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PALAVRA DA DIRETORIA - INFORMATIVO: MARÇO DE 2018

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Palavra da Diretoria 26 DE MARÇO : ASSEMBLEIA GERAL DA COOPEL A Coopel lançou o edital de convocação da Assembleia Geral Ordinária. O evento será dia 26 de março, às 11h, na sede social. Na Assembleia, entre outros assuntos, será deliberado sobre a destinação das sobras, eleição dos membros do Conselho Fiscal para o exercício 2018, e sobre quaisquer assuntos de interesse dos cooperados que estejam na pauta. O edital de convocação pode ser encontrado neste informativo e nas unidades da Coopel. Trata-se de um momento único para toda e qualquer decisão de interesse da cooperativa. Ressaltamos que o encontro é a instância máxima de deliberação e se constitui no mais privilegiado momento para definição dos rumos e diretrizes que asseguram a solidez da Coopel. Por isso, a presença de todos é tão importante. Participar da Assembleia Geral é um dever do associado, o que também está estabelecido no Estatuto. Resume a gestão democrática da cooperativa, pois cada associado tem direito a voto. Todo cooperado deve participar, ficar por dentro do que acontece, sugerir ações e exercer seu papel de coproprietário da Coopel. Participe!

Expediente COOPERATIVA AGROPECUÁRIA DE POMPÉU LTDA Rua Antônio Lacerda, 502 CEP:35640-000 Pompéu MG CNPJ: 23.778.434/0001-12 Insc. Est.: 520.059503.0044 MATRIZ - 37 3523-4900 / 37 9 9985-7911 DIRETORIA EXECUTIVA 2013/2016 DIRETOR PRESIDENTE: José Alberto Campos DIRETOR ADMINISTRATIVO: Rogério de C. Freitas

DIRETOR COMERCIAL: Pedro Mendes de Freitas PRODUÇÃO Informativo Coopel - Março/2018 Jornalista responsável: Letícia Enes - (37) 9 8809 0664 Projeto Gráfico: Udoit Marketing e Comunicação Impressão: Sempre Editora Tiragem: 2.000 exemplares


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ORIENTAÇÃO - INFORMATIVO: MARÇO DE 2018

Mastite O sistema mamário das vacas é um órgão de uma complexidade muito grande, o qual foi desenvolvido com o objetivo de pegar aqueles nutrientes ingeridos pelas vacas, metabolizados, assim chegando ao sangue, e depois absorvido pela glândula mamária que será transformado em leite. Este é um processo contínuo e demorado, por isso devemos ficar atento aos mínimos detalhes, para maximizar esta produção. Ao longo dos anos, por meio de uma intensa seleção genética, escolhemos em nossas propriedades aqueles animais com as quais as características irão desempenhar o excelente papel na produção de leite, sendo assim devemos empenhar ao máximo nos cuidados para que a estrutura do úbere se mantenha íntegra por longos períodos de lactação sem que ocorra qualquer tipo de problema, que traga prejuízos para a produção do leite. A mastite é uma inflamação da glândula mamária, associada na maioria das vezes a uma infecção por microorganismos, sendo eles bactérias ou fungos, destes as bactérias são os principais agentes causadores de problemas nas fazendas produtoras de leite.

Tipos de Mastites As mastites são divididas em duas formas diferentes de manifestações: Mastite Clínica é a forma onde aparecem sintomas externos evidentes na glândula mamária, tais como: • Edema • Aumento de temperatura • Endurecimento do úbere • Dor • Grumos, pus • Alterações visíveis no leite A mastite também se manifesta na forma subclínica, onde não conseguimos visualizar de forma clínica os efeitos no úbere. Neste caso, as alterações que conseguimos encontrar é na composição do leite produzido pela vaca. Dentro da classificação da mastite clínica e subclínica, também podemos diferenciá-las entre mastite contagiosa e mastite ambiental. A contagiosa apresenta alta incidência de casos subclínicas, caracterizados por mastites de longa duração ou até mesmo casos crônicos, sendo observado apenas alteração da contagem de células somáticas(CCS). Neste tipo de mastites as bactérias se encontram preferencialmente na pele, superfície dos tetos e dentro da glândula mamária. Diante disso, a sua principal via de contaminação ocorre durante a ordenha dos animais, passando de um animal para outro. Os principais agentes causadores desta mastite são Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae e Corynebacterium bovis. Por isso devemos ficar mais atentos aos procedimentos de pré dipping e pós dipping, higiene e desinfecção da ordenha, que são as maneiras mais eficientes de se controlar as mastites contagiosas. Já a mastite ambiental é causada por microorganismos presentes no habitat natural das vacas, tais como camas, esterco, barro e currais. Se apresentam geralmente em casos clínicos, de curta duração, porém casos agudos de grande impacto, causando muitas vezes a morte do animal. As principais bactérias causadoras são: Escherichia coli, Klebesiella sp, Enterobacter sp, Streptococcus uberis e Streptococcus dysgalactiae. Para controle destas devemos nos atentar a problemas relacionados a mal funcionamento da ordenha, que poderá causar danos irreversíveis aos tetos dos animais, favorecendo a entrada destes agentes. Por outro lado, também devemos tomar os devidos cuidados com o ambiente onde estes animais então frequentando, evitando acúmulo excessivo de estercos, barro, lama em locais de descanso, e também cuidados com a sala de ordenha.

Diagnóstico Quando se trata de mastite clínica o diagnóstico muitas vezes é facilmente identificado no animal, onde este vai

apresentar todos os sintomas de desordem da glândula mamária já ditos, tais como inchaço, edema, vermelhidão aumento de temperatura, dor, grumos e pus no leite. Porém, quando tratamos de mastites subclínica, fica um pouco mais complicado. Sabemos de algumas formas que podem ajudar a chegar a um resultado. Dentre os testes, um mais simples de ser feito na propriedade é o teste do CMT (California mastites Test) e para melhor interpretação deste devemos sempre tomar orientação do Médico Veterinário. Outra maneira de identificar, é fazer um levantamentos completo dos animais, reunindo o maior número de informações possíveis, como: dias em lactação(DEL), números de vacas prenhes e vazias, números de vacas de primeira e mais crias, vacas que estão em início e final de lactação, registros de mastites anteriores. Assim, após a análise e interpretação destes dados podemos iniciar a coleta de material para fazer exames laboratoriais como, contagem de CCS do tanque ou do animal, análise microbiológica do tanque e de cada animal.

Prevenção Para manter o rebanho longe da mastite a prevenção é o melhor caminho, já que na ordenha é o momento mais importante na produção e no controle deste problema. Devemos procurar capacitar aqueles que estarão envolvidos no dia a dia da fazenda, orientar frequentemente da importância da higienização e desinfecção dos equipamentos de ordenha e do ordenhador, manutenção da ordenha, verificar e cobrar se está sendo feito de forma correta o pré dipping e pós dipping, segregação dos animais na linha de ordenha, manejos adequados para que este animal tenha conforto e condições higiênicas no ambiente. Desta forma conseguiremos que a mastite não seja um problema de perdas econômicas na propriedade.

Tratamento O tratamento mais eficiente é a prevenção, onde devemos tentar evitar de forma árdua o contato do animal com o microorganismo, porém muitas vezes não conseguimos evitar que este seja contaminado. Diante disso devemos avaliar o quadro e a condição do animal para que possa, de forma mais rápida, começar o tratamento com antibiótico terapia. Os tratamentos mais comuns são antibiótico intramamário, associados com antibióticos injetáveis. Portanto, deverá ser respeitada a combinação, dosagem e o período de cada tratamento. Antes de iniciar o protocolo procure um Médico Veterinário.

Renan Santos Abreu Médico Veterinário Graduado Pontifícia Universidade Católica Betim MG CRMV 15663


FIQUE POR DENTRO - INFORMATIVO: MARÇO DE 2018

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UTILIDADE - INFORMATIVO: MARÇO DE 2018


FÁBRICA DE SAL - INFORMATIVO: DEZEMBRO DE 2017

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NUTRIFORTE - INFORMATIVO: MARÇO DE 2018

USO DE INOCULANTES EM SILAGENS DE MILHO “SORGO” De forma geral, três parâmetros exercem grande influência na qualidade final da silagem, quer sejam nos aspectos nutricionais, quer sejam etapas fermentativas, são eles: teor de matéria seca (MS), teor de proteína bruta (PB) e teor de carboidratos ou açúcares solúveis em água (CSA) da forragem. O objetivo da produção de silagem é minimizar a degradação biológica e conservar o maior percentual de nutrientes digestíveis da forragem original. É fato que o milho colhido para ensilagem conjuga bons valores dos três fatores relacionados, portanto acaba sendo considerada a forragempadrão para uso na forma ensilada. Esse cereal apresenta teor adequado de matéria seca (3035%), teor de CSA suficiente para se garantir, em condições ideais, uma correta acidificação da massa por meio da produção de ácido lático e, em virtude do relativamente baixo percentual de PB (6-8%), traz consigo uma baixa capacidade de manter o pH inicial, ou seja, um baixo poder tampão (PTp). É impossível controlar a população epifítica de microrganismos presentes inicialmente na forragem picada, a não ser que seja adicionado um inoculante para direcionar esta fermentação de maneira que ocorra mais em função de bactérias desejáveis (BAL – bactérias produtoras de ácido lático), em detrimento de microrganismos que possam levar a fermentações indesejáveis (Clostridium, Listeria, enterobactérias, leveduras) e, consequentemente, perdas fermentativas e de valor nutritivo da silagem confeccionada. Há diversas composições de inoculantes para silagens no mercado, os inoculantes tradicionais são compostos por bactérias homoláticas, ou seja, que produzem (quase que) exclusivamente ácido lático. Dentre elas, o Lactobacillus plantarum é uma das bactérias mais usadas, devido seu vigoroso crescimento, tolerância ao meio ácido e potencial elevado de produção de ácido lático. Depois dessa primeira geração de inoculantes, algumas bactérias com capacidade de ação mais rápida foram associadas ao L. plantarum, tais como: Pediococcus pentosaceus, Pediococcus acidilactici, Enterococcus faecium e Lactobacillus acidophilus (Weinberg & Muck, 1996). Outros microrganismos são usados como inoculantes de silagem como bactérias do gênero Propionibacterium. Essas bactérias têm a capacidade de converter ácido lático e glicose em ácido propiônico e ácido acético, compostos antifúngicos. Mais recentemente, iniciou-se a utilização do Lactobacillus buchneri como inoculante para melhorar a estabilidade aeróbia de silagens de milho, cana-de-açúcar e outras culturas cujo desafio nessa fase aeróbia de consumo é maior e, talvez, o principal obstáculo. Pensando nessa necessidade de melhorar a qualidade dos alimentos fornecidos aos animais a equipe Nutriforte/Coopel recomenda-se a utilização de um novo produto no mercado parceiro da Coopel o inoculante Silotrato, no qual se encontra com um ótimo custo beneficio com um valor de R$ 115,00 por 50 toneladas, tornando um aditivo primordial no processo de produção de volumoso.


CONTABILIDADE - INFORMATIVO: MARÇO DE 2018

DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 2017

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OPORTUNIDADE - INFORMATIVO: MARÇO DE 2018


FAMÍLIA COOPEL - INFORMATIVO: MARÇO DE 2018

Geraldo Roberto da Costa é formado em Agronomia pela Unipac, Técnico Agropecuária e Cooperativismo na Epamig Pitangui, pós-graduado em fertilidade de solo no Cerrado na Unipam Patos de Minas e atual responsável técnico pelo Laboratório de Análises da Coopel. Aos 28 anos, também é responsável técnico na área de defensivos agrícolas da Farmácia Veterinária, onde atua por quase sete anos. Além de apoio em projetos técnicos de irrigação, Geraldo é professor do curso técnico em Agronegócio oferecido gratuitamente pela Unimontes em concomitância ao ensino médio regular para alunos matriculados em escolas públicas de Pompéu por meio do MedioTec, ação que integra o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). É pai da Helena de sete meses, filho dos cooperadores João Geraldo da Costa e Mirléia Lúcia Aparecida da Costa, adora futebol, assistir TV e namorar. “O trabalho na Coopel representa boa parte da minha vida. Quando eu sai pra estudar, foi graças ao apoio da Cooperativa. No laboratório, foi um novo desafio e busquei especialização. Hoje liberamos resultados, fazendo recomendação adequada de adubação e calagem para o produtor”, destacou o colaborador. Apaixonado pelo que faz, Geraldo garante que a relação de confiança com o produtor rural faz com que o trabalho seja ainda mais prazeroso. “A turma é boa, unida, trabalha em conjunto. Atender o produtor é muito bom, recomendar dentro das normas técnicas e ter um resultado positivo nos traz muita satisfação nesse trabalho”, conclui Geraldo.

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LEITE RECEBIDO - INFORMATIVO: MARÇO DE 2018

TELEFONES ÚTEIS


GENTE NOSSA - INFORMATIVO: MARÇO DE 2018

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todos e tudo aqui vem de lá. Assistência técnica é só ligar lá e eles vem”, ressaltou José Luciano.

A rotina do produtor rural José Luciano de Oliveira Maciel começa cedo. E não tem tempo ruim, feriado ou final de semana. Diariamente, às 6h da manhã, ele chega na sala da ordenha para começar a trabalhar. A propriedade dele é localizada no Assentamento 26 de Outubro. Além das vacas, a propriedade ainda abriga hortas e outros animais para consumo, como galinhas e porcos. Quem divide os cuidados com ele é a esposa Marlete Modesta da Silva Maciel. No local, ainda existem diferentes tipos de rosas, orquídeas, arbustivas, rasteiras, trepadeiras, várias delas são cultivadas no belíssimo roseiral. “Tenho muitas orquídeas, rosas e plantas que eu nem sei o nome. Tem muita pimenta, duas grandes hortas também. Plantar foi uma cura para a minha depressão”, revelou a agricultora de 60 anos, mãe de sete filhos e 12 netos. José Luciano conta que durante muitos anos trabalhou como empregado de fazenda, mas sua aptidão para a pecuária de leite o fizeram comprar as terras em 2000 e a adquirir gradativamente o rebanho que possui atualmente. Para que pudesse prosperar em sua atividade, José Luciano teve o apoio de inúmeros amigos, produtores rurais como ele, e que ele declara profunda e enorme gratidão. “Começou de pouco, mas Deus ajudou que a gente venceu. Tirava leite manual para os outros, juntei R$5 mil e comprei isso aqui. São 32 hectares. Não tinha nada, eu tive que fazer tudo. Curral, casa, fazer o pasto, não tinha cerca de divisa”, lembrou o produtor. Com a produção média de 400 litros dia e 26 vacas em lactação, José Luciano trabalha para aumentar a produção e fazer um canavial. Entrou para a Coopel em 2009. “Gosto muito da Cooperativa. Gosto de

Jornal Coopel Março 2018  

Fique por dentro das novidades e o que acontece na Coopel

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