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4 Décadas Uma história contata através das mãos do seu artista


Auto Biografia 1ª Edição Digital

Editora Binho1974


4 Décadas Uma história contata através das mãos do seu artista Copyright 2014 by Binho Vieira 1ª Edição - maio de 2014 Grafia atualizada segundo o Acordo Ortográfico da Língua`Portuguesa de 1990 que entrou em vigor no Brasil em 2009 Editor e Publisher Binho Vieira 2014 Livro digital feito no Brasil


Gratidão

Quando nasci no dia 6 de maio de 1974, quatro anos após a conquista histórica do tricampeonato mundial de futebol por Pelé, Pépe e Rivelino, sabia que minha vinda neste mundo teria um propósito muito claro e inquestionável, ser o causador de uma euforia contagiante de alegria por onde eu passasse. Nestas quatro décadas, DEUS, o causador desta euforia contagiante esteve sempre no controle da minha vida, dos meus passos, dos meus sonhos, da minha trajetória. É ELE que conduziu minha infância, deu-me inteligência para escolher o certo do errado, me livrou da morte muitas vezes, me afastou do mal, me ergueu quando estava caído, me consolou quando estava abatido, me deu forças quando a esperança tinha então, acabado. Foi ELE que me deu o dom da arte, a criatividade, talento com as mãos, domínio das palavras, o gosto pela música, boa música, além da sensibilidade com as pessoas e a determinação de querer fazer o melhor, sempre. De todas as mulheres do mundo, DEUS foi generoso e me presenteou com aquela que seria a melhor de todas, a mais bela, a mais companheira, aquela que me completaria. Me deu dois filhos maravilhosos, minha herança, meus herdeiros aqui na Terra. Me escolheu para estar no seio de uma família incrível, de pais muito especiais, cuidadosos e amáveis, de seis irmãos admiráveis, além é claro, de suas belas esposas e filhos que aprendi a respeitar, conviver e amar. Tenho bons amigos nesta minha pequena trajetória de vida. Amigos do peito, amigos de ombro, amigos de braço, amigos de fato. Amigos escolhidos a dedo por DEUS para estarem ao meu lado em toda minha caminhada. Do pó da terra Ele me fez. Ele é o meu Criador. Tudo que sou foi feito por Ele. Tudo que tenho foi dado por Ele. Apenas tenho que agradecer ao TRINO DEUS por ter escolhido cuidar de mim. Obrigado.


Prefácio

Este livro de artes comemorativo aos quarentas anos de Binho Vieira contempla quarenta desenhos e pinturas do artista plástico tatuiano acompanhadas de poemas explicativos de cada obra. Estes poemas foram escritos pelo próprio artista que com sutileza e senbibilidade conseguiu descrever cada pintura usando apenas palavras que juntas formaram lindos textos poéticos. Cada obra tem em seus rodapés, o título, especificações técnicas e ano de término do trabalho. É um rico material feito a fino trato e que não poderá deixar de fazer parte da sua estante de livros virtuais.


Aprecie as quarentas pinturas e seus poemas escolhidos a dedo para representar as quatro décadas de Binho Vieira E tudo começou às 9h45 da manhã do outuno do dia 6 de maio de 1974


OBRA 01

OsPescadores

Os pescadores renovam suas forças a cada braçada de mar A cada pescado triunfante com barcos cheios de esperança As gaivotas dão sinais que a pesca foi produtiva E os pescadores seguros e voltam aos braços da família Renovados e cheios de vida |10


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Pintura: “Os Pescadores” Técnica: Aquarela Ano: 1996


OBRA 02

O GatoCulto

O Gato Culto esbanja nobreza Desfila e espalha simpatia Digno de um lorde de realeza Rei da casa, rei da preguiça e da beleza Bem cuidado, bem tratado Tem sempre um peixe no cardápio O Gato Culto tem pelo macio Bigode de leite e óculos escuro Não mexam com o gato Seu dono não é tão culto Quanto seu gato mimado |12


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Pintura: “Gato Culto” Técnica: Nanquim com Pincel Ano: 1989


OBRA 03

Olhar

Um olhar indiscreto, ingênuo, passivo, indeciso Olhar que desnuda o ser, olhar que reveste de prazer Pisca, se fecha, se abre para o desvendar Descobre as cores, um jeito de falar Suas nuâncias, suas indecências, Seu jeito de enfeitiçar |12


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Pintura: “Olhar” Técnica: Carvão em Papel Panamá Ano: 2012


OBRA 04

Predador

O Predador dos mares Não tem medo de morrer Veroz, feroz a nós Sua natureza é se defender Chamado narizes nadadores Tem um olfato delicado Sensível, apurado Sua essência é aquática Tubarão, cação, Ou apenas esqualo É o peixe mais temido É um peixe de equilíbrio Em todos os mares |12


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Pintura: “Predador” Técnica: Nanquim com Lápis de Cor Ano: 2001


OBRA 05

Cavalo deFogo

Cavalo que foge da brasa Do fogo da raiva Fogo que queima, incendeia Cavalo bravio, indomรกvel, inseparรกvel Que corre livre Entre a liberdade, entre รกrvores Foge de uma fuga sem volta De uma volta sem culpa De um destino selvagem De uma luta injusta Cavalga sem sela, sem omelete Sem fivela, sem barrigueira Livre, sempre livre da focinheira |12


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Pintura: “Cavalo de Fogo” Técnica: Lápis de Cor Aquarelado Ano: 1985


OBRA 06

Meus17anos

Moleque, levado, inquieto Sapeca, levado da breca Dezessete anos na cabeça Juízo, longe disso Vive a vida na plenitude Na amplidão da paixão da arte Criativo, imperativo Mora no imaginativo Dos sonhos do mundo impossível Seus pés estão sempre amarrados Pra Lua não o levar Vive sempre entusiasmado Pela vida a desbravar |12


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Pintura: “Meus 17 anos” Técnica: Lápis de Cor Aquarelado Ano: 1991


OBRA 07

A Estranha

Nu, desnudo, sem nada, devassa Peito aberto, de gesso, esculpida, pintada Preto e branco da luz e sombra A tinta borrada da vida Ă estranha |12


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Pintura: “A Estranha” Técnica: Nanquim Aquarelado Ano: 1997


OBRA 08

Dor e Confusão

Parece um monte de nada Retorcido de tintas Esfumaceadas Sensação de grito, desgraça, sem graça Homens ao fundo, gemidos constantes Murmúrios irradiantes Uma pintura penosa, dolorosa Que mostra a expressão imoral, carnal Dos fatos, do atos Uma imprecisão de fato dos traços |12


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Pintura: “Dor e Confusão” Técnica: Nanquim Borrado Ano: 2009


OBRA 09

Dor e Confusão2

O emaranhado de borrados volta Cabeças sem troncos Troncos sem caras, sem bocas, sem feições Sem vestígios de emoções, sensações Deformados, transformados, ocultados Ainda parece um monte de tintas Retorcido de nada, feito pro nada Vejo uma estrada contornando montanhas escuras Das profundezas imundas Dos sombrios caminhos Percorridos pelo pincel Sem nenhum destino Perplexos pela cor do imenso silêncio Carregados pelo véu do luto preto Do choro sem arrependimentos |12


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Pintura: “Dor e Confusão 2” Técnica: Nanquim Borrado Ano: 2009


OBRA 10

Cor Brasilis

Cor, sem cor, preto, branco Amarelo, azul, verde de encantos Mistura de tons, nuanรงas, sabores Mistura de raรงas, culturas, temores Da negra mulata de lenรงo tranรงado Faz pose de lado para o artista dos traรงos |12


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Pintura: “Cor Brasilis” Técnica: Grafite Ano: 1995


OBRA 11

Arara

Uma ave de rara essência, de rara beleza Raridade que priva-nos dos sentidos da natureza Da sua conservação Do seu cuidado com a criação Arara que te quero viva, voando agitada Sem gaiola, sem tirania Arara solta, arara que voa Liberdade assistida de longe Bem longe se avista A bela arara de cores tão vivas Se apaga no bico de pena Do pincel do artista |12


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Pintura: “Arara” Técnica: Nanquim Bico de Pena Ano: 1989


OBRA 12

Beira-Mar

Mar que chega, mar que sai Beirando as terras dos nossos pais Beira-mar, beira terra Terra dos praieiros, areia e mar Deste imenso monte de águas Deste imenso monte de mar Profundas águas que molduram Os contornos azuis do velho cais Que diferem o azul do ceú Que diferem o azul do mar Imensidão profunda De grande temor e paz |12


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Pintura: “Beira-Mar” Técnica: Nanquim com Lápis Aquarelado Ano: 1993


OBRA 13

Águia de Cores

Águia de cores Que repintam vibrantes cores De uma destemida ave de rapina Exibida Seu vôo faz o nosso olhar parar Para apreciar seu jeito de sobrevoar Lá no alto no céu o sol da luz Faz ela crescer imensamente Em sua sombra que na terra reluz Olhos atentos, bico afiado Sua caça lá embaixo já está observado Só a espera de seu vôo rasante E de sua queda fulminante |12


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Pintura: “Águia de Cores” Técnica: Nanquim Bico de Pena com Aquarela Ano: 1988


OBRA 14

Espanto

Parece que seus olhos nos observam Nos guiam, nos afugentam, nos espantam Até encantam Boca não terminada, testa reluzente Olhos esbugalhados dão sensação de demente O que te espanta, óh criatura? Não sofra pela sua loucura Seja tolerante com sua postura Mas não se assuste com sua feiura |12


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Pintura: “Espanto” Técnica: Lápis de Cor Ano: 1990


OBRA 15

Donzela

Traรงos de delicadeza Embelezam esta doce senhorita das antigas Das cantigas, dos repentes Que de repente, formosas e envolventes Nos seduzem com o olhar Com o girar do sombreiro reluzente Refletidas pelo sol imponente Posto a bailar, circular Girar de um lado pro outro Emoldurando seu vestido rendado Com laรงos dourados E seus belos cachos encaracolados |12


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Pintura: “Donzela” Técnica: Nanquim em Pontilhado Ano: 1988


OBRA 16

Turbante

Turbante de cores, turbante sem cores Turbante no traço, ou no delineado Feito à mão, com tecidos rendados Não é apenas um tecido enrolado É uma cultura de adornos Que valoriza o rosto E mostra o quanto O dono do turbante é importante Rico ou bem visto |12


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Pintura: “Turbante” Técnica: Lápis de Cor Preto Ano: 1999


OBRA 17

VidaAbstrata

Olhos numa garrafa Cabelos uma vassoura de piaçava Ovos como orelhas e rádios pendurados Como adornos inusitados A boca uma vasilha e a colher de pau a sua língua As nuvens seguram sua cabeça Formada por uma panela De cabo de madeira E sua essência, suas narinas, o cheiro da vida É ligado e desligado por uma torneira Que respinga pelos olhos O fôlego da natureza divina |12


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Pintura: “Vida Abstrata” Técnica: Grafite 6B Ano: 1995


OBRA 18

Adornos

Boina bicolor na cabeça Brincos redondos dourados nas orelhas Luvas sem dedos nas mãos Seguradas por dois belos tons de batons O vermelho na boca realça a beleza Os olhos pintados dão leveza A bela e tímida menina dos anos 80 |12


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Pintura: “Adornos” Técnica: Lápis de Cor Aquarelado em papéis Ano: 1996


OBRA 19

Islã

Religião monoteísta Profeta Maomé, Muçulmanos ortodoxos, Sunitas, xiitas, extremistas Alcorão é a base de sua fé |12


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Pintura: “Islã” Técnica: Nanquim Ano: 1994


OBRA 20

Arte Primitiva

Feito de barro Das mãos amassado A argila a vida o fez Construtor, criador Singelo artista, escultor Uma máscara de deuses Divindade mascarada Falsa esperança Oca, vazia, sem vida Apenas arte de uma civilização Já extinta |12


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Pintura: “Arte Primitiva” Técnica: Carvão Ano: 1992


OBRA 21

O Galo

Galo, frango, galeto, galispo Na panela, no quintal ou na pintura de um afresco Acorda o sol, espreguiรงa o homem Gala a galinha e briga de rinha O galo cantou e Pedro negou Cocorico, nรฃo conheรงo o Senhor |12


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Pintura: “O Galo” Técnica: Nanquim em Pontilhado Ano: 2008


OBRA 22

Taj Mahal Parece um castelo suntuoso De um sultão poderoso Parece um conto de fadas De um Aladim e seus piratas Mas é a maior prova de amor De um homem por sua amada Vinte mil homens vindo do Oriente Foram capaz de erguer este imenso palacete Costurado em fios de ouro E adornado pelas jóias mais desejadas e admiradas Uma das sete maravilhas do mundo O Taj Mahal para alguns é apenas um túmulo Mas agora eu pergunto: E porque dar o melhor para quem você ama Apenas quando ela se vai? Se você pode dar a ela em vida Um Taj Mahal todo dia Um Taj Mahal de respeitos, admirações, empenho Entregas, carinho, confiança e desejos |12


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Pintura: “Taj Mahal” Técnica: Nanquim a Bico de Pena Ano: 2001


OBRA 23

Menino deRua Menino de Rua Seu passado não te quer Seu presente te despreza Seu futuro é muito incerto Enrolado no cobertor de jornal Olha para a Lua e suspira: Será que aguento mais um dia Caminhar por um destino De calçadas e avenidas? Rabeiras de caminhão É o meu transporte Bastões jogados no ar Saciam minha fome Pés descalços, cabeça coberta Encobrem meu sofrimento De um filho inquieto Pelas dores da miséria |12


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Pintura: “Menino de Rua” Técnica: Grafite 6B Ano: 2009


OBRA 24

Princesa sem Reino Para que um reino de pedras, bela princesa Sua mente é seu castelo Seu coração é o seu jardim mais belo Seus pensamentos São passarelas empurradas pelo vento Que empinam a pipa Do seu sonho mais devaneio Você é a rainha do seu lar A Princesa do seu desejo Escada mais alta Da torre mais alta De seus inquietos pesadelos Princesa sem reino Suspira o sublime desejo De esperar pelo cortejo Do amado guerreiro Que dará a si mesma O título de nobreza De Princesa sem reino Mas de beleza ao extremo |12


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Pintura: “Princesa sem Reino” Técnica: Nanquim com Aquarela Ano: 1988


OBRA 25

Caos das Lágrimas

Vejo tristeza, choro, amargura Dor na alma, fadiga, repulsa Mãos atadas do castigo Amarradas pelo inimigo Oculto Imundo por mãos desumanas Que fazem uma mãe de um filho chorar Soluçar, se enlutar Pela perda da esperança |12


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Pintura: “Caos das Lágrimas” Técnica: Nanquim Ano: 1996


OBRA 26

Desnudo

A mulher em pose para o artista pintar Espreguiça sua beleza para o pintor se inspirar Nu artístico, apenas desnudo em riscos De um låpis impreciso de seu grafite destemido Para fazer da ponta porosa a sombra jeitosa Da beleza estonteante desta bela mulher vistosa |12


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Pintura: “Desnudo” Técnica: Grafite 6B Ano: 1997


OBRA 27

Estรกbulo

Vi de passada, num rancho de estrada Um belo animal bem cuidado Que dentro de um estรกbulo Curtia seu reinado Reinado de quatro patas Com cheiro de estrume E mato que acabou de ser cortado Parecia feliz na sua cavalariรงa de madeira Olhar ao fundo, compenetrado Esperando seu dono Para um passeio no pasto |12


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Pintura: “Estábulo” Técnica: Nanquim em Pontilhado Ano: 1999


OBRA 28

Mulher de Revista

Pintura de uma loira de revista Revista de moda, revista de fofoca Celebridades ou anúncio de jóias Mas cadê as jóias? O cabelo escondeu Cadê a correntinha? O pintor escondeu Pelo menos é bonita e inspira o artista Que com seu lápis de cor Realça o loiro da raiz dando vida A menina da capa de revista |12


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Pintura: “Mulher de Revista” Técnica: Lápis de Cor Ano: 1999


OBRA 29

Medo

Medo do alto, medo do assalto Medo da tortura, medo da loucura O medo nos leva a situações de inquietura Insegurança, amargura Desejo do caos, desejo do mal Medo do medo, medo do escuro negro Não quero viver prisioneiro do Insano aperto de viver preso Quero me libertar deste terrível mal Mal que assola, me tira a paz da alma Quero paz que liberta, resgata, me alegra Medo afasta, medo tranca, medo espanca Mas a paz que vem do alto, essa sim, me levanta |12


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Pintura: “Medo” Técnica: Grafite 6B Ano: 2009


OBRA 30

SenhoraTrabalhadeira

Parece cansada, fatigada pelo tempo Senhora trabalhadeira Lata no chão, esfregão nas mãos As rugas em seu rosto Denotam cansaço no corpo Suor do trabalho Dor do descaso Que vida dura O peso do viver Faz desta senhora Escrava do desdém |12


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Pintura: “Senhora Trabalhadeira” Técnica: Grafite 6B Ano: 2005


OBRA 31

Homem à Sombra

Sol forte na colina Faz a sombra desaparecer Colunas, pedras e pedriscos Castelos, torres e obeliscos Faço todo o impossível Para a sombra me esconder É difícil fugir do seu castigo Suor, cansaço tão nítido Sol escaldante, destemido Vejo apenas um destino Uma nuvem em meu caminho Para a sombra aparecer |12


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Pintura: “Homem à Sombra” Técnica: Nanquim em Pontilhado Ano: 1996


OBRA 32

Pose de Mulher

Espelho, reflexo inverso De uma beleza emaranhada em traços Traços de tramas Tramas e dramas de uma dama Esta mulher refletida em sua essência Remete a uma valsa de adolescência Bailando sua doçura, censura e ternura De uma sensibilidade oculta Sob o olhar da sua inocência tão pura |12


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Pintura: “Pose de Mulher” Técnica: Nanquim em Pontilhado Ano: 1996


OBRA 33

A Fera

Parece um monstro empalhado Sob o olhar assustado Do caos imputado a um vilarejo de mentira Onde a fera peluda se pendura nas alturas Nos sobrados de cores e telhados de tintas A força deste gorila Ê devastador Avassalador, intimidador Mas a pintura do artista É a cela sem as chaves Sem as grades, sem alarmes Que aprisonam o devorador |12


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Pintura: “A Fera” Técnica: Nanquim com Lápis Aquarelado Ano: 2003


OBRA 34

Jeans

Tenho um jeans surrado Tenho um jeans apertado Meu jeans é escuro e também tenho um claro Tenho um rasgado, outro emendado Tenho pra sair a noite e outro pra ir no trabalho Jeans com tênis Jeans sem camisa, ou com casaco ou de blazer Mas todo mundo tem um jeans Guardado no armário, com certeza |12


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Pintura: “Jeans” Técnica: Nanquim em Pontilhado Ano: 1998


OBRA 35

PrimeiroNamoro

Boca molhada Mãos entrelaçadas Olhos ardentes A paquera de chamas Fogo sem cama Nada indecente Para o homem e mulher Borbulhas no estômago São mais frequentes Encher de presentes Cartinhas de amor Os deixam impacientes Do próximo encontro Que o destino lhes dará Mais para frente |12


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Pintura: “Primeiro Namoro” Técnica: Grafite 6B Esfuminho Ano: 1989


OBRA 36

Capela Capela do vilarejo Com sua torre alta ao centro Alta para ir ao encontro do Deus Verdadeiro Tocam o sino e suas badaladas É hora do momento Do encontro de Deus com seu celeiro Celeiro de almas escolhidas a dedo Pelo Deus Verdadeiro Canta-se um hino, vozes a soar Frases de gratidão, adoração, ao Pai da Criação Orações surgem, suaves, chorosas Suplicando perdão Cura da dor da alma que chora Que seja o seu coração, a sua capela A escada da torre alta, único caminho à vida eterna Que seu clamor encontre ao Deus da Graça E que o sino da sua alma badale, badale, badale De alegria, de esperança, de vida em abundância Em Cristo, nossa esperança |12


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Pintura: “Capela” Técnica: Grafite 6B Ano: 1987


OBRA 37

Mosaico

Mosaico em pedaรงos Que demonstram o retrato De uma jovem de fato, sem ensaio Mostra seus riscos, suas marcas, seu destino Traรงadas, marcadas, emolduradas Numa galeria de vidro |12


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Pintura: “Mosaico” Técnica: Grafite 6B Ano: 1990


OBRA 38

Mulher na Escada

Senta, levanta Cansa, descansa A escada me leva e me traz de volta Faz eu subir e descer até a porta A mulher na escada Acha que é lugar de poses inusitadas Mas apenas atrapalha Quem sobe em larga escala, pela escada De passo em passo Faz o passado ficar No primeiro degrau lá embaixo |12


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Pintura: “Mulher na Escada” Técnica: Crayon Ano: 1997


OBRA 39

Rugas doTempo

Velho de traços fortes De traços cansados Que desfigura suas características do menino do passado Rugas na face demonstram o castigar Do tempo, do vento, das lutas, sofrimentos Rugas da sabedoria, das amarguras Rugas do sofrer do eu, do sofrer do meu Cada traço de fisura na face É uma experiência das fases Que todo homem passa Quando esta sendo lapidado pelas mãos de Deus |12


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Pintura: “Rugas do Tempo” Técnica: Grafite 6B Ano: 2004


OBRA 40

O Salto

Quando salto para trás Tenho a nítida sensação Que estou de ponta cabeça para o infinito Saltar é dar a possibilidade aos meus medos A chance de vencer o desejo De arriscar, inventar, se dominar |12


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Pintura: “O Salto” Técnica: Grafite 6B Ano: 2012


Nome de registro: Kleber Adriano Vieira Pseudônimo: Binho Vieira Data de nascimento: 06 de maio de 1974 Pai: Sergio Edno Vieira Mãe: Dona Bê Esposa: Merlim Rose Ricioli Filhos: Giovanni Vieira e Memy Ricioli Time do coração: São Paulo FC Livro de cabeceira: Bíblia Sagrada Cor preferida: Azul Melhor viagem: Todas que faço com minha família. Um livro que possa indicar: “Marley e Eu” de John Grogan Um pensamento: “Nenhum sonho ou loucura pode ser descartado até que prove que não serve para nada.” Alguém para se espelhar: Jesus Cristo Uma canção: “Vou deixar na cruz” Um hobby: Cozinhar para amigos Algo que deseja fazer: Voar de balão Binho Vieira em uma palavra: Ousado


Neste livro comemorativo, todo ele feito pelo autor Binho Vieira, o artista tatuiano trás ao público, algumas de suas obras de arte, muitas delas nunca publicadas. Alguns desenhos são da visão abstrata do artista e outras são frutos de observações do cotidiano que foram interpretadas através do uso de diversas técnicas de pintura como aquarela, lápis de cor, bico de pena, nanquim, crayon, entre outras. Binho Vieira tem um acervo com mais de 100 desenhos, rabiscos e pinturas em diveros formatos e algumas delas você terá o prazer de apreciar neste fabuloso livro de artes: “Binho Vieira - 4 Décadas, uma história contada através das mãos do seu artista.”

Editora Binho1974

Livro de artes 4 décadas por binho vieira  

Livro auto biográfico dos 40 anos do artista plástico tatuiano Binho Vieira. Lançado em maio de 2014.