva.

Revista ASBRAV – Qual o seu conceito de sucesso? Paulo Vellinho – É conviver com os desafios e fazer, mesmo errando, pois o erro não é pecado, mas, como resultado, ter a somatória dos acertos maior que a de erros.

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Gestão de pessoas

A empresa

Colaborador satisfeito, empresa competitiva Se existe uma empresa do setor de ar-condicionado, refrigeração, ventilação e aquecimento onde a valorização das pessoas é a base para o sucesso, esta organização é a Klift Serviços de Climatização.

E

ssa foi a razão que motivou a implantação de uma política de cargos e salários, já tendo sido implantados os perfis de cargo e suas progressões, o que serve como base para recrutamento e seleção de candidatos, subsídios para futuras promoções, necessidades de treinamento e captação de novos talentos. Conforme Roberta Rocha Vieira, assistente de Qualidade e Recursos Humanos, “essa política proporcionará ao colaborador maior valorização e desenvolvimento profissional, através de um plano de carreira”. Após a completa implantação da política de cargos e salários, e, através das competências ali apontadas, é que o colaborador saberá quais caminhos poderá percorrer para a ascensão profissional. A vantagem em adotar essa política, segundo Roberta, está em ter colaboradores mais integrados com a visão da empresa, motivados,

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participativos, satisfeitos e produtivos. “Como consequência ofereceremos ao mercado serviços com maior qualidade. Trata-se de uma troca: colaborador satisfeito, empresa satisfeita. Nosso objetivo é agregar diferenciais à prestação de serviços de climatização e à mão de obra, esse é o ingrediente mais importante”, destaca Roberta. Os 59 colaboradores são incentivados a se qualificarem profissionalmente, através de cursos e treinamentos oferecidos pela empresa. Investir cada vez mais em capacitação é um dos planos da Klift, assim como, em lideranças. A organização entende que sem profissionais qualificados e treinados não se consegue atingir o nível e o padrão desejado. Para o diretor de Qualidade da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV), e presidente do Comitê Setorial ASBRAV no Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP), Luiz Alberto Hansen, a adoção de políticas de valorização dos colaboradores beneficia, imediatamente, a qualidade na prestação dos serviços da empresa e promove a agilização dos processos, culminando em uma melhora no sistema de gestão. “Todos os colaboradores envolvidos sentem que a empresa mu-

A Klift, Serviços de Climatização, está presente no mercado gaúcho desde 1976. É oriunda das Lojas Springer, grupo ao qual pertenceu até 1989. Presta serviços em sistemas de climatização e manutenção preventiva e corretiva em equipamentos splits, multisplits e centrais. Tem como missão a qualidade e a eficiência na prestação de serviços visando a plena satisfação dos clientes bem como o crescimento da empresa e colaboradores, com ética e práticas de sustentabilidade. Para mais informações, acesse: www.klift.com.br

dou através deles e, então, se atinge o ápice da qualidade e se implementa o processo de melhoria contínua”, relata. Ele adianta que a ASBRAV se sente orgulhosa em ser atrelada ao PGQP e que, no início de 2013, deve formar uma nova turma capaz de implantar os oito Critérios de Excelência em suas respectivas organizações.

Qualidade A Klift trabalha a aplicação prática da gestão de pessoas por competências, com base no conceito de Conhecimentos, Habilidades e Atitudes (CHA), que faz parte de treinamento de qualidade proporcionado pelo Comitê Setorial ASBRAV, que atua junto ao PGQP. “O treinamento nos fornece subsídios para trabalharmos os processos de recursos humanos de forma integrada, dinâmica e interativa, através de incentivo, desenvolvimento, retenção e acompanhamento de pessoas”, explica Roberta. Certificada para a implantação dos oito Critérios de Excelência, conforme a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) e o PGQP, dentre eles o critério 6: Gestão de Pessoas, esse foi o primeiro passo desenvolvido e implantado na empresa. A escolha da Gestão de Pessoas como primeira etapa para a gestão da qualidade parte da premissa de que as pessoas são o alicerce para qualquer organização.

Reprodução


GeStão Social

Fotos Divulgação

Por um mundo mais humano Quando se procura definir o que é responsabilidade social nas organizações, a definição mais completa indica ser um conceito segundo o qual as empresas decidem, numa base voluntária, contribuir para uma sociedade mais justa e para um ambiente mais limpo.

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undada em 1958, a São Carlos Thermal Systems, com sede em Esteio, atuante na prestação de serviços de manutenção, climatização, refrigeração e ventilação dos setores industrial, comercial e serviços, decidiu envolver o maior número de funcionários para tornar o nosso mundo mais humano e social. Ajudar as pessoas também é uma característica da São Carlos Thermal Systems. Todo mês a empresa arrecada um tipo de produto, como roupa,

a empresa por mês, z ve a m U s e a produto dos arrecad cadastra is em loca a g e tr n e

material didático e leite, entre os seus mais de 200 funcionários e entrega No Natal de 2011 , a São Carlos loc para creches, escoou brinquedos inflá veis e disponibilizo las e asilos previau na Escola Comunitá ria São Matheus mente cadastrados. Para o Natal de 2012 está prevista a locação de brinquedos infláveis para uma entidade assistencial ainda a ser definida. Sérgio Helfensteller, diretor comercial, conta que os próprios colaboradores se reúnem e vão até as entidades A empresa, com sede em Esteio e focada fazer a entrega dos produtos arrecadana excelência do atendimento, está sempre dos. A ação é realizada há cinco anos e, buscando a superação das expectativas a cada edição, ganha mais voluntários. do cliente através do trabalho embasado Atualmente, atende quatro entidades na responsabilidade socioambiental, cadastradas de Esteio e à Escola Comucrescimento sustentável, seguro e rentável. nitária São Matheus, que possui cerca A São Carlos se engajou nos conceitos de de 900 crianças, em Canoas. qualidade total, conquistando em 2003 No Natal do ano passado, a ema certificação ISO 9001 e, em 2008, a ISO presa locou brinquedos infláveis para 14001, mantendo-se permanente em suas as crianças dessa escola. A gerente de recertificações e atualização às últimas Recursos Humanos, Teresinha Andrade, versões das respectivas normas. Para conhecer o trabalho, acesse: conta como foi acompanhar a ação: www.scarlos.com.br “Esse dia me marcou bastante. Voltei muito satisfeita e gratificada. O retorno foi muito bom”. A São Carlos se engajou nos conceiJá Bianca Andrade, assistente da mesma área, lembra da visita a um asi- tos de qualidade total, conquistando lo. Ela relata que os idosos, carentes de em 2003 a certificação ISO 9001, em atenção, ficaram muito felizes com a 2008, a ISO 14001 e, em 2011, a OHSAS 18001, mantendo-se permanente em visita e entrega das doações. O diretor de Qualidade da Asso- suas recertificações e atualizações. A ciação Sul Brasileira de Refrigeração, empresa foi auditada pela certificaAr Condicionado, Aquecimento e Ven- dora BSI, de São Paulo, e conseguiu a tilação (ASBRAV), Luiz Alberto Hansen, recertificação da especificação OHSAS vê com muita simpatia a realização de 18001, no final de outubro. A OHSAS 18001 é uma especifiações sociais por parte de empresas: “Já que o nosso governo não consegue cação de auditoria internacionalmente atender a todas as demandas da popu- reconhecida para sistemas de gestão lação, vemos as ações realizadas pela de saúde ocupacional e segurança. Foi São Carlos como uma missão que só desenvolvida com compatibilidade podemos aplaudir. Se outras associa- com a ISO 9001 (Sistemas de Gestão da das quiserem realizar iniciativas nesse Qualidade) e a ISO 14001 (Sistema de Gestão Ambiental). sentido, serão muito bem-vindas”.

São Carlos Thermal Systems

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notaS e lançamentoS Noite do Clima 2012 deve reunir cerca de 400 convidados

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18ª edição da Noite do Clima reunirá funcionários e gestores das empresas do setor de refrigeração, ar-condicionado, aquecimento e ventilação para confraternizarem, no Restaurante Panorama, dia 30 de novembro, a partir das 21h, no Centro de Eventos da PUCRS (Av. Ipiranga, 6681, Prédio 41, 4º andar), em Porto Alegre. O tradicional jantar conta com espaço para dança e várias atrações. O propósito do evento, segundo a diretora Social da ASBRAV, Janaína dos Santos Costa, é oferecer um momento de interação e troca de informações entre os associados, e também de agradecimento da entidade pela adesão e participação de todos.

Boa aceitação de produtos brasileiros faz Joape dobrar a expectativa de venda A presença em um evento referência no setor de climatização fez com que a Joape revelasse otimismo com a perspectiva de vendas para o México. A estimativa é aumentar em 100% a comercialização de climatizadores no ano que vem. A Joape esteve recentemente na AHR-Expo® México, feiFoto Divulgação Joa pe ra de aquecimento,ventilação e refrigeração. Um dos produtos que mais chamou atenção foi o modelo Jurerê (antiga denominação 767). O equipamento possui a capacidade de reduzir a temperatura do ar, proporcionando um ambiente agradável através da umidificação. Também houve grande interesse pelo modelo BOB, compacto e de aplicação variável no comércio ou residência.

Criado Sindicato das Empresas Prestadoras de Serviços O Sindicato das Empresas Prestadoras de Serviços no segmento de Refrigeração, Ventilação, Aquecimento e Climatização do Rio Grande do Sul (Sindratar-RS) foi criado com a proposta de representar apenas prestadores de serviços e profissionais liberais. De acordo com o presidente, Sérgio Helfensteller, é a primeira vez que o setor terá uma entidade que representará todas as empresas.

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Palestra de Sensibilização para Qualidade na ASBRAV A ASBRAV recebeu no dia 27 de novembro, em sua sede em Porto Alegre, o Secretário Executivo do Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP), Luiz Ildebrando Pierry. Na ocasião, Pierry falou sobre o impacto da qualidade nos resultados. O objetivo do encontro foi reunir empresários do setor HVAC/R para tratar de ferramentoas que podem trazer resultados importantes.

Projelmec esteve presente na Climario 2012 Sempre buscando a excelência no desenvolvimento de projetos com ênfase na Eficiência Energética, a Projelmec expôs seus produtos na Climario 2012, de 3 a 5 de outubro, no Rio de Janeiro. Os destaques foram a linha de catálogos técnicos, já disponível para download no site (www.projelmec.com.br), e o novo software de seleção. A Projelmec Ventilação Industrial, há 38 anos no mercado, é especializada em desenvolver, produzir e comercializar ventiladores e exaustores para as mais diversas aplicações. Possui um amplo mix de produtos, que podem ser adaptados de acordo com a necessidade do cliente. Certificada pela ISO 9001:2008, a Projelmec busca a excelência, através da qualidade e atualizações constantes de seus produtos.

Full Gauge passa por maratona de feiras A Full Gauge Controls acaba de passar por uma maratona de feiras. Entre as últimas semanas de setembro e as primeiras de outubro foram um total de sete participações como expositora em eventos espalhados pela Europa e América Latina. Segundo o diretor Antonio Gobbi, “a maioria das feiras nos possibilita uma oportunidade única, que é o contato com nosso consumidor final, cliente de nosso cliente, o qual nos traz várias informações do mercado. É por tudo isso que a visibilidade alcançada nas feiras muitas vezes tem valor imensurável, o que nos faz investir cada vez mais nessa ferramenta”. Confira aqui as feiras que a empresa participou: Chillventa – Nürnberg, Alemanha Climario – Rio de Janeiro, Brasil Feria Internacional de Bogotá – Bogotá, Colômbia e ão Full Gaug AHR-Expo México – Monterrey, México Foto Divulgaç O extenso calendário de feiras de 2012 encerra-se em novembro, quando a empresa irá expor na The Big 5, em Dubai, e na Fispal Food Service Nordeste, em Recife, totalizando a marca de 34 participações.


enSino

Escola Técnica Profissional faz 14 anos

Dispõe de cursos com aulas apenas nos �inais de semana para atender alunos de outros estados do país. “Muitos alunos veem nessa modalidade uma oportunidade de obter um diploma de técnico em climatização e refrigeração, reconhecido pela Secretaria de Educação”, comenta o fundador Alexandre Fernandes. Mais informações: www.escolapro�issional.com.br Cursos oferecidos: Mecânico de refrigeração; Técnico em refrigeração e climatização; Acionamento de motores; NR 10; NR 33; Projetos básicos de ar-condicionado; Gerência de manutenção

Foto Divulgação Escola Técnica Profissional

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riada em 1998, a Escola Técnica Profissional de Curitiba, oferece cursos na área de refrigeração e arcondicionado e é liderada pelo mestrando em Engenharia de Desenvolvimento de Tecnologia pelo Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (LACTEC), Alexandre Fernandes. A escola tem por objetivo colocar o conhecimento em ação e fomentar o mercado com profissionais com qualidades técnicas e éticas. Quando decidiu abrir a escola, aos 22 anos, o fundador e também professor trabalhava em uma instaladora de ar-condicionado e via a falta de profissionais qualificados na área. A primeira turma tinha apenas quatro alunos, quatro cadeiras e um quadro negro. Hoje, a escola já contabiliza a passagem de mais de quatro mil alunos e conta com professores que trabalham há bastante tempo na área. “Estamos forte nas empresas e temos capacidade de colocar rapidamente nossos alunos no

Há 14 anos um jovem decidiu transformar a carência de mão de obra qualificada para a instalação de ar-condicionado em um negócio. mercado de trabalho. Possuímos vários atuando como gerentes e até diretores de multinacionais”, destaca Fernandes. Para ele, o mercado de refrigeração passa por um momento muito bom. O que o preocupa, no entanto, é se o mercado terá técnicos suficientes para atender às demandas do setor. “Faltam muitos profissionais na área. Um pré-adolescente fala que quer seguir essa ou aquela profissão, mas raramente diz que quer ser profissional de refrigeração”, observa. Um dos desmotivadores, continua, pode ser a desvalorização que os próprios profissionais e empresários impõem à profissão, cobrando valores muito baixos para os serviços e não valorizando todo o estudo que é empregado desde um balanceamento até a brasagem de uma tubulação. Nesse sentido, acredita que associações como a Associação Sul Brasileira de Refri-

geração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV) são essenciais para fomentar o desejo de mais profissionais entrarem na área. “A solução está em uma classe unida que incentiva o aumento do número de profissionais”, ressalta. Duas situações, em especial, o preocupam: o aumento do número de habitantes do planeta estimado em nove bilhões de pessoas em 2050, e a substituição dos fluidos refrigerantes do tipo R-22. Com relação ao primeiro, Fernandes afirma que o Brasil perde 40% da produção alimentícia e que o armazenamento e a capacidade de se fazer mais câmaras frigoríficas depende de profissionais qualificados e de empresas com melhor sistema de gestão. Sobre a substituição dos fluidos, observa que será um trabalho muito grande, pois há muitos equipamentos com o tipo R-22. “Se já não está fácil vencer o mercado de trabalho com o crescimento menor do país nesses últimos dois anos, imagine quando iniciar este trabalho de retrofits”, alerta. O diretor de Ensino e Treinamento da ASBRAV, doutor em Engenharia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Paulo Beyer afirma que falta mão de obra qualificada no mercado: “As áreas de refrigeração e ar-condicionado sempre terão campo de trabalho, pois tratam com sistemas imprescindíveis. A refrigeração nas aplicações de conservação e produção de alimentos, item fundamental à vida humana, e o ar-condicionado nas aplicações de conforto térmico e tratamento do ar, capaz de propiciar condições mais agradáveis e, consequentemente, aumento da produtividade das pessoas”.

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Tecnologia e inovação

Tecnosol tem coletor solar com proteção contra congelamento Desde que os amigos Sighart Meder e Erolf Henschel resolveram trazer para Jaraguá do Sul (SC), no final da década de 70, a tecnologia da produção de energia alternativa, enfrentar as baixas temperaturas da Região Sul do Brasil ficou mais fácil.

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Foto: Divulgação

Tecnosol, empresa fundada pelos dois amigos, coloca no mercado cerca de 1,2 mil sistemas em 95 pontos de revenda no sul do Brasil, e os negócios tendem a crescer 15% em 2013 com os novos coletores solares com sistema de proteção contra congelamento e garantia ilimitada. “Esse diferencial em nossos produtos dá segurança aos nossos clientes e traduz tranquilidade para a nossa empresa, que não precisa negar garantia. As geadas estão presentes aqui no Sul e Sudeste, não são uma anomalia climática como muitos fabricantes alegam no momento de honrar a garantia”, destaca o diretor geral da empresa, engenheiro Erolf Henschel. O dirigente diz que, para os próximos anos, a Tecnosol planeja “melhorar cada vez mais os produtos com um custo menor. Esse é o sentido correto em um mundo com economia crescente e, principalmente, democrático. Ter equipamentos

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melhores com um custo maior é fácil, mas menor é possível com muita engenharia e bom senso, pois temos um país com muito sol”. Para o diretor do Escritório Regional de Santa Catarina da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV), Arivan Zanluca, hoje, a inovação tanto de produtos quanto de processos, é a responsável por manter as empresas no mercado, melhorar sua eficiência e retorno. E, ao utilizar tecnologia própria, considera, as companhias se mostram ao mercado e ao público com o qual se relacionam como instituições de vanguarda que estão à frente da concorrência.

TPolo A linha TPolo é um sistema de aquecimento solar que utiliza fluido térmico anticongelante em circuito fechado. Possui um trocador de calor acoplado ao reservatório térmico, que transfere o calor para a água deste, produzido pelos coletores de energia solar. Esse sistema garante o não congelamento dos tubos das serpentinas dos coletores solares de cobre. Henschel avalia que usar aquecedor solar plano em regiões sujeitas a geadas é mais garantido do que as opções apresentadas por outros fabricantes nacionais que usam solenoides, válvulas termostáticas ou termostatos, resistências elétricas e termostato ou mesmo

mangueiras de silicone, com o objetivo de evitar o congelamento dos tubos de cobre. “Esses sistemas e outros, que substituem a água nos coletores quando ela esfria, podem ter, em algum momento, uma pane elétrica ou funcional, implicando em congelamento e danos quase irreparáveis desses coletores solares, trazendo custos com mão de obra de desmontagem e montagem, fretes e de conserto ao usuário”, explica Henschel.

Funcionamento dos coletores solares A radiação solar atravessa o vidro e atinge a chapa coletora que a absorve e a transforma em calor, transmitindo-o até os tubos da serpentina, na qual circula o fluido térmico anticongelante que recebe o calor e o transporta para o trocador de calor no interior do reservatório térmico. A circulação ocorre devido à diferença de densidade entre o fluido frio e o quente. O fluido frio, sendo mais pesado, acaba empurrando o fluido quente que é mais leve, realizando a circulação. Quando os níveis entre o reservatório térmico e os coletores solares não permitem esse tipo de funcionamento, conhecido como termossifão, usa-se o processo de circulação forçada por intermédio de bombeamento do fluido térmico com controle por termostato eletrônico diferencial.

Tecnosol Os amigos Sighart Meder e Erolf Henschel trabalhavam juntos em projetos mecânicos de uma metalúrgica, em Jaraguá do Sul (SC), quando decidiram trazer para a cidade a tecnologia que estourava no resto do mundo na década de 70: a produção de energia alternativa. Eles criaram o primeiro protótipo de coletor solar, no início do


A Tecnosol possui 20 funcionários e fabrica coletores solares e reservatórios térmicos, atendendo 95 pontos de revenda.

ano de 1978. Em dezembro daquele mesmo ano, registraram a empresa Tecnosol. Nos anos 80, decidiram deixar a metalúrgica onde trabalhavam e se dedicar exclusivamente aos projetos da Tecnosol. Apesar do baixo custo de utilização da energia do sol e de seu poder de renovação (não encontrado na queima de combustíveis, por exemplo), a aceitação do público não foi fácil. “Os desafios e dificuldades foram relativos ao convencimento das pessoas a usar essa tecnologia que nos permite ter água quente gratuita, sem desperdiçar outras fontes de energia, tais como derivados de petróleo ou mesmo a energia elétrica para tomar banho. As pessoas perguntavam como o sol aquecia a água. Aos poucos, convencemos as mais acessíveis, as quais deram depoimento positivo de que essa tecnologia era real, duradoura e, principalmente, ecologica-

Foto: Divulgação Tecnosol

mente correta”, conta Henschel. Apenas no final da década de 90, incentivos fiscais do governo beneficiaram a produção e o uso de energia alternativa. Atualmente, há maior adesão devido à acessibilidade do sistema e da maior produção e isenção de impostos tais como IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação). Também

contribui para isso a preocupação das pessoas com economia e ecologia. “Sem dizer que um sistema de aquecimento solar possui garantia de, no mínimo, cinco anos e vida útil comprovada de mais de 20 anos”, completa o diretor geral. Hoje, a Tecnosol é dirigida apenas por Henschel. Conta com 20 funcionários e fabrica coletores solares e reservatórios térmicos, atendendo 95 pontos de revenda no sul do Brasil. Para conhecer a empresa, acesse: www.tecnosol.ind.br.


Full Gauge Controls duplica fábrica

Foto: Divulgação Full Gauge

Perfil empresarial

O mercado do México é o novo foco de trabalho da Full Gauge.

dos que melhorou a logística da empresa. O diretor da Full Gauge, Antonio Gobbi, ressalta outras ações que também devem fazer com que a empresa continue crescendo no mercado brasima mostra disso é que, a partir leiro e mundial. “Destacamos o desenvolvimento do final deste ano, a empresa colocará um funcionário brasileiro contínuo de novas tecnologias e os inda área de engenharia de aplicação, na vestimentos na capacitação das pesCidade do México, para atender aquele soas. Além disso, manter o que já vem mercado tanto tecnicamente quanto co- dando muito certo, mas com recursos mercialmente. As novidades para este ainda maiores, como as capacitações ano incluem a duplicação do prédio in- técnicas, feiras e outras ações de mardustrial, onde serão construídos mais keting”, planeja. Desde 1985, a Full Gauge desenvoltrês andares e um heliponto, aumentando para 2,3 mil metros quadrados de ve e produz instrumentos digitais para controle e indicação de temperatura, área construída. As obras de ampliação da fábrica umidade, tempo, pressão e voltagem. iniciaram em 2011 com a construção Instalada no município gaúcho de Cado novo almoxarifado, um prédio de noas, surgiu da necessidade percebida aproximadamente 500 metros quadra- pelos diretores, Antonio Gobbi e Flavio Perguer, de que o mercado brasileiro tivesse uma indústria com termostato de qualidade a preço justo, na década de 80. Como ambos os diretores da empresa trabalharam Ética – manter a ética em todas as relações, por muitos anos no segmenclientes os com missos compro os to de eletrônica para aviões honrando (aviônica), reconhecido por internos e externos. não permitir meias soluções Ser humano – valorizar o ser humano e muito menos falhas, todo promovendo o seu desenvolvimento e o o trabalho da Full Gauge reconhecimento de suas potencialidades. está baseado nessas exigenQualidade – primar pela qualidade dos tes premissas de qualidaprodutos e a preservação do meio ambiente de. “Não existe a perfeição buscando satisfazer as necessidades dos absoluta. Quando se conclientes. sidera essa possibilidade, começam a surgir mais inoDesenvolvimento – diferenciação no mercado vações e essa é uma das através da evolução contínua de tecnologias. razões que tanto nos difeComprometimento – comprometer-se rencia no mercado mundial. acreditando ser o trabalho o único meio de Além disso, a ética entre alcançar as metas estabelecidas. todas as relações (clientes, funcionários e fornecedores)

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Valores da Full Gauge

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é o valor que consideramos como sendo o mais importante para mantermos”, destaca Gobbi. Outras características da Full Gauge incluem capacitar o mercado por meio de treinamentos técnicos mundo afora, como o Master Full Gauge, e promover encontros com o cliente, como Direto ao Ponto. Além disso, expõe em stands, em aproximadamente 30 feiras por ano, em diversos países. Hoje, a empresa exporta para 53 países, inclusive a China, sendo que metade do que produz é destinado ao mercado externo. Conta com 273 funcionários, distribuídos entre produção e administração e uma linha com mais de 80 produtos, entre os quais destaca-se o Sitrad. O software administra à distância instalações de refrigeração, aquecimento, climatização e aquecimento solar. Criado em 1997, avalia, configura e armazena, continuamente, dados de temperatura, umidade, tempo, pressão e voltagem, permitindo a modificação dos parâmetros de operação com total segurança e precisão. É oferecido sem custo para os clientes da Full Gauge e pode ser acessado tanto local quanto remotamente de qualquer lugar do mundo, via internet, através do computador ou do celular. Entre os clientes da Full Gauge estão Carrier Argentina, Aeroporto Salgado Filho, Postobon (Pepsi Colômbia), Arneg, Delaval, Rede Plaza São Rafael, Hospital Albert Einstein, Crepes & Waffles (Colômbia).


Gestão sustentável

As novas formas de relacionamento das organizações com o consumidor passam por atitudes de sustentabilidade.

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nquanto é associada a uma economia, mais atraente o projeto se apresenta. A Eccosystems, empresa fundada em 2007 e focada na qualidade ambiental sem deixar de lado a lucratividade, desenvolveu projeto da área de refrigeração, ar-condicionado, aquecimento e ventilação, envolvendo redução de consumo de água. O objetivo era reutilizar águas de processos de fabricação em sistemas de utilidades (refrigeração e geração de vapor), manter a integridade dos sistemas, restringir custos de consumo de água e obter certificações verdes. A redução foi obtida através do reuso da água que estava sendo descartada para o esgoto pluvial. Segundo a gestora de Negócios Ambientais da Eccosystems, Janaína Costa, com a reutilização, a empresa diminuiu cerca de R$ 30 mil por mês do custo direto do consumo de água, sendo esse valor 37% menor em relação ao que era gasto anteriormente. Ela conta que, nesse caso, foram necessárias “análises mensais, durante um ano, controle e verificação de profissional habilitado e capacitado e algumas adequações de tubulação. A economia superou o valor de toda a operação de

tratamento dos resíduos gerados pela empresa (efluentes)”. Janaína destaca que o que muitas vezes ocasiona gastos imediatos gera, em um curto período de tempo, retorno financeiro. Outra alternativa sustentável é a redução dos gastos de iluminação. De acordo com o diretor da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV), Barney Pavan, os sistemas de refrigeração e aquecimento devem ser especificados com o maior rendimento possível, pois representam, normalmente, de 40% a 60% da conta de energia. Ser uma empresa sustentável, além de minimizar gastos, pode reduzir a geração de resíduos e maximizar a produtividade. “Se você utilizar da melhor maneira possível os recursos naturais, pode ter menos consumo, ou, se reaproveitar alguns materiais, poderá evitar desperdícios. Isso sem contar que, hoje, o governo já oferece diversos incentivos fiscais como a facilidade de créditos e a isenção de impostos, como o de Renda e o ICMS, para as empresas sustentáveis”, completa a gestora de Negócios Ambientais da Eccosystems.

Por que optar pela sustentabilidade? A sustentabilidade é composta de três pilares: social, econômico e ambiental. Conforme Janaína, grande parte das empresas ainda desconhece os benefícios, inclusive, financeiros, do uso de produtos orgânicos e

Foto: Divulgação

Reutilização reduz consumo de água

matérias-primas menos tóxicas. Com isso, deixam de aproveitar oportunidades como aumento da produtividade, economia, melhoria da competitividade e da preservação ambiental. Os selos socioambientais são marcas de qualidade ambiental que garantem ao consumidor adquirir produtos ou serviços que degradam em menor escala o meio ambiente. Para Janaína, um dos objetivos de uma política de garantia de qualidade e sustentabilidade é evitar a competição com os produtos padronizados e segmentar o mercado com produtos provenientes de empresas responsáveis . Os principais selos são ISO14000, ABNT - Qualidade ambiental, IBD (Certificação Instituto Biodinâmico), Leed (Leadership in Energy and Environmental Designer), Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica) e FSC (Forest Stewardship Council). Criada em 13 de março de 2007, a Eccosystems oportuniza aos clientes conhecer e utilizar alternativas tecnológicas mais limpas e matérias-primas menos tóxicas, minimizando assim o passivo ambiental gerado na cadeia produtiva de bens de consumo. Fornece soluções em serviços e produtos direcionados para atendimento a emergência em derramamento de produtos químicos, tratamento de ETE (Estação de Tratamento de Esgoto), ETA (Estação de Tratamento de Água), esgotos industriais e comerciais, caixas de gordura comerciais e industriais, projeto de iluminação, tratamento químico corretivo, entre outros.

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matéria de caPa

Relatório em um clique A garantia da qualidade do ar que está circulando pelo sistema, livre de contaminantes microbiológicos, através de higienização, limpeza e manutenção adequadas agora só depende de um clique.

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m inédito software lançado emite relatórios e gera o Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC) para sistemas de climatização, exigido pela portaria nº 3.523/1998 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O programa apresentado pela Leankeep, primeiro com a intenção de também facilitar a operação e a gestão da manutenção, foi desenvolvido com o objetivo de sanar as dificuldades no gerenciamento das equipes de serviços. A portaria da Anvisa que prevê a implantação do PMOC visa garantir a qualidade do ar em ambientes climatizados coletivos, acima de 5TR (15.000kcal/h = 60.000Btu/h), e manter os equipamentos em condições de operação efetiva. De acordo com o vice-presidente da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV), Cesar De Santi, não são todos os prédios com ar-condicionado central que contam com um Plano de Manutenção. “O que o usuário não sabe é que essa portaria tem força de lei e estipula multas, em caso de não observância. Primeiramente, queremos que, no futuro de Porto Alegre, nosso anteprojeto de lei Qualidade do Ar em Ambientes Climatizados de Uso Coleti-

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Foto: Div ulgação

vo venha a se efetivar, pois nele está inclusa a portaria 3523”. O anteprojeto foi encaminhado pela entidaO soft de à Câmara Municipal, ware emite Manu relató através do vereador Valtençã rios e o , Ope gera para ração ter Nagelstein (PMDB). o Plan sistem e o de a C s o de cli ntrole Agênc Conforme o enmatiz ia Na (PMO ação, ciona C) l de V exigid genheiro José Ângelo igilân o pela cia Sa nitári Moren dos Santos, da a Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde (CGVS) da Secretaria Municipal de Saúde da Capital (SMS), órgão responsável pela fiscalização, a importância do PMOC se deve ao fato de garantir, no mínimo, a qualidade do ar que está circulando pelo sistema. Para o conselheiro da ASBRAV, Ricardo Vaz, o plano também é vantajoso no sentido de manter a qualidade do ar interior, a saúde, o conforto e o bem-estar dos ocupantes, além de melhorar o rendimento profissional, reduzir o absenteísmo (falta ao trabalho) e preservar a vida útil dos equipamentos e componentes do sistema. O engenheiro mecânico Luís Felipe Esteves Ferreira, da Leankeep, completa que, além de melhorar a qualidade do ar, o plano reduz o custo de operação e conservação. “Um sistema de ar-condicionado sem um plano de manutenção adequado, resulta no aumento de revisões corretivas, podendo, inclusive, aumentar o consumo de energia com a perda da eficiência dos elementos filtrantes”, comenta. Santos orienta que deve existir um perfeito alinhamento entre o projeto mínimo, classe G1 e renovação de ar do sistema e o PMOC pelos respectivos a uma taxa mínima de 27m³/h pessoa responsáveis técnicos. E observa que a em ambientes de uso coletivo. Alguns portaria não exige que todos os equi- modelos de equipamentos como os tipamentos promovam a renovação com pos individuais compactos (de janela) e ar exterior. O conselheiro da ASBRAV, o split ambiente não atendem a essas Ricardo Vaz, no entanto, discorda: “Ela exigências”. O conselheiro refere que o determina a aplicação de filtro de ar , no plano ainda deve atender às recomen-


dações de várias normas da ABNT, dentre as quais a NBR 16401 e a NBR 7256, que também determinam classes de filtros e taxas de renovações de ar. Segundo Vaz, prédios que já possuem contrato de manutenção devem contratar o PMOC, pois este trata, por exemplo, de carga térmica, filtragem e renovação de ar, itens pertinentes ao projeto que nem sempre constam nos contratos. O não cumprimento da portaria configura infração sanitária, sujeita às penalidades de advertência, interdição parcial ou total do estabelecimento,

cancelamento de autorização de funcionamento de empresa ou de alvará de licenciamento de estabelecimento e multa (Lei Federal nº 6437/1977), que vai de R$ 138,89 a R$ 5.555,6 e R$ 11.111,2, em caso de reincidência.

O software O programa apresentado pela Leankeep contribui não só para gerar o relatório que é emitido em um clique, mas também para garantir um maior acompanhamento dessas atividades. “Com isso há a garantia de que os serviços realmente sejam executados e os relatórios fiquem mais fidedignos à realidade, devido à facilidade de inserção de dados e ao gerenciamento da manutenção”, destaca Ferreira. O engenheiro mecânico da Leankeep destaca que o software funciona como um programa voltado para o padrão de qualidade nas empresas. “Ao prever todo o processo, vai ao encontro das determinações legais, ou seja, a garantia da qualidade adequada do ar e melhoria dos resultados operacionais”, diz. Os planos de atividades são cadastrados, seguido do cadastramento

das áreas, equipamentos e responsável técnico do ambiente climatizado. A partir daí, o PMOC é gerado automaticamente com apenas um clique, emitindo relatórios, via internet ou celular, como: identificação do ambiente climatizado; responsável técnico; áreas climatizadas; características dos equipamentos; plano de atividades; agenda de atividades realizadas; e ocorrências. Além de gerar o PMOC, o software auxilia no desenvolvimento de laudos técnicos, efetua registro de chamados e programa as análises microbiológicas. Ferreira afirma que já constam no sistema os planos exigidos na norma NBR 13971 e que os passos para levantamento dos dados necessários no relatório PMOC seguem uma sequência lógica de cadastramento por meio de modelos. “Os relatórios dos serviços executados são compilados, reduzindo o número de folhas e facilitando as auditorias que podem ser realizadas inclusive no sistema”, conclui. Outra empresa, a Enge, também dispõe de soluções para atender às exigências do PMOC. Oferece sistemas de filtragem de ar, que seguem as normas nacionais e internacionais, garantindo assim a qualidade do ar interior dos ambientes. A empresa identifica a necessidade do cliente, especifica o melhor sistema de filtragem de acordo com a atividade exercida nos ambientes, fornece os sistemas como filtros, caixas de filtragem, entre outros; e no pós-venda verifica os resultados e fornece treinamento de manutenção. “O diferencial de fornecimento de nossa empresa é o de especificar de acordo com a necessidade, fornecer, acompanhar a instalação e verificar resultados finais”, destaca o engenheiro e vice-presidente da ASBRAV, Cesar De Santi.

Histórico De acordo com informações do site do Inmetro, em meados dos anos 70, com a ocorrência da crise do petróleo e a consequente alta dos preços dos combustíveis, que culminaram em uma crise energética em nível mundial,

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houve uma mudança nos projetos de construção dos edifícios. A tendência era construir prédios cada vez mais fechados, com poucas aberturas para ventilação, e que, portanto, gastavam menos energia para a manutenção da circulação e da refrigeração do ar. A construção de prédios fechados solucionou o problema do consumo de energia, porém, a redução drástica da captação do ar externo passou a ser responsável pelo aumento da concentração de poluentes químicos e biológicos no ar interno, pois a taxa de renovação do ar era insuficiente. Poluentes químicos como o monóxido e o dióxido de carbono (CO e CO2), amônia, dióxido de enxofre e formaldeído, produzidos no interior dos estabelecimentos a partir de materiais de construção, materiais de limpeza, fumaça de cigarro, fotocopiadoras e pelo próprio metabolismo humano, e os poluentes biológicos, como fungos, algas, protozoários, bactérias e ácaros, cuja proliferação era favorecida pela limpeza inadequada de carpetes, tapetes e cortinas, foram as causas da chamada “Síndrome do Edifício Doente” provocada pela reduzida renovação do ar. Em 1982, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu a existência dessa síndrome, quando comprovou-se que a contaminação do ar interno de um hotel na Filadélfia foi responsável por 182 casos de pneumo-

nia e pela morte de 29 pessoas. Diz-se que um edifício está “doente” quando cerca de 20% de seus ocupantes apresentam sintomas transitórios associados ao tempo de permanência em seu interior, que tendem a desaparecer após curtos períodos de afastamento. Em alguns casos, a simples saída do local já é suficiente para que os sintomas desapareçam. Os principais sintomas apresentados são: irritação dos olhos, nariz, pele e garganta, dores de cabeça, fadiga, falta de concentração, náuseas, entre outros. No Brasil, a necessidade de se combater a síndrome tornouse evidente quando, em abril de 1998, o então ministro das Comunicações, Sérgio Motta, faleceu após ter seu quadro clínico agravado em função de fungos alojados em dutos do sistema de climatização. Em agosto de 1998, a Anvisa, órgão regulamentador do sistema de

saúde, publicou a Portaria nº 3.523. E, a partir de março de 1999, teve início o treinamento dos técnicos das vigilâncias sanitárias estaduais com o objetivo de sistematizar e implantar o processo de fiscalização com a elaboração de uma rotina de procedimentos de verificação. Em outubro de 2000, foi publicada a Resolução nº 176, contendo parâmetros biológicos, químicos e físicos através dos quais é possível avaliar a qualidade do ar interior.


Obra destaque Foto: Reprodução Grêmio FBPA

O novo estádio do Grêmio Futebol Porto-Alegrense terá um sistema inédito de torres de resfriamento de água do sistema de climatização em estádios de futebol da América Latina.

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Annemos fará a climatização da Arena

Annemos, empresa com sede em Porto Alegre, é a responsável pelo fornecimento das torres e a participação no projeto já rendeu consultas para a instalação do mesmo sistema nas construções do Corinthians, Palmeiras e no novo estádio em construção na cidade de Brasília. “A Arena terá total segurança no sistema de água de condensação, ou seja, o ar-condicionado não será interrompido por pane nas torres”, destaca o diretor técnico Bolivar Fagundes. O trabalho é realizado junto à empresa de projetos MHA, com sede em São Paulo, que fez o projeto de climatização da obra. As torres instaladas pela Annemos, pioneira no Brasil nesse setor, possuem múltiplos ventiladores, o que resulta em maior segurança operacional com eficiência energética, e irão funcionar com vazão de ar variável (Sistema Green Energy Annemos/Weg). Os ventiladores serão acionados em caso de necessidade de mais carga e promovem eficiência energética e segurança operacional. O estádio do Grêmio terá 60 mil lugares, com capacidade para receber jogos oficiais da FIFA, além de espetáculos e shows. A Arena será integrada a um complexo multiuso com um centro de convenções de mais de 20 mil metros

quadrados, um hotel com 240 apartamentos, um shopping center, um centro empresarial, uma área residencial e 5,3 mil vagas de estacionamento. A inauguração está prevista para o dia 8 de dezembro.

Diferencial A Arena do Grêmio é o único, fora dos estádios sede da Copa de 2014, a firmar contrato com a Green Building Council Brasil (GBC Brasil) para obter o certificado LEED, selo que reconhece empreendimentos capazes de gerar menor impacto ao meio ambiente. A obra, considerada a primeira do país a conquistar o selo verde, se equivale ao Emirates Stadium, do Arsenal e ao Amsterdan Arena, do Ajax. Para conquistar o selo, o clube aposta na localização; no incentivo ao transporte público; na redução de carga térmica da construção; na economia de água potável; na redução da geração de esgoto; em pelo menos 10% de redução do consumo de energia anual; na área de resíduos recicláveis; no guia de ocupação sustentável e na medição individualizada de energia. De acordo com o diretor da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV) e doutor em Engenharia pela UFRGS, Paulo Beyer, o prédio

verde obtém outras vantagens além da economia energética: qualidade interna, através da promoção de um ambiente mais saudável, confortável e, consequentemente, mais produtivo; utilização de material ou processo que provoque menor agressão ao meio ambiente como material reciclável e cuidado com o descarte de lixo; e aumento do poder de venda. “O comprador vê com mais interesse o prédio verde, porque o mercado já tem arraigado o conhecimento das vantagens dessa certificação”, completa. Ele explica que, no Brasil, ainda não há uma legislação que obrigue a construção de prédios verdes. Prevê, no entanto, que o Programa Nacional de Eficiência Energética em Edificações (Procel Edifica), instituído em 2003 pela Eletrobrás/Procel, torne-se obrigatório em alguns anos.

Sobre a Annemos Desde 1979, a empresa atende às necessidades de resfriamento em processos industriais e sistemas de ar-condicionado. São projetos exclusivos, com diferenciais que agregam melhor performance, segurança operacional, eficiência energética e responsabilidade ambiental. A empresa possui mais de dois mil clientes no Brasil e na América Latina.

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dicaS de arquitetura

ARTETEC desenvolve projetos de engenharia

Foto: Reprodução Artetec

A ARTETEC elaborou projetos com foco na eficiência energética para a nova sede da CDL Porto Alegre.

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empreendimento, localizado na Rua Buarque de Macedo, esquina com a Avenida Pernambuco, terá aproximadamente 18 mil metros quadrados de área construída. As obras estão previstas para iniciar até o final deste ano, com meta de conclusão em meados de 2014. De acordo com um dos diretores da empresa, engenheiro Barney Pavan, a ARTETEC foi a responsável pela elaboração dos seguintes projetos: elétrico, climatização, ventilação, exaustão, subestação, geradores, luminotécnico, automação, sistema de proteção contra descargas atmosféricas, cabeamento estruturado, circuito fechado de televisão, hidrossanitário e plano de prevenção e proteção contra incêndios. Ele conta que os projetos foram desenvolvidos com a intenção de obter a etiqueta de Eficiência Energética do Procel Edifica (Programa Nacional de Eficiência Energética em Edificações), que promove o uso racional da energia elétrica em edificações. Nesse sentido, a ARTETEC especificou o isolamento térmico das fachadas e o uso de vidros insulados, sem prejuízo da estética pensada no projeto arquitetônico. Com isso, foi possível Os projetos foram reduzir em mais de 30% a capacidade nedesenvolvidos com a cessária de refrigeração em comparação ao intenção de obter a projeto inicial. As especifi cações dos resfriaetiqueta de Eficiência dores atendem à ASHRAE 90.1, norma que Energética do Procel apresenta requisitos mínimos para a eficiênEdifica que promove cia energéti ca nos projetos de edificações. o uso racional da Em concordância com isso, o projeto do energia elétrica em sistema de iluminação levou em conta ter a edificações. menor taxa de potência por metro quadrado, sem perder a qualidade da iluminação necessária.

ARTETEC A ARTETEC Projetos Integrados é uma empresa de engenharia e arquitetura, que elabora projetos nos diferentes segmentos do mercado, tais como hospitalar, corporativo, industrial e infraestrutura. É formada por uma equipe multidisciplinar, composta por engenheiros civis, elétricos, mecânicos e arquitetos. Os projetos desenvolvidos pela empresa têm foco na eficiência energética.

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mercado

Ar-condicionado deixou de ser um artigo de luxo Se ela fosse um país, seria o 12º em população e o 18º em consumo. Representa 53% da população do Brasil e, em 2012, vai gastar R$ 1,03 trilhão.

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stamos falando da Nova Classe Média (NCM) brasileira, formada por pessoas com mais renda, que querem viver melhor e passam a incluir em suas compras artigos de conforto, como o ar-condicionado. Os números fazem parte da pesquisa do Instituto Data Popular e foram apresentados por um dos sócios da empresa, Renato Meirelles, durante o Brunch do Varejo realizado pela CDL Porto Alegre, no dia 16 de outubro. Essa NCM é composta por 104 milhões de pessoas, sendo que 42 milhões ascenderam nos últimos dez anos. São brasileiros que têm uma renda per capita de R$ 291 a R$ 1.019, ou seja, renda média familiar de R$ 2.500. É mais rica do que 62% da população mundial.

“Isso tudo, somado à expansão do crédito, faz com que tenhamos uma casa cada vez mais climatizada para trazer conforto”, afirmou Meirelles. Para o sócio do Data Popular, não olhar para essa nova classe é abrir mão de R$ 45 de R$ 100 ou da metade dos clientes que entram em uma loja. A projeção do instituto, a partir da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios) do IBGE é de que, em 2016, a classe C seja 56% da população, enquanto a classe alta (A e B) seja 23%. Hoje, esta representa 20% da população. As regiões em que a classe NCM mais cresceu foram Norte e Nordeste, bem como no interior do país. Proporcionalmente, no entanto, é na região Sul que se encontra a maior fatia: 57%. Nessa região, está o que Meirelles chama de “a classe A da classe C”: há 20% mais leitura de jornal, 37% mais uso de internet e pessoas com um ano a mais de estudo em comparação ao restante do país. Enquanto a elite se sente incomodada com o aumento do consumo da classe C, para a classe média, consumir representa inclusão e investimento. “Ela deseja melhorar de vida e isso significa ter um computador melhor, uma inter-

m 2013: e l u S o iã g e gastos da R Projeção de s com 4,9 bilhõe 1 $ R hões com roupas R$ 18,4 bil eC fora de casa ,8% pela Class 6 alimentação 4 Classe C 45% pela com 1,8 bilhão $ R ões com olar material esc R$ 8,9 bilh lasse C nicos eletroeletrô 1,3% pela C 4 Classe C 49,6% pela

net banda larga, mas também viajar de avião, colocar o filho em um colégio particular ou fazer uma universidade”, apontou Meirelles. A NCM consome mais pagando menos e pesquisando preço. Nem sempre paga à vista. Engana-se, porém, quem pensa que esse consumidor prima pelo preço. Hoje, consome, praticamente, as mesmas categorias de produtos das classes A e B. Em 2011, a classe C adquiriu 41 categorias diferentes de produtos ao longo do ano, contra 43 das classes A e B. Em 2001, a diferença era maior: 27 contra 35, respectivamente. “A classe média vai mais vezes ao supermercado, pesquisa mais preço e busca sempre produtos e serviços que melhorem sua qualidade de vida. Ela é mais criteriosa nos gastos do que a elite, porque tem o dinheiro contado. É mais fiel às marcas, pois, para ela, funciona não como status, mas como aval de qualidade”, ressaltou Meirelles. As mulheres são a alavanca do crescimento da classe média. Elas estudam mais e contribuem mais para a renda da família em comparação aos homens da classe C. O número de mulheres cresceu 13% e os jovens são os novos formadores de opinião: 49% dos filhos estudaram mais do que seus pais, enquanto na classe alta esse número chega a 20%. Entretanto, assim como há uma nova classe média, há também uma nova elite. 44% dos integrantes das classes A e B são a primeira geração de endinheirados da família. “A nova elite tem bolso de classe A e jeito de pensar da classe C”, completa o especialista. “O Brasil mudou e vai continuar mudando. A classe média tem um jeito de comprar e vai ser a nova elite. Em 2018, vai ter mais gente saindo da elite e menos entrando na classe média”, destacou. *renato Meirelles Comunicólogo com MBA em Gestão de Negócios pela ESPM, foi colaborador do livro “Varejo para Baixa Renda”, publicado pela Fundação Getúlio Vargas e autor do livro “Um Jeito Fácil de Levar a Vida - O guia para Enfrentar Situações Novas Sem medo”, publicado pela editora Saraiva.

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Artigo Técnico

Comparação entre sistemas de ar-condicionado com fluxo de refrigerante variável e água gelada Paulo Beyer e Thiago Lucca - UFRGS

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ste trabalho compara, por simulação computacional no EnergyPlus, o consumo energético de um prédio com dois sistemas de ar-condicionado, um com água gelada e fancoils e outro com fluxo de refrigerante variável. Simulou-se um prédio de médio porte de escritórios, em Porto Alegre. A seguir podem ser vistas três figuras do prédio simulado, produzidas com o Google SketchUp e o plugin OpenStudio (do EnergyPlus). Figura 1. Perspectiva do prédio simulado e prédio vizinho (a), planta baixa (b) e perspectiva das zonas (c)

O prédio apresenta piso térreo, cinco pavimentos, sendo

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que só aparece o intermediário, e seus resultados foram multiplicados por 5, cobertura e sala de máquinas. Os pavimentos apresentam seis zonas térmicas condicionadas, as zonas norte, sul, leste, oeste, centro-norte e centro-sul, e uma zona não condicionada, a zona serviços, onde estão escadas, elevadores, sanitários, corredores, copas, etc., referem-se ao norte do prédio, não ao norte verdadeiro, pois o prédio teve seu eixo norte rotacionado 22°horários em relação ao norte verdadeiro (azimute). A edificação possui um total de 49 zonas, totalizando uma área construída de 7.400 m², sendo 5.600 m² de área condicionada e 1.800 m² de área não condicionada. Os dois sistemas de ar-condicionado usaram máquinas internas embutidas no forro e pequenas redes de dutos e difusores, atendendo as zonas acima definidas, conforme desenhos a seguir. Figura 2. Planta baixa de dutos e difusores (a) e unidades externas, internas e interligações (b)


Nos dois sistemas simulados, as unidades externas foram colocadas em plataformas metálicas externas no pavimento atendido, para minimizar degradação de energia em bombeamentos. A renovação de ar foi feita com filtros e ventiladores nas fachadas, e dutos para levar o ar até as unidades internas. O dois sistemas foram dimensionados no EnergyPlus, selecionando-se chillers com condensação a ar e ciclo reverso, com COP (Coeficiente de Performance) médio de 2,47, e unidades externas VRF (Fluxo de Refrigerante Variável) com COP médio de 3,69, um valor 49,4% maior que os chillers. Esses equipamentos foram simulados com o arquivo climático anual de Porto Alegre e os resultados podem ser vistos no gráfico abaixo, que traz o consumo mensal por uso final para o sistema de água gelada. Figura 3. Consumo de energia mensal da edificação com sistema de água gelada

O mesmo foi feito para o sistema VRF, e os resultados podem ser vistos abaixo. Figura 4. Consumo de energia mensal da edificação com sistema VRF

Pode ser visto que, principalmente pelo maior COP, o consumo em refrigeração é bem menor que o consumo dos chillers. A figura abaixo mostra os consumos anuais por uso final dos dois prédios. Figura 5. Comparação entre os consumos de energia anual das duas edificações

Os consumos finais anuais foram de 928416 kW.h para o sistema de água gelada e de 615031 kW.h para o sistema VRF, um consumo anual 33,8% menor em relação ao sistema de água gelada. Pode ser visto que o sistema com água gelada gasta um pouco mais que o VRF no aquecimento, ventiladores e bombas, e que existe uma grande diferença no resfriamento. Em termos de taxas, tem-se 125 kW.h/ano.m² de piso para o sistema de água gelada e 83 kW.h/ano.m² para o sistema VRF. Os consumos totais mensais dos dois sistemas podem ser vistos no gráfico a seguir. Figura 6. Consumo mensal dos sistemas de ar-condicionado

O custo da energia elétrica consumida pela edificação com seus respectivos sistemas de ar-condicionado foi calculado com a tarifa de consumo de 0,4895 R$/kW.h, correspondente a classes comerciais. (CEEE, 2012). Com o sistema de água gelada a edificação teve um custo anual de R$ 454.500,00 em contrapartida com o sistema de VRF que teve um custo de R$ 300.000,00, uma economia anual equivalente a R$ 154.500,00. Através de uma pesquisa de mercado chegou-se aos investimentos necessários para equipamentos de VRF e água gelada para a edificação analisada, obtendo-se R$ 671.600,00 para água gelada e R$ 693.980,00 para o sistema VRF, uma diferença de R$ 22.380,00. Uma análise de payback considerando o retorno mensal como fluxo de caixa ou seja, a diferença mensal entre os dois sistemas, e um índice de inflação IPC (índice de preço ao consumidor) de 6,5% correspondente ao último ano, concluiu que a diferença no investimento pela implantação do sistema de ar-condicionado VRF gera retorno em dois meses. Realizando análise pela diferença no custo de consumo anual, em reais, entre os dois sistemas, conclui-se que em cinco anos e sete meses o retorno obtido é equivalente ao investimento pelo sistema VRF. Conclusões: As simulações mostraram que, neste caso, o sistema VRF foi mais econômico, devido a uma melhor eficiência dos compressores através do menor COP e controle variável do fluxo de refrigerante, contrariamente ao sistema de água gelada onde os compressores possuem uma operação constante. O VRF tem também vantagem pela pressão de ar exercida pelos ventiladores dos equipamentos internos inferiores quando comparados aos ventiladores dos fancoils, obtendo menor consumo desses equipamentos. Através de uma análise de investimento para ambos os sistemas, conclui-se que o sistema VRF justifica seu investimento, visto que em dois meses é recuperada a diferença paga em relação ao sistema de água gelada. Sendo assim, para o presente trabalho o software EnergyPlus mostrou-se uma alternativa essencial para a comparação entre os sistemas de arcondicionado, funcionando como uma importante ferramenta.

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Artigo Convidado

Como nos velhos ditos populares Diz o velho adágio popular que a união faz a força, e essa é uma máxima cada vez mais presente nas empresas de sucesso.

O

crescimento das associações, a pujança das cooperativas e a força das centrais de compras e abastecimento são exemplos irrevogáveis disso. Não por acaso, 2012 foi escolhido pela ONU como o Ano Internacional das Cooperativas. Pudera, somente no setor supermercadista gaúcho, esses grupos – que têm representantes fortíssimos no Rio Grande do Sul – cresceram acima da média do mercado, e já representam mais de 8% do faturamento de nosso segmento. Outro modelo essencialmente associativista de varejo e bem-sucedido, que teve seu berço no Rio Grande do Sul, no final dos anos 80, é o das centrais de negócios – criadas inicialmente em Santa Maria por pequenos grupos supermercadistas com o propósito de efetuar coletivamente as compras e, desse modo, barganhar preços aos fornecedores que fizessem frente aos valores negociados pelas grandes redes do setor. Hoje, essas redes de compras estão organizadas e têm representação em mais de 90 municípios gaúchos, congregando cerca de 900 lojas, que respondem por 14% do autosserviço do RS. A história do varejo do Rio Grande e sua posição de vanguarda no panorama supermercadista nacional estão inseparavelmente ligadas, afinal, à trajetória da Associação Gaúcha de Supermercados e de seus eventos, cursos, atuação política e conquistas. A organização coletiva, nesse caso, foi uma conquista do tempo, dada a cultura de concorrência que um setor tão

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Reprodução

competitivo como esse traz, intrínseca, desde seus primórdios. O simples ato de congregação entre profissionais de um segmento em comum, que é proporcionado pela essência associativista, já bastaria para justificar a adesão a uma entidade de classe. A riqueza gerada pela troca de conhecimentos, pelo compartilhamento de problemas e soluções e pela comunhão de reivindicações e pleitos já seria o bastante para que a associação de forças de uma mesma classe valesse à pena. Mas os benefícios vão muito além disso: a participação em uma entidade associativa nos ensina a fazer política, nos obriga – salutarmente – a entender o cenário macro, nos amplia a rede de contatos e sobretudo nos doutrina para uma percepção externa, conjuntural, do nosso negócio. E é nesse caminho que trabalhamos, na AGAS e em outras entidades de classe, com representatividade e força: unidos, buscando o interesse maior das empresas do setor e, acima de tudo, o

crescimento coletivo da economia e da população do Estado. O segmento varejista, assim como o de climatização, necessita da organização de uma associação que tenha a capacidade de entender o pequeno e o multinacional, o regional e o mundial, a loja de bairro e o hipermercado, com equidade de tratamento e imparcialidade nas decisões. Desse modo, trabalhamos ao longo dos 41 anos de atuação da AGAS, seja na qualificação profissional, no fomento aos negócios, pela diminuição da informalidade, pela redução de tributos e, essencialmente, por melhores condições para a cadeia do abastecimento e para o povo gaúcho. Cada ramo da economia é diferente, mas há um outro ditado popular bem conhecido que sentencia: “um sonho que se sonha só, é somente um sonho que se sonha só”. Por isso, se há uma dica de desenvolvimento e um legado a ser deixado aos sucessores e jovens empreendedores do futuro, este conselho é: associe-se, una-se, troque experiências. Aprenda, ensine e compartilhe. A participação em associações e entidades de classe garante, além de um retorno pessoal que o empresário merece dar à sociedade, um ganho de experiência, uma oportunidade ímpar de troca de conhecimentos e um entendimento conjuntural que pode ser decisivo para o futuro de cada negócio. Como orienta o dito, um sonho que se sonha junto é realidade. Sempre foi assim e sempre o será.

Antônio Cesa Longo Presidente da AGAS – Associação Gaúcha de Supermercados e Vice-presidente da ABRAS – Associação Brasileira de Supermercados


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Associados Asbrav ACEL-AR CONDICIONADO ECOLÓGICO ACJ ENERGIA E CLIMATIZAÇÃO ACMASUL SISTEMAS DE VENTILAÇÃO E CONTROLE ACÚSTIKA SUL ENGENHARIA ADEMIR SILVA AERODUTO AR CONDICIONADO AGRAZ REFRIGERAÇÃO AGST CONTROLES E AUTOMAÇÃO AIR CLEAN AIR CONSULT ASSES E INSTAL DE AR CONDIC AIRCOOL MANUTENÇÃO E INSTALAÇÕES AIRSTUDIO ENGENHARIA AJL CLIMATIZAÇÃO LTDA ALBERT ENGENHARIA DE INSTALAÇÕES ALCIDES CAMINHA LEITE ALEXANDRE TOCCHETTO ALEX SANDRO DOS SANTOS FLECK ÁLVARO GIANEZINI AMBIENTALIS ANÁLISES DE AMBIENTES LTDA AMBIENTECH - SOLUÇÕES EM CLIMATIZAÇÃO AMILLPASSOS REFRIGERAÇÃO INDUSTRIAL ANDERSON RODRIGUES ANNEMOS HIDRAÚLICA ANTÔNIO CARLOS DA ROSA DA COSTA ARMACELL BRASIL ARMAX AR CONDICIONADO COM E SERVIÇOS ARNOLDO CARLOS GONÇALVES BESKOW ARSA CONSULTORIA COM. REP. LTDA. ARSELF AR CONDICIONADO ARTETEC ARQUITETURA E ENGENHARIA u BERLINERLUFT DO BRASIL BLUMETAL DIST E SERVIÇOS TÉCNICOS BRUNA PEZZI FACHINELLIBSA BSA BRASIL SUL AR CONDICIONADOS BSTEC - MMR INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MÁQUINAS u CAMARGO AR CONDICIONADO CARLA CRISTIANE DAL-RI CARLOS AIRTON OLIVEIRA NICOLAI CARLOS ANDRÉ SENNA TRINDADE CARLOS ERNESTO OSTERKAMP CERT ENGENHARIA E TECNOLOGIA CLEMAR ENGENHARIA CLIMA DA ILHA SISTEMAS DE AR CONDICIONADO LTDA CLIMA SHOP QUALIDADE DO AR INTERIOR CLIMATIZA COMÉRCIO DE PRODUTOS E SERVIÇOS LTDA COLDAR ENGENHARIA E COMÉRCIO COLDBRAS S/A CONCEITO TÉCNICO PROJ. PLANEJ. E ASSES. LTDA CONFORTARE AR CONDICIONADO CONSTARCO ENGENHARIA E COMÉRGIO LTDA

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CORREA MANUTENÇÃO CUBO VERDE ARQUITETURA CURTIS CONSULTORIA u DAIKIN MCQUAY AR CONDICIONADO BRASIL LTDA DAMIANI SOLUÇÕES DE ENGENHARIA DANIEL THOMAZ DOS SANTOS u DELTA FRIO INDÚSTRIA DE REFRIGERAÇÃO DIFUSTHERM INDUSTRIAL DE METAIS LTDA ECCOSSYSTEMS ECO CLIMA CLIMATIZAÇÃO ECONFORTO SOLUÇÕES EDUARDO AZEREDO DA LUZ EGON WERNER BECKER EJR ENGENHARIA ELETRO AR SUL EMERSON NATALICIO OLIVEIRA RODRIGUES ENCLIMAR ENGENHARIA DE CLIMATIZAÇÃO ENGEMESTRA ENG MEC E SEG DO TRABALHO ENGENHAR CLIMATIZAÇÃO ENGE REPRESENTAÇÕES TÉCNICAS ENGETÉRMICA AR CONDICIONADO EPEX IND COM DE PLÁSTICOS ESCOLA TÉCNICA PROFISSIONAL EUROCABLE BRASIL IMP & EXP u FÁTIMA ROSALI SILVEIRA ALFONSIN FELIPE PRAETZEL ANDRIGHETTI FLÁVIO RIBEIRO TEIXEIRA FRANCIELLE DALL AGNOL FRIENGINEERING INTERNATIONAL FRIGELAR COMÉRCIO E DISTRIBUIÇÃO FRIZA COMÉRCIO FULL GAUGE ELETROCONTROLES u GILBERTO BAVARESCO GLOBUS SISTEMAS ELETRÔNICOS GM AR CONDICIONADO GOOD SERV DE CLIMATIZAÇÃO GREGORY GOTZ GRUPO VG - TELEINFORMÁTICA SUL u HEATEX BRASIL HEC ENGENHARIA HITACHI AR CONDICIONADO DO BRASIL u INSTATEC INDÚSTRIA METALÚRGICA ISOAR SISTEMAS DE CLIMATIZAÇÃO u JACQUELINE BIANCON COPETTI JAMES MATTOS PROJETOS E CONSULTORIA JFM AR CONDICIONADO JOANA GIUGLIANI JOÃO CARLOS BIDEGAIN SCHMITT JOAPE INDÚSTRIA DE EQUIPAMENTOS AMBIENTAIS JOHNSON CONTROLS JOSÉ HAROLDO CARVALHO SALENGUE JOSÉ PAULO MAZOCOLO JULIANA DAMASIO WASCHEVICZ JULIANA MARIANO DA ROCHA

DORNELLES u KAMPOS REFRIGERAÇÃO E CLIMATIZAÇÃO LTDA KAREN ANDRIOLO BASSO KLEBER REPRESENTAÇÕES KLIFT SERVIÇOS DE CLIMATIZAÇÃO KLIMASUL KOMECO u LCPETRY COMÉRCIO IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA LEANDRO SILVEIRA ALMEIDA LEANKEEP - SOFTWARE DE MANUTENÇÃO PREDIAL LETÍCIA LEYRAUD KNECHT LG LUCIANA DALFOLLO FERREIRA TERMIGNONI LUCIANA FONINI LUZITANA AR CONDICIONADO LTDA u M CESA COMÉRCIO E SERVIÇOS M GOMES REPRESENTAÇÕES COMERCIAIS MAGNUS RECUPERADORA DE COMPRESSORES MAILSON DE SOUZA PINTO MARCELO AGUIAR QUADROS MARCELO MACIEL DE SANTA HELENA MASTER SPLIT MAURO ULLMANN CLIMATIZAÇÃO REFRIGERAÇÃO MERCATO AUTOMAÇÃO MICHEL MACHADO SEVERO MIGRARE MIGUEL MARTINS GARICOCHEA GRIVA MONOFRIO-HBSR REFRIGERAÇÃO DE LÍQUIDOS MONTEC MONTAGENS TÉCNICAS MONTERMICA REFRIG E AR CONDICIONADO MP AUTOMAÇÃO MRI ENGENHARIA LTDA MULTI AQUECIMENTO MULTITÉCNICA ENGENHARIA u NATANIEL BARBOSA TEIXEIRA NOVUS PRODUTOS ELETRÔNICOS u OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS u PAULA DA SILVA PEREIRA PAULA FONSECA WERLANG GRANZOTTO PAULO DE TARSO FONTOURA DA SILVA PAULO OTTO BEYER PAULO RENATO DOS REIS PAULO RENATO PEREZ DOS SANTOS PAULO VELLINHO (SÓCIO HONORÁRIO) PEDRO MALLMANN SALDANHA PEDRO PAULO RITTER FILHO PERTILE AR CONDICIONADO PLANIDUTO AR CONDICIONADO PRODEPRED AUTOMAÇÃO LTDA PROJELMEC VENTILAÇÃO INDUSTRIAL PROJETOS AVANÇADOS

ENGENHARIA PROTÉRMICA CLIMATIZAÇÃO u QUAD CLIMA QUIMITEC QUÍMICA INDUSTRIAL u REARSUL AR CONDICIONADO RECOM-RECUPERADORA COMPRESSORES REFRIGERAÇÃO CAPITAL REFRIGERAÇÃO DE CONTO REFRIGERAÇÃO DUFRIO REFRIGERAÇÃO MANCHESTER REFRIGERAÇÃO PEZZOL REFRIMAK PEÇAS E SERVIÇOS RENATA FONTANELI RIGOTTI CLIMATIZADORES RIMA ENGENHARIA ROCAM AR CONDICIONADO LTDA RODRIGO VIEIRA BAIALARDY ROGER MERG SARAIVA u SÃO CARLOS AR CONDICIONADO SCHEIN GESTÃO EMPRESARIAL SERRAFF INDÚSTRIA DE EVAPORADORES SF ENGENHARIA E CONSULTORIA SOCLAM AR CONDICIONADO SÓ FRIO SPM ENGENHARIA SÔNIA BEATRIZ CAMARGO SUGUIMATI SPRINGER CARRIER SR REFRIGERAÇÃO E MANUTENÇÃO SULCESAR REPRESENTAÇÕES SUL CLIMA ENGENHARIA SUPERMERCADOS GUANABARA u TEC AR COMÉRCIO DE AR CONDICIONADO TECFRIO TECNOENGE AR CONDICIONADO TECNOLÓGICA CONFORTO AMBIENTAL TECNOSOL APARELHOS TÉRMICOS LTDA TELCO EQUIPAMENTOS REFRIGERAÇÃO TERMOPROL TESTONI/GTA DO SUL TIAGO JOSÉ BULLA TIMÓTEO FERNANDES DE SOUZA TOSI INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA TOTALINE-PEÇAS EQUIP P/REFRIG E AR COND TRANE DO BRASIL u UDO ADOLF URANUS AR CONDICIONADO u VALAYR WOSIACK (SÓCIO HONORÁRIO) VENTILADORES ELEFANT VIDALAR COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES VIDALTEC VENTILAR VENTILAÇÃO E COMÉRCIO VITALI COMÉRCIO E SERVIÇOS u WAGNER FINGER HORBER u YBEMAC AR CONDICIONADO LTDA


Novos Associados ASBRAV u SR SERVIÇOS DE CLIMATIZAÇÃO (RS)



Revista ASBRAV N°1