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Ano V nº 11 2017 ISSN 32317-532X

naprática prática na

UEMA prepara prepara docentes docentes para para UEMA atuar em em cursos cursos intermediados intermediados atuar por tecnologias tecnologias digitais digitais por

ENTREVISTA ROMERO TORI ENTREVISTA ENTREVISTA

Prof. Dr. Dr. em em Engenharia Engenharia Elétrica Elétrica Prof. ROMERO TORI ROMERO TORI e livre-docente/USP fala sobre Educação Educação sem sem distância. distância. e livre-docente/USP fala sobre

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EDITORIAL

UEMAnet E A PRÁTICA ASSERTIVA DE

TECNOLOGIA EDUCACIONAL

A

tecnologia foi concebida no intuito de facilitar a vida humana, seja encurtando distâncias, democratizando o acesso à informação ou ressignificando aspectos do nosso dia a dia. Quando nos reportamos à educação, a tecnologia ganha um sentido estruturante, na medida em que se apresenta cada vez mais como ferramenta indispensável para o processo de ensino e da aprendizagem, fazendo-se necessária uma integração entre o ambiente on-line e presencial na sala de aula. Nesse aspecto, a educação a distância, ano após ano, vem se consolidando como uma modalidade de ensino híbrida, que reúne características determinantes para a educação tais como: dinamismo, aproveitamento, engajamento, disciplina e inovação, além de integrar as tecnologias digitais ao dia a dia dos educadores e educandos. A atual gestão do Governo do Estado, comandada pelo professor Flávio Dino, vem investindo em tecnologias em todos os níveis, modalidades e diversidades educacionais por compreender que essas ferramentas são importantes para facilitar o conhecimento e possibilitar que mais maranhenses tenham acesso ao processo educativo, principal vetor de cidadania e de justiça social. Diante desse contexto, a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), por intermédio do Núcleo de Tecnologias para Educação (UEMAnet), foi pioneira como a instituição maranhense que tem apostado na educação a distância de forma assertiva a partir de mediadores tecnológicos das práticas educativas, ampliando o acesso à formação superior. A revista PoloUm, que é um instrumento do UEMAnet, chega à 11ª edição como uma publicação periódica que perpassa o cunho informativo, ancorando-se no pedagógico, didático e, sobretudo,

Felipe Camarão

como meio disseminador do que há de mais atual em tecnologias na educação. Chamo a atenção dos leitores para o trabalho das professoras da UEMA Ilka Serra e Eliza Araújo, intitulado “Mediação Tecnológica: ferramentas interativas utilizadas no curso profissionalizante de Manutenção Automotiva”, que foi apresentado para o mundo no 6º Congresso Ibero-Americano em Investigação Qualitativa e no 2nd International Symposium on Qualitative Research, em Salamanca (Espanha). Outro destaque é a entrevista com o professor Doutor Romero Tori (USP) sobre “Educação sem Distância”, “Sem Limites”, e o ensino híbrido como formas de diminuir as distâncias, tornar os alunos mais disciplinados e autônomos no processo de aprendizagem. A revista também traz importantes artigos dos professores Doutor Luciano Sathler (Universidade Metodista de São Paulo) e do Doutor Jordi Quintana (Universidade de Barcelona). Além do lançamento do Moodle Mobile – aplicação móvel do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), também é destaque nesta edição. O Moodle é formado por ferramentas comunicativas, recursos e atividades, com caráter hipermidiático, tornando o AVA mais estimulante ainda. Desejo uma didática e fluida leitura, capaz de produzir conhecimento! Felipe Camarão Professor Secretário de Estado da Educação Membro da Academia Ludovicense de Letras Sócio do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão

UEMAnet • Revista PoloUm

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REFERÊNCIA EDUCAÇÃO E INOVAÇÃO DIGITAL, POR UM NOVO HORIZONTE ÉTICO NO COMBATE À DESIGUALDADE

EDUCAÇÃO UEMA LANÇA APLICATIVO MÓVEL DO AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM (AVA)

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12345678910

Canadá Estados Unidos México Costa Rica Colômbia Venezuela Barbados Guiana Guiana Francesa - Brasil

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EUROPA

AMÉRICA DO NORTE 2

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AMÉRICA CENTRAL

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4 6

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OCEANO PACÍFICO

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8

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AMÉRICA DO SUL 14

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OCEANO PACÍFICO

25 36

12

11

09

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-

Uruguai Argentina Chile Bolívia Peru Portugal Espanha França Inglaterra Alemanha

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37

ÁFRICA

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31 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

NA PRÁTICA

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ÁSIA

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20

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OCEANO ATLÂNTICO

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33 35 34

OCEANO ÍNDICO 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30

-

Suíça Áustria Itália Bulgária Turquia Israel Egito Argélia Cabo Verde Burkina Faso

OCEANIA

31 do 32 33 34 35 36 37 38 39 40

- Republica Federativa Congo - Burundi - Angola - Botsuana - Moçambique - Afeganistão - Butão - Japão - Brunei - Austrália

UEMA OFERECE 21 CURSOS ON-LINE E GRATUITOS ALCANÇANDO MAIS DE 146 MIL ESTUDANTES EM 40 PAÍSES 40

ENTREVISTA

ROMERO TORI Prof. Dr. em Engenharia Elétrica e livre-docente/USP

DESTAQUE

Mais qualificação: UEMA amplia parcerias com instituições públicas e privadas para expandir a Formação profissional

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04 14 22

ACONTECEU

UEMA realiza Simpósio Internacional de Inovação em Educação Superior em parceria com ABRUEM

INOVAÇÃO

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Como usar criatividade e tecnologia na educação contemporânea

EXPEDIENTE Reitor da UEMA Prof. Gustavo Pereira da Costa Vice-reitor da UEMA Prof. Walter Canales Sant’Ana Coord. Geral do UEMAnet Profa. Ilka Márcia Ribeiro de Souza Serra Editora Talita Dias Revisora Lucirene Lopes Redatores Davi Araújo, Karla Costa, Ruben Mukama e Talita Dias Tradução para Inglês Aline Varela Imagens Andreia Maranhão, Andriolli Araújo, Aerton Oliveira e Ruben Mukama. Capa Ruben Mukama Diagramação Tonho Lemos Martins

CONSELHO EDITORIAL Ana Luzia S. P. Pires Conceição Mendonça Eliza Flora M. Araújo COLABORAÇÃO Celiana Azevedo, Cristiane Peixoto, Kilton Calvet, Marylucia Cavalcante e Patrícia Adelia.


REFERÊNCIA

EDUCAÇÃO E INOVAÇÃO DIGITAL, POR UM NOVO HORIZONTE ÉTICO NO COMBATE À DESIGUALDADE Luciano Sathler Rosa Guimarães1

pela pauperização da maioria da população e a precarização continuada das relações de trabalho.

O caráter distintivo de nossa transfiguração étnica é a continuidade, através dos séculos, de elementos cruciais da ordenação social arcaica, da dependência da economia e do caráter espúrio da cultura. Vivemos, hoje, às vésperas de transformações ainda mais abrangentes, porque surge no horizonte uma outra revolução tecnológica mais radical que as anteriores. Se uma vez mais nos deixarmos fazer consumidores de seus frutos, em lugar de dominadores de sua tecnologia nova, as ameaças sobre a nossa sobrevivência e sobre a soberania nacional serão ainda mais intensas.

Tendo a economia como fundamento, a mão de obra barata e disponível em abundância, ainda que com pouca ou nenhuma instrução formal, foi o que permitiu ser tudo tardio, atrasado, demorado e mal planejado na educação brasileira.

Darcy Ribeiro

A

forma como se organiza a Educação Superior no Brasil tende a refletir e reforçar as profundas desigualdades que marcam a história e o presente do país. A começar pelo Brasil Colônia, incluídos os tempos da Proclamação da República, o Estado Novo, a Ditadura Militar e até os presentes dias, se privilegiou um modo de produção baseado nos oligopólios extrativistas dos abundantes recursos naturais e nas monoculturas exportadoras de baixa produtividade. Essa economia baseada em produtos primários e em empreendimentos de baixa intensidade tecnológica se sustentou graças à exploração de escravos e imigrantes, sucedida Bacharel em Comunicação Social – Habilitação em Publicidade e Propaganda pela PUC – MG. Mestre em Administração pela Universidade Metodista de São Paulo e doutor em Administração pela FEA/USP. Possui especialização em Gestão Universitária pela Organização Universitária Interamericana/CRUB e em Gestão Estratégica de Marketing pela CEPEAD/UFMG. Atualmente é Reitor do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, em Belo Horizonte (MG); Diretor Nacional de Educação a Distância nas instituições educacionais metodistas; Diretor da Associação Brasileira de Educação a Distância – ABED; e docente na Universidade Metodista de São Paulo. Atua como Curador do site: http:// inovacaoeducacional.com.br, abordando os temas: Gestão Universitária – Educação a Distância – Inovação Educacional – Tecnologia na Educação e Aprendizagem Organizacional. 1

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Esses fatores, e muitos outros, inibiram propositalmente o desenvolvimento de um sistema educacional de qualidade para todos, cujas exceções pontuais reforçam a necessidade de rever o conjunto. Permanecemos incapazes de transformar a realidade pela emancipação em um projeto de nação capaz de promover o bem comum. Vale lembrar que, se até 1930, o contingente principal da mão de obra nasce e cresce fora do território colonial e nacional, hoje em dia, num alinhamento claro e continuado com esse fato histórico, a dessocialização e a despersonalização dos mais empobrecidos se somam ao racismo para alimentar o modelo mental que propicia converter pessoas em mercadoria, na sequência de reificação e da coisificação, fatores de produção a baixo custo. Isso ajuda a compor um ambiente inóspito e incompatível para o desenvolvimento científico e a inovação. A formação de mais pessoas que pudessem participar de forma crítica e autônoma em prol de um desenvolvimento inclusivo, equitativo e sustentável era algo a ser evitado pelas elites que tramaram os principais movimentos políticos. A elite do Brasil, formada principalmente na Universidade de Coimbra, podia ser “ilustrada, cultivada às vezes, mas culta jamais”, nos dizeres de Anísio Teixeira.


REFERÊNCIA Já no Século XX, o Estado Novo, que implantou a figura jurídica da universidade pela primeira vez no país, o fez como “uma reação aos movimentos de liberalização e modernização das esferas da cultura na sociedade brasileira, segundo a esperta consigna do façamos a revolução antes que o povo a faça”. Nas décadas de 1960 e 1970, os economistas que povoavam o cenário nacional e conduziam as políticas públicas durante a Ditadura Militar afirmavam que era preciso, primeiramente, crescer o bolo para depois distribuí-lo. No entanto, uma série histórica que analisa a concentração de renda nas mãos do 1% mais rico da população do Brasil, de 1927 a 2013, mostra que a acumulação de renda no topo da pirâmide promoveu um aumento do fosso entre os mais ricos e os mais pobres nesse período. Quer dizer, não foi apenas em decorrência do crescimento acelerado da economia, iniciado em 1968, e da demanda não atendida por trabalhadores mais qualificados que a alta da desigualdade se deu. À época, a chamada teoria do capital humano era usada para apontar o nível educacional como principal fator isolado para explicar o aumento da desigualdade. Como o Brasil crescia a taxas altas, a demanda por profissionais com mais anos completados na educação formal teria forçado o aumento da renda dos que atendiam esses requisitos. Os dados comprovam que essa tese não se sustenta. Mesmo em tempos recentes, os números calculados com base nos dados tributários mostram uma estabilidade. Ou seja, pode ter havido redistribuição de renda para grupos da base da pirâmide por um breve período sem que isso tenha mexido na fatia relativa ao 1% mais rico. Por causa disso, na tabela da desigualdade há pouca alteração na concentração de renda e oportunidades. Em meio a esse contexto de exclusão, violência e desigualdade, a universidade brasileira nasce sem ter sido tocada pela reforma humboldtiana da Educação Superior, do Século XIX, que introduziu nas instituições alemãs os métodos das ciências experimentais e o diálogo com os setores produtivos como parte de sua identidade, algo antes banido da alta cultura – característica até então predominante, herança das universidades medievais, onde o conhecimento prático não era aceito.

Torna-se então característica de uma parte significativa da cena universitária brasileira o alheamento em relação à vida social, como torres de marfim onde se considera o pensamento crítico algo de exclusividade para sábios e iluminados. Espaços povoados por uma maioria de acadêmicos que gastam a vida em meio a publicações arduamente trabalhadas e pouco lidas, com nenhum impacto social. Ou enredados em discussões estéreis muito especializadas, sobre microssubáreas do saber que só chamam atenção de um número reduzido de pesquisadores também a estas dedicados. Ainda é possível identificar em muitos o paradigma colonial, que considera adequado e desejável manter a Educação Superior acessível para poucos. Como se a meritocracia pudesse acontecer de forma natural nesse contexto desigual em oportunidades e recursos. Porém, há um movimento mundial que impulsiona pela ampliação das matrículas na Educação Superior, dentro da perspectiva da educação como um direito para todos e base para a igualdade de oportunidades. É um fenômeno que está em sintonia com a concepção de Estado Moderno, liberal, democrático e social, “no qual todos transformados em soberanos sem distinções de classe, reivindicam, além dos direitos de liberdade, também os direitos sociais, que são igualmente direitos do indivíduo”. Um desafio adicional que exige a ampliação da oferta e do acesso à Educação Superior de qualidade é o ritmo vertiginoso das metamorfoses proporcionadas pelas tecnologias digitais, em que a lista de setores por elas atingidos se amplia e que, diferentemente das inovações típicas da primeira era industrial, os benefícios das mudanças tecnológicas não são mais amplamente distribuídos. As consequências sobre os empregos serão devastadoras, especialmente à medida em que as máquinas passarem a decidir por si só, sem intervenção humana. Graças à automação, estão em risco muitos postos de trabalho, especialmente os que são ocupados por pessoas com poucos anos de educação formal. O esgarçamento tende a ser maior onde a estrutura ocupacional é mais

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REFERÊNCIA distante da economia do conhecimento, situação na qual o Brasil se encontra por sua economia predominantemente baseada na exportação de commodities.

empregados com ensino superior, a queda foi menor ainda, de 0,9%. O cálculo levou em consideração o estoque final de empregos formais no ano de 2014 e a diferença do saldo mensal de empregos formais - número de admissões subtraído ao número de desligamentos no período.

A história mostra que a correlação entre o progresso técnico e científico se relaciona diretamente ao progresso econômico, porém, sem necessariamente promover avanços sociais ou ambientais. A julgar pelos últimos 30 anos, o que se observa é que os mercados de trabalho têm sofrido mudanças que respondem, em grande parte, pela espantosa reconcentração da riqueza nos países desenvolvidos, em particular nos Estados Unidos. O Brasil possui uma taxa de escolarização líquida de apenas 17,6%. É o percentual da população de 18 a 24 anos na Educação Superior, ou seja, número de matriculados de 18 a 24 anos no ensino superior dividido pelo total a população de 18 a 24 anos. Isso é proporcionalmente a metade dos países vizinhos latino americanos.

Se é possível identificar uma tendência na Educação Superior é que a Educação a Distância (EaD) tem se expandido mais do que a oferta presencial. O número de ingressantes em cursos presenciais no Brasil sofreu um aumento de 6,8%, comparado 2013 com 2014. Nos cursos EaD o aumento de ingressantes no mesmo período chegou a 41%. Em 2014, o número de concluintes em cursos presenciais totalizou 841 mil alunos, sendo 615 mil na rede privada e 226 mil na pública, número 0,8% maior que em 2013 quando registrou 834 mil concluintes. Na EaD, o número de concluintes chegou a 190 mil, com 174 mil na rede privada e 16 mil na pública.

E mesmo em períodos de crises econômicas e políticas um diploma de Graduação parece ser o melhor antídoto ao risco de desemprego, se comparado com outras parcelas da população com menor nível de educação formal. No ano de 2015 houve uma redução de 3,3% no número total de empregos formais comparado ao de 2014. Para os empregados com ensino fundamental, a redução ficou em 5,9%. Para os empregados com ensino médio completo, a queda chegou a 2,1%. Já para os

Pelo gráfico a seguir é possível verificar que o número de matrículas em EaD cresceu 66% de 2009 a 2015, o dobro do crescimento do presencial. Com as recentes alterações promovidas pelo Decreto nº 9.057, de 25 de maio de 2017, e pela Portaria Normativa MEC n. 11, de 20 de junho de 2017, a previsão é que o percentual de alunos matriculados em cursos de Graduação EaD chegue a 30% do total da população universitária até o ano de 2020.

Gráfico 1 - Evolução de matrículas Graduação por modalidade – 2004 a 2015 7.000.000

6.633.545

6.000.000 5.080.056 5.000.000

4.000.000

4.163.733

3.000.000

2.000.000 1.393.752 1.000.000

0 EAD Presencial

727.961

59.611 2011

2012

2013

2014

2015

59.611

114.642

207.206

369.766

727.961

838.125

930.179

992.927

1.113.850

1.153.572

1.330.124

1.393.752

4.163.733

2004

4.453.156

2005

4.676.646

2006

4.880.381

2007

5.080.056

2008

5.115.896

2009

5.449.120

2010

5.746.762

5.923.838

6.152.405

6.497.889

6.633.545

Fonte: INEP/MEC

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REFERÊNCIA A EaD é uma das iniciativas a compor uma resposta aos dois maiores desafios atuais da Educação Superior. Primeiramente, expandir o volume de matrículas de maneira mais rápida e com qualidade. E responder com inovação às novas formas que as pessoas aprenderam a se informar, aprender e a disseminar conhecimento, no contexto da inovação digital.

em vezREFERÊNCIA disso, uma melhoria evolutiva do modelo de negócios estabelecido.

INOVAÇÃO DIGITAL

É claro que não há tecnologia nem ciência que possa se arvorar da mais absoluta neutralidade. E os riscos são crescentes quando as fronteiras entre o biológico e as próteses tendem a se diluir, por exemplo. Assim como infelizmente há, na educação, uma crise de gravidade crescente graças ao número de empresários empenhados em excluir ou reduzir ao máximo a importância do professor, numa concepção equivocada do que é o processo educativo e por estarem entregues à primazia do lucro a qualquer preço.

A inovação digital é aquela relacionada às tecnologias de informação e comunicação – TIC. É o que tem impulsionado o crescimento agregado da produtividade, sujeito ainda a uma difusão desigual de uso em toda a sociedade, o que gera um novo tipo de exclusão. À luz das diferentes definições propostas na literatura é possível entender inovação digital no sentido estrito, como a implementação de uma TIC nova ou significativamente melhorada, ou seja, dentro da categoria das tecnologias de informação e comunicação. Em um sentido mais amplo, inclui utilizar as TICs para a implementação de um novo produto ou processo significativamente melhorado, um novo método de marketing ou uma nova forma de se organizar métodos de práticas comerciais, gestão de pessoas ou relações externas. A inovação digital pode ser perturbadora e induzir a “destruição criativa” de empreendimentos estabelecidos, mercados e redes de valor, bem como desafiar quadros regulatórios existentes. Esses efeitos disruptivos podem ser percebidos como ameaçadores tanto por indivíduos quanto por empresas e governos.

Um dos fatores que prejudicam ou atrasam a capacidade de adotar a inovação digital é o acesso dificultado e oneroso a infraestruturas de hardware, software e banda de Internet. Também se destaca como uma barreira potencial o aumento dos riscos de segurança digital percebidos pelos potenciais adotantes.

Vale lembrar o conceito da ‘heurística do temor’, de Hans Jonas, que não é um medo paralisante, mas aquele que convida a assumirmos a responsabilidade como princípio da ação. Os riscos trazidos pela tecnologia ameaçam de forma inédita o presente e o futuro, sendo que pensar o mal é mais persuasivo que o bem e aparece a nós de maneira bem mais explícita e evidente. O medo então se torna, para Jonas, a primeira obrigação de uma ética da responsabilidade histórica. Fundamental para lidar com esse novo mundo. Diante de uma transformação monumental e paradigmática como a qual nos defrontamos, a EaD é parte de um movimento que leva à inovação digital na educação.

O medo da mudança combinado com o pensamento de curto prazo, geralmente, resulta que as novas tecnologias e as inovações digitais são comercializadas pela primeira vez, por empresas startup ou por novos entrantes vindos de outros segmentos. Estes podem aproveitar a vantagem de começar sem o legado de uma base anteriormente existente e experimentar para chegar a criar uma variedade de modelos de negócios presumivelmente novos.

Aprender com tecnologia envolve situações de aprendizagem em que a relação de ensino-aprendizagem se estabelece com a ajuda de um dispositivo ou software, como um computador ou a Internet. Em algum nível, quase todo o aprendizado envolve tecnologia. Por exemplo, em uma palestra tradicional, um instrutor pode usar giz e um quadro-negro, empregando assim uma tecnologia antiga, mas confiável. Similarmente, um livro constitui uma forma de tecnologia, já nos seus 500 anos acumulados de história.

Dito isto, a inovação digital nem sempre é perturbadora, mesmo que possa ser revolucionária, nova e inesperada. Pode envolver somente melhorias incrementais como, por exemplo, o uso do comércio eletrônico por um revendedor, não necessita necessariamente de mudanças drásticas e constitui,

Uma característica importante da tecnologia baseada em recursos computacionais e possível vantagem, se usado adequadamente, é que permite a apresentação de multimídia, com mensagens que incluam palavras faladas ou impressas e imagens, tais como animação, vídeo, ilustrações ou fotos. Também

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REFERÊNCIA permite níveis diferenciados e personalizados de interatividade e recuperação de informações que, de outra forma, não podem ser viáveis. Há três princípios importantes da pesquisa em ciência cognitiva que devem ser levados em conta quando se adota o ensino com tecnologia, a saber: Trilhas neurais duplas: as pessoas têm caminhos separados no cérebro para o processamento de estímulos verbais e de materiais visuais; Capacidade limitada: as pessoas podem processar apenas pequenas quantidades simultâneas de material em cada trilha neural;

Processamento ativo: o aprendizado significativo ocorre

quando os alunos se envolvem no processamento cognitivo apropriado durante a aprendizagem, como atendimento a material relevante, organizando-o em uma representação coerente e integrando com conhecimento prévio relevante. E quando falamos sobre o aprender é importante

diferenciar os três tipos de memórias que podem resultar do processo de ensino-aprendizagem:

Existem vários fatores associados ao aumento do uso das TICs no ensino. Por exemplo, a participação em atividades de desenvolvimento profissional que envolvam pesquisa individual ou colaborativa ou a formação de uma rede dos professores torna mais provável que um docente use mais frequentemente as TICs para o trabalho junto aos estudantes. É preciso investir nos professores, gestores educacionais e corpo técnico, bem como nas escolas e outros espaços de aprendizagem, para tentar tirar o Brasil do atraso autoimposto por aqueles que sempre ocuparam o poder. A EaD colabora com a democratização do acesso à educação superior e vai ter maior ou menor qualidade conforme a instituição que oferta os cursos. O mesmo que acontece com o ensino presencial.

Memória sensorial: contém todas as informações

REFERÊNCIAS

Memória

ALENCASTRO, L. F. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

visuais recebidas (memória sensorial visual) e todos os sons percebidos (memória sensorial auditiva) por um curto período de tempo; de trabalho: contém um número limitado de palavras selecionadas e imagens para processamento posterior; e

Memória de longo prazo: o conhecimento de profundo significado.

Tabela 1- Processo cognitivo necessário para a aprendizagem ativa com tecnologia Processo

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ampliar o ensino com tecnologia. As neurociências e os relacionamentos que se estabelecem em redes sociais podem fornecer dados muito úteis e práticos que colaborem com maior efetividade nas relações de ensino-aprendizagem.

Descrição

Tipo de Memória

Selecionar

Prestar atenção em palavras e imagens relevantes

Leva a informação da ‘memória sensorial’ para a ‘memória de trabalho’

Organizar

Organizar palavras selecionadas e imagens em representações mentais coerentes

Manipula a informação na ‘memória de trabalho’

Integrar

Conectar representações verbais e imagéticas entre si e com o conhecimento previamente construído

Leva a informação da ‘memória de longo prazo’ para a ‘memória de trabalho’

BOBBIO, N. A era dos direitos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. DUMONT, H.; INSTANCE, D.; BENAVIDES, F. (Orgs.). The nature of learning: using research to inspire practice. Paris: OCDE, 2010. JONAS, H. O princípio responsabilidade: ensaio de uma ética para a civilização tecnológica. Rio de Janeiro: Contraponto; Ed. PUC-Rio, 2015. MARREIRO, F. Série inédita brasileira mostra salto da desigualdade no começo da ditadura. El País, 04/11/2015. Disponível em: <https://goo.gl/Hfh37g>. Acesso em: 19 ago.2017. OLIVEIRA, R. Para uma universidade tecnológica de alto impacto econômico, social e cultural. In: GUERRINI, D.; OLIVEIRA, R. (Orgs.). Universidades e desenvolvimento regional: experiências internacionais e o caso das universidades comunitárias do Rio Grande do Sul. Lajeado, RS: Editora da Univates, 2016. SEMESP. Mapa do ensino superior 2016. São Paulo: Semesp, 2016.

Fonte: DUMONT, H.; INSTANCE, D.; BENAVIDES, F. (2010)

TEIXEIRA, A. O ensino superior no Brasil: análise e interpretação de sua evolução até 1969. Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas, 1989.

A pesquisa e os dados devem ser mais disseminados como elementos que colaboram com a formulação de políticas públicas destinadas a

WORLD ECONOMIC FORUM. The future of jobs: employment, skills and workforce strategy for the fourth industrial revolution. Disponível em: <https://goo.gl/NYxyQy>. Acesso em: 25 jul.2017.

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ENTREVISTA

C

om anos de pesquisa e docência, Romero Tori reuniu suas experiências e estudos na obra “Educação sem distância”. O livro aborda o distanciamento entre aluno, professor e conteúdo que ocorre no ensino superior presencial. O autor aponta o uso da tecnologia como uma forma de diminuir as distâncias, tanto geográficas quanto sociais e educacionais. Outra forma de manter esse método eficaz é investir na atualização dos professores para que consigam acompanhar o uso tecnológico de seus alunos. Em entrevista a PoloUm, Tori aponta o ensino híbrido como uma forma de diminuir as distâncias, tornar os alunos mais disciplinados e autônomos no processo de aprendizagem.

ROMERO TORI (Prof. Dr. em Engenharia Elétrica e livre-docente/USP)

Qual o conceito de Educação sem distância? Romero Tori - Não se trata de uma nova modalidade de educação. Ao contrário, essa ideia colocada como título de meu livro, busca enfatizar que, quaisquer que sejam as metodologias educacionais e as mídias empregadas, sempre se deve buscar reduzir os distanciamentos entre aluno e professor, aluno e conteúdos, aluno e seus colegas. O termo "Educação a Distância", por sua vez, enfatiza o problema. A contraposição EaD x Educação Presencial não faz sentido, uma vez que é possível e desejável, ter o aluno presente (ainda que a distância) na EaD e alunos virtualmente ausentes em salas de aula tradicionais. A flexibilidade e convergência de ambas as modalidades, na chamada "Aprendizagem híbrida" (Blended Learning), é uma tendência. Nesse contexto, a redução de distâncias, inclusive na sala de aula física, deve ser sempre buscada.

O mundo em rede e as novas tecnologias ligadas à Internet estão reorganizando o processo de aprendizagem? Romero Tori - As pessoas aprendem de formas e em ritmos diferentes. A sala de aula tradicional é extremamente limitante, principalmente sob a perspectiva de um jovem que cresceu numa sociedade conectada, virtualizada e interativa. Limitada num determinado tempo e espaço

físico; limitada por não se adaptar às diferentes necessidades de cada aluno; limitada por comportar apenas um certo número de alunos; limitada por não possibilitar interações paralelas. A facilidade de acesso, comunicação e interação das novas tecnologias, interativas e em rede, permite o rompimento de todos esses limites, propiciando uma verdadeira educação sem distância.

Como inserir a educação brasileira, com tantos limites de estrutura, nesse novo processo de aprendizagem? Romero Tori - Hoje muito mais pessoas, mesmo de comunidades carentes e distantes dos grandes centros, conseguem ter acesso à Internet por meio de dispositivos móveis. Claro que a Internet ainda é cara e lenta no Brasil. Muito precisa ser melhorado, mas o problema atual tem mais relação com cultura do que com infraestrutura. O brasileiro ainda tem dificuldade em gerenciar sua própria aprendizagem. Existe ainda uma cultura de que só se aprende indo até uma escola tradicional. Os índices de evasão de cursos a distância ainda são altíssimos. Contudo, a nova geração - nascida e criada no século XXI - deve ter menos problemas com a aprendizagem autônoma e com o uso da tecnologia. Estão acostumando-se a buscar informações na Internet em vez de perguntar a um adulto. É uma geração que vai fazer uso intenso de aplicativos (para se locomover, se hospedar, se relacionar, se alimentar, se vestir, se divertir, namorar e, por quê não, aprender também. Não haverá barreiras para essa nova geração. A educação, além de "sem distância", será "sem limites".

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ENTREVISTA

Considerando as dimensões territoriais do país, como a “educação sem limite” pode ser o caminho para uma educação mais abrangente? Romero Tori - Uma educação sem limites que sejam geográficos, temporais, de mídia ou de conteúdos, é mais democrática. Não importa onde o estudante resida, se tiver interesse e dedicação, conseguirá se formar tão bem quanto os privilegiados que têm acesso às melhores instituições. Aulas virtuais, comunidades virtuais de aprendizagem e conteúdos educacionais abertos são alguns dos recursos que viabilizarão essa maior abrangência de uma educação de qualidade.

Como deve ser trabalhado o professor brasileiro para que ele esteja motivado e envolvido nesse novo cenário da educação? Romero Tori - O professor em geral é motivado e gosta do que faz. O que muitos têm é uma certa insegurança com relação ao uso de tecnologias. Não adianta apenas cursos de capacitação no uso de tecnologias, porque quando acabamos de formá-los para uso de determinado recurso, dois outros novos já surgiram. É preciso que o professor tenha acesso às tecnologias de natureza igual a dos seus alunos. Melhorar seus salários é um caminho. Treinamentos em metodologias ativas também são importantes. Nestes métodos, o professor não precisa dominar totalmente as tecnologias que seus alunos utilizam, podendo se concentrar na supervisão e avaliação do aprendizado.

Como as Tecnologias de Comunicação e Informação podem ser aproveitadas da melhor maneira na formação pedagógica? Romero Tori - Da mesma forma que alunos podem se formar a distância, professores também. Participar de formações que utilizam novas tecnologias ajudam o professor, a entender a perspectiva do aluno e a se familiarizar com essas mídias.

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Uma das tendências em educação é o blended learning, conceito que busca harmonia entre as atividades virtuais e presenciais. Qual seu entendimento sobre esta combinação? Romero Tori - Essa solução é a mais adequada porque possibilita que se use o melhor de cada recurso, de forma flexível e adaptada às necessidades dos alunos e às demandas pedagógicas, de acordo com o contexto e o público-alvo. Por que limitar a educação a apenas uma forma?

A tecnologia básica de acesso à Internet de qualidade e alta velocidade é algo que nem careceria discutir.

Quais impactos e desafios da adoção de tecnologia na educação superior?

Romero Tori - Os impactos são muitos, como: possibilidade de personalização e adaptação do aprendizado; redução de custos; e acesso aos conteúdos, professores e equipamentos remotos. Todas as profissões utilizam cada vez mais tecnologia. Não faz sentido que os futuros profissionais sejam formados sem tecnologia. Vejamos o caso da medicina, por exemplo. Muitas cirurgias são realizadas por videolaparoscopia (o médico faz a cirurgia olhando para um monitor e manipulando controles). Como seria melhor treinar um futuro cirurgião, executando procedimentos em animais ou em simuladores de realidade virtual com os quais interage e visualiza os procedimentos exatamente da mesma forma que numa cirurgia real? No entanto, os desafios da realidade brasileira são de ordem cultural - nos casos em que os próprios equipamentos dos alunos já sejam suficientes para


ENTREVISTA introdução da tecnologia em sala de aula - e de investimentos em infraestrutura tecnológica para cursos que exijam simuladores mais complexos. A tecnologia básica de acesso à Internet de qualidade e alta velocidade é algo que nem careceria discutir. Todas as nossas escolas já deveriam ter há muito tempo.

A educação virtual é tão poderosa, que deverá influenciar até mesmo a educação tradicional, realizada em espaços físicos limitados.

Qual o modelo ideal de educação do futuro?

Romero Tori - Na verdade o modelo híbrido, ou "sem limites", é o mais adequado na minha opinião. Entretanto, em casos de pessoas geograficamente afastadas ou com dificuldade de locomoção, é possível que tenham boa formação totalmente a distância. A educação virtual é tão poderosa, que deverá influenciar até mesmo a educação tradicional, realizada em espaços físicos limitados. A sala de aula invertida é um exemplo. Nessa metodologia, os alunos estudam a distância, usando recursos de EaD, e utilizam a sala de aula para atividades nas quais aplicam o que aprenderam, discutem com seus pares, recebem orientações e são avaliados pelos professores.

Esse preconceito vai diminuir à medida em que as novas gerações aumentem sua participação na população de aprendizes.

Quando falamos em “Educação a Distância”, é comum limitar o assunto apenas a separação geográfica aluno-professor. Esse distanciamento pode acontecer em outros níveis? Romero Tori - Sim. Há a possibilidade de distanciamento no tempo, bem como de um distanciamento psicológico, a chamada "distância transacional". A interatividade é a melhor forma de reduzir todas essas distâncias.

Tecnologias de comunicação, jogos e simuladores foram incorporados pela EaD. Todavia, para que o engajamento e aprendizado ocorram de fato, isso é o bastante? Romero Tori - Essas são condições necessárias, mas não suficientes. Outras condições necessárias são: autonomia, aprendizagem significativa, desafios e objetivos claros. É preciso também que haja interatividade e que o aluno se sinta pertencente a um grupo, a uma comunidade. Por fim, alunos precisam desde jovens se habituarem com o aprendizado autônomo e aprenderem a ter autodisciplina.

Em seu entendimento, existe ainda preconceito contra a modalidade EaD? Como reverter essa situação? Romero Tori - Reduziu bastante, mas ainda existe. Não obstante, a EaD evoluiu muito mais rapidamente que a chamada "presencial" (a EaD também pode ter atividades síncronas "presenciais", por isso essa não é uma boa forma de diferenciar educação limitada a um espaço físico da educação "sem limites"). Esse preconceito vai diminuir à medida em que as novas gerações aumentem sua participação na população de aprendizes. Jovens que usam Uber, Waze, WhatsApp, Youtube, Snapchat, Tinder, Netflix, videogames, Realidade Virtual, Realidade Aumentada, comunicação instantânea por vídeo, entre outros recursos virtuais, tenderão a ter mais preconceito com a educação "limitada", do que com a "sem limites".

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EDUCAÇÃO

PROFESSORAS DO UEMAnet

APRESENTAM TRABALHO NA ESPANHA

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s professoras do Núcleo de Tecnologias para a Educação (UEMAnet), da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) participaram do 6º Congresso Ibero-Americano em Investigação Qualitativa e do 2nd International Symposium on Qualitative Research, em Salamanca (Espanha), entre os dias 12 e 14 de julho de 2017. Na ocasião, Ilka Márcia Ribeiro Serra (Coordenadora Geral do Núcleo) e Eliza Flora Muniz Araújo (Assessora do UEMAnet) apresentaram o artigo científico “Mediação Tecnológica: ferramentas interativas utilizadas no curso profissionalizante de Manutenção Automotiva”. Por ser um congresso internacional sobre Investigação Qualitativa, teve como exigência fundamental que 1/3 dos artigos tivessem enfoque na metodologia. Esse enfoque contempla a análise

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das relações entre as questões de investigação, teorias e resultados com a metodologia utilizada. Enquanto isso, as conclusões devem refletir a importância da metodologia utilizada com base nos resultados do trabalho e na literatura internacional. Ainda como critério de seleção, os trabalhos precisam se enquadrar nos objetivos e nas temáticas do Congresso, nomeadamente artigos científicos originais, abordando revisões do estado da arte e novas perspectivas de investigação, soluções e/ou aplicações para problemas reais, trabalhos empíricos e/ou de avaliação, entre outros. O artigo produzido pelas referidas professoras apresenta uma abordagem inicial sobre o avanço das tecnologias, como algo


EDUCAÇÃO evidente no desenvolvimento do processo de aprendizagem em todos os níveis de ensino. Considera ainda que alunos e professores encontram-se diante de uma nova sala de aula, inserida no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) - espaço este, rico de possibilidades de interações e colaborações on-line. O trabalho teve como objetivo desenvolver reflexões sobre mediação tecnológica no Curso Técnico em Manutenção Automotiva, da UEMA, na perspectiva de exercitar estudos e produção de conhecimentos no processo ensino-aprendizagem, que gerassem como resultados, indicadores relevantes para subsidiar as políticas de formação profissional, notadamente, dos cursos técnicos ofertados na modalidade a distância. Portanto, um estudo de caso de abordagem qualitativa, cujo método possibilitou o exame da realidade concreta, mediante a observação, descrição e análise do Ambiente Virtual de Aprendizagem e suas ferramentas. “Para o desenvolvimento da pesquisa foram realizadas entrevistas com os principais sujeitos do processo: alunos, tutores e professores, cujos resultados apontaram para diferentes modelos de mediação, e, por conseguinte, todos esses modelos implicam em interações”, explica Eliza Araújo.

e sensibilidade de possibilitar meios para que o aluno encontre a melhor maneira para construir os seus conhecimentos. E, assim, concluem asseverando que não adianta ter um Ambiente Virtual com um layout esteticamente espetacular, uma variedade de ferramentas e atividades, se não houver um bom planejamento e profissionais comprometidos e capacitados para interagirem utilizando e potencializando, eficientemente, as ferramentas disponibilizadas por esse fascinante mundo tecnológico.

Acesse o trabalho completo: http://proceedings.ciaiq.org/ index.php/ciaiq2017/article/ viewFile/1546/1502

Mediante esse estudo, as autoras puderam entender a mediação tecnológica no processo ensino-aprendizagem como as relações que se materializam virtualmente, tomando como referência as experiências docentes e discentes. “Observamos que na educação, seja presencial ou a distância, existem diferentes formas de mediação. E que o mais importante no processo de ensinoaprendizagem não é este ou aquele modelo, ou aquela ferramenta, mas, o respeito ao aluno como ser único que constrói o seu aprendizado.”, complementa Ilka Serra. Dessa forma, atribuem ao Professor e todos os agentes que trabalham em função do processo de aprendizagem, a capacidade

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EDUCAÇÃO

UEMA LANÇA APLICATIVO MÓVEL DO AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM (AVA)

A

forma de acesso a informação vem passando por um processo de evolução, aumentando as possibilidades de aproximação do conhecimento. O uso de smartphones tem se tornado cada vez mais constante, fazendo com que as pessoas busquem funcionalidades essenciais para o seu dia, no alcance de suas mãos. Para se ter uma ideia, atualmente, cerca de 70% do tráfego de Internet é feito por dispositivos móveis (principalmente em smartphones e tablets). Esse aumento de usuários gerou também um crescimento na demanda por novos aplicativos que atendam às necessidades do público em geral. Por meio desses dispositivos com acesso à Internet que o Núcleo de Tecnologias para Educação (UEMAnet) realiza grande parte das tarefas cotidianas, incluindo o e-learning. Também não é mais novidade a expansão da Educação a Distância (EaD) e, como a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), tem se destacado na oferta de cursos nessa modalidade. É importante destacar que para manter essa qualidade, a UEMA utiliza vários recursos tecnológicos para facilitar o aprendizado dos alunos. Assim, o UEMAnet aposta no lançamento do aplicativo, móvel do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Este lançamento vai permitir aos alunos acesso ao AVA em seus dispositivos móveis por intermédio de uma aplicação específica para essa finalidade. A principal intenção do aplicativo é aproximar os alunos do conteúdo, de seus colegas de curso, dos tutores, dos professores e da equipe de acompanhamento. Um fator muito relevante, especialmente, para aqueles que enfrentam dificuldade de acesso à Internet, é a possibilidade de realizar suas atividades mesmo que off-line.

O aplicativo criado pelo setor de Desenvolvimento de Tecnologias Educacionais (DTE) do UEMAnet, oferece outros benefícios como navegar no conteúdo das disciplinas; receber notificações instantâneas e acompanhar os acontecimentos do curso; permitir o contato a qualquer momento com outras pessoas; executar tarefas, submeter testes e participar de outros recursos, além de acompanhar o desempenho em cada atividade. Dessa maneira é possível navegar de forma mais rápida pelo dispositivo móvel, carregar foto, gravar e carregar um áudio ou vídeo diretamente do dispositivo do aluno.

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EDUCAÇÃO

Essa novidade é fruto do esforço de uma equipe de analistas e desenvolvedores, que vem acompanhando há algum tempo a evolução do Moodle Mobile. No entanto, antes do lançamento, o aplicativo esteve em fase de teste até que oferecesse as funcionalidades ideais para serem exploradas pela Universidade. Todo o planejamento e projeto de desenvolvimento foi feito utilizando metodologia ágil voltada para o resultado, possibilitando de forma eficiente uma resposta aos usuários. O coordenador da DTE, Kilton Calvet afirma que a criação desse produto representa a atualização que a UEMA busca, constantemente, focando na melhoria do aprendizado dos alunos. “Precisamos pensar nas necessidades do aluno, olhar como ele, e então propor alternativas que facilite e melhore o seu processo de aprendizagem. Com essa iniciativa, a UEMA propicia um avanço significativo em sua plataforma de ensino”, destacou Calvet. Desde o esboço inicial do projeto até a finalização do recurso, a equipe focou em proporcionar maior envolvimento do aluno no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), inserindo elementos que pudessem ser, além de práticos, fatores motivadores para a permanência no curso. Para um dos desenvolvedores, Guilherme Oliveira, essa ferramenta foi criada para que o aluno supere as dificuldades e tenha uma trajetória mais prazerosa durante o curso, principalmente, por causa do tempo ganho. “Com o aplicativo, os alunos terão acesso a plataforma sempre ao alcance das mãos, podendo acessar todos os recursos e conteúdos disponíveis de qualquer lugar, aproveitando assim todo o tempo disponível”, complementou Guilherme.

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DESTAQUE

MAIS QUALIFICAÇÃO: UEMA AMPLIA PARCERIAS COM INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS PARA EXPANDIR A FORMAÇÃO PROFISSIONAL METODOLOGIA Os cursos profissionalizantes da UEMA, ofertados na modalidade a distância, utilizam-se de metodologias de ensino que tem por objetivo inserir o aluno no processo de ensino-aprendizagem e atender às características profissionais frente às novas exigências do mercado de trabalho.

A

Assinatura do Termo de Parceria

Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) vem implementando estratégias políticas de fortalecimento aos acordos de parcerias com os setores público e privado. A Universidade entende a importância da união de esforços na busca de uma formação profissional competente. Dentro dessa perspectiva, vem aliando-se a importantes instituições que prestam serviços de grande relevância social para o Estado do Maranhão. Essa determinação impulsionou a UEMA, por meio do Núcleo de Tecnologias para Educação (UEMAnet), a envidar esforços no sentido de buscar financiamento junto aos órgãos de fomento do Ministério da Educação (MEC), para oferta de cursos de nível técnico, graduação e pós-graduação (lato sensu), na modalidade a distância, além de investimentos próprios do governo do Estado e do setor privado, como ressalta a Coordenadora Geral do UEMAnet, Ilka Serra. “Por meio do Programa rede e-Tec Brasil/MEC, desde 2011, a UEMA vem ofertando cursos técnicos, na modalidade a distância, na forma subsequente, tendo diplomado aproximadamente 5.000 alunos em 15 cursos. E, atualmente, tem em execução seis cursos com 811 alunos. Além dos cursos técnicos em operacionalização, a UEMA dispõe de mais três cursos profissionalizantes, são os cursos superiores de tecnologia (tecnólogos), com 1.042 alunos matriculados”, afirma Ilka Serra.

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A infraestrutura educacional organizada no UEMAnet é complementada com a infraestrutura tecnológica dos Polos, composta por laboratórios de informática com acesso à Internet, espaços administrativos e de estudo que garante ao aluno as condições necessárias para desenvolver as atividades do curso. A interligação de computadores permite a integração dos conteúdos disponíveis em outras mídias, além da interatividade, formação de grupos de estudo, produção colaborativa, e, especialmente, a comunicação entre professor, tutor e cursistas e destes entre si. O conteúdo audiovisual adotado nos cursos encontra-se relacionado com o material impresso e com o Ambiente Virtual, permitindo a expansão e o detalhamento dos conceitos abordados. Entre esses, destacam-se: aulas virtuais, objetos de aprendizagem desenvolvidos ao longo do curso, fóruns, salas de bate-papo, conexões a materiais externos, atividades interativas, tarefas virtuais e outros. Desenvolvem-se ainda, estudos de caso individuais e em grupos que permitem ao aluno a proposição de alternativas de resolução de problemas, fazendo-o utilizar a imaginação e a criatividade; trabalhos, em grupo ou individuais, como a construção de projetos utilizados nas áreas de conhecimento da profissão; visitas técnicas que permitem ao aluno o contato com a realidade da profissão, dentre outros. Desse modo, compreende-se que os bons resultados dessas parcerias dependem da disponibilidade da UEMA em atender as demandas da sociedade e, também, dos gestores das empresas parceiras em agregar valor a essa iniciativa.


DESTAQUE

PARCERIA PARA O CURSO TÉCNICO DE MANUTENÇÃO AUTOMOTIVA

PARCERIA PARA O CURSO SUPERIOR EM TECNOLOGIA DA SEGURANÇA NO TRABALHO Além das parcerias para o Curso Técnico em Manutenção Automotiva, outro curso que tem sido bastante demandado é o Curso Superior em Tecnologia da Segurança no Trabalho, também pertencente ao Centro de Ciências Tecnológicas (CCT).

Aula prática do Curso Técnico em Manutenção Automotiva

Nessa perspectiva de projetos em parceria com empresas privadas – tendo em vista à formação profissional de trabalhadores - a UEMA firmou, em 2015, um Termo de Parceria com uma empresa do ramo automotivo da capital para formação de 20 trabalhadores no Curso Técnico de Manutenção Automotiva. O curso foi ofertado em São Luís, na modalidade a distância, no Polo de Apoio Presencial Paulo VI, com duração total de dois anos. Joelma Gomes participou do curso e reconhece a importância que essa formação teve na sua carreira profissional. “Eu já tinha experiência no ramo. Mas foi por meio do curso que eu me qualifiquei. Comecei a entender os processos e a manusear equipamentos e explicar ao cliente o motivo da troca de uma peça, por exemplo. A formação me permitiu também registro na profissão, o que abriu outras portas de emprego para mim” relatou Joelma. Neste ano, em função dos bons resultados das colaborações, a UEMA iniciou uma nova turma do mesmo curso, agora em parceria com o Sindicato dos Metalúrgicos - SINDIRETA. Ao todo, 37 trabalhadores que atuam em diferentes concessionárias são capacitados com aulas práticas em um moderno laboratório de Manutenção Automotiva, no Polo Paulo VI, na capital. Ainda em relação ao Curso de Manutenção Automotiva, novas parcerias estão sendo articuladas com empresas locais do ramo, na perspectiva da oferta de cursos tanto de nível técnico quanto de qualificação profissional de curta duração.

Nesse sentido, a UEMA iniciou, em 2016, parcerias com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Sistema Fiema) e com a Polícia Militar do Estado do Maranhão (PMMA), para oferta do referido curso, na perspectiva de formar profissionais das duas instituições para o melhor desempenho de suas funções laborais. O Convênio de Cooperação Técnica, assinado na Reitoria da UEMA naquele ano, disponibilizou ao Senai 41 vagas e 23 vagas à Polícia Militar. O Reitor da UEMA, Prof. Gustavo Pereira da Costa, ressalta a importância das parcerias da Universidade com instituições públicas e privadas. “O Curso Superior de Tecnologia em Segurança no Trabalho se constitui a entrada efetiva da Universidade Estadual do Maranhão neste segmento educacional e representa a possibilidade de ampliação do processo de acesso de vários segmentos da sociedade ao ensino superior”. Para o diretor do Senai, Marco Antonio Moura, a parceria com a Universidade é muito importante porque vem ao encontro de um objetivo estratégico, que não é apenas formar profissionais, mas, principalmente, elevar o nível do corpo funcional da instituição. “A universidade pela sua credibilidade, seriedade e qualidade de prestação de serviços junto à sociedade, nos coloca em primeiro lugar como opção para desenvolver nossos talentos e, assim, podermos atender cada vez melhor a indústria do Maranhão e do Brasil”, afirma.

Aula prática do Curso Tecnólogo em Segurança do Trabalho

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DESTAQUE

Para o Cel. José Frederico Pereira, comandante geral da PMMA, o curso desenvolvido em convênio com a UEMA é de muita relevância para a instituição. “É um ganho em todos os aspectos. Estou muito contente com esta parceria entre UEMA, PM e Senai. Esperamos que outros cursos sejam ofertados”, complementa. Vale registrar que a execução do curso teve início em julho de 2016 com previsão de término para julho de 2018. O curso é vinculado ao Centro de Ciências Tecnológicas (CCT) e mediado pelo Núcleo de Tecnologias

Mapa do Estado do Maranhão

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para Educação (UEMAnet). Realizado na modalidade a distância com momentos presenciais, adota tecnologias síncronas e assíncronas presentes no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). A aula inaugural aconteceu no dia 21 de julho, no Núcleo de Tecnologias para Educação (UEMAnet) com transmissão simultânea para nove Polos de Apoio Presencial, onde são ofertados o curso, conforme identificados no mapa do Maranhão.


ACONTECEU

I TERTÚLIA LITERÁRIA

A

UEMA realizou a I Tertúlia Literária, um encontro ao redor da literatura para prática de leitura dialogada, na qual os participantes leem e discutem de forma compartilhada. Para a primeira edição do encontro foi selecionada a obra “A boniteza de um sonho”, de Moacir Gadotti. Este evento ocorreu nos meses de julho e agosto, organizado pelo Núcleo de Tecnologias para Educação (UEMAnet) e pelos Polos de Apoio Presencial. A ideia do evento é resultado da disciplina de Comunicação e Expressão, no módulo nivelamento, das turmas dos cursos 2017.1 de EaD. Desta forma, alunos, professores, tutores e coordenações de polos mobilizaram-se para materializar o fruto dos estudos e discussões da obra selecionada, resultando em um trabalho coletivo com as mais diferentes formas textuais, musicais e filosóficas. A obra escolhida permitiu intensificar o encontro acadêmico, dialogar e construir, de forma coletiva, reflexões entre todos os participantes. A iniciativa favoreceu aspectos como: troca de conhecimentos entre a comunidade acadêmica dos cursos; demonstração de relações igualitárias, envolvendo a solidariedade, o respeito, a confiança e o apoio; debate das ideias centrais defendidas pelos autores acerca de assuntos ligados à docência, além da demonstração de amplo domínio de competências leitoras, a partir da interação com outras pessoas no âmbito acadêmico.

UEMA LANÇA LIVRO SOBRE TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS DURANTE O SIIES

A

Universidade Estadual do Maranhão – UEMA por meio do Núcleo de Tecnologias para Educação – UEMAnet lançou o Livro Tecnologias Educacionais: avaliação e processos de formação, durante o I Simpósio Internacional de Inovação para Educação Superior. O livro tem como base investigações sobre questões relacionadas às práticas da Educação a Distância. A obra reúne trabalhos de 18 autores que se propuseram pesquisar sobre o assunto, dos quais cinco são os organizadores.

“Entre 2014 e 2016, houve no Núcleo uma grande motivação das nossas equipes em produzir artigos, suponho ter sido em função da chegada de novos cursos e de novas experiências como: cursos de Especialização (Educação do Campo), Cursos Técnicos e os Moocs que nessa época também estavam sendo implantados.”, afirmou a Coordenadora do UEMAnet durante a solenidade de lançamento. “Esses cursos aliados a tantas outras experiências da graduação e da pós-graduação impuseram uma nova dinâmica no UEMAnet, especialmente com a produção de material didático, nos instigando a pesquisar mais para conhecer melhor o nosso trabalho. Assim reunimos algumas produções, as quais passaram por um processo rigoroso de avaliação, conseguindo congregar nesta obra, grandiosas contribuições”, complementou Ilka. O livro encontra-se organizado em dois eixos: o primeiro reúne os estudos voltados para a Avaliação na EaD – envolvendo tanto a avaliação da aprendizagem como a institucional; o segundo diz respeito aos Processos de Formação em EaD, que engloba a adoção de novas metodologias, ferramentas didáticas e softwares, visando a expansão das experiências de formação, tanto de nível superior quanto de nível técnico.

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ACONTECEU

UEMA REALIZA SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE INOVAÇÃO EM EDUCAÇÃO SUPERIOR EM PARCERIA COM ABRUEM

S

ão Luís se tornou a capital brasileira do debate inovador e criativo durante a realização do I Simpósio Internacional de Inovação em Educação Superior (SIIES). O encontro reuniu pesquisadores renomados no meio acadêmico e de várias nacionalidades, que se juntaram a centenas de outros cientistas acadêmicos, professores e estudantes, em mesas redondas, apresentações de artigos, palestras e lançamento de livros. O evento foi organizado pela Universidade Estadual do Maranhão(UEMA), por meio do Núcleo de Tecnologias para Educação (UEMAnet) e a Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (ABRUEM). Com um público bem expressivo, a abertura do evento foi marcada pelo entusiasmo e expectativa por parte dos organizadores e dos participantes. O reitor da UEMA, Gustavo Pereira da Costa, resumiu o sentimento de todos. “É o momento de debate. Vivemos um processo de internacionalização do conhecimento e a UEMA está atenta a esse cenário. Por isso, a Universidade se sentiu honrada em sediar um evento desse porte, onde ao discutir Inovação na Educação Superior produziu uma agenda mobilizadora e acendeu a luz da esperança em tempos de notícias tão negativas que nos atinge”, declarou. Com vasta abrangência temática e de relevância no âmbito da inovação aplicada ao ensino superior, o SIIES teve um formato inédito no país. “O propósito do Simpósio foi repensar a educação, de modo especial a educação superior. O SIIES trouxe uma proposta criativa e inovadora na perspectiva de contribuir para a construção de um novo projeto com foco para as práticas educacionais. Essa foi a primeira edição do evento, cujos resultados foram muito gratificantes, registrou a professora Ilka Márcia de Souza Serra, Coordenadora Geral do Núcleo de Tecnologias para Educação. Durante a abertura do Simpósio, o professor Dr. Antônio Sampaio da Nóvoa, Reitor Honorário da Universidade de Lisboa (Portugal), convidou os participantes para um debate sobre o descompasso entre as universidades e a sociedade com a palestra ‘A Universidade à Procura do Século XXI’. “As universidades estão à deriva, sem clareza do que fazer e os caminhos a seguir. O processo vai demorar, mas se não houver adaptação, as universidades serão substituídas por instituições que ofereçam outras práticas”, disse o palestrante. O lançamento dos livros “Educação sem Distância”, de Romero Tori (USP) e “Tecnologias Educacionais: avaliação e processos de informação”, da UEMA/UEMAnet foi marcante na programação do Simpósio durante o segundo dia. O SIIES ainda teve em suas atividades, a palestra “Inovação na Educação Superior: uma contribuição da sociedade local”, ministrada pelo Diretor-presidente da Sociedade Brasileira Pró-inovação Tecnológica, Prof. Dr. Roberto Nicolsky. Os participantes do SIIES, a maior parte de outros estados brasileiros, tiveram ainda contato com a cultura local, participando das atividades artísticas e culturais que ocorreram ao final de cada dia do Simpósio. A solenidade de encerramento contou com o debate da temática: “O Fomento à Pesquisa e Inovação do Ensino Superior” realizado pelo Presidente do Instituto Serrapilheira, Hugo Aguilaniu e pelo Presidente do CNPq, Mário Neto, tendo como moderador, o Reitor da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Marcus Tomasi.

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NA PRÁTICA

UEMA PREPARA DOCENTES PARA ATUAR EM CURSOS INTERMEDIADOS POR TECNOLOGIAS DIGITAIS

N

a sociedade contemporânea, a tecnologia está inserida em quase todas as atividades cotidianas, sejam elas pessoais ou profissionais, não ficando de fora o campo educacional. Desta forma, é necessário que o professor tenha conhecimento e se aproprie das Tecnologias da Informação e Comunicação – TICs, compreendendo que os recursos tecnológicos disponíveis na atualidade são grandes aliados na geração e disseminação do conhecimento, permitindo comunicação entre as pessoas, principalmente quando estas se encontram separadas geograficamente. É evidente que a sociedade da informação fez surgir novos processos de ensino-aprendizagem. Nesse cenário, o professor precisa assumir uma nova habilidade: de conhecer e dominar as tecnologias aplicadas à educação para mediar esses novos processos. Com esse propósito, a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), oferece a oficina “Recursos Educacionais Digitais” para professores de diferentes áreas do conhecimento que atuam ou desejam atuar em cursos mediados por tecnologia.

recursos podem ser explorados por professores que participam da oficina e que mantém, no exercício diário, o uso de ferramentas tecnológicas interativas, potencializando esses talentos em oportunidades de aprendizagem. Nesse sentido, a execução do projeto - além de privilegiar grandes espaços à criatividade e responsabilidade na área da EaD - oportuniza a interação entre professores, disseminando ideias e possibilitando a realização de reflexões acerca de recursos que podem contribuir de forma significativa nos processos de ensino e aprendizagem em EaD. A metodologia da oficina contempla um encontro presencial, prefixado em 2h semanais, ministrada por profissionais dos setores de Design Educacional-DE e Desenvolvimento de Tecnologias Educacionais-DTE, do Núcleo de Tecnologias para Educação-UEMAnet, que no âmbito de suas funções assessorará as atividades teóricas e práticas, respeitando o ritmo e autonomia de aprendizagem de cada professor.

A ideia da oficina é estimular o professor para a produção de conteúdo em diferentes formatos de aprendizagem, apresentando ferramentas interativas que auxiliem nos processos de ensino e aprendizagem em EaD, tais como: áudio, vídeo, animação, simulação, imagens, mapas e hipertextos, além de elencar e discutir recursos que lhe permita o aprofundamento dos conteúdos instrucionais. A oficina faz parte de um projeto que apresenta diretrizes de acesso ao campo digital, impulsionando o professor às novas práticas e habilidades para o uso de recursos interativos no Ambiente Virtual de Aprendizagem-AVA. Esses

Professores exercitando o AVA

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NA PRÁTICA

UEMA OFERECE 21 CURSOS ON-LINE E GRATUITOS

ALCANÇANDO MAIS DE 146 MIL ESTUDANTES EM 40 PAÍSES

F

lexibilidade para horários de estudo, ferramentas educacionais inovadoras, ensino mais dinâmico e didático é o que oferece a Universidade Estadual do Maranhão - UEMA, com os Moocs, conhecidos no Brasil como Cursos Livres. Em novembro de 2012, o The New York Times publicou um artigo afirmando que aquele havia sido “O Ano dos MOOCs”. Naquele momento, a informação era o desencadeamento de uma grande onda, com centenas de grandes Universidades

oferecendo esses cursos para milhões de alunos em todo o mundo. MOOC é a sigla em inglês para Massive Open Online Courses, ou seja, Cursos On-line Abertos e Massivos. A UEMA, por meio do seu Núcleo de Tecnologias para a Educação – UEMAnet, sempre atenta ao que há de mais moderno no mundo em modelos de educação por intermédio de tecnologia, lançou seus próprios MOOCs em 2014. Ali foram dados os primeiros passos para chegar-se aos números mais recentes.

1

12345678910

Canadá Estados Unidos México Costa Rica Colômbia Venezuela Barbados Guiana Guiana Francesa - Brasil

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EUROPA

AMÉRICA DO NORTE 2

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OCEANO PACÍFICO

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8

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AMÉRICA DO SUL 14

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OCEANO ATLÂNTICO

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21

36

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3

AMÉRICA CENTRAL

18 17

ÁSIA

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20

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27

ÁFRICA 31

11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

-

Uruguai Argentina Chile Bolívia Peru Portugal Espanha França Inglaterra Alemanha

37

32

33 35 34

OCEANO ÍNDICO 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30

-

Suíça Áustria Itália Bulgária Turquia Israel Egito Argélia Cabo Verde Burkina Faso


NA PRÁTICA Atualmente, a UEMA disponibiliza um portfólio de 21 cursos de diferentes áreas de conhecimento. As formações contam com materiais de apoio à aprendizagem como: videoaulas, fascículos, podcasts, slides, além do certificado de conclusão. Todo material é produzido e disponibilizado pelos profissionais da UEMA/ UEMAnet (professores, designers educacionais, editores de texto e vídeo, câmeras e técnicos de TV) em um Ambiente Virtual. Hoje, depois de três anos de atividades com o MOOCs, a UEMA conta com 21 cursos abertos, mais de 146 mil estudantes na plataforma, localizados em 40 países e cerca de mil atividades disponíveis. Algumas particularidades caracterizam os MOOCs e pode-se atribuir a razão do seu sucesso: o primeiro diferencial é que alguns desses

OCEANO PACÍFICO 38

39

OCEANIA 40

31 do 32 33 34 35 36 37 38 39 40

- Republica Federativa Congo - Burundi - Angola - Botsuana - Moçambique - Afeganistão - Butão - Japão - Brunei - Austrália

cursos não ocorrem num período de tempo determinado. É o caso dos que são oferecidos pela UEMA e ficam abertos permanentemente na plataforma, podendo o aluno participar do curso de acordo com o seu ritmo e a qualquer momento; As aulas são todas gravadas e podem ser acessadas a qualquer horário (inclusive, na maioria dos casos, permanecem disponíveis após encerramento do curso).

CURSOS OFERTADOS

PELA UEMA: 1 Bioética 2 Conceito em Biodiversidade 3 Desenvolvimento Humano 4 Desenvolvimento Humano e Educação 5 Dificuldades de Aprendizagem 6 Administrativo 7 Empreendedorismo 8 Ética 9 Geografia Aplicada 10 Gerenciamentos de Projetos 11 Gestão Agronegócio 12 Gestão Ambiental e Sustentabilidade 13 Gestão com Pessoas 14 Gestão Logística 15 Marketing e Varejo 16 Microbiologia dos Alimentos 17 Negociação 18 Planejamento Estratégico 19 Princípios de Mineração 20 Recursos Ambientais Aplicados ao Turismo 21 Relações Internacionais Escolha o seu curso, acesse agora e inscreva-se em: www.cursosabertos.uema.br UEMAnet • Revista PoloUm

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INOVAÇÃO

COMO USAR CRIATIVIDADE E TECNOLOGIA

NA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA Jordi Quintana

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s instituições de ensino superior são de extrema importância dentro da sociedade. E não apenas para aqueles que ingressam como estudantes, mas também para toda a população que recebe constantemente profissionais que têm por objetivo contribuir com a comunidade. O principal desafio da universidade, portanto, da educação superior, é adaptar-se à realidade atual, que é uma realidade de cultura importante de capacidade de criatividade e de crítica. Sobretudo, o desafio da capacidade de se relacionar com o que poderíamos chamar de ‘o emprego’, isto é, o desenvolvimento de competências e aptidões para encontrar trabalho e desenvolver-se como pessoas, como cidadãos. A dificuldade se encontra justamente na mudança constante da população e dos aspectos culturais, o que torna essa adaptação mais complexa. Uma ferramenta valiosa dentro deste processo é a tecnologia. Apesar da facilidade, existe o perigo de nos encantarmos demasiadamente por ela, especialmente, na educação superior. É importante pensar que o artifício é apenas um pequeno elemento de mediação entre os conhecimentos, a cultura e os estudantes. Nesse caso, não devendo exercer papel de protagonista dentro do processo de aprendizagem, de percepção da sociedade. Quando uma universidade avança em um projeto de inovação, tem que levar em conta, evidentemente a tecnologia, mas também o conteúdo cultural, científico-tecnológico e, sobretudo, o que chamamos de pedagogia. Portanto, a didática, as metodologias, a maneira como os professores ajudam os estudantes a apren-

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derem. A tecnologia deve se manter enquanto ferramenta, um instrumento. E, evidentemente, dentro de todo esse contexto, a criatividade é o que dá atualidade, é o que facilita o envolvimento dos estudantes com uma criatividade tecnológica, uma criatividade pedagógica e uma criatividade com conteúdo. Isso significa que os conteúdos mudam, uns desaparecem, outros perdem importância e outros entram no programa curricular dos estudantes. A capacidade criadora é o que dita o modo de usar a tecnologia, é o que auxilia a forma de usar essa ferramenta. Nesse contexto, o docente muda sua função, tendo em vista que o principal papel do professor não é ensinar. Porém, selecionar aqueles conteúdos que os estudantes deveriam conhecer, facilitar seu acesso e dar-lhes ferramentas para que possam trabalhar, analisar e valorizar com o objetivo de aprender tais conteúdos. É o que chamamos o professor como responsável pelos conteúdos, é trabalhar o conceito de “curadoria de conteúdo” para a educação. Para não deixar os alunos livres e perdidos na rede e tampouco centrados apenas em um manual. A tarefa do aluno é aprender, mas aprender questionando-se, fazendo, criando, utilizando e desenvolvendo as propostas e aprendizagens apresentadas pelos professores. O professor deve proporcionar a seus alunos um ambiente favorável para que estes possam exercer a liberdade intelectual; possam criar seus próprios questionamentos e irem atrás de respostas sozinhos.


EDITORIAL

UEMAnet AND ASSERTIVE

PRACTICE OF EDUCATIONAL TECHNOLOGY

T

echnology was conceived in order to facilitate the human life, either by shortening distances, democratizing access to information or giving new meaning to aspects of our day to day. When we talk about education, technology gains a structural sense, as it presents itself as an indispensable tool for the teaching and learning process, making it necessary to integrate the online and face-to-face environment in the classroom. In this regard, distance education, year after year, has been gain strength as a hybrid education modality, which has essential characteristics for education such as: dynamism, commitment, discipline and innovation, in addition to integrate digital technologies in the day to day of educators and students. The current State Government management, led by professor Flávio Dino, has been investing in technology at all levels, modalities and educational diversity by understanding that these tools are important to facilitate knowledge and enable more people to have access to the educational process, the main path of citizenship and social justice. In this context, the State University of Maranhão (UEMA), through the Center of Technologies for Education (UEMAnet), was a pioneer as the institution of Maranhão that has focused on distance education in an assertive manner by using technological mediators of educational practices, expanding access to higher education. PoloUm magazine, which is an instrument of UEMAnet, arrives at its 11th Edition as a periodical publication of an informative nature, anchoring itself in the pedagogical and didactics aspects and, above all, as a disseminator of the most current technologies in education. I call the attention of the readers to the work of UEMA professors, Ilka Serra and Eliza

Felipe Camarão

Araújo, entitled "Technological Mediation: interactive tools used in the Automotive Maintenance professional course", which was presented in the 6th Ibero-American Congress on Qualitative Research and the 2nd International Symposium on Qualitative Research, in Salamanca (Spain). Another highlight is the interview with Prof. Dr. Romero Tori (USP) on "Education without Distance", "No limits", and hybrid education as ways to reduce the distances, make students more disciplined and independent in the learning process. The magazine also brings important articles by professors Dr. Luciano Sathler (Methodist University of São Paulo) and Dr. Jordi Quintana (University of Barcelona). In addition to the release of Moodle Mobile – a mobile application of the Virtual Learning Environment (VLE), that is also a highlight in this issue. The Moodle Mobile is composed by communicative tools, resources and activities, with a hypermedia character, making AVA even more stimulating. I wish a didactic and fluid reading, capable of producing knowledge.

Felipe Camarão Professor State Secretary of Education Member of the Ludovicense Academy of Letters Member of the Maranhão Historical and Geographical Institute

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REFERENCE EDUCATION AND DIGITAL INNOVATION, FOR A NEW ETHICAL HORIZON IN THE FIGHT AGAINST INEQUALITY

EDUCATION UEMA LAUNCHES MOBILE APPLICATION OF VIRTUAL LEARNING ENVIRONMENT (VLE)

1

12345678910

Canadá Estados Unidos México Costa Rica Colômbia Venezuela Barbados Guiana Guiana Francesa - Brasil

19

EUROPA

AMÉRICA DO NORTE 2

16

29 6

5

15

OCEANO PACÍFICO

30

7

4 8

9

AMÉRICA DO SUL 14

10

13

OCEANO PACÍFICO

25 36

12

11

33

40

27

-

Uruguai Argentina Chile Bolívia Peru Portugal Espanha França Inglaterra Alemanha

38

37

ÁFRICA

39

31 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

IN PRACTICE

24

28

OCEANO ATLÂNTICO

AMÉRICA CENTRAL

23

26

3

21

ÁSIA

22

20

18 17

32

33 35 34

OCEANO ÍNDICO 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30

-

Suíça Áustria Itália Bulgária Turquia Israel Egito Argélia Cabo Verde Burkina Faso

OCEANIA

31 do 32 33 34 35 36 37 38 39 40

- Republica Federativa Congo - Burundi - Angola - Botsuana - Moçambique - Afeganistão - Butão - Japão - Brunei - Austrália

UEMA OFFERS 21 FREE ONLINE COURSES REACHING MORE THAN 146,000 STUDENTS IN 40 COUNTRIES 40

INTERVIEW

ROMERO TORI Dr. in Electrical Engineering and Professor at USP

HIGHLIGHT

More qualification: UEMA expands partnerships with public and private Institutitions to expand Professional training

44

28 38 46

IT HAPPENED

UEMA holds International Symposium on innovation in higher education in partnership with ABRUEM

INNOVATION

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How to use creativity and technology in contemporary education

EXPEDIENT Dean of UEMA Prof. Gustavo Pereira da Costa Vice Dean of UEMA Prof. Walter Canales Sant’Ana General Coordinator of UEMAnet Profa. Ilka Márcia Ribeiro de Souza Serra Editor Talita Dias Revision Lucirene Lopes Writer Davi Araújo, Karla Costa, Ruben Mukama e Talita Dias English Translation Aline Varela Images Andreia Maranhão, Andriolli Araújo, Aerton Oliveira e Ruben Mukama Cover Ruben Mukama Layout Tonho Lemos Martins

EDITORIAL BOARD Ana Luzia S. P. Pires Conceição Mendonça Eliza Flora M. Araújo COLLABORATION Celiana Azevedo, Cristiane Peixoto, Kilton Calvet, Marylucia Cavalcante e Patrícia Adelia.


REFERENCE

EDUCATION AND DIGITAL INNOVATION, FOR A NEW ETHICAL HORIZON IN THE FIGHT AGAINST INEQUALITY Luciano Sathler Rosa Guimarães1

immigrants, succeeded by the impoverishment of the majority of the population and the continued deterioration of labor relations.

The distinctive character of our ethnic transfiguration is the continuity, through the centuries, of crucial elements of the archaic social order, of the dependence of the economy and of the spurious character of culture. Today, we are on the eve of even more comprehensive changes, because a more radical technological revolution is emerging on the horizon. If we once again allow ourselves to be consumers of their fruits, instead of dominate their new technology, the threats to our survival and to national sovereignty will be even more intense.

Having the support of economy, cheap labor and available in abundance, even with little or no formal education, was what allowed all be late, delayed, slow and poorly planned in Brazilian education.

Darcy Ribeiro

T

he way Higher Education is organized in Brazil tends to reflect and reinforce the deep inequalities that mark the history and the present of the country. Starting with the Brazil Colony, including the times of the Proclamation of the Republic, the New State, the Military Dictatorship and until present days, a mode of production based on the extractive oligopolies of abundant natural resources and on export monocultures of low productivity, was favored. This economy based on primary products and enterprises of low technological intensity was sustained by the exploitation of slaves and Bachelor's degree in Social communication – Qualification in Advertising and Propaganda by PUC - MG. Master's degree in Business Administration from the Methodist University of São Paulo and doctorate in Administration by FEA / USP. Has a specialization in University Management by the Interamerican University Organization / CRUB and in Marketing Strategic Management by CEPEAD / UFMG. He is currently Rector of the Methodist University Center Izabela Hendrix, in Belo Horizonte (MG); National Director of Distance Education in Methodist educational institutions; Director of the Brazilian Distance Education Association - ABED; and professor at the Methodist University of São Paulo. Curator of the site: http://inovacaoeducacional. com.br, addressing the themes: University Management - Distance Education - Educational Innovation - Technology in Education and Organizational Learning. 1

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These factors, and many others, purposely inhibited the development of a quality education system for everyone, whose occasional exceptions reinforce the need to review the whole. We remain unable to transform reality for emancipation in a national project that promotes the common good. It is worth remembering that if until 1930 the main contingent of labor was born and grown outside colonial and national territory, today, in a clear and continuous alignment with this historical fact, the de-socialization and the depersonalization of the most impoverished ones, added to the racism, to feed the mental model that propitiates to convert people into merchandise are factors of production at low cost. This helps to compose an inhospitable and incompatible environment for scientific development and innovation. The formation of more people who could participate critically and autonomously for inclusive, equitable and sustainable development was something to be avoided by the elites who plotted the main political movements. The elite of Brazil, formed mainly in the University of Coimbra, could be "illustrated, cultivated at times, but never cultured", in the words of Anísio Teixeira.


REFERENCE In the 20th century, the New State, which implemented the legal figure of the university for the first time in the country, did so as "a reaction to the liberalization and modernization movements of the cultural spheres in Brazilian society, according to the clever motto of let’s make the revolution before the people do it". In the 1960s and 1970s, economists who populated the national scene and conducted public policies during the Military Dictatorship claimed that it was necessary, first, to grow the cake and then distribute it. However, a historical series that analyzes the concentration of income in the hands of the richest 1% of Brazil's population, from 1927 to 2013, shows that the income accumulation at the top of the pyramid promoted a widening gap between the richest and the poorest, in this period. That is to say, it was not only due to the accelerated growth of the economy, initiated in 1968, and the not attended demand by more qualified workers that caused the rise of inequality. At the time, the so-called human capital theory was used to point out the educational level as the main isolated factor to explain the increase in inequality. As Brazil grew at high rates, the demand for professionals with more years of formal education would have forced the income of those who met those requirements. The data show that this theory doesn’t hold. Even in recent times, numbers calculated on the basis of tax data show stability. That is, there may have been redistribution of income to groups at the base of the pyramid for a short period without this altering the share of the richest 1%. Because of this, in the inequality table there is little change in the concentration of income and opportunities. Amid this context of exclusion, violence and inequality, the Brazilian university is born without being touched by the Humboldt Reform of Higher Education in the 19th century, who introduced into the German institutions the methods of the experimental sciences and the dialogue with the productive sectors as part of their identity, something previously banished from the high culture – a characteristic that until

then was predominant, an inheritance of medieval universities, where practical knowledge wasn’t accepted. It becomes then characteristic of a significant part of the Brazilian university scene the estrangement from social life, such as ivory towers where critical thinking is considered something exclusive to the wise and enlightened. Spaces populated by a majority of academics who spend their lives in the midst of hard worked publications and poorly read, with no social impact. Or entangled in highly specialized infertile discussions on very small areas of knowledge that only draw attention of a small number of researchers, also dedicated to these. It is still possible to identify in many the colonial paradigm, which considers adequate and desirable to keep Higher Education accessible to few. As if meritocracy could happen naturally in this unequal context of opportunities and resources. However, there is a worldwide movement that encourages the expansion of enrollments in Higher Education, within the perspective of education as a right for all and a basis for equal opportunities. It’s a phenomenon that’s in tune with the conception of the Modern State, liberal, democratic and social, "in which all transformed into sovereigns without distinction of class, claim, in addition to the rights of freedom, also the social rights, which are also rights of the individual". An additional challenge that demands the expansion of supply and access to quality Higher Education is the rapid pace of the changes brought by digital technologies, in which the list of sectors touched by them expands and, unlike the typical innovations of the first industrial age, the benefits of technological change are no longer widely distributed. The consequences on employment will be devastating, especially as the machines start to decide on their own, without human intervention. Due to automation, many jobs are at stake, especially those occupied by people with few years of formal education. The damage tends to be bigger where the occupational structure is more distant from the knowledge economy,

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REFERENCE a situation in which Brazil finds itself by its economy predominantly based on the export of commodities.

calculation took into account the final stock of formal jobs in 2014 and the difference in the monthly balance of formal jobs - number of admissions subtracted from the number of dismissals in the period.

History shows that the correlation between technical and scientific progress is directly related to economic progress, but without necessarily promoting social or environmental advances. Judging by the past 30 years, it has been observed that labor markets have undergone changes that are largely responsible for the re-concentration of wealth in developed countries, particularly in the United States.

If it is possible to identify a trend in Higher Education, is that Distance Education (DE) has expanded more than attendance classes. The number of people attending face-to-face courses in Brazil increased by 6.8%, comparing 2013 with 2014. In the DE courses the increase of people in the same period reached 41%. In 2014, the number of graduates in face-toface courses was 841,000 students, 615,000 in the private network and 226,000 public universities, a figure of 0.8% higher than in 2013 when it registered 834,000 graduates. In DE, the number of graduates reached 190,000 with 174,000 in the private network and 16,000 in the public.

Brazil has an enrollment rate of only 17.6%. It’s the percentage of the population of ages 18 to 24 in Higher Education, that is, the number of students enrolled from 18 to 24 years old in Higher Education divided by the total population of 18 to 24 years old. This is proportionately half of the Latin American neighbors. And even in periods of economic and political crises a graduation degree seems to be the best antidote to unemployment, if compared to other portions of the population with lower level of formal education. In 2015 there was a 3.3% reduction in the total number of formal jobs compared to 2014. For employees with elementary education, the reduction was 5.9%. For employees with high school education, the drop came to 2.1%. As for employees with higher education, the drop was even lower, 0.9%. The

From the chart below it’s possible to verify that the number of enrollments in DE grew 66% from 2009 to 2015, double the increase of classroom courses. With the recent changes promoted by Decree No. 9,057, May 25, 2017 and by MEC Normative Regulation No. 11, June 20, 2017, the prediction is that the percentage of students enrolled in DE graduation courses will reach 30% of the total university population by the year 2020.

Chart 1 - Evolution of enrollments in Graduation by modality – 2014 to 2015 7.000.000

6.633.545

6.000.000 5.080.056 5.000.000

4.000.000

4.163.733

3.000.000

2.000.000 1.393.752 1.000.000

0 EAD Presencial

727.961

59.611 2011

2012

2013

2014

2015

59.611

114.642

207.206

369.766

727.961

838.125

930.179

992.927

1.113.850

1.153.572

1.330.124

1.393.752

4.163.733

2004

4.453.156

2005

4.676.646

2006

4.880.381

2007

5.080.056

2008

5.115.896

2009

5.449.120

2010

5.746.762

5.923.838

6.152.405

6.497.889

6.633.545

Source: INEP/MEC

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REFERENCE The DE is one of the initiatives to compose a response to two major challenges of Higher Education today. First, expand enrollment volume faster and with quality. And respond with innovation to the new ways that people have learned to inform, learn and disseminate knowledge in the context of digital innovation.

DIGITAL INNOVATION Digital innovation is related to Information and Communication Technologies – ICT. It’s what has been driven productivity growth, still subject to an unequal diffusion of use throughout society, which generates a new type of exclusion. In light of different definitions proposed in the literature it’s possible to understand digital innovation in the strict sense as the implementation of a new or significantly improved ICT, that is, within the category of information and communication technologies In a broader sense, it includes using ICTs to implement a significantly improved new product or process, a new marketing method, or a new way of organizing business practices, people management, or external relations. Digital innovation can be disruptive and induce "creative destruction" of established ventures, markets and value networks, as well as challenge existing regulatory guidelines. These disruptive effects can be perceived as threatening both by individuals and by businesses and governments. The fear of change combined with shortterm thinking generally results in new technologies and digital innovations marketed for the first time by startup companies or new entrants from other segments. These can take advantage of starting without the legacy of a previously existing base and experimenting with creating a variety of presumably new business models. That said, digital innovation isn’t always disturbing, even though it may be revolutionary, new and unexpected. It may only involve incremental improvements, for example, the use of e-commerce by a reseller doesn’t necessarily require drastic changes and is instead an evolutionary improvement of the established business model.

One of the factors that undermine or delay the ability to adopt digital innovation is difficult and costly access to hardware, software and Internet bandwidth infrastructures. Also, highlighted as a potential barrier is the increase in digital security risks perceived by potential adopters. Of course, there is no technology or science that can claim absolute neutrality. And the risks are increased when the boundaries between the biological and the prostheses tend to be diluted, for example. Just as unfortunately, there is a growing crisis in education due to the number of entrepreneurs who are trying to exclude or reduce as much as possible the importance of the teacher, in a mistaken conception of the educational process and because they are committed to the primacy of profit at any price. It is worth remembering the Hans Jonas's concept of 'heuristic of fear', which is not a paralyzing fear but one that invites us to take responsibility as the principle of action. The risks posed by technology threaten the present and the future, and thinking poorly is more persuasive than thinking properly and appears to us in a more explicit and evident way. Fear then becomes, to Jonas, the first obligation of an ethic of historical responsibility. Fundamental to deal with this new world. Faced with a monumental and paradigmatic transformation that we face, DE is part of a movement that leads to digital innovation in education. Learning with technology involves learning situations in which the teaching-learning relationship is established with the help of a device or software, such as a computer or the Internet. At some level, almost all learning involves technology. For example, in a traditional lecture, an instructor can use chalk and a chalkboard, thus employing an old but reliable technology. Similarly, a book is a form of technology, already in its accumulated 500 years of history. An important and possible advantage, if properly used, of computer-based technology is that it allows multimedia presentation, with messages that include spoken or printed words and images such as animation, video, illustrations or photos. It also allows differentiated and personalized levels of interactivity and recovery of information that otherwise would be impossible.

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REFERENCE There are three important principles of cognitive science research that must be taken into account when adopting teaching with technology: Double Neural Trails: people have separate pathways in the brain for processing verbal and visual materials; Limited capacity: people can process only small simultaneous amounts of material on each neural trail;

Active processing: meaningful learning occurs when students engage in appropriate cognitive process during learning, such as attending to relevant material, organizing it into a coherent representation and integrating it with relevant prior knowledge. And when we talk about learning it is important to differentiate the three types of memories that can result from the teaching-learning process:

Sensory memory: contains all visual information

received (visual sensory memory) and all perceived sounds (auditory sensory memory) for a short period of time;

Working memory: contains a limited number of selected words and images for further processing; and

Long-term memory: knowledge of deep meaning. Table 1- Cognitive process required for active learning with technology Process

Descrição

Tipo de Memória

Select

Pay attention to relevant words and images

Leads the information from the ‘sensory memory’ to the 'working memory'

Organize

Arrange selected words and images into coherent mental representations

Handles the information on 'working memory'

Integrate

Connect verbal and image representations between themselves and with the previously constructed knowledge

Takes the information from ‘long-term memory' to the 'working memory'

Research and data should be more widely disseminated as elements that contribute to the formulation of public policies intended to expand teaching with technology. Neuroscience and the relationships established in social networks can provide very useful and practical data to collaborate more effectively in the teachinglearning relationships.

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REFERENCES ALENCASTRO, L. F. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. BOBBIO, N. A era dos direitos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. DUMONT, H.; INSTANCE, D.; BENAVIDES, F. (Orgs.). The nature of learning: using research to inspire practice. Paris: OCDE, 2010. JONAS, H. O princípio responsabilidade: ensaio de uma ética para a civilização tecnológica. Rio de Janeiro: Contraponto; Ed. PUC-Rio, 2015. MARREIRO, F. Série inédita brasileira mostra salto da desigualdade no começo da ditadura. El País, 04/11/2015. Disponível em: <https://goo.gl/Hfh37g>. Acesso em: 19 ago.2017. OLIVEIRA, R. Para uma universidade tecnológica de alto

Source: DUMONT, H.; INSTANCE, D.; BENAVIDES, F. (2010)

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There are several factors associated with the increased use of ICT in teaching. For example, participation in professional development activities involving individual or collaborative research, or the formation of a teacher network that makes it more likely that a teacher will use more often ICTs to work with students. It is necessary to invest in teachers, educational managers and technical staff, as well as in schools and other learning spaces, to try to take Brazil out of self-imposed delay by those who have always occupied power. The DE collaborates with the democratization of access to higher education and will have higher or lower quality according to the institution that offers the courses. The same happens with face-to-face teaching.

impacto econômico, social e cultural. In: GUERRINI, D.; OLIVEIRA, R. (Orgs.). Universidades e desenvolvimento regional: experiências internacionais e o caso das universidades comunitárias do Rio Grande do Sul. Lajeado, RS: Editora da Univates, 2016. SEMESP. Mapa do ensino superior 2016. São Paulo: Semesp, 2016. TEIXEIRA, A. O ensino superior no Brasil: análise e interpretação de sua evolução até 1969. Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas, 1989. WORLD ECONOMIC FORUM. The future of jobs: employment, skills and workforce strategy for the fourth industrial revolution. Disponível em: <https://goo.gl/ NYxyQy>. Acesso em: 25 jul.2017.


INTERVIEW

W

ith years of research and teaching, Romero Tori has gathered his experiences and studies in the literary work "Education without distance". The book addresses the distance between students, teachers and content that happens in face-to-face higher education. The author points to the use of technology as a way to reduce geographical, social and educational distances. Another way to maintain the efficacy of this method is to invest in the pedagogical update of teachers so that they can keep up with the technological use of their students. In an interview for PoloUm, Tori points hybrid education as a way to reduce distances, to make students more disciplined and independent in the learning process.

ROMERO TORI (Dr. in Electrical Engineering and Professor at USP)

What is the concept of Education without distance? Romero Tori - This is not a new type of education. On the contrary, this idea put as title of my book, seeks to emphasize that, whatever the media and educational methodologies used, one must always seek to reduce the distances between student and teacher, student and content, students and their colleagues. The term “Distance Education DE”, on the other hand, emphasizes the problem. The contraposition between DE x Face-to-face Education makes no sense, since it is possible and desirable to have the student present (even at a distance) in DE and students virtually absent in traditional classrooms. The flexibility and convergence of both modalities in the so-called "Hybrid learning" (Blended Learning) is a trend. In this context, the reduction of distances, including in the physical classroom, should always be pursued.

Are the networked world and the new technologies related to the Internet reorganizing the learning process? Romero Tori - People learn in different ways and paces. The traditional classroom is extremely limiting, especially from the perspective of a young person who grew up in a connected, virtualized and interactive society. Limited in time and physical space; limited by not adapting

to the different needs of each student; limited to a certain number of students; limited by not enabling parallel interactions. The ease of access, communication and interaction of new technologies, interactive and networked, allows the breaking of all these limits, providing a real education without distance.

How to insert Brazilian education, with so many structural limits, in this new learning process? Romero Tori - Today more people, even from poor communities and far from large centers, can access the Internet through mobile devices. Of course, the Internet is still expensive and slow in Brazil. Much need to be improved, but the current problem has more to do with culture than infrastructure. Brazilians still have difficult managing their own learning. There is also a culture that you only learn by going to a traditional school. The evasion indicators of distance education courses are still very high. However, the new generation – born and raised in the 21st century – should have fewer problems with the autonomous learning and the use of technology. They are getting use to search for information on the Internet instead of asking an adult. It's a generation that will make heavy use of apps to get around, to stay, to relate, to eat, to get dress, to have fun, to date and, why not, to learn too. There will be no barriers to this new generation. Education, as well as "without distance" will be "without limits".

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INTERVIEW

Considering the territorial dimensions of the country, how the "education without limit" may be the way to a more comprehensive education? Romero Tori - An education without geographical, temporal, media and content limits is more democratic. No matter where the student lives, if he has interest and dedication, he will be able to graduate as well as the privileged ones who have access to the best institutions. Virtual classes, virtual learning communities and open educational content are some of the features that will enable this bigger reach of quality education.

How should Brazilian teachers be trained so that they are motivated and involved in this new scenario of education? Romero Tori - The teachers in general are motivated and like what they do. What many have is a certain insecurity regarding the use of technologies. It is not only a matter of training courses in the use of technologies, because when we just train them to use a certain resource, two new ones have already emerged. The teachers must have access to technologies of the same nature as their students. Improve their wages is a way. Training in active methodologies is also important. In these methods, the teacher doesn’t need to master the technologies used by students, being able to concentrate on the supervision and evaluation of learning.

How can Information and Communication Technologies be used in the best way in pedagogical training? Romero Tori - In the same way that students can graduate from a distance, so do teachers. Participating in trainings that uses new technologies helps the teacher to understand student’s perspective and to familiarize with these media.

One of the trends in education is the blended learning, a concept which seeks harmony between face-to-face and virtual activities. What’s your understanding about this combination? Romero Tori - This solution is the most appropriate because it makes it possible to use the best of each resource in a flexible manner, adapted to the students’ needs and the pedagogical demands, according to the context and the target audience. Why limit education to only one way?

The basic technology for high speed and quality Internet access is something that shouldn’t even be discussed. All our schools should have had this already, for a long time.

What are the impacts and challenges of the adoption of technology in higher education?

Romero Tori - The impacts are many, such as: possibility of customization and adaptation of learning; cost reduction; and access to the contents, teachers and remote equipment. Every profession is increasingly using technology. It doesn’t make sense for future professionals to be trained without technology. Take the case of medicine, for example. Many surgeries are performed by videolaparoscopy (the doctor performs the surgery by looking at a monitor and manipulating controls). How would it be better to train a future surgeon, performing procedures on animals or in virtual reality simulators with which he interacts and visualizes the procedures in the exactly same way as in a real surgery? However, the challenges of Brazilian reality are from a cultural nature – in cases where the students’

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INTERVIEW own equipments are already sufficient to introduce technology in the classroom – and investments in technological infrastructure for courses that require more complex simulators. The basic technology for high speed and quality Internet access is something that shouldn’t even be discussed. All our schools should have had this already, for a long time.

The virtual education is so powerful, that should influence even the traditional education held in limited physical spaces.

What's the ideal model for the education of the future?

Romero Tori - Actually the hybrid model, or "without limits", is the best suited in my opinion. However, in cases of people who are geographically distant or with limited mobility, it's possible for them to have good education completely from a distance. The virtual education is so powerful, that should influence even the traditional education held in limited physical spaces. The flipped classroom is an example. In this methodology, students study at a distance, using DE resources, and use the classroom for activities in which they apply what they have learned, discuss with their peers, receive guidance and are evaluated by teachers.

This bias will decline as the new generations increase their participation in the apprentice’s population.

When we talk about "Distance Education", it’s common to limit it only to the student-teacher geographical separation. This distance can happen at other levels? Romero Tori - Yes. There is the possibility of distance in time, as well as a psychological distance, the socalled "transactional distance". Interactivity is the best way to reduce all these distances.

Communication technologies, games and simulators were incorporated by DE. However, is this enough for engaging and learning to actually take place? Romero Tori - These are necessary but not sufficient conditions. Other necessary conditions are: autonomy, meaningful learning, clear challenges and goals. It’s also necessary to have interactivity and that the student feels as part of a group, a community. Finally, students need to get used to the autonomous learning and learn to have self-discipline.

In your understanding, is there still prejudice against Distance Education? How to reverse this situation? Romero Tori - It reduced a lot, but still exists. Nevertheless, DE has evolved faster than “face-toface modality” (the DE may also have “face-to-face” activities, so this is not a good way to differentiate education limited to a physical space from education "without limits"). This bias will decline as the new generations increase their participation in the apprentice’s population. Young people who use Uber, Waze, WhatsApp, Youtube, Snapchat, Tinder, Netflix, video games, virtual reality, augmented reality, instant video communication, among other virtual resources, will tend to be more prejudiced with “limited” education than with education "without limits".

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EDUCATION

TEACHERS OF UEMAnet PRESENT WORK IN SPAIN

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he teachers of the Center of Technologies for Education (UEMAnet), of the State University of Maranhão (UEMA) participated in the 6th IberoAmerican Congress on Qualitative Research and the 2nd International Symposium on Qualitative Research, in Salamanca (Spain), between July 12 and 14, 2017. On the occasion, Ilka Márcia Ribeiro Serra (General Coordinator of the Center) and Eliza Flora Muniz Araújo (Adviser of UEMAnet) presented the scientific article "Technological Mediation: interactive tools used in the Automotive Maintenance professional course. As an international congress on Qualitative Research, it was a fundamental requirement that 1/3 of the articles had focused

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on methodology. This approach contemplates the analysis of the relations between research questions, theories and results with the methodology used. Meanwhile, the conclusions should reflect the importance of methodology used based on the results of the work and in the international literature. Still as a selection criterion, the papers must fit the objectives and themes of the Congress, they must be original scientific articles, addressing state-of-the-art reviews and new research perspectives, solutions and/or applications for real problems, empirical and/or evaluation work, among others. The article produced by UEMAnet teachers presents an initial approach on the


EDUCATION advancement of technologies, as something evident in the development of the learning process at all levels of education. It also considers that students and teachers are facing a new classroom, inserted in the Virtual Learning Environment (VLE) – this space is rich in possibilities of interactions and online collaborations. The work aimed to develop reflections on technological mediation in the UEMA’s Automotive Maintenance technical course, in the perspective of exercise studies and production of knowledge in the teachinglearning process, that generate as results relevant indicators to subsidize the professional training policies, in particular, of technical courses offered in the distance modality. Therefore, it’s a case study of qualitative approach, whose method enabled the examination of the concrete reality, Photo: UEMAnet through observation, description and analysis of the Virtual Learning Environment and its tools. "For the development of the research, interviews were conducted with the main subjects of the process: students, tutors and teachers, the results pointed to different models of mediation and, therefore, all these models imply interactions," explains Eliza Araújo. Through this study, the authors were able to understand the technological mediation in the teaching-learning process as the relationships that materialize virtually, taking as reference the experiences of teachers and students. "We observed that in education, either in person or at a distance, there are different forms of mediation. And what is most important in the teachinglearning process is not this or that model, or that tool, but the respect for the student as a unique being that builds his own learning.", adds Ilka Serra. In this way, they attribute to the professor and all agents working on the learning process, the ability and sensitivity

to provide the means for students to find the best way to build their knowledge. Thus, they conclude asserting that there is no use having a Virtual Environment with an aesthetically spectacular layout, a variety of tools and activities, if there isn’t a good planning and committed and trained professionals to interact using and enhancing, efficiently, the tools offered by this fascinating technological world.

To read full article, access: http://proceedings.ciaiq.org/ index.php/ciaiq2017/article/ viewFile/1546/1502

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EDUCATION

UEMA LAUNCHES MOBILE APPLICATION OF THE VIRTUAL LEARNING ENVIRONMENT (VLE)

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he way of access to information has been going through an evolution process, increasing the possibilities of knowledge acquisition. The use of smartphones has become more and more constant, causing people to seek functionalities essential for their daily lives, at the reach of their hands. To get an idea, currently, about 70% of Internet traffic is done by mobile devices (mainly smartphones and tablets). This increase of users has also generated a growth in demand for new applications that meet the needs of the general public. Through these devices with Internet access that the Center of Technologies for Education (UEMAnet) carries out most of the daily tasks, including e-learning. The expansion of Distance Education (DE) is no longer new, as well as how the State University of Maranhão (UEMA) has stood out in the offer of courses in this modality. It is important to highlight that to maintain this quality, UEMA uses a variety of technological resources to facilitate student learning. Thus, UEMAnet bets on the launch of the mobile application of the Virtual Learning Environment (VLE). This release will allow students to access VLE on their mobile devices through a specific application for that purpose. The main goal of the App is to bring students closer to the study subjects, their classmates, tutors, teachers and monitoring team. A very important factor, especially for those facing difficulties on internet access, is the possibility of do their activities even when offline. The application created by UEMAnet Educational Technologies Development – DET sector, offers other benefits such as browsing the subjects’ content; receive instant notifications and follow the course events; allow contact at any time with other people; perform tasks, submit tests and participate in other resources, in addition to monitoring the performance in each activity. Thus it’s possible to browse faster through the mobile device, upload photo, record and upload an audio or video directly from the student’s device. This news is the result of the efforts of a team of analysts and developers who have been following the evolution of Moodle Mobile for some time. However, prior to the release, the app was

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EDUCATION

in a test phase until it offered the ideal features to be exploited by the University. The entire planning and development project was done using agile methodology focused on the result, efficiently providing an answer to users. The DET Coordinator, Kilton Calvet, says that the creation of this product represents the upgrade that UEMA constantly seeks, focusing on improving student learning. "We need to think about the studentâ&#x20AC;&#x2122;s needs, to see like they see, and then propose alternatives that facilitate and enhance their learning process. With this initiative, UEMA provides a significant advancement in its teaching platform", said Calvet. Since the initial outline of the project until the end, the team focused on providing a bigger student involvement in the Virtual Learning Environment (VLE), placing elements that could be, in addition to practical, motivating factors for continuing the course. For one of the developers, Guilherme Oliveira, this tool was created so the student can overcome the difficulties and have a more enjoyable journey during the course, mainly because of the time saved. "With the app, students will have access to the platform always at the reach of their hands, being able to access all available resources and content from anywhere, taking advantage of all the time available," Guilherme added.

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HIGHLIGHT

MORE QUALIFICATION: UEMA EXPANDS PARTNERSHIPS WITH PUBLIC AND PRIVATE INSTITUTIONS TO EXPAND PROFESSIONAL TRAINING METHODOLOGY The UEMA courses, offered in the distance modality, are based on teaching methodologies that aim to insert the student in the teaching-learning process and meet professional requirements in the face of new demands of the labor market.

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Partnership Agreement signature

he State University of Maranhão (UEMA) has been implementing strategies to strengthen the partnership agreements with the public and private sectors. The University understands the importance of jointed efforts in the search for a competent professional training. Within this perspective, it has been associating with important institutions that provide services of great social relevance to the State of Maranhão. This determination propelled UEMA, through its Center of Technologies for Education (UEMAnet), to seek funding from promotion agencies of the Ministry of Education (MEC), to offer technical, graduate and post-graduate (lato sensu) courses, in the distance modality, as well as investments of the State Government and the private sector, as pointed out by the General Coordinator of UEMAnet, Ilka Serra. "Through the e-Tec Network Brazil/MEC Program, since 2011, UEMA has been offering technical courses, in the distance modality, in the subsequent form, having graduated approximately 5,000 students in 15 courses. And currently has running six courses with 811 students. In addition to the technical courses in progress, UEMA has three more vocational courses, they are higher education technology courses, with 1.042 students", said Ilka Serra.

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The educational infrastructure in UEMAnet is complemented by the technological infrastructure of the Classroom Support Centers, consisting in computer labs with internet access, administrative and study spaces which give the student the necessary conditions to do the course activities. The interconnection of computers allows the integration of content available on other media, as well as interactivity, formation of study groups, collaborative production, and especially communication between teacher, tutor and students. The audiovisual content used in courses is related to the printed material and the Virtual Environment, allowing the expansion and detailing of the concepts covered. Among these, stand out: virtual classes, learning objects developed along the course, forums, chat rooms, connections to external materials, interactive activities, virtual tasks and others. Individual and group case studies are also developed, it allow students to propose problem solving alternatives, making then use their imagination and creativity; group or individual work, such as the construction of projects used in the areas of knowledge of the chosen profession; technical visits that allow students to interact with the reality of the profession, among others. Thus, it’s understood that the good results of these partnerships depend on both the availability of UEMA to meet the demands of society and also the managers of partner companies to add value to this initiative.


HIGHLIGHT

PARTNERSHIP FOR THE AUTOMOTIVE MAINTENANCE TECHNICAL COURSE

PARTNERSHIP FOR THE HIGHER EDUCATION COURSE IN WORK SAFETY TECHNOLOGY In addition to the partnerships for the Technical Course in Automotive Maintenance, the Higher Education Course in Work Safety Technology has also been highly demanded both belonging to the Center of Technological Sciences (CTS).

Pratical class of the Automotive Maintenance Technical Course

In this perspective of projects in partnership with private companies – considering the professional training of workers – In 2015, UEMA signed a Partnership Agreement with an automotive company in the capital to train 20 workers in the Automotive Maintenance Technical Course. The course was offered in São Luís, in the distance modality, in the Paulo VI Classroom Support Center. With total duration of two years. Joelma Gomes attended the course and recognizes the importance that such training had on her career. "I already had experience in the field. But it was through the course that I was qualified. I began to understand the processes and to handle equipment and explain to the customer the reason for the replacement of a part, for example. The training allowed me to be a registered professional, which opened other job opportunities for me", reported Joelma. This year, in light of the good results of the collaborations, UEMA started a new class of the same course, now in partnership with the Steelworkers Union – SINDIRETA. Altogether, 37 workers who work in different car dealerships are trained with practical classes in a modern Automotive Maintenance Laboratory, at the Paul VI Classroom Support Center, in the capital. Still in regard to the Automotive Maintenance Course, a new partnership is being articulated with the SAGA Group, which combines the Renault, Jeep, Chevrolet and Fiat brands. The training is expected to start in 2018.

In this sense, UEMA began, in 2016, a collaboration with the National Service of Industrial Learning (Senai – Fiema System) and the Military Police of the State of Maranhão (PMMA), to offer this course, with the perspective of training professionals from both institutions to better perform their job duties. The Technical Cooperation Agreement, signed at the Rectory of UEMA, provided to Senai 41 vacancies and 23 vacancies to the Military Police. The Rector of UEMA, Prof. Gustavo Pereira da Costa, emphasizes the importance of the University's partnerships with public and private institutions. "The Higher Education Course in Work Safety Technology constitutes the effective entrance of the State University of Maranhão in this educational segment and represents the possibility of expanding the access of various segments of society to higher education". For the director of Senai, Marco Antonio Moura, the partnership with the University is very important because it meets a strategic objective, which is not only to train professionals, but mainly to raise the level of the institution's staff. "The University for its credibility, seriousness and quality of service provided to the society, puts us in the first place as an option to develop our talents and thus, we can better serve the Maranhão and Brazil industry", he says.

Pratical class of the Higher Education Course in Work Safety Technology

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HIGHLIGHT

For Col. José Frederico Pereira, General Commander of PMMA, the course developed in collaboration with UEMA is very relevant for the institution. "It is a gain in every aspect. I am very pleased with this partnership between UEMA, PM and Senai. We hope that other courses can be offered",he adds. It is worth noticing that the course started in July 2016 and is expected to end in July 2018. The course is linked to the Center of Technological Sciences

Maranhão State Map

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(CTS) and it’s mediated by the Center of Technologies for Education (UEMAnet). Conducted in the distance modality with face-to-face moments, it adopts synchronous and asynchronous technologies present in the Virtual Learning Environment (VLE). The inaugural lecture was held on July 21 at the Center of Technologies for Education (UEMAnet) with simultaneous transmission to nine Classroom Support Centers, where the course is offered, as identified in the map of Maranhão.


IT HAPPENED

I LITERARY GATHERING

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EMA held the first Literary Gathering, a meeting around literature to practice a dialogue reading, in which participants read and discuss in a shared way. For the first edition of the meeting was selected the work "A boniteza de um sonho" by Moacir Gadotti. This event happened in July and August, organized by the Center of Technologies for Education (UEMAnet) and by Classroom Support Centers. The idea of the event is a result of the Communication and Expression subject, in the leveling module, of the 2017.1 classes of the Distance Education (DE) courses. That way, students, teachers, tutors and coordinators of Support Centers mobilized to materialize the result of studies and discussions of the selected work, resulting in a collective effort with the most different textual, musical and philosophical forms. The chosen work allowed to intensify academic meeting, to dialogue and build, collectively, reflections among all participants. The initiative favored aspects such as: exchange of knowledge between the academic community of the courses; demonstration of egalitarian relationships involving solidarity, respect, trust and support; debate around central ideas defended by the authors about issues related to teaching, in addition to the demonstration of a broad understanding of reading skills, from the interaction with other people in the academic field.

UEMA LAUNCHES BOOK ON EDUCATIONAL TECHNOLOGIES DURING SIIES

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he State University of Maranhão – UEMA through the Center of Technologies for Education – UEMAnet launched the book Educational Technologies: assessment and training processes, during the 1st International Symposium on Innovation in Higher Education. The book is based on researches on issues related to the Distance Education practices. It brings together the works of 18 authors who proposed to research the subject, of which five are the organizers.

"Between 2014 and 2016 there was, in UEMAnet, a great motivation of our team to produce articles, I suppose it was due to the arrival of new courses and new experiences such as: Specialization Courses (Filed Education), Technical Courses and Moocs, who at the time were also being implemented.", stated the UEMAnet Coordinator during the launch ceremony. "These courses combined with so many other experiences of the graduation and post-graduation courses imposed a new dynamics in UEMAnet, especially with the production of educational material, instigating us to research more to know better our work. So we gathered some productions, which went through a rigorous evaluation process, managing to bring together in this work, great contributions." added Ilka. The book is organized into two areas: the first gathers studies focused on Assessment in Distance Education – involving both learning and institutional evaluation; the second concerns the Training Processes in Distance Education, which includes the adoption of new methodologies, teaching tools and software, aiming at the expansion of training experiences, both at the higher level as the technical level.

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IT HAPPENED

UEMA HOLDS INTERNATIONAL SYMPOSIUM ON INNOVATION IN HIGHER EDUCATION IN PARTNERSHIP WITH ABRUEM

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ão Luís became the Brazilian capital of innovative and creative debate during the I International Symposium on Innovation in Higher Education (SIIES).The meeting brought together renowned researchers in the academic field, of various nationalities, who joined hundreds of other academic scientists, professors and students on round tables discussions, articles presentations, lectures and books launches. The event was organized by the State University of Maranhão, through the Center of Technologies for Education (UEMAnet), and the Brazilian Association of Rectors of State and Municipal Universities (Abruem). With a very significant public, the opening ceremony was marked by enthusiasm and expectation on the part of the organizers and participants. The rector of UEMA, Gustavo Pereira da Costa, summed up the feeling of all present. "It's a time for debate. We live a process of internationalization of knowledge and UEMA is aware of this scenario. Therefore, the University was honored to host an event of this size where, in discussing innovation in Higher Education, a mobilizing agenda was produced and lit the light of hope in times of such negative news that hits us”, he said. With wide thematic range and relevance in the field of innovation applied to higher education, the SIIES had an unprecedented format in the country. "The purpose of the Symposium was to rethink education, especially higher education. The SIIES brought a creative and innovative proposal with the perspective of contribute to the construction of a new project focused on educational practices. This was the first edition of the event, which results were very gratifying”, said Professor Ilka Márcia de Souza Serra, General Coordinator of the Center of Technologies for Education (UEMAnet). During the opening ceremony of the Symposium, Professor Antônio Sampaio da Nóvoa, Honorary Rector of the University of Lisbon (Portugal), invited the participants to debate on the divergence between universities and society with the lecture 'The University in Search of the 21st Century'. "The universities are adrift, without clarity of what to do and the paths to follow. The process will take time, but if there is no adaptation, universities will be replaced by institutions offering other practices”, said the speaker. The launch of the books "Education without Distance" by Romero Tori (USP), and "Educational Technologies: evaluation and information processes" of UEMA / UEMAnet, was remarkable in Symposium program during the second day. The SIIES also had in its program the lecture "Innovation in Higher Education: a contribution of the local society", presented by Director-President of the Brazilian Society Pro-Technological Innovation, Prof. Dr. Roberto Nicolsky. SIIES participants, most of them from others Brazilian States, also had contact with the local culture by participating in artistic and cultural activities that took place at the end of each day of the Symposium. The closing ceremony featured a debate with the theme: "The Promotion of Research and Innovation in Higher Education" carried out by the President of the Serrapilheira Institute, Hugo Aguilaniu and by the President of CNPq, Mário Neto, having as moderator, the Rector of the State University of Santa Catarina (UDESC), Marcus Tomasi.

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IN PRACTICE

UEMA PREPARES TEACHERS TO WORK IN COURSES INTERMEDIATED BY DIGITAL TECHNOLOGIES

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n contemporary society, technology is incorporated in almost all daily activities, whether personal or professional, not leaving aside the educational field. Therefore, it’s necessary that the teacher knows the Information and Communication Technologies – ICTs, understanding that the technological resources available today are great allies in the generation and dissemination of knowledge, enabling communication between people especially when they are geographically separated.

by teachers participating in the workshop and who constantly maintains the use of interactive technological tools, empowering these talents in learning opportunities.

It is clear that the information society has brought new teaching-learning processes. In this scenario, the teacher needs to take on a new ability: to know and master technologies applied to education to mediate these new processes. For this purpose, the State University of Maranhão (UEMA) offers the "Digital Educational Resources" workshop for teachers of different areas of knowledge who work or want to work in courses mediated by technology.

The workshop methodology includes a face-to-face meeting, 2 hours per week, taught by professionals of the Educational Design and the Development of Educational Technologies sectors, of the Center of Technologies for Education – UEMAnet, that in the scope of their areas will assistance in the theoretical and practical activities, respecting the pace and learning autonomy of each teacher.

In this sense, the execution of the project – as well as to promote creativity and responsibility in DE – stimulate the interaction between teachers, disseminating ideas and allowing reflections about the resources that can significantly contribute in the teaching and learning processes in Distance Education.

The workshop idea is to encourage teachers to produce content in different learning formats, presenting interactive tools that help in the teaching and learning processes in Distance Education (DE), such as: audio, video, animation, simulation, pictures, maps and hypertexts, in addition to list and discuss features that allow the deepening of instructional content. The workshop is part of a project that presents guidelines to access the digital field, stimulating the teacher to new practices and skills for the use of interactive resources in the Virtual Learning Environment – VLE. These resources can be explored

Professors using VLE

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IN PRACTICE

UEMA OFFERS 21 FREE ONLINE COURSES REACHING MORE THAN 146,000 STUDENTS IN 40 COUNTRIES

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lexibility to study schedules, innovative educational tools, more dynamic and didactic teaching is what the State University of Maranhão – UEMA offers, with Moocs, known in Brazil as Free Courses. In November 2012, The New York Times published an article stating that it had been "the Year of MOOCs". At that time, this information was the trigger of a great wave, with hundreds

of great universities offering such courses to millions of students around the world. MOOC stands for Massive Open Online Courses. UEMA, through its Center of Technologies for Education – UEMAnet, always attentive to what is most modern in education models mediated by technology, launched its own MOOCs in 2014. There were the first steps to get to the latest numbers.

1 - Canada 2 - United States of America 3 - Mexico 4 - Costa Rica 5 - Colombia 6 - Venezuela 7 - Barbado 8 - Guiana 9 - French Guiana 10 - Brazil 11 - Uruguay 12 - Argentina 13 - Chile 14 - Bolivia 15 - Peru 16 - Portugal 17 - Spain 18 - France 19 - England 20 - Germany

21 - Switzerland 22 - Austria 23 - Italy 24 - Bulgaria 25 - Turkey 26 - Israel 27 - Egypt 28 - Algeria 29 - Cape Verde 30 - Burkina Faso


IN PRACTICE Currently, UEMA offers a portfolio of 21 courses from different areas of knowledge. The courses have learning support materials such as: video lessons, fascicles, podcasts and presentation slides, in addition to the certificate of completion. All material is produced and made available by UEMA/UEMAnet professionals (teachers, educational designers, video and text editors, cameramen and TV technicians) in a Virtual Environment. Today, after three years working with MOOCs, UEMA has 21 open courses, more than 146,000 students on the platform, located in 40 countries and over a thousand activities available. Some particularities characterize the MOOCs and can be the reason for its success:

31 - Republic of the Congo 32 - Burundi 33 - Angola 34 - Botswana 35 - Mozambique 36 - Afghanistan 37 - Bhutan 38 - Japan 39 - Brunei 40 - Australia

the first one is that some of these courses donâ&#x20AC;&#x2122;t occur in a given period of time. This is the case of those offered by UEMA, which stay permanently open on the platform and students can participate in the courses at any time, according to their pace; The classes are all recorded and can be accessed at any time (in most cases, it remain available after the end of the course).

COURSES OFFERED

BY UEMA: 1 Bioethics 2 Biodiversity Concept 3 Human Development 4 Human Development and Education 5 Learning Difficulties 6 Administrative 7 Entrepreneurship 8 Ethics 9 Applied Geography 10 Projects Management 11 Agribusiness Management 12 Environmental Management and Sustainability 13 Management with People 14 Logistics Management 15 Marketing and Retail 16 Food Microbiology 17 Negotiation 18 Strategic Planning 19 Mining Principles 20 Environmental Resources Applied to Tourism 21 International Relations Choose your course, access now and sign up in: www.cursosabertos.uema.br


INNOVATION

HOW TO USE CREATIVITY AND TECHNOLOGY

IN CONTEMPORARY EDUCATION Jordi Quintana

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igher education institutions are extremely important in society. And not only for those who enter as students, but also to the entire population that constantly receives professionals who will contribute to the community. The main challenge of the University and, therefore, of the higher education is to adapt to the current reality, which is a reality of important culture, capacity and creativity. Above all, the ability to relate to what we could call 'the employment', that is, the development of skills and abilities to find work and to grow as people, as citizens. The difficulty lies in the constant change of population and cultural aspects, which makes this adaptation more complex. Technology is a valuable tool in this process. Despite the ease, there is a danger of been too amazed by it, especially in higher education. It is important to think that this tool is just one small element of mediation between knowledge, culture and students. In this case, it shouldn’t play the main role in the process of learning, of perceiving of society. When a University advances in an innovation project it has to take into account, of course, the technology but also the cultural and scientific-technological content and, above all, what we call pedagogy. Therefore, the didactics, the methodologies and the way teachers help students to learn. The technology should remain as a tool, an instrument. And clearly, within this context, creativity is what facilitates students’ involvement with

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technological, pedagogical creativity and creativity with content. This means that the contents change, some disappear, others lose importance and others enter the students’ curriculum. The creative ability is what dictates the way of using technology; it’s what helps how to use this tool. In this context, the teacher changes his role considering that his main duty is not to teach. But, select those contents that students should know, facilitate their access and give them tools so they can work and analyze in order to learn such content. That's what we call the teacher as responsible for the contents, is working the concept of "content curation" for education. In order not to leave the students free and lost on the web or focused only on a manual. The student’s task is to learn by questioning, making, creating, using and developing proposals and learning methodologies presented by the teachers. The teacher should provide his students with a positive environment so they can exercise their intellectual freedom; so they can create their own questions and look for the answers on their own.


ICS&

TICs e EaD em Foco é uma revista científica multidisciplinar quadrimestral eletrônica do Núcleo de Tecnologias para Educação da UEMA - UEMAnet. Mais informações e dúvidas pelo e-mail: tics.eadfoco.uemanet@gmail.com

TICs and EaD in focus is a multidisciplinary magazine by 4 in 4 months from UEMAnet. More info e-mail in: tics.eadfoco.uemanet@gmail.com

TICs Y EaD en Foco es una revista científica multidisciplinaria cuadrimestral electrónica del Nucleo de Tecnologías para Educación de la UEMA - UEMAnet. Más informaciones y dudas por el e-mail: tics.eadfoco.uemanet@gmail.com

Revista polo um nº 11  

Revista PoloUm A publicação, que é semestral, surge com o objetivo de discutir, promover o debate acadêmico e contribuir para o conhecimento...

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Revista PoloUm A publicação, que é semestral, surge com o objetivo de discutir, promover o debate acadêmico e contribuir para o conhecimento...

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